Diário da República, 1.ª série
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101-A/2021
- Data
- 2021-07-30
- Tipo
- Resolução do Conselho de Ministros
- Emitente
- PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
Texto integral (10 080 palavras)
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101-A/2021
Sumário: Altera as medidas aplicáveis em situação de calamidade, no âmbito da pandemia da
doença COVID-19.
Desde março de 2020, o combate à pandemia da doença COVID-19 tem vindo a exigir a
adoção de várias medidas extraordinárias. Algumas destas medidas envolvem necessariamente
a restrição de direitos e liberdades, em especial no que respeita aos direitos de circulação e às
liberdades económicas.
O esforço dos portugueses nos últimos meses tem permitido conter a evolução da pandemia
em níveis que garantem a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e per-
mitiram o avanço no processo de vacinação, tendo atingido os 52 % de portugueses totalmente
vacinados.
Considerando a avaliação do risco de transmissibilidade do vírus e do nível de incidência,
da gravidade clínica da pandemia, da capacidade de resposta do SNS, bem como a evolução da
cobertura de vacinação completa da população, importa prosseguir a estratégia gradual de levan-
tamento de medidas de combate à pandemia da doença COVID-19.
Com a entrada em vigor da presente resolução, as regras aplicáveis passam a ser conside-
radas para todo o território nacional continental, deixando de existir regras em função do nível de
risco dos concelhos.
Atendendo aos critérios de avaliação de risco e ao facto de que pelo menos 50 % da população
já se encontra com a vacinação completa, a partir de dia 1 de agosto o teletrabalho passa a ser
recomendado sempre que as atividades o permitam, a limitação à circulação na via pública a partir
das 23 h deixa de existir, terminam os limites aos horários de abertura e passam a vigorar novas
regras em matéria de horários de encerramento. Os espetáculos desportivos passam a admitir
público de acordo com as orientações da Direção-Geral da Saúde. Os bares passam a poder estar
em funcionamento desde que sujeitos às regras aplicáveis aos estabelecimentos de restauração
e similares, não podendo ter espaços de dança.
Determina-se, ainda, que o membro do Governo responsável pela área da saúde define os
indicadores relativos à avaliação da situação epidemiológica, sem prejuízo dos patamares de per-
centagem de população com vacinação completa.
Nesse sentido, se os relatórios o permitirem e 70 % da população se encontrar com vacinação
completa, prevê-se que seja possível o levantamento da obrigatoriedade do uso de máscara em
espaços públicos, podendo passar a permitir-se, designadamente, a abertura de lojas de cidadão
sem necessidade de marcação prévia, o aumento da lotação dos restaurantes, cafés e pastelarias,
o aumento da ocupação máxima dos estabelecimentos e equipamentos e o aumento da lotação
em determinados eventos.
Por fim, se a avaliação da situação epidemiológica constante dos referidos relatórios o
permitir e se 85 % da população se encontrar com vacinação completa, pode passar a permitir-
-se, designadamente, que os bares e discotecas abram desde que o acesso aos mesmos se
faça com Certificado Digital COVID da UE ou teste com resultado negativo. Nesta mesma fase
deixam também de existir limites à lotação em estabelecimentos, equipamentos e determinados
eventos.
Assim:
Nos termos do artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 54-A/2021, de 25 de junho, dos artigos 12.º e
13.º do Decreto-Lei n.º 10-A/2020, de 13 de março, na sua redação atual, por força do disposto
no artigo 2.º da Lei n.º 1-A/2020, de 19 de março, na sua redação atual, das Bases 34 e 35 da Lei
n.º 95/2019, de 4 de setembro, do artigo 17.º da Lei n.º 81/2009, de 21 de agosto, do artigo 19.º da
Lei n.º 27/2006, de 3 de julho, na sua redação atual, e da alínea g) do artigo 199.º da Constituição,
o Conselho de Ministros resolve:
1 — Declarar, na sequência da situação epidemiológica da COVID-19, até às 23:59 h do dia
31 de agosto de 2021, a situação de calamidade em todo o território nacional continental.
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2 — Determinar, sem prejuízo das competências dos membros do Governo responsáveis pelas
áreas da economia, da administração interna, da Administração Pública, da saúde, do ambiente
e das infraestruturas, as quais podem ser exercidas conjuntamente com os membros do Governo
responsáveis pelas respetivas áreas setoriais, quando aplicável, a adoção, em todo o território
nacional continental, das seguintes medidas de caráter excecional, necessárias ao combate à
doença COVID-19, bem como as previstas no regime anexo à presente resolução e da qual faz
parte integrante:
a) A fixação de regras de proteção da saúde individual e coletiva dos cidadãos;
b) A limitação ou condicionamento de acesso, circulação ou permanência de pessoas em espa-
ços frequentados pelo público, bem como a dispersão das concentrações superiores a 10 pessoas,
salvo se todos forem pertencentes ao mesmo agregado familiar que coabite;
c) A limitação ou condicionamento de certas atividades económicas;
d) A fixação de regras de funcionamento de estabelecimentos industriais, comerciais e de
serviços;
e) A fixação de regras aplicáveis ao tráfego aéreo e aos aeroportos;
f) O reconhecimento da necessidade de requisitar temporariamente bens ou serviços, nos ter-
mos a determinar por despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças
e da administração interna.
3 — Reforçar, sem prejuízo dos números anteriores, que compete às forças e serviços de
segurança, às polícias municipais e à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE)
fiscalizar o cumprimento do disposto na presente resolução, mediante:
a) O encerramento dos estabelecimentos e a cessação das atividades previstas no artigo 12.º
do regime anexo à presente resolução;
b) A cominação e a participação por crime de desobediência, nos termos e para os efeitos da
alínea b) do n.º 1 do artigo 348.º do Código Penal, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 48/95, de 15 de
março, na sua redação atual, do artigo 6.º da Lei n.º 27/2006, de 3 de julho, na sua redação atual,
por violação do disposto nos artigos 12.º, 13.º, 15.º, 16.º e 18.º do regime anexo à presente reso-
lução, e, ainda, do confinamento obrigatório por quem a ele esteja sujeito nos termos do artigo 3.º
do referido regime;
c) O aconselhamento da não concentração de pessoas na via pública e a dispersão das
concentrações superiores a 10 pessoas, salvo se todos forem pertencentes ao mesmo agregado
familiar que coabite.
4 — Determinar a criação de uma estrutura de monitorização da situação de calamidade,
coordenada pelo membro do Governo responsável pela área da administração interna, com facul-
dade de delegação, composta por representantes das áreas governativas definidas por despacho
do Primeiro-Ministro e de representantes das forças e serviços de segurança e da Autoridade
Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), para efeitos de acompanhamento regular da
situação declarada.
5 — Determinar, no âmbito da declaração da situação de calamidade, o acionamento das
estruturas de coordenação política territorialmente competentes.
6 — Estabelecer, no âmbito da proteção e socorro:
a) A manutenção do estado de prontidão das forças e serviços de segurança, dos serviços de
emergência médica e de todos os agentes de proteção civil, com reforço de meios para eventuais
operações de apoio na área da saúde pública;
b) A manutenção do funcionamento da Subcomissão COVID-19, no âmbito da Comissão Na-
cional de Proteção Civil, em regime de permanência, enquanto estrutura responsável pela recolha
e tratamento da informação relativa ao surto epidémico em curso, garantindo uma permanente
monitorização da situação;
c) A utilização, quando necessário, do sistema de avisos à população pela ANEPC.
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7 — Recomendar às juntas de freguesia, no quadro da garantia de cumprimento do disposto
no regime anexo à presente resolução, a sinalização, junto das forças e dos serviços de segurança,
da polícia municipal e da ASAE, dos estabelecimentos a encerrar, para garantir a cessação das
atividades previstas no artigo 12.º do regime anexo à presente resolução.
8 — Determinar que, para efeitos do disposto na alínea b) do n.º 3, as autoridades de saúde
comunicam às forças e aos serviços de segurança do local de residência a aplicação das medidas
de confinamento obrigatório a doentes com COVID-19, a infetados com SARS-CoV-2 e aos con-
tactos próximos em vigilância ativa.
9 — Determinar que, por decisão da administração regional de saúde e do departamento de
saúde pública territorialmente competentes, podem ser constituídas equipas de acompanhamento
dos cidadãos em situação de confinamento obrigatório, com representantes da autoridade de
saúde local, proteção civil municipal, segurança social e, quando necessário, forças e serviços
de segurança bem como, mediante despacho do membro do Governo responsável pela área da
saúde e da área setorial respetiva, quaisquer outros serviços, organismos, entidades ou estruturas
da administração direta ou indireta do Estado.
10 — Reforçar que, durante o período de vigência da situação de calamidade, os cidadãos e
as demais entidades têm, nos termos dos n.os 1 a 3 do artigo 6.º da Lei n.º 27/2006, de 3 de julho,
na sua redação atual, o dever de colaboração, nomeadamente no cumprimento de ordens ou
instruções das autoridades de saúde, dos órgãos e agentes responsáveis pela segurança interna
e pela proteção civil e na pronta satisfação de solicitações que justificadamente lhes sejam feitas
pelas entidades competentes para a concretização das medidas que justificam a presente decla-
ração de calamidade.
11 — Determinar às forças e serviços de segurança, à ASAE e à Autoridade para as Condi-
ções do Trabalho o reforço das ações de fiscalização do cumprimento do disposto na presente
resolução, seja na via pública, nos estabelecimentos comerciais e de restauração ou em locais
de trabalho.
12 — Estabelecer que o Governo avalia, a todo o tempo, a monitorização da aplicação do
quadro sancionatório por violação da presente resolução, com base no reporte efetuado pelas
forças e pelos serviços de segurança ao membro do Governo responsável pela área da admi-
nistração interna relativamente ao grau de acatamento das medidas adotadas pela presente
resolução.
13 — Reforçar que a desobediência e a resistência às ordens legítimas das entidades compe-
tentes, quando praticadas durante a vigência da situação de calamidade e em violação do disposto
no regime anexo à presente resolução, constituem crime e são sancionadas nos termos da lei penal,
sendo as respetivas penas agravadas em um terço, nos seus limites mínimo e máximo, nos termos
do n.º 4 do artigo 6.º da Lei n.º 27/2006, de 3 de julho, na sua redação atual.
14 — Determinar que para efeitos do disposto nos n.os 1 e 3 do artigo 2.º do Decreto-Lei
n.º 79-A/2020, de 1 de outubro, na sua redação atual, são considerados todos os concelhos do
território nacional continental, sendo recomendável, em todo o mesmo território, a adoção do regime
de teletrabalho sempre que as funções em causa o permitam.
15 — Determinar que a publicação da presente resolução constitui para todos os efeitos
legais cominação suficiente, designadamente para o preenchimento do tipo de crime de deso-
bediência.
16 — Revogar as Resoluções do Conselho de Ministros n.os 70-B/2021, de 4 de junho, e
74-A/2021, de 9 de junho, na sua redação atual.
17 — Determinar que a presente resolução entra em vigor no dia 1 de agosto de 2021.
Presidência do Conselho de Ministros, 29 de julho de 2021. — O Primeiro-Ministro, António
Luís Santos da Costa.
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ANEXO
Regime da situação de calamidade a que se referem o n.º 2, as alíneas a) e b)
do n.º 3 e os n.os 7 e 13 da presente resolução
CAPÍTULO I
Objeto e âmbito de aplicação
Artigo 1.º
Objeto
O presente regime estabelece medidas excecionais e temporárias de resposta à epidemia
SARS-CoV-2 e à doença COVID-19 no âmbito da declaração de situação de calamidade.
Artigo 2.º
Âmbito de aplicação territorial
O disposto no presente regime é aplicável a todo o território nacional continental.
CAPÍTULO II
Medidas sanitárias e de saúde pública
Artigo 3.º
Confinamento obrigatório
1 — Ficam em confinamento obrigatório, em estabelecimento de saúde, no domicílio ou, não
sendo aí possível, noutro local definido pelas autoridades competentes:
a) Os doentes com COVID-19 e os infetados com SARS-CoV-2;
b) Os cidadãos relativamente a quem a autoridade de saúde ou outros profissionais de saúde
tenham determinado a vigilância ativa.
2 — As autoridades de saúde comunicam às forças e serviços de segurança do local de resi-
dência a aplicação das medidas de confinamento obrigatório.
3 — De acordo com a avaliação da situação epidemiológica e do risco concreto, da responsa-
bilidade da administração regional de saúde e do departamento de saúde pública territorialmente
competentes, os cidadãos sujeitos a confinamento obrigatório podem ser acompanhados para
efeitos de provisão de necessidades sociais e de saúde, mediante visita conjunta da proteção
civil municipal, dos serviços de ação social municipais, dos serviços de ação social do Instituto da
Segurança Social, I. P., das autoridades de saúde pública, das unidades de cuidados e das forças
de segurança bem como, mediante despacho do membro do Governo responsável pela área da
saúde e da área setorial respetiva, quaisquer outros serviços, organismos, entidades ou estruturas
da administração direta ou indireta do Estado.
Artigo 4.º
Uso de máscaras ou viseiras
1 — É obrigatório o uso de máscaras ou viseiras para o acesso ou permanência em locais
de trabalho que mantenham a respetiva atividade nos termos do presente regime sempre que o
distanciamento físico recomendado pelas autoridades de saúde se mostre impraticável.
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2 — A obrigação prevista no número anterior não é aplicável aos trabalhadores quando estejam
a prestar o seu trabalho em gabinete, sala ou equivalente que não tenha outros ocupantes ou quando
sejam utilizadas barreiras físicas impermeáveis de separação e proteção entre trabalhadores.
3 — Às situações previstas no presente artigo é aplicável, com as necessárias adaptações, o
disposto no artigo 13.º-B do Decreto-Lei n.º 10-A/2020, de 13 de março, na sua redação atual.
Artigo 5.º
Controlo de temperatura corporal
1 — Nos casos em que se mantenha a respetiva atividade nos termos do presente regime,
podem ser realizadas medições de temperatura corporal por meios não invasivos, no controlo de
acesso ao local de trabalho, a serviços ou instituições públicas, a estabelecimentos educativos,
de ensino e de formação profissional, a espaços comerciais, culturais ou desportivos, a meios de
transporte, a estabelecimentos de saúde, a estabelecimentos prisionais ou a centros educativos,
bem como em estruturas residenciais.
2 — Podem igualmente ser sujeitos a medições de temperatura corporal as pessoas a que
se refere o artigo seguinte.
3 — O disposto nos números anteriores não prejudica o direito à proteção individual de dados,
sendo expressamente proibido o registo da temperatura corporal associado à identidade da pessoa,
salvo com expressa autorização da mesma.
4 — As medições podem ser realizadas por trabalhador ao serviço da entidade responsável
pelo local ou estabelecimento, sempre através de equipamento adequado a este efeito, que não
pode conter qualquer memória ou realizar registos das medições efetuadas, não sendo admissível
qualquer contacto físico com a pessoa visada.
5 — O trabalhador referido no número anterior fica sujeito a sigilo profissional.
6 — O acesso aos locais mencionados no n.º 1 pode ser impedido sempre que a pessoa:
a) Recuse a medição de temperatura corporal;
b) Apresente um resultado superior à normal temperatura corporal, considerando-se como tal
uma temperatura corporal igual ou superior a 38ºC.
7 — Nos casos em que o disposto na alínea b) do número anterior determine a impossibilidade
de acesso de um trabalhador ao respetivo local de trabalho, considera-se a falta justificada.
Artigo 6.º
Realização de testes de diagnóstico de SARS-CoV-2
1 — Podem ser sujeitos à realização de testes de diagnóstico de SARS-CoV-2, de acordo com
as normas e orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS):
a) Os trabalhadores, utentes e visitantes de estabelecimentos de prestação de cuidados de
saúde;
b) Os trabalhadores, estudantes e visitantes dos estabelecimentos de educação, de ensino e
formação profissional e das instituições de ensino superior;
c) Os trabalhadores, utentes e visitantes de comunidades terapêuticas e comunidades de inser-
ção social, bem como dos centros de acolhimento temporário e centros de alojamento de emergência,
de estruturas residenciais para idosos, unidades de cuidados continuados integrados da Rede Na-
cional de Cuidados Continuados Integrados e de outras estruturas e respostas dedicadas a pessoas
idosas, a crianças, jovens e pessoas com deficiência, bem como a requerentes e beneficiários de pro-
teção internacional e a acolhimento de vítimas de violência doméstica e de tráfico de seres humanos;
d) No âmbito dos serviços prisionais e dos centros educativos:
i) Os reclusos nos estabelecimentos prisionais e os jovens internados em centros educativos;
ii) Quem pretenda visitar as pessoas referidas na alínea anterior;
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iii) Os trabalhadores do Corpo da Guarda Prisional e os demais trabalhadores da Direção-Geral
de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), no exercício das suas funções e por causa delas,
para efeitos de acesso e permanência no local de trabalho;
iv) Os trabalhadores do Corpo da Guarda Prisional, sempre que, no exercício das suas fun-
ções e por causa delas, acedam a outros locais ou neles permaneçam a propósito do transporte e
guarda de reclusos, designadamente em unidades de saúde e tribunais;
v) Os prestadores de serviços e utentes de instalações afetas à atividade da DGRSP, sempre
que nelas pretendam entrar ou permanecer;
e) Os trabalhadores que desempenham funções em serviços públicos;
f) Os trabalhadores afetos a explorações agrícolas e do setor da construção;
g) Os trabalhadores que, independentemente do vínculo laboral, da modalidade ou da natureza
da relação jurídica, prestem atividade em locais de trabalho com 150 ou mais trabalhadores.
2 — Nos casos em que o resultado dos testes efetuados ao abrigo do número anterior impos-
sibilite o acesso de um trabalhador ao respetivo local de trabalho, considera-se a falta justificada.
3 — Deve ainda ser sujeito à realização de testes de diagnóstico de SARS-CoV-2, de acordo
com as normas e orientações da DGS, quem pretenda assistir ou participar em eventos de natureza
cultural, desportiva, corporativa ou familiar, designadamente casamentos e batizados, sempre que
o número de participantes exceda o definido pela DGS para efeitos de testagem de participantes
em eventos, devendo os organizadores do evento solicitar e verificar o cumprimento do disposto
na presente disposição.
4 — O acesso aos locais mencionados no número anterior pode ser impedido sempre que:
a) Não seja apresentado o Certificado Digital COVID da UE;
b) Exista recusa na realização de teste;
c) Não seja apresentado comprovativo de resultado negativo de teste laboratorial para despiste
do SARS-CoV-2, realizado nos termos das orientações específicas da DGS;
d) Se verifique um resultado positivo no teste realizado.
5 — A realização de testes de diagnóstico de SARS-CoV-2 referidos no n.º 1 é determinada
pelo responsável máximo do respetivo estabelecimento ou serviço, salvo:
a) No caso das alíneas d) e e), em que o é, respetivamente, por despacho do diretor-geral de
Reinserção e Serviços Prisionais ou, quando for o caso, por iniciativa da entidade gestora de cada
loja de cidadão nos termos determinados por orientação da DGS;
b) Nos casos das alíneas f) e g), em que o é por determinação da autoridade de saúde.
6 — A responsabilidade pela realização de testes de diagnóstico de SARS-CoV-2, bem como
pelos respetivos encargos, é, no caso dos referidos nas alíneas f) e g) do n.º 1, da empresa utiliza-
dora ou beneficiária final dos serviços prestados e, no caso dos referidos no n.º 3, do participante
no evento ou do interessado em aceder aos locais ali referidos, consoante o que seja aplicável,
sem prejuízo do disposto na parte final desse número.
7 — A realização de testes a que se refere o presente artigo é determinada de acordo com as
orientações específicas da DGS.
8 — O disposto no presente artigo não prejudica o direito à proteção de dados pessoais, sendo
expressamente proibido o registo ou a conservação de dados pessoais associados ao Certificado
Digital COVID da UE ou a resultados de testes, incluindo comprovativos da sua realização, asso-
ciados à identidade da pessoa, salvo com expressa autorização da mesma, devendo a consulta de
dados pessoais para efeitos de verificação do cumprimento do disposto no presente artigo limitar-se
ao estritamente necessário.
9 — A apresentação do Certificado Digital COVID da UE dispensa a apresentação de compro-
vativo de realização de teste para despiste da infeção por SARS-CoV-2 prevista nos n.os 3 e 4.
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Artigo 7.º
Exceções às regras sobre testagem
Sem prejuízo do disposto nas alíneas b) e c) do n.º 1 do artigo anterior e de rastreios a efetuar,
designadamente em estabelecimentos educativos, de ensino e de formação profissional ou outras
estruturas e respostas dedicadas a crianças e jovens, os menores de 12 anos estão dispensados
da obrigação de se sujeitarem a testes de despistagem da infeção por SARS-CoV-2 para efeitos
do presente regime.
Artigo 8.º
Certificado ou teste para acesso a estabelecimentos
1 — Para efeitos da presente resolução, em matéria de certificado ou teste, é aceite:
a) A apresentação de Certificado Digital COVID da UE admitido nos termos do Decreto-Lei
n.º 54-A/2021, de 25 de junho, sendo equivalente à apresentação de teste com resultado negativo;
b) Em matéria de testagem:
i) A realização laboratorial de teste de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN) nas 72 horas
anteriores à sua apresentação;
ii) A realização de teste rápido de antigénio (TRAg), verificado por entidade certificada, nas
48 horas anteriores à sua apresentação;
iii) A realização de teste rápido de antigénio (TRAg), na modalidade de autoteste, nas 24 horas
anteriores à sua apresentação, na presença de um profissional de saúde ou da área farmacêutica
que certifique a realização do mesmo e o respetivo resultado;
iv) A realização de teste rápido de antigénio (TRAg), na modalidade de autoteste, no momento,
à porta do estabelecimento ou do espaço cuja frequência se pretende, com a supervisão dos res-
ponsáveis pelos mesmos.
2 — O disposto no presente artigo não prejudica o direito à proteção de dados pessoais, sendo
expressamente proibido o registo ou a conservação de dados pessoais associados ao Certificado
Digital COVID da UE ou a resultados de testes, incluindo comprovativos da sua realização, asso-
ciados à identidade da pessoa, salvo com expressa autorização da mesma, devendo a consulta de
dados pessoais para efeitos de verificação do cumprimento do disposto no presente artigo limitar-se
ao estritamente necessário.
Artigo 9.º
Medidas excecionais no domínio da saúde pública
1 — O membro do Governo responsável pela área da saúde, com faculdade de delegação,
determina:
a) As medidas de exceção aplicáveis à atividade assistencial realizada pelos serviços e esta-
belecimentos integrados no Serviço Nacional de Saúde (SNS);
b) As medidas necessárias e a prática dos atos que, no âmbito específico da sua ação, sejam
adequados e indispensáveis para garantir as condições de normalidade na produção, transporte,
distribuição e abastecimento de bens e serviços essenciais à atividade do setor da saúde;
c) As medidas estritamente indispensáveis relativas ao tratamento de dados pessoais pelos
serviços de saúde e pelos serviços municipais ou das freguesias, no âmbito das operações neces-
sárias à execução de inquéritos epidemiológicos, operações de rastreio e do plano de vacinação
contra a COVID-19, designadamente para efeitos da concretização de contactos para inquérito
epidemiológico, rastreio ou vacinação.
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2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, o membro do Governo responsável pela
área da saúde, em articulação com o membro do Governo responsável pela área da economia, com
faculdade de delegação, determina as medidas de exceção necessárias, no contexto da situação
de emergência causada pela situação epidemiológica do vírus SARS-CoV-2, bem como para o
tratamento da doença COVID-19, relativamente a:
a) Circuitos do medicamento e dos dispositivos médicos, bem como de outros produtos de
saúde, biocidas, soluções desinfetantes, álcool e equipamentos de proteção individual, designa-
damente no âmbito do fabrico, distribuição, comercialização, importação, aquisição, dispensa e
prescrição, tendentes a assegurar e viabilizar o abastecimento, a disponibilidade e o acesso dos
produtos necessários às unidades de saúde, aos doentes e demais utentes;
b) Acesso a medicamentos, designadamente os experimentais, utilizados no âmbito da pan-
demia e da continuidade dos ensaios clínicos.
Artigo 10.º
Participação das Forças Armadas em inquéritos epidemiológicos e rastreio de contactos de doentes
As Forças Armadas participam na realização de inquéritos epidemiológicos e rastreio de con-
tactos de doentes com COVID-19, sendo esta participação coordenada pelo respetivo comando.
CAPÍTULO III
Medidas aplicáveis a atividades, estabelecimentos,
serviços, empresas ou equiparados
Artigo 11.º
Disposições gerais aplicáveis a estabelecimentos ou locais abertos ao público
1 — Sem prejuízo de regras especialmente previstas na presente resolução que lhes sejam
aplicáveis e do disposto no artigo seguinte, o funcionamento de atividades, estabelecimentos ou
equipamentos está condicionado ao cumprimento de todas as orientações e instruções específicas
definidas pela DGS para o respetivo setor de atividade ou de outras que lhes possam ser aplicáveis
em função dos serviços que prestem.
2 — Nos estabelecimentos que mantenham a respetiva atividade nos termos do presente regime
devem ainda ser observadas as seguintes regras de ocupação, permanência e distanciamento físico:
a) A afetação dos espaços acessíveis ao público deve observar regras de ocupação máxima
indicativa de 0,05 pessoas por metro quadrado de área, com exceção dos estabelecimentos de
prestação de serviços;
b) A adoção de medidas que assegurem uma distância mínima de 2 metros entre as pessoas,
salvo disposição especial ou orientação da DGS em sentido distinto;
c) A garantia de que as pessoas permanecem dentro do espaço apenas pelo tempo estrita-
mente necessário;
d) A proibição de situações de espera para atendimento no interior dos estabelecimentos de
prestação de serviços, devendo os operadores económicos recorrer, preferencialmente, a meca-
nismos de marcação prévia;
e) A definição, sempre que possível, de circuitos específicos de entrada e saída nos estabe-
lecimentos e instalações, utilizando portas separadas;
f) A observância de outras regras definidas pela DGS.
3 — Para efeitos do disposto na alínea a) do número anterior:
a) Entende-se por «área» a área destinada ao público, incluindo as áreas de uso coletivo ou
de circulação, à exceção das zonas reservadas a parqueamento de veículos;
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b) Os limites previstos de ocupação máxima por pessoa não incluem os funcionários e pres-
tadores de serviços que se encontrem a exercer funções nos espaços em causa.
4 — Os estabelecimentos de comércio a retalho ou de prestação de serviços devem atender
com prioridade os profissionais de saúde, os elementos das forças e serviços de segurança e dos
órgãos de polícia criminal, de proteção e socorro, o pessoal das Forças Armadas e de prestação
de serviços de apoio social, sem prejuízo da aplicação do disposto no Decreto-Lei n.º 58/2016, de
29 de agosto, na sua redação atual.
5 — Os estabelecimentos de comércio a retalho ou de prestação de serviços devem informar
os clientes, de forma clara e visível, relativamente às regras de ocupação máxima, funcionamento,
acesso, prioridade, atendimento, higiene, segurança e outras relevantes aplicáveis a cada esta-
belecimento.
Artigo 12.º
Instalações, estabelecimentos e equipamentos encerrados
São encerradas ou suspensas as seguintes instalações, estabelecimentos, equipamentos ou
atividades:
a) Discotecas, bares e salões de dança ou de festa ou outros locais ou instalações seme-
lhantes;
b) Desfiles e festas populares ou manifestações folclóricas ou outras de qualquer natureza.
Artigo 13.º
Horários
1 — As atividades de comércio de retalho alimentar e não alimentar funcionam de acordo com
o horário do respetivo licenciamento.
2 — Os demais estabelecimentos ou equipamentos que prestem serviços e estejam abertos
ao público, nomeadamente os estabelecimentos de restauração e similares ou os equipamentos
culturais e desportivos, funcionam de acordo com o horário do respetivo licenciamento, com o limite
das 02:00 h, ficando excluído o acesso ao público para novas admissões a partir da 01:00 h.
3 — No caso de estabelecimentos autorizados a funcionar durante 24 horas por dia ficam os
mesmos autorizados a reabrir a partir das 08:00 h.
4 — Os horários de funcionamento dos estabelecimentos de comércio a retalho ou de prestação
de serviços podem ser limitados ou modificados por despacho do membro do Governo responsável
pela área da economia.
Artigo 14.º
Exceções às regras sobre horários
Ficam excluídos do âmbito de aplicação de quaisquer regras fixadas no presente regime que
incidam sobre horários de encerramento:
a) Os estabelecimentos onde se prestem serviços médicos ou outros serviços de saúde,
designadamente hospitais, consultórios e clínicas, clínicas dentárias e centros de atendimento
médico-veterinário com urgência, e serviços de apoio social, bem como aos serviços de suporte
integrados nestes locais;
b) As farmácias e estabelecimentos de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica;
c) Os estabelecimentos turísticos e os estabelecimentos de alojamento local, bem como os
estabelecimentos que garantam alojamento estudantil;
d) Os estabelecimentos que prestem atividades funerárias e conexas;
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e) As atividades de prestação de serviços que integrem autoestradas, designadamente áreas
de serviço e postos de abastecimento de combustíveis;
f) Os postos de abastecimento de combustíveis não abrangidos pela alínea anterior, bem como
os postos de carregamento de veículos elétricos, exclusivamente na parte respeitante à venda ao
público de combustíveis e abastecimento ou carregamento de veículos;
g) Os estabelecimentos de prestação de serviços de aluguer de veículos de mercadorias sem
condutor (rent-a-cargo) e de aluguer de veículos de passageiros sem condutor (rent-a-car);
h) Os estabelecimentos situados no interior de aeroportos situados em território nacional con-
tinental, após o controlo de segurança dos passageiros.
Artigo 15.º
Estabelecimentos turísticos ou de alojamento local
1 — O acesso a estabelecimentos turísticos ou a estabelecimentos de alojamento local, in-
dependentemente do dia da semana ou do horário, depende da apresentação, pelos clientes, no
momento do check-in, de Certificado Digital COVID da UE admitido nos termos do Decreto-Lei
n.º 54-A/2021, de 25 de junho, ou de um teste com resultado negativo, realizado nos termos do
artigo 8.º
2 — A exigência de apresentação de teste com resultado negativo nos termos do número
anterior é dispensada aos trabalhadores dos espaços ou estabelecimentos bem como a eventuais
fornecedores ou prestadores de serviços que habilitem o funcionamento dos mesmos, exceto, em
ambos os casos, se a respetiva testagem for exigida ao abrigo de outras normas.
3 — Sem prejuízo do número seguinte, aos estabelecimentos de restauração e similares in-
tegrados em estabelecimentos turísticos ou em estabelecimentos de alojamento local aplica-se o
disposto nos n.os 1 a 7 do artigo seguinte.
4 — O disposto no número anterior, na parte respeitante à testagem a que se refere o n.º 3
do artigo seguinte, não é aplicável aos hóspedes desse estabelecimento turístico ou de alojamento
local que já tenham cumprido o disposto no n.º 1.
5 — O presente artigo é norma especial e prevalece sobre o artigo anterior.
Artigo 16.º
Restauração e similares
1 — Os estabelecimentos de restauração e similares, independentemente da área de venda ou
prestação de serviços, podem funcionar para efeitos de atividade de confeção destinada a consumo
fora do estabelecimento através de entrega ao domicílio, diretamente ou através de intermediário,
bem como para disponibilização de refeições ou produtos embalados à porta do estabelecimento
ou ao postigo (take-away), ficando dispensados de licença para confeção destinada a consumo fora
do estabelecimento ou entrega no domicílio e podendo determinar aos seus trabalhadores, desde
que com o seu consentimento, a participação nas referidas atividades, ainda que as mesmas não
integrem o objeto dos respetivos contratos de trabalho.
2 — O funcionamento de estabelecimentos de restauração e similares também é permitido
caso se verifiquem as seguintes condições:
a) A observância das instruções especificamente elaboradas para o efeito pela DGS, bem
como das regras e instruções previstas no presente regime;
b) Não seja admitida a permanência de grupos superiores a 6 pessoas no interior ou a 10 pes-
soas nos espaços ou serviços de esplanadas abertas, salvo, em ambos os casos, se todas forem
pertencentes ao mesmo agregado familiar que coabite;
c) O cumprimento dos horários referidos no n.º 2 do artigo 13.º;
d) O recurso a mecanismos de marcação prévia, a fim de evitar situações de espera para
atendimento no espaço exterior.
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3 — Aos sábados, domingos e feriados, bem como às sextas-feiras a partir das 19:00 h, o
funcionamento de estabelecimentos de restauração ao abrigo do número anterior, para efeitos de
serviço de refeições no interior do estabelecimento, apenas é permitido para os clientes que apre-
sentem Certificado Digital COVID da UE admitido nos termos do Decreto-Lei n.º 54-A/2021, de 25 de
junho, ou sejam portadores de um teste com resultado negativo, realizado nos termos do artigo 8.º
4 — A exigência de apresentação de teste com resultado negativo nos termos do número
anterior é dispensada:
a) Para a permanência dos cidadãos em esplanadas abertas, cujo funcionamento é permitido,
nos horários previstos no n.º 2 do artigo 13.º, independentemente da realização de teste, bem
como para a mera entrada destes cidadãos no interior do estabelecimento para efeitos de acesso
a serviços comuns, designadamente o acesso a instalações sanitárias e a sistemas de pagamento;
b) Aos trabalhadores dos espaços ou estabelecimentos bem como a eventuais fornecedores
ou prestadores de serviços que habilitem o funcionamento dos mesmos, exceto, em ambos os
casos, se a respetiva testagem for exigida ao abrigo de outras normas.
5 — Para efeitos do n.º 2 e da alínea a) do número anterior consideram-se esplanadas abertas,
designadamente:
a) As que se enquadrem no conceito de esplanada aberta nos termos do Decreto-Lei n.º 48/2011,
de 1 de abril, na sua redação atual, desde que ao ar livre; ou
b) Qualquer espaço do estabelecimento, desde que exterior e ao ar livre.
6 — Para efeitos do número anterior, quando os espaços tenham uma estrutura ou cobertura,
tal não obsta à qualificação como esplanada aberta, desde que aquelas estejam rebatidas ou re-
movidas de forma a que o espaço não esteja totalmente coberto e permita a circulação de ar.
7 — Às esplanadas que não integrem o conceito de esplanada aberta são aplicáveis as regras
dos estabelecimentos de restauração e similares em interior.
8 — Nas áreas de consumo de comidas e bebidas (food-courts) dos conjuntos comerciais deve
prever-se a organização do espaço por forma a evitar aglomerações de pessoas e a respeitar, com
as necessárias adaptações, as orientações da DGS para o setor da restauração, aplicando-se as
regras previstas nos n.os 2 a 4.
Artigo 17.º
Bares e outros estabelecimentos de bebidas
Sem prejuízo do disposto na alínea a) do artigo 12.º, os bares ou outros estabelecimentos
de bebidas sem espetáculo podem funcionar com sujeição às regras estabelecidas na presente
resolução para o setor da restauração e similares, sem necessidade de alteração da respetiva
classificação de atividade económica, desde que:
a) Observem as regras e orientações em vigor e as especificamente elaboradas pela DGS
para estes estabelecimentos;
b) Os espaços destinados a dança ou similares não sejam utilizados para esse efeito, devendo
permanecer inutilizáveis ou, em alternativa, ser ocupados com mesas destinadas aos clientes.
Artigo 18.º
Outras regras de acesso a instalações, estabelecimentos e equipamentos
Ao acesso a estabelecimentos de jogos de fortuna ou azar, casinos, bingos ou similares e a
termas, spas ou estabelecimentos afins é aplicável, com as necessárias adaptações, o disposto
nos n.os 1 e 2 do artigo 15.º
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Artigo 19.º
Venda e consumo de bebidas alcoólicas
1 — É proibida a venda de bebidas alcoólicas em áreas de serviço ou em postos de abaste-
cimento de combustíveis.
2 — É proibido o consumo de bebidas alcoólicas em espaços ao ar livre de acesso ao público
e vias públicas, excetuando-se as esplanadas abertas dos estabelecimentos de restauração e
similares devidamente licenciados para o efeito.
Artigo 20.º
Autorizações ou suspensões em casos especiais
O membro do Governo responsável pela área da economia pode, com faculdade de delega-
ção, mediante despacho:
a) Impor o exercício de algumas das atividades de comércio a retalho ou de prestação de
serviços, caso se venha a revelar essencial para assegurar o regular abastecimento de bens es-
senciais à população;
b) Limitar ou suspender o exercício de atividades de comércio a retalho ou de prestação de
serviços, caso o respetivo exercício se venha a manifestar dispensável ou indesejável no âmbito
do combate ao contágio e propagação do vírus.
Artigo 21.º
Administração interna
O membro do Governo responsável pela área da administração interna, com faculdade de
delegação:
a) Determina o encerramento da circulação rodoviária e ferroviária, por razões de saúde pública,
segurança ou fluidez do tráfego ou a restrição à circulação de determinados tipos de veículos;
b) Estabelece, conjuntamente com o membro do Governo responsável pela área da saúde,
cercas sanitárias, mediante avaliação da situação de saúde pública;
c) Estabelece medidas específicas de controlo e fiscalização do disposto no presente regime,
em articulação com outras áreas governativas, quando aplicável em razão da matéria.
CAPÍTULO IV
Medidas aplicáveis a eventos, estruturas, estabelecimentos ou outras atividades
culturais, desportivas, recreativas ou sociais
Artigo 22.º
Eventos
1 — É permitida a realização de eventos e celebrações nos termos do disposto nos números
seguintes e até ao limite horário a que se refere o n.º 2 do artigo 13.º
2 — A DGS define as orientações específicas para os seguintes eventos:
a) Cerimónias religiosas, incluindo celebrações comunitárias;
b) Eventos de natureza familiar, incluindo casamentos e batizados, não sendo permitida uma
aglomeração de pessoas em lotação superior a 50 % do espaço em que sejam realizados;
c) Eventos de natureza corporativa realizados em espaços adequados para o efeito, designa-
damente salas de congressos, estabelecimentos turísticos, recintos adequados para a realização
de feiras comerciais e espaços ao ar livre, com diminuição de lotação;
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d) Eventos culturais em recintos de espetáculo de natureza fixa, com limite de lotação corres-
pondente a 66 % do espaço em que sejam realizados;
e) Outros eventos, designadamente culturais que não se enquadrem no disposto na alínea an-
terior e desportivos, sejam realizados em interior, ao ar livre ou fora de recintos fixos, com diminuição
de lotação e de acordo com as orientações específicas da DGS.
3 — Sem prejuízo do número anterior, na ausência de orientação da DGS, salvo nos casos da
alínea e) do número anterior em que a realização do evento depende da existência das orientações
específicas da DGS, os organizadores dos eventos devem observar, com as necessárias adaptações,
o disposto nos n.os 2 e 3 do artigo 11.º, bem como no artigo 16.º quanto aos espaços de restaura-
ção nestes envolvidos, devendo os participantes usar máscara ou viseira nos espaços fechados.
4 — O disposto no número anterior, na parte respeitante à testagem a que se refere o n.º 3
do artigo 16.º, não é aplicável aos participantes que já tenham exibido Certificado Digital COVID
da UE admitido nos termos do Decreto-Lei n.º 54-A/2021, de 25 de junho, ou teste com resultado
negativo no momento de entrada no respetivo evento.
5 — Os eventos com público realizados fora de estabelecimentos destinados para o efeito
devem ser precedidos de avaliação de risco, pelas autoridades de saúde locais, para determinação
da viabilidade e condições da sua realização.
6 — O disposto nos números anteriores não prejudica a realização de eventos em formato
digital ou através de meios telemáticos.
Artigo 23.º
Atividade física e desportiva
1 — É permitida, desde que no cumprimento das orientações definidas pela DGS e do disposto
no artigo anterior, com as necessárias adaptações, a prática de todas as atividades de treino e
competitivas profissionais e equiparadas, bem como de todas as atividades de treino e competitivas
amadoras, incluindo de escalões de formação.
2 — É igualmente permitida a prática de atividade física ao ar livre e em ginásios e academias,
bem como, mediante apresentação, no momento do acesso ao ginásio ou academia, de Certificado
Digital COVID da UE admitido nos termos do Decreto-Lei n.º 54-A/2021, de 25 de junho, ou de um
teste com resultado negativo, realizado nos termos do artigo 8.º, a participação em aulas de grupo.
Artigo 24.º
Serviços públicos
1 — Os serviços públicos desconcentrados prestam o atendimento presencial sem necessidade
de recurso a marcação prévia.
2 — As lojas de cidadão mantêm o atendimento presencial mediante marcação prévia.
3 — O disposto nos números anteriores não prejudica a continuidade e reforço da prestação
dos serviços através dos meios digitais e dos centros de contacto com os cidadãos e as empresas.
4 — Aos serviços abrangidos pelo presente artigo aplica-se o disposto no n.º 4 do artigo 11.º
e o disposto na Resolução do Conselho de Ministros n.º 88/2020, de 14 de outubro, em tudo o que
não contrariar o presente regime.
Artigo 25.º
Transportes
1 — As entidades públicas ou privadas responsáveis por transporte coletivo de passageiros
devem assegurar, quando existam lugares sentados e em pé, a lotação máxima de 2/3 da sua ca-
pacidade para o transporte terrestre, fluvial e marítimo, não existindo restrições de lotação quando
o transporte seja assegurado exclusivamente através de lugares sentados.
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2 — No transporte em táxi e no transporte individual e remunerado de passageiros em veículos
descaracterizados a partir de plataforma eletrónica, os bancos dianteiros não podem ser utilizados
pelos passageiros.
Artigo 26.º
Medidas no âmbito das estruturas residenciais
1 — A proteção dos residentes em estruturas residenciais para idosos, unidades de cuidados
continuados integrados da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e outras estrutu-
ras e respostas residenciais dedicadas a crianças, jovens e pessoas com deficiência, bem como
a requerentes e beneficiários de proteção internacional e a acolhimento de vítimas de violência
doméstica e de tráfico de seres humanos, face à sua especial vulnerabilidade, deve envolver, sem
prejuízo do cumprimento das orientações específicas da DGS:
a) A autovigilância de sintomas de doença pelos profissionais afetos a estas unidades, bem
como a vigilância de sintomas dos residentes e o seu rastreio regular por forma a identificar pre-
cocemente casos suspeitos;
b) A obrigatoriedade do uso de máscaras cirúrgicas por todos os profissionais destas estruturas;
c) A realização de testes a todos os residentes caso seja detetado um caso positivo em qual-
quer contacto;
d) A disponibilização de equipamento de âmbito municipal ou outro, caso seja necessário o
alojamento de pessoas em isolamento profilático ou em situação de infeção confirmada da doença
COVID-19 que, face à avaliação clínica, não determine a necessidade de internamento hospitalar;
e) A permissão, salvo nas estruturas e respostas dedicadas a acolhimento de vítimas de violên-
cia doméstica e de tráfico de seres humanos, da realização de visitas a utentes, com observância
das regras definidas pela DGS;
f) O seguimento clínico de doentes COVID-19 cuja situação clínica não exija internamento
hospitalar por profissionais de saúde dos agrupamentos de centros de saúde da respetiva área de
intervenção em articulação com o hospital da área de referência;
g) A operacionalização de equipas de intervenção rápida, compostas por ajudantes de ação
direta, auxiliares de serviços gerais, enfermeiros, psicólogos e médicos com capacidade de ação
imediata na contenção e estabilização de surtos da doença COVID-19;
h) A manutenção do acompanhamento pelas equipas multidisciplinares.
2 — Os testes de diagnóstico de SARS-CoV-2 são realizados por um profissional de saúde,
sendo os respetivos resultados globalmente comunicados ao responsável da direção técnica da
estrutura residencial, ficando este sujeito a sigilo profissional.
3 — Em caso de deteção de casos positivos, a entidade responsável pela análise dos resultados
comunica a identificação dos visados diretamente ao responsável da direção técnica da estrutura
residencial, o mais brevemente possível, de forma a prevenir contágios.
4 — Para efeitos dos n.os 2 e 3 pode haver lugar ao tratamento de dados pessoais na medida
do estritamente indispensável.
Artigo 27.º
Equipamentos de diversão e similares
1 — É permitido o funcionamento de equipamentos de diversão e similares desde que:
a) Observem as orientações e instruções definidas pela DGS, em parecer técnico especifica-
mente elaborado para o efeito;
b) Funcionem em local autorizado, nos termos legais, pela autarquia local territorialmente
competente;
c) Cumpram o previsto no Decreto-Lei n.º 268/2009, de 29 de setembro, na sua redação atual,
e na demais legislação aplicável.
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2 — Os equipamentos de diversão e similares autorizados a funcionar nos termos do número
anterior estão sujeitos à fiscalização das entidades competentes nos termos do presente regime.
CAPÍTULO V
Medidas aplicáveis em matéria de tráfego aéreo, aeroportos
e fronteiras terrestres, marítimas e fluviais
Artigo 28.º
Regras gerais aplicáveis ao tráfego aéreo e aos aeroportos
1 — Apenas é autorizado o tráfego aéreo com destino e a partir de Portugal continental de
todos os voos de e para países que integram a União Europeia, de e para países associados ao
Espaço Schengen (Liechtenstein, Noruega, Islândia e Suíça) e de e para o Reino Unido.
2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, é ainda autorizado o tráfego aéreo para:
a) Realização de viagens essenciais, considerando-se como tal as que são realizadas por
motivos profissionais, de estudo, de reunião familiar, por razões de saúde ou por razões huma-
nitárias;
b) Realização de viagens de e para países, regiões administrativas especiais e entidades e
autoridades territoriais não reconhecidas como países por pelo menos um Estado-Membro da União
Europeia, cuja situação epidemiológica esteja de acordo com a Recomendação (UE) 2020/912 do
Conselho, de 30 de junho de 2020, e respetivas atualizações, respeitantes a ligações aéreas com
Portugal e constantes da lista a definir nos termos n.º 4 do artigo 30.º, sob reserva de confirmação
de reciprocidade, ou de passageiros provenientes desses países ainda que realizem escala em
países que constem da mesma lista;
c) Realização de viagens destinadas a permitir o regresso aos respetivos países de cidadãos
estrangeiros que se encontrem em Portugal continental, desde que tais voos sejam promovidos
pelas autoridades competentes de tais países, sujeitos a pedido e acordo prévio, e no respeito
pelo princípio da reciprocidade.
3 — Os cidadãos estrangeiros sem residência legal em território nacional que façam escala
em aeroporto nacional devem aguardar voo de ligação aos respetivos países em local próprio no
interior do aeroporto.
4 — Quando a situação epidemiológica assim o justificar, os membros do Governo responsáveis
pelas áreas dos negócios estrangeiros, da defesa nacional, da administração interna, da saúde
e da aviação civil podem, mediante despacho, determinar aplicar medidas restritivas ao tráfego
aéreo proveniente de determinados países ou permitir viagens não essenciais com origem ou para
países não referidos nos n.os 1 e 2.
5 — A ANA — Aeroportos de Portugal, S. A. (ANA, S. A.), deve efetuar, nos aeroportos inter-
nacionais portugueses que gere, o rastreio de temperatura corporal por infravermelhos a todos os
passageiros que chegam a território nacional continental.
6 — Os passageiros a quem, no âmbito do rastreio a que se refere o número anterior, seja
detetada uma temperatura corporal igual ou superior a 38ºC devem ser encaminhados imediata-
mente para um espaço adequado à repetição da medição da temperatura corporal, devendo esses
passageiros, se a avaliação da situação o justificar, ser sujeitos a teste rápido de antigénio (TRAg)
para despiste da infeção por SARS-CoV-2.
7 — O rastreio do controlo da temperatura corporal por infravermelhos e a medição da tem-
peratura corporal são da responsabilidade da ANA, S. A., devendo esta última ser efetuada por
profissionais de saúde devidamente habilitados para o efeito, ainda que subcontratados.
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Artigo 29.º
Regras aplicáveis ao tráfego aéreo em matéria de testagem
1 — As companhias aéreas só devem permitir o embarque dos passageiros de voos com
destino ou escala em Portugal continental mediante a apresentação, no momento da partida, de
comprovativo de realização laboratorial de teste de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN) ou
de teste rápido de antigénio (TRAg) para despiste da infeção por SARS-CoV-2 com resultado ne-
gativo, realizado nas 72 ou 48 horas anteriores à hora do embarque, respetivamente, competindo
às companhias aéreas a verificação da existência do referido teste no momento da partida, sem
prejuízo de verificação aleatória, à chegada a território nacional continental, por parte da Polícia
de Segurança Pública ou do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
2 — Os cidadãos nacionais e os cidadãos estrangeiros com residência legal em território
continental, bem como o pessoal diplomático colocado em Portugal que, excecionalmente, não
sejam portadores de comprovativo de realização de teste para despiste da infeção por SARS-
-CoV-2 com resultado negativo nos termos do número anterior, devem realizar, à chegada, antes
de entrar em território continental, a expensas próprias, teste de amplificação de ácidos nucleicos
(TAAN) ou teste rápido de antigénio (TRAg), sendo, para o efeito, encaminhados pelas autori-
dades competentes.
3 — Os passageiros a que se refere o número anterior, bem como aqueles a quem seja de-
tetada uma temperatura corporal igual ou superior a 38ºC e que realizem, por esse motivo, teste
rápido de antigénio (TRAg) para despiste da infeção por SARS-CoV-2, aguardam em local próprio
no interior do aeroporto até à notificação do resultado.
4 — O disposto nos números anteriores não é aplicável a crianças que não tenham ainda
completado 12 anos de idade.
5 — Os testes laboratoriais referidos nos n.os 2 e 10 são efetuados e disponibilizados pela
ANA, S. A., através de profissionais de saúde habilitados para o efeito, podendo este serviço ser
subcontratado.
6 — Aos cidadãos nacionais de países terceiros sem residência legal em território nacional que
embarquem sem o teste a que se refere o n.º 1 deve ser recusada a entrada em território nacional.
7 — As forças de segurança e o SEF procedem à fiscalização do disposto nos números an-
teriores.
8 — Para efeitos do disposto no presente artigo e no n.º 6 do artigo anterior, apenas são
admitidos testes rápidos de antigénio (TRAg) que constem da lista comum de testes rápidos de
antigénio para despiste da doença COVID-19 no espaço comunitário, acordada pelo Comité de
Segurança da Saúde da União Europeia.
9 — Para efeitos do cumprimento do disposto no número anterior, os comprovativos de reali-
zação laboratorial de teste rápido de antigénio (TRAg) devem indicar, obrigatoriamente, o conjunto
de dados normalizados acordados pelo Comité de Segurança da Saúde da União Europeia.
10 — Os passageiros que embarquem com comprovativo de realização de teste rápido de
antigénio (TRAg) que não cumpra os requisitos previstos nos n.os 8 e 9 devem realizar novo teste
de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN) ou teste rápido de antigénio (TRAg) à chegada, antes
de entrar em território continental, a expensas próprias, devendo aguardar em local próprio, no
interior do aeroporto, até à notificação do resultado.
11 — Para efeitos da alínea q) do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 28-B/2020, de 26 de junho,
na sua redação atual, não são considerados os cidadãos nacionais e os cidadãos estrangeiros
com residência legal em território nacional e seus familiares na aceção da Diretiva 2004/38/CE
do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de abril de 2004, bem como o pessoal diplomático
colocado em Portugal, que embarquem sem o teste referido no n.º 1 em voos com origem em
países africanos de língua oficial portuguesa e em voos de apoio ao regresso dos cidadãos
nacionais ou titulares de autorização de residência em Portugal continental ou de natureza
humanitária.
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Artigo 30.º
Regras aplicáveis ao tráfego aéreo em matéria de isolamento profilático
1 — Os passageiros dos voos com origem em países que integrem a lista a definir nos termos
do n.º 4 devem cumprir, após a entrada em Portugal continental, um período de isolamento profilático
de 14 dias, no domicílio ou em local indicado pelas autoridades de saúde, não se considerando
origem, para efeitos da presente norma, uma escala aeroportuária em qualquer desses países.
2 — O disposto no número anterior é ainda aplicável aos passageiros de voos, independen-
temente da origem, que apresentem passaporte com registo de saída da África do Sul, do Brasil,
da Índia ou do Nepal nos 14 dias anteriores à sua chegada a Portugal.
3 — Estão excecionados do disposto nos números anteriores, devendo limitar as suas deslo-
cações ao essencial para o fim que motivou a entrada em território nacional, os passageiros que:
a) Se desloquem em viagens essenciais e cujo período de permanência em território nacional,
atestado por bilhete de regresso, não exceda as 48 horas;
b) Se desloquem exclusivamente para a prática de atividades desportivas integradas em com-
petições profissionais internacionais, constantes de lista a definir nos termos do número seguinte,
desde que garantido o cumprimento de um conjunto de medidas adequadas à redução máxima de
riscos de contágio, nomeadamente evitando contactos não desportivos, e a observância das regras
e orientações definidas pela DGS.
4 — Os membros do Governo responsáveis pelas áreas dos negócios estrangeiros, da defesa
nacional, da administração interna, da saúde e da aviação civil determinam, mediante despacho,
a lista dos países a que se refere o n.º 1 e a lista de competições desportivas a que se aplica o
disposto na alínea b) do número anterior.
5 — As companhias aéreas remetem, no mais curto espaço de tempo, sem exceder 24 horas
após a chegada a Portugal continental, às autoridades de saúde a listagem dos passageiros pro-
venientes de voos, diretos ou com escala, com origem nos países que integram a lista prevista no
número anterior, com vista a dar cumprimento ao disposto no n.º 1 e na alínea b) do n.º 1 do artigo 3.º
6 — No âmbito da fiscalização do cumprimento do disposto no presente artigo, compete ao
SEF, com base numa análise de risco, verificar o país de origem dos passageiros ou onde estes
realizaram o teste para despiste da infeção por SARS-CoV-2, disponibilizando-o informaticamente
às autoridades de saúde.
Artigo 31.º
Exceção às medidas aplicáveis em matéria de tráfego aéreo e aeroportos
O disposto nos artigos 28.º a 30.º não é aplicável:
a) A aeronaves de Estado e às Forças Armadas, a aeronaves que integram ou venham a in-
tegrar o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais, a voos para transporte exclusivo de
carga e correio, de emergência médica e a escalas técnicas para fins não comerciais;
b) A tripulantes das aeronaves.
Artigo 32.º
Medidas aplicáveis em matéria de fronteiras terrestres, marítimas e fluviais
1 — Os cidadãos que entrem em território nacional por via terrestre ou fluvial, provenientes dos
países constantes da lista prevista no n.º 4 do artigo 30.º, devem cumprir um período de isolamento
profilático de 14 dias, no domicílio ou em local indicado pelas autoridades de saúde.
2 — O disposto no número anterior é ainda aplicável aos cidadãos que, independentemente
da origem, tenham saído da África do Sul, do Brasil, da Índia ou do Nepal nos 14 dias anteriores
à sua chegada a Portugal.
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3 — Para efeitos do presente artigo, são instituídos controlos móveis a viaturas de transporte
coletivo de passageiros, autocaravanas e a viaturas ligeiras, com vista a informar os cidadãos dos
deveres a que estão sujeitos.
4 — As forças de segurança e o SEF procedem à fiscalização do disposto nos números anterio-
res, sendo os dados de identificação dos cidadãos abrangidos pelo presente artigo transmitidos, no
mais curto espaço de tempo, às autoridades de saúde para cumprimento do disposto na alínea b) do
n.º 1 do artigo 3.º, cabendo aos cidadãos o preenchimento do formulário na plataforma travel.sef.pt.
5 — O disposto nos n.os 1 e 2 do artigo 28.º, nos n.os 1, 8 e 9 do artigo 29.º e nos n.os 1 a 3 do
artigo 30.º é aplicável, com as necessárias adaptações, ao embarque e desembarque de passagei-
ros e tripulações de navios de cruzeiro em portos localizados em território nacional continental, em
termos a concretizar por despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da defesa
nacional, da administração interna, da saúde e das infraestruturas.
Artigo 33.º
Regras de certificação
Mediante despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da economia, dos
negócios estrangeiros, da administração interna, da saúde e da aviação civil podem ser fixadas
regras distintas das definidas na presente secção, designadamente no que concerne à permissão
de viagens não essenciais ou à apresentação de teste de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN)
ou teste rápido de antigénio (TRAg), na sequência da implementação de certificados de vacinação,
testagem e recuperação ou de comprovativos de vacinação.
CAPÍTULO VI
Medidas aplicáveis em função da progressão do desconfinamento
Artigo 34.º
Progressão do desconfinamento
1 — O membro do Governo responsável pela área da saúde define os indicadores relativos
à avaliação do risco de transmissibilidade do vírus e do nível de incidência, da gravidade clínica
da pandemia e da capacidade de resposta do SNS em função dos quais podem ser aplicáveis as
medidas previstas nos artigos 35.º e 36.º, sendo que:
a) As regras previstas no artigo seguinte nunca podem ser aplicadas antes de ser atingido o
patamar de 70 % da população com vacinação completa; e
b) As regras previstas no artigo 36.º nunca podem ser aplicadas antes de ser atingido o pata-
mar de 85 % da população com vacinação completa.
2 — Em função dos indicadores e patamares previstos no número anterior, o Governo deter-
mina, mediante resolução do Conselho de Ministros, a aplicação das medidas previstas nos artigos
seguintes.
Artigo 35.º
Patamar de 70 % da população vacinada
Em função do disposto na alínea a) do n.º 1 do artigo anterior podem ser adotadas, designa-
damente, as seguintes medidas:
a) A ocupação máxima dos espaços acessíveis ao público prevista na alínea b) do n.º 2 do
artigo 11.º passa de 0,05 pessoas por metro quadrado de área para 0,08 pessoas;
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b) Os limites ao número de pessoas por grupo que pode permanecer em estabelecimentos
de restauração e similares previstos na alínea b) do n.º 2 do artigo 16.º passam de 6 pessoas no
interior e 10 nos espaços ou serviços de esplanadas abertas para 8 e 15, respetivamente;
c) O limite de lotação em eventos de natureza familiar, incluindo casamentos e batizados,
previsto na alínea b) do n.º 2 do artigo 22.º passa de 50 % para 75 % da lotação do espaço em
que sejam realizados;
d) O limite de lotação em eventos culturais em recintos de espetáculo de natureza fixa previsto
na alínea d) do n.º 2 do artigo 22.º passa de 66 % para 75 % da lotação do espaço em que sejam
realizados;
e) As lojas de cidadão referidas no n.º 2 do artigo 24.º passam a prestar atendimento presencial
sem necessidade de marcação prévia;
f) O limite de lotação dos transportes a que se refere o n.º 1 do artigo 25.º deixa de existir.
Artigo 36.º
Patamar de 85 % da população vacinada
Em função do disposto na alínea b) do n.º 1 do artigo 34.º podem ser adotadas, designada-
mente, as seguintes medidas:
a) A ocupação máxima dos espaços acessíveis ao público previsto na alínea b) do n.º 2 do
artigo 11.º deixa de existir;
b) As discotecas, bares e salões de dança ou de festa ou outros locais ou instalações seme-
lhantes a que se refere a alínea a) do artigo 12.º passam a poder funcionar nos termos do artigo 18.º;
c) Os limites ao número de pessoas por grupo que pode permanecer em estabelecimentos
de restauração e similares previstos na alínea b) do n.º 2 do artigo 16.º deixam de existir, quer no
interior quer nos espaços ou serviços de esplanadas abertas;
d) O limite de lotação do espaço em que sejam realizados eventos de natureza familiar, incluindo
casamentos e batizados, previsto na alínea b) do n.º 2 do artigo 22.º deixa de existir;
e) O limite de lotação em eventos culturais em recintos de espetáculo de natureza fixa previsto
na alínea d) do n.º 2 do artigo 22.º deixa de existir.
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