Diário da República, 1.ª série
Portaria n.º 229-A/2026/1
- Data
- 2026-05-22
- Tipo
- Portaria
Texto integral (4917 palavras)
Portaria n.º 229-A/2026/1
Artigo 2.º
Âmbito
1 — O plano de gestão da ZEC Serra de Montemuro identifica os tipos de habitat naturais e semina-
turais e as espécies da flora e fauna selvagens com presença significativa na ZEC Serra de Montemuro
e adota medidas e ações complementares de conservação.
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2 — O plano de gestão da ZEC Serra de Montemuro deve ser aplicado em conjunto e simultanea-
mente com o Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, e com o Decreto-Lei n.º 90/2026, de
23 de abril, que fixou os objetivos específicos para a sua conservação e estabeleceu as medidas de
conservação de natureza regulamentar necessárias para atingir esses objetivos.
Artigo 3.º
Entrada em vigor
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
O Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, em 20 de maio de 2026. —
A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em 21 de maio de 2026. — O Ministro da
Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, em 15 de maio de 2026.
ANEXO
(a que se refere o artigo 1.º)
Plano de gestão da ZEC Serra de Montemuro (PTCON0025)
Localização
A ZEC Serra de Montemuro, com uma área total aproximada de 38 782 ha localiza-se nos con-
celhos de Cinfães, Resende, Castro Daire, Lamego, Arouca e Tarouca, conforme se apresenta no Qua-
dro 1. A localização encontra-se representada cartograficamente na Figura 1, estando os seus limites
disponíveis no geocatálogo da Autoridade Nacional da Conservação da Natureza e Biodiversidade.
Quadro 1 — Unidades territoriais abrangidas pela ZEC Serra de Montemuro
Área da ZEC na UT Proporção da UT ocupada Proporção da área
Unidade Territorial (UT)
(ha) pela área da ZEC da ZEC na UT
Arouca 1 004 26 % 3%
Castro Daire 12 048 62 % 31 %
Cinfães 13 632 69 % 35 %
Lamego 5 419 56 % 14 %
Resende 6 675 63 % 17 %
Tarouca 4 0,2 % 0,01 %
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Caracterização
A ZEC Serra de Montemuro é caracterizada por um ritmo paisagístico serrano de grandes desníveis
topográficos que oscilam, genericamente, entre os 250 e os 1300 metros. As principais linhas de água
que atravessam a ZEC evidenciam caudais perenes, onde se destacam o rio Balsemão (subafluente do
rio Douro), o rio Cabrum (afluente do rio Douro) e o rio Bestança (afluente do rio Douro). A uma menor
escala, também se podem assinalar algumas ribeiras (e.g. Corvo, S. Martinho e Carvalhosa).
É uma área fortemente marcada por vegetação de pequeno porte, essencialmente distribuída ao
longo de linhas de cume, planaltos e zonas de vertente. Esta vegetação, que marca profundamente
a paisagem, evidencia-se na forma de matos e matagais que representam mais de 53 % de todo o ter-
ritório. Com expressão mais local (1,25 % da ZEC), e associadas aos matos e matagais, também se
evidenciam áreas de vegetação natural esparsa.
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As áreas florestais constituem a segunda mais importante mancha de ocupação de solo, na medida
em que, conjuntamente, preenchem quase 25 % da ZEC. Distribuem-se essencialmente na vizinhança
de linhas de água e áreas contíguas, sendo que, de longe, as mais importantes em termos de ocupação
correspondem às florestas de folhosas autóctones (14,4 %). Seguem-se as florestas de resinosas (quase
7 %) e as áreas com floresta alóctone (3,4 %). Estas últimas são constituídas por eucaliptais e concen-
tram-se essencialmente na base das vertentes situadas no flanco sudoeste da Serra de Montemuro.
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Com ligação geográfica e topográfica muito próxima às manchas florestais sobressaem ainda
as áreas agrícolas, as quais marcam presença em mais de 10 % do território da ZEC. Esta constatação
é ainda reforçada pela presença do mosaico agroflorestal com 5,39 %.
Com um padrão de distribuição bem mais modesto do que a generalidade das áreas acima con-
sideradas, afiguram-se os prados e pastagens. Estas frações de solo ocupam pouco mais de 3 % do
território da ZEC e desenvolvem-se essencialmente em áreas de vertente.
Os territórios artificializados representam uma ínfima fração da ZEC (1,73 %), sendo essencialmente
constituídos por tecido edificado descontínuo, ou seja, pequenas aldeias localizadas em encostas.
Valores naturais protegidos
Na ZEC Serra de Montemuro ocorrem com presença significativa 19 tipos de habitat (Quadro 2)
e 14 espécies da flora e da fauna (Quadro 3) do anexo i da Diretiva Habitats.
A ZEC assume especial relevância para a conservação de 14 destes tipos de habitat, duas espé-
cies da flora e cinco espécies da fauna, valores que constituem prioridades de conservação e para os
quais se impõem medidas de gestão mais urgentes (valores alvo assinalados a negrito e com um #
nos Quadros 2 e 3).
Quadro 2 — Tipos de habitat do anexo i da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC
Código Habitat
3130 # Águas paradas, oligotróficas a mesotróficas, com vegetação da Littorelletea uniflorae e/ou da Isoeto-
-Nanojuncetea
3260 # Cursos de água dos pisos basal a montano com vegetação da Ranunculion fluitantis e da Callitricho-
-Batrachion
4020 # Charnecas húmidas atlânticas temperadas de Erica ciliaris e Erica tetralix
4030 # Charnecas secas europeias
4090 Charnecas oromediterrânicas endémicas com giestas espinhosas
6160 Prados oro-ibéricos de Festuca indigesta
6220 # Subestepes de gramíneas e anuais da Thero-Brachypodietea
6230 # Formações herbáceas de Nardus, ricas em espécies, em substratos siliciosos das zonas montanas (e das
zonas submontanas da Europa continental)
6410 # Pradarias com Molinia em solos calcários, turfosos e argilo-limosos (Molinion caeruleae)
6430 Comunidades de ervas altas higrófilas das orlas basais e dos pisos montano a alpino
6510 # Prados de feno pobres de baixa altitude (Alopecurus pratensis, Sanguisorba officinalis)
7140 # Turfeiras de transição e turfeiras ondulantes
8220 Vertentes rochosas siliciosas com vegetação casmofítica
8230 Rochas siliciosas com vegetação pioneira da Sedo-Scleranthion ou da Sedo albi-Veronicion dillenii
9160 # Carvalhais pedunculados ou florestas mistas de carvalhos e carpas subatlânticas e médio-europeias da
Carpinion betuli
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91B0 # Freixiais termófilos de Fraxinus angustifolia
91E0 # Florestas aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae)
9230 # Carvalhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus pyrenaica
9260 # Florestas de Castanea sativa
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Quadro 3 — Espécies de flora e da fauna do anexo ii da Diretiva Habitats
com presença significativa na ZEC
Código Grupo Espécie
1885 PL Festuca elegans (sin. F. elegans subsp. merinoi)
1891 PL Festuca summilusitana
1865 PL # Narcissus asturiensis (sin. N. minor subsp. asturiensis)
1857 PL Narcissus pseudonarcissus subsp. nobilis
1733 PL # Veronica micrantha
1172 A # Chioglossa lusitanica
1259 R # Lacerta schreiberi
1303 M Rhinolophus hipposideros
1304 M # Rhinolophus ferrumequinum
1305 M Rhinolophus euryale
1310 M Miniopterus schreibersii
1301 M # Galemys pyrenaicus
1355 M Lutra lutra
1352 M # Canis lupus
Grupo: PL — Planta; A — Anfíbio; R — Réptil; M — Mamífero.
Objetivos de conservação
Os objetivos de conservação para os valores com presença significativa são identificados no
Quadro 4 e constituem o quadro de referência das medidas de conservação definidas para a gestão
da ZEC. São ainda identificadas as metas a atingir no período de vigência do plano e os respetivos
indicadores de resultado.
A integridade ecológica da ZEC fica, deste modo, enquadrada pelo conjunto dos objetivos de
conservação definidos, cuja prossecução permitirá contribuir para os objetivos da Diretiva Habitats,
ou seja, assegurar a biodiversidade através da manutenção ou restabelecimento do estado de con-
servação favorável dos tipos de habitats e das espécies presentes nos sítios, e para a coerência da
Rede Natura 2000.
Quadro 4 — Objetivos de conservação para a gestão da ZEC
Tipos de habitat e espécies aquáticos, ripícolas tempori-higrófilos e higroturfófilos
Objetivos de conservação Indicadores Metas
1 — Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura • Manter a área de habitat com boa
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3130 — Águas paradas, oligotróficas a mesotróficas, bem conservada (ha) condição ecológica
com vegetação da Littorelletea uniflorae e/ou da Isoe-
to-Nanojuncetea
2 — Manter o grau de conservação do habitat 3260 — Cur- • Área de habitat com estrutura • Manter a área de habitat com boa
sos de água dos pisos basal a montano com vegetação bem conservada (ha) condição ecológica
da Ranunculion fluitantis e da Callitricho-Batrachion
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Objetivos de conservação Indicadores Metas
3 — Melhorar o grau de conservação do habitat 4020 — • Área ocupada pelo habitat (ha) • Manter a área ocupada pelo habitat
Charnecas húmidas atlânticas temperadas de Erica
• Área de habitat com estrutura • Aumentar a área de habitat com
ciliaris e Erica tetralix
bem conservada (ha) estrutura bem conservada
4 — Manter o grau de conservação do habitat 7140 — Tur- • Área de habitat com estrutura • Manter a área de habitat com boa
feiras de transição e turfeiras ondulantes bem conservada (ha) condição ecológica
5 — Manter o grau de conservação do habitat 91B0 — • Área de habitat com estrutura • Manter a área de habitat com boa
Freixiais termófilos de Fraxinus angustifolia bem conservada (ha) condição ecológica
6 — Manter o grau de conservação do habitat 91E0 — Flo- • Área de habitat com estrutura • Manter a área de habitat com boa
restas aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior bem conservada (ha) condição ecológica
(Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae)
7 — Manter o grau de conservação do habitat de Chio- • Quadrículas 1 × 1 km ocupadas • Manter o número de quadrículas
glossa lusitanica pela espécie 1 × 1 km ocupadas
8 — Manter o grau de conservação do habitat de Lacerta • Quadrículas 1 × 1 km ocupadas • Manter o número de quadrículas
schreiberi pela espécie 1 × 1 km ocupadas
9 — Manter o grau de conservação do habitat de Galemys • Expressão linear da presença da • Manter a expressão linear da pre-
pyrenaicus espécie sença da espécie
• Densidade populacional • Manter a densidade populacional
• Número de barreiras • Melhorar a conectividade fluvial
10 — Manter o grau de conservação do habitat de Lutra • Expressão linear da presença da • Manter a expressão linear da pre-
lutra espécie sença da espécie
• Densidade populacional • Manter a densidade populacional
Tipos de habitat e espécies de formações herbáceas mesófilas a higrófilas
Objetivos de conservação Indicadores Metas
1 — Manter o grau de conservação do habitat 6230 — For- • Área de habitat com estrutura • Manter a área de habitat com boa
mações herbáceas de Nardus, ricas em espécies, em bem conservada (ha) condição ecológica
substratos siliciosos das zonas montanas (e das zonas
submontanas da Europa continental)
2 — Manter o grau de conservação do habitat 6410 — Pra- • Área de habitat com estrutura • Manter a área de habitat com boa
darias com Molinia em solos calcários, turfosos e argi- bem conservada (ha) condição ecológica
lo-limosos (Molinion caeruleae)
3 — Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura • Manter a área de habitat com boa
6430 — Comunidades de ervas altas higrófilas das orlas bem conservada (ha) condição ecológica
basais e dos pisos montano a alpino
4 — Manter o grau de conservação do habitat 6510 — Pra- • Área de habitat com estrutura • Manter a área de habitat com boa
dos de feno pobres de baixa altitude (Alopecurus pra- bem conservada (ha) condição ecológica
tensis, Sanguisorba officinalis)
5 — Manter o grau de conservação do habitat de Nar- • Número de núcleos populacionais • Manter o número de núcleos popu-
cissus pseudonarcissus subsp. nobilis lacionais
• Densidade populacional dos
núcleos • Manter densidade populacional
dos núcleos
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6 — Manter o grau de conservação do habitat de Vero- • Área de habitat adequado para • Manter a área de habitat adequado
nica micrantha a espécie para a espécie
• Número de núcleos populacionais • Manter o número de núcleos popu-
lacionais
• Densidade populacional dos
núcleos • Manter densidade populacional
dos núcleos
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Tipos de habitat e espécies rupestres e de prados e matos mesófilos a xerófilos
Objetivos de conservação Indicadores Metas
1 — Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura • Manter a área de habitat com boa
4030 — Charnecas secas europeias bem conservada (ha) condição ecológica
2 — Manter o grau de conservação do habitat 4090 — • Área de habitat com estrutura • Manter a área de habitat com boa
Charnecas oromediterrânicas endémicas com giestas bem conservada (ha) condição ecológica
espinhosas
3 — Manter o grau de conservação do habitat 6160 — Pra- • Área de habitat com estrutura • Manter a área de habitat com boa
dos oro-ibéricos de Festuca indigesta bem conservada (ha) condição ecológica
4 — Manter o grau de conservação do habitat 6220 — • Área de habitat com estrutura • Manter a área de habitat com boa
Subestepes de gramíneas e anuais da Thero-Brachypo- bem conservada (ha) condição ecológica
dietea
5 — Manter o grau de conservação do habitat 8220 — Ver- • Área de habitat com estrutura • Manter a área de habitat com boa
tentes rochosas siliciosas com vegetação casmofítica bem conservada (ha) condição ecológica
6 — Manter o grau de conservação do habitat 8230 — • Área de habitat com estrutura • Manter a área de habitat com boa
Rochas siliciosas com vegetação pioneira da Sedo- bem conservada (ha) condição ecológica
-Scleranthion ou da Sedo albi-Veronicion dillenii
7 — Manter o grau de conservação do habitat de Fes- • Quadrículas 1 × 1 km com pre- • Manter o número de quadrículas
tuca elegans sença da espécie 1 × 1 km com presença da espécie
• Densidade populacional • Manter densidade populacional
8 — Manter o grau de conservação do habitat Festuca • Quadrículas 1 × 1 km com pre- • Manter o número de quadrículas
summilusitana sença da espécie 1 × 1 km com presença da espécie
• Densidade populacional • Manter densidade populacional
9 — Manter o grau de conservação do habitat de Nar- • Número de núcleos populacionais • Manter o número de núcleos popu-
cissus asturiensis lacionais
• Número de indivíduos
• Manter o número de indivíduos
Tipos de habitat de bosques mesófilos
Objetivos de conservação Indicadores Metas
1 — Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura • Manter área de habitat com boa
9160 — Carvalhais pedunculados ou florestas mistas bem conservada (ha) condição ecológica
de carvalhos e carpas subatlânticas e médio-europeias
da Carpinion betuli
2 — Manter o grau de conservação do habitat 9230 — Car- • Área de habitat com estrutura • Manter área de habitat com boa
valhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus bem conservada (ha) condição ecológica
pyrenaica
3 — Manter o grau de conservação do habitat 9260 — Flo- • Área de habitat com estrutura • Manter área de habitat com boa
restas de Castanea sativa bem conservada (ha) condição ecológica
Morcegos
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Objetivos de conservação Indicadores Metas
1 — Manter o grau de conservação do habitat de Rhino- • Número de abrigos de impor- • Manter todos os abrigos de impor-
lophus ferrumequinum, Miniopterus schreibersii, Rhino- tância nacional com condições tância nacional na ZEC
lophus hipposideros e Rhinolophus euryale favoráveis
• Manter tendência estável
• Tendência populacional
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Lobo
Objetivos de conservação Indicadores Metas
1 — Manter as condições necessárias à ocorrência da • Número de grupos reprodutores • Manter o número de alcateias
população reprodutora de Canis lupus (alcateias)
Medidas de conservação complementares
O plano de gestão identifica as medidas de conservação complementares às previstas no Decreto-
-Lei n.º 90/2026, de 23 de abril, que visam dar resposta às exigências ecológicas dos valores com
prioridade em termos de conservação (valores alvo), definidas em função da condição destes e dos
condicionamentos e contextos de ordem legal, social, organizacional, económica e financeira.
As medidas de conservação complementares estabelecidas para a gestão da ZEC Serra de Monte-
muro e respetivo quadro operacional estão identificados no Quadro 5, com a definição dos indicadores
de realização, as respetivas metas, as entidades envolvidas na execução e a calendarização.
A informação relevante para a execução das medidas de conservação complementares é apre-
sentada de forma detalhada nas «Fichas das Medidas de Conservação Complementares».
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Quadro 5 — Quadro operacional das medidas de conservação complementares
Calendarização
Entidade
Medida de conservação complementar Relevância* Indicadores de realização Meta Entidades envolvidas
responsável
Início Fim
MC1 — Restabelecer a composição, 2 1 — Proporção de linhas de água inspe- 1 — 100 % das linhas de água APA/ARH Autoridade de gestão do PEPAC Ano 1 Ano 10
estrutura e continuidade do ecossis- cionadas para identificação de estruturas
tema fluvial e ribeirinho hidráulicas transversais Municípios e suas associações
CCDR/Agri
2 — Proporção de estruturas hidráulicas 2 — 100 % das estruturas identifica-
com impacto significativo negativo eli- das como tendo impacto significativo ICNF
minadas
Proprietários e agricultores
3 — Proporção de galeria ripícola objeto 3 — 50 % da galeria ripícola degra- e suas organizações
de projetos de restauro orientados para dada com ocorrência real ou poten-
a promoção dos tipos de habitat alvo cial dos tipos de habitat alvo
MC2 — Promover a gestão sustentável 2 Proporção de área contratualizada 50 % da área elegível ICNF Autoridade gestão do PEPAC Ano 1 Ano 10
dos bosques nativos
GPP CCDR/Agri
Gestores e produtores florestais
e suas organizações
MC3 — Promover a gestão sustentável 1 Proporção de área contratualizada 50 % da área elegível ICNF Autoridade de gestão do PEPAC Ano 1 Ano 10
das pastagens e matos
GPP CCDR/Agri
Gestores e produtores agrícolas
MC4 — Promover a manutenção de 2 Proporção de área contratualizada 70 % da área elegível ICNF Autoridade de gestão do PEPAC Ano 1 Ano 10
pastagens permanentes com alto
valor natural GPP CCDR/Agri
Gestores e produtores agrícolas
MC5 — Promover a proteção dos efe- 2 Percentagem dos criadores que adotam 100 % dos criadores pecuários ICNF Autoridade de gestão do PEPAC Ano 1 Ano 10
tivos pecuários medidas de proteção do efetivo pecuário
GPP CCDR/Agri
DGAV
Produtores pecuários
Órgãos de gestão de baldios
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MC6 — Promover a permeabilidade 2 Proporção de áreas prioritárias interven- 100 % ICNF APA Ano 2 Ano 10
das infraestruturas viárias existentes cionadas
na ZEC e sua envolvente Infraestruturas de Portu- CCDR
gal, IP
Concessionários de infraestru-
Municípios turas de transporte viário
Municípios
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Calendarização
Entidade
Medida de conservação complementar Relevância* Indicadores de realização Meta Entidades envolvidas
responsável
Início Fim
MC7 — Criação de um sistema de 3 Estudo de mercado e plano de comercia- 1 estudo CCDR/Agri Associações de produtores Ano 1 Ano 10
valorização de produtos pecuários lização associado pecuários
associados à presença do lobo ICNF
Associações de desenvolvi-
mento local
ONG
MC8 — Realização regular de reuniões 1 Número de sessões 2 sessões por ano ICNF Autoridade de gestão do PEPAC Ano 1 Ano 10
participativas com criadores de gado
e seus representantes para identifica- CCDR/Agri DGAV
ção de soluções de compatibilização Produtores pecuários
da atividade pecuária com a presença
de lobo Associações de desenvolvi-
mento local
ONG
MC9 — Adaptar o planeamento 1 Proporção de planos/programas adapta- 100 % ICNF Autoridade de gestão do PEPAC Ano 1 Ano 10
e a operacionalização da gestão inte- dos e incluindo diretrizes de salvaguarda
grada dos fogos rurais à salvaguarda Comissões Regionais, Sub- CCDR
dos valores naturais protegidos Proporção de planos de recuperação -Regionais e Municipais de
pós-incêndio com medidas orientadas Gestão Integrada de Fogos Proprietários e gestores flores-
Rurais tais e suas associações
para o restauro e salvaguarda dos valores
naturais protegidos Entidades Gestoras de AIGP Empresas
Comunidades Intermuni- Municípios
cipais Entidades Gestoras de AIGP
CCDR/Agri
MC10 — Manutenção das condições 3 Abrigo com acesso restringido e com Abrigo Castro de Aire I ICNF Proprietários Ano 1 Ano 10
adequadas dos abrigos de importân- condições adequadas de entrada para
cia nacional morcegos DGEG EDM (Empresa de Desenvolvi-
mento Mineiro)
Municípios
MC11 — Estabelecer plano de deteção 2 1 — Data de elaboração do plano de dete- 1 — Ano 2 após a aprovação do plano ICNF Autoridade de gestão do PEPAC Ano 1 Ano 10
e atuação face a pragas e doenças ção e atuação de gestão
APA
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florestais
2 — Proporção de troços de linha de água 2 — 25 % da galeria ripícola mais Proprietários e gestores florestais
com galerias ribeirinhas mais depaupe- depauperada restaurados
radas restaurados Associações de desenvolvi-
mento local
Centros de investigação
ONG
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Entidade
Medida de conservação complementar Relevância* Indicadores de realização Meta Entidades envolvidas
responsável
Início Fim
MC12 — Deteção e controlo de espé- 2 1 — Data de elaboração do plano de con- 1 — Ano 3 após a aprovação do plano ICNF Autoridade de gestão do PEPAC Ano 1 Ano 10
cies invasoras trolo de espécies exóticas invasoras de gestão
APA
2 — Percentagem das áreas prioritárias 2 — 100 % das áreas prioritárias Municípios
intervencionadas
Associações de desenvolvi-
mento local
Associações de produtores flo-
restais e agrícolas
ONGA
Centros de investigação
MC13 — Sensibilizar a população local 3 1 — Número de iniciativas 1 — uma iniciativa por ano ICNF Autoridade de gestão do PEPAC Ano 1 Ano 10
e os visitantes para a conservação dos
2 — Data de criação dos conteúdos digi- 2 — Ano 5 após a aprovação do plano CCDR/Agri
valores naturais da ZEC
tais de gestão CCDR
Municípios
Escolas
Associações de desenvolvi-
mento local
ONG
MC14 — Reforçar a fiscalização 2 Número de ações de fiscalização por ano 24 ações ICNF SEPNA/GNR Ano 1 Ano 10
(2 ações por mês) Municípios
MC15 — Assegurar densidades de 2 1 — Relatórios de monitorização das 1 — Entregas de relatórios quadrie- ICNF Academia Ano 1 Ano 10
presas selvagens do lobo adequadas espécies das principais presas selvagens nais de monitorização
ONG
de lobo (javali e corço)
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2 — Estudos de identificação das causas 2 — Entrega dos estudos até ao ano
de mortalidade não natural, de identifi- 5 após a elaboração do plano de
cação das medidas de compatibilização gestão
com atividades agrícolas e florestal e de
definição dos níveis de abundância com-
patíveis com a exploração cinegética
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Entidade
Medida de conservação complementar Relevância* Indicadores de realização Meta Entidades envolvidas
responsável
Início Fim
3 — Medidas de minimização de mortali- 3 — Implementação de 100 % das
dade e de compatibilização com ativida- medidas de minimização de mor-
des agrícolas e florestal implementadas talidade e de compatibilização com
atividades agrícolas e florestais iden-
tificadas até ao ano 10 após a apro-
vação do plano de gestão
MC16 — Promover o restauro ecoló- 2 Proporção de área contratualizada 50 % da área elegível ICNF Autoridade de gestão do PEPAC Ano 1 Ano 10
gico dos complexos higroturfófilos
GPP CCDR/Agri
Gestores e produtores agrícolas
MC17 — Estabelecer e consolidar os 1 1 — Quadro de densificação dos objetivos Quadros aprovados pela(s) entida- ICNF GPP Ano 1 Ano 2
critérios e parâmetros de quantifi- de conservação, indicadores e metas de(s) responsável(eis) pelo plano
cação e avaliação dos objetivos de de gestão até ao final do 2.º ano de Norte 2030
conservação, e os recursos necessá- 2 — Quadro de estimativa preliminar dos execução do plano de gestão
rios para a execução das medidas de recursos financeiros, humanos e técnicos
conservação para os primeiros cinco anos de execução
do plano de gestão
* O campo relevância representa a importância relativa de cada uma das medidas de conservação e encontra-se classificado da seguinte forma: 1 — Muito elevada; 2 — Elevada.
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Medidas de conservação regulamentares
O plano de gestão aplica-se complementarmente a um conjunto de medidas de natureza regu-
lamentar e preventiva, identificadas e operacionalizadas no Decreto-Lei n.º 90/2026, de 23 de abril.
Vigência do plano de gestão
O plano de gestão terá uma vigência de 10 anos.
Acompanhamento
A execução do plano de gestão é objeto de acompanhamento continuado ao longo do seu período
de vigência.
O acompanhamento é coordenado pelo ICNF com a participação das autoridades corresponsáveis
em razão da matéria, das administrações central e local, das entidades representativas dos agentes
e operadores dos setores económico, social, da sociedade civil e dos proprietários, relevantes para
a prossecução dos objetivos do plano.
Será efetuada uma avaliação intercalar ao 5.º ano de vigência do plano, a qual incluirá o ponto
de situação intermédio da execução das medidas, um balanço das medidas concluídas, das medidas
em curso e das medidas não iniciadas. Da análise da realização intermédia atingida face às metas
estabelecidas para a medida, a entidade responsável pelo acompanhamento do plano de gestão deverá
decidir sobre as alterações necessárias no plano de gestão, num quadro de articulação institucional,
a propor às respetivas tutelas. Caso seja necessário, deverá ser elaborada uma versão revista das
fichas das medidas de conservação.
No final do seu período de vigência, a eficácia do plano de gestão deve ser avaliada num exercício
de análise cruzada entre o grau de execução das medidas de conservação e a evolução da condição
dos valores alvo. Para esta avaliação relacionam-se os resultados finais da execução das medidas
(através dos indicadores de realização) e do cumprimento dos objetivos de conservação (através dos
indicadores de resultado). O relatório desta avaliação final deverá também incluir a análise da evolução
dos fatores externos com eventual impacto na gestão da ZEC (por exemplo, das pressões e atividades
mais relevantes, das condicionantes legais e dos instrumentos de financiamento das medidas de con-
servação), a descrição da análise efetuada no período em causa para a evolução dos indicadores de
realização, a descrição das alterações intercalares efetuadas e respetiva fundamentação, e as propostas
de alteração do plano de gestão.
A aferição dos indicadores de resultado decorrerá dos procedimentos correntes de monitorização
da Rede Natura 2000 a que o Estado português está obrigado no âmbito da implementação da Diretiva
Habitats.
O Quadro 6 estabelece a correspondência entre as medidas de conservação complementares e os
objetivos de conservação para os quais concorrem, cuja avaliação final permite decidir sobre a neces-
sidade de manutenção/exclusão/alteração da medida no ciclo de programação seguinte. No referido
quadro são assinalados (a cinza) os campos a preencher em sede de avaliação final da implementação
do plano de gestão.
Quadro 6 — Modelo de matriz de avaliação final da implementação do plano de gestão
Portaria n.º 229-A/2026/1
Tipos de habitat e espécies aquáticos, ripícolas tempori-higrófilos e higroturfófilos
Grau de execução Revisão
Objetivo de conservação Meta Medida Indicadores Realização
Meta (não iniciada/em curso/ (manter/ Obs.
(indicador de resultado) alcançada de conservação de realização atingida/meta
concluída) não manter/alterar)
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SUPLEMENTO 1.ª série
N.º 99
22-05-2026
Tipos de habitat e espécies de formações herbáceas mesófilas a higrófilas
Grau de execução Revisão
Objetivo de conservação Meta Medida Indicadores Realização
Meta (não iniciada/em curso/ (manter/ Obs.
(indicador de resultado) alcançada de conservação de realização atingida/meta
concluída) não manter/alterar)
Tipos de habitat e espécies rupestres e de prados e matos mesófilos a xerófilos
Grau de execução Revisão
Objetivo de conservação Meta Medida Indicadores Realização
Meta (não iniciada/em curso/ (manter/ Obs.
(indicador de resultado) alcançada de conservação de realização atingida/meta
concluída) não manter/alterar)
Tipos de habitat de bosques mesófilos
Grau de execução Revisão
Objetivo de conservação Meta Medida Indicadores Realização
Meta (não iniciada/em curso/ (manter/ Obs.
(indicador de resultado) alcançada de conservação de realização atingida/meta
concluída) não manter/alterar)
Morcegos
Grau de execução Revisão
Objetivo de conservação Meta Medida Indicadores Realização
Meta (não iniciada/em curso/ (manter/ Obs.
(indicador de resultado) alcançada de conservação de realização atingida/meta
concluída) não manter/alterar)
Lobo
Grau de execução Revisão
Objetivo de conservação Meta Medida Indicadores Realização
Meta (não iniciada/em curso/ (manter/ Obs.
(indicador de resultado) alcançada de conservação de realização atingida/meta
concluída) não manter/alterar)
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SUPLEMENTO 1.ª série
N.º 99
22-05-2026
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N.º 99
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SUPLEMENTO 1.ª série
N.º 99
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N.º 99
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N.º 99
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N.º 99
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N.º 99
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N.º 99
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