Diário da República, 1.ª série

Portaria n.º 328/2025/1

Data
2025-10-06
Tipo
Portaria
Emitente
DE E TRABALHO, SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL

Sumário

Procede à segunda alteração à Portaria n.º 92/2024/1, de 11 de março, a qual estabelece os requisitos mínimos relativos ao licenciamento, instalação, organização e funcionamento, recursos humanos e instalações técnicas das clínicas e consultórios médicos detidos por pessoas coletivas públicas, ins- tituições militares, instituições particulares de solidariedade social e entidades privadas

Texto integral (2329 palavras)

Portaria n.º 328/2025/1 [...] 1 — [...] a) [...] b) [...] 1/6 1.ª série N.º 192 06-10-2025 2 — Para efeitos do disposto na alínea b) do número anterior, consideram-se pequena cirurgia os procedimentos cirúrgicos ou outros procedimentos minimamente invasivos, nomeadamente: a) [...] b) [...] i) Procedimentos minimamente invasivos, designadamente laser, crioterapia, infiltração ­intra-articular, transplantes capilares, entre outros; ii) [...] c) [...] d) [...] 3 — [...] 4 — [...]» Artigo 3.º Norma revogatória É revogado o n.º 2 do artigo 20.º da Portaria n.º 92/2024/1, de 11 de março, na sua redação atual. Artigo 4.º Alteração aos anexos i, ii e iv da Portaria n.º 92/2024/1, de 11 de março Os anexos i, ii e iv da Portaria n.º 92/2024/1, de 11 de março, passam a ter a redação que consta do anexo à presente portaria, da qual faz parte integrante. Artigo 5.º Entrada em vigor A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação. O Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, em 1 de outubro de 2025. — A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, em 30 de setembro de 2025. — A Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, em 24 de setembro de 2025. ANEXO (a que se refere o artigo 4.º) «ANEXO I (a que se refere o artigo 16.º) Clínicas ou consultórios médicos Compartimentos a considerar: Portaria n.º 328/2025/1 Área útil Largura Designação Função do compartimento Observações mínima (m2) mínima (m) Área de acolhimento Possibilidade de partilha no caso de coexistência de várias tipolo- gias de atividade 2/6 1.ª série N.º 192 06-10-2025 Área útil Largura Designação Função do compartimento Observações mínima (m2) mínima (m) Receção/secretaria Secretaria com zona de atendi- - - - mento de público. Zona de espera Espera pelo atendimento - - Junto à receção/secretaria. Instalação sanitária de público - - - Adaptada a pessoas com mobili- dade condicionada. Área clínica/técnica Gabinete de consulta Elaboração da história clínica 10 a) 2,6 dos doentes e observação 12 Sala de observação/tratamentos Observação e tratamentos 12 (**) - Facultativa 16 Sala de exames endoscópios Realização de exames invasivos 16 3,0 Quando haja lugar à sua realização. Sala de preparação/recuperação Para preparação do utente (pré- 4/cadeirão - Exigível no caso de exames com -exame) e para recuperação após ou 10/maca analgesia, sedação ou anestesia. exames em que se utilize anal- gesia/sedação e/ou anestesia. Mínimo dois cadeirões/macas por sala de exames. IS utentes Para utentes Anexa ou próxima da sala de exa- mes ou de recuperação. Sala de prova de esforço Exames de prova de esforço 12 (**) - Quando haja lugar à sua realização e estimulação cardíaca 15 Sala de pequena cirurgia Para intervenções cirúrgicas 16 2,6 Facultativa com anestesia local, sem neces- sidade de cuidados especiais de recobro Zona de desinfeção de pessoal - - - De preferência, em área aberta, contígua à sala de pequena cirurgia Área de pessoal Possibilidade de partilha no caso de coexistência de várias tipolo- gias de atividade Vestiário de pessoal - - Com zona de cacifos b) Instalação sanitária de pessoal - - - Em unidades com mais de dois gabinetes de consulta. Área logística (*) Possibilidade de partilha, no caso de coexistência de várias tipolo- gias de atividade. Sala de sujos e despejos Para arrumação temporária de - - Com necessidade de despejos sacos de roupa suja e de resí- caso exista sala de observação/ duos, de material de limpeza tratamento, pequena cirurgia ou e despejos sala de exames endoscópicos. Área mínima deve garantir a fun- cionalidade da sala considerando o volume de sujos e tempo de per- manência. Deve ser garantida a separação Portaria n.º 328/2025/1 física entre o material de limpeza e os sujos. Área de reprocessamento Para limpeza e desinfeção de - - A área prevista deve garantir dispositivos médicos de uso a funcionalidade e segurança em Sala de descontaminação c) múltiplo todas as fases do reprocessa- mento dos dispositivos médicos. 3/6 1.ª série N.º 192 06-10-2025 Área útil Largura Designação Função do compartimento Observações mínima (m2) mínima (m) Área de reprocessamento Com esterilizador de tipo ade- - - d) e) quado e ligação à sala de des- Sala limpa contaminação por “guichet” ou por máquina de lavar com duas portas Zona de medicamentos Armazenagem - - Arrumação em armário Zona de roupa limpa Armazenagem - - Arrumação em armário/estante/ carro Zona de material de consumo Armazenagem - - Arrumação em armário/estante/ carro Zona de material de uso clínico Armazenagem - - Arrumação em armário/estante/ carro Material de limpeza Armazenagem de material de - - Possibilidade de partilha com limpeza. a sala de sujos se as unidades tiverem até cinco gabinetes de consulta. (*) Dispensável em unidades exclusivamente de psiquiatria. (**) Aceitável em unidades existentes, em funcionamento e, se aplicável, licenciadas, à data da publicação do presente diploma. a) Aceitável em: (i) gabinetes de consulta das especialidades que dispensam o uso de catre e (ii) em unidades existentes, em funcionamento e, se aplicável, licenciadas à data da publicação do presente diploma. b) Facultativo para os consultórios médicos, exceto se, para além dos médicos, esteja previsto mais de quatro trabalhadores em simultâneo. Facultativo também se o serviço estiver integrado numa unidade com vestiários centralizados. c) A sala de descontaminação é exigível quando a unidade não utilizar exclusivamente material descartável. d) A sala limpa é exigível quando a unidade não utilize exclusivamente material descartável e não dispuser de serviços centralizados de esterilização ou recurso ao exterior. e) Deve estar separada da sala de descontaminação por divisória integral até ao teto (ou teto falso), sendo admissível a existência de uma porta de comunicação. ANEXO II (a que se refere o artigo 16.º) Aquecimento, ventilação e ar condicionado (AVAC) Requisitos mínimos a considerar: 1 — Todos os compartimentos devem satisfazer as condições ambiente, de temperatura e de humidade, previstas na legislação em vigor. 2 — Em termos de exigências associadas aos equipamentos de renovação e de extração de ar (caudal de ar novo, caudal de extração ou níveis de filtragem, a título exemplificativo), deve ser verificado o maior dos requisitos que resultem da interseção do exigido na presente portaria e na legislação em vigor na área dos edifícios no âmbito da eficiência energética. 3 — A entidade deve realizar avaliação simplificada anual à qualidade do ar interior, nas condições expressas na legislação em vigor. Portaria n.º 328/2025/1 4 — Caso a entidade seja composta por um máximo de quatro gabinetes de consulta e de quatro compartimentos de apoio — receção, sala de espera, IS e uma sala de sujos — e se observem cons- trangimentos técnicos no cumprimento das exigências dos requisitos mínimos de caudal de ar novo, o autor do projeto deve adotar soluções alternativas que garantam a qualidade do ar. 4/6 1.ª série N.º 192 06-10-2025 Área clínica/técnica Sala de exames endoscópicos Sala de preparação/recuperação Tratamento UTA e ventilador privativos ** VC/UI * Filtragem suplementar sim, terminal, H13 não Humidificação não não Ar novo mínimo 100 m3/h.m2 (1) 35 m3/h.m2 (1), (2) Insuflação Difusores - Sobrepressão/subpressão Sobrepressão Sobrepressão Recirculação Sim (6 recirculações de ar por hora) sim Diferencial de temperatura máximo: 8º C em arrefecimento - Condições ambiente Verão: máximo de 25º C 20 a 25º C Inverno: mínimo 20º C Humidade Relativa: 30 a 60 % HR Área de reprocessamento (zona limpa) (se realizar Área de reprocessamento (sala de descontaminação) alguma fase do processo de esterilização (se realizar alguma fase do processo de esterilização ou desinfeção de alto nível) ou desinfeção de alto nível) Tratamento VC/UI (*) VC/UI * Ar novo mínimo 10 ren/h (1) 10 ren/h (1) Sobrepressão/subpressão Sobrepressão Subpressão Extração Sim, forçada (2) Sim, forçada (2) Sala de Pequena Cirurgia (4) - Tratamento UTA e ventilador por sala e anexos — (Privati- - vos) ** (3)(6) Filtragem suplementar sim, terminal; H13 - Humidificação sim, por vapor - Ar novo mínimo 100 m3/h.pessoa ou 5 Ren/h no mínimo - Insuflação Difusores com filtragem terminal - Sobrepressão/subpressão Sobrepressão (15± 5 Pa) - Recirculação 20 Rec/h - Diferencial de temperatura máximo 8º C em frio - Condições ambiente 20 — 26º C; 30 a 60 % + 5 % HR - Prova de esforço Sala de observações/tratamentos Tratamento VC/UI * VC/UI * Portaria n.º 328/2025/1 Extração Especifica da zona sim, forçada (2) Sobrepressão/subpressão Equilíbrio Subpressão Ar novo mínimo 2 ren/h (5) Condições ambiente 21 a 24º C 22 a 25.º C 5/6 1.ª série N.º 192 06-10-2025 Condições de extração de ar noutras salas de apoio aos diversos serviços Ventilação Nas salas de apoio com eventual produção de ambientes poluídos, serão aplicados sistemas de extração forçada de ar, devendo ser consideradas nesses casos as seguintes taxas de extração de ar: Sala de sujos e despejos — 10 ren/h (2); Instalações sanitárias — em conformidade com a legislação em vigor no SCE. Notas (1) Todas as UTA e UTAN deverão ser dotadas de módulo de pré-filtragem ePM10 ≥ 50 % e de módulo de filtragem ISO ePM1 ≥ 50 % ou ePM1 ≥ 80 %) (salas de exames endoscópicos, sala de pequena cirurgia e de desinfeção — zona limpa). (2) O sistema de extração de ar de “sujos” deve ser independente do de “limpos”. (3) Quanto à seleção das unidades de tratamento de ar/novo, recomenda-se que as mesmas devem apresentar certificado de construção higiénica adequada à classe de risco do espaço a climatizar. (4) Se a unidade verificar uma das seguintes condições: (i) integrar uma fração ou um edifício que disponha de um sistema de climatização com recurso a permuta térmica ar-água; (ii) disponibilizar exames endoscópicos ou pequena cirurgia; o recurso a equipamentos terminais do tipo ventiloconvetor (VC) ou unidade de indução (UI) é obrigatório. Noutros casos, poderão ser utilizados outros tipos de unidades terminais, desde que promovam a recirculação do ar com filtragem, e cumpram as exigências da norma EN 378-1, assim como a legislação em vigor. (5) Para os caudais mínimos de ar novo, aplica-se a legislação em vigor. (6) Recomenda-se que a UTA seja dotada de variador de velocidade, garantindo o caudal nominal. Observações * Ventiloconvectores (VC) ou unidades de indução (UI). ** Privativo (Equipamento dedicado exclusivamente a um único compartimento/espaço). *** Específico (Equipamento dedicado a um conjunto específico de compartimentos ou serviço). **** Sistema de Certificação Energética dos Edifícios (SCE). Outros requisitos: Para os compartimentos não indicados, relativamente às condições ambiente (temperatura e humidade), aplica-se a legislação em vigor. A admissão de ar exterior deve ser protegida com rede de aço inox de malha adequada e pré-filtro. Sempre que a admissão de ar seja direta na UTA(N) deve ser previsto um módulo de filtragem inicial complementar, associado à própria unidade. ANEXO IV (a que se refere o artigo 16.º) Instalações e equipamentos elétricos [...] [...] Notas 1 — Na iluminação interior, devem ser observadas as orientações constantes da Norma ISO 8995 CIE S 008/E de 15 de maio de 2003, contendo as especificações da Commission Internationale de L’Éclairage, ou da EN 12464-01/2021, sobre os níveis de iluminação e respetiva uniformidade em estabelecimentos de saúde, bem como Portaria n.º 328/2025/1 sobre a capacidade de restituição de cores das fontes luminosas a utilizar e sobre a prevenção do desconforto visual. As unidades novas ou sujeitas a remodelações em data posterior à publicação do presente diploma, devem dar cumprimento aos requisitos dos sistemas fixos de iluminação previstos no n.º 4 do anexo II da Portaria n.º 138-I/2021 de 1 de julho. 2 — A instalação elétrica geral, tal como os vários locais de uso médico devem ser concebidos em conformidade com as Regras Técnicas das Instalações Elétricas de Baixa Tensão, previstas na Portaria n.º 949-A/2006, de 11 de setembro.» 119605349 6/6 1.ª série N.º 192 06-10-2025 DEFESA NACIONAL, SAÚDE E TRABALHO, SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL Portaria n.º 329/2025/1, de 6 de outubro Sumário: Procede à segunda alteração à Portaria n.º 93/2024/1, de 11 de março, que estabelece os requisitos mínimos relativos ao licenciamento, instalação, organização e funcionamento, recursos humanos e instalações técnicas das unidades de medicina nuclear detidas por pessoas coletivas públicas, instituições militares, instituições particulares de solidariedade social e entidades privadas. O Decreto-Lei n.º 127/2014, de 22 de agosto, na sua redação atual, estabeleceu o regime jurídico a que ficam sujeitos a abertura, a modificação e o funcionamento dos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde, qualquer que seja a sua denominação, natureza jurídica ou entidade titular da exploração. A Portaria n.º 93/2024/1, de 11 de março, alterada pela Portaria n.º 168/2025/1, de 10 de abril, veio regulamentar o mencionado decreto-lei e estabelecer os requisitos mínimos relativos ao licenciamento, instalação, organização e funcionamento, recursos humanos e instalações técnicas das unidades de medicina nuclear detidas por pessoas coletivas públicas, instituições militares, instituições particulares de solidariedade social e entidades privadas. Contudo, tendo-se verificado a persistência de imperfeições decorrentes da complexidade e espe- cificidade técnica dos anexos, da necessidade de harmonização terminológica e da avaliação de novos impactos associados à implementação do regime, entende-se ser necessário proceder a ajustamentos e clarificações de natureza final, por forma a garantir a correta aplicação do quadro regulamentar em vigor. Assim: Manda o Governo, pelo Ministro da Defesa Nacional, pela Ministra da Saúde e pela Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, ao abrigo do disposto nos n.os 1 e 5 do artigo 2.º do Decre- to-Lei n.º 127/2014, de 22 de agosto, na sua redação atual, e nos artigos 18.º, 23.º e 24.º, todos do Decreto-Lei n.º 87-A/2025, de 25 de julho, o seguinte: Artigo 1.º Objeto A presente portaria procede à segunda alteração à Portaria n.º 93/2024/1, de 11 de março, alte- rada pela Portaria n.º 168/2025/1, de 10 de abril, a qual estabelece os requisitos mínimos relativos ao licenciamento, instalação, organização e funcionamento, recursos humanos e instalações técnicas das unidades de medicina nuclear detidas por pessoas coletivas públicas, instituições militares, instituições particulares de solidariedade social e entidades privadas. Artigo 2.º Alteração à Portaria n.º 93/2024/1, de 11 de março O artigo 11.º da Portaria n.º 93/2024/1, de 11 de março, na sua redação atual, passa a ter a seguinte redação: «Artigo 11.º
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