Diário da República, 1.ª série
Portaria n.º 121-C/2026/1
- Data
- 2026-03-19
- Tipo
- Portaria
Texto integral (5864 palavras)
Portaria n.º 121-C/2026/1
Artigo 1.º
Objeto
A presente portaria aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) Caldeirão e da
Zona de Proteção Especial (ZPE) Caldeirão, anexo à presente portaria e que dela faz parte integrante.
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Artigo 2.º
Âmbito
1 — O plano de gestão da ZEC Caldeirão e ZPE Caldeirão identifica os tipos de habitat naturais
e seminaturais e as espécies da flora e fauna selvagens com presença significativa, incluindo as ten-
dências populacionais favoráveis das espécies de aves com ocorrência regular, na ZEC Caldeirão e na
ZPE Caldeirão e adota medidas e ações complementares de conservação.
2 — O plano de gestão da ZEC Caldeirão e da ZPE Caldeirão deve ser aplicado em conjunto
e simultaneamente com o Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, com o Decreto Regula-
mentar n.º 10/2008, de 26 de março, e com o Decreto-Lei n.º 53/2026, de 16 de fevereiro, que fixou os
objetivos específicos para a sua conservação e estabeleceu as medidas de conservação de natureza
regulamentar necessárias para atingir esses objetivos e os objetivos de conservação das espécies de
aves protegidas de ocorrência regular na ZPE.
Artigo 3.º
Entrada em vigor
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
O Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, em 18 de março de
2026. — A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em 18 de março de 2026. — O Minis-
tro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, em 12 de março de 2026.
ANEXO
(a que se refere o artigo 1.º)
PLANO DE GESTÃO DAS ZEC E ZPE CALDEIRÃO (PTCON0057)
LOCALIZAÇÃO
A ZEC e a ZPE Caldeirão, com uma área total aproximada de 47 193 ha, localizam-se nos con-
celhos de Loulé, São Brás de Alportel, Silves e Tavira, todos no distrito de Faro, e ainda no concelho
de Almodôvar, no distrito de Beja, conforme se apresenta no quadro 1. A sua localização encontra-se
representada cartograficamente na figura 1, estando os seus limites disponíveis no geocatálogo da
Autoridade Nacional da Conservação da Natureza e Biodiversidade.
Quadro 1 — Unidades territoriais abrangidas pelas ZEC e ZPE Caldeirão
Área das ZEC e ZPE Proporção da UT ocupada Proporção da área das ZEC
Unidade territorial (UT)
na UT (ha) pelas áreas das ZEC e ZPE e ZPE na UT
Almodôvar 10 300 13 % 22 %
Loulé 20 557 27 % 44 %
São Brás de Alportel 7 238 47 % 15 %
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Silves 4 885 7% 10 %
Tavira 4 214 7% 9%
Total 47 193 – 100 %
(Fonte: CAOP 2021.)
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Figura 1 — Enquadramento territorial das ZEC e ZPE Caldeirão
(Fonte: CAOP 2021 — DGT.)
CARACTERIZAÇÃO
As ZEC e ZPE Caldeirão inserem-se no coração da serra do Caldeirão, uma área montanhosa que
se estende do Baixo Alentejo à zona central interior do Algarve, onde predominam elevações de baixa
altitude (em geral, entre os 300 m e os 500 m de altitude). A vegetação predominante na paisagem são
os povoamentos de sobreiro, geralmente abertos e com gestão humana regular, mas que, em muitos
locais, devido ao abandono agropastoril, evoluíram para formações mais densas, com um subcoberto
desenvolvido. São também frequentes os estevais, nas encostas mais soalheiras e com solos mais
pobres e os matagais de medronheiro, nas encostas mais sombrias e frescas. A presença humana neste
território é bastante reduzida e, para além da exploração da cortiça, a atividade económica é reduzida,
assinalando-se alguma agricultura, principalmente de subsistência, na proximidade dos pequenos
aglomerados populacionais.
O território é atravessado por diversos cursos de água relevantes no contexto regional, quase
todos de regime temporário ou mantendo água superficial, de modo permanente, apenas em alguns
troços. Na zona norte e leste, os cursos de água integram-se na bacia hidrográfica do rio Guadiana,
destacando-se a ribeira de Vascão (a norte) e a ribeira de Odeleite. Na zona sul, encontram-se outros
cursos de água de menor dimensão como a ribeira de Mercês e o rio Seco, ambos integrantes da bacia
hidrográfica da ribeira de Quarteira, e a ribeira de Alportel, que integra a bacia da ribeira de Séqua/rio
Gilão. Na zona oeste, os cursos de água integram-se na bacia hidrográfica do Arade/Odelouca, desta-
cando-se o rio Arade, a ribeira de Odelouca e a ribeira da Azilheira.
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O coberto vegetal é dominando por bosques potenciais de Quercus suber. Nas zonas com menor
precipitação surgem os bosques de Quercus rotundifolia e nas superfícies com ombrótipos mais eleva-
dos os carvalhais de Quercus marianica e, mais raramente, de Quercus robur subsp. estremadurensis.
Devido à ação antrópica frequentemente estes sobreirais são substituídos por matagais de caráter
heliófilo como são os giestais de Lavandulo viridis-Cytisetum striati, os urzais de Erico australis-Cis-
tetum populifolii e os estevais/urzais de Cisto ladaniferi-Ulicetum argentei.
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No que respeita ao uso e ocupação do solo, no território das ZEC e ZPE Caldeirão predominam as
formações florestais, as quais, no seu conjunto, representam mais de 72,3 % do território. Destacam-se
claramente as florestas de sobreiro, que representam 63,6 % do total do território, sendo menos rele-
vantes as florestas de pinheiro-manso (3,3 %), de eucalipto (1,9 %), de pinheiro-bravo (1,3 %) e de
azinheira (0,6 %). A presença humana é muito reduzida nas ZEC e ZPE, o que se comprova por os terri-
tórios artificializados representarem menos de 1 % do território e o conjunto das áreas agrícolas e dos
mosaicos agros-florestais representarem apenas cerca de 6 % da ocupação total do solo. Embora no
passado tenham ocorrido incêndios florestais de grande dimensão que afetaram extensas áreas das
ZEC e ZPE (2004, 2012), num período mais recente (2013-2017) as áreas ardidas representam apenas
0,7 % do território.
Em termos dos valores naturais protegidos com presença significativa na ZEC, assinala-se a ocor-
rência, pela sua grande expressão territorial, dos urzais e estevais-tojais com Ulex argenteus e Stau-
racanthus boivinii e os matagais mediterrânicos. De entre estes destacam-se, sendo particularmente
importantes, os subtipos de habitat dos medronhais, de ampla distribuição nas ZEC e ZPE, os carras-
cais/lentiscais acidófilos e os matos de carvalhiça, os quais se encontram no limite sudeste da sua
distribuição nacional.
No que respeita à flora, destaca-se a ocorrência de Salix salviifolia subsp. australis, muito frequente
nas margens e leitos dos cursos de água da ZEC, da orquídea Spiranthes aestivalis, que ocorre asso-
ciada aos leitos pedregosos dos cursos de água, sendo esta uma das principais áreas de ocorrência
em Portugal.
Nos invertebrados destaca-se a ocorrência da fritilária-dos-lameiros (Euphydryas aurinia) e do
besouro-capricórnio (Cerambyx cerdo) e entre a ictiofauna relevam quatro espécies do anexo ii da
Diretiva Habitats, o verdemã-comum (Cobitis paludica), a boga-de-boca-arqueada (Iberochondrostoma
lemmingii), o bordalo (Squalius alburnoides) e a boga-do-sudoeste (Iberochondrostoma almacai), esta
última endémica do sul de Portugal.
Relativamente à herpetofauna, destaca-se a ocorrência do cágado-mediterrânico (Mauremys
leprosa) e da rã-de-focinho-pontiagudo (Discoglossus galganoi).
Na mamofauna merecerem particular referência a ocorrência pontual de lince-ibérico (Lynx par-
dinus) e de várias espécies de quirópteros, destacando-se o morcego-de-ferradura-mourisco (Rhi-
nolophus mehelyi), o morcego-negro (Barbastella barbastellus), o morcego-de-peluche (Miniopterus
schreibersii) e o morcego-rato-pequeno (Myotis blythii), todos constantes no anexo ii da Diretiva Habitats.
Finalmente, entre a avifauna ocorre um vasto elenco de espécies com ocorrência regular, desta-
cam-se diversas espécies nidificantes no território incluindo rapinas como a águia-de-bonelli (Aquila
fasciata), a águia-cobreira (Circaetus gallicus), o bufo-real (Bubo bubo), entre outras. Nas zonas aber-
tas, ocupadas por matos e por mosaicos agroflorestais, destacam-se espécies como a cotovia-escura
(Galerida theklae), a cotovia-arbórea (Lullula arborea) e a toutinegra (Sylvia undata) e nas zonas ribeiri-
nhas, o guarda-rios (Alcedo athis). A diversidade de habitats permite que este território seja importante
para a conservação de espécies migradoras cuja ocorrência é regular, com destaque para um grupo
funcional que é considerado como valor de presença relevante na ZPE: os passeriformes migradores
de matos e bosques, onde se incluem espécies como Phoenicurus phoenicurus, Sylvia conspicillata,
Sylvia cantillans, Sylvia hortensis e Muscicapa striata, entre outras.
VALORES NATURAIS
Na ZEC Caldeirão ocorrem com presença significativa 8 tipos de habitat (quadro 2), e 1 espécie
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da flora e 13 espécies da fauna, que não aves (quadro 3), dos anexos i e ii da Diretiva Habitats, respe-
tivamente.
Esta área classificada assume contudo especial relevância para a conservação de 6 tipos de
habitat, 1 espécie da flora e 12 espécies da fauna (que não aves) (valores alvo assinalados com um #
e a negrito nos quadros 2 e 3).
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Quadro 2 — Tipos de habitat do anexo i da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC
Código Habitat
3260 # Cursos de água dos pisos basal a montano com vegetação da Ranunculion fluitantis e da Callitricho-Batrachion
4030 Charnecas secas europeias
5330 Matos termomediterrânicos pré-desérticos
6310 # Montados de Quercus spp. de folha perene
92A0 # Florestas-galerias de Salix alba e Populus alba
92D0 # Galerias e matos ribeirinhos meridionais (Nerio-Tamaricetea e Securinegion tinctoriae)
9330 # Florestas de Quercus suber
9340 # Florestas de Quercus ilex e Quercus rotundifolia
Quadro 3 — Espécies do anexo ii da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC
Código Grupo Espécie
1434 PL # Salix salvifolia subsp. australis
1065 I # Euphydryas aurinia
1088 I # Cerambyx cerdo
5302 P # Cobitis paludica (sin. Cobitis taenia)
5295 P # Iberochondrostoma almacai (sin. Chondrostoma almacai; Chondrostoma lusitanicum)
5926 P # Iberochondrostoma lemmingii (sin. Chondrostoma lemmingii; Rutilus lemmingii)
6975 P # Squalius alburnoides (sin. Rutilus alburnoides)
1194 A Discoglossus galganoi
1221 R Mauremys leprosa
1355 M # Lutra lutra
1362 M # Lynx pardinus
1308 M # Barbastella barbastellus
1310 M # Miniopterus schreibersii
1307 M # Myotis blythii
1302 M # Rhinolophus mehelyi
Grupo: PL — Planta; I — Invertebrado; P — Peixe; R — Réptil; M — Mamífero.
A ZPE Caldeirão, com um extenso elenco de espécies de aves protegidas (do anexo i da Diretiva
Aves e espécies migradoras não incluídas nesse anexo, com ocorrência regular) com presença signi-
ficativa, é considerada especialmente relevante para cinco espécies e para o grupo de passeriformes
migradores de matos e bosques (valores alvo assinalados com um # e a negrito no quadro 4).
Quadro 4 — Espécies de aves do anexo i da Diretiva Aves e espécies migradoras não incluídas nesse
anexo e de ocorrência regular, com presença significativa especialmente relevante na ZPE
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Código Espécie
A707 # Aquila fasciata
A215 # Bubo bubo
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Código Espécie
A080 # Circaetus gallicus
A245 # Galerida theklae
A246 # Lullula arborea
– # Passeriformes migradores de matos e bosques
OBJETIVOS DE CONSERVAÇÃO
Os objetivos de conservação para os valores com presença significativa são identificados no
quadro 5 e constituem o quadro de referência das medidas de conservação definidas para a gestão das
ZEC e ZPE. São ainda identificadas as metas a atingir no período de vigência do plano e os respetivos
indicadores de resultado.
Tendo em consideração o grau de desconhecimento relativamente às espécies de invertebrados
Euphydryas aurinia e Cerambyx cerdo e também do quiróptero Barbastella barbastellus, para estes
valores não são estabelecidos os objetivos de conservação a alcançar no quadro da gestão da ZEC.
Contudo, é expectável que estas espécies venham a beneficiar de medidas de conservação propostas
para os restantes valores que estão associados aos mesmos tipos de biótopos. O presente plano iden-
tificará medidas de conservação complementares que visam colmatar as lacunas de conhecimento
existentes sobre estas espécies, de modo que, futuramente, possam ser estabelecidos objetivos de
conservação dirigidos a estes valores.
A integridade ecológica das ZEC e ZPE fica, deste modo, enquadrada pelo conjunto dos objetivos
de conservação definidos, cuja prossecução permitirá contribuir para os objetivos da Diretiva Habitats
e da Diretiva Aves, ou seja, assegurar a biodiversidade através da manutenção ou restabelecimento do
estado de conservação favorável ou da tendência populacional, conforme aplicável, dos tipos de habitat
e das espécies presentes nos sítios e para a coerência da Rede Natura 2000.
Quadro 5 — Objetivos de conservação para a gestão das ZEC e ZPE
Tipos de habitat e espécies aquáticos
Objetivos de conservação Indicadores Metas
1 — Melhorar o grau de conservação do Área de habitat com estrutura bem con- Aumentar a área de habitat com estrutura
habitat 3260 — Cursos de água dos pisos servada (ha) e funções bem conservadas
basal a montano com vegetação da Ranun-
culion fluitantis e da Callitricho-Batrachion Área ocupada pelo habitat (ha) Manter a área total do habitat
2 — Melhorar o grau de conservação do Expressão linear da presença das espé- Aumentar a expressão linear da presença
habitat de Iberochondrostoma almacai, cies das espécies
Iberochondrostoma lemmingii, Squalius
alburnoides e Cobitis paludica
3 — Manter o grau de conservação do habi- N.º de quadrículas 1×1 km ocupadas pela Manter o número de quadrículas ocupadas
tat de Mauremys leprosa espécie pela espécie
4 — Manter o grau de conservação do habi- N.º de quadrículas 1×1 km ocupadas pela Manter o número de quadrículas ocupadas
tat de Discoglossus galganoi espécie pela espécie
5 — Manter o grau de conservação do habi- Expressão linear da presença da espécie Manter a expressão linear da presença da
tat de Lutra lutra espécie
Tipos de habitat e espécies de matagais e bosques ripícolas
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Objetivos de conservação Indicadores Metas
6 — Manter o grau de conservação e tra- Área de habitat com estrutura bem con- Manter a área de habitat com estrutura
var a tendência de decréscimo da área do servada (ha) e funções bem conservadas
habitat 92A0 — Florestas-galerias de Salix
alba e Populus alba Área ocupada pelo habitat (ha) Manter a área total do habitat
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Tipos de habitat e espécies de matagais e bosques ripícolas
Objetivos de conservação Indicadores Metas
7 — Manter o grau de conservação e tra- Área de habitat com estrutura bem con- Manter a área de habitat com estrutura
var a tendência de decréscimo da área do servada (ha) e funções bem conservadas
habitat 92D0 — Galerias e matos ribeirinhos
meridionais (Nerio-Tamaricetea e Securi- Área ocupada pelo habitat (ha) Manter a área total do habitat
negion tinctoriae)
8 — Manter o grau de conservação do habi- Expressão linear de ocorrência da espécie Manter a expressão linear de ocorrência
tat de Salix salviifolia subsp. australis da espécie
Densidade populacional
Manter a densidade populacional
Tipos de habitat e espécies de bosques, matos e montado
Objetivos de conservação Indicadores Metas
9 — Manter o grau de conservação do habi- Área de habitat com estrutura bem con- Manter a área ocupada pelo habitat na
tat 4030 — Charnecas secas europeias servada (ha) atual condição ecológica
Área ocupada pelo habitat (ha) Manter a área total do habitat
10 — Manter o grau de conservação do Área de habitat com estrutura bem con- Manter a estrutura do habitat nas áreas com
habitat 5330 — Matos termomediterrâni- servada (ha) condição ecológica boa ou excelente, prio-
cos pré-desérticos rizando o subtipo 5330pt3 — Medronhais
Área ocupada pelo habitat (ha)
Manter a área total do habitat
11 — Melhorar o grau de conservação Área de habitat com estrutura bem con- Aumentar a área do habitat com estrutura
e inverter a tendência de decréscimo da servada (ha) e funções bem conservadas, através da
área do habitat 6310 — Montados de Quer- melhoria do grau de conservação das áreas
cus spp. de folha perene Área ocupada pelo habitat (ha) de habitat com conservação média ou
reduzida (grau de conservação C, na carto-
grafia de habitats naturais de ICNF (2021))
Aumentar a área total do habitat
12 — Melhorar o grau de conservação Área de habitat com estrutura bem con- Aumentar a área dos habitats com estru-
e inverter a tendência de decréscimo da servada (ha) tura e funções bem conservadas, através
área dos habitats de bosque, nomeada- da melhoria do grau de conservação das
mente 9330 — Florestas de Quercus suber Área ocupada pelos habitats (ha) áreas de habitat com conservação média ou
e 9340 — Florestas de Quercus ilex e Quer- reduzida (grau de conservação C, na carto-
cus rotundifolia grafia de habitats naturais de ICNF (2021))
Aumentar a área total dos habitats
13 — Manter e, se possível, aumentar o grau Área dos biótopos de alimentação que Aumentar a área dos biótopos de alimen-
de conservação de potenciais biótopos de correspondem aos habitats 6310, 92A0, tação que correspondem aos habitats
alimentação de Miniopterus schreibersii, 92D0, com estrutura bem conservada (ha) 6310, 92A0, 92D0, com estrutura e funções
Myotis blythii e de Rhinolophus mehelyi bem conservadas
Área ocupada pelos biótopos de alimen-
tação (ha) Manter a área total dos biótopos de ali-
mentação
14 — Promover as condições para a ocor- N.º de fêmeas reprodutoras Três fêmeas reprodutoras
rência de núcleos populacionais de Lynx
pardinus N.º coelhos por hectare Dois ou mais coelhos por hectare
Área de habitat adequado de abrigo, repro- Aumento da área de habitat adequado
dução e dispersão para a espécie (ha) de abrigo, reprodução e dispersão para
a espécie
Prevalência de zoonoses (leucemia felina
e tuberculose bovina) afetando o lince na Valores de prevalência de zoonoses
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ZEC e área envolvente (leucemia felina e tuberculose bovina)
compatíveis com a ocorrência de lince
Perceções sociais por parte dos atores (a determinar)
locais relativos à presença de Lynx par-
dinus na ZEC Auscultação social efetuada e indicativa
de posicionamentos favoráveis dos ato-
res chave ao estabelecimento de núcleos
populacionais de Lynx pardinus na ZEC
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Tipos de habitat e espécies de bosques, matos e montado
Objetivos de conservação Indicadores Metas
15 — Manter o grau de conservação das Número de casais reprodutores de Aquila Manter o número de casais reprodutores
aves de rapina Aquila fasciata, Bubo bubo fasciata de Aquila fasciata
e Circaetus gallicus
Número de quadrículas 2×2 km com pre- Manter o número de quadrículas 2×2 km
sença de Bubo bubo com presença de Bubo bubo
Número de quadrículas 2×2 km com pre- Manter o número de quadrículas 2×2 km
sença de Circaetus gallicus com presença de Circaetus gallicus
16 — Manter o grau de conservação de Número de quadrículas 2×2 km com pre- Manter o número de quadrículas 2×2 km
Galerida theklae e Lullula arborea sença de Galerida theklae com presença de Galerida theklae
Número de quadrículas 2×2 km com pre- Manter o número de quadrículas 2×2 km
sença de Lullula arborea com presença de Lullula arborea
17 — Manter o grau de conservação do Área ocupada por habitats de matos (ha) Manter a área ocupada por habitats de
habitat de aves passeriformes migradoras matos, na atual condição ecológica
de matos e bosques Área ocupada por habitats de matagais
e bosques ripícolas (ha) Manter a área ocupada por habitats de
matagais e bosques ripícolas
MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES
O Plano de Gestão identifica as medidas de conservação complementares às previstas no Decre-
to-Lei n.º 53/2026, de 16 de fevereiro, que visam dar resposta às exigências ecológicas dos valores
com prioridade em termos de conservação (valores alvo), definidas em função da condição destes
e dos condicionamentos e contextos de ordem legal, social, organizacional, económica e financeira.
As medidas de conservação complementares estabelecidas para a gestão das ZEC e ZPE Caldeirão
e respetivo quadro operacional estão identificados no quadro 6, com a definição dos indicadores de
realização, as respetivas metas, as entidades envolvidas na execução e a calendarização.
A informação relevante para a execução das medidas de conservação complementares é apre-
sentada de forma detalhada nas «Fichas das Medidas de Conservação Complementares».
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Quadro 6 — Quadro operacional das medidas de conservação complementares
Calendarização
Entidade
Medida de conservação Relevância* Indicador de realização Meta Entidades envolvidas
responsável
Início Fim
MC1. Restabelecimento do ecossis- 1 Data de aprovação de um programa de Ano 2 da aprovação do APA Autoridade de Gestão do PEPAC Ano 1 Ano 2
tema fluvial e ribeirinho intervenções programa
ICNF CCDR
Proporção de áreas prioritárias interven- 75 % Municípios Ano 3 Ano 10
cionadas
Proprietários
Número de ações de monitorização 5 (2 em 2 anos) Centros de investigação Ano 1 Ano 10
MC2. Gestão sustentável das áreas 1 Data de aprovação de um programa de Ano 2 da aprovação do ICNF Autoridade de Gestão do PEPAC Ano 1 Ano 2
de montado e promoção da sua recu- intervenções programa
peração em áreas sem pastoreio ou GPP Proprietários, agricultores e ges-
degradadas tores florestais
Proporção de áreas prioritárias interven- 75 % CCDR Ano 3 Ano 10
cionadas Organizações de produtores
e associações de produtores
Número de ações de monitorização 5 (2 em 2 anos) florestais Ano 1 Ano 10
MC3. Gestão e conservação dos bos- 1 Data de aprovação de um programa de Ano 2 da aprovação do ICNF Autoridade de Gestão do PEPAC Ano 1 Ano 2
ques de sobreiro e azinheira intervenções programa
GPP Proprietários, agricultores e ges-
tores florestais
Proporção de áreas prioritárias interven- 75 % CCDR Ano 3 Ano 10
cionadas Organizações de produtores
e associações de produtores
Número de ações de monitorização 5 (2 em 2 anos) florestais Ano 1 Ano 10
MC4. Gestão e conservação dos 2 Data de aprovação de um programa de Ano 2 da aprovação do ICNF Autoridade de Gestão do PEPAC Ano 1 Ano 2
matos e manutenção do habitat de intervenções programa
lince-ibérico GPP Proprietários, agricultores e ges-
tores florestais
Proporção de áreas prioritárias interven- 75 % CCDR Ano 3 Ano 10
cionadas Organizações de produtores
e associações de produtores
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Número de ações de monitorização 5 (2 em 2 anos) florestais Ano 1 Ano 10
MC5. Avaliar a atual cobertura na ZEC 2 Número de estudos elaborados para 1 APA Municípios Ano 3 Ano 5
da rede de pontos de amostragem de caracterização da situação de referência
quantidade e de qualidade da água e eventual proposta de novas localiza- ICNF Centros de investigação
ções de pontos de captação (quantidade
e qualidade)
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Calendarização
Entidade
Medida de conservação Relevância* Indicador de realização Meta Entidades envolvidas
responsável
Início Fim
MC6. Controlo de espécies exóticas 1 Data de aprovação de plano de deteção Ano 3 da aprovação do ICNF Autoridade de Gestão do PEPAC Ano 2 Ano 3
invasoras de flora e fauna precoce e controlo de espécies exóticas plano de gestão
invasoras GPP Organizações de produtores
florestais
CCDR
Proporção de áreas prioritárias interven- 75 % Proprietários Ano 4 Ano 10
cionadas Municípios
Centros de investigação
Número de ações de monitorização para 8 (1 por ano) Ano 3 Ano 10
deteção precoce de instalação de espé- ONGA
cies exóticas invasoras Entidades gestoras de AIGP
MC7. Prevenir e gerir as pragas 2 Data de elaboração do plano de atuação Ano 3 da aprovação do ICNF Autoridade de Gestão do PEPAC Ano 2 Ano 3
e doenças do sobreiro e azinheira, e monitorização plano de gestão
avaliar a incidência de epizootias nas INIAV Gestores florestais
espécies-presa de lince-ibérico e aves DGAV Associações de produtores flo-
de rapina, e avaliação sanitária das restais
doenças com maior impacto no lin-
ce-ibérico ADL
Centros de investigação
MC8. Adaptação do planeamento e da 2 Percentagem de planos/programas 100 % ICNF Autoridade de Gestão do PEPAC Ano 2 Ano 10
operacionalização da gestão integrada adaptados e incluindo diretrizes de sal-
dos fogos rurais à salvaguarda dos vaguarda Comissões Regio- CCDR
valores naturais protegidos com pre- nais, Sub-Regionais
e Municipais de Proprietários
sença significativa nas ZEC e ZPE Percentagem de planos de recuperação 100 %
pós-incêndio com medidas orientadas Gestão Integrada de Organizações de produtores
para o restauro e salvaguarda dos valores Fogos Rurais florestais
naturais protegidos Entidades gestoras Empresas
de AIGP
Comissões intermunicipais
Comunidades inter-
municipais
APA
MC9. Ordenar as atividades recreati- 3 Data de elaboração do estudo Ano 3 da aprovação do Turismo do Algarve Centros de investigação Ano 2 Ano 10
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vas ou desportivas, motorizadas ou Plano de Gestão
não, organizadas ou informais Turismo do Alentejo Federação de Campismo e Mon-
Proporção dos valores alvo analisados 100 % dos valores alvo tanhismo de Portugal
CCDR
em relação à sua sensibilidade em presença Empresas de animação turística
Municípios
Proporção das áreas avaliadas para a prá- 100 % das áreas regula- GNR
tica das atividades mentadas para a prática ICNF
das atividades
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Calendarização
Entidade
Medida de conservação Relevância* Indicador de realização Meta Entidades envolvidas
responsável
Início Fim
MC10. Sensibilização, formação e par- 3 Data da constituição de processos ou Ano 2 da aprovação do ICNF Autoridade de Gestão do PEPAC Ano 1 Ano 10
tilha de informação com os proprietá- estruturas de apoio aos gestores flores- plano de gestão
GPP Turismo do Alentejo
rios, produtores agrícolas, operadores tais e produtores agrícolas
económicos, população local e os visi- CCDR Turismo do Algarve
tantes para a conservação dos valores Data da criação de conteúdos digitais Ano 5 da aprovação do
plano de gestão Escolas
naturais Organizações de pro-
dutores e gestores Associações de desenvolvi-
Número de iniciativas realizadas por ano 2 florestais mento local
Data da criação de sinalética de infor- Ano 1 da aprovação do Municípios Associações de pesca despor-
mação dos limites da rede Natura 2000 plano de gestão tiva
ONGA
Centros de investigação
GNR
Juntas de freguesia
MC11. Reforço da fiscalização nas 3 Número de ações de fiscalização por ano 12 ICNF Municípios Ano 1 Ano 10
ZEC e ZPE
APA
CCDR
SEPNA/GNR
PSP/BriPA
Entidades gestoras de
caça
MC12. Reforço da população de boga- 2 Data de aprovação do plano de reforço Ano 3 da aprovação do APA Municípios Ano 2 Ano 3
-do-sudoeste (Iberochondrostoma da população plano de gestão
ICNF Proprietários
almacai)
Proporção de áreas prioritárias interven- 75 % Centros de investigação Ano 4 Ano 10
cionadas
ONGA
Número de ações de monitorização 5 (2 em 2 anos) ADL Ano 1 Ano 10
Águas do Algarve
APA
MC13. Fomentar a ocorrência e a den- 2 N.º de coelhos e perdizes por hectare 2 coelhos e 2 perdizes ICNF Autoridade de Gestão do PEPAC Ano 1 Ano 10
Portaria n.º 121-C/2026/1
sidade de coelho-bravo e perdiz-ver- por hectare
CCDR Organizações do setor da caça
melha
GPP ONGA
Entidades gestoras de zonas de
DGAV
caça
Proprietários
Centros de investigação
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Calendarização
Entidade
Medida de conservação Relevância* Indicador de realização Meta Entidades envolvidas
responsável
Início Fim
MC14. Avaliar a permeabilidade das 2 Data de elaboração do estudo de avalia- Ano 3 da aprovação do ICNF Infraestruturas de Portugal, IP Ano 2 Ano 10
infraestruturas viárias existentes na ção (diagnóstico) plano de gestão
Municípios Centros de investigação
ZEC e sua envolvente e identificar
medidas a implementar nos pontos Proporção de áreas prioritárias interven- 100 %
que estão a comprometer a conecti- cionadas
vidade e nos pontos críticos de ocor-
rência de atropelamentos
MC15. Executar um protocolo de vigi- 2 Data de aprovação do plano de vigilância Ano 3 da aprovação do ICNF Proprietários Ano 2 Ano 10
lância da nidificação de Aquila fasciata plano de gestão
ONGA
na ZPE e de atuação de emergência
Número de ações de vigilância 1 por ano Centros de investigação
Entidades gestoras da caça
EDP
REN
RIAS
MC16. Conservação de locais de nidi- 2 Proporção de áreas prioritárias interven- 75 % ICNF Autoridade de Gestão do PEPAC Ano 2 Ano 10
ficação das aves de rapina Aquila fas- cionadas
GPP Associações de produtores flo-
ciata e Circaetus gallicus
restais
Número de ações de monitorização para 10 (1 por ano) CCDR Ano 1 Ano 10
deteção precoce de locais de nidificação Proprietários
Municípios
de aves de rapina
Centros de investigação
ONGA
MC17. Colmatação das lacunas de 2 Data de realização/conclusão do estudo Ano 5 da aprovação do ICNF Centros de investigação Ano 1 Ano 5
conhecimento sobre a condição eco- plano de gestão
ONGA
lógica das espécies de invertebrados
Euphydrias aurinia e Cerambyx cerdo
Portaria n.º 121-C/2026/1
Empresas
na ZEC
MC18. Colmatação das lacunas de 2 Data de realização/conclusão do estudo Ano 6 da aprovação do ICNF Centros de investigação Ano 1 Ano 6
conhecimento sobre a condição eco- plano de gestão
ONGA
lógica da espécie de morcego Barbas-
tella barbastellus na ZEC Empresas
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Calendarização
Entidade
Medida de conservação Relevância* Indicador de realização Meta Entidades envolvidas
responsável
Início Fim
MC19. Estabelecer e consolidar os 1 Quadro de densificação dos objetivos de Quadros aprovados ICNF GPP Ano 1 Ano 2
critérios e parâmetros de quantifi- conservação, indicadores e metas pela(s) entidade(s) res-
cação e avaliação dos objetivos de ponsável(eis) pelo plano Algarve 2030
conservação, e os recursos necessá- Quadro de estimativa preliminar dos de gestão até ao final do Alentejo 2030
rios para a execução das medidas de recursos financeiros, humanos e técnicos 2.º ano de execução do
conservação para os primeiros cinco anos de execução plano
do plano
* O campo relevância representa a importância relativa de cada uma das medidas de conservação e encontra-se classificado da seguinte forma: 1 — Muito elevada; 2 — Elevada; 3 — Média.
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MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO REGULAMENTARES
O plano de gestão aplica-se complementarmente a um conjunto de medidas de natureza regula-
mentar e preventiva, identificadas e operacionalizadas no Decreto-Lei n.º 53/2026, de 16 de fevereiro.
VIGÊNCIA DO PLANO DE GESTÃO
O plano de gestão terá uma vigência de dez anos.
ACOMPANHAMENTO
A execução do plano de gestão é objeto de acompanhamento continuado ao longo do seu período
de vigência.
O acompanhamento é coordenado pelo ICNF com a participação das autoridades corresponsáveis
em razão da matéria, das administrações central e local, das entidades representativas dos agentes
e operadores dos setores económico, social, da sociedade civil e dos proprietários, relevantes para
a prossecução dos objetivos do plano.
Será efetuada uma avaliação intercalar ao quinto ano de vigência do plano, a qual incluirá o ponto
de situação intermédio da execução das medidas, um balanço das medidas concluídas, das medidas
em curso e das medidas não iniciadas. Da análise da realização intermédia atingida face às metas
estabelecidas para a medida, a entidade responsável pelo acompanhamento do plano de gestão deverá
decidir sobre as alterações necessárias no plano de gestão, num quadro de articulação institucional,
a propor às respetivas tutelas. Caso seja necessário, deverá ser elaborada uma versão revista das
fichas das medidas de conservação.
No final do seu período de vigência, a eficácia do plano de gestão deve ser avaliada num exercício
de análise cruzada entre o grau de execução das medidas de conservação e a evolução da condição
dos valores alvo. Para esta avaliação relacionam-se os resultados finais da execução das medidas
(através dos indicadores de realização) e do cumprimento dos objetivos de conservação (através dos
indicadores de resultado). O relatório desta avaliação final deverá também incluir a análise da evolu-
ção dos fatores externos com eventual impacto na gestão das ZEC e ZPE (por exemplo, das pressões
e atividades mais relevantes, das condicionantes legais e dos instrumentos de financiamento das
medidas de conservação), a descrição da análise efetuada no período em causa para a evolução dos
indicadores de realização, a descrição das alterações intercalares efetuadas e respetiva fundamentação,
e as propostas de alteração do plano de gestão.
A aferição dos indicadores de resultado decorrerá dos procedimentos correntes de monitorização
da Rede Natura 2000 a que o Estado português está obrigado no âmbito da implementação da Diretiva
Habitats e da Diretiva Aves.
O quadro 7 estabelece a correspondência entre as medidas e os objetivos de conservação para os
quais concorrem, cuja avaliação final permite decidir sobre a necessidade de manutenção/exclusão/
alteração da medida no ciclo de programação seguinte. No referido quadro são assinalados (a cinza)
os campos a preencher em sede de avaliação final da implementação do plano de gestão.
Quadro 7 — Modelo de matriz de avaliação final da implementação do plano de gestão
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Tipos de habitat e espécies aquáticos
Grau de execução (não
Objetivo de conservação Meta Medida de conservação Indicador Realização Revisão (Manter/
Meta iniciada/em curso/ Obs.
[Indicador de resultado] alcançada complementar de realização atingida/meta Não manter/Altera)
concluída)
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Tipos de habitat e espécies de matagais e bosques ripícolas
Grau de execução (não
Objetivo de conservação Meta Medida de conservação Indicador Realização Revisão (Manter/
Meta iniciada/em curso/ Obs.
[Indicador de resultado] alcançada complementar de realização atingida/meta Não manter/Altera)
concluída)
Tipos de habitat e espécies de bosques, matos e montado
Grau de execução (não
Objetivo de conservação Meta Medida de conservação Indicador Realização Revisão (Manter/
Meta iniciada/em curso/ Obs.
[Indicador de resultado] alcançada complementar de realização atingida/meta Não manter/Altera)
concluída)
FICHAS DE MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES
Fontes de financiamento — Glossário:
PEPAC — Plano Estratégico da Política Agrícola Comum para Portugal 2023-2027;
Algarve 2030 — Programa Operacional Regional do Algarve (FEDER);
Alentejo 2030 — Programa Operacional Regional do Alentejo (FEDER);
LIFE — Instrumento de financiamento da União Europeia para o ambiente e a ação climática;
PRR — Plano de Recuperação e Resiliência;
I&D — Investigação e Desenvolvimento;
OE — Orçamento do Estado;
PNA-PNGIFR — Programa Nacional de Ação do Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais.
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