Pertence ao Código do Trabalho (Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro)
Este artigo estabelece quando um trabalhador pode terminar o seu contrato de trabalho imediatamente, sem aviso prévio, devido a situações graves criadas pelo empregador. A lei distingue entre comportamentos culposos do empregador (aqueles em que há responsabilidade intencional ou negligência) e situações não culposas. Os comportamentos culposos incluem não pagar o salário pontualmente, violar direitos garantidos por lei, aplicar punições abusivas, colocar em risco a segurança e saúde, causar danos patrimoniais graves ou ofender a dignidade e integridade física do trabalhador. Existem também outros motivos legais, como o cumprimento de obrigações legais incompatíveis com o trabalho ou alterações muito significativas nas condições de trabalho. Para falta de pagamento, considera-se culposa quando se prolonga 60 dias ou quando o empregador declara por escrito que não pagará. O trabalhador que invoque justa causa deve comprovar os factos alegados, e a apreciação segue procedimentos específicos definidos na lei.
Um trabalhador não recebe o seu salário há 65 dias. Pode rescindir imediatamente o contrato por justa causa, pois a lei considera culposa a falta de pagamento que se prolongue além de 60 dias. Não precisa de cumprir prazo de aviso prévio ou justos causa.
Uma funcionária trabalha numa cozinha sem equipamento de proteção adequado e sofre queimaduras por negligência do empregador. Pode rescindir o contrato imediatamente invocando justa causa pela falta culposa de condições de segurança e saúde.
Um engenheiro é obrigado a exercer funções completamente diferentes e desqualificadas, sem acordo prévio. Se a mudança for substancial e duradoura, pode rescindir o contrato imediatamente, mesmo que o empregador tenha agido dentro dos seus poderes legais.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.