Diário da República, 1.ª série
Portaria n.º 234-A/2026/1
- Data
- 2026-05-27
- Tipo
- Portaria
Texto integral (7445 palavras)
Portaria n.º 234-A/2026/1
Artigo 1.º
Objeto
A presente portaria aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) Monchique e da
Zona de Proteção Especial (ZPE) Monchique, anexo à presente portaria e que dela faz parte integrante.
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Artigo 2.º
Âmbito
1 — O plano de gestão da ZEC Monchique e da ZPE Monchique identifica os tipos de habitat natu-
rais e seminaturais e as espécies da flora e fauna selvagens com presença significativa, incluindo as
tendências populacionais favoráveis das espécies de aves com ocorrência regular, na ZEC Monchique
e na ZPE Monchique e adota medidas e ações complementares de conservação.
2 — O plano de gestão da ZEC Monchique e da ZPE Monchique deve ser aplicado em conjunto
e simultaneamente com o Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, com o Decreto Regu-
lamentar n.º 10/2008, de 26 de março, e com o Decreto-Lei n.º 91/2026, de 23 de abril, que fixou os
objetivos específicos para a sua conservação e estabeleceu as medidas de conservação de natureza
regulamentar necessárias para atingir esses objetivos e os objetivos de conservação das espécies de
aves protegidas de ocorrência regular na ZPE.
Artigo 3.º
Entrada em vigor
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
Em 26 de maio de 2026.
O Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida. — A Ministra do Ambiente
e Energia, Maria da Graça Carvalho. — O Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes.
ANEXO
(a que se refere o artigo 1.º)
Plano de Gestão das ZEC e ZPE Monchique (PTCON0037)
Localização
As ZEC e ZPE Monchique, com uma área total aproximada de 76 138 ha, localiza-se nos concelhos
de Odemira e Ourique, ambos no distrito de Beja, e ainda Aljezur, Monchique, Lagos, Portimão e Silves,
todos no distrito de Faro, conforme se apresenta no quadro 1. A sua localização encontra-se represen-
tada cartograficamente na figura 1, estando os seus limites disponíveis no geocatálogo da Autoridade
Nacional da Conservação da Natureza e Biodiversidade.
Quadro 1 — Unidades territoriais abrangidas pelas ZEC e ZPE Monchique
Área das ZEC e ZPE Proporção da UT ocupada Proporção da área
Unidade Territorial (UT)
na UT (ha) pela área das ZEC e ZPE das ZEC e ZPE na UT
Aljezur 7 871 24 % 10 %
Lagos 267 1,2 % 0,35 %
Monchique 34 384 87 % 45 %
Odemira 18 371 11 % 24 %
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Ourique 261 0,4 % 0,34 %
Portimão 26 0,1 % 0,03 %
Silves 14 958 22 % 20 %
Total 76 138 - 100 %
(fonte: CAOP 2021)
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Caracterização
As ZEC e ZPE Monchique abrangem uma área montanhosa, com relevo acidentado, localizada no
sudoeste de Portugal. A altitude e a proximidade ao oceano Atlântico conferem a este território uma maior
precipitação média e uma maior disponibilidade hídrica, comparativamente à área envolvente, dando
origem a condições ecológicas, que permitem a ocorrência de diversas espécies e tipos de habitat que
têm neste território o seu único refúgio no sul do país. A presença humana neste território é bastante
reduzida, com apenas três povoações (Monchique, Alferce, Marmelete) e localiza-se principalmente
na zona centro e sul das ZEC e ZPE. Extensas áreas nas zonas noroeste, nordeste, sudoeste e sudeste
das ZEC e ZPE são escassamente habitadas. Uma das principais atividades económicas do território
está relacionada com a exploração florestal, predominando os povoamentos de eucalipto (cerca de
35 % da área das ZEC e ZPE) e os povoamentos de sobreiro (24 %), assinalando-se alguma agricultura,
principalmente de subsistência, na proximidade dos pequenos aglomerados populacionais.
O ponto mais alto é o pico da Fóia, a 902 m de altitude, seguindo-se a Picota, a 774 m de altitude. As
ZEC e ZPE são atravessada por diversos cursos de água, sendo os mais relevantes o rio Arade, no limite
leste, a ribeira de Odelouca, que atravessa o território na sua zona leste, a ribeira de Seixe, que atravessa
o território desde a Fóia até São Miguel (no limite noroeste), a ribeira de Odiáxere, situada na zona central
e as ribeiras de Alfambras e Cercas, ambas no limite oeste das ZEC e ZPE (afluentes da ribeira de Aljezur).
No que respeita ao uso e ocupação do solo, no território das ZEC e ZPE Monchique a ocupação
predominante são as formações florestais, as quais, no seu conjunto, representam mais de 65 % do
território. Destacam-se pela sua grande expressão, os povoamentos florestais de eucalipto (35 % do
total do território) e as florestas de sobreiro (25,5 %) (COS, 2018). Outros tipos de floresta têm uma
expressão bem mais reduzida e incluem os povoamentos florestais de pinheiro-manso (2,6 %) e de
pinheiro-bravo (2,1 %), as florestas de azinheira (0,03 %), de castanheiros (0,02 %, concentrados na zona
da Fóia e da Picota), e ainda as florestas de outras folhosas, de modo geral associadas às galerias
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ripícolas ao longo dos cursos de água (1,4 %). A expressão territorial dos sistemas agroflorestais de
sobreiro é muito reduzida (0,7 %) e inexpressiva no caso da azinheira. As áreas ocupadas por matos
apresentam também uma grande expressão, ocupando cerca de um quarto do território. A presença
humana é muito reduzida nas ZEC e ZPE, o que se comprova por os territórios artificializados repre-
sentarem apenas cerca de 0,4 % do território, sendo que o conjunto das áreas agrícolas, pastagens
e mosaicos agroflorestais representa apenas cerca de 6 % da ocupação total do solo.
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É de realçar que estes dados não refletem as alterações na ocupação do solo dominante provoca-
das pelo incêndio de 2018, o qual afetou cerca de 19 896 ha, na zona central e sudeste das ZEC e ZPE.
A evolução socioeconómica na área das ZEC e ZPE acompanhou a evolução da ocupação do solo.
Um abandono agrícola com diminuição da população ativa deu lugar a uma área com pouca densidade
e envelhecimento da população local. O abandono agrícola foi acompanhado de um aumento muito
significativo das áreas de matos, mas também da área de floresta, em particular de eucalipto e sobreiro,
espécies que poderiam potencialmente proporcionar rendimentos significativos, não fora o existente
risco de incêndio. A necessidade de que os povoamentos destas espécies florestais sejam geridos de
forma adequada e a falta da componente agrícola na paisagem e da sua consequência na desconti-
nuidade das componentes mais inflamáveis de florestas e matos tem resultado no aumento do risco
de incêndio, uma ameaça crescente potenciada pelas alterações climáticas. O aumento da área de
plantações florestais, em particular de eucalipto, pode constituir uma ameaça se incidir em zonas de
tipos de habitat importantes para a conservação.
Em termos dos valores naturais protegidos, destacam-se, pela sua grande expressão territorial,
os bosques de sobreiro, os matagais mediterrânicos, representados por diversos subtipos, incluindo os
medronhais, os matos de carvalhiça e os carrascais/lentiscais acidófilos, assim como os urzais-tojais
ainda os prados vivazes. Nos cursos de água permanentes assinala-se a ocorrência de comunidades de
hidrófitos e, nas margens, de bosques de amieiros e de arrelvados higronitrófilos. Nos cursos de água
de regime torrencial assinalam-se salgueirais e loendrais/tamargais. Nas zonas baixas encontram-se
tipos de habitat de solos húmidos, incluindo charcos temporários, diversos tipos de juncais e, também
urzais-tojais higrófilos.
O território da ZEC alberga ainda tipos de habitat de reduzida expressão nacional, como os matagais
de adelfeira e os amiais com adelfeira, ambos valores ameaçados, quase exclusivos deste território.
Alberga também diversos tipos de habitat com reduzida expressão territorial na região sul, incluindo
os castinçais e os carvalhais de Quercus canariensis/Quercus marianica (ambos verdadeiras relíquias
e refúgios de biodiversidade a nível regional), as cascalheiras e diversas comunidades associadas ao
maciço sienítico da Fóia e Picota, incluindo zimbrais de Juniperus turbinata subsp. turbinata sobre sieni-
tos (uma singularidade a nível nacional), comunidades rupícolas e prados de suculentas (habitat 8230).
No que respeita à flora, a riqueza florística desta ZEC é notável, com cerca de 700 plantas vas-
culares já registadas (Flora-On, 2022), num elenco que inclui vários endemismos regionais, plantas
de distribuição restrita em Portugal e plantas que ocorrem de modo isolado no sul do país, disjuntas
da restante população nacional, destacando-se enquanto espécies protegidas no âmbito da Diretiva
Habitats a ocorrência de uma subpopulação importante do endemismo lusitânico Rhaponticoides
fraylensis, do endemismo Hyacinthoides vicentina (representado pela subespécie transtagana) e das
quase endémicas Salix salviifolia subsp. australis e Euphorbia transtagana.
Relativamente às espécies da fauna (que não aves) na ZEC está assinalada uma grande riqueza
e diversidade de espécies de invertebrados. O principal destaque vai para as espécies de lepidópte-
ros protegidas no âmbito da Diretiva Habitats, como a fritilária-dos-lameiros (Euphydryas aurinia)
e a calimorfa-de-quatro-pintas (Euplagia quadripunctaria) e para as libélulas, Gomphus graslinii,
Macromia spledens e Oxygastra curtisii.
Na ictiofauna destaca-se a ocorrência de duas espécies do anexo ii da Diretiva Habitats, o verdemã
(Cobitis paludica) e a boga-do-sudoeste (Iberochondrostoma almacai), esta última um endemismo do
sudoeste de Portugal.
Neste território assinala-se uma grande diversidade de espécies de répteis e anfíbios com inte-
resse para a conservação, sendo que duas destas espécies constam do anexo ii da Diretiva Habitats:
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o cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa) e o lagarto-de-água (Lacerta schreiberi). No que respeita
à mamofauna, destaca-se o rato-de-cabrera (Microtus cabrerae).
Em relação à avifauna destaca-se a ocorrência de diversas espécies nidificantes no território da
ZPE, que integram o anexo i da Diretiva Aves, incluindo o bufo-real (Bubo bubo), a águia-de-bonelli
(Aquila fasciata), a águia-cobreira (Circaetus gallicus), a cotovia-escura (Galerida theklae) e a cotovia-
-arbórea (Lullula arborea) e diversos passeriformes migradores de matos e bosques.
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Valores naturais
Na ZEC Monchique ocorrem com presença significativa 21 tipos de habitat (quadro 2) e 4 espé-
cies da flora e 11 espécies da fauna, que não aves (quadro 3), dos anexos i e ii da Diretiva Habitats,
respetivamente.
Esta área classificada assume contudo especial relevância para a conservação de 13 tipos de
habitat, 3 espécies da flora e 9 espécies da fauna (que não aves), (valores alvo assinalados a negrito
e com um # nos quadros 2 e 3).
Quadro 2 — Tipos de habitat do anexo i da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC
Código Habitat
3170 # Charcos temporários mediterrânicos
3260 # Cursos de água dos pisos basal a montano com vegetação da Ranunculion fluitantis e da Callitricho-Batrachion
3280 Cursos de água mediterrânicos permanentes da Paspalo-Agrostidion com cortinas arbóreas ribeirinhas de Salix
e Populus alba
3290 Cursos de água mediterrânicos intermitentes da Paspalo-Agrostidion
4020 # Charnecas húmidas atlânticas temperadas de Erica ciliaris e Erica tetralix
4030 Charnecas secas europeias
5210 # Matagais arborescentes de Juniperus spp.
5230 # Matagais arborescentes de Laurus nobilis
5330 Matos termomediterrânicos pré-desérticos
6220 # Subestepes de gramíneas e anuais da Thero-Brachypodietea
6420 Pradarias húmidas mediterrânicas de ervas altas da Molinio-Holoschoenion
8130 Depósitos mediterrânicos ocidentais e termófilos
8220 Vertentes rochosas siliciosas com vegetação casmofítica
8230 Rochas siliciosas com vegetação pioneira da Sedo-Scleranthion ou da Sedo albi-Veronicion dillenii
91E0 # Florestas aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae)
9240 # Carvalhais ibéricos de Quercus faginea e Quercus canariensis
9260 # Florestas de Castanea sativa
92A0 # Florestas-galerias de Salix alba e Populus alba
92B0 # Florestas-galerias junto aos cursos de água intermitentes mediterrânicos com Rhododendron ponticum, Salix
e outras espécies
92D0 # Galerias e matos ribeirinhos meridionais (Nerio-Tamaricetea e Securinegion tinctoriae) (
9330 # Florestas de Quercus suber
Quadro 3 — Espécies do anexo ii da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC
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Código Grupo Espécie
1573 PL # Euphorbia transtagana
1851 PL Hyacinthoides vicentina
6196 PL # Rhaponticoides fraylensis (sin. Centaurea vicentina, Centaurea fraylensis)
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Código Grupo Espécie
1434 PL # Salix salvifolia subsp. australis
1065 I # Euphydryas aurinia
6199 I # Euplagia quadripunctaria (sin. Callimorpha quadripunctaria)
1046 I # Gomphus graslinii
1036 I # Macromia splendens
1041 I # Oxygastra curtisii
5302 P # Cobitis paludica (sin. Cobitis taenia)
5295 P # Iberochondrostoma almacai (sin. Chondrostoma almacai; Chondrostoma lusitanicum)
1259 R # Lacerta schreiberi
1221 R Mauremys leprosa
1355 M Lutra lutra
1338 M # Microtus cabrerae
Grupo: PL — planta; I — invertebrado; P — peixe; R — réptil; M — mamífero.
A ZPE Monchique, com um extenso elenco de espécies de aves protegidas (do anexo i da Dire-
tiva Aves e espécies migradoras não incluídas nesse anexo, com ocorrência regular) com presença
significativa, é considerada especialmente relevante para 5 espécies e para o grupo de passeriformes
migradores de matos e bosques (valores alvo assinalados com um # e a negrito no quadro 4).
Quadro 4 — Espécies de aves do anexo i da Diretiva Aves e espécies migradoras
não incluídas nesse anexo e de ocorrência regular,
com presença significativa especialmente relevante na ZPE
Código Espécie
A707 # Aquila fasciata
A215 # Bubo bubo
A080 # Circaetus gallicus
A245 # Galerida theklae
A246 # Lullula arborea
- # Passeriformes migradores de matos e bosques
Objetivos de conservação
Os objetivos de conservação para os valores com presença significativa são identificados no
quadro 5 e constituem o quadro de referência das medidas de conservação definidas para a gestão das
ZEC e ZPE. São ainda identificadas as metas a atingir no período de vigência do plano e os respetivos
indicadores de resultado.
Tendo em consideração o grau de desconhecimento relativamente às espécies de invertebrados
Euphydryas aurinia, Euplagia quadripunctaria, Gomphus graslinii, Macromia splendens e Oxygastra
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curtisii e também da espécie da flora Euphorbia transtagana, para estes valores não são estabelecidos
os objetivos de conservação a alcançar no quadro da gestão da ZEC. Contudo, é expectável que estas
espécies venham a beneficiar de medidas de conservação propostas para os restantes valores que
estão associados aos mesmos tipos de biótopos. O presente plano identificará medidas de conservação
complementares que visam colmatar as lacunas de conhecimento existentes sobre estas espécies, de
modo que, futuramente, possam ser estabelecidos objetivos de conservação dirigidos a estes valores.
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A integridade ecológica das ZEC e ZPE fica, deste modo, enquadrada pelo conjunto dos objetivos de conservação definidos, cuja prossecução per-
mitirá contribuir para os objetivos da Diretiva Habitats e da Diretiva Aves, ou seja, assegurar a biodiversidade através da manutenção ou restabelecimento
do estado de conservação favorável ou da tendência populacional, conforme aplicável, dos tipos de habitat e das espécies presentes nos sítios e para
a coerência da Rede Natura 2000.
Quadro 5 — Objetivos de conservação para a gestão das ZEC e ZPE
Objetivos de conservação Indicadores Metas
Tipos de habitat e espécies higrófilos
1 — Melhorar o grau de conservação e travar o decréscimo da — Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) — Aumentar a área de habitat com estrutura e funções bem con-
área do habitat 3170 — Charcos temporários mediterrânicos servadas;
— Área ocupada pelo habitat (ha)
— Manter a área total do habitat
2 — Melhorar o grau de conservação e inverter o decréscimo da — Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) — Aumentar a área de habitat com estrutura e funções conservadas;
área do habitat 4020 — Charnecas húmidas atlânticas tempe-
radas de Erica ciliaris e Erica tetralix — Área ocupada pelo habitat (ha) — Aumentar a área total do habitat
3 — Melhorar o grau de conservação e inverter o decréscimo da — Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) — Aumentar a área de habitat com estrutura e funções conservadas
área do habitat 5230 — Matagais arborescentes de Laurus nobilis através da melhoria do grau de conservação das áreas de habitat
— Área ocupada pelo habitat (ha) com conservação média ou reduzida [grau de conservação C, na
cartografia de habitats naturais de ICNF (2020)]
— Aumentar a área total do habitat
4 — Manter o grau de conservação do habitat 6420 — Pradarias — Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) — Manter a área ocupada pelo habitat na atual condição ecológica
húmidas mediterrânicas de ervas altas da Molinio-Holoschoe-
nion — Área ocupada pelo habitat (ha) — Manter a área total do habitat
5 — Manter o grau de conservação de Hyacinthoides vicentina — Número de núcleos populacionais e área ocupada — Manter o número e a área ocupada pelos núcleos populacionais
— Densidade populacional — Manter a densidade populacional
6 — Melhorar o grau de conservação do habitat de Microtus — Número de quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela espécie — Aumentar o número de quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela
cabrerae espécie
— Densidade populacional e/ou de colónias
— Aumentar o número de colónias e/ou a densidade populacional
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(a definir no âmbito do programa de acompanhamento)
Tipos de habitat e espécies aquáticos
7 — Melhorar o grau de conservação e travar o decréscimo — Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) — Aumentar a área de habitat com estrutura e funções bem con-
da área do habitat 3260 — Cursos de água dos pisos basal servadas;
a montano com vegetação da Ranunculion fluitantis e da Calli- — Área ocupada pelo habitat (ha)
tricho-Batrachion — Manter a área total do habitat
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Objetivos de conservação Indicadores Metas
8 — Melhorar o grau de conservação do habitat de Iberochon- — Expressão linear da presença das espécies — Aumentar a expressão linear da presença das espécies
drostoma almacai e Cobitis paludica
— Tendência populacional de Iberochondrostoma almacai — Inverter a tendência de decréscimo populacional de Iberochon-
drostoma almacai
Tipos de habitat e espécies de matagais e bosques ripícolas
9 — Manter o grau de conservação dos habitats 3280 — Cursos — Área dos habitats com estrutura bem conservada (ha) — Manter a área ocupada pelos habitats na atual condição ecológica
de água mediterrânicos permanentes da Paspalo-Agrostidion
— Área ocupada pelos habitats (ha)
com cortinas arbóreas ribeirinhas de Salix e Populus alba
10 — Manter o grau de conservação do habitat 3290 — Cursos — Área do habitat com estrutura bem conservada (ha) — Manter a área ocupada pelo habitat na atual condição ecológica
de água mediterrânicos intermitentes da Paspalo-Agrostidion
— Área ocupada pelo habitat (ha)
11 — Manter o grau de conservação e travar o decréscimo da — Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) — Aumentar a área de habitat com estrutura e funções bem con-
área do habitat 91E0 — Florestas aluviais de Alnus glutinosa servadas dos subtipos 91E0pt — Amiais ripícolas e 91E0pt3, Amiais
— Área ocupada pelo habitat (ha)
e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae) e salgueirais paludosos, priorizando-se este último
— Manter a área total do habitat
12 — Manter o grau de conservação do habitat 92A0 — Flores- — Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) — Manter a área do subtipo 92A0pt5 — Salgueirais arbustivos de
tas-galerias de Salix alba e Populus alba Salix salviifolia subsp. australis, em boa condição ecológica
— Área ocupada pelo habitat (ha)
— Melhorar a condição ecológica do subtipo 92A0pt2 — Salguei-
rais-choupais de choupos-negros e/ou salgueiros-brancos
— Manter a área total do habitat
13 — Melhorar o grau de conservação e inverter o decréscimo da — Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) — Aumentar a área de habitat com estrutura e funções conservadas
área do habitat 92B0 — Florestas-galerias junto aos cursos de através da melhoria do grau de conservação das áreas de habitat
— Área ocupada pelo habitat (ha)
água intermitentes mediterrânicos com Rhododendron ponticum, com conservação média ou reduzida [grau de conservação C, na
Salix e outras espécies cartografia de habitats naturais de ICNF (2020)]
— Aumentar a área total do habitat
14 — Melhorar o grau de conservação do habitat 92D0 — Galerias — Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) — Aumentar a área do habitat em boa condição ecológica;
e matos ribeirinhos meridionais (Nerio-Tamaricetea e Securi-
— Área ocupada pelo habitat (ha) — Manter a área total do habitat
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negion tinctoriae)
15 — Manter o grau de conservação do habitat de Salix salviifolia — Expressão linear de ocorrência da espécie — Manter a expressão linear de ocorrência da espécie
subsp. australis
— Densidade populacional — Manter a densidade populacional
16 — Melhorar o grau de conservação do habitat de Lacerta — Expressão linear da presença da espécie — Aumentar a expressão linear da presença da espécie
schreibersii
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Objetivos de conservação Indicadores Metas
17 — Manter o grau de conservação do habitat de Mauremys — N.º de quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela espécie — Manter o número de quadrículas ocupadas pela espécie
leprosa
18 — Manter o grau de conservação do habitat de Lutra lutra — Expressão linear da presença da espécie — Manter a expressão linear da presença da espécie
Tipos de habitat e espécies de matos e prados mesófilos e xerófilos
19 — Manter o grau de conservação do habitat 4030 — Charne- — Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) — Manter a área ocupada pelo habitat na atual condição ecológica
cas secas europeias
— Área ocupada pelo habitat (ha) — Manter a área total do habitat
20 — Melhorar o grau de conservação e travar o decréscimo da — Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) — Aumentar a área de habitat com estrutura e funções bem con-
área do habitat 5210 — Matagais arborescentes de Juniperus servadas;
spp. — Área ocupada pelo habitat (ha)
— Melhorar a estrutura do habitat das áreas com condição ecológica
média ou reduzida (e.g. áreas do habitat dominadas por zimbral
jovem ou com presença de acácias e eucaliptos)
— Manter a área total do habitat
21 — Manter o grau de conservação do habitat 5330 — Matos — Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) — Manter a estrutura do habitat nas áreas com condição eco-
termomediterrânicos pré-desérticos lógica boa ou excelente, dos subtipos 5330pt3 — Medronhais
— Área ocupada pelo habitat (ha) e 5330pt4 — Matagais com Quercus lusitânica
— Manter a área total do habitat
22 — Manter o grau de conservação do habitat 6220 — Subes- — Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) — Manter a área do habitat na atual condição ecológica, com priori-
tepes de gramíneas e anuais da Thero-Brachypodietea dade para a conservação do subtipo 6220pt4 — Arrelvados vivazes
— Área ocupada pelo habitat (ha) silicícolas de gramíneas altas
— Manter, pelo menos 75 % área total do habitat indicada na car-
tografia de habitats naturais de ICNF (2020) (dada a dinâmica de
sucessão natural, é aceitável uma regressão até 20 % da área do
subtipo 6220pt5 — Arrelvados vivazes silicícolas de Brachypodium
phoenicoides por substituição pelos habitats 4030 e 5330).
23 — Manter o grau de conservação dos tipos de habitat rupí- — Área dos habitats com estrutura bem conservada (ha) — Manter a área ocupada pelos habitats na atual condição ecológica
colas:
— Área ocupada pelos habitats (ha) — Manter a área total dos habitats
— 8130 — Depósitos mediterrânicos ocidentais e termófilos
— 8220 — Vertentes rochosas siliciosas com vegetação cas-
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mofítica
— 8230 — Rochas siliciosas com vegetação pioneira da Sedo-
-Scleranthion ou da Sedo albi-Veronicion dillenii
24 — Manter o efetivo populacional de Rhaponticoides fraylensis — Número de núcleos populacionais e área ocupada — Manter o número e a área ocupada pelos núcleos populacionais
— Densidade populacional — Manter a densidade populacional
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Objetivos de conservação Indicadores Metas
25 — Manter o grau de conservação das aves de rapina Aquila — Número de casais reprodutores de Aquila fasciata — Manter o número de casais reprodutores de Aquila fasciata
fasciata e Circaetus gallicus
— Número de quadrículas 2 × 2 km com presença de Cir- — Manter o número de quadrículas 2 × 2 km com presença de
caetus gallicus Circaetus gallicus
26 — Melhorar o grau de conservação de Bubo bubo — Número de quadrículas 2 × 2 km com presença de Bubo — Aumentar o número de quadrículas 2 × 2 km com presença de
bubo Bubo bubo
27 — Manter o grau de conservação das cotovias Galerida theklae — Número de quadrículas 2 × 2 km com presença de Gale- — Manter o número de quadrículas 2 × 2 km com presença de
e Lullula arborea rida theklae Galerida theklae
— Número de quadrículas 2 × 2 km com presença de Lullula — Manter o número de quadrículas 2 × 2 km com presença de
arborea Lullula arborea
28 — Manter o grau de conservação do habitat de passeriformes — Área ocupada por matos (ha) — Manter a área ocupada por habitats de matos, na atual condição
migradores de matos e bosques ecológica
— Área ocupada por matagais (ha)
— Manter a área ocupada por habitats de matagais
— Área ocupada por bosques (ha)
— Aumentar a área ocupada por bosques
Tipos de habitat de bosques mesófilos e xerófilos
29 — Melhorar o grau de conservação e inverter o decréscimo da — Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) — Aumentar a área de habitat com estrutura e funções bem con-
área do habitat 9240 — Carvalhais ibéricos de Quercus faginea servadas;
e Quercus canariensis — Área ocupada pelo habitat (ha)
— Aumentar a área total do habitat
30 — Melhorar o grau de conservação e inverter o decréscimo da — Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) — Aumentar a área de habitat com estrutura e funções bem con-
área do habitat 9260 — Florestas de Castanea sativa servadas;
— Área ocupada pelo habitat (ha)
— Aumentar a área total do habitat
31 — Melhorar o grau de conservação e inverter o decréscimo — Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) — Aumentar a área de habitat com estrutura e funções bem con-
da área do habitat 9330 — Florestas de Quercus suber servadas
— Área ocupada pelo habitat (ha)
— Aumentar a área total do habitat
Medidas de conservação complementares
O Plano de Gestão identifica as medidas de conservação complementares às previstas no Decreto-Lei n.º 91/2026, de 23 de abril, que visam dar
resposta às exigências ecológicas dos valores com prioridade em termos de conservação (valores alvo), definidas em função da condição destes e dos
Portaria n.º 234-A/2026/1
condicionamentos e contextos de ordem legal, social, organizacional, económica e financeira.
As medidas de conservação complementares estabelecidas para a gestão das ZEC e ZPE e respetivo quadro operacional estão identificados no
quadro 6, com a definição dos indicadores de realização, as respetivas metas, as entidades envolvidas na execução e a calendarização.
A informação relevante para a execução das medidas de conservação complementares é apresentada de forma detalhada nas «Fichas das Medidas
de Conservação Complementares».
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Quadro 6 — Quadro operacional das medidas de conservação complementares
Calendarização
Medida de conservação Relevância* Indicador de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas
Início Fim
MC1 — Restabelecimento do 1 1 — Data de aprovação de um plano 1 — Ano 2 após a aprovação APA Autoridade de gestão do PEPAC Ano 1 Ano 2
ecossistema fluvial e ripícola de gestão e conservação dos habi- do plano de gestão CCDR/Agri
tats ICNF
DGADR
2 — Proporção de áreas prioritárias 2 — 75 % DGAV Ano 3 Ano 10
intervencionadas Municípios
3 — Número de ações de monito- 3—5 Proprietários Ano 1 Ano 10
rização Gestores florestais
(2 em 2 anos)
Agricultores
Centros de investigação
MC2 — Recuperação ecológica 2 1 — Data de aprovação de um plano 1 — Ano 2 após a aprovação ICNF Autoridade de gestão do PEPAC Ano 1 Ano 2
de habitats higrófilos de recuperação dos habitats do plano de gestão CCDR/Agri
2 — Proporção de áreas prioritárias 2 — 75 % APA Ano 3 Ano 10
intervencionadas Municípios
3 — Número de ações de monito- 3—5 Proprietários Ano 1 Ano 10
rização Centros de investigação
(2 em 2 anos)
MC3 — Gestão e conservação 1 1 — Data de aprovação de um plano 2 — Ano 2 após a aprovação ICNF Autoridade de gestão do PEPAC Ano 1 Ano 2
dos bosques mesófilos e xeró- de gestão e conservação dos habi- do plano de gestão Proprietários, agricultores e ges-
filos tats GPP
tores florestais
CCDR/Agri Organizações de produtores
2 — Proporção de áreas prioritárias 2 — 75 % Ano 3 Ano 10
intervencionadas e associações de produtores
florestais
3 — Número de ações de monito- 3—5 Ano 1 Ano 10
rização
(2 em 2 anos)
MC4 — Gestão e conservação 3 1 — Data de aprovação do plano de 1 — Ano 3 após a aprovação ICNF Autoridade de gestão do PEPAC Ano 2 Ano 3
dos matos e prados mesófilos gestão e conservação dos habitats do plano de gestão Proprietários, agricultores e ges-
e xerófilos GPP
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tores florestais
2 — Proporção de áreas prioritárias 2 — 75 % CCDR/Agri Ano 4 Ano 10
intervencionadas Organizações de produtores
e associações de produtores
florestais
3 — Número de ações de monito- 3—5 Ano 1 Ano 10
rização
(2 em 2 anos)
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Calendarização
Medida de conservação Relevância* Indicador de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas
Início Fim
MC5 — Avaliar a atual cober- 2 Estudo elaborado para caracteri- Ano 5 após a aprovação do APA Municípios Ano 3 Ano 5
tura nas ZEC e ZPE da rede zação da situação de referência plano de gestão
de pontos de amostragem de e eventual proposta de novas loca- ICNF Centros de investigação
quantidade e de qualidade da lizações de pontos de captação
água. (quantidade e qualidade)
MC6 — Avaliação e adaptação 2 Data de elaboração de documento Ano 5 após a aprovação do APA ICNF Ano 3 Ano 5
do regime de caudais ecológi- orientador (guião) para estabeleci- plano de gestão
cos da barragem de Odelouca mento de RCE adequado às condi- Centros de investigação
ções das ZEC e ZPE ONGA
MC7 — Reconversão de áreas 2 1 — Data de aprovação de um plano 1 — Ano 3 após a aprovação ICNF Autoridade de gestão do PEPAC Ano 2 Ano 3
de eucaliptal de reconversão de áreas de euca- do plano de gestão
liptal GPP DGT
CCDR/Agri Municípios
2 — Proporção de áreas prioritárias 2 — 75 % Ano 4 Ano 10
intervencionadas Organizações de produtores flo-
restais
3 — Número de ações de monito- 3—5 Ano 1 Ano 10
rização Proprietários
(2 em 2 anos)
Entidades gestoras de AIGP
MC8 — Controlo de espécies 1 1 — Data de aprovação de plano 1 — Ano 2 após a aprovação ICNF Autoridade de gestão do PEPAC Ano 1 Ano 2
exóticas invasoras de fauna de deteção precoce e controlo de do plano de gestão
e flora espécies exóticas invasoras CCDR/Agri GPP
Municípios
2 — Proporção de áreas prioritárias 2 — 75 % Ano 3 Ano 10
intervencionadas Organizações de produtores flo-
restais
3 — Número de ações de monito- 3 — 10 Ano 1 Ano 10
rização para deteção precoce de Proprietários
instalação de espécies exóticas (1 por ano)
Centros de investigação
invasoras
ONGA
Entidades gestoras de AIGP
MC9 — Gestão sustentável do 2 1 — Data de aprovação do plano 1 — Ano 3 após a aprovação ICNF Autoridade de gestão do PEPAC Ano 2 Ano 3
Portaria n.º 234-A/2026/1
pastoreio em prados, adelfei- de gestão do pastoreio sustentável do plano de gestão
rais e bosques GPP Proprietários, agricultores e orga-
2 — Proporção de áreas prioritárias 2 — 75 % nizações de produtores Ano 4 Ano 10
CCDR/Agri
intervencionadas
3 — Número de ações de monito- 3—5 Ano 1 Ano 10
rização
(2 em 2 anos)
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Calendarização
Medida de conservação Relevância* Indicador de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas
Início Fim
MC10 — Prevenir e gerir as 3 Data de elaboração do plano de Ano 4 após a aprovação do ICNF Autoridade de gestão do PEPAC Ano 3 Ano 4
pragas e doenças do sobreiro, atuação e monitorização plano de gestão
amieiro e castanheiro e ava- Gestores florestais
liar a incidência de epizootias
Associações de produtores flo-
nas espécies-presa de aves de
restais
rapina
Associações de desenvolvimento
local
Centros de investigação
MC11 — Adaptação do planea- 1 1 — Percentagem de planos/pro- 1 — 100 % ICNF Autoridade de gestão do PEPAC Ano 1 Ano 10
mento e da operacionalização gramas adaptados e incluindo
2 — 100 % Comissões regionais, sub- CCDR
da gestão integrada dos fogos diretrizes de salvaguarda
-regionais e municipais de
rurais à salvaguarda dos valo-
2 — Percentagem de planos de gestão integrada de fogos Comissões intermunicipais
res naturais protegidos com
recuperação pós-incêndio com rurais
presença significativa nas Municípios
medidas orientadas para o restauro
ZEC e ZPE Entidades gestoras de AIGP
e salvaguarda dos valores naturais Proprietários e gestores florestais
protegidos Comunidades Intermunici-
pais do Algarve e do Alen- Organizações de produtores flo-
3 — Proporção de áreas ardidas 3 — 75 % tejo restais
identificadas e salvaguardadas
para assegurar a recuperação de CCDR/Agri Empresas
habitats arbustivos ou arbóreos APA Entidades gestoras de AIGP
(bosques e matos)
4 — Número de ações de monito- 4—5
rização
(2 em 2 anos)
MC12 — Ordenar as atividades 3 1 — Data de elaboração do estudo 1 — Ano 4 após a aprovação Turismo do Algarve Centros de investigação Ano 3 Ano 10
recreativas ou desportivas, do plano de gestão
Turismo do Alentejo Federação de Campismo e Mon-
motorizadas ou não, organi-
tanhismo de Portugal
zadas ou informais 2 — Proporção dos valores alvo 2 — 100 % dos valores alvo em CCDR
Portaria n.º 234-A/2026/1
analisados em relação à sua sen- presença Empresas de animação turística
sibilidade Municípios
GNR
ICNF
3 — Proporção das áreas avaliadas 3 — 100 % das áreas onde
para a prática das atividades é possível regulamentar as
atividades recreativas e des-
portivas
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Calendarização
Medida de conservação Relevância* Indicador de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas
Início Fim
MC13 — Sensibilização, forma- 3 1 — Data da constituição de pro- 1 — Ano 2 após a aprovação ICNF Autoridade de gestão do PEPAC Ano 1 Ano 10
ção e partilha de informação cessos ou estruturas de apoio aos do plano de gestão
com os proprietários, produto- gestores florestais e produtores GPP CCDR
res agrícolas, operadores eco- agrícolas CCDR/Agri Turismo do Alentejo
nómicos, população local e os
visitantes para a conservação 2 — Data da criação de conteúdos 2 — Ano 5 após a aprovação Organizações de produto- Turismo do Algarve
dos valores naturais digitais do plano de gestão res e gestores florestais Escolas
3 — Número de iniciativas realiza- 3—2 Municípios Associações de desenvolvimento
das por ano local
ONGA
4 — Data da criação de sinalética 4 — Ano 1 após a aprovação Associações de pesca desportiva
de informação dos limites da rede do plano de gestão Centros de investigação
Natura 2000
GNR
Juntas de freguesia
MC14 — Reforço da fiscaliza- 2 Número de ações de fiscalização 12 ICNF Municípios Ano 1 Ano 10
ção nas ZEC e ZPE por ano
APA
CCDR
SEPNA/GNR
PSP/BRIPA
Entidades gestoras de caça
MC15 — Reforço da população 2 1 — Data de aprovação do plano de 2 — Ano 3 após a aprovação ICNF Municípios Ano 2 Ano 3
de boga-do-sudoeste (Ibero- reforço da população do plano de gestão
Proprietários
chondrostoma almacai)
2 — Proporção de áreas prioritárias 2 — 75 % Centros de investigação Ano 4 Ano 10
intervencionadas
ONGA
3 — Número de ações de monito- 3—5 ADL Ano 1 Ano 10
rização
(2 em 2 anos) Águas do Algarve
APA
MC16 — Fomentar a ocorrência 3 N.º de coelhos e perdizes por hec- 2 coelhos e 2 perdizes por ICNF Autoridade de gestão do PEPAC Ano 3 Ano 10
Portaria n.º 234-A/2026/1
e a densidade de coelho-bravo tare hectare
CCDR/Agri Organizações do sector da caça
e perdiz-vermelha
GPP ONGA
Entidades gestoras de zonas de
caça
Proprietários
Centros de investigação
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Calendarização
Medida de conservação Relevância* Indicador de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas
Início Fim
MC17 — Executar um protocolo 2 1 — Data de aprovação do plano 1 — Ano 3 após a aprovação ICNF Proprietários Ano 2 Ano 10
de vigilância da nidificação de de vigilância do plano de gestão
Aquila fasciata na ZPE e de ONGA
atuação de emergência 2 — Número de ações de vigilância 2 — 1 por ano Centros de investigação
Entidades gestoras da caça
EDP
REN
RIAS
MC18 — Conservação de locais 2 1 — Proporção de áreas prioritárias 1 — 75 % ICNF Autoridade de gestão do PEPAC Ano 2 Ano 10
de nidificação das aves de intervencionadas
GPP Associações de produtores flo-
rapina Aquila fasciata e Cir-
2 — Número de ações de monito- 2 — 10 restais Ano 1 Ano 10
caetus gallicus CCDR/Agri
rização para deteção precoce de Proprietários
locais de nidificação de aves de (1 por ano) Municípios
rapina Centros de investigação
ONGA
MC19 — Colmatação das 2 Data de realização/conclusão do Ano 5 após a aprovação do ICNF Centros de investigação Ano 1 Ano 5
lacunas de conhecimento estudo plano de gestão
ONGA
sobre a ocorrência e condição
ecológica da espécie da flora Empresas
Euphorbia transtagana na ZEC
MC20 — Colmatação das 2 Data de realização/conclusão do Ano 5 após a aprovação do ICNF Centros de investigação Ano 1 Ano 5
lacunas de conhecimento estudo plano de gestão
ONGA
sobre a condição ecológica
das espécies de borboletas Empresas
Euphydrias aurinia e Euplagia
quadripunctaria, e das espé-
cies de libélulas Gomphus
graslinii, Macromia splendens
e Oxygastra curtisii na ZEC
MC21 — Estabelecer e conso- 1 1 — Quadro de densificação dos Quadros aprovados pela(s) ICNF GPP Ano 1 Ano 2
lidar os critérios e parâmetros objetivos de conservação, indica- entidade(s) responsável(eis)
de quantificação e avaliação dores e metas pelo plano de gestão até ao Algarve 2030
Portaria n.º 234-A/2026/1
dos objetivos de conservação, final do 2.º ano de execução Alentejo 2030
e os recursos necessários para 2 — Quadro de estimativa preli- do plano de gestão
a execução das medidas de minar dos recursos financeiros,
conservação humanos e técnicos para os pri-
meiros cinco anos de execução do
plano de gestão
* O campo relevância representa a importância relativa de cada uma das medidas de conservação e encontra-se classificado da seguinte forma: 1 — Muito elevada; 2 — Elevada; 3 — Média.
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Medidas de conservação regulamentares
O plano de gestão aplica-se complementarmente a um conjunto de medidas de natureza regulamentar e preventiva, identificadas e operacionalizadas
no Decreto-Lei n.º 91/2026, de 23 de abril.
Vigência do plano de gestão
O plano de gestão terá uma vigência de dez anos.
Acompanhamento
A execução do plano de gestão é objeto de acompanhamento continuado ao longo do seu período de vigência.
O acompanhamento é coordenado pelo ICNF com a participação das autoridades corresponsáveis em razão da matéria, das administrações central
e local, das entidades representativas dos agentes e operadores dos setores económico, social, da sociedade civil e dos proprietários, relevantes para
a prossecução dos objetivos do plano.
Será efetuada uma avaliação intercalar ao quinto ano de vigência do plano, a qual incluirá o ponto de situação intermédio da execução das medidas,
um balanço das medidas concluídas, das medidas em curso e das medidas não iniciadas. Da análise da realização intermédia atingida face às metas
estabelecidas para a medida, a entidade responsável pelo acompanhamento do plano de gestão deverá decidir sobre as alterações necessárias no plano
de gestão, num quadro de articulação institucional, a propor às respetivas tutelas. Caso seja necessário, deverá ser elaborada uma versão revista das
fichas das medidas de conservação.
No final do seu período de vigência, a eficácia do plano de gestão deve ser avaliada num exercício de análise cruzada entre o grau de execução das
medidas de conservação e a evolução da condição dos valores alvo. Para esta avaliação relacionam-se os resultados finais da execução das medidas
(através dos indicadores de realização) e do cumprimento dos objetivos de conservação (através dos indicadores de resultado). O relatório desta avaliação
final deverá também incluir a análise da evolução dos fatores externos com eventual impacto na gestão das ZEC e ZPE (por exemplo, das pressões e ati-
vidades mais relevantes, das condicionantes legais e dos instrumentos de financiamento das medidas de conservação), a descrição da análise efetuada
no período em causa para a evolução dos indicadores de realização, a descrição das alterações intercalares efetuadas e respetiva fundamentação, e as
propostas de alteração do plano de gestão.
Portaria n.º 234-A/2026/1
A aferição dos indicadores de resultado decorrerá dos procedimentos correntes de monitorização da Rede Natura 2000 a que o Estado português
está obrigado no âmbito da implementação da Diretiva Habitats e da Diretiva Aves.
O quadro 7 estabelece a correspondência entre as medidas e os objetivos de conservação para os quais concorrem, cuja avaliação final permite decidir
sobre a necessidade de manutenção/exclusão/alteração da medida no ciclo de programação seguinte. No referido quadro são assinalados (a cinza) os
campos a preencher em sede de avaliação final após a aprovação do plano de gestão.
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Quadro 7 — Modelo de matriz de avaliação final após a aprovação do plano de gestão
Tipos de habitat e espécies higrófilos
Grau de execução Revisão
Objetivo de conservação Medida de conservação
Meta Meta alcançada Indicador de realização Realização atingida/meta (Manter/ Obs.
complementar (não iniciada/em curso/
[Indicador de resultado]
concluída) Não manter/Altera)
Tipos de habitat e espécies aquáticos
Grau de execução Revisão
Objetivo de conservação
Meta Meta alcançada Medida de conservação complementar Indicador de realização Realização atingida/meta (não iniciada/em curso/ (Manter/ Obs.
[Indicador de resultado]
concluída) Não manter/Altera)
Tipos de habitat e espécies de matagais e bosques ripícolas
Grau de execução Revisão
Objetivo de conservação
Meta Meta alcançada Medida de conservação complementar Indicador de realização Realização atingida/meta (não iniciada/em curso/ (Manter/ Obs.
[Indicador de resultado]
concluída) Não manter/Altera)
Tipos de habitat e espécies de matos e prados mesófilos e xerófilos
Grau de execução Revisão
Objetivo de conservação
Meta Meta alcançada Medida de conservação complementar Indicador de realização Realização atingida/meta (não iniciada/em curso/ (Manter/ Obs.
[Indicador de resultado]
concluída) Não manter/Altera)
Tipos de habitat de bosques mesófilos e xerófilos
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Grau de execução Revisão
Objetivo de conservação
Meta Meta alcançada Medida de conservação complementar Indicador de realização Realização atingida/meta (não iniciada/em curso/ (Manter/ Obs.
[Indicador de resultado]
concluída) Não manter/Altera)
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