Diário da República, 1.ª série
Portaria n.º 140/2025/1
- Data
- 2025-03-31
- Tipo
- Portaria
Sumário
Aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) Montesinho/Nogueira (PTCON0002)
Texto integral (6053 palavras)
Portaria n.º 140/2025/1
Âmbito
1 — O plano de gestão da ZEC Montesinho/Nogueira identifica os tipos de habitat naturais e semi-
naturais e as espécies da flora e fauna selvagens com presença significativa na ZEC Montesinho/
Nogueira e adota medidas e ações complementares de conservação.
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2 — O plano de gestão da ZEC Montesinho/Nogueira deve ser aplicado em conjunto e simultanea-
mente com o Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, e com o Decreto-Lei n.º 31/2025, de
20 de março, que fixou os objetivos específicos para a sua conservação e estabeleceu as medidas de
conservação de natureza regulamentar necessárias para atingir esses objetivos.
Artigo 3.º
Entrada em vigor
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
O Ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, em 25 de março de 2025. —
A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em 21 de março de 2025. — O Ministro da
Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, em 26 de março de 2025.
ANEXO
(a que se refere o artigo 1.º)
PLANO DE GESTÃO DA ZEC MONTESINHO/NOGUEIRA (PTCON0002)
LOCALIZAÇÃO
A ZEC Montesinho/Nogueira, com uma área total aproximada de 107 347 ha, localiza-se nos conce-
lhos de Bragança, Vinhais, Chaves e Macedo de Cavaleiros, conforme se apresenta no quadro 1. A loca-
lização encontra-se representada cartograficamente na figura 1, estando os seus limites disponíveis no
geocatálogo da Autoridade Nacional da Conservação da Natureza e Biodiversidade.
Quadro 1 — Unidades territoriais abrangidas pela ZEC Montesinho/Nogueira
Unidade territorial (UT) Área da ZEC na UT (ha) Proporção da UT ocupada pela área da ZEC Proporção da área da ZEC na UT
Bragança 59 472 51 % 55 %
Vinhais 42 822 62 % 40 %
Chaves 3 153 5% 3%
Macedo de Cavaleiros 1 900 3% 2%
(Fonte: CAOP 2018)
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Figura 1 — Enquadramento territorial da ZEC Montesinho/Nogueira.
(Fonte: CAOP 2018 — DGT)
CARACTERIZAÇÃO
A ZEC Montesinho/Nogueira apresenta um uso e ocupação do solo com significativa concentra-
ção de áreas com floresta de folhosas autóctones (30,91 %) assim como áreas ocupadas com matos
e matagais (29,36 %). Estas duas importantes manchas regionais concentram-se essencialmente nas
zonas montanhosas. As florestas de resinosas surgem também como uma das mais importantes clas-
ses de ocupação de solos na ZEC, com uma fração superior a 16 %. Tem-se assistido ao crescimento
das áreas florestais de castanheiro e pinheiro-bravo, fruto da conversão de áreas de matos e espaços.
Com representatividade ligeiramente superior às florestas de resinosas, as áreas agrícolas assu-
mem-se como a terceira mancha mais importante (18,30 % da ZEC), embora ocorram de forma fragmen-
tada, frequentemente associadas a florestas de folhosas autóctones. A importância das áreas agrícolas
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é, assim, ligeiramente acrescida pela presença de uma pequena fração de mosaico agroflorestal que
se encontra, não raras vezes, associado a florestas de folhosas autóctones.
A paisagem caracteriza-se por um mosaico de habitats, também resultado da prática de agricultura
de montanha, baseada sobretudo na exploração pecuária extensiva de ovinos e bovinos, que na maior
parte dos casos tem contribuído para a manutenção dos valores naturais existentes.
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A ZEC detém uma enorme relevância proveniente da existência de comunidades bastante distintas
e de contacto entre elas, com realce para: os matos rasteiros estritamente silibasófilos que ocupam
o denominado maciço de Vinhais/Bragança, a mais importante área de rochas ultrabásicas; os mais
extensos e bem conservados carvalhais de carvalho-negral (Quercus pyrenaica) do país; os singulares
azinhais (Quercus rotundifolia) sobre serpentinas, caracterizados por um lento crescimento; e os caracte-
rísticos lameiros. Merecem também referência os urzais-tojais higrófilos de Erica tetralix e Ulex minor, os
urzais não litorais, os cervunais (Nardus stricta) e os aveleirais (Corylus avellana) sobre solos derivados
de rochas básicas na Serra de Nogueira.
É o sítio mais representativo para a flora ultrabásica, destacando-se a existência de Dianthus marizii
e Santolina semidentata ou mesmo de alguns serpentinófitos exclusivos do maciço de Vinhais/Bragança,
caso de Jasione crispa subsp. serpentinica, com uma área de ocorrência muito restrita e população
seriamente fragmentada, e de Festuca brigantina, este o mais raro serpentinófito de Trás-os-Montes
e só observável no sítio.
É uma das áreas mais importantes para a conservação do lobo (Canis lupus), a nível nacional,
albergando uma parte significativa do efetivo populacional total (cerca de 15 %). Trata-se de um sítio
igualmente relevante para a conservação da fauna aquática e ribeirinha protegida.
VALORES NATURAIS
Na ZEC Montesinho/Nogueira ocorrem com presença significativa 28 habitats (quadro 2) e 33 espé-
cies da flora e da fauna (quadro 3), dos anexos i e ii da Diretiva Habitats, respetivamente.
De entre estes, a ZEC Montesinho/Nogueira assume especial relevância para a conservação de
14 tipos de habitat, 11 espécies da flora e 15 espécies da fauna, valores que constituem prioridades de
conservação e para os quais se impõem medidas de gestão mais urgentes (valores alvo assinalados
a negrito e com um # nos quadros 2 e 3).
São ainda considerados como valores alvo deste plano de gestão Leuzea rhaponticoides (sin. Rha-
ponticum exaltatum) (espécie da flora do anexo v da Diretiva Habitats), e Proserpinus proserpina e Felis
silvestris (espécie de invertebrado e de mamífero, respetivamente, do anexo iv da Diretiva Habitats).
Quadro 2 — Tipos de habitat da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC
Código Habitat
3130 # Águas estagnadas, oligotróficas a mesotróficas, com vegetação da Littorelletea uniflorae e ou da Isoeto-Nanojuncetea
3150 Lagos eutróficos naturais com vegetação da Magnopotamion ou da Hydrocharition
3260 Cursos de água dos pisos basal a montano com vegetação da Ranunculion fluitantis e da Callitricho-Batrachion
3270 Cursos de água de margens vasosas com vegetação da Chenopodion rubri p.p. e da Bidention p.p.
3280 Cursos de água mediterrânicos permanentes da Paspalo-Agrostidion com cortinas arbóreas ribeirinhas de Salix
e Populus alba
4020 # Charnecas húmidas atlânticas temperadas de Erica ciliaris e Erica tetralix
4030p Charnecas secas europeias
4090 Charnecas oromediterrânicas endémicas com giestas espinhosas
5330 Matos termomediterrânicos pré-desérticos
6160 # Prados oro-ibéricos de Festuca indigesta
6220 # Subestepes de gramíneas e anuais da Thero-Brachypodietea
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6230 # Formações herbáceas de Nardus, ricas em espécies, em substratos siliciosos das zonas montanas (e das zonas
submontanas da Europa continental)
6410 Pradarias com Molinia em solos calcários, turfosos e argilo-limosos (Molinion caeruleae)
6420 Pradarias húmidas mediterrânicas de ervas altas da Molinio-Holoschoenion
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Código Habitat
6430 # Comunidades de ervas altas higrófilas das orlas basais e dos pisos montano a alpino
6510 # Prados de feno pobres de baixa altitude (Alopecurus pratensis, Sanguisorba officinalis)
7140 Turfeiras de transição e turfeiras ondulantes
8220 # Vertentes rochosas siliciosas com vegetação casmofítica
8230 Rochas siliciosas com vegetação pioneira da Sedo-Scleranthion ou da Sedo albi-Veronicion dillenii
9160 # Carvalhais pedunculados ou florestas mistas de carvalhos e carpas subatlânticas e médio-europeias da Carpinion betuli
91B0 # Freixiais termófilos de Fraxinus angustifolia
91E0 # Florestas aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae)
9230 # Carvalhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus pyrenaica
9260 # Florestas de Castanea sativa
92A0 Florestas-galeria de Salix alba e Populus alba
9240 Carvalhais ibéricos de Quercus faginea e Quercus canariensis
9330 Florestas de Quercus suber
9340 # Florestas de Quercus ilex e Quercus rotundifolia
Quadro 3 — Espécies de flora e fauna da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC
Código Grupo Espécie
1469 PL # Dianthus laricifolius subsp. marizii (sin. D. marizii)
1603 PL # Eryngium viviparum
1884 PL # Festuca brigantina
1885 PL # Festuca elegans
1891 PL # Festuca summilusitana
1752 PL # Jasione crispa subsp. serpentinica (sin. J.sessiliflora)
1716 PL # Linaria coutinhoi (sin. L.intricata)
1865 PL # Narcissus asturiensis
1775 PL # Santolina semidentata
1733 PL # Veronica micrantha
1813 PL # Leuzea rhaponticoides (sin. Rhaponticum exaltatum)
1083 I # Lucanus cervus
6199 I # Euplagia quadripunctaria (sin. Callimorpha quadripunctaria)
1024 I # Geomalacus maculosus
1065 I Euphydryas aurinia
1029 I # Margaritifera margaritifera
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1041 I Oxygastra curtisii
1076 I # Proserpinus proserpina
6155 P # Achondrostoma arcasii (sin. Rutilus arcasii)
5296 P # Pseudochondrostoma duriense (sin. Chondrostoma polylepis)
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Código Grupo Espécie
6975 P # Squalius alburnoides (sin. Rutilus alburnoides)
5303 P # Cobitis calderoni (sin. Cobitis taenia)
1194 A Discoglossus galganoi
1259 R # Lacerta schreiberi
1221 R Mauremys leprosa
1304 M Rhinolophus ferrumequinum
1303 M Rhinolophus hipposideros
1324 M Myotis myotis
1308 M # Barbastella barbastellus
1352 M # Canis lupus
1301 M # Galemys pyrenaicus
1355 M Lutra lutra
1363 M # Felis silvestris
Grupo: PL ― Planta; P ― Peixe; R ― Réptil; M ― Mamífero; A ― Anfíbio; I ― Invertebrado.
OBJETIVOS DE CONSERVAÇÃO
Os objetivos de conservação para os valores alvo são identificados no quadro 4 e constituem
o quadro de referência das medidas de conservação definidas para a gestão da ZEC. São ainda iden-
tificadas as metas a atingir no período de vigência do plano e os respetivos indicadores de resultado.
Para os restantes valores naturais estabelece-se como objetivo de conservação a manutenção
da condição ecológica que estes valores apresentam atualmente na ZEC.
A integridade ecológica da ZEC fica, deste modo, enquadrada pelo conjunto dos objetivos de
conservação definidos, cuja prossecução permitirá contribuir para os objetivos da Diretiva Habitats,
ou seja, assegurar a biodiversidade através da manutenção ou restabelecimento do estado de conser-
vação favorável dos tipos de habitats e das espécies presentes nos sítios e para a coerência da rede
Natura 2000.
Quadro 4 — Objetivos de conservação para a gestão da ZEC
Tipos de habitat e espécies de flora higrófilos e turfófilos
Objetivos de conservação Indicadores Metas
1. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área ocupada pelo habitat
3130 — Águas estagnadas, oligotróficas a meso- servada (ha) em boa condição ecológica
tróficas, com vegetação da Littorelletea uniflorae
e ou da Isoeto-Nanojuncetea e travar a tendên- • Área ocupada pelo habitat (ha)
cia de declínio da área ocupada
2. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área ocupada pelo habitat
4020 — Charnecas húmidas atlânticas tempe- servada (ha) em boa condição ecológica
radas de Erica ciliaris e Erica tetralix e a área
ocupada pelo habitat • Área ocupada pelo habitat (ha)
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3. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área ocupada pelo habitat
6230 — Formações herbáceas de Nardus, ricas servada (ha) em boa condição ecológica
em espécies, em substratos siliciosos das zonas
montanas (e das zonas submontanas da Europa • Área ocupada pelo habitat (ha)
continental) e travar a tendência de declínio da
área ocupada
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Tipos de habitat e espécies de flora higrófilos e turfófilos
Objetivos de conservação Indicadores Metas
4. Manter o grau de conservação do habitat de • Número de indivíduos • Aumentar o número de indivíduos
Eryngium viviparum e aumentar a área de ocor-
rência e o tamanho da população • Número de núcleos populacionais • Aumentar o número de núcleos
• Área de habitat com estrutura adequada • Aumentar a área de habitat com
para a espécie (ha) estrutura adequada para a espécie
Tipos de habitat e espécies do mosaico agroflorestal ripário e tempori-higrófilo
Objetivos de conservação Indicadores Metas
1. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área ocupada pelo habitat
6430 — Comunidades de ervas altas higrófilas servada (ha) em boa condição ecológica
das orlas basais e dos pisos montano a alpino
• Área ocupada pelo habitat (ha)
e a área ocupada pelo habitat
2. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área ocupada pelo habitat
6510 — Prados de feno pobres de baixa altitude servada (ha) em boa condição ecológica
(Alopecurus pratensis, Sanguisorba officinalis)
• Área ocupada pelo habitat (ha)
e travar a tendência de declínio da área ocupada
pelo habitat
3. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Aumentar a área ocupada pelo habi-
9160 — Carvalhais pedunculados ou flores- servada (ha) tat
tas mistas de carvalhos e carpas subatlân-
• Área ocupada pelo habitat (ha)
ticas e médio-europeias da Carpinion betuli
e fomentar a recuperação das áreas potenciais
coincidentes com regimes de proteção de grau
superior
4. Melhorar o grau de conservação do habitat • Área ocupada pelo habitat (ha) • Aumentar a área de habitat com boa
91B0 — Freixiais termófilos de Fraxinus angusti- condição ecológica
folia e fomentar a recuperação das áreas poten-
ciais coincidentes com regimes de proteção de • Área de habitat com estrutura bem con- • Aumentar a área ocupada pelo habi-
grau superior servada tat
5. Melhorar o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Aumentar a área de habitat com boa
91E0 — Florestas aluviais de Alnus glutinosa servada (ha) condição ecológica
e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion inca-
• Área ocupada pelo habitat (ha)
nae, Salicion albae) e travar a tendência de declí-
nio da área ocupada pelo habitat
6. Manter o grau de conservação do habitat • Número de núcleos populacionais • Manter número de núcleos popu-
de Veronica micrantha e manter o tamanho da lacionais
população
• Densidade populacional dos núcleos • Manter densidade populacional dos
núcleos
7. Manter o grau de conservação do habitat de • Extensão linear do habitat com quali- • Aumentar a extensão do habitat com
Achondrostoma arcasii, Cobitis calderoni, Pseu- dade ecológica qualidade ecológica
dochondrostoma duriense e Squalius alburnoi-
des e promover o incremento da população • Tendência populacional • Melhorar a conectividade fluvial
• Número de barreiras • Aumento da população
8. Manter o grau de conservação do habitat de • Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela • Manter o número de quadrículas
Euplagia quadripunctaria espécie 1 × 1 km ocupadas
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9. Manter o grau de conservação do habitat de • Expressão linear da presença da espécie • Aumentar a expressão linear da pre-
Margaritifera margaritifera e aumentar o tama- sença da espécie
nho da população
• Dimensão e estrutura populacional • Aumentar o número de indivíduos
(recrutamento de juvenis)
• Manter a estrutura populacional
(com recrutamento de juvenis)
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Tipos de habitat e espécies do mosaico agroflorestal ripário e tempori-higrófilo
Objetivos de conservação Indicadores Metas
10. Manter o grau de conservação do habitat de • Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela • Manter o número de quadrículas
Lacerta schreiberi espécie 1 × 1 km ocupadas
11. Manter o grau de conservação do habitat de • Expressão linear da presença da espécie • Manter a expressão linear da pre-
Galemys pyrenaicus e promover o incremento sença da espécie
da população
• Densidade populacional • Manter a densidade populacional
da espécie
• Número de barreiras • Melhorar a conectividade fluvial
12. Manter o grau de conservação de Lutra lutra • Expressão linear da presença da espécie • Manter a expressão linear da pre-
sença da espécie
Tipos de habitat e espécies florestais meso e xerófilas
Objetivos de conservação Indicadores Metas
1. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter área de habitat em boa con-
9230 — Carvalhais galaico-portugueses de servada (ha) dição ecológica
Quercus robur e Quercus pyrenaica e manter
a área ocupada pelo habitat • Área ocupada pelo habitat (ha)
2. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter área de habitat em boa con-
9260 — Florestas de Castanea sativa e travar a ten- servada (ha) dição ecológica
dência de declínio da área ocupada pelo habitat
• Área ocupada pelo habitat (ha)
3. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter área de habitat em boa con-
9340 — Florestas de Quercus ilex e Quercus servada (ha) dição ecológica
rotundifolia e manter a área ocupada pelo habitat
• Área ocupada pelo habitat (ha)
4. Manter o grau de conservação do habitat de • Quadrículas 1 × 1 km com presença da • Manter o número de quadrículas
Festuca elegans espécie 1 × 1 km com presença da espécie
• Densidade de ocupação • Manter a densidade de ocupação
5. Melhorar o grau de conservação do habitat de • Número de indivíduos • Aumentar o número de indivíduos
Leuzea rhaponticoides e aumentar o tamanho
da população • Número de núcleos populacionais • Aumentar os núcleos populacionais
• Quadrículas 1 × 1 km com presença da • Aumentar o número de quadrículas
espécie com presença da espécie
6. Manter o grau de conservação de Barbastella • Área de habitat de abrigo (ha) • Manter a área de habitat de abrigo
barbastellus
Tipos de habitat e espécies de flora pratenses meso e xerófilas e rupestres, sobretudo ultramáficos
Objetivos de conservação Indicadores Metas
1. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter área de habitat em boa con-
6160 — Prados oro-ibéricos de Festuca indi- servada (ha) dição ecológica
gesta e travar a tendência de declínio da área
ocupada pelo habitat • Área ocupada pelo habitat (ha)
2. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter área de habitat em boa con-
6220 — Subestepes de gramíneas e anuais da servada (ha) dição ecológica
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Thero-Brachypodietea e travar a tendência de
declínio da área ocupada pelo habitat • Área ocupada pelo habitat
3. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter área de habitat em boa con-
8220 — Vertentes rochosas siliciosas com vege- servada (ha) dição ecológica
tação casmofítica e manter a área ocupada pelo
habitat • Área ocupada pelo habitat
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Tipos de habitat e espécies de flora pratenses meso e xerófilas e rupestres, sobretudo ultramáficos
Objetivos de conservação Indicadores Metas
4. Manter o grau de conservação do habitat da • Quadrículas 1 × 1 km com presença da • Manter o número de quadrículas
espécie de Dianthus laricifolius subsp. marizii espécie 1 × 1 km com presença da espécie
5. Manter o grau de conservação do habitat de • Número de núcleos populacionais • Manter número de núcleos popu-
Festuca brigantina lacionais
• Número de indivíduos • Manter o número de indivíduos
6. Manter o grau de conservação do habitat de • Quadrículas 1 × 1 km com presença da • Manter o número de quadrículas
Festuca summilusitana espécie 1 × 1 km com presença da espécie
7. Manter o grau de conservação do habitat de • Quadrículas 1 × 1 km com presença da • Manter o número de quadrículas
Jasione crispa subsp. serpentinica espécie 1 × 1 km com presença da espécie
8. Manter o grau de conservação do habitat de • Número de núcleos populacionais • Manter número de núcleos popu-
Linaria coutinhoi lacionais
9. Manter o grau de conservação do habitat de • Quadrículas 1 × 1 km com presença da • Manter o número de quadrículas
Narcissus asturiensis espécie 1 × 1 km com presença da espécie
10. Manter o grau de conservação do habitat de • Quadrículas 1 × 1 km com presença da • Manter o número de quadrículas
Santolina semidentata espécie 1 × 1 km com presença da espécie
Espécies de mamíferos carnívoros não ribeirinhos
Objetivos de conservação Indicadores Metas
1. Manter as condições necessárias à ocorrência • Número de grupos reprodutores (alca- • Manter o número de grupos repro-
da população reprodutora de Canis lupus teias) dutores
2. Melhorar o grau de conservação do habitat da • Quadrículas 10 × 10 km com presença • Aumentar o número de quadrículas
espécie de Felis silvestris e aumentar o tamanho da espécie 10 × 10 km ocupadas
da população
• Número de indivíduos • Aumentar o número de indivíduos
• Densidade de presas • Aumentar a disponibilidade de pre-
sas
MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES
O plano de gestão identifica as medidas de conservação complementares às previstas no Decre-
to-Lei n.º 31/2025, de 20 de março, que visam dar resposta às exigências ecológicas dos valores com
prioridade em termos de conservação (valores alvo), definidas em função da condição destes e dos
condicionamentos e contextos de ordem legal, social, organizacional, económica e financeira.
As medidas de conservação complementares estabelecidas para a gestão da ZEC Montesinho/
Nogueira e respetivo quadro operacional estão identificados no quadro 5, com a definição dos indi-
cadores de realização, as respetivas metas, as entidades envolvidas na execução e a calendarização.
A informação relevante para a execução das medidas de conservação complementares é apresen-
tada de forma detalhada nas «Fichas das Medidas de Conservação Complementares».
Quadro 5 — Quadro operacional das medidas de conservação complementares
Calendarização
Medida de conservação Entidade
Tipologia Relevância* Indicador de realização Meta Entidades envolvidas
complementar responsável
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Início Fim
MC1. Promover a gestão Gestão 1 Proporção de área con- 50 % da área ICNF Produtores agrícolas Ano 1 Ano 10
sustentável das pastagens tratualizada elegível
e matos. GPP Autoridade de gestão
do PEPAC
CCDR/Agri
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Medida de conservação Entidade
Tipologia Relevância* Indicador de realização Meta Entidades envolvidas
complementar responsável
Início Fim
MC2. Promover a manu- Gestão 2 Proporção de área con- 70 % da área ICNF Autoridade de gestão Ano 1 Ano 10
tenção de pastagens per- tratualizada elegível do PEPAC
manentes com alto valor GPP
natural. Produtores agrícolas
CCDR/Agri
MC3. Promover a gestão Gestão 1 Proporção de área con- 50 % da área ICNF Autoridade de gestão Ano 1 Ano 10
sustentável da floresta. tratualizada elegível do PEPAC
GPP
Produtores florestais
CCDR/Agri
MC4. Promover a manu- Gestão 2 Proporção de área con- 70 % da área ICNF Autoridade de gestão Ano 1 Ano 10
tenção de soutos notáveis. tratualizada elegível do PEPAC
GPP
Produtores florestais
CCDR/Agri
MC5. Colmatar lacunas de Suporte 1 Data de conclusão do Ano 3 da ICNF - Ano 1 Ano 3
informação referentes aos estudo execução
tipos de habitat higrófilos. do plano de
gestão
MC6. Adaptação do pla- Suporte 2 Percentagem de pla- 100 % ICNF CCDR Ano 1 Ano 10
neamento e da opera- nos/programas adap-
cionalização da gestão tados e incluindo dire- Comissões Regio- Proprietários
integrada dos fogos rurais trizes de salvaguarda nais, Sub-Regionais
e Municipais de Organizações de Pro-
à salvaguarda dos valores dutores Florestais
naturais protegidos com Percentagem de pla- 100 % Gestão Integrada de
presença significativa nos de recuperação Fogos Rurais Empresas
na ZEC pós-incêndio com Entidades Gestoras Comissões Intermu-
medidas orientadas de AIGP
para o restauro e sal- nicipais
vaguarda dos valores Comunidades Inter-
naturais protegidos municipais
APA
MC7. Promover a per- Gestão 3 Data de elaboração do Ano 8 de ICNF Infraestruturas de Ano 1 Ano 10
meabilidade das infraes- estudo de avaliação implementa- Portugal
truturas viárias existentes (diagnóstico) ção do plano
na ZEC e sua envolvente. de gestão Concessionários
Infraestruturas de
Proporção de áreas 100 % transporte viário
prioritárias interven- Municípios
cionadas
MC8. Criação de um sis- Suporte 3 Produção do estudo Ano 3 da ICNF Associações de pro- Ano 7 Ano 10
tema de valorização de de mercado e plano de execução dutores pecuários
produtos pecuários asso- comercialização asso- do plano de
ciados à presença de lobo. ciado gestão Associações de
desenvolvimento local
ONG
MC9. Promover a proteção Gestão 2 Percentagem dos cria- 50 % dos ICNF Autoridade de gestão Ano 1 Ano 10
dos efetivos pecuários. dores que usam medi- criadores do PEPAC
das de proteção do pecuários GPP
efetivo pecuário CCDR/Agri DGAV
Produtores pecuários
Órgãos de gestão de
baldios
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MC10. Realização regular Suporte 1 Número de sessões Duas ses- ICNF Academia ONG Ano 1 Ano 10
de ações de formação sões por ano
dos intervenientes no
processo de verificação
e atribuição de indemni-
zações de prejuízos atri-
buídos ao lobo.
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Calendarização
Medida de conservação Entidade
Tipologia Relevância* Indicador de realização Meta Entidades envolvidas
complementar responsável
Início Fim
MC11. Realização regular Suporte 1 Número de sessões Duas ses- ICNF Autoridade de gestão Ano 1 Ano 10
de reuniões participativas sões por ano do PEPAC
com criadores de gado
DGAV
e seus representantes
para identificação de solu- Produtores pecuários
ções de compatibilização
da atividade pecuária com Associações de
a presença de lobo. desenvolvimento local
ONG
MC12. Promover/assegu- Gestão 3 Data de conclusão das Ano 5 de ICNF Academia Ano 1 Ano 10
rar densidades de presas ações 1 a 4 implementa-
Organizações dos
selvagens do lobo ade- ção do plano
setores agrícola, flo-
quadas ao habitat. de gestão
restal e cinegético
ONG
MC13. Sensibilizar a popu- Suporte 3 Data da criação de con- Ano 5 da ICNF CCDR/Agri Ano 1 Ano 10
lação local e os visitantes teúdos digitais implementa-
CCDR
para a conservação dos ção do plano
valores naturais da ZEC. de gestão Turismo do Porto
e Norte
Número de iniciativas Uma inicia-
tiva por ano Municípios
Escolas
Associações de
desenvolvimento local
ONG
MC14. Reforçar a fiscali- Suporte 2 Número de ações de 24 ações (2 ICNF SEPNA/GNR Muni- Ano 1 Ano 10
zação. fiscalização por ano ações por cípios
mês)
MC15. Estabelecer plano Gestão 2 Data de estabeleci- Ano 5 da ICNF APA Ano 1 Ano 10
de deteção e atuação con- mento do plano implementa-
Academia
tra agentes bióticos que ção do plano
provocam impactos noci- de gestão ONG
vos em habitats florestais.
MC16. Deteção, controlo Suporte 2 Data de elaboração Ano 1 da ICNF APA Ano 1 Ano 10
e gestão de espécies inva- do plano de controlo implementa-
Municípios
soras. de espécies exóticas ção do plano
invasoras de gestão Associações de
desenvolvimento local
Proporção das áreas 100 % das
prioritárias interven- áreas priori-
cionadas tárias
MC17. Colmatar as Suporte 2 Data de conclusão do Ano 4 da ICNF Academia Ano 2 Ano 4
lacunas de conheci- estudo implementa-
ONGA
mento sobre a condição ção do plano
ecológica de Lucanus de gestão
cervus, Geomalacus
maculosus, Proserpirus
proserpina e Felis silves-
tris na ZEC.
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MC18. Promover a conser- Gestão 3 Data de conclusão Ano 10 de ICNF Produtores agrícolas Ano 1 Ano 10
vação dos ecossistemas implementa-
Produtores florestais
aquáticos e a gestão das ção do plano
populações ameaçadas. de gestão APA/ARH
CCDR/Agri
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Calendarização
Medida de conservação Entidade
Tipologia Relevância* Indicador de realização Meta Entidades envolvidas
complementar responsável
Início Fim
MC19. Estabelecer e con- Suporte 1 Quadro de densificação Quadros ICNF GPP Norte2030 Ano 1 Ano 2
solidar os critérios e parâ- dos objetivos de con- aprovados
metros de quantificação servação, pela(s)
e avaliação dos objetivos entidade(s)
de conservação, e os indicadores e metas responsá-
recursos necessários para Quadro de estimativa vel(eis) pelo
a execução das medidas preliminar dos recursos plano de
de conservação financeiros, humanos gestão até
e técnicos para os pri- ao final do
meiros cinco anos de 2.º ano de
execução do plano execução do
plano
* O campo relevância representa a importância relativa de cada uma das medidas de conservação e encontra-se classificado da seguinte forma: 1 — Muito
elevada; 2 — Elevada; 3 — Média.
MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO REGULAMENTARES
O plano de gestão aplica-se complementarmente a um conjunto de medidas de natureza regu-
lamentar e preventiva, identificadas e operacionalizadas no Decreto-Lei n.º 31/2025, de 20 de março.
VIGÊNCIA DO PLANO DE GESTÃO
O plano de gestão terá uma vigência de 10 anos.
ACOMPANHAMENTO
A execução do plano de gestão é objeto de acompanhamento continuado ao longo do seu período
de vigência.
O acompanhamento é coordenado pelo ICNF com a participação das autoridades corresponsáveis
em razão da matéria, das administrações central e local, das entidades representativas dos agentes
e operadores dos setores económico, social, da sociedade civil e dos proprietários, relevantes para
a prossecução dos objetivos do plano.
Será efetuada uma avaliação intercalar ao quinto ano de vigência do plano, a qual incluirá o ponto
de situação intermédio da execução das medidas, um balanço das medidas concluídas, das medidas
em curso e das medidas não iniciadas. Da análise da realização intermédia atingida face às metas
estabelecidas para a medida, a entidade responsável pelo acompanhamento do plano de gestão deverá
decidir sobre as alterações necessárias no plano de gestão, num quadro de articulação institucional,
a propor às respetivas tutelas. Caso seja necessário, deverá ser elaborada uma versão revista das
fichas das medidas de conservação.
No final do seu período de vigência, a eficácia do plano de gestão deve ser avaliada num exercício
de análise cruzada entre o grau de execução das medidas de conservação e a evolução da condição
dos valores alvo. Para esta avaliação relacionam-se os resultados finais da execução das medidas
(através dos indicadores de realização) e do cumprimento dos objetivos de conservação (através dos
indicadores de resultado). O relatório desta avaliação final deverá também incluir a análise da evolução
Portaria n.º 140/2025/1
dos fatores externos com eventual impacto na gestão da ZEC (por exemplo, das pressões e atividades
mais relevantes, das condicionantes legais e dos instrumentos de financiamento das medidas de con-
servação), a descrição da análise efetuada no período em causa para a evolução dos indicadores de
realização, a descrição das alterações intercalares efetuadas e respetiva fundamentação, e as propostas
de alteração do plano de gestão.
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A aferição dos indicadores de resultado decorrerá dos procedimentos correntes de monitorização
da rede Natura 2000 a que o Estado português está obrigado no âmbito da implementação da Diretiva
Habitats.
O quadro 6 estabelece a correspondência entre as medidas de conservação complementares e os
objetivos de conservação para os quais concorrem, cuja avaliação final permite decidir sobre a neces-
sidade de manutenção/exclusão/alteração da medida no ciclo de programação seguinte. No referido
quadro são assinalados (a cinza) os campos a preencher em sede de avaliação final da implementação
do plano de gestão.
Quadro 6 — Modelo de matriz de avaliação final da implementação do plano de gestão
1. Tipos de habitat e espécies de flora higrófilos e turfófilos
Objetivo de conservação Meta Meta Medida de Indicadores de realização Realização Grau de execução Revisão Obs.
[Indicador de resultado] alcançada conservação atingida/meta (não iniciada/em curso/ (Manter/não manter/
concluída) altera)
2. Tipos de habitat e espécies do mosaico agroflorestal ripário e tempori-higrófilo
Objetivo de conservação Meta Meta Medida de Indicadores de realização Realização Grau de execução Revisão Obs.
[Indicador de resultado] alcançada conservação atingida/meta (não iniciada/em curso/ (Manter/não manter/
concluída) altera)
3. Tipos de habitat e espécies florestais meso e xerófilas
Objetivo de conservação Meta Meta Medida de Indicadores de realização Realização Grau de execução Revisão Obs.
[Indicador de resultado] alcançada conservação atingida/meta (não iniciada/em curso/ (Manter/não manter/
concluída) altera)
4. Tipos de habitat e espécies de flora pratenses meso e xerófilas e rupestres, sobretudo ultramáficos
Objetivo de conservação Meta Meta Medida de Indicadores de realização Realização Grau de execução (não Revisão Obs.
[Indicador de resultado] alcançada conservação atingida/meta iniciada/em curso/ (Manter/não manter/
concluída) altera)
5. Espécies de mamíferos carnívoros não ribeirinhos
Objetivo de conservação Meta Meta Medida de Indicadores de realização Realização Grau de execução Revisão Obs.
[Indicador de resultado] alcançada conservação atingida/meta (não iniciada/em curso/ (Manter/não manter/
concluída) altera)
FICHAS DE MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES
Fontes de Financiamento — Glossário:
PEPAC — Plano Estratégico da Política Agrícola Comum para Portugal 2023-2027
Norte 2030 — Programa Operacional Regional do Norte (FEDER)
LIFE — Instrumento de financiamento da União Europeia para o ambiente e a ação climática
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PRR — Plano de Recuperação e Resiliência
I&D — Investigação e Desenvolvimento
OE — Orçamento de Estado
PNA-PNGIFR — Programa Nacional de Ação do Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais
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PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS, AMBIENTE E ENERGIA E AGRICULTURA
E PESCAS
Portaria n.º 141/2025/1, de 31 de março
Sumário: Aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) Arrábida/Espichel
(PTCON0010).
O Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, procedeu à designação como Zona Especial
de Conservação (ZEC) do Sítio de Importância Comunitária (SIC) Arrábida/Espichel (PTCON0010), iden-
tificando a respetiva área e coordenadas geográficas, assim como a sua localização e limites geográ-
ficos. O referido diploma determinou, ainda, que as medidas e ações complementares de conservação
de habitats e espécies são definidas em planos de gestão, a aprovar por portaria nos termos do n.º 3
do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 140/99, de 24 de abril, alterado pelos Decretos-Leis n.os 49/2005, de
24 de fevereiro, e 156-A/2013, de 8 de novembro.
Posteriormente, o Decreto-Lei n.º 29/2025, de 20 de março, completou o processo de classifica-
ção da ZEC Arrábida/Espichel, ao contemplar no respetivo plano de gestão a identificação dos tipos de
habitat naturais e seminaturais e das espécies da flora e fauna selvagens protegidos, constantes dos
anexos i e ii da Diretiva Habitats com presença significativa na sua área, e fixar, em função das carac-
terísticas específicas do seu território e das exigências ecológicas desses tipos de habitat e espécies,
objetivos de conservação direcionados à manutenção ou ao restabelecimento do seu estado de con-
servação favorável. Com vista à prossecução dos objetivos fixados, o referido decreto-lei definiu, ainda,
medidas de conservação de natureza preventiva e regulamentar, necessárias para evitar a deterioração
dos tipos de habitat naturais e seminaturais e dos habitats das espécies protegidas e com presença
significativa na ZEC, assim como a perturbação significativa dessas espécies, as quais se tipificam em
medidas de ordenamento do território e medidas de gestão.
Neste contexto, cumpre agora aprovar o plano de gestão da ZEC Arrábida/Espichel, numa aborda-
gem integrada que dê resposta às exigências ecológicas específicas da ZEC, procedendo à identificação
dos tipos de habitat naturais e seminaturais e das espécies da flora e fauna selvagens com presença
significativa na sua área e que justificaram o seu reconhecimento como SIC pela Comissão Europeia
e a sua subsequente classificação como ZEC, bem como adotando um conjunto de medidas e ações de
conservação complementares, designadamente medidas de gestão ativa e de suporte, conforme o dis-
posto no artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 29/2025, de 20 de março. O plano de gestão da ZEC Arrábida/
Espichel tem também por função estabelecer as prioridades de conservação da zona, identificando as
espécies e os tipos de habitat protegidos com presença significativa na ZEC em relação aos quais se
impõem medidas mais urgentes.
Assim, ao abrigo do disposto na alínea a) do n.º 3 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 140/99, de 24 de
abril, na sua redação atual, no artigo 5.º do Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, e no
artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 29/2025, de 20 de março, manda o Governo, pelo Ministro Adjunto e da
Coesão Territorial, pela Ministra do Ambiente e Energia e pelo Ministro da Agricultura e Pescas, o seguinte:
Artigo 1.º
Objeto
A presente portaria aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) Arrábida/
Espichel, anexo à presente portaria e que dela faz parte integrante.
Artigo 2.º