Diário da República, 1.ª série
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
- Data
- 2026-05-27
- Tipo
- Resolução do Conselho de Ministros
- Emitente
- PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
Sumário
Aprova o Plano Nacional de Qualificações do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais
Texto integral (47 364 palavras)
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Sumário: Aprova o Plano Nacional de Qualificações do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais.
O Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais (PNGIFR) foi publicado pela Resolução
do Conselho de Ministros n.º 45-A/2020, de 16 de junho, que determina a elaboração de um Plano
Nacional de Qualificação.
A Resolução do Conselho de Ministros n.º 24/2021, de 22 de março, determina, no seu n.º 4, que as
ações de formação e qualificação são gradualmente enquadradas no Plano Nacional de Qualificações
do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (PNQ_SGIFR), estabelecendo objetivos relativamente
à qualificação dos ativos do Sistema de Gestão Integrada dos Fogos Rurais (SGIFR) até 2030, o que
decorre da sua visão e das prioridades aí definidas.
O PNQ_SGIFR engloba todas as fases da cadeia de processos relacionadas com as necessida-
des de qualificação e certificação dos agentes com intervenção nos incêndios rurais, no âmbito da
Gestão de Fogos Rurais (GFR) e na área da Proteção contra Incêndios Rurais (PCIR), fases essas que
vão desde o planeamento, prevenção, preparação, pré-supressão, supressão e socorro, até ao pós-
-evento, conforme preconizado nos relatórios das Comissões Técnicas Independentes que analisaram
os incêndios de 2017, e que deram origem à Resolução do Conselho de Ministros n.º 157-A/2017, de
27 de outubro, na qual é determinada uma intervenção profissional e especializada em função desses
dois eixos estratégicos, PCIR e GFR.
Em face da elevada oferta formativa de unidades de formação de curta duração, adota-se neste
plano um sistema de certificação profissional setorial da responsabilidade das entidades do SGIFR,
respetivamente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), para as Áreas de Edu-
cação e Formação (AEF) 861 — Proteção de Pessoas e Bens, e do Instituto da Conservação da Natureza
e das Florestas, I. P. (ICNF, I. P.), para as AEF 623 — Silvicultura e Caça, entidades estas que acrescen-
tam aos requisitos da certificação para entidades formadoras, pré-requisitos setoriais específicos.
O PNQ_SGIFR prevê formação específica de nível superior, certificável pela Subcomissão Nacional
de Qualificação do SGIFR, que visa qualificar os profissionais com responsabilidades de decisão. Esta
formação é integrada no sistema de ensino, de forma sistematizada e vinculativa. São consideradas
formações modulares de âmbito superior com microcredenciais, e que promovem a aprendizagem
contínua e a aquisição de novas competências.
O sistema de credenciação de nível superior, para além da formação de ativos, permitirá aos jovens,
pela inclusão dos módulos nos currículos conferentes de grau académico, a obtenção, em simultâneo,
de credencial reconhecida para desempenho de funções no âmbito do SGIFR, o que facilitará o planea-
mento e a sua preparação para percursos profissionais.
O formato de docência para a formação de nível superior assenta nas instituições de ensino supe-
rior (universidades e politécnicos), públicas ou privadas, e promove a colaboração com laboratórios
colaborativos e entidades SGIFR, valorizando simultaneamente a experiência profissional dos forman-
dos, e contribuindo para a existência de uma plataforma comum de colaboração e partilha, juntando
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investigadores e decisores, promovendo a interligação entre ambos, com ganhos na eficiência da
investigação aplicada e direcionada, garantindo assim a necessária profissionalização e especialização.
O PNQ_SGIFR sistematiza a oferta formativa especializada de nível superior e não superior, com
precedências associadas, e elenca competências transversais necessárias para o desempenho das
funções e atividades.
O PNQ_SGIFR assenta nos princípios da modularidade da formação, da transversalidade para
todas as agências e organizações, da progressividade, da cooperação entre as entidades do SGIFR, da
especialização e do reconhecimento pelos agentes do sistema.
Finalmente, o PNQ_SGIFR contribui, também, para a concretização das metas do Programa Nacional
de Ação do PNGIFR, fixando indicadores de realização do programa de qualificação de agentes até 2028,
e prevendo a abrangência de qualificação, futuramente, a todos os ativos que intervêm no SGIFR.
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O PNQ_SGIFR resulta do trabalho elaborado, pelas entidades nucleares do SGIFR — a Agência para
a Gestão Integrada de Fogos Rurais, I. P., que coordenou; a ANEPC, a Guarda Nacional Republicana,
e o ICNF, I. P. — com o apoio das instituições da área da formação profissional e do ensino superior,
tendo sido revisto e validado pela Subcomissão Nacional de Qualificação do SGIFR, estando prevista
a sua revisão entre 2029 e 2030.
Assim:
Nos termos das alíneas e) e g) do n.º 1 do artigo 200.º da Constituição, o Conselho de Ministros
resolve:
1 — Aprovar o Plano Nacional de Qualificações do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais
(PNQ_SGIFR), para o período 2025-2030, constante do anexo à presente resolução e da qual faz parte
integrante.
2 — Determinar que a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, I. P., apresenta ao membro
do Governo responsável pela área das florestas, até 31 de dezembro de 2028, um relatório de acom-
panhamento do plano, e do cumprimento das metas nele definidas.
3 — Determinar que a assunção de compromissos para a execução das medidas do PNQ_SGIFR
depende da existência de dotação disponível por parte das entidades públicas competentes.
4 — Estabelecer que, caso seja atribuído financiamento comunitário adicional, o valor de finan-
ciamento nacional deve ser reduzido na respetiva proporção.
5 — Estabelecer que a presente resolução entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
Presidência do Conselho de Ministros, 5 de fevereiro de 2026. — O Primeiro-Ministro, Luís Mon-
tenegro.
ANEXO
(a que se refere o n.º 1)
Plano Nacional de Qualificações do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais
SUMÁRIO EXECUTIVO
A necessidade de integrar as atividades desenvolvidas ao longo das diferentes fases da cadeia de
processos do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR), desde o planeamento, passando
pela prevenção, preparação, pré-supressão, supressão e socorro, até ao pós-evento, que constituem
a base da nova filosofia do SGIFR, preconizada nomeadamente nos relatórios das Comissões Técnicas
Independentes que estudaram os incêndios catastróficos de 2017, levou a que, no âmbito da elabora-
ção do programa nacional de qualificação — de desenvolvimento prioritário preconizado nos mesmos
relatórios — se procedesse à análise e apresentação de propostas de qualificação para todas as fases
da cadeia de processos dos incêndios rurais. O Plano Nacional de Qualificações do SGIFR (PNQ-
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-SGIFR) não se resume às necessidades de qualificação no âmbito da fase da proteção e do socorro,
que correspondem ao Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS), instituído pelo
Decreto-Lei n.º 90-A/2022, de 30 de dezembro) e ao Sistema de Gestão de Operações (SGO), regulado
pelo Despacho n.º 4067/2024, de 15 de abril), existentes em Portugal para as operações de proteção
e socorro, mas a todos os processos relacionados com a temática dos incêndios rurais, sejam eles
do âmbito da Gestão de Fogos Rurais (GFR) ou da área da Proteção Contra Incêndios Rurais (PCIR).
Com este objetivo procedeu-se à identificação exaustiva de todas as funções e atividades chave
de cada fase da cadeia de processos do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR).
A identificação das necessidades de qualificação assentou na inventariação das atividades chave
específicas, inerentes a cada função a desempenhar no SGIFR (de acordo com as propostas da CTI), na
identificação das competências necessárias e dos referenciais de formação existentes, ou a desenvolver,
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que contribuam para a aquisição das capacidades necessárias ao seu desempenho. A metodologia
utilizada assentou na identificação das funções e atividades e das qualificações necessárias para a sua
realização, independentemente das entidades de proveniência dos agentes, das carreiras ou hierarquias
desempenhadas nas entidades, exceto nas situações determinadas por diretivas existentes, nomea-
damente no âmbito do SGO. Assim, foi feito o mapeamento de 62 funções e 154 atividades chave dos
agentes do SGIFR, no âmbito das 6 fases da Cadeia de Processos do PNGIFR/PNA e do SGO.
A caraterização e o cruzamento, da oferta formativa reconhecida existente — através de certifi-
cação, acreditação ou outros — com as necessidades de qualificação para as funções a desempenhar,
demonstraram um elevado desequilíbrio entre a oferta de formação profissional certificada (CNQ) de
nível intermédio e a oferta de nível superior, com as primeiras a permitirem cobrir praticamente todas
as necessidades identificadas, e as segundas com uma oferta extremamente reduzida, não condizente
com a elevada complexidade das necessidades de qualificação para a tomada de decisões no âmbito
dos incêndios rurais.
Existe efetivamente uma elevada oferta formativa, de unidades de formação de curta duração,
no Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ), nas Áreas de Educação e Formação da Proteção e Pes-
soas e Bens (AEF861) e da Silvicultura e Caça (623), nomeadamente nos Referenciais de Formação
de Bombeiro/a (RF861363) e do Sapador/a Florestal (RF623239), que respondem à grande maioria
das qualificações necessárias para o desempenho das atividades chave a desempenhar no âmbito do
SGIFR, em particular nos níveis operacionais e táticos. A este nível, os referenciais de formação e de
qualificação estão, de uma forma geral, bem estruturados, existindo, no entanto, uma elevada variabili-
dade na qualidade da formação, sendo esta muito dependente da entidade formadora e, sobretudo, dos
formadores que ministram a formação. Dadas as especificidades e exigências associadas aos incêndios
rurais, com o objetivo de alterar esta situação, adota-se, neste plano, um sistema de certificação pro-
fissional setorial que, às exigências de base para a certificação da formação, acrescenta pré-requisitos
específicos setoriais SGIFR, a verificar pela entidade setorial certificadora (ANEPC e ICNF, de acordo
com o referencial em causa), mas reconhecidos por todas as entidades SGIFR, no sentido de garantir
uma maior aptidão e capacidade das entidades formadoras e dos formadores para a certificação das
unidades de formação de curta duração a reconhecer pelo SGIFR.
Na formação certificada de nível superior (nível≥6 do QNQ), necessária para o desempenho de
funções e atividades chave do SGIFR, sobretudo nos níveis estratégicos e táticos, a oferta existente
é bastante reduzida, resumindo-se atualmente às credenciações de técnico de fogo controlado e de
técnico de fogo de supressão. O histórico da existência de oferta de formação específica a este nível,
relativa aos incêndios rurais, é, para além de reduzida, diversa e dispersa, com a existência de algumas
cadeiras em licenciaturas e mestrados, e sobretudo sob a forma de pós-graduações, não conferíveis
de grau nem de certificação. Identificou-se, em consequência, uma elevada necessidade de formação
específica certificável de nível superior, de forma a qualificar os agentes responsáveis pelas funções
e atividades chave do SGIFR, frequentemente associadas às decisões e estratégias a implementar nas
várias fases da cadeia de processos.
Conhecer profundamente tudo o que está associado à ocorrência de incêndios rurais, e sua interli-
gação, em particular dos mega incêndios e incêndios complexos é uma das condições essenciais para
trabalhar na sua mitigação de forma eficiente. O aumento da sua complexidade e gravidade tem levado
a que, em todo o mundo e nomeadamente em Portugal, tenha existido nos últimos anos uma importante
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evolução do conhecimento dos processos inerentes, em paralelo com mais e melhor informação predi-
tiva e operacional, maior disponibilidade de ferramentas tecnológicas, mais investimentos e afetação
de mais e melhores recursos. A complexidade do fenómeno, associada à maior disponibilidade de
informação, de ferramentas e de recursos, aumentou de forma consequente a dificuldade e a comple-
xidade das decisões, exigindo, para a sua eficaz gestão, de um nível elevado de conhecimentos e de
capacidades, que devem ser promovidos através de programas de capacitação devidamente ajustados
a essa multiplicidade e aos seus destinatários. A profundidade dos conhecimentos a transmitir, para
a cabal utilização deste potencial complexo, exige níveis elevados de formação de base, integrados nas
formações de nível superior, que a grande maioria dos agentes, com responsabilidades de decisão nas
diferentes entidades implicadas no SGIFR, possuem. É, também, necessário capitalizar nas entidades
o conhecimento elevado, mas disperso, existente nalgumas pessoas, parte do qual tem sido pontual-
mente divulgado em artigos científicos ou noutras publicações, mas que deve ser apreendido pelos
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profissionais com responsabilidades de decisão no SGIFR, nomeadamente integrando-o no sistema
de ensino, de forma sistematizada, dirigida e vinculativa, através de formatos de divulgação formativa
e de incorporação nos processos normais de formação.
Considerando que se tratará, pelo menos numa fase inicial, de formações fundamentalmente
dirigidas para ativos, e frequentemente com cargas horárias de ocupação e de responsabilidade
elevadas, optou-se pela organização de várias unidades de formação autónomas, mais adaptadas
a esses destinatários e alinhadas com o modelo de microcredenciais ou microdiplomas — formações
curtas conferentes de diploma — preconizadas para o ensino superior, no âmbito do Decreto-Lei
n.º 27 de 16 de abril de 2021 que pretende “estimular formações modulares de âmbito superior com
microcredenciais/microdiplomas, que promovam a aprendizagem contínua e a aquisição de novas
competências, designadamente em estreita colaboração com entidades públicas e privadas”. Outra
vantagem deste modelo é o de permitir que os vários módulos possam ser propostos por diferentes
entidades do ensino superior, de acordo com as competências existentes, e do estabelecimento de
parcerias, alinhadas com os pré-requisitos para certificação específica setorial no âmbito do SGIFR,
com exigências técnicas adaptados a formandos com elevado nível de conhecimentos e de experiência,
que serão praticamente impossíveis de satisfazer numa única instituição. Estas ações de formação de
nível superior, ou microcredenciais, devem ser submetidas a processo de certificação setorial, para que
a qualificação seja reconhecida pelas entidades SGIFR. O sistema de credenciação de microcredenciais
de nível superior, para além da formação de ativos, permitirá aos jovens, pela inclusão dos módulos
nos currículos conferentes de grau académico, a obtenção em simultâneo de credencial reconhecida
para desempenho de funções no âmbito do SGIFR, facilitando o planeamento e a sua preparação para
percursos profissionais. O formato de docência proposto, de colaboração entre instituições de ensino
superior, laboratórios colaborativos e entidades SGIFR, com valorização simultânea da experiência
profissional dos formandos, pode contribuir para a existência de plataforma comum de colaboração
e partilha, juntando investigadores e decisores, promovendo a interligação entre ambos com gan-
hos na eficiência da investigação aplicada e direcionada, e contribuindo para melhorar a pretendida
e necessária profissionalização e especialização. O sistema modular, que contempla no seu conjunto,
de forma cumulativa, as qualificações requeridas para o exercício das funções e atividades, em cada
fase da cadeia de processos SGIFR, contribui para a especialização GFR ou PCIR, inerentes a respetivas
funções e atividades chave, e à responsabilidade e competências de cada entidade e das suas equipas.
O Plano sistematiza a oferta formativa especializada de nível superior e não superior e elenca
necessidades transversais necessárias para o desempenho das funções e atividades chave. São
definidas 46 unidades formativas de nível não superior (formação profissional intermédia) e 19 micro-
credenciais de nível superior (universitária ou politécnico) e elencadas as precedências associadas, e,
com isto, está definido o Quadro de Qualificações para o SGIFR.
A definição e publicitação de procedimentos de RVCC, é remetida para fase posterior, no primeiro
momento de avaliação do plano, integrando a experiência de implementação do sistema de certificação
setorial proposto e as novas regras em desenvolvimento neste momento para o CNQ da responsabilidade
da ANQEP. Relativamente às formações de nível superior, importa também capitalizar a experiência da
implementação do sistema de microcredenciais proposto, para que possam ser definidas de forma mais
adequada as condições de reconhecimento de experiência e competências dos agentes e a atribuição
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de equivalências, pelo que se remete a publicação de procedimentos para a fase do PNQ_SGIFR referida.
O PNQ_SGIFR incorpora (com o necessário ajustamento temporal devido à data final de publica-
ção do PNQ), as metas do Plano Nacional de Ação, do PNGIFR, de concretização até 2028, de 80 % do
programa de qualificação, com 10.000 agentes do SGIFR a operarem com base em formação revista
e certificada. Pretende-se que, no médio/longo prazo, todos os ativos que desempenham as funções
e atividades SGIFR obtenham as certificações setoriais específicas identificadas no PNQ_SGIFR.
Para a concretização destas metas, estima-se a necessidade de realização nos próximos 5 anos,
de cerca de 550 ações de formação/ano, para as formações de nível intermédio e de 60 ações/ano,
para as microcredenciais de nível superior, para um total anual de 8.000 e de 900 formandos, respeti-
vamente. O esforço financeiro requerido traduz-se num investimento total, para os próximos 5 anos,
de aproximadamente 7,5 M€, correspondendo a cerca de 1,5 M€ anuais.
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A forma como as qualificações requeridas para o exercício de funções pode influenciar carreiras
ou profissões extravasa o âmbito do PNQ_SGIFR, sendo da competência de cada entidade patronal. No
entanto, estas necessidades de qualificação agora identificadas devem ser tidas em consideração, por
parte das entidades patronais, para a construção dos perfis profissionais dos seus agentes, de forma
a contribuir para um ajustamento progressivo entre responsabilidades, funções, cargos e qualificação,
e para identificação de necessidades, a médio e longo prazo, de qualificação de novos recursos huma-
nos a recrutar para o SGIFR.
Atuando os diferentes agentes, no âmbito do SGIFR, sob a coordenação de entidades públicas,
a validação da aquisição de qualificações para o desempenho de funções e atividades, e das certifica-
ções respetivas será, em primeira instância, da responsabilidade interna da própria entidade patronal.
Deve ser criada, em 2025, uma plataforma digital, de registo das qualificações e competências SGIFR
adquiridas pelos seus agentes, interligado a instrumentos tecnológicos já existentes, nomeadamente
através do passaporte qualifica0F(1) para as formações de nível profissional não superior, ou de plata-
forma da DGES, para registo das microcredenciais de nível superior. Esta plataforma deve fazer a liga-
ção automática com a plataforma de registo de intervenções, nomeadamente, nas atividades da fase
da supressão e socorro, o registo operacional da atividade por incêndio, de forma que seja facilmente
verificável a qualificação dos intervenientes associada ao registo da sua experiência funcional. Com
base na plataforma de registo das qualificações e competências SGIFR deverá ser emitido, pela entidade
patronal, um cartão de qualificação SGIFR, permanentemente atualizado, em formato preferencialmente
virtual, com registo de todas as qualificações, para potencial apresentação por qualquer agente que
intervenha na cadeia de processos SGIFR.
Uma transformação desta natureza e a necessidade do seu acompanhamento, com seriedade, e de
forma sustentável no tempo, apela à existência de uma organização colaborativa, com representação
permanente das entidades nucleares SGIFR e colaboração estreita das entidades responsáveis pela
regulação das atividades formativas aos vários níveis, alcançável nos moldes atuais através da cria-
ção de uma Subcomissão para a formação e qualificação (ScQ_SGIFR), a criar no âmbito da Comissão
Nacional do SGIFR (Decreto-Lei n.º 82/2021, de 13 de outubro), que impulsione a concretização do
Plano de Qualificação nos próximos anos, definindo os mecanismos de regulação e implementação,
e consequentes ações de monitorização, avaliação e melhoria contínua.
O PNQ_SGIFR não particulariza nem constitui uma proposta individual de nenhuma das entidades
SGIFR, nem tão pouco da AGIF — cujas funções foram a organização, dinamização e coordenação do
processo — constituindo um trabalho coletivo resultante das interações havidas entre as várias entida-
des nucleares do SGIFR (AGIF, ANEPC/ENB, GNR e ICNF), as entidades que regulam transversalmente
os processos formativos, nomeadamente, a ANQEP, a A3ES, a DGERT, a DGES, os Politécnicos (CCISP)
e as Universidades (CRUP), e ainda da contribuição ativa de outras pessoas e entidades no âmbito da
plataforma colaborativa que foi adotada no desenvolvimento do plano.
Como resultado, o PNQ_SGIFR assentou num conjunto de princípios que vão nortear todo o edifício
a construir. São eles, a modularidade da formação, a transversalidade para todas as agências e orga-
nizações, a progressividade, com transição gradual e progressiva, a cooperação entre as entidades do
SGIFR, a especialização e o reconhecimento por todos.
1 — Enquadramento do PNQ_SGIFR
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O novo Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR) assenta no reforço do conhecimento
e das capacidades dos diferentes agentes que nele intervêm. O relatório da Comissão técnica Inde-
pendente (CTI) que estudou o incêndio extremo de 2017 de Pedrógão Grande e outros refere que sic.
“Devem ser definidos, para cada posição/função a ocupar/desempenhar no SGIFR, perfis profissionais
que determinem as competências e capacidades inerentes a essas posições/funções e criado o Quadro
de Qualificações para o SGIFR.”, e ainda sic. “O esforço centra-se na definição do padrão comum do
que o trabalhador sabe, é capaz de fazer, sabe ser e estar baseado em competências comuns”. É em
sintonia com esta preocupação que foi construído o PNQ_SGIFR.
O PNQ_SGIFR está enquadrado por um conjunto de diplomas regulamentares que estiveram na base
da definição da metodologia e organização das propostas, nomeadamente a Resolução do Conselho de
Ministros n.º 45-A/2020 de 16 de junho, a Resolução do Conselho de Ministros n.º 24/2021, de 22 de
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março, o Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais (PNGIFR) e respetivo Plano Nacional de
Ação (PNA), e o Despacho n.º 3317-A/2018, de 3 de abril, que procedeu à Revisão do SGO. Foram tidos
também na devida consideração o Decreto-Lei n.º 124/2006, de 28 de junho, e o Decreto-Lei n.º 82/2021,
de 13 de outubro, que substitui o Decreto-Lei n.º 124/2006. Nos capítulos seguintes procede-se
à revisão dos aspetos mais relevantes dos diplomas referidos para o desenvolvimento do PNQ_SGIFR.
De forma a contribuir para uma melhor compreensão da necessidade de interligação do Plano
Nacional de Qualificação com os documentos estratégicos do SGIFR, faz-se pontualmente, pela impor-
tância da reorganização introduzida no sistema, referência explícita a partes desses documentos que
explicitam e implicam a necessária organização específica da qualificação dos agentes.
1.1 — Resolução do Conselho de Ministros n.º 45-A/2020, de 16 de junho e Resolução do Conselho
de Ministros n.º 24/2021, de 22 de março
Este Plano formaliza a estratégia definida para a qualificação dos ativos do SGIFR para o período
de 2020-2030 e decorre da visão e das prioridades definidas no PNGIFR constantes na Resolução do
Conselho de Ministros n.º 45-A/2020, de 16 de junho. De acordo com essa Resolução do Conselho de
Ministros, os dois principais objetivos do Plano Nacional de Qualificação (PNQ) são:
a) Qualificar os agentes que atuam no âmbito do SGIFR, dos níveis de ensino superior e profissional
não superior, com base nas atividades-chave inscritas na cadeia de processos do PNGIFR;
b) Estruturar o sistema de Certificação SGIFR e definir os mecanismos de garantia da qualidade
dos processos formativos e de reconhecimento, validação e certificação de competências adquiridas
por via da experiência.
Dando sequência aos termos previstos no PNGIFR, a 22 de março de 2021 foi publicada a Resolu-
ção do Conselho de Ministros n.º 24/2021, de 22 de março, que determina que, nas matérias de gestão
integrada de fogos rurais, as ações de formação e qualificação são gradualmente enquadradas no
Plano Nacional de Qualificação do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (PNQ_SGIFR), e os
objetivos do PNGIFR nos seguintes:
a) A qualificação de todos os agentes, com níveis de qualificação superior ou não superior, com
base no mapeamento de atividades chave inscritas na cadeia de processos do PNGIFR, através de
formação ou processos de RVCC profissionais, de acordo com os níveis de intervenção, estratégico,
tático ou operacional;
b) A definição dos requisitos específicos, no âmbito do SGIFR, para a acreditação de entidades
formadoras, de ações de formação, de certificação de formadores, e de RVCC, nomeadamente sobre
condições particulares de funcionamento das entidades formadoras, perfis de formadores e compe-
tências críticas para o desempenho de determinadas funções ou cargos, de acordo com a legislação
em vigor para cada uma destas matérias;
c) O cumprimento da meta do Programa Nacional de Ação do PNGIFR para que, até 2030, a tota-
lidade dos referenciais de competências sejam elaborados com base em resultados de aprendizagem.
Este diploma confia à AGIF, I. P., a coordenação da elaboração do PNQ_SGIFR, até ao final de 2021,
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em estreita colaboração e através de plataforma colaborativa com:
i) As entidades do SGIFR;
ii) A Escola Nacional de Bombeiros;
iii) A ANQEP, I. P.;
iv) A Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho;
v) As Universidades e Institutos Politécnicos;
vi) A Direção-Geral do Ensino Superior;
vii) A Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior.
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1.2 — A cadeia de processos do PNGIFR
Os relatórios da CTI1 e 2 recomendaram mudanças sistémicas, incluindo ao nível estratégico
(especialização por eixos de GFR e PCIR), da governança do risco e dos processos que gerem o risco,
e a seleção de prioridades, nomeadamente as que assegurem de facto, e de forma harmoniosa, a arti-
culação e coordenação de políticas e iniciativas.
O PNGIFR consolida as mudanças sistémicas preconizadas pelos relatórios acima referidos,
assentando numa cadeia de processos, composta por 6 fases e 21 processos, com atribuição de res-
ponsabilidades em cada processo às entidades, que implicam uma boa preparação dos parceiros para
que todos os operacionais e decisores estejam mais bem preparados para agir e decidir, de acordo com
a sua especialização (GFR ou PCIR).
A cadeia de processos e respetivas responsabilidades constituíram a referência de base para
a estruturação e identificação de funções e de atividades chave desenvolvidas pelos agentes do SGIFR,
pelo que se procede à sua apresentação, de forma a facilitar a consulta e a compreensão da estrutu-
ração que conduziu à identificação das necessidades de qualificação.
Planeamento
O planeamento define as ações e recursos necessários para executar os programas e projetos
conducentes ao cumprimento da missão do SGIFR e à concretização da Visão. Na cadeia de processos,
o Planeamento é constituído por três grandes processos:
■ Diretrizes estratégicas e Planeamento Integrado (PL1), para a definição de princípios orienta-
dores nacionais, que se transpõem para instrumentos de escala regional e local e permitem elaborar
as diretivas operacionais;
■ Normas técnicas e Diretrizes Operacionais (PL2), que consistem na tradução da estratégia
nacional com as respetivas adaptações a diferente escala;
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■ Orçamentação e financiamento (PL3), que resulta no orçamento anual do sistema e captação
de financiamentos vários, que culminam na atribuição de verbas por entidade e atividades.
Preparação
Constituem a Preparação, os grandes processos que medeiam o planeamento e a execução,
visando garantir que os cidadãos e as organizações estão, também, preparados para agir de acordo
com as melhores práticas de segurança. Os grandes processos de Preparação são dois:
■ Educação e capacitação das Comunidades (PR1), para facilitar a modificação de comportamentos
e a adoção de medidas de autoproteção, através da participação ativa dos cidadãos e da própria socie-
dade em todos os momentos que contribuam para a incorporação de boas práticas no seu quotidiano.
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Educar e capacitar as comunidades é também fundamental para conseguir uma comunicação do risco
mais eficaz;
■ Comunicação do risco (PR2), para potenciar uma melhor perceção do risco e, consequentemente,
a adoção das medidas de autoproteção mais adequadas face ao risco de incêndio rural, desenvolven-
do-se uma transmissão de informação de origem centralizada e com uma disseminação transversal
a toda a cadeia de processos.
Prevenção
A Prevenção é a execução de ações que reduzem a exposição e a vulnerabilidade ao fogo, atuando
nessas variáveis para que o fogo não produza efeitos destrutivos, ou mesmo para que os elemen-
tos em risco reduzam ou anulem a sua exposição. São da Prevenção os quatro grandes processos:
■ Gestão de território rural (PV1), as ações que tornam o território preparado para o fogo, como
gestão de combustível, redes de defesa, novas paisagens e práticas de valorização;
■ Proteção do território edificado (PV2), a criação e manutenção de boas práticas de defesa do
edificado e aglomerados populacionais;
■ Verificação das condições de segurança (PV3), a verificação no terreno do estado de conservação
e funcionamento de estruturas e equipamentos de proteção e supressão, entre outros, as infraestruturas
de abrigo e refúgio e as redes de defesa;
■ Fiscalização (PV4), do cumprimento das medidas de prevenção e sinalização central das situa-
ções de incumprimento com a necessária georreferenciação.
Pré-Supressão
A Pré-supressão é um estado de aprontamento, de atenção à necessidade de intervenção ime-
diata, que precedendo a supressão tem por objetivo garantir que o Sistema está pronto e tem a melhor
informação. A pré-supressão integra os três grandes processos:
■ Análise de Risco (PS1), a análise dos parâmetros que determinam elevação da capacidade de
resposta e informação às populações;
■ Vigilância (PS2), a mobilização de meios de vigilância e forças de segurança dissuasoras em
áreas críticas;
■ Pré-Posicionamento (PS3), a mobilização preventiva de meios de supressão e de socorro em
áreas críticas.
Supressão e Socorro
A Supressão e Socorro é a fase em que se procura a extinção do incêndio (suprimir o fogo)
e socorrer as populações que estejam a ser afetadas ou que se preveja o venham a ser de acordo com
a progressão esperada do fogo. São cinco os grandes processos de supressão e socorro:
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■ Ataque Inicial (SC1), o despacho de meios de reação rápida para supressão e socorro;
■ Ataque Ampliado (SC2), o reforço de meios de supressão e socorro para incêndios que ultra-
passam a capacidade de ataque inicial;
■ Rescaldo e Extinção (SC3), a eliminação de pontos quentes para evitar reativações e reacendi-
mentos, bem como a declaração de extinção perante reduzida probabilidade de reacendimento;
■ Restabelecimento de segurança (SC4), a avaliação da segurança para retorno de populações
deslocadas e reabertura de vias;
■ Execução de planos de emergência de proteção civil (SC5), o suporte a operacionais e popula-
ções afetadas.
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Pós-Evento
O Pós-Evento inclui processos que se desenvolvem depois do incêndio, ou ainda no decurso do
incêndio, mas em sectores que apresentem condições de segurança. Por simplificação da cadeia de
processos, e numa interpretação iterativa deste modelo processual, a melhoria contínua é considerada
como o último processo da sequência, pese embora se considere que a melhoria contínua é, ela mesma,
um processo comum a qualquer outro momento da cadeia de processos. Desta forma, os três grandes
processos Pós-Evento são:
■ Investigação de causas (PE1), para apuramento das causas de incêndio;
■ Recuperação (PE2). Recuperação do território e regresso das comunidades às suas condições
de normalidade;
■ Melhoria contínua (PE3), a identificação de debilidades e introdução de medidas corretivas
no sistema através da implementação de um processo de lições aprendidas, incluindo o recurso aos
centros de conhecimento e investigação.
A cadeia de processos do SGIFR encontra suporte em capacitadores, entendendo-se como tal
as ações ou iniciativas que lhe são transversais e que sustentam ou promovem o sucesso de cada
processo. São considerados capacitadores da cadeia de processos a Governança, a Qualificação e os
Sistemas de Informação e Comunicação.
A transformação preconizada concretiza-se através de um Programa de Qualificação (PQ) do
SGIFR que alcance todas as funções do sistema, dotando-as das competências adequadas às especi-
ficidades da sua missão, assegurando que, a curto, médio e longo prazo, haja agentes qualificados no
sistema. Por este motivo, a qualificação reveste o papel de capacitador, na medida em que perpassa
toda a cadeia de processos. O PNQ_SGIFR é o documento orientador para a organização e concreti-
zação deste capacitador.
1.3 — Sistema de Gestão de Operações
Na fase da Supressão e Socorro (SC), os processos e funções abrangidas encontram-se regu-
lamentadas pelo SGO, estabelecido em 2006, quando da aprovação da Lei de Bases da Proteção Civil
e o Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS), tendo sido revisto em 2018, através
do Despacho n.º 3317-A/2018, de 3 de abril. Esta revisão resultou da necessidade de garantir a adequa-
ção do SGO à complexidade das diversas situações de emergência, sendo aplicável a todos os Agentes
de Proteção Civil (APC), entidades com especial dever de cooperação e qualquer outra entidade desde
que empenhadas em operações de proteção e socorro.
O SGO é uma forma de organização operacional que se desenvolve numa configuração modular
e evolutiva, de acordo com a importância e o tipo de ocorrência, aplicando-se sempre que uma equipa de
qualquer Agente de Proteção Civil (APC), ou entidade com especial dever de cooperação seja acionada
para uma ocorrência, em que o chefe da primeira equipa a chegar ao local assume de imediato o comando
da operação — função de Comandante das Operações de Socorro (COS) — e garante a construção de
um sistema evolutivo de comando e controlo adequado à situação em curso.
O SGO apoia-se num conjunto de ferramentas de coordenação, comando e controlo, desenvolvidas
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), composto por guias de comando,
quadros, painéis e documentos que, sem prejuízo da utilização das tecnologias de informação e comuni-
cação, garantem o registo sistematizado e partilha da informação, garantindo o controlo das operações
de proteção e socorro, independentemente da sua tipologia.
Face à importância deste documento de referência para a organização e funcionamento das
operações de Supressão e Socorro nos incêndios rurais, o mesmo foi considerado como referência de
base, para a definição de funções e de atividades chave nesta fase da cadeia de processos.
2 — Etapas de desenvolvimento do PNQ_SGIFR
A elaboração do PNQ_SGIFR, constituindo a qualificação um processo comum e transversal a todas
as entidades SGIFR, implicou uma participação coletiva na sua construção, através de metodologia
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assente num processo colaborativo, promovendo a partilha de conhecimentos e experiências, a con-
fiança, o compromisso e empenho das entidades envolvidas. A colaboração das entidades SGIFR foi
assegurada pela participação de agentes de cada uma das entidades no âmbito das várias iniciativas
do PNQ, com intensa troca de informações e realização de inúmeras sessões de trabalho.
Para além deste envolvimento permanente das entidades SGIFR, o plano contou ainda, no seu
desenvolvimento, com os contributos de uma Plataforma de Trabalho Colaborativo (PTC), organizada
para o efeito, e de várias entidades e especialistas, através da plataforma ou por auscultação direta,
nomeadamente de ordens profissionais, Universidades e Politécnicos.
2.1 — Etapas preparatórias
Os trabalhos preparatórios de elaboração do PNQ_SGIFR iniciaram-se em 2018, no âmbito de um grupo
de trabalho liderado pela ANQEP que procedeu, entre outras iniciativas, à revisão do referencial de formação
do bombeiro. Neste contexto foram elaborados o Relatório sobre a Capacitação para o Sistema de Gestão
Integrada de Fogos — perfis de competências, de novembro de 2018, da responsabilidade do ISCTE-IUL
e ainda o Relatório sobre o desenho de referenciais de competências e de formação para o SIGFR, de maio
de 2019, elaborado pela empresa KnowledgeSpot, L.da Estes documentos serviram de base à produção,
em 2020, do Guia para o Desenvolvimento do Plano Nacional de Qualificação dos Agentes do SGIFR que
constituiu a peça base para, em outubro de 2020, se arrancar com a elaboração do presente PNQ_SGIFR.
2.2 — Desenvolvimento do PNQ_SGIFR no âmbito da Plataforma de Trabalho Colaborativo (PTC)
Face à necessidade de elaboração dum plano de qualificação que abarcasse a multiplicidade de
funções de todas as fases da cadeia de processos, integrasse os conhecimentos das várias entidades
SGIFR e a formação de nível profissional ou superior no âmbito dos incêndios rurais, mas sobretudo
o conhecimento existente em indivíduos — mesmo dos que, não pertencendo aos setores de atividade
em apreço, poderiam contribuir para os resultados — optou-se pela adoção de um modelo de trabalho
suportado na metodologia e na experiência de Plataforma de Trabalho Colaborativo (PTC) desenvolvida
pelo INA (www.colaboraap.gov.pt/).
A Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), face aos resultados da metodologia
de trabalho, de aproximação e de colaboração entre pessoas e entidades, da 1.ª edição do Plano de
Trabalho Colaborativo na Administração Pública (PTC), submeteu proposta, no âmbito da 2.ª edição
do PTC, para o desenvolvimento do PNQ_SGIFR. Esta proposta foi aceite e integrou um grupo de oito
projetos colaborativos selecionados para essa 2.ª edição da PTC, com a participação de 57 pessoas
e 36 entidades, em representação de 11 áreas do Governo.
O Plano de Trabalho Colaborativo na Administração Pública, alinhado com a Estratégia para a Ino-
vação de Modernização do Estado e da Administração Pública 2020-2030, aprovada pela Resolução do
Conselho de Ministros n.º 55/2020, de 31 de julho, surge na premência de se mudar o funcionamento
da Administração Pública, através de uma maior capacidade de resposta a desafios, de forma pronta
e sustentável. O Plano prevê o desenvolvimento de diversos modelos combinados de organização de
trabalho, que permitem construir estratégias de funcionamento, potenciando a criação de valor, através
de processos de trabalho assentes em eixos e medidas de trabalho colaborativo.
O elevado grau de inovação através do formato colaborativo da PTC, que pressupõe a eliminação
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
de constrangimentos de formalidade e processos burocráticos, um dos desígnios e dos grandes obje-
tivos, em termos futuros, da simplificação do setor público, foi a principal causa do interesse da AGIF
por este formato, que entendeu estar ajustado às elevadas necessidades de trabalho, de colaboração
e de integração entre pessoas e entidades que a construção do PNQ_SGIFR exigia.
O arranque desta 2.ª edição seria materializado através do compromisso com a colaboração,
assumido por vinte e quatro dirigentes em cargos de direção superior através de “um compromisso
individual, que cada signatário se compromete a ativar, sempre que necessário, em quaisquer funções
que desempenhe”, como ficou escrito na Declaração Colaborativa assinada por estes dirigentes, no dia
16 de junho de 2020, cujo enquadramento se apresenta resumidamente:
“O contexto atual reforça a premência de mudar o funcionamento da Administração Pública,
desenvolvendo capacidade de responder a desafios com prontidão e sustentabilidade.
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A experiência desenvolvida no quadro do Plano de Trabalho Colaborativo na Administração Pública
para apoiar os serviços num contexto de contingência demonstrou que é possível desenvolver respostas
rápidas e colaborativas sem obrigar a uma intervenção institucional formal.
Para preparar um futuro cada vez mais mutável e incerto é necessário aprofundar modelos de
colaboração flexível, incorporados nos modelos de gestão pública.
Estes modelos, alavancados por um conjunto de transformações organizacionais, nomeadamente
o desenvolvimento de modelos combinados de organização do trabalho, presencial e remoto, permitem
construir estratégias de funcionamento em ambientes de incerteza regulatória, potenciando a criação
de valor porque permitem responder, com prontidão e simplicidade, a alterações profundas na matriz
de necessidades de cidadãos e empresas.
Nas equipas de trabalho colaborativo, os participantes desenvolvem, em conjunto, uma relação
de ajuda recíproca para alcançarem objetivos comuns, cabendo a todos participar nos processos de
tomada de decisões e na execução das tarefas.
Para que a Administração Pública reforce a sua capacidade de resposta aos novos desafios, com
agilidade, mobilizando as competências necessárias para atuar em cenários incertos, com flexibilidade,
sem necessidade de intervenções formais substantivas ou de alterações estruturais, torna-se neces-
sário apostar nestes novos modelos de trabalho. “(Declaração Colaborativa, 2020).”
Neste sentido foi criada a PTC para o desenvolvimento do PNQ_SGIFR, com a participação de
30 participantes, de 14 entidades, dentro e fora do SGIFR, cuja base de trabalho foram os documentos
referidos no capítulo anterior.
A organização e desenvolvimento da PTC PNQ_SGIFR contou assim com a colaboração de uma
equipa multidisciplinar, com participantes das várias entidades com conhecimento e responsabili-
dade no setor da qualificação e dos fogos rurais, constituída por elementos das seguintes entidades:
● Entidades do SGIFR:
o Agência Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF);
o Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC);
o Guarda Nacional República (GNR);
o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
●·Outras entidades:
o Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP)
o Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT);
o Direção-Geral do Ensino Superior (DGES);
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o Entidade de Serviços Partilhado da Administração Pública (ESPAP);
o Escola Nacional de Bombeiros (ENB);
o Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC);
o Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE-IUL);
o Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
O elevado número de participantes e o leque alargado de entidades de origem, experiências
e conhecimentos, permitiu, para além da realização de sessões conjuntas, a subdivisão da PTC em
grupos de trabalho específicos dedicados a cada uma das fases da cadeia de processos e ainda a dois
temas transversais: a arquitetura do sistema, e o ensino superior.
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O envolvimento dos participantes na PTC do PNQ_SGIFR contribuiu de forma preponderante para
a construção do plano, tendo-se constituído como um formato e uma excelente experiência de trabalho
colaborativo que se recomenda seja replicada para outras situações, em particular no âmbito do SGIFR,
dada a multiplicidade de fatores, de situações e de entidades envolvidas nos processos. O potencial
desta forma de colaboração, constituindo-se como quase única solução durante o período vivido de
fortes restrições à circulação e à organização de sessões presenciais, tem um enorme potencial que
ultrapassa em muito a sua utilização como recurso, já que, mesmo num período sem restrições, seria
completamente impossível poder contar com os contributos de tantos especialistas no espaço de
tempo em causa, para além de todas as vantagens na rentabilização do tempo e das deslocações que
seriam necessárias.
2.3 — Versão intermédia do PNQ_SGIFR
O resultado do trabalho desenvolvido no âmbito da PTC, e das sessões diretas realizadas com as
entidades nucleares do SGIFR, entre outubro de 2020 e maio de 2021, resultaria na apresentação de
versão preliminar do PNQ, submetida às entidades SGIFR para apreciação e emissão de comentários em
junho de 2021. Esta etapa foi fundamental para o arranque da fase final do PNQ_SGIFR, de forma que
as entidades procedessem à revisão das propostas e emitissem os seus comentários e contributos de
forma a consolidar o trabalho desenvolvido. O formato de PTC, apesar de integrar a opinião e a posição
de agentes das entidades, que, de alguma forma, incorporam a posição das entidades, não vincula as
entidades dado o caráter informal da plataforma, pelo que foi imprescindível proceder a esta etapa de
revisão, conciliação e compromisso oficial.
Assim, nesta fase foram enviadas listagens com propostas para:
● arquitetura e organização do sistema de certificação das entidades formadoras, formadores
e de ações de formação dos agentes SGIFR;
● identificação de atividades chave relacionadas com as diversas funções e entidades responsá-
veis para todas as fases do SGIFR;
● identificação das certificações ou microcredenciais específicas SGIFR, de nível superior ou não
superior, para o desempenho das funções e atividades chave elencadas;
● definição dos referenciais de competências e de formação (RC e RF), a serem desenvolvidas
pelas entidades para as novas certificações e microcredenciais identificadas.
As propostas apresentadas foram, duma forma geral, aceites pelas entidades SGIFR, tendo o período
posterior sido dedicado sobretudo à realização e sessões específicas com estas entidades para análise
dos comentários e propostas à versão intermédia, nomeadamente com a ANEPC e ENB, GNR e ICNF,
assim como para o desenvolvimento de aspetos particulares da arquitetura do sistema.
Simultaneamente solicitou-se a colaboração direta com instituições e docentes do ensino superior
especializados em áreas para as quais tinham sido identificadas a necessidade de criação de módulos
de formação, para o preenchimento dos respetivos referenciais de formação que servem de orientação
para o processo de certificação SGIFR dessas unidades.
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3 — Estruturação e operacionalização do PNQ_SGIFR
3.1 — Princípios da estruturação do PNQ_SGIFR
O Plano Nacional de Qualificação do SGIFR é estruturado tendo como referência os seguintes
princípios:
a) Modularidade da formação, com créditos e standards nacionais e internacionais que permitam
a progressão profissional dos agentes;
b) Transversalidade para todas as agências e organizações, das unidades de competências
modulares, específicas do SGIFR, correspondentes a atividades chave, e desempenhadas por diferentes
funções ou cargos;
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c) Progressividade, promovendo uma transição do modelo atual para o futuro PNQ_SGIFR de
forma gradual e progressiva, mantendo-se em vigor, durante a transição, todas as acreditações e cer-
tificações atribuídas;
d) Cooperação, privilegiando colaboração e parcerias entre as instituições de ensino e/ou com enti-
dades do SGIFR de forma a integrar o melhor nível de conhecimento que exista em cada área específica;
e) Especialização, com módulos de formação que podem constituir microcredenciais/microdi-
plomas ou microcertificações a integrar nos curricula do ensino superior ou no catálogo nacional de
qualificações (CNQ), ou simplesmente serem reconhecidas setorialmente do âmbito do SGIFR;
f) Reconhecimento, verificando e atestando, por uma entidade integradora da qualificação SGIFR
a constituir na dependência da comissão nacional de gestão integrada de fogos rurais, todas as ativi-
dades formativas e o cumprimento dos seus requisitos.
As propostas formativas tiveram em consideração as especificidades de cada entidade no SGIFR,
com a preocupação de serem dirigidas para propostas finais de saberes partilhados, com equilíbrios
e consensos entre todas as entidades, ganhando desta forma um reconhecimento transversal e a inte-
gração das qualificações e de saberes dispersos.
O Plano Nacional de Qualificação assenta num sistema de certificação, que permite adaptar
e melhorar para o futuro a base já existente, e a implementação de novas qualificações e de procedi-
mentos que contribuam para garantir a qualidade dos processos formativos.
A adaptação do sistema atual para os mecanismos do PNQ_SGIFR desenvolve-se através de
processos graduais que permitam que os agentes continuem a desempenhar as suas atividade e fun-
ções no SGIFR, com base nos processos anteriores, para que progressivamente, mas sem vazios nem
interrupções, se evolua para os novos modelos de qualificação e de reconhecimento.
3.2 — Mapeamento de funções e atividades chave dos agentes do SGIFR
Tendo como base as fases da cadeia de processos do PNGIFR, o SGO e a legislação de enqua-
dramento do SGIFR, apresentam-se em seguida as funções e atividades chave desempenhadas pelos
agentes do SGIFR, para cada fase da cadeia de processos.
No quadro seguinte resume-se o número de funções e de atividades chave identificadas por
fase da cadeia de processos, estando inerente, de acordo com a responsabilidade das entidades que
desenvolvem as funções e atividades chave a especialização (GFR ou PCIR).
Tabela 1 — Número de funções e atividades chave mapeadas por fase da cadeia de processos
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Em anexo são apresentadas fichas individuais para cada função e respetivas necessidades formativas.
Planeamento
A fase do Planeamento, transversal a todas as restantes fases da cadeia de processos, subdivi-
de-se nos seguintes processos:
● PL1 — Diretrizes Estratégicas e Planeamento Integrado
● PL2 — Normas Técnicas e Diretrizes Operacionais
● PL3 — Orçamentação e Financiamento
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De nível estratégico, é através do planeamento que se definem estratégias, programas, normas,
diretrizes e procedimentos padrão e se tomam as decisões aos níveis nacionais e regionais para cada
uma das restantes fases, sendo as suas funções essencialmente exercidas por agentes das estru-
turas centrais e regionais (NUTII) das entidades SGIFR, normalmente ocupando cargos de decisão.
São Atividades Chave desenvolvidas recorrentemente, ao longo de todas as fases da cadeia de
processos, o planeamento e organização (po) e a monitorização e avaliação (ma). Refira-se ainda
que, para além desta recorrência das atividades de monitorização e de avaliação ao longo de todos
os processos, é nesta fase da cadeia de processos que se situam as funções transversais a todo
o sistema de implementação, coordenação e gestão da capacidade de Lições Aprendidas, conside-
rando-se como tarefas fundamentais a implementar no SGIFR para a capitalização e replicação dos
êxitos, e para a compreensão e eliminação — ou pelo menos mitigação — das situações a evitar, no
âmbito de todos os processos. A perspetiva de gestão integrada do sistema tem que assentar numa
forte componente de aprendizagem comum, através da troca de experiências e de conhecimentos entre
agentes nas diversas fases da cadeia de processo, mais centrada nos resultados que nas instituições.
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Tabela 2 — Listagem de Funções e Atividades Chave identificadas para a fase do Planeamento (PL)
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Preparação
A fase da Preparação compreende os grandes processos intermédios entre o planeamento e a exe-
cução, subdividida em dois grandes processos:
● PR1 — Educação e Capacitação das Comunidades
● PR2 — Comunicação do Risco
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Tabela 3 — Listagem de Funções e Atividades Chave identificadas para a fase da Preparação (PR)
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Prevenção
A Prevenção é a execução de ações que reduzem a exposição e a vulnerabilidade ao fogo, subdi-
vidida em quatro grandes processos:
● PV1 — Gestão de Território Rural
● PV2 — Proteção do Território Edificado
● PV3 — Verificação das Condições de Segurança
● PV4 — Fiscalização
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Tabela 4 — Listagem de Funções e Atividades Chave identificadas para a fase da Prevenção (PV)
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Pré-Supressão
A Pré-supressão é um estado de aprontamento, de atenção à necessidade de intervenção imediata,
subdividida em quatro grandes processos:
● PS1 — Análise de Risco
● PS2 — Vigilância
● PS3 — Pré-Posicionamento
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Tabela 5 — Listagem de Funções e Atividades Chave identificadas para a fase da Pré-Supressão (PS)
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Supressão e Socorro
A Supressão e Socorro é a fase em que se procura a extinção do incêndio e socorrer as populações,
subdividida em cinco grandes processos:
● SC1 — Ataque Inicial
● SC2 — Ataque Ampliado
● SC3 — Rescaldo e Extinção
● SC4 — Restabelecimento de Segurança
● SC5 — Execução de Planos de Emergência de Proteção Civil
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Tabela 6 — Listagem de Funções e Atividades Chave identificadas para a fase da Supressão e Socorro (SC)
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Pós-Evento
O Pós-Evento inclui processos que se desenvolvem depois do incêndio, ou durante este quando
existam condições de segurança, constituída por três grandes processos:
● PE1 — Investigação de Causas
● PE2 — Recuperação
● PE3 — Melhoria Contínua
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Tabela 7 — Listagem de Funções e Atividades Chave identificadas para a fase do Pós-Evento (PE)
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3.3 — Quadro de qualificações setoriais SGIFR
O Quadro de Qualificações para o SGIFR, integra e regula os programas formativos que permitem
o acesso e o exercício das funções e atividades-chave consideradas na cadeia de processos do PNGIFR,
mapeadas no capítulo anterior, e que se designam por Unidades de Formação, Certificações, micro-
credenciais.
O roteiro para o novo modelo de qualificação dos agentes do SGIFR, contemplou o diagnóstico de
necessidades de formação e qualificação com base no mapeamento de funções e de atividades chave
e da identificação das necessidades de formação específica necessárias para o seu desempenho.
As Certificações SGIFR são a representação de uma determinada competência específica, isto é que
habilita o agente a atuar no âmbito das atividades do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais,
independentemente de outras competências que possa deter e que lhe permitam atuar noutras áreas
de intervenção (ex. bombeiros, noutras atividades de proteção e socorro, ou sapadores florestais no
âmbito das ações de silvicultura). Uma certificação SGIFR descreve as competências requeridas para
o exercício de uma ou mais atividades-chave, organizadas em Unidades de Competência, passíveis de
serem associadas a várias funções e serem exercidas por um ou mais perfis profissionais das enti-
dades do SGIFR. Nesta situação, a unidade de competência, que descreve as realizações abrangidas
e os critérios de desempenho aplicáveis, bem como a unidade de formação correspondente, aplica-se
a todos os ativos que, no âmbito das suas funções, têm a incumbência de realizar esta atividade.
A lógica que presidiu à construção da Bolsa de Certificações SGIFR não foi a da qualificação
correspondente a empregos ou profissões, mas a lógica da função e atividades-chave que pode ser
exercida por várias figuras profissionais, oriundas de entidades distintas. Como exemplo, a ativida-
de-chave “SC2_mec_fmm — Executar operações de abertura de faixas de contenção física com ferra-
mentas motomanuais” pode ser exercida pelo Bombeiro, pelo Sapador Florestal, pela UEPS da GNR ou
por outros agentes, nomeadamente pelos operacional da AFOCELCA ou de outras entidades privadas,
desde que possuam as credenciações SGIFR identificadas e, por isso mesmo, as exigências em termos
de competências são as mesmas, assim como a formação a frequentar para a sua capacitação deve
ser a mesma ou reconhecida como correspondente.
Neste sentido, a construção da Bolsa de Certificações ou Credenciações SGIFR, ou Quadro de
Qualificações SGIFR, seguiu uma lógica modular, em que a mesma competência pode ser mobilizada por
vários figuras profissionais, capitalizada ou a capitalizar em várias e distintas qualificações, integrando
o seu corpo nuclear de competências ou enquanto competências complementares ou de especialização.
O Quadro de Qualificações SGIFR encontra-se organizado em função de dois critérios: o nível de
qualificação da certificação e a tipologia de competências. Apresenta-se assim em anexo um mapea-
mento de certificações aplicáveis às funções e atividades chave, de nível intermédio, aplicáveis às
qualificações dos níveis, 2, 4 ou 5 do QNQ, inscritas no Catálogo Nacional de Qualificações, e de nível
superior, correspondentes ao nível ≥6 do QNQ.
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A identificação de necessidades formativas teve em conta as especificidades, níveis de interven-
ção, de exigência, de conhecimentos e de responsabilidade das atividades, tendo recaído, duma forma
geral, sobre formações de nível intermédio profissional para atividades de níveis mais operacionais
e locais, e sobre formações de nível superior (nível QNQ ≥6), sobretudo para funções e atividades de
níveis estratégicos, de âmbito nacional e regional.
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Existirão situações em que as unidades de formação requeridas para o exercício das funções
e atividades SGIFR podem ser satisfeitas no seio da equipa, através de um dos seus elementos, que as
tenha obtido e assegurará nessa circunstância a execução ou a coordenação dessa atividade espe-
cífica. Por outro lado, existem funções que são frequentemente asseguradas por equipas de vários
técnicos, nomeadamente ao nível das funções de planeamento e organização de nível estratégico,
para as quais possam ser requeridas certificações em várias microcredenciais do ensino superior, não
sendo necessário que individualmente possuam a sua totalidade, mas que a entidade responsável
pela tarefa assegure que a equipa contempla, no seu conjunto, de forma cumulativa, as qualificações
requeridas. Este sistema contribui para a especialização inerente à responsabilidade das entidades,
diluindo nomeadamente a disponibilidade e os esforços requeridos para a formação.
Em anexo apresentam-se, pela sua abrangência alargada as competências críticas transversais
identificadas para os níveis, estratégico, tático e operacional, desenvolvidas no âmbito do trabalho
preparatório para o PNQ_SGIFR, “Capacitação para o Sistema de Gestão Integrada de Fogos — per-
fis de competências. DINÂMIA’CET-IUL. No mesmo trabalho foram também desenvolvidos perfis de
competências que poderão ser utilizados pelas entidades para o desenvolvimento de novas unidades
de formação, tal como proposto nos capítulos posteriores, nomeadamente para: Chefe de Equipa
Helitransportada e Coordenador de Máquinas de Rasto, ou outras para a revisão em curso do CNQ.
Outro aspeto transversal, que extravasa o âmbito deste plano, mas deve ser tido em consideração
pelas entidades na seleção e atribuição de missão aos seus agentes, prende-se com a adequação
das condições físicas dos mesmos para o desempenho de determinadas funções e atividades. Nesse
sentido, deve ser exigida, e avaliada com frequência, a condição física adequada às atividades, que não
constitua fator limitante para o seu desempenho e sobretudo para a sua segurança dos próprios, num
ambiente extremamente exigente como é dos incêndios rurais.
3.4 — Necessidades de Formação profissional de nível intermédio
A oferta existente de formação profissional credenciada no âmbito do CNQ, sobretudo nos refe-
renciais de Bombeiro/a e de Sapador Florestal (RF 861363 e 623239), cobriu a grande maioria das
necessidades para o desempenho de funções SGIFR, tendo-se identificado, conforme quadro seguinte,
a existência de 42 UFCD nos referenciais que cobrem a maioria das necessidades a esse nível, e da
necessidade de criação de 6 novas unidades de formação, 4 das quais a integrar o CNQ e 1 microcre-
dencial, que pela sua reduzida duração ficará fora de catálogo, mas que deverá abranger um elevado
número de agentes.
No quadro seguinte apresenta-se a listagem das UFCD identificadas como necessárias para
o desempenho de funções e atividades SGIFR. Refira-se que nalgumas UFCD foi introduzida a existência
de precedências obrigatórias.
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Tabela 8 — UFCD existentes no CNQ para o desempenho de funções e atividades
chave desenvolvidas pelos agentes do SGIFR
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Tabela 9 — Unidades de formação a desenvolver para o desempenho de funções
e atividades chave desenvolvidas pelos agentes do SGIFR
Em anexo apresenta-se a matriz de correspondência entre as funções/atividades chave e unidades
de formação de nível profissional não superior requeridas para o seu exercício.
Sendo que uma proporção importante das UFCD identificadas como necessárias para o desem-
penho de atividades SGIFR se encontram nos respetivos referenciais de formação como opcionais
(bolsa UFCD), deve ser analisada pelos respetivos CSQ, a possibilidade de passagem para a componente
de formação tecnológica (obrigatória), no âmbito da revisão do CNQ em curso.
Refira-se ainda a importância das soft skills, ou competências transversais, em particular para
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funções de chefia e liderança, contempladas nalgumas das UFCD identificadas e selecionadas nos
referenciais de Bombeiro/a e de Sapador Florestal. Na versão intermédia do PNQ_SGIFR, enviada para
as entidades SGIFR, constou o mapeamento de competências transversais, desenvolvidas com base
no trabalho preliminar de “Desenho de referenciais de competências e de formação para o SIGFR” pela
KnowledgeSopt (maio 2019). As competências designadas por “transversais”, são entendidas como
competências instrumentais, mobilizáveis em vários contextos e por vários ativos, independentemente
da sua qualificação de base, mas cumulativas com estas para funções específicas. Todas as competên-
cias transversais pressupõem a formação específica técnica de base (hard skills), para o desempenho
da função, às quais se acrescentam as competências transversais. Nessa versão foram apresenta-
das Fichas de Unidades de Competências e de Unidades de Formação transversais a várias funções,
nomeadamente: Chefiar de equipas na extinção de incêndios rurais; Comandar grupos no combate
a incêndios rurais; Comunicação e trabalho em equipa; Segurança operacional individual. Esses refe-
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renciais poderão servir de apoio às entidades respetivas para a reestruturação em curso do CNQ, para
atualização das UFCD transversais existentes e identificadas como requeridas no âmbito do PNQ_SGIFR.
Sistema de correspondência SGIFR entre UFCD de diferentes AEF ou RF
Foram recorrentemente identificadas, tal como se poderá constatar na matriz em anexo, para as
mesmas funções e atividades chave, UFCD do referencial de Bombeiro/a e do referencial de Sapador Flo-
restal. No entanto, no âmbito do SGIFR, essas UFCD serão consideradas correspondentes, de forma a não
implicar a duplicação de UFCD dos diferentes referenciais, de acordo com o constante do quadro seguinte.
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Tabela 10 — Correspondência SGIFR para UFCD de diferentes referenciais
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3.5 — Necessidades de formação de nível superior ou microcredenciais
Constatou-se, durante o processo de identificação das necessidades formativas associadas a fun-
ções e atividades chave do SGIFR, um elevado défice de oferta certificada de nível superior, resumindo-se
esta à credenciação de técnicos em fogo controlado e em fogo de supressão. Com efeito, a reduzida
oferta relacionada com temas e atividades do SGIFR tem acontecido sobretudo através da oferta de
pós-graduações, não conferentes de grau nem de credenciação, ou à inclusão de algumas disciplinas
em currículos de licenciaturas de silvicultura, engenharia florestal e engenharia de proteção civil, ou
de mestrados.
Conhecer profundamente tudo o que está associado à ocorrência de incêndios rurais, e sua inter-
ligação, em particular dos mega incêndios e incêndios complexos (afetação simultânea de património
natural e construído, com elevado risco para as populações), cada vez mais frequentes e com maior
abrangência geográfica, na atual realidade das mudanças climáticas, é uma das condições essenciais
para trabalhar na sua mitigação de forma eficiente.
O conhecimento sobre os incêndios rurais evoluiu de forma considerável em Portugal nos últimos
anos, em todas as fases da sua cadeia de processos, desde as capacidades preditivas meteorológi-
cas e da sua relação com o comportamento do fogo, às bases de dados estatísticas, das condições
de propagação do fogo — da sua relação com os complexos de combustíveis, com a meteorologia ou
com a orografia — da resposta pós-fogo das espécies, da preparação das pessoas para diminuição
da exposição ao risco, do reforço da capacidade, da mobilização e gestão de técnicas de intervenção
e de recursos.
Esta evolução do conhecimento, frequentemente desenvolvida através do setor científico, — por-
tanto de nível superior — foi simultaneamente acompanhada por uma disponibilidade crescente de
informação e de ferramentas tecnológicas. Paralelamente, aumentou-se o nível de investimento,
a quantidade, a variedade, e o potencial dos recursos utilizados, exigindo, para a sua eficaz utilização
e gestão, um nível elevado de conhecimentos e de capacidades, que devem ser promovidos através
de programas de capacitação devidamente ajustados a essa multiplicidade e aos seus destinatários.
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A profundidade dos conhecimentos a transmitir, para a cabal utilização deste potencial complexo, não
se coaduna com formação profissional de nível intermédio (nível de QNQ ≤ 5), exigindo níveis elevados
de formação de base para a sua apreensão, adaptados às formações de nível superior, que a grande
maioria dos agentes com responsabilidades nas entidades implicadas no SGIFR possuem. A possibi-
lidade da acreditação de microcredenciais frequentadas, com aprovação, por agentes do sistema que
não tenham a formação de nível 6, será efetuada no âmbito do reconhecimento de competências pela
Subcomissão Nacional da Qualificação.
É necessário capitalizar, nas entidades e na sociedade, o conhecimento profundo, mas disperso,
que existe em algumas pessoas, que tem sido pontualmente divulgado em artigos científicos ou noutras
publicações, mas que raramente é transposto, em particular através do sistema de ensino, de forma
sistematizada, dirigida e vinculativa, para formatos de divulgação formativa e de implementação ao nível
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dos processos de formação e de tomada de decisões, que deve ser transmitida para os profissionais
com responsabilidades de decisão no SGIFR.
Acresce que muito deste conhecimento não se encontra sequer integrado no sistema de ensino,
seja ele de nível intermédio ou superior, no primeiro caso porque a maioria dos formadores não o pos-
sui, e no segundo porque não existem formações universitárias que tenham a componente de espe-
cialização no âmbito dos incêndios rurais, que permita a capitalização da multidisciplinaridade dos
vários assuntos, agravado pelo facto de algumas das qualificações de nível superior relacionadas com
a temática dos incêndios rurais terem deixado de ser lecionadas nos últimos anos no nosso país por
falta de candidatos.
O sistema de credenciação proposto permitirá, para além da formação de ativos, a sua inclusão
em currículos para obtenção de graus académicos — se as entidades do ensino superior assim o pre-
tenderem — permitindo aos jovens a obtenção em simultâneo desses mesmos graus e de microcre-
denciais reconhecidas para desempenho de funções no âmbito do SGIFR, facilitando o planeamento
e a preparação para percursos profissionais.
A possibilidade de agregar num objetivo comum — a especialização pela qualificação de nível
superior de profissionais do SGIFR — docentes, do ensino universitário e investigadores, com elevado
nível de conhecimento e experiência, de várias origens e especialidades, e das entidades SGIFR, permitirá
a construção de plataforma comum de partilha e desenvolvimento, promovendo integração e pragma-
tismo, pela aproximação entre objetivos científicos e operacionais, transversalidade e desenvolvimento
de mais e melhor conhecimento, pelas possibilidades de cooperação e de intercâmbio que por essa
via serão fomentadas, evitando redundâncias e isolamento. Neste sentido, também o elevado nível, de
experiências, de conhecimentos, e de diversidade de muitos dos ativos SGIFR a formar neste contexto,
serão mais valias importantes deste sistema, com os contributos pessoais que deverão ser devida-
mente capitalizados durante a formação e que podem contribuir sobremaneira para a sua qualidade
e adequação aos objetivos operacionais.
Na identificação de novas unidades de formação de nível superior utilizou-se o modelo de organiza-
ção modular, de forma que as mesmas possam ser de curta duração, adaptadas a ativos e, em particular,
aos que já desempenham funções e atividades para as quais serão no futuro exigidas as certificações
indicadas. A compartimentação em microcredenciais foi realizada através da identificação de temas
específicos associados às funções, com possibilidade de alargamento de competências que pode ser
obtida pela acumulação da frequência de vários módulos, pelo que se promoveu, na identificação dos
conteúdos programáticos, a complementaridade entre módulos, evitando-se repetições.
Refira-se ainda a potencial abrangência de microcredenciais SGIFR para outros público-alvo, para
além dos agentes do SGIFR (ou daqueles que aspirem a ser, tal como já referido), e que, através duma
melhor e mais especializada formação poderão contribuir para a melhoria do sistema, nomeadamente
técnicos que venham a participar na elaboração dos planos de ação do PNGIFR nas suas várias escalas
territoriais. O formato de planeamento do PNGIFR, dando maior autonomia aos seus autores, quando
comparado com o modelo anterior de elaboração de planos de DFCI, atribui-lhes maior responsabilidade
na decisão, e, portanto, maior necessidade de domínio das matérias técnicas específicas a considerar
para o desenvolvimento e priorização de propostas, que poderá ser proporcionado pela frequência de
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algumas das microcredenciais consideradas no PNQ_SGIFR.
No quadro seguinte apresentam-se as microcredenciais de nível superior identificadas para as
funções e atividades chave SGIFR. Os planos de formação, conteúdos programáticos e pré-requisitos
para a credenciação são apresentados em anexo para cada uma das microcredenciais apresentadas.
Relativamente à carga horária apresentada, sempre que não se conseguiu proceder à estimativa da
mesma, indicou-se como valor de referência as 28 horas, equivalentes a 1 ECTS.
Apesar do esforço inicial para que as distintas microcredenciais funcionassem de forma comple-
tamente independente, a constatação, na construção dos referenciais, da existência de matérias trans-
versais de base, e a importância de não proceder à repetição de matérias entre módulos diferentes — de
forma a não criar recorrência de assuntos, desperdícios de tempo e de motivação — resultou na neces-
sidade de criação de precedências obrigatórias, devidamente assinaladas no campo das observações.
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Tabela 11 — Listagem de microcredenciais de nível superior para o desempenho
de funções e atividades SGIFR
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Em anexo apresenta-se a matriz de correspondência entre as funções/atividades chave e micro-
credenciais de nível superior requeridas para o seu exercício.
As modalidades de formação de nível superior a criar devem ser orientadas de forma a privilegiar
a valorização da autonomia, autogestão, praticidade, utilidade e protagonismo do formando no processo
de aprendizagem. Devem promover a combinação entre conceitos, técnicas e ferramentas inovadoras
utilizadas para a construção do saber, através de sistemas dinâmicos e inovadores de ensino e apren-
dizagem, privilegiando o diálogo em detrimento do monólogo, suportados em metodologias ativas de
orientação do formando para encontrar as soluções para a resolução de problemas, através de pesquisas,
partilha, reflexões, debates e tentativas, agindo os docentes como promotores, facilitadores e orienta-
dores. Devem recorrer a sistemas orientados para favorecer a formação de profissionais mais flexíveis,
com capacidade e abertura para criar ligações entre assuntos distintos e avaliar cenários complexos,
competências essenciais para o sistema de GFR, dada a sua elevada interação com múltiplos fatores,
complexidade e dinâmica. Deve ser privilegiada a capitalização da experiência múltipla de formandos
que têm experiências, percursos profissionais e especializações diferenciadas, alguns neste contexto
com elevados níveis de conhecimentos práticos e teóricos que poderão ser aproveitadas e valorizar
sobremaneira a formação.
Preconiza-se o recurso a metodologias híbridas de ensino, com aulas e atividades de introdução
realizadas à distância, privilegiando nas aulas presenciais os debates, a interação e a troca de saberes
entre professores e formandos, e entre estes, e a participação em seminários, conferências e workshops.
Utilização de metodologia STEM (Science, Technology, Engineering, Mathematics), através da oferta de
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conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações
tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento e responsabilidade. Disponibilização de conteúdos
online sequenciais, durante um determinado período de tempo, com exercícios atribuidores de prece-
dências para evolução nos conteúdos, apresentação de trabalhos e formação em contexto de trabalho.
O formato misto facilita a frequência em instituições com base em qualquer local do país, diminui as
deslocações e ausências do posto de trabalho, e sobretudo permite aos formandos a gestão do seu
tempo e da frequência dos módulos não presenciais.
O sistema misto semi-presencial, permite uma excelente gestão do tempo, minimização de des-
locações — e de constrangimentos de localização da entidade organizadora — e a aprendizagem ao
ritmo de cada formando, dentro de prazos determinados. É além do mais uma grande vantagem para
as instituições fora dos grandes centros urbanos, que lhes dá acesso a um público muito mais vasto
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e que simultaneamente pode favorecer a colaboração entre as instituições de ensino superior e entre
estas e as entidades SGIFR, pois implica sobretudo a preparação dos módulos e não a presença do
docente nas aulas à distância assíncronas.
As microcredenciais poderão assumir vários formatos, dependendo da decisão da entidade do
ensino superior, podendo integrar pós-graduações, mestrados, licenciaturas ou outros formatos, per-
mitindo em qualquer situação a obtenção da microcredenciação SGIFR pelos formandos, desde que
a ação seja reconhecida através do processo de credenciação setorial específico, que se apresenta no
capítulo respetivo.
As microcredenciais deverão preferencialmente organizadas de forma relativamente contínua
e concentrada no tempo, equilibrado com a afetação semanal do tempo nas funções, de forma a permitir
a obtenção das certificações num curto período de tempo e a concentrar os formandos nas temáticas.
3.6 — Metas do PNQ_SGIFR
O Programa Nacional de Ação (PNA) concretiza, no território continental português, as opções
estratégicas definidas no PNGIFR, identificando as ações a decorrer no intervalo 2020-2030.
Para assegurar que o risco é gerido eficientemente, o PNA prevê, na Orientação Estratégica 4 (OE4),
que, as instituições sejam reforçadas em recursos humanos qualificados e mecanismos de gover-
nança e gestão do risco. O PNQ prevê que em 2028 cerca de 80 % do programa esteja concretizado
e 10.000 agentes do SGIFR operem com base em formação revista e certificada. A médio/longo prazo
pretende-se que todas as decisões estratégicas à escala nacional, regional e sub-regional, sejam
tomadas por agentes com as certificações setoriais específicas identificadas no PNQ_SGIFR. No fim
deste período prevê-se a revisão do PNQ_SGIFR entre 2029 e 2030.
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Objetivos estratégicos Meta Indicadores de resultados Indicadores de impacto
Capacitar os agentes que Até 2028, 80 % do programa de qua- % de funções desempenhadas Inexistência de percas de
atuam no âmbito do Sis- lificação concretizado por agentes com formação vidas humanas em incên-
tema de Gestão Integrada de específica SGIFR dios rurais
Fogos Rurais, dos níveis de
ensino superior e profissional % de microcredenciais SGIFR de
não superior, com base nas nível superior existentes
atividades-chave inscritas
na cadeia de processos do Até 2028, 10.000 agentes do SGIFR N.º de agentes SGIFR com for-
PNGIFR operam com base em formação mação setorial específica com-
setorial SGIFR pleta, face à função e atividade
Em 2028, 80 % dos agentes SGIFR % de agentes SGIFR com forma-
obtiveram as certificações setoriais ção setorial específica completa,
especificas no PNQ_SGIFR adequa- face à função e atividade
das às funções
Implementar Bolsa de uni- Até 2028, oferta formativa de 100 % de oferta formativa SGIFR de
dades de formação especí- % de formações SGIFR de nível não nível não superior
fica SGIFR, organizados em superior
Resultados de Aprendizagem,
compatíveis com os requisitos Até 2028, oferta formativa de 80 % % de oferta formativa SGIFR de % dos incêndios com mais
nacionais do ensino superior de microcredenciais SGIFR de nível nível superior em 2028 de 500ha abaixo de 0,3 %
e não superior superior do total de incêndios em
2028
Implementar sistema de cer- Até 2028, 100 % das ações de for- % de ações de formação SGIFR
tificação setorial especifica mação de nível não superior enqua- de nível superior e não superior
SGIFR, aplicável às ações de dradas em sistema de certificação com certificação SGIFR
formação e ativos SGIFR e que setorial SGIFR
garanta a qualidade dos pro-
cessos formativos, ao nível Até 2028, 80 % das ações de forma- Área ardida acumu-
superior e não superior ção de nível superior enquadradas lada na década inferior
em sistema de certificação setorial a 660.000ha
SGIFR
Prazo para obtenção das qualificações SGIFR
Considerando as vias referidas de acesso às certificações, ou pela frequência de formação, ou
através de processos de reconhecimento, validação e certificação de competências, define-se o prazo
de 5 anos, após arranque de implementação do plano, como o período temporal adequado para que
todos os ativos que desempenham as funções e atividades SGIFR obtenham as certificações setoriais
específicas identificadas no PNQ_SGIFR.
Todas as formações obtidas no âmbito do CNQ, referenciadas no quadro de qualificações SGIFR,
em data anterior à da implementação do PNQ_SGIFR são consideradas válidas e reconhecidas, inde-
pendentemente da existência de precedências que possam ter sido identificadas nesse âmbito.
3.7 — Estimativa do esforço formativo SGIFR a realizar (2024-2028).
Apresentam-se nos quadros em anexo estimativas detalhadas para os próximos 5 anos (2024-2028),
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do esforço de formação para os agentes do SGIFR, com base em informações fornecidas pelas entida-
des, considerando as formações de nível profissional intermédio e de nível superior.
Foi tida como base de referência o DECIR de 2021, na fase de maior empenhamento (01 de julho
a 30 de setembro), que contabilizou 12.508 agentes, repartidos da seguinte forma: Bombeiros — 5.777;
FEPC/ANEPC — 240; UEPS/GNR — 1.144; SF/ICNF — 2.039; Outros — 2.858.
A estimativa efetuada indica a necessidade de um investimento de cerca de 7,5 M€ nos próximos
5 anos, com investimento anual de cerca de 1,5 M€. Para a formação de nível intermédio são necessárias
550 ações de formação/ano, para um total de cerca de 8.000 formandos, representando um esforço
financeiro de cerca de 1,3 M€/ano (6,5 M€/5 anos). Para as microcredenciais de nível superior, são
necessárias 60 ações, para cerca de 900 formandos, representando um esforço financeiro de cerca de
0,2 M€/ano (1,0 M €/5 anos).
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Fontes de financiamento:
Ao nível da formação profissional, existem linhas de financiamento para a formação profissional
modular (CNQ) que estão já a ser mobilizadas para as ações propostas no âmbito do PNQ, no âmbito
do novo Quadro Comunitário de Apoio (QCA), PT2030, no Programa Temático Demografia, Qualificações
e Inclusão — PESSOAS 2030, com financiamento do Fundo Social Europeu (FSE+).
Desde 2024 no contexto do PRR, estão a ser mobilizados financiamentos para formações de nível
superior no âmbito dos avisos do Programa Impulso Jovens STEAM e do Programa Impulso Adultos,
mas cujo término está previsto para 2026. De salientar o projeto B-READY4FUTURE, liderado pelo CoLAB
ForestWISE, para implementação de Programa de Formação Nacional, certificada, destinada a técnicos
e, nalgumas situações, com créditos de ensino superior, integrado no Investimento RE-C08-i05 — Pro-
grama MAIS Floresta e enquadrado na Componente C08 — Florestas — do Plano de Recuperação
e Resiliência (PRR). Este programa agregou oito Instituições de Ensino Superior (IES), e contribuiu de
forma preponderante para a criação e disponibilização de microcredenciais previstas no PNQ, que se
perspetiva passem a constar da sua oferta formativa contínua, de forma modular aberta a todos os
que as pretendam frequentar, atuais ou expectantes agentes do SGIFR.
Para os próximos 5 anos, no âmbito do apoio a formação profissional dirigida a técnicos, deverá
assumir relevância fundamental a mobilização de fundos no âmbito do programa da Política Agrícola
Comum Europeia (PEPAC), que se espera dê continuidade com os necessários ajustamentos à iniciativa
B-READY4FUTURE, para financiamento da frequência das microcredenciais de nível superior previstas
no PNQ.
Refira-se ainda que a frequência das ações de formação previstas aos vários níveis, deverá também
estar enquadrada no âmbito das responsabilidades das entidades empregadoras, de acordo com o que
está regulamentado nos artigos 131.º a 134.º do Código do Trabalho (Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro,
com as respetivas alterações). Os apoios disponibilizados no âmbito do Cheque Formação IEFP podem
também apoiar financeiramente a organização e frequência das ações previstas no âmbito do PNQ.
Para além das questões financeiras, que terão que ser resolvidas através de iniciativas de suporte
à formação profissional e superior, o enorme esforço formativo estimado só será concretizável através
duma rápida atualização e modernização de muitas das ações de formação para formatos mistos atra-
vés de aulas presencias e à distância, que permita autonomia por parte dos formandos e a manutenção
da sua atividade profissional.
Constitui um enorme desafio a existência de oferta formativa de todas as microcredenciais iden-
tificadas, tendo em consideração a falta de especialistas do setor — e sobretudo em alguns dos temas
consideradas — no ensino superior, e os pré-requisitos de credenciação definidos (ver capítulo 4),
que deverão ser de molde a que a formação a este nível — e para os destinatários em causa — seja
efetivamente diferenciadora e se traduza por uma melhoria substancial do conhecimento ao nível
da decisão e da sua efetiva aplicação, numa área tão complexa e de risco tão elevado como a dos
incêndios rurais. Será necessário promover um esforço suplementar por parte das várias instituições
implicadas — das tutelas das entidades do SGIFR e do Ensino Superior — de forma que sejam criadas as
condições necessárias para a concretização deste esforço, que poderá nomeadamente ter se socorrer
de intercâmbios internacionais para a sua concretização. Neste sentido destacam-se as iniciativas,
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já referidas, no âmbito dos “Programas Impulso Jovens STEAM e Impulso Adultos”, enquadradas nos
Investimentos RE-C06-i03 Incentivo Adultos e RE-c06-i04 Impulso Jovens STEAM, do Plano de Recu-
peração e Resiliência (PRR). AVISO N.º 01/PRR/2021, que estão a facilitar o desenvolvimento de oferta
formativa financiada a este nível.
4 — Sistema de certificação setorial SGIFR e monitorização
A definição de requisitos específicos acumula com os requisitos definidos nos mecanismos de
garantia da qualidade em vigor no sistema educativo e formativo nacional, nomeadamente, do sistema de
certificação de entidades formadoras da Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT)
aplicável aos operadores de formação profissional de nível não superior, do sistema de acreditação de
cursos do ensino superior da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), e ainda
no sistema de certificação dos formadores do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
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O Sistema de Certificação dos agentes do Sistema de Gestão Integrado dos Fogos Rurais (SGIFR)
é aplicável a todos os ativos que exercem funções no âmbito da Cadeia de Processos do SGIFR, de
acordo com o descrito no PNGIFR, qualquer que seja a entidade de proveniência e o ministério de
tutela. Consideram-se abrangidos os agentes que desenvolvam a sua atividade no âmbito de todas as
fases da cadeia de processos, sob a responsabilidade das várias entidades: Planeamento, Preparação,
Prevenção, Pré-Supressão, Supressão e Socorro, e Pós-Evento.
A abrangência do processo de certificação SGIFR, para formação dos colaboradores de outras
entidades, que não sejam considerados diretamente agentes do SIFR, ficará ao critério dessas mesmas
entidades, sendo no entanto conveniente para elas próprias, para os seus colaboradores e para todo
o sistema, que a formação ministrada aos seus colaboradores siga os mesmos procedimentos dos
agentes do SGIFR, de forma a garantir o cumprimento dos mesmos conteúdos e standards de qualifi-
cação e a obterem o reconhecimento pelo SGIFR das formações ministradas.
A obtenção de uma certificação SGIFR, seja por via da frequência de formação ou via reconhe-
cimento, validação e certificação de competências, deverá cumprir a regulamentação geral definida
pelas entidades competentes (DGERT no caso das entidades formadoras que ministram formação
profissional de nível não superior e A3ES para a formação de nível superior), acrescida dos requisitos
específicos definidos pelo sistema de certificação SGIFR.
Na base do processo de certificação de nível não superior estão os referenciais de competências
e de formação publicados no Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ), organizados em Unidades de
Competências (UC) e Unidades de Formação de Curta Duração (UFCD), passíveis de ser capitalizáveis
e creditáveis, de acordo com o Sistema de Créditos para a Educação e Formação Profissional (ECVET).
As certificações ministradas em estabelecimentos de ensino superior estão organizadas em Uni-
dades Curriculares, creditadas de acordo com o Sistema Europeu de Transferência e Acumulação de
Créditos (ECTS) integradas ou não em Licenciaturas ou outras formações pós-graduadas.
A existência de unidades de formação SGIFR, traduz-se em módulos formativos com possibilidade
de autonomização e certificação e que resultam da decomposição de Unidades de Formação de Curta
Duração (UFCD) ou de Unidades Curriculares (UC). Estas microcertificações poderão vir a ser passiveis
de acreditação para permitir a sua capitalização para a obtenção de uma Certificação reconhecida no
Sistema Nacional de Educação e Formação.
Com base no registo das qualificações e competências SGIFR deverá ser emitido, pela entidade
patronal, um cartão de qualificação SGIFR, em formato preferencialmente virtual, com registo de todas
as qualificações, para potencial apresentação por qualquer agente que intervenha na cadeia de pro-
cessos SGIFR.
O Sistema de certificação setorial SGIFR, a atribuir pelas entidades setoriais, ou pela ScQ_SGIFR,
conforme se trate respetivamente de certificações de nível profissional não superior, ou superior, con-
templa as seguintes dimensões:
i) A certificação das entidades formadoras por módulo ou conjunto de módulos de formação com
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
os mesmos requisitos;
ii) A certificação de formadores por módulo ou conjunto de módulos de formação com os mesmos
requisitos;
iii) A acreditação ou homologação das ações de formação ministradas.
iv) O reconhecimento de competências
v) A atribuição de equivalências
As entidades e a ScQ_SGIFR podem estipular a necessidade e os valores a cobrar pelos serviços
de certificação, acreditação e homologação.
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4.1 — Certificação setorial SGIFR das Unidades de Formação Profissional de nível intermédio
Apesar da existência de referenciais de formação relativamente bem estruturados, no âmbito
do CNQ, abrangendo as UFCD existentes nos mesmos, e respetivos conteúdos programáticos, prati-
camente todas as necessidades de formação profissional de nível intermédio dos agentes do SGIFR,
constata-se uma elevada variabilidade de resultados das mesmas, dependendo fundamentalmente da
capacidade das entidades formadoras e dos formadores para ministrar temas setoriais específicos,
que frequentemente não dominam.
Efetivamente, as exigências regulamentares para a certificação da formação profissional no âmbito
do SNQ e do CNQ, de caráter transversal e, portanto, generalista e não específico, não constituem garante
da capacidade técnica das entidades e sobretudo dos formadores para ministrar módulos específicos
no âmbito das temáticas dos incêndios rurais.
Relembra-se que no âmbito da formação profissional de nível não superior, as certificações identi-
ficadas, através do processo efetuado de diagnóstico conjunto, como necessárias para o desempenho
de funções e de atividades chave pelos agentes do SGIFR, recaíram fundamentalmente sobre 42 UFCD
já existentes nos Referenciais de Formação, 861363 — Bombeiro/a, e 623239 — Sapador Florestal,
do Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ), existindo apenas um número de 6 novas Unidades de
Formação a desenvolver, das quais 5 poderão ser incluídas em CNQ e 1 de curta duração não incluível.
A aplicação do processo de certificação de formação profissional específica setorial apenas se aplica,
no âmbito do PNQ_SGIFR, às UFCD identificadas para o SGIFR, ficando a decisão de inclusão das res-
tantes UFCD neste processo ao critério das entidades setoriais, extravasando o domínio do PNQ_SGIFR.
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Simultaneamente este processo apenas terá implicação nas atividades SGIFR, não interferindo com os
processos em vigor de certificação da formação e dos agentes que têm outros objetivos de qualificação,
nomeadamente no âmbito das AEF em causa.
O SGIFR não existe como área setorial do Conselho Setorial de Qualificação (CSQ), no âmbito
do Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ), pelo que, no processo de certificação setorial SGIFR,
a entidade responsável por uma AEF é responsável pela definição e aplicação dos requisitos específicos
complementares para certificação de entidades formadoras e de formadores e para homologação de
ações de formação, que acrescem aos requisitos de base para certificação de entidades formadoras
e de formadores, respetivamente definidos e aplicados pela DGERT e pelo IEFP.
As UFCD em causa — identificadas como necessárias para o desempenho de funções e atividades
chave SGIFR — manter-se-ão nos referenciais e AEF atuais, acrescendo-lhes os requisitos específicos
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para certificação setorial SGIFR. A atribuição de certificação setorial por uma entidade SGIFR, passará,
através de processo de comunicação entre entidades, a ser reconhecida pelo conjunto das entidades
SGIFR, sendo, através deste procedimento obtida a certificação setorial SGIFR. Para as UF/UFCD
necessárias para os agentes SGIFR, para as quais não sejam definidos requisitos complementares,
a certificação continuará a ser atribuída pela DGERT e pelo IEFP, respetivamente para a certificação de
entidades formadoras e de formadores, tal como acontece atualmente, de acordo com a regulamen-
tação em vigor.
Para as novas UF ou UFCD, propostas no atual PNQ ou no futuro, as mesmas deverão ser integradas
no Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ), através do conselho setorial mais adequado, podendo,
quando tal não seja possível, constituir formação profissional específica certificada não inserida em
catálogo, e nessa circunstância obter reconhecimento por parte da entidade setorial respetiva.
Propõe-se a utilização, como modelo de referência, do processo de certificação de formação
profissional específica setorial da DGADR (Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural1F(2),
regulamentado pela Portaria n.º 354, de 9 de dezembro de 2013, e pelo Despacho n.º 3756, de 26 de
maio de 2020. Trata-se de processo, perfeitamente consolidado, que poderá servir de base para a regu-
lamentação específica de formação setorial pelas entidades setoriais SGIFR, nas respetivas AEF. Este
procedimento pode inclusivamente ser aplicado diretamente pelo ICNF, no caso do Programa Nacional
de Sapadores Florestais, considerando a atribuição constante da leitura conjugada do n.º 1, alínea f),
do n.º 2 e n.º 3 da Portaria n.º 90/2012 de 30 de março, dado que o ICNF é a autoridade nacional com-
petente para proceder ao reconhecimento das qualificações profissionais.
No caso dos Bombeiros Sapadores Florestais, através da utilização do modelo de referência
da DGADR, com base no Artigo 1.º, do Despacho n.º 3756, de 26 de maio de 2020. Para as certificações
setoriais SGIFR, da AEF 861 — Proteção de Pessoas e Bens, é necessário o estabelecimento do processo
de certificação de formação profissional específica setorial SGIFR, que fica dependente de estabeleci-
mento de regulamento específico por parte da ANEPC, podendo seguir o modelo DGADR sugerido atrás.
Os pré-requisitos setoriais complementares SGIFR deverão vir a ser considerados no âmbito
dos CSQ em que as mesmas se inserem, de forma que possam ser incluídos na revisão dos referenciais
de formação, em desenvolvimento neste momento pela ANQEP para o seu ajustamento às novas regras.
Em anexo apresenta-se proposta de regulamento para certificação setorial específica SGIFR, de
entidades formadoras, formadores, homologação de ações de formação e criação de novos cursos de
formação.
No quadro seguinte apresentam-se os pré-requisitos definidos pelo ICNF para certificação setorial
específica SGIFR de UFCD’s no âmbito do RF 623239 — Sapador Florestal, da AEF 623 — Silvicultura
e Caça. As condições de base são as já existentes ao nível do CNQ, de certificação DGERT para a entidade
formadora e de formador com Certificado de Competências ou de Aptidão Pedagógica (CAP ou CCP).
A estas acrescem os pré-requisitos especificados no quadro.
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Tabela 12 — Pré-requisitos definidos pelo ICNF para certificação
setorial das UFCD SGIFR identificadas
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Relativamente aos pré-requisitos necessários para certificação setorial específica SGIFR, das UFCD
identificadas no âmbito do RF 861361 — Bombeiro/a, da AEF 861 — Proteção de Pessoas e Bens, os
mesmos serão desenvolvidos posteriormente.
Devem ser promovidas, no curto prazo, ações de formação de formadores das UF considerados no
âmbito do SGIFR, que contribuam para a melhoria da qualidade e objetividade das ações de formação,
aumentando o número e a qualidade de formadores certificados no âmbito setorial. Os formadores
devem igualmente obter microcredenciais de nível superior relacionadas com as UFCD que ministram,
tal como consta já de alguns dos pré-requisitos constantes deste plano.
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4.2 — Certificação setorial SGIFR das microcredenciais de nível superior
Nas qualificações de nível superior foram identificadas várias novas credenciações, ou microcre-
denciais, que implicaram o desenvolvimento dos respetivos referenciais, através da definição de Planos
de Formação/Conteúdos Programáticos, e de requisitos de acreditação setorial específico SGIFR, para
além do sistema que possa ser necessário para reconhecimento das mesmas pelas instituições de
ensino superior. Os planos de formação, acrescidos dos pré-requisitos para a certificação as ações
de formação e respetivos diplomas de credenciação pelos formandos são apresentados em anexo.
O formato de formações de curta duração proposto segue o modelo das microcredenciais — forma-
ções curtas conferentes de diplomas — preconizadas para o ensino superior, no âmbito do Decreto-Lei
n.º 27 de 16 de abril de 2021, para “estimular formações modulares de âmbito superior com microcreden-
ciais, que promovam a aprendizagem contínua e a aquisição de novas competências, designadamente
em estreita colaboração com entidades públicas e privadas”.
A oferta das microcredenciais com os planos de formação respetivos deverá assim ser realizada
através de entidades que satisfaçam os pré-requisitos de certificação especifica SGIFR da rede de enti-
dades de ensino superior, universitário e politécnico, para as ações de formação de nível superior, que
deverão preferencialmente ser desenvolvidas em estreita colaboração com as entidades SGIFR, de forma
a fomentar a relação entre as componentes teóricas e científicas e as práticas de decisão. Estas ações
deverão ainda, sempre que possível, necessário, ou útil, incorporar programas de intercâmbio interna-
cional, que contribuam nomeadamente para a troca de experiências e de conhecimentos de diferentes
países e regiões e para a transversalidade e internacionalização do reconhecimento de competências.
Os processos de credenciação de Operacional de Queima, de Técnico de Fogo Controlado ou de
Técnico de Fogo de Supressão, cujos procedimentos são definidos no Despacho 7511, de 9 de junho
de 2014 (Regulamento do Fogo Técnico), constituem já modelos de credenciação específica setorial
específica de homologação de ações de formação e de credenciação dos formandos, de reconhecimento
respetivo por parte do ICNF e da ANEPC, a ser reconhecida no âmbito do SGIFR.
Para a credenciação das microcredenciais de nível superior, o modelo adotado, suporta-se na
criação de uma Subcomissão nacional SGIFR, na dependência da Comissão Nacional SGIFR, com
proposta de constituição e funções que seguidamente se apresentam, nas quais se encontra o modelo
de creditação de microcredenciais.
A obtenção de microcredenciais SGIFR de nível superior poderá dispensar os agentes da frequên-
cia de determinadas UFCD de nível intermédio para o desempenho de funções e atividades, através
de processos a definir em fase posterior no âmbito do RVCC ou outro a decidido pela Subcomissão da
Qualificação.
4.3 — RVCC e equivalências no âmbito da bolsa de certificações SGIFR
Em conformidade com o estabelecido no diploma legal que regulamenta o acesso e o exercício das
profissões em Portugal (Decreto-Lei n.º 37/2015, de 10 de março), os agentes que atuam no âmbito do
Sistema de Gestão Integrado dos Fogos Rurais, em qualquer dos macroprocessos definidos, podem
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obter a certificação das suas competências pelas vias previstas no Sistema Nacional de Qualificações,
através das suas estruturas e instrumentos e outras que sejam consideradas complementares, ou seja,
via frequência de ação de formação ou via reconhecimento, validação e certificação de competências,
adquiridas pela experiência, em contextos não formais e informais.
Atualmente os processos de RVCC do ensino profissional de nível intermédio são desenvolvidos
em centros qualifica, com regras e requisitos definidos pela ANQEP. As entidades SGIFR dos vários
setores da AEF deverão definir condições complementares de RVCC. No entanto, face à definição de
requisitos específicos para certificação de entidades, formadores e ações de formação propostos no
âmbito do atual PNQ_SGIFR, considera-se que as condições de RVCC deverão vir posteriormente a ser
definidas pelas entidades setoriais, com base na experiência na aplicação desses novos requisitos,
devendo vir a integrar o PNQ na sua primeira fase de avaliação.
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Também para o ensino profissional superior devem ser definidos processos de reconhecimento
de competências, e sobretudo de atribuição de equivalências, face à larga experiência, formação fre-
quentada e conhecimentos de muitos agentes de entidades SGIFR nos domínios das microcredenciais
definidas, sendo nomeadamente possível e desejável que participem na docência das mesmas. O caráter
inovador de todo o processo de desenvolvimento, implementação e certificação de microcredenciais
SGIFR de nível superior, implicará a necessidade de aquisição de experiência prévia, para que possam
ser desenvolvidos progressivamente durante a implementação do PNQ_SGIFR, e que sejam incorporados
na forma de regulamento aquando do seu primeiro momento de monitorização, previsto para 2 anos
após a sua aprovação. Os procedimentos de reconhecimento de competências para o nível superior
devem ser propostos pela ScQ_SGIFR, face à transversalidade da mesma pela representação das várias
entidades SGIFR, e o processo de análise e atribuição de equivalências através da colaboração entre
esta entidade e entidades do ensino superior.
Remete-se para fase posterior a decisão sobre dispensa de exigência de certificação de UFCD de
nível profissional, face à possibilidade da obtenção de microcredenciais pelos agentes. Tal deverá ser
definido através de sistema de equivalências, aplicável apenas para as funções e atividades SGIFR.
4.4 — Monitorização e avaliação do PNQ_SGIFR
Consideram-se como fatores críticos de sucesso para atingir as metas definidas, a partilha de
informação e a cooperação entre as entidades envolvidas e partes integrantes do SGIFR, durante todo
o processo de implementação do PNA, em particular no âmbito das funções a desempenhar pela
ScQ_SGIFR.
É muito relevante a necessidade de acompanhamento, monitorização e avaliação regular do
PNGIFR e do seu programa de ação, tendo por base a análise dos indicadores, e o cumprimento dos
mesmos. Dessa análise devem ser clarificadas as eventuais causas de sucesso ou insucesso e possíveis
consequências na implementação do Programa de Ação e do PNQ_SGIFR, e dos processos do SGIFR.
Periodicidade da monitorização e avaliação do plano:
● Avaliação anual, pelas entidades setoriais SGIFR, do impacto da formação certificada no desempe-
nho dos agentes, identificação de eventuais necessidades de correções, sua comunicação à ScQ_SGIFR
e à entidade certificadora (quando aplicável), que deverá proceder à incorporação das mesmas nos
processos de certificação ou credenciação.
● 1.º momento de monitorização sistémica, com o objetivo de fazer um balanço das ações rea-
lizadas, adequação das metodologias propostas e do sistema de certificação, após 2 anos de imple-
mentação do plano, tendo em consideração a própria revisão do CNQ e em particular do quadro de
qualificações setoriais SGIFR.
● Avaliação intermédia sistémica dos resultados e impactos alcançados, por amostragem, após
5 anos de desenvolvimento do plano. Importa que a avaliação contemple a avaliação do impacte da
formação, nomeadamente, com recurso a metodologia multinível ou outras.
● Avaliação final, após os 10 anos de programação.
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Mecanismos de monitorização:
● Coordenação e monitorização pela ScQ_SGIFR, semestral e anual
● Plano e relatório de atividades anual da responsabilidade da ScQ_SGIFR, com base nas infor-
mações das entidades setoriais SGIFR e da própria Subcomissão.
● Avaliação externa por comissão de peritos, intermédia e no final do período (5 e 10 anos).
4.5 — Subcomissão Nacional da qualificação SGIFR (ScQ_SGIFR)
A gestão do sistema de qualificação SGIFR tem de ser realizada por uma entidade que acompa-
nhe todo o processo nas suas diferentes fases e que concorra para o desenvolvimento das profundas
alterações impressas pelo PNSGIFR. Uma transformação desta natureza apela à existência de uma
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organização colaborativa, com representação permanente das entidades nucleares SGIFR e a colabo-
ração estreita das entidades responsáveis pela regulação das atividades formativas aos vários níveis,
alcançável nos moldes atuais através da criação de uma Subcomissão para a formação e qualificação,
a criar no âmbito da Comissão Nacional do SGIFR (Decreto-Lei n.º 82/2021 de 13 de outubro), que
impulsione a concretização do Plano de Qualificação ao longo do seu período de vigência, definindo
os mecanismos de regulação e implementação, e consequentes ações de monitorização, avaliação
e melhoria contínua.
Neste sentido, deve ser criada a Subcomissão Nacional da Qualificação SGIFR (ScQ_SGIFR), como
espaço colaborativo permanente de acompanhamento do PNQ_SGIFR, que reúne representantes das
entidades nacionais e nucleares SGIFR e as diferentes entidades com responsabilidades na formação
profissional, incluindo a de nível superior, constituída sob a égide da Comissão Nacional do SGIFR.
A organização e o funcionamento da ScQ_SGIFR deverá ser definido em regulamento próprio, com
base nos princípios seguidamente enunciados.
A. Composição e funcionamento da Subcomissão da Qualificação SGIFR. A ScQ_SGIFR deverá ser
constituída por representes das várias entidades, umas de caráter permanente e outras de caráter pontual.
a) Representação permanente:
● Agência Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF). Entidade coordenadora;
● A Polícia Judiciária;
● Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC);
● Guarda Nacional República (GNR);
● Instituto Nacional de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF);
b) Representação pontual (sempre que se justifique a sua intervenção):
● Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3Es);
● Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP);
● Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP);
● Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP);
● Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT);
● Direção-Geral do Ensino Superior (DGES);
● Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
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c) Para além dos representantes das entidades constituintes, a ScQ, poderá ainda socorrer-se
do apoio de outras entidades, ordens profissionais, ou outras, e ainda da intervenção de especialis-
tas, internos ou externos às entidades que a constituem, através nomeadamente do recurso a bolsa
de peritos, para o desempenho de avaliações externas, ou para outros objetivos que se considere
necessário.
d) Os membros permanentes têm poder de decisão, através de sistema de votos, por maioria
simples, com voto de qualidade da entidade coordenadora em caso de empate, relativamente a:
i) Atribuição de credenciações profissionais às microcredenciais definidas no PNQ;
ii) Introdução de novas microcredenciais no PNQ_SGIFR.
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B. Funções e Competências da Subcomissão Nacional da Qualificação (ScQ) SGIFR:
1 — Credenciação de microcredenciais de qualificação SGIFR, de nível superior (nível ≥6 do QNQ),
por terem caráter transversal às diferentes entidades setoriais e a várias fases da cadeia de processos
do SGIFR, com base nos seguintes procedimentos:
a) Reconhecimento e credenciação pelas entidades SGIFR de unidades de formação profissional
de nível superior (microcredenciais), de acordo com as condições definidas no PNQ e com as alterações
que venham a ser definidas e aprovadas pela ScQ_SGIFR.
b) No âmbito do PNQ_SGIFR são definidos, para as microcredenciais SGIFR de nível superior, os
referenciais de formação e de qualificação que, não tendo caráter obrigatório, servirão de referência
para a sua credenciação;
c) A carga horária indicada para cada microcredencial servirá como referência para o tempo de
duração da unidade, podendo, pontualmente, ser proposta para credenciação pela entidade proponente
duração diferente para a unidade em causa, desde que devidamente justificada e razoável, de acordo
com os objetivos, critérios e conteúdos.
d) Na ausência de indicação de carga horária no referencial assume-se um tempo de trabalho
mínimo do estudante de 28 horas, equivalente a 1 crédito ECTS.
e) As unidades de formação de nível superior para qualificação e certificação SGIFR podem ser
compostas pelos vários formatos de ensino-aprendizagem dependendo da adequação aos objetivos
da unidade formativa e da decisão da instituição, sendo, preferencialmente, de promover sistemas de
b-learning, com tutoria síncrona e assíncrona, mais ajustados a formandos no ativo.
f) Procedimentos para credenciação das microcredenciais SGIFR de nível superior:
i) A entidade formadora solicita à ScQ_SGIFR o reconhecimento da unidade de formação equi-
valente a Credenciação SGIFR, através de plataforma de registo da Direção Geral do Ensino Superior,
Sistema Integrado e Modular do Ensino Superior;
ii) A ScQ_SGIFR analisa a solicitação e emite parecer que é comunicado à entidade proponente
e registado na plataforma.
iii) A creditação da microcredencial pode ser divulgada pela entidade formadora.
iv) A inscrição pelo formando em microcredenciação para a qual exista precedência, implica a apre-
sentação, pelo formando à entidade formadora, de comprovativo de obtenção da microcredenciação
respetiva, ou a verificação da situação na plataforma de registo de diplomas.
v) A entidade formadora, com base na credenciação SGIFR da ação de formação e da conclusão
com aproveitamento pelo formando, emite credenciação e regista os diplomas individuais obtidos na
plataforma da DGES.
vi) No caso de frequência com aprovação de formações reconhecidas SGIFR no âmbito de licencia-
turas, ou outras, a credenciação só será atribuída após obtenção pelo formando do grau de licenciatura.
vii) Na situação referida na alínea anterior, sempre que existam dúvidas, a ScQ_SGIFR procederá
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à análise, decisão e registo da situação.
g) Atribuição de equivalências e reconhecimento de competências. A ScQ_SGIFR organiza, acom-
panha e valida, o processo de atribuição de equivalências e de reconhecimento de competências, das
microcredenciais SGIFR de nível superior, em parceira com as entidades reconhecidas para o efeito,
nos moldes e através dos processos que vierem a ser definidos para a obtenção de certificações por
essas vias.
2 — No âmbito das qualificações SGIFR de nível não superior (formação profissional de nível <6
do QNQ):
a) As certificações de nível profissional não superior SGIFR são atribuídas pela entidade SGIFR da
Áreas de Educação e Formação (AEF) e comunicadas à ScQ_SGIFR;
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b) A ScQ_SGIFR colabora com as entidades setoriais das respetivas AEF, na definição de:
i) Condições e processos para Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC),
para as certificações SGIFR;
ii) Requisitos para certificação de novas qualificações e sua integração no catálogo, ou na bolsa
de certificações SGIFR;
c) Garantir transversalidade SGIFR às credenciações atribuídas por cada uma das suas entidades
no âmbito da AEF de que tem responsabilidade.
3 — Registo de qualificações dos agentes SGIFR:
Colaboração, com entidades SGIFR e entidades de formação intermédia e do ensino superior, para
a atualização permanente do registo das qualificações obtidas pelos agentes SGIFR, e sua transposição
para cartão de qualificação SGIFR, em formato preferencialmente virtual, para potencial apresentação
por qualquer agente que intervenha na cadeia de processos SGIFR.
C. Monitorização e avaliação do PNQ_SGIFR:
a) Manter base de dados atualizada, através do registo de todas as ações de formação SGIFR
reconhecidas, programadas e realizadas, constantes da plataforma SIGO ou noutras;
b) Monitorizar o desenvolvimento do PNQ_SGIFR, com sessões de trabalho de periodicidade a defi-
nir em regulamento de funcionamento. A monitorização pode incluir a realização de visitas pontuais
de avaliação e monitorização de ações de formação reconhecidas, com verificação das componentes
documental, técnica, pedagógica, pedidos de informação, de esclarecimentos, de inquéritos ou de
relatórios de atividade;
c) Monitorização anual dos projetos do PNA para implementação do programa nacional de qua-
lificação dos Agentes SGIFR (4.4.1):
i) 4.4.1.1 Mapear as qualificações e os perfis profissionais de competências do SGIFR e elaborar
referenciais de capacitação, reconhecimento e qualificação adequados.
ii) 4.4.1.2 Rede de entidades formadoras/instituições de ensino e bolsa de formadores/professores
credenciados.
iii) 4.4.1.3 Implementação e revisão dos planos de formação, reconhecimento e qualificação para
as entidades do SGIFR.
iv) 4.4.1.4 Oferta formativa de nível superior.
v) 4.4.1.5 Projeto IGnacia — Promoção da Igualdade de Género no âmbito do SGIFR.
d) Apresentar o plano e relatório de atividades anual;
e) Momentos de monitorização e avaliação:
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i) Compilação, análise e publicação de relatório da monitorização anual, realizada pelas entidades
setoriais, do impacto da formação certificada no desempenho dos agentes, identificação de eventuais
necessidades de correções, a incorporar nos processos de certificação.
ii) 1.º momento de monitorização, após 2 anos de implementação do plano, sistémica, com o obje-
tivo de fazer um balanço das ações realizadas, adequação das metodologias propostas e do sistema
de certificação.
iii) Avaliação intermédia externa, após 5 anos de desenvolvimento do plano, sistémica, dos resul-
tados e impactos alcançados, por amostragem.
iv) Avaliação final externa, após os 10 anos de programação.
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ANEXOS PNQ_SGIFR
GLOSSÁRIO
A
Aptidões
A capacidade de aplicar o conhecimento e utilizar os recursos adquiridos para concluir tarefas
e solucionar problemas. Pode ser cognitiva (utilização de pensamento lógico, intuitivo e criativo)
e prática (implicando destreza manual e o recurso a métodos, materiais, ferramentas e instrumentos).
Atitudes
A capacidade para desenvolver tarefas e resolver problemas de maior ou menor grau de comple-
xidade e com diferentes graus de autonomia e responsabilidade.
B
b-learning (blended-learning)
Sistema de ensino que combina e-learning com horas de contacto presenciais.
C
Catálogo Nacional de Qualificações
Instrumento dinâmico, de gestão estratégica das qualificações de nível não superior, essenciais
para a competitividade e modernização das empresas e do tecido produtivo e para o desenvolvimento
pessoal e social do indivíduo. É organizado de acordo com a Classificação Nacional de Áreas de Edu-
cação e Formação. As componentes de formação de base e de formação tecnológica são estruturadas
em Unidades de Formação de Curta Duração — UFCD. O Catálogo Nacional de Qualificações integra
as qualificações baseadas em competências, identificando para cada uma os respetivos referenciais
de competências, de formação e o nível de qualificação de acordo com o Quadro Nacional de Qualifi-
cações”. Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de dezembro, na sua redação atual.
As ações de formação a desenvolver no âmbito do CNQ são inscritas no Sistema Integrado de
Gestão da Oferta Educativa e Formativa (SIGO).
Certificação
Reconhecimento formal, por parte de uma entidade externa independente, de que uma empresa
cumpre as regras aplicáveis no respetivo setor de atividade.
Competência
A capacidade reconhecida para mobilizar os conhecimentos, as aptidões e as atitudes em contextos
de trabalho, de desenvolvimento profissional, de educação e de desenvolvimento pessoal
Competências transversais
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Conjunto de competências, entendidas como mobilizadoras de conhecimentos, aptidões e ati-
tudes colocados em ação para a resolução de situação-problema, que são transferíveis e aplicáveis
a vários contextos e funções. Habitualmente são consideradas como competências transversais ou
transferíveis as designadas por “soft skills”, onde se inserem as competências pessoais (resiliência,
pensamento crítico, aprender a aprender, entre outras) e as interpessoais, relacionadas com a comu-
nicação, a colaboração e a interação, entre outras.
Competências específicas
Competências específicas de uma determinada função, designadas habitualmente como “hard
skills” e dizem respeito a áreas funcionais específicas, relacionadas com as dimensões técnicas e tec-
nológicas concretas.
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Comprovação de obtenção de uma qualificação
A comprovação de obtenção de uma qualificação prevista no Catálogo Nacional de Qualificações ―
CNQ é feita através de um diploma de qualificação. O diploma de qualificação, deve indicar o nível de
qualificação correspondente, de acordo com o QNQ e, quando aplicável, a atividade profissional para
a qual foi obtida qualificação, de acordo com o CNQ. A conclusão de uma ou mais Unidades de For-
mação de Curta Duração — UFCD dos referenciais de formação do CNQ, que não permita de imediato
a obtenção de qualificação ou a conclusão de um processo de reconhecimento, validação e certificação
de competências, é comprovada por um certificado de qualificações. A conclusão com aproveitamento
de uma ação de formação certificada não inserida no CNQ é comprovada por certificado de formação
profissional. Os diplomas e certificados são emitidos pelas entidades formadoras que integram a rede
do Sistema Nacional de Qualificações — SNQ.
Condições de acesso ao ensino superior
As condições gerais que devem ser satisfeitas para requerer a admissão a um ciclo de estudos.
(Decreto-Lei n.º 74/2006 de 24 de março, alterado pelo Decreto-Lei n.º 107/2008 de 25 de junho e pelo
Decreto-Lei n.º 115/2013 de 7 de agosto).
Conhecimento
O acerto de factos, princípios, teorias e práticas relacionadas com um domínio de estudos ou de
atividade profissional
Coordenador de Formação
Indivíduo que prepara e assegura a execução de uma ou várias ações de formação, efetuando
o planeamento, a programação, a organização, o acompanhamento, o controlo e a avaliação das ati-
vidades que integram cada ação de formação. (IEFP; CIME)
Cursos de dupla certificação
Cursos de educação e formação profissional que permitem obter uma habilitação escolar e uma
certificação profissional numa determinada saída profissional, conferindo um nível de qualificação do
Quadro Nacional de Qualificações” (Decreto-Lei n.º 43/2014, de 18 de março).
D
Dupla certificação
A dupla certificação corresponde ao reconhecimento de competências para exercer uma ou mais
atividades profissionais e de uma habilitação escolar, através de um diploma de qualificação. Desta forma
é possível frequentar cursos de Formação inicial de dupla certificação, ações de “Formação contínua
de dupla certificação”, correspondentes a referenciais de formação ou Unidades de Formação de Curta
Duração — UFCD integrados no Catálogo Nacional de Qualificações — CNQ, desenvolvidas por entidades
formadoras certificadas para o efeito ou por estabelecimentos de ensino reconhecidos., que conferem
simultaneamente uma qualificação escolar e profissional. A dupla certificação é aplicável às ativida-
des profissionais integradas no CNQ quer, nos percursos de formação quer, nos processos de RVCC.
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
E
e-learning
Sistema de ensino/aprendizagem que recorre a tecnologias multimédia e/ou da Internet para
possibilitar uma aprendizagem centrada no estudante e baseada no acesso a recursos e serviços
disponíveis 24 horas por dia, todos os dias, possibilitando colaborações e discussões à distância.
Entidade formadora certificada
Entidade com personalidade jurídica, dotada de recursos e capacidade técnica e organizativa
para desenvolver processos associados à formação, objeto de avaliação e reconhecimento oficiais
de acordo com o referencial de qualidade da certificação, no âmbito do sistema de certificação de
entidades formadoras.
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Entidades do Sistema Nacional de Qualificações
A estrutura do Sistema Nacional de Qualificações — SNQ assenta essencialmente nas seguintes
entidades:
● A Agência Nacional para a Qualificação e Ensino Profissional, I. P. — responsável pela manutenção
do Catálogo Nacional de Qualificações, isto é, pela elaboração de perfis profissionais e de referenciais
de formação, pela sua atualização e pela definição de critérios de reconhecimento pela experiência,
numa lógica de dupla certificação. É igualmente responsável pela gestão da rede de Centros para
a Qualificação e o Ensino Profissional — CQEP, pelo ordenamento e racionalização da oferta forma-
tiva, acompanhamento do sistema e pela informação e orientação para a qualificação e o emprego.
● Os Conselhos Setoriais para a Qualificação identificam em permanência as necessidades de
atualização do Catálogo, propondo novas qualificações ou a reestruturação de referenciais e colaboram
com a ANQEP, I. P. nos trabalhos conducentes a essa atualização.
● Os Conselhos Setoriais para a Qualificação são constituídos por especialistas indicados pelo
ministério que tutela o respetivo setor de atividade, por associações sindicais e associações de empre-
gadores representativas dos correspondentes setores de atividade, empresas de referência, entidades
formadoras com maior especialização setorial ou regional e peritos independentes.
● Atualmente estão constituídos 16 conselhos setoriais, entre os quais o referente ao setor
agroalimentar.
● Os Centros para a Qualificação e o Ensino Profissional — CQEP, asseguram aos jovens e adultos
o encaminhamento para modalidades de formação, o reconhecimento e validação de competências
para efeitos de posicionamento em percurso de educação e formação, bem como o reconhecimento,
validação e certificação das competências adquiridas ao longo da vida.
● As entidades formadoras certificadas, integram a rede do SNQ.
ECVET Sistema de Créditos do Ensino Profissional não superior
O ECVET é um quadro técnico comum que visa a transferência, o reconhecimento e a acumulação
de resultados de aprendizagem, num contexto de mobilidade, para efeitos de obtenção de uma qualifi-
cação. É aplicável a todos os resultados alcançados por um indivíduo através dos diferentes percursos
de ensino e de aprendizagem, sendo depois transferidos, reconhecidos e acumulados com vista a obter
uma qualificação. O ECVET permite validar e reconhecer os resultados de aprendizagens efetuadas em
diferentes contextos, seja através de um percurso de aprendizagem formal, informal ou não formal,
realizado em Portugal ou noutros países. (Portaria n.º 47/2017, de 4 de fevereiro)
ECTS — Sistema de Créditos do Ensino Superior
É um instrumento do “Espaço Europeu do Ensino Superior” para tornar os estudos e os cursos
mais transparentes. O sistema permite que os créditos adquiridos numa instituição de ensino superior
sejam contabilizados para a obtenção de uma qualificação noutro estabelecimento. O ECTS ajuda os
estudantes a deslocar-se entre países e a obter o reconhecimento das suas qualificações académicas
e dos períodos de estudo no estrangeiro.
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F
Formação à distância
Método de ensino-aprendizagem a distância com tutoria, que recorre à utilização de materiais
didáticos diversos, em suportes escrito, áudio, vídeo, informático ou multimédia, com vista não só
à aquisição de conhecimentos como também à avaliação do progresso do formando. Pode compreen-
der uma componente presencial, materializada em espaços específicos e com objetivos determinados.
A componente não presencial pode revestir as seguintes formas:
● Tutoria a distância síncrona — componente da formação em que os tempos de intervenção de
formando e formador, ainda que mediados por um determinado processo ou tecnologia, são de ocor-
rência simultânea;
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● Tutoria a distância assíncrona — componente da formação em que os tempos de intervenção
de formando e formador, mediados por um determinado processo ou tecnologia, são de ocorrência
desfasada temporalmente.
Formação profissional específica sectorial
Formação profissional específica sectorial destina-se aos ativos que desenvolvem ou pretendem
desenvolver atividades nas áreas da agricultura, das florestas, do agroalimentar e do desenvolvimento
rural, com vista à valorização e à certificação das competências adquiridas, nos termos previstos no
Sistema Nacional de Qualificações (SNQ) e no Código do Trabalho, de modo a incrementar os percur-
sos de formação qualificante. A formação profissional específica sectorial pode, ainda, constituir uma
formação certificada não inserida no Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ), que tem como objetivo
a aquisição de conhecimentos, de competências e de atitudes, necessárias para o cumprimento da
regulamentação da atividade económica ou de acesso a apoios públicos, aplicação de novas técnicas
e tecnologias. (Portaria n.º 354/2013 de 9 de dezembro).
G
Garantia da qualidade da formação
Conjunto de procedimentos desenvolvidos a montante, ao longo e a jusante, da implementação de
determinado projeto formativo, por forma a garantir que os respetivos resultados sejam efetivamente
os desejados
M
Microcredencial
Uma microcredencial é uma qualificação de nível superior (nível ≥6 do QNQ) que atesta os resulta-
dos de aprendizagem obtidos através de um curso ou módulo curto e avaliado de forma transparente.
As microcredenciais podem ser obtidas através de cursos ministrados em regime presencial, em linha
ou num formato misto. A natureza flexível destas qualificações permite abrir oportunidades de apren-
dizagem para os cidadãos, incluindo os que trabalham a tempo inteiro. Esta característica torna as
microcredenciais uma forma de aprendizagem bastante flexível e inclusiva, possibilitando a aquisição
orientada de aptidões e competências.
Q
Quadro Nacional de Qualificações
O Quadro Nacional de Qualificações (QNQ), define a estrutura de níveis de qualificação, incluindo
os requisitos de acesso e a habilitação escolar a que corresponde, tendo em conta o quadro europeu
de qualificações, com vista a permitir a comparação dos diferentes sistemas dos estados-membros.
A Portaria n.º 782/2009, de 23 de julho, regula o QNQ e define os descritores para a caracterização dos
níveis de qualificação.
Qualificação
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
“O resultado formal de um processo de avaliação e validação comprovado por um órgão compe-
tente, reconhecendo que um indivíduo adquiriu competências, em conformidade com os referenciais
estabelecidos” — Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de dezembro.
R
Reconhecimento, validação e certificação de competências
O processo que permite ao indivíduo com pelo menos 18 anos de idade o reconhecimento, a vali-
dação e a certificação de competências adquiridas e desenvolvidas ao longo da vida.
Referencial de competências
O conjunto de competências exigidas para a obtenção de uma qualificação.
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Referencial de formação
O conjunto da informação que define os conteúdos e outros elementos relevantes para
o desenvolvimento da formação, devendo adequar-se ao referencial de competências definido
para a respetiva qualificação. Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de dezembro, na sua redação atual.
Regulamento de Formação
Instrumento normativo que estabelece as normas, as regras e os procedimentos a respeito da
formação. (CIME; IEFP)
Resultados de aprendizagem
O enunciado do que um aprendente conhece, compreende e é capaz de fazer aquando da con-
clusão de um processo de aprendizagem, descrito em termos de conhecimentos, aptidões e atitudes.
(Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de dezembro, na sua redação atual).
S
Sistema Nacional de Qualificações.
São elementos essenciais do Sistema Nacional de Qualificações: O QUADRO NACIONAL DE
QUALIFICAÇÕES (QNQ); O CATÁLOGO NACIONAL DE QUALIFICAÇÕES (CNQ); OS REFERENCIAIS DE
FORMAÇÃO (RF); AS UNIDADES DE FORMAÇÃO DE CURTA DURAÇÃO (UFCD); A COMPROVAÇÃO DAS
QUALIFICAÇÕES; A CADERNETA INDIVIDUAL DE COMPETÊNCIAS (CIC); O RECONHECIMENTO, VALIDA-
ÇÃO E CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS (RVCC); A DUPLA CERTIFICAÇÃO; ENTIDADES DO SISTEMA
NACIONAL DE QUALIFICAÇÕES.
U
Unidade de competência
É a unidade mínima certificável, que corresponde a uma ação competente acabada e autónoma e que
resulta da mobilização de um conjunto coerente de conhecimentos, aptidões e atitudes. (Decreto-Lei
n.º 396/2007, de 31 de dezembro, na sua redação atual)
Unidade curricular
A unidade de ensino com objetivos de formação próprios que é objeto de inscrição administrativa
e de avaliação traduzida numa classificação final. (Decreto-Lei n.º 42/2005, de 22 de fevereiro, alterado
pelo Decreto-Lei n.º 107/2008, de 25 de junho)
Unidade curricular modular
Unidade curricular estruturada em módulos, que se caracterizam, do ponto de vista de organização
e funcionamento, por um número significativo das funcionalidades próprias de uma unidade curricular.
Unidade de formação de curta duração
As Unidades de Formação de Curta Duração — UFCD, são unidades de aprendizagem, passíveis
de certificação autónoma e de integração em um ou mais percursos formativos referidos no Catálogo
Nacional de Qualificações — CNQ, permitindo a aquisição de competências certificadas. A forma-
ção tecnológica encontra-se estruturada em UFCD com a duração de 25 ou de 50 horas. Uma UFCD
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
define-se pela sua denominação, duração, objetivos e conteúdos. Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de
dezembro, na sua redação atual.
Unidade de qualificação
A unidade de formação de curta duração e a unidade de competência que integram uma qualifi-
cação. (Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de dezembro, na sua redação atual).
Proposta de procedimentos para certificação de formação específica setorial SGIFR
A Solicitação de certificação da equipa pedagógica é efetuada através da plataforma SIGO, dirigida
à entidade setorial do SGIFR responsável pela AEF, com as seguintes informações:
● Identificação dos Coordenadores [por área de formação, certificação, curso e respetiva(s)
unidades de formação]: curriculum vitae e comprovativos de cumprimento das condições definidas
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pelo IEFP e dos requisitos complementares definidos pela entidade setorial para a ação ou ações em
que o requerente pretenda certificação.
● Identificação dos formadores [por área de formação, certificação, curso e respetiva(s) unidades
de formação]: curriculum vitae, Certificado de Competências Pedagógicas emitido pelo Centro Nacional
de Qualificação de Formadores, comprovativos de experiência profissional, de acordo com os requisitos
complementares definidos pela entidade setorial para a ação ou ações em que o requerente pretenda
certificação como formador; Na formação à distância, os formadores podem ter que acrescentar
documento comprovativo de competências para o desenvolvimento desta modalidade de formação.
Realização das ações de formação
● Procedimentos para a organização e realização das ações de formação de certificação SGIFR
o As ações de formação são realizadas pelas entidades formadoras, de acordo com os referenciais
de competências e de formação, a respetiva ficha de certificação com orientações específicas e as
normas do presente Regulamento.
o Os recursos técnicos, didáticos, pedagógicos e infraestruturas a disponibilizar em cada ação
de formação devem respeitar o disposto nos referenciais, na ficha de certificação e no Regulamento.
● São aplicáveis as regras do sistema geral na realização das ações de formação da bolsa de
Certificações SGIFR, nomeadamente: O número máximo de formandos que podem frequentar uma
ação de formação;
● Formação de organização da formação: Presencial/e-learning); Horário: Horário Laboral/Pós-
-laboral, estruturado o horário com períodos de pausa e limite máximo de horas diários; no caso de
pós-laboral definidos os períodos de tempo no caso de pós-laboral
● Assiduidade mínima — 90 %
● Organização do dossier técnico-pedagógico por parte da entidade formadora contendo os
elementos definidos pela DGERT.
o Estas regras gerais podem ser complementadas com outras definidas pelas entidades SGIFR
para a bolsa de certificações SGIFR, a definir em regulamento próprio da formação.
o A solicitação de certificação de entidades e de ações de formação é realizada através da pla-
taforma dedicada SIGO.
● Registo na plataforma existente para o efeito (SIGO), nomeadamente de:
● Dar conhecimento do início da ação.
o Elementos relativos aos formandos: a) Identificação e condições de admissibilidade à forma-
ção; b) declaração da entidade formadora, nos termos do Regulamento Geral de Proteção de Dados
(UE) 2016/679, em como está autorizada pelos formandos a disponibilizar à entidade certificadora os
respetivos dados pessoais, para efeito de tratamento da informação do processo de homologação da
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
ação de formação, de acompanhamento e reconhecimento da formação realizada, de reconhecimento
dos certificados dos formandos, e do seu tratamento informático e apuramento estatístico
o Em caso de alterações aos elementos inicialmente fornecidos, relativos a:
● Formandos;
● Formadores e coordenadores;
● Forma de organização da formação;
● Calendarização e plano semanal;
● Planos de sessão;
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● Listagem de recursos a utilizar;
● Locais de formação
Avaliação da aprendizagem e da formação
● Respeitante a critérios de avaliação; tipo de provas, e requisitos da avaliação nomeadamente
quando envolve a constituição de júri; Escala da avaliação e classificação final a que, para além das regras
gerais estabelecidas nas modalidades do SNQ, podendo ser acrescidas de requisitos complementares.
Acompanhamento da Formação.
● As entidades formadoras certificadas podem ser objeto de acompanhamento e avaliação por
parte da entidade setorial da AEF correspondente ou ScQ_SGIFR, compreendendo as componentes
documental, técnica, pedagógica e através, da realização de visitas, de pedidos de informação, de
esclarecimentos, de inquéritos ou de relatórios de atividade.
● O acompanhamento e avaliação das entidades formadoras certificadas é efetuado pela respetiva
entidade certificadora.
● O acompanhamento e avaliação das ações de formação homologadas é efetuado pela entidade
certificadora que as homologou a fim de verificar o cumprimento das condições de homologação e de
execução das ações.
● Poderá ser motivo de revogação da homologação se não tiver sido comunicado previamente:
alteração do Local; Data ou Horário da ação formação
● Em caso de observação de irregularidades ou incumprimentos, é concedido à entidade formadora
um prazo para a regularização das situações identificadas.
● As entidades certificadoras da AEF estabelecem, anualmente, o seu plano de acompanhamento
relativamente à manutenção das condições das entidades certificadas e às condições de realização das
ações de formação homologadas, consoante o caso, e apresentam anualmente o respetivo “Relatório
de Acompanhamento e Avaliação de Entidades Certificadas e ou de Ações de Formação Homologadas”.
● Do acompanhamento é elaborado Relatório, cujas conclusões e recomendações, propostas de
melhoria são transmitidas à Entidade Formadora.
Homologação de novos cursos de formação fora do CNQ ou da bolsa SGIFR
● A Homologação de cursos de formação é devida sempre que a entidade formadora pretenda
propor um novo programa formativo, para além das constantes na Bolsa de Certificações SGIFR;
● Nesta situação, as entidades formadoras apresentam o pedido de homologação do novo curso
de formação à entidade SGIFR reguladora da AEF;
● Após a aprovação do pedido, o curso de formação será integrado na bolsa de Certificações SGIFR.
Documentação a entregar para a homologação de novos cursos de formação:
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● Designação da certificação/microcertificação, designação do curso, carga horária total e por
componente de formação, forma de organização da formação (presencial, distância ou mista), identifi-
cação do local ou locais de formação relativamente às sessões presenciais e/ou situações simuladas;
● Justificação da necessidade do curso de formação, descrevendo as necessidades a que pre-
tende dar resposta;
● Identificação da equipa pedagógica, nomeadamente, coordenador e formadores, com indicação
das unidades de formação a ministrar, acrescidos dos respetivos documentos comprovativos.
● Caracterização dos destinatários e definição dos pré-requisitos para a frequência da formação;
● Distribuição temporal das sessões de formação;
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● Plano das sessões de formação, considerando também as práticas simuladas de campo e guião
da(s) visita(s) de estudo quando aplicáveis;
● Sistema de avaliação da aprendizagem, com indicação dos momentos (diagnóstica, formativa,
sumativa), técnicas e instrumentos aplicáveis (por exemplo, exercícios de prática simulada, provas de
grupo em contexto real, etc.), critérios e parâmetros de avaliação aplicáveis;
● Indicação do júri, caso aplicável;
No caso de uma ação de formação à distância, os documentos referidos evidenciar as questões
específicas desta modalidade de formação e identificar: i) A plataforma tecnológica a utilizar; ii) As
sessões presenciais e à distância, com indicação das sessões síncronas e assíncronas; iii) O sistema
de tutoria e de controlo de avaliação dos formandos.
Competências críticas transversais2F(3)
A. Nível Estratégico
Nos perfis relativos aos comandos operacionais (e.g., CONAC, CODIS, COS) a informação recolhida
através de entrevista no que respeita às competências associadas à tomada de decisão revelou-se
coerente com os resultados da investigação científica centrada no domínio específico da aplicação
do Incident Command System (ICS) em incêndios florestais. Assim, destacam-se três processos
determinantes da eficácia neste domínio. Em primeiro lugar, a gestão de informações em sobrecarga
cognitiva, que se refere à exigência de organizar, selecionar e processar eficazmente o fluxo contínuo
de informações que chegam ao posto de comando. De igual importância é a capacidade de estabelecer
correspondência entre as decisões específicas e os objetivos estratégicos. Finalmente, a capacidade
de aceder à metacognição da equipa (i.e., pensar sobre a forma como os elementos da equipa estão
a processar a informação disponível) para detetar e combater as alterações acessórias do fluxo de
informação que causam interrupções de tarefas.
Um outro aspeto tido como crucial, e vastamente referido pelos entrevistados, diz respeito à natureza
das intervenções com vista à coordenação interagências, i.e., as formas de atuação que maximizam
a eficácia da conjugação das atividades das diferentes entidades envolvidas no combate, particular-
mente em ATA. Ainda que os participantes tenham remetido as falhas assinaladas em eventos pas-
sados quase exclusivamente para o domínio dos processos e da regulamentação, existem indicações
de que a melhoria dessa coordenação poderá também advir de um incremento de competências nas
intervenções de comando junto dos elementos de coordenação/apoio e controlo. Assim, quando no
Teatro de Operações (TO) existem diferentes entidades envolvidas, e ainda que o quadro normativo
que rege a articulação da ação das respetivas forças no terreno seja aparentemente claro, a investiga-
ção recomenda que as orientações do Incident Command System, as quais enfatizam orientações de
comando e controlo vertical, sejam enriquecidas com um enfoque adicional na colaboração. Especifi-
camente, nas entidades envolvidas no enfrentamento de uma emergência, a existência e a qualidade
da comunicação bilateral pode ser pedra de toque no exercício eficaz da liderança, sendo essencial
para o estabelecimento de objetivos compartilhados entre os responsáveis operacionais e igualmente
para a clareza das orientações táticas transmitidas às respetivas equipas.
a) Estratégias de capacitação e desenvolvimento de competências
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
As estratégias de capacitação ao nível estratégico deverão, no nosso entender, assentar numa
conceção de desenvolvimento de competências, cujas linhas de força específicas emergem da análise
dos perfis elaborados. Sem a presunção de esgotar as possibilidades programáticas neste domínio,
apresentam-se a seguir alguns aspetos fundamentais das orientações que tal análise parece recomendar.
1 — Ampliação e sustentação empírica das “boas práticas” já em uso no que respeita aos proces-
sos de tomada de decisão, nomeadamente em contexto de grupo.
A investigação mais recente no domínio da tomada de decisão em situações de emergência mos-
tra com clareza que, ao invés de passar diretamente da informação à ação, o decisor ganha eficácia
quando se orienta por objetivos. Nesse caso, tende a selecionar a informação relevante de forma mais
heurística (i.e., focando-se unicamente naquela que serve o alcance do objetivo), a desenvolver planos
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explícitos e a mostrar uma elevada capacidade de antecipação situacional. Assim, o desenvolvimento
de competências neste domínio deverá passar por:
● Sessões de prática acompanhada — uso de sistemas de apoio à decisão com estabelecimento
de objetivos;
● Treino na resolução de problemas complexos sob pressão (e.g., exercícios in-basket);
● Treino de decisão em sala de situação.
2 — Treino de pensamento crítico
Podendo ser definido como “pensamento com objetivos” ou, simplesmente, como “pensamento
ativo”, o pensamento crítico constitui a ponte entre a informação e a tomada de decisão e implica a)
enquadramento do problema, envolvendo análise de causa guiadas por objetivos; b) cruzamento e inter-
pretação de informação de fontes diversificadas; c) avaliação de argumentos, com teste de suporte de
conclusões; d) inferência/dedução.
De entre vários formatos possíveis de intervenção, afigura-se adequada a realização de workshops
para:
a) Treino de definição de problemas e escrutínio de argumentos;
b) Análise de casos (raciocínio indutivo e dedutivo para otimização da informação disponível).
3 — Reforçar e desenvolver competências de liderança
A importância dos processos organizativos para o desempenho de comando estratégico, por um
lado, e uma leitura algo restrita dos princípios advogados pelo Incident Command System, observável
em algumas entrevistas, sugerem a necessidade de desenvolver competências que possam incrementar
nos responsáveis flexibilidade decisória na reação às mudanças na natureza e nos elementos contex-
tuais dos incidentes. Para isso importa fomentar o desenvolvimento de competências transversais,
que permitam obter resultados mais rápidos e eficazes através de orientações de missão em equipa
para atingir objetivos específicos, antes imprevistos.
Uma linha recomendável de intervenção passará por:
● Resolução simulada de casos de intervenção e comando em Sala de Situação;
● Treino orientado para planeamento explícito e comunicação de comando em que estejam em
jogo capacidades de orientação para objetivos em equipa e comunicação eficaz.
Todas as atividades de desenvolvimento de competências aqui sugeridas assentam nos seguintes
pressupostos:
● As intervenções deverão seguir estratégias de Aprendizagem por problemas (APP), envolvendo
casos/problemas com elevado nível de realismo, a que se deverá juntar um grau elevado de desafio
para os participantes;
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
● Será dada prioridade a atividades diversificadas, abdicando, tanto quanto possível, de formatos
tradicionais de formação em favor de opções que envolvam contextos reais ou simulados de resolução
de problemas (e.g., treino em sala de situação com briefing/debriefing).
As intervenções deverão ser antecedidas de auscultação dos participantes para permitir o mapea-
mento de competências, o que ajudará definir o ponto de partida para o percurso de aprendizagem
e desenvolvimento.
B. Nível tático
Atendendo à influência do ICS no desenho do atual SGO, importa referir algumas limitações deste
sistema organizativo, as quais podem afetar especialmente as funções intermédias, i.e., as de nível tático.
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Tendo sido desenhado com base em definições claras de comando para melhorar a eficácia de
resposta e superar a complexidade inerente à mobilização de várias agências no teatro de operações,
o ICS é descrito como sendo flexível e facilitando a eficácia operacional. Todavia, alguma investigação
sobre desastres, incluindo incêndios florestais, vem apontando para conclusões divergentes, que salien-
tam a inflexibilidade, lentidão e complexidade, tornando-se um sistema organizativo pouco adaptável
em ambientes de incerteza e de mudança rápida.
Tratando-se de contextos pautados por elevada incerteza, mas também pela possibilidade de
usar informação do terreno para antecipar e reagir às mudanças, os incêndios florestais requerem as
condições de eficácia propostas para sistemas inspirados no ICS, a saber:
● Uso adequado e sensato das estruturas e posições organizacionais do ICS no decorrer do
incêndio;
● Uso apropriado da improvisação;
● Compreensão do incidente e operações gerais durante o curso do incidente.
Assim, nos incêndios florestais e rurais, ao nível de elementos de coordenação e apoio, a eficácia
das táticas, enquanto concretização da estratégia, parece depender tanto da clareza e inteligibilidade
das diretrizes do comando operacional como da flexibilidade na adaptação a mudanças do micro-con-
texto, nomeadamente a capacidade de gerir a informação imediata e dela extrair inferências práticas
que permitam estabelecer objetivos de ação específicos e adaptados às condições reais no terreno.
A análise dos perfis de nível tático parece conformar-se com estas indicações, apontando, em
primeiro lugar, para a gestão da informação enquanto área crítica na capacitação destes profissionais.
A necessidade de tomar decisões rápidas para iterar objetivos e formas de intervenção exige prioriza-
ção do processamento de informação (por vezes torrencial, noutras parcial e escassa), distinguindo
o acessório do essencial e extraindo, em tempo útil, orientações claras de ação. Estas, por sua vez,
deverão assentar em capacidades de planeamento orientado para objetivos, que maximize o potencial
de recursos disponíveis, humanos e logísticos.
A capacidade de reação rápida assente na gestão eficaz da informação disponível exige, por sua
vez, um nível elevado de auto-organização que favoreça o controlo de fluxos de trabalho dos subordina-
dos e colaboradores. Igualmente crítica é a capacidade de gerir o temo numa lógica de policronicidade
(“multitarefa”), em que diferentes planos da situação apelam simultaneamente a ação e deliberação.
As equipas de combate a incêndios com melhores desempenhos partilham e treinam o sistema
de comunicação formal incrementar clareza e a expressividade na comunicação com os elementos
operacionais constitui-se como um ponto crítico. Igualmente salientada a importância de melhorar
capacidades de data reporting, registando e comunicando de forma eficaz acontecimentos, sequências
factuais e indicadores das operações.
a) Estratégias de capacitação e desenvolvimento de competências
A análise dos perfis relativos ao nível tático sustenta três áreas de desenvolvimento de compe-
tências, que a seguir se detalham.
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Apoio à tomada de decisão
O incremento de exigências, ao nível de papéis e funções de coordenação e apoio, no domínio da
tomada de decisão aconselha o estabelecimento de dispositivos de aprendizagem que possam garantir:
● A atualização permanente dos conhecimentos tecnológicos e funcionais associados às ferra-
mentas de processamento, análise e gestão da informação, particularmente se utilizáveis no terreno.
● Um aprofundamento do conhecimento dos processos de tomada de decisão operacional.
Em ambos os casos, a realização de workshops complementados/antecedidos de apoio online
poderá constituir um formato possível. Todavia, a questão crucial refere-se ao acompanhamento
e à monitorização da transferência das aprendizagens para o terreno. O formato de follow-up a adotar
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deverá permitir um apoio personalizado e servir de estímulo a [validação de] processos de aprendiza-
gem informal (e.g., busca autónoma de informação, teste de hipóteses com pares, etc.), que cimentem
e ampliem o alcance das competências discutidas e treinadas em contexto de formação.
Reforço das competências específicas de coordenação operacional.
As competências de coordenação, inerentes à intervenção tática, incluem a capacidade de orga-
nizar o próprio trabalho e vinculá-lo ao fluxo de trabalho dos elementos operacionais, atendendo
a várias atividades simultaneamente, priorizando e alternando as prioridades conforme necessário.
Isto significa que o exercício da liderança neste contexto não pode ser desligado da exigência de pla-
neamento e reforço da gestão das relações de interdependência na ação. Assim, recomenda-se um
formato de desenvolvimento de competências apoiado em aprendizagem experiencial estruturada com
as seguintes caraterísticas: Treino de ações coordenadas (situações simuladas de supressão ou de
prevenção, por exemplo) integrando equipas completas. A intervenção deverá ser estruturada em três
etapas 1) briefing — enquadramento; 2) exercício de ação orientada por objetivos (e.g. decisão e reação
a desafio de reorganização tática); e 3) debriefing. Esta última etapa revela-se essencial. Trata-se de
captar as aprendizagens individuais (“o que aprendi”) e concatená-las com a aprendizagem de grupo
(“o que aprendemos”) para estabelecer as bases de uma nova prática (“o que podemos fazer no futuro,
em conjunto, com o que aprendemos agora”).
C. Nível operacional
A adoção de qualificações comuns pelos elementos das diferentes entidades envolvidas na pre-
venção e combate a incêndios rurais (i.e., ANEPC, Bombeiros, GNR), e que se inserem em idênticas áreas
de atuação funcional, é um requisito congruente com os princípios de uniformização, padronização
e integração do Incident Command System, que inspira o SGO.
Esta orientação é claramente expressa em considerações que subjazem à sustentação da missão
do SIGFR: “A prática que se pretende instituir exige profissionalização e capacitação do sistema, com
a inclusão de conhecimento especializado e multidisciplinar em todos os seus momentos de desen-
volvimento, com o investimento em investigação e com a progressiva qualificação técnica de todas
as forças intervenientes.”. Igualmente, o Relatório da CTI sublinha a importância de “garantir que nos
centros de decisão a todos os níveis — desde o nacional ao local — existem especialistas reconhecidos
das diferentes disciplinas com importância no comportamento e supressão do fogo e na organização
logística”. A recolha de dados através de entrevista corroborou a ideia de que também ao nível operacional
o incremento de competências alinhadas com as dos técnicos e peritos. De facto, existe a opinião de
que, independentemente da especialização (vista como altamente desejável), os operacionais deverão
possuir níveis de conhecimentos sobre o comportamento do fogo substancialmente mais elevados do
que o que atualmente se observa.
A importância da integração individual no trabalho de equipa mereceu igualmente destaque. A fle-
xibilidade necessária para responder a inflexões de tática durante o incêndio e, em geral, para responder
coletivamente a mudanças inesperadas exige das operacionais capacidades de autorregulação da ação
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individual de modo a favorecer a interação em equipa. De modo mais geral, a orientação individual para
a cooperação intra e interequipa foi destacada como uma área de competências a reforçar.
Finalmente, foi dado destaque melhoria da qualidade da comunicação (face a face e via rádio),
enquanto objetivo de desenvolvimento relevante em particular na prática do feedback e na compreen-
são de instruções.
a) Estratégias de capacitação
Como decorre das considerações da secção anterior, um dos eixos prioritários de desenvolvi-
mento de competências dos elementos operacionais assenta na assunção de que a aquisição das
qualificações-chave deverá ser um requisito individual obrigatório para integrar grupos de prevenção,
supressão e pós-supressão em todas as entidades envolvidas.
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As unidades de formação de curta duração (UFCD), criadas ou a criar a partir de cada perfil de
competências específicas, deverão seguir as orientações metodológicas consistentes com um enfoque
de pedagogia ativa:
● Sempre que possível, o treino prático (exercícios, simulações) deve ser utilizado, para além de
procurar atender aos diferentes estilos individuais de aprendizagem.
● O tempo de formação em sala de aula deve ser reduzido ao mínimo, sendo a informação básica
disponível online antes e depois das sessões presenciais.
● Existindo suporte adequado, o uso de simuladores de realidade virtual como parte integrante da
formação deverá ser considerado de modo prioritário. Esta é uma opção plenamente justificável aten-
dendo às vantagens de parcimónia e que apresenta, em especial no que toca a tópicos de comportamento
de fogo, dada a flexibilidade de arranjos algorítmicos para simulações realistas de diferentes cenários.
● Implementar programas de follow-up das aprendizagens, através de meios como sejam: men-
toring, sessões curtas para resolução de dificuldades de aplicação no terreno, atendimento pedagógico
online e/ou outros.
● A capacitação para integração individual no trabalho de equipa, exige que as atividades de
aprendizagem sejam desenhadas de modo a promover a interdependência (na ação e na informação)
entre os participantes. Essas atividades poderão assumir os formatos seguintes:
● Treino de ações coordenadas e orientadas para objetivos, como por exemplo, situações simu-
ladas de supressão e/ou prevenção, integrando equipas completas.
● Peer coaching: exercícios com auto-observação e feedback de colegas para ancorar a com-
preensão da importância da orientação cooperativa na ação.
(1) Instrumento tecnológico de registo das qualificações e competências adquiridas ou desenvolvidas ao longo da vida do
adulto e de orientação para percursos de aprendizagem
(2) https://www.dgadr.gov.pt/formacao/formacao-especifica-setorial
(3) Capacitação para o Sistema de Gestão Integrada de Fogos — perfis de competências. DINÂMIA’CET-IUL. novembro
de 2018.
MATRIZES DE CORRESPONDÊNCIA ENTRE AS FUNÇÕES/ATIVIDADES CHAVE/E UNIDADES DE
FORMAÇÃO DE NÍVEL NÃO SUPERIOR E SUPERIOR, REQUERIDAS, PARA O SEU EXERCÍCIO NO SGIFR.
(de forma a tornar mais fácil a consulta das tabelas repete-se, na introdução deste anexo, a listagem
das siglas e acrónimos utilizados nas mesmas e as listagens das unidades de formação profissional
SGIFR do nível intermédio e do nível superior).
Tabela 13 — Acrónimos de codificação: Fases da Cadeia de Processo, Processos,
Funções e Atividades Chave
Acrónimos Significado
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AD Apoio à Decisão
AdCL Adjunto Célula Logística
AdCO Adjunto Célula de Operações
AdCP Adjunto Célula Planeamento
AdOL Adjuntos Oficial Ligação, de outras entidades
adRP Adjunto de Relações Públicas
AdS Adjunto de Segurança
Ant Antecipação
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Acrónimos Significado
ap Avaliação prejuízos
apa Alteração da paisagem
aps Apoio psicológico e social
as Programa aldeias seguras
ATA Ataque Ampliado
ATI Ataque Inicial
ccm Coordenação municipal
C Condutor
Cd Coordenação
cf Comandante de frente
Ch Chefiar equipas, brigadas ou pelotões
ChB Chefiar Brigadas
ChE Chefiar Equipas
ChP Chefiar Pelotões ou Companhias
ci Coordenação de intervenções
cm Chefiar manobras
COS Comandante de Operações de Socorro
cq Contenção química
cro Comunicação de perigo e de risco aos operacionais
crp Comunicação de perigo e de risco às populações
cs Comandante de setor
CTO Comando Tático Operacional
ea Estabilização ambiental
eh Equipa helitransportada
em Emergência médica
Esp Especialistas
Est Nível Estratégico
fc Fogo controlado
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fg Fogos de gestão
fm Ferramentas manuais
fmm Ferramentas motomanuais
fp Fiscalização da prevenção
ft Fitofármacos
gc Gestão de combustíveis
gci Gestão de combustíveis e de ignições
gcp Gestão de combustíveis e apoio pastorícia
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Acrónimos Significado
gec Gestão estratégica de combustíveis
gec Gestão estratégica de combustíveis
GFR Gestão do Fogo Rural
gi Fogos de gestão (gestão de ignições)
igfr Infraestruturação para gestão de fogo rural
ipcir Infraestruturação para proteção contra incêndios
ma Monitorização e Avaliação
mae Meios aéreos
maq Máquinas (máquinas de rasto e tratores)
maqr Máquinas de rasto
mea Manobras de supressão com água
mec Manobras de extinção por carência
mm Moto-manual
mr Meios e recursos
ms Manobras de supressão
mtr Meios terrestres
OL Oficial Logística
Olx Oficial Ligação
OO Oficial Operações
OP Oficial Planeamento
Op Nível Operacional
op Operacional/manobra
OPAR Adjunto Operações Aéreas
PCIR Proteção Contra Incêndios Rurais
PCO Posto Comando Operacional
PE Pós-Evento
PE1 Investigação de Causas
PE2 Recuperação
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PE3 Melhoria Contínua
PL Planeamento
PL1 Diretrizes Estratégias Planeamento Integrado
PL2 Normas Técnicas e Diretrizes Operacionais
PNA Programa Nacional de Ação
po Planeamento e organização
POSIT Ponto de Situação
ppc Proteção património construído
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Acrónimos Significado
PR Preparação
PR1 Educação e Capacitação das Comunidades
PR2.1 Comunicação do Risco às Populações (avisos).
PR2.2 Comunicação de Risco ao Dispositivo Operacional (alertas).
PS Pré-Supressão
PS1 Análise de Risco
PS2 Vigilância
PS3 Pré-Posicionamento
PV Prevenção
PV1 Gestão de Território Rural
PV2 Proteção do Território Edificado
PV3 Verificação das Condições de Segurança
PV4 Fiscalização
qq Queimas e queimadas
rdi Redes de defesa para infraestruturação território
re Rescaldo
rgi Redução e gestão de ignições
ri Redução de ignições
rpv Rede postos de vigia e teledeteção
rs Rede secundária
SC Supressão e Socorro
SC1 Ataque Inicial
SC2 Ataque Ampliado
SC3 Rescaldo e Extinção
SC4 Restabelecimento de segurança
SC5 Execução de planos de emergência de proteção civil
si Sistemas informação
SIOPS Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro
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SGIFR Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais
SGO Sistema de Gestão de Operações
Sup Formação de nível ≥ 6 do QNQ
Ta Nível tático
tr Tratores
vdd Vigilância, deteção e dissuasão
vp Vigilância e deteção passiva (sem meios de supressão)
va Vigilância e deteção ativa com meios de supressão
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Tabela 14 — Listagem de Unidades de Formação SGIFR de nível profissional intermédio
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Tabela 15 — Listagem de Unidades de Formação, ou Microcredenciais SGIFR de nível superior
PLANEAMENTO (PL) — MATRIZ DE FUNÇÕES/ATIVIDADES CHAVE E QUALIFICAÇÕES
Nível intermédio (formação profissional)
Ao nível da Fase da cadeia de processos do Planeamento não foram identificadas necessidades
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de formações de nível profissional não superior
Nível superior — Microcredenciais
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Tabela 16 — Matriz de correspondência entre as funções/atividades chave/e microcredenciais
de nível superior requeridas para a fase do Planeamento (PL)
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PREPARAÇÃO (PR) — MATRIZ DE FUNÇÕES E QUALIFICAÇÕES
Nível intermédio (formação profissional)
Tabela 17 — Preparação (PR) — Matriz de Funções e Qualificações de Nível Intermédio
Nível superior — Microcredenciais
Tabela 18 — Preparação (PR) — Matriz de Funções e Qualificações de Nível Superior
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PREVENÇÃO (PV) — MATRIZ DE FUNÇÕES E QUALIFICAÇÕES
Nível intermédio (formação profissional)
Tabela 19 — Prevenção (PV) — Matriz de Funções e Qualificações de Nível Intermédio
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Nível superior — Microcredenciais
Tabela 20 — Prevenção (PV) — Matriz de Funções e Qualificações de Nível Superior
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PRÉ-SUPRESSÃO (PS) — MATRIZ DE FUNÇÕES E QUALIFICAÇÕES
Nível intermédio (formação profissional)
Tabela 21 — Pré-Supressão (PS) — Matriz de Funções e Qualificações de Nível Intermédio
Nível superior — Microcredenciais
Tabela 22 — Pré-Supressão (PS) — Matriz de Funções e Qualificações de Nível Superior
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SUPRESSÃO E SOCORRO (SC) — MATRIZ DE FUNÇÕES E QUALIFICAÇÕES
Nível intermédio (formação profissional)
Tabela 23 — Supressão e Socorro (SC) — Matriz de Funções e Qualificações de Nível Intermédio
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Nível superior — Microcredenciais
Tabela 24 — Supressão e Socorro (SC) — Matriz de Funções e Qualificações de Nível Superior
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Nível intermédio (formação profissional)
Tabela 25 — Pós-Evento (PE) — Matriz de Funções e Qualificações de Nível Intermédio
Nível superior — Microcredenciais
Tabela 26 — Pós-Evento (PE) — Matriz De Funções e Qualificações de Nível Superior
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Estimativa do número de agentes a formar, por entidade nas unidades de formação SGIFR nos próximos 5 anos (2024-2028)
Tabela 27 — Estimativa do número de agentes SGIFR a formar por entidade, entre 2024 e 2028,
ao nível da formação profissional em UFCD’s existentes no CNQ
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Tabela 28 — Estimativa do número de agentes SGIFR a formar por entidade, entre 2024 e 2028,
ao nível da formação profissional em Unidade de Formação a criar
Tabela 29 — Estimativa do número de formandos, de ações e respetivo investimento, a implementar
entre 2024 e 2028 para a formação dos agentes SGIFR ao nível da formação profissional
Valores de referência utilizados: 15 formandos/ação. 1.750 €/ação 25 horas.
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Tabela 30 — Estimativa do número de agentes SGIFR a formar por entidade, entre 2024 e 2028
nas microcredenciais de nível superior
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Tabela 31 — Estimativa do número de formandos, de ações e respetivo investimento, a implementar
entre 2024 e 2028 para a formação dos agentes SGIFR ao nível das microcredenciais de nível superior
Pressupostos da estimativa: 15 formandos por ação, e custo de 2.310 €/ação de 28 horas.
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PLANOS DE FORMAÇÃO/CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS E PRÉ-REQUISITOS DE CREDENCIAÇÃO
DAS MICROCREDENCIAIS SGIFR DE NÍVEL SUPERIOR.
Tabelas 32 — Fichas de referenciais de formação/conteúdos programáticos microcredenciais SGIFR
de nível superior
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
FCc. Fogo Controlado - credenciação (técnico)
Designação
Credenciação de técnicos para planeamento, execução, coordenação e monitorização e avaliação de intervenções
com recurso ao uso de fogo controlado
Situação/Observações
Certificação já existente (Técnico Credenciado em Fogo Controlado). Despacho 7511 de 9 de junho 2014. Regulamento do
Fogo Técnico.
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
FS. Fogo de Supressão - credenciação (técnico)
Designação
Credenciação de técnicos para planeamento, execução, coordenação, monitorização e avaliação de fogo de supressão
Situação/Observações
Certificação já existente (Técnico Credenciado em Fogo de Supressão). Despacho 7511 de 9 de junho 2014. Regulamento do
Fogo Técnico.
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Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
FCp. Fogo Controlado - planeamento
Designação
Certificação de técnicos para planeamento, execução, coordenação, monitorização e avaliação de intervenções com recurso
ao uso de fogo controlado ou queimadas
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Situação/Observações
Certificação cuja base já existe.
Necessário proceder à inclusão desta certificação pela alteração do Despacho 7511 de 9 de junho 2014: Regulamento do
Fogo Técnico.
Possibilidade de ser constituído pela componente teórica e teórico-prática da credenciação em fogo controlado (FCc), mais
adaptada a muitas das necessidades e permitindo uma maior abrangência de funções da formação proposta.
Possibilidade de atribuição a todos os técnicos que perderam credenciação em FC (FCc) por falta de renovação, já que fre-
quentaram a componente prevista para a nova certificação em planeamento.
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
LA. Lições Aprendidas
Designação
Planeamento, organização e implementação de Capacidade de Lições Aprendidas
Situação/Observações
Existente. Metodologia NATO Lessons Learned/JALLC, EMFA.
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
AAR. After Action Review/Revisão Após Evento
Designação
Certificação em After Action Review (Revisão Após Evento) em Incêndios Rurais
Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade na reconstituição e análise
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de intervenções em incêndios rurais, fiquem aptos a identificar ocorrências relevantes de incêndios rurais com potencial para
constituição de lições aprendidas, a identificar e a analisar os fatores determinantes para os acontecimentos, a organizar
processos participativos de reconstituição dos acontecimentos, a focar-se no evento em detrimento das responsabilidades
pessoais, a identificar a interligação entre as várias fases da cadeia de processo com relevância para o êxito da intervenção,
identificar e propor os aspetos a melhorar no futuro (lições identificadas), em particular da coesão das estruturas organizacionais.
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Conhecer os princípios e objetivos de revisão após eventos como ferramenta de melhoria de desempenho
Tem capacidade para estruturar processo de revisão ou de-briefing para analisar o que aconteceu, porque aconteceu e o que
pode e deve ser utilizado para melhorar
Identificar e sistematizar aprendizagens a promover na sequência de um evento.
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Conhecer ferramentas de apoio e revisão após evento.
Conhecer diferentes técnicas de análise e sistematização da informação recolhida
Identificar as principais técnicas usadas em diagnósticos participativos
Desenvolver aptidões de comunicação interpessoal que facilitem a implementação de revisão de eventos.
Saber como construir e facilitar uma reunião que tenham como objetivo uma AAR
Saber gerir conflitos na facilitação e desenvolve processo de AAR sem averiguação ou identificação de responsabilidades
Conhecer o sistema de reporte e decisão operacional e os protocolos de atuação
Saber reconstruir temporal e espacialmente os eventos
Identificar diferenças entre o que poderia e foi planeado, com base nas informações existentes, e o que foi executado, com
identificação das causas de desfasamento
Saber identificar os elementos críticos e localizá-los no tempo e no espaço
Utilizar a Revisão após evento como ferramenta de teambuilding.
Definir ações, aos vários níveis da cadeia de processos, que permitam potenciar os aspetos positivos e prevenir os negativos
Critérios de desempenho
Identifica situações relevantes passíveis de análise AAR
Recolhe e prepara informação de apoio para AAR
Organiza e implementa processo de diagnóstico participativo, agindo como facilitador dos mesmos
Evita conflitos e gere processo de AAR de forma independente de processos de análise de responsabilidades que possam decorrer
Organiza, sistematiza e analisa informação técnica relevante
Analisa o evento e identifica os aspetos críticos que que devem ser trabalhados para constituírem aprendizagem para o futuro
Reconstitui os eventos no tempo e no espaço, com clara identificação do que aconteceu de relevante e porque aconteceu
Tem capacidade de avaliar os vários parâmetros determinantes no comportamento do fogo e identificar os fatores críticos
Identifica os aspetos positivos a replicar e os aspetos a evitar para teambulding e melhoria contínua de gestão e utilização
de conhecimento
Produz relatórios de AAR, com identificação clara dos aspetos fundamentais para utilização na melhoria do sistema através
da sua utilização para o processo de lições aprendidas
Condições de exercício
Em gabinete no âmbito do planeamento da organização, tratamento de informação e produção de relatórios de AAR
No terreno durante ou após eventos para recolha de informação e colaboração com outros intervenientes
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Conteúdos programáticos/Programa de Formação
After Action review: definição, importância e aplicação.
Análise de desempenho após evento: referências de análise, revisão do evento, envolvimento de entidades e eventuais limitações.
Ferramentas para análise após evento.
Comunicação e facilitação em contexto de equipas
Sistematização de aprendizagem e desenvolvimento de ações.
Casos de estudo de AAR em incêndios rurais
Casos de estudo de AAR em incêndios rurais extremos e complexos
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Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação
presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns,
Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para
resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em
Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System ― LMS). Utilização de metodologia STEM, através da
oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas
aplicáveis à área de conhecimento.
Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma
a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos
e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser
promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa
e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema
ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
Trabalho de campo supervisionado (TC)
Aulas tutoriais (OT)
Outros trabalhos (O)
Trabalho independente (TI)
TOTAL
0
Métodos de avaliação
Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível ≥6 PNQ
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Entidades formadoras
Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área das metodologias de monito-
rização e análise de incêndios rurais
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres inter-
nacionais com experiência relevante na análise, ensino ou investigação de incêndios rurais
Docentes/Formadores
Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior na área dos
incêndios rurais.
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional em análise de
incêndios
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Materiais/Equipamentos
Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR
Projetor multimédia (presencial)
PC (formandos)
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR
ou outras)
ANEPC, ICNF
Referenciais de formação/bibliografia
After Action Review ― technical Guidance (february 2006). USAID
After Action reviews (january 2006). USDA Forest Service
Análise dos Incêndios Florestais ocorridos a 15 de outubro de 2017. Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Univer-
sidade de Coimbra. ADAI/LAETA
Comissão Técnica Independente. (2017). Análise e apuramento dos factos relativos aos incêndios que ocorreram em Pedrógão
Grande, Castanheira de Pera, Ansião, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Arganil, Góis, Penela, Pampilhosa da Serra, Oleiros e Sertã,
entre 17 e 24 de junho de 2017. Lisboa: Assembleia da República.
Comissão Técnica Independente. (2018). Avaliação dos incêndios ocorridos entre 14 e 16 de outubro de 2017 em Portugal
Continental. Lisboa: Assembleia da República.
Cronin, Gerard; Andrews, Steven (june 2009). “After action reviews: a new model for learning
Leading in the Wild Fire Service (january 2007). National Wildfire Coordinating Group
Morrison, John E.; Meliza, Larry L. (july 1999). “Foundations of the After Action Review Process”
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
CAR. Comunicação Ambiental e de Risco
Designação
Comunicação Ambiental e de Risco em Fogos Rurais. Comunicação com os órgãos de comunicação social em situações
operacionais e de emergência relativa a, perigo e risco, fogos de gestão, a cenários potenciais, a piores cenários
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Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade na articulação com as
populações, nomeadamente através dos órgãos de comunicação social (OCS), sejam capazes de: estabelecer protocolos de
comunicação de crise; implementar planos de comunicação; promover colaboração entre entidades e agências que assegurem
processos e canais de comunicação; assegurar e informar acerca de situações operacionais e de emergência, de comporta-
mentos a adotar, das situações cenários potenciais, de pior cenário. de fogos de gestão; e de identificar, propor e implementar
oportunidades de melhoria
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Saber redigir e preparar informações e apresentações públicas.
Conhecer e utilizar o potencial da comunicação nas várias fases da cadeia de processos, seus mecanismos de ativação
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Conhecer as diferentes fases do ciclo de vida da comunicação de risco identificando a tipologia das mensagens a comunicar
Identificar dentro de cada fase da gestão de risco as mensagens chave para levar à ação do público, antecipando as neces-
sidades de formação
Ajustar o plano de comunicação às especificidades de cada público-alvo (necessidades, perceções, motivações)
Ter capacidade para comunicar ao público e para OCS de forma clara e precisa
Saber preparar conferências de Imprensa e outros eventos relacionadas com os OCS
Desenvolver protocolos de comunicação de crise e gabinetes de comunicação de crise
Capacidade de formar e preparar porta-vozes
Capacidade de promover iniciativas de comunicação de proximidade de crise, ou seu potencial, antes, durante e pós evento.
Critérios de desempenho
Tem capacidade para recolher, tratar e preparar informação
Tem capacidade para preparação de comunicações de crise em vários formatos para vários públicos-alvo e OCS
Fazer o planeamento da comunicação para as diferentes fases da gestão de risco
Identificar os recursos e informação necessários para comunicar de forma eficiente
Tem capacidade de identificar o que deve ser comunicado e como deve ser, face aos objetivos.
Sabe gerir a comunicação e comunicar de forma adequada em situação de crise, efetiva ou potencial.
Tem capacidade de integração de negociação e de gestão de stress em situações de risco e de crise.
Tem resiliência, capacidade para gerir emoções em situações de stress, e empatia na comunicação
Condições de exercício
À distância, com recolha, tratamento e preparação da informação
Em antecipação. durante ou após eventos
Em teatro de operações
Conteúdos programáticos/Programa de Formação
O que é a comunicação de risco: Objetivos, públicos, meios
O ciclo de vida da comunicação de risco: acompanha o seu congénere ciclo de gestão de risco
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
As entidades implicadas no ciclo da comunicação: qual o seu papel, responsabilidades e credibilidade
Fontes de informação e meios de disseminação: Entidades oficiais, população em geral, grupos de desinformação, etc.
Quais as perguntas que requerem informação rápida durante e após uma crise: quem; o quê; como; quando; onde; quanto; porquê.
Como traçar os diferentes perfis sociais para melhor desenhar as mensagens a comunicar
Linguagem corporal versus linguagem verbal: a necessidade de trabalhar a comunicação como um todo
Desenhar um plano de comunicação para futuras crises
Exercícios práticos
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Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação
presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns,
Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para
resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em
Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System ― LMS). Utilização de metodologia STEM, através da
oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas
aplicáveis à área de conhecimento.
Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma
a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos
e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser
promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa
e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema
ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
32
Trabalho de campo supervisionado (TC)
Aulas tutoriais (OT)
Outros trabalhos (O)
8
Trabalho independente (TI)
7
TOTAL
47
Métodos de avaliação
Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível ≥6 PNQ
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Entidades formadoras
Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área da comunicação e em particular
da comunicação social, na gestão do risco e de catástrofes.
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres interna-
cionais com experiência relevante na análise, ensino ou investigação em comunicação de crise no âmbito dos incêndios rurais.
Docentes/Formadores
Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior na área da
comunicação de crise.
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional em comunicação
de crise.
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Materiais/Equipamentos
Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR
Projetor multimédia (presencial)
PC (formandos)
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR
ou outras)
ANEPC, ICNF, CENJOR, Associação de Psicólogos.
Referenciais de formação/bibliografia
Brief Communication: The dark side of risk and crisis communication: legal conflicts and responsibility allocation
(https://nhess.copernicus.org/articles/15/1449/2015/)
Comunicação de riscos em emergências de saúde pública (https://apps.who.int/iris/bitstream/hanDecreto-Leie/10665/259807/
9789248550201-por.pdf)
Towards people-centred approaches for effective disaster risk management: Balancing rhetoric with reality (https://www.
sciencedirect.com/science/article/pii/S2212420915000084)
https://www.ics.uminho.pt/pt/Paginas/Guia-de-Comunicacao-de-Crise.aspx
https://training.fema.gov/hiedu/aemrc/courses/coursesunderdev/crisisandrisk.aspx
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
ENIR. Engenharia Natural associada aos Incêndios Rurais
Designação
Técnicas de intervenções de engenharia natural para minimização de impactes, estabilização e recuperação, no âmbito dos
incêndios rurais.
Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade no planeamento e organização
de intervenções no território para infraestruturação, prevenção, estabilização e recuperação de emergência no âmbito dos
incêndios rurais, sejam capazes de selecionar e aplicar as técnicas mais adequadas de engenharia natural e de boas práti-
cas ambientais nas intervenções de gestão e de estabilização e recuperação de emergência para minimização de impactes
ambientais: de proteção da erosão, estabilização e consolidação de encostas e margens; gestão das linhas de escorrências
temporárias ou dos cursos de água; monitorização, avaliação e desenvolvimento de propostas de melhoria contínua.
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Princípios fundamentais para a construção, estabilização e recuperação de taludes, linhas de drenagem, linhas de água.
Saber identificar necessidades, planear, organizar e monitorizar implementação de obras de arte de engenharia natural na
construção e na gestão de Rede Primária, Mosaicos de Gestão de Combustíveis, Rede Viária Fundamental.
Saber identificar necessidades, planear, organizar e monitorizar implementação de obras de arte de engenharia natural na
construção e na gestão de Pontos de Água, linhas de escorrências temporárias ou dos cursos de água.
Saber identificar necessidades, planear, organizar e monitorizar intervenções para compensação e minimização de impactes
ambientais e de gestão de emergência pós-fogo, de proteção da erosão, estabilização, consolidação de encostas e margens,
e gestão das linhas de escorrências temporárias ou dos cursos de água.
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Critérios de desempenho
Conhece as técnicas de engenharia natural, os seus objetivos, materiais e técnicas de implementação.
Reconhecer as ferramentas e as técnicas de gestão de bacia hidrográfica assim como utilizar medições no âmbito da enge-
nharia natural no pré e pós incêndio.
Identifica as situações em que devem ser previstas intervenções de engenharia natural na implementação de infraestruturas de
apoio ao combate e nas intervenções preventivas de gestão de combustíveis, à escala da bacia hidrográfica, desde a simples
melhoria até à reabilitação completa
Desenvolve o planeamento, organização e metodologia da recuperação das áreas degradadas
Conhece e utiliza as ferramentas para avaliação da severidade do fogo e identifica as situações com necessidade de interven-
ções urgentes de minimização de impactes ambientais.
Identifica e prioriza as situações (onde e quando), os materiais e as técnicas de engenharia natural que devem ser implemen-
tadas para minimização de impactes negativos.
Planeia, organiza e coordena intervenções de engenharia natural.
Condições de exercício
Identificação à distância de potenciais necessidades de intervenção de estabilização e recuperação ambiental de emergência,
face à estimativa de severidade e impacte do fogo.
Identificação à distância de necessidades de intervenção com técnicas de engenharia natural para minimização de impactes
ambientais de intervenções de infraestruturação ou de estabilização e recuperação de emergência
No terreno na avaliação das necessidades, e na programação, organização e implementação de medidas e de atividades de
minimização de impactes ambientais de intervenções de infraestruturação ou de estabilização e recuperação de emergência
Conteúdos programáticos/Programa de Formação
Identificação de necessidades de implementação de técnicas de engenharia natural para garantia de estabilidade e minimi-
zação de impactes ambientais.
Técnicas de engenharia natural, sua utilização potencial e materiais de intervenção.
Proteção da erosão e estabilização de infraestruturas, encostas, dunas e de áreas ardidas através de intervenções com recurso
a técnicas de engenharia natural.
Caracterização Geomorfológica e Hidrológica de Bacias Hidrográficas.
A rede hidrográfica e a problemática dos incêndios. A importância do equilíbrio fluvial nos processos de erosão, transporte
e deposição sedimentar. Escoamento em linhas de água (regime permanente uniforme). Conceitos de velocidade critica
e declive uniforme.
Técnicas de Engenharia Natural para proteção e recuperação de linhas de água. Critérios de dimensionamento para açudes de
pedra e madeira. Interações entre escoamentos superficiais e vegetação. Manutenção de vegetação ripária. Dimensionamento
de canais naturais. Determinação de inclinações para regime uniforme e do n.º e altura de açudes de correção torrencial.
Dimensionamento de açudes e de bacias de retenção.
Avaliação de severidade do fogo e das situações críticas de intervenção pós-emergência.
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Projeto e implementação de intervenções com recurso a técnicas de engenharia natural nas intervenções preventivas e de
pós emergência.
Execução de trabalhos práticos de engenharia natural.
Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação
presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns,
Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para
resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em
Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System ― LMS). Utilização de metodologia STEM, através da
oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas
aplicáveis à área de conhecimento.
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Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma
a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos
e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser
promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa
e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema
ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR
ou outras)
ICNF (incluindo COTF)
Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
42
Trabalho de campo supervisionado (TC)
12
Aulas tutoriais (OT)
10
Outros trabalhos (O)
Trabalho independente (TI)
TOTAL
64
Métodos de avaliação
Execução de exercícios durante as aulas e exercício prático final
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível ≥6 PNQ
Entidades formadoras
Experiência comprovada na investigação e ensino nas áreas do impacte do fogo e da engenharia natural
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres inter-
nacionais
Docentes/Formadores
Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino na área do planeamento
e intervenções com recursos a técnicas de engenharia natural.
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino superior, ou operacional, na
mitigação de impactes ambientais com recurso a técnicas de engenharia natural.
Requisitos para a formação. Materiais/Equipamentos
Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR
Projetor multimédia (presencial)
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PC (formandos)
Materiais para as aulas práticas: EPI (motosserra); ferramenta variada (enxadas, pás, tesouras de poda); motosserra, sementes
de herbáceas; plantas com torrão; fardos de palha; postes de pinheiro tratados (0,12 x 4 m); varas de ferro (0,08 x 15 cm).
Escavadora compacta Bobcat E45 ou equivalente (8 horas de disponibilidade).
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR
ou outras)
ICNF
Referenciais de formação/bibliografia sobre:
Aguiar, F. (2004). Vegetação ripícola em sistemas fluviais mediterrânicos. Influência dos ecossistemas envolventes. Tese de
Doutoramento em Engenharia Florestal. ISA-UTL. Lisboa.
Aspetos críticos e medidas de estabilização de infraestruturas (rede viária, pontos de água, postos de vigia) e intervenções
preventivas (gestão de combustíveis) de apoio ao combate a incêndios rurais.
Cardoso, A. (1998). Hidráulica Fluvial. Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa.
Chason, H. (2004). Hydraulics of open channel flow: an introduction.Elsevier. Oxford.
FISRWG. (1998). Stream Corridor Restoration: Principles, Processes and Practies. Federal Interagency Stream Restoration
Working Group. EUA
Identificação de situações críticas e medidas de estabilização de emergência pós incêndio para minimização de impactes
ambientais.
Intervenções de engenharia natural para estabilização de emergência pós incêndio para minimização de impactes ambientais.
Intervenções de engenharia natural para minimização de impacte e fragilidades nas infraestruturas e intervenções preventivas
de incêndios rurais.
Knighton, D. (1989). Fluvial forms and processes. Edward Arnold.Londres.
Lencastre, A. (1991). Hidráulica geral. Hidroprojecto. Lisboa
Lencastre, A., & Franco, F. (2006). Lições de Hidrologia -3.ª edição Fundação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Uni-
versidade Nova de Lisboa. Almada.
Métodos e fontes de informação para determinação e identificação da severidade do fogo.
Moreira, I., & Duarte, M. (2002). Comunidades vegetais aquáticas e ribeirinhas. inMoreira, I., Ferreira, M., Cortes,R., Pinto,P.,
Almeida, P. Ecossistemas aquáticos e ribeirinhos(pp. 3.3-3.30). Instituto da Água. Lisboa.
Morisawa, M. (1985). Rivers: form and process.Longman. New York.
Pereira, A. (2001). Guia de Requalificação e Limpeza de Linhas de Água.INAG - Direcção de Serviços de Utilizações do Domínio
Hídrico. Lisboa
Saraiva, M., Almodovar, M., Seixas, A., Cabral, L., & Gomes, J. (1998). Recomendações para protecção e estabilização de cursos
de água. Ministério do Planeamento e Administração do Território -Secretaria de Estado do Ambiente e Recursos Naturais,
Direcção Geral dos Recursos Naturais.Lisboa
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Selley, R. (1982). An introduction to Sedimentology.Academic PressLondres.
Teiga, P. (2003). Reabilitaçõa de Ribeiras em Zonas Edificadas. Dissertação submetida para satisfação parcial dos requisitos
do grau de mestre em Engenharia do Ambiente (Hidráulica e Recursos Hídricos). Faculdade de Engenharia, Universidade do
Porto. Porto
Venti, D., Bazzurro, F., Gibelli, G., Palmeri, F., Uffreduzzi, T., & Venanzoni, R. (2003). Manuale tecnico di Ingegneria Naturalistica
della Provincia di Terni.Agenzia Umbria Ricerche.Terni.
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
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Designação abreviada
MMA. Metodologias de Monitorização e Avaliação
Designação
Métodos e processos de monitorização e avaliação de impactos e resultados de intervenções no âmbito dos incêndios rurais
Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade na monitorização, avaliação
e melhoria contínua desenvolvam as competências necessárias para uma correta monitorização e avaliação de resultados da
aplicação de estratégias, programas, ou intervenções, com recurso a metodologias e ferramentas mais adequadas de defini-
ção de objetivos e avaliação de resultados, e que sejam capazes de propor incrementos de melhoria dos fatores em análise.
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Identificar objetivos e indicadores de avaliação de desempenho e de impactos
Dominar e aplicar métodos, instrumentos e técnicas de recolha de dados
Identificar as funcionalidades de um sistema de gestão de bases de dados relacional
Saber explorar e utilizar as potencialidades de software na construção e gestão de bases de dados
Saber aplicar a estrutura do ciclo PDCA (planear, fazer, verificar, agir) para elaborar planos de ação de correção e de melhorias
contínuas
Organizar e apresentar relatórios de monitorização, avaliação e propostas de melhoria
Critérios de desempenho
Identifica objetivos e indicadores de avaliação de desempenho e impactos que contribuam para a melhoria contínua
Aplica métodos, instrumentos e técnicas de recolha de dados adequadas aos objetivos de monitorização e avaliação
Explora bases de dados relacionais e retira destas as informações e indicadores necessários
Utiliza e explora o potencial de softwares de construção e gestão de bases de dados
Aplica estrutura do ciclo PDCA e desenvolve propostas de correção e melhoria
Apresenta relatórios de monitorização, avaliação com propostas de correção e melhoria
Condições de exercício
Em gabinete, para organização de processos, identificação, consulta, tratamento, análise de informação e produção de relatórios
de monitorização, avaliação e desenvolvimento de propostas de correção e melhoria.
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Em contexto real, durante as operações para recolha de informações de monitorização e avaliação
Conteúdos programáticos/Programa de Formação
Identificação de indicadores de monitorização e avaliação de desempenho
Ciclo PDCA (planear, fazer, verificar, agir) e sua análise na monitorização e avaliação de impactos no âmbito dos incêndios rurais
Desenho, gestão e exploração de base de dados com recurso a software
Métodos, instrumentos e técnicas de recolha e tratamento de bases de dados para obtenção de indicadores de monitorização
e avaliação
Análise de indicadores e identificação de oportunidades de correção e de melhoria nos processos associados aos incêndios rurais
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1.ª série
N.º 102
27-05-2026
Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação
presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns,
Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para
resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em
Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System ― LMS). Utilização de metodologia STEM, através
da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnoló-
gicas aplicáveis à área de conhecimento.
Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma
a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos
e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser
promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa
e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema
ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
Trabalho de campo supervisionado (TC)
Aulas tutoriais (OT)
Outros trabalhos (O)
Trabalho independente (TI)
TOTAL
0
Métodos de avaliação
Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Nível ≥6 PNQ
Entidades formadoras
Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação de processos de monitorização e avaliação
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres inter-
nacionais com experiência relevante nas áreas da monitorização e avaliação de processos
Docentes/Formadores
Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior, na área da
monitorização e avaliação.
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou aplicação de metodologias
de monitorização e avaliação, preferencialmente aplicadas aos incêndios rurais.
104/275
1.ª série
N.º 102
27-05-2026
Materiais/Equipamentos
Acesso à internet e bases de dados de incêndios rurais
Projetor multimédia (presencial)
PC (formandos)
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR
ou outras)
ANEPC, ICNF
Referenciais de formação/bibliografia
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
PAC. Perfis Associados às Causas de incêndios rurais
Designação
Perfis culturais, socioeconómicos e psicológicos associados às causas de incêndios rurais (incendiarismo, negligência), e sua
relevância, para organização de ações dirigidas para públicos-alvo que contribuam para o seu enquadramento e mitigação
Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade no planeamento, implementação
e melhoria contínua, de programas e de campanhas de sensibilização, fiscalização, enquadramento e diminuição de ocorrências,
sejam capazes, com base nos perfis culturais, socioeconómicos e psicológicos identificados, de definir campanhas e ações
dirigidas a públicos alvo para a diminuição de ocorrências causadas por incendiarismo e negligência.
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Conhecer as caraterísticas socioeconómicas e culturais mais frequentemente associadas às causas negligentes de IR
Conhecer os perfis psicológicos mais frequentes associadas a causas intencionais de IR
Relacionar perfis identificados com causas, territórios e públicos-alvo
Identificar campanhas a ações potenciais de informação, sensibilização, enquadramento e fiscalização
Critérios de desempenho
Analisa as causas de incêndio e sua incidência espaço temporal e associa-as a perfis culturais, socioeconómicos, ou psicológicos
Identifica e propõe, estratégias para a diminuição de ocorrências negligentes e intencionais, através de ações dirigidas a públi-
cos-alvo
105/275
1.ª série
N.º 102
27-05-2026
Contribui com identificação de necessidades e propostas de melhoria para melhorar investigação e conhecimento do perfil
dos causadores de incêndios por negligência e incendiarismo
Planeia, organiza e monitoriza, ações especificas de sensibilização, informação, enquadramento, e fiscalização para diminui-
ção de ocorrências negligentes e intencionais, dirigidas a territórios específicos e públicos-alvo, em função da sua relevância
e perfis identificados
Monitoriza e avalia o impacto das campanhas e ações na mitigação das causas de incêndios rurais causadas por incendia-
rismo e negligência
Condições de exercício
Em gabinete, para análise de informação, definição de estratégias, campanhas e ações e desenvolvimento e apresentação de
propostas de melhoria contínua
No terreno durante a implementação de campanhas de sensibilização, informação, enquadramento e fiscalização, para moni-
torização e avaliação.
Conteúdos programáticos/Programa de Formação
Matriz de classificação das causas de incêndios rurais em Portugal
Uso do fogo e sua relação com fatores climáticos
As utilizações do fogo no território português para segundo objetivos e evolução história
Legislação e procedimentos em vigor para o uso do fogo em Portugal e exemplos de outros países
Campanhas de apoio e enquadramento ao uso fogo ao longo do tempo
Incendiarismo e perfis psicológicos associados
Perfis sócio culturais e económicos associados aos diversos uso do fogo em Portugal
Campanhas de sensibilização, educação e mitigação do impacto nos incêndios rurais do uso do fogo
Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação
presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns,
Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para
resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em
Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System ― LMS). Utilização de metodologia STEM, através da
oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas
aplicáveis à área de conhecimento.
Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma
a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos
e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser
promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa
e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema
ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
Trabalho de campo supervisionado (TC)
106/275
1.ª série
N.º 102
27-05-2026
Aulas tutoriais (OT)
Outros trabalhos (O)
Trabalho independente (TI)
TOTAL
0
Métodos de avaliação
Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível ≥6 PNQ
Entidades formadoras
Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área da sociologia e economia
associada aos incêndios rurais
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres inter-
nacionais com experiência relevante em ações dirigidas às populações para mitigação de causas de incêndios rurais
Docentes/Formadores
Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior na área da socio-
logia e economia associada aos incêndios rurais
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional em definição
de estratégias e programas de mitigação de causas d incêndios rurais
Materiais/Equipamentos
Acesso à internet e bases de dados de causas de IR
Projetor multimédia (presencial)
PC (formandos)
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR
ou outras)
ICNF, ANEPC, GNR, PJ
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Referenciais de formação/bibliografia
Sistema de Gestão de Informação de Incêndios Rurais, ICNF. https://fogos.icnf.pt/sgif2010/login.asp
Plano Nacional de Fogo Controlado. ICNF
Fire paradox
Mecanismos de Apoio às Queimadas (MARQ). AGIF
Centro de Estudos Judiciários (abril 2018). Crime de Incêndio Florestal
Sílvia A. F. (dezembro 2019) INSTITUTO UNIVERSITÁRIO EGAS MONIZ. INCÊNDIO FLORESTAL E INDICADORES DE DOENÇA
MENTAL: MEDIDAS APLICADAS PELO SISTEMA DE JUSTIÇA
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N.º 102
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Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
AI1-ECR. Estatísticas, Causalidade e Risco
Designação
Análise da estatística, da causalidade e do risco de incêndios rurais para adequação de intervenções de mitigação
às causas, à incidência e ao risco
Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta ação, os agentes do SGIFR com responsabilidade no planeamento e organização de
programas e de campanhas para a diminuição do numero de ocorrências, da determinação das causas de incêndios e da
identificação e proposta de mitigação do risco, tenham a devida capacidade para a utilização das informações e ferramentas
de apoio à decisão disponíveis, de forma a conceber as estratégias de intervenção mais eficazes e eficientes e a identificar
e propor possibilidades de melhoria contínua.
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Conhecer a legislação em vigor relativa aos incêndios rurais e ao uso do fogo
Conhecer a matriz de classificação das causas e compreender a sua relação com ações de dissuasão e mitigação
Dominar os conceitos associados aos IR de, incidência, recorrência, intervalo de retorno, simultaneidade
Dominar os conceitos associados aos IR de, perigo, perigosidade, probabilidade valor e risco
Conhecimento dos fatores climáticos, culturais, históricos e socioeconómicas associados ao uso do fogo e suas implicações
na incidência dos incêndios rurais.
Aceder e explorar as bases de dados de estatísticas e/ou georreferenciadas de ocorrências, de causas de incêndios rurais, do
histórico de incêndios e do uso do fogo, e da ocupação do solo.
Relacionar causas, objetivos potenciais e impactos, com condições meteorológicas, índices meteorológicos de comportamento
do fogo, capacidades de supressão e prioridades de defesa
Identificar condições, fatores e comportamentos de risco
identificar prioridades de defesa em função dos valores presentes
Desenvolver base de dados relacionais, analises estatísticas e dashboards de visualização usando ferramentas como o Excel,
Power Pivot, Power BI, ou outras
Identificar, parametrizar e utilizar os fatores determinantes na análise de risco de incêndio rural
Criar visuais para comunicar os resultados de forma sucinta, apelativa e inteligível
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Critérios de desempenho
Determina a importância dos incêndios rurais no tempo e no espaço, para diferentes escalas
Identifica as causas associadas aos incêndios rurais e a sua relevância, em função da escala de trabalho
Relaciona as causas com os objetivos potenciais e identifica prioridades de atuação para diferentes escalas territoriais
Tipifica situações de risco e prioridades de intervenção
Organiza e prepara informação de apoio para definição de estratégias e programas de intervenção no âmbito da preparação,
da prevenção, de pré-supressão e da supressão de IR
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N.º 102
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Condições de exercício
Em gabinete na organização e análise de informação, no desenvolvimento de propostas de intervenção, de análise de impacto
e de melhoria
No terreno no acompanhamento de ações de mitigação de causas para recolha de informação e desenvolvimento de propostas
de correção e melhoria.
Conteúdos programáticos/Programa de Formação
Análise estatística e das causas de incêndios rurais
Determinação de recorrência, intervalo de retorno, perigosidade, probabilidade, valor e risco
Causas de IR, objetivos potenciais associados, sua relação com perigosidade, relevância e impactos
Possibilidades de intervenção para mitigação de causas de incêndio. Sensibilização, informação, enquadramento, fiscalização
e avisos
Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação
presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns,
Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para
resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em
Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System ― LMS). Utilização de metodologia STEM, através
da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnoló-
gicas aplicáveis à área de conhecimento.
Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma
a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos
e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser
promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa
e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema
ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
Trabalho de campo supervisionado (TC)
Aulas tutoriais (OT)
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Outros trabalhos (O)
Trabalho independente (TI)
TOTAL
0
Métodos de avaliação
Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final
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Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível ≥6 PNQ
Entidades formadoras
Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área das estatísticas, causas e risco
de incêndios rurais
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres
internacionais com experiência relevante na análise, ensino ou investigação das estatísticas, causas e risco de incêndios
rurais
Docentes/Formadores
Docente responsável da microcredencial com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior em estatísticas,
causas e risco de incêndios rurais
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional em estatísticas,
causas e risco de incêndios rurais
Materiais/Equipamentos
Acesso à internet e a bases de dados de estatísticas, causas e ocupação do solo
Projetor multimédia (presencial)
PC (formandos)
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR
ou outras)
ICNF, IPMA
Referenciais de formação/bibliografia
Coordination R. Vélez. Defensa Contra Incêndios Forestales. Fundamentos
DGRF (2003). Codificação e Definição das Categorias das Causas dos Incêndios Florestais
Sistema de Gestão de Informação de Incêndios Rurais, ICNF. https://fogos.icnf.pt/sgif2010/login.asp
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
AI2-SF. Suscetibilidade ao fogo
Designação
Suscetibilidade ao fogo de espécies e formações florestais e identificação de necessidades de estabilização ambiental
Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR sejam capazes de identificar as espécies, formações
e estruturas vegetais, sua importância no comportamento do fogo, na avaliação do risco, na definição de estratégias e na
adaptação e recuperação pós fogo, em função da sua relevância e impactos adaptados a essas caraterísticas, identificando
e propondo melhorias contínuas dessas intervenções.
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Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Identificar as espécies, as formações e estruturas vegetais e a sua distribuição espacial em Portugal
Conhecer as caraterísticas da vegetação e combustíveis vegetais e sua relevância no comportamento do fogo.
Saber estimar cargas e continuidade de combustíveis e sua importância no comportamento do fogo
Domínio da classificação de modelos de combustíveis, sua importância no comportamento do fogo e sua distribuição em Portugal
Conhecer e identificar os impactos do fogo no solo, no ar, na água e na gestão dos territórios para diferentes objetivos
Conhecer os mecanismos da ecologia do fogo, da adaptação ao fogo das espécies vegetais e a sua importância na susceti-
bilidade ao fogo
Conhecer as características que determinam a resistência e a resiliência ao fogo das principais espécies florestais e formações
vegetais existentes em Portugal.
Conhecer os fatores bióticos, abióticos e antropogénicos que influenciam a mortalidade e a regeneração pós-fogo, bem como
antecipar aqueles que potencialmente causarão maior impacto em função da situação existente
Saber distinguir e antecipar as respostas das diferentes espécies vegetais a curto e médio prazo.
Saber avaliar a severidade do fogo e distingui-la da intensidade.
Identificar, por antecipação, face ao comportamento esperado do fogo, potenciais impactes e necessidades de recuperação
ambiental de emergência, ao nível das formações vegetais, do solo e da água.
Saber identificar, no pós-evento, os objetivos, as prioridades e as necessidades de estabilização ambiental de emergência, e de
intervenções posteriores, face aos impactes verificados ou antecipados e aos objetivos definidos.
Critérios de desempenho
Conhecer as principais espécies e formações vegetais existentes no nosso país e a sua relação com o fogo (comportamento
e recuperação)
Estimar estrutura, carga e continuidade de combustíveis
Classificar os complexos de combustíveis com base nos modelos existentes e identificar influência no comportamento do fogo
Determinar, com base nas condições de propagação e da ocupação do solo a severidade do fogo
Determinar a severidade do fogo, de forma direta com base na observação da vegetação, ou de forma indireta com base nas
condições de propagação e da ocupação do solo
Estimar a severidade e impactos diretos e indiretos do fogo, bem como necessidades de intervenções de emergência e subse-
quentes, para recuperação de ecossistemas e minimização de impactes ambientais, face a objetivos pré-definidos
Condições de exercício
Em gabinete na recolha, organização e análise de informação, no desenvolvimento de propostas de intervenção, de análise
de impacto e de melhoria
No terreno para verificação de condições, impactes e identificação de necessidades de estabilização
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Conteúdos programáticos/Programa de Formação
Espécies e formações vegetais existentes no nosso país e sua relevância no território e no comportamento do fogo
Ecologia do fogo, mecanismos de adaptação ao fogo das espécies vegetais e sua implicação no comportamento e susceti-
bilidade ao fogo
Complexos e modelos de combustíveis, estrutura, estratos, inflamabilidade, combustibilidade e da sua relevância no compor-
tamento do fogo
Composição e mapeamento de modelos de combustíveis e seus impactos no comportamento do fogo
Estratégias de mitigação do comportamento e impactos do fogo em função das espécies e complexos vegetais existentes
no território
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Intervenções ambientais de emergência e de gestão da paisagem para diminuição dos impactos do fogo e melhoria da sua
futura resiliência a este elemento.
A gestão florestal como ferramenta para aumentar a resistência e a resiliência das árvores ao fogo e aos fatores bióticos
associados
Impacto do fogo na composição e na estrutura das formações vegetais existentes
Impacto do fogo na expansão e na gestão de pragas e doenças
Impacto do fogo na expansão e na gestão de invasoras lenhosas
Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação
presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns,
Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para
resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em
Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System ― LMS). Utilização de metodologia STEM, através da
oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas
aplicáveis à área de conhecimento.
Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma
a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos
e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser
promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa
e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema
ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
24
Trabalho de campo supervisionado (TC)
10
Aulas tutoriais (OT)
5
Outros trabalhos (O)
5
Trabalho independente (TI)
16
TOTAL
60
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Métodos de avaliação
Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível ≥6 PNQ
Entidades formadoras
Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação nas temáticas da suscetibilidade ao
fogo das espécies, formações vegetais e espaços rurais
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N.º 102
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Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres inter-
nacionais com experiência relevante na análise, ensino ou investigação temáticas da suscetibilidade ao fogo das espécies,
formações vegetais e espaços rurais
Docentes/Formadores
Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior nas temáticas
da suscetibilidade ao fogo das espécies, formações vegetais e espaços rurais
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional temáticas da
suscetibilidade ao fogo das espécies, formações vegetais e espaços rurais
Materiais/Equipamentos
Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR
Projetor multimédia (presencial)
PC (formandos)
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR
ou outras)
ICNF
Referenciais de formação/bibliografia
Luca et al (2008). Universidade de Coimbra. Susceptibilidade aos incêndios florestais na Região Centro de Portugal. Utilização
de ferramentas SIG e de um Modelo de Redes Neuronais para ponderar os factores condicionantes.
Moreira, F., Catry, F., Silva, J. S., & Rego, F. (Eds.). (2010). Ecologia do fogo e gestão de áreas ardidas. Lisbon: ISAPress.
Silva, Joaquim Sande (Ed.). (2007). Proteger a Floresta - Incêndios, pragas e doenças (Vol. 8). Lisboa: Público/Fundação
Luso-Americana para o Desenvolvimento/Liga para a Proteção da Natureza.
Verde, João (2015). Universidade de Lisboa. Wildfire susceptibility modelling in mainland Portugal.
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
AI3-IA. Infraestruturas de Apoio à gestão de incêndios rurais
Designação
Planeamento, implementação, manutenção e utilização de infraestruturas de apoio à gestão e supressão de incêndios
rurais. Rede viária florestal, postos de vigia e pontos de água
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade no planeamento, organização,
implementação ou utilização de infraestruturas florestais de apoio à mitigação de incêndios rurais, sejam capazes de selecionar
e implementar as técnicas mais adequadas no seu planeamento, execução, gestão e manutenção, de contribuir para a sua
melhor utilização e para a melhoria contínua desses processos.
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Saber identificar existências e necessidades de infraestruturas de apoio à vigilância, deteção, pré-supressão e supressão.
Saber planificar a localização e implementação de infraestruturas de apoio à gestão dos incêndios rurais, nomeadamente de
rede de postos de vigia, rede viária florestal, rede divisional e de pontos de água, de forma a assegurar a sua máxima eficiência.
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N.º 102
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Dominar conceitos técnicos básicos de construção de infraestruturas florestais de apoio à mitigação de incêndios rurais,
nomeadamente da construção e manutenção de caminhos e barragens de terra, de forma a que as decisões de planeamento
contribuam para minimização de custos, impactos e necessidades de manutenção.
Saber organizar e coordenação de utilização adequada das infraestruturas de apoio, no âmbito da vigilância e deteção, da
pré-supressão e do apoio à supressão.
Critérios de desempenho
Conhecimento avançados de cartografia e sistemas de informação geográfica
Conhecimentos especializados sobre projeto e implantação de infraestruturas florestais
Conceitos especializados e abrangentes do efeito das infraestruturas na paisagem e sobre os recursos naturais
Planeamento implementação adequada e ajustada às necessidades, de infraestruturas florestais de apoio à mitigação de
incêndios rurais.
Condições de exercício
Em gabinete na recolha e análise de informação, e no planeamento das intervenções de implementação e utilização
No terreno para coordenação, acompanhamento e verificação de implementação de implementação e utilização, identificação
de necessidades de manutenção, de correção e de melhoria
Conteúdos programáticos/Programa de Formação
Determinação de necessidades de infraestruturas de apoio à gestão dos incêndios rurais
Rede viária florestal (RVF) e rede de pontos de água (RPA). Classificações, tipologias e planeamento
Normas técnicas e funcionais relativas à classificação, cadastro, construção e manutenção da rede viária florestal e de pontos
de água
Distribuição no território e localização mais racional de rede de postos de vigia em função da visibilidade e necessidades,
em função das técnicas de deteção utilizadas, e da potencial utilização para deteção e acompanhamento de incêndios rurais
Caraterísticas técnicas, construtivas e de manutenção de rede viária, organizada e hierarquiza em função da utilização potencial
pelas tipologias de viaturas na supressão e minimização de necessidades de manutenção
Caraterísticas técnicas, construtivas e de manutenção de pontos de água, adequadas às necessidades, em função das tipo-
logias de abastecimento a prever e minimização de riscos e de necessidades de manutenção
O impacto da água nos caminhos de terra, sua condução e formas de mitigação de danos (valetas, drenos transversais, pas-
sagens hidráulicas e atravessamentos de linhas de água)
Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns,
Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para
resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em
Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System ― LMS). Utilização de metodologia STEM, através da
oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas
aplicáveis à área de conhecimento.
Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma
a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos
e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser
promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa
e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema
ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
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N.º 102
27-05-2026
Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
Trabalho de campo supervisionado (TC)
Aulas tutoriais (OT)
Outros trabalhos (O)
Trabalho independente (TI)
TOTAL
0
Métodos de avaliação
Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível ≥6 PNQ
Entidades formadoras
Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área do planeamento e construção
de infraestruturas florestais
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres inter-
nacionais com experiência relevante na análise, ensino ou Planeamento e construção de infraestruturas florestais
Docentes/Formadores
Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior na área do pla-
neamento e construção de infraestruturas florestais
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos no planeamento e construção de infraestruturas florestais
Materiais/Equipamentos
Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR
Projetor multimédia (presencial)
PC (formandos)
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR
ou outras)
ICNF
Referenciais de formação/bibliografia
Planeamento de Ações na Rede de Infraestruturas. DGRF, abril 2007.
Forest Road Engeneering Guidebook. British Columbia, June 2002.
William Weaver, Eileen Weppner, Danny Hagans. (janeiro 2014). PACIFIC WATERSHED ASSOCIATES. MANUAL DE CAMINOS
FORESTALES Y RURALES.
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1.ª série
N.º 102
27-05-2026
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
AI4-CF. Comportamento do Fogo
Designação
Comportamento do Fogo Rural, sua relação com condições piro meteorológicas, do combustível, da topografia, capacidades
e prioridades de extinção e proteção
Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade na identificação de risco,
definição de estratégias, de procedimentos e organização, para a preparação, prevenção, supressão e socorro, detenham os
melhores conhecimentos e capacidades de análise do comportamento do fogo em tempo real e por antecipação, através
nomeadamente da utilização de ferramentas de apoio à decisão, que permitam a adoção das decisões mais adequadas em
função da intensidade, severidade e potencial de expansão e das capacidades de supressão e necessidades de proteção,
identificar e propor melhorias contínuas.
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Saber descrever o comportamento do fogo
Compreender a influência das variáveis ambientais no comportamento do fogo
Identificar tipologias dos combustíveis, em função do tamanho, da forma do estado fenológico
Capacidade de adquirir e processar dados de entrada para sistemas de predição do comportamento do fogo
Prever e antecipar o comportamento do fogo
Saber identificar situações potencias de interação entre fogos, de propagação por projeções a longa distância e de compor-
tamento extremo do fogo.
Relacionar o comportamento do fogo com as estratégias, táticas e técnicas, e definir os recursos necessários e adaptados às
ações de supressão e proteção contra incêndios, em função do comportamento do fogo, de situações críticas e das capaci-
dades e prioridades de supressão e/ou proteção.
Ajustamento da resposta às alterações do comportamento do fogo, considerando a segurança dos intervenientes e probabi-
lidades de resolução
Identificar indicadores e critérios de desempenho
Identificar prioridades de intervenção a curto, médio e longo prazo
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Critérios de desempenho
Quantifica as variáveis descritoras do comportamento do fogo (velocidade de propagação, comprimento de chama, intensidade)
e distingue tipologias de propagação
Relaciona alterações do comportamento do fogo com as variáveis ambientais
Relaciona os tipos de combustíveis com o comportamento do fogo
Recolhe nas fontes adequadas e prepara informação no formato de entrada para utilização em sistemas preditivos de com-
portamento do fogo
Prevê comportamento do fogo e as respetivas consequências nas estratégias e táticas de supressão
Identifica os recursos necessários e sua organização para a supressão e proteção contra incêndios
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1.ª série
N.º 102
27-05-2026
Acompanha a situação e adapta estratégias e táticas às alterações registadas ou previstas
Prioriza intervenções com base na avaliação do risco e das capacidades de supressão, a curto, médio e longo prazo
Condições de exercício (contexto em que decorre a ação)
Em gabinete no âmbito de simulações ou de caraterização de comportamento de fogo
Em gabinete, face às condições de propagação (orografia, meteorologia, ocupação do solo, combustíveis, acessibilidades, etc.),
para antecipação de medidas de pré-supressão ou de estratégicas de supressão, face aos riscos e ao potencial de supressão
Na análise de ignições ativas para determinação das condições de propagação do fogo e dos fatores determinantes
Em teatros de operações para determinação de comportamento esperado do fogo e apoio na definição de estratégias e táticas
de supressão
Conteúdos programáticos/Programa de Formação
Principais fatores com influência no comportamento do fogo (Meteorologia, Orografia, Combustíveis), sua identificação, inte-
ração e preponderância nas diversas tipologias de propagação do fogo
Predição do comportamento do fogo versus avaliação do perigo e do risco
Vegetação, tipo, estrutura e carga de combustíveis e modelos de combustíveis
Modelos de comportamento do fogo e sua utilização. Modelos empíricos e genéricos (Europeus, Americanos, Australianos)
Variáveis de entrada dos modelos, fiabilidade, recolha, tratamento e utilização nos modelos
Tipologia de comportamento de fogo, fatores determinantes, capacidades e estratégias de supressão
Fatores e condições conducentes a propagação por projeções a longa distância e interação entre fogos
Antecipação de condições de comportamento extremo do fogo e sua predição
Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação
presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns,
Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para
resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em
Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System ― LMS). Utilização de metodologia STEM, através da
oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas
aplicáveis à área de conhecimento.
Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma
a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos
e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser
promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa
e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema
ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
26
Trabalho de campo supervisionado (TC)
Aulas tutoriais (OT)
7
117/275
1.ª série
N.º 102
27-05-2026
Outros trabalhos (O)
3
Trabalho independente (TI)
7
TOTAL
43
Métodos de avaliação
Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível >=6 PNQ. Com precedência, ou em simultâneo com AI2-SF
Entidades formadoras
Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área do comportamento do fogo rural.
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres inter-
nacionais com experiência relevante na análise, ensino ou investigação em comportamento do fogo.
Docentes/Formadores
Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior na área do
comportamento do fogo.
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional em comporta-
mento do fogo.
Materiais, equipamentos e condições particulares
Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR
Projetor multimédia (presencial)
PC (formandos)
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR
ou outras)
ICNF, ENB/ANEPC
Referenciais de formação/bibliografia
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Análise dos Incêndios Florestais ocorridos a 15 de outubro de 2017. Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Univer-
sidade de Coimbra. ADAI/LAETA.
Castellnou, M., Miralles, M., Molina, D.M. and Martinez, E.R. 2009. Patrones de Propagación de Incendios.
Comissão Técnica Independente. (2017). Análise e apuramento dos factos relativos aos incêndios que ocorreram em Pedrógão
Grande, Castanheira de Pera, Ansião, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Arganil, Góis, Penela, Pampilhosa da Serra, Oleiros e Sertã,
entre 17 e 24 de junho de 2017. Lisboa: Assembleia da República.
Comissão Técnica Independente. (2018). Avaliação dos incêndios ocorridos entre 14 e 16 de outubro de 2017 em Portugal
Continental. Lisboa: Assembleia da República.
Cruz, M.G., Gold, J.S., Alexander, M.E., Sullivan, A.L., McCaw, W.L., & Matthews, S. 2015. A guide to rate of fire spread models
for Australian vegetation. Australasian Fire and Emergency Service Authorities Council Limited and Commonwealth Scientific
and Industrial Research Organisation.
118/275
1.ª série
N.º 102
27-05-2026
Fernandes, P.M., Loureiro, C., Botelho, H. 2012. PiroPinus: a spreadsheet application to guide prescribed burning operations in
maritime pine forest. Computers and Electronics in Agriculture 81: 58-61.
Finney, M. A. 1998. FARSITE: Fire Area Simulator-model development and evaluation. Res. Pap. RMRS-RP-4, Revised 2004.
Ogden, UT: US Department of Agriculture, Forest Service, Rocky Mountain Research Station. 47 p., 4.
Rothermel, R. C. 1983. How to predict the spread and intensity of forest and range fires. USDA Forest Service, PMS 436-1.
Ogden, UT.
Sullivan, A. L. 2009. WilDecreto-Leiand surface fire spread modelling, 1990–2007. 2: Empirical and quasi-empirical models.
International Journal of WilDecreto-Leiand Fire, 18(4), 369-386.
Vários (2013). Fire Management Today 73(4), Special Issue on Crown Fires.
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
AI5-GFR. Gestão do Fogo Rural
Designação
Organização, estratégias, técnicas e táticas de gestão, pré-supressão, e supressão em incêndios rurais, em função
do comportamento, das prioridades e da capacidade de supressão
Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade na identificação do risco,
definição de estratégias para a pré-supressão e para a supressão e definição de estratégias, técnicas e táticas para supressão
de incêndios rurais, sejam detentores dos melhores conhecimentos e capacidades, que permitam o planeamento, ativação,
coordenação e gestão dos procedimentos adequados às necessidades de GFR, e a identificar e a registar possibilidades de
melhoria contínua.
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Saber utilizar as ferramentas de visualização das condições meteorológicas, de índices estruturais e meteorológicos de com-
portamento do fogo, retirar e relacionar as informações recolhidas com o comportamento do fogo
Interpretar, na perspetiva de comportamento do fogo, as informações de caraterização e visualização do uso do solo, das
características da paisagem, de cartografia de perigo e de risco, do histórico de incêndios e das intervenções de gestão e pre-
venção implementadas no território.
Saber estimar o comportamento do fogo face às informações existentes, identificando os fatores principais de propagação,
a intensidade do fogo, os principais vetores de propagação e a sua expansão temporal e espacial
Identificar pontos críticos, zonas de expansão e de oportunidades de combate, em termos espaciais e temporais
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Interpretar resultados de simuladores de comportamento do fogo e integrá-los nas decisões estratégicas e operacionais
Definir condições e procedimentos para classificação de fogos de gestão de combustíveis
Conhecer e saber definir estratégias, táticas e técnicas de supressão de incêndios rurais, com base no comportamento do
fogo e nos recursos disponíveis
Identificar o potencial das ignições, estratégias e prioridades de intervenção, com base na situação, caraterísticas do território,
comportamento do fogo, valores em risco, capacidades de supressão e simultaneidade
Identificar as necessidades, estratégias e táticas de pré-supressão e de supressão mais adequadas em termos espaciais
e temporais, em função do comportamento expectável ou verificado do fogo, das probabilidades de êxito e da exposição ao
risco por parte dos operacionais
Identificar, com base nas previsões e informações disponíveis, situações de comportamento extremo do fogo propensas
à ocorrência de grandes incêndios e de situações complexas de supressão e socorro
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Caraterizar e identificar situações particulares de perigo e de risco em situações extremas, define e domina os procedimentos
para acionar meios de comunicação a operacionais, populações, através nomeadamente de OCS
Conhecer a influência nas probabilidades de reativação e de reacendimentos das condições meteorológicas, dos índices de
comportamento do fogo, da orografia e dos complexos de combustíveis
Identificar situações potenciais, registar informações, análises, decisões estratégicas e resultados obtidos para fins de
after-action review, melhoria contínua e implementação de capacidade de lições aprendidas
Critérios de desempenho
Estima, com base nas informações de apoio à decisão disponíveis, nomeadamente de provisões meteorológicas, da cartografia
de risco estrutural, da orografia, de combustíveis, da ocupação do solo e do histórico de incêndios, o comportamento esperado
do fogo, principais vetores de propagação e expansão
Identifica, no espaço e no tempo, pontos críticos de expansão de incêndios, oportunidades de supressão, e situações críticas
de risco para os intervenientes, populações e património construído e natural
Identifica, face ao histórico e às condições, medidas especiais de vigilância, comunicação e pré-supressão
Identifica, por antecipação, no espaço e no tempo, com atualizações permanentes, as estratégias, prioridades e táticas de
supressão e prioridades de proteção
Identifica, por antecipação, situações potenciais de gestão de incêndios como fogos de gestão de combustíveis e redireciona
a estratégia sempre que a situação o exigir
Identifica por antecipação condições meteorológicas conducentes à ocorrência de ignições por comportamentos e causas
específicas e propõe limitação de atividades e comportamentos
Identifica antecipadamente condições extremas de perigo e de risco e propõe a adoção de medidas adequadas de comunicação
a operacionais (alertas) e à população (avisos)
Determina as estratégias, táticas e técnicas de combate mais adequadas ao comportamento esperado do fogo e ao sucesso
da supressão, com a adequada integração e complementaridade
Identifica prioridades das intervenções entre e Intra ocorrências
Identifica, por antecipação e por observação, situações extremas de comportamento de fogo que ultrapassem a capacidade
de combate, analisa e decide se devem ser adotadas exclusivamente de estratégias de proteção
Identifica e regista situações a analisar, a evitar, a corrigir, a melhorar ou a replicar, contribuindo para a melhoria contínua
e para a capacidade de lições aprendidas
Condições de exercício
Em gabinete, para definição de condições e procedimentos, com base na análise de histórico
Em gabinete, para avaliação de condições, acompanhamento de situação, definição de estratégias e de necessidades de
intervenção
No terreno e em teatros de operação, para gestão de ocorrências em tempo real
No pós-evento, no terreno e em gabinete, para de-briefings e identificação de oportunidades de melhoria
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Conteúdos programáticos/Programa de Formação
Informações e fontes de informação importantes para apoio à decisão em para gestão de incêndios rurais (meteorologia, índices
de comportamento do fogo, uso do solo, cartografia de modelos de combustíveis, histórico de incêndios, etc.)
Análise de casos de estudo de incêndios rurais para identificação dos elementos determinantes no comportamento do fogo
Relação entre condições meteorológicas e da vegetação, causas de incêndios e possibilidades da sua mitigação
Identificação de pontos críticos de expansão do fogo, zonas de oportunidade de supressão e de situações críticas de defesa
prioritária
Caraterísticas identificáveis por antecipação que determinam o comportamento do fogo e sobretudo a ocorrência de situações
críticas ou extremas de comportamento do fogo
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Organização de ações de pré-supressão especiais face ao perigo e risco
Possibilidades de mitigação na pré-supressão e supressão de situações críticas em incêndios rurais
Tipologia de propagação de incêndios e situações extremas associadas às mesmas.
Estratégias, táticas e técnicas de supressão a privilegiar em função do comportamento do fogo
Condições e aspetos a ter em consideração para a gestão de incêndios como fogos de gestão de combustíveis
Identificação e análise de situações de impossibilidade de atuação na supressão e necessidade exclusiva de proteção e pos-
sibilidades de atuação
Gestão simultânea de ações de supressão e de proteção
Identificação de condições meteorológicas, da tipologia e condições dos combustíveis conducentes a necessidades especiais
de rescaldo
Organização de ações dedicadas de identificação de pontos quentes após extinção, rescaldo e vigilância para diminuição de
reativações e reacendimentos em situações de elevado potencial
Análise de casos de estudo de incêndios extremos e complexos para identificação de possibilidade de mitigação dos seus
impactes mais graves
Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação
presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns,
Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para
resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em
Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System ― LMS). Utilização de metodologia STEM, através da
oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas
aplicáveis à área de conhecimento.
Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma
a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos
e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser
promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa
e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema
ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
Trabalho de campo supervisionado (TC)
Aulas tutoriais (OT)
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Outros trabalhos (O)
Trabalho independente (TI)
TOTAL
0
Métodos de avaliação
Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final
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1.ª série
N.º 102
27-05-2026
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível ≥6 PNQ. Com precedência ou em simultâneo com AI4-CF
Entidades formadoras
Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área análise e gestão de incêndios
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres inter-
nacionais com experiência relevante na análise, ensino ou investigação da análise e gestão de incêndios
Docentes/Formadores
Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior na área da análise
e gestão de incêndios
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional em análise
e gestão de incêndios
Materiais/Equipamentos
Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR
Projetor multimédia (presencial)
PC (formandos)
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR
ou outras)
ANEPC, ICNF
Referenciais de formação/bibliografia
Análise dos Incêndios Florestais ocorridos a 15 de outubro de 2017. Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Univer-
sidade de Coimbra. ADAI/LAETA.
Comissão Técnica Independente. (2017). Análise e apuramento dos factos relativos aos incêndios que ocorreram em Pedrógão
Grande, Castanheira de Pera, Ansião, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Arganil, Góis, Penela, Pampilhosa da Serra, Oleiros e Sertã,
entre 17 e 24 de junho de 2017. Lisboa: Assembleia da República.
Comissão Técnica Independente. (2018). Avaliação dos incêndios ocorridos entre 14 e 16 de outubro de
2017 em Portugal Continental. Lisboa: Assembleia da República.
Forestales: In: Vélez, R. (ed.). Incendios Forestales: Fundamentos y Aplicaciones. McGraw-Hill. Pp. 274–282. Finney,
Grillo, F.F., Castellnou, M., Molina, D.M, Martínez, E.R., and Fababú, D.D. 2008. Análisis del Incendio Forestal: planificación de la
extinción, Editorial AIFEMA, Granada, Spain. 144 p.
Macedo, W.; Sardinha, A.. 1993. Fogos florestais. Publicações Ciência e vida, Lisboa.
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
AI6-GR. Gestão de Recursos em incêndios rurais
Designação
Ativação, organização, gestão e coordenação de recursos operacionais em fogos rurais para a pré-supressão, supressão
e proteção
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N.º 102
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Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade no planeamento, organização,
gestão e coordenação de recursos operacionais para a gestão, pré-supressão, supressão e socorro em incêndios rurais sejam
detentores dos melhores conhecimentos e capacidades necessárias à sua adequada distribuição, mobilização e utilização,
e a identificar e propor melhorias contínuas.
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Conhecer a legislação, a organização e os normativos do sistema de gestão integrada de fogos rurais
Saber que tipos de recursos humanos e materiais podem, são ou devem ser utilizados no âmbito dos incêndios rurais, desde
os tecnológicos de apoio à decisão, de deteção ou visualização, até às ferramentas manuais, e desde o analista de incêndios
até ao operacional menos qualificado
Conhecer a tipologia, especificidades, rentabilidade, produtividade, eficácia, eficiência dos diversos recursos utilizados no
âmbito dos incêndios rurais, ao nível da supressão e do socorro
Conhecer as capacidades e limitações dos vários tipos de recursos, a sua adequação às várias situações de comportamento
de fogo e as possibilidades e necessidades de complementaridade entre eles
Conhecer, organizar, e utilizar devidamente os diversos sistemas e dispositivos de comunicação disponíveis e passiveis de
utilização no âmbito das operações de gestão e PCIR
Dimensionar e gerir a tipologia e necessidades de recursos em teatro de operações, sua distribuição na(s) ocorrência(s) e sua
evolução no tempo, de acordo com as condições observadas e previstas, capacidades, disponibilidades, e necessidades
e especificidades de atuação
Identificar lacunas, necessidades e oportunidades de melhoria ao nível dos recursos materiais e humanos utilizados no âmbito
dos incêndios rurais
Critérios de desempenho
Procede à ativação e organização dos recursos humanos e materiais em função das necessidades e especificidades nas várias
fases da cadeia de processos dos incêndios rurais
Identifica os recursos necessários segundo a tipologia e capacidades mais adequadas ao comportamento do fogo, às priori-
dades de intervenção e à eficiência das ações
Planeia, organiza e gere necessidades de recursos segundo as diferentes tipologias, no espaço e no tempo, de acordo com as
condições observadas e previstas, prioridades e necessidades de intervenção
Utiliza os recursos disponíveis, potenciando ao máximo a complementaridade entre conhecimentos, capacidades e eficiência
Planeia e organiza adequadamente sistema de comunicação, para os operacionais e público em geral via OCS
Identifica lacunas, necessidades e oportunidades de melhoria ao nível dos recursos materiais e humanos utilizados no âmbito
dos incêndios rurais
Condições de exercício
Em gabinete, para definição de procedimentos, e organização de recursos, face às necessidades potenciais ou efetivas, de
acordo com as previsões de fatores determinantes e situações observadas
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
No terreno e em teatros de operação, para gestão de recursos em operações
No pós-evento, no terreno e em gabinete, para de-briefings e identificação de oportunidades de melhoria
Conteúdos programáticos/Programa de Formação
Principais aspetos da legislação, diretivas e normativos existentes no âmbito do SGIFR, e sua implicação com a disponibilidade
de recursos humanos e materiais
Funções, atividades chave, qualificações, capacidades e complementaridades dos intervenientes no SGIFR
Tipologia de recursos para a deteção, pré-supressão, supressão e socorro no âmbito dos incêndios rurais
Especificidade, capacidade, limitações, produtividade dos recursos utilizados nos IR
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1.ª série
N.º 102
27-05-2026
Adequação da diferente tipologia recursos e de complementaridade entre os mesmos às condições de comportamento do
fogo e prioridades de supressão e proteção
Planeamento da ativação e organização de recursos de supressão e socorro em IR
Sistemas de comunicações entre operacionais e para o público em geral, sua organização, utilização, redundâncias e limitações
Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação
presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns,
Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para
resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em
Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da
oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas
aplicáveis à área de conhecimento.
Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma
a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos
e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser
promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa
e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema
ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
Trabalho de campo supervisionado (TC)
Aulas tutoriais (OT)
Outros trabalhos (O)
Trabalho independente (TI)
TOTAL
0
Métodos de avaliação
Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível ≥6 PNQ. Com precedência de AI5_GF
Entidades formadoras
Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na gestão de recursos no âmbito dos
incêndios rurais
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres inter-
nacionais com experiência relevante na gestão de recursos no âmbito dos incêndios rurais
124/275
1.ª série
N.º 102
27-05-2026
Docentes/Formadores
Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior na gestão de
recursos no âmbito dos incêndios rurais
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional na gestão de
recursos no âmbito dos incêndios rurais
Materiais/Equipamentos
Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR
Projetor multimédia (presencial)
PC (formandos)
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR
ou outras)
ANPEC, ICNF
Referenciais de formação/bibliografia
Forestales: In: Vélez, R. (ed.). Incendios Forestales: Fundamentos y Aplicaciones. McGraw-Hill. Pp. 274–282. Finney,
Grillo, F.F., Castellnou, M., Molina, D.M, Martínez, E.R., and Fababú, D.D. 2008. Análisis del Incendio Forestal: planificación de la
extinción, Editorial AIFEMA, Granada, Spain. 144 p.
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
AI8-FAD. Ferramentas de Apoio à Decisão em incêndios rurais
Designação
Utilização de ferramentas de apoio à decisão, através das informações e tecnologias existentes para a gestão e PCIR,
nomeadamente através de operações de análise espacial em sistemas de informação geográfica
Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade no planeamento, organização,
gestão e coordenação nas várias fases da cadeia de processos, sejam detentores dos conhecimentos e das capacidades de
utilização de ferramentas de apoio à decisão, informações e tecnologias existentes, que conduzam ao melhor aproveitamento
do conhecimento, previsões, desenvolvimento e organização dos processos e tomada de decisões mais eficaz e eficiente,
identificação de potencial de melhoria contínua dessas ferramentas e decisões, e sua implementação, difusão e partilha.
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Conhecer os produtos de caraterização e da ocupação do solo, do perigo meteorológico, disponibilizados pelas entidades do
sistema e as suas principais aplicações analíticas e no apoio a decisão (ex. COS, COSsim, interface, perigosidade, mapa de
valor, severidade Sentinel ICNF, etc.)
Conhecer e compreender os fundamentos das Ciências e Tecnologias de Informação Geográfica e Cartográfica
Adquirir e processar dados alfanuméricos e geográficos, relacionando informação de fontes múltiplas e formatos distintos
Realizar operações de análise espacial em vetor e raster e com ferramentas de análise de dados avançadas em folha de cálculo
e ligação com os resultados a bases de dados geográficas
Aplicar os conhecimentos adquiridos nas tarefas relacionadas com o SGIFR
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N.º 102
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Conhecer os princípios dos simuladores de comportamento do fogo, funcionamento, uso potencial e utilização dos resultados
obtidos na prevenção e na supressão de IR
Conhecer e compreender os fundamentos da Deteção Remota
Conhecer e compreender as especificidades dos Drones enquanto plataformas de Deteção Remota
Critérios de desempenho
Utiliza os produtos de caraterização do território, da sua ocupação, do perigo meteorológico, e outros com importância no
apoio à decisão no SGIFR
Compreende as diferentes componentes e áreas do conhecimento envolvidas nos Sistemas de Informação Geográfica
Consegue recolher informação em fontes oficiais, nacionais e estrangeiras, transformar e processar os dados brutos e integrar
todos os elementos num projeto coerente e estruturado
Consegue realizar operações de análise espacial, nomeadamente geoprocessamento de dados em vetor e raster e ligação
com base de dados
Consegue aplicar, com autonomia, os conhecimentos adquiridos, no processamento de dados relacionados com as tarefas
de análise de incêndios rurais
Compreende os fundamentos da Deteção Remota
Consegue desenvolver um projeto de deteção remota, desde a aquisição das imagens até ao produto final, nomeadamente
o cálculo de índices espectrais ou a cartografia de áreas ardidas
Compreende as especificidades dos Drones e as suas potenciais aplicações
Condições de exercício
Em gabinete no âmbito de simulações ou de caraterização de comportamento de fogo
Em gabinete, face às condições de propagação (orografia, meteorologia, ocupação do solo, combustíveis, acessibilidades, etc.),
para antecipação de medidas de pré-supressão ou de estratégicas de supressão, face aos riscos e ao potencial de supressão
Na análise de ignições ativas para determinação das condições de propagação do fogo e dos fatores determinantes
Em teatros de operações para determinação de comportamento esperado do fogo e apoio na definição de estratégias e táticas
de supressão
Conteúdos programáticos/Programa de Formação
Sistemas de Informação Geográfica
Cartografia existente de caraterização e ocupação do solo, e informações de perigo meteorológico de incêndio
Introdução aos Sistemas de Informação Geográfica
Sistemas de Referenciação Geográfica
Modelos e Formatos de Dados Geográficos (Vetoriais; Raster; Nuvens de Pontos; Malhas 3D; Bases de Dados; Serviços Web
Geográficos)
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Fontes de Dados Espaciais e Alfanuméricos (Cartografia Oficial e Homologada; Deteção Remota; GNSS; Dados Abertos).
Metadados
Interoperabilidade de Dados (Importação, Exportação e Transformação)
Criação e Edição de Dados Espaciais em Gabinete e no Campo
Análise Espacial em Vetor (Operações Básicas de Geoprocessamento; Análise de Redes)
Análise Espacial em Raster (Análise Geomorfológica; Análise de Visibilidade; Álgebra de Mapas e Análise Multicritério)
Preparação, processamento de dados para simuladores de comportamento do fogo, verificação, organização da informação
e preparação para divulgação dos principais indicadores para utilização expedita.
Partilha e Publicação de Informação Geográfica
126/275
1.ª série
N.º 102
27-05-2026
Deteção Remota
Radiação Eletromagnética
Plataformas, Sensores Espaciais e Missões de Observação da Terra
Acesso a Dados de Observação da Terra
Pré-Processamento de Imagens (Correção Atmosférica; Orto retificação)
Criação de Compósitos de Imagens; Mosaicos; Subsets
Cálculo de Índices Espectrais.
Exercícios Finais
Identificação de oportunidades de combate, pontos críticos de abertura de incêndios e de situações prioritárias de defesa
Cálculo das Áreas Fora da Capacidade de Extinção, com os Outputs dos Simuladores de Comportamento do Fogo
Processamento de Imagens de Satélite para Obtenção da Área Ardida e Avaliação da Severidade de um grande incêndio rural
Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação
presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns,
Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para
resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em
Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da
oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas
aplicáveis à área de conhecimento.
Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma
a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos
e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser
promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa
e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema
ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível ≥6 PNQ. Com precedência de AI4-CF
Entidades formadoras
Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação, nas áreas das Ciências e Tecnologias
de Informação Geográfica, Cartográfica e Deteção Remota
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres interna-
cionais com experiência relevante na utilização, ensino ou investigação em Ciências e Tecnologias de Informação Geográfica,
Cartográfica e Deteção Remota, e sua aplicação no âmbito dos fogos rurais
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Docentes/Formadores
Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior nas áreas das
Ciências e Tecnologias de Informação Geográfica, Cartográfica e Deteção Remota
Co docentes (internos ou externos) com experiência comprovada superior a 3 anos no ensino e/ou na utilização das Ciências
e Tecnologias de Informação Geográfica, Cartográfica e Deteção Remota associadas aos incêndios rurais
Materiais/Equipamentos
Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em Incêndios Rurais
Projetor multimédia (presencial)
PC com permissões para instalação de software Open Source
127/275
1.ª série
N.º 102
27-05-2026
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR
ou outras)
ICNF, DGT, ANEPC
Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
40
Trabalho de campo supervisionado (TC)
Aulas tutoriais (OT)
Outros trabalhos (O)
10
Trabalho independente (TI)
TOTAL
50
Métodos de avaliação
Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final
Referenciais de formação/bibliografia
Botella-Martínez, M.A., Fernández-Manso, A., 2017. Estudio de la severidad post-incendio en la Comunidad Valenciana com-
parando los índices dNBR, RdNBR y RBR a partir de imágenes Landsat 8. Revista de Teledetección. (49):33-47. doi:10.4995/
raet.2017.7095.
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FA Sousa, RJN Dos Reis, and JCF Pereira. Simulation of surface fire fronts using firelib and gpus. Environmental Modelling &
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Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
AI8-PE. Prevenção Estratégica de fogo rural
Designação
Planeamento estratégico de intervenções preventivas estruturais de incêndios rurais, para maximização da sua eficiência,
tendo como referência o risco, a incidência, as causas, as atividades, o histórico e o comportamento esperado do fogo, os
custos de implementação e manutenção e a eficácia das intervenções no apoio à supressão e na mitigação dos impactos
do fogo
Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade no planeamento, organiza-
ção, implementação de programas de gestão de combustíveis e sua utilização, sejam detentores dos conhecimentos e das
capacidades de utilização de ferramentas de apoio à decisão, que conduzam à melhor racionalidade financeira, eficácia e efi-
ciência dos resultados que se pretendem obter na supressão e PCIR, à sua divulgação, avaliação da sua adequação e utilização
e à identificação e registo de possibilidades de melhoria contínua.
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Conhecer a importância das causas e sua relação com ações preventivas a implementar
Conhecer as várias utilizações do fogo no território, seus impactos e potencial de gestão e mitigação
Conhecer as técnicas de gestão de combustíveis, reações das espécies e formações e avaliar a sua eficiência na alteração do
comportamento do fogo e as potenciais utilizações na supressão e PCIR
Conhecer os princípios básicos e prioritários para a efetividade das intervenções de prevenção estrutural, tendo em conside-
ração nomeadamente as estratégias e técnicas de supressão mais utilizadas em Portugal
Conhecer e estimar taxas de crescimento e de recuperação da vegetação e sua relevância nas intervenções preventivas
Conhecer e considerar devidamente os custos de implementação e de manutenção das diferentes técnicas de intervenção de
gestão de combustíveis
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Analisar histórico de incêndios e identificar as intervenções de prevenção mais adequadas para a sua mitigação com base
no mesmo.
Definir áreas estratégicas de intervenção, com base na identificação de pontos críticos de expansão de incêndios, de zonas
de oportunidade de combate e de áreas criticas de proteção e nas possibilidades de alteração do comportamento do fogo
Dimensionar e calendarizar intervenções com base nas caraterísticas das formações vegetais, orografia e efetividade de
impacto no comportamento do fogo.
Identificação das técnicas de gestão de combustíveis a utilizar, intervalos de manutenção e custos associados
Planear, organizar e implementar rede primária, rede secundária e mosaicos de gestão de combustíveis, maximizando a sua
eficácia no apoio à supressão e à PCIR
Avaliar o impacto das intervenções no comportamento do fogo, na diminuição da sua expansão e na melhoria de oportunidades
de supressão passiva e ativa
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Critérios de desempenho
Relaciona as causas de incêndio com as prioridades e tipologias de intervenção para a prevenção
Domina os princípios básicos para a efetividade das ações de prevenção estrutural, nomeadamente na sua interligação para
apoio à supressão e melhoria da proteção
Conhece a influência das diferentes variáveis no comportamento do fogo e a forma como as intervenções preventivas devem
ser planeadas para alterarem efetivamente o comportamento do fogo, e as suas limitações
Domina as diferentes técnicas de gestão de combustíveis, custos diretos e indiretos associados, seus impactos nas diferentes
espécies e complexos de combustíveis e no comportamento do fogo, e efeitos na criação de oportunidades de supressão e na
PCIR.
Localiza e calendariza intervenções e técnicas de gestão de combustíveis em locais estratégicos, com o dimensionamento
adequado à efetiva alteração de comportamento do fogo, de forma a potenciar ao máximo a relação custos/benefícios.
Analisa histórico de incêndios e avalia o impacto que as intervenções preventivas poderiam ter na alteração do mesmo
Tem capacidade para localizar e dimensionar rede primária, mosaicos de gestão de combustíveis e outras intervenções nos
melhores locais para apoio à supressão e selecionar as técnicas de intervenção mais eficientes
Avalia a eficácia e eficiência das ações de prevenção estrutural implementadas, a interação com a supressão, identifica
necessidades de correção e de melhoria ao nível das intervenções e da sua utilização para os objetivos previstos de apoio
à supressão e PCIR
Condições de exercício (contexto em que decorre a ação)
Em gabinete no âmbito de análises das informações de apoio à decisão, no planeamento, desenvolvimento e aferição de
propostas de intervenção
Em gabinete, face às condições de propagação de ocorrências para identificação e comunicação das oportunidades de combate
associadas às intervenções executadas de prevenção estrutural
Em teatros de operações para apoio à organização do dispositivo para máximo aproveitamento de oportunidades de combate
criadas pela prevenção estrutural
No pós-evento, para análise de utilização, eficácia e integração, e no desenvolvimento de propostas de melhoria ao nível das
intervenções, da integração e interação
Conteúdos programáticos/Programa de Formação
Potencialidades da prevenção face às causas de incêndio e em particular face ao uso do fogo
Objetivos das intervenções de prevenção estrutural, estratégias associadas e necessidades de integração com supressão e PCIR
Diferentes táticas e técnicas de prevenção estrutural, eficácia na alteração do comportamento do fogo, potencialidades, limi-
tações, custos e complementaridades
Princípios básico e componentes do planeamento estratégico de prevenção estrutural. Histórico de incêndios, orografia, uso
e ocupação do solo, meteorologia, utilização para a supressão, custos diretos e indiretos e sua relação com produtividade
e rentabilidade dos espaços
Dimensionamento e calendarização das intervenções de prevenção estrutural face aos objetivos e às necessidades de alteração
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
de comportamento do fogo para criação de oportunidades de supressão e melhoria da proteção
Avaliação da utilização das intervenções de prevenção estrutural nas operações de supressão e proteção, da sua eficácia
e eficiência e identificação de necessidades e oportunidades de melhoria.
Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação
presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns,
Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para
resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em
Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da
oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas
aplicáveis à área de conhecimento.
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Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma
a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos
e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser
promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa
e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema
ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
Trabalho de campo supervisionado (TC)
Aulas tutoriais (OT)
Outros trabalhos (O)
Trabalho independente (TI)
TOTAL
0
Métodos de avaliação
Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível ≥6 PNQ. Com precedência de AI1-ECR e de AI4-CF
Entidades formadoras
Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na prevenção estrutural de incêndios rurais
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres inter-
nacionais com experiência relevante na análise, ensino ou investigação na prevenção estrutural de incêndios rurais
Docentes/Formadores
Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior na prevenção
estrutural de incêndios rurais
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional na prevenção
estrutural de incêndios rurais
Materiais/Equipamentos
Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em Incêndios Rurais
Projetor multimédia (presencial)
PC (formandos)
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR
ou outras)
ICNF
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Referenciais de formação/bibliografia
AFN / GAUF. Vários trabalhos desenvolvidos de análise de risco e proposta de gestão estratégica de combustíveis para perí-
metros florestais.
Cruz, M.G.. 2004. Guia fotográfico para a identificação de combustíveis florestais – Região Centro de Portugal, Modelos de
combustível, ADAI, Coimbra.
GiFF SA. Vários trabalhos desenvolvidos no âmbito de análise de risco e propostas de gestão estratégica de combustíveis
Macedo, W.; Sardinha, A.. 1993. Fogos florestais. Publicações Ciência e vida, Lisboa.
Mark Beighley & A. C. Hyde (fevereiro 2018). Gestão dos Incêndios Florestais em Portugal numa Nova Era Avaliação dos Riscos
de Incêndio, Recursos e Reformas.
Propostas de implementação da medida compensatória 4 (MC4) – programa de proteção e valorização de habitats prioritários.
ação MC4.3 – redução do risco de incêndio. GiFF, Edição 01, janeiro 2013.
Salgueiro, A., Serra, A., Fernandes, L., Ribeiro, M. & Serôdio, R. (2020). Aferição de Impactos e Otimização da Implementação
do Plano de Redução do Risco de Incêndio do Baixo Sabor (Medida Compensatória Mc4.3 – Redução Do Risco De Incêndio):
Aproveitamento Hidroelétrico Do Baixo Sabor. Porto: EDP Gestão da Produção de Energia, S.A.
Silva, Joaquim Sande (Ed.). (2007). Proteger a Floresta - Incêndios, pragas e doenças (Vol. 8). Lisboa: Público/Fundação
Luso-Americana para o Desenvolvimento/Liga para a Proteção da Natureza.
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
AI9 - PCIR. Proteção Contra Incêndios Rurais
Designação
Planeamento e organização da identificação de situações de risco. da implementação de boas práticas para defesa
do edificado, de infraestruturas e de pessoas contra incêndios rurais, da gestão da emergência e da criação de condições
para retorno à normalidade
Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade no planeamento, organização,
implementação e fiscalização da PCIR, tenham os conhecimentos e capacidades que permitam identificar situações criticas
de risco, que conduzam à identificação, planeamento, adoção, implementação e ativação das medidas e dos procedimentos
mais adequados, antes, durante e após os eventos, ao nível da prevenção, comunicação, autoproteção, proteção e socorro das
pessoas e do património construído, nomeadamente através do programa aldeias seguras e dos planos especiais de emergên-
cia para incêndios rurais, e das estruturas operacionais, garantindo a segurança necessária para o retorno à normalidade das
populações, em particular em situações extremas de comportamento do fogo, à sua divulgação, avaliação da sua adequação
e utilização, e à identificação, registo e comunicação de possibilidades de melhoria contínua.
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Domínio da regulamentação, dos normativos e dos programas relativos aos incêndios rurais, especificamente na emissão de
avisos e alertas, das ações preventivas e de atuação para a PCIR
Identificar parâmetros e condições para determinação de perigo e de risco de incêndio para pessoas e património construído
Conhecer e dominar processos de emissão de avisos e alertas e de mobilização de meios de comunicação de risco e de situa-
ções críticas às populações e operacionais
Planear e organizar ativação de sistemas expeditos de comunicação do perigo, do risco, de alerta e de emergência para dis-
positivo operacional, entidades, OCS e público.
Identificar situações críticas de risco de incêndio, nomeadamente de situações complexas que ultrapassem a capacidade de
extinção e impliquem priorização ao socorro
Conhecer os materiais e tipologias de construção e a sua vulnerabilidade ao fogo
Conhecer os principais fatores de vulnerabilidade ao fogo exterior do património construído
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Conhecer os mecanismos de propagação do fogo com origem em incêndios rurais ao património construído
Identificar e propor medidas para diminuição do riso de propagação de incêndio nas interfaces urbano florestais e ao edificado
Identificar e propor ações para melhoria da autoproteção contra incêndios rurais
Identificar e implementar procedimentos de vigilância ativa e intervenção para minimizar ocorrência de incêndios no património
construído após a passagem da frente de incêndio rural
Identificar e tipificar situações críticas de propagação do fogo no património construído e organizar a sua mitigação
Conhecer os impactos do fumo na saúde pública e na organização das operações de proteção e socorro.
Organização de dispositivo para a proteção e socorro de pessoas e do património construído no âmbito dos incêndios rurais
Conhecer os fatores de avaliação e de verificação para limitação de circulação, identificação de alternativas e reabertura de
vias de acesso
Identificar e tipificar necessidades de evacuação de populações para locais seguros
Desenvolver, organizar e implementar planos de prevenção e de emergência para proteção das pessoas das interfaces e do
edificado
Elaboração de normativos e planos especiais de emergência para PCIR e identificar as situações para a sua ativação e imple-
mentação
Critérios de desempenho
Prepara normas de procedimentos para emissão de avisos e de alertas e de adequação de procedimentos adaptadas às pre-
visões de comportamento do fogo, ao perigo e ao risco
Planeia, organiza e operacionaliza emissão de comunicações, avisos, alertas e condicionamento de comportamentos de
risco, face ao comportamento esperado do fogo, perigo, risco, potencial de ignições, capacidades de supressão e potenciais
necessidades de proteção e socorro
Identifica e tipifica situações críticas de risco estrutural nas interfaces e no edificado e ações preventivas a implementar para
a sua mitigação
Elabora e organiza implementação e ativação de planos especiais de emergência para PCIR
Define condições e organização das comunidades para autoproteção, nomeadamente através do programa aldeias seguras
Organiza dispositivo operacional para proteção e socorro, face ao comportamento do fogo, e às prioridades e capacidades
de intervenção
Identifica por antecipação, situações extremas de comportamento do fogo, potencial de afetação de pessoas e de património
construído, estratégias, organização e prioridades de intervenção
Identifica situações críticas de risco para as populações, estima o tempo útil das intervenções, identifica, aciona e coordena
os recursos e procedimentos necessários para reação adequada ao nível de risco e tempo útil
Tipifica e Identifica, por antecipação, necessidades potenciais de ativação de planos especiais de emergência, de recursos
e de procedimentos de deteção, primeira intervenção, ataque ampliado, proteção e socorro
Identifica situações críticas e prioridades de intervenção para proteção, socorro, evacuação e condicionamentos à circulação
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Desenvolve e implementa procedimentos de verificação de condições que permitam o retorno das populações à normalidade
Identifica, regista e comunica necessidades e oportunidades de melhoria
Condições de exercício (contexto em que decorre a ação)
Em gabinete, na tipificação de situações e preparação de propostas de atuação, e no desenvolvimento de planos especiais
de emergência de PCIR
Em gabinete, face às condições de propagação, às ignições e às ocorrências, para antecipação de perigo, identificação de
situações de risco e de prioridades e estratégias de comunicação, organização e intervenção
Em teatros de operações para planeamento, gestão e coordenação de intervenções.
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Conteúdos programáticos/Programa de Formação
Regulamentação, orientações, normativos e planificação existentes relativas à PCIR, sua organização e aplicação
Padrões de construção em Portugal e sua relação com risco de propagação de fogo por incêndios rurais. Potencial de ignição,
vulnerabilidade e boas práticas construtivas e de organização do espaço envolvente
Identificação e avaliação de perigosidade e do risco de propagação de incêndio rural na interface e ao património construído.
Condições estruturais e de comportamento do fogo
Exposição de estruturas e componentes infraestruturais aos incêndios rurais em função das características da região e da
área de implantação;
Caraterísticas das interfaces urbano florestais para diminuição do risco de vida e da propagação de incêndios rurais ao
património construído
Segurança pessoal e coletiva em incêndios rurais. Medidas de autoproteção, equipamentos e infraestruturas de proteção
Casos de estudo de propagação de incêndios rurais ao património construído e infraestruturas, de incêndios complexos,
e identificação de medidas de mitigação
Compreensão e identificação de condições meteorológicas de comportamento do fogo com potencial de afetação de pessoas
e de bens e sua relação com emissão de avisos, alertas e de comunicações de emergência.
Relação entre comportamento do fogo, estratégias, oportunidades, prioridades e tipologia de intervenções.
Necessidades de planeamento e organização para mitigação de impactos sobre pessoas e edificado
Identificação de situações críticas para infraestruturas e edificado que possam por em risco a permanência e circulação de
pessoas. Identificação, organização e implementação de intervenções de mitigação.
Elaboração, ativação e implementação de planos especiais de emergência para incêndios rurais
Planeamento e organização de verificação de condições de retorno à normalidade de circulação e permanência de pessoas.
Exercício prático de análise da perigosidade de afetação de estruturas de danos estruturais usando casos reais. Para além do
diagnóstico, os exercícios deverão prever a conceção e análise de eficiência de medidas de autoproteção.
Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação
presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns,
Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para
resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em
Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da
oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas
aplicáveis à área de conhecimento.
Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma
a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos
e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser
promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa
e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema
ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Carga horária prevista (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
Trabalho de Campo Supervisionado
Estudo
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Exercícios (aula)
Trabalho final
TOTAL
0
Métodos de avaliação
Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível ≥6 PNQ. Com precedência ou em simultâneo com AI4-CF
Entidades formadoras
Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área da proteção e socorro contra
incêndios rurais
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres inter-
nacionais com experiência relevante na análise, ensino ou investigação na proteção e socorro contra incêndios rurais
Docentes/Formadores
Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior na proteção
e socorro contra incêndios rurais
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional na proteção
e socorro contra incêndios rurais
Materiais/Equipamentos
Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR
Projetor multimédia (presencial)
PC (formandos)
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR
ou outras)
ANEPC, GNR
Referenciais de formação/bibliografia
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
Análise dos Incêndios Florestais ocorridos a 15 de outubro de 2017. Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Univer-
sidade de Coimbra. ADAI/LAETA.
Braun, C.C. 1995. Addressing the common behavioural element in accidents and incidents. In: Putnam, T. (ed.).
Comissão Técnica Independente. (2017). Análise e apuramento dos factos relativos aos incêndios que ocorreram em Pedrógão
Grande, Castanheira de Pera, Ansião, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Arganil, Góis, Penela, Pampilhosa da Serra, Oleiros e Sertã,
entre 17 e 24 de junho de 2017. Lisboa: Assembleia da República.
Comissão Técnica Independente. (2018). Avaliação dos incêndios ocorridos entre 14 e 16 de outubro de 2017 em Portugal
Continental. Lisboa: Assembleia da República.
Manual de apoio. Incêndios e turismo em territórios rurais. Autoproteção e segurança. AGIF I.P. e Turismo de Portugal.
Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais. AGIF I.P. 2019.
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Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
AI10 -MF. Meteorologia e Fogos rurais
Designação
Compreensão, identificação e utilização de previsões meteorológicas, de índices de instabilidade atmosférica e de Índices
e subíndices de comportamento meteorológico do fogo, em particular do FWI adaptado para Portugal e respetivos subín-
dices, e sua implicação nas estratégias de pré-supressão e supressão. Interações entre física da atmosfera, meteorologia
sinóptica e de superfície, e comportamento do fogo. Identificação por antecipação da possibilidade de ocorrência de situa-
ções meteorológicas extremas na sua interação com o fogo
Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta certificação, que os agentes do SGIFR com responsabilidade na avaliação de situações
de risco meteorológico, na emissão de avisos e alertas, na organização e afetação de recursos para vigilância, deteção, pré-po-
sicionamento, supressão e socorro e na coordenação de situações operacionais, sejam capazes de utilização e interpretação
por antecipação dos fatores meteorológicos determinantes para a elevação de situações de perigo e de risco, dotando-os
nomeadamente das capacidades de utilização de ferramentas de apoio à decisão, que conduzam à adoção e implementação
de estratégias, procedimentos e medidas mais adequadas para a supressão e socorro, em particular em situações previstas ou
verificadas de comportamento extremo do fogo, à sua divulgação, avaliação da sua adequação e utilização, e à identificação,
registo e implementação de iniciativas para melhoria contínua.
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Entender os efeitos dos processos atmosféricos nos incêndios rurais.
Identificar a relevância do clima e dos fatores meteorológicos na incidência e comportamento do fogo
Compreender as relações de interdependência entre o estado do tempo, a vegetação e os combustíveis e o seu impacto no
comportamento do fogo
Relacionar as previsões meteorológicas com as condições de comportamento do fogo e capacidades de supressão
Relacionar, antes, durante ou após evento, as condições meteorológicas e o comportamento expectável do fogo com a sua
severidade
Relacionar as condições meteorológicas e de índices de comportamento do fogo com a probabilidade de ocorrências de
incêndio por causas acidentais e estruturais
Avaliar a estabilidade atmosférica, diretamente ou através de índices, e identificar efeitos no comportamento do fogo
Identificar e dominar a utilização de ferramentas preditivas meteorológicas e antecipar potenciais situações de ocorrência de
grandes incêndios
Identificar, por antecipação as condições meteorológicas que determinam a ocorrência de fenómenos extremos de compor-
tamento do fogo, que ultrapassem a capacidade de extinção e que possam degenerar em incêndios complexos com afetação
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
de pessoas e bens construídos
Identificar, por antecipação situações meteorológicas extremas que determinem a adoção de medidas adequadas de comunicação
e de emergência, para adoção de estratégias de pré-supressão e supressão, e salvaguarda da vida e do património construído.
Critérios de desempenho
Compreende a interação entre clima, meteorologia e fogo
Conhece e explora as informações das previsões meteorológicas e a importância dos vários componentes no comportamento
do fogo
Conhece os índices e subíndices de previsão do comportamento meteorológico do fogo, em particular o FWI, compreende os
fatores que os condicionam e os efeitos esperados.
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Identifica por antecipação situações de instabilidade atmosférica e a sua influência no comportamento do fogo
Identifica, por antecipação, face às previsões, o comportamento potencial do fogo
Identifica, por antecipação, face às previsões, potencial de ignição por várias causas acidentais e estruturais e desenvolve
propostas de mitigação
Identifica, por antecipação, situações meteorológicas conducentes a comportamentos extremos do fogo
Conhece, compreende e identifica situações de interação entre fogo e meteorologia, em particular daquelas conducentes
à iteração das condições meteorológicas por influência do fogo
Condições de exercício (contexto em que decorre a ação)
Em gabinete na recolha, tratamento e análise de informações para antecipação de comportamento potencial de fogo e iden-
tificação de situações extremas
Em gabinete, face às condições de propagação para antecipação de medidas de mitigação de comportamentos de risco, estra-
tégias e necessidades particulares de pré-supressão ou de supressão, face aos riscos e ao potencial de supressão
Na análise de ignições ativas para determinação das condições de propagação do fogo e dos fatores determinantes
Em teatros de operações para determinação de comportamento esperado do fogo e apoio na definição de estratégias e táticas
de supressão
Conteúdos programáticos/Programa de Formação
Temperatura, Humidade Relativa e Ambiente de incêndio.
Estabilidade e Circulação Geral da Atmosfera. Padrões de pressão e de vento
Regime de ventos, ventos especiais e considerações do estado do tempo. Fenómenos de subsidência
Sistemas Meteorológicos de Superfície
O tefigrama como ferramenta de previsão e de análise do comportamento do fogo
Nuvens e o estado do tempo. Sistemas convectivos e trovoadas
Padrões piro meteorológicos significativos
Índices e subíndices meteorológicos de comportamento do fogo e a importância na ocorrência e propagação do fogo
Interação entre fogo e meteorologia e situações potenciais de criação de fenómenos meteorológicos pelo fogo
Análise de histórico de incêndios rurais, sobretudo de grandes incêndios para identificação e compreensão da influência dos
fatores meteorológicos determinantes
Casos de estudo de grandes incêndios e de incêndios complexos, fatores determinantes meteorológicos associados. Possi-
bilidades de antecipação da situação, tempo útil de decisão e estratégias potenciais de mitigação
Impactos das mudanças climáticas nos incêndios rurais. Adaptação e mitigação
Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
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A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação
presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns,
Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para
resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em
Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da
oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas
aplicáveis à área de conhecimento.
Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir
o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação
de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida
a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades
de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema
ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
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Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
Trabalho de campo supervisionado (TC)
Aulas tutoriais (OT)
Outros trabalhos (O)
Trabalho independente (TI)
TOTAL
0
Métodos de avaliação
Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível ≥6 PNQ. Com precedência, ou em simultâneo com AI4-CF
Entidades formadoras
Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área da meteorologia e comporta-
mento do fogo rural.
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres inter-
nacionais com experiência relevante na análise, ensino ou investigação em comportamento do fogo.
Docentes/Formadores
Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior na área da
meteorologia e comportamento do fogo.
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional em meteorologia
e comportamento do fogo.
Materiais/Equipamentos
Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR
Projetor multimédia (presencial)
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PC (formandos)
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR
ou outras)
IPMA
Referenciais de formação/bibliografia
Alexander, M.E. (2000). Fire behaviour as a factor in forest and rural fire suppression. Forest Research, Rotorua, in association
with the New Zealand Fire Service Commission and National Rural Fire Authority, Wellington. Forest Research Bulletin No. 197,
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Chuvieco E (Ed), 2009. Earth Observation of WilDecreto-Leiand Fires in Mediterranean Ecosystems. Springer, 257 p.
Comissão Técnica Independente. (2017). Análise e apuramento dos factos relativos aos incêndios que ocorreram em Pedrógão
Grande, Castanheira de Pera, Ansião, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Arganil, Góis, Penela, Pampilhosa da Serra, Oleiros e Sertã,
entre 17 e 24 de junho de 2017. Lisboa: Assembleia da República.
Comissão Técnica Independente. (2018). Avaliação dos incêndios ocorridos entre 14 e 16 de outubro de 2017 em Portugal
Continental. Lisboa: Assembleia da República.
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Control Operations, Winds, Moisture, Temperature, Fronts, Thunderstorms, Climate. Progressive Management, Smashwords Edition
ISBN: 9781310514876.
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268/275 27-05-2026 N.º 102 1.ª série
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269/275 27-05-2026 N.º 102 1.ª série
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SIGLAS E ACRÓNIMOS gerais
A3ES Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior
AEF Área de Educação e Formação
AGIF Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, I. P.
ANEPC Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil
ANQEP Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional
CB Corpo de Bombeiros
CCDR Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional
CCOD Centro de Coordenação Operacional Distrital
CDON Centro de Coordenação Operacional Nacional
CIM Comunidades Intermunicipais
CM Câmara Municipal
CMGIFR Comissão Municipal de Gestão Integrada de Fogos Rurais
CNGIFR Comissão Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais
CNQ Catálogo Nacional de Qualificações
CODIS Comandante Operacional Distrital
COS Comandante das Operações de Socorro
CRGIFR Comissão Regional de Gestão Integrada de Fogos Rurais
CSGIFR Comissão Sub-Regional de Gestão Integrada de Fogos Rurais
CTI Comissão Técnica Independente
DGADR Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural
DGAV Direção Geral de Alimentação e Veterinária
DGERT Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho
DGES Direção Geral do Ensino Superior
DRA Direção Regional de Agricultura e Pescas
EAC Entidades da Administração Central
EAL Entidades da Administração Local
ENB Escola Nacional dos Bombeiros
FA Força Aérea
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FFAA Forças Armadas
GNR Guarda Nacional Republicana
ICNF Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, I. P.
IEFP Instituto de Emprego e Formação Profissional
INEM Instituto Nacional de Emergência Médica, I. P.
IPMA Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I. P.
ISS Instituto da Segurança Social, I. P.
MF Ministério das Finanças
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OPF Organizações de Produtores Florestais
PCO Posto de Comando Operacional
PEA Plano Estratégico de Ação
PJ Polícia Judiciária
PNGIFR Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais
PNQ_SGIFR Plano Nacional de Qualificação dos Ativos do Sistema Integrado de Gestão de Fogos Rurais
POSIT Ponto de situação
PRV Entidades Privadas (inclui AFOCELCA, entre outras)
PSP Polícia de Segurança Pública
PT Pontos de Trânsito
QNQ Quadro Nacional de Qualificações
SGO Sistema de Gestão de Operações
SGIFR Sistema de Gestão Integrado de Fogos Rurais
SNQ Sistema Nacional de Qualificações
TO Teatro de Operações
ZA Zona de Apoio
ZCR Zona de Concentração e Reserva
ZS Zona de Sinistro
SIGLAS E ACRÓNIMOS tabelas de funções, atividades chave e qualificações
AD Apoio à Decisão
AdCL Adjunto Célula Logística
AdCO Adjunto Célula de Operações
AdCP Adjunto Célula Planeamento
AdOL Adjuntos Oficial Ligação, de outras entidades
adRP Adjunto Relações Públicas
AdS Adjunto de Segurança
Ant Antecipação
ap Avaliação prejuízos
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
apa Alteração da paisagem
aps Apoio psicológico e social
as Programa aldeias seguras
ATA Ataque ampliado
ATI Ataque inicial
ccm Coordenação municipal
C Condutor
Cd Coordenação
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cf Comandante de frente
Ch Chefiar equipas, brigadas ou pelotões
ChB Chefiar Brigadas
ChE Chefiar Equipas
ChP Chefiar Pelotões ou Companhias
ci Coordenação de intervenções
cm Chefiar manobras
COS Comandante de Operações de Socorro
cq Contenção química
cro Comunicação de perigo e de risco aos operacionais
crp Comunicação de perigo e de risco às populações
cs Comandante de setor
CTO Comando Tático Operacional
ea Estabilização ambiental
eh Equipa helitransportada
em Emergência médica
Esp Especialistas
Est Nível Estratégico
fc Fogo controlado
fg Fogos de gestão
fm Ferramentas manuais
fmm Ferramentas motomanuais
fp Fiscalização da prevenção
ft Fitofármacos
gc Gestão de combustíveis
gci Gestão de combustíveis e de ignições
gcp Gestão de combustíveis e apoio pastorícia
gec Gestão estratégica de combustíveis
gec Gestão estratégica de combustíveis
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
GFR Gestão do Fogo Rural
gi ogos de gestão (gestão de ignições)
igfr Infraestruturação para gestão de fogo rural
ipcir Infraestruturação para proteção contra incêndios
ma Monitorização e Avaliação
mae Meios aéreos
maq Máquinas (máquinas de rasto e tratores)
maqr Máquinas de rasto
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1.ª série
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mea Manobras de supressão com água
mec Manobras de extinção por carência
mm Moto-manual
mr Meios e recursos
ms Manobras de supressão
mtr Meios terrestres
OL Oficial Logística
Olx Oficial Ligação
OO Oficial Operações
OP Oficial Planeamento
Op Nível Operacional
op Operacional/manobra
OPAR Adjunto Operações Aéreas
PCIR Proteção Contra Incêndios Rurais
PCO Posto Comando Operacional
PE Pós-Evento
PE1 Investigação de causas
PE2 Recuperação
PE3 Melhoria contínua
PL Planeamento
PL1 Diretrizes Estratégias Planeamento Integrado
PL2 Normas técnicas e Diretrizes Operacionais
PNA Programa nacional de Ação
po Planeamento e Organização
POSIT Ponto de Situação
ppc Proteção património construído
PR Preparação
PR1 Educação e capacitação das Comunidades
PR2.1 Comunicação do risco às populações (avisos)
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
PR2.2 Comunicação de risco ao dispositivo operacional (alertas)
PS Pré-Supressão
PS1 Análise de Risco
PS2 Vigilância
PS3 Pré-Posicionamento
PV Prevenção
PV1 Gestão de território rural.
PV2 Proteção do território edificado
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PV3 Verificação das condições de segurança
PV4 Fiscalização
qq Queimas e queimadas
rdi Redes de defesa para infraestruturação território
re Rescaldo
rgi Redução e gestão de ignições
ri Redução de ignições
rpv Rede postos de vigia e teledeteção
rs Rede secundária
SC Supressão e Socorro
SC1 Ataque Inicial
SC2 Ataque Ampliado
SC3 Rescaldo e Extinção
SC4 Restabelecimento de segurança
SC5 Execução de planos de emergência de proteção civil
si Sistemas informação
SIOPS Sistema integrado de operações de proteção e socorro
SGIFR Sistema de gestão integrada de fogos rurais
SGO Sistema de gestão de operações
Sup Formação de nível ≥ 6 do Quadro Nacional de Qualificações (QNQ)
Ta Nível Tático
tr Tratores
vdd Vigilância, deteção e dissuasão
vp Vigilância e deteção passiva (sem meios de supressão)
va Vigilância e deteção ativa com meios de supressão
119948401
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026
275/275
1.ª série
N.º 102
27-05-2026
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS