Diário da República, 1.ª série
Portaria n.º 252/2026/1
- Data
- 2026-06-11
- Tipo
- Portaria
Sumário
Portaria de extensão das alterações do contrato coletivo entre a Associação Portuguesa de Facility Services ― APFS e o STTEPS ― Sindicato de Todos os Trabalhadores de Empresas Prestadoras de Serviços ― Vigilância, Limpeza, Manutenção, Call Center e Terceirização de Serviços. Portaria n.º 253/2026/1 Portaria de extensão das alterações do contrato coletivo entre a Associação Portuguesa de Facility Services ― APFS e o Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas ― STAD e outros. AMBIENTE E ENERGIA
Texto integral (1231 palavras)
Portaria n.º 252/2026/1
Neste contexto, ponderadas as circunstâncias sociais e económicas justificativas da extensão de
acordo com o disposto no n.º 2 do artigo 514.º do Código do Trabalho, promove-se o alargamento do
âmbito de aplicação das alterações do contrato coletivo às relações de trabalho não abrangidas por
instrumento de regulamentação coletiva de trabalho negocial porquanto tem, no plano social, o efeito
de uniformizar as condições mínimas de trabalho dos trabalhadores e, no plano económico, o de apro-
ximar as condições de concorrência entre empresas do mesmo setor.
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N.º 111
11-06-2026
Considerando que a convenção tem por âmbito geográfico de aplicação todo o território nacional
e que a extensão de convenção coletiva nas Regiões Autónomas compete aos respetivos Governos
Regionais, a presente portaria apenas é aplicável no território de Portugal continental.
Considerando ainda que a convenção coletiva regula diversas condições de trabalho, procede-se
à ressalva do âmbito de aplicação da extensão de cláusulas contrárias a normas legais imperativas.
Nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 478.º do Código do Trabalho e dos n.os 2 e 4 da referida
RCM, na fixação da eficácia das cláusulas de natureza pecuniária foi tido em conta a data do depósito
da convenção e o termo do prazo para a emissão da portaria de extensão, com produção de efeitos
a partir do primeiro dia do mês em causa.
Foi publicado o aviso relativo ao projeto da presente extensão no Boletim do Trabalho e Emprego
(BTE), Separata, n.º 10, de 14 de abril de 2026, ao qual não foi deduzida oposição por parte dos inte-
ressados.
Assim:
Manda o Governo, pelo Secretário de Estado Adjunto e do Trabalho, no uso da competência delegada
pelo Despacho n.º 9158/2025, de 30 de julho, da Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social,
publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 148, de 4 de agosto de 2025, ao abrigo do artigo 514.º
e do n.º 1 do artigo 516.º do Código do Trabalho e da Resolução do Conselho de Ministros n.º 82/2017,
publicada no Diário da República, 1.ª série, n.º 112, de 9 de junho de 2017, o seguinte:
Artigo 1.º
1 — As condições de trabalho constantes das alterações do contrato coletivo entre a Associação
Portuguesa de Facility Services — APFS e o STTEPS — Sindicato de Todos os Trabalhadores de Empresas
Prestadoras de Serviços — Vigilância, Limpeza, Manutenção, Call Center e Terceirização de Serviços,
publicadas no Boletim do Trabalho e Emprego (BTE), n.º 6, de 15 de fevereiro de 2026, são estendidas
no território do continente:
a) Às relações de trabalho entre empregadores não filiados na associação de empregadores outor-
gante que se dediquem às atividades de higiene e limpeza em edifícios e em equipamentos industriais
ou noutro tipo de instalações, de higiene e controlo de pragas, de plantação e manutenção de jardins,
de prestação de serviços administrativos de apoio às empresas nas áreas de receção, atendimento
telefónico e secretariado, e trabalhadores ao seu serviço, das profissões e categorias profissionais
previstas na convenção;
b) Às relações de trabalho entre empregadores filiados na associação de empregadores outor-
gante que exerçam a atividade económica referida na alínea anterior e trabalhadores ao seu serviço,
das profissões e categorias profissionais previstas na convenção, não filiados na associação sindical
outorgante.
2 — Não são objeto de extensão as cláusulas contrárias a normas legais imperativas.
Artigo 2.º
1 — A presente portaria entra em vigor no quinto dia após a sua publicação no Diário da República.
2 — A tabela salarial e as cláusulas de natureza pecuniária previstas na convenção produzem
efeitos a partir de 1 de março de 2026.
O Secretário de Estado Adjunto e do Trabalho, Adriano Rafael Sousa Moreira, em 2 de junho de 2026.
Portaria n.º 252/2026/1
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TRABALHO, SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL
Portaria n.º 253/2026/1, de 11 de junho
Sumário: Portaria de extensão das alterações do contrato coletivo entre a Associação Portuguesa de
Facility Services ― APFS e o Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância,
Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas ― STAD e outros.
Portaria de extensão das alterações do contrato coletivo entre a Associação Portuguesa de Facility
Services — APFS e o Sindicato dos Trabalhadores de Serviços
de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas — STAD e outros
As alterações do contrato coletivo entre a Associação Portuguesa de Facility Services — APFS
e o Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Activida-
des Diversas — STAD e outros, publicadas no Boletim do Trabalho e Emprego (BTE), n.º 7, de 22 de
fevereiro de 2026, abrangem as relações de trabalho entre empregadores que, no território nacional,
se dediquem às atividades de higiene e limpeza em edifícios e em equipamentos industriais ou noutro
tipo de instalações, de pest control e higiene, de desinfestação, desratização e similares, de plantação
e manutenção de jardins, de prestação de serviços administrativos e de apoio às empresas no âmbito
do objeto social da associação (nomeadamente, receção, atendimento telefónico e secretariado) e tra-
balhadores ao seu serviço, uns e outros representados pelas associações outorgantes.
As partes signatárias requereram a emissão de portaria de extensão das alterações do contrato
coletivo às relações de trabalho entre empregadores não filiados na associação de empregadores
outorgante, que se dediquem à atividade do setor da limpeza industrial, e trabalhadores ao seu serviço
não filiados nas associações outorgantes.
De acordo com o n.º 1 do artigo 514.º do Código do Trabalho, a convenção coletiva pode ser apli-
cada, no todo ou em parte, por portaria de extensão a empregadores e a trabalhadores integrados no
âmbito do setor de atividade e profissional definido naquele instrumento. O n.º 2 do referido normativo
legal determina ainda que a extensão é possível mediante a ponderação de circunstâncias sociais
e económicas que a justifiquem, nomeadamente a identidade ou semelhança económica e social das
situações no âmbito da extensão e no instrumento a que se refere.
Existindo identidade económica e social entre as situações que se pretende abranger com a exten-
são e as previstas na convenção em apreço, foi promovida a realização do estudo de avaliação dos indi-
cadores previstos nas alíneas a) a e) do n.º 1 da Resolução do Conselho de Ministros (RCM) n.º 82/2017,
de 9 de junho, através dos elementos disponíveis no apuramento do relatório único/quadros de pessoal de
2023. Segundo o estudo, estavam abrangidos pelo instrumento de regulamentação coletiva de trabalho,
direta e indiretamente, 11 551 trabalhadores por conta de outrem a tempo completo (TCO), excluindo os
praticantes e aprendizes e o residual, dos quais 77,4 % são mulheres e 22,6 % são homens. De acordo
com os dados da amostra, o estudo indica que, para 590 TCO (5,1 % do total), as remunerações devidas
são superiores às remunerações convencionais, enquanto, para 10 961 TCO (94,9 % do total), as remu-
nerações devidas são inferiores às convencionais, dos quais 21 % são homens e 79 % são mulheres.
Quanto ao impacto salarial da extensão, a atualização das remunerações representa um acréscimo de
1 % na massa salarial do total dos trabalhadores e de 1,1 % para os trabalhadores cujas remunerações
devidas serão alteradas. Na perspetiva da promoção de melhores níveis de coesão e igualdade social,
o estudo indica que há redução no leque salarial e diminuição dos rácios de desigualdade calculados.
Neste contexto, ponderadas as circunstâncias sociais e económicas justificativas da extensão de