Diário da República, 1.ª série
Lei n.º 4/2022
- Data
- 2022-01-06
- Tipo
- Lei
- Emitente
- ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Texto integral (11 607 palavras)
Lei n.º 4/2022
de 6 de janeiro
Sumário: Procede ao alargamento das obrigações declarativas dos titulares de cargos políticos e
de altos cargos públicos, alterando a Lei n.º 52/2019, de 31 de julho.
Procede ao alargamento das obrigações declarativas dos titulares de cargos políticos
e de altos cargos públicos, alterando a Lei n.º 52/2019, de 31 de julho
A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição,
o seguinte:
Artigo 1.º
Objeto
A presente lei procede ao alargamento das obrigações declarativas dos titulares de cargos
políticos e de altos cargos públicos, procedendo à terceira alteração à Lei n.º 52/2019, de 31 de
julho, que aprova o regime de exercício de funções por titulares de cargos políticos e altos cargos
públicos, alterada pela Lei n.º 69/2020, de 9 de novembro, e pela Lei n.º 58/2021, de 18 de agosto.
Artigo 2.º
Alteração à Lei n.º 52/2019, de 31 de julho
Os artigos 13.º, 14.º, 16.º, 17.º, 18.º e 19.º da Lei n.º 52/2019, de 31 de julho, passam a ter a
seguinte redação:
«Artigo 13.º
[...]
1— .....................................................................
2— .....................................................................
a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
c) A descrição do seu passivo, designadamente em relação ao Estado ou quaisquer pes-
soas singulares ou coletivas, nomeadamente a instituições de crédito e a quaisquer empresas,
públicas ou privadas, no País ou no estrangeiro, incluindo garantias patrimoniais de que seja
beneficiário;
d) A promessa de vantagem patrimonial, efetivamente contratualizada ou aceite durante o exer-
cício de funções ou nos três anos após o seu termo, ainda que implique concretização futura;
e) [Anterior alínea d).]
f) [Anterior alínea e).]
3— .....................................................................
4— .....................................................................
5— .....................................................................
6— .....................................................................
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Artigo 14.º
[...]
1— .....................................................................
2— .....................................................................
3— .....................................................................
4— .....................................................................
5— .....................................................................
6 — As declarações previstas no presente artigo devem indicar os factos que originaram o
aumento do ativo patrimonial, a redução do passivo ou o aumento de vantagens patrimoniais futu-
ras, quando de valor superior a 50 vezes o salário mínimo nacional em vigor à data da declaração.
Artigo 16.º
[...]
1— .....................................................................
2— .....................................................................
3— .....................................................................
4— .....................................................................
5— .....................................................................
6— .....................................................................
7— .....................................................................
8— .....................................................................
9 — O incumprimento do disposto nos n.os 1, 2 e 6 com intenção de apropriação de vantagem
indevida é suscetível de responsabilidade, nos termos do crime de recebimento ou oferta indevi-
dos de vantagem, nos termos da lei que determina os crimes de responsabilidade dos titulares de
cargos políticos.
Artigo 17.º
[...]
1— .....................................................................
2— .....................................................................
3— .....................................................................
4— .....................................................................
5 — Com observância do disposto nos n.os 2 e 3, os campos relativos a rendimentos e patri-
mónio constantes da declaração, bem como os elementos da declaração referidos na alínea f) do
n.º 2 do artigo 13.º, podem ser consultados, sem faculdade de reprodução, mediante requerimento
fundamentado com identificação do requerente, que fica registado na entidade responsável pela
análise e fiscalização das declarações apresentadas:
a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6— .....................................................................
7— .....................................................................
8— .....................................................................
9— .....................................................................
10 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
12 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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Artigo 18.º
[...]
1— .....................................................................
2— .....................................................................
3— .....................................................................
4 — Para efeitos do disposto nos números anteriores, as entidades em que se integrem os
titulares de cargos a que se aplica a presente lei comunicam à entidade responsável pela análise
e fiscalização das declarações apresentadas a data do início e da cessação de funções.
5 — (Revogado.)
6 — (Revogado.)
7 — (Reinserido como n.º 4 do artigo 18.º -A.)
8 — (Revogado.)
Artigo 19.º
[...]
1— .....................................................................
2— .....................................................................
3— .....................................................................
4— .....................................................................
5— .....................................................................
6 — Em caso de ausência de identificação do organismo designado no n.º 1 do artigo 16.º são
subsidiariamente responsáveis pelo cumprimento da norma as entidades hierárquicas do competente
serviço ou organismo ou os serviços técnicos de apoio aos órgãos eletivos, conforme os casos.»
Artigo 3.º
Alteração ao anexo à Lei n.º 52/2019, de 31 de julho
O anexo à Lei n.º 52/2019, de 31 de julho, contendo o modelo de declaração única de rendi-
mentos, património e interesses a que se refere o n.º 1 do seu artigo 13.º passa a ter a redação
constante do anexo I à presente lei.
Artigo 4.º
Aditamento à Lei n.º 52/2019, de 31 de julho
É aditado à Lei n.º 52/2019, de 31 de julho, o artigo 18.º-A, com a seguinte redação:
«Artigo 18.º-A
Desobediência qualificada e ocultação intencional de património
1 — Sem prejuízo do disposto no artigo anterior, a não apresentação da declaração prevista
no artigo 13.º, após notificação, é punida como crime de desobediência qualificada, com pena de
prisão até três anos.
2 — Quem:
a) Não apresentar a declaração devida nos termos dos n.os 3 e 4 do artigo 14.º, após notificação;
b) Não apresentar intencionalmente a declaração devida nos termos da alínea a) do n.º 2 do
artigo 14.º;
c) Omitir das declarações apresentadas, com a intenção de ocultar:
i) Os elementos patrimoniais constantes das alíneas a) a d) do n.º 2 do artigo 13.º; ou
ii) O aumento dos rendimentos, do ativo patrimonial ou da redução do passivo, bem como os
factos que os originaram, nos termos do n.º 6 do artigo 14.º;
é punido com pena de prisão de um a cinco anos, se consequências punitivas mais graves não
tiverem lugar.
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3 — Quando os factos descritos nos n.os 1 e 2 não forem acompanhados de qualquer incum-
primento declarativo junto da autoridade tributária durante o período de exercício de funções ou
até ao termo do prazo de três anos previsto no n.º 4 do artigo 14.º, a conduta é punida com pena
de multa até 360 dias.
4 — Os acréscimos patrimoniais não justificados apurados ao abrigo do regime fiscal tribu-
tário, de valor superior a 50 salários mínimos mensais, são tributados, para efeitos de IRS, à taxa
especial de 80 %.»
Artigo 5.º
Norma revogatória e de reinserção sistemática
1 — São revogados os n.os 5, 6 e 8 do artigo 18.º da Lei n.º 52/2019, de 31 de julho.
2 — O n.º 7 do artigo 18.º é renumerado e reinserido como n.º 4 do artigo 18.º-A.
Artigo 6.º
Produção de efeitos
As obrigações declarativas impostas pela presente lei aplicam-se aos titulares de cargos
políticos e de altos cargos públicos, e equiparados, que iniciem, renovem ou terminem funções a
partir da entrada em vigor da presente lei.
Artigo 7.º
Republicação
É republicada no anexo II à presente lei, da qual faz parte integrante, a Lei n.º 52/2019, de
31 de julho, na sua redação atual.
Artigo 8.º
Entrada em vigor
A presente lei entra em vigor no primeiro dia da XV Legislatura.
Aprovada em 19 de novembro de 2021.
O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.
Promulgada em 11 de dezembro de 2021.
Publique-se.
O Presidente da República, MARCELO REBELO DE SOUSA.
Referendada em 23 de dezembro de 2021.
O Primeiro-Ministro, António Luís Santos da Costa.
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ANEXO I
(a que se refere o n.º 1 do artigo 13.º da Lei n.º 52/2019, de 31 de julho)
Modelo de Declaração de Rendimentos, Património e Interesses
1 – FACTO DETERMINANTE DA DECLARAÇÃO
Cargo/ Função a exercer
Data de início de
funções/recondução/reeleição
Data de Cessação de funções
Data da alteração
Declaração após três anos da
cessação de funções, nos
termos do n.º 4 do artigo 14.º
Deve ser assinalado nesta rubrica qual o facto ou factos que determina(m) a apresentação de
declaração (início/cessação/alteração), devendo ser assinalados os campos da cessação e início de
funções quando ocorram em simultâneo.
SIM
Exercício de funções em regime de exclusividade
NÃO
2 – DADOS PESSOAIS
ELEMENTOS OBRIGATÓRIOS
Nome completo
Morada (rua, número e andar)
Localidade
Código postal
Freguesia
Concelho
Número de identificação civil
Número de identificação fiscal
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Sexo
Natural de
Nascido em
Estado civil (se casado indicar regime de bens)
Nome completo do cônjuge ou unido(a) de facto (se aplicável)
ELEMENTOS FACULTATIVOS
Endereço eletrónico
Telefone/Telemóvel
3 – REGISTO DE INTERESSES
DADOS RELATIVOS A ATIVIDADES PROFISSIONAIS, CARGO PÚBLICOS, PRIVADOS E
SOCIAIS, E OUTRAS FUNÇÕES E ATIVIDADES EXERCIDAS NOS ÚLTIMOS TRÊS ANOS
E/OU A EXERCER EM ACUMULAÇÃO OU EXERCIDOS ATÉ TRÊS ANOS APÓS A CESSAÇÃO
DE FUNÇÕES
NATUREZA E
CARGO LOCAL DATA
ÁREA DE REMUNERADA DATA DE
FUNÇÃO ENTIDADE DA DE
ATUAÇÃO DA (S/N) TERMO
ATIVIDADE SEDE INÍCIO
ENTIDADE
Deve ser registado nesta rubrica:
• Toda e qualquer atividade pública ou privada que o/a declarante exerça, ou tenha
exercido nos últimos três anos e/ou que venha a exercer em acumulação com o
mandato ou que tenha exercido até três anos após a cessação de funções, incluindo
atividades profissionais subordinadas, comerciais ou empresariais, exercício de
profissão liberal e o desempenho de funções eletivas ou de nomeação.
• Desempenho de cargos sociais que o/a declarante exerça, ou tenha exercido nos
últimos três anos e/ou que venha a exercer em acumulação com o mandato, ou
que tenha exercido até três anos após a cessação de funções, designadamente a
discriminação dos cargos de administrador, gerente, gestor, diretor, membro de
comissão administrativa, conselho fiscal e comissão de fiscalização, membro de
mesa de assembleia-geral ou de órgãos ou cargos análogos, de quaisquer
sociedades comerciais, civis sob forma comercial, cooperativas ou públicas e
também de associações, fundações, instituições particulares de solidariedade
social, misericórdias e semelhantes, tanto nacionais como estrangeiras.
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DADOS RELATIVOS A FILIAÇÃO, PARTICIPAÇÃO OU DESEMPENHO DE QUAISQUER
FUNÇÕES EM ENTIDADES DE NATUREZA ASSOCIATIVA, EXERCIDAS NOS ÚLTIMOS TRÊS
ANOS E/OU A EXERCER EM ACUMULAÇÃO OU EXERCIDOS ATÉ TRÊS ANOS APÓS A
CESSAÇÃO DE FUNÇÕES
NATUREZA E
CARGO LOCAL DATA
ÁREA DE REMUNERADA DATA DE
FUNÇÃO ENTIDADE DA DE
ATUAÇÃO DA (S/N) TERMO
ATIVIDADE SEDE INÍCIO
ENTIDADE
Deve ser registado nesta rubrica:
• Filiação, participação ou desempenho de quaisquer funções em quaisquer
entidades de natureza associativa, que o/a declarante exerça, ou tenha exercido
nos últimos três anos e/ou que venha a exercer em acumulação com o mandato,
ou que tenha exercido até três anos após a cessação de funções, desde que essa
menção não seja suscetível de revelar dados constitucionalmente protegidos como
sejam os relativos à saúde, orientação sexual, filiação sindical ou convicções
religiosas ou políticas, casos em que tal menção é meramente facultativa.
APOIO OU BENEFÍCIOS
NATUREZA E ÁREA
APOIO OU NATUREZA DO
ENTIDADE DE ATUAÇÃO DA DATA
BENEFÍCIO APOIO OU BENEFÍCIO
ENTIDADE
Devem ser registados nesta rubrica todos e quaisquer apoios financeiros ou materiais
recebidos para o exercício das atividades, inclusivamente de entidades estrangeiras,
designadamente senhas de presença e ajudas de custo (e que não correspondam a
remuneração, visto que, a existir, esta é identificada na rubrica anterior)
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SERVIÇOS PRESTADOS
NATUREZA E
SERVIÇO ÁREA DE
ENTIDADE LOCAL DA SEDE DATA
PRESTADO ATUAÇÃO DA
ENTIDADE
Consideram-se abrangidas nesta rubrica as entidades, e respetiva área de atividade, a
quem o/a declarante preste pessoalmente serviços remunerados de qualquer natureza com
carácter de permanência ou mesmo pontualmente desde que suscetíveis de gerarem
conflitos de interesses.
SOCIEDADES
NATUREZA E
PARTICIPAÇÃO SOCIAL
ÁREA DE
SOCIEDADE NATUREZA LOCAL DA SEDE (VALOR E
ATUAÇÃO DA
PERCENTAGEM)
ENTIDADE
Desta rubrica deve constar a identificação das sociedades em cujo capital o/a declarante
por si, pelo cônjuge ou unido de facto, disponha de capital e também a quantificação dessa
participação, devendo a mesma ser assinalada também, por remissão para este campo, no
campo relativo à declaração de património.
OUTRAS SITUAÇÕES
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Não sendo, nos termos do n.º 3 do artigo 13.º, a lei taxativa na enumeração das situações a
registar, deste campo devem constar quaisquer outras que não se integrem nas anteriores e que
sejam suscetíveis de gerar incompatibilidades ou impedimentos previstos na lei.
4 – DADOS SOBRE RENDIMENTOS E PATRIMÓNIO
RENDIMENTOS BRUTOS PARA EFEITOS DA LIQUIDAÇÃO DO IRS (INDICANDO O
MONTANTE OU QUE NÃO HÁ NADA A DECLARAR)
Rendimentos do trabalho dependente
Rendimentos do trabalho independente
Rendimentos comerciais e industriais
Rendimentos agrícolas
Rendimentos de capitais
Rendimentos prediais
Mais-valias
Pensões
Outros rendimentos
ATIVO PATRIMONIAL
I – PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar em Portugal
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
Indicação do facto que originou a alteração
Bens a declarar no Estrangeiro
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
II – QUOTAS, AÇÕES, PARTICIPAÇÕES OU OUTRAS PARTES SOCIAIS DO CAPITAL DE
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II – QUOTAS, AÇÕES, PARTICIPAÇÕES OU OUTRAS PARTES SOCIAIS DO CAPITAL DE
SOCIEDADES CIVIS OU COMERCIAIS (Deve ser feita remissão para os elementos declarados na
secção relativa ao registo de interesses, quando for o caso)
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar em Portugal
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar no Estrangeiro
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
III – DIREITOS SOBRE BARCOS, AERONAVES OU VEÍCULOS AUTOMÓVEIS
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar em Portugal
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar no Estrangeiro
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
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IV – CARTEIRAS DE TÍTULOS, CONTAS BANCÁRIAS A PRAZO E APLICAÇÕES
FINANCEIRAS EQUIVALENTES
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar em Portugal
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar no Estrangeiro
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
V – CONTAS BANCÁRIAS À ORDEM E DIREITOS DE CRÉDITO, DE VALOR SUPERIOR A 50
SALÁRIOS MÍNIMOS
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar em Portugal
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar no Estrangeiro
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
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VI – OUTROS ELEMENTOS DO ATIVO PATRIMONIAL
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar em Portugal
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar no Estrangeiro
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
PASSIVO
Indicação do facto que originou
a alteração patrimonial quando
Identificação do Credor em Montante do débito e data
de valor superior a 50 vezes o
Portugal ou no Estrangeiro do vencimento
salário mínimo nacional em
vigor à data da declaração
Indicação do facto que originou
a alteração patrimonial quando
Garantias patrimoniais em
Natureza da garantia de valor superior a 50 vezes o
Portugal ou no Estrangeiro
salário mínimo nacional em
vigor à data da declaração
PROMESSA DE VANTAGEM PATRIMONIAL FUTURA
Promessa de Data da Data Indicação do facto relativo ao aumento da
vantagem promessa previsível da vantagem patrimonial futura quando de valor
patrimonial concretização superior a 50 vezes o salário mínimo nacional
em vigor à data da declaração
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ÁREA DISPONÍVEL PARA PROSSEGUIR, SE FOR O CASO, DECLARAÇÕES
RELATIVAS A QUALQUER DOS CAMPOS ANTERIORES
ANEXO II
(a que se refere o artigo 7.º)
Republicação da Lei n.º 52/2019, de 31 de julho
CAPÍTULO I
Disposições preliminares
Artigo 1.º
Objeto
A presente lei regula o regime do exercício de funções por titulares de cargos políticos e altos
cargos públicos, suas obrigações declarativas e respetivo regime sancionatório.
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Artigo 2.º
Cargos políticos
1 — São cargos políticos para os efeitos da presente lei:
a) O Presidente da República;
b) O Presidente da Assembleia da República;
c) O Primeiro-Ministro;
d) Os Deputados à Assembleia da República;
e) Os membros do Governo;
f) O Representante da República nas Regiões Autónomas;
g) Os membros dos órgãos de governo próprio das Regiões Autónomas;
h) Os Deputados ao Parlamento Europeu;
i) Os membros dos órgãos executivos do poder local;
j) Os membros dos órgãos executivos das áreas metropolitanas e entidades intermunicipais.
2 — Para efeitos das obrigações declarativas previstas na presente lei, excecionam-se
do disposto na alínea i) do número anterior os vogais das Juntas de Freguesia com menos de
10 000 eleitores, que se encontrem em regime de não permanência.
3 — Para efeitos das obrigações declarativas previstas na presente lei são equiparados a
titulares de cargos políticos:
a) Membros dos órgãos executivos dos partidos políticos aos níveis nacional e das regiões
autónomas;
b) Candidatos a Presidente da República;
c) Membros do Conselho de Estado;
d) Presidente do Conselho Económico e Social.
Artigo 3.º
Altos cargos públicos
1 — Para efeitos da presente lei, são considerados titulares de altos cargos públicos:
a) Gestores públicos e membros de órgão de administração de sociedade anónima de capitais
públicos, que exerçam funções executivas;
b) Titulares de órgão de gestão de empresa participada pelo Estado, quando designados
por este;
c) Membros de órgãos de gestão das empresas que integram os sectores empresarial re-
gional ou local;
d) Membros de órgãos diretivos dos institutos públicos;
e) Membros do conselho de administração de entidade administrativa independente;
f) Titulares de cargos de direção superior do 1.º grau e do 2.º grau, e equiparados, e diri-
gentes máximos dos serviços das câmaras municipais e dos serviços municipalizados, quando
existam.
2 — Para efeitos das obrigações declarativas previstas na presente lei são equiparados a
titulares de altos cargos públicos:
a) Os chefes de gabinete dos membros dos governos da República e regionais;
b) Os representantes ou consultores mandatados pelos governos da República e regionais
em processos de concessão ou alienação de ativos públicos.
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Artigo 4.º
Juízes do Tribunal Constitucional e do Tribunal de Contas, Provedor de Justiça
e membros dos Conselhos Superiores
Ficam sujeitos às obrigações declarativas previstas na presente lei:
a) Os juízes do Tribunal Constitucional;
b) Os juízes do Tribunal de Contas;
c) O Procurador-Geral da República;
d) O Provedor de Justiça;
e) Os membros do Conselho Superior da Magistratura;
f) Os membros do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais;
g) Os membros do Conselho Superior do Ministério Público.
Artigo 5.º
Magistrados judiciais e magistrados do Ministério Público
1 — De acordo com os respetivos estatutos, os magistrados judiciais e os magistrados do
Ministério Público ficam também sujeitos às obrigações declarativas previstas na presente lei.
2 — As declarações devem ser entregues, respetivamente, junto do Conselho Superior da
Magistratura, do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais e do Conselho Supe-
rior do Ministério Público, que são competentes para a sua análise, fiscalização e aplicação do
respetivo regime sancionatório, nos termos dos respetivos estatutos.
CAPÍTULO II
Do exercício do mandato
Artigo 6.º
Exclusividade
1 — Os titulares de cargos políticos e de altos cargos públicos exercem as suas funções em
regime de exclusividade, sem prejuízo do especialmente disposto na presente lei e:
a) No Estatuto dos Deputados à Assembleia da República;
b) Nos Estatutos Político-Administrativos das Regiões Autónomas;
c) No Estatuto dos Eleitos Locais;
d) No Estatuto do Gestor Público;
e) No Estatuto do Pessoal Dirigente da Administração Pública.
2 — O exercício de funções em regime de exclusividade é incompatível com quaisquer outras
funções profissionais remuneradas ou não, bem como com a integração em corpos sociais de
quaisquer pessoas coletivas de fins lucrativos com exceção:
a) Das funções ou atividades derivadas do cargo e as que são exercidas por inerência;
b) Da integração em órgãos ou conselhos consultivos ou fiscalizadores de entidades públicas;
c) Das atividades de docência e de investigação no ensino superior, nos termos previstos
nos estatutos de cada cargo, bem como nos estatutos das carreiras docentes do ensino superior;
d) Da atividade de criação artística e literária, bem como quaisquer outras de que resulte a
perceção de remunerações provenientes de direitos de autor ou conexos ou propriedade intelectual;
e) Da realização de conferências, palestras, ações de formação de curta duração e outras
atividades de natureza idêntica;
f) Dos casos em que a lei expressamente admita a compatibilidade de exercício de funções.
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3 — As exceções previstas nas alíneas b), c) e e) do número anterior não são aplicáveis aos
membros do Governo.
Artigo 7.º
Autarcas
1 — Os titulares dos órgãos das autarquias locais exercem o seu mandato em regime de
permanência, meio tempo ou não permanência, nos termos previstos no respetivo estatuto.
2 — Para além do exercício do respetivo cargo, podem exercer outras atividades, devendo
declará-las nos termos da lei:
a) Os vereadores em regime de meio tempo ou em regime de não permanência;
b) Os titulares dos órgãos executivos das freguesias em regime de meio tempo ou em regime
de não permanência.
3 — O disposto no número anterior não prejudica a integração pelos titulares dos órgãos do
município nos órgãos sociais das empresas do respetivo setor empresarial local, nos casos em
que a mesma seja admitida pelo respetivo regime jurídico.
4 — Os titulares de cargos políticos do poder local não podem, por si ou por interposta pes-
soa, singular ou coletiva, relativamente a quaisquer questões, processos ou litígios que envolvam
ou tenham de ser apreciados ou decididos pela pessoa coletiva de cujos órgãos sejam titulares:
a) Exercer o mandato judicial em qualquer foro;
b) Exercer funções como consultor ou emitir pareceres;
c) Assinar projetos de arquitetura ou engenharia.
5 — O disposto no número anterior é ainda aplicável relativamente à prática dos atos aí
referidos:
a) Nas freguesias que integrem o âmbito territorial do respetivo município, em relação aos
titulares dos órgãos do município;
b) No município no qual se integre territorialmente a respetiva freguesia, em relação aos
titulares dos órgãos da freguesia;
c) Nas entidades supramunicipais de que o município faça parte, em relação aos titulares
dos órgãos do município;
d) Nas entidades do setor empresarial local respetivo.
Artigo 8.º
Atividades anteriores
1 — Os titulares de cargos políticos e de altos cargos públicos que, nos últimos três anos
anteriores à data da investidura no cargo, tenham detido, nos termos do artigo 9.º, a percentagem
de capital em empresas neles referida ou tenham integrado corpos sociais de quaisquer pessoas
coletivas de fins lucrativos não podem intervir:
a) Em procedimentos de contratação pública de fornecimento de bens ou serviços ao Estado
e a outras pessoas coletivas públicas aos quais aquelas empresas e pessoas coletivas por si
detidas sejam opositoras;
b) Na execução de contratos do Estado e demais pessoas coletivas públicas com elas ce-
lebrados;
c) Em quaisquer outros procedimentos formalmente administrativos, bem como negócios jurí-
dicos e seus atos preparatórios, em que aquelas empresas e pessoas coletivas sejam destinatárias
da decisão, suscetíveis de gerar dúvidas sobre a isenção ou retidão da sua conduta, designada-
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mente nos de concessão ou modificação de autorizações ou licenças, de atos de expropriação,
de concessão de benefícios de conteúdo patrimonial e de doação de bens.
2 — O impedimento disposto no número anterior, com as devidas adaptações, é igualmente
aplicável aos titulares dos cargos referidos nos artigos 4.º e 5.º quando pratiquem atos em matéria
administrativa.
Artigo 9.º
Impedimentos
1 — Os titulares de cargos políticos e de altos cargos públicos estão impedidos de servir de
árbitro ou de perito, a título gratuito ou remunerado, em qualquer processo em que seja parte o
Estado e demais pessoas coletivas públicas.
2 — Os titulares de cargos políticos ou de altos cargos públicos de âmbito nacional, por si
ou nas sociedades em que exerçam funções de gestão, e as sociedades por si detidas em per-
centagem superior a 10 % do respetivo capital social, ou cuja percentagem de capital detida seja
superior a 50 000 €, não podem:
a) Participar em procedimentos de contratação pública;
b) Intervir como consultor, especialista, técnico ou mediador, por qualquer forma, em atos
relacionados com os procedimentos de contratação referidos na alínea anterior.
3 — O regime referido no número anterior aplica-se às empresas em cujo capital o titular do
órgão ou cargo, detenha, por si ou conjuntamente com o seu cônjuge, unido de facto, ascendente
e descendente em qualquer grau e colaterais até ao 2.º grau, uma participação superior a 10 %
ou cujo valor seja superior a 50 000 €.
4 — O regime referido no n.º 2 aplica-se ainda aos seus cônjuges que não se encontrem
separados de pessoas e bens, ou a pessoa com quem vivam em união de facto, em relação aos
procedimentos de contratação pública desencadeados pela pessoa coletiva de cujos órgãos o
cônjuge ou unido de facto seja titular.
5 — O regime dos n.os 2 a 4 aplica-se aos demais titulares de cargos políticos e altos cargos
públicos de âmbito regional ou local não referidos no n.º 2, aos seus cônjuges e unidos de facto
e respetivas sociedades, em relação a procedimentos de contratação pública desenvolvidos pela
pessoa coletiva regional ou local de cujos órgãos façam parte.
6 — No caso dos titulares dos órgãos executivos das autarquias locais, seus cônjuges e
unidos de facto e respetivas sociedades, o regime dos n.os 2 a 4 é aplicável ainda relativamente
aos procedimentos de contratação:
a) Das freguesias que integrem o âmbito territorial do respetivo município;
b) Do município no qual se integre territorialmente a respetiva freguesia;
c) Das entidades supramunicipais de que o município faça parte;
d) Das entidades do setor empresarial local respetivo.
7 — De forma a assegurar o cumprimento do disposto nos números anteriores, os titulares de
cargos políticos ou de altos cargos públicos e os seus cônjuges não separados de pessoas e bens
têm direito, sem dependência de quaisquer outras formalidades, à liquidação da quota por si detida,
nos termos previstos no Código Civil, à exoneração de sócio, nos termos previstos no Código das
Sociedades Comerciais ou à suspensão da sua participação social durante o exercício do cargo.
8 — O direito previsto no número anterior pode ser exercido em relação à liquidação e exo-
neração da totalidade do valor da quota ou apenas à parcela que exceda o montante de 10 % ou
de 50 000 €, e, caso o titular do cargo não exerça qualquer uma das faculdades previstas no n.º 7,
pode a sociedade deliberar a suspensão da sua participação social.
9 — Devem ser objeto de averbamento no contrato e de publicidade no portal da Internet dos
contratos públicos, com indicação da relação em causa, os contratos celebrados pelas pessoas
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coletivas públicas de cujos órgãos os titulares de cargos políticos e altos cargos públicos são
titulares com as seguintes pessoas com as quais mantêm relações familiares:
a) Ascendentes e descendentes em qualquer grau do titular do cargo;
b) Cônjuges que se encontrem separados de pessoas e bens do titular do cargo;
c) Pessoas que se encontrem numa relação de união de facto com o titular do cargo.
10 — O disposto no número anterior aplica-se ainda a contratos celebrados com empresas
em que as pessoas referidas no número anterior exercem controlo maioritário e a contratos cele-
brados com sociedades em cujo capital o titular do cargo político ou de alto cargo público, detenha,
por si ou conjuntamente com o cônjuge ou unido de facto, uma participação inferior a 10 % ou de
valor inferior a 50 000 €.
11 — O disposto no presente artigo é aplicável às sociedades de profissionais que estejam
sujeitas a associações públicas profissionais.
Artigo 10.º
Regime aplicável após cessação de funções
1 — Os titulares de cargos políticos de natureza executiva não podem exercer, pelo período
de três anos contado a partir da data da cessação do respetivo mandato, funções em empresas
privadas que prossigam atividades no setor por eles diretamente tutelado e que, no período daquele
mandato, tenham sido objeto de operações de privatização, tenham beneficiado de incentivos
financeiros ou de sistemas de incentivos e benefícios fiscais de natureza contratual, ou relativa-
mente às quais se tenha verificado uma intervenção direta do titular de cargo político.
2 — Excetua-se do disposto no número anterior o regresso à empresa ou atividade exercida
à data da investidura no cargo.
3 — Os titulares referidos na alínea b) do n.º 2 do artigo 3.º não podem exercer funções nas
entidades adquirentes ou concessionárias nos três anos posteriores à data da alienação ou con-
cessão de ativos em que tenham tido intervenção.
4 — Os titulares de cargos políticos de natureza executiva não podem exercer, pelo período
de três anos contado a partir da data da cessação do mandato, quaisquer funções de trabalho
subordinado ou consultadoria em organizações internacionais com quem tenham estabelecido
relações institucionais em representação da República Portuguesa.
5 — Excetuam-se do disposto no número anterior o exercício de funções:
a) Nas instituições da União Europeia;
b) Nas organizações do sistema das Nações Unidas;
c) Decorrentes de regresso a carreira anterior;
d) Em caso de ingresso por concurso;
e) Em caso de indicação pelo Estado Português ou em sua representação.
Artigo 11.º
Regime sancionatório
1 — A infração ao disposto no n.º 2 do artigo 6.º, no n.º 2 do artigo 7.º, no artigo 8.º e nos n.os 2
a 6 e 11 do artigo 9.º pelos titulares de cargos políticos implica as sanções seguintes:
a) Para os titulares de cargos eletivos, com a exceção do Presidente da República, a perda
do respetivo mandato;
b) Para os titulares de cargos de natureza não eletiva, com a exceção do Primeiro-Ministro,
a demissão.
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2 — A infração ao disposto no n.º 2 do artigo 6.º, no artigo 8.º e nos n.os 2 a 5 e 11 do artigo 9.º
pelos titulares de altos cargos públicos constitui causa de destituição judicial, a qual compete aos
tribunais administrativos.
3 — A infração ao disposto no artigo 10.º determina a inibição para o exercício de funções de
cargos políticos e de altos cargos públicos por um período de três anos.
4 — A violação dos artigos referidos no n.º 1 pelo Provedor de Justiça determina a sua des-
tituição por deliberação da Assembleia da República.
5 — Compete ao Tribunal Constitucional, nos termos da respetiva lei de processo, aplicar as
sanções previstas no presente artigo relativamente aos titulares de cargos políticos, com exceção:
a) Da perda de mandato de deputados à Assembleia da República e às Assembleias Legis-
lativas das Regiões Autónomas, cuja aplicação compete às respetivas assembleias, sem prejuízo
dos recursos destas decisões para o Tribunal Constitucional;
b) Dos titulares de cargos políticos previstos na alínea i) do n.º 1 do artigo 2.º
6 — Tem legitimidade para intentar as ações previstas no n.º 2 e no n.º 5 o Ministério Público.
Artigo 12.º
Nulidade
A infração ao disposto nos artigos 8.º e 9.º determina a nulidade dos atos praticados.
CAPÍTULO III
Das obrigações declarativas
Artigo 13.º
Declaração única de rendimentos, património, interesses, incompatibilidades e impedimentos
1 — Os titulares de cargos políticos e equiparados e os titulares de altos cargos públicos refe-
ridos nos artigos 2.º e 3.º, bem como os referidos no artigo 4.º apresentam por via eletrónica junto
da entidade legalmente competente a definir nos termos do artigo 20.º, no prazo de 60 dias contado
a partir da data de início do exercício das respetivas funções, declaração dos seus rendimentos,
património, interesses, incompatibilidades e impedimentos, adiante designada por declaração
única, de acordo com o modelo constante do anexo da presente lei, que dela faz parte integrante.
2 — Da declaração referida no número anterior devem constar:
a) A indicação total dos rendimentos brutos, com indicação da sua fonte, constantes da última
declaração apresentada para efeitos da liquidação do imposto sobre o rendimento das pessoas
singulares, ou que da mesma, quando dispensada, devessem constar e, quando for o caso, sub-
sequente desagregação por categoria de rendimento;
b) A descrição dos elementos do seu ativo patrimonial, de que sejam titulares ou cotitulares,
nomeadamente através de herança indivisa, bem como dos elementos patrimoniais de que seja
possuidor, detentor, gestor, comodatário ou arrendatário, por si ou por interposta pessoa coletiva ou
singular, existentes no País ou no estrangeiro, ordenados por grandes rubricas, designadamente
do património imobiliário, de quotas, ações ou outras partes sociais do capital de sociedades civis
ou comerciais, de direitos sobre barcos, aeronaves ou veículos automóveis, bem como de carteiras
de títulos, contas bancárias a prazo, aplicações financeiras equivalentes e desde que superior a
50 salários mínimos, contas bancárias à ordem e direitos de crédito;
c) A descrição do seu passivo, designadamente em relação ao Estado ou quaisquer pessoas
singulares ou coletivas, nomeadamente a instituições de crédito e a quaisquer empresas, públicas
ou privadas, no País ou no estrangeiro, incluindo garantias patrimoniais de que seja beneficiário;
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d) A promessa de vantagem patrimonial, efetivamente contratualizada ou aceite durante o
exercício de funções ou nos três anos após o seu termo, anda que implique concretização futura.
e) A menção de cargos sociais que exerçam ou tenham exercido nos três anos que precede-
ram a declaração, no País ou no estrangeiro, em empresas, fundações ou associações.
f) A menção da filiação, participação ou desempenho de quaisquer funções em quaisquer
entidades de natureza associativa, exercidas nos últimos três anos ou a exercer cumulativamente
com o mandato, desde que essa menção não seja suscetível de revelar dados constitucionalmente
protegidos como sejam os relativos à saúde, orientação sexual, filiação sindical ou convicções
religiosas ou políticas, casos em que tal menção é meramente facultativa.
3 — A declaração referida também deve incluir os atos e atividades suscetíveis de gerar
incompatibilidades e impedimentos, designadamente:
a) A inscrição de atividades exercidas, independentemente da sua forma ou regime, desig-
nadamente:
i) Indicação de cargos, funções e atividades, públicas e privadas, no País ou no estrangeiro,
incluindo em empresas, fundações ou associações, exercidas nos últimos três anos;
ii) Indicação de cargos, funções e atividades, públicas e privadas, no País ou no estrangeiro,
incluindo em empresas, fundações ou associações, a exercer cumulativamente com o mandato;
b) A inscrição de interesses financeiros relevantes, que compreende a identificação dos atos
que geram, direta ou indiretamente, pagamentos, designadamente:
i) Pessoas coletivas públicas e privadas a quem foram prestados os serviços;
ii) Participação em conselhos consultivos, comissões de fiscalização ou outros organismos
colegiais, quando previstos na lei ou no exercício de fiscalização e controlo de dinheiros públicos;
iii) Sociedades em cujo capital participe por si ou pelo cônjuge não separado de pessoas e
bens ou por pessoa com quem viva em união de facto;
iv) Subsídios ou apoios financeiros recebidos por si, pelo cônjuge não separado de pessoas e
bens ou por pessoa com quem viva em união de facto ou por sociedade em cujo capital participem;
v) Realização de conferências, palestras, ações de formação de curta duração e outras ati-
vidades de idêntica natureza;
c) A inscrição de outros interesses relevantes, que deve mencionar, designadamente, os
seguintes factos:
i) Participação em comissões ou grupos de trabalho pela qual aufiram remuneração;
ii) Participação em entidades sem fins lucrativos beneficiárias de recursos públicos;
iii) Participação em associações profissionais ou representativas de interesses.
4 — Todos os titulares de cargos políticos e altos cargos públicos estão obrigados a
preencher a totalidade dos campos da declaração única referidos nos números anteriores,
constante do anexo da presente lei, com exceção dos equiparados a titulares de cargos políticos
e equiparados a altos cargos públicos, que não são obrigados a preencher o campo relativo
ao registo de interesses.
5 — Os serviços administrativos das entidades em que se integrem os titulares de cargos a
que se aplica a presente lei comunicam à entidade responsável pela análise e fiscalização das
declarações apresentadas a data do início e da cessação das correspondentes funções.
6 — A publicitação, nos termos do artigo 17.º, dos elementos constantes do campo do registo
de interesses integrado na declaração única deve permitir visualizar autonomamente os cargos,
as funções e as atividades exercidos em acumulação com o mandato e aqueles exercidos nos
três anos anteriores.
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Artigo 14.º
Atualização da declaração
1 — Nova declaração, atualizada, é apresentada no prazo de 60 dias a contar da cessação
das funções que tiverem determinado a apresentação da declaração precedente, bem como de
recondução ou reeleição do titular.
2 — Deve ser apresentada uma nova declaração no prazo de 30 dias, sempre que no decurso
do exercício de funções:
a) Se verifique uma alteração patrimonial efetiva que altere o valor declarado referente a al-
guma das alíneas do n.º 2 do artigo anterior em montante superior a 50 salários mínimos mensais;
b) Ocorram factos ou circunstâncias que obriguem a novas inscrições nos termos do n.º 3
do artigo anterior.
3 — A declaração a apresentar no final do mandato deve refletir a evolução patrimonial que
tenha ocorrido durante o mesmo.
4 — Os titulares do dever de apresentação das declarações devem, três anos após o fim do
exercício do cargo ou função que lhe deu origem, apresentar declaração final atualizada.
5 — Para efeitos do cumprimento do dever de apresentação referido no número anterior,
as entidades em que os titulares exerciam funções procedem à notificação prévia destes, com a
antecedência mínima de 30 dias em relação ao termo do prazo de três anos.
6 — As declarações previstas no presente artigo devem indicar os factos que originaram o
aumento do ativo patrimonial, a redução do passivo ou o aumento de vantagens patrimoniais futu-
ras, quando de valor superior a 50 vezes o salário mínimo nacional em vigor à data da declaração.
Artigo 15.º
Registo de interesses
1 — A entidade responsável pela análise e fiscalização das declarações apresentadas as-
segura, nos termos do artigo 17.º, a publicidade dos elementos relativos ao registo de interesses
constantes da declaração única referida no artigo 13.º
2 — A Assembleia da República e o Governo publicam obrigatoriamente nos respetivos sítios da
Internet os elementos da declaração única relativos ao registo de interesses dos respetivos titulares.
3 — Os municípios, bem como as freguesias com mais de 10 000 eleitores, mantêm um registo
de interesses próprio e acessível através da Internet dos quais devem constar:
a) Os elementos objeto de publicidade e constantes da declaração única entregue junto da
entidade responsável pela análise e fiscalização das declarações apresentadas pelos titulares dos
seus órgãos e dirigentes dos seus serviços vinculados a essa obrigação;
b) Declaração de atividades suscetíveis de gerarem incompatibilidades ou impedimentos
e quaisquer atos que possam proporcionar proveitos financeiros ou conflitos de interesses dos
demais titulares dos seus órgãos, em termos a definir em regulamento a aprovar pelo respetivo
órgão deliberativo.
4 — As demais autarquias locais não referidas no número anterior podem criar um registo de
interesses mediante deliberação das respetivas assembleias.
5 — A constituição dos registos de interesses das autarquias locais referidas nos números
anteriores deve ser comunicada à entidade responsável pela análise e fiscalização das declarações
apresentadas, à qual deve ser fornecida hiperligação para a secção da respetiva página eletrónica
onde se encontram publicitadas.
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Artigo 16.º
Ofertas institucionais e hospitalidades
1 — As ofertas de bens materiais ou de serviços de valor estimado superior a 150 €, recebi-
das no âmbito do exercício de cargo ou função, são obrigatoriamente apresentadas ao organismo
definido no respetivo Código de Conduta.
2 — Quando o titular do cargo receba de uma mesma entidade, no decurso do mesmo ano,
várias ofertas de bens materiais que perfaçam o valor estimado referido no número anterior, deve
comunicar esse facto para efeitos de registo das ofertas e proceder à apresentação de todas as
que forem recebidas após perfazer aquele valor.
3 — O destino das ofertas sujeitas ao dever de apresentação, tendo em conta a sua natu-
reza e relevância, é estabelecido pelo organismo competente para o registo definido no respetivo
Código de Conduta.
4 — As ofertas dirigidas a entidade pública são sempre registadas e entregues ao organismo
referido no número anterior, independentemente do seu valor e do destino final que lhes for atribuído.
5 — Sem prejuízo de outras regras aplicáveis ao cargo ou categoria, os titulares de cargos
abrangidos pela presente lei nessa qualidade convidados, podem aceitar convites que lhes forem
dirigidos para eventos oficiais ou de entidades públicas nacionais ou estrangeiras.
6 — Os titulares de cargos abrangidos pela presente lei, que nessa qualidade sejam convida-
dos, podem ainda aceitar quaisquer outros convites de entidades privadas até ao valor máximo,
estimado, de 150 €:
a) Que sejam compatíveis com a natureza institucional ou com a relevância de representação
própria do cargo; ou
b) Que configurem uma conduta socialmente adequada e conforme aos usos e costumes.
7 — Sem prejuízo do disposto nas regras relativas aos deveres declaratórios sobre rendi-
mentos e património, não está sujeita a dever de registo a aceitação de ofertas, de transporte ou
alojamento que ocorra no contexto das relações pessoais ou familiares.
8 — O disposto na presente lei não se aplica às ofertas de bens e serviços, à aceitação de
convites e à hospitalidade que tenha como destinatários os partidos políticos, incluindo os respe-
tivos grupos parlamentares, através dos seus órgãos, delegações ou representações suas, sem
prejuízo das regras decorrentes do regime jurídico do financiamento dos partidos políticos e das
campanhas eleitorais.
9 — O incumprimento do disposto nos n.os 1, 2 e 6 com intenção de apropriação de vantagem
indevida é suscetível de responsabilidade, nos termos do crime de recebimento ou oferta inde-
vidos de vantagem, nos termos da lei que determina os crimes de responsabilidade dos titulares
de cargos políticos.
Artigo 17.º
Acesso e publicidade
1 — As declarações únicas de rendimentos, património e interesses referidas no n.º 1 do
artigo 13.º e no n.º 1 do artigo 14.º são de acesso público nos termos do presente artigo.
2 — Não são objeto de consulta ou acesso público os seguintes elementos da declaração:
a) Dados pessoais sensíveis como a morada, números de identificação civil e fiscal, números
de telemóvel e telefone, e endereço eletrónico;
b) No que respeita ao registo de interesses: a discriminação dos serviços prestados no exer-
cício de atividades sujeitas a sigilo profissional;
c) Dados que permitam a identificação individualizada da residência, exceto do município de
localização, ou de viaturas e de outros meios de transporte do titular do cargo.
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3 — No que respeita a dados sobre rendimentos e património, a consulta da declaração
garante:
a) Relativamente aos rendimentos brutos para efeitos de liquidação do imposto sobre o
rendimento das pessoas singulares, apenas é disponibilizado para consulta o montante total de
cada uma das categorias de rendimentos próprios do declarante e o montante da sua quota-parte
nos rendimentos conjuntos com terceiros, sendo que em relação aos rendimentos do trabalho
dependente também é divulgado o nome da entidade pagadora;
b) Relativamente ao património imobiliário, é disponibilizado para consulta a identificação de
cada imóvel, pela sua matriz, localização e valor patrimonial;
c) Relativamente a quotas, ações, participações ou outras partes sociais do capital de so-
ciedades civis ou comerciais, apenas é disponibilizado para consulta o seu quantitativo e o nome
da sociedade respetiva;
d) Relativamente a direitos sobre barcos, aeronaves ou veículos automóveis, é disponibili-
zado para consulta a identificação da marca, ano de matrícula do modelo e cilindrada de cada um
desses bens móveis;
e) Relativamente a carteiras de títulos, contas bancárias a prazo e aplicações financeiras
equivalentes, bem como a contas bancárias à ordem e direitos de crédito de valor superior a
50 salários mínimos, apenas é disponibilizado para consulta o valor total de cada um desses
ativos;
f) Relativamente ao passivo, apenas é disponibilizado para consulta a identificação do credor
e a quota-parte do montante do débito da responsabilidade do declarante.
4 — Salvo o disposto no número seguinte, os campos da declaração relativos ao registo de
interesses são publicados nas páginas eletrónicas da entidade responsável pela análise e fisca-
lização das declarações apresentadas e da entidade de cujos órgãos o declarante seja titular,
podendo esta última fazê-lo em página própria ou mediante remissão para o sítio da Internet da
primeira, com observância do disposto no n.º 2.
5 — Com observância do disposto nos n.os 2 e 3, os campos relativos a rendimento e patri-
mónio constantes da declaração, bem como os elementos da declaração referidos na alínea f) do
n.º 2 do artigo 13.º, podem ser consultados, sem faculdade de reprodução, mediante requerimento
fundamentado com identificação do requerente, que fica registado na entidade responsável pela
análise e fiscalização das declarações apresentadas:
a) Presencialmente, junto da entidade;
b) Remotamente, mediante atribuição ao requerente de uma credencial de acesso digital
temporalmente limitada para consulta da declaração requerida.
6 — Compete à entidade responsável pela análise e fiscalização das declarações apresen-
tadas garantir o cumprimento do disposto nos n.os 2, 3 e 5, apenas disponibilizando para consulta,
para efeitos do disposto no n.º 1, os elementos públicos da declaração.
7 — Em caso de incumprimento das regras previstas nos n.os 2 e 3, pode o titular do cargo, a
qualquer momento, opor-se à disponibilização dos elementos não divulgáveis, cabendo à entidade
responsável pela análise e fiscalização das declarações apresentadas apreciar e decidir o pedido,
com recurso para o Tribunal Constitucional.
8 — Com fundamento em motivo atendível, designadamente interesses de terceiros ou
salvaguarda da reserva da vida privada, o titular do cargo pode opor -se ao acesso parcelar
ou integral aos elementos constantes da declaração de rendimento e património, competindo
à entidade responsável pela análise e fiscalização das declarações apresentadas apreciar
a existência ou não do aludido motivo, bem como da possibilidade e dos termos do referido
acesso.
9 — Cabe ao declarante, no ato de apresentação da sua declaração inicial ou posteriormente,
a iniciativa de invocar objeção nos termos e para os efeitos do número anterior.
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10 — O acesso aos elementos sobre os quais recaiu a oposição e a sua eventual publicitação
ficam suspensos até decisão final do respetivo processo.
11 — Os requerentes respondem civil e criminalmente, nos termos previstos na legislação
de proteção de dados, pela utilização indevida da informação obtida através da consulta das
declarações.
12 — A violação da reserva da vida privada resultante da divulgação da declaração, em
desrespeito do disposto nos n.os 2 e 3 é punida nos termos legais, designadamente segundo o
disposto nos artigos 192.º e 193.º do Código Penal.
13 — A Comissão parlamentar competente em matéria de aplicação do Estatuto dos Deputados
tem acesso eletrónico em tempo real à declaração de interesses apresentadas pelos Deputados
à Assembleia da República e pelos membros do Governo, para efeitos de cumprimento das suas
atribuições e competências previstas no Estatuto dos Deputados.
14 — Com exceção do disposto no n.º 4, a declaração única não pode ser objeto de divulga-
ção, designadamente em sítio da Internet ou nas redes sociais.
Artigo 18.º
Incumprimento das obrigações declarativas
1 — Em caso de não apresentação ou apresentação incompleta ou incorreta da declaração
e suas atualizações previstas nos artigos 13.º e 14.º, a entidade responsável pela análise e fis-
calização das declarações apresentadas notifica o titular ou antigo titular do cargo a que respeita
para a apresentar, completar ou corrigir no prazo de 30 dias consecutivos ao termo do prazo de
entrega da declaração.
2 — Quem, após a notificação prevista no número anterior, não apresentar as respetivas de-
clarações, salvo quanto ao Presidente da República, ao Presidente da Assembleia da República
e ao Primeiro-Ministro, incorre em declaração de perda do mandato, demissão ou destituição
judicial, consoante os casos.
3 — O antigo titular de cargo abrangido pelas obrigações declarativas previstas nos artigos 13.º
e 14.º, que após a notificação prevista no n.º 1, não apresentar as respetivas declarações, incorre
em inibição por período de um a cinco anos para o exercício de cargo que obrigue à referida de-
claração e que não corresponda ao exercício de funções como magistrado de carreira.
4 — Para efeitos do disposto nos números anteriores, as entidades em que se integrem os
titulares de cargos a que se aplica a presente lei comunicam à entidade responsável pela análise
e fiscalização das declarações apresentadas a data do início e da cessação de funções.
5 — (Revogado.)
6 — (Revogado.)
7 — (Revogado.)
8 — (Revogado.)
Artigo 18.º-A
Desobediência qualificada e ocultação intencional de património
1 — Sem prejuízo do disposto no artigo anterior, a não apresentação da declaração prevista
no artigo 13.º após notificação, é punida como crime de desobediência qualificada, com pena de
prisão até 3 anos.
2 — Quem:
a) Não apresentar a declaração devida nos termos do n.º 3 e 4 do artigo 14.º, após notificação;
b) Não apresentar intencionalmente a declaração devida nos termos da alínea a) do n.º 2 do
artigo 14.º;
c) Omitir das declarações apresentadas, com a intenção de ocultar:
i) Os elementos patrimoniais constantes das alíneas a) a d) do n.º 2 do artigo 13.º; ou
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ii) O aumento dos rendimentos, do ativo patrimonial ou da redução do passivo, bem como os
factos que os originaram, nos termos do n.º 6 do artigo 14.º é punido com pena de prisão de 1 a
5 anos, se consequências punitivas mais graves não tiverem lugar.
3 — Quando os factos descritos nos n.os 1 e 2 não forem acompanhados de qualquer incum-
primento declarativo junto da autoridade tributária durante o período de exercício de funções ou
até ao termo do prazo de 3 anos previsto no n.º 4 do artigo 14.º, a conduta é punida com pena de
multa até 360 dias.
4 — Os acréscimos patrimoniais não justificados apurados ao abrigo do regime fiscal tribu-
tário, de valor superior a 50 salários mínimos mensais, são tributados, para efeitos de IRS, à taxa
especial de 80 %.
Artigo 19.º
Códigos de Conduta
1 — As entidades públicas abrangidas pela presente lei devem aprovar Códigos de Conduta
a publicar no Diário da República e nos respetivos sítios na Internet, para desenvolvimento, entre
outras, das matérias relativas a ofertas institucionais e hospitalidade.
2 — Os Códigos de Conduta são aprovados:
a) Pela Assembleia da República, em relação aos respetivos Deputados, serviços e membros
de gabinetes;
b) Pelo Governo em relação aos seus membros, gabinetes e entidades da Administração
Pública e do sector público empresarial do Estado;
c) Pelos órgãos das autarquias locais no quadro das respetivas competências;
d) Pelos órgãos dirigentes das entidades autónomas e entidades reguladoras.
3 — Os Conselhos Superiores da Magistratura, dos Tribunais Administrativos e Fiscais e
do Ministério Público estabelecem, com independência e autonomia, e no respeito pelos seus
estatutos, os códigos de conduta aplicáveis, respetivamente, aos magistrados judiciais e do
Ministério Público.
4 — Sem prejuízo do seu desenvolvimento e adaptação à natureza de cada entidade pelos
respetivos códigos de conduta, o disposto nos artigos da presente lei relativos a ofertas e hospi-
talidade é diretamente aplicável às entidades abrangidas.
5 — Nenhuma disposição de qualquer código de conduta pode restringir as normas constitu-
cionais e derrogar as normas legais atinentes aos estatutos próprios dos titulares de cargos públicos
ou equiparados ou condicionar as condições de exercício do respetivo cargo ou função.
6 — Em caso de ausência de identificação do organismo designado no n.º 1 do artigo 16.º
são subsidiariamente responsáveis pelo cumprimento da norma as entidades hierárquicas do
competente serviço ou organismo ou os serviços técnicos de apoio aos órgãos eletivos, con-
forme os casos.
Artigo 20.º
Fiscalização
A análise e fiscalização das declarações apresentadas nos termos da presente lei compete
a entidade a identificar em lei própria, que define as suas competências, organização e regras de
funcionamento.
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Artigo 21.º
Dever de colaboração
A entidade responsável pela análise e fiscalização das declarações apresentadas, após
cumprimento dos procedimentos previstos no artigo 18.º, sempre que apurar factos suscetíveis de
preencherem algum dos ilícitos referidos na presente lei, deve comunicá-los ao Ministério Público
junto do Tribunal Constitucional ou a outras entidades competentes em razão da matéria, para os
devidos efeitos legais.
CAPÍTULO IV
Disposições finais
Artigo 22.º
Crimes de responsabilidade
Sem prejuízo do disposto na presente lei, os crimes de responsabilidade que os titula-
res de cargos políticos ou de altos cargos públicos cometam no exercício das suas funções,
bem como as sanções que lhes são aplicáveis e os respetivos efeitos, são regulados em lei
própria.
Artigo 23.º
Aplicação aos membros dos órgãos de governo próprio das Regiões Autónomas
A aplicação do disposto na presente lei aos membros dos órgãos de governo próprio das Regi-
ões Autónomas depende da adoção do regime nela previsto nos Estatutos Político-Administrativos
das Regiões Autónomas.
Artigo 24.º
Norma revogatória
1 — Sem prejuízo do disposto no número seguinte, são revogados:
a) A Lei n.º 4/83, de 2 de abril;
b) A Lei n.º 64/93, de 26 de agosto;
c) O Decreto Regulamentar n.º 1/2000, de 9 de março.
2 — Mantêm-se em vigor, até à eventual alteração dos Estatutos Político-Administrativos das
Regiões Autónomas referida no artigo anterior, para os titulares de cargos referidos na alínea h) do
n.º 1 do artigo 4.º da Lei n.º 4/83, de 2 de abril, e na alínea b) do n.º 2 do artigo 1.º da Lei n.º 64/93,
de 26 de agosto, as disposições daqueles atos legislativos que lhes sejam aplicáveis.
Artigo 25.º
Norma transitória
1 — Enquanto não estiver em funcionamento a plataforma eletrónica para a entrega da decla-
ração única, os titulares de cargos políticos e de altos cargos públicos, e equiparados, entregam-na
junto do Tribunal Constitucional, em formato de papel.
2 — As obrigações declarativas impostas pela presente lei aplicam-se aos titulares de cargos
políticos e de altos cargos públicos, e equiparados, que iniciem, renovem ou terminem funções a
partir da entrada em vigor da presente lei.
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3 — Aquando da entrada em funcionamento da plataforma eletrónica devem os titulares de
cargos políticos e de altos cargos públicos, e equiparados, proceder à entrega da sua declaração
através da plataforma eletrónica, no prazo de 60 dias.
4 — Para efeitos do número anterior, a entidade responsável pela operacionalização da pla-
taforma eletrónica emite aviso dando publicidade à sua entrada em funcionamento, a publicar na
2.ª série do Diário da República e no respetivo sítio da Internet.
5 — Até à entrada em funcionamento da plataforma eletrónica, os Deputados à Assembleia
da República e os membros do Governo preenchem ainda o registo de interesses existente junto
daquele órgão de soberania.
6 — As entidades públicas abrangidas pela presente lei devem aprovar num prazo de 120 dias
após a entrada em vigor da presente lei os respetivos Códigos de Conduta que estabelecem, entre
outros, os deveres de registo de ofertas e hospitalidades, bem como o organismo competente
para esse registo.
Artigo 26.º
Entrada em vigor
A presente lei entra em vigor no primeiro dia da XIV Legislatura.
ANEXO
(a que se refere o n.º 1 do artigo 13.º)
Modelo de Declaração de Rendimentos, Património e Interesses
1 – FACTO DETERMINANTE DA DECLARAÇÃO
Cargo/ Função a exercer
Data de início de
funções/recondução/reeleição
Data de Cessação de funções
Data da alteração
Declaração após três anos da
cessação de funções, nos
termos do n.º 4 do artigo 14.º
Deve ser assinalado nesta rubrica qual o facto ou factos que determina(m) a apresentação de
declaração (início/cessação/alteração), devendo ser assinalados os campos da cessação e início de
funções quando ocorram em simultâneo.
SIM
Exercício de funções em regime de exclusividade
NÃO
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2 – DADOS PESSOAIS
ELEMENTOS OBRIGATÓRIOS
Nome completo
Morada (rua, número e andar)
Localidade
Código postal
Freguesia
Concelho
Número de identificação civil
Número de identificação fiscal
Sexo
Natural de
Nascido em
Estado civil (se casado indicar regime de bens)
Nome completo do cônjuge ou unido(a) de facto (se aplicável)
ELEMENTOS FACULTATIVOS
Endereço eletrónico
Telefone/Telemóvel
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3 – REGISTO DE INTERESSES
DADOS RELATIVOS A ATIVIDADES PROFISSIONAIS, CARGO PÚBLICOS, PRIVADOS E
SOCIAIS, E OUTRAS FUNÇÕES E ATIVIDADES EXERCIDAS NOS ÚLTIMOS TRÊS ANOS
E/OU A EXERCER EM ACUMULAÇÃO OU EXERCIDOS ATÉ TRÊS ANOS APÓS A CESSAÇÃO
DE FUNÇÕES
NATUREZA E
CARGO LOCAL DATA
ÁREA DE REMUNERADA DATA DE
FUNÇÃO ENTIDADE DA DE
ATUAÇÃO DA (S/N) TERMO
ATIVIDADE SEDE INÍCIO
ENTIDADE
Deve ser registado nesta rubrica:
• Toda e qualquer atividade pública ou privada que o/a declarante exerça, ou tenha
exercido nos últimos três anos e/ou que venha a exercer em acumulação com o
mandato ou que tenha exercido até três anos após a cessação de funções, incluindo
atividades profissionais subordinadas, comerciais ou empresariais, exercício de
profissão liberal e o desempenho de funções eletivas ou de nomeação.
• Desempenho de cargos sociais que o/a declarante exerça, ou tenha exercido nos
últimos três anos e/ou que venha a exercer em acumulação com o mandato, ou
que tenha exercido até três anos após a cessação de funções, designadamente a
discriminação dos cargos de administrador, gerente, gestor, diretor, membro de
comissão administrativa, conselho fiscal e comissão de fiscalização, membro de
mesa de assembleia-geral ou de órgãos ou cargos análogos, de quaisquer
sociedades comerciais, civis sob forma comercial, cooperativas ou públicas e
também de associações, fundações, instituições particulares de solidariedade
social, misericórdias e semelhantes, tanto nacionais como estrangeiras.
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DADOS RELATIVOS A FILIAÇÃO, PARTICIPAÇÃO OU DESEMPENHO DE QUAISQUER
FUNÇÕES EM ENTIDADES DE NATUREZA ASSOCIATIVA, EXERCIDAS NOS ÚLTIMOS TRÊS
ANOS E/OU A EXERCER EM ACUMULAÇÃO OU EXERCIDOS ATÉ TRÊS ANOS APÓS A
CESSAÇÃO DE FUNÇÕES
NATUREZA E
CARGO LOCAL DATA
ÁREA DE REMUNERADA DATA DE
FUNÇÃO ENTIDADE DA DE
ATUAÇÃO DA (S/N) TERMO
ATIVIDADE SEDE INÍCIO
ENTIDADE
Deve ser registado nesta rubrica:
• Filiação, participação ou desempenho de quaisquer funções em quaisquer
entidades de natureza associativa, que o/a declarante exerça, ou tenha exercido
nos últimos três anos e/ou que venha a exercer em acumulação com o mandato,
ou que tenha exercido até três anos após a cessação de funções, desde que essa
menção não seja suscetível de revelar dados constitucionalmente protegidos como
sejam os relativos à saúde, orientação sexual, filiação sindical ou convicções
religiosas ou políticas, casos em que tal menção é meramente facultativa.
APOIO OU BENEFÍCIOS
NATUREZA E ÁREA
APOIO OU NATUREZA DO
ENTIDADE DE ATUAÇÃO DA DATA
BENEFÍCIO APOIO OU BENEFÍCIO
ENTIDADE
Devem ser registados nesta rubrica todos e quaisquer apoios financeiros ou materiais
recebidos para o exercício das atividades, inclusivamente de entidades estrangeiras,
designadamente senhas de presença e ajudas de custo (e que não correspondam a
remuneração, visto que, a existir, esta é identificada na rubrica anterior)
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SERVIÇOS PRESTADOS
NATUREZA E
SERVIÇO ÁREA DE
ENTIDADE LOCAL DA SEDE DATA
PRESTADO ATUAÇÃO DA
ENTIDADE
Consideram-se abrangidas nesta rubrica as entidades, e respetiva área de atividade, a
quem o/a declarante preste pessoalmente serviços remunerados de qualquer natureza com
carácter de permanência ou mesmo pontualmente desde que suscetíveis de gerarem
conflitos de interesses.
SOCIEDADES
NATUREZA E
PARTICIPAÇÃO SOCIAL
ÁREA DE
SOCIEDADE NATUREZA LOCAL DA SEDE (VALOR E
ATUAÇÃO DA
PERCENTAGEM)
ENTIDADE
Desta rubrica deve constar a identificação das sociedades em cujo capital o/a declarante
por si, pelo cônjuge ou unido de facto, disponha de capital e também a quantificação dessa
participação, devendo a mesma ser assinalada também, por remissão para este campo, no
campo relativo à declaração de património.
OUTRAS SITUAÇÕES
Não sendo, nos termos do n.º 3 do artigo 13.º, a lei taxativa na enumeração das situações a
registar, deste campo devem constar quaisquer outras que não se integrem nas anteriores e que
sejam suscetíveis de gerar incompatibilidades ou impedimentos previstos na lei.
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4 – DADOS SOBRE RENDIMENTOS E PATRIMÓNIO
RENDIMENTOS BRUTOS PARA EFEITOS DA LIQUIDAÇÃO DO IRS (INDICANDO O
MONTANTE OU QUE NÃO HÁ NADA A DECLARAR)
Rendimentos do trabalho dependente
Rendimentos do trabalho independente
Rendimentos comerciais e industriais
Rendimentos agrícolas
Rendimentos de capitais
Rendimentos prediais
Mais-valias
Pensões
Outros rendimentos
ATIVO PATRIMONIAL
I – PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar em Portugal
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar no Estrangeiro
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
II – QUOTAS, AÇÕES, PARTICIPAÇÕES OU OUTRAS PARTES SOCIAIS DO CAPITAL DE
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II – QUOTAS, AÇÕES, PARTICIPAÇÕES OU OUTRAS PARTES SOCIAIS DO CAPITAL DE
SOCIEDADES CIVIS OU COMERCIAIS (Deve ser feita remissão para os elementos declarados na
secção relativa ao registo de interesses, quando for o caso)
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar em Portugal
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar no Estrangeiro
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
III – DIREITOS SOBRE BARCOS, AERONAVES OU VEÍCULOS AUTOMÓVEIS
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar em Portugal
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar no Estrangeiro
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
IV – CARTEIRAS DE TÍTULOS, CONTAS BANCÁRIAS A PRAZO E APLICAÇÕES
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IV – CARTEIRAS DE TÍTULOS, CONTAS BANCÁRIAS A PRAZO E APLICAÇÕES
FINANCEIRAS EQUIVALENTES
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar em Portugal
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar no Estrangeiro
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
V– CONTAS BANCÁRIAS À ORDEM E DIREITOS DE CRÉDITO, DE VALOR SUPERIOR A 50
SALÁRIOS MÍNIMOS
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar em Portugal
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar no Estrangeiro
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
VI– OUTROS ELEMENTOS DO ATIVO PATRIMONIAL
Diário da República, 1.ª série
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VI– OUTROS ELEMENTOS DO ATIVO PATRIMONIAL
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar em Portugal
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
Indicação do facto que originou a alteração
patrimonial quando de valor superior a 50 vezes o
Bens a declarar no Estrangeiro
salário mínimo nacional em vigor à data da
declaração
PASSIVO
Indicação do facto que originou
a alteração patrimonial quando
Identificação do Credor em Montante do débito e data
de valor superior a 50 vezes o
Portugal ou no Estrangeiro do vencimento
salário mínimo nacional em
vigor à data da declaração
Indicação do facto que originou
a alteração patrimonial quando
Garantias patrimoniais em
Natureza da garantia de valor superior a 50 vezes o
Portugal ou no Estrangeiro
salário mínimo nacional em
vigor à data da declaração
PROMESSA DE VANTAGEM PATRIMONIAL FUTURA
Promessa de Data da Data Indicação do facto relativo ao aumento da
vantagem promessa previsível da vantagem patrimonial futura quando de valor
patrimonial concretização superior a 50 vezes o salário mínimo nacional
em vigor à data da declaração
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ÁREA DISPONÍVEL PARA PROSSEGUIR, SE FOR O CASO, DECLARAÇÕES RELATIVAS A
QUALQUER DOS CAMPOS ANTERIORES
114857664
www.dre.pt
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PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS E AGRICULTURA