Diário da República, 1.ª série
Portaria n.º 303-A/2024/1
- Data
- 2024-11-26
- Tipo
- Portaria
- Emitente
- CAPÍTULO I
Texto integral (7980 palavras)
Portaria n.º 303-A/2024/1
Artigo 1.º
Objeto
A presente portaria estabelece o regime de aplicação dos apoios a conceder ao abrigo dos
artigos 73.º, 74.º e 75.º do Regulamento (UE) 2021/2115, do Parlamento Europeu e do Conselho, no
que se refere às tipologias C.2.2.1, «Prémio instalação Jovens Agricultores», e C.2.2.2, «Investimento
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produtivo Jovens Agricultores», da intervenção C.2.2, «Instalação de Jovens Agricultores», do domínio
C.2, «Investimento e Rejuvenescimento», do eixo C, «Desenvolvimento Rural», do Plano Estratégico da
Política Agrícola Comum para Portugal (PEPAC Portugal).
Artigo 2.º
Objetivos específicos
1 — Os apoios previstos na presente portaria, no âmbito do eixo C, «Desenvolvimento Rural», do
Plano Estratégico da Política Agrícola Comum para Portugal (PEPAC Portugal), destinam-se a prosse-
guir os seguintes objetivos:
a) Atrair e apoiar os jovens agricultores e outros novos agricultores e facilitar o desenvolvimento
sustentável das empresas em zonas rurais;
b) Reforçar a orientação para o mercado e aumentar a competitividade das explorações agrícolas,
tanto a curto como a longo prazo, com maior incidência na investigação, na tecnologia e na digitalização;
c) Promover o emprego, o crescimento, a igualdade de género, nomeadamente, a participação das
mulheres no setor da agricultura, a inclusão social e o desenvolvimento local nas zonas rurais, incluindo
a bioeconomia circular e uma silvicultura sustentável;
d) Contribuir para a atenuação das alterações climáticas e a adaptação às mesmas, nomeada-
mente, através da redução das emissões de gases com efeito de estufa e do reforço do sequestro de
carbono, bem como promover a energia sustentável.
2 — Os apoios previstos na presente portaria prosseguem, ainda, o objetivo transversal de moder-
nização das áreas agrícolas e rurais, através da promoção e da partilha de conhecimentos, da inovação
e da digitalização na agricultura e nas zonas rurais, e incentivo à sua utilização pelos agricultores.
Artigo 3.º
Definições
Para efeitos de aplicação da presente portaria entende-se por:
a) «Atividade agrícola», a produção, a criação ou o cultivo de produtos agrícolas, incluindo a colheita,
a ordenha, a criação de animais e a detenção de animais para fins de produção;
b) «Exploração agrícola», o conjunto das unidades de produção utilizadas para atividades agrícolas
e geridas por um agricultor, situadas no território continental;
c) «Instalação em regime de exclusividade», a situação em que o jovem agricultor obtém os seus
rendimentos exclusivamente da atividade agrícola, sem prejuízo de auferir apoios públicos e outros
rendimentos que não decorram de atividade profissional;
d) «Jovem agricultor», o agricultor que, à data da apresentação da candidatura, tenha idade com-
preendida entre os 18 e os 40 anos, inclusive, e se instale em regime de primeira instalação;
e) «Operações não concluídas materialmente nem totalmente executadas», todas as operações
que apresentem uma execução física e financeira igual ou inferior a 50 %;
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f) «Primeira instalação», a situação em que o jovem agricultor, na qualidade de responsável pela
exploração, assume formalmente a titularidade e a gestão direta da exploração agrícola, pela primeira vez;
g) «Produtos agrícolas», os produtos enumerados no anexo i do Tratado sobre o Funcionamento
da União Europeia (TFUE), com exceção dos produtos da pesca, bem como a produção de algodão
e a talhadia de rotação curta;
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h) «Titular de uma exploração agrícola», o detentor, a qualquer título, do património fundiário
necessário à produção de um ou vários produtos agrícolas e gestor do respetivo aparelho produtivo;
i) «Valor produção padrão», o valor de um produto agrícola, vegetal ou animal, expresso em termos
de padrão da produção bruta.
Artigo 4.º
Beneficiários
Podem beneficiar dos apoios previstos na presente portaria:
a) As pessoas singulares que sejam jovens agricultores na aceção da alínea d) do artigo anterior;
b) As pessoas coletivas que revistam a forma de sociedade por quotas e com a atividade agrícola
no seu objeto social, desde que todos os sócios-gerentes sejam jovens agricultores, que detenham
a maioria do capital social e uma participação individual superior a 25 %.
Artigo 5.º
Critérios de elegibilidade dos beneficiários
1 — Nos termos do disposto no artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 12/2023, de 24 de fevereiro, os can-
didatos aos apoios previstos na presente portaria devem reunir as seguintes condições:
a) Encontrarem-se legalmente constituídos, no caso de pessoas coletivas;
b) Terem a situação tributária e contributiva regularizada perante, respetivamente, a administração
fiscal e a segurança social;
c) Cumprirem as condições legais necessárias ao exercício das atividades desenvolvidas na
exploração, diretamente relacionadas com a natureza da operação;
d) Terem a situação regularizada em matéria de reposições, no âmbito do financiamento do
Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) e do Fundo Europeu Agrícola de Garantia
(FEAGA) ou terem constituído garantia a favor do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pes-
cas, I. P. (IFAP, I. P.).
2 — Sem prejuízo dos critérios de elegibilidade referidos no número anterior, os candidatos aos
apoios previstos na presente portaria devem ainda cumprir o seguinte:
a) Possuírem registo e declaração do beneficiário efetivo devidamente atualizada, sempre que se
trate de beneficiários sujeitos ao Regime Jurídico do Registo Central do Beneficiário Efetivo (RCBE);
b) Não terem sido condenados em processos-crime por factos que envolvam disponibilidades
financeiras no âmbito dos fundos europeus;
c) Serem titulares da exploração agrícola e efetuarem o respetivo registo no Sistema de Identificação
Parcelar, bem como assegurar a identificação dos polígonos de investimento e respetivas infraestruturas;
d) Possuírem formação agrícola adequada, nos termos do artigo seguinte;
e) Não terem recebido quaisquer ajudas no âmbito do pedido único, exceto nos dois anos anteriores
ao ano de apresentação da candidatura;
f) Não estarem inscritos na autoridade tributária com atividade agrícola, exceto nos dois anos
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anteriores ao ano de apresentação da candidatura;
g) Não terem recebido quaisquer ajudas aos investimentos no setor agrícola, nem terem recebido
prémio à primeira instalação;
h) Apresentar um plano de negócios, nos termos do disposto no n.º 1 do artigo 8.º, com a duração
de cinco anos.
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3 — No caso de candidaturas apresentadas por pessoas coletivas, os sócios-gerentes devem
reunir individualmente as condições previstas nas alíneas b), d) e e) do número anterior.
4 — As condições previstas nas alíneas a), c) e d) do n.º 1 e nas alíneas a), b), e), f) e g) do n.º 2 do
presente artigo devem encontrar-se cumpridas à data de submissão da candidatura.
5 — A condição prevista na alínea b) do n.º 1 do presente artigo pode ser aferida até ao momento
da apresentação do primeiro pedido de pagamento.
6 — A condição prevista na alínea d) do n.º 2 do presente artigo pode ser aferida até ao momento
da apresentação do último pedido de pagamento.
7 — A condição prevista na alínea c) do n.º 1 é cumprida, quando aplicável, com a apresentação,
nomeadamente, dos seguintes documentos:
a) Declaração de início de atividade;
b) Licenciamento pecuário, ou demonstração de que a exploração se encontra em processo de
licenciamento, no âmbito do Regime de Exercício da Atividade Pecuária (NREAP), incluindo o Plano de
Gestão de Efluentes Pecuários (PGEP), para explorações em que seja desenvolvida a atividade;
c) Título de utilização dos recursos hídricos (TURH), para captações de água existentes na exploração;
d) Registo vitícola (RV) atualizado, quando seja desenvolvida a atividade de produção de uva.
8 — As condições previstas nas alíneas a) e c) n.º 2 do presente artigo, devem encontrar-se cum-
pridas até à data de assinatura do termo de aceitação, quando o candidato não tenha desenvolvido
qualquer atividade agrícola.
9 — A condição prevista na alínea g) do n.º 2 não é aplicável a candidaturas que tenham sido
aprovadas nos 24 meses anteriores à submissão da candidatura no âmbito do domínio B.3, «Programa
Nacional para Apoio ao Setor da Vitivinicultura», do eixo B, «Abordagem sectorial integrada».
Artigo 6.º
Formação profissional adequada
1 — Para efeitos do disposto na alínea d) n.º 2 do artigo anterior, considera-se que o candidato
detém formação agrícola adequada quando demonstra possuir:
a) Qualificação de nível 2, 4 ou 5, nas áreas de educação e formação 621 — Produção Agrícola
e Animal, 622 — Floricultura e Jardinagem e 623 — Silvicultura e Caça ou uma qualificação de nível 6,
7 ou 8, relativas ao ensino superior, nas áreas agrícola, florestal ou animal;
b) Formação agrícola financiada no âmbito do PRODER;
c) Formação agrícola adequada obtida no âmbito do PDR2020;
d) Curso técnico profissional ou superior especializado na área agrícola, animal ou de gestão.
2 — Quando o candidato não possua formação agrícola adequada nos termos do número anterior,
deve obter a mesma, cumulativamente, nas seguintes ações:
a) Formação em unidades de curta duração do referencial de formação 621312, «Técni-
co/a de Produção Agropecuária», de nível 4, do Catálogo Nacional de Qualificações, constituída pelo
código 11026 — Agricultura Sustentável, de 50 horas de duração;
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b) Formação na tipologia «formação-ação» ou formação modular do Catálogo Nacional de Qualifi-
cações, ou unidades curriculares concluídas com aproveitamento em curso técnico superior profissional
especializado, com a duração mínima de 100 horas, na área da produção agrícola, animal ou de gestão.
3 — O candidato deve comprometer-se a iniciar a formação prevista no número anterior no prazo
máximo de 12 meses após a submissão eletrónica e autenticação do termo de aceitação.
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Artigo 7.º
Critérios de seleção das candidaturas
1 — Para efeito de seleção de candidaturas aos apoios previstos no âmbito da tipologia C.2.2.1,
«Prémio instalação Jovens Agricultores», são considerados, designadamente, os seguintes critérios:
a) Apresentem formação agrícola adequada;
b) Apresentem acompanhamento técnico especializado;
c) Promovam o emprego em zonas rurais;
d) Apresentem investimentos em zonas desfavorecidas, em regiões menos desenvolvidas ou outras;
e) Promovam a igualdade de género, através da discriminação positiva das mulheres.
2 — Para efeito de seleção de candidaturas aos apoios previstos no âmbito da tipologia C.2.2.2,
«Investimento produtivo Jovens Agricultores», são considerados, designadamente, os seguintes critérios:
a) Apresentem investimentos em zonas desfavorecidas, em regiões menos desenvolvidas ou outras;
b) Apresentem investimentos em soluções digitais;
c) Apresentem investimentos em tecnologias do uso eficiente da água;
d) Apresentem investimentos para a utilização de energias renováveis;
e) Apresentem acompanhamento técnico especializado.
3 — A hierarquização dos critérios referidos no presente artigo bem como os respetivos fatores,
fórmulas, ponderação e critérios de desempate são definidos pela autoridade de gestão do PEPAC no
continente e constam dos respetivos avisos para a apresentação de candidaturas.
4 — No caso dos avisos que exigem a apresentação de candidaturas às tipologias C.2.2.1, «Prémio
instalação Jovens Agricultores», e C.2.2.2, «Investimento produtivo Jovens Agricultores», no mesmo
período de apresentação, a pontuação a atribuir é a média resultante da pontuação obtida em cada
uma das candidaturas na valia global da operação (VGO), não podendo qualquer delas ser inferior ao
valor mediano da escala de classificação final.
CAPÍTULO II
Tipologia C.2.2.1, «Prémio instalação Jovens Agricultores»
Artigo 8.º
Plano de negócios
1 — Os candidatos à tipologia C.2.2.1, «Prémio instalação Jovens Agricultores», para além das
condições previstas no capítulo anterior, devem ainda apresentar um plano de negócios com a duração
de cinco anos.
2 — O plano de negócios a que se refere o número anterior deve contemplar os seguintes elementos:
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a) Descrição da situação inicial da exploração agrícola;
b) Demonstração do potencial de produção da exploração agrícola, expresso em valor de produ-
ção padrão (VPP), que seja igual ou superior a 11 480 euros, por jovem agricultor, pessoa singular ou
sócio-gerente de pessoa coletiva, e inferior ou igual a 1 500 000 euros, por beneficiário;
c) Indicação das etapas e metas para o desenvolvimento das atividades da exploração agrícola;
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d) Identificação da totalidade dos investimentos a realizar, conforme o respetivo aviso, com valor
igual ou superior a 25 000 euros, por jovem agricultor, pessoa singular ou sócio-gerente de pessoa
coletiva;
e) Descrição detalhada das ações necessárias ao desenvolvimento das atividades da exploração
agrícola, designadamente, as relacionadas com a sustentabilidade ambiental e a eficiência na utilização
dos recursos, o aconselhamento agrícola e a formação.
3 — Os investimentos referidos na alínea d) do número anterior devem ter início após a data definida
no aviso para apresentação das candidaturas, e de acordo com o n.º 2 do artigo 13.º da presente portaria.
Artigo 9.º
Forma e nível de apoio
1 — O apoio previsto no presente capítulo consiste num prémio à instalação, sob a forma de sub-
venção não reembolsável.
2 — O apoio a conceder no âmbito do presente capítulo assume a forma de montante fixo no valor
de 25 000 euros, acrescido dos seguintes montantes:
a) 25 000 euros, no caso do jovem se instalar em regime de exclusividade;
b) 5000 euros, caso a exploração agrícola se localize em territórios vulneráveis conforme delimitação
aprovada pela Portaria n.º 301/2020, de 24 de dezembro.
3 — No caso de candidaturas apresentadas por pessoas coletivas, o plano de negócios deve
apresentar um investimento mínimo de 25 000 euros por sócio-gerente.
4 — No caso de candidaturas apresentadas por pessoas coletivas, o apoio referido no n.º 2 é atribuído
por sócio-gerente.
5 — A soma do montante do prémio à instalação e do valor do apoio a conceder a título da tipo-
logia C.2.2.2, «Investimento produtivo Jovens Agricultores», não pode exceder 120 % do montante de
investimento elegível aprovado.
Artigo 10.º
Pagamento do prémio
O pagamento do prémio à instalação é efetuado da seguinte forma:
a) 80 % do prémio base acrescido da majoração por localização, após a submissão autenticada
do termo de aceitação;
b) 20 % do prémio base acrescido da majoração do regime de exclusividade, após a verificação
do cumprimento do plano de negócios.
CAPÍTULO III
Tipologia C.2.2.2, «Investimento produtivo Jovens Agricultores»
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Artigo 11.º
Forma, nível e limites do apoio
1 — Os apoios previstos no presente capítulo são concedidos na forma de subvenção não reem-
bolsável.
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2 — Os apoios a conceder no âmbito no presente capítulo assumem as seguintes formas:
a) Reembolso dos custos elegíveis efetivamente incorridos pelo beneficiário;
b) Custos unitários.
3 — A forma do apoio a conceder é definida no aviso para apresentação de candidaturas.
4 — Caso os apoios assumam a forma de custos unitários, são publicitados em anexo ao respetivo
aviso para apresentação de candidaturas.
5 — Os níveis e limites do apoio a conceder constam do anexo ii à presente portaria, de que faz
parte integrante.
Artigo 12.º
Critérios de elegibilidade das operações
1 — Podem beneficiar dos apoios previstos no presente capítulo as operações que se enquadrem
nos objetivos específicos do artigo 2.º, que tenham um investimento superior a 25 000 euros, e que
reúnam as seguintes condições:
a) Tenham início após a data definida no aviso para apresentação das candidaturas;
b) Não se encontrem materialmente concluídas nem totalmente executadas, nos termos do disposto
na alínea e) do artigo 3.º da presente portaria;
c) Evidenciem viabilidade económica e financeira, medida através do valor atualizado líquido (VAL),
tendo a atualização como referência a taxa de refinanciamento (REFI) do Banco Central Europeu, em
vigor à data de início de apresentação das candidaturas constante do respetivo aviso;
d) Apresentem coerência técnica e económica;
e) Cumpram as disposições legais aplicáveis aos investimentos propostos, designadamente em
matéria de licenciamento;
f) Não contemplem investimentos cuja decisão ainda se encontre pendente, ou que já tenham
sido aprovados ou financiados ao abrigo do FEADER, bem como ao abrigo de outros fundos europeus,
exceto nas situações em que tenha sido apresentada desistência.
2 — O critério de elegibilidade previsto na alínea b) do número anterior não é aplicável a investi-
mentos de natureza ambiental.
3 — Podem beneficiar dos apoios previstos no presente capítulo os projetos de investimento em
regadio que, além dos requisitos referidos nos números anteriores, preencham as seguintes condições:
a) Existência de plano de gestão de bacia hidrográfica notificado pelas autoridades nacionais
à Comissão Europeia para toda a área abrangida pelo investimento;
b) Existência ou instalação, ao abrigo do investimento, de contadores de medição de consumo
de água.
4 — Os projetos de investimento de melhoria de regadio devem, ainda, apresentar uma poupança
potencial de consumo de água mínima de 7,5 %, baseada numa avaliação ex ante.
5 — Caso o investimento tenha incidência em massas de águas subterrâneas ou de superfície
cujo estado tenha sido identificado como inferior a bom no plano de gestão de bacia hidrográfica por
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motivos ligados à quantidade de água, deve ser alcançada uma redução efetiva do consumo de água
de 5 % que contribua para assegurar um bom estado dessas massas de água.
6 — As condições previstas nos n.os 4 e 5 não se aplicam a investimentos em instalações existen-
tes que incidam unicamente na eficiência energética, a investimentos na criação de um reservatório
nem a investimentos na utilização de água para reutilização que não tenham incidência em massas
de águas subterrâneas ou de superfície.
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Artigo 13.º
Despesas elegíveis e não elegíveis
1 — As despesas elegíveis e não elegíveis são, designadamente, as constantes do anexo i à presente
portaria, de que faz parte integrante.
2 — A elegibilidade temporal é definida no aviso para apresentação de candidaturas, não podendo
ser anterior a 1 de janeiro de 2023, e desde que a operação não se encontre materialmente concluída
nem totalmente executada, nos termos do disposto na alínea e) do artigo 3.º
3 — As despesas realizadas em data anterior à submissão da candidatura, nos termos do número
anterior, são elegíveis quando apresentadas no primeiro pedido de pagamento, no prazo máximo de
60 dias a contar da data de assinatura do termo de aceitação.
CAPÍTULO IV
Procedimento
Artigo 14.º
Apresentação das candidaturas
A apresentação das candidaturas efetua-se através da submissão de formulário eletrónico dis-
ponível no portal da agricultura, em https://agricultura.gov.pt/ e no portal da autoridade de gestão
do PEPAC no continente, em www.pepacc.pt, e estão sujeitos a confirmação por via eletrónica, a efetuar
pela autoridade de gestão, considerando-se a data de submissão como a data de apresentação da
candidatura.
Artigo 15.º
Avisos
1 — Os avisos para apresentação de candidaturas são aprovados pelo presidente da comissão
diretiva da autoridade de gestão do PEPAC no continente, após parecer vinculativo prévio da autoridade
de gestão nacional, e indicam, nomeadamente, o seguinte:
a) A intervenção e tipologia se aplicável;
b) A natureza dos beneficiários;
c) O âmbito geográfico da intervenção a apoiar;
d) A dotação orçamental indicativa;
e) O número limite de candidaturas a apresentar por beneficiário;
f) As orientações técnicas a observar;
g) Os critérios de seleção e respetiva metodologia de avaliação;
h) O processo de divulgação dos resultados;
i) O prazo para apresentação de candidaturas;
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j) A forma do apoio a conceder;
k) Os prazos máximos para os beneficiários iniciarem e concluírem a execução física e financeira
das operações, quando sejam mais restritivos do que os previstos no artigo 19.º;
l) A elegibilidade temporal das despesas.
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2 — Os avisos para apresentação de candidaturas podem prever dotações e despesas elegíveis
específicas para determinadas operações a apoiar.
3 — Os avisos para apresentação de candidaturas são divulgados, no portal da agricultura,
em https://agricultura.gov.pt/, e no portal da autoridade de gestão do PEPAC no continente, em
www.pepacc.pt.
Artigo 16.º
Análise e decisão das candidaturas
1 — A autoridade de gestão do PEPAC no continente, ou as entidades com competências delega-
das para o efeito, emitem parecer sobre as candidaturas, do qual consta a apreciação do cumprimento
dos critérios de elegibilidade dos beneficiários e das operações, bem como dos critérios de seleção, do
apuramento do montante do custo total elegível e do nível de apoio previsional.
2 — Sem prejuízo do disposto no n.º 4 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 12/2023, de 24 de fevereiro,
são solicitados aos candidatos, quando se justifique, documentos, esclarecimentos ou informações
complementares, constituindo a falta de entrega dos mesmos ou a ausência de resposta fundamento
para a não aprovação da candidatura.
3 — O parecer referido no n.º 1 é emitido num prazo máximo de 45 dias úteis contados a partir da
data-limite de apresentação das candidaturas.
4 — O secretariado técnico da autoridade de gestão do PEPAC no continente aplica os critérios de
seleção, em função da dotação orçamental referida no respetivo aviso para apresentação de candida-
turas e submete à decisão do presidente da comissão diretiva.
5 — Antes de ser adotada a decisão final os candidatos são ouvidos, nos termos do Código de
Procedimento Administrativo, designadamente, quanto à eventual intenção de indeferimento total ou
parcial e respetivos fundamentos.
6 — As candidaturas são objeto de decisão pelo presidente da comissão diretiva da autoridade
de gestão do PEPAC no continente no prazo de 60 dias úteis contados a partir da data-limite para
a respetiva apresentação, após audição da comissão de gestão, sendo a mesma comunicada aos
candidatos pela autoridade de gestão do PEPAC no continente, no prazo máximo de cinco dias úteis
a contar da data da decisão.
Artigo 17.º
Termo de aceitação
1 — A aceitação do apoio é efetuada mediante submissão eletrónica e autenticação do termo de
aceitação, conforme disposto no artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 12/2023, de 24 de fevereiro, de acordo
com os procedimentos aprovados pelo IFAP, I. P., e divulgados no respetivo portal, em www.ifap.pt.
2 — O beneficiário dispõe de 30 dias úteis para a submissão eletrónica do termo de aceitação,
a contar da data da notificação da disponibilização do mesmo, sob pena de caducidade da decisão de
aprovação da candidatura, nos termos do disposto no n.º 2 do artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 12/2023,
de 24 de fevereiro, salvo motivo justificado não imputável ao beneficiário e aceite pela autoridade de
gestão do PEPAC no continente.
Artigo 18.º
Obrigações dos beneficiários
1 — Nos termos do disposto no artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 12/2023, de 24 de fevereiro, os
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beneficiários dos apoios previstos na presente portaria são obrigados a:
a) Executar as operações nos termos, condições e resultados aprovados;
b) Evidenciar o apoio financeiro recebido, inclusive mediante a utilização do emblema da União
Europeia, em conformidade com as regras estabelecidas pela Comissão nos respetivos regulamentos
de execução;
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c) Permitir o acesso aos locais de realização das operações e àqueles onde se encontrem os
elementos e documentos necessários ao acompanhamento e controlo do projeto aprovado;
d) Conservar os documentos relativos à realização da operação, em suporte digital ou papel,
durante o prazo de três anos, a contar da data do encerramento ou da aceitação da Comissão Europeia
sobre a declaração de encerramento do PEPAC Portugal, consoante a fase em que o encerramento da
operação tenha ocorrido, ou pelo prazo estabelecido na legislação nacional aplicável, se esta estabe-
lecer prazo superior;
e) Manter as condições legais necessárias ao exercício da atividade;
f) Ter um sistema de contabilidade organizada ou simplificada, de acordo com o legalmente exigido;
g) Dispor de um processo relativo à operação, preferencialmente em suporte digital, com toda
a documentação relacionada com a mesma devidamente organizada, incluindo o suporte de um sistema
de contabilidade para todas as transações referentes à operação;
h) Fornecer à autoridade de gestão do PEPAC no continente, ou a outros organismos nos quais
esta tenha delegado funções, todas as informações necessárias para efeitos de acompanhamento e de
avaliação do PEPAC Portugal;
i) Respeitar os princípios da transparência, da concorrência e da boa gestão dos dinheiros públi-
cos, de modo a prevenir situações suscetíveis de configurar conflito de interesses, designadamente
nas relações estabelecidas entre os beneficiários e os seus fornecedores ou prestadores de serviços;
j) Repor os montantes indevidamente recebidos e cumprir as sanções administrativas aplicadas.
2 — Os beneficiários dos apoios previstos na tipologia C.2.2.1, «Prémio instalação Jovens Agri-
cultores», sem prejuízo das obrigações enunciadas no artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 12/2023, de 24 de
fevereiro, são, ainda, obrigados a:
a) Possuir formação de acordo com o previsto no artigo 6.º da presente portaria;
b) Cumprir o plano de negócios, nos termos e condições aprovados;
c) Manter a titularidade das parcelas identificadas no plano de negócios e o respetivo registo
atualizado no Sistema de Informação Parcelar (SIP), durante o período de cinco anos a contar da data
de liquidação do último pagamento do prémio;
d) Manter, durante o período de cinco anos a contar da data liquidação do último pagamento do
prémio, as condições previstas na alínea b) do artigo 4.º, nomeadamente as relativas à detenção do
capital social.
3 — Além do disposto no artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 12/2023, de 24 de fevereiro, referido no
número anterior, os beneficiários dos apoios constantes no âmbito da tipologia C.2.2.2 «Investimento
produtivo Jovens Agricultores» são, ainda, obrigados a:
a) Comprovar o início da execução física da operação no prazo definido para o efeito, através da
apresentação, no mesmo prazo, de pedido de pagamento, não incluindo o pedido de pagamento a título
de adiantamento;
b) Garantir que todos os pagamentos e recebimentos referentes à operação são efetuados através
de conta bancária única, ainda que não exclusiva, do beneficiário, exceto em situações devidamente
justificadas;
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c) Manter a situação tributária e contributiva regularizada perante a administração fiscal e a segu-
rança social, a qual é aferida em cada pedido de pagamento;
d) Não locar ou alienar os equipamentos, as plantações e as instalações cofinanciadas, durante
o período de cinco anos a contar da liquidação do último pagamento, sem a prévia autorização da
autoridade de gestão;
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e) Não interromper a execução da operação por período superior a 90 dias seguidos;
f) Manter a titularidade das parcelas que intercetam o polígono de investimento e o respetivo
registo atualizado no SIP, durante o período de cinco anos a contar da liquidação do último pagamento.
4 — Para além do disposto nos números anteriores, os beneficiários devem manter os critérios
de seleção que tenham contribuído para a pontuação da VGO, previstos no correspondente aviso para
apresentação de candidaturas, nos termos e condições aprovados.
5 — Em casos excecionais e devidamente justificados, o presidente da comissão diretiva da auto-
ridade de gestão do PEPAC no continente pode autorizar a prorrogação das obrigações previstas nas
alíneas a) e e) do n.º 3 do presente artigo.
6 — O incumprimento da obrigação prevista na alínea e) do n.º 3 constitui fundamento suscetível
de determinar a revogação da decisão de aprovação.
Artigo 19.º
Execução das operações
1 — Os prazos máximos para os beneficiários iniciarem e concluírem a execução física e financeira
das operações são, respetivamente, de seis e 24 meses contados a partir da data da submissão auten-
ticada do termo de aceitação, sem prejuízo do previsto nos avisos para apresentação de candidaturas.
2 — Em caso excecionais e devidamente justificados, o presidente da comissão diretiva da autori-
dade de gestão do PEPAC no continente pode autorizar a prorrogação dos prazos previstos no número
anterior.
Artigo 20.º
Pedidos de alteração
1 — Após a data da submissão autenticada do termo de aceitação, caso se verifique qualquer
ocorrência excecional e impossível de prever aquando da apresentação da candidatura, que justifique
a necessidade de proceder a alterações ao projeto aprovado, nomeadamente, no que diz respeito à sua
titularidade, localização, componentes de investimento e prazos de execução, os beneficiários podem
apresentar pedido de alteração, nos termos previstos em orientação técnica transversal (OTT) divulgada
no Portal da Agricultura, em https://agricultura.gov.pt/, e no portal da autoridade de gestão do PEPAC
no continente, em www.pepacc.pt.
2 — A alteração proposta não pode alterar substancialmente a natureza do projeto aprovado, os
seus objetivos ou as condições de realização, de forma a comprometer os seus objetivos originais.
Artigo 21.º
Apresentação dos pedidos de pagamento
1 — A apresentação dos pedidos de pagamento efetua-se através de submissão de formulário
eletrónico disponível no Portal da Agricultura, em https://agricultura.gov.pt/, e no Portal do IFAP, I. P.,
em www.ifap.pt, considerando-se a data de submissão como a data de apresentação do pedido de
pagamento, nos termos previstos em OTT a emitir pelo IFAP, I. P.
2 — O pedido de pagamento reporta-se às despesas efetivamente realizadas e pagas, devendo os
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respetivos comprovativos e demais documentos que o integram ser submetidos eletronicamente, de
acordo com os procedimentos aprovados pelo IFAP, I. P. e divulgados no respetivo portal, em www.ifap.pt.
3 — Apenas são aceites os pedidos de pagamentos relativos a despesas pagas por transferência
bancária, débito em conta ou cheque, comprovados por extrato da conta bancária específica afeta
à operação, nos termos previstos no termo de aceitação e nos números seguintes do presente artigo.
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4 — Pode ser apresentado um pedido de pagamento a título de adiantamento sobre o valor do
investimento elegível, no máximo até 50 % da despesa pública aprovada, mediante a constituição de
garantia a favor do IFAP, I. P., correspondente a 100 % do montante do adiantamento.
5 — A regularização do adiantamento previsto no número anterior é efetuada de forma proporcional
nos pedidos de pagamento apresentados no decurso da operação.
6 — Cada pedido de pagamento deve representar no mínimo 10 % do montante da despesa pública
aprovada.
7 — Devem ser apresentados pedidos de pagamento intercalares no prazo máximo de 90 dias
seguidos a contar da data de liquidação do anterior pedido.
8 — O último pedido de pagamento deve ser submetido no prazo máximo de 90 dias seguidos
a contar da data de conclusão da operação, sob pena de indeferimento.
9 — Em casos excecionais e devidamente justificados, o IFAP, I. P. pode autorizar a prorrogação
do prazo estabelecido no número anterior.
10 — O disposto nos n.os 2, 3, 6 e 7 não é aplicável aos projetos exclusivamente aprovados com
custos unitários, sendo o número máximo de pedidos de pagamento definidos no respetivo aviso para
apresentação de candidaturas.
11 — Em alternativa ao adiantamento previsto no n.º 4, podem ser apresentados pedidos de paga-
mento a título de adiantamento contra fatura, relativos a despesas elegíveis faturadas e não pagas.
12 — Os adiantamentos contra fatura são regularizados no prazo de 30 dias úteis após o seu
recebimento, mediante a apresentação do comprovativo do pagamento integral da despesa.
13 — Em caso de incumprimento do disposto no número anterior, a regularização dos adianta-
mentos contra fatura implica a reposição do valor adiantado, no prazo de 30 dias úteis, vencendo-se
juros de mora desde a data do pagamento.
14 — No ano do encerramento do PEPAC, o último pedido de pagamento deve ser submetido até
seis meses antes da respetiva data de encerramento, a qual é divulgada no portal do IFAP, I. P., em
www.ifap.pt, e no portal da autoridade de gestão do PEPAC no continente, em www.pepacc.pt.
Artigo 22.º
Análise e decisão dos pedidos de pagamento
1 — O IFAP, I. P., ou as entidades a quem este delegar poderes para o efeito, analisam os pedidos
de pagamento e emitem parecer no prazo máximo de 45 dias úteis contados a partir da data de sub-
missão dos pedidos.
2 — Podem ser solicitados aos beneficiários elementos complementares, constituindo a falta de
entrega dos mesmos ou a ausência de resposta, fundamento para a não aprovação do pedido.
3 — Do parecer referido no n.º 1 resulta o apuramento da despesa elegível, o montante a pagar ao
beneficiário e a validação da despesa constante do respetivo pedido de pagamento.
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4 — O IFAP, I. P., após a receção do parecer referido nos números anteriores, adota os procedimentos
necessários ao respetivo pagamento.
5 — Os critérios de realização das visitas ao local da operação, durante o seu período de execução,
são definidos de acordo com o disposto no Regulamento (UE) 2021/2116, do Parlamento Europeu e do
Conselho.
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Artigo 23.º
Pagamentos
1 — Os pagamentos dos apoios são efetuados pelo IFAP, I. P., de acordo com o calendário anual
definido antes do início de cada ano civil, o qual é divulgado no respetivo portal, em www.ifap.pt.
2 — Os pagamentos dos apoios são efetuados por transferência bancária para a conta referida
no termo de aceitação.
Artigo 24.º
Controlo
As operações objeto de apoio, incluindo a candidatura e os pedidos de pagamento, estão sujeitos
a controlos administrativos, in loco e por teledeteção, nos termos do Regulamento (UE) 2021/2116, do
Parlamento Europeu e do Conselho.
Artigo 25.º
Reduções e exclusões
1 — Em caso de incumprimento ou qualquer irregularidade detetada, são aplicáveis as disposições
nacionais em conjugação com o previsto no título iv do Regulamento (UE) 2021/2116, do Parlamento
Europeu e do Conselho, bem como o disposto no artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 12/2023, de 24 de feve-
reiro, relativo à perenidade.
2 — Para efeitos do número anterior, e sem prejuízo das regras estabelecidas no regulamento
anexo à Portaria n.º 54-L/2023, de 27 de fevereiro, em matéria de recuperação de apoios indevidamente
recebidos, são aplicáveis as reduções e exclusões dos apoios concedidos ou a conceder de acordo
com o previsto no anexo iii à presente portaria, de que faz parte integrante.
3 — Caso se verifique uma diferença entre o montante declarado e o montante validado superior
a 10 %, o apoio é reduzido na mesma proporção, sendo ainda aplicada uma redução adicional no mon-
tante correspondente à diferença apurada.
4 — A soma das reduções referidas nos números anteriores, não pode ser superior à recuperação
total do apoio.
CAPÍTULO V
Disposições finais
Artigo 26.º
Contributo para o desempenho do PEPAC Portugal
1 — As presentes intervenções contribuem para os objetivos específicos estabelecidos no n.º 1
do artigo 6.º do Regulamento (UE) 2021/2115, nomeadamente, os constantes do artigo 2.º da presente
portaria.
2 — Para efeitos do cumprimento das metas dos indicadores de resultados do PEPAC Portugal,
relevam os seguintes indicadores estabelecidos no anexo i do Regulamento (UE) 2021/2115:
a) R.3 — percentagem de explorações agrícolas que beneficiaram de apoio para tecnologias agrícolas
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digitais através da PAC;
b) R.9 — percentagem de agricultores que receberam um apoio ao investimento para reestruturar
e modernizar, incluindo melhorar a eficiência dos recursos;
c) R.15 — investimentos apoiados na capacidade de produção de energias renováveis, incluindo
a bioenergia (em MW);
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d) R.26 — percentagem de explorações agrícolas que beneficiaram de apoio da PAC a investimentos
produtivos e não produtivos relacionados com a proteção dos recursos naturais;
e) R.36 — número de jovens agricultores que se instalaram com o apoio da PAC, com repartição
por género;
f) R.37 — novos empregos apoiados no âmbito de projetos da PAC.
Artigo 27.º
Entrada em vigor
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
O Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, em 25 de novembro de 2024.
ANEXO I
Despesas elegíveis e não elegíveis
(a que se refere o n.º 1 do artigo 13.º)
Despesas elegíveis tipologia de intervenção C.2.2.2, «Investimento produtivo Jovens Agricultores»
Investimentos materiais Investimentos imateriais
1 — Bens imóveis — compra, construção e melhoramento, desig- 4 — As despesas gerais — nomeadamente no domínio da efi-
nadamente: ciência energética e energias renováveis, software aplicacio-
nal, propriedade industrial, diagnósticos, auditorias, planos
1.1 — Compra de prédios rústicos até 10 % do total das restantes de marketing e branding e estudos de viabilidade projetos de
despesas elegíveis para a operação; arquitetura, engenharia associados aos investimentos, até 4 %
1.2 — Preparação de terrenos; do custo total elegível aprovado das restantes despesas.
1.3 — Edifícios e outras construções diretamente ligados às 5 — As despesas de elaboração e as despesas de acompanha-
atividades a desenvolver; mento da candidatura, conforme pontos 8, 9 e 10 do presente
anexo.
1.4 — Adaptação de instalações existentes relacionada com
a execução do investimento;
1.5 — Plantações plurianuais;
1.6 — Instalação de pastagens permanentes, nomeadamente
operações de regularização e preparação do solo, desmatação
e consolidação do terreno;
1.7 — Sistemas de rega — instalação ou modernização, nomea-
damente captação, condução e distribuição de água desde que
promovam o uso eficiente da água e sistemas de monitorização;
1.8 — Despesas de consolidação — durante o período de exe-
cução da operação.
2 — Bens móveis — Compra ou locação — compra de novas
máquinas e equipamentos, designadamente:
2.1 — Máquinas e equipamentos de apoio à atividade agrícola
em geral;
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2.2 — Equipamentos informáticos;
2.3 — Máquinas e equipamentos de transporte interno, de movi-
mentação de cargas e as caixas e paletes com duração de vida
superior a um ano;
2.4 — Equipamentos que permitam a agricultura de conservação
e de precisão;
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Investimentos materiais Investimentos imateriais
2.5 — Máquinas e equipamentos para a valorização agrícola
na gestão dos efluentes pecuários, subprodutos e resíduos da
atividade, a redução de emissões de amoníaco (NH3), a produção
de energia renovável, a melhoria da eficiência energética, a efi-
ciência no uso da água e potencial poupança de água, a redução
do risco de degradação e erosão do solo;
2.6 — Máquinas e equipamentos que contribuam para mitigar
os impactos sobre a biodiversidade, que permitam conservar
os valores naturais de biodiversidade associados aos sistemas
agrícolas e que promovam a melhoria do bem-estar animal;
2.7 — Vedações necessárias à atividade pecuária da exploração
ou que visem garantir a segurança de pessoas e animais.
3 — Animais — Compra de animais reprodutores de raças autóc-
tones ameaçadas.
Limites às elegibilidades
6 — As caixas e paletes são elegíveis na condição de se tratar de uma primeira aquisição ou de uma aquisição suplementar
proporcional ao aumento de capacidade projetada.
7 — As despesas em instalações e equipamentos financiadas através de contratos de locação financeira ou de aluguer de longa
duração só são elegíveis se for exercida a opção de compra, e a duração desses contratos for compatível com o prazo para
apresentação do pedido de pagamento da última parcela do apoio.
8 — As despesas de elaboração da candidatura estão limitadas a 0,5 %, em investimentos até 150 mil euros de despesa elegível
apurada na análise, e a 0,25 % na parte do investimento que ultrapassa aquele montante.
9 — As despesas de acompanhamento da candidatura estão limitadas a 1,5 %, em investimentos até 150 mil euros de despesa
elegível apurada na análise, e a 0,75 % na parte do investimento que ultrapassa aquele montante.
10 — A soma das despesas previstas no ponto 8 e no ponto 9 não pode ultrapassar 6 mil euros.
Despesas não elegíveis na tipologia de intervenção C.2.2.2, «Investimento
produtivo Jovens Agricultores»
Investimentos materiais Investimentos imateriais e outros
1 — Bens de equipamento em estado de uso. 11 — Componentes do imobilizado incorpóreo, tais como des-
pesas de constituição, de concursos, de promoção de marcas
2 — Compra de prédios urbanos. e mensagens publicitárias.
3 — Obras provisórias não diretamente ligadas à execução da 12 — Multas, coimas, sanções financeiras, juros durante a rea-
operação. lização do investimento.
4 — Meios de transporte externo. 13 — Custos relacionados com contratos de locação financeira
5 — Plantas anuais ou plurianuais se a vida útil for igual ou como a margem do locador, os custos do refinanciamento dos
inferior a dois anos — compra e sua plantação. juros, as despesas gerais e os prémios de seguro.
6 — Direitos de produção agrícola. 14 — Despesas de pré-financiamento e de preparação de pro-
cessos de contratação de empréstimos bancários e quaisquer
7 — Direitos ao pagamento. outros encargos inerentes a financiamentos.
8 — Trabalhos de reparação e de manutenção. 15 — Custos normais de funcionamento do beneficiário e inves-
9 — Substituição de equipamentos, exceto se esta substituição timentos de manutenção, bem como os custos relacionados
incluir a compra de equipamentos diferentes, quer na tecnologia com atividades de tipo periódico ou contínuo, como publicidade
utilizada, quer na capacidade absoluta ou horária. corrente, despesas de consultoria fiscal de rotina e serviços
jurídicos e administrativos.
10 — Infraestruturas de serviço público, tais como ramais de
caminho-de-ferro, estações de pré-tratamento de efluentes, 16 — Trabalhos da própria empresa.
estações de tratamento de efluentes e vias de acesso, exceto se 17 — Fundo de maneio.
servirem e se localizarem junto da unidade e forem da exclusiva
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titularidade do beneficiário. 18 — Quaisquer negócios jurídicos celebrados, seja a que título
for, com titulares de cargos de órgãos sociais.
Outras despesas não elegíveis
19 — IVA recuperável.
20 — Contribuições em espécie.
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ANEXO II
Níveis e limites de apoio
(a que se refere o n.º 5 do artigo 11.º)
Tipologia de Intervenção C.2.2.2, «Investimento produtivo Jovens Agricultores»
Apoio
Montante investimento elegível
Taxa Limite de apoio por candidatura
Até 500 000 euros 60 % 400 000 euros
Superior a 500 000 euros e inferior ou igual a 2 000 000 euros 50 %
Investimentos em sistemas de irrigação existentes 60 %
Investimentos em sistemas de irrigação em novas áreas 50 %
ANEXO III
Reduções e exclusões
(a que se refere o n.º 2 do artigo 25.º)
Número
Artigo 18.º Obrigações dos beneficiários de incumprimentos Consequências do incumprimento
verificados
N.º 1, alínea a) Executar as operações nos termos, condições 1 Redução dos pagamentos do apoio, já realizados
e resultados aprovados ou a realizar, numa percentagem de 5 %
2 ou mais Redução dos pagamentos do apoio, já realizados
ou a realizar, numa percentagem de 15 %
N.º 1, alínea b) Evidenciar o apoio financeiro recebido, inclu- 1 Redução dos pagamentos do apoio, já realizados
sive mediante a utilização do emblema da ou a realizar, numa percentagem de 5 %
União Europeia, em conformidade com as
regras estabelecidas pela Comissão nos res- 2 ou mais Redução dos pagamentos do apoio, já realizados
petivos regulamentos de execução ou a realizar, numa percentagem de 15 %
N.º 1, alínea c) Permitir o acesso aos locais de realização das 1 ou mais Redução dos pagamentos do apoio, já realizados
operações e àqueles onde se encontrem os ele- ou a realizar, numa percentagem de 100 %
mentos e documentos necessários ao acom-
panhamento e controlo do projeto aprovado
N.º 1, alínea d) Conservar os documentos relativos à realiza- 1 ou mais Redução dos pagamentos do apoio, já realizados
ção da operação, em suporte digital ou papel, ou a realizar, numa percentagem de 2 %
durante o prazo de três anos, a contar da data
do encerramento ou da aceitação da Comissão
Europeia sobre a declaração de encerramento
do PEPAC Portugal, consoante a fase em que
o encerramento da operação tenha ocorrido, ou
pelo prazo estabelecido na legislação nacional
aplicável ou na legislação específica em maté-
ria de auxílios de Estado, se estas estabelece-
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rem prazo superior
N.º 1, alínea e) Manter as condições legais necessárias ao 1 Redução dos pagamentos do apoio, já realizados
exercício da atividade ou a realizar, numa percentagem de 5 %
2 ou mais Redução dos pagamentos do apoio, já realizados
ou a realizar, numa percentagem de 15 %
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Número
Artigo 18.º Obrigações dos beneficiários de incumprimentos Consequências do incumprimento
verificados
N.º 1, alínea f) Ter um sistema de contabilidade organizada 1 Redução dos pagamentos do apoio, já realizados
ou simplificada, de acordo com o legalmente ou a realizar, numa percentagem de 5 %
exigido
2 ou mais Redução dos pagamentos do apoio, já realizados
ou a realizar, numa percentagem de 15 %
N.º 1, alínea g) Dispor de um processo relativo à operação, 1 ou mais Redução dos pagamentos do apoio, já realizados
preferencialmente em suporte digital, com toda ou a realizar, numa percentagem de 2 %
a documentação relacionada com a mesma
devidamente organizada, incluindo o suporte
de um sistema de contabilidade para todas as
transações referentes à operação
N.º 1, alínea h) Fornecer à autoridade de gestão do PEPAC no 1 ou mais Redução dos pagamentos do apoio, já realizados
continente, ou a outros organismos nos quais ou a realizar, numa percentagem de 2 %
esta tenham delegado funções, todas as infor-
mações necessárias para efeitos de acompa-
nhamento e de avaliação do PEPAC Portugal
N.º 1, alínea i) Respeitar os princípios da transparência, da 1 Redução do pagamento do apoio numa per-
concorrência e da boa gestão dos dinheiros centagem de 20 % sobre a despesa objeto de
públicos, de modo a prevenir situações sus- incumprimento
cetíveis de configurar conflito de interesses,
designadamente nas relações estabelecidas 2 ou mais Redução do pagamento do apoio, numa per-
entre os beneficiários e os seus fornecedores centagem de 40 %, sobre a despesa objeto de
ou prestadores de serviços incumprimento
N.º 2, alínea a) Possuir formação de acordo com o previsto Não aplicável Devolução integral do apoio
nos artigos 5.º e 6.º da presente portaria
N.º 2, alínea b) Cumprir o plano de negócios nos termos e con- Não aplicável Execução física ou financeira que apresente
dições aprovadas divergência entre o previsto no plano de negó-
cios e a execução efetivamente realizada, são
aplicadas as seguintes reduções:
a) 0,75 ≤ B/A < 100 = 0 %;
b) 0,50 ≤ B/A < 0,75 = 15 %;
c) 0,33 ≤ B/A < 0,50 = 25 %;
d) B/A < 0,33 = 100 %.
em que:
A — corresponde ao montante do investimento
proposto no plano de negócios;
B — Corresponde ao montante do investimento
executado do plano de negócios.
N.º 2, alínea c) Manter a titularidade das parcelas identifica- Não aplicável Devolução integral do apoio
das no plano de negócios e o respetivo registo
atualizado no Sistema de Informação Parcelar
(SIP), durante o período de cinco anos a contar
da data de liquidação do último pagamento
do prémio
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N.º 2, alínea d) Manter, durante o período de cinco anos a con- Não aplicável Devolução integral do apoio
tar da data liquidação do último pagamento do
prémio, as condições previstas na alínea b) do
artigo 4.º, nomeadamente as relativas à deten-
ção do capital social, caso se trate de pessoa
coletiva
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Artigo 18.º Obrigações dos beneficiários de incumprimentos Consequências do incumprimento
verificados
N.º 3, alínea a) Comprovar o início da execução física da ope- 1 Redução do pagamento do apoio, numa percen-
ração no prazo definido para o efeito, através tagem de 15 %
da apresentação, no mesmo prazo, de pedido
de pagamento, não incluindo o pedido de paga-
mento a título de adiantamento
N.º 3, alínea b) Garantir que todos os pagamentos e recebi- Não aplicável Exclusão dos pagamentos dos apoios já reali-
mentos referentes à operação são efetuados zados ou a realizar, relativos aos investimentos
através de conta bancária única, ainda que não pagos por conta que não a conta única e não
exclusiva, do beneficiário, exceto em situações exclusiva, em situações não devidamente jus-
devidamente justificadas tificadas
N.º 3, alínea d) Não locar ou alienar os equipamentos, as plan- Não aplicável Exclusão dos pagamentos dos apoios, já reali-
tações e as instalações cofinanciadas, durante zados, relativos aos investimentos locados ou
o período de cinco anos a contar da liquidação alienados, com aplicação adicional de uma redu-
do último pagamento, sem a prévia autorização ção de 2 % sobre a totalidade dos pagamentos
da autoridade de gestão efetuados
N.º 3, alínea f) Manter a titularidade das parcelas que interce- Não aplicável Redução proporcional ao período de incumpri-
tam o polígono de investimento e o respetivo mento dos pagamentos já realizados
registo atualizado no Sistema de Informação
Parcelar, durante o período de cinco anos a con-
tar da liquidação do último pagamento
N.º 4 Manter os critérios de seleção que tenham con- Não aplicável Devolução integral do apoio — caso a operação
tribuído para a pontuação da VGO, previstos no adquira uma pontuação inferior à pontuação
correspondente aviso para apresentação de obtida pela última candidatura aprovada, de
candidaturas, nos termos e condições apro- acordo com a hierarquização realizada no cor-
vados respondente aviso
118393387
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