Diário da República, 1.ª série
Portaria n.º 373/2019
- Data
- 2019-10-15
- Tipo
- Portaria
- Emitente
- TRABALHO, SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL
Texto integral (3425 palavras)
Portaria n.º 373/2019
de 15 de outubro
Sumário: Alteração da Portaria n.º 214/2019, de 5 de julho, que procedeu à criação da medida de
Apoio ao Regresso de Emigrantes a Portugal, no âmbito do Programa Regressar.
A Portaria n.º 214/2019, de 5 de julho, procedeu à criação da medida de Apoio ao Regresso
de Emigrantes a Portugal, no âmbito do Programa Regressar, criado através da Resolução do
Conselho de Ministros n.º 60/2019, de 28 de março, que consiste num apoio financeiro a conceder
diretamente aos destinatários, bem como da comparticipação em custos de transporte de bens e
nos custos de viagem dos destinatários e respetivos membros do agregado familiar, mediante a
celebração de um contrato de trabalho em Portugal continental.
Esta medida, tendo uma componente de ativação e de resposta às necessidades do mer-
cado de trabalho português que passa por estimular os processos de tomada de decisão dos
que se encontram ainda fora do país, tem também uma componente de apoio à integração na
sociedade portuguesa daqueles que já regressaram a Portugal ao longo de 2019 e que o fize-
ram na expetativa de beneficiar de um conjunto de apoios que foram anunciados no final de
2018. Foi este o espírito que conduziu a que se estabelecesse que são elegíveis à medida de
apoio ao regresso de emigrantes a Portugal todos os que estiveram fora do país pelo menos
três anos e que regressem ao país e que tenham contratos de trabalho iniciados a partir de 1
de janeiro de 2019.
A portaria que criou a medida estabeleceu que as candidaturas relativas a contratos de traba-
lho celebrados antes da sua entrada em vigor deveriam ser apresentadas no prazo de 90 dias a
contar da data de abertura das candidaturas à medida, dispondo-se também que as candidaturas
relativas a contratos celebrados em data posterior à da entrada em vigor da portaria deveriam ser
apresentadas no prazo máximo de 60 dias a contar da data de início do contrato de trabalho. Agora,
por uma questão de equidade para com os potenciais destinatários da medida que, reunindo todas
as condições de elegibilidade, não estejam devidamente informados sobre este apoio ao regresso
e à integração em Portugal, eliminam-se esses prazos, potenciando assim o alcance deste instru-
mento de política pública.
Por outro lado, estabeleceu-se na portaria que criou a medida que os destinatários devem
apresentar, no momento da submissão da candidatura, documento comprovativo da situação
de emigrante, de seu familiar ou do respetivo agregado familiar, conforme aplicável, emitido
por autoridade diplomática ou consular portuguesa. Ora, verificando-se que, nalguns casos, os
destinatários deste apoio não dispõem de comprovativo emitido por autoridade diplomática ou
consular portuguesa, dispondo, contudo, de documentação que comprova, de modo inequívoco,
que cumprem este requisito de acesso à medida, passa agora a prever-se que são válidos para
efeitos de prova de cumprimento dos requisitos previstos na alínea a) do n.º 1 do artigo 1.º, bem
como no n.º 2 do mesmo artigo, outros documentos que, inequivocamente, comprovem tal ou
tais situações.
Foram ouvidos os parceiros sociais com assento na Comissão Permanente de Concertação
Social.
Assim, ao abrigo do disposto no artigo 13.º e no n.º 1 do artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 13/2015,
de 26 de janeiro, da alínea d) do n.º 2 do artigo 6.º da Portaria n.º 34/2017, de 18 de janeiro, al-
terada pela Portaria n.º 95/2019, de 29 de março, e da alínea l) do n.º 1 do artigo 3.º da Portaria
n.º 131/2017, de 7 de abril, retificada pela Declaração de Retificação n.º 15/2017, de 27 de abril, e
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alterada pela Portaria n.º 70/2019, de 27 de fevereiro, manda o Governo, pelo Secretário de Estado
do Emprego, o seguinte:
Artigo 1.º
Alteração da Portaria n.º 214/2019, de 5 de julho
O artigo 8.º da Portaria n.º 214/2019, de 5 de julho, passa a ter a seguinte redação:
«Artigo 8.º
[...]
1— .....................................................................
2— .....................................................................
3 — Com a apresentação da candidatura, o destinatário deve disponibilizar ao IEFP, I. P.,
nomeadamente, os seguintes documentos:
a) Documento comprovativo da situação de emigrante, de seu familiar ou do respetivo agregado
familiar, conforme aplicável, emitido por autoridade diplomática ou consular portuguesa, ou outros
documentos que, inequivocamente, comprovem tal ou tais situações;
b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
c) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4 — (Anterior n.º 6.)
5 — (Anterior n.º 7.)
6 — (Anterior n.º 8.)»
Artigo 2.º
Aplicação no tempo
1 — A presente portaria aplica-se às candidaturas apresentadas após a sua entrada em
vigor.
2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, a alteração introduzida à alínea a) do n.º 3
do artigo 8.º aplica-se ainda às candidaturas apresentadas em data anterior à entrada em vigor da
presente portaria.
Artigo 3.º
Republicação
É republicada em anexo à presente portaria, da qual faz parte integrante, a Portaria n.º 214/2019,
de 5 de julho, com a redação atual.
Artigo 4.º
Entrada em vigor
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
O Secretário de Estado do Emprego, Miguel Filipe Pardal Cabrita, em 4 de outubro de 2019.
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ANEXO
(a que se refere o artigo 3.º)
Republicação da Portaria n.º 214/2019, de 5 de julho,
Artigo 1.º
Objeto
1 — A presente portaria define a medida de Apoio ao Regresso de Emigrantes a Portugal, no
âmbito do Programa Regressar, criado através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 60/2019,
de 28 de março, adiante designada por «medida».
2 — A presente medida consiste na atribuição de um apoio financeiro a conceder pelo Instituto
do Emprego e da Formação Profissional, I. P., adiante designado por IEFP, I. P., aos emigrantes ou
familiares de emigrantes que iniciem atividade laboral por conta de outrem no território de Portu-
gal continental, bem como na comparticipação das despesas inerentes ao seu regresso e do seu
agregado familiar.
Artigo 2.º
Objetivos
A presente medida tem como objetivo incentivar o regresso e a fixação de emigrantes ou
familiares de emigrantes em Portugal, através de um apoio financeiro a conceder diretamente aos
destinatários, bem como da comparticipação em custos de transporte de bens e nos custos de
viagem dos destinatários e respetivos membros do agregado familiar, mediante a celebração de
um contrato de trabalho em Portugal continental.
Artigo 3.º
Destinatários
1 — São destinatários dos apoios previstos na presente medida os cidadãos que reúnam,
cumulativamente, as seguintes condições:
a) Iniciem atividade laboral em Portugal continental entre 1 de janeiro de 2019 e 31 de dezem-
bro de 2020, mediante a celebração de contrato de trabalho por conta de outrem;
b) Sejam emigrantes que tenham saído de Portugal até 31 de dezembro de 2015;
c) Tenham a respetiva situação contributiva e tributária regularizada;
d) Não se encontrem em situação de incumprimento no que respeita a apoios financeiros
concedidos pelo IEFP, I. P.
2 — São igualmente destinatários da presente medida os familiares dos emigrantes referidos
na alínea b) do número anterior, desde que reúnam as condições previstas nas alíneas a) e c) do
número anterior.
Artigo 4.º
Requisitos dos destinatários
1 — Para efeitos da alínea a) do n.º 1 do artigo anterior, são elegíveis os contratos de trabalho,
sem termo, que reúnam os seguintes requisitos:
a) Tenham início entre 1 de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2020;
b) Garantam a observância do previsto em termos de retribuição mínima mensal garantida
e, quando aplicável, do respetivo instrumento de regulamentação coletiva de trabalho, nomeada-
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mente na determinação da remuneração prevista no contrato de trabalho, bem como das restantes
condições laborais exigíveis por lei;
c) Sejam celebrados a tempo completo ou parcial.
2 — Para efeitos da alínea b) do n.º 1 do artigo anterior, considera-se emigrante o cida-
dão nacional que tenha residido durante, pelo menos, 12 meses, com caráter permanente,
em país estrangeiro e onde tenha exercido atividade remunerada por conta própria ou por
conta de outrem.
3 — Para efeitos do n.º 2 do artigo anterior, considera-se familiar de emigrante o cônjuge ou
equiparado, o parente ou afim em qualquer grau da linha reta e até ao 3.º grau da linha colateral
que com ele tenha residido, com caráter permanente, em país estrangeiro, por período não inferior
a 12 meses.
Artigo 5.º
Apoios financeiros
1 — Os destinatários referidos no artigo 3.º que reúnam comprovadamente os requisitos
elencados no artigo 4.º têm direito a um apoio financeiro no valor de seis vezes o Indexante de
Apoios Sociais (IAS).
2 — Tendo por base um período normal de trabalho de 40 horas semanais, o apoio financeiro
previsto no número anterior é reduzido na devida proporção, caso o contrato seja celebrado a
tempo parcial.
3 — Ao apoio financeiro previsto nos n.os 1 e 2 podem acrescer os seguintes apoios comple-
mentares:
a) Comparticipação dos custos da viagem para Portugal do destinatário e restantes membros
do agregado familiar, com o limite de três vezes o valor do IAS;
b) Comparticipação dos custos de transporte de bens para Portugal, com o limite de duas
vezes o valor do IAS;
c) Comparticipação dos custos com o reconhecimento, em Portugal, de qualificações acadé-
micas ou profissionais do destinatário, com o limite do valor do IAS.
4 — O apoio financeiro previsto nos n.os 1 e 2 é majorado em 10 % por cada elemento do
agregado familiar do destinatário que fixe residência em Portugal, até um limite de três vezes o
valor do IAS.
5 — Os apoios previstos nas alíneas a) e b) do n.º 3, bem como a majoração prevista no nú-
mero anterior, só são aplicáveis uma vez por agregado familiar.
6 — O apoio previsto nos n.os 1 e 2 só pode ser concedido uma vez, não podendo o mesmo
destinatário beneficiar deste apoio mais do que uma vez.
7 — Para efeitos do disposto no presente artigo, considera-se o conceito de agregado
familiar definido no artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 70/2010, de 16 de junho, alterado pela Lei
n.º 15/2011, de 3 de maio, e pelos Decretos-Leis n.os 113/2011, de 29 de novembro, e 133/2012,
de 27 de junho.
Artigo 6.º
Elegibilidade de despesas
1 — Para efeitos de concessão dos apoios complementares previstos no n.º 3 do artigo 5.º,
consideram-se elegíveis as despesas realizadas a partir de 1 de junho de 2018 e até ao 12.º mês
posterior ao pagamento da primeira prestação do apoio.
2 — As despesas relativas a cada membro do mesmo agregado familiar apenas podem ser
apresentadas a financiamento e objeto de apoio uma vez.
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Artigo 7.º
Apoios em sede de políticas ativas
Aos destinatários da presente medida, bem como aos elementos do seu agregado familiar,
mediante inscrição como desempregado no IEFP, I. P., é garantido o acesso às respostas de política
ativa de emprego e formação profissional, prevendo-se desde já a sua elegibilidade no âmbito das
medidas Contrato-Emprego e Estágios Profissionais, nos termos dispostos na alínea d) do n.º 2
do artigo 6.º da Portaria n.º 34/2017, de 18 de janeiro, alterada pela Portaria n.º 95/2019, de 29 de
março, e na alínea l) do n.º 1 do artigo 3.º da Portaria n.º 131/2017, de 7 de abril, retificada pela
Declaração de Retificação n.º 15/2017, de 27 de abril, e alterada pela Portaria n.º 70/2019, de 27
de fevereiro.
Artigo 8.º
Regime de acesso
1 — O período de candidatura é definido por deliberação do Conselho Diretivo do IEFP, I. P.,
e divulgado no seu portal eletrónico, sendo aprovadas candidaturas até ao limite da dotação or-
çamental fixada.
2 — A candidatura aos apoios previstos na presente medida deve ser efetuada no portal ele-
trónico do IEFP, I. P.
3 — Com a apresentação da candidatura, o destinatário deve disponibilizar ao IEFP, I. P.,
nomeadamente, os seguintes documentos:
a) Documento comprovativo da situação de emigrante, de seu familiar ou do respetivo agregado
familiar, conforme aplicável, emitido por autoridade diplomática ou consular portuguesa, ou outros
documentos que, inequivocamente, comprovem tal ou tais situações;
b) Cópia do contrato do trabalho que permita verificar o cumprimento dos requisitos previstos
no n.º 1 do artigo 4.º;
c) Declaração de não dívida ou autorização de consulta online da situação contributiva perante
a Autoridade Tributária e Aduaneira e a Segurança Social.
4 — O IEFP, I. P., decide a candidatura no prazo de 20 dias úteis a contar da data da sua
apresentação.
5 — Após a notificação da decisão de aprovação da candidatura, o destinatário deve apresentar
ao IEFP, I. P., nomeadamente, os seguintes documentos:
a) Termo de aceitação da decisão de aprovação e comprovativo de IBAN, no prazo de 10 dias úteis;
b) Comprovativos das despesas já efetuadas com as viagens do destinatário e dos restantes
membros do agregado familiar;
c) Comprovativos das despesas já efetuadas com o transporte de bens;
d) Comprovativos das despesas já efetuadas com o reconhecimento de qualificações.
6 — A falta de envio dos documentos previstos no número anterior, bem como o seu envio
fora de prazo, salvo apresentação de motivo justificativo que seja aceite, determina a caducidade
da decisão de aprovação.
Artigo 9.º
Termo de aceitação
O termo de aceitação define as obrigações do destinatário perante o IEFP, I. P., nomeadamente
as seguintes:
a) Manter o contrato de trabalho durante o período mínimo de 12 meses;
b) Manter as condições previstas na alínea c) do n.º 1 do artigo 3.º desde a data da candidatura
e durante o período de duração do apoio;
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c) Entregar os comprovativos da realização das despesas até ao final do sexto ou do décimo
segundo mês civil subsequente ao primeiro pagamento do apoio;
d) Comunicar, por escrito, ao IEFP, I. P., a mudança de domicílio ou de qualquer alteração à
candidatura inicialmente aprovada, nomeadamente a cessação do contrato e respetiva causa, no
prazo de 10 dias úteis.
Artigo 10.º
Pagamento
1 — Os apoios financeiros previstos nos n.os 1, 2 e 4 do artigo 5.º são pagos da seguinte
forma:
a) 50 % do montante total aprovado, no prazo de 10 dias úteis após a entrega do termo de
aceitação e demais documentação comprovativa;
b) 25 % do montante total aprovado, no sétimo mês civil após a data de início do contrato de
trabalho;
c) 25 % do montante total aprovado, no décimo terceiro mês após a data de início do contrato
de trabalho.
2 — Os apoios complementares previstos no n.º 3 do artigo 5.º são pagos nos prazos previstos
no número anterior, em função da data de entrega dos respetivos comprovativos de despesa, até
ao final do sexto ou do décimo segundo mês civil subsequente ao primeiro pagamento do apoio.
3 — O pagamento dos apoios previstos nos números anteriores fica sujeito à verificação da
manutenção das condições necessárias à sua concessão, conforme disposto nas alíneas a) e b)
do artigo 9.º
4 — A comprovação da manutenção do contrato de trabalho, nos termos da alínea a) do ar-
tigo 9.º, é efetuada com recurso à consulta de informação disponibilizada pela Segurança Social.
5 — As entidades empregadoras que assegurem a comparticipação de despesas referidas
no n.º 3 do artigo 5.º podem solicitar ao IEFP, I. P., o reembolso desses custos, dentro dos limites
estabelecidos na presente portaria e desde que exista uma candidatura aprovada relativa a contrato
de trabalho elegível celebrado com essa entidade empregadora.
Artigo 11.º
Incumprimento
1 — O incumprimento das obrigações relativas ao apoio financeiro e comparticipações conce-
didas no âmbito da presente portaria implica a imediata cessação dos mesmos e, eventualmente, a
restituição, total ou proporcional, dos montantes já recebidos, sem prejuízo do exercício do direito
de queixa por eventuais indícios da prática de crime.
2 — O destinatário deve restituir o apoio financeiro recebido previsto nos n.os 1 e 2 do artigo 5.º,
conforme o caso, nomeadamente quando, antes de decorrido o prazo de 12 meses desde o início
de vigência do contrato de trabalho, se verifique alguma das seguintes situações:
a) Denúncia do contrato de trabalho promovida pelo trabalhador;
b) Cessação do contrato de trabalho por acordo;
c) Despedimento por facto imputável ao trabalhador.
3 — Nos casos previstos nas alíneas a) e b) do número anterior, não há lugar à restituição do
apoio caso o destinatário apresente ao IEFP, I. P., no prazo de 30 dias úteis a contar da data de
cessação do contrato de trabalho, novo contrato de trabalho sem termo, a tempo completo ou par-
cial, que cumpra os requisitos previstos na alínea b) do n.º 1 artigo 4.º, mantendo-se as obrigações
até final do prazo inicialmente previsto.
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4 — Nos casos previstos na alínea c) do n.º 2, sempre que o destinatário, com base nos
pressupostos do despedimento, demonstre a propositura de ação judicial contra o empregador, os
prazos para a restituição dos apoios são suspensos, até a ação transitar em julgado.
5 — Não há lugar à restituição de qualquer montante nas situações em que, após o início do
pagamento do apoio financeiro, o destinatário, sendo familiar de emigrante, não tenha nacionali-
dade portuguesa, veja o visto caducado ou o pedido de autorização para residência permanente
recusado por motivos que não lhe sejam imputáveis.
6 — O destinatário deve restituir a totalidade do apoio financeiro e das comparticipações
recebidas quando se verifique qualquer forma de simulação para acesso ao disposto na presente
medida.
Artigo 12.º
Cumulação de apoios
1 — A atribuição dos apoios previstos na presente medida não prejudica a atribuição de outros
apoios à contratação para o mesmo posto de trabalho, nomeadamente os apoios previstos na me-
dida Contrato-Emprego, criada pela Portaria n.º 34/2017, de 18 de janeiro, e alterada pela Portaria
n.º 95/2019, de 29 de março, bem como os incentivos previstos no Decreto-Lei n.º 72/2017, de 21
de junho, ou outros da mesma natureza;
2 — A presente medida não é cumulável com:
a) A medida de Apoio à Mobilidade Geográfica no Mercado de Trabalho, prevista na Portaria
n.º 85/2015, de 20 de março;
b) A medida de Incentivo à Aceitação de Ofertas de Emprego, prevista na Portaria n.º 26/2015,
de 10 de fevereiro.
Artigo 13.º
Acompanhamento, verificação ou auditoria
Podem ser realizadas ações de acompanhamento, de verificação, de auditoria ou de inspeção
por parte dos serviços do IEFP, I. P., ou de outras entidades com competências para o efeito, tendo
em vista garantir e acautelar o cumprimento do previsto na presente portaria e demais regulamen-
tação aplicável.
Artigo 14.º
Execução, regulamentação e avaliação
1 — O IEFP, I. P. é responsável pela execução da medida no âmbito da verificação das condi-
ções de concessão do apoio e da manutenção das obrigações decorrentes da sua atribuição.
2 — O IEFP, I. P. elabora a regulamentação técnica necessária à execução da presente medida
no prazo de 10 dias úteis a contar da data de entrada em vigor da presente portaria.
3 — A presente medida será objeto de avaliação em sede da Comissão Permanente de Con-
certação Social, no prazo de dois anos a contar da data da sua entrada em vigor.
Artigo 15.º
Entrada em vigor e vigência
A presente medida entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
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