Diário da República, 1.ª série
Portaria n.º 135/2025/1
- Data
- 2025-03-28
- Tipo
- Portaria
Sumário
Aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) Alvão/Marão (PTCON0003)
Texto integral (6067 palavras)
Portaria n.º 135/2025/1
Âmbito
1 — O plano de gestão da ZEC Alvão/Marão identifica os tipos de habitat naturais e seminaturais
e as espécies da flora e fauna selvagens com presença significativa na ZEC Alvão/Marão e adota
medidas e ações complementares de conservação.
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2 — O plano de gestão da ZEC Alvão/Marão deve ser aplicado em conjunto e simultaneamente com
o Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, e com o Decreto-Lei n.º 28/2025, de 20 de março,
que fixou os objetivos específicos para a sua conservação e estabeleceu as medidas de conservação
de natureza regulamentar necessárias para atingir esses objetivos.
Artigo 3.º
Entrada em vigor
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
O Ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, em 25 de março de 2025. —
A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em 21 de março de 2025. — O Ministro da
Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, em 26 de março de 2025.
ANEXO
(a que se refere o artigo 1.º)
PLANO DE GESTÃO DA ZEC ALVÃO/MARÃO (PTCON0003)
LOCALIZAÇÃO
A ZEC Alvão/Marão, com uma área total aproximada de 58 766 ha, localiza-se nos concelhos de
Amarante, Baião, Mesão Frio, Mondim de Basto, Peso da Régua, Ribeira de Pena, Sabrosa, Santa Marta
de Penaguião, Vila Pouca de Aguiar e Vila Real, conforme se apresenta no quadro 1. A sua localização
encontra-se representada cartograficamente na figura 1, estando os seus limites disponíveis no geo-
catálogo da Autoridade Nacional da Conservação da Natureza e da Biodiversidade.
Quadro 1 — Unidades territoriais abrangidas pela ZEC Alvão/Marão
Área da ZEC na UT Proporção da UT ocupada Proporção da área
Unidade territorial (UT)
(hectares) pela área da ZEC da ZEC na UT
Amarante 8 256 27 % 14 %
Baião 1 515 9% 2%
Mesão Frio 99 4% 1%
Mondim de Basto 10 759 63 % 18 %
Peso da Régua 1 123 12 % 2%
Ribeira de Pena 5 802 27 % 10 %
Sabrosa 23 1% 1%
Santa Marta de Penaguião 2 659 38 % 4%
Vila Pouca de Aguiar 13 533 31 % 23 %
Vila Real 14 997 40 % 25 %
Total 58 766 - 100 %
(fonte: CAOP2019)
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Figura 1 — Enquadramento territorial da ZEC Alvão/Marão.
(Fonte: CAOP 2019 — DGT)
CARACTERIZAÇÃO
Na ZEC Alvão/Marão as classes dominantes de ocupação de solo refletem a presença de uma
paisagem tipicamente serrana onde os matos e matagais, em conjunto com as manchas florestais,
ocupam mais de 75 % do território. Neste contexto, assumem particular relevância as áreas cobertas
por matos e matagais na medida que ocupam mais de 40 % de toda a ZEC. Esta situação pode ser
constatada em áreas de cume e de encostas das duas serras que integram o território desta área
classificada.
As manchas florestais também são uma importante marca fisiográfica da ZEC, particularmente em
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zonas de alta e média montanha. Conjuntamente, os diferentes tipos de florestas cobrem quase 37 %
do território da ZEC onde se realçam as florestas de resinosas (23,68 %), substancialmente constituídas
por pinheiro-bravo, e as florestas de folhosas autóctones (12,79 %), essencialmente constituídas por
carvalhos e outras folhosas. Comparativamente às anteriores, as áreas de floresta alóctone (eucaliptais)
representam uma residual fração florestal.
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As áreas agrícolas, contínuas ou em mosaico, constituem também uma importante fração terri-
torial da ZEC, na medida em que ocupam vastas zonas de vertente e de fundo de vale. Com frequência
fazem fronteira com manchas florestais, assim como com matos e matagais.
Também associadas com matos e matagais, e um pouco ao longo de linhas de crista e topos
de vertente, seguem-se as áreas de vegetação natural esparsa (4,39 %). Uma pequena fração destas
áreas é constituída por rocha nua, de que são exemplo algumas cristas graníticas (na Serra do Alvão)
e quartzíticas (na Serra do Marão).
Seguem-se os territórios artificializados (3,46 %), os quais são essencialmente constituídos por
pequenas aldeias rodeadas por áreas agrícolas, mas também por infraestruturas viárias e pedreiras.
Merece ainda referência a ocorrência pontual de prados e pastagens (2,24 %), já os cursos de água
e os corpos de água artificiais representam frações, de certa forma, residuais da ZEC Alvão/Marão.
VALORES NATURAIS PROTEGIDOS
Na ZEC Alvão/Marão ocorrem com presença significativa 15 tipos de habitat (quadro 2) e 28 espé-
cies da flora e da fauna (quadro 3) dos anexos i e ii da Diretiva Habitats, respetivamente.
A ZEC assume especial relevância para a conservação de 11 destes tipos de habitat, 6 espécies da
flora e 15 espécies da fauna, valores que constituem prioridades de conservação e para os quais se impõem
medidas de gestão mais urgentes (valores alvo assinalados com um # e a negrito nos quadros 2 e 3).
Quadro 2 — Tipos de habitat do anexo i da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC
Código Habitat
3130 # Águas paradas, oligotróficas a mesotróficas, com vegetação da Littorelletea uniflorae e/ou da Isoeto-Nanojuncetea
3260 # Cursos de água dos pisos basal a montano com vegetação da Ranunculion fluitantis e da Callitricho-Batrachion
4020 # Charnecas húmidas atlânticas temperadas de Erica ciliaris e Erica tetralix
4030 Charnecas secas europeias
4090 Charnecas oromediterrânicas endémicas com giestas espinhosas
6160 Prados oro-ibéricos de Festuca indigesta
6230 # Formações herbáceas de Nardus, ricas em espécies, em substratos siliciosos das zonas montanas (e das zonas
submontanas da Europa continental)
6410 # Pradarias com Molinia em solos calcários, turfosos e argilo-limosos (Molinion caeruleae)
6510 # Prados de feno pobres de baixa altitude (Alopecurus pratensis, Sanguisorba officinalis)
7140 # Turfeiras de transição e turfeiras ondulantes
8220 Vertentes rochosas siliciosas com vegetação casmofítica
91B0 # Freixiais termófilos de Fraxinus angustifolia
91E0 # Florestas aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae)
9230 # Carvalhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus pyrenaica
92A0 # Florestas-galeria de Salix alba e Populus alba
Quadro 3 — Espécies de flora e da fauna do anexo ii da Diretiva Habitats
com presença significativa na ZEC
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Código Grupo Espécie
1388 PL # Bryoerythrophyllum campylocarpum
1885 PL Festuca elegans (sin. F. elegans subsp. merinoi)
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Código Grupo Espécie
1891 PL # Festuca summilusitana
1888 PL Festuca duriotagana
1428 PL # Marsilea quadrifolia
1390 PL # Marsupella profunda
1865 PL # Narcissus asturiensis (N. minor subsp. asturiensis)
1733 PL # Veronica micrantha
6199 I # Euplagia quadripunctaria (sin. Callimorpha quadripunctaria)
1024 I # Geomalacus maculosus
1088 I # Cerambyx cerdo
1041 I # Oxygastra curtisii
1036 I # Macromia splendens
1046 I # Gomphus graslinii
5296 P # Pseudochondrostoma duriense (sin. Chondrostoma polylepis)
1172 A # Chioglossa lusitanica
1194 A # Discoglossus galganoi
1259 R # Lacerta schreiberi
1221 R Mauremys leprosa
1304 M Rhinolophus ferrumequinum
1308 M # Barbastella barbastellus
1307 M # Myotis blythii
1321 M Myotis emarginatus
1323 M # Myotis bechsteinii
1324 M Myotis myotis
1301 M # Galemys pyrenaicus
1355 M Lutra lutra
1352 M # Canis lupus
Grupo: PL — Planta; I — Invertebrado; A — Anfíbio; R — Réptil; M — Mamífero.
OBJETIVOS DE CONSERVAÇÃO
Os objetivos de conservação para os valores com presença significativa são identificados no
quadro 4 e constituem o quadro de referência das medidas de conservação definidas para a gestão
da ZEC. São ainda identificadas as metas a atingir no período de vigência do plano e os respetivos
indicadores de resultado.
Considerando o grau de desconhecimento existente da condição ecológica de Cerambyx cerdo,
Geomalacus maculosus e Gomphus graslinii nesta área classificada, para estas espécies não são
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identificados objetivos de conservação para a gestão da ZEC, sendo certo, no entanto, que as mesmas
beneficiarão das medidas de conservação a adotar na conservação dos restantes valores associados
aos biótopos preferencialmente utilizados por elas. O plano identifica medidas de conservação com-
plementares visando colmatar as lacunas de conhecimento de forma a permitir futuramente a definição
dos objetivos de conservação para estas espécies de invertebrados.
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A integridade ecológica da ZEC fica, deste modo, enquadrada pelo conjunto dos objetivos de
conservação definidos, cuja prossecução permitirá contribuir para os objetivos da Diretiva Habi-
tats, ou seja, assegurar a biodiversidade através da manutenção ou restabelecimento do estado de
conservação favorável dos tipos de habitat e das espécies presentes nos sítios, e para a coerência
da rede Natura 2000.
Quadro 4 — Objetivos de conservação para a gestão da ZEC
Tipos de habitat e espécies aquáticos, ripícolas, tempori-higrófilos e higroturfófilos
Objetivos de conservação Indicadores Metas
1.1. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat em boa
3130 — Águas paradas, oligotróficas a mesotró- servada (ha) condição ecológica
ficas, com vegetação da Littorelletea uniflorae
e/ou da Isoeto-Nanojuncetea
1.2. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat em boa
3260 — Cursos de água dos pisos basal a mon- servada (ha) condição ecológica
tano com vegetação da Ranunculion fluitantis
e da Callitricho-Batrachion
1.3. Melhorar o grau de conservação e travar • Área ocupada pelo habitat (ha) • Manter a área ocupada pelo habitat
o declínio da área do habitat 4020 — Charnecas
húmidas atlânticas temperadas de Erica ciliaris • Área de habitat com estrutura bem con- • Aumentar a área de habitat com
e Erica tetralix servada (ha) estrutura bem conservada
1.4. Melhorar o grau de conservação e travar • Área ocupada pelo habitat (ha) • Manter a área ocupada pelo habitat
o declínio da área do habitat 7140 — Turfeiras
de transição e turfeiras ondulantes • Área de habitat com estrutura bem con- • Aumentar a área de habitat com
servada (ha) estrutura bem conservada
1.5. Melhorar o grau de conservação do habitat • Área ocupada pelo habitat (ha) • Aumentar a área ocupada pelo habitat
91B0 — Freixiais termófilos de Fraxinus angus-
tifolia • Área de habitat com estrutura bem con- • Aumentar a área de habitat com
servada (ha) estrutura bem conservada
1.6. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat em boa
91E0 — Florestas aluviais de Alnus glutinosa servada (ha) condição ecológica
e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion inca-
nae, Salicion albae) e reverter o declínio da área • Área ocupada pelo habitat (ha) • Aumentar a área ocupada pelo habitat
do habitat 91E0
1.7. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat em boa
92A0 — Florestas-galeria de Salix alba e Popu- servada (ha) condição ecológica
lus alba
1.8. Manter o grau de conservação do habitat de • Área de habitat adequado para a espécie • Manter a área de habitat adequado
Bryoerythrophyllum campylocarpum para a espécie
• Número de núcleos populacionais • Manter número de núcleos popu-
lacionais
• Densidade populacional • Manter densidade populacional
1.9. Melhorar o grau de conservação do habitat • Área de habitat adequado para a espécie • Aumentar a área de habitat ade-
de Marsilea quadrifolia quado para a espécie
• Núcleos populacionais • Assegurar a existência do núcleo
populacional da foz do rio Corgo
1.10. Manter o grau de conservação do habitat • Extensão do habitat com qualidade • Manter a extensão do habitat com
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de Oxygastra curtisii e Macromia splendens ecológica qualidade ecológica
1.11. Manter o grau de conservação do habitat • Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela • Manter o número de quadrículas
de Chioglossa lusitanica espécie 1 × 1 km ocupadas
• Área de habitat adequado para a espécie • Manter a área de habitat adequado
para a espécie
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Tipos de habitat e espécies aquáticos, ripícolas, tempori-higrófilos e higroturfófilos
Objetivos de conservação Indicadores Metas
1.12. Manter o grau de conservação do habitat • Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela • Manter o número de quadrículas
de Lacerta schreiberi espécie 1 × 1 km ocupadas
• Área de habitat adequado para a espécie • Manter a área de habitat adequado
para a espécie
1.13. Manter o grau de conservação do habitat • Extensão do habitat com qualidade • Manter a extensão do habitat com
de Pseudochondrostoma duriense ecológica qualidade ecológica
• Tendência populacional • Manter a tendência populacional
1.14. Manter o grau de conservação do habitat • Expressão linear da presença da espécie • Manter a expressão linear da pre-
de Galemys pyrenaicus sença da espécie
• Densidade populacional • Manter a densidade populacional
• Número de barreiras • Melhorar a conectividade fluvial
1.15. Manter o grau de conservação do habitat • Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela • Manter o número de quadrículas
de Mauremys leprosa espécie 1 × 1 km ocupadas
• Área de habitat adequado para a espécie • Manter a área de habitat adequado
para a espécie
1.16. Manter o grau de conservação do habitat • Expressão linear da presença da espécie • Manter a expressão linear da pre-
de Lutra lutra sença da espécie
• Densidade populacional • Manter a densidade populacional
Tipos de habitat e espécies de formações herbáceas mesófilas a higrófilas
Objetivos de conservação Indicadores Metas
2.1. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat em boa
6230 — Formações herbáceas de Nardus, ricas servada (ha) condição ecológica
em espécies, em substratos siliciosos das zonas
montanas (e das zonas submontanas da Europa
continental)
2.2. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat em boa
6410 — Pradarias com Molinia em solos cal- servada (ha) condição ecológica
cários, turfosos e argilo-limosos (Molinion
caeruleae) e travar o declínio da área do habi-
tat 6410
2.3. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat em boa
6510 — Prados de feno pobres de baixa altitude servada (ha) condição ecológica
(Alopecurus pratensis, Sanguisorba officinalis)
2.4. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat adequado para a espécie • Manter a área de habitat adequado
de Veronica micrantha para a espécie
• Número de núcleos populacionais • Manter o número de núcleos popu-
lacionais
• Densidade populacional dos núcleos • Manter densidade populacional dos
núcleos
2.5. Manter o grau de conservação do habitat • Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pelas • Manter o número de quadrículas
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de Euplagia quadripunctaria espécies 1 × 1 km ocupadas
2.6. Manter o grau de conservação do habitat • Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela • Manter o número de quadrículas
de Discoglossus galganoi espécie 1 × 1 km ocupadas
• Área de habitat adequado para a espécie • Manter a área de habitat adequado
para a espécie
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Tipos de habitat e espécies rupestres e de prados e matos mesófilos a xerófilos
Objetivos de conservação Indicadores Metas
3.1. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat em boa
4030 — Charnecas secas europeias servada (ha) condição ecológica
3.2. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat em boa
4090 — Charnecas oromediterrânicas endémi- servada (ha) condição ecológica
cas com giestas espinhosas
3.3. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat em boa
6160 — Prados oro-ibéricos de Festuca indi- servada (ha) condição ecológica
gesta
3.4. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat em boa
8220 — Vertentes rochosas siliciosas com vege- servada (ha) condição ecológica
tação casmofítica
3.5. Manter o grau de conservação do habitat • Quadrículas 1 × 1 km com presença da • Manter o número de quadrículas
de Festuca duriotagana espécie 1 × 1 km com presença da espécie
• Densidade de ocupação • Manter a densidade de ocupação
3.6. Manter o grau de conservação do habitat • Quadrículas 1 × 1 km com presença da • Manter o número de quadrículas
de Festuca elegans espécie 1 × 1 km com presença da espécie
• Densidade de ocupação • Manter a densidade de ocupação
3.7. Manter o grau de conservação do habitat • Quadrículas 1 × 1 km com presença da • Manter o número de quadrículas
de Festuca summilusitana espécie 1 × 1 km com presença da espécie
• Densidade de ocupação • Manter a densidade de ocupação
3.8. Manter o grau de conservação do habitat • Número de núcleos populacionais • Manter o número de núcleos popu-
de Marsupella profunda lacionais
• Densidade populacional dos núcleos • Manter densidade populacional dos
núcleos
3.9. Manter o grau de conservação do habitat • Número de núcleos populacionais • Manter o número de núcleos popu-
de Narcissus asturiensis lacionais
• Densidade populacional dos núcleos • Manter densidade populacional dos
núcleos
Tipos de habitat e espécies de bosques mesófilos
Objetivos de conservação Indicadores Metas
4.1. Melhorar o grau de conservação do habi- • Área ocupada pelo habitat (ha) • Aumentar a área ocupada pelo
tat 9230 — Carvalhais galaico-portugueses de habitat
Quercus robur e Quercus pyrenaica
• Área de habitat com estrutura bem con- • Aumentar a área de habitat com
servada (ha) estrutura bem conservada
4.2. Manter o grau de conservação do habitat • Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela • Aumentar o número de quadrículas
de Barbastella barbastellus espécie 1 × 1 km ocupadas
• Área de habitat adequado para a espécie • Aumentar a área de habitat ade-
quado para a espécie
4.3. Manter o grau de conservação do habitat • Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela • Aumentar o número de quadrículas
de Myotis bechsteinii espécie 1 × 1 km ocupadas
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• Área de habitat adequado para a espécie • Aumentar a área de habitat ade-
quado para a espécie
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Morcegos cavernícolas
Objetivos de conservação Indicadores Metas
5.1. Manter o grau de conservação do habitat • Número de abrigos de importância • Manter todos os abrigos de impor-
de Myotis blythii, Rhinolophus ferrumequinum, nacional com condições favoráveis tância nacional na ZEC
Myotis emarginatus e Myotis myotis
• Tendência populacional • Tendência estável
Lobo
Objetivos de conservação Indicadores Metas
6.1. Melhorar o grau de conservação do habitat • Número de grupos reprodutores (alca- • Aumentar o número de grupos
de Canis lupus teias) reprodutores
MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES
O Plano de Gestão identifica as medidas de conservação complementares às previstas no Decre-
to-Lei n.º 28/2025, de 20 de março, que visam dar resposta às exigências ecológicas dos valores com
prioridade em termos de conservação (valores alvo), definidas em função da condição destes e dos
condicionamentos e contextos de ordem legal, social, organizacional, económica e financeira.
As medidas de conservação complementares estabelecidas para a gestão da ZEC Alvão/Marão
e respetivo quadro operacional estão identificados no quadro 5, com a definição dos indicadores de
realização, as respetivas metas, as entidades envolvidas na execução e a calendarização.
A informação relevante para a execução das medidas de conservação complementares é apre-
sentada de forma detalhada nas «Fichas das Medidas de Conservação Complementares».
Quadro 5 — Quadro operacional das medidas de conservação complementares
Calendarização
Medida de conservação
Relevância* Indicadores de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas
complementar
Início Fim
MC1. Restabelecer 2 Proporção de galeria 50 % da galeria APA/ARH Autoridade de gestão Ano 1 Ano 10
a composição, estru- ripícola objeto de pro- ripícola degradada do PEPAC
tura e continuidade jetos de restauro orien- com ocorrência
do ecossistema fluvial tado para a promoção real ou potencial Municípios e suas
e ribeirinho dos tipos de habitat dos tipos de habi- associações
alvo tat alvo CCDR/Agri
Proporção das estru- 100 % das estru- ICNF
turas de génese infor- turas assinaladas
Proprietários e agri-
mal e ilegal eliminadas para eliminação
cultores e suas orga-
(sujeitas a prévia pon-
nizações
deração)
MC2. Promover a ges- 1 Proporção de área con- 50 % da área ele- ICNF Gestores florestais Ano 1 Ano 10
tão dos prados, pas- tratualizada gível e produtores agrí-
tagens e mosaicos GPP colas
higroturfófilos
Autoridade de gestão
do PEPAC
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MC3. Promover 2 Proporção de área con- 70 % da área ele- ICNF Produtores agrícolas Ano 1 Ano 10
a manutenção de pas- tratualizada gível
tagens permanentes GPP Comunidades locais
com alto valor natural Autoridade de gestão
do PEPAC
CCDR/Agri
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Calendarização
Medida de conservação
Relevância* Indicadores de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas
complementar
Início Fim
MC4. Promover a pro- 1 Percentagem dos pro- 100 % dos produto- ICNF Autoridade de gestão Ano 1 Ano 10
teção dos efetivos dutores pecuários que res pecuários do PEPAC
GPP
pecuários usam medidas de prote-
CCDR/Agri DGAV
ção do efetivo pecuário
Produtores pecuários
Número de ataques de Tendência decres-
lobo cente no número de Órgãos de Gestão de
ataques de lobo Baldios
MC5. Criação de um 3 Produção do estudo Um estudo/plano ICNF Associações de pro- Ano 7 Ano 10
sistema de valori- de mercado e plano de dutores pecuários
GPP
zação de produtos comercialização asso-
Associações de
pecuários associados ciado
desenvolvimento
à presença do lobo
local
Grupos de ação local
ONG
MC6. Realização regu- 1 Número de sessões Duas sessões por ICNF Autoridade de gestão Ano 1 Ano 10
lar de reuniões partici- ano do PEPAC
pativas com criadores
Proporção de produto- 100 % dos produ- DGAV
de gado e seus repre-
sentantes para iden- res participantes tores pecuários Produtores pecuários
tificação de soluções da ZEC
de compatibilização Associações de
da atividade pecuária desenvolvimento
com a presença de local
lobo Juntas de freguesia
Órgãos de gestão de
baldios
Associações de cria-
dores de raças autóc-
tones
ONG
MC7. Promover a ges- 1 Proporção de área con- 50 % da área ele- ICNF Autoridade de gestão Ano 1 Ano 10
tão de tipos de habitat tratualizada gível do PEPAC
GPP
florestais
Produtores florestais
CCDR/Agri
Órgãos de gestão de
baldios
Juntas de freguesia
Entidades gestoras
das ZIF
MC8. Adaptar o pla- 2 Proporção de planos/ 100 % ICNF CCDR Ano 1 Ano 10
neamento e a opera- programas adaptados
Comissões Proprietários e gesto-
cionalização da gestão e incluindo diretrizes de
Regionais, Sub- res florestais e suas
integrada dos fogos salvaguarda
-Regionais associações Empre-
rurais à salvaguarda
Proporção de planos de e Municipais de sas
dos valores naturais
recuperação pós-incên- Gestão Integrada
protegidos Municípios
dio com medidas orien- de Fogos Rurais
tadas para o restauro Entidades
e salvaguarda dos valo-
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Gestoras de
res naturais protegidos
AIGP
Comunidades
Intermunicipais
APA
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Calendarização
Medida de conservação
Relevância* Indicadores de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas
complementar
Início Fim
MC9. Manutenção das 2 Proporção de abri- 100 % dos abrigos ICNF DGEG Ano 1 Ano 10
condições adequadas gos com condições de
Proprietários
dos abrigos de morce- entrada adequadas
gos com importância
nacional
MC10. Reforçar a fis- 2 Número de ações de fis- 24 ações (2 ações ICNF Municípios Ano 1 Ano 10
calização calização por ano por mês)
SEPNA/GNR
MC11. Sensibilizar 3 Data da criação de con- Ano 5 da implemen- ICNF Autoridade de gestão Ano 1 Ano 10
a população local e os teúdos digitais tação do plano de do PEPAC
visitantes para a con- gestão
servação dos valores CCDR/Agri
naturais da ZEC Número de iniciativas Uma iniciativa por CCDR
ano
Turismo do Porto
e Norte
Municípios
Órgãos de gestão de
baldios
Escolas
Organizações de pro-
dutores pecuários
Associações de cria-
dores de raças autóc-
tones
Associações de
desenvolvimento
local
ONG
Academia
Comunidades locais
MC12. Deteção, con- 2 Data de elaboração do Ano 3 da implemen- ICNF Autoridade de gestão Ano 1 Ano 10
trolo e gestão de espé- plano de controlo de tação do plano de do PEPAC
cies invasoras espécies exóticas inva- gestão CCDR/Agri
soras Gestores florestais
Municípios Proprietários
Proporção das áreas 100 % das áreas Associações de
prioritárias intervencio- prioritárias desenvolvimento
nadas local
ONGA
Órgãos de gestão de
baldios
Centros de investi-
gação
MC13. Estabelecer 2 Data de estabeleci- Ano 5 da execução ICNF Proprietários e gesto- Ano 1 Ano 5
plano de deteção mento do plano do plano de gestão res florestais
e atuação frente
a pragas e doenças APA
florestais Associações de
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desenvolvimento
local
Centros de investi-
gação
ONG
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Calendarização
Medida de conservação
Relevância* Indicadores de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas
complementar
Início Fim
MC14. Colmatar 3 Data de conclusão do Ano 6 da execução ICNF Centros de investi- Ano 1 Ano 6
lacunas de informação estudo do plano de gestão gação
referentes a espécies
alvo de flora e fauna ONGA
na ZEC Setor privado
MC15. Plano de res- 1 Data de elaboração do Ano 3 da implemen- ICNF APA Municípios Ano 1 Ano 10
tauro das condições plano de restauro tação do plano de
de habitat propícias gestão
para o trevo-aquático
Marsilea quadrifolia Proporção das interven- 100 % das inter-
ções realizadas venções previstas
no plano
MC16. Promover 2 Data de elaboração do Ano 3 da implemen- ICNF CCDR Ano 1 Ano 10
a permeabilidade das estudo (diagnóstico) tação do plano de
infraestruturas exis- gestão Infraestruturas Concessionários de
tentes na ZEC e sua de Portugal infraestruturas viá-
envolvente Proporção de áreas 100 % rias
prioritárias intervencio- Municípios
nadas
MC17. Assegurar 2 Data de elaboração do Ano 3 da implemen- ICNF Centros de investi- Ano 1 Ano 10
densidades de pre- estudo das populações tação do plano de gação
sas selvagens de lobo de presas gestão
adequadas ao habitat Entidades titulares
Exploração cinegética 100 % dos planos e gestoras das zonas
de espécies presa com- de gestão cinegé- de caça
patíveis com densida- tica ajustados às Organizações do
des mínimas adequadas densidades míni- setor da caça de
para o lobo mas para o lobo 1.º nível
Órgãos de gestão de
baldios
Organizações de pro-
dutores florestais
ONG
MC18. Estabelecer 1 Quadro de densificação Quadros aprovados ICNF GPP Ano 1 Ano 2
e consolidar os crité- dos objetivos de con- pela(s) entidade(s)
rios e parâmetros de servação, indicadores Norte2030
quantificação e ava- e metas responsável(eis)
liação dos objetivos pelo plano de ges-
de conservação, e os Quadro de estimativa tão até ao final do
recursos necessários preliminar dos recursos 2.º ano de execução
para a execução das financeiros, humanos do plano
medidas de conser- e técnicos para os pri-
vação meiros cinco anos de
execução do plano
* O campo relevância representa a importância relativa de cada uma das medidas de conservação e encontra-se classificado da seguinte forma: 1 — Muito elevada;
2 — Elevada; 3 — Média.
MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO REGULAMENTARES
O plano de gestão aplica-se complementarmente a um conjunto de medidas de natureza regu-
lamentar e preventiva, identificadas e operacionalizadas no Decreto-Lei n.º 28/2025, de 20 de março.
VIGÊNCIA DO PLANO DE GESTÃO
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O plano de gestão terá uma vigência de 10 anos.
ACOMPANHAMENTO
A execução do plano de gestão é objeto de acompanhamento continuado ao longo do seu período
de vigência.
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O acompanhamento é coordenado pelo ICNF com a participação das autoridades corresponsáveis
em razão da matéria, das administrações central e local, das entidades representativas dos agentes
e operadores dos setores económico, social, da sociedade civil e dos proprietários, relevantes para
a prossecução dos objetivos do plano.
Será efetuada uma avaliação intercalar ao quinto ano de vigência do plano, a qual incluirá o ponto
de situação intermédio da execução das medidas, um balanço das medidas concluídas, das medidas
em curso e das medidas não iniciadas. Da análise da realização intermédia atingida face às metas
estabelecidas para a medida, a entidade responsável pelo acompanhamento do plano de gestão deverá
decidir sobre as alterações necessárias no plano de gestão, num quadro de articulação institucional,
a propor às respetivas tutelas. Caso seja necessário, deverá ser elaborada uma versão revista das
fichas das medidas de conservação.
No final do seu período de vigência, a eficácia do plano de gestão deve ser avaliada num exercício
de análise cruzada entre o grau de execução das medidas de conservação e a evolução da condição
dos valores alvo. Para esta avaliação relacionam-se os resultados finais da execução das medidas
(através dos indicadores de realização) e do cumprimento dos objetivos de conservação (através dos
indicadores de resultado). O relatório desta avaliação final deverá também incluir a análise da evolução
dos fatores externos com eventual impacto na gestão da ZEC (por exemplo, das pressões e atividades
mais relevantes, das condicionantes legais e dos instrumentos de financiamento das medidas de con-
servação), a descrição da análise efetuada no período em causa para a evolução dos indicadores de
realização, a descrição das alterações intercalares efetuadas e respetiva fundamentação, e as propostas
de alteração do plano de gestão.
A aferição dos indicadores de resultado decorrerá dos procedimentos correntes de monitorização da
rede Natura 2000 a que o Estado português está obrigado no âmbito da implementação da Diretiva Habitats.
O quadro 6 estabelece a correspondência entre as medidas de conservação complementares e os
objetivos de conservação para os quais concorrem, cuja avaliação final permite decidir sobre a neces-
sidade de manutenção/exclusão/alteração da medida no ciclo de programação seguinte. No referido
quadro são assinalados (a cinza) os campos a preencher em sede de avaliação final da implementação
do plano de gestão.
Quadro 6 — Modelo de matriz de avaliação final da implementação do plano de gestão
1. Tipos de habitat e espécies aquáticos, ripícolas, tempori-higrófilos e higroturfófilos
Objetivo de conservação Meta Meta Medida de conservação Indicador de Realização Grau de execução Revisão (Manter/ Obs.
[Indicador de resultado] alcançada complementar realização atingida/meta (não iniciada/em Não manter/Altera)
curso/concluída)
2. Tipos de habitat e espécies de formações herbáceas mesófilas a higrófilas
Objetivo de conservação Meta Meta Medida de conservação Indicador de Realização Grau de execução Revisão (Manter/ Obs.
[Indicador de resultado] alcançada complementar realização atingida/ meta (não iniciada/em Não manter/Altera)
curso/concluída)
3. Tipos de habitat e espécies rupestres e de prados e matos mesófilos a xerófilos
Objetivo de conservação Meta Meta Medida de conservação Indicador de Realização Grau de execução Revisão (Manter/ Obs.
[Indicador de resultado] alcançada complementar realização atingida/ meta (não iniciada/em Não manter/Altera)
curso/concluída)
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4. Tipos de habitat e espécies de bosques mesófilos
Objetivo de conservação Meta Meta Medida de conservação Indicador de Realização Grau de execução Revisão (Manter/ Obs.
[Indicador de resultado] alcançada complementar realização atingida/ meta (não iniciada/em Não manter/Altera)
curso/concluída)
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5. Morcegos cavernícolas
Objetivo de conservação Meta Meta Medida de conservação Indicador de Realização Grau de execução Revisão (Manter/ Obs.
[Indicador de resultado] alcançada complementar realização atingida/ meta (não iniciada/em Não manter/Altera)
curso/concluída)
6. Lobo
Objetivo de conservação Meta Meta Medida de conservação Indicador de Realização Grau de execução Revisão (Manter/ Obs.
[Indicador de resultado] alcançada complementar realização atingida/ meta (não iniciada/em Não manter/Altera)
curso/concluída)
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FICHAS DE MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES
Fontes de Financiamento — Glossário:
PEPAC — Plano Estratégico da Política Agrícola Comum para Portugal 2023-2027
Norte 2030 — Programa Operacional Regional do Algarve (FEDER)
LIFE — Instrumento de financiamento da União Europeia para o ambiente e a ação climática
PRR — Plano de Recuperação e Resiliência
I&D — Investigação e Desenvolvimento
OE — Orçamento de Estado
PNA-PNGIFR — Programa Nacional de Ação do Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais
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PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS, AMBIENTE E ENERGIA E AGRICULTURA
E PESCAS
Portaria n.º 136/2025/1, de 28 de março
Sumário: Aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) Morais (PTCON0023).
O Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, procedeu à designação como Zona Especial
de Conservação (ZEC) do Sítio de Importância Comunitária (SIC) Morais (PTCON0023), identificando
a respetiva área e coordenadas geográficas, assim como a sua localização e limites geográficos. O refe-
rido diploma determinou, ainda, que as medidas e ações complementares de conservação de habitats
e espécies são definidas em planos de gestão, a aprovar por portaria nos termos do n.º 3 do artigo 7.º
do Decreto-Lei n.º 140/99, de 24 de abril, alterado pelos Decretos-Leis n.os 49/2005, de 24 de fevereiro,
e 156-A/2013, de 8 de novembro.
Posteriormente, o Decreto-Lei n.º 32/2025, de 20 de março, completou o processo de classificação
da ZEC Morais, ao contemplar no respetivo plano de gestão a identificação dos tipos de habitat natu-
rais e seminaturais e das espécies da flora e fauna selvagens protegidos, constantes dos anexos i e ii
da Diretiva Habitats com presença significativa na sua área, e fixar, em função das características
específicas do seu território e das exigências ecológicas desses tipos de habitat e espécies, objetivos
de conservação direcionados à manutenção ou ao restabelecimento do seu estado de conservação
favorável. Com vista à prossecução dos objetivos fixados, o referido decreto-lei definiu, ainda, medidas
de conservação de natureza preventiva e regulamentar, necessárias para evitar a deterioração dos tipos
de habitat naturais e seminaturais e dos habitats das espécies protegidas e com presença significativa
na ZEC, assim como a perturbação significativa dessas espécies, as quais se tipificam em medidas de
ordenamento do território e medidas de gestão.
Neste contexto, cumpre agora aprovar o plano de gestão da ZEC Morais, numa abordagem inte-
grada que dê resposta às exigências ecológicas específicas da ZEC, procedendo à identificação dos
tipos de habitat naturais e seminaturais e das espécies da flora e fauna selvagens com presença
significativa na sua área e que justificaram o seu reconhecimento como SIC pela Comissão Europeia
e a sua subsequente classificação como ZEC, bem como adotando um conjunto de medidas e ações
de conservação complementares, designadamente medidas de gestão ativa e de suporte, conforme
o disposto no artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 32/2025, de 20 de março. O plano de gestão da ZEC Morais
tem também por função estabelecer as prioridades de conservação da zona, identificando as espécies
e os tipos de habitat protegidos com presença significativa na ZEC em relação aos quais se impõem
medidas mais urgentes.
Assim, ao abrigo do disposto na alínea a) do n.º 3 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 140/99, de 24 de
abril, na sua redação atual, do artigo 5.º do Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, e do
artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 32/2025, de 20 de março, manda o Governo, pelo Ministro Adjunto e da
Coesão Territorial, pela Ministra do Ambiente e Energia e pelo Ministro da Agricultura e Pescas, o seguinte:
Artigo 1.º
Objeto
A presente portaria aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) Morais,
anexo à presente portaria e que dela faz parte integrante.
Artigo 2.º