Diário da República, 1.ª série
Resolução do Conselho de Ministros n.º 54/2026
- Data
- 2026-03-17
- Tipo
- Resolução do Conselho de Ministros
- Emitente
- PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
Sumário
Aprova o Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo e respetivo modelo de governação. NEGÓCIOS ESTRANGEIROS
Texto integral (10 430 palavras)
Resolução do Conselho de Ministros n.º 54/2026
Sumário: Aprova o Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo e respetivo modelo de governação.
O XXV Governo Constitucional apontou no seu Programa várias metas a alcançar na área do des-
porto, nomeadamente a redução da percentagem da população sedentária e o correspondente aumento
da prática desportiva de toda a população, incluindo mulheres e pessoas com deficiência e o reforço do
apoio ao desporto de alto rendimento como catalisador para a prática desportiva entre os mais jovens.
É também um objetivo relacionado com a prática do desporto a diminuição da prevalência de
obesidade infantil e do excesso de peso, visando a aproximação dos indicadores de atividade física
e desportiva da população portuguesa à média dos países da União Europeia.
A aposta do Governo no desporto é tanto mais importante quanto a necessidade de elevar os
indicadores nacionais, uma vez que todos apontam para fracos níveis de prática de atividade física
e desportiva da população portuguesa, a que acrescem problemas de literacia motora. Assim, pre-
tende-se desenvolver a prática desportiva desde a idade escolar, continuar durante o ensino superior
e manter ao longo da vida.
Além destes objetivos, hoje, mais do que nunca, importa assumir e impulsionar o desporto como
uma relevante ferramenta de inclusão social através de políticas públicas desportivas com vista ao
combate às desigualdades territoriais e entre mulheres e homens, bem como ao aumento significativo
da oferta de prática desportiva para pessoas com deficiência.
É no sentido de dar resposta a estas preocupações que se pretende aprovar o Plano Nacional de
Desenvolvimento Desportivo (PNDD), o primeiro a ser implementado em Portugal, e que constituirá uma
ferramenta essencial para transformar o desporto num promotor de bem-estar, inclusão e competitividade.
Para tal desiderato, numa lógica de envolvimento e colaboração entre todos os agentes envolvidos
e impactados, a construção do PNDD envolveu mais de 120 pessoas e entidades do ecossistema do
desporto em Portugal, incluindo o Instituto Português do Desporto e Juventude, os Governos Regionais
das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, o Comité Olímpico de Portugal, o Comité Paralím-
pico de Portugal, a Confederação do Desporto de Portugal, a Fundação do Desporto, várias federações
desportivas, associações profissionais, clubes, autarquias e diversas áreas governativas.
O PNDD assenta em seis pilares estratégicos, sob os quais 44 medidas serão implementadas.
A execução das medidas será acompanhada por uma estrutura técnica nomeada pela Comissão Per-
manente do Conselho Nacional do Desporto e será coordenada pelo presidente do conselho diretivo
do Instituto Português do Desporto e Juventude, I. P.
A monitorização da execução do PNDD revela-se essencial para que todas as metas traçadas
sejam alcançadas e Portugal possa, nos próximos anos, ser um país onde cada cidadão atinja níveis
elevados de bem-estar físico, mental e social, para o qual o desenvolvimento desportivo do País con-
tribuirá. O XXV Governo Constitucional está comprometido com um investimento robusto no cumpri-
mento destes objetivos.
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Assim:
Nos termos do artigo 28.º da Lei n.º 4/2004, de 15 de janeiro, na sua redação atual, e da alínea g)
do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
1 — Aprovar o Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo (PNDD) e o respetivo modelo de
governação, nos termos definidos no anexo i à presente resolução e da qual faz parte integrante.
2 — Definir que o PNDD assenta em seis pilares estratégicos:
a) Desporto no contexto educativo;
b) Desporto na sociedade;
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c) Desporto na formação e alto rendimento;
d) Instalações desportivas;
e) Políticas e governança do desporto;
f) Financiamento do desporto.
3 — Definir as medidas que densificam os seis pilares estratégicos elencados no número anterior,
que constam do anexo ii à presente resolução e da qual faz parte integrante.
4 — Determinar que os indicadores de desempenho que avaliam o cumprimento dos objetivos
delineados são acompanhados pelo Instituto Português do Desporto e Juventude, I. P. (IPDJ, I. P.).
5 — Determinar que a assunção de compromissos para a execução das medidas e iniciativas
que decorrem do PNDD depende da existência de dotação disponível por parte das entidades públicas
competentes.
6 — Estabelecer que, no prazo de 30 dias desde a entrada em vigor da presente resolução, é cons-
tituída uma comissão técnica de acompanhamento (Comissão Técnica), com a responsabilidade de
assegurar a execução do PNDD, bem como a sua monitorização periódica.
7 — Determinar que a comissão referida no número anterior é nomeada pela Comissão Permanente
do Conselho Nacional do Desporto e coordenada pelo presidente do conselho diretivo do IPDJ, I. P., não
podendo ser composta por mais de cinco membros.
8 — Determinar que as entidades representadas na Comissão Técnica são aquelas que asseguram
a execução do PNDD.
9 — Determinar que compete à Comissão Técnica:
a) A entrega ao membro do Governo responsável pela área do desporto de relatórios intercalares
de monitorização da execução das medidas previstas no PNDD a cada seis meses;
b) A entrega ao membro do Governo responsável pela área do desporto de um relatório final 30 dias
após a total execução das medidas previstas no PNDD.
10 — Estabelecer que, no prazo de 30 dias desde a entrada em vigor da presente resolução, é cons-
tituída uma comissão interministerial, com a responsabilidade de coadjuvar o membro do Governo
responsável pela área do desporto na execução do PNDD, a qual reúne sempre que solicitado por este.
11 — Determinar que a Comissão Interministerial é coordenada pelo membro do Governo res-
ponsável pela área do desporto e constituída por um representante de cada uma das seguintes áreas
governativas:
a) Finanças;
b) Economia e coesão territorial;
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c) Defesa nacional;
d) Administração interna;
e) Educação, ciência e inovação;
f) Saúde;
g) Trabalho, solidariedade e segurança social.
12 — Determinar que as comissões previstas nos n.os 6 e 10 cessam funções aquando da total exe-
cução das medidas previstas no PNDD e subsequente entrega do respetivo relatório de execução final.
13 — Determinar que os relatórios a que se refere o n.º 9 são disponibilizados em www.ipdj.pt.
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14 — Determinar que os membros das comissões previstas nos n.os 6 e 10 não auferem qualquer
remuneração, incluindo senhas de presença ou abonos.
15 — Determinar que compete a cada área governativa envolvida na execução das medidas e ini-
ciativas que integram o PNDD promover a sua implementação e assegurar os encargos resultantes das
mesmas, de acordo com as respetivas dotações e disponibilidades orçamentais, sem necessidades
de reforços orçamentais.
16 — Estabelecer que, para efeitos do número anterior, na área governativa do desporto as despe-
sas são preferencialmente financiadas pela transferência extraordinária ocorrida no final de 2024 ao
abrigo da Resolução do Conselho de Ministros n.º 192/2024, de 18 de dezembro:
a) Comité Olímpico de Portugal: € 49 602 000,00;
b) Comité Paralímpico de Portugal: € 15 398 000,00.
17 — Determinar que, sem prejuízo da data de execução prevista para cada medida no anexo ii
à presente resolução, as referidas medidas têm início até 31 de dezembro de 2028.
18 — Estabelecer que as verbas a alocar à execução do PNDD estão no enquadramento orçamental
dos serviços e dos organismos responsáveis, e que é salvaguardada, quando aplicável, a sua execução
pelos fundos europeus.
19 — Estabelecer que, caso seja atribuído financiamento com origem em fundos europeus adicio-
nais, o financiamento nacional é reduzido na respetiva proporção.
20 — Estabelecer que a presente resolução entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
Presidência do Conselho de Ministros, 20 de novembro de 2025. — O Primeiro-Ministro, Luís
Montenegro.
ANEXO I
(a que se refere o n.º 1)
Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo
1 — Enquadramento
O Desporto é reconhecido como uma das maiores forças transformadoras da sociedade, capaz
de reforçar a saúde pública, de fortalecer a coesão social, de educar para valores como o respeito
e a igualdade, e de contribuir para o desenvolvimento económico.
A prática regular de desporto é, nesse sentido, uma das formas mais eficazes de promoção de
uma vida saudável. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prática de atividade física ajuda
a prevenir diversos problemas de saúde, bem como contribui para melhorar a saúde mental, a qualidade
de vida e o bem-estar das pessoas.
Portugal dispõe de um tecido desportivo vivo, assente numa vasta rede de clubes e associações,
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num movimento federativo sólido e em atletas que projetam o nome do país além-fronteiras. Este
património nacional é um ponto de partida valioso para acelerar o desenvolvimento desportivo e reforçar
o papel do desporto como motor de saúde, bem-estar, inclusão e competitividade. No entanto, apesar
desta realidade, o setor ainda se encontra aquém de níveis aceitáveis, permanecendo em muitos casos
distante dos padrões europeus.
Os números confirmam essa distância. Apesar dos benefícios amplamente comprovados e dos
impactos positivos da prática desportiva regular, Portugal continua a apresentar elevados níveis de
inatividade física nos últimos anos, agravados por desigualdades territoriais, por desigualdades de
género e por uma fraca participação de pessoas com deficiência. A esta realidade acresce a elevada
incidência e prevalência de excesso de peso e obesidade, e o afastamento face à média europeia em
indicadores de participação desportiva e de investimento público.
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De acordo com dados da Comissão Europeia, 73 % dos portugueses dizem nunca praticar desporto (1),
o que coloca Portugal entre os países europeus com maiores níveis de inatividade física — uma realidade
que atravessa todas as faixas etárias e que se agrava com a idade. Esta tendência evidencia a urgên-
cia de políticas públicas capazes de incentivar a continuidade da prática desportiva ao longo da vida.
Para além da inatividade física generalizada, persistem desigualdades estruturais, já que o mesmo
Eurobarómetro mostra que as diferenças entre homens e mulheres continuam a marcar o panorama
desportivo nacional, com a prática regular feminina inferior à masculina em praticamente todas as
idades e particularmente expressiva a partir dos 25 anos. Essas disparidades refletem-se também nas
funções técnicas e de liderança, uma vez que, em 2024, apenas 21 % dos dirigentes desportivos e 25 %
dos treinadores inscritos nas federações desportivas eram mulheres (2).
As desigualdades estendem-se também ao desporto federado. Em 2024, dos 841 652 praticantes
inscritos nas federações desportivas, 67,3 % eram homens, face a 32,7 % de mulheres. No caso dos
praticantes com deficiência, a diferença era ainda mais acentuada, com 71 % de homens e apenas
29 % de mulheres (3).
A inclusão de pessoas com deficiência representa outro dos grandes desafios a nível nacional.
Apesar do trabalho desenvolvido por várias federações e associações, continuam a existir barreiras
físicas, sociais e organizacionais que limitam o acesso ao desporto. A falta de infraestruturas despor-
tivas adaptadas, de técnicos especializados e de programas consistentes reduz as oportunidades de
participação plena, o que torna ainda mais urgente a criação de condições de acessibilidade, o reforço
do apoio a projetos inclusivos e a valorização do papel das organizações que promovem o desporto
adaptado, de forma a garantir que o desporto é verdadeiramente de todos e para todos.
Se garantir a acessibilidade é uma condição necessária, assegurar a formação desportiva de
base para pessoas com deficiência é um passo essencial para a construção de percursos consisten-
tes e duradouros. Em 2024, apenas 98 dos 4960 praticantes com deficiência inscritos em federações
desportivas pertenciam ao escalão de formação (até juniores), o que representa cerca de 2 % (4).
Ainda assim, apesar dos desequilíbrios, o alto rendimento tem vindo a revelar sinais encorajadores,
já que, em 2024, Portugal registou, pela primeira vez, nos Jogos Olímpicos, uma participação feminina
superior à masculina. Paralelamente, os resultados desportivos têm acompanhado esta tendência de
crescimento, com Portugal a apresentar, entre 2000 e 2024, uma evolução média positiva de cerca de 14 %
por ciclo olímpico, no número de medalhas e diplomas conquistados (5). No entanto, o mesmo não se
verificou nos Jogos Paralímpicos, que registaram um decréscimo médio de 4 % por ciclo (6). Este contraste
sublinha a necessidade de reforçar o investimento na formação, assegurar melhores condições de tran-
sição de carreira e promover um maior equilíbrio entre atletas olímpicos, paralímpicos e surdolímpicos.
A estes desafios soma-se ainda a questão da saúde pública, uma vez que, para além da inatividade
física associada à reduzida prática desportiva regular, colocam-se também problemas como o excesso
de peso e obesidade, cuja prevalência se mantém elevada em Portugal. Segundo o Instituto Nacional
de Estatística (INE), em 2022, 37,3 % da população adulta vivia com excesso de peso e 15,9 % com obe-
sidade (7). A situação é igualmente preocupante nas crianças entre os 6 e os 8 anos, das quais 31,9 %
têm excesso de peso e 13,5 % já vivem com obesidade (8) — um problema de saúde pública que tende
a prolongar-se ao longo da vida se não for prevenido ou tratado precocemente, tornando essencial uma
intervenção atempada para reduzir riscos e assegurar um desenvolvimento saudável.
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Numa outra dimensão, Portugal encontra-se igualmente abaixo da média europeia no que respeita
ao financiamento do setor. Segundo o Eurostat, a despesa pública com desporto e atividades recreativas
corresponde apenas a 0,3 % do PIB, face a 0,4 % da média na União Europeia (9). Este quadro reforça
a necessidade de convergir com os padrões europeus, garantindo ao setor do desporto os recursos
necessários para responder ao seu verdadeiro potencial.
Neste contexto, torna-se evidente que a inatividade física não é apenas um problema desportivo:
é também um problema de saúde pública, de inclusão social e de qualidade de vida, responsável por
doenças crónicas evitáveis, que reduz a produtividade e aumenta os custos com a saúde.
Mas os desafios não se esgotam na prática em si. Portugal enfrenta fragilidades mais amplas,
que atravessam áreas estruturantes da sociedade, tais como a ligação entre desporto e educação,
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a formação desportiva e o alto rendimento, o impacto nas comunidades, a adequação e modernização
das infraestruturas, bem como a sustentabilidade das políticas públicas, da governação e dos meca-
nismos de financiamento.
O desporto é uma escola de valores, promove a igualdade de oportunidades, contribui para a coesão
territorial e social, fortalece a identidade nacional e projeta Portugal no mundo. É também um motor
económico, com criação de valor em múltiplos setores, como o turismo, a indústria ou inovação tec-
nológica, com impacto direto na empregabilidade.
Portugal tem hoje uma oportunidade decisiva para transformar o desporto num motor de saúde,
inclusão e competitividade, razão pela qual o Governo assumiu o desporto como prioridade estratégica.
Nesse sentido, e em linha com o Programa do XXV Governo Constitucional, o Plano Nacional de
Desenvolvimento Desportivo (PNDD) é uma resposta estruturada para, até 2036, transformar o pano-
rama desportivo nacional. Assente numa estratégia ambiciosa e inclusiva, visa promover a prática
desportiva em todas as idades e contextos, e garantir, a longo prazo, o acesso equitativo de todos os
cidadãos aos benefícios da atividade física e desportiva.
A sua construção teve por base um processo colaborativo, liderado pelo Governo através do Ins-
tituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), que envolveu mais de 120 entidades do ecossistema
desportivo em Portugal, incluindo os Governos Regionais dos Açores e da Madeira, o Comité Olímpico de
Portugal (COP), o Comité Paralímpico de Portugal (CPP), a Confederação do Desporto de Portugal (CDP),
a Fundação do Desporto, federações, associações profissionais, clubes e vários gabinetes ministeriais.
«Desporto de Todos e para Todos» é, assim, um compromisso concreto com um futuro onde
o desporto é parte integrante do quotidiano, contribui para uma sociedade mais saudável e inclusiva,
reforça a coesão social, valoriza a igualdade e projeta Portugal no panorama internacional. A mis-
são é garantir que o desporto é um direito efetivo de todos, promovendo estilos de vida saudáveis.
O propósito é aproximar Portugal das médias europeias de participação desportiva e investimento,
reduzir desigualdades, combater o sedentarismo e colocar o desporto no centro de uma sociedade
mais ativa, saudável e inclusiva.
2 — A visão estratégica
O Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo define uma visão clara para o desporto em
Portugal até 2036. Sustentada em cinco fundamentos estratégicos, esta visão reflete o papel central
que o desporto assume no futuro do país, contribuindo para a promoção da saúde e do bem-estar,
o reforço da coesão social e da igualdade de oportunidades, o desenvolvimento de políticas públicas
fundamentadas em dados objetivos, e a afirmação de Portugal como referência internacional pela
qualidade, talento e excelência competitiva.
Fundamentos estratégicos da visão para o Desporto em Portugal até 2036:
• Acesso universal e de qualidade: assegurar que todos os portugueses, independentemente da
idade, género, condição social ou localização geográfica, têm acesso a uma prática desportiva regular
e de qualidade;
• Promoção de saúde e bem-estar: valorizar o desporto como instrumento central de saúde pública,
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prevenção de doenças e melhoria da qualidade de vida, incentivando hábitos ativos desde a infância
até à idade sénior;
• Sociedade ativa e inclusiva: criar uma cultura desportiva que una comunidades, combata desi-
gualdades e integre pessoas com diferentes capacidades, promovendo a coesão social e estilos de
vida saudáveis;
• Transparência e conhecimento: disponibilizar informação atualizada, fiável e acessível sobre
a prática, os serviços e as infraestruturas desportivas, de modo a sustentar políticas públicas eficazes
e decisões estratégicas de curto, médio e longo prazo;
• Excelência e projeção internacional: projetar Portugal como uma referência internacional no desporto,
apoiando o potencial, o alto rendimento e a excelência competitiva, com base no mérito e na exigência.
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«Fazer de Portugal uma nação ativa e saudável, onde o Desporto é direito de todos, motor de
inclusão e excelência, e marca distintiva da nossa identidade no mundo.»
Objetivos nacionais do desporto
Com base nesta visão e nos fundamentos que a sustentam, foram definidos os objetivos nacio-
nais do desporto, que orientam a ação do País no setor. Estes objetivos traduzem de forma concreta
as prioridades estratégicas para tornar Portugal um país mais ativo, saudável e inclusivo, assegurando
o acesso universal à prática desportiva, a valorização do talento, a excelência no alto rendimento
e a projeção internacional.
1 — Diminuir a obesidade infantil — reduzir a incidência e prevalência de obesidade infantil através
de políticas públicas integradas, com destaque para o desporto, promovendo mais e melhor atividade
física na escola, garantindo uma monitorização regular, apoiando as famílias e divulgando periodica-
mente os resultados alcançados;
2 — Reduzir o sedentarismo — estimular o movimento ao longo do dia para melhorar a saúde
e o bem-estar. Através de campanhas nacionais, diminuir o tempo sentado por longos períodos, incentivar
pausas ativas e rotinas mais dinâmicas, substituir parte do tempo por atividades leves, consciencializar
sobre os riscos do sedentarismo;
3 — Aumentar a prática desportiva ao longo da vida e em todo o território — tornar o desporto
acessível a todos, desde crianças a idosos, em qualquer região do país. Expandir a oferta de atividades,
apoiar a melhoria de instalações e reduzir assimetrias territoriais;
4 — Reforçar a participação das mulheres no desporto — promover a participação feminina através
de programas de iniciação para raparigas e medidas de incentivo à prática desportiva. Garantir maior
presença de mulheres em cargos de liderança, como dirigentes, treinadoras e nas funções de arbitragem
ou ajuizamento, fortalecendo a representatividade e o impacto das mulheres em todo o ecossistema
desportivo;
5 — Garantir mais oportunidades para pessoas com deficiência — melhorar as acessibilidades das
infraestruturas, aumentar a oferta de atividades desportivas específicas e investir na formação qualifi-
cada de profissionais. Reforçar programas de inclusão através do desporto, estimulando a participação
ativa e promovendo uma prática mais inclusiva e diversificada em todo o território;
6 — Valorizar o desporto de alto rendimento — afirmar o desporto de alto rendimento como pilar
estratégico para o futuro do país, projetando Portugal no mundo através do prestígio dos atletas.
Transformar o seu exemplo em inspiração para todos, promovendo uma cultura desportiva enraizada
e assegurando as melhores condições de preparação e apoio a quem, com esforço e dedicação, eleva
o nome de Portugal;
7 — Reforçar o investimento direto no desporto — aproximar o investimento direto no desporto e os
indicadores de atividade desportiva da população portuguesa da média dos países da União Europeia,
consolidando o desporto enquanto eixo central de desenvolvimento social, económico e de saúde pública.
Indicadores de desempenho
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Os objetivos serão monitorizados com metas claras que permitem transformar a ambição em resul-
tados, promovendo uma política desportiva integrada, coerente e mobilizadora para todos os cidadãos.
Indicador Status Meta 2028 Ambição 2036
Percentagem de excesso de peso infantil em Portugal (10) 31,9 % 27,9 % 19 %
Percentagem de obesidade infantil em Portugal ( )11
13,5 % 11,2 % 6,5 %
Número de consultas dos cuidados de saúde primários do SNS com registo ao nível de 130 mil 520 mil 1,2 M
atividade física e comportamentos sedentários dos utentes (12)
Percentagem da população que nunca pratica desporto (13) 73 % 60 % 46 %
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Indicador Status Meta 2028 Ambição 2036
Percentagem da população que nunca faz atividade física (14) 72 % 58 % 45 %
Percentagem de alunos com prática regular no desporto escolar (15) 19,3 % 31,3 % 63,3 %
Número de praticantes inscritos nas federações desportivas (16) 841 mil 950 mil 1350 mil
Número de praticantes, do escalão «juniores», inscritos nas federações desportivas ( )
17
56 mil 64 mil 94 mil
Indicadores de desempenho
Indicador Status Meta 2028 Ambição 2036
Diferença na taxa de atividade física entre homens e mulheres (18) 5,0 % 4,5 % 2,0 %
Percentagem de mulheres que nunca ou raramente pratica desporto ( ) 19
80 % 65 % 49 %
Número de praticantes mulheres inscritas nas federações desportivas (20) 275 mil 330 mil 567 mil
Número de praticantes com deficiência inscritos nas federações desportivas ( )
21
4960 5952 10226
Percentagem de mulheres com deficiência inscritas nas federações desportiva (22) 29 % 32 % 40 %
Percentagem de jovens (< 18 anos) com deficiência inscritos nas federações desportivas ( )
23
2% 5% 17 %
Número de atletas com estatuto de alto rendimento (24) 921 940 1101
Percentagem de mulheres com estatuto de alto rendimento ( ) 25
41 % 44 % 50 %
Número de medalhas Jogos Olímpicos, Paralímpicos e Surdolímpicos, e Jogos Mundiais (26) 24 15 % 50 %
Pilares estratégicos
Para transformar os objetivos nacionais do desporto em ações concretas, o Plano Nacional de
Desenvolvimento Desportivo assenta em seis pilares estratégicos. Estes pilares representam as áreas
prioritárias de atuação que vão orientar a definição de políticas públicas e de medidas específicas,
garantindo coerência, eficácia e impacto. Funcionam como eixos estruturantes que asseguram a pas-
sagem da visão à prática, mobilizando recursos, parcerias e iniciativas que, em conjunto, permitirão
consolidar um sistema desportivo mais forte, inclusivo e sustentável.
1 — Desporto no contexto educativo
Consolidação do papel do desporto no contexto educativo, através do reforço da educação física do
1.º ciclo ao ensino secundário, do fortalecimento do desporto na escola (DE) e da integração de estrutu-
ras desportivas no ensino superior, promovendo hábitos ativos desde a infância até à vida académica.
2 — Desporto na sociedade
Promoção da atividade desportiva em todas as fases da vida e para todos os segmentos da
população, destacando o desporto como prática inclusiva e acessível. Este pilar valoriza a integridade
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e a inclusão, integrando ações de sensibilização contra a manipulação, o doping e a violência no desporto.
3 — Desporto na formação e alto rendimento
Expansão e qualificação da formação desportiva em Portugal, garantindo condições e enquadra-
mento adequado para todos os praticantes e para a preparação dos atletas do alto rendimento. Inclui
ainda a melhoria das carreiras desportivas e a criação de mecanismos de apoio e incentivo a oportu-
nidades pós-carreira.
4 — Instalações desportivas
Desenvolvimento e modernização da rede de infraestruturas desportivas, através da implemen-
tação da Carta Desportiva Nacional e da melhoria do acesso à informação fiável para a sua utilização.
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Este pilar abrange tanto a reabilitação e otimização dos equipamentos existentes como a construção
de novas instalações adaptadas às necessidades atuais.
5 — Políticas de governação do desporto
Reforço do sistema de gestão desportiva em Portugal, envolvendo as diversas entidades nacionais
ligadas ao setor. Este pilar promove uma governação partilhada entre setor público, setor privado e socie-
dade civil, assegurando maior coordenação, transparência e eficácia no desenvolvimento desportivo.
6 — Financiamento do desporto
Melhoria do acesso e da diversificação de fontes de financiamento para o desporto, através da
redefinição do modelo nacional, da captação de investimento e da promoção de incentivos fiscais.
A prioridade recai sobre o reforço das bases locais e federativas, garantindo sustentabilidade e cres-
cimento em todas as dimensões e contextos do sistema desportivo.
3 — Medidas por pilar estratégico
De forma a operacionalizar os pilares estratégicos do Plano Nacional de Desenvolvimento Despor-
tivo, foi definido um conjunto de medidas concretas por pilar, que traduzem as orientações em ações
práticas, permitindo transformar a visão e os objetivos nacionais em resultados tangíveis.
Total de medidas Medidas-chave
11 Criar um Programa Nacional de Formação Contínua de Educadores de Infância para o Domínio da Educação Física
Tornar obrigatória a avaliação da aptidão física anualmente
Implementar o Programa UAARE Superior
9 Garantir que o aconselhamento breve para a atividade física nos cuidados primários, aos utentes dos grupos
prioritários, seja considerado no IDE (Índice de Desempenho das Equipas) das USF
Criar a Unidade de Business Intelligence (UBI)
Apoiar clubes e associações desportivas com projetos de inclusão de pessoas com deficiência na prática des-
portiva qualificada e na oferta de prática desportiva feminina
11 Criar um programa de certificação e formação dos clubes e associações desportivas
Reforçar programas de bolsas de preparação para esperanças olímpicas, paralímpicas e surdolímpicas, para
o ciclo de Los Angeles 2028 e Surdolímpico 2029
Criar um programa de formação avançada (pós-graduações e mestrados) com instituições de ensino superior
Medidas por pilar estratégico
Total
Medidas-chave
de medidas
Pilar 4 6 Requalificar as instalações desportivas no território nacional
Instalações desportivas Requalificar e apetrechar a rede de centros de alto rendimento desportivo
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Construir e apetrechar o Centro de Inovação, Investigação e Desenvolvimento Paralímpico
do Comité Paralímpico de Portugal
Pilar 5 4 Atualizar a Lei de Bases da Atividade Física e do Desporto e rever a legislação estruturante
Políticas e governança Atualizar a Conta Satélite do Desporto
do desporto
Divulgar a Carta Desportiva Nacional
Pilar 6 3 Rever o modelo de financiamento do desporto nacional
Financiamento do des- Aumentar o financiamento para o Programa de Preparação Olímpica, Paralímpica e Sur-
porto dolímpica
Rever o estatuto dos benefícios fiscais relativos ao Mecenato Desportivo
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Apresentação de medidas
DESPORTO NO CONTEXTO EDUCATIVO
# Medida Início previsto
1 Criar um Programa Nacional de Formação Contínua de Educadores de Infância para o Domínio 2.º semestre 2027
da Educação Física
2 Equipar as escolas de 1.º ciclo do ensino básico com recursos didáticos destinados à lecionação 2.º semestre 2027
da componente curricular de Educação Física
3 Implementar um Programa Nacional de Formação Contínua de professores do 1.º ciclo para 2.º semestre 2026
a componente curricular de Educação Física
4 Tornar obrigatória a avaliação da aptidão física anualmente 2.º semestre 2026
5 Consolidar o Programa UAARE nos ensinos básico e secundário 2.º semestre 2026
6 Implementar o Programa UAARE Superior 2.º semestre 2026
7 Alargar o catálogo da formação contínua dos professores, de modo a permitir a dupla certificação 2.º semestre 2027
para treinadores
8 Implementar um programa de investigação aplicado ao desenvolvimento desportivo 2.º semestre 2026
9 Rever das atividades extracurriculares no 1.º ciclo 2.º semestre 2026
10 Rever o modelo de oferta desportiva e o modelo competitivo no desporto escolar 2.º semestre 2026
11 Aumentar o número de centros de formação de desportos náuticos, nas regiões de baixa densidade 2.º semestre 2026
populacional, valorizando as localidades com planos de água
Apresentação de medidas
DESPORTO NA SOCIEDADE
# Medida Início previsto
12 Incentivar a prática de atividade física nas consultas de saúde infantil e juvenil, através de acon- 1.º semestre 2027
selhamento estruturado realizado nos cuidados primários e pediatria
13 Garantir que o aconselhamento breve para a atividade física nos cuidados primários, aos utentes 1.º semestre 2027
dos grupos prioritários, seja considerado no IDE (Índice de Desempenho das Equipas) das USF
14 Reativar a Comissão Intersetorial para a Promoção da Atividade Física, com funções atualizadas 1.º semestre 2026
centradas na articulação estratégica e monitorização de resultados
Resolução do Conselho de Ministros n.º 54/2026
15 Criar a Unidade de Business Intelligence (UBI) 1.º semestre 2026
16 Apoiar clubes e associações desportivas com projetos de inclusão de pessoas com deficiência 2.º semestre 2025
na prática desportiva qualificada
17 Apoiar clubes e associações desportivas que visem criar/aumentar a oferta de prática desportiva 2.º semestre 2025
feminina
18 Investir no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para incentivar a prática desportiva 2.º semestre 2025
19 Desenvolver os Conselhos Municipais do Desporto 2.º semestre 2026
20 Implementar ações de incentivo à prática de atividade física e ao combate ao comportamento 1.º semestre 2026
sedentário em contexto laboral
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Apresentação de medidas
DESPORTO NA FORMAÇÃO E ALTO RENDIMENTO
# Medida Início previsto
21 Alargar a utilização das instalações desportivas militares e/ou de forças de segurança a atletas 2.º semestre 2026
de alto rendimento
22 Incluir os serviços e carreiras das forças armadas e de segurança nas saídas profissionais dos 2.º semestre 2026
atletas do alto rendimento
23 Criar um programa de certificação e formação dos clubes e associações desportivas 2.º semestre 2026
24 Reforçar o Programa Nacional de Desporto para Todos 2.º semestre 2026
25 Reforçar as equipas multidisciplinares de apoio ao desporto de alto rendimento 1.º semestre 2026
26 Reforçar os programas de bolsas de preparação para esperanças olímpicas, paralímpicas e sur- 2.º semestre 2025
dolímpicas, para o ciclo de Los Angeles 2028 e Surdolímpico 2029
27 Rever o Estatuto do Dirigente Desportivo 2.º semestre 2027
28 Reforçar a formação destinada a agentes desportivos 1.º semestre 2026
29 Integrar vias de especialização horizontal no modelo de formação de treinadores 2.º semestre 2026
30 Contratar profissionais qualificados para as federações desportivas, Comité Olímpico e Comité 2.º semestre 2025
Paralímpico de Portugal
31 Criar um programa de formação avançada (pós-graduações e mestrados) com instituições de 1.º semestre 2026
ensino superior
Apresentação de medidas
INSTALAÇÕES DESPORTIVAS
# Medida Início previsto
32 Promover a criação/requalificação de espaços recreativos informais 1.º semestre 2027
33 Alterar a legislação com critérios de licenciamento, manutenção e segurança das instalações 2.º semestre 2026
desportivas
34 Requalificar as instalações desportivas no território nacional 2.º semestre 2026
35 Requalificar e apetrechar a rede de centros de alto rendimento desportivo 2.º semestre 2025
36 Construir e apetrechar o Centro de Inovação, Investigação e Desenvolvimento Paralímpico do 1.º semestre 2026
Comité Paralímpico de Portugal
37 Requalificar o Centro Desportivo Nacional do Jamor 2.º semestre 2026
Resolução do Conselho de Ministros n.º 54/2026
Apresentação de medidas
POLÍTICAS E GOVERNANÇA NO DESPORTO
# Medida Início previsto
38 Atualizar a Lei de Bases da Atividade Física e do Desporto e rever a legislação estruturante 2.º semestre 2026
39 Atualizar a Conta Satélite do Desporto 2.º semestre 2026
40 Divulgar a Carta Desportiva Nacional 2.º semestre 2026
41 Criar um modelo de governança multinível para o desporto 2.º semestre 2026
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Apresentação de medidas
FINANCIAMENTO DO DESPORTO
# Medida Início previsto
42 Rever o modelo de financiamento do desporto nacional 1.º semestre 2026
43 Aumentar o financiamento para o Programa de Preparação Olímpica, Paralímpica e Surdolímpica 1.º semestre 2026
44 Rever o estatuto dos benefícios fiscais relativos ao Mecenato Desportivo 2.º semestre 2026
4 — Modelo de governação
O modelo de governação do Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo assenta numa lógica
integrada e colaborativa, orientada para garantir a execução coerente das medidas e a concretização
dos objetivos definidos.
O Plano reconhece que o desporto atravessa diferentes áreas da sociedade e, por isso, requer uma
coordenação transversal entre organismos públicos, parceiros sociais e agentes do setor, de forma
a assegurar uma implementação eficaz e eficiente das medidas previstas.
Será igualmente garantida uma monitorização contínua da execução do PNDD, de modo a acom-
panhar o progresso face às metas estabelecidas, identificar dificuldades e introduzir eventuais adapta-
ções que se venham a revelar necessárias. Esta monitorização tem como objetivo não apenas avaliar
a eficácia das medidas adotadas, mas igualmente reforçar a articulação entre todas as entidades
envolvidas, promovendo transparência, responsabilização e uma clara orientação para resultados.
Assim, define-se um modelo de governação com dois níveis:
• Uma comissão interministerial, coordenada pelo membro do Governo responsável pela área
do desporto e composta por um representante de cada uma das áreas governativas relevantes para
a execução do PNDD, que assegura, ao nível estratégico, a execução do Plano e atua como instância
de resposta coordenada a obstáculos ou constrangimentos que possam surgir no decurso da imple-
mentação e das medidas;
• Uma comissão técnica de acompanhamento, coordenada pelo presidente do Instituto Português
do Desporto e Juventude, I. P., que assegura a execução das medidas e a monitorização do cumprimento
dos indicadores indicados.
De forma a assegurar uma monitorização cuidada do PNDD, está prevista a elaboração de rela-
tórios intercalares de monitorização da execução das medidas previstas no PNDD a cada seis meses,
assim como a entrega de um relatório final depois da cessação do prazo de vigência deste Plano, que
serão disponibilizados no website do IPDJ (www.ipdj.pt).
Este modelo de governação constitui, assim, uma arquitetura de coordenação política e acompa-
nhamento técnico, concebida para garantir uma execução eficaz e assegurar o alcance dos objetivos
Resolução do Conselho de Ministros n.º 54/2026
estratégicos do Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo.
(1) European Commission. 2022. Special Eurobarometer 525: Sport and Physical Activity. Luxembourg: Publications Office
of the European Union.
(2) Instituto Português do Desporto e Juventude. 2025. Estatísticas do Desporto: Contribuir para o conhecimento do
sistema desportivo.
(3) Ibid.
(4) Instituto Português do Desporto e Juventude. 2025. Estatísticas do Desporto: Contribuir para o conhecimento do
sistema desportivo.
(5) Comité Olímpico de Portugal. 2025. Resultados em Jogos Olímpicos.
(6) Comité Paralímpico de Portugal. 2025. Histórico das participações portuguesas nos Jogos Paralímpicos.
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(7) Instituto Nacional de Estatística. 2025. Estatísticas da Saúde.
(8) Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, I. P. 2023. Childhood Obesity Surveillance Initiative: COSI Portugal
2022. Lisboa.
(9) Eurostat. 2023. Government expenditure by function for Portugal.
(10) Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, I. P. 2023. Childhood Obesity Surveillance Initiative: COSI Portugal
2022. Lisboa.
(11) Ibid.
(12) Ministério da Saúde. 2023. Programa Nacional para a promoção da atividade física 2023.
(13) European Commission. 2022. Special Eurobarometer 525: Sport and Physical Activity. Luxembourg: Publications Office
of the European Union.
(14) Ibid.
(15) Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI). 2025. Dados Desporto Escolar 21/25. Aguarda publicação.
(16) Instituto Português do Desporto e Juventude. 2025. Estatísticas do Desporto: Contribuir para o conhecimento do
sistema desportivo.
(17) Ibid.
(18) European Commission. 2022. Special Eurobarometer 525: Sport and Physical Activity. Luxembourg: Publications Office
of the European Union.
(19) Ibid.
(20) Instituto Português do Desporto e Juventude Estatísticas do Desporto: Contribuir para o conhecimento do sistema
desportivo.
(21) Ibid.
(22) Ibid.
(23) Ibid.
(24) Ibid.
(25) Ibid.
(26) Comité Olímpico de Portugal. 2025. Resultados em Jogos Olímpicos; Comité Paralímpico de Portugal. 2025. Histórico
das participações portuguesas nos Jogos Surdolímpicos; Comité Paralímpico de Portugal. 2025. Histórico das participações
portuguesas nos Jogos Paralímpicos.
Resolução do Conselho de Ministros n.º 54/2026
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ANEXO II
(a que se referem os n.os 3 e 17)
Prazo
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# Pilar estratégico Medida Descrição da medida a realizar de Status Orçamento total
governativa responsável envolvidas da implementação de financiamento
implementação
1 Desporto no con- Criar um Programa Nacional Implementar o programa em duas etapas: MECI EduQA; AGSE IES; CFAE 2.º semestre 2027 2028 Nova medida 5 533 333,33 € Fundos euro-
texto educativo de Formação Contínua de formação de formadores; e capacitação dos peus — receitas
Educadores de Infância para educadores de infância, de modo a integrar próprias AGSE
o Domínio da Educação Física a educação física de forma estruturada
e contínua no respetivo plano de formação.
2 Desporto no con- Equipar as escolas de 1.º ciclo Garantir que todas as escolas do 1.º ciclo MECI AGSE Autarquias; SPEF; 2.º semestre 2027 2028 Nova medida 1 000 000,00 € Receitas próprias
texto educativo do ensino básico com recursos do ensino básico têm espaços e materiais CNAPEF; MDN AGSE
didáticos destinados à lecio- (kit mínimo de recursos) necessários para
nação da componente curricu- a lecionação das aprendizagens essenciais
lar de Educação Física da componente curricular de Educação Física.
3 Desporto no con- Implementar um Programa Formar professores de Educação Física para MECI EduQA; AGSE IES; CFAE; MDN 2.º semestre 2027 2028 Nova medida 8 360 000,00 € Fundos euro-
texto educativo Nacional de Formação Contí- serem os futuros formadores dos professores peus — receitas
nua de professores do 1.º ciclo de 1.º ciclo dos respetivos agrupamentos de próprias AGSE
para a componente curricular escolas, em contexto real de trabalho, pas-
de Educação Física sando a sua atividade formativa pela coadjuva-
ção de professores de 1.º ciclo e contabilizando
a formação para a sua progressão na carreira.
4 Desporto no con- Tornar obrigatória a avaliação Avaliar a aptidão física nas escolas, implemen- MECI AGSE; EduQA Direções das 2.º semestre 2026 2028 Nova medida n.a. n.a.
texto educativo da aptidão física anualmente tando o novo portal com um módulo destinado escolas e profes-
à gestão dos dados da avaliação da aptidão sores de Educa-
física e do desporto escolar, garantindo que ção Física; MDN
nas aprendizagens essenciais, sobretudo nos
descritores de desempenho, a aptidão física
Resolução do Conselho de Ministros n.º 54/2026
é uma das dimensões consideradas.
5 Desporto no con- Consolidar o Programa UAARE O Programa UAARE visa uma articulação MECI EduQA SED; autarquias; 2.º semestre 2026 2028 Em vigor 250 000,00 € Receitas próprias
texto educativo nos ensinos básico e secun- eficaz entre os agrupamentos de escola, os direções de esco- COP e CPP (da
dário encarregados de educação, as federações las; federações transferência de
desportivas e os municípios, tendo por obje- desportivas; 2024)
tivo conciliar, com sucesso, a atividade esco-
lar com a prática desportiva de alunos-atletas
de ensino básico e secundário enquadrados
no regime de alto rendimento, seleções
nacionais ou elevado potencial desportivo.
Assim, pretendemos avaliar o impacto do
Programa no sucesso escolar, bem como
criar as condições necessárias para que
o Programa, de forma eficiente, passe
a apoiar todos os alunos-atletas elegíveis.
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# Pilar estratégico Medida Descrição da medida a realizar de Status Orçamento total
governativa responsável envolvidas da implementação de financiamento
implementação
6 Desporto no con- Implementar o Programa O projeto-piloto (PP) UAARE Superior (Ensino MECI IES CRUP & CCISP; 2.º semestre 2026 2028 Anunciada 750 000,00 € Receitas próprias
texto educativo UAARE Superior Superior) foi criado na sequência do Pro- federações des- COP e CPP (da
grama UAARE (Ensino Básico e Secundá- portivas; clubes. transferência de
rio). Este PP pretende a compatibilização da 2024)
carreira desportiva com o percurso escolar
e académico dos estudantes-atletas (EA).
Assim, pretendemos, analisar as necessida-
des dos alunos-atletas de alto rendimento,
estabelecer parcerias com instituições edu-
cativas e autoridades desportivas, iniciar
o programa UAARE Superior em IES e esta-
belecer um sistema de avaliação e monito-
rização do mesmo.
7 Desporto no con- Alargar o catálogo da forma- Reformular a oferta de formação contínua MCJD IPDJ; MECI; Federações des- 2.º Semestre 2027 2028 Nova medida n.a. n.a.
texto educativo ção contínua dos professores, para professores, no âmbito do desporto DE portivas; clubes
de modo a permitir a dupla cer- escolar | desporto na escola, fomentando
tificação para treinadores a criação de um referencial de dupla certifi-
cação de professores.
8 Desporto no con- Implementar um programa de Criar condições de acesso a apoios (incluindo MECI IES; UID; COP; 2.º semestre 2026 2028 Anunciada 1 500 000,00 € Receitas próprias
texto educativo investigação para o desenvol- financeiros) para projetos de investigação CPP; MDN COP e CPP (da
vimento desportivo aplicada ao desenvolvimento desportivo, transferência de
visando promover a produção de conheci- 2024)
mento científico aplicado à prática desportiva
e decisão política.
9 Desporto no con- Rever as atividades extracur- Rever a legislação e o modelo de implemen- MECI EduQA Autarquias; dire- 2.º semestre 2026 2027 Nova medida n.a. n.a.
texto educativo riculares no 1.º ciclo tação das AEC no 1.º ciclo do ensino básico, ções das escolas;
de forma a assegurar a oferta em áreas estra- MDN
Resolução do Conselho de Ministros n.º 54/2026
tégicas como a natação e as atividades com
bicicleta, garantindo que as crianças que fre-
quentam as AEC aprendem a nadar e a andar
de bicicleta até ao final do ciclo.
10 Desporto no con- Rever o modelo de oferta des- Organizar a oferta desportiva de forma MECI AGSE Direções das 2.º semestre 2026 2028 Nova medida n.a. n.a.
texto educativo portiva e o modelo competitivo diversificada e adequada ao perfil etário e EduQA; escolas e profes-
no desporto escolar dos alunos e de acordo com o contexto sores de Educa-
desportivo da região, de modo a envolver ção Física; MDN
mais alunos na prática desportiva escolar.
Assim, pretendemos reformular o modelo
competitivo interescolas, alinhar estratégias
e otimizar meios e recursos entre a oferta
desportiva escolar e a oferta desportiva
federada.
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Área Entidade Entidades Início Fonte
# Pilar estratégico Medida Descrição da medida a realizar de Status Orçamento total
governativa responsável envolvidas da implementação de financiamento
implementação
11 Desporto no con- Aumentar o número de cen- Criar mais oportunidades para aprendizagem, MECI AGSE e EduQA Direções das 2.º semestre 2026 2029 Nova medida 400 000,00 € Receitas próprias
texto educativo tros de formação desportiva treino e prática das modalidades náuticas (remo, escolas; federa- IPDJ
de desportos náuticos, nas canoagem, vela e surf), em regiões de baixa den- IPDJ; ções desportivas;
regiões de baixa densidade sidade populacional, que disponham de planos MDN
populacional, valorizando as de água naturais ou artificiais, incentivando as
localidades com planos de escolas a considerar a prática destas modalida-
água des no âmbito do seu projeto educativo.
12 Desporto na Incentivar a prática de ativi- Atualizar o Programa Nacional de Saúde Infan- MS DGS/PNSIJ ULS, sistema de 1.º semestre 2027 2032 Nova medida Contrato-pro- Contrato-programa
sociedade dade física nas consultas de til e Juvenil (última versão em 2013), integrando e PNPAF saúde grama das ULS das ULS
saúde infantil e juvenil, através a avaliação sistemática da prática de atividade
de aconselhamento estrutu- física e os riscos da inatividade e do sedenta- SPMS, E. P. E. Ordem dos Médi-
rado realizado nos cuidados rismo. A atualização deve incluir orientações cos (Colégios de
primários e pediatria clínicas para médicos de família e pediatras, Pediatria e MGF)
instrumentos de registo digital no SClínico®, Sociedades cien-
materiais de apoio dirigidos a pais e cuidado- tíficas e associa-
res e recomendações adaptadas às diferentes ções profissionais
idades. A medida será acompanhada por ações (SPP, APMGF,
de formação para profissionais de saúde e pela SPMD)
articulação com programas comunitários de
promoção da atividade física. MCJD, IPDJ
13 Desporto na Garantir que o aconselha- Criar um indicador específico no sistema MS DGS/PNPAF ULS 1.º semestre 2027 2028 Nova medida Contrato-pro- Contrato-programa
sociedade mento breve para a atividade de contratualização dos cuidados de saúde grama das ULS das ULS
física nos cuidados primários, primários que avalie o registo do aconse- ACSS, I. P. MCJD, IPDJ
aos utentes dos grupos prio- lhamento breve em consultas médicas e de DE-SNS, I. P.
ritários, seja considerado no enfermagem, em grupos identificados como
IDE (Índice de Desempenho prioritários. O registo será feito no SClínico®, SPMS, E. P. E.
das Equipas) das USF com campos dedicados à avaliação da prática
de atividade física. As equipas de saúde fami-
liar serão capacitadas para aplicar protocolos
de aconselhamento breve. Este novo indicador
Resolução do Conselho de Ministros n.º 54/2026
contribuirá para a avaliação de desempenho
das USF. A monitorização anual permitirá
ajustar metas e reforçar a promoção da ativi-
dade física nos cuidados de saúde primários.
14 Desporto na Reativar a Comissão Inter- A Comissão terá como missão reforçar a coor- MS DGS/PNPAF MJCD, MECI, MIH, 1.º semestre 2026 2029 Anunciada Orçamento da DGS
sociedade setorial para a Promoção da denação interministerial das políticas públicas MAAC, MTSSS DGS
Atividade Física, com funções com impacto na promoção da atividade física
atualizadas centradas na arti- e apoiar a integração da atividade física em IPDJ
culação estratégica e monito- estratégias e planos setoriais, promovendo ANMP
rização de resultados sinergias e corresponsabilização. A Comissão
será composta por representantes de várias Entidades acadé-
áreas governativas e autarquias. A sua atividade micas/científicas
será articulada com o Programa Nacional para
a Promoção da Atividade Física e com a Unidade
de Business Intelligence (UBI) do Desporto.
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Área Entidade Entidades Início Fonte
# Pilar estratégico Medida Descrição da medida a realizar de Status Orçamento total
governativa responsável envolvidas da implementação de financiamento
implementação
15 Desporto na Criar a Unidade de Business Centralizar e analisar indicadores de MCJD IPDJ MCJD, IPDJ 1.º semestre 2026 2028 Anunciada 1 000 000,00 € Receitas próprias
sociedade Intelligence (UBI) várias áreas, provenientes de diversas COP e CPP (da
entidades governativas e não governa- transferência de
tivas, públicas e privadas, relaciona- 2024)
dos com a prática desportiva, de forma
a podermos disponibilizar os dados de
forma segura a potenciais interessados,
tais como: decisores políticos, investiga-
dores, instituições e empresas interessa-
das em estudos e análises do território
nacional.
16 Desporto na Apoiar clubes e associações Promover e apoiar projetos de desenvolvi- MCJD IPDJ; COP; MDN 2.º semestre 2025 2028 Anunciada 5 000 000,00 € Receitas próprias
sociedade desportivas com projetos de mento desportivo inclusivo, dinamizados CPP; COP e CPP (da
inclusão de pessoas com defi- por clubes e associações, que visem garan- transferência de
ciência na prática desportiva tir o acesso de pessoas com deficiência 2024)
qualificada à prática desportiva regular e qualificada,
em todo o território nacional. Esta medida
pretende reforçar a oferta desportiva para
pessoas com deficiência, de forma a fomen-
tar a participação social e desportiva, con-
tribuir para a valorização das competências
das pessoas com deficiência, desenvolver
trajetórias competitivas no desporto adap-
tado e o cumprir com objetivos no domínio
da inclusão.
Resolução do Conselho de Ministros n.º 54/2026
17 Desporto na Apoiar clubes e associações Promover e apoiar projetos de desen- MCJD IPDJ; COP; MDNMD 2.º semestre 2025 2028 Anunciada 7 000 000,00 € Receitas próprias
sociedade desportivas que visem criar/ volvimento desportivo feminino, lide- CPP; MDN COP e CPP (da
aumentar a oferta de prática rados por clubes e associações, que transferência de
desportiva feminina tenham como objetivo alargar a oferta 2024)
e aumentar a participação de mulheres
e raparigas na prática desportiva regu-
lar e competitiva, em todo o território
nacional. Esta medida visa reduzir desi-
gualdades de género no acesso ao des-
porto, reforçando a presença feminina
em todas as dimensões da atividade des-
portiva — desde a iniciação à competi-
ção, bem como em funções de liderança,
treino e arbitragem.
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# Pilar estratégico Medida Descrição da medida a realizar de Status Orçamento total
governativa responsável envolvidas da implementação de financiamento
implementação
18 Desporto na Investir no desenvolvimento de Desenvolver e consolidar plataformas digitais MCJD IPDJ MECT; MRE; 2.º semestre 2025 2028 Em vigor 400 000,00 € Receitas próprias
sociedade plataformas tecnológicas para integradas que incentivem a prática regular de DGS; autarquias; IPDJ
incentivar a prática desportiva atividade física e desporto, através de ferra- empresas
mentas de informação, interação e motivação.
Estas plataformas deverão permitir a consulta
georreferenciada da oferta desportiva (clubes,
eventos, espaços públicos e privados), a moni-
torização da prática individual (passos, tempo
de atividade, calorias, frequência semanal),
e a gamificação da experiência — com desafios,
metas e recompensas que promovam o envol-
vimento da comunidade. Esta medida dá con-
tinuidade e reforço a soluções já existentes,
como a AppTiva (aplicação lançada em 2025).
19 Desporto na Desenvolver os Conselhos Desenvolver os CMD em todas as autarquias, MECT DGAL Autarquias 2.º semestre 2026 2028 Anunciada n.a. n.a.
sociedade Municipais do Desporto incorporando um plano estratégico de desen-
volvimento desportivo municipal, alinhado
com o plano nacional e implementar meca-
nismos para atualização regular da Carta
Desportiva Nacional, bem como do sistema
nacional de informação desportiva.
20 Desporto na Implementar ações de incen- Desenvolver iniciativas que incentivem as orga- MCJD IPDJ AIP, DGS, SSAP, 1.º semestre de 2028 Nova medida 200 000,00 € Receitas próprias
sociedade tivo à prática de atividade nizações a fomentar o bem-estar e a prática de ACT 2026 IPDJ
física e ao combate ao com- atividade física entre os colaboradores, através
portamento sedentário em de campanhas de sensibilização, programas de
contexto laboral capacitação e disseminação de boas práticas
21 Desporto na for- Alargar a utilização das ins- Realizar um levantamento das instalações mili- MDN; MAI IPDJ MCJD, IPDJ 2.º semestre 2026 2028 Nova medida n.a. n.a.
mação e alto ren- talações desportivas militares tares que dispõem de equipamentos despor-
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dimento e/ou de forças de segurança tivos, identificando as instalações que podem
a atletas de alto rendimento ser utilizadas para fins não militares, através
da celebração de acordos de utilização com
autarquias e associações desportivas.
22 Desporto na for- Incluir os serviços e carreiras Identificar as funções, cargos e serviços onde MDN; MAI IPDJ Forças Armadas; 2.º semestre 2026 2028 Nova medida n.a. n.a.
mação e alto ren- das forças armadas e de segu- sejam necessárias as competências e os forças de segu-
dimento rança nas saídas profissionais perfis de atletas do alto rendimento e incluir rança; Adminis-
dos atletas do alto rendimento critérios majorados para o recrutamento de tração Pública;
atletas e ex-atletas do alto rendimento. COP;
23 Desporto na for- Criar um programa de certifi- Certificar as entidades formadoras desportivas MCJD IPDJ; COP Clubes; federa- 2.º semestre 2026 2028 Anunciada 4 500 000,00 € Receitas próprias
mação e alto ren- cação e formação dos clubes de forma a aumentar a qualidade de formação ções desportivas; COP e CPP (da
dimento e associações desportivas desportiva dos clubes, criando e aplicando cri- autarquias transferência de
térios de qualidade em todas as áreas. 2024)
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Área Entidade Entidades Início Fonte
# Pilar estratégico Medida Descrição da medida a realizar de Status Orçamento total
governativa responsável envolvidas da implementação de financiamento
implementação
24 Desporto na for- Reforçar o Programa Nacional O Programa Nacional de Desporto para Todos MCJD IPDJ Clubes 2.º semestre 2026 2028 Em vigor 250 000,00 € Receitas próprias
mação e alto ren- de Desporto para Todos constitui-se como uma medida estrutural que IPDJ
dimento visa apoiar projetos que promovam a gene-
ralização da prática desportiva de âmbito
informal, recreativa ou competitiva (não fede-
rada), entendida como uma atividade deter-
minante na formação e no desenvolvimento
integral dos/as cidadãos/ãs, na promoção
da inclusão pelo desporto e na melhoria da
saúde, qualidade de vida e bem-estar das
populações. Assim, esta medida pretende
reforçar os incentivos deste plano.
25 Desporto na for- Reforçar as equipas multidis- Ajustar a dimensão das equipas de acordo MCJD IPDJ Federações des- 1.º semestre 2026 2028 Nova medida 232 000,00 € Receitas próprias
mação e alto ren- ciplinares de apoio ao des- com as reais necessidades nos diferentes portivas; clubes; IPDJ
dimento porto de alto rendimento centros de alto rendimento, considerando autarquias; COP;
um universo alargado de funções relevantes CPP; Fundação
como técnicos, médicos, psicólogos, fisiolo- do Desporto
gistas, nutricionistas, entre outras.
26 Desporto na for- Reforçar os programas de bol- Aumentar a dimensão do programa de apoio MCJD IPDJ; COP; Clubes; federa- 2.º semestre 2025 2028 Em vigor 5 000 000,00 € Receitas próprias
mação e alto ren- sas de preparação para espe- a jovens com elevado potencial desportivo, CPP ções desportivas COP e CPP (da
dimento ranças olímpicas, paralímpicas com o objetivo de melhorar as condições transferência de
e surdolímpicas, para o ciclo dos atletas, na preparação dos apuramentos 2024)
de Los Angeles 2028 e Sur- para as competições olímpicas, paralímpicas
dolímpico 2029 e surdolímpicas
27 Desporto na for- Rever o Estatuto do Dirigente Identificar as principais necessidades dos MCJD IPDJ Federações des- 2.º semestre 2027 2028 Anunciada n.a. n.a.
mação e alto ren- Desportivo dirigentes desportivos e promover a atuali- portivas; clubes;
dimento zação do respetivo Estatuto, adequando-o às COP; CPP
atuais exigências do setor. Visa reforçar
Resolução do Conselho de Ministros n.º 54/2026
a valorização, capacitação e condições de
atuação destes agentes, promovendo uma
gestão mais qualificada e sustentável nas
organizações desportivas.
28 Desporto na for- Reforçar a formação destinada Implementar novos programas de formação MCJD IPDJ Federações des- 1.º semestre 2026 2028 Nova medida 80 000,00 € Receitas próprias
mação e alto ren- a agentes desportivos inicial e contínua, direcionados a dirigentes, portivas; clubes; IPDJ
dimento treinadores, monitores, e todos os restantes COP; CPP; CDP
agentes com um papel ativo no desporto.
Estes programas devem capacitar os diri-
gentes e restantes agentes em áreas funda-
mentais como gestão financeira e desportiva,
ética, sustentabilidade, responsabilidade
social e prestação de contas, promovendo
uma cultura de transparência, eficiência
e boa governação no desporto português.
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Prazo
Área Entidade Entidades Início Fonte
# Pilar estratégico Medida Descrição da medida a realizar de Status Orçamento total
governativa responsável envolvidas da implementação de financiamento
implementação
29 Desporto na for- Integrar vias de especialização Criar módulos de formação, em todos os MCJD IPDJ Federações des- 2.º semestre 2026 2028 Nova medida n.a. n.a.
mação e alto ren- horizontal no modelo de for- graus, que permitam a especialização dos portivas; clubes;
dimento mação de treinadores treinadores em diferentes áreas de inter- COP; CPP; empre-
venção no treino, promovendo o aperfei- sas formadoras;
çoamento contínuo e a diversificação de IES
competências profissionais.
30 Desporto na for- Contratar profissionais qua- Apoiar as entidades com recursos humanos MCJD IPDJ; COP; Federações des- 2.º semestre 2025 2028 Anunciada 11 500 000,00 € Receitas próprias
mação e alto ren- lificados para as federações especializados, nomeadamente um diretor CPP portivas COP e CPP (da
dimento desportivas, Comité Olímpico técnico e um gestor do desporto, promo- transferência de
e Comité Paralímpico de Por- vendo a inclusão de jovens licenciados em 2024)
tugal Ciências do Desporto no mercado de tra-
balho.
31 Desporto na for- Criar um programa de for- Desenvolver programas de pós-graduação MCJD IPDJ; COP Federações des- 1.º semestre 2026 2028 Anunciada 500 000,00 € Receitas próprias
mação e alto ren- mação avançada (pós-gra- e mestrado em parceria com instituições de portivas COP e CPP (da
dimento duações e mestrados) com ensino superior, promovendo a qualificação transferência de
instituições de ensino superior dos recursos humanos federativos e o aper- 2024)
feiçoamento do processo de formação des-
portiva.
32 Instalações des- Promover a criação/requalifi- Realizar intervenções que garantam pavi- MECT DGAL Autarquias 1.º semestre 2027 2029 Nova medida 1 000 000,00 € n.a.
portivas cação de espaços recreativos mentos seguros e adequados à prática
informais de atividade física em contexto local e de
acesso livre, bem como desenvolver guias
técnicos de orientação para a implementação
e qualificação destes espaços, incentivando
o desporto informal e o lazer ativo.
33 Instalações des- Alterar a legislação com Definir e elaborar critérios de segurança MCJD IPDJ MECT; ANMP; 2.º semestre 2026 2028 Nova medida n.a. n.a.
portivas critérios de licenciamento, e qualidade em colaboração com as fede- autarquias; fede-
Resolução do Conselho de Ministros n.º 54/2026
manutenção e segurança das rações desportivas, através da criação de rações despor-
instalações desportivas um manual de procedimentos para garantir tivas
o desenvolvimento de avaliações uniformes
e consistentes, assegurando o diálogo com
a Associação Nacional de Municípios Portu-
gueses para eventual delegação de compe-
tências nas autarquias.
34 Instalações des- Requalificar as instalações Identificar as necessidades das instalações MCJD IPDJ; COP; Autarquias 2.º semestre 2026 2028 Em vigor 13 000 000,00 € Receitas próprias
portivas desportivas no território desportivas e criar programas regulares CPP COP e CPP (da
nacional para a modernização e requalificação de transferência de
instalações desportivas municipais, de clu- 2024) Receitas
bes e escolas, em todo o território nacional, próprias IPDJ
majorando os critérios em benefício de zonas
de baixa densidade populacional.
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Prazo
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# Pilar estratégico Medida Descrição da medida a realizar de Status Orçamento total
governativa responsável envolvidas da implementação de financiamento
implementação
35 Instalações des- Requalificar e apetrechar Apoiar as entidades gestoras dos centros MCJD IPDJ; COP Autarquias; fede- 2.º semestre 2025 2028 Em vigor 10 000 000,00 € Receitas próprias
portivas a rede de centros de alto ren- de alto rendimento na requalificação das rações despor- COP e CPP (da
dimento desportivo infraestruturas e no reforço dos seus equi- tivas transferência de
pamentos, com o objetivo de otimização das 2024)
condições de treino e preparação dos atletas
de alto rendimento nacionais
36 Instalações des- Construir e apetrechar o Cen- Promover e apoiar este projeto com o obje- MCJD IPDJ; CPP Federações des- 1.º semestre 2026 2028 Anunciada 5 000 000,00 € Receitas próprias
portivas tro de Inovação, Investigação tivo de tornar o Centro um catalisador para portivas e Câmara COP e CPP (da
e Desenvolvimento Paralím- o desporto paralímpico e surdolímpico, pro- Municipal de Lou- transferência de
pico do Comité Paralímpico movendo a inovação, investigação e desen- res 2024)
de Portugal volvimento em áreas como o desporto para
pessoas com deficiência, apoio a atletas
e instituições. O Centro também visa ser uma
ponte entre a atividade do Comité e a socie-
dade, abrindo as suas instalações à comu-
nidade em geral. Será também a nova sede
do Comité Paralímpico de Portugal
37 Instalações des- Requalificar o Centro Despor- Assegurar que o CDNJ é requalificado, dotando MCJD IPDJ Federações des- 2.º semestre 2026 2028 Nova medida 19 300 000,00 € IPDJ (RCM
portivas tivo Nacional do Jamor o complexo de melhores condições de infraes- portivas e Câmara n.º 198/2025, de
trutura, assegurando a segurança e qualidade da Municipal de Oei- 23 de dezembro)
prática desportiva das diferentes modalidades. ras
38 Políticas e gover- Atualizar a Lei de Bases da Redigir as propostas de atualização da Lei MCJD IPDJ COP; CPP; federa- 2.º semestre 2026 2028 Anunciada n.a. n.a.
nança do des- Atividade Física e do Des- de Bases da Atividade Física e do Desporto ções desportivas;
porto porto e rever a legislação (LBAFD), incorporando as principais alte- MDN
estruturante rações identificadas face à atualização da
legislação vigente.
39 Políticas e gover- Atualizar a Conta Satélite do Garantir a atualização e publicação regular MCJD IPDJ, INE MECI; MS; MP; 2.º semestre 2026 2028 Anunciada 500 000,00 € Receitas próprias
Resolução do Conselho de Ministros n.º 54/2026
nança do des- Desporto da Conta Satélite do Desporto, em articulação MECT; MTSSS; COP e CPP (da
porto com o Instituto Nacional de Estatística (INE), MIH transferência de
de forma a produzir informação económica 2024
fiável e comparável sobre o setor desportivo.
Esta medida visa reforçar a base de conheci-
mento necessária à formulação de políticas
públicas, ao apoio à investigação científica
e à avaliação do impacto económico e social
do desporto em Portugal. Paralelamente, pre-
tende-se promover o intercâmbio técnico
e metodológico com outros países europeus
e organismos internacionais, contribuindo
para o aperfeiçoamento dos indicadores,
metodologias de registo e tratamento de
dados, garantindo uma maior harmoniza-
ção e robustez estatística ao nível europeu.
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Prazo
Área Entidade Entidades Início Fonte
# Pilar estratégico Medida Descrição da medida a realizar de Status Orçamento total
governativa responsável envolvidas da implementação de financiamento
implementação
40 Políticas e gover- Divulgar a Carta Desportiva A Carta Desportiva Nacional visa reunir MCJD IPDJ; COP Federações des- 2.º semestre 2026 2028 Anunciada 500 000,00 € Receitas próprias
nança do des- Nacional e divulgar dados sobre instalações, espa- portivas; autar- COP e CPP (da
porto ços, clubes, hábitos de prática e participação quias; MECI; MS; transferência de
da população, incluindo género e condição MTSSS 2024
física, apoiando a tomada de decisão e o pla-
neamento estratégico do desporto em Por-
tugal. Assim, esta medida pretende atualizar
o cadastro e registo de dados e indicadores
que permitam o conhecimento dos diversos
fatores de desenvolvimento desportivo.
41 Políticas e gover- Criar um modelo de gover- Desenhar e implementar um modelo de MCJD IPDJ COP; CPP; CDP; 2.º semestre 2026 2028 Nova medida n.a. n.a.
nança do des- nança multinível para o des- governança estruturado e integrado, defi- clubes, federa-
porto porto nindo claramente as responsabilidades ções desportivas;
e competências de cada entidade a nível autarquias; MECI;
nacional, regional e local. Esta medida visa MDN; MS; MTSSS
assegurar uma coordenação eficiente entre
os diferentes níveis de gestão, promover
a transparência e descentralização, bem
como a responsabilização e reforçar a capa-
cidade de decisão estratégica e operacional
no setor desportivo português.
42 Financiamento do Rever o modelo de financia- Relacionar o financiamento público, com MCJD IPDJ MEF; COP; CPP; 1.º semestre 2026 2026 Nova medida 3 000 000,00 € Receitas próprias
desporto mento do desporto nacional indicadores de desempenho, direcionado às CDP; associações IPDJ
federações desportivas e demais entidades. e federações des-
portivas
43 Financiamento do Aumentar o financiamento Melhorar as condições de preparação e com- MCJD IPDJ COP; CPP; federa- 1.º semestre 2026 2029 Anunciada 8 760 000,00 € Resolução do Con-
desporto para o Programa de Prepa- petição dos atletas integrados nos progra- ções desportivas selho de Ministros
ração Olímpica, Paralímpica mas de preparação do ciclo olímpico, para- n.º 195/2025, de
Resolução do Conselho de Ministros n.º 54/2026
e Surdolímpica límpico e surdolímpico — Los Angeles 2028 16 de dezembro,
e Surdolímpicos 2029. e Resolução do
Conselho de Minis-
tros n.º 196/2025,
de 16 de dezembro
44 Financiamento do Rever o estatuto dos benefí- Desenvolver propostas legislativas que con- MEF IPDJ CPP; COP; MEF; 2.º semestre 2026 2027 Nova medida n.a. n.a.
desporto cios fiscais relativos ao Mece- tribuam para o reforço do Mecenato, com AIP; AEP; MECT
nato Desportivo vista ao estímulo do associativismo despor-
tivo, através do financiamento privado.
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NEGÓCIOS ESTRANGEIROS