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Artigo 63.ºProtecção em caso de despedimento

Pertence ao Código do Trabalho (Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro)

Resumo em linguagem claraGerado por IA · revisto contra texto oficial

Este artigo protege grupos vulneráveis no mercado de trabalho contra despedimentos discriminatórios. Estabelece que despeçar uma trabalhadora grávida, puérpera (pós-parto) ou lactante, ou um trabalhador em licença parental, requer parecer prévio de uma entidade competente em igualdade de oportunidades. Se o despedimento se basear em factos relativos ao trabalhador, presume-se feito sem justa causa. O empregador tem obrigação legal de solicitar este parecer e remeter cópia do processo. A entidade tem 30 dias para responder. Se o parecer for desfavorável, o empregador necessita de decisão judicial para prosseguir. Viola a lei despedir nestas circunstâncias sem parecer ou contra parecer desfavorável, com consequências graves incluindo reintegração obrigatória ou indemnização elevada.

Quando se aplica — exemplos práticos

Despedimento de grávida por desempenho

Uma trabalhadora comunica gravidez ao empregador. Meses depois, é despedida por "desempenho insuficiente". O empregador estava obrigado a pedir parecer à CITE (Comissão para Igualdade no Trabalho e Emprego) antes de proceder. Se não o fez ou ignorou parecer desfavorável, o despedimento é automaticamente considerado sem justa causa e a trabalhadora pode exigir reintegração ou indemnização significativa.

Pai em licença parental despedido por extinção de posto

Um trabalhador em licença parental tem o seu posto de trabalho extinto por reorganização da empresa. Mesmo que o motivo seja legítimo, a empresa deve cumprir procedimento especial: consultar o trabalhador, remeter processo à CITE e aguardar parecer antes de formalizar despedimento. Violação desta formalidade torna o despedimento ilícito.

Puérpera e parecer favorável da CITE

Uma trabalhadora regressada de licença de maternidade é acusada de roubo. A empresa solicita parecer à CITE, que autoriza o despedimento. O tribunal, mesmo assim, pode recusar levantar suspensão do despedimento se considerar que não há probabilidade séria de culpa. O parecer favorável não garante automaticamente aprovação judicial.

Texto oficial

Ver no PGDL ↗
1 - O despedimento de trabalhadora grávida, puérpera ou lactante ou de trabalhador no gozo de licença parental carece de parecer prévio da entidade competente na área da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres. 2 - O despedimento por facto imputável a trabalhador que se encontre em qualquer das situações referidas no número anterior presume-se feito sem justa causa. 3 - Para efeitos do n.º 1, o empregador deve remeter cópia do processo à entidade competente na área da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres: a) Depois das diligências probatórias referidas no n.º 1 do artigo 356.º, no despedimento por facto imputável ao trabalhador; b) Depois da fase de informações e negociação prevista no artigo 361.º, no despedimento colectivo; c) Depois das consultas referidas no n.º 1 do artigo 370.º, no despedimento por extinção de posto de trabalho; d) Depois das consultas referidas no artigo 377.º, no despedimento por inadaptação. 4 - A entidade competente deve comunicar o parecer referido no n.º 1 ao empregador e ao trabalhador, nos 30 dias subsequentes à recepção do processo, considerando-se em sentido favorável ao despedimento quando não for emitido dentro do referido prazo. 5 - Cabe ao empregador provar que solicitou o parecer a que se refere o n.º 1. 6 - Se o parecer for desfavorável ao despedimento, o empregador só o pode efectuar após decisão judicial que reconheça a existência de motivo justificativo, devendo a acção ser intentada nos 30 dias subsequentes à notificação do parecer. 7 - A suspensão judicial do despedimento só não é decretada se o parecer for favorável ao despedimento e o tribunal considerar que existe probabilidade séria de verificação da justa causa. 8 - Se o despedimento for declarado ilícito, o empregador não se pode opor à reintegração do trabalhador nos termos do n.º 1 do artigo 392.º e o trabalhador tem direito, em alternativa à reintegração, a indemnização calculada nos termos do n.º 3 do referido artigo. 9 - Constitui contraordenação grave a violação do disposto nos n.os 1, 6 ou 8.
339 palavras · ID 1047A0063

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