Diário da República, 1.ª série
Portaria n.º 130-A/2026/1
- Data
- 2026-03-27
- Tipo
- Portaria
Texto integral (6153 palavras)
Portaria n.º 130-A/2026/1
Artigo 2.º
Âmbito
1 — O plano de gestão da ZEC Sintra/Cascais identifica os tipos de habitat naturais e seminaturais
e as espécies da flora e fauna selvagens com presença significativa na ZEC Sintra/Cascais e adota
medidas e ações complementares de conservação.
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2 — O plano de gestão da ZEC Sintra/Cascais deve ser aplicado em conjunto e simultaneamente
com o Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, e com o Decreto-Lei n.º 71/2026, de 5 de
março, que fixou os objetivos específicos para a sua conservação e estabeleceu as medidas de con-
servação de natureza regulamentar necessárias para atingir esses objetivos.
Artigo 3.º
Entrada em vigor
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
O Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, em 26 de março de 2026. —
A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em 26 de março de 2026. — O Ministro da
Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, em 19 de março de 2026.
ANEXO
(a que se refere o artigo 1.º)
Plano de Gestão da Zec Sintra/Cascais (PTCON0008)
LOCALIZAÇÃO
A ZEC Sintra/Cascais abrange uma área total aproximada de 16 633 ha. Apresenta uma compo-
nente terrestre com 8229 ha, que se localiza nos concelhos de Torres Vedras, Mafra, Sintra e Cascais,
conforme se apresenta no quadro 1, e uma componente marinha com 84,04 km2, que representa 51 % da
área total da ZEC. A sua localização encontra-se representada cartograficamente na figura 1, estando
os seus limites disponíveis no geocatálogo da Autoridade Nacional da Conservação da Natureza
e Biodiversidade.
QUADRO 1
Unidades territoriais abrangidas pela ZEC Sintra/Cascais
Área terrestre da ZEC Proporção da UT ocupada Proporção da área terrestre
Unidade Territorial (UT)
na UT (ha) pela área terrestre da ZEC da ZEC na UT
Torres Vedras 403 1% 5%
Mafra 729 3% 9%
Sintra 4 445 14 % 54 %
Cascais 2 652 27 % 32 %
(Fonte: CAOP2022)
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CARACTERIZAÇÃO
A ZEC Sintra/Cascais apresenta um território terrestre marcado pelo maciço granítico da Serra de
Sintra e delimitado por uma faixa costeira, de largura predominantemente inferior a 700 metros, que
se prolonga ao longo de cerca de 50 quilómetros (20 dos quais fora dos limites do Parque Natural de
Sintra-Cascais), englobando também parte dos vales associados a algumas ribeiras costeiras: Ribeiras
da Samarra, de Bolelas e do Falcão.
A faixa marinha da ZEC apresenta uma largura média de cerca de 2 km, sem grandes variações ao
longo de todo o troço costeiro. As profundidades batimétricas podem considerar-se variáveis, geral-
mente entre -15 a -20 metros, ultrapassando, no caso do subtroço entre a Ericeira e a Praia das Maçãs
e na zona do Cabo da Roca, os -30 metros.
A Serra de Sintra e a sua orla marítima constituem uma zona de grande interesse ecológico
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e cultural devido às suas características geomorfológicas, florísticas e paisagísticas. A Serra de Sintra
encerra em si uma diversidade assinalável, conjugando os valores naturais presentes com as singulares
características da sua paisagem cultural, onde importantes monumentos estão associados a extensas
áreas florestais (de espécies folhosas autóctones ou de coníferas, mas também com algumas áreas
de eucalipto), que ocupam muitas das encostas mais íngremes, e que constituem o tipo de ocupação
de solo predominante neste território.
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Nas áreas de meia encosta da Serra de Sintra, desenvolve-se um anel constituído pelo mosaico
agrícola associado a espaços naturais ou em regeneração (que resulta, em parte, do abandono das
atividades agrícolas e pecuárias que se tem verificado nos últimos anos), e a aglomerados urbanos
como Malveira da Serra, Azóia e Almoçageme. O limite ocidental da serra é marcado pela transição
abrupta para o oceano Atlântico, formando imponentes falésias graníticas e pequenas praias naturais
ou seminaturais, enclausuradas, de areais pouco extensos ou de seixos e de calhaus rolados, onde se
desenvolvem atividades de turismo balnear ou prática de desportos de natureza.
A ZEC prolonga-se para sul até à Vila de Cascais, onde se transforma numa faixa litoral baixa que
alterna entre as areias dos complexos dunares do Guincho, Cresmina e Oitavos e as plataformas litorais
calcárias, de tipo cársico, mais ao menos elevadas, do Cabo Raso, Guia e Boca do Inferno. Para norte,
estende-se uma faixa costeira em que as falésias rochosas e as arribas brandas vão intercalando com
praias arenosas, extensas e estreitas, até à foz do rio Sizandro. A partir desta faixa e para o interior,
desenvolve-se uma área agrícola de pequenas parcelas compartimentadas por muros de pedra seca
e sebes de cana, de caniço ou de tamargueira.
No seu todo, a ZEC Sintra/Cascais apresenta uma elevada diversidade territorial, alternando,
essencialmente, entre áreas florestais, matos e matagais, áreas agrícolas e territórios artificializados,
sendo que a ocupação agroflorestal não assume uma expressão territorial relevante. A área florestal,
que assenta essencialmente nas zonas mais declivosas, é constituída, sobretudo, por matos, pinheiros
e eucaliptos.
Os municípios intersetados pelas ZEC Sintra/Cascais (Torres Vedras, Mafra, Sintra e Cascais)
evidenciam uma intensa ocupação de zonas construídas. De facto, com exceção de Torres Vedras, os
demais municípios fazem parte da zona metropolitana de Lisboa. No entanto, a porção de territórios
artificializados, inseridos nos domínios da ZEC, representa pouco mais de 9 % da área total, e está
particularmente concentrada nas zonas costeiras dos concelhos de Mafra e de Torres Vedras.
As classes de ocupação dominantes são notoriamente os matos e matagais (27,9 %) e as manchas
florestais de espécies resinosas (20,53 %). A primeira concentra-se em grande parte da faixa costeira,
nas imediações de algumas das linhas de água principais, na fronteira com as áreas de vegetação
esparsa, e em áreas interiores do concelho de Cascais (circundando áreas urbanas). Em suma, este
tipo de vegetação rasteira é característico de zonas aplanadas. A segunda classe (floresta de resino-
sas) ocupa também uma porção significativa da ZEC, pois representa mais de metade da totalidade
das áreas florestais.
As demais áreas florestais são essencialmente constituídas por floresta alóctone (8,48 %) e flo-
resta de folhosas autóctones (8,06 %), realçando-se ainda uma pequena porção de espécies invasoras
(2,36 %). Com efeito, a mancha florestal constitui uma das marcas dominantes da paisagem da ZEC,
especialmente na Serra de Sintra, a qual é reforçada pela presença do mosaico agroflorestal (8,47 %).
As áreas agrícolas, em conjunto com o mosaico agroflorestal, evidenciam uma ocupação territorial
significativa, superior a 13 %. Aliás, esta é uma marca cultural e paisagística fortemente enraizada na
zona oeste de Portugal continental.
De acordo com a Carta de Ocupação e Usos do Solo (COS 2016), as áreas de vegetação esparsa
(5,30 %), estão confinadas a praias, cordões dunares e arribas; e os prados e pastagens (4,68 %), que
não apresentam localizações específicas, contribuem também para diversidade paisagística da ZEC.
Relativamente às atividades económicas agropastoris, destacam-se a fruticultura, vitivinicultura
e horticultura e os sistemas culturais dominantes são os baseados na horticultura intensiva ao ar livre
e em estufa. Na região saloia ainda se encontra uma agricultura tradicional com bastantes vestígios do
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passado. Na pecuária, realça-se a exploração de bovinos de leite, sobretudo em Mafra e Sintra, onde
também os pequenos ruminantes são explorados conjuntamente com os bovinos.
A área da ZEC sobrepõe-se, parcialmente, às áreas geográficas da «Pera Rocha do Oeste» — DOP
e «DOC Torres Vedras». Por outro lado, a cultura da vinha assume particular importância na região de
Colares (Sintra) e no concelho de Torres Vedras. A área da ZEC sobrepõe-se com a área geográfica do
«DOC Colares» e do Vinho Regional «Estremadura». Relativamente à cultura cerealífera, tradicionalmente
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existente nos concelhos de Mafra e Sintra, esta tem vindo a ser abandonada por falta de rentabilidade.
É, ainda, de salientar que o território da ZEC se sobrepõe com a zona de regadio do Vale do Lizandro.
Na área marinha da ZEC Sintra/Cascais, ocorrem três tipos de habitat protegidos pela Diretiva
Habitats, os bancos de areia (habitat 1110), apenas representados pelo subtipo sem vegetação vascular,
as grutas marinhas submersas ou semissubmersas (habitat 8330) e os recifes (habitat 1170). Esta ZEC,
em conjunto com a ZEC Peniche/Santa Cruz, apresenta uma área com excelente representatividade
do habitat 1170, o que demonstra a sua importância a nível nacional para a conservação deste valor.
No que se refere aos habitats terrestres da ZEC Sintra/Cascais, é de notar uma significativa
diversidade, destacando-se as arribas litorais com vegetação halocasmófila com Limonium e Armeria
endémicos (habitat 1240), em bom estado de conservação, os zimbrais-carrascais (Juniperus turbi-
nata subsp. turbinata e Quercus coccifera subsp. coccifera) sobre os calcários nas falésias marítimas
(habitat 5210), sendo notáveis os exemplos situados na Praia da Adraga ou no Cabo da Roca, e os raros
tojais e urzais-tojais aero-halófilos dominados por Ulex jussiaei var. congestus (habitat 4030), próprios
de plataformas rochosas litorais. Quanto às dunas, devem ser referidas as cobertas por matagais de
Juniperus turbinata subsp. turbinata (habitat 2250) ou por pinhal-bravo (Pinus pinaster subsp. atlan-
tica), com sobcoberto não perturbado recentemente (habitat 2270). Importante é, ainda, a presença
dos matagais e matos mesoxerófilos mediterrânicos (habitat 5330), sobretudo dos carrascais, tojais
e tomilhais.
Além disso, a área da ZEC apresenta um elevado valor florístico, salientando-se a ocorrência de
endemismos lusitanos: Coincya cintrana, o rasmano Iberis procumbens subsp. microcarpa, a cocleá-
ria-menor Jonopsidium acaule, Juncus valvatus, Limonium multiflorum, o verbasco-de-flores-grossas
Verbascum litigiosum e a cravinhas Silene longicilia presentes em solos e afloramentos de rochas
básicas e Silene cintrana presente em raras e ameaçadas populações sobre solos derivados de rochas
eruptivas. Destaque particular para os endemismos locais cravo-romano Armeria pseudarmeria, cra-
vo-de-sintra Dianthus cintranus subsp. cintranus e miosótis-das-praias Omphalodes kuzinskyanae.
Merecem ainda referência as espécies Saxifraga cintrana, endemismo de ocorrência muito estrita em
Portugal, e o feto-folha-de-hera Asplenium hemionitis, cuja totalidade da população de Portugal con-
tinental se encontra no território da ZEC Sintra/Cascais.
Por fim, é de assinalar a ocorrência do coleóptero cabra-loura (Lucanus cervus), cuja ocorrência
na área da ZEC poderá corresponder à situação mais meridional de Portugal, e da boga-portuguesa
(Chondrostoma lusitanicum), endémica em Portugal e que ocorre em pequenas ribeiras existentes na
área da ZEC.
VALORES NATURAIS
Na ZEC Sintra/Cascais, ocorrem com presença significativa 26 tipos de habitat (Quadro 2), onze
espécies da flora e seis espécies da fauna (quadro 3), dos anexos i e ii da Diretiva Habitats, respetiva-
mente.
Esta ZEC assume especial relevância para a conservação de seis tipos de habitat, onze espécies
da flora e cinco espécies da fauna, valores que constituem prioridades de conservação e para os quais
se impõem medidas de gestão mais urgentes (valores-alvo assinalados com um # e a negrito nos
quadros 2 e 3).
QUADRO 2
Tipos de habitat do anexo i da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC
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Código Habitat
1110 # Bancos de areia permanentemente cobertos por água do mar pouco profunda
1170 # Recifes
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Código Habitat
1210 Vegetação anual das zonas de acumulação de detritos pela maré
1240 # Falésias com vegetação das costas mediterrânicas com Limonium spp. endémicas
2110 Dunas móveis embrionárias
2120 Dunas móveis do cordão litoral com Ammophila arenaria («dunas brancas»)
2130 Dunas fixas com vegetação herbácea («dunas cinzentas»)
2230 Dunas com prados da Malcolmietalia
2250 # Dunas litorais com Juniperus spp.
2260 Dunas com vegetação esclerófila da Cisto-Lavanduletalia
2270 # Dunas com florestas de Pinus pinea e ou Pinus pinaster
3280 Cursos de água mediterrânicos permanentes da Paspalo-Agrostidion com cortinas arbóreas ribeirinhas de
Salix e Populus alba
3290 Cursos de água mediterrânicos intermitentes da Paspalo-Agrostidion
4030 # Charnecas secas europeias
5210 # Matagais arborescentes de Juniperus spp.
5230 Matagais arborescentes de Laurus nobilis
5330 # Matos termomediterrânicos pré-desérticos
6210 Prados secos seminaturais e fácies arbustivas em substrato calcário (Festuco-Brometalia) (importantes
habitats de orquídeas)
6420 Pradarias húmidas mediterrânicas de ervas altas da Molinio-Holoschoenion
8220 Vertentes rochosas siliciosas com vegetação casmofítica
8330 # Grutas marinhas submersas ou semi-submersas
9230 Carvalhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus pyrenaica
9240 Carvalhais Ibéricos de Quercus faginea e Quercus canariensis
92A0 Florestas-galerias de Salix alba e Populus alba
92D0 Galerias e matos ribeirinhos meridionais (Nerio-Tamaricetea e Securinegion tinctoriae)
9330 Florestas de Quercus suber
QUADRO 3
Espécies do anexo ii da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC
Código Grupo Espécie
1638 PL # Armeria pseudarmeria
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1492 PL # Coincya cintrana (sin. Rhynchosinapis pseudoerucastrum subsp. cintrana)
1447 PL # Dianthus cintranus subsp. cintranus
1462 PL # Herniaria maritima
1503 PL Iberis procumbens subsp. microcarpa
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Código Grupo Espécie
1487 PL # Jonopsidium acaule
1877 PL # Juncus valvatus
1640 PL # Limonium multiflorum (inclui Limonium dodartii subsp. lusitanicum)
1675 PL # Omphalodes kuzinskyanae
1457 PL # Silene cintrana (sin. Silene longicilia subsp. cintrana)
1731 PL # Verbascum litigiosum
1065 I # Euphydryas aurinia
1083 I # Lucanus cervus
6151 P # Iberochondrostoma lusitanicum (sin. Chondrostoma lusitanicum)
1221 R Mauremys leprosa
1259 R # Lacerta schreiberi
1305 M # Rhinolophus euryale
Grupo: I — Invertebrado; P — Peixe; Pl — Planta; R — Réptil; M — Mamífero.
A espécie da flora Asplenium hemionitis, não listada no anexo ii, mas sim no anexo iv da Diretiva
Habitats, é um endemismo macaronésico-ibérico-mauritânico, que em Portugal continental se encon-
tra apenas localizado no maciço eruptivo de Sintra, nos concelhos de Sintra e Cascais, pelo que foi
considerada também espécie alvo deste plano de gestão.
OBJETIVOS DE CONSERVAÇÃO
Os objetivos de conservação para os valores-alvo são identificados no quadro 4 e constituem
o quadro de referência das medidas de conservação definidas para a gestão da ZEC. São ainda iden-
tificadas as metas a atingir no período de vigência do plano e os respetivos indicadores de resultado.
Para os restantes valores naturais estabelece-se como objetivo de conservação a manutenção
da condição ecológica que estes valores apresentam atualmente na ZEC.
A integridade ecológica da ZEC fica, deste modo, enquadrada pelo conjunto dos objetivos de
conservação adiante definidos, cuja prossecução permitirá contribuir para os objetivos da Diretiva
Habitats, ou seja, assegurar a biodiversidade, através da manutenção ou restabelecimento do estado
de conservação favorável dos tipos de habitats e das espécies presentes nos sítios e para a coerência
da Rede Natura 2000.
QUADRO 4
Objetivos de conservação para a gestão da ZEC
Tipos de habitat e espécies de flora de arribas e afloramentos
Objetivos de conservação Indicadores Metas
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1. Manter o grau de conservação do habi- • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat com estrutura
tat 1240 — Falésias com vegetação das servada (ha) bem conservada
costas mediterrânicas com Limonium spp.
endémicas e/ou e/ou
• N.º de espécies indicadoras presentes • Presença de uma ou mais espécies indi-
cadoras (Limonium multiflorum)
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2. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat com estrutura
4030 — Charnecas secas europeias servada (ha) bem conservada
e/ou e/ou
• N.º de espécies indicadoras presentes • Presença de uma ou mais espécies indi-
cadoras (Ulex jussiaei var. congestus)
3. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat com estrutura
5210 — Matagais arborescentes de Juni- servada (ha) bem conservada
perus spp.
e/ou e/ou
• N.º de espécies indicadoras presentes • Presença de uma ou mais espécies indi-
cadoras (Juniperus turbinata)
4. Melhorar o grau de conservação de • Área de habitat adequado para a espécie • Aumentar a área de habitat adequado
Armeria pseudoarmeria para a espécie
• Número de indivíduos
• Aumentar número de indivíduos
5. Manter o grau de conservação de Coin- • Área de habitat adequado para a espécie • Manter a área de habitat adequado para
cya cintrana a espécie
• Número de indivíduos
• Aumentar o número de indivíduos
6. Melhorar o grau de conservação de • Área de habitat adequado para a espécie • Aumentar a área de habitat adequado
Dianthus cintranus para a espécie
• Número de indivíduos
• Aumentar o número de indivíduos
7. Melhorar o grau de conservação de • Área de habitat adequado para a espécie • Aumentar a área de habitat adequado
Limonium multiflorum para a espécie
• Número de indivíduos
• Aumentar o número de indivíduos
8. Melhorar o grau de conservação de • Área de habitat adequado para a espécie • Aumentar a área de habitat adequado
Omphalodes kuzinskyanae para a espécie
• Número de indivíduos
• Aumentar o número de indivíduos
9. Manter o grau de conservação de Silene • Área de habitat adequado para a espécie • Manter a área de habitat adequado para
cintrana a espécie
• Número de indivíduos
Tipos de habitat e espécies de flora dunares
Objetivos de conservação Indicadores Metas
1. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat com estrutura
2250 — Dunas litorais com Juniperus spp. servada (ha) bem conservada
e/ou e/ou
• N.º de espécies indicadoras presentes • Presença de uma ou mais espécies indi-
cadoras (Juniperus turbinata)
2. Manter o grau de conservação do habi- • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat com estrutura
tat 2270 — Dunas com florestas de Pinus servada (ha) bem conservada
pinea e ou Pinus pinaster
3. Melhorar o grau de conservação de Her- • Área de habitat adequado para a espécie • Aumentar a área de habitat adequado
niaria maritima para a espécie
• Número de indivíduos
• Aumentar o número de indivíduos
4. Manter o grau de conservação de Ver- • Área de habitat adequado para a espécie • Manter a área de habitat adequado para
bascum litigiosum a espécie
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Espécies de flora alvo de depressões e solos arenosos temporariamente húmidos
Objetivos de conservação Indicadores Metas
1. Manter o grau de conservação de • Área de habitat adequado para a espécie • Manter a área de habitat adequado para
Jonopsium acaule a espécie
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2.Melhorar o grau de conservação de Jun- • Área de habitat adequado para a espécie • Aumentar a área de habitat adequado
cus valvatus para a espécie
• Número de indivíduos
• Aumentar o número de indivíduos
Matagais
Objetivos de conservação Indicadores Metas
1. Manter o grau de conservação do habi- • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat com estrutura
tat 5330 — Matos termo-mediterrânicos servada (ha) bem conservada
pré-desérticos
Asplenium hemionitis
Objetivos de conservação Indicadores Metas
1. Melhorar o grau de conservação de • Área de habitat adequado para a espécie • Aumentar a área de habitat adequado
Asplenium hemionitis para a espécie
• Número de indivíduos
• Aumentar o número de indivíduos
Espécies de fauna alvo
Objetivos de conservação Indicadores Metas
1. Melhorar o grau de conservação de • Área de habitat adequado para a espé- • Aumentar a área de habitat adequado
Euphydryas aurinia cie (ha) para a espécie
2. Melhorar o grau de conservação de • Número de indivíduos • Aumentar o número de indivíduos
Lucanus cervus
• Área de habitat adequado para a espé- • Aumentar a área de habitat adequado
cie (ha) para a espécie
3. Melhorar o grau de conservação de Ibe- • Área de habitat adequado para a espé- • Aumentar a área de habitat adequado
rochondrostoma lusitanicum cie (ha) para a espécie
4. Melhorar o grau de conservação de • Número de indivíduos • Aumentar o número de indivíduos
Lacerta schreiberi
5. Manter o grau de conservação de Rhi- • Tendência populacional • Manter a população estável na época de
nolophus euryale maternidade e de hibernação
• Área de habitat de alimentação (ha) • Manter a área de habitat de alimenta-
ção (ha)
• % de abrigos de importância nacional • Manter 100 % dos abrigos de importância
com condições favoráveis nacional
Tipos de habitat marinhos
Objetivos de conservação Indicadores Metas
1. Melhorar o grau de conservação do • Área de bancos de areia com estrutura • Aumentar a área de bancos de areia com
habitat 1110 — Bancos de areia bem conservada (km2) estrutura bem conservada
2. Melhorar o grau de conservação do • Área de recifes com estrutura bem con- • Aumentar a área de recifes com estrutura
habitat 1170 — Recifes servada (km2) bem conservada
3. Melhorar o grau de conservação do • Número de grutas com estrutura bem • Aumentar o número de grutas com estru-
habitat 8330 — Grutas marinhas submer- conservada tura bem conservada
sas ou semissubmersas
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MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES
O Plano de Gestão identifica as medidas de conservação complementares às previstas no Decreto-
-Lei n.º 71/2026, de 5 de março, que visam dar resposta às exigências ecológicas dos valores com
prioridade em termos de conservação (valores-alvo), definidas em função da condição destes e dos
condicionamentos e contextos de ordem legal, social, organizacional, económica e financeira.
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As medidas de conservação complementares estabelecidas para a gestão da ZEC Sintra/Cascais
e respetivo quadro operacional estão identificados no quadro 5, com a definição dos indicadores de
realização, as respetivas metas, as entidades envolvidas na execução e a calendarização.
A informação relevante para a execução das medidas de conservação complementares é apre-
sentada de forma detalhada nas «Fichas das Medidas de Conservação Complementares».
QUADRO 5
Quadro operacional das medidas de conservação complementares
Calendarização
Medida de conservação Relevân- Entidade
Indicador de realização Meta Entidades envolvidas
complementar cia* responsável
Inicio Fim
MC1. Elaborar e executar 1 a) Data de elabo- a) Ano 1 após ICNF Parques de Sin- Ano 3 Ano 10
um plano de conservação ração do plano de a aprovação do tra e Monte da
para Asplenium hemioni- conservação plano de gestão Lua
tis L. e seu habitat.
b) Data de atuali- b) Ano 5 após Cascais
zação do plano de a aprovação do Ambiente
conservação plano de gestão ONGA
c) Proporção da área c) 100 % da área de Proprietários
intervencionada controlo da hera
MC2. Reforçar a popula- 1 a) Adaptação do a) Ano 1 após ICNF Parques de Sin- Ano 1 Ano 10
ção de Iberochondros- Projeto de Conser- a aprovação do tra e Monte da
toma lusitanicum. vação ex situ de plano de gestão Parceiros do Lua
Organismos Fluviais Projeto de
Conserva- Cascais
b) Número de indiví- b) 500 indivíduos ção ex situ Ambiente
duos utilizados nas de Organis-
mos Fluviais Centros de
ações de repovoa- investigação
mento
ONGA
c) Número de ações c) 1 ação/ano
de repovoamento
d) Número de ações d) 1 ação/ano
de monitorização
MC3. Manter as con- 2 a) Data de elabora- a) Ano 1 após ICNF Parques de Sin- Ano 1 Ano 10
dições adequadas em ção do diagnóstico a aprovação do tra e Monte da
abrigos de morcegos. plano de gestão Lua
b) Proporção de b) 100 % dos abri- Proprietários
intervenções em gos intervenciona-
abrigos após derro- dos após derroca-
cadas das (identificadas)
c) Ações de limpeza c) 6 ações por ano
da vegetação em
abrigos
d) Número de veda- d) 1 vedação/por-
ções/portas de tas de minas por
minas bat friendly abrigo identificado
instaladas
MC4. Restabelecer os 3 a) Percentagem de a) Menos de 10 % ICNF Parques de Sintra Ano 1 Ano 10
ecossistemas florestais cobertura de exóti- de cobertura de e Monte da Lua
autóctones de quercí- cas lenhosas exóticas lenhosas GPP
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neas. Cascais Ambiente
Autarquias locais
b) Percentagem de b) Menos de 10 % Proprietários
árvores abatidas/ha de árvores abati-
das/ha Entidades par-
ceiras do projeto
Vacaloura.pt
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Calendarização
Medida de conservação Relevân- Entidade
Indicador de realização Meta Entidades envolvidas
complementar cia* responsável
Inicio Fim
c) Percentagem c) 0 % de árvores
de árvores velhas velhas de quercí-
removidas (DAP neas removidas
superior a 1m)/ha (DAP superior
a 1m)/ha (em cada
10 anos)
d) Quantidade de d) 0 toneladas de
madeira morta reti- madeira morta
rada por ha removida/ha
MC5. Adaptar o planea- 1 a) Proporção de pla- a) 100 % ICNF CCDR Ano 1 Ano 10
mento e a operaciona- nos/programas adap-
lização da gestão inte- tados e incluindo Comissões Autoridade de
grada dos fogos rurais diretrizes de salva- Regionais, Gestão do PEPAC
à salvaguarda dos valo- guarda Sub-Re-
gionais Proprietários
res naturais protegidos
b) Proporção de pla- b) 100 % e Municipais Organizações de
nos de recuperação de Gestão produtores flo-
pós-incêndio com Integrada restais
medidas orienta- de Fogos
Rurais Empresas
das para o restauro
e salvaguarda dos (CMGIFR)
Cascais Ambiente
valores naturais Entidades
protegidos Parques de Sin-
Gestoras de
tra Monte da Lua
AIGP
Comunida-
des Inter-
municipais
MC6. Restabelecer os 2 Proporção de área 80 % da área res- ICNF Autoridade de Ano 1 Ano 10
ecossistemas florestais restaurada taurada Gestão do PEPAC
de pinhal sobre dunas. GPP
CCDR/Agri
Gestores flores-
tais e suas asso-
ciações
Proprietários
Cascais
Ambiente
Municípios
MC7. Beneficiar os ecos- 1 Extensão linear 500m/ano ICNF Autoridade de Ano 1 Ano 10
sistemas ribeirinhos. intervencionada Gestão do PEPAC
APA
CCDR/Agri
Municípios e suas
associações
Parques de
Sintra e Monte
da Lua
Cascais
Ambiente
Proprietários
Agricultores,
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gestores flores-
tais e suas orga-
nizações
Centros de
investigação
ONGA
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Calendarização
Medida de conservação Relevân- Entidade
Indicador de realização Meta Entidades envolvidas
complementar cia* responsável
Inicio Fim
MC8. Disponibilizar 3 a) Depósitos de a) 4 depósitos Municípios Empresas Muni- Ano 1 Ano 10
depósito gratuito de Resíduos de Cons- (1 depósito em cipais
Resíduos de Construção trução e Demolição cada município)
Freguesias
e Demolição (RCD) em criados
vazadouro municipal.
b) Número de ações b) 4 ações por ano
de informação
e divulgação
MC9. Ordenar acessibi- 2 a) Estudos de iden- a) 1 estudo CCDR APA Ano 1 Ano 10
lidades. tificação e caracte-
Municípios Autoridade Marí-
rização dos acessos
tima Nacional
às praias elaborados ICNF
Cascais
b) Número de aces- b) 50 % dos aces- Ambiente
sos indevidos veda- sos indevidos
dos Centros de inves-
tigação
c) Número de passa- c) 50 % da rede de
ONGA
diços intervenciona- passadiços
dos
d) Número de pai- d) 1 painel em cada
néis acesso ao areal
e 1 painel por sede
de freguesia
MC10. Desencorajar 2 a) Data de criação do a) Ano 1 após ICNF Administração Ano 1 Ano 10
o abandono das artes sistema de registo a aprovação do Portuária
DGRM
de pesca em fim de vida e de identificação plano de gestão
Sociedade Ponto
e reforçar a fiscalização eletrónica de artes Capitanias
Verde
das atividades de pesca e pesca em fim de
vida
b) Data de criação b) Ano 3 após
do programa de a aprovação do
incentivo à recolha plano de gestão
de resíduos de pesca
c) Número de ações c) 12 ações por
de fiscalização ano, correspon-
dendo a uma ação
por mês
MC11. Avaliar a necessi- 2 a) Data de elabora- a) Ano 1 após Municípios Federação de Ano 1 Ano 10
dade de criação de zonas ção do estudo/diag- a aprovação do Campismo
para caravanismo/cam- nóstico de avaliação plano de gestão e Montanhismo
pismo fora das áreas de de Portugal
arribas. b) Data da elabora- b) Ano 2 após
ção da proposta de a aprovação do ICNF
zonamento plano de gestão APA
CCDR
MC12. Ordenar as ati- 2 a) Data de elabo- a) Ano 1 após ICNF Parques de Sin- Ano 1 Ano 10
vidades desportivas ração do levanta- a aprovação do tra e Monte da
e recreativas. mento/diagnóstico plano de gestão Lua
de avaliação
Portaria n.º 130-A/2026/1
Cascais
b) Data da elabo- b) Ano 2 após Ambiente
ração do Plano de a aprovação do Federação de
Ordenamento plano de gestão Campismo
e Montanhismo
Municípios
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Calendarização
Medida de conservação Relevân- Entidade
Indicador de realização Meta Entidades envolvidas
complementar cia* responsável
Inicio Fim
MC13. Controlar popula- 1 a) Estudo de carac- a) 1 estudo ICNF Municípios Ano 1 Ano 10
ções de espécies exóti- terização da situa-
Projeto Invader
cas invasoras. ção referência ela-
borado ONGA
b) Proporção das b) 100 % das áreas APA
áreas prioritárias prioritárias identi- Parques de Sin-
intervencionadas ficadas tra e Monte da
Lua
c) Proporção das c) 50 % das áreas
áreas não prioritá- não prioritárias Cascais
rias intervenciona- com invasoras Ambiente
das
Centros de
d) Proporção da área d) 80 % da área investigação
restaurada ocupada por vege- Proprietários
tação exótica
MC14. Reforçar fiscaliza- 1 Número de ações de 12 ações por ano, ICNF Municípios Ano 1 Ano 10
ção de pisoteio indevido fiscalização, por ano correspondendo
CCDR APA
em dunas e falésias. a 1 ação por mês
SEPNA/GNR
Polícia
Municipal/
PSP
Autoridade
Marítima
Nacional
MC15. Sensibilizar 2 a) N.º de ações de a) 3 ações por ano ICNF CCDR/Agri Ano 1 Ano 10
a população local e os sensibilização efe-
Centros de
visitantes para a con- tuadas
investigação
servação dos valores
naturais da ZEC. b) N.º de ações de b) 12 ação por ano/ Parques de Sin-
sensibilização nas escola tra e Monte da
escolas/ n.º de par- Lua
ticipantes
Entidades par-
ceiras do projeto
Vacaloura.pt
Municípios
ONGA
Escolas
Agentes de ani-
mação turística
Cooperativas
agrícolas
Associações de
caçadores
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Associação de
Proprietários das
Serras de Sintra
Cascais
Ambiente
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Calendarização
Medida de conservação Relevân- Entidade
Indicador de realização Meta Entidades envolvidas
complementar cia* responsável
Inicio Fim
MC16. Estabelecer 1 Quadro de densifica- Quadros aprovados ICNF GPP Ano 1 Ano 2
e consolidar os critérios ção dos objetivos de pela(s) entidade(s)
e parâmetros de quanti- conservação, indica- responsável(eis) Lisboa 2030
ficação e avaliação dos dores e metas pelo plano de ges-
objetivos de conserva- tão até ao final
ção, e os recursos neces- Quadro de estima- do 2.º ano após
sários para a execução tiva preliminar dos a aprovação do
das medidas de conser- recursos financeiros, plano de gestão
vação humanos e técnicos
para os primeiros
cinco anos de exe-
cução do plano de
gestão
* O campo relevância representa a importância relativa de cada uma das medidas de conservação e encontra-se classificado da seguinte forma: 1 — Muito
elevada; 2 — Elevada; 3 — Média.
MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO REGULAMENTARES
O plano de gestão aplica-se complementarmente a um conjunto de medidas de natureza regu-
lamentar e preventiva, identificadas e operacionalizadas no Decreto-Lei n.º 71/2026, de 5 de março.
VIGÊNCIA DO PLANO DE GESTÃO
O plano de gestão terá uma vigência de dez anos.
ACOMPANHAMENTO
A execução do plano de gestão é objeto de acompanhamento continuado ao longo do seu período
de vigência.
O acompanhamento é coordenado pelo ICNF com a participação das autoridades corresponsáveis
em razão da matéria, das administrações central e local, das entidades representativas dos agentes
e operadores dos setores económico, social, da sociedade civil e dos proprietários, relevantes para
a prossecução dos objetivos do plano.
Será efetuada uma avaliação intercalar ao quinto ano de vigência do plano, a qual incluirá o ponto
de situação intermédio da execução das medidas, um balanço das medidas concluídas, das medidas
em curso e das medidas não iniciadas. Da análise da realização intermédia atingida face às metas
estabelecidas para a medida, a entidade responsável pelo acompanhamento do plano de gestão deverá
decidir sobre as alterações necessárias no plano de gestão, num quadro de articulação institucional,
a propor às respetivas tutelas. Caso seja necessário, deverá ser elaborada uma versão revista das
fichas das medidas de conservação.
No final do seu período de vigência, a eficácia do plano de gestão deve ser avaliada num exercício
de análise cruzada entre o grau de execução das medidas de conservação e a evolução da condição
dos valores-alvo. Para esta avaliação relacionam-se os resultados finais da execução das medidas
(através dos indicadores de realização) e do cumprimento dos objetivos de conservação (através dos
indicadores de resultado). O relatório desta avaliação final deverá também incluir a análise da evolução
dos fatores externos com eventual impacto na gestão da ZEC (por exemplo, das pressões e atividades
mais relevantes, das condicionantes legais e dos instrumentos de financiamento das medidas de con-
servação), a descrição da análise efetuada no período em causa para a evolução dos indicadores de
realização, a descrição das alterações intercalares efetuadas e respetiva fundamentação, e as propostas
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de alteração do plano de gestão.
A aferição dos indicadores de resultado decorrerá dos procedimentos correntes de monitorização da
Rede Natura 2000 a que o Estado português está obrigado no âmbito da implementação da Diretiva Habitats.
O quadro 6 estabelece a correspondência entre as medidas de conservação complementares
e os objetivos de conservação para os quais concorrem, cuja avaliação final permite decidir sobre
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a necessidade de manutenção/exclusão/alteração da medida no ciclo de programação seguinte.
No referido quadro são assinalados (a cinza) os campos a preencher em sede de avaliação final da
implementação do plano de gestão.
QUADRO 6
Modelo de matriz de avaliação final da implementação do plano de gestão
1. Tipos de habitat e espécies de flora de arribas e afloramentos
Objetivo de conser- Meta Meta Medida de conser- Indicador Realização Grau de exe- Revisão Obs.
vação alcan- vação complemen- de reali- atingida/ cução
çada tar zação meta (Manter/
[Indicador de resul- (não iniciada/ Não man-
tado] em curso/ ter/Altera)
concluída)
2. Tipos de habitat e espécies de flora dunares
Objetivo de conser- Meta Meta Medida de conser- Indicador Realização Grau de exe- Revisão Obs.
vação alcan- vação complemen- de reali- atingida/ cução
çada tar zação meta (Manter/
[Indicador de resul- (não iniciada/ Não man-
tado] em curso / ter/Altera)
concluída)
3. Espécies de flora alvo de depressões e solos arenosos temporariamente húmidos
Objetivo de conser- Meta Meta Medida de conser- Indicador Realização Grau de exe- Revisão Obs.
vação alcan- vação complemen- de reali- atingida/ cução
çada tar zação meta (Manter/
[Indicador de resul- (não iniciada/ Não man-
tado] em curso / ter/Altera)
concluída)
4. Matagais
Objetivo de conser- Meta Meta Medida de conser- Indicador Realização Grau de exe- Revisão Obs.
vação alcan- vação complemen- de reali- atingida/ cução
çada tar zação meta (Manter/
[Indicador de resul- (não iniciada/ Não man-
tado] em curso/ ter/Altera)
concluída)
5. Asplenium hemionitis
Objetivo de conser- Meta Meta Medida de conser- Indica- Realização Grau de exe- Revisão Obs.
vação alcan- vação complemen- dor de atingida/ cução
çada tar realiza- meta (Manter/
[Indicador de resul- ção (não iniciada/ Não man-
tado] em curso/ ter/Altera)
concluída)
6. Espécies de fauna alvo
Objetivo de conser- Meta Meta Medida de conser- Indicador Realização Grau de exe- Revisão Obs.
vação alcan- vação complemen- de reali- atingida/ cução
çada tar zação meta (Manter/
[Indicador de resul- (não iniciada/ Não man-
tado] em curso/ ter/Altera)
concluída)
7. Tipos de habitat marinhos
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Objetivo de conser- Meta Meta Medida de conser- Indicador Realização Grau de exe- Revisão Obs.
vação alcan- vação complemen- de reali- atingida/ cução
çada tar zação meta (Manter/
[Indicador de resul- (não iniciada/ Não man-
tado] em curso/ ter/Altera)
concluída)
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FICHAS DE MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES
Fontes de Financiamento — Glossário:
PEPAC — Plano Estratégico da Política Agrícola Comum para Portugal 2023-2027.
Lisboa 2030 — Programa Operacional Regional do Centro (FEDER).
LIFE — Instrumento de financiamento da União Europeia para o ambiente e a ação climática.
PRR — Plano de Recuperação e Resiliência.
I&D — Investigação e Desenvolvimento.
OE — Orçamento do Estado.
OM — Orçamento Municipal.
PNA-PNGIFR — Programa Nacional de Ação do Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais.
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