Diário da República, 1.ª série
Resolução do Conselho de Ministros n.º 15/2022
- Data
- 2022-01-27
- Tipo
- Resolução do Conselho de Ministros
- Emitente
- PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
Texto integral (837 palavras)
Resolução do Conselho de Ministros n.º 15/2022
Sumário: Autoriza a realização da despesa relativa ao contrato de empreitada de dragagens de
manutenção dos portos de pesca do Centro.
A realização de dragagens de manutenção que assegurem a navegabilidade nos portos de
pesca e de náutica de recreio reveste-se da maior relevância, atendendo à especial necessidade
de assegurar as melhores condições de acesso a esses portos, salvaguardando a segurança das
embarcações, dos respetivos tripulantes e da navegação em geral.
O Decreto-Lei n.º 16/2014, de 3 de fevereiro, que estabelece o regime de transferência da
jurisdição portuária dos portos de pesca e marinas de recreio do Instituto Portuário e dos Trans-
portes Marítimos, I. P., para a Docapesca — Portos e Lotas, S. A. (Docapesca, S. A.), determina,
no seu artigo 18.º, que, na área de jurisdição da Docapesca, S. A., as funções respeitantes à pro-
teção portuária e à realização de dragagens são confiadas à Direção-Geral de Recursos Naturais,
Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).
Assim, compete à DGRM a realização de dragagens de manutenção, que assegurem a nave-
gabilidade nos portos de pesca e de náutica de recreio, nos quais se incluem os portos de Vila Praia
de Âncora, Castelo do Neiva, Esposende, Póvoa de Varzim e Vila do Conde, a zona piscatória de
Angeiras, os portos da Nazaré, São Martinho do Porto, Peniche, Ericeira, Baleeira, Lagos e Alvor,
o porto de pesca, estaleiros e área de Ferragudo em Lagoa, a marina de Portimão e a bacia do rio
Arade, os portos de Albufeira, Vilamoura, Quarteira, Faro, com exceção da área do porto comercial
e canal de acesso, Olhão, Fuseta e Tavira e as infraestruturas existentes no rio Guadiana entre Vila
Real de Santo António e Mértola.
A necessidade de uma gestão eficiente das dragagens nestas áreas torna premente a cele-
bração de contratos plurianuais, de forma a permitir que as operações de dragagem possam ser
executadas nos períodos mais favoráveis ou sempre que exista uma situação de assoreamento
que prejudique o acesso a determinado porto, com risco para a segurança das embarcações e
dos seus tripulantes.
Através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 17/2021, de 9 de março, foi autorizada a
despesa relativa ao contrato de empreitada de dragagens de manutenção dos portos de pesca do
Norte, para o triénio 2021-2023, até ao montante global de € 4 159 348,00, ao qual acresce o IVA
à taxa legal em vigor.
Neste contexto, pela presente Resolução do Conselho de Ministros, por se afigurar prioritário
e dando sequência ao planeamento proposto, é autorizada a despesa relativa à realização de
dragagens de manutenção nos portos de pesca do Centro, incluindo os portos da Nazaré, São
Martinho do Porto, Peniche e Ericeira, durante o período 2022-2024.
Assim:
Nos termos da alínea e) do n.º 1 do artigo 17.º e do n.º 1 do artigo 22.º do Decreto-Lei n.º 197/99,
de 8 de junho, na sua redação atual, da alínea a) do artigo 19.º e do artigo 109.º do Código dos
Contratos Públicos, aprovado em anexo ao Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de janeiro, na sua reda-
ção atual, da alínea a) do n.º 1 do artigo 6.º da Lei n.º 8/2012, de 21 de fevereiro, na sua redação
atual, do n.º 1 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 127/2012, de 21 de junho, na sua redação atual, e
da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
1 — Autorizar a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM)
a realizar a despesa relativa ao contrato de empreitada de dragagens de manutenção dos portos
de pesca do Centro para o período de 2022-2024, até ao montante global de € 4 052 900,00, ao
qual acresce o IVA à taxa legal em vigor.
2 — Determinar que os encargos orçamentais com a despesa referida no número anterior
não podem exceder, em cada ano económico, os seguintes montantes, aos quais acresce o IVA à
taxa legal em vigor:
a) 2022: € 1 451 300,00;
b) 2023: € 1 382 450,00;
c) 2024: € 1 219 150,00.
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3 — Estabelecer que o montante fixado no número anterior para cada ano económico pode
ser acrescido do saldo apurado no ano que lhe antecede.
4 — Determinar que os encargos financeiros resultantes da presente resolução são satisfeitos
por verbas inscritas e a inscrever no orçamento de investimento da DGRM.
5 — Delegar, com faculdade de subdelegação, no membro do Governo responsável pela
área do mar, a competência para a prática de todos os atos subsequentes a realizar no âmbito da
presente resolução.
6 — Estabelecer que a presente resolução produz efeitos a partir data da sua aprovação.
Presidência do Conselho de Ministros, 20 de janeiro de 2022. — Pelo Primeiro-Ministro, Pedro
Gramaxo de Carvalho Siza Vieira, Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital.
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