Diário da República, 1.ª série
Resolução do Conselho de Ministros n.º 131-A/2021
- Data
- 2021-09-10
- Tipo
- Resolução do Conselho de Ministros
- Emitente
- PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
Texto integral (6865 palavras)
Resolução do Conselho de Ministros n.º 131-A/2021
Sumário: Aprova os projetos transformadores das economias locais para a revitalização da região
do Pinhal Interior.
O Programa do XXII Governo Constitucional consolida o compromisso de adotar políticas
públicas especialmente dirigidas à correção das assimetrias territoriais, à atração de investimento
para o interior, à diversificação e qualificação do tecido produtivo, ao aproveitamento do potencial
endógeno e à promoção da fixação de pessoas nos territórios do interior.
Os pilares de desenvolvimento estratégico da Valorização do Interior — assentes no inves-
timento nos domínios da ciência, da tecnologia, do conhecimento e dos recursos humanos e da
valorização dos recursos endógenos, num processo de diversificação da base económica e rein-
dustrialização do país, conjugados com instrumentos financeiros com dotação específica e adap-
tados a estes territórios, orientados para a competitividade, baseados em políticas de incentivo
ao emprego, à contratação de recursos humanos altamente qualificados, à aposta na inovação e
em investimentos que permitam a modernização dos setores correspondentes — estão em linha
com o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) de Portugal, com o conceito de intervenções
integradas de base territorial definido na alínea b) do n.º 9 da Resolução do Conselho de Ministros
n.º 97/2020, de 13 de novembro, e também com os Objetivos de Política do Acordo de Parceria do
Portugal 2030 — Europa mais Inteligente, mais Verde, mais Conectada, mais Social e mais Próxima
dos Cidadãos. Todos estes instrumentos concorrem para alcançar os objetivos de competitividade
regional e de coesão territorial, um processo em que cada região não pode desperdiçar o potencial
dos seus territórios e dos seus agentes e populações.
Decorridos três anos após a entrada em vigor do Programa de Revitalização do Pinhal Interior
(PRPI), aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 1/2018, de 3 de janeiro, para dar
resposta ao previsto no n.º 4 da Resolução do Conselho de Ministros n.º 101-A/2017, de 12 de
julho, em consequência dos grandes incêndios que afetaram a região do Pinhal Interior em 2017,
promoveu-se um exercício de reflexão com vista a identificar ações e projetos transformadores
das economias locais, concretos, mobilizadores, que vão ao encontro dos principais desafios da
região e ações que contribuam para a inovação e a capacitação das pessoas e empresas insta-
ladas no território, com forte enfoque no setor florestal, mas também assente na diversificação da
base económica, atraindo pessoas e investimento, no contexto de uma intervenção integrada que
potencie o território no seu todo.
A sub-região do Pinhal Interior caracteriza-se por uma identidade própria, fragilidades, cons-
trangimentos e oportunidades muito específicas. Representa na região Centro e também no quadro
nacional um dos maiores desafios e riscos ambientais, naturais, demográficos, sociais e económicos,
exigindo, por isso, uma resposta integrada e reforçada do Estado.
Foi assumida à partida a necessária correspondência com outras iniciativas em curso ou
planeadas, envolvendo financiamento público e complementaridade entre iniciativas, potenciando
as sinergias e a colaboração entre si, incluindo a Revisão do Programa de Valorização do Interior,
aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 18/2020, de 27 de março; o Plano Nacional de
Gestão Integrada de Fogos Rurais, aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 45-A/2020,
de 16 de junho, e o respetivo Programa Nacional de Ação, aprovado pela Resolução do Conselho
de Ministros n.º 71-A/2021, de 8 de junho; as medidas para os territórios vulneráveis que visam
promover a atividade agrícola, o dinamismo dos territórios rurais e a criação de valor na inovação e
na segurança alimentar, aprovadas pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 21/2021, de 22 de
março; o Programa de Transformação da Paisagem, aprovado pela Resolução do Conselho de
Ministros n.º 49/2020, de 24 de junho; a 1.ª fase do Programa de Remuneração dos Serviços dos
Ecossistemas em Espaços Rurais, aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 121/2019,
de 30 de julho, bem como todas as iniciativas relacionadas com o setor florestal e a bioeconomia
na região do Pinhal Interior e todas as que foram contempladas no PRR.
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Importa, pois, identificar os projetos territorializados concretos, construídos com as autarquias
locais, as comunidades intermunicipais, as entidades do sistema científico e tecnológico, os grupos
de ação local, as associações empresariais e as diversas organizações de natureza económica
e social presentes no território, que promovam o aumento da competitividade e da resiliência do
Pinhal Interior, a criação de emprego e a atração de pessoas, alocando fundos europeus a este
território. Foram também envolvidos os proprietários florestais e as organizações de proprietários
florestais, entidades do setor privado e associativo, incluindo empresas de infraestruturas, indústrias
florestais e outras empresas e cooperativas.
Para a execução dos projetos estão previstas diversas fontes de financiamento, em particular no
quadro do Portugal 2030 (PT2030), de acordo com as linhas de programação a aprovar, e do PRR,
devendo as mesmas assegurar a cobertura total do plano de investimento previsional para cada
projeto previsto na presente resolução. Para cada projeto, define-se a fonte de financiamento, o
compromisso orçamental indicativo e o período de execução previsível. No entanto, importa salientar
que o acesso a estes financiamentos passa por modalidades concursais e abertas e que o financia-
mento obedece à imprescindível observância dos mecanismos, requisitos e critérios de avaliação
previstos na regulamentação aplicável, bem como nos avisos/manifestações de interesse.
Do mesmo modo, e em linha com todo o trabalho desenvolvido pela região na definição da
estratégia e dos projetos transformadores, prevê-se um modelo de governação que reforça o
papel central do território do Pinhal Interior e dos seus agentes, através de uma equipa técnica
responsável pela dinamização da operacionalização desses projetos, consensualizada entre as
cinco comunidades intermunicipais do Pinhal Interior, bem como reforça o papel de coordenação e
acompanhamento da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, no âmbito
da Comissão de Acompanhamento do PRPI, que será coordenada por esta entidade, mas também
no âmbito da sua missão enquanto entidade gestora do Programa Operacional Regional do Centro,
um dos instrumentos a mobilizar para o financiamento dos projetos transformadores.
Por outro lado, atendendo à metodologia de governação de base territorial usada na Ação
Integrada de Base Territorial do Pinhal Interior — um projeto do Programa Operacional da Região
Centro, financiado no âmbito do III Quadro Comunitário de Apoio, também em função dos estudos
realizados mais recentemente e de harmonização com outros planos e programas em vigor, procede-
-se ao ajustamento da incidência territorial para os projetos identificados na presente resolução e
para as medidas mencionadas nas alíneas a) e b) do n.º 2 da Resolução do Conselho de Ministros
n.º 1/2018, de 3 de janeiro.
Assim:
Nos termos da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
1 — Aprovar os projetos transformadores das economias locais identificados no anexo à
presente resolução e que dela faz parte integrante, com o objetivo de promover a inovação para a
revitalização dos setores produtivos do Pinhal Interior, seguindo uma abordagem de intervenção
integrada de base territorial.
2 — Estabelecer que a denominação, a descrição, o enquadramento, a(s) fonte(s) de finan-
ciamento, o compromisso orçamental indicativo e o período de execução previsível de cada projeto
são os que constam do anexo à presente resolução.
3 — Determinar que os projetos transformadores das economias locais se encontram orga-
nizados em quatro domínios temáticos: «Pessoas, Inovação Social, Demografia e Habitação»,
«Economia, Competitividade e Internacionalização», «Turismo e Marketing Territorial» e «Ambiente,
Florestas, Agricultura e Ordenamento», que procuram dar resposta aos desafios do território.
4 — Incumbir uma equipa técnica do acompanhamento e da operacionalização dos projetos
transformadores das economias locais a que se refere o n.º 1, que é assegurada pela Comuni-
dade Intermunicipal da Região de Coimbra, em articulação com as Comunidades Intermunicipais
da Região de Leiria, do Médio Tejo, da Beira Baixa e das Beiras e Serra da Estrela, e financiada
através do Programa Operacional Regional do Centro, no quadro da assistência técnica afeta à
Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra.
5 — Determinar que o financiamento dos projetos transformadores das economias locais a que
se refere o n.º 1 é assegurado através das fontes de financiamento previstas no anexo à presente
resolução, nomeadamente no quadro do Portugal 2030 (PT2030), de acordo com as respetivas
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linhas de programação, e do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), tudo nos termos da re-
gulamentação e mecanismos de acesso concretamente aplicáveis.
6 — Determinar que os programas financiadores promovem a abertura de avisos específicos
devidamente coordenados com o calendário de execução do Programa de Revitalização do Pinhal
Interior (PRPI).
7 — Determinar que os projetos a que se referem os n.os 1 e 2 da presente resolução e as me-
didas mencionadas nas alíneas a) e b) do n.º 2 da Resolução do Conselho de Ministros n.º 1/2018,
de 3 de janeiro, são aplicáveis também às freguesias de Almaceda, Santo André das Tojeiras, São
Vicente da Beira e Sarzedas, pertencentes ao concelho de Castelo Branco, às freguesias de Bar-
roca, Bogas de Cima, União de Freguesias de Janeiro de Cima e Bogas de Baixo e Silvares, per-
tencentes ao concelho do Fundão, às freguesias de União das Freguesias de Friúmes e Paradela,
União das Freguesias de Oliveira do Mondego e Travanca do Mondego, União das Freguesias de
São Pedro de Alva e São Paio de Mondego, pertencentes ao concelho de Penacova, ao concelho
do Sardoal e às freguesias de Fratel, Sarnadas do Ródão e Vila Velha de Ródão, pertencentes ao
concelho de Vila Velha de Ródão, por forma a assegurar a coerência e a afirmação da unidade
territorial alargada do Pinhal Interior.
8 — Determinar o alargamento da Comissão de Acompanhamento do PRPI prevista no n.º 8
da Resolução do Conselho de Ministros n.º 1/2018, de 3 de janeiro, passando a integrar o coorde-
nador da equipa técnica referida no n.º 4 e um representante de cada uma das seguintes entidades:
a) Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias de Xisto;
b) Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, I. P.;
c) Centro de Inovação e Competências da Floresta do sistema científico e tecnológico;
d) Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela;
e) Entidade Regional de Turismo do Centro.
9 — Determinar que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro
coordena a Comissão de Acompanhamento do PRPI.
10 — Estabelecer que a presente resolução entra em vigor no dia seguinte ao da sua publi-
cação.
Presidência do Conselho de Ministros, 9 de setembro de 2021. — O Primeiro-Ministro, António
Luís Santos da Costa.
ANEXO
(a que se referem os n.os 1, 2 e 5)
Projetos transformadores das economias locais
I — Domínio Temático Pessoas, Inovação Social, Demografia e Habitação
Projeto n.º 1
Denominação: Incubadora Demográfica do Pinhal Interior — PI.IN.
Descrição: Implementar programas de atração de profissionais qualificados e profissionais
menos qualificados para áreas consideradas estratégicas para o Pinhal Interior (e.g. serviços de
ambiente, florestas, construção civil, turismo, economia e gestão, ciências sociais), incentivando
a participação de pessoas do sexo sub-representado e de grupos discriminados; implementar
estratégias inovadoras de fixação de população em idade ativa, em coordenação com os Centros
Locais de Apoio à Integração de Migrantes, quando existam; promover a inclusão social e a equi-
dade com vista ao reforço das competências territoriais e melhoria da articulação entre a oferta de
serviços urbanos e rurais, e através de condições e serviços promotores da conciliação da vida
profissional, pessoal e familiar; criar um programa de acompanhamento de novos residentes, com
enfoque particular no acolhimento de população imigrante e população em risco; implementar
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Plataformas de Diálogo e Inovação, focadas na promoção da diversidade e da inclusão social, e
implementar Planos Municipais para a igualdade e a não discriminação; criar Laboratórios de Ino-
vação Socioterritorial; operacionalizar o Programa «Pinhal Interior + Jovem», focado na promoção
da cidadania, cultura e sentimento de pertença junto da população jovem, promovendo condições
de fixação de famílias incluindo ao nível da conciliação; promover ações no âmbito do Português
Língua de Acolhimento.
Enquadramento no Programa de Revitalização do Pinhal Interior (PRPI): medidas n.os 1.3.4 — Co-
munidades Colaborativas — Programa Integrado de Mobilização; 6.2.3 — Pinhal Interior Conectado;
8.2.1 — Programa de Incentivos à Inovação e Empreendedorismo Social; 8.2.2 — Cooperativas
de Base Social; e 8.3.3 — Programa Jovem +.
Fontes de financiamento: PT2030; Plano de Recuperação e Resiliência (PRR): C03 — Reforma
dos equipamentos e respostas sociais; Nova geração de equipamentos e respostas sociais.
Plano de investimento previsional: 3,9 M€.
Período de execução: 2021-2027.
Projeto n.º 2
Denominação: Valorização da população idosa do Pinhal Interior.
Descrição: Implementar projetos inovadores na área do envelhecimento ativo no Pinhal Interior,
numa lógica de promoção do envelhecimento em comunidade, em detrimento da sua institucionali-
zação; assegurar respostas flexíveis às necessidades da população idosa e respostas a situações
de risco e que atendam à sua especial vulnerabilidade, designadamente em contextos de violência
doméstica; criar um Programa «Ageing no Pinhal Interior», de apoio ao domicílio de população
idosa e indivíduos com dificuldades cognitivas, e que incluam o apoio a pessoas cuidadoras;
promover ações de capacitação com vista à gestão da saúde e da vida quotidiana da população
idosa; adaptar a oferta de serviços de saúde com proximidade, qualidade e integração social, com
vista a uma melhor articulação entre os serviços urbanos e rurais de apoio; promover abordagens
alternativas e inovadoras de resposta a necessidades da população idosa; desenvolvimento de
respostas sociais na comunidade (Social Village).
Enquadramento no PRPI: medidas n.os 8.1.1 — Projeto-Piloto em Serviço de Apoio Domiciliário
Personalizado; e 8.1.2 — Reforço das respostas de Proximidade em Saúde.
Fontes de financiamento: PT2030; PRR: C01 — Reforma dos cuidados de saúde primários;
Reforma da saúde mental; Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e Rede Nacional
de Cuidados Paliativos; C03 — Nova Geração de Equipamentos e Respostas Sociais; Acessibili-
dades 360°.
Plano de investimento previsional: 3,5 M€.
Período de execução: 2021-2027.
Projeto n.º 3
Denominação: Pinhal Interior Habita.
Descrição: Desenvolver um programa habitacional intermunicipal destinado ao edificado contido
em aglomerados populacionais, em articulação entre organismos da administração local e da admi-
nistração central, incluindo criar e implementar um conjunto de estímulos à habitação permanente
no Pinhal Interior, contribuindo para o aumento da sua atratividade, para a fixação da população
no território e para o seu rejuvenescimento e implementar mecanismos de salvaguarda das con-
dições e acesso à habitação segura adequada e acessível, em particular por grupos vulneráveis
e socialmente desfavorecidos; desenvolver um Programa de arrendamento acessível no Pinhal
Interior, para atração de novos residentes, adaptado às necessidades locais; criar uma plataforma
online dedicada ao setor da habitação e aos diversos instrumentos de Política de Habitação para
o Pinhal Interior; criar um instrumento de promoção da segurança e estabilidade no arrendamento,
em particular no arrendamento jovem; definir um quadro de incentivos à habitação em povoações
e aldeias em risco de despovoamento; criar uma Bolsa de Alojamento que promova a proteção e
autonomização para pessoas em situações de risco e ou emergência; capacitar equipas das câmaras
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municipais para uma resposta integrada a novos residentes; promover a implementação de Planos
Municipais para a Integração de Migrantes e a contratação de mediadores interculturais.
Enquadramento no PRPI: medidas n.os 6.1.1 — Programa Reabilitar para Povoar; e 6.1.2 —
Projeto-Piloto Revitalização das Aldeias.
Fontes de financiamento: PT2030; Programa de Arrendamento Acessível; Programa Reabilitar
para Arrendar; Chave na Mão — Programa de Mobilidade Habitacional para a Coesão Territorial;
Programa Porta 65 Jovem e Regime de Habitação a Custos Controlados; PRR: C02 — Programa
de Apoio ao acesso à habitação; Parque público de habitação a custos acessíveis; Plano Nacional
de Alojamento Urgente e Temporário; Bolsa Nacional de alojamento urgente e temporário.
Plano de investimento previsional: 4 M€.
Período de execução: 2021-2027.
Projeto n.º 4
Denominação: Pinhal Interior Reabilita.
Descrição: Desenvolver um programa habitacional intermunicipal, em articulação entre orga-
nismos da administração local e da administração central, contendo as seguintes atividades: criar o
Programa «Reabilitar para Arrendar no Pinhal Interior»; definir um quadro de incentivos à aquisição
e reabilitação de edificado devoluto localizado em aglomerados populacionais que se destine, na
sua totalidade ou em parte, ao arrendamento acessível ou arrendamento jovem; criar uma bolsa de
imóveis com potencial para acolher novos residentes, passíveis de serem adquiridos e reabilitados
a preços mais baixos, mediada pelas câmaras municipais do Pinhal Interior; atribuir mecanismos
compensatórios das despesas desenvolvidas na implementação de medidas de eficiência energética
que salvaguardem a melhoria do desempenho energético global do edificado ou respetiva fração;
identificar e delimitar áreas de intervenção prioritária em locais fora dos principais centros urbanos,
nomeadamente vilas, aldeias ou pequenos aglomerados; promover condições de residência tempo-
rária nas Aldeias do Xisto presentes no Pinhal Interior.
Enquadramento no PRPI: medidas n.os 6.1.1 — Programa Reabilitar para Povoar; e 6.1.2 —
Projeto-Piloto Revitalização das Aldeias.
Fontes de financiamento: PT2030; Programa Reabilitar para Arrendar; Parque público de
habitação a custos acessíveis IFRRU 2020 — Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Re-
vitalização Urbanas; PRR: C02 — Programa de Apoio ao acesso à habitação; Parque público de
habitação a custos acessíveis; C13 — Eficiência energética em edifícios residenciais.
Plano de investimento previsional: 18 M€.
Período de execução: 2021-2027.
II — Domínio Temático Economia, Competitividade e Internacionalização
Projeto n.º 5
Denominação: Programa de investimento e dinamização económica do Pinhal Interior.
Descrição: Implementar um Gabinete de Apoio ao Investimento e ao Investidor; desenvolver um
plano de divulgação de oportunidades de investimento de âmbito nacional e internacional direcionado
ao território do Pinhal Interior; organizar e participar em eventos de promoção do investimento no
território do Pinhal Interior e principais oportunidades; promover ações diplomáticas em mercados
externos chave; criar um programa de incubação, capacitação e aceleração das empresas, entida-
des de gestão florestal e fundos de investimento imobiliário florestal do Pinhal Interior; desenvolver
um programa específico para investimentos estratégicos para o Pinhal Interior.
Enquadramento no PRPI: medida n.º 5.2.1 — Novas atividades industriais — Projeto PI-
-Investe — Investe Pinhal Interior.
Fontes de financiamento: PT2030; PRR: C05 — Missão Interface — renovação da rede de
suporte ciência e tecnologia (C&T) e orientação para o tecido produtivo.
Plano de investimento previsional: 5 M€.
Período de execução: 2021-2027.
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Projeto n.º 6
Denominação: Redes de Cooperação Estratégica para a capacitação e inovação — Centros
de Saber.
Descrição: Desenvolver projetos de Inovação e Investigação & Desenvolvimento tecnológico
que promovam a diferenciação e crescimento em valor do setor empresarial local; criar um foco de
inovação regional com base nos atributos do território e da sua rede empresarial; criar programas
específicos de financiamento para investigação e desenvolvimento (I&D) em setores de particular
interesse no Pinhal Interior, designadamente no âmbito da «Bioeconomia e Florestas e Silvopasto-
rícia» e «Economia Circular»; criar/reforçar os centros de formação técnica tecnológicos especia-
lizados do Pinhal Interior, para o desenvolvimento de competências e da capacitação técnica/tec-
nológica e de liderança e gestão dos atores locais, promoção de Investigação, Desenvolvimento
e Inovação (I&D&I), integração de Recursos Humanos Altamente Qualificados nas empresas e
entidades da região e da coprodução de conhecimento e colaboração em rede, gerando dinâmicas
sócio-territoriais que valorizem a região; criar e dinamizar a Rede de Incubadoras de Base Rural do
Pinhal Interior, o «Living Lab» do Pinhal Interior e reforçar o ecossistema «Smart Rural»; avaliar a
possibilidade de criação de um Laboratório Colaborativo (CoLab) de base territorial/multissetorial
agregador de respostas a desafios de um território de baixa densidade; promover uma marca para
a região do Pinhal Interior.
Enquadramento no PRPI: medidas n.os 1.3.4 — Comunidades Colaborativas — Programa Inte-
grado de Mobilização; 5.1.1 — Indústrias Florestais: + produtividade e inovação; 5.1.3 — Rede de
Investigação & Desenvolvimento do pinheiro-bravo; e 5.2.1 — Novas atividades industriais — Projeto
PI-Investe — Investe Pinhal Interior.
Fontes de financiamento: PT2030; PRR: C05 — Agendas/Alianças mobilizadoras para a Ino-
vação Empresarial; Agendas/Alianças Verdes para a Inovação Empresarial; Missão Interface — re-
novação da rede de suporte C&T e orientação para o tecido produtivo; Agenda de investigação e
inovação para a sustentabilidade da agricultura, alimentação e agroindústria; C06 — Agenda de
promoção do trabalho digno; C11 — Descarbonização da Indústria; C12 — Bioeconomia Susten-
tável; C16 — Transição Digital das Empresas.
Plano de investimento previsional: 5 M€.
Período de execução: 2021-2027.
Projeto n.º 7
Denominação: Reforço, especialização e atratividade das áreas de localização empresarial.
Descrição: Disponibilizar condições de maior atratividade para a instalação e consolidação
do tecido empresarial/industrial na região; potenciar economias de escala e rede com impacto na
competitividade das empresas locais e desenvolvimento do território; promover uma maior espe-
cialização das áreas de localização empresarial do território com base nas suas vocações e oportu-
nidades; garantir infraestruturas e mecanismos de apoio à inovação e digitalização das empresas;
reforçar a infraestruturação tecnológica do território (5G) e criar áreas de acolhimento empresarial
inteligentes para acolhimento de núcleos de disseminação de projetos de inovação (colaboração
com CoLabs, FabLabs, etc); criar uma Zona Livre Tecnológica.
Enquadramento no PRPI: medida n.º 5.2.2 — Consolidação de áreas de acolhimento empre-
sarial.
Fontes de financiamento: PT2030; PRR: C07 — Áreas de acolhimento empresarial.
Plano de investimento previsional: 27 M€.
Período de execução: 2021-2027.
Projeto n.º 8
Denominação: Qualificação das pessoas e reforço das capacidades formativas.
Descrição: Aumentar a competitividade e competências do tecido empresarial local através
da qualificação dos seus recursos humanos; disponibilizar uma oferta formativa mais convergente
com as necessidades do setor empresarial local, garantindo mais-valias para ambas as partes
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(profissional-empresa); reforçar o ensino profissional de âmbito tecnológico e competências para
a correta gestão e exploração sustentável dos recursos florestais e pecuários; conceber e formatar
um programa regional de formação de competências para a transformação digital; desenvolver
um programa de valorização e capacitação profissional com enfoque nos cidadãos dos Países
Africanos de Língua Oficial Portuguesa; criar um programa de apoio a estágios de curta duração;
promover condições de incentivo à participação de pessoas do sexo sub-representado e de gru-
pos discriminados nos programas de formação de competências, de capacitação profissional e de
apoio a estágios.
Enquadramento no PRPI: medidas n.os 7.1.1 — Integração no Projeto-Piloto de capacitação
tecnológica do sistema educativo; e 7.2.1 — Reforço da qualificação profissional dos trabalhado-
res/empresas diretamente afetados pelos incêndios.
Fontes de financiamento: PT2030; PRR: C06 — Modernização da oferta e dos estabelecimentos
de ensino e da formação profissional; Incentivo Adultos; Impulso Jovens STEAM; C16 — Capacitação
Digital das Empresas.
Plano de investimento previsional: 1,2 M€.
Período de execução: 2021-2027.
III — Domínio Temático Turismo e Marketing Territorial
Projeto n.º 9
Denominação: Aldeias.
Descrição: Desenvolver uma rede de aldeias temáticas, com base na regeneração do edificado
e do espaço público, de forma a promover a especialização territorial; aumentar a atratividade e o
potencial turístico através da implementação de ações de dinamização cultural que assentam na
criação de uma identidade própria e na valorização dos recursos e do património da região, como
estratégia de promoção do desenvolvimento regional; fomentar nesta rede de aldeias o fator ino-
vação, visando a projeção dos valores ancestrais para as novas relações entre o mundo rural e o
mundo urbano, criando uma nova oferta de produtos turísticos inter-relacionais e intergeracionais,
alicerçados no ativo único transversal «Pessoas»; enquadrar a fixação e a permanência de longa
duração de pessoas externas ao território em fim de vida ativa (ativo emergente: living), tirando
partido da formação e capacitação dos novos residentes em função das necessidades e de novas
dinâmicas de vivência nas aldeias; implementar iniciativas que visem aproveitar as potencialidades
das aldeias da rede como laboratórios de demonstração e capacitação dos visitantes para uma
melhor vida no seu espaço citadino, nomeadamente no seu relacionamento com os sistemas na-
turais, o consumo de bens agroalimentares e o racional aproveitamento das fontes energéticas;
posicionar as aldeias no quadro de combate às alterações climáticas, articulando a sua capaci-
dade de carga com as vias e equipamentos que permitem a sua visitação e, simultaneamente,
facultando informação sobre a pegada ecológica do visitante, possibilitando a utilização de novos
meios de mobilidade suave; dotar as aldeias de capacidade autónoma para estar na promoção
e na conversão de fluxos digitais em comercialização de produtos e serviços turísticos próprios
em forma alargada (alojamento, restauração, aluguer habitacional de longa duração, aluguer de
imóveis fundiários, art&craft; potenciar os vários âmbitos de intervenção já desenvolvidos pela
rede colaborativa «Aldeias do Xisto», reposicionando o seu papel de desenvolvimento do território
através da atividade turística pela satisfação das novas necessidades sentidas pela sociedade
no contexto pós-pandémico, alinhando os produtos e serviços turísticos com a sustentabilidade,
a economia circular e a segurança; assegurar que esta rede colaborativa assuma um estatuto de
referência no contexto das aldeias portuguesas e nas redes colaborativas de aldeias em particular,
no contexto do desenvolvimento dos territórios da baixa densidade, garantindo uma afirmação de
escala nacional para o produto turístico aldeias.
Enquadramento no PRPI: medidas n.os 5.2.3 — Valorização turística do Pinhal Interior; 6.1.2 —
Projeto-Piloto Revitalização das Aldeias; 8.3.1 — Programa de desenvolvimento cultural do território;
e 8.3.2 — Projeto de intervenção e valorização do território.
Fontes de financiamento: PT2030; Programa Valorizar.
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Plano de investimento previsional: 24 M€.
Período de execução: 2021-2027.
Projeto n.º 10
Denominação: Promoção das potencialidades turísticas da região através de uma iniciativa
de marketing territorial e dinamização de estruturas de animação permanentes.
Descrição: Conceber e implementar uma campanha de divulgação das potencialidades do
território ao nível do turismo nos meios de comunicação, tanto no mercado nacional, como inter-
nacional, articulando a oferta das atividades turísticas com o património arquitetónico, histórico e
cultural, a gastronomia e o artesanato, valorizando, desta forma, os recursos endógenos dos ter-
ritórios, enquanto fatores de desenvolvimento local, com vista a reforçar a atratividade da região;
adaptar os recursos e produtos existentes às necessidades atuais, com ênfase na diferenciação,
na sustentabilidade e na inovação, contribuindo assim para a afirmação da região no contexto do
turismo nacional; requalificar as infraestruturas de recreio e lazer e espaços públicos associados à
atividade turística; modernizar e capacitar a infraestrutura tecnológica de equipamentos culturais,
designadamente cineteatros; dinamizar estruturas de apoio a produtos diversificados, incluindo
áreas de serviço para autocaravanismo, que constituam um contributo para o desenvolvimento
turístico da região; criar um destino turístico internacional de arte contemporânea, com a criação
de infraestruturas singulares de dinamização permanente; afirmar o Pinhal Interior como destino
turístico internacional para as atividades e desportos de natureza e de montanha, com a criação
de infraestruturas de apoio permanentes; reforçar a oferta cultural e o calendário cultural; valorizar
os palcos formais e informais para dinamização sociocultural.
Enquadramento no PRPI: medidas n.os 5.2.3 — Valorização turística do Pinhal Interior; 6.1.1 —
Programa Reabilitar para Povoar; 8.3.1 — Programa de desenvolvimento cultural do território; e
8.3.2 — Projeto de intervenção e valorização do território.
Fontes de financiamento: PT2030; Programa Valorizar; PRR: C04 — Redes Culturais e Tran-
sição Digital.
Plano de investimento previsional: 5 M€.
Período de execução: 2021-2027.
IV — Domínio Temático Ambiente, Florestas, Agricultura e Ordenamento
Projeto n.º 11
Denominação: Novas cadeias de valor e mercados para produtos endógenos.
Descrição: Apoiar o aumento do potencial e da rentabilidade dos produtos endógenos da
região e o suporte técnico à transformação, comercialização e exportação de produtos da fileira
agroalimentar (mel, azeite, frutos secos, medronho, plantas aromáticas, medicinais e condimen-
tares, cogumelos silvestres, entre outros) e de outros setores, como o pecuário, que contribuam
para diversificar a base económica da região; desenvolver unidades de demonstração de modos
de produção integrada e sustentável, de elevada competitividade, com utilização de tecnologia de
ponta e demonstradores do processo de digitalização; criar um programa de atração de pessoas
para o Pinhal Interior, sobretudo a instalação de novos jovens agricultores em atividades agrícolas,
agroalimentares ou prestação de serviços ao setor primário, promovendo a participação de jovens
mulheres; apoiar as formas regeneradoras de produção que priorizem os impactos ecológicos (i.e.,
agricultura regenerativa, permacultura); apoiar a prática da agricultura biológica, e os circuitos curtos
associados a produtos biológicos e de elevada qualidade, e a valorização das produções locais, em
particular da pecuária extensiva; criar um programa de transformação das áreas agroflorestais e de
produção florestal intensiva, mais vulneráveis ao risco de incêndios rurais, em áreas agroflorestais,
pastagens melhoradas e áreas de produção agrícola e de pecuária extensiva; criar um incentivo
para fomentar a utilização da técnica «fogo controlado» com escala, por empresas de prestação
de serviços mais especializados.
Diário da República, 1.ª série
N.º 177 10 de setembro de 2021 Pág. 37-(10)
Enquadramento no PRPI: medidas n.os 2.3.1 — Valorização da agricultura familiar; 2.3.2 — Res-
tabelecimento e relançamento da atividade apícola; 2.3.4 — Desenvolvimento da fileira do medro-
nheiro; e 5.3.5 — Cadeias curtas e mercados locais.
Fontes de financiamento: PT2030; PDR2020; Plano Estratégico da PAC 2023-2027; PRR:
C05 — Agenda de investigação e inovação para a sustentabilidade da agricultura, alimentação e
agroindústria; C12 — Bioeconomia Sustentável.
Plano de investimento previsional: 5 M€.
Período de execução: 2021-2027.
Projeto n.º 12
Denominação: Inovar, promover a silvopastorícia e valorizar socialmente o pastor.
Descrição: Incentivar o pastoreio extensivo, enquanto técnica eficaz de controlo de vegetação,
neutra em termos de carbono, económica, não tóxica e não poluente, como forma de prevenção
de fogos rurais, através do apoio direto à atividade, mediante incentivos à aquisição de rebanhos,
à contratação de pastores, à instalação de pastagens melhoradas e melhores técnicas de reno-
vação de pastagens; promover o pastoreio extensivo, visando em particular o controlo de matos
em pastagens arbustivas ou pastagens pobres e em áreas de floresta, a capacitação dos pastores
e a dinamização e valorização dos produtos gastronómicos ligados aos rebanhos em pastoreio
extensivo (e.g. chanfana, queijo, maranho, cabrito estonado); valorizar e aumentar o valor acres-
centado da produção do leite de cabra; apoiar a criação de unidades de embalamento de leite de
cabra (pasteurizado e UHT), unidades para produção de manteiga e unidades de secagem com
o objetivo de combater a sazonalidade; implementar um projeto-piloto de pastoreio com «cercas
virtuais» e outros métodos inovadores; criar o Selo «Rebanhos Serranos»; criar um programa de
apoio técnico-financeiro para a promoção do pastoreio extensivo; valorizar e profissionalizar os
pastores do Pinhal Interior; criar o voucher «pastagens melhoradas» para estimular o emprego das
melhores práticas por criadores e o mercado de prestação de serviços locais.
Enquadramento no PRPI: medida n.º 2.3.3 — Projeto-Piloto de Silvopastorícia.
Fontes de financiamento: PDR 2020; Fundo Florestal Permanente; Plano Estratégico da PAC
2023-2027.
Plano de investimento previsional: 5,5 M€.
Período de execução: 2021-2027.
Projeto n.º 13
Denominação: Bioeconomia e economia circular ligados ao capital natural.
Descrição: Contribuir para a ampliação e a diversificação do perfil industrial, assente no uso
produtivo e regenerativo do capital natural, de modo a estimular uma melhor gestão da carga e con-
tinuidade de combustível, e estimular a criação de consórcios de entidades que incluam membros
locais/regionais e que, de modo colaborativo, possam desenvolver e implementar novos projetos
de bioeconomia circular no território; implementar projetos assentes na bioeconomia e na economia
circular tirando partido do capital natural; criar consórcios entre entidades dos setores empresarial,
científico e tecnológico e associações; lançar bolsas para a realização de estágios profissionais e
de projetos de investigação; implementar as medidas de ação identificadas no Estudo «Estratégia
e Plano de Ação de Bioeconomia Circular para a Região do Pinhal Interior (Projeto «ECO-BIO»)»;
implementar projetos-piloto de sistemas de valorização de biorresíduos, nomeadamente na área da
energia — avaliação e concretização de cadeias de abastecimento e aproveitamento de biomassa
em unidades locais; fertilização biológica — produção de compostos de fertilização para a agricul-
tura e para espaços verdes públicos e comunitários; promover a produção de produtos derivados
da resina natural, potenciando o maior leque de aplicações no mercado, através da revitalização
de toda a cadeia de valor com a sua modernização, inovação e incorporação de conhecimento.
Enquadramento no PRPI: medidas n.os 1.3.3 — Aceleração de soluções em economia circu-
lar e bioeconomia no Pinhal Interior; e 2.3.5 — Relançamento da fileira silvo-industrial da resina.
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Fontes de financiamento: PT2030; PRR: C05 — Agenda de investigação e inovação para a
sustentabilidade da agricultura, alimentação e agroindústria; C12 — Bioeconomia Sustentável;
valorização da resina natural.
Plano de investimento previsional: 5 M€.
Período de execução: 2021-2027.
Projeto n.º 14
Denominação: Programas de Reordenamento e Gestão de Paisagem no Pinhal Interior.
Descrição: Definir os referenciais para a transformação da paisagem e estabelecer as diretri-
zes e medidas adequadas para a promoção de novas economias, promovendo a reconversão de
espécies e culturas, a multifuncionalidade territorial, o restauro de ecossistemas e o incremento dos
seus serviços; elaborar o Programa de Reordenamento e Gestão de Paisagem do Pinhal Interior
Sul e o Programa de Reordenamento e Gestão da Paisagem das Serras da Lousã e do Açor.
Enquadramento no PRPI: medidas n.os 1.3.1 — Instrumentos de ordenamento e gestão do
território rústico; e 1.3.2 — Organização do espaço nas áreas queimadas.
Fontes de financiamento: Fundo Ambiental.
Plano de investimento previsional: 0,28 M€.
Período de execução: 2020-2022.
Projeto n.º 15
Denominação: Áreas Integradas de Gestão da Paisagem no Pinhal Interior (AIGP).
Descrição: Implementar as AIGP com a finalidade de promover a gestão e a exploração comum
dos espaços agroflorestais em zonas de minifúndio e de elevado risco de incêndio, submetendo
uma determinada área com fatores críticos de perigo de incêndio e vulnerabilidade a um conjunto
articulado de intervenções — operações integradas de gestão da paisagem (OIGP) —, visando,
de forma integrada, a reconversão e gestão de espaços florestais, agrícolas e silvopastoris, com
o objetivo de garantir uma redução do perigo e menor exposição ao fogo e melhorar os serviços
de ecossistemas, promovendo a revitalização económica destes territórios e a adaptação às alte-
rações climáticas.
Enquadramento no PRPI: medidas n.os 1.3.1. — Instrumentos de ordenamento e gestão do
território rústico; e 1.3.2 — Organização do espaço nas áreas queimadas.
Fontes de financiamento: Fundo Ambiental; PRR: C08 — Transformação da paisagem dos
territórios de floresta vulneráveis; Reorganização do sistema de cadastro da propriedade rústica e
do sistema de monitorização de ocupação do solo; Prevenção e combate de fogos rurais.
Plano de investimento previsional: 70 M€.
Período de execução: 2021-2025.
Projeto n.º 16
Denominação: Monitorização e implementação de modelos de gestão agrupada.
Descrição: Apoiar as AIGP na monitorização e o seu acompanhamento técnico, tendo por base
um trabalho de proximidade com as entidades gestoras para transferência de técnicas participa-
tivas e/ou para facilitar a governação e a tomada de decisão e partilha de benefícios e do risco,
assim como a transferência de tecnologias e técnicas adequadas à gestão do território da AIGP e
outras, conducentes à definição das OIGP; apoiar as AIGP como laboratório vivo de gestão agru-
pada e monitorizar e alavancar as OIGP com boas práticas silvícolas e conhecimento científico.
Os principais resultados são modelos de intervenção agregada de partilha anualizada de benefício
pelos proprietários da AIGP, recomendações técnicas para melhorar a gestão das AIGP e definição
das OIGP, baseadas no conhecimento técnico silvícola, contabilístico e atuarial, que serão também
relevantes para definir políticas públicas.
Enquadramento no PRPI: medidas n.os 1.1.2 — Mecanismos Reguladores de Prédios Rústicos;
1.2.4 — Fomento à criação de Organismos de Investimento Florestal Coletivos; 1.3.1 — Instrumentos
Diário da República, 1.ª série
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de Ordenamento e Gestão do Território Rústico; e 1.3.4 — Comunidades Colaborativas — Programa
Integrado de Mobilização.
Fontes de financiamento: Fundo Ambiental; PRR: C08 — Transformação da paisagem dos
territórios de floresta vulneráveis; Reorganização do sistema de cadastro da propriedade rústica e
do sistema de monitorização de ocupação do solo; Prevenção e combate de fogos rurais.
Plano de investimento previsional: 1,3 M€.
Período de execução: 2021-2024.
Projeto n.º 17
Denominação: Constituição e dinamização de Agrupamentos de Baldios.
Descrição: Constituir e dinamizar os Agrupamentos de Baldios, criados para a obtenção de
escala de área e/ou complementaridade de recursos para valorização e melhor exploração de
terrenos baldios, conforme previsto na Lei n.º 75/2017, de 17 de agosto, através da capacitação
de recursos humanos e técnicos, constituição, dinamização e funcionamento das assembleias de
compartes, planeamento, ordenamento e gestão florestal, elaboração de estudos, projetos temáti-
cos e de projetos de investimento e ações de divulgação; investigar, desenvolver e testar modelos
de gestão agrupada e de consolidação da propriedade ajustados às necessidades da região e aos
seus agentes.
Enquadramento no PRPI: medidas n.os 1.3.4 — Comunidades colaborativas — Programa
integrado de mobilização; e 2.1.3 — Recuperação dos povoamentos florestais e proteção e ma-
nutenção dos recursos hídricos.
Fontes de financiamento: Fundo Florestal Permanente.
Plano de investimento previsional: 3,6 M €.
Período de execução: 2019-2024.
Projeto n.º 18
Denominação: Projeto-piloto no âmbito do Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos
Rurais (PNGIFR).
Descrição: Promover a organização, os recursos e a cadeia de processos no âmbito do PNGIFR
e a operacionalização do Programa Nacional de Ação do PNGIFR; implementar o programa de
execução, acompanhamento e monitorização proposto pela Agência para a Gestão Integrada de
Fogos Rurais, I. P., para a região de Coimbra, nos municípios de Arganil, Coimbra, Góis, Lousã,
Miranda do Corvo, Pampilhosa da Serra e Penela; articular o processo de decisão entre as di-
versas entidades ao nível regional, sub-regional e municipal; incrementar a especialização das
equipas de gestão integrada de fogos rurais, em todas as suas componentes, através do suporte,
mobilização, coordenação e monitorização dos agentes do Sistema de Gestão Integrada de Fogos
Rurais (SGIFR); mobilizar os agentes do SGIFR para as melhores práticas de proteção de pessoas,
animais e bens; implementar projetos de inovação e desenvolvimento da cadeia de processos
do PNGIFR; implementar rotinas e padronização da monitorização e mecanismos de reporte das
ações de gestão integrada de fogos rurais.
Enquadramento no PRPI: medidas n.os 3.1.1 — Projeto-Piloto: Observatório para a gestão do
fogo; 3.1.2 — Grupo de Trabalho: Redução das ignições em espaço rural e reforço da investiga-
ção; 4.1.1. — Projeto-Piloto de vigilância e proteção das florestas; e 4.2.1 — Projeto-Piloto: Aldeias
seguras — Rede de segurança e proteção.
Fontes de financiamento: PT2030; Fundo Ambiental; PRR: C08 — Transformação da paisagem
dos territórios de floresta vulneráveis; Prevenção e combate de fogos rurais; Faixas de Gestão de
Combustível — rede primária; Programa MAIS Floresta — Gestão e prevenção de riscos e reforço
da capacidade dos agentes de proteção civil.
Plano de investimento previsional: 10 M€.
Período de execução: 2021-2023.
Diário da República, 1.ª série
N.º 177 10 de setembro de 2021 Pág. 37-(13)
Projeto n.º 19
Denominação: Valorização e usufruto da paisagem e dos valores naturais.
Descrição: Valorizar os elementos patrimoniais existentes, particularmente o património natural;
dinamizar as infraestruturas instaladas e a instalar na área da floresta como Centros de conheci-
mento, inovação, formação e ensino (e.g. Escola da Floresta e dos Pastores, Centro Ciência Viva
Floresta); criar e instalar quatro escolas de ciência viva associada aos quatro elementos (terra, ar,
água e fogo); qualificar/sinalizar percursos e georreferenciar os mesmos (digitalização de serviços
turísticos) para que o usufruto da paisagem não comprometa o equilíbrio ambiental e a biodiversi-
dade; implementar projetos de proteção das espécies de fauna e flora autóctones e de controlo de
espécies exóticas invasoras; dinamizar a rede de espaços de suporte à interpretação e à preser-
vação da paisagem: locais de interpretação da paisagem e património natural.
Enquadramento no PRPI: medidas n.os 1.2.2 — Reforço dos incentivos à Gestão Sustentável
dos Espaços Agroflorestais; 1.3.1 — Instrumentos de Ordenamento e Gestão do Território Rústico;
1.3.4 — Comunidades colaborativas — Programa integrado de mobilização; e 2.2.2 — Promover
novos modelos de Silvicultura.
Fontes de financiamento: PT2030; Programa Valorizar; PRR: C08 — Transformação da pai-
sagem dos territórios de floresta vulneráveis.
Plano de investimento previsional: 8 M€.
Período de execução: 2021-2027.
Projeto n.º 20
Denominação: Implementação do Centro de Competências Geospacial.
Descrição: Implementar o cadastro da propriedade rústica, a cartografia digital e o sistema de
monitorização da ocupação do solo (DGT); apoiar a expansão do Sistema de Informação Cadastral
Simplificada (Estrutura de Missão para a Expansão do Sistema de Informação Cadastral Simplifi-
cada/Instituto dos Registos e Notariado, I. P.); promover o emparcelamento da propriedade rústica
e a implementação do Centro de Competências Geospacial.
Enquadramento no PRPI: medidas n.os 1.1.1 — Projeto-Piloto: Sistema de informação cadas-
tral simplificada; 1.1.2 — Mecanismos Reguladores de Prédios Rústicos; 1.2.1 — Projeto-Piloto:
Compensação dos serviços ambientais na área florestal do Pinhal Interior; 1.2.2 — Reforço dos
incentivos à gestão sustentável dos espaços agroflorestais do Pinhal Interior; 1.2.4 — Fomento à
criação de Organismos de Investimento Florestal Coletivos; e 1.3.1 — Instrumentos de Ordenamento
e Gestão do Território Rústico.
Fontes de financiamento: PT2030; Programa Valorizar; PRR: C08 — Reorganização do sistema
de cadastro da propriedade rústica e do sistema de monitorização de ocupação do solo; Cadastro
da Propriedade Rústica e Sistema de Monitorização da Ocupação do Solo.
Plano de investimento previsional: 2,3 M€.
Período de execução: 2021-2027.
114560077
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