União Europeia — legislação
Diretiva (UE) 2003/127
- Data
- 2004-01-16
- Meio processual
- LEGISLAÇÃO DA UNIÃO EUROPEIA
- Tipo
- Diretiva
Sumário
que altera a Directiva 1999/37/CE do Conselho relativa aos documentos de matrícula dos veículos
Texto integral (9305 palavras)
16.1.2004 PT Jornal Oficial da União Europeia L 10/29
DIRECTIVA 2003/127/CE DA COMISSÃO
de 23 de Dezembro de 2003
que altera a Directiva 1999/37/CE do Conselho relativa aos documentos de matrícula dos veículos
(Texto relevante para efeitos do EEE)
A COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS, ADOPTOU A PRESENTE DIRECTIVA:
Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Artigo 1.o
Europeia, Os anexos da Directiva 1999/37/CE são substituídos pelo texto
que figura em anexo à presente directiva.
Tendo em conta a Directiva 1999/37/CE do Conselho, de 29
de Abril de 1999, relativa aos documentos de matrícula dos Artigo 2.o
veículos (1) e, nomeadamente, o seu artigo 6.o,
1. Os Estados-Membros devem pôr em vigor as disposições
legislativas, regulamentares e administrativas necessárias para
Considerando o seguinte: dar cumprimento à presente directiva o mais tardar 12 meses
após a sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia. Os
(1) A Directiva 1999/37/CE estabelece as regras harmoni- Estados-Membros devem imediatamente comunicar à Comissão
zadas aplicáveis aos certificados de matrícula dos o texto das referidas disposições, bem como um quadro de
veículos sujeitos a registo na Comunidade. correspondência entre as disposições da presente directiva e as
disposições nacionais aprovadas.
(2) Dada a crescente introdução de equipamentos electró- Quando os Estados-Membros aprovarem essas disposições,
nicos e telemáticos nos veículos, os anexos da Directiva estas devem incluir uma referência à presente directiva ou ser
1999/37/CE devem ser adaptados ao progresso científico acompanhadas dessa referência na publicação oficial. As moda-
e técnico, para que os Estados-Membros possam emitir lidades dessa referência serão estabelecidas pelos Estados-
documentos de matrícula dos veículos sob a forma de -Membros.
cartões inteligentes com microprocessador em vez de
2. Os Estados-Membros devem comunicar à Comissão o
documentos em papel.
texto das principais disposições de direito interno que adop-
tarem no domínio regido pela presente directiva.
(3) A Directiva 1999/37/CE deverá, por conseguinte, ser
alterada em conformidade. Artigo 3.o
A presente directiva entra em vigor no vigésimo dia seguinte
(4) As medidas previstas na presente directiva estão em ao da sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia.
conformidade com o parecer do Comité instituído pelo
artigo 8.o da Directiva 96/96/CE do Conselho (2).
Artigo 4.o
(5) Os Estados-Membros devem tomar as medidas necessá- Os Estados-Membros são os destinatários da presente directiva.
rias para assegurar que a recolha e o tratamento dos
dados pessoais necessários à emissão dos documentos de
matrícula dos veículos sob a forma de cartões inteli- Feito em Bruxelas, em 23 de Dezembro de 2003.
gentes estejam em conformidade com a Directiva 95/46/
/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 24 de Pela Comissão
Outubro de 1995, relativa à protecção das pessoas
singulares no que diz respeito ao tratamento de dados Loyola DE PALACIO
pessoais e à livre circulação desses dados (3), Vice-Presidente
(1) JO L 138 de 1.6.1999, p. 57.
(2) JO L 46 de 17.2.1997, p. 1.
(3) JO L 281 de 23.11.1995, p. 31.
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ANEXO
«ANEXO I
PARTE I DO CERTIFICADO DE MATRÍCULA (1)
I. A presente parte poderá ser implementada num dos dois formatos seguintes: documento em papel ou cartão inte-
ligente. As características da versão papel são especificadas no capítulo II e as do cartão inteligente no capítulo
III.
II. Especificações da parte I do certificado de matrícula em papel
II.1. As dimensões totais do certificado de matrícula não devem exceder as dimensões do formato A4
(210 × 297 mm) ou de um desdobrável de formato A4.
II.2. O papel utilizado para a parte I do certificado de matrícula deve ser protegido contra a falsificação por meio da
utilização de, pelo menos, duas das técnicas seguintes:
— grafismos,
— marca de água,
— fibras fluorescentes, ou
— impressões fluorescentes.
Os Estados-Membros são livres de introduzir elementos de segurança adicionais.
II.3. A parte I do certificado de matrícula pode ser composta de várias páginas. Os Estados-Membros determinarão o
número de páginas necessárias de acordo com as informações contidas no documento e a sua apresentação
gráfica.
II.4. A primeira página da parte I do certificado de matrícula deve conter as informações seguintes:
— nome do Estado-Membro emissor da parte I do certificado de matrícula,
— sinal distintivo do Estado-Membro emissor da parte I do certificado de matrícula, ou seja:
B Bélgica
DK Dinamarca
D Alemanha
GR Grécia
E Espanha
F França
IRL Irlanda
I Itália
L Luxemburgo
NL Países Baixos
A Áustria
P Portugal
FIN Finlândia
S Suécia
UK Reino Unido
— nome da autoridade competente,
— menção “Parte I do Certificado de Matrícula” ou, se o certificado tiver apenas uma única parte, a menção
“Certificado de Matrícula”, impressa em corpo grande na língua ou línguas do Estado-Membro emissor do
certificado de matrícula; esta menção pode ainda estar presente a uma distância adequada, impressa em corpo
pequeno, nas outras línguas da Comunidade Europeia,
— menção “Comunidade Europeia”, impressa na língua ou línguas do Estado-Membro emissor da parte I do
certificado de matrícula,
— número do documento.
(1) O certificado composto de uma só parte ostentará a menção “Certificado de Matrícula”, não sendo feita qualquer referência à “parte I”
16.1.2004 PT Jornal Oficial da União Europeia L 10/31
II.5. A parte I do certificado de matrícula deve igualmente conter as informações seguintes, precedidas dos respectivos
códigos comunitários harmonizados:
(A) Número de matrícula;
(B) Data da primeira matrícula do veículo;
(C) Dados pessoais,
(C.1) Titular do certificado de matrícula:
(C.1.1) Apelido(s) ou denominação comercial,
(C.1.2) Outro(s) nome(s) ou inicial(ais) (quando aplicável),
(C.1.3.) Morada no Estado-Membro de matrícula na data de emissão do documento,
(C.4) Se as informações do ponto II.6, código C.2, não constarem do certificado de matrícula, referência do
facto de o titular do certificado de matrícula:
a) ser o proprietário do veículo,
b) não ser o proprietário do veículo,
c) não estar identificado no certificado de matrícula como proprietário do veículo;
(D) Veículo:
(D.1) marca,
(D.2) modelo,
— variante (se disponível),
— versão (se disponível);
(D.3) denominação(ões) comercial(ais);
(E) Número de identificação do veículo;
(F) Massa:
(F.1) massa máxima em carga tecnicamente admissível, excepto para motociclos;
(G) Massa do veículo em serviço com carroçaria e, no caso de um veículo tractor de qualquer categoria que não
a categoria M1 [kg], com dispositivo de engate;
(H) Validade da matrícula, caso não seja ilimitada;
(I) Data da matrícula a que se refere o certificado;
(K) Número de homologação do modelo (se disponível),
(P) Motor:
(P.1) cilindrada (em cm3);
(P.2) potência útil máxima (em kW) (se disponível),
(P.3) tipo de combustível ou fonte de energia;
(Q) Relação potência/peso (em kW/kg) (apenas para os motociclos);
(S) Lotação:
(S.1) número de lugares sentados, incluindo o lugar do condutor,
(S.2) número de lugares em pé (se aplicável).
II.6. A parte I do certificado de matrícula poderá ainda incluir os seguintes dados, precedidos dos respectivos códigos
comunitários harmonizados:
(C) Dados pessoais:
(C.2) proprietário do veículo (repetir o número de vezes correspondente ao número de
proprietários):
(C.2.1) apelido ou denominação comercial,
(C.2.2) outro(s) nome(s) ou inicial(ais) (se aplicável),
(C.2.3) morada no Estado-Membro de matrícula na data de emissão do docu-
mento,
L 10/32 PT Jornal Oficial da União Europeia 16.1.2004
(C.3) pessoa singular ou colectiva autorizada a utilizar o veículo em virtude de um
direito legal que não a propriedade do veículo:
(C.3.1) apelido ou denominação comercial,
(C.3.2) outros(s) nome(s) ou inicial(ais) (se aplicável),
(C.3.3) morada no Estado-Membro de matrícula na data de emissão do docu-
mento;
(C.5), (C.6), (C.7) e (C.8): Se a alteração dos dados pessoais a que se referem os pontos II.5, código C.1,
II.6, código C.2 e/ou II.6, código C.3, não der lugar à emissão de um novo certifi-
cado de matrícula, os novos dados pessoais correspondentes podem ser inseridos
com os códigos (C.5), (C.6), (C.7) ou (C.8); nessa altura serão desagregados de
acordo com as referências constantes dos pontos II.5, código C.1, II.6, código
C.2, II.6, código C.3 e II.5, código C.4;
(F) Massa:
(F.2) massa máxima em carga admissível do veículo em serviço no Estado-Membro de matrícula,
(F.3) massa máxima em carga admissível do conjunto em serviço no Estado-Membro de matrícula;
(J) Categoria do veículo;
(L) Número de eixos;
(M) Distância entre eixos (em mm);
(N) No caso dos veículos com uma massa total superior a 3 500 kg, distribuição entre os eixos da massa
máxima em carga tecnicamente admissível:
(N.1) eixo 1 (em kg),
(N.2) eixo 2 (em kg), quando aplicável,
(N.3) eixo 3 (em kg), quando aplicável,
(N.4) eixo 4 (em kg), quando aplicável,
(N.5) eixo 5 (em kg), quando aplicável;
(O) Massa máxima rebocável tecnicamente admissível:
(O.1) reboque travado (em kg),
(O.2) reboque destravado (em kg);
(P) Motor:
(P.4) regime nominal (em min-1),
(P.5) número de identificação do motor;
(R) Cor do veículo;
(T) Velocidade máxima (em km/h);
(U) Nível sonoro:
(U.1) estacionário [em dB(A)],
(U.2) regime do motor (em min-1),
(U.3) em circulação [em dB(A)];
(V) Gases de escape:
(V.1) CO (em g/km ou g/kWh),
(V.2) HC (em g/km ou g/kWh),
(V.3) NOx (em g/km ou g/kWh),
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(V.4) HC + NOx (em g/km),
(V.5) partículas no caso dos motores diesel (em g/km ou g/kWh),
(V.6) coeficiente de absorção corrigido no caso dos motores diesel (em min-1),
(V.7) CO2 (em g/km),
(V.8) consumo de combustível em ciclo combinado (em l/100 km),
(V.9) indicação da classe ambiental de homologação CE;
referência da versão aplicável por força da Directiva 70/220/CEE (1) ou da Directiva 88/77/CEE (2)
(W) Capacidade do(s) depósito(s) de combustível (em l).
II.7. Os Estados-Membros podem incluir informações complementares (na parte I do certificado de matrícula), desig-
nadamente acrescentando, entre parênteses, aos códigos de identificação, conforme estabelecido nos pontos II.5 e
II.6, códigos nacionais adicionais.
III. Especificações da parte I do certificado de matrícula sob a forma de cartão inteligente (Alternativa ao
modelo em papel descrito no capítulo II )
III.1. Formato do cartão e dados legíveis a olho nu
Dado incorporar um microprocessador, o cartão com circuito integrado deve ser concebido de acordo com as
normas constantes do capítulo III.5. A leitura dos dados armazenados no cartão devem poder ser efectuada com
a ajuda de equipamentos de leitura de uso corrente (tal como para os cartões tacográficos).
A frente e o verso do cartão devem ter impressos, pelo menos, os dados especificados nos capítulos II.4 e II.5;
esses dados devem ser legíveis a olho nu (altura mínima dos caracteres: 6 pontos) e impressos conforme abaixo
indicado (ver exemplos de possíveis apresentações gráficas na figura 1, no final da presente secção).
A. B l oc o de da dos de ba se
Os dados de base devem incluir o seguinte:
Frente
a) À direita do circuito integrado:
na(s) língua(s) do Estado-Membro emissor do certificado de matrícula
— a menção “Comunidade Europeia”,
— o nome do Estado-Membro emissor do certificado de matrícula,
— a menção “Parte I do Certificado de Matrícula” ou, se o certificado apenas for composto de uma parte,
a menção “Certificado de Matrícula”, impressa em corpo grande,
— outra denominação do documento equivalente (por exemplo, a anterior designação nacional)
(opcional),
— o nome da autoridade competente (alternativamente, também sob a forma de dados específicos como
indicado na secção B),
— o número sequencial e inequívoco do documento, conforme utilizado no Estado-Membro (alternativa-
mente, também sob a forma de dados específicos como indicado na secção B);
b) Na zona acima do circuito integrado:
A sigla distintiva do Estado-Membro emissor do certificado de matrícula, a branco, num rectângulo azul e
rodeada por 12 estrelas amarelas;
B Bélgica
DK Dinamarca
D Alemanha
GR Grécia
E Espanha
F França
(1) Directiva 70/220/CEE do Conselho, de 20 de Março de 1970, relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes
às medidas a tomar contra a poluição do ar pelos gases provenientes dos motores de ignição comandada que equipam os veículos a
motor (JO L 76 de 6.4.1970, p. 1), com a última redacção que lhe foi dada pela Directiva 2002/80/CE da Comissão (JO L 291 de
28.10.2002, p. 20)
2
( ) Directiva 88/77/CEE do Conselho, de 3 de Dezembro de 1987, relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respei-
tantes às medidas a tomar contra a emissão de gases poluentes pelos motores diesel utilizados em veículos (JO L 36 de 9.2.1988, p.
33), com a última redacção que lhe foi dada pela Directiva 2001/27/CE da Comissão (JO L 107 de 18.4.2001, p. 10)
L 10/34 PT Jornal Oficial da União Europeia 16.1.2004
IRL Irlanda
I Itália
L Luxemburgo
NL Países Baixos
A Áustria
P Portugal
FIN Finlândia
S Suécia
UK Reino Unido
c) Os Estados-Membros poderão equacionar a possibilidade de aditamento, no bordo inferior, em corpo
pequeno, e na(s) sua(s) língua(s) nacional(ais), da menção: “O presente documento deve ser exibido medi-
ante pedido de qualquer pessoa com poderes para o efeito.”
d) A cor de base do cartão é o verde (Pantone 362); alternativamente, é possível a transição do verde para o
branco.
e) No canto inferior esquerdo da face do cartão, deverá ser impresso um símbolo representativo de uma roda
(ver representação gráfica proposta na figura 1).
Em tudo o mais, devem ser observadas as disposições do capítulo III.13.
B. B l oc o de da dos e sp ec í fi cos
O bloco de dados específicos deve conter as informações seguintes:
Frente
a) o nome da autoridade competente — ver também secção Aa);
b) o nome da autoridade emissora do certificado de matrícula (opcional);
c) o número sequencial e inequívoco do documento, conforme utilizado no Estado-Membro (ver também
secção Aa);
d) os dados do capítulo II.5 mencionados abaixo; conforme indicado no capítulo II.7, os códigos comuni-
tários harmonizados podem ser acompanhados de códigos nacionais.
Có d i go Refer ênc ia
(A) número de matrícula (número oficial da autorização);
(B) data da primeira matrícula do veículo;
(I) data da matrícula a que se refere o presente certificado.
Da dos pe ssoa i s
(C.1) titular do certificado de matrícula,
(C.1.1) apelido ou denominação comercial,
(C.1.2) outros nome(s) ou inicial(ais) (quando aplicável),
(C.1.3) morada no Estado-Membro de matrícula na data de emissão do documento;
(C.4) se as informações especificadas no capítulo II.6, código C.2, não constarem do certificado de
matrícula, conforme definido nas secções A e B, referência do facto de o titular do certificado
de matrícula:
a) ser o proprietário do veículo;
b) não ser o proprietário do veículo;
c) não estar identificado no certificado de matrícula como proprietário do veículo;
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Verso
O verso do cartão deve incluir, pelo menos, os restantes dados especificados no capítulo II.5; conforme indi-
cado no capítulo II.7, os códigos comunitários harmonizados podem ser acompanhados de códigos nacionais.
Mais especificamente, esses dados são os seguintes:
Código Refer ênc ia
Dados do veículo (tendo em conta as notas do capítulo II.5)
(D.1) marca,
(D.2) modelo (variante/versão, quando aplicável),
(D.3) denominação(ções) comercial(ais),
(E) número de identificação do veículo,
(F.1) massa máxima em carga tecnicamente admissível, excepto para os motociclos [kg],
(G) massa do veículo em serviço com carroçaria e, no caso de um veículo tractor de qualquer cate-
goria que não a categoria M1 [kg], com dispositivo de engate,
(H) prazo de validade da matrícula, caso não seja ilimitado,
(K) número de homologação do modelo (se disponível):
(P.1) cilindrada [cm3],
(P.2) potência nominal [kW],
(P.3) tipo de combustível ou fonte de energia,
(Q) relação potência/peso [em kW/kg] (apenas para os motociclos),
(S.1) número de lugares sentados, incluindo o lugar do condutor
(S.2) número de lugares em pé (quando aplicável)
Acessoriamente, podem ser acrescentados, no verso do cartão, os dados complementares constantes dos
capítulos II.6 (com os códigos harmonizados) e II.7.
C. E le me n tos de se g ur a n ç a fí si c a do c a r tã o i nte li g e nte
As ameaças à segurança física dos documentos são as seguintes:
— fabrico de cartões falsos: criação de um objecto novo, que mantém uma grande semelhança com o docu-
mento inicial, de raiz ou mediante a realização de cópias de um documento original,
— alteração do material: alteração de uma propriedade de um documento original, modificando, por
exemplo, alguns dos dados impressos no documento.
O material utilizado na parte i do certificado de matrícula deve ser protegido contra a falsificação por meio
da utilização de, pelo menos, três das técnicas seguintes:
— microcaracteres,
— guilhoché*,
— impressão iridescente,
— gravura a laser,
— tinta fluorescente sob luz ultravioleta,
— tintas com cor dependente do ângulo de visão*,
— tintas com cor dependente da temperatura*,
— hologramas*,
— imagens laser variáveis,
— imagens de impressão variável (OVI).
Os Estados-Membros são livres de introduzir elementos de segurança adicionais.
Como ponto de partida, deve ser dada preferência às técnicas indicadas com um asterisco, pois permitem a
verificação da validade do cartão pelos serviços responsáveis pela aplicação da lei sem recurso a quaisquer
meios especiais.
L 10/36 PT Jornal Oficial da União Europeia 16.1.2004
Figura 1: Exemplos de possíveis representações gráficas dos dados obrigatórios
(é possível acrescentar dados opcionais e adicionais no verso do cartão)
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III.2. Armazenamento e protecção dos dados
Precedidos dos códigos comuns harmonizados (quando aplicável acompanhados dos códigos dos Estados-
-Membros, em conformidade com o capítulo II.7), os dados a seguir devem ou podem ser armazenados, a título
complementar, na superfície do cartão que leva a informação legível, de acordo com o Capítulo III.1:
A. Dados de acordo com os capítulos II.4 e II.5
Os dados especificados nos capítulos II.4 e II.5 devem ser obrigatoriamente armazenados no cartão.
B. Outros dados de acordo com o capítulo II.6
Além disso, os Estados-Membros são livres de armazenar dados adicionais de acordo com o capítulo II.6, na
medida do necessário.
C. Outros dados de acordo com o capítulo II.7
Podem ser armazenadas informações adicionais no cartão, a título facultativo.
Os dados constantes das secções A e B são armazenados em dois ficheiros correspondentes com uma estrutura
transparente (ver ISO/CEI 7816-4). Os Estados-Membros podem definir os seus próprios requisitos de armazena-
mento dos dados indicados na secção C.
Esses ficheiros não apresentam restrições à leitura.
O acesso aos ficheiros para escrita deve ser limitado às autoridades nacionais competentes do Estado-Membro
emissor do cartão inteligente (e suas agências autorizadas).
O acesso para escrita apenas será autorizado após uma autenticação assimétrica através da troca de chaves de
sessão, de modo a proteger a sessão entre o cartão de matrícula do veículo e um módulo de segurança (por
exemplo, um cartão com módulo de segurança) das autoridades nacionais competentes (ou suas agências autori-
zadas). O processo de autenticação é, por conseguinte, antecedido da troca de certificados verificáveis do cartão,
em conformidade com a norma ISO/CEI 7816-8. Os certificados verificáveis do cartão contêm as respectivas
chaves públicas, que devem ser recuperadas e utilizadas no processo de autenticação subsequente. Esses certifi-
cados são assinados pelas autoridades nacionais competentes e contêm um objecto de autorização (autorização
do titular do certificado) em conformidade com a norma ISO/CEI 7816-9, de modo a codificar uma autorização
específica de função para o cartão. Esta autorização de função está associada à autoridade nacional competente
(por exemplo, para actualizar um campo de dados).
As chaves públicas correspondentes das autoridades nacionais competentes são armazenadas no cartão enquanto
âncoras de confiança (chave pública de raiz).
A especificação dos ficheiros e dos comandos necessários aos processos de autenticação e de escrita é da compe-
tência dos Estados-Membros. A garantia de segurança deve ser aprovada através de uma avaliação assente em
critérios comuns de acordo com a certificação EAL4+. Os elementos adicionais são os seguintes: (1) AVA_MSU.3
Análise e ensaio para detecção de estados sem segurança; (2) AVA_VLA.4 Elevada resistência.
D. Dados de verificação da autenticidade dos dados de matrícula
A autoridade emissora calcula a sua assinatura electrónica relativa a todos os dados de um ficheiro que
contenha as informações especificadas nas secções A ou B e armazena essas informações num ficheiro corres-
pondente. Essas assinaturas permitem verificar a autenticidade dos dados em memória. Os cartões devem
conter os dados seguintes:
— assinatura electrónica dos dados de matrícula relacionados com a secção A,
— assinatura electrónica dos dados de matrícula relacionados com a secção B.
Para verificação dessas assinaturas electrónicas, o cartão deve conter:
— os certificados da autoridade emissora que calcula as assinaturas relativas aos dados das secções A e B.
Não deve haver restrições à leitura das assinaturas electrónicas e dos certificados. O acesso para escrita, quer
às assinaturas electrónicas quer aos certificados, deve ficar restringido às autoridades nacionais competentes.
III.3. Interface
Os contactos externos devem funcionar como interfaces. A combinação de contactos externos com um emissor-
-respondedor (transponder) é facultativa.
III.4. Capacidade de armazenamento do cartão
O cartão deverá ter capacidade de armazenamento suficiente para guardar os dados mencionados no capítulo
III.2.
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III.5. Normas
O cartão com circuito integrado e os dispositivos de leitura devem satisfazer as normas seguintes:
— ISO 7810: Normas para cartões de identificação (cartões plastificados): Características físicas,
— ISO 7816-1 e –2: Características físicas dos cartões com circuito integrado; dimensões e localização dos
contactos,
— ISO 7816-3: Características eléctricas dos contactos, protocolos de transmissão,
— ISO 7816-4: Conteúdo das comunicações, estrutura dos dados dos cartões com circuito integrado,
arquitectura de segurança, mecanismos de acesso,
— ISO 7816-5: Estrutura dos identificadores de aplicação, selecção execução dos identificadores de apli-
cação, processo de registo dos identificadores de aplicação (sistema de numeração),
— ISO 7816-6: Elementos de dados intersectoriais para intercâmbio,
— ISO 7816-8: Cartões com circuito(s) integrado(s) com contactos, Comandos de segurança intersecto-
riais,
— ISO 7816-9: Cartões com circuito(s) integrado(s) com contactos, Comandos intersectoriais optimi-
zados.
III.6. Características técnicas e protocolos de transmissão
Deverá ser adoptado o formato ID-1 (dimensão normal, ver ISO/CEI 7810). O cartão deverá suportar o protocolo
de transmissão T = 1, em conformidade com a norma ISO/CEI 7816-3. Adicionalmente, poderá suportar outros
protocolos de transmissão, como T = 0, USB ou “sem contactos”.
Para a transmissão dos dados, deverá ser utilizada a “convenção directa” (ver ISO/CEI 7816-3).
A. Tensão de alimentação, tensão de programação
O cartão deve funcionar com Vcc = 3V (+/– 0.3V) ou com Vcc = 5V (+/– 0.5V). Não deve carecer de tensão
de programação no pino C6.
B. Resposta à restauração (Reset)
O byte presente no cartão que indica a dimensão do campo de informação deve ser apresentado em ATR em
caracteres TA3. Este valor será de, pelo menos, “80h” (= 128 bytes).
C. Selecção dos parâmetros do protocolo
O sistema deve obrigatoriamente suportar a selecção de parâmetros de protocolo (PPS) em conformidade com
a norma ISO/CEI 7816-3. Será usado para seleccionar T = 1, no caso de T = 0 também constar do cartão, e
para negociar os parâmetros Fi/Di, de modo a obter taxas de transmissão mais elevadas.
D. Protocolo de transmissão T = 1
O suporte da formação de cadeia (chaining) é obrigatório:
São permitidas as simplificações seguintes:
— Byte NAD: não utilizado (NAD deve ser posto a “00”),
— ABORT — bloco-S: não utilizado,
— Erro de estado VPP — bloco-S: não utilizado.
A dimensão do campo de informação do dispositivo (IFSD) deve ser indicada pelo IFD imediatamente após
ATR, ou seja, o IFD transmite o pedido de IFS — bloco-S após ATR e o cartão reenvia IFS — bloco-S. O valor
recomendado para o IFSD é de 254 bytes.
III.7. Amplitude térmica
O certificado de matrícula sob a forma de cartão inteligente deve poder funcionar correctamente nas condições
climáticas habitualmente verificadas no território da União Europeia e, pelo menos, na gama de temperaturas
especificada na norma ISO 7810. Os cartões tacográficos devem poder funcionar correctamente com níveis de
humidade entre 10 % e 90 %.
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III.8. Período de vida física
Se for utilizado em conformidade com as especificações ambientais e eléctricas, o cartão deve funcionar correcta-
mente durante um período de 10 anos. Os materiais utilizados no cartão devem ser seleccionados de forma a
garantir esse período de vida.
III.9. Características eléctricas
Durante o seu funcionamento, os cartões devem cumprir o disposto na Directiva 95/54/CE da Comissão, relativa
à compatibilidade electromagnética (1) e estar protegidos contra as descargas electrostáticas.
III.10. Estrutura do ficheiro
O quadro 1 enumera os ficheiros de base obrigatórios (EF) da aplicação DF (ver ISO/CEI 7816-4) DF. Registration.
Esses ficheiros apresentam todos uma estrutura transparente. As condições de acesso constam do capítulo III.2. A
dimensão dos ficheiros é estabelecida pelos Estados-Membros de acordo com os seus requisitos.
Quadro 1
Nome do ficheiro Identificador de ficheiro Descrição
EF.Registration_A “D001” Dados de matrícula de acordo com os capítulos II.4 e
II.5
EF.Signature_A “E001” Assinatura electrónica relativa a todo o conteúdo de
EF.Registration_A
EF.C.IA_A.DS “C001” Certificado X.509v3 da autoridade emissora que calcula
as assinaturas para EF.Signature_A
EF.Registration_B “D011” Dados de matrícula de acordo com o capítulo II.6
EF.Signature_B “E011” Assinatura electrónica relativa a todo o conteúdo de
EF.Registration_B
EF.C.IA_B.DS “C011” Certificado X.509v3 da autoridade emissora que calcula
as assinaturas para EF.Signature_B
III.11. Estrutura dos dados
Os certificados são armazenados no formato X.509v3 em conformidade com a norma ISO/CEI 9594-8. As assi-
naturas electrónicas são armazenadas de forma transparente.
Os dados de matrícula são armazenados como objectos de dados BER-TLV (ver ISO/CEI 7816-4) nos ficheiros de
base correspondentes. Os campos de valores são codificados como caracteres ASCII, conforme especificado na
norma ISO/CEI 8824-1, os valores “C0”-“FF” são definidos pela norma ISO/CEI 8859-1 (jogo de caracteres Latino
1), ISO/CEI 8859-7 (jogo de caracteres Grego) ou ISO/CEI 8859-5 (jogo de caracteres Cirílico). O formato das
datas é AAAAMMDD.
O quadro 2 enumera as etiquetas (Tags) que identificam os objectos de dados correspondentes aos dados de
matrícula constantes dos capítulos II.4 e II.5, juntamente com os dados adicionais do capítulo III.1. Salvo indi-
cação em contrário, os objectos de dados constantes do quadro 2 são obrigatórios. Os objectos de dados faculta-
tivos podem ser omitidos. A coluna correspondente à etiqueta indica o nível de encastramento (nesting).
Quadro 2
Etiqueta Descrição
“78” autoridade que atribui etiquetas compatíveis; encastra o objecto “4F” (ver
ISO/CEI 7816-4 e ISO/CEI 7816-6)
“4F” identificador de aplicação (ver norma ISO/CEI 7816-4)
“71” modelo intersectorial (ver ISO/CEI 7816-4 e ISO/CEI 7816-6) correspon-
dente aos dados obrigatórios da parte 1 do certificado de matrícula;
encastra todos os objectos subsequentes
(1) Directiva 95/54/CE da Comissão, de 31 de Outubro de 1995, que adapta ao progresso técnico a Directiva 72/245/CEE do Conselho
relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes à supressão das interferências radioeléctricas produzidas pelos
motores de ignição comandada que equipam os veículos a motor e que altera a Directiva 70/156/CEE relativa à aproximação das legis-
lações dos Estados-Membros respeitantes à recepção dos veículos a motor e seus reboques (JO L 266 de 08.11.1995, p. 1).
L 10/40 PT Jornal Oficial da União Europeia 16.1.2004
Etiqueta Descrição
“80” versão da definição da etiqueta
“9F33” nome do Estado-Membro emissor do certificado de matrícula, parte 1
“9F34” outra designação do documento equivalente (anterior designação nacional)
(opcional)
“9F35” nome da autoridade competente
“9F36” nome da autoridade emissora do certificado de matrícula (opcional)
“9F37” jogo de caracteres utilizado:
“00”:
ISO/CEI 8859-1 (latino 1)
“01”:
ISO/CEI 8859-5 (cirílico)
“02”:
ISO/CEI 8859-7 (grego)
“9F38” número sequencial e inequívoco do documento, conforme utilizado no
Estado-Membro
“81” número de matrícula
“82” data da primeira matrícula
“A1” dados pessoais; encastra os objectos “A2” e “86”
“A2” titular do certificado de matrícula; encastra os objectos “83”, “84” e “85”
“83” apelido ou denominação comercial
“84” outros nomes ou iniciais (facultativo)
“85” morada no Estado-Membro
“86” “00”:
é o proprietário do veículo
“01”:
não é o proprietário do veículo
“02”:
não é identificado como proprietário do veículo
“A3” veículo; encastra os objectos “87”, “88” e “89”
“87” marca do veículo
“88” modelo do veículo
“89” descrições comerciais do veículo
“8A” número de identificação do veículo
“A4” massa; encastra “8B”
“8B” massa máxima em carga tecnicamente admissível
“8C” massa do veículo em serviço com carroçaria
“8D” período de validade
“8E” data da matrícula a que se refere o presente certificado
“8F” número de homologação do modelo
“A5” motor; encastra os objectos “90”, “91” e “92”
“90” cilindrada do motor
“91” potência útil máxima do motor
16.1.2004 PT Jornal Oficial da União Europeia L 10/41
Etiqueta Descrição
“92” tipo de combustível do motor
“93” relação potência/peso
“A6” lotação; encastra os objectos “94” e “95”
“94” número de lugares sentados
“95” número de lugares em pé
O quadro 3 enumera as etiquetas que identificam os objectos de dados correspondentes aos dados de matrícula
constantes do capítulo II.6. Os objectos de dados constantes do quadro 3 são facultativos.
Quadro 3
Etiqueta Descrição
“78” autoridade que atribui etiquetas compatíveis; encastra o objecto “4F” (ver
norma ISO/CEI 7816-4 e ISO/CEI 7816-6)
“4F” identificador de aplicação (ver norma ISO/CEI 7816-4)
“72” modelo intersectorial (ver ISO/CEI 7816-4 e ISO/CEI 7816-6) correspon-
dente a dados facultativos do certificado de matrícula — parte 1, capítulo
II.6; encastra todos os objectos subsequentes
“80” versão da definição de etiqueta
“A1” dados pessoais; encastra os objectos “A7”, “A8” e “A9”
“A7” proprietário do veículo; encastra os objectos “83”, “84” e “85”
..
“A8” segundo proprietário do veículo; encastra os objectos “83”, “84” e “85”
..
“A9” pessoa autorizada a utilizar o veículo em virtude de um direito legal que
não a propriedade; encastra os objectos “83”, “84” e “85”
..
“A4” massa; encastra “96” e “97”
“96” massa máxima em carga admissível do veículo em serviço
“97” massa máxima em carga admissível do conjunto em serviço
“98” categoria do veículo
“99” número de eixos
“9A” distância entre eixos
“AD” distribuição entre os eixos da massa máxima em carga admissível; encastra
os objectos “9F1F”, “9F20”, “9F21”, “9F22” e “9F23”
“9F1F” eixo 1
L 10/42 PT Jornal Oficial da União Europeia 16.1.2004
Etiqueta Descrição
“9F20” eixo 2
“9F21” eixo 3
“9F22” eixo 4
“9F23” eixo 5
“AE” massa máxima rebocável tecnicamente admissível; encastra os objectos
“9B” e “9C”
“9B” reboque travado
“9C” reboque destravado
“A5” motor; encastra os objectos “9D” e “9E”
“9D” velocidade nominal
“9E” número de identificação do motor
“9F24” cor do veículo
“9F25” velocidade máxima
“AF” nível sonoro; encastra os objectos “DF26”, “DF27” e “DF28”
“9F26” estacionário
“9F27” velocidade do motor
“9F28” em circulação
“B0” gases de escape; encastra os objectos “9F29”, “9F2A”, “9F2B”, “9F2C”,
“9F2D”, “9F2E”, “9F2F”, “9F30” e “9F31”
“9F29” CO
“9F2- HC
A”
“9F2B” NOX
“9F2C” HC+NOX
“9F2- partículas no caso dos motores diesel
D”
“9F2E” coeficiente de absorção corrigido no caso dos motores diesel
“9F2F” CO2
“9F30” consumo de combustível em ciclo combinado
“9F31” indicação da classe ambiental de homologação CE
“9F32” capacidade dos depósitos de combustível
A estrutura e o formato dos dados serão definidos pelos Estados-Membros, em conformidade com o capítulo II.7.
16.1.2004 PT Jornal Oficial da União Europeia L 10/43
III.12. Leitura dos dados de matrícula
A. Se le c çã o da a pli c a ç ã o
A aplicação “Matrícula do veículo” deve poder ser seleccionada usando o comando SELECT DF (por nome, ver
ISO/CEI 7816-4), através do seu identificador de aplicação (AID). O valor a atribuir a AID será solicitado a
um laboratório seleccionado pela Comissão Europeia.
B. L e itu r a dos dados dos fi ch e i r os
Os ficheiros correspondentes ao capítulo II, secções A, B e D, devem poder ser seleccionados através do
comando SELECT (ver ISO/CEI 7816-4), pondo o parâmetro de comando P1 com o valor “02”, P2 com “04”
e o campo de dados de comando com o identificador de ficheiro (ver capítulo X, quadro 1). O modelo de FCP
apresentado contém a dimensão do ficheiro, o que pode ser útil para a leitura.
A leitura dos ficheiros deve poder ser efectuada usando o comando READ BINARY (ver ISO/CEI 7816-4) com
um campo de dados de comando ausente e Le configurado para o comprimento dos dados pretendidos,
usando um Le curto.
C. V e ri fi c a ç ã o da a u te n ti c i da de dos da dos
Para verificar a autenticidade dos dados de matrícula armazenados, deve ser verificada a assinatura electrónica
correspondente. Isto significa que, além de permitir a leitura dos dados de matrícula, o cartão de matrícula
deve ainda permitir a leitura da assinatura electrónica correspondente.
A chave pública para verificação da assinatura pode ser extraída do cartão procedendo à leitura do certificado
da autoridade emissora correspondente. Os certificados contêm a chave pública e a identificação da autoridade
correspondente. A verificação da assinatura pode ser efectuada utilizando outro sistema que não o cartão de
matrícula.
Os Estados-Membros são livres de proceder à extracção das chaves públicas e dos certificados para verificação
do certificado da autoridade emissora.
III.13. Disposições especiais
Independentemente das disposições acima, os Estados-Membros são livres de, após terem notificado a Comissão
Europeia, acrescentar cores, marcas ou símbolos. Além disso, no caso de certos dados do capítulo III.2, secção C,
os Estados-Membros podem autorizar a utilização do formato XML e do acesso via TCP/IP.
Os Estados-Membros podem ainda, com a autorização da Comissão Europeia, acrescentar outras aplicações relati-
vamente às quais ainda não existam normas ou documentos harmonizados a nível da União Europeia (por
exemplo, certificado de controlo técnico), no cartão de matrícula do veículo, tendo em vista serviços adicionais
relacionados com o veículo.
L 10/44 PT Jornal Oficial da União Europeia 16.1.2004
ANEXO II
PARTE II DO CERTIFICADO DE MATRÍCULA (1)
I. A presente parte poderá ser implementada num dos dois formatos: documento em papel ou cartão inteligente.
As características da versão papel são especificadas no Capítulo II e as do cartão inteligente no capítulo III.
II. Especificações da parte II do certificado de matrícula em papel
II.1. As dimensões totais do certificado de matrícula não devem exceder as dimensões do formato A4
(210 × 297 mm) ou de um desdobrável de formato A4.
II.2. O papel utilizado para a parte II do certificado de matrícula deve ser protegido contra a falsificação por meio da
utilização de, pelo menos, duas das técnicas seguintes:
— grafismos,
— marca de água,
— fibras fluorescentes, ou
— impressões fluorescentes.
Os Estados-Membros são livres de introduzir elementos de segurança adicionais.
II.3. A parte II do certificado de matrícula pode ser composta de várias páginas. Os Estados-Membros determinarão o
número de páginas necessárias de acordo com as informações contidas no documento e a sua apresentação
gráfica.
II.4. A primeira página da parte II do certificado de matrícula deve conter as informações seguintes:
— nome do Estado-Membro emissor da parte II do certificado de matrícula,
— sinal distintivo do Estado-Membro emissor da parte II do certificado de matrícula, ou seja:
B Bélgica
DK Dinamarca
D Alemanha
GR Grécia
E Espanha
F França
IR Irlanda
I Itália
L Luxemburgo
NL Países Baixos
A Áustria
P Portugal
FIN Finlândia
S Suécia
UK Reino Unido
— nome da autoridade competente,
— menção “parte II do certificado de matrícula”, impressa em corpo grande na língua ou línguas do Estado-
-Membro emissor do certificado de matrícula, esta menção pode ainda estar presente a uma distância
adequada, impressa em corpo pequeno, nas outras línguas da Comunidade Europeia,
— menção “Comunidade Europeia”, impressa na língua ou línguas do Estado-Membro emissor da parte II do
certificado de matrícula,
— número do documento.
(1) O presente anexo refere-se apenas aos certificados de matrícula compostos das partes I e II.
16.1.2004 PT Jornal Oficial da União Europeia L 10/45
II.5. A parte II do certificado de matrícula deve igualmente conter as informações seguintes, precedidas dos respectivos
códigos comunitários harmonizados:
(A) Número de matrícula
(B) Data da primeira matrícula do veículo
(D) Veículo:
(D.1) marca,
(D.2) modelo,
— variante (se disponível),
— versão (se disponível),
(D.3) denominação(ões) comercial(ais)
(E) Número de identificação do veículo
(K) Número de homologação do modelo (se disponível)
II.6. A parte II do certificado de matrícula poderá, ainda, incluir os dados seguintes, precedidos dos respectivos códigos
comunitários harmonizados:
(C) Dados pessoais:
(C.2) proprietário do veículo
(C.2.1) apelido(s) ou denominação comercial
(C.2.2) outros(s) nome(s) ou inicial(ais) (se aplicável)
(C.2.3) morada no Estado-Membro de matrícula na data de emissão do documento
(C.3) pessoa singular ou colectiva autorizada a utilizar o veículo em virtude de um direito legal que não
a propriedade do veículo:
(C.3.1) apelido(s) ou denominação comercial,
(C.3.2) outros(s) nome(s) ou inicial(ais) (se aplicável),
(C.3.3) morada no Estado-Membro de matrícula na data de emissão do documento,
(C.5) e (C.6): Se a alteração dos dados pessoais a que se referem os pontos II.6, código C.3 não der lugar à
emissão de uma nova parte II do certificado de matrícula, os novos dados pessoais correspondentes
podem ser inseridos com os códigos (C.5) ou (C.6); sendo desagregados de acordo com os pontos
II.6, código C.2 e II.6, código C.3.
(J) Categoria do veículo
II.7. Os Estados-Membros podem incluir informações complementares na parte II do certificado de matrícula designa-
damente, acrescentando, entre parênteses, aos códigos de identificação, conforme estabelecido nos pontos II.5 e
II.6, códigos nacionais adicionais.
III. Especificações da parte II do certificado de matrícula sob a forma de cartão inteligente (Alternativa ao
modelo em papel descrito no capítulo II)
III.1. Formato do cartão e dados legíveis a olho nu
Dado incorporar um microprocessador, o cartão com circuito integrado deve ser concebido de acordo com as
normas constantes do capítulo III.5.
A frente e o verso do cartão devem ter impressos, pelo menos, os dados especificados nos capítulos II.4 e II.5;
esses dados devem ser legíveis a olho nu (altura mínima dos caracteres: 6 pontos) e impressos como segue (ver
exemplos de possíveis apresentações gráficas na figura 2, no final da presente secção).
L 10/46 PT Jornal Oficial da União Europeia 16.1.2004
A. B l oc o de da dos de ba se
Os dados de base devem incluir o seguinte:
F r e n te
a) À direita do circuito integrado:
na(s) língua(s) do Estado-Membro emissor do certificado de matrícula
— a menção “Comunidade Europeia”,
— o nome do Estado-Membro emissor do certificado de matrícula,
— a menção “Parte II do Certificado de Matrícula”, impresso em corpo grande,
— outra denominação do documento equivalente (anterior designação nacional) (opcional),
— o nome da autoridade competente (em alternativa, também sob a forma de dados específicos como
indicado na secção B),
— o número sequencial e inequívoco do documento, conforme utilizado no Estado-Membro (em alterna-
tiva, também sob a forma de dados específicos, como indicado na secção B),
b) Na zona acima do circuito integrado:
A sigla distintiva do Estado-Membro emissor do certificado de matrícula, a branco, num rectângulo azul e
rodeada por 12 estrelas amarelas;
B Bélgica
DK Dinamarca
D Alemanha
GR Grécia
E Espanha
F França
IRL Irlanda
I Itália
L Luxemburgo
NL Países Baixos
A Áustria
P Portugal
FIN Finlândia
S Suécia
UK Reino Unido
c) Os Estados-Membros poderão equacionar a possibilidade de aditamento, no bordo inferior, em corpo
pequeno e na(s) sua(s) língua(s) nacional(ais), da menção: “O presente documento deve ser guardado num
local seguro fora do veículo”;
d) A cor de base do cartão é o vermelho (Pantone 194); alternativamente, é possível a transição do vermelho
para o branco;
e) No canto inferior esquerdo da face do cartão, deverá ser impresso um símbolo representativo de uma roda
(ver representação gráfica proposta).
Em tudo o mais, devem ser observadas as disposições do capítulo III.13.
B. B l oc o de da dos e sp ec í fi cos
O bloco de dados específicos deve conter as seguintes informações:
Frente
a) Nome da autoridade competente — ver também secção Aa);
b) Nome da autoridade emissora do certificado de matrícula (opcional);
c) O número sequencial e inequívoco do documento, conforme utilizado no Estado-Membro (ver também a
secção Aa);
16.1.2004 PT Jornal Oficial da União Europeia L 10/47
d) Os dados do capítulo II.5 mencionados abaixo; conforme indicado no capítulo II.7, os códigos comuni-
tários harmonizados podem ser acompanhados de códigos nacionais.
Có d i go Refer ênc ia
A número de matrícula (número oficial da autorização)
B data da primeira matrícula do veículo
Verso
O verso do cartão deve incluir, pelo menos, os restantes dados especificados no capítulo II.5; conforme indi-
cado no capítulo II.7, os códigos comunitários harmonizados podem ser acompanhados de códigos nacionais.
Mais especificamente, esses dados são os seguintes:
Código Refer ênc ia
Dados do veículo (tendo em conta as notas do capítulo II.5)
D.1 marca
D.2 modelo (variante/versão, quando aplicável)
D.3 denominação(ções) comercial(ais)
E número de identificação do veículo
K número de homologação do modelo (se disponível)
Acessoriamente, podem ser acrescentados, no verso do cartão, os dados complementares constantes dos
capítulos II.6 (com os códigos harmonizados) e II.7.
C. E le me n tos de se g ur a n ç a fí si c a do c a r tã o i nte li g e nte
As ameaças à segurança física dos documentos são as seguintes:
— fabrico de cartões falsos: criação de um objecto novo, que mantém uma grande semelhança com o docu-
mento inicial, de raiz ou mediante a realização de cópias de um documento original,
— alteração do material: alteração de uma propriedade de um documento original, modificando, por
exemplo, alguns dos dados impressos no documento.
O material usado na parte II do certificado de matrícula deve ser protegido contra a falsificação por meio da
utilização de, pelo menos, três das técnicas seguintes:
— microcaracteres,
— guilhoché*,
— impressão iridescente,
— gravura a laser,
— tinta fluorescente sob luz ultravioleta,
— tintas com cor dependente do ângulo de visão*,
— tintas com cor dependente da temperatura*,
— hologramas*,
— imagens laser variáveis,
— imagens de impressão variável (OVI).
Os Estados-Membros são livres de introduzir elementos de segurança adicionais.
Como ponto de partida, deve ser dada preferência às técnicas indicadas com um asterisco, pois permitem a
verificação da validade do cartão pelos serviços responsáveis pela aplicação da lei, sem recurso a quaisquer
meios especiais.
L 10/48 PT Jornal Oficial da União Europeia 16.1.2004
Figura 2: Exemplos de possíveis representações gráficas dos dados obrigatórios
(É possível acrescentar dados opcionais e adicionais no verso do cartão)
16.1.2004 PT Jornal Oficial da União Europeia L 10/49
III.2. Armazenamento e protecção de dados
Precedidos dos códigos comuns harmonizados (quando aplicável acompanhados dos códigos dos Estados-
-Membros, em conformidade com o capítulo II.7), os dados a seguir devem ou podem ser armazenados, a título
complementar, na superfície do cartão que leva a informação legível, de acordo com o capítulo III.1:
A. Dados de acordo com os capítulos II.4 e II.5
Os dados especificados nos capítulos II.4 e II.5 devem ser obrigatoriamente armazenados no cartão.
B. Outros dados de acordo com o capítulo II.6
Além disso, os Estados-Membros são livres de armazenar dados adicionais de acordo com o capítulo II.6, na
medida do necessário.
C. Outros dados de acordo com o capítulo II.7
A título facultativo, podem ser armazenados no cartão mais dados de interesse geral relativos ao veículo.
Os dados constantes das secções A e B são armazenados em dois ficheiros correspondentes com uma estru-
tura transparente (ver ISO/IEC 7816-4). Os Estados-Membros podem definir os seus próprios requisitos de
armazenamento dos dados indicados na secção C.
Esses ficheiros não apresentam restrições à leitura.
O acesso aos ficheiros para escrita deve ser limitado às autoridades nacionais competentes do Estado-Membro
emissor do cartão inteligente (e suas agências autorizadas).
O acesso para escrita apenas será autorizado após uma autenticação assimétrica, através da troca de chaves de
sessão, de modo a proteger a sessão entre o cartão de matrícula do veículo e o módulo de segurança (por
exemplo, um cartão com módulo de segurança) das autoridades nacionais competentes (ou suas agências
autorizadas). O processo de autenticação é, por conseguinte, antecedido da troca de certificados verificáveis
do cartão, em conformidade com a norma ISO/CEI 7816-8. Os certificados verificáveis do cartão contêm as
respectivas chaves públicas, que devem ser recuperadas e utilizadas no processo de autenticação subsequente.
Esses certificados são assinados pelas autoridades nacionais competentes e contêm um objecto de autorização
(autorização do titular do certificado) em conformidade com a norma ISO/CEI 7816-9, de modo a codificar
uma a autorização específica de função para o cartão. Esta autorização de função está associada à autoridade
nacional competente (por exemplo, para actualizar um campo de dados).
As chaves públicas correspondentes das autoridades nacionais competentes são armazenadas no cartão
enquanto âncoras de confiança (chave pública de raiz).
A especificação dos ficheiros e dos comandos necessários aos processos de autenticação e de escrita é da
competência dos Estados-Membros. A garantia de segurança deve ser aprovada através de uma avaliação
assente em critérios comuns de acordo com a certificação EAL4+. Os elementos adicionais são os seguintes:
(1) AVA_MSU.3 Análise e ensaio para detecção de estados sem segurança; (2) AVA_VLA.4 Elevada resis-
tência.
D. Dados de verificação da autenticidade dos dados de matrícula
A autoridade emissora calcula a sua assinatura electrónica relativa a todos os dados de um ficheiro que
contenha as informações especificadas na secções A ou B e armazena essas informações num ficheiro corres-
pondente. Essas assinaturas permitem verificar a autenticidade dos dados em memória. Os cartões devem
conter os seguintes dados:
— assinatura electrónica dos dados de matrícula relacionados com a secção A,
— assinatura electrónica dos dados de matrícula relacionados com a secção B,
Para verificação dessas assinaturas electrónicas, o cartão deve conter:
— os certificados da autoridade emissora que calcula as assinaturas relativas aos dados das secções A e B.
Não deve haver restrições à leitura das assinaturas electrónicas e dos certificados. O acesso para escrita, quer
às assinaturas electrónicas quer aos certificados, deve ficar restringido às autoridades nacionais competentes.
III.3. Interface
Os contactos externos devem funcionar como interfaces. A combinação de contactos externos com um emissor-
-respondedor (transponder) é facultativa.
III.4. Capacidade de armazenamento do cartão
O cartão deve ter capacidade de armazenamento suficiente para guardar os dados mencionados no capítulo III.2.
L 10/50 PT Jornal Oficial da União Europeia 16.1.2004
III.5. Normas
O cartão com circuito integrado e os dispositivos de leitura devem satisfazer as normas seguintes:
— ISO 7810: Normas para cartões de identificação (cartões plastificados): Características físicas,
— ISO 7816-1 e –2: Características físicas dos cartões com circuito integrado; dimensões e localização dos
contactos,
— ISO 7816-3: Características eléctricas dos contactos, protocolos de transmissão,
— ISO 7816-4: Conteúdo das comunicações, estrutura dos dados dos cartões com circuito integrado,
arquitectura de segurança mecanismos de acesso,
— ISO 7816-5: Estrutura dos identificadores de aplicação, selecção e execução dos identificadores de apli-
cação, processo de registo dos identificadores de aplicação (sistema de numeração),
— ISO 7816-6: Elementos de dados intersectoriais para intercâmbio,
— ISO 7816-8: Cartões com circuito(s) integrado(s) com contactos — Comandos de segurança intersecto-
riais,
— ISO 7816-9: Cartões com circuito(s) integrado(s) com contactos — Comandos intersectoriais optimi-
zados.
III.6. Características técnicas e protocolos de transmissão
Deverá ser adoptado o formato ID-1 (dimensão normal, ver ISO/CEI 7810).
O cartão deverá suportar o protocolo de transmissão T = 1, em conformidade com a norma ISO/CEI 7816-3.
Adicionalmente poderá suportar outros protocolos de transmissão, como T = 0, USB ou “sem contactos”. Para a
transmissão dos dados, deverá ser utilizada a “convenção directa” (ver ISO/CEI 7816-3).
A. Te nsã o de ali me ntaç ã o, te nsã o de pr og ra maç ã o
O cartão deve funcionar com Vcc = 3V (+/– 0,3V) ou com Vcc = 5V (+/– 0,5V). Não deve carecer de tensão
de programação no pino C6.
B. Re sposta à r estau ra çã o (Reset )
O byte presente no cartão que indica a dimensão do campo de informação deve ser apresentado em ATR em
caracteres TA3. Este valor será de, pelo menos, “80h” (= 128 bytes).
C. Se lec ç ã o dos pa râ metr os do pr otoc olo
O sistema deve obrigatoriamente suportar a selecção de parâmetros de protocolo (PPS) em conformidade com
a norma ISO/CEI 7816-3E. Será usado para seleccionar T = 1, no caso de T = 0 também constar do cartão, e
para negociar os parâmetros Fi/Di de modo a obter taxas de transmissão mais elevadas.
D. Pr otoc olo de tr a n smi ssão T = 1
O suporte da formação de cadeia (chaining) é obrigatório.
São permitidas as simplificações seguintes:
— Byte NAD: não utilizado (NAD deve ser posto a “00”),
— ABORT — bloco-S: não utilizado,
— Erro de estado VPP — bloco-S: não utilizado.
A dimensão do campo de informação do dispositivo (IFSD) deve ser indicada pelo IFD, imediatamente após
ATR, ou seja, o IFD transmite o pedido de IFS bloco-S após ATR e o cartão reenvia IFS — bloco-S. O valor
recomendado para o IFSD é de 254 bytes.
III.7. Amplitude térmica
O certificado de matrícula sob a forma de cartão inteligente deve poder funcionar correctamente nas condições
climáticas habitualmente verificadas no território da União Europeia e, pelo menos, na gama de temperaturas
especificada na norma ISO 7810. Os cartões tacográficos devem poder funcionar correctamente com níveis de
humidade entre 10 % e 90 %.
16.1.2004 PT Jornal Oficial da União Europeia L 10/51
III.8. Período de vida física
Se for utilizado em conformidade com as especificações ambientais e eléctricas o cartão deve funcionar correcta-
mente durante um período de 10 anos. Os materiais utilizados no cartão devem ser seleccionados de forma a
garantir este período de vida.
III.9. Características eléctricas
Durante o seu funcionamento, os cartões devem cumprir o disposto na Directiva 95/54/CE, relativa à compatibili-
dade electromagnética e estar protegidos contra as descargas electrostáticas.
III.10. Estrutura do ficheiro
O quadro 1 enumera os ficheiros de base obrigatórios (EF) da aplicação DF (ver ISO/CEI 7816-4) DF. Registration.
Esses ficheiros apresentam todos uma estrutura transparente. As condições de acesso constam do capítulo III.2. A
dimensão dos ficheiros é estabelecida pelos Estados-Membros de acordo com os seus requisitos.
Quadro 1
Nome do ficheiro Identificador de ficheiro Descrição
EF.Registration_A “D001” Dados de matrícula de acordo com os capítulos II.4 e
II.5
EF.Signature_A “E001” Assinatura electrónica relativa a todo o conteúdo de
EF.Registration_A
EF.C.IA_A.DS “C001” Certificado X.509v3 da autoridade emissora que calcula
as assinaturas para EF.Signature_A
EF.Registration_B “D011” Dados de matrícula de acordo com o capítulo II.6
EF.Signature_B “E011” Assinatura electrónica relativa a todo o conteúdo de
EF.Registration_B
EF.C.IA_B.DS “C011” Certificado X.509v3 da autoridade emissora que calcula
as assinaturas para EF.Signature_B
III.11. Estrutura dos dados
Os certificados são armazenados no formato X.509v3 em conformidade com a norma ISO/CEI 9594-8.
As assinaturas electrónicas são armazenadas de forma transparente.
Os dados de matrícula são armazenados como objectos de dados BER-TLV (ver ISO/CEI 7816-4) nos ficheiros de
base correspondentes. Os campos de valores são codificados como caracteres ASCII, conforme especificado na
norma ISO/CEI 8824-1, os valores “C0”-“FF” são definidos pela norma ISO/CEI 8859-1 (jogo de caracteres Latino
1), ISO/CEI 8859-7 (jogo de caracteres Grego) ou ISO/CEI 8859-5 (jogo de caracteres Cirílico). O formato das
datas é AAAAMMDD.
O quadro 2 enumera as etiquetas (Tags) que identificam os objectos de dados correspondentes aos dados de
matrícula constantes dos capítulos II.4 e II.5, juntamente com os dados adicionais do capítulo III.1. Salvo indi-
cação em contrário, os objectos de dados constantes do quadro 2 são obrigatórios. Os objectos de dados faculta-
tivos podem ser omitidos. A coluna correspondente à etiqueta indica o nível de encastramento (nesting).
Quadro 2
Etiqueta Descrição
“78” autoridade que atribui etiquetas compatíveis; encastra o objecto “4F” (ver
norma ISO/CEI 7816-4 e ISO/CEI 7816-6)
“4F” identificador de aplicação (ver norma ISO/CEI 7816-4)
“73” modelo intersectorial (ver ISO/CEI 7816-4 e ISO/CEI 7816-6) correspon-
dente aos dados obrigatórios da parte 2 do certificado de matrícula;
encastra todos os objectos subsequentes
“80” versão da definição da etiqueta
L 10/52 PT Jornal Oficial da União Europeia 16.1.2004
Etiqueta Descrição
“9F33” nome do Estado-Membro emissor do certificado de matrícula, parte 2
“9F34” outra designação do documento equivalente (anterior designação nacional)
(opcional)
“9F35” nome da autoridade competente
“9F36” nome da autoridade emissora do certificado de matrícula (opcional)
“9F37” jogo de caracteres utilizado:
“00”: ISO/CEI 8859-1 (Latino 1)
“01”: ISO/CEI 8859-5 (Cirílico)
“02”: ISO/CEI 8859-7 (Grego)
“9F38” número sequencial e inequívoco do documento, conforme utilizado no
Estado-Membro
“81” número de matrícula
“82” data da primeira matrícula
“A3” veículo; encastra os objectos “87”, “88” e “89”
“87” marca do veículo
“88” modelo do veículo
“89” descrições comerciais do veículo
“8A” número de identificação do veículo
“8F” número de homologação do modelo
O quadro 3 enumera as etiquetas que identificam os objectos de dados correspondentes aos dados de matrícula
constantes do capítulo II.6. Os objectos de dados constantes do quadro 3 são facultativos.
Quadro 3
Etiqueta Descrição
“78” autoridade que atribui etiquetas compatíveis; encastra o objecto “4F” (ver
norma ISO/CEI 7816-4 e ISO/CEI 7816-6)
“4F” identificador de aplicação (ver norma ISO/CEI 7816-4)
“74” modelo intersectorial (ver ISO/CEI 7816-4 e ISO/CEI 7816-6) correspon-
dente a dados facultativos do certificado de matrícula — parte 1, capítulo
II.6; encastra todos os objectos subsequentes
“80” versão da definição da etiqueta
“A1” dados pessoais; encastra os objectos “A7”, “A8” e “A9”
“A7” proprietário do veículo; encastra os objectos “83”, “84” e “85”
“83” apelido ou denominação comercial
“84” outros nomes ou iniciais (opcional)
“85” morada no Estado-Membro
“A8” segundo proprietário do veículo; encastra os objectos “83”, “84” e “85”
...
16.1.2004 PT Jornal Oficial da União Europeia L 10/53
Etiqueta Descrição
“A9” pessoa autorizada a utilizar o veículo em virtude de um direito legal que
não a propriedade; encastra os objectos “83”, “84” e “85”
...
“98” categoria do veículo
A estrutura e o formato dos dados são definidos pelos Estados-Membros em conformidade com o capítulo II.7.
III.12. Leitura dos dados de matrícula
A. Se le c çã o da a pli c a ç ã o
A aplicação “Matrícula do veículo” deve poder ser seleccionada usando o comando SELECT DF (por nome, ver
ISO/CEI 7816-4), através do seu identificador de aplicação (AID). O valor de AID será solicitado a um labora-
tório seleccionado pela Comissão Europeia.
B. L e itu r a dos dados dos fi ch e i r os
Os ficheiros correspondentes ao capítulo II, secções A, B e D, devem poder ser seleccionados usando o
comando SELECT (ver ISO/CEI 7816-4) pondo o parâmetro de comando P1 com o valor “02”, P2 com “04” e
o campo de dados de comando com o identificador de ficheiro (ver capítulo X, quadro 1). O modelo de FCP
apresentado contém a dimensão do ficheiro, o que pode ser útil para a leitura.
A leitura dos ficheiros deve poder ser efectuada usando o comando READ BINARY (ver ISO/CEI 7816-4) com
um campo de dados de comando ausente e Le configurado para o comprimento dos dados pretendidos,
usando um Le curto.
C. V e ri fi c a ç ã o da a u te n ti c i da de dos da dos
Para verificar a autenticidade dos dados de matrícula armazenados, deve ser verificada a assinatura electrónica
correspondente. Isto significa que, além de permitir a leitura dos dados de matrícula, o cartão de matrícula
deve ainda permitir a leitura da assinatura electrónica correspondente.
A chave pública para verificação da assinatura pode ser extraída do cartão procedendo à leitura do certificado
da autoridade emissora correspondente. Os certificados contêm a chave pública e a identificação da autoridade
correspondente. A verificação da assinatura pode ser efectuada utilizando outro sistema que não o cartão de
matrícula.
Os Estados-Membros são livres de proceder à extracção das chaves públicas e dos certificados para verificação
do certificado da autoridade emissora.
III.13. Disposições especiais
Independentemente das disposições acima, os Estados-Membros são livres de, após terem notificado a Comissão
Europeia, acrescentar cores, marcas ou símbolos. Além disso, no caso de certos dados do capítulo III.2, secção C,
os Estados-Membros podem autorizar a utilização do formato XML e do acesso via TCP/IP. Os Estados-Membros
podem ainda, com a autorização da Comissão Europeia, acrescentar outras aplicações relativamente às quais
ainda não existam normas ou documentos harmonizados a nível da União Europeia (por exemplo, certificado de
controlo técnico), no cartão de matrícula do veículo, tendo em vista serviços adicionais relacionados com o
veículo.»