Diário da República, 1.ª série
Diário da República n.º 252, 4.º suplemento
- Data
- 2013-12-01
Texto integral (5244 palavras)
I SÉRIE
Segunda-feira, 30 de dezembro de 2013 Número 252
ÍNDICE
4.º SUPLEMENTO
Ministérios das Finanças e da Saúde
Portaria n.º 377-A/2013:
Primeira alteração à Portaria n.º 301/2008, de 18 de abril que regula os critérios e con-
dições para a atribuição de incentivos institucionais e financeiros às unidades de saúde
familiar (USF) e aos profissionais que as integram, com fundamento em melhorias de
produtividade, eficiência, efetividade e qualidade dos cuidados prestados . . . . . . . . . . . 7004-(22)
7004-(22) Diário da República, 1.ª série — N.º 252 — 30 de dezembro de 2013
MINISTÉRIOS DAS FINANÇAS E DA SAÚDE Foram observados os procedimentos decorrentes da Lei
n.º 23/98, de 26 de maio.
Portaria n.º 377-A/2013 Assim:
Nos termos e ao abrigo do disposto no artigo 39.º do
de 30 de dezembro Decreto-Lei n.º 298/2007, de 22 de agosto, manda o Go-
verno, pelos Ministros de Estado e das Finanças e da Saúde,
A reforma dos Cuidados de Saúde Primários, iniciada
o seguinte:
em 2005, representa um acontecimento relevante no pano-
rama da Saúde, da Administração Pública e da sociedade
Artigo 1.º
portuguesa. Envolve um conjunto de princípios de suporte
como a descentralização, auto-organização e responsa- Objeto
bilização pelos resultados e tem contribuído, significa- A presente portaria procede à primeira alteração à Por-
tivamente, para o aumento do acesso dos cidadãos aos taria n.º 301/2008, de 18 de abril, que regula os critérios
cuidados de saúde, melhoria da qualidade e desempenho, e condições de atribuição dos incentivos institucionais e
refletindo-se naturalmente ao nível da sustentabilidade do financeiros às unidades de saúde familiares (USF) e aos
Serviço Nacional de Saúde (SNS). profissionais que as integram, com fundamento em melho-
A comprovada importância da continuidade da reforma rias de produtividade, eficiência, efetividade e qualidade
dos Cuidados de Saúde Primários (CSP), nomeadamente, dos cuidados prestados.
naquilo que respeita à expansão do modelo de Unidade de
Saúde Familiar (USF), foi devidamente reconhecida no
Artigo 2.º
memorando de entendimento sobre as condicionalidades
de política económica, celebrado entre o Governo Portu- Alteração à Portaria n.º 301/2008, de 18 de abril
guês e a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e São alterados os artigos 2.º, 3.º, 4.º, 5.º, 7.º e o 11º da
o Fundo Monetário Internacional. Portaria n.º 301/2008, de 14 de abril, que passam a ter a
No contexto da atual reforma das organizações de saúde seguinte redação:
e de contenção de despesa a nível global, os CSP assumem,
incontestavelmente, um papel de liderança, reforçado pelos «Artigo 2.º
valores da equidade, solidariedade e universalidade que
os sustentam. [...]
A contratualização de metas de desempenho com as USF 1 ― As equipas multiprofissionais das USF, inde-
devem, então, procurar garantir o necessário equilíbrio pendentemente do modelo em que se enquadrem, têm
entre exigência e exequibilidade, no sentido de conduzir acesso a um componente variável da remuneração, de-
a ganhos de saúde, bem como premiar o esforço, desem- nominada de incentivos, que consta da carta de compro-
penho e a excelência destas unidades, com a atribuição misso, contratualizada anualmente e que é aferida pelo
de incentivos, quer para as equipas de saúde, quer para os desempenho demonstrado em quatro áreas.
profissionais que as integram. 2 ― Entre a USF e os Agrupamentos de Centros de
A metodologia de contratualização desenvolvida para as Saúde (ACES) são contratualizados 22 indicadores, de
USF de modelo A, em funcionamento desde 2006, previa entre os constantes no anexo I à presente portaria, da
a existência de incentivos institucionais para aplicação nas qual faz parte integrante, nos termos seguintes:
respetivas USF. Desde 2007, o Decreto-Lei n.º 298/2007,
de 22 de agosto, veio consagrar e ampliar esta possibilidade a) 12 Indicadores comuns a todas as USF, definidos a
para todas as USF, independentemente do modelo em que cada três anos pela Administração Central do Sistema de
se enquadrem. Saúde, IP (ACSS,IP), de acordo com as prioridades da
A Portaria n.º 301/2008, de 18 de abril, veio regular Política de Saúde definida para o período considerado,
os critérios para a atribuição de incentivos institucionais em termos de acesso, desempenho assistencial, satisfa-
às USF e incentivos financeiros aos profissionais que as ção dos utentes e eficiência, Plano Nacional de Saúde
integram, designadamente, enfermeiros e pessoal admi- e Programas de Saúde Prioritários a nível nacional;
nistrativo. b) 4 Indicadores selecionados a cada três anos pela
Decorridos mais de cinco anos desde a publicação da Administração Regional de Saúde, IP (ARS,IP), comuns
referida portaria, mostra-se necessário rever os critérios e às respetivas USF da região de saúde, em termos de
condições para a atribuição dos incentivos institucionais, acesso e/ou desempenho assistencial, de acordo com
introduzindo-se, por um lado, um índice global de de- as prioridades definidas no Plano Nacional de Saúde e
sempenho, que consiste num valor apurado resultante da nos Programas de Saúde Prioritários a nível regional;
soma do grau de cumprimento ajustado de cada indicador, c) 2 Indicadores selecionados a cada três anos pelos
ponderado pelo respetivo peso relativo, e por outro lado, ACES, específicos para cada USF do ACES, em termos
um conjunto de novos indicadores de contratualização e de de acesso e/ou desempenho assistencial;
monitorização da atividade das USF, que permita abranger d) 4 Indicadores propostos pela USF para o triénio,
outras áreas e patologias, como as doenças respiratórias em termos de acesso e/ou desempenho assistencial.
e de saúde mental, e reforçar o número de indicadores de
resultado. 3 ― Os indicadores previstos no anexo I, podem ser
Neste contexto, procede-se ainda à criação de uma co- revistos anualmente pela ACSS,IP ouvidas as ordens
missão de acompanhamento externa em cada Adminis- profissionais, os sindicatos e as sociedades científicas.
tração Regional de Saúde, IP, a quem competirá acompa- 4 ― O bilhete de identidade dos indicadores previstos
nhar o processo de contratualização e arbitrar eventuais no anexo I e de outros indicadores que venham a ser
conflitos. validados, as regras de cálculo e demais especificações
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de registo são publicados pela ACSS,IP no respetivo 4 ― O ACES apura os resultados finais da contra-
sítio da internet. tualização que determinam a atribuição dos incentivos
5 ― Para a seleção dos indicadores referidos no ponto institucionais e financeiros.
nº 1 das alínea c) e d), define-se que: 5 ― O apuramento dos incentivos institucionais
obtém-se segundo a métrica de avaliação e os critérios
a) No caso da alínea c) do ponto 1, quando em três
anos consecutivos se atingir a meta contratualizada, constantes do anexo III da presente portaria, da qual
com superação do valor de referência nacional, deve faz parte integrante.
ser escolhido pelo ACES outro indicador, cujo único 6 ― O apuramento dos incentivos financeiros obtém-
critério deve refletir uma área de melhoria; -se segundo a métrica de avaliação e os critérios referi-
b) No caso da alínea d) do ponto 1, quando em três dos no n.º2 do artigo anterior.
anos consecutivos se atingir a meta contratualizada,
com superação do valor de referência nacional, deve ser Artigo 5.º
escolhido pela USF outro indicador, cujo único critério [...]
deve refletir uma área de melhoria;
1 ― A USF elabora um relatório de atividades, com
6 ― As ARS,IP, os ACES e as USF asseguram a base nas metas dos indicadores contratualizados e pe-
monitorização dos indicadores não selecionados nos los dados fornecidos automaticamente pelo sistema de
termos dos números anteriores, em termos a definir informação, que remete para o diretor executivo do
pela ACSS,IP. ACES, até 31 de março do ano seguinte àquele a que res-
7 ― Os incentivos institucionais traduzem-se, no- peita, que, após parecer do conselho clínico e de saúde,
meadamente, na distribuição de informação técnica, submete à aprovação do conselho diretivo da ARS,IP.
na participação em conferências, simpósios, colóquios, 2 ― A ARS,IP e o ACES podem, se assim o entende-
cursos de formação e seminários sobre matérias de di- rem, providenciar a realização de uma auditoria clínica
ferentes atividades da carteira de serviços da USF, no para verificar o cumprimento das metas, que deve estar
apoio à investigação, no aumento das amenidades de concluída até 15 de maio de cada ano.
exercício de funções da equipa multiprofissional ou no 3 ― A ARS,IP por intermédio do ACES comunica à
desenvolvimento de processos de melhoria da qualidade USF, até 15 de junho de cada ano, a decisão relativa à
e de acreditação. atribuição de incentivos.
4 ― Caso haja lugar à atribuição de incentivos fi-
Artigo 3.º nanceiros, a ARS,IP procede à sua entrega, aos profis-
sionais, até 15 de julho de cada ano.
[...] 5 ― Caso haja lugar à atribuição de incentivos ins-
1 ― Os incentivos financeiros, regulados pela pre- titucionais, a USF apresenta uma proposta de plano de
sente portaria, são atribuídos aos enfermeiros e ao pes- aplicação de incentivos institucionais, que remete para
soal administrativo em função dos resultados obtidos o diretor executivo do ACES, até 15 de julho de cada
pela respetiva equipa profissional, como parte da remu- ano, que, após parecer do conselho clínico e de saúde,
neração prevista para os profissionais das USF. submete à aprovação do conselho diretivo da ARS.
2 ― A atribuição de incentivos financeiros depende 6 ― Até 31 de julho de cada ano, a ARS,IP aprova o
da concretização das metas contratualizadas referentes a plano de aplicação de incentivos institucionais remetido
atividades decorrentes de vigilância de mulheres em pla- ou negoceia com a USF a sua aplicação em consonância
neamento familiar e grávidas, de vigilância de crianças com a estratégia regional de saúde.
do nascimento até ao segundo ano de vida, de vigilância
de utentes diabéticos e de utentes hipertensos, rastreios Artigo 7.º
oncológicos, vacinação e acessibilidade, segundo mé- Acompanhamento interno e externo
trica de avaliação e critérios constante no anexo II à
presente portaria, da qual faz parte integrante. 1 ― Cada USF, com o apoio do conselho clínico e de
saúde do ACES, elabora um plano de acompanhamento
Artigo 4.º interno que deve constar na carta de compromisso.
2 ― O plano de acompanhamento interno referido,
Contratualização e apuramento de resultados
no número anterior, baseia-se numa linha de orientação
1 ― O peso dos indicadores nacionais, os critérios comum, quer organizacional, quer técnico-científica.
gerais para a definição das metas a contratualizar e o 3 ― O acompanhamento interno, a executar pelo
referencial das metas de cada indicador nacional para o conselho clínico e de saúde do ACES com apoio do de-
processo de contratualização é determinado anualmente partamento de contratualização da ARS,IP e da ACSS,IP,
por despacho do membro do governo responsável pela é realizado trimestralmente, mediante o envio de rela-
área da saúde, a publicar até 15 de dezembro do ano tórios de execução por via eletrónica.
anterior a que se refere. 4 ― O acompanhamento externo é assegurado,
2 ― A ACSS,IP publica no sítio da internet a metodo- em cada ARS,IP, por uma comissão de acompanha-
logia de contratualização que operacionaliza a presente mento, constituída por três elementos efetivos e três
portaria até 15 de dezembro do ano anterior a que se elementos suplentes indicados pela ARS,IP respetiva, e
refere. três elementos efetivos e três suplentes indicados pelos
3 ― A carta de compromisso deve ser firmada pelas sindicatos de entre os coordenadores de USF de cada
partes, até 31 de março do ano a que se refere. ARS,IP.
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5 ― A comissão referida no número anterior, é pre- quer remuneração adicional, sem prejuízo do abono de
sidida por um dos elementos indicados pela ARS,IP ajudas de custo e de transporte pelas deslocações reali-
respetiva e exerce funções pelo período de um ano. zadas, cujo encargo é suportado pela respetiva ARS,IP.
6 ― A comissão de acompanhamento tem as seguin-
tes competências: Artigo 11.º
a) Acompanhar o processo de contratualização e apu-
[…]
ramento de resultados;
b) Receber informação e analisar as conclusões do A presente portaria é revista, sempre que tal se mos-
relatório de avaliação anual; tre necessário, devendo ser recolhidos os elementos
c) Dirimir e arbitrar eventuais conflitos entre as USF úteis resultantes da sua aplicação para introdução das
e os ACES, emergentes do processo de contratualização
e apuramento de resultados. alterações visadas.»
7 ― As deliberações da comissão de acompanhamento, Artigo 3.º
nos termos da alínea c) do número anterior, são precedidas Alteração aos anexos da Portaria n.º 301/2008, de 18 de abril
de audiência prévia dos representantes dos interessados.
8 ― A participação nos trabalhos da comissão de Os anexos I, II, III e IV da Portaria n.º 301/2008, de 14
acompanhamento externo, não confere direito a qual- de abril, passam a ter a seguinte redação:
«ANEXO I
[a que se refere o n.º 2 do artigo 2.º]
Indicadores
ID Designação Área do Indicador Tipo indicador
1 Proporção de consultas realizadas pelo respetivo médico de família Transversal Acesso
2 Taxa de utilização global de consultas médicas Transversal Acesso
3 Taxa de consultas médicas no domicílio por 1.000 inscritos Transversal Acesso
4 Taxa de consultas de enfermagem no domicílio por 1.000 inscritos Transversal Acesso
5 Proporção de consultas realizadas pelo respetivo enfermeiro de família Transversal Acesso
6 Taxa de utilização global de consultas médicas nos últimos 3 anos Transversal Acesso
7 Proporção de utilizadores referenciados para consulta hospitalar Transversal Desempenho assistencial
8 Taxa de utilização de consultas de planeamento familiar (médicas ou de en- Saúde da Mulher e Planea- Desempenho assistencial
fermagem) mento Familiar
9 Taxa de utilização de consultas de enfermagem de planeamento familiar Saúde da Mulher e Planea- Desempenho assistencial
mento Familiar
10 Taxa de utilização de consultas médicas de planeamento familiar Saúde da Mulher e Planea- Desempenho assistencial
mento Familiar
11 Proporção de grávidas com 1ª consulta médica de vigilância da gravidez, Saúde Materna Desempenho assistencial
realizada no 1º trimestre
12 Proporção de grávidas com 6 ou mais consultas de enfermagem em saúde Saúde Materna Desempenho assistencial
materna
13 Proporção de puérperas com consulta domiciliária de enfermagem Saúde Materna Desempenho assistencial
14 Proporção de recém-nascidos com pelo menos uma consulta médica de vigi- Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
lância realizada até aos 28 dias de vida
15 Proporção de recém-nascidos com consulta domiciliária de enfermagem rea- Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
lizada até ao 15º dia de vida
16 Proporção de crianças com pelo menos 6 consultas médicas de vigilância de Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
saúde infantil no 1º ano de vida
17 Proporção de crianças com pelo menos 3 consultas médicas de vigilância de Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
saúde infantil no 2º ano de vida
18 Proporção de utentes com hipertensão arterial, com pelo menos um registo de Hipertensão Desempenho assistencial
IMC nos últimos 12 meses
19 Proporção de utentes com hipertensão arterial, com registo de pressão arterial Hipertensão Desempenho assistencial
em cada semestre
20 Proporção de utentes com hipertensão arterial, com idade inferior a 65 anos, Hipertensão Desempenho assistencial
com pressão arterial inferior a 150/90 mmHg
21 Proporção de utentes com hipertensão arterial, com prescrição de anti- Hipertensão Desempenho assistencial
-hipertensores do tipo tiazídico
22 Proporção de utentes com hipertensão arterial, sem diabetes, com prescrição Hipertensão Desempenho assistencial
de antagonistas dos recetores da angiotensina II
23 Proporção de utentes com hipertensão arterial (sem doença cardiovascular nem Hipertensão Desempenho assistencial
diabetes), com determinação de risco cardiovascular nos últimos 3 anos
24 Proporção de utentes com hipertensão arterial, com consulta de enfermagem Hipertensão Desempenho assistencial
de vigilância e registo da gestão do regime terapêutico (3 itens) no último
ano
25 Proporção de utentes com hipertensão arterial, com acompanhamento ade- Hipertensão Desempenho assistencial
quado
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ID Designação Área do Indicador Tipo indicador
26 Proporção de utentes com hipertensão arterial, com 25 ou mais anos, que têm Hipertensão Desempenho assistencial
a vacina antitetânica atualizada
27 Proporção de crianças com 2 anos, com PNV totalmente cumprido até ao Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
2º aniversário
28 Proporção de crianças com 7 anos, com PNV totalmente cumprido até ao Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
7º aniversário
29 Proporção de jovens com 14 anos, com PNV totalmente cumprido até ao Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
14º aniversário
30 Proporção de utentes com diabetes ou com doença respiratória crónica ou com Saúde adultos Desempenho assistencial
doença cardíaca crónica ou com idade superior a 65 anos, com a vacina da
gripe prescrita ou efetuada nos últimos 12 meses
31 Proporção de crianças com 7 anos, com peso e altura registados no intervalo Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
[5; 7[anos
32 Proporção de jovens com 14 anos, com peso e altura registados no intervalo Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
[11; 14[anos
33 Proporção de utentes com idade igual ou superior a 14 anos com IMC registado Transversal Desempenho assistencial
nos últimos 3 anos
34 Proporção de utentes obesos e com idade igual ou superior a 14 anos, a quem Transversal Desempenho assistencial
foi realizada consulta de vigilância de obesidade nos últimos 2 anos
35 Proporção de utentes com diabetes, com pelo menos um exame dos pés re- Diabetes Desempenho assistencial
gistado no último ano
36 Proporção de utentes com diabetes, com consulta de enfermagem de vigilância Diabetes Desempenho assistencial
e registo de gestão do regime terapêutico (3 itens) no último ano
37 Proporção de utentes com diabetes, com consulta de enfermagem de vigilância Diabetes Desempenho assistencial
em diabetes no último ano
38 Proporção de utentes com diabetes, com pelo menos 2 HgbA1c no último ano, Diabetes Desempenho assistencial
desde que abranjam os 2 semestres
39 Proporção de utentes com diabetes, com o último registo de HgbA1c inferior Diabetes Desempenho assistencial
ou igual a 8,0 %
40 Proporção de utentes com diabetes, com pelo menos uma referenciação ou pelo Diabetes Desempenho assistencial
menos um registo de realização de exame à retina, no último ano
41 Proporção de utentes com diabetes tipo 2, em terapêutica com insulina Diabetes Desempenho assistencial
42 Proporção de utentes com diabetes tipo 2 com terapêutica com metfor- Diabetes Desempenho assistencial
mina
43 Proporção de utentes com diabetes, com acompanhamento adequado Diabetes Desempenho assistencial
44 Proporção de mulheres entre [50; 70[anos, com mamografia registada nos Rastreio Oncológico Desempenho assistencial
últimos dois anos
45 Proporção de mulheres entre [25; 60[anos, com colpocitologia nos últimos Rastreio Oncológico Desempenho assistencial
3 anos
46 Proporção de utentes com idade entre [50; 75[anos, com rastreio de cancro do Rastreio Oncológico Desempenho assistencial
cólon e reto efetuado
47 Proporção de utentes com idade igual ou superior a 14 anos, com quantificação Transversal Desempenho assistencial
dos hábitos tabágicos nos últimos 3 anos
48 Proporção de utentes com idade igual ou superior a 14 anos e com hábitos Transversal Desempenho assistencial
tabágicos, a quem foi realizada consulta relacionada com tabagismo, no
último ano
49 Proporção de utentes com DPOC, com pelo menos um registo de avaliação de Respiratório Desempenho assistencial
FeV1 nos últimos 3 anos
50 Proporção de grávidas com consulta de revisão de puerpério efetuada Saúde Materna Desempenho assistencial
51 Proporção de grávidas, com acompanhamento adequado Saúde Materna Desempenho assistencial
52 Proporção de mulheres em idade fértil, com acompanhamento adequado na Saúde da Mulher e Planea- Desempenho assistencial
área do planeamento familiar mento Familiar
53 Proporção de utentes com idade igual ou superior a 14 anos, com quantificação Saúde Mental Desempenho assistencial
do consumo de álcool, registado nos últimos 3 anos
54 Proporção de utentes com 14 ou mais anos e com o problema de “consumo Saúde Mental Desempenho assistencial
excessivo de álcool”, a quem foi realizada pelo menos uma consulta rela-
cionada nos últimos 3 anos
55 Proporção de utentes com idade igual ou superior a 18 anos e diagnóstico de Saúde Mental Desempenho assistencial
depressão, a quem foi prescrita terapêutica antidepressiva
56 Proporção de utentes com idade igual ou superior a 65 anos, a quem não Saúde Mental Desempenho assistencial
foram prescritos ansiolíticos, nem sedativos, nem hipnóticos, no período
em análise
57 Proporção de recém-nascidos, com diagnóstico precoce (TSHPKU) realizado Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
até ao sexto dia de vida
58 Proporção de crianças com 1 ano de vida com acompanhamento adequado na Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
área da saúde infantil durante o 1º ano de vida
59 Proporção de crianças com 2 anos, com peso e altura registado no último Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
ano
60 Proporção de crianças com 2 anos de vida, com acompanhamento adequado Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
na área da saúde infantil durante o 2º ano de vida
61 Proporção de crianças com 7 anos livres de cáries dentárias e de outras doenças Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
dos dentes e gengivas
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ID Designação Área do Indicador Tipo indicador
62 Proporção de crianças que completam 6 meses, com aleitamento materno Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
exclusivo até aos três meses de idade
63 Proporção de crianças com 7 anos, com consulta médica de vigilância realizada Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
no intervalo [5; 7[anos e PNV totalmente cumprido até ao 7º aniversário
64 Proporção de jovens com 14 anos com consulta médica de vigilância realizada Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
no intervalo [11; 14[anos e PNV totalmente cumprido até ao 14º aniversário
65 Proporção de utentes com idade igual ou superior a 75 anos, com prescrição Saúde adultos Desempenho assistencial
crónica inferior a cinco fármacos
66 Proporção de embalagens de medicamentos faturados, que são genéricos Transversal Eficiência
67 Proporção de utentes com idade igual ou superior a 65 anos, sem nenhuma Saúde adultos Desempenho assistencial
prescrição de trimetazidina no último ano
68 Despesa média de medicamentos faturados, por utente utilizador (baseado Transversal Eficiência
no PVP)
69 Despesa média de MCDTs faturados, por utente utilizador do SNS (baseado Transversal Eficiência
no preço convencionado)
70 Despesa média de medicamentos prescritos por utente utilizador (baseado Transversal Eficiência
no PVP)
71 Despesa média de MCDTs prescritos, por utente utilizador (baseado no preço Transversal Eficiência
convencionado)
72 Percentagem de utilizadores satisfeitos ou muito satisfeitos Transversal Satisfação
73 Número de dias com reclamações por fechar, por cada 1000 consultas médicas Transversal Satisfação
ou de enfermagem realizadas
74 Proporção de consultas médicas presenciais que deram origem a pelo menos Transversal Desempenho assistencial
uma codificação ICPC-2
75 Proporção de utentes com diabetes tipo 2 com compromisso de vigilância Diabetes Caracterização
76 Proporção de utentes com hipertensão arterial, com compromisso de vigi- Hipertensão Caracterização
lância
77 Proporção de utentes com diagnóstico de asma Respiratório Caracterização
78 Proporção de utentes com diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crónica Respiratório Caracterização
(DPOC)
79 Número de unidades de contratualização relacionadas com vigilância de utentes Hipertensão Desempenho assistencial
com hipertensão arterial (atividades específicas)
80 Número de unidades de contratualização relacionadas com vigilância de utentes Diabetes Desempenho assistencial
com diabetes (atividades específicas)
81 Número de unidades de contratualização relacionadas com vigilância de grá- Saúde Materna Desempenho assistencial
vidas (atividades específicas)
82 Número de unidades de contratualização relacionadas com vigilância em pla- Saúde da Mulher e Planea- Desempenho assistencial
neamento familiar nas mulheres em idade fértil (atividades específicas) mento Familiar
83 Número de unidades de contratualização relacionadas com vigilância de crian- Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
ças no 1º ano de vida (atividades específicas)
84 Número de unidades de contratualização relacionadas com vigilância de crian- Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
ças no 2º ano de vida (atividades específicas)
85 Incidência de amputações major de membro inferior em utentes com diabetes, Diabetes Desempenho assistencial
entre utentes residentes
86 Proporção de recém-nascidos de termo, de baixo peso Saúde Materna Desempenho assistencial
87 Taxa de internamentos por doença cerebrovascular, entre residentes com menos Saúde adultos Desempenho assistencial
de 65 anos
88 Proporção de utentes com diabetes, com pelo menos 1 HgbA1c no último Diabetes Desempenho assistencial
semestre
89 Proporção de utentes com hipertensão arterial, com registo de pressão arterial Hipertensão Desempenho assistencial
no último semestre
90 Despesa média de medicamentos faturados, por utente utilizador (baseado no Transversal Eficiência
valor comparticipado pelo SNS)
91 Proporção de utentes com diabetes, com idade inferior a 65 anos, com o último Diabetes Desempenho assistencial
registo de HgbA1c inferior ou igual a 6,5 %
92 Proporção de doentes hipocoagulados que são controlados na unidade de Saúde adultos Desempenho assistencial
saúde
93 Proporção de crianças com 2 anos, com PNV cumprido ou em execução à data Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
de referência do indicador
94 Proporção de crianças com 7 anos, com PNV cumprido ou em execução à data Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
de referência do indicador
95 Proporção de jovens com 14 anos, com PNV cumprido ou em execução à data Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
de referência do indicador
96 Rácio entre a despesa faturada com inibidores DPP-4 e a faturada com anti- Diabetes Eficiência
diabéticos orais, em doentes com diabetes mellitus tipo 2
97 Proporção de utentes com diabetes, com microalbuminúria no último ano Diabetes Desempenho assistencial
98 Proporção de utentes com 25 ou mais anos, que têm a vacina antitetânica Saúde adultos Desempenho assistencial
atualizada
99 Taxa de utilização global de consultas de enfermagem nos últimos 3 anos Transversal Acesso
100 Taxa de utilização global de consultas médicas ou de enfermagem nos últimos Transversal Acesso
3 anos
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ANEXO II
[a que se refere o n.º 2 do artigo 3.º e o n.º 6 do artigo 4.º]
Métrica de avaliação das metas contratualizadas e critérios de atribuição de incentivos financeiros
1—…
2 — Critérios de atribuição de incentivos financeiros:
a) Indicadores de desempenho e de acesso a verificar (constantes no anexo I à presente portaria):
ID Designação Área do Indicador Tipo indicador
9 Taxa de utilização de consultas de enfermagem de planeamento familiar Saúde da Mulher e Planea- Desempenho assistencial
mento Familiar
12 Proporção de grávidas com 6 ou mais consultas de enfermagem em saúde Saúde Materna Desempenho assistencial
materna
13 Proporção de puérperas com consulta domiciliária de enfermagem
50 Proporção de grávidas com consulta de revisão de puerpério efetuada
15 Proporção de recém-nascidos com consulta domiciliária de enfermagem rea- Saúde Infantil e Juvenil Desempenho assistencial
lizada até ao 15° dia de vida
16 Proporção de crianças com pelo menos 6 consultas médicas de vigilância de
saúde infantil no 1° ano de vida
17 Proporção de crianças com pelo menos 3 consultas médicas de vigilância de
saúde infantil no 2° ano de vida
27 Proporção de crianças com 2 anos, com PNV totalmente cumprido até ao
2° aniversário
18 Proporção de utentes com hipertensão arterial, com pelo menos um registo de Hipertensão Desempenho assistencial
IMC nos últimos 12 meses
19 Proporção de utentes com hipertensão arterial, com registo de pressão arterial
em cada semestre
35 Proporção de utentes com diabetes, com pelo menos um exame dos pés re- Diabetes Desempenho assistencial
gistado no último ano
36 Proporção de utentes com diabetes, com consulta de enfermagem de vigilância
e registo de gestão do regime terapêutico (3 itens) no último ano
37 Proporção de utentes com diabetes, com consulta de enfermagem de vigilância
em diabetes no último ano
45 Proporção de mulheres entre [25; 60[anos, com colpocitologia nos últimos Rastreio Oncológico Desempenho assistencial
3 anos
98 Proporção de utentes com 25 ou mais anos, que têm a vacina antitetânica Saúde Adultos Desempenho assistencial
atualizada
33 Proporção de utentes com idade igual ou superior a 14 anos com IMC registado Transversal Desempenho assistencial
nos últimos 3 anos
99 Taxa de utilização global de consultas de enfermagem nos últimos 3 anos Acesso
b) … ii. Se o grau de cumprimento do indicador for igual
c) … ou superior a 80% e igual ou inferior a 110%, o grau de
cumprimento ajustado é igual ao próprio valor;
ANEXO III iii. Se o grau de cumprimento do indicador for superior
a 110%, o grau de cumprimento ajustado é igual a 110%.
[a que se refere o n.º 5 do artigo 4.º]
3 — Em relação aos indicadores da taxa de utilização
Métricas de avaliação das metas contratualizadas com ID 6 e de vacinação com ID 27, 28, 29, 93, 94 e 95
e critérios de atribuição dos incentivos institucionais a margem de cumprimento será valorizada entre 95% e
1 — A avaliação dos resultados dos indicadores e a de- 105%, correspondendo o grau de cumprimento ajustado
terminação do direito à atribuição de incentivos institu- ao próprio valor.
cionais assenta no Índice de Desempenho Global (IDG) 4 — Para os indicadores de desempenho económico-
da USF, aferido pelos indicadores contratualizados. -financeiro com ID 68, 69, 70, 71 e 90, a margem de
2 — Para efeitos de apuramento do IDG considera-se: cumprimento será valorizada entre 95% e 105%.
5 — O peso relativo dos indicadores é o que se apre-
a) Grau de cumprimento do indicador – corresponde senta no quadro seguinte:
à percentagem de concretização da meta definida.
b) Grau de cumprimento ajustado do indicador – cor- Número Âmbito Tipo Ponder.
responde ao grau de cumprimento do indicador, balizado
por um limite superior e inferior.
2 Nacional Acesso 7,5%
c) Para efeitos do disposto na alínea anterior, são 7 Nacional Desempenho assistencial 26,0%
definidos os seguintes limites, com exceção dos indica- 2 Nacional Eficiência (desempenho 24,0%
dores da taxa de utilização, vacinação e de desempenho económico)
económico-financeiro: 1 Nacional Satisfação 5,0%
4 Regional Qualquer 15,0%
i. Se o grau de cumprimento do indicador for inferior 2 Local (ACES) Qualquer 7,5%
4 Local (UF) Qualquer 15,0%
a 80%, o grau de cumprimento ajustado é igual a 0%;
7004-(28) Diário da República, 1.ª série — N.º 252 — 30 de dezembro de 2013
6 — O valor do Índice de Desempenho Global, cor- b) Quando o IDG apurado ficar entre 75% e 100%,
responde à soma das ponderações do grau de cumpri- a atribuição de incentivos corresponde ao produto do
mento ajustado de cada indicador. IDG pelo valor máximo dos incentivos estabelecidos
ANEXO IV no número anterior».
[a que se refere o n.º 2 do artigo 8.º]
Artigo 4.º
Valor dos incentivos institucionais
Norma revogatória
1 — Os valores máximos dos incentivos institucionais
a atribuir às USF são os constantes da seguinte tabela: É revogado o artigo 10.º da Portaria n.º 301/2008, de
14 de abril.
Valor máximo
Número de unidades
dos incentivos
ponderadas (UP) por USF
(euros) Artigo 5.º
< 8 500 9 600 Entrada em vigor
8 500 – 15 500 15 200
>= 15 500 20 000 A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao
da sua publicação.
2 — O valor de incentivos definidos no número ante-
rior é ajustado de acordo com o IDG da respetiva USF, Em 27 de dezembro de 2013.
atendendo aos seguintes critérios: A Ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Ca-
a) Sempre que o IDG apurado for inferior a 75%, sanova Morgado Dias de Albuquerque. — O Ministro da
não há lugar à atribuição de incentivos; Saúde, Paulo José de Ribeiro Moita de Macedo.
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