Diário da República, 1.ª série
Portaria n.º 299/2013
- Data
- 2013-10-01
- Tipo
- Portaria
Texto integral (3270 palavras)
Portaria n.º 299/2013
de 11 de outubro MINISTÉRIO DA SAÚDE
A Portaria n.º 375/2004, de 13 de abril, procedeu à ins-
talação do Julgado de Paz do Porto e aprovou o respetivo Portaria n.º 300/2013
Regulamento Interno, em anexo à referida Portaria, no de 11 de outubro
qual se encontra previsto, designadamente, o horário de
funcionamento e de atendimento deste Julgado de Paz. Considerando que o programa de formação da especiali-
Constata-se a indispensabilidade de se promoverem dade de Nefrologia foi aprovado pela Portaria n.º 555/2003,
alterações pontuais ao horário de funcionamento e de aten- de 11 de julho;
dimento, no que respeita aos dias de funcionamento, de Atendendo a que o Regulamento do Internato Médico
modo a adequar o nível de prestação do serviço à procura estabelece a obrigatoriedade de revisão quinquenal dos
por parte dos cidadãos. programas de formação das especialidades médicas;
Nesta conformidade, foi assegurada uma adequada arti- Sob proposta da Ordem dos Médicos e ouvido o Con-
culação e concertação com a Câmara Municipal do Porto. selho Nacional do Internato Médico;
Face ao exposto, revela-se agora necessário proceder à Ao abrigo e nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 3.º
alteração pontual do Regulamento Interno, tendo em vista e nos n.os 1 e 2 do artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 203/2004,
de 18 de agosto, alterado pelos Decretos-Leis n.os 11/2005,
a sua adaptação ao novo horário de funcionamento e de
de 6 de janeiro, 60/2007, de 13 de março, e 45/2009, de
atendimento do Julgado de Paz do Porto.
13 de fevereiro, bem como no artigo 28.º do Regulamento
Paralelamente, reconhece-se a necessidade de existir
do Internato Médico, aprovado pela Portaria n.º 251/2011,
uma maior operacionalidade no que respeita à coordenação de 24 de junho:
do Julgado de Paz, nomeadamente aquando de ausências Manda o Governo, pelo Secretário de Estado da Saúde,
do juiz coordenador. o seguinte:
Assim:
Manda o Governo, pela Ministra da Justiça, ao abrigo Artigo 1.º
do disposto no n.º 3 do artigo 3.º da Lei n.º 78/2001, de
13 de julho, o seguinte: É atualizado o programa de formação da área de espe-
cialização de Nefrologia, constante do anexo à presente
Artigo 1.º portaria, da qual faz parte integrante.
Alteração ao Regulamento Interno do Julgado de Paz do Porto
Artigo 2.º
São alterados os artigos 2.º e 3.º do Regulamento In- A aplicação e desenvolvimento dos programas compete
terno do Julgado de Paz do Porto, aprovado pela Portaria aos órgãos e agentes responsáveis pela formação nos in-
n.º 375/2004, de 13 de abril, que passam a ter a seguinte ternatos, os quais devem assegurar a maior uniformidade
redação: a nível nacional.
«Artigo 2.º O Secretário de Estado da Saúde, Manuel Ferreira Tei-
xeira, em 1 de outubro de 2013.
[…]
1. O horário de funcionamento do Julgado de Paz é Programa de formação da área de especialização
de Nefrologia
das 9 horas às 20 horas, de segunda-feira a sexta-feira.
2. O horário de atendimento do Julgado de Paz é A formação específica no Internato Médico de Nefrolo-
das 9 horas e 30 minutos às 19 horas e 30 minutos, de gia tem a duração de 60 meses (5 anos, a que correspon-
segunda-feira a sexta-feira. dem 55 meses efetivos de formação) e é antecedida por
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uma formação genérica, partilhada por todas as especia- vos, infecciologia, endocrinologia, reumatologia, urologia
lidades, designada por Ano Comum. e laboratório de investigação.
3.2. Os estágios de Transplantação Renal, de Hemo-
A. Ano Comum diálise e de Diálise Peritoneal Crónica poderão decorrer,
no todo ou em parte, em unidades públicas ou privadas a
1. Duração: 12 meses.
quem tenha sido reconhecida idoneidade formativa para
2. Blocos formativos e sua duração:
o efeito, após estabelecido protocolo de articulação en-
a) Medicina/área médica – 4 meses; tre estas unidades e o serviço ou unidade de nefrologia;
b) Pediatria/área pediátrica – 2 meses; 3.3. Relativamente a áreas não abrangidas pelo reconhe-
c) Opção – 1 mês; cimento de idoneidade formativa, o estágio deverá decorrer
d) Cirurgia/área cirúrgica – 2 meses; em local designado pela direção do internato médico, sob
e) Cuidados de saúde primários – 3 meses. proposta conjunta, do diretor do serviço de nefrologia e
do orientador de formação.
3. Precedência 4. Objetivos dos estágios
A frequência com aproveitamento de todos os blocos 4.1. Aspetos gerais
formativos do Ano Comum é condição obrigatória para 4.1.1. Objetivos de desempenho
que o médico Interno inicie a formação específica. Enunciam-se os objetivos considerados indispensáveis.
4. Equivalência O diretor de serviço e o orientador de formação definirão,
Os blocos formativos do Ano Comum não substituem se o entenderem, objetivos facultativos que servirão de
e não têm equivalência a eventuais estágios com o mesmo indicadores sobre as opções que o interno poderá tomar
nome da formação específica. durante a evolução da sua formação.
4.1.2. Considera-se importante que o interno adquira
B. Formação específica ou desenvolva:
4.1.2.1. Julgamento clínico adequado
1. Duração do internato – 60 meses (5 anos).
2. Estrutura, sequência e duração dos estágios a) Capacidade de integração dos factos médicos e dados
2.1. Medicina Interna – 12 meses (primeiro ano). clínicos;
2.2. Intensivismo – 3 a 6 meses. b) Ponderação dos riscos e benefícios para o doente de
2.3. Nefrologia – 36 a 39 meses, repartidos do seguinte qualquer ato médico;
modo: c) Capacidade de estabelecer um plano lógico para ava-
2.3.1. Estágio em Nefrologia Clínica – 21 meses, se- liação e tratamento imediato e a longo prazo do doente;
guidos ou intercalados, devendo um dos períodos ter, pelo d) Autonomia na avaliação e resolução de situações de
menos, uma duração mínima de 6 meses. urgência do foro nefrológico, o que implica a sua inclusão
2.3.2. Estágio em Transplantação Renal – 6 meses. em escala de urgência específica da especialidade a partir
2.3.3. Estágio em Hemodiálise (e outras técnicas depu- do segundo ano da formação específica.
rativas com circuito extracorporal) – 6 meses.
2.3.4. Estágio em Diálise Peritoneal Crónica – 6 me- 4.1.2.2. Qualidades humanas e ético-deontológicas
ses. a) Integridade, respeito e compreensão no contacto com
2.4. Estágios opcionais o doente e sua família;
2.4.1. Este período formativo tem a duração total de b) Capacidade de envolvimento e empatia, de ganhar a
seis meses e cada um dos estágios opcionais parcelares confiança do doente e respeitar os seus desejos e necessi-
não poderá ter duração inferior a três meses; dades de informação;
2.4.2. Os estágios opcionais poderão decorrer em: c) Capacidade de compreensão e decisão face aos pro-
2.4.2.1. Áreas de Nefrologia: Nefrologia Clínica, Trans- blemas psicológicos, sociais, económicos, éticos e deon-
plantação Renal, Hemodiálise, Diálise Peritoneal Crónica tológicos suscitados pela clínica e pela prática nefrológica.
e Nefrologia Pediátrica;
2.4.2.2. Áreas de exames complementares de diagnós- 4.1.2.3. Capacidade técnica
tico: Imagiologia, Radiologia de Intervenção Vascular, Resultará da integração das habilitações discriminadas
Medicina Nuclear, Patologia Clínica e Anatomia Pato- nos objetivos de desempenho dos estágios e compreende
lógica; o desenvolvimento de capacidade consistente para prestar
2.4.2.3. Áreas clínicas não nefrológicas: Medicina In- cuidados médicos qualificados, para utilizar, apropriada
terna, Intensivismo, Infecciologia, Endocrinologia, Car- e eficazmente, testes laboratoriais e técnicas diagnósticas
diologia, Reumatologia e Urologia; e terapêuticas, tendo sempre em consideração o melhor
2.4.2.4. Áreas de investigação laboratorial: laboratório interesse do doente e o seu bem-estar.
de investigação básica. 4.1.3. Objetivos de conhecimento
2.4.3. Quando os estágios opcionais recaiam sobre área Durante o internato devem ser progressivamente adqui-
não contemplada com reconhecimento de idoneidade for- ridos e aprofundados os conhecimentos teóricos relativos
mativa, a escolha do local de estágio será designada pela aos grandes capítulos da nefrologia. O interno deverá ad-
direção do internato médico, sob proposta conjunta do quirir capacidade crítica e compreender as limitações do
diretor do serviço de nefrologia e do orientador de for- conhecimento disponível e a necessidade de manter uma
mação. atualização constante;
3. Locais de formação 4.1.3.1. O interno deve participar na elaboração e apre-
3.1. Serviços ou unidades de nefrologia, nefrologia pe- sentação de trabalhos científicos. No final do internato, o
diátrica, imagiologia, medicina nuclear, patologia clínica, interno deverá ter realizado pelo menos um trabalho na
anatomia patológica, medicina interna, cuidados intensi- área da nefrologia como primeiro autor, sujeito a publi-
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cação em revista nacional ou internacional de idoneidade 4.4.1.1.3. No final do estágio, o interno deverá conhe-
reconhecida. cer as indicações, contra indicações e complicações dos
4.2. Estágio em Medicina Interna seguintes atos:
4.2.1. Objetivos de desempenho e conhecimento
a) Análises laboratoriais relevantes para a clínica ne-
a) Treino na avaliação e tratamento de doentes com frológica;
patologia médica diversificada. Treino na execução das b) Biopsia renal; treino na observação e interpretação
diferentes técnicas semiológicas e terapêuticas; de biopsias renais;
b) Avaliação e tratamento de doentes em situações de c) Ecografia renal;
emergência médica, pressupondo atuação em serviços de d) Urografia de eliminação;
urgência hospitalar. e) Angiografia renal; angioplastia; bypass arterial;
f) Plasmaferese;
4.3. Estágio em Intensivismo g) Estudos isotópicos (de imagem e de avaliação da
4.3.1. Objetivos de desempenho e conhecimento função renal);
h) Tomografia computorizada e ressonância magnética
a) Reanimação Cardiorrespiratória (RCR); do rim;
b) Técnicas de suporte avançado de vida; i) Nefrostomia percutânea;
c) Contacto com doentes com falência múltipla de ór- j) Litotrícia extracorporal;
gãos, sua avaliação e seu tratamento; k) Cistoscopia.
d) Avaliação, prevenção e tratamento das situações de
insuficiência renal aguda em doentes com instabilidade 4.4.1.2. Objetivos de conhecimento
hemodinâmica. Seleção, prescrição e execução das técnicas
de substituição da função renal nesses doentes; a) Anatomia, fisiologia, fisiopatologia renal;
e) Treino nas técnicas invasivas habitualmente realiza- b) Alterações do metabolismo hidroeletrolítico,
das em unidades de cuidados intensivos, designadamente ácido-básico e mineral;
na entubação oro-naso-traqueal e no cateterismo vascular, c) Conhecimento preciso da história natural, patogénese
com realce para o cateterismo das veias subclávias. e terapêutica das doenças do rim e do aparelho urinário,
quer congénitas quer adquiridas, assim como das doenças
4.4. Estágios em Nefrologia sistémicas potencialmente causadoras de lesão renal;
4.4.1. Estágio em Nefrologia Clínica d) Conhecimento dos princípios básicos da imunologia
4.4.1.1. Objetivos de desempenho e dos mecanismos imunológicos de lesão renal;
O treino progressivo será adquirido através da atuação e) Regulação normal da tensão arterial; patogenia, diag-
tutelada no internamento, consulta externa e interna e ser- nóstico e tratamento da hipertensão;
viço de urgência específico da especialidade (Urgência f) Etiopatogenia, prevenção e tratamento das insuficiên-
interna do serviço de nefrologia): cias renais aguda e crónica;
4.4.1.1.1. O interno deve adquirir treino na prevenção, g) Farmacologia clínica: alterações farmacocinéticas
avaliação e tratamento das seguintes situações: relacionadas com as modificações da função renal e efeito
dos fármacos sobre a estrutura e função renal;
a) Perturbações dos balanços hidroeletrolítico, ácido-bá- h) Princípios dietéticos e nutricionais em Nefrologia;
sico e mineral; i) Aspetos éticos, deontológicos, psicológicos, econó-
b) Insuficiência renal aguda; micos e sociais da prática nefrológica;
c) Insuficiência renal crónica e patologia associada. j) Noções de organização e gestão de um serviço de
Tratamento conservador; nefrologia hospitalar.
d) Hipertensão arterial;
e) Doenças glomerulares e vasculares do rim; 4.4.2. Estágio em Transplantação Renal
f) Infeções das vias urinárias; 4.4.2.1. Objetivos de desempenho
g) Doenças túbulo-intersticiais; Deve contemplar a atuação no âmbito dos cuidados pré
h) Doenças sistémicas com repercussão renal; e pós-transplantação com aquisição de treino específico
i) Patologia renal da gravidez; nas seguintes áreas:
j) Nefropatias induzidas por tóxicos;
k) Situações urológicas com repercussão sobre a função a) Avaliação e seleção de candidatos a transplantação
renal (uropatia obstrutiva, litíase, tumores do aparelho renal;
urinário). b) Avaliação pré-operatória do recetor;
c) Abordagem clínica e terapêutica do doente trans-
4.4.1.1.2. Treino com aquisição de autonomia progres- plantado no pós-operatório imediato (seguimento de pelo
siva na realização das seguintes técnicas: menos 10 doentes no pós-operatório imediato);
d) Diagnóstico clínico das formas agudas de rejeição,
a) Biopsia renal percutânea (mínimo de biopsias a rea- da rejeição crónica e da disfunção crónica do aloenxerto,
lizar até ao final do internato – 20 biopsias de rim próprio, incluindo treino na interpretação dos exames complemen-
e 5 de enxerto renal); tares respetivos (laboratoriais, imagiológicos e histológi-
b) Observação e interpretação do sedimento urinário; cos);
c) Colocação de cateteres centrais para hemodiálise em e) Tratamento médico da rejeição; treino na utilização
veias jugulares e femorais (número mínimo de cateteres de terapêutica imunossupressora;
colocados no final do internato: 80, dos quais pelo menos f) Diagnóstico e tratamento médico das complicações
50 jugulares com tunelização); cirúrgicas, infecciosas e outras;
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g) Seguimento a longo prazo do doente transplantado (o 4.4.3.2. Objetivos de conhecimento
interno deve seguir pelo menos 10 doentes transplantados
a) Princípios físicos da hemodiálise e técnicas afins;
durante um período mínimo de seis meses); b) Conhecimento e familiarização com o modo de fun-
h) Realização e interpretação de biopsia percutânea do cionamento dos monitores de hemodiálise e dos requisitos
enxerto renal; de purificação da água, assim como das características das
i) Interpretação dos estudos ecográficos, isótopos e an- várias membranas artificiais utilizadas;
giográfico do enxerto renal. c) Fisiopatologia das várias complicações médicas re-
lacionadas com os vários tipos de diálise;
4.4.2.2. Objetivos de conhecimento d) Influência dos vários tipos de diálise na farmaco-
a) Biologia da rejeição e da disfunção crónica do aloen- cinética;
xerto; e) Aspetos éticos, deontológicos, psicossociais e eco-
b) Indicações e contraindicações para a transplantação nómicos relacionados com a diálise crónica;
renal; f) Familiarização com a organização e gestão de um
c) Princípios da seleção de recetores e sua avaliação; programa de tratamento insuficientes renais em ambu-
d) Princípios dos exames de histocompatibilidade; latório.
e) Princípios da colheita de órgãos e sua preservação;
f) Complicações a curto e longo prazo da transplan- 4.4.4. Estágio em Diálise Peritoneal Crónica
tação; 4.4.4.1. Objetivos de desempenho
g) Modo de ação e utilização dos fármacos imunossu- a) Compreensão do processo prático da diálise perito-
pressores; neal, designadamente da diálise peritoneal nas suas diver-
h) Histopatologia da rejeição e da disfunção crónica sas modalidades;
do aloenxerto; b) Familiarização com a colocação de acessos perito-
i) Avaliação, seleção e manutenção de dadores, incluindo neais;
dador vivo; c) Capacidade de prescrição de diálise peritoneal e ava-
j) Aspetos éticos, deontológicos, legais, psicossociais e liação da sua eficácia;
económicos da doação de órgãos e da transplantação; d) Capacidade para diagnosticar e tratar as complicações
da diálise peritoneal, incluindo a peritonite e as complica-
4.4.3. Estágio em hemodiálise (e outras técnicas depu- ções relacionadas com o acesso;
rativas com circuito extracorporal) e) Controlo nutricional do doente em diálise peritoneal
4.4.3.1. Objetivos de desempenho crónica e adaptações posológicas;
O interno deverá saber avaliar corretamente as várias f) Acompanhamento direto de um número mínimo de
opções terapêuticas no tratamento do doente com insu- 5 doentes em diálise peritoneal crónica durante um período
ficiência renal, aguda ou crónica, ou com intoxicação, e não inferior a seis meses.
tornar-se progressivamente autónomo na prescrição de
cada tipo de tratamento. Durante o período de estágio de 4.4.4.2. Objetivos de conhecimento
contacto com este meio terapêutico, o interno deve adquirir a) Princípios físicos e biológicos da diálise peritoneal;
experiência e autonomia progressiva em: b) Influência da diálise peritoneal na farmacocinética;
a) Prescrever e acompanhar cada tipo de técnica depu- c) Familiarização com a organização e gestão de um
rativa em todas as situações de insuficiência renal aguda programa de diálise peritoneal crónica.
ou crónica e intoxicações;
b) Avaliar a eficácia de cada tipo de tratamento; 4.5. Estágios opcionais
c) Acompanhar uma sessão de hemodiálise, pressu- 4.5.1. Objetivos de desempenho e conhecimento
Dentro dos estágios opcionais possíveis, são definidos
pondo uma atuação direta na sala de hemodiálise durante
como objetivos mínimos:
o período do estágio ou ao longo do internato;
4.5.1.1. Áreas de Nefrologia
d) Prevenir e tratar as complicações de cada tipo de Aprofundamento dos conhecimentos e aperfeiçoamento
diálise, incluindo as associadas ao tratamento de água; na abordagem e na avaliação de doentes e nas técnicas
e) Prevenir, avaliar e tratar complicações médicas do diagnósticas e terapêuticas da especialidade.
doente em tratamento de substituição da função renal, 4.5.1.2. Áreas de exames complementares de diagnós-
quer em situações de insuficiência renal aguda quer em tico
doentes em programa de hemodiálise a longo prazo. O Aprendizagem ou aprofundamento do conhecimento e
interno deve ter a seu cargo o seguimento de pelo menos das técnicas complementares de diagnóstico com relevân-
10 doentes crónicos em hemodiálise durante um período cia em doentes do foro nefrológico.
mínimo de seis meses; 4.5.1.3. Áreas clínicas não nefrológicas
f) Prescrever dietas e alimentação parentérica no doente Aprofundamento dos conhecimentos das especialidades,
em hemodiálise; em particular os referentes a patologia comummente ob-
g) Efetuar adaptações posológicas no doente em he- servada em doentes com afeção renal, e aperfeiçoamento
modiálise; das técnicas nas especialidades referidas.
h) Colocação de cateteres venosos centrais para hemo- 4.5.1.4. Áreas de Investigação
diálise e técnicas afins; reconhecimento e domínio das Contactar com a metodologia e com as técnicas de in-
complicações; vestigação aplicadas à nefrologia como complemento da
i) Métodos e técnicas de vigilância e avaliação do fun- compreensão da fisiologia e da patologia renais e como
cionamento dos acessos vasculares e de profilaxia e trata- desenvolvimento do espírito crítico na avaliação dos re-
mento das suas complicações ou disfunções. sultados obtidos.
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5. Avaliação dos estágios 5.2.2. Prova prática, que inclui:
5.1. Avaliação de desempenho
A avaliação de desempenho é feita de forma contínua a) Entrevista e observação de um doente;
no decorrer de cada estágio, no final do qual o interno b) Elaboração de relatório escrito onde conste o diag-
será avaliado, na escala de 0 a 20 valores, levando em nóstico, pedido de exames e discussão dos mesmos, prog-
conta os seguintes parâmetros e respetivas pondera- nóstico e terapêutica.
ções:
6. Avaliação final de internato
a) Capacidade de execução técnica – ponderação de Segue o disposto no Regulamento do Internato Mé-
4 pontos; dico.
b) Interesse pela valorização profissional – ponderação 7. Disposições finais
de 3 pontos; 7.1. Este Programa de Formação aplica-se aos internos
c) Responsabilidade profissional – ponderação de 2 pon- que iniciam a formação específica do internato a partir de
tos; 1 de janeiro de 2014.
d) Relações humanas no trabalho – ponderação de 7.2. Para os internos que tenham iniciado a formação
1 ponto. específica do seu internato antes da data referida no número
anterior, aplica-se o Programa de Formação que à data se
5.2. Avaliação de conhecimentos encontrava em vigor, salvo se o próprio e o seu orientador
A avaliação de conhecimentos é efetuada anualmente, de formação declararem que optam pelo presente.
na escala de 0 a 20 valores, através de: 7.2.1. Neste caso, os interessados deverão entregar na
5.2.1. Prova teórica, que inclui: direção do internato do seu hospital, no prazo de dois
meses a partir da publicação deste Programa, uma decla-
a) Apreciação do relatório de atividades; ração em que conste a sua pretensão com a concordância
b) Discussão de um trabalho efetuado durante o ano e averbada dos respetivos diretores de serviço e orientador
ou prova de resolução de problemas clínicos. de formação.
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