Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República
Parecer n.º 28/1974
- Data
- 1974-08-08
- Relator
- MILLER SIMÕES
- Meio processual
- PARECER
- Tipo
- Informação-Parecer
- Emitente
- Chefe do Estado-Maior da Armada # CEMA
Sumário
1 - O artigo 18 da Lei n 3/74, de 14 de Maio, por um lado estabeleceu nos seus ns 1 e 3, o principio constitucional de que as funções jurisdicionais, com excepção das dos tribunais militares, serão exercidas exclusivamente por tribunais integrados no Poder Judicial, com afectação ao Ministerio da Justiça; e, por outro lado, proibiu, no seu n 2, a existencia de tribunais com competencia especifica para o julgamento de crimes contra a segurança do Estado; 2 - A entrada em vigor do preceito constitucional referido na conclusão antecedente apenas fez extinguir os tribunais cuja existencia ele proibiu; 3 - A função jurisdicional civel, exercida pelo capitão do porto, nos termos da alinea oo) do n 1 do artigo 10 e dos artigos 206 e segs do Regulamento Geral das Capitanias (Decreto-Lei n 265/72, de 31 de Julho) não foi extinta pelo artigo 18 da Lei n 3/74; 4 - E da competencia do Governo Provisorio, nos termos da alinea c) do n 1 do seu Programa, constante do Decreto-Lei n 203/74, de 15 de Maio, dar execução ao principio constitucional estabelecido no artigo 18, n 1, da Lei n 3/74, definindo, dentro do esquema da reforma do sistema judicial que lhe incumbe efectuar, quais as funções jurisdicionais que devem subsistir e em que termos deve fazer-se a sua integração no Ministerio da Justiça; 5 - Enquanto não for publicada a lei ordinaria que as extinga ou que as integre no Ministerio da Justiça, as funções jurisdicionais existentes a data da entrada em vigor da Lei n 3/74 e que por ela não foram extintas, continuam a exercer-se nos termos da lei respectiva. ###
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