Diário da República, 1.ª série
Portaria n.º 120/2026/1
- Data
- 2026-03-19
- Tipo
- Portaria
- Emitente
- CAPÍTULO I
Texto integral (8703 palavras)
Portaria n.º 120/2026/1
Artigo 1.º
Objeto
A presente portaria estabelece o regime específico dos apoios a conceder ao abrigo do artigo 73.º do
Regulamento (UE) 2021/2115, do Parlamento Europeu e do Conselho, no que se refere à tipologia C.3.2.6,
1/19
1.ª série
N.º 55
19-03-2026
«Melhoria do valor económico das florestas», da intervenção C.3.2, «Silvicultura sustentável», do domínio
C.3, «Sustentabilidade das zonas rurais», do eixo C, «Desenvolvimento rural», do Plano Estratégico da
Política Agrícola Comum para Portugal (PEPAC Portugal).
Artigo 2.º
Objetivos específicos
1 — Os apoios previstos na presente portaria, no âmbito do eixo C, «Desenvolvimento rural», do
PEPAC Portugal, destinam-se a prosseguir os seguintes objetivos:
a) Contribuir para a atenuação das alterações climáticas e a adaptação às mesmas, nomeada-
mente através da redução das emissões de gases com efeito de estufa e do reforço do sequestro de
carbono, bem como promover a energia sustentável;
b) Promover o emprego, o crescimento, a igualdade de género, nomeadamente a participação das
mulheres no setor da agricultura, a inclusão social e o desenvolvimento local nas zonas rurais, incluindo
a bioeconomia circular e uma silvicultura sustentável.
2 — Os apoios previstos na presente portaria prosseguem, ainda, o objetivo transversal de moder-
nização das áreas agrícolas e rurais, através da promoção e da partilha de conhecimentos, da inovação
e da digitalização na agricultura e nas zonas rurais, e incentivo à sua utilização pelos agricultores.
Artigo 3.º
Definições
Para efeitos de aplicação da presente portaria entende-se por:
a) «Áreas contíguas», áreas confinantes ou que se encontrem separadas por elementos no terreno
com largura igual ou inferior a 20 m, quer naturais quer artificiais, como sejam caminhos, estradas ou
linhas de água;
b) «Áreas integradas de gestão da paisagem (AIGP)» as áreas constituídas ao abrigo do Decreto-Lei
n.º 28-A/2020, de 26 de junho, na sua redação atual;
c) «Certificação da gestão florestal sustentável» o processo através do qual uma entidade certifi-
cadora verifica a conformidade das práticas de gestão florestal definidas por uma entidade gestora ou
entidade individual com o referencial do Programme for the Endorsement of Forest Certification (PEFC)
ou do Forest Stewardship Council (FSC);
d) «Detentor de espaços florestais» o proprietário, usufrutuário, arrendatário ou quem, a qualquer
título, detenha a posse ou a administração dos terrenos que integrem os espaços florestais;
e) «Empresa em dificuldade» a empresa relativamente à qual se verifica, pelo menos, uma das
circunstâncias previstas no n.º 18) do artigo 2.º do Regulamento (UE) n.º 651/2014, da Comissão, na
sua redação atual, na aceção do n.º 59 do artigo 2.º do Regulamento (UE) 2022/2472, da Comissão;
f) «Entidade de gestão florestal (EGF)» a pessoa coletiva de direito privado reconhecida nos termos
do Decreto-Lei n.º 66/2017, de 12 de junho, na sua redação atual;
g) «Entidade gestora de AIGP» as entidades reconhecidas nos termos do Decreto-Lei n.º 28-A/2020,
de 26 de junho, na sua redação atual;
h) «Entidade gestora de baldio», entidade que administra um baldio, nos termos definidos na Lei
n.º 75/2017, de 17 de agosto, na sua redação atual;
Portaria n.º 120/2026/1
i) «Entidade gestora de zona de intervenção florestal», nos termos do Decreto-Lei n.º 127/2005,
de 5 de agosto, na sua redação atual;
j) «Espaço florestal» a superfície ocupada por arvoredos florestais de qualquer porte, por uso
silvopastoril ou por incultos de longa duração, terrenos improdutivos ou estéreis do ponto de vista da
existência de comunidades vegetais e ainda as águas interiores, nos termos definidos pelo Inventário
2/19
1.ª série
N.º 55
19-03-2026
Florestal Nacional, independentemente de desta resultarem produtos enumerados no anexo i do Tratado
de Funcionamento da União Europeia;
k) «Exploração florestal e agroflorestal» a definição constante do Decreto-Lei n.º 16/2009, de
14 de janeiro, na sua redação atual;
l) «Grupos ou agrupamentos de baldios» as entidades constituídas ao abrigo da Lei n.º 75/2017,
de 17 de agosto, na sua redação atual;
m) «Organização de comercialização de produtos da floresta (OCPF)» a organização de produtores
reconhecida ao abrigo da Portaria n.º 298/2019, de 9 de setembro, na sua redação atual;
n) «Organização de produtores florestais (OPF)» a pessoa coletiva reconhecida pelo Instituto da
Conservação da Natureza e das Florestas, I. P. (ICNF, I. P.).
o) «Plano de gestão florestal (PGF)» o instrumento de administração de espaços florestais, nos
termos do Decreto-Lei n.º 16/2009, de 14 de janeiro, na sua redação atual;
p) «Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI)», estudo integrado dos
elementos que regulam as ações de intervenção no âmbito da defesa da floresta contra incêndios num
dado território, regulamentado pelo Decreto-Lei n.º 124/2006, de 28 de junho, na sua redação atual;
q) «Povoamento florestal» a superfície ocupada com árvores florestais, com uma percentagem
de coberto de, pelo menos, 10 % e uma altura superior a 5 m, na maturidade, que ocupem uma área no
mínimo de 0,50 ha e largura média não inferior a 20 m, incluindo os povoamentos jovens, bem como
os quebra-ventos e cortinas de abrigo, conforme definido no Inventário Florestal Nacional;
r) «Programas municipais de execução de gestão integrada de fogos rurais (PME)», definidos no
Decreto-Lei n.º 82/2021, de 13 de outubro, na sua redação atual;
s) «Povoamento em subprodução» o povoamento que apresenta um valor de produção inferior
a 50 % da produção estimada para a estação para a sua idade e fase de exploração em que se encontra;
t) «Programa regional de ordenamento florestal (PROF)» o instrumento de política setorial regu-
lamentado pelo Decreto-Lei n.º 16/2009, de 14 de janeiro, na sua redação atual;
u) «Unidade de gestão florestal (UGF)» a pessoa coletiva de direito privado reconhecida nos termos
do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 66/2017, de 12 de junho, na sua redação atual;
v) «Zona de intervenção florestal (ZIF)» a área territorial constituída conforme estabelecido no
Decreto-Lei n.º 127/2005, de 5 de agosto, na sua redação atual.
Artigo 4.º
Auxílios de Estado
Os apoios no âmbito da presente portaria são concedidos nas condições previstas nos artigos 44.º
e 50.º do Regulamento (UE) 2022/2472, da Comissão, de 14 de dezembro, que declara certas categorias
de auxílios no setor agrícola e florestal e nas zonas rurais compatíveis com o mercado comum, em
aplicação dos artigos 107.º e 108.º do Tratado de Funcionamento da União Europeia.
CAPÍTULO II
Tipologia C.3.2.6, «Melhoria do valor económico das florestas»
Portaria n.º 120/2026/1
Artigo 5.º
Beneficiários
1 — Podem beneficiar do apoio no âmbito da presente portaria as pessoas singulares ou coletivas,
de natureza privada, as autarquias locais e suas associações, que sejam detentoras de espaços florestais.
3/19
1.ª série
N.º 55
19-03-2026
2 — Podem, ainda, beneficiar do apoio no âmbito da presente portaria as entidades gestoras de
baldios e grupos ou agrupamentos de baldios que sejam detentores de espaços florestais.
Artigo 6.º
Tipos de investimento
Os apoios podem ser concedidos para os seguintes tipos de investimento:
a) Recuperação de povoamentos em manifesta subprodução;
b) Melhoria do valor económico das florestas;
c) Diversificação da produção na exploração florestal;
d) Certificação da gestão florestal sustentável;
e) Imateriais.
Artigo 7.º
Critérios de elegibilidade dos beneficiários
1 — Nos termos do disposto no artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 12/2023, de 24 de fevereiro, os can-
didatos aos apoios previstos na presente portaria devem reunir as seguintes condições:
a) Encontrarem-se legalmente constituídos, no caso de pessoas coletivas;
b) Terem a situação tributária e contributiva regularizada perante, respetivamente, a administração
fiscal e a segurança social;
c) Cumprirem as condições legais necessárias ao exercício da respetiva atividade, diretamente
relacionadas com a natureza da operação;
d) Terem a situação regularizada em matéria de reposições, no âmbito do financiamento do FEA-
DER e do FEAGA ou terem constituído garantia a favor do Instituto de Financiamento da Agricultura
e Pescas, I. P. (IFAP, I. P.).
2 — Sem prejuízo dos critérios de elegibilidade referidos no número anterior, os candidatos aos
apoios no âmbito na presente portaria devem ainda cumprir o seguinte:
a) Serem detentores de espaços florestais e, com exceção dos casos definidos em sede de orien-
tação técnica (OT), efetuarem o respetivo registo no sistema de identificação parcelar (SIP), bem como
assegurar a identificação dos polígonos de investimento e respetivas infraestruturas;
b) Não terem sido condenados em processos-crime por factos que envolvam disponibilidades
financeiras no âmbito dos fundos europeus;
c) Possuírem registo e declaração do beneficiário efetivo devidamente atualizada, sempre que se
trate de beneficiários sujeitos ao Regime Jurídico do Registo Central do Beneficiário Efetivo (RCBE).
3 — Os candidatos aos apoios previstos na presente portaria não podem ser empresas em dificul-
dade, na aceção da alínea e) do artigo 3.º da presente portaria, nem sobre estes impender um processo
de recuperação de auxílios de Estado, declarados incompatíveis com o mercado interno, pela Comissão
Europeia.
Portaria n.º 120/2026/1
4 — As condições previstas nas alíneas a), c) e d) do n.º 1, na última parte da alínea a), nas alí-
neas b) e c) do n.º 2 e no n.º 3 do presente artigo devem encontrar-se cumpridas à data da submissão
da candidatura.
5 — A condição prevista na alínea b) do n.º 1 do presente artigo pode ser aferida até ao momento
da apresentação do primeiro pedido de pagamento.
4/19
1.ª série
N.º 55
19-03-2026
6 — A condição de os beneficiários serem detentores de espaços florestais e efetuarem o respetivo
registo no SIP, prevista na primeira parte da alínea a) do n.º 2 do presente artigo, deve encontrar-se
cumprida até à data de submissão autenticada do termo de aceitação.
Artigo 8.º
Critérios de elegibilidade das operações
1 — Podem beneficiar dos apoios previstos na presente portaria as operações que incluam os tipos
de investimento elencados no artigo 6.º que se enquadrem nos objetivos do artigo 2.º e que reúnam,
ainda, as seguintes condições:
a) Incidam em áreas contíguas a intervencionar com dimensão mínima de 0,50 ha;
b) Tenham um investimento total igual ou superior a 5 000 euros;
c) Apresentem coerência técnica;
d) Detenham autorização ou comunicação prévia válida para ações de arborização ou rearboriza-
ção, nos termos do Regime Jurídico das Ações de Arborização e de Rearborização (RJAAR), aprovado
pelo Decreto-Lei n.º 96/2013, de 19 de julho, na sua redação atual.
e) Tenham PGF aprovado, em conformidade com os PROF em vigor, quando obrigatório nos termos
do Decreto-Lei n.º 16/2009, de 14 de janeiro, na sua redação atual;
f) Sejam utilizadas nas ações de rearborização as espécies que constam nos PROF, assim como
outras espécies bem adaptadas às condições edafoclimáticas do local de instalação;
g) Não contemplem investimentos cuja decisão ainda se encontre pendente, ou que já tenham
sido aprovados ou financiados ao abrigo do FEADER, bem como ao abrigo de outros fundos europeus,
exceto nas situações em que tenha sido apresentada desistência.
h) Demonstrem que o investimento contribui para o aumento do valor económico da área inter-
vencionada.
2 — As áreas correspondentes aos investimentos que respeitem exclusivamente a infraestruturas
não são consideradas no âmbito do apuramento do critério de elegibilidade da alínea a) do número
anterior.
3 — Sem prejuízo do disposto nos números seguintes, as condições previstas nas alíneas d) e e)
do n.º 1 do presente artigo devem encontrar-se cumpridas à data de submissão da candidatura.
4 — Quando à data da submissão da candidatura a autorização para ações de arborização ou
rearborização, referida na alínea d) do n.º 1 não tenha sido emitida, tendo sido apresentado o respe-
tivo pedido à entidade competente, considera-se o critério como cumprido desde que a autorização
solicitada seja emitida dentro do prazo de análise da candidatura, nos termos do n.º 3 do artigo 14.º
5 — Quando à data da submissão da candidatura o PGF referido na alínea e) do n.º 1 não se encon-
tre aprovado, mas tenha sido apresentado o respetivo pedido de aprovação no ICNF, I. P., considera-se
o critério como cumprido desde que a sua aprovação pelo ICNF, I. P. decorra dentro do prazo de análise
da candidatura nos termos do n.º 3 do artigo 14.º
Portaria n.º 120/2026/1
Artigo 9.º
Despesas elegíveis e não elegíveis
1 — As despesas elegíveis e não elegíveis são as constantes do anexo i da presente portaria, da
qual faz parte integrante.
5/19
1.ª série
N.º 55
19-03-2026
2 — No âmbito das despesas elegíveis, são despesas complementares as que têm obrigatoria-
mente de ser realizadas em conjunto com, pelo menos, outra despesa elegível nos termos indicados
no anexo referido no número anterior, sendo a complementaridade verificada por local de investimento.
3 — Os limites ao investimento elegível validado em sede de análise definidos no anexo i da presente
portaria são verificados por candidatura, podendo resultar na redução proporcional do investimento
elegível, sem constituir uma alteração à operação, devendo a execução da mesma ser assegurada nos
termos e condições aprovados.
4 — As despesas são elegíveis após a data de submissão da candidatura, com exceção das refe-
ridas nos n.os 24 e 25 do anexo i da presente portaria, que podem ser realizadas até seis meses antes
da referida data.
5 — A rearborização após corte apenas é elegível no caso de se introduzirem alterações na estru-
tura ou composição dos povoamentos que conduzam a um aumento do seu valor económico e, no
caso de povoamentos monoespecíficos, se ocorrer uma diversificação da composição com introdução
de folhosas autóctones, em pelo menos 20 % da área a intervencionar, caso o povoamento se localize
dentro da Rede Nacional de Áreas Protegidas ou Rede Natura 2000.
6 — Não são elegíveis os investimentos que sejam incompatíveis com os compromissos existentes,
anuais ou plurianuais, do PEPAC Portugal, de acordo com informação disponibilizada em www.pepacc.pt.
7 — Não são elegíveis os investimentos propostos para uma determinada área em relação à qual
tenha sido aprovada uma operação similar ou cujos compromissos ou obrigações estejam em vigor,
no âmbito de programas de desenvolvimento rural.
Artigo 10.º
Critérios de seleção das candidaturas
1 — Para efeitos de seleção aos apoios no âmbito da presente portaria, são consideradas as can-
didaturas que preencham, designadamente, os seguintes critérios:
a) Apresentem investimentos em áreas inseridas em ZIF, AIGP, EGF, UGF ou baldios;
b) Apresentem investimentos em áreas de ou sob gestão de OPF e seus associados;
c) Apresentem investimentos inseridos em áreas classificadas, áreas submetidas a regime florestal
ou áreas suscetíveis à desertificação;
d) Apresentem investimentos em povoamentos florestais com espécies a privilegiar nos PROF;
e) Apresentem investimentos em espaços florestais com certificação de gestão florestal susten-
tável.
2 — A hierarquização dos critérios constantes do número anterior, bem como os respetivos fatores,
fórmulas, ponderação e critérios de desempate são definidos pela autoridade de gestão do PEPAC no
continente e constam no aviso para apresentação de candidaturas.
Artigo 11.º
Forma, nível e limites do apoio
1 — Os apoios no âmbito do presente capítulo são concedidos sob a forma de subvenção não
Portaria n.º 120/2026/1
reembolsável.
2 — Os apoios a conceder no âmbito da presente portaria podem assumir as seguintes formas:
a) Reembolso de custos elegíveis efetivamente incorridos e pagos pelo beneficiário;
b) Custos unitários.
6/19
1.ª série
N.º 55
19-03-2026
3 — A forma do apoio a conceder é definida nos avisos para apresentação de candidaturas.
4 — Caso os apoios assumam a forma de custos unitários, são publicitados em anexo ao respetivo
aviso para apresentação de candidaturas, ou orientação técnica da respetiva intervenção ou tipologia.
5 — Os apoios previstos na presente portaria, para as tipologias relativas à intervenção C.3.2, «Sil-
vicultura sustentável», são cumuláveis entre si, não sendo contabilizado para este efeito o investimento
destinado às tipologias C.3.2.4, «Restabelecimento do potencial silvícola na sequência de catástrofes
naturais, de fenómenos climatéricos adversos ou de acontecimentos catastróficos», C.3.2.7, «Gestão
da fauna selvagem», e C.3.2.8, «Prémio à perda de rendimento e à manutenção de investimentos flo-
restais», desde que respeitem as seguintes condições:
a) Investimento elegível apurado em sede de análise da candidatura até ao limite de 3 milhões
de euros por ZIF, AIGP, e grupo ou agrupamento de baldios, EGF, UGF e por mata nacional e perímetro
florestal;
b) Investimento elegível apurado em sede de análise da candidatura até ao limite de 1,5 milhões
de euros para os restantes beneficiários.
6 — Se o valor acumulado de investimento elegível, validado em sede de análise de candidatura,
exceder os limites previstos no número anterior, o mesmo é sujeito a redução proporcional, devendo
a execução da operação ser assegurada nos termos e condições aprovados.
7 — Para efeitos dos números anteriores, considera-se um só beneficiário o candidato que, de
forma direta ou indireta, detém ou é detido em pelo menos 50 % do capital por outro beneficiário ou
candidato, bem como quando o candidato ou beneficiário é detido, de forma direta ou indireta, em pelo
menos 50 % do capital, pelo mesmo substrato pessoal, ainda que a pessoa ou pessoas que o integram
não sejam candidatos.
8 — Sem prejuízo do disposto no n.º 5 do presente artigo, os níveis dos apoios a conceder constam
no anexo ii da presente portaria, da qual faz parte integrante.
9 — Para os beneficiários que sejam pessoas singulares ou coletivas privadas, exceto entidades
gestoras de ZIF e AIGP, EGF, UGF e OPF, quando o valor do investimento elegível por candidatura apurado
em sede de análise exceder os 250 mil euros, aplicam-se as seguintes reduções:
a) 10 pontos percentuais (p. p.) nos níveis de apoio previstos, se o valor do investimento elegível
for superior a 250 mil euros e igual ou inferior a 500 mil euros;
b) 20 p. p. nos níveis de apoio previstos, se o valor do investimento elegível for superior a 500 mil
euros.
10 — A redução dos níveis de apoio prevista no número anterior aplica-se de forma progressiva
aos valores correspondentes a cada escalão, sendo aplicado, a todos os investimentos elegíveis, o nível
de apoio médio ponderado resultante, que vigora durante toda a execução do projeto.
CAPÍTULO III
Procedimento
Artigo 12.º
Apresentação das candidaturas
Portaria n.º 120/2026/1
A apresentação das candidaturas efetua-se através da submissão de formulário eletrónico dis-
ponível no portal da agricultura, em https://agricultura.gov.pt/ e no portal da autoridade de gestão do
PEPAC no continente, em www.pepacc.pt, e está sujeita a confirmação por via eletrónica, a efetuar
pela autoridade de gestão, considerando-se a data de submissão como a data de apresentação da
candidatura.
7/19
1.ª série
N.º 55
19-03-2026
Artigo 13.º
Avisos
1 — Os avisos para apresentação de candidaturas são aprovados pelo presidente da comissão
diretiva da autoridade de gestão do PEPAC no continente, após parecer vinculativo prévio da autoridade
de gestão nacional, e indicam, nomeadamente, o seguinte:
a) A intervenção e tipologia;
b) A natureza dos beneficiários;
c) O âmbito geográfico da intervenção a apoiar;
d) A dotação orçamental indicativa;
e) O número limite de candidaturas a apresentar por beneficiário;
f) As orientações técnicas a observar;
g) Os critérios de seleção e respetiva metodologia de avaliação;
h) O processo de divulgação dos resultados;
i) O prazo para apresentação de candidaturas;
j) A forma do apoio a conceder;
k) Os prazos máximos para os beneficiários iniciarem e concluírem a execução física e financeira
das operações, quando sejam mais restritivos do que os previstos no artigo 17.º
2 — Os avisos para apresentação de candidaturas podem prever dotações, tipos de investimento
e despesas elegíveis específicas para determinadas operações a apoiar.
3 — Os avisos para apresentação das candidaturas são divulgados no portal da agricultura,
em https://agricultura.gov.pt/, e no portal da autoridade de gestão do PEPAC no continente, em
www.pepacc.pt.
Artigo 14.º
Análise e decisão das candidaturas
1 — A autoridade de gestão do PEPAC no continente, ou as entidades com competências delega-
das para o efeito, emitem parecer sobre as candidaturas, do qual consta a apreciação do cumprimento
dos critérios de elegibilidade dos beneficiários e das operações, bem como dos critérios de seleção, do
apuramento do montante do custo total elegível e do nível de apoio previsional.
2 — Sem prejuízo do disposto no n.º 4 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 12/2023, de 24 de fevereiro,
são solicitados aos candidatos, quando se justifique, documentos, esclarecimentos ou informações
complementares, constituindo a falta de entrega dos mesmos ou a ausência de resposta, fundamento
para a não aprovação da candidatura.
3 — O parecer referido no n.º 1 é emitido num prazo máximo de 45 dias úteis contados a partir da
data-limite de apresentação das candidaturas.
4 — O secretariado técnico da autoridade de gestão do PEPAC no continente aplica os critérios
Portaria n.º 120/2026/1
de seleção em função da dotação orçamental referida no respetivo aviso e submete à decisão do pre-
sidente da comissão diretiva.
5 — Antes de ser adotada a decisão final, os candidatos são ouvidos, nos termos do Código do
Procedimento Administrativo, designadamente quanto à eventual intenção de indeferimento total ou
parcial e respetivos fundamentos.
8/19
1.ª série
N.º 55
19-03-2026
6 — As candidaturas são objeto de decisão pelo presidente da comissão diretiva da autoridade
de gestão do PEPAC no continente no prazo de 60 dias úteis contados a partir da data-limite para
a respetiva apresentação, após audição da comissão de gestão, sendo a mesma comunicada aos
candidatos pela autoridade de gestão do PEPAC no continente, no prazo máximo de cinco dias úteis
a contar da data da decisão.
Artigo 15.º
Termo de aceitação
1 — A aceitação do apoio é efetuada mediante submissão eletrónica e autenticação de termo de
aceitação, nos termos do artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 12/2023, de 24 de fevereiro, de acordo com os
procedimentos aprovados pelo IFAP, I. P., e divulgados no respetivo portal, em www.ifap.pt.
2 — O beneficiário dispõe de 30 dias úteis para a submissão eletrónica e autenticação do termo
de aceitação, a contar da data da notificação da disponibilização do mesmo, sob pena de caducidade
da decisão de aprovação da candidatura, nos termos do disposto no n.º 2 do artigo 12.º do Decreto-Lei
n.º 12/2023, de 24 de fevereiro, salvo motivo justificado, não imputável ao beneficiário e aceite pela
autoridade de gestão do PEPAC no continente.
Artigo 16.º
Obrigações dos beneficiários
1 — Nos termos do disposto no artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 12/2023, de 24 de fevereiro, os
beneficiários dos apoios na presente portaria são obrigados a:
a) Executar as operações nos termos, condições e resultados aprovados;
b) Evidenciar o apoio financeiro recebido, inclusive mediante a utilização do emblema da União
Europeia, em conformidade com as regras estabelecidas pela Comissão nos respetivos regulamentos
de execução;
c) Permitir o acesso aos locais de realização da operação e àqueles onde se encontrem os ele-
mentos e documentos necessários ao acompanhamento e controlo do projeto aprovado;
d) Conservar os documentos relativos à realização da operação, em suporte digital ou papel,
durante o prazo de três anos, a contar da data do encerramento ou da aceitação da Comissão Europeia
sobre a declaração de encerramento do PEPAC Portugal, consoante a fase em que o encerramento da
operação tenha ocorrido, ou pelo prazo estabelecido na legislação nacional aplicável ou na legislação
específica em matéria de auxílios de Estado, se estas estabelecerem prazo superior;
e) Manter as condições legais necessárias ao exercício da atividade;
f) Ter um sistema de contabilidade organizada ou simplificada, de acordo com o legalmente exigido;
g) Dispor de um processo relativo à operação, preferencialmente em suporte digital, com toda
a documentação relacionada com a mesma devidamente organizada, incluindo o suporte de um sistema
de contabilidade para todas as transações referentes à operação;
h) Fornecer à autoridade de gestão do PEPAC no continente, ou às entidades com competências
delegadas para o efeito, todas as informações necessárias para efeitos de acompanhamento e de
avaliação do PEPAC Portugal;
Portaria n.º 120/2026/1
i) Respeitar os princípios da transparência, da concorrência e da boa gestão dos dinheiros públi-
cos, de modo a prevenir situações suscetíveis de configurar conflito de interesses, designadamente
nas relações estabelecidas entre os beneficiários e os seus fornecedores ou prestadores de serviços;
j) Repor os montantes indevidamente recebidos e cumprir as sanções administrativas aplicadas.
9/19
1.ª série
N.º 55
19-03-2026
2 — Além do disposto no artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 12/2023, de 24 de fevereiro, referido no
número anterior, os beneficiários dos apoios previstos na presente portaria são, ainda, obrigados a:
a) Comprovar o início da execução física da operação, no prazo definido para o efeito, através da
apresentação de pedido de pagamento no mesmo prazo, não relevando para este efeito o pedido de
pagamento a título de adiantamento, sem prejuízo do disposto do n.º 6 do presente artigo;
b) Cumprir os normativos legais em matéria de contratação pública relativamente à execução das
operações, quando aplicável;
c) Garantir que todos os pagamentos e recebimentos referentes à operação são efetuados através
de conta bancária única, ainda que não exclusiva, do beneficiário, exceto em situações devidamente
justificadas em sede de pedido de pagamento;
d) Manter a situação tributária e contributiva regularizada perante a administração fiscal e a segu-
rança social, a qual é aferida em cada pedido de pagamento;
e) Não locar ou alienar os equipamentos, os povoamentos florestais e as instalações cofinanciadas,
durante o período de cinco anos, a contar da liquidação do último pagamento, sem prévia autorização
da autoridade de gestão do PEPAC no continente;
f) Comprovar a não interrupção da execução da operação, por período superior a 90 dias seguidos
através da apresentação de pedido de pagamento no mesmo prazo, não relevando para este efeito
o pedido de pagamento a título de adiantamento, sem prejuízo do disposto do n.º 6 do presente artigo;
g) Manter, durante um período de cinco anos a contar da liquidação do último pedido de pagamento,
a detenção das áreas a intervencionar correspondentes ao polígono de investimento ou a titularidade
das parcelas que o intersetam e, neste último, o respetivo registo atualizado no SIP;
h) Comunicar, à entidade responsável pela monitorização da execução da operação, conforme iden-
tificada na OT, com uma antecedência mínima de três dias úteis, a data de execução dos investimentos
com abertura de covas com broca, fertilização, correção de pH do solo e rega, devendo o beneficiário
assegurar a submissão, no SIP, das fotografias digitais georreferenciadas daqueles investimentos,
aquando da sua execução.
3 — Os beneficiários dos apoios previstos na presente portaria, para além do disposto nos números
anteriores, devem manter os critérios de seleção que tenham contribuído para a pontuação da valia
global da operação (VGO), previstos no correspondente aviso para apresentação de candidaturas, nos
termos e condições aprovados.
4 — Em casos excecionais e devidamente justificados, o presidente da comissão diretiva da auto-
ridade de gestão do PEPAC no continente pode autorizar a prorrogação dos prazos estabelecidos nas
alíneas a) e f) do n.º 2 do presente artigo.
5 — O incumprimento das obrigações previstas nas alíneas a) e f) do n.º 2 do presente artigo
constitui fundamento suscetível de determinar a revogação da decisão de aprovação.
6 — No caso de operação inteiramente sujeita a custos unitários, as obrigações previstas nas
alíneas a) e f) do n.º 2 são comprovadas através da submissão de pedido de pagamento ou da apre-
sentação de fotografia digital georreferenciada e datada, recolhida dentro do prazo definido ou através
da apresentação de documento comprovativo a definir em normativo específico.
7 — O incumprimento dos prazos de execução previstos no artigo seguinte constitui fundamento
suscetível de determinar a revogação da decisão de aprovação.
Portaria n.º 120/2026/1
Artigo 17.º
Execução das operações
1 — Os prazos máximos para os beneficiários iniciarem e concluírem a execução física e finan-
ceira das operações são, respetivamente, de 6 e 24 meses contados a partir da data da submissão
10/19
1.ª série
N.º 55
19-03-2026
autenticada do termo de aceitação, sem prejuízo do previsto nos avisos de abertura do período de
apresentação de candidaturas.
2 — Em casos excecionais e devidamente justificados, o presidente da comissão diretiva da
autoridade de gestão do PEPAC no continente pode autorizar a prorrogação dos prazos previstos no
número anterior.
Artigo 18.º
Pedidos de alteração
1 — Após a data da submissão autenticada do termo de aceitação, caso se verifique qualquer
ocorrência excecional e impossível de prever aquando da apresentação da candidatura, que justifique
a necessidade de proceder a alterações ao projeto aprovado, nomeadamente no que diz respeito à sua
titularidade, localização, componentes de investimento e prazos de execução, os beneficiários podem
apresentar pedido de alteração, nos termos previstos em orientação técnica transversal (OTT) divulgada
no portal da Agricultura, em https://agricultura.gov.pt/, e no portal da autoridade de gestão do PEPAC
no continente, em www.pepacc.pt.
2 — A alteração proposta não pode alterar substancialmente a natureza do projeto aprovado, os
seus objetivos ou as condições de realização, de forma a comprometer os seus objetivos originais.
Artigo 19.º
Apresentação dos pedidos de pagamento
1 — A apresentação dos pedidos de pagamento efetua-se através de submissão de formulário
eletrónico disponível no portal da Agricultura, em https://agricultura.gov.pt/, e no portal do IFAP, I. P.,
em www.ifap.pt, considerando-se a data de submissão como a data de apresentação do pedido de
pagamento, nos termos previstos em OT a emitir pelo IFAP, I. P.
2 — O pedido de pagamento reporta-se às despesas efetivamente realizadas e pagas, devendo os
respetivos comprovativos e demais documentos que o integram ser submetidos eletronicamente de
acordo com os procedimentos aprovados pelo IFAP, I. P., e divulgados no respetivo portal, em www.ifap.pt.
3 — Apenas são aceites os pedidos de pagamentos relativos a despesas pagas por transferência
bancária, débito em conta ou cheque, comprovados por extrato bancário da conta bancária específica
afeta à operação, nos termos previstos no termo de aceitação e nos números seguintes do presente
artigo.
4 — Pode ser apresentado um pedido de pagamento a título de adiantamento sobre o valor do
investimento elegível, no máximo até 50 % da despesa pública aprovada, mediante a constituição de
garantia a favor do IFAP, I. P., correspondente a 100 % do montante do adiantamento.
5 — A regularização do adiantamento previsto no número anterior é efetuada de forma proporcional
nos pedidos de pagamento apresentados no decurso da operação.
6 — Cada pedido de pagamento deve representar no mínimo 10 % do montante da despesa pública
aprovada.
7 — Devem ser apresentados pedidos de pagamento intercalares no prazo máximo de 90 dias
seguidos, a contar da data de liquidação do anterior pedido.
Portaria n.º 120/2026/1
8 — O último pedido de pagamento deve ser submetido no prazo máximo de 90 dias seguidos
a contar da data de conclusão da operação, sob pena de indeferimento.
9 — Em casos excecionais e devidamente justificados, o IFAP, I. P. pode autorizar a prorrogação
do prazo estabelecido no número anterior.
11/19
1.ª série
N.º 55
19-03-2026
10 — Em cada pedido de pagamento é obrigatória a apresentação da cartografia que evidencie
as áreas intervencionadas que estão a ser objeto de pedido de apoio, de acordo com as orientações
emitidas pelo IFAP, I. P.
11 — O disposto nos n.os 2 e 3 não é aplicável aos projetos exclusivamente aprovados com custos
unitários, sendo o número máximo de pedidos de pagamento definido no respetivo aviso para apre-
sentação de candidaturas.
12 — No ano do encerramento do PEPAC, o último pedido de pagamento deve ser submetido até
seis meses antes da respetiva data de encerramento, a qual é divulgada no portal do IFAP, I. P., em
www.ifap.pt, e no portal da autoridade de gestão do PEPAC no continente, em www.pepacc.pt.
Artigo 20.º
Análise e decisão dos pedidos de pagamento
1 — O IFAP, I. P., ou as entidades a quem este delegar poderes para o efeito, analisam os pedidos
de pagamento e emitem parecer no prazo máximo de 45 dias úteis, contados a partir da data de sub-
missão dos pedidos.
2 — Podem ser solicitados aos beneficiários elementos complementares, constituindo a falta de
entrega dos mesmos ou a ausência de resposta fundamento para a não aprovação do pedido.
3 — Do parecer referido no n.º 1 resulta o apuramento da despesa elegível, o montante a pagar ao
beneficiário e a validação da despesa constante do respetivo pedido de pagamento.
4 — O IFAP, I. P., após emissão ou receção do parecer referido nos números anteriores, adota os
procedimentos necessários ao respetivo pagamento.
5 — Os critérios de realização das visitas ao local da operação, durante o seu período de execução,
são definidos de acordo com o disposto no Regulamento (UE) 2021/2116, do Parlamento Europeu e do
Conselho.
Artigo 21.º
Pagamentos
1 — Os pagamentos dos apoios são efetuados pelo IFAP, I. P., de acordo com o calendário anual
definido antes do início de cada ano civil, o qual é divulgado no respetivo portal, em www.ifap.pt.
2 — Os pagamentos dos apoios são efetuados por transferência bancária para a conta referida
na alínea c) do n.º 2 do artigo 16.º
Artigo 22.º
Controlo
As operações objeto de apoio, incluindo a candidatura e os pedidos de pagamento, estão sujeitas
a controlos administrativos, in loco ou por teledeteção, nos termos do Regulamento (UE) 2021/2116.
Artigo 23.º
Portaria n.º 120/2026/1
Reduções e exclusões
1 — Em caso de incumprimento ou qualquer irregularidade detetada, são aplicáveis as disposi-
ções nacionais em conjugação com o previsto no título iv do Regulamento (UE) 2021/2116, bem como
o disposto no artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 12/2023, de 24 de fevereiro, relativo à perenidade.
12/19
1.ª série
N.º 55
19-03-2026
2 — Para efeitos do número anterior, e sem prejuízo das regras estabelecidas no regulamento
anexo à Portaria n.º 54-L/2023, de 27 de fevereiro, na sua redação atual, em matéria de recuperação
de apoios indevidamente recebidos, são aplicáveis as reduções e exclusões dos apoios concedidos
ou a conceder de acordo com o previsto no anexo iii da presente portaria, da qual faz parte integrante.
3 — Caso se verifique uma diferença entre o montante declarado e o montante validado superior
a 10 %, o apoio é reduzido na mesma proporção, sendo ainda aplicada uma redução adicional no mon-
tante correspondente à diferença apurada.
4 — A soma das reduções referidas nos números anteriores não pode ser superior à recuperação
total do apoio.
CAPÍTULO IV
Disposições finais
Artigo 24.º
Contributo para o desempenho do PEPAC Portugal
1 — A tipologia prevista na presente portaria contribui para os objetivos específicos estabelecidos
no n.º 1 do artigo 6.º do Regulamento (UE) 2021/2115, nomeadamente os constantes do artigo 2.º da
presente portaria.
2 — Para efeitos do cumprimento das metas dos indicadores de resultados do PEPAC Portugal,
relevam os seguintes indicadores estabelecidos no anexo i do Regulamento (UE) 2021/2115:
a) R.17 — Zonas apoiadas para fins de florestação, agrossilvicultura e restauração, com respetiva
repartição;
b) R.18 — Investimento total para melhorar o desempenho do setor florestal;
c) R.27 — Número de operações que contribuam para a sustentabilidade ambiental e para con-
cretizar a atenuação e a adaptação às alterações climáticas nas zonas rurais.
Artigo 25.º
Produção de efeitos
A presente portaria produz efeitos a partir da data da sua assinatura.
O Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, em 15 de março de 2026.
Portaria n.º 120/2026/1
13/19
1.ª série
N.º 55
19-03-2026
ANEXO I
Despesas elegíveis e não elegíveis
(a que se referem os n.os 1, 3 e 4 do artigo 9.º)
Despesas elegíveis
Tipo de investimento Despesas elegíveis
Recuperação de povoamentos em mani- 1 — Rearborização de povoamentos em subprodução após corte, através de plantação
festa subprodução ou sementeira.
2 — Corte e arranque de povoamentos em subprodução.
3 — Destruição de cepos.
4 — Rega das plantas instaladas durante o período de execução.
5 — Correção e fertilização do solo.
6 — Aquisição e instalação de proteções individuais de plantas para melhorar as con-
dições microclimáticas.
7 — Aquisição e instalação de vedações, para proteção dos povoamentos contra a ação
do gado ou fauna selvagem.
8 — Construção e manutenção de rede viária e divisional na área a intervencionar.
Melhoria do valor económico da floresta 9 — Redução de densidades.
10 — Seleção de varas.
11 — Podas e desramações.
12 — Seleção das árvores de futuro.
13 — Enxertias.
14 — Correção e fertilização do solo.
15 — Controlo da vegetação espontânea.
16 — Aquisição de máquinas e equipamentos: motosserras, motorroçadoras, corta-matos
e estilhaçadores ou trituradores móveis.
17 — Construção e manutenção de rede viária e divisional na área a intervencionar.
Diversificação da produção na explo- 18 — Aquisição e aplicação de inóculo de cogumelos comestíveis em povoamentos
ração florestal florestais.
19 — Aquisição de sementes e cuvetes.
20 — Correção e fertilização do solo.
21 — Aquisição e instalação de vedações, para proteção dos povoamentos contra a ação
do gado ou fauna selvagem.
22 — Construção e manutenção de rede viária e divisional na área a intervencionar.
Certificação da gestão florestal sus- 23 — Certificação da gestão florestal sustentável, ao nível individual ou adesão a siste-
tentável mas existentes de grupo ou regionais — Custos relativos à obtenção de certificação da
gestão florestal, enquanto despesa complementar das despesas 1 a 22, ou associada
às restantes tipologias da intervenção C.3.2 do PEPAC:
— Aquisição de serviços de consultoria para o desenvolvimento de atividades prepa-
Portaria n.º 120/2026/1
ratórias;
— Custos com auditorias internas do sistema de certificação e outros controlos adi-
cionais;
— Custos das auditorias de terceira parte (auditoria de concessão) e emissão do cer-
tificado.
14/19
1.ª série
N.º 55
19-03-2026
Tipo de investimento Despesas elegíveis
Imateriais 24 — Elaboração do PGF, incluindo os custos de levantamento perimetral em áreas sem
cadastro geométrico, bem como a elaboração do RJAAR, com um limite máximo de
6 000,00 € por candidatura.
25 — Elaboração e acompanhamento da candidatura incluindo a cartografia digital, com
um limite máximo de 4 000,00 € por candidatura.
Limites às elegibilidades
26 — As despesas 2 a 8 apenas são elegíveis enquanto despesas complementares da despesa
elegível 1.
27 — Para a despesa de rega apenas são elegíveis as operações localizadas, após plantação,
efetuadas com recurso a trator e cisterna, e, no máximo, quatro regas durante o período de execução
da operação, exceto para espécies de rápido crescimento exploradas em rotações inferiores a 20 anos.
28 — As despesas referentes à correção e fertilização do solo apenas são consideradas elegíveis
mediante apresentação de análise de solo que justifique a operação.
29 — O investimento elegível da despesa 7 encontra-se limitado a 20 % do investimento elegível
das despesas 1 a 6.
30 — O investimento elegível da despesa 8 encontra-se limitado a 40 % do investimento elegível
das despesas 1 a 7.
31 — A despesa 15 apenas é elegível enquanto despesa complementar das despesas elegíveis 9
a 14.
32 — O investimento elegível da despesa 16 encontra-se limitado a 40 % do investimento elegível
das despesas 9 a 15.
33 — O investimento elegível da despesa 17 encontra-se limitado a 40 % do investimento elegível
das despesas 9 a 15.
34 — O investimento elegível da despesa 21 encontra-se limitado a 20 % do investimento elegível
das despesas 18 a 20.
35 — O investimento elegível da despesa 22 encontra-se limitado a 40 % do investimento elegível
das despesas 18 a 21.
36 — As despesas 18 a 25 são complementares das despesas 1 a 17.
Portaria n.º 120/2026/1
15/19
1.ª série
N.º 55
19-03-2026
Despesas não elegíveis
Investimentos materiais Investimentos imateriais
37 — Bens de equipamento em estado de uso. 43 — Componentes do imobilizado incorpóreo, tais como des-
pesas de constituição e de concursos.
38 — Obras provisórias não diretamente ligadas à execução
da operação. 44 — Juros durante a realização do investimento e fundo de
maneio.
39 — Ações a realizar em espaços florestais integrados nos
perímetros urbanos definidos nos instrumentos de gestão terri- 45 — Custos relacionados com contratos de locação financeira
torial vinculativos para os particulares, com exceção dos afetos como a margem do locador, os custos do refinanciamento dos
à estrutura ecológica definida nos Planos Municipais de Orde- juros, as despesas gerais e os prémios de seguro.
namento do Território (PMOT).
46 — Despesas de pré-financiamento e de preparação de pro-
40 — Ações de arborização ou rearborização de áreas que cessos de contratação de empréstimos bancários e quaisquer
integrem perímetros de emparcelamento, nos termos da Lei outros encargos inerentes a financiamentos.
n.º 111/2015, de 27 de agosto, na sua redação atual, exceto
quando incide sobre uma área destinada a utilização florestal
no plano de uso do solo do projeto de emparcelamento aprovado
e tenha um parecer favorável da Direção-Geral de Agricultura
e Desenvolvimento Rural.
41 — Ações de arborização ou rearborização de áreas de uso
agrícola beneficiadas por obras de fomento hidroagrícola ou de
terrenos para os quais haja projetos de execução já aprovados,
com exceção dos solos das classes v, vi e vii de aptidão ao
regadio, nas condições estabelecidas no Decreto Regulamentar
n.º 84/82, de 4 de novembro, na sua redação atual.
42 — Ações de arborização ou rearborização de áreas localiza-
das nas envolventes aos aglomerados populacionais, parques
de campismo, infraestruturas e parques de lazer e de recreio,
parques e polígonos industriais, plataformas logísticas e aterros
sanitários, numa faixa de largura igual a 100 m no PMDFCI, PME
ou documento equivalente, consoante o instrumento vigente no
momento da candidatura, aplicável, bem como a edificações,
numa faixa de largura igual a 50 m, ou com a dimensão que
esteja definida em sede de PMDFCI, PME ou documento equi-
valente, se aplicável.
47 — Bens cuja amortização a legislação fiscal permita ser efetuada num único ano.
48 — IVA recuperável.
ANEXO II
Níveis e limites de apoio
(a que se refere o n.º 8 do artigo 11.º)
Regiões de mon- Outras regiões
Tipo de beneficiário Tipo de investimento Restantes regiões
tanha desfavorecidas
OCPF e seus membros, OPF e seus Em espécies exploradas em rotações 40 % 35 % 30 %
Portaria n.º 120/2026/1
associados, EG de ZIF, AIGP, ou de bal- inferiores a 20 anos
dios, EGF, UGF, e entidades da admi-
nistração local, ou beneficiários com Instalação de povoamentos de folho- 50 % 45 % 40 %
certificação sas autóctones, em pelo menos 25 %
da área a recuperar
Outros investimentos 50 % 45 % 40 %
16/19
1.ª série
N.º 55
19-03-2026
Regiões de mon- Outras regiões
Tipo de beneficiário Tipo de investimento Restantes regiões
tanha desfavorecidas
Restantes beneficiários Em espécies exploradas em rotações 40 % 35 % 30 %
inferiores a 20 anos
Instalação de povoamentos de folho- 50 % 45 % 40 %
sas autóctones, em pelo menos 25 %
da área a recuperar
Outros investimentos 40 % 35 % 30 %
O nível de apoio aplicável às despesas 23, 24 e 25, constantes no anexo i da presente portaria,
corresponde ao nível de apoio dos investimentos aplicável às «Restantes regiões», variando com o tipo
de beneficiário. No caso de a candidatura incluir tipos de investimento com diferentes níveis de apoio,
aplica-se a média ponderada dos níveis de apoio das despesas elegíveis 1 a 22.
ANEXO III
Reduções e exclusões
(a que se refere o n.º 2 do artigo 23.º)
Número
Artigo 16.º Obrigações dos beneficiários de incumprimentos Consequências do incumprimento
verificados
N.º 1, a) Executar as operações nos termos, condições e resul- 1 Redução dos pagamentos do apoio, já rea-
tados aprovados. lizados ou a realizar, numa percentagem
de 5 %.
2 ou mais Redução dos pagamentos do apoio, já rea-
lizados ou a realizar, numa percentagem
de 15 %.
N.º 1, b) Evidenciar o apoio financeiro recebido, inclusive 1 Redução dos pagamentos do apoio, já rea-
mediante a utilização do emblema da União Europeia, lizados ou a realizar, numa percentagem
em conformidade com as regras estabelecidas pela de 5 %.
Comissão nos respetivos regulamentos de execução.
2 ou mais Redução dos pagamentos do apoio, já rea-
lizados ou a realizar, numa percentagem
de 15 %.
N.º 1, c) Permitir o acesso aos locais de realização da ope- 1 ou mais Redução dos pagamentos do apoio, já rea-
ração e àqueles onde se encontrem os elementos lizados ou a realizar, numa percentagem
e documentos necessários ao acompanhamento de 100 %.
e controlo do projeto aprovado.
N.º 1, d) Conservar os documentos relativos à realização 1 ou mais Redução dos pagamentos do apoio, já rea-
da operação, em suporte digital ou papel, durante lizados ou a realizar, numa percentagem
o prazo de três anos, a contar da data do encerra- de 2 %.
mento ou da aceitação da Comissão Europeia sobre
a declaração de encerramento do PEPAC Portugal,
consoante a fase em que o encerramento da ope-
ração tenha ocorrido, ou pelo prazo estabelecido
na legislação nacional aplicável ou na legislação
específica em matéria de auxílios de Estado, se estas
estabelecerem prazo superior.
Portaria n.º 120/2026/1
N.º 1, e) Manter as condições legais necessárias ao exercício 1 Redução dos pagamentos do apoio, já rea-
da atividade. lizados ou a realizar, numa percentagem
de 5 %.
2 ou mais Redução dos pagamentos do apoio, já rea-
lizados ou a realizar, numa percentagem
de 15 %.
17/19
1.ª série
N.º 55
19-03-2026
Número
Artigo 16.º Obrigações dos beneficiários de incumprimentos Consequências do incumprimento
verificados
N.º 1, f) Ter um sistema de contabilidade organizada ou sim- 1 Redução dos pagamentos do apoio, já rea-
plificada, de acordo com o legalmente exigido. lizados ou a realizar, numa percentagem
de 5 %.
2 ou mais Redução dos pagamentos do apoio, já rea-
lizados ou a realizar, numa percentagem
de 15 %.
N.º 1, g) Dispor de um processo relativo à operação, prefe- 1 ou mais Redução dos pagamentos do apoio, já rea-
rencialmente em suporte digital, com toda a docu- lizados ou a realizar, numa percentagem
mentação relacionada com a mesma devidamente de 2 %.
organizada, incluindo o suporte de um sistema de
contabilidade para todas as transações referentes
à operação.
N.º 1, h) Fornecer à autoridade de gestão do PEPAC no conti- 1 ou mais Redução dos pagamentos do apoio, já rea-
nente, ou às entidades com competências delegadas lizados ou a realizar, numa percentagem
para o efeito, todas as informações necessárias para de 2 %.
efeitos de acompanhamento e de avaliação do PEPAC
Portugal.
N.º 1, i) Respeitar os princípios da transparência, da concor- 1 Redução do pagamento do apoio, numa per-
rência e da boa gestão dos dinheiros públicos, de centagem de 20 % sobre a despesa objeto
modo a prevenir situações suscetíveis de configurar de incumprimento.
conflito de interesses, designadamente nas relações
estabelecidas entre os beneficiários e os seus forne- 2 ou mais Redução do pagamento do apoio, numa per-
cedores ou prestadores de serviços. centagem de 40 %, sobre a despesa objeto
de incumprimento.
N.º 2, b) Cumprir os normativos legais em matéria de contra- Não aplicável Redução dos pagamentos dos apoios, já
tação pública relativamente à execução das opera- realizados ou a realizar, conforme norma
ções, quando aplicável. divulgada pelo IFAP, I. P., e de acordo com
as orientações da Comissão para determi-
nação das correções a aplicar às despesas
cofinanciadas em caso de incumprimento
das regras de contratos públicos.
N.º 2, c) Garantir que todos os pagamentos e recebimentos Não aplicável Exclusão dos pagamentos dos apoios já
referentes à operação são efetuados através de conta realizados ou a realizar, relativos aos inves-
bancária única, ainda que não exclusiva, do benefi- timentos pagos por conta que não a conta
ciário, exceto em situações devidamente justificadas única e não exclusiva, em situações não
em sede de pedido de pagamento. devidamente justificadas.
N.º 2, e) Não locar ou alienar os equipamentos, os povoamen- Não aplicável Exclusão dos pagamentos dos apoios, já
tos florestais e as instalações cofinanciadas, durante realizados, relativos aos investimentos loca-
o período de cinco anos a contar da liquidação do dos ou alienados, com aplicação adicional
último pagamento, sem a prévia autorização da auto- de uma redução de 2 % sobre a totalidade
ridade de gestão do PEPAC no continente. dos pagamentos efetuados.
N.º 2, g) Manter, durante um período de cinco anos a contar da Não aplicável Redução proporcional ao período de incum-
liquidação do último pedido de pagamento, a deten- primento dos pagamentos já realizados.
ção das áreas a intervencionar correspondentes ao
polígono de investimento ou a titularidade das par-
celas que o intersetam e, neste último, o respetivo
registo atualizado no SIP.
N.º 2, h) Comunicar à entidade responsável pela monitoriza- Não aplicável Exclusão dos pagamentos dos apoios já
ção da execução da operação, conforme identificada realizados ou a realizar, relativos aos inves-
na OT, com uma antecedência mínima de três dias timentos que não foram objeto de comuni-
Portaria n.º 120/2026/1
úteis, a data de execução dos investimentos com cação prévia à entidade responsável pela
abertura de covas com broca, fertilização, correção monitorização da execução da operação
de pH do solo e rega, devendo o beneficiário asse- e para os quais não foi assegurada a sub-
gurar a submissão, no SIP, das fotografias digitais missão de fotografias georreferenciadas
georreferenciadas daqueles investimentos, aquando no SIP.
da sua execução.
18/19
1.ª série
N.º 55
19-03-2026
Número
Artigo 16.º Obrigações dos beneficiários de incumprimentos Consequências do incumprimento
verificados
N.º 3 Manter os critérios de seleção que tenham contri- Não aplicável Devolução integral do apoio — caso a ope-
buído para a pontuação da VGO, previstos no corres- ração adquira uma pontuação inferior
pondente aviso para apresentação de candidaturas, à pontuação obtida pela última candidatura
nos termos e condições aprovados. aprovada, de acordo com a hierarquização
realizada no correspondente aviso.
119948018
Portaria n.º 120/2026/1
19/19
1.ª série
N.º 55
19-03-2026
AGRICULTURA E MAR
Portaria n.º 121/2026/1, de 19 de março
Sumário: Estabelece o regime específico dos apoios a conceder ao abrigo do artigo 73.º do Regulamento
(UE) 2021/2115, do Parlamento Europeu e do Conselho, no que se refere à tipologia C.3.2.5,
«Promoção dos serviços de ecossistema», da intervenção C.3.2 «Silvicultura Sustentável», do
domínio C.3, «Sustentabilidade das zonas rurais», do eixo C, «Desenvolvimento rural», do Plano
Estratégico da Política Agrícola Comum para Portugal (PEPAC Portugal).
A reforma da Política Agrícola Comum (PAC), em 2021, estabeleceu um novo quadro regulamentar
que introduz alterações nos seus objetivos, instrumentos e mecanismos de avaliação, os quais passam
a estar integrados num plano único, a nível nacional, o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum
(PEPAC).
O PEPAC inclui os dois fundos agrícolas da PAC, o Fundo Europeu Agrícola de Garantia (FEAGA)
e o Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) e tem como enquadramento legislativo
os Regulamentos (UE) 2021/2115 e 2021/2116, ambos do Parlamento Europeu e do Conselho.
O Regulamento (UE) 2021/2115, do Parlamento Europeu e do Conselho, relativo ao apoio ao
desenvolvimento rural pelo FEADER, estabelece como objetivo, entre outros, contribuir para a susten-
tabilidade ambiental, para a atenuação das alterações climáticas e para a adaptação às mesmas, com
vista a travar e inverter a perda de biodiversidade, melhorar os serviços ecossistémicos e preservar os
habitats e as paisagens.
O artigo 73.º do referido regulamento, estabelece que, em prossecução do seu PEPAC e nas con-
dições neste estabelecidas, os Estados-Membros podem conceder apoio ao investimento no âmbito
da promoção dos serviços de ecossistema.
O PEPAC Portugal foi aprovado pela Comissão Europeia, através da Decisão C (2022) 6019, de 31 de
agosto de 2022, tendo as respetivas reprogramações sido aprovadas pelas Decisões de Execução da
Comissão C (2024) 577, de 2 de fevereiro de 2024, C (2024) 4271, de 25 de junho de 2024, C (2025) 667,
de 4 de fevereiro de 2025, e C (2025) 8543, de 12 de dezembro de 2025.
O Decreto-Lei n.º 5/2023, de 25 de janeiro, que estabeleceu o modelo de governação dos fundos
europeus para o período de programação 2021-2027, entre os quais se inclui o FEADER, determinou
a estruturação operacional deste Fundo no continente através dos eixos C e D.
Por seu lado, o Decreto-Lei n.º 12/2023, de 24 de fevereiro, estabeleceu as normas gerais do PEPAC
Portugal, tendo determinado, no artigo 3.º, que a regulamentação específica dos referidos eixos é ado-
tada por portaria do membro do Governo responsável pela área da agricultura.
Nestes termos, cumpre estabelecer o regime específico dos apoios a conceder ao abrigo do
artigo 73.º do Regulamento (UE) 2021/2115 no que se refere à tipologia C.3.2.5, «Promoção dos serviços
de ecossistema», da intervenção C.3.2 «Silvicultura Sustentável», do domínio C.3, «Sustentabilidade
das zonas rurais», do eixo C, «Desenvolvimento rural», do PEPAC Portugal.
Assim:
Manda o Governo, pelo Ministro da Agricultura e Mar, ao abrigo da alínea b) do n.º 3 do artigo 3.º
do Decreto-Lei n.º 12/2023, de 24 de fevereiro, conjugada com o n.º 1 do artigo 27.º do Decreto-Lei
n.º 87-A/2025, de 25 de julho, o seguinte:
CAPÍTULO I
Disposições gerais