Diário da República, 1.ª série
Portaria n.º 248/2024/1
- Data
- 2024-10-10
- Tipo
- Portaria
Sumário
Portaria de extensão das alterações do contrato coletivo entre a Associação Comercial e Empresarial do Distrito de Aveiro (ACA) e o CESP ― Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Servi- ços de Portugal e outro
Texto integral (1302 palavras)
Portaria n.º 248/2024/1
dições mínimas de trabalho dos trabalhadores e, no plano económico, o de aproximar as condições de
concorrência entre empresas do mesmo setor.
Considerando que a anterior extensão da convenção não abrange as relações de trabalho titula-
das por empregadores não filiados nas associações de empregadores outorgantes com atividade em
estabelecimentos qualificados como unidades comerciais de dimensão relevante, segundo os critérios
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então definidos pelo Decreto-Lei n.º 218/97, de 20 de agosto, as quais são abrangidas pelo contrato
coletivo entre a APED — Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição e diversas associações
sindicais e pelas respetivas extensões;
Considerando ainda que a referida qualificação é adequada e que não suscitou a oposição dos
interessados na anterior extensão, mantém-se os critérios de distinção entre pequeno/médio comércio
a retalho e a grande distribuição.
Nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 478.º do Código do Trabalho e dos n.os 2 e 4 da referida
RCM, na fixação da eficácia das cláusulas de natureza pecuniária foi tido em conta a data do depósito
da convenção e o termo do prazo para a emissão da portaria de extensão, com produção de efeitos
a partir do primeiro dia do mês em causa.
Foi publicado o aviso relativo ao projeto da presente extensão no Boletim do Trabalho e Emprego
(BTE), n.º 16, separata, de 21 de agosto de 2024, ao qual não foi deduzida oposição por parte dos
interessados.
Assim:
Manda o Governo, pelo Secretário de Estado do Trabalho, no uso da competência delegada pelo
Despacho n.º 5948/2024, de 20 de maio, da Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social,
publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 102, de 27 de maio de 2024, ao abrigo do artigo 514.º
e do n.º 1 do artigo 516.º do Código do Trabalho e da Resolução do Conselho de Ministros n.º 82/2017,
publicada no Diário da República, 1.ª série, n.º 112, de 9 de junho de 2017, o seguinte:
Artigo 1.º
1 — As condições de trabalho constantes das alterações do contrato coletivo entre a Associação
Comercial e Empresarial do Distrito de Aveiro (ACA) e o CESP — Sindicato dos Trabalhadores do Comér-
cio, Escritórios e Serviços de Portugal e outro, publicadas no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 11, de
22 de março de 2024, são estendidas no distrito de Aveiro:
a) Às relações de trabalho entre empregadores não filiados na associação de empregadores outor-
gante que se dediquem às atividades de comércio e serviços abrangidas pela convenção e trabalhadores
ao seu serviço, das profissões e categorias profissionais previstas na convenção;
b) Às relações de trabalho entre empregadores filiados na associação de empregadores outorgante
que exerçam as atividades económicas referidas na alínea anterior e trabalhadores ao seu serviço, das
profissões e categorias profissionais previstas na convenção, não filiados nas associações sindicais
outorgantes.
2 — A presente extensão não é aplicável a empregadores não filiados na associação de empre-
gadores outorgante desde que se verifique uma das seguintes condições:
a) Sendo a atividade de comércio a retalho alimentar ou misto, disponham de uma área de venda
contínua de comércio a retalho alimentar igual ou superior a 2000 m2;
b) Sendo a atividade de comércio a retalho não alimentar, disponham de uma área de venda con-
tínua igual ou superior a 4000 m2;
c) Sendo a atividade de comércio a retalho alimentar ou misto, pertencente a empresa ou grupo de
empresas que tenha, a nível nacional, uma área de venda acumulada de comércio a retalho alimentar
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igual ou superior a 15 000 m2;
d) Sendo a atividade de comércio a retalho não alimentar, pertencente a empresa ou grupo de
empresas que tenha, a nível nacional, uma área de venda acumulada igual ou superior a 25 000 m2.
3 — Não são objeto de extensão as cláusulas contrárias a normas legais imperativas.
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Artigo 2.º
1 — A presente portaria entra em vigor no quinto dia após a sua publicação no Diário da República.
2 — A tabela salarial e cláusulas de natureza pecuniária previstas na convenção produzem efeitos
a partir de 1 de maio de 2024.
O Secretário de Estado do Trabalho, Adriano Rafael Sousa Moreira, em 7 de outubro de 2024.
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TRABALHO, SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL
Portaria n.º 249/2024/1, de 10 de outubro
Sumário: Portaria de extensão das alterações do contrato coletivo entre a APROSE ― Associação
Nacional de Agentes e Corretores de Seguros e o Sindicato dos Trabalhadores da Actividade
Seguradora (STAS) e outro.
Portaria de extensão das alterações do contrato coletivo entre a APROSE — Associação
Nacional de Agentes e Corretores de Seguros
e o Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Seguradora (STAS) e outro
As alterações do contrato coletivo entre a APROSE — Associação Nacional de Agentes e Corretores
de Seguros e o Sindicato dos Trabalhadores da Atividade Seguradora (STAS) e outro, publicadas no Bole-
tim do Trabalho e Emprego (BTE), n.º 19, de 22 de maio de 2024, abrangem as relações de trabalho entre
empregadores que no território nacional se dediquem à atividade de mediação de seguros e de resseguros,
inscritos oficialmente com as categorias de agente de seguros, corretor de seguros e mediadores de
resseguros e trabalhadores ao seu serviço, uns e outros representados pelas associações outorgantes.
As partes signatárias requereram a extensão das alterações da convenção, na mesma área geográ-
fica e âmbito de atividade, às relações de trabalho entre empregadores e trabalhadores não representados
pelas associações outorgantes.
De acordo com o n.º 1 do artigo 514.º do Código do Trabalho, a convenção coletiva pode ser apli-
cada, no todo ou em parte, por portaria de extensão a empregadores e a trabalhadores integrados no
âmbito do setor de atividade e profissional definido naquele instrumento. O número dois do referido
normativo legal determina ainda que a extensão é possível mediante a ponderação de circunstâncias
sociais e económicas que a justifiquem, nomeadamente a identidade ou semelhança económica e social
das situações no âmbito da extensão e no instrumento a que se refere.
Existindo identidade económica e social entre as situações que se pretende abranger com a extensão
e as previstas na convenção em apreço, foi promovida a realização do estudo de avaliação dos indica-
dores previstos nas alíneas a) a e) do n.º 1 da Resolução do Conselho de Ministros (RCM) n.º 82/2017,
de 9 de junho, através dos elementos disponíveis no apuramento do Relatório Único/Quadros de Pes-
soal de 2022. De acordo com o estudo estão abrangidos pelo instrumento de regulamentação coletiva
de trabalho, direta e indiretamente, 3229 trabalhadores por conta de outrem a tempo completo (TCO),
excluindo os praticantes e aprendizes e o residual, dos quais 62,5 % são mulheres e 37,5 % são homens.
Segundo os dados da amostra, o estudo indica que para 1514 TCO (46,9 % do total) as remunerações
devidas são iguais ou superiores às remunerações convencionais enquanto para 1715 TCO (53,1 % do
total) as remunerações devidas são inferiores às convencionais, dos quais 34,4 % são homens e 65,6 %
são mulheres.
Quanto ao impacto salarial da extensão, a atualização das remunerações representa um acréscimo
de 1,8 % na massa salarial do total dos trabalhadores e de 4,3 % para os trabalhadores cujas remunerações
devidas serão alteradas. Na perspetiva da promoção de melhores níveis de coesão e igualdade social
o estudo indica que há redução no leque salarial e diminuição dos rácios de desigualdade calculados.
Neste contexto, ponderadas as circunstâncias sociais e económicas justificativas da extensão de
acordo com o disposto no n.º 2 do artigo 514.º do Código do Trabalho, promove-se o alargamento do
âmbito de aplicação das alterações do contrato coletivo às relações de trabalho não abrangidas por
regulamentação coletiva negocial porquanto tem, no plano social, o efeito de uniformizar as condições