Diário da República, 1.ª série
Diário da República n.º 136
- Data
- 2016-07-01
Texto integral (55 313 palavras)
I SÉRIE
Segunda-feira, 18 de julho de 2016 Número 136
ÍNDICE
Presidência da República
Decreto do Presidente da República n.º 35/2016:
Ratifica a Convenção entre a República Portuguesa e o Reino da Arábia Saudita para Evitar
a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento,
assinada em Lisboa, em 8 de abril de 2015 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2245
Decreto do Presidente da República n.º 36/2016:
Ratifica a Convenção entre a República Portuguesa e o Sultanato de Omã para Evitar a Dupla
Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento, assinada
em Lisboa, em 28 de abril de 2015 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2245
Assembleia da República
Resolução da Assembleia da República n.º 127/2016:
Aprova a Convenção entre a República Portuguesa e o Reino da Arábia Saudita para Evitar
a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento,
assinada em Lisboa, em 8 de abril de 2015 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2245
Resolução da Assembleia da República n.º 128/2016:
Aprova a Convenção entre a República Portuguesa e o Sultanato de Omã para Evitar a Dupla
Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento, assinada
em Lisboa, em 28 de abril de 2015 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2268
Resolução da Assembleia da República n.º 129/2016:
Recomenda ao Governo a criação do estatuto do cuidador informal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2293
Resolução da Assembleia da República n.º 130/2016:
Recomenda ao Governo medidas de apoio aos cuidadores informais e a aprovação do seu es-
tatuto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2294
Resolução da Assembleia da República n.º 131/2016:
Recomenda ao Governo medidas de combate à Vespa velutina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2294
Resolução da Assembleia da República n.º 132/2016:
Recomenda ao Governo o reforço do Centro Hospitalar do Médio Tejo para melhorar a qualidade
dos serviços prestados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2295
Resolução da Assembleia da República n.º 133/2016:
Recomenda ao Governo a adoção de medidas de apoio à cultura do medronheiro e à produção
de aguardente de medronho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2295
2244 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
Negócios Estrangeiros
Aviso n.º 77/2016:
Acordo que cria uma Associação entre a União Europeia e Comunidade Europeia de Energia
Atómica e os seus Estados-Membros, por um lado, e a Geórgia, por outro, assinado em Bruxelas
em 27 de junho de 2014 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2295
Aviso n.º 78/2016:
Acordo que cria uma Associação entre a União Europeia e a Comunidade Europeia de Energia
Atómica e os seus Estados-Membros, por um lado, e a República da Moldávia, por outro, as-
sinado em Bruxelas em 27 de junho de 2014 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2296
Saúde
Portaria n.º 193/2016:
Altera o artigo 2.º da Portaria n.º 37/2016, de 4 de março, que fixa as normas regulamentares
necessárias à repartição dos resultados líquidos de exploração dos jogos sociais, atribuídos ao
Ministério da Saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2296
Ambiente
Declaração de Retificação n.º 13/2016:
Retifica a Portaria n.º 175/2016, do Ambiente, que aprova a delimitação da Reserva Ecológica
Nacional do Município de Caminha, publicada no Diário da República, 1.ª série, n.º 118, de
22 de junho de 2016. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2296
Supremo Tribunal Administrativo
Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo n.º 3/2016:
Na ação administrativa de oposição à aquisição de nacionalidade portuguesa, a propor ao abrigo
do disposto nos arts. 09.º, alínea a) e 10.º da Lei n.º 37/81, de 03 de outubro [Lei da Naciona-
lidade] na redação que lhe foi introduzida pela Lei Orgânica n.º 2/2006, de 17 de abril, cabe
ao Ministério Público o ónus de prova dos fundamentos da inexistência de ligação efetiva à
comunidade nacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2297
Região Autónoma da Madeira
Decreto Legislativo Regional n.º 30/2016/M:
Adapta à Região Autónoma da Madeira, o regime jurídico de acesso e exercício de atividades
de comércio, serviços e restauração, aprovado em anexo ao Decreto-Lei n.º 10/2015, de 16 de
janeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2303
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2245
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CONVENÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E O REINO
DA ARÁBIA SAUDITA PARA EVITAR A DUPLA TRIBUTAÇÃO
E PREVENIR A EVASÃO FISCAL EM MATÉRIA DE IMPOSTOS
Decreto do Presidente da República n.º 35/2016 SOBRE O RENDIMENTO.
de 18 de julho A República Portuguesa e o Reino da Arábia Saudita:
O Presidente da República decreta, nos termos do ar- Desejando celebrar uma Convenção para evitar a dupla
tigo 135.º, alínea b), da Constituição, o seguinte: tributação e prevenir a evasão fiscal em matéria de impos-
É ratificada a Convenção entre a República Portuguesa tos sobre o rendimento a fim de promover e reforçar as
e o Reino da Arábia Saudita para Evitar a Dupla Tributação relações económicas entre os dois países;
e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre
o Rendimento, assinada em Lisboa, em 8 de abril de 2015, acordam no seguinte:
aprovada pela Resolução da Assembleia da República
n.º 127/2016, em 6 de maio de 2016. Artigo 1.º
Assinado em 7 de julho de 2016. Pessoas visadas
Publique-se. A presente Convenção aplica-se às pessoas residentes
de um ou de ambos os Estados Contratantes.
O Presidente da República, MARCELO REBELO DE
SOUSA. Artigo 2.º
Referendado em 14 de julho de 2016. Impostos visados
O Primeiro-Ministro, António Luís Santos da Costa. 1 — A presente Convenção aplica-se aos impostos sobre o
rendimento exigidos em benefício de um Estado Contratante,
Decreto do Presidente da República n.º 36/2016 ou das suas subdivisões políticas ou administrativas ou autar-
quias locais, seja qual for o sistema usado para a sua cobrança.
de 18 de julho 2 — São considerados impostos sobre o rendimento todos
O Presidente da República decreta, nos termos do ar- os impostos incidentes sobre o rendimento total ou sobre
tigo 135.º, alínea b), da Constituição, o seguinte: elementos do rendimento, incluindo os impostos sobre os
É ratificada a Convenção entre a República Portuguesa ganhos derivados da alienação de bens mobiliários ou imo-
e o Sultanato de Omã para Evitar a Dupla Tributação e biliários, bem como os impostos sobre as mais-valias.
Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o 3 — Os impostos atuais a que a presente Convenção se
Rendimento, assinada em Lisboa, em 28 de abril de 2015, aplica são, nomeadamente:
aprovada pela Resolução da Assembleia da República a) No caso do Reino da Arábia Saudita:
n.º 128/2016, em 6 de maio de 2016.
(i) O Zakat; e
Assinado em 7 de julho de 2016. (ii) O imposto sobre o rendimento, incluindo o imposto
Publique-se. sobre o investimento em gás natural;
O Presidente da República, MARCELO REBELO DE (a seguir referidos pela designação de «imposto saudita»);
SOUSA. b) No caso da República Portuguesa:
Referendado em 14 de julho de 2016. (i) O Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singu-
O Primeiro-Ministro, António Luís Santos da Costa. lares (IRS);
(ii) O Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Cole-
tivas (IRC); e
(iii) As Derramas;
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
(a seguir referidos pela designação de «imposto portu-
Resolução da Assembleia da República n.º 127/2016 guês»).
Aprova a Convenção entre a República Portuguesa e o Reino
da Arábia Saudita para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a 4 — O disposto na presente Convenção será também
Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento, aplicável aos impostos de natureza idêntica ou substan-
assinada em Lisboa, em 8 de abril de 2015. cialmente similar que entrem em vigor posteriormente à
data da assinatura da Convenção e que venham a acrescer
A Assembleia da República resolve, nos termos da aos atuais ou a substituí-los. As autoridades competentes
alínea i) do artigo 161.º e do n.º 5 do artigo 166.º da Consti- dos Estados Contratantes comunicarão uma à outra as
tuição, aprovar a Convenção entre a República Portuguesa modificações significativas introduzidas nas respetivas
e o Reino da Arábia Saudita para Evitar a Dupla Tributa- legislações fiscais.
ção e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos
sobre o Rendimento, assinada em Lisboa, em 8 de abril Artigo 3.º
de 2015, cujo texto, nas versões autenticadas nas línguas Definições gerais
portuguesa, árabe e inglesa, se publica em anexo.
1 — Para efeitos da presente Convenção, a não ser que
Aprovada em 6 de maio de 2016. o contexto exija interpretação diferente:
O Presidente da Assembleia da República, Eduardo a) O termo «Reino da Arábia Saudita» significa o terri-
Ferro Rodrigues. tório do Reino da Arábia Saudita, incluindo a área fora das
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suas águas territoriais, em que o Reino da Arábia Saudita a esse Estado e às suas subdivisões políticas ou adminis-
exerce direitos de soberania e de jurisdição sobre as suas trativas ou autarquias locais. Todavia, esta expressão não
águas, leito do mar, subsolo e recursos naturais por força inclui qualquer pessoa que esteja sujeita a imposto nesse
do seu Direito e do Direito Internacional; Estado apenas relativamente ao rendimento de fontes lo-
b) O termo «República Portuguesa», quando usado em calizadas nesse Estado.
sentido geográfico, compreende o território da República 2 — Quando, por virtude do disposto no n.º 1 do pre-
Portuguesa, em conformidade com o Direito Internacional sente artigo, uma pessoa singular for residente de ambos
e a legislação portuguesa, incluindo o seu mar territorial e os Estados Contratantes, a situação deverá ser resolvida
as áreas marítimas adjacentes aos limites externos do mar do seguinte modo:
territorial, incluindo o leito do mar e o seu subsolo, em a) É considerada residente apenas do Estado em que
que a República Portuguesa exerça direitos de soberania tenha uma habitação permanente à sua disposição. Se tiver
ou jurisdição; uma habitação permanente à sua disposição em ambos os
c) As expressões «um Estado Contratante» e «o outro Estados, é considerada residente apenas do Estado com
Estado Contratante» significam a República Portuguesa o qual sejam mais estreitas as suas relações pessoais e
ou o Reino da Arábia Saudita, consoante resulte do con- económicas (centro de interesses vitais);
texto; b) Se o Estado em que tem o centro de interesses vitais
d) O termo «pessoa» compreende uma pessoa singular, não puder ser determinado, ou se não tiver uma habitação
uma sociedade e qualquer outro agrupamento de pessoas; permanente à sua disposição em nenhum dos Estados, é
e) O termo «sociedade» significa qualquer pessoa co- considerada residente apenas do Estado em que permaneça
letiva ou qualquer entidade tratada como pessoa coletiva habitualmente;
para fins tributários; c) Se permanecer habitualmente em ambos os Estados,
f) As expressões «empresa de um Estado Contratante» ou se não permanecer habitualmente em nenhum deles, é
e «empresa do outro Estado Contratante» significam, res- considerada residente apenas do Estado de que seja na-
petivamente, uma empresa explorada por um residente de cional;
um Estado Contratante e uma empresa explorada por um d) Se for nacional de ambos os Estados, ou se não for
residente do outro Estado Contratante; nacional de nenhum deles, as autoridades competentes dos
g) A expressão «tráfego internacional» significa qual- Estados Contratantes deverão resolver o caso de comum
quer transporte por navio ou aeronave explorado por uma acordo.
empresa cuja direção efetiva esteja situada num Estado
Contratante, exceto se o navio ou aeronave for explorado 3 — Quando, em virtude do disposto no n.º 1 do pre-
somente entre lugares situados no outro Estado Contratante; sente artigo, uma pessoa, que não seja uma pessoa singular,
h) O termo «nacional» designa: for residente de ambos os Estados Contratantes, é consi-
i) Qualquer pessoa singular que tenha a nacionalidade derada residente apenas do Estado em que estiver situado
de um Estado Contratante; o seu local de direção efetiva.
ii) Qualquer pessoa coletiva, sociedade de pessoas ou
associação constituída em conformidade com a legislação Artigo 5.º
em vigor num Estado Contratante; Estabelecimento estável
i) A expressão «autoridade competente» significa: 1 — Para efeitos da presente Convenção, entende-se por
«estabelecimento estável» uma instalação fixa através da
i) No caso do Reino da Arábia Saudita: o Ministério das qual a empresa exerce toda ou parte da sua atividade.
Finanças representado pelo Ministro das Finanças ou os 2 — A expressão «estabelecimento estável» compreende,
seus representantes autorizados; nomeadamente:
ii) No caso da República Portuguesa: o Ministro das
Finanças, o Diretor-Geral da Autoridade Tributária e Adua- a) Um local de direção;
neira ou os seus representantes autorizados. b) Uma sucursal;
c) Um escritório;
2 — No que se refere à aplicação da Convenção, num d) Uma fábrica;
dado momento, por um Estado Contratante, qualquer ex- e) Uma oficina; e
pressão aí não definida terá, a não ser que o contexto exija f) Qualquer local de extração de recursos naturais.
interpretação diferente, o significado que lhe for atribuído
nesse momento pela legislação desse Estado relativa aos 3 — A expressão «estabelecimento estável» compreende
impostos a que a Convenção se aplica, prevalecendo a igualmente:
interpretação resultante da legislação fiscal sobre a que a) Um local ou um estaleiro de construção, um projeto
decorra de outra legislação desse Estado. de construção, de instalação ou de montagem, ou as ativi-
dades de supervisão conexas, mas apenas se a sua duração
Artigo 4.º exceder seis meses;
Residente
b) A prestação de serviços, incluindo serviços de con-
sultoria, por uma empresa, através de empregados ou de
1 — Para efeitos da presente Convenção, a expressão outro pessoal contratado pela empresa para esse efeito,
«residente de um Estado Contratante» significa qualquer mas apenas se as atividades dessa natureza forem exercidas
pessoa que, por virtude da legislação desse Estado, está aí num Estado Contratante (relativamente ao mesmo projeto
sujeita a imposto devido ao seu domicílio, à sua residência, ou a um projeto conexo) durante um período ou períodos
ao local da constituição, ao local de direção ou a qualquer que, no total, excedam seis meses em qualquer período
outro critério de natureza similar, e aplica-se igualmente de doze meses.
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4 — Não obstante as disposições anteriores do pre- 2 — A expressão «bens imobiliários» terá o significado
sente artigo, a expressão «estabelecimento estável» não que lhe for atribuído pelo Direito do Estado Contratante em
compreende: que tais bens estiverem situados. A expressão compreende
sempre os acessórios, o gado e o equipamento das explo-
a) As instalações utilizadas unicamente para armazenar
rações agrícolas e florestais, os direitos a que se apliquem
ou expor bens ou mercadorias pertencentes à empresa;
as disposições do direito privado relativas à propriedade
b) Um depósito de bens ou de mercadorias pertencen-
de bens imóveis, o usufruto de bens imobiliários e os di-
tes à empresa, mantido unicamente para os armazenar ou
reitos a retribuições variáveis ou fixas pela exploração ou
expor;
pela concessão da exploração de jazigos minerais, fontes
c) Um depósito de bens ou de mercadorias pertencentes
e outros recursos naturais; os navios e as aeronaves não
à empresa, mantido unicamente para serem transformados
são considerados bens imobiliários.
por outra empresa;
3 — O disposto no n.º 1 do presente artigo aplica-se
d) Uma instalação fixa mantida unicamente para com-
aos rendimentos derivados da utilização direta, do arren-
prar bens ou mercadorias ou reunir informações para a
damento ou de qualquer outra forma de utilização dos
empresa;
bens imobiliários.
e) Uma instalação fixa mantida unicamente para exer-
4 — O disposto nos n.os 1 e 3 do presente artigo aplica-
cer, para a empresa, qualquer outra atividade de caráter
-se igualmente aos rendimentos provenientes dos bens
preparatório ou auxiliar;
imobiliários de uma empresa e aos rendimentos dos bens
f) Uma instalação fixa mantida unicamente para o exer-
imobiliários utilizados para o exercício de profissões in-
cício de qualquer combinação das atividades referidas
dependentes.
nas alíneas a) a e), desde que a atividade de conjunto da
instalação fixa resultante desta combinação seja de caráter Artigo 7.º
preparatório ou auxiliar. Lucros das empresas
5 — Não obstante o disposto nos n.os 1 e 2 do presente 1 — Os lucros de uma empresa de um Estado Con-
artigo, quando uma pessoa — que não seja um agente tratante só podem ser tributados nesse Estado, a não ser
independente, a quem é aplicável o n.º 6 — atue, num que a empresa exerça a sua atividade no outro Estado
Estado Contratante, por conta de uma empresa do outro Contratante através de um estabelecimento estável aí si-
Estado Contratante, considera-se que esta empresa possui tuado. Se a empresa exercer a sua atividade deste modo,
um estabelecimento estável no primeiro Estado Contratante os seus lucros podem ser tributados no outro Estado, mas
mencionado, relativamente a quaisquer atividades que essa unicamente na medida em que sejam imputáveis a esse
pessoa exerça para a empresa, se essa pessoa: estabelecimento estável.
2 — Com ressalva do disposto no n.º 3 do presente
a) Tiver e habitualmente exercer nesse Estado poderes artigo, quando uma empresa de um Estado Contratante
para celebrar contratos em nome da empresa, a não ser que exercer a sua atividade no outro Estado Contratante através
as atividades dessa pessoa se limitem às referidas no n.º 4 de um estabelecimento estável aí situado, serão imputados,
do presente artigo, as quais, se fossem exercidas através em cada Estado Contratante, a esse estabelecimento estável
de uma instalação fixa, não permitiriam considerar essa os lucros que este obteria se fosse uma empresa distinta
instalação fixa como um estabelecimento estável, de acordo e separada que exercesse as mesmas atividades ou ativi-
com as disposições desse número; ou dades similares, nas mesmas condições ou em condições
b) Não tiver tais poderes, mas mantiver habitualmente similares, e tratasse com absoluta independência com a
no primeiro Estado mencionado um depósito de bens ou empresa de que é estabelecimento estável.
de mercadorias a partir do qual essa pessoa entrega regu- 3 — Na determinação do lucro de um estabelecimento
larmente bens ou mercadorias por conta da empresa. estável, é permitido deduzir os encargos suportados para
o exercício da atividade desse estabelecimento estável,
6 — Não se considera que uma empresa tem um esta- incluindo os encargos de direção e os encargos gerais
belecimento estável num Estado Contratante pelo simples de administração, suportados com o fim referido, quer
facto de exercer a sua atividade nesse Estado por intermé- no Estado em que esse estabelecimento estável estiver
dio de um corretor, de um comissário geral ou de qualquer situado quer fora dele. No entanto, não será permitido
outro agente independente, desde que essas pessoas atuem efetuar qualquer dedução relativamente às importâncias,
no âmbito normal da sua atividade. se as houver, pagas (exceto como reembolso de encargos
7 — O facto de uma sociedade residente de um Estado efetivamente suportados) pelo estabelecimento estável à
Contratante controlar ou ser controlada por uma sociedade sede da empresa ou a qualquer um dos seus outros esta-
residente do outro Estado Contratante ou que exerce a sua belecimentos estáveis, a título de royalties, honorários ou
atividade nesse outro Estado (quer seja através de um estabele- outros pagamentos similares como contrapartida pelo uso
cimento estável, quer de outro modo) não é, só por si, bastante de patentes ou outros direitos, ou a título de comissões pela
para fazer de qualquer dessas sociedades estabelecimento prestação de serviços específicos ou serviços de gestão
estável da outra. ou, salvo no caso de uma empresa bancária, a título de
Artigo 6.º rendimentos de créditos por empréstimos concedidos ao
estabelecimento estável. De igual modo, na determinação
Rendimentos de bens imobiliários
do lucro de um estabelecimento estável, não serão consi-
1 — Os rendimentos que um residente de um Estado deradas as importâncias faturadas (salvo como reembolso
Contratante aufira de bens imobiliários (incluindo os ren- de encargos efetivamente suportados) pelo estabelecimento
dimentos das explorações agrícolas ou florestais) situados estável à sede da empresa ou a qualquer um dos seus outros
no outro Estado Contratante podem ser tributados nesse estabelecimentos estáveis, a título de royalties, honorários
outro Estado. ou outros pagamentos similares como contrapartida pelo
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uso de patentes ou outros direitos, ou a título de comis- sem sido as condições que teriam sido estabelecidas entre
sões pela prestação de serviços específicos ou serviços de empresas independentes, esse outro Estado procederá ao
gestão ou, salvo no caso de uma empresa bancária, a título ajustamento adequado do montante do imposto aí cobrado
de rendimentos de créditos por empréstimos concedidos sobre os lucros referidos. Na determinação deste ajusta-
à sede da empresa ou a qualquer um dos seus outros esta- mento serão tomadas em consideração as outras disposi-
belecimentos estáveis. ções da presente Convenção e as autoridades competentes
4 — Nenhum lucro será imputado a um estabelecimento dos Estados Contratantes consultar-se-ão, se necessário.
estável pelo facto desse estabelecimento estável ter efetuado
uma simples compra de bens ou de mercadorias para a Artigo 10.º
empresa.
Dividendos
5 — Nada no presente artigo prejudica a aplicação da
legislação de um Estado Contratante relativa à tributação 1 — Os dividendos pagos por uma sociedade residente
dos rendimentos obtidos por não residentes de atividades de um Estado Contratante a um residente do outro Estado
de seguros. Contratante podem ser tributados nesse outro Estado.
6 — Quando os lucros compreendam elementos do ren- 2 — No entanto, esses dividendos podem ser igualmente
dimento especialmente tratados noutros artigos da presente tributados no Estado Contratante de que é residente a socie-
Convenção, as disposições desses mesmos artigos não dade que paga os dividendos e de acordo com a legislação
serão afetadas pelas disposições do presente artigo. desse Estado, mas se o beneficiário efetivo dos dividendos
for um residente do outro Estado Contratante, o imposto
Artigo 8.º assim estabelecido não excederá:
Transporte marítimo e aéreo a) 5 % do montante bruto dos dividendos, se o bene-
1 — Os lucros provenientes da exploração de navios ficiário efetivo for uma sociedade (com exceção de uma
ou de aeronaves no tráfego internacional só podem ser sociedade de pessoas) que detenha, diretamente, pelo me-
tributados no Estado Contratante em que estiver situada a nos 10 % do capital da sociedade que paga os dividendos
direção efetiva da empresa. ou se o beneficiário efetivo for:
2 — Se a direção efetiva de uma empresa de transporte i) No caso do Reino da Arábia Saudita, o Estado, as
marítimo se situar a bordo de um navio, considera-se que suas subdivisões políticas ou administrativas ou autarquias
está situada no Estado Contratante em que se encontra o locais (incluindo a Saudi Arabian Monetary Agency) e as
porto onde esse navio estiver registado, ou, na falta de entidades totalmente detidas pelo Estado; e
porto de registo, no Estado Contratante de que é residente ii) No caso da República Portuguesa, o Estado, as suas
a pessoa que explora o navio. subdivisões políticas ou administrativas ou autarquias lo-
3 — O disposto no n.º 1 do presente artigo é aplicável cais, ou o Banco de Portugal;
igualmente aos lucros provenientes da participação num
pool, numa exploração em comum ou num organismo b) 10 % do montante bruto dos dividendos, nos restantes
internacional de exploração, incluindo um consórcio ou casos.
uma associação similar.
Este número não afeta a tributação da sociedade pelos
Artigo 9.º lucros dos quais os dividendos são pagos.
Empresas associadas 3 — O termo «dividendos», usado no presente artigo,
significa os rendimentos provenientes de ações, ações ou
1 — Quando: bónus de fruição, partes de minas, partes de fundador ou
a) Uma empresa de um Estado Contratante participe, de outros direitos, com exceção dos créditos, que permitam
direta ou indiretamente, na direção, no controlo ou no participar nos lucros, assim como os rendimentos sujeitos
capital de uma empresa do outro Estado Contratante; ou ao mesmo regime fiscal que os rendimentos de ações pela
b) As mesmas pessoas participem, direta ou indire- legislação do Estado de que é residente a sociedade que
tamente, na direção, no controlo ou no capital de uma os distribui.
empresa de um Estado Contratante e de uma empresa do 4 — O disposto nos n.os 1 e 2 do presente artigo não
outro Estado Contratante; é aplicável se o beneficiário efetivo dos dividendos, re-
sidente de um Estado Contratante, exercer atividade no
e, em ambos os casos, as duas empresas nas suas relações outro Estado Contratante de que é residente a sociedade que
comerciais ou financeiras, estiverem ligadas por condições paga os dividendos, através de um estabelecimento estável
aceites ou impostas que difiram das que seriam estabele- aí situado, ou exercer nesse outro Estado uma profissão
cidas entre empresas independentes, os lucros que, se não independente, através de uma instalação fixa aí situada,
existissem essas condições, teriam sido obtidos por uma e a participação relativamente à qual os dividendos são
das empresas, mas não o foram por causa dessas condições, pagos estiver efetivamente ligada a esse estabelecimento
podem ser incluídos nos lucros dessa empresa e tributados estável ou a essa instalação fixa. Nesse caso, são aplicáveis
em conformidade. as disposições do artigo 7.º ou do artigo 14.º da presente
2 — Quando um Estado Contratante inclua nos lucros de Convenção, consoante o caso.
uma empresa desse Estado — e tribute nessa conformida- 5 — Quando uma sociedade residente de um Estado
de — os lucros pelos quais uma empresa do outro Estado Contratante obtiver lucros ou rendimentos provenientes
Contratante foi tributada nesse outro Estado, e os lucros do outro Estado Contratante, esse outro Estado não poderá
incluídos deste modo constituam lucros que teriam sido exigir nenhum imposto sobre os dividendos pagos pela so-
obtidos pela empresa do primeiro Estado mencionado, se ciedade, exceto na medida em que esses dividendos sejam
as condições estabelecidas entre as duas empresas tives- pagos a um residente desse outro Estado ou na medida em
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que a participação relativamente à qual os dividendos são 7 — Quando, em virtude de relações especiais existentes
pagos esteja efetivamente ligada a um estabelecimento es- entre o devedor e o beneficiário efetivo ou entre ambos
tável ou a uma instalação fixa situados nesse outro Estado, e qualquer outra pessoa, o montante dos rendimentos de
nem sujeitar os lucros não distribuídos da sociedade a um créditos, tendo em conta o crédito pelo qual são pagos,
imposto sobre os lucros não distribuídos, mesmo que os exceder o montante que seria acordado entre o devedor
dividendos pagos ou os lucros não distribuídos consistam, e o beneficiário efetivo na ausência de tais relações, as
total ou parcialmente, em lucros ou rendimentos prove- disposições do presente artigo são aplicáveis apenas a este
nientes desse outro Estado. último montante. Nesse caso, a parte excedente continua
a poder ser tributada de acordo com a legislação de cada
Artigo 11.º Estado Contratante, tendo em conta as outras disposições
da presente Convenção.
Rendimentos de créditos
1 — Os rendimentos de créditos provenientes de um Artigo 12.º
Estado Contratante e pagos a um residente do outro Estado
Contratante podem ser tributados nesse outro Estado. Royalties
2 — No entanto, esses rendimentos de créditos podem
ser igualmente tributados no Estado Contratante de que 1 — As royalties provenientes de um Estado Contratante
provêm e de acordo com a legislação desse Estado, mas e pagas a um residente do outro Estado Contratante podem
se o beneficiário efetivo dos rendimentos de créditos for ser tributadas nesse outro Estado.
um residente do outro Estado Contratante, o imposto assim 2 — No entanto, essas royalties podem ser igualmente
estabelecido não excederá 10 % do montante bruto desses tributadas no Estado Contratante de que provêm e de
rendimentos. acordo com a legislação desse Estado, mas se o beneficiá-
3 — Não obstante o disposto no n.º 2 do presente ar- rio efetivo das royalties for um residente do outro Estado
tigo, os rendimentos de créditos só podem ser tributados Contratante, o imposto assim estabelecido não excederá
no Estado Contratante de que é residente a pessoa que 8 % do montante bruto das royalties.
os recebe, se esses rendimentos forem pagos a, e o seu 3 — O termo «royalties», usado no presente artigo,
beneficiário efetivo for: significa as retribuições de qualquer natureza pagas pelo
uso, ou pela concessão do uso, de um direito de autor
a) No caso do Reino da Arábia Saudita, o Estado, as sobre uma obra literária, artística ou científica, incluindo
suas subdivisões políticas ou administrativas ou autarquias os filmes cinematográficos ou os filmes ou gravações
locais (incluindo a Saudi Arabian Monetary Agency) e as para difusão por rádio ou televisão, de uma patente, de
entidades totalmente detidas pelo Estado; e uma marca de fabrico ou de comércio, de um desenho ou
b) No caso da República Portuguesa, o Estado, as suas de um modelo, de um plano, de uma fórmula ou de um
subdivisões políticas ou administrativas ou autarquias lo- processo secretos, ou pelo uso, ou pela concessão do uso,
cais, ou o Banco de Portugal. de um equipamento industrial, comercial ou científico, ou
por informações respeitantes a uma experiência adquirida
4 — O termo «rendimentos de créditos», usado no no setor industrial, comercial ou científico.
presente artigo, significa os rendimentos de créditos de 4 — O disposto nos n.os 1 e 2 do presente artigo não é
qualquer natureza com ou sem garantia hipotecária e com aplicável se o beneficiário efetivo das royalties, residente
direito ou não a participar nos lucros do devedor, e, nomeada- de um Estado Contratante, exercer atividade no outro Es-
mente, os rendimentos da dívida pública e de outros títulos tado Contratante de que provêm as royalties, através de
de crédito, incluindo prémios atinentes a esses títulos. Para um estabelecimento estável aí situado, ou exercer nesse
efeitos do presente artigo, não se consideram rendimentos outro Estado uma profissão independente, através de uma
de créditos as penalizações por pagamento tardio. instalação fixa aí situada, e o direito ou bem relativamente
5 — O disposto nos n.os 1 e 2 do presente artigo não ao qual as royalties são pagas estiver efetivamente ligado
é aplicável se o beneficiário efetivo dos rendimentos de a esse estabelecimento estável ou a essa instalação fixa.
créditos, residente de um Estado Contratante, exercer ativi- Nesse caso, são aplicáveis as disposições do artigo 7.º ou
dade no outro Estado Contratante de que provêm os rendi- do artigo 14.º da presente Convenção, consoante o caso.
mentos de créditos, através de um estabelecimento estável 5 — As royalties consideram-se provenientes de um
aí situado, ou exercer nesse outro Estado uma profissão Estado Contratante quando o devedor for um residente
independente, através de uma instalação fixa aí situada, e o desse Estado. Todavia, quando o devedor das royalties,
crédito relativamente ao qual esses rendimentos são pagos seja ou não residente de um Estado Contratante, tenha
estiver efetivamente ligado a esse estabelecimento estável num Estado Contratante um estabelecimento estável ou
ou a essa instalação fixa. Nesse caso, são aplicáveis as dis- uma instalação fixa em ligação com os quais haja sido con-
posições do artigo 7.º ou do artigo 14.º, consoante o caso. traída a obrigação pela qual as royalties são pagas, e esse
6 — Os rendimentos de créditos consideram-se prove- estabelecimento estável ou essa instalação fixa suportem
nientes de um Estado Contratante quando o devedor for um o pagamento dessas royalties, tais royalties consideram-se
residente desse Estado. Todavia, quando o devedor desses provenientes do Estado em que o estabelecimento estável
rendimentos, seja ou não residente de um Estado Contra- ou a instalação fixa estiverem situados.
tante, tenha num Estado Contratante um estabelecimento 6 — Quando, em virtude de relações especiais existentes
estável ou uma instalação fixa em relação com os quais haja entre o devedor e o beneficiário efetivo ou entre ambos e
sido contraída a obrigação pela qual esses rendimentos são qualquer outra pessoa, o montante das royalties, tendo em
pagos e esse estabelecimento estável ou essa instalação fixa conta o uso, o direito ou a informação pelos quais são pa-
suportem o pagamento desses rendimentos, tais rendimen- gas, exceder o montante que seria acordado entre o devedor
tos são considerados provenientes do Estado em que o esta- e o beneficiário efetivo, na ausência de tais relações, as
belecimento estável ou a instalação fixa estiverem situados. disposições do presente artigo são aplicáveis apenas a este
2250 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
último montante. Nesse caso, a parte excedente continua 2 — A expressão «profissão liberal» abrange, em es-
a poder ser tributada de acordo com a legislação de cada pecial, as atividades independentes de caráter científico,
Estado Contratante, tendo em conta as outras disposições literário, artístico, educativo ou pedagógico, bem como
da presente Convenção. as atividades independentes de médicos, advogados, en-
genheiros, arquitetos, dentistas e contabilistas.
Artigo 13.º
Artigo 15.º
Mais-valias
Profissões dependentes
1 — Os ganhos que um residente de um Estado Contra-
tante aufira da alienação de bens imobiliários referidos no 1 — Com ressalva do disposto nos artigos 16.º, 18.º,
artigo 6.º da presente Convenção e situados no outro Estado 19.º, 20.º e 21.º da presente Convenção, os salários, ven-
Contratante podem ser tributados nesse outro Estado. cimentos e outras remunerações similares obtidos de um
2 — Os ganhos provenientes da alienação de bens mo- emprego por um residente de um Estado Contratante só
biliários que façam parte do ativo de um estabelecimento podem ser tributados nesse Estado, a não ser que o emprego
estável que uma empresa de um Estado Contratante tenha seja exercido no outro Estado Contratante. Se o emprego
no outro Estado Contratante ou de bens mobiliários afetos for aí exercido, as remunerações correspondentes podem
a uma instalação fixa de que um residente de um Estado ser tributadas nesse outro Estado.
Contratante disponha no outro Estado Contratante para 2 — Não obstante o disposto no n.º 1 do presente artigo,
o exercício de uma profissão independente, incluindo os as remunerações obtidas por um residente de um Estado
ganhos provenientes da alienação desse estabelecimento Contratante de um emprego exercido no outro Estado
estável (isolado ou com o conjunto da empresa) ou dessa Contratante são tributáveis exclusivamente no primeiro
instalação fixa, podem ser tributados nesse outro Estado. Estado mencionado, se:
3 — Os ganhos provenientes da alienação de navios ou a) O beneficiário permanecer no outro Estado durante
aeronaves explorados no tráfego internacional, ou de bens um período ou períodos que não excedam, no total, 183 dias
mobiliários afetos à exploração desses navios ou aeronaves, em qualquer período de 12 meses com início ou termo no
só podem ser tributados no Estado Contratante em que ano fiscal em causa; e
estiver situada a direção efetiva da empresa. b) As remunerações forem pagas por uma entidade pa-
4 — Os ganhos que um residente de um Estado Contra- tronal ou por conta de uma entidade patronal que não seja
tante aufira da alienação de partes de capital ou de direitos residente do outro Estado; e
similares que retirem, direta ou indiretamente, mais de c) As remunerações não forem suportadas por um es-
50 % do respetivo valor de bens imobiliários situados tabelecimento estável ou por uma instalação fixa que a
no outro Estado Contratante podem ser tributados nesse entidade patronal tenha no outro Estado.
outro Estado.
5 — Os ganhos provenientes da alienação de partes de 3 — Não obstante as disposições anteriores do presente
capital não mencionados no n.º 4 do presente artigo que artigo, as remunerações de um emprego exercido a bordo
representem uma participação de, pelo menos, 20 % numa de um navio ou de uma aeronave explorados no tráfego
sociedade residente de um Estado Contratante podem ser internacional podem ser tributadas no Estado Contratante
tributados nesse Estado. em que estiver situada a direção efetiva da empresa.
6 — Os ganhos provenientes da alienação de quaisquer
outros bens diferentes dos mencionados nos números ante- Artigo 16.º
riores do presente artigo só podem ser tributados no Estado Percentagens de membros de conselhos
Contratante de que o alienante é residente.
As percentagens, senhas de presença e outras remune-
Artigo 14.º rações similares obtidas por um residente de um Estado
Contratante na qualidade de membro do conselho de admi-
Profissões independentes nistração ou do conselho fiscal, ou de outro órgão similar,
1 — Os rendimentos obtidos por um residente de um de uma sociedade residente do outro Estado Contratante
Estado Contratante pelo exercício de uma profissão li- podem ser tributadas nesse outro Estado.
beral ou de outras atividades de caráter independente só
podem ser tributados nesse Estado, exceto nas seguintes Artigo 17.º
circunstâncias, em que esses rendimentos também podem Artistas e desportistas
ser tributados no outro Estado Contratante:
1 — Não obstante o disposto nos artigos 14.º e 15.º
a) Se esse residente dispuser habitualmente de uma ins- da presente Convenção os rendimentos obtidos por um
talação fixa no outro Estado Contratante para o exercício residente de um Estado Contratante na qualidade de pro-
das suas atividades; neste caso, unicamente os rendimentos fissional de espetáculos, tal como artista de teatro, cinema,
que sejam imputáveis a essa instalação fixa podem ser rádio ou televisão, ou músico, bem como na qualidade
tributados nesse outro Estado Contratante; ou de desportista, provenientes das suas atividades pessoais
b) Se esse residente permanecer no outro Estado Con- exercidas, nessa qualidade, no outro Estado Contratante,
tratante durante um período ou períodos que totalizem podem ser tributados nesse outro Estado.
ou excedam, no total, 183 dias em qualquer período de 2 — Não obstante o disposto nos artigos 7.º, 14.º e 15.º
12 meses com início ou termo no ano fiscal em causa; da presente Convenção, os rendimentos da atividade exer-
neste caso, unicamente os rendimentos derivados do exer- cida pessoalmente pelos profissionais de espetáculos ou
cício das suas atividades nesse outro Estado aí podem ser desportistas, nessa qualidade, atribuídos a uma outra pes-
tributados. soa, podem ser tributados no Estado Contratante em que
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2251
são exercidas essas atividades dos profissionais de espe- ou outra instituição similar de ensino ou de investigação
táculos ou dos desportistas. científica reconhecida pelo Governo desse outro Estado, ou
3 — Os rendimentos obtidos por um residente de um no âmbito de um programa oficial de intercâmbio cultural,
Estado Contratante de atividades exercidas no outro Estado durante um período não superior a três anos, a contar da
Contratante, abrangidos pelos n.os 1 e 2 do presente artigo, data da primeira chegada a esse outro Estado, está isenta
ficam isentos de imposto nesse outro Estado Contratante de imposto nesse outro Estado pelas remunerações recebi-
se a visita a esse outro Estado Contratante for total ou das em consequência desse ensino ou dessa investigação.
substancialmente financiada por fundos públicos do pri-
meiro Estado mencionado, das suas subdivisões políticas Artigo 21.º
ou administrativas ou autarquias locais, ou se essa visita se
Estudantes
realizar no âmbito de um acordo cultural entre os Governos
dos Estados Contratantes. 1 — As importâncias que um estudante ou um esta-
giário que é, ou tenha sido, imediatamente antes da sua
Artigo 18.º permanência num Estado Contratante, residente do outro
Pensões
Estado Contratante, e cuja permanência no primeiro Es-
tado mencionado tenha como único fim aí prosseguir os
Com ressalva do disposto no n.º 2 do artigo 19.º da seus estudos ou a sua formação, receba para fazer face às
presente Convenção, as pensões e outras remunerações despesas com a sua manutenção, estudos ou formação,
similares pagas a um residente de um Estado Contratante não são tributadas nesse Estado, desde que provenham de
em consequência de um emprego anterior só podem ser fontes situadas fora desse Estado.
tributadas nesse Estado. 2 — No respeitante a subvenções, bolsas de estudo e
remunerações de um emprego não referidas no n.º 1 do
Artigo 19.º presente artigo, um estudante, aprendiz ou estagiário men-
Remunerações públicas cionado no n.º 1 do presente artigo e que é residente do
Estado que está a visitar, terá direito, durante os seus es-
1 — Os salários, vencimentos e outras remunerações tudos ou formação, às mesmas isenções, desagravamentos
similares pagos por um Estado Contratante ou por uma ou reduções fiscais aplicáveis aos residentes desse Estado.
sua subdivisão política ou administrativa ou autarquia
local a uma pessoa singular, em consequência de serviços Artigo 22.º
prestados a esse Estado ou a essa subdivisão ou autarquia,
só podem ser tributados nesse Estado. Contudo, esses sa- Outros rendimentos
lários, vencimentos e outras remunerações similares são 1 — Os elementos do rendimento de um residente de
tributáveis exclusivamente no outro Estado Contratante um Estado Contratante, donde quer que provenham, não
se os serviços forem prestados nesse Estado e se a pessoa tratados nos artigos anteriores da presente Convenção, só
singular for um residente desse Estado que: podem ser tributados nesse Estado.
a) Seja seu nacional; ou 2 — O disposto no n.º 1 do presente artigo não se aplica
b) Não se tenha tornado seu residente unicamente com aos rendimentos que não sejam rendimentos de bens imo-
o fim de prestar os ditos serviços. biliários tal como são definidos no n.º 2 do artigo 6.º da
presente Convenção, se o beneficiário desses rendimentos,
2 — Não obstante o disposto no n.º 1 do presente artigo, residente de um Estado Contratante, exercer no outro Es-
as pensões e outras remunerações similares pagas por um tado Contratante uma atividade industrial ou comercial,
Estado Contratante ou por uma sua subdivisão política através de um estabelecimento estável nele situado, ou
ou administrativa ou autarquia local, quer diretamente, exercer nesse outro Estado uma profissão independente,
quer através de fundos por eles constituídos, a uma pessoa através de uma instalação fixa nele situada, estando o
singular, em consequência de serviços prestados a esse direito ou o bem relativamente ao qual os rendimentos
Estado ou a essa subdivisão ou autarquia, só podem ser são pagos, efetivamente ligado a esse estabelecimento
tributados nesse Estado. Contudo, essas pensões e outras estável ou a essa instalação fixa. Nesse caso, são aplicáveis
remunerações similares são tributáveis exclusivamente as disposições do artigo 7.º ou do artigo 14.º da presente
no outro Estado Contratante, se a pessoa singular for um Convenção, consoante o caso.
residente e um nacional desse Estado. 3 — Não obstante o disposto nos n.os 1 e 2 do presente
3 — O disposto nos artigos 15.º, 16.º, 17.º e 18.º da artigo, os elementos do rendimento de um residente de
presente Convenção aplica-se aos salários, vencimen- um Estado Contratante não tratados nos artigos anteriores
tos, pensões e outras remunerações similares pagos em da presente Convenção e provenientes do outro Estado
consequência de serviços prestados em ligação com uma Contratante também podem ser tributados nesse outro
atividade comercial ou industrial exercida por um Estado Estado.
Contratante ou por uma sua subdivisão política ou admi- Artigo 23.º
nistrativa ou autarquia local. Métodos de eliminação da dupla tributação
Artigo 20.º 1 — Quando um residente de um Estado Contratante
obtiver rendimentos que, de acordo com o disposto na
Professores e investigadores
presente Convenção, possam ser tributados no outro Estado
Uma pessoa que é, ou tenha sido, residente de um Estado Contratante, o primeiro Estado mencionado deduzirá do
Contratante imediatamente antes de se deslocar ao outro imposto sobre os rendimentos desse residente uma impor-
Estado Contratante, unicamente para ensinar ou realizar in- tância igual ao imposto sobre o rendimento pago nesse
vestigação científica numa universidade, faculdade, escola outro Estado. A importância deduzida não poderá, contudo,
2252 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
exceder a fração do imposto sobre o rendimento, calculado 2 — As informações obtidas nos termos do n.º 1 por
antes da dedução, correspondente aos rendimentos que um Estado Contratante serão consideradas confidenciais
podem ser tributados nesse outro Estado. do mesmo modo que as informações obtidas com base na
2 — Quando, de acordo com o disposto na presente legislação interna desse Estado e só poderão ser comu-
Convenção, os rendimentos obtidos por um residente de nicadas às pessoas ou autoridades (incluindo tribunais e
um Estado Contratante estiverem isentos de imposto nesse autoridades administrativas) encarregadas da liquidação
Estado, esse Estado poderá, não obstante, ao calcular o ou cobrança dos impostos referidos no n.º 1, ou dos pro-
quantitativo do imposto sobre o restante rendimento desse cedimentos declarativos ou executivos, ou das decisões de
residente, ter em conta os rendimentos isentos. recursos, relativos a esses impostos, ou do seu controlo.
3 — No caso do Reino da Arábia Saudita, os métodos Essas pessoas ou autoridades utilizarão as informações
de eliminação da dupla tributação não prejudicarão a apli- assim obtidas apenas para os fins referidos. Essas infor-
cação das disposições do regime de cobrança do Zakat no mações poderão ser reveladas no decurso de audiências
respeitante aos nacionais da Arábia Saudita. públicas de tribunais ou em decisões judiciais.
3 — O disposto nos n.os 1 e 2 não poderá em caso algum
Artigo 24.º ser interpretado no sentido de impor a um Estado Contra-
tante a obrigação de:
Procedimento amigável
a) Tomar medidas administrativas contrárias à sua legis-
1 — Quando uma pessoa considerar que as medidas to- lação e à sua prática administrativa ou às do outro Estado
madas por um Estado Contratante ou por ambos os Estados Contratante;
Contratantes conduzem ou irão conduzir, em relação a si, a b) Prestar informações que não possam ser obtidas com
uma tributação não conforme com o disposto na presente base na sua legislação ou no âmbito da sua prática admi-
Convenção, poderá, independentemente dos recursos esta- nistrativa normal ou nas do outro Estado Contratante;
belecidos pela legislação nacional desses Estados, submeter c) Transmitir informações reveladoras de segredos
o seu caso à autoridade competente do Estado Contratante ou processos comerciais, industriais ou profissionais, ou
de que é residente. O caso deverá ser apresentado dentro informações cuja comunicação seja contrária à ordem
de três anos a contar da data da primeira comunicação da pública.
medida que der causa à tributação não conforme com o
disposto na presente Convenção. 4 — Se forem solicitadas informações por um Estado
2 — A autoridade competente, se a reclamação se lhe Contratante em conformidade com o disposto no presente
afigurar fundada e não estiver em condições de lhe dar uma artigo, o outro Estado Contratante utilizará os poderes
solução satisfatória, esforçar-se-á por resolver a questão de que dispõe a fim de obter as informações solicitadas,
através de acordo amigável com a autoridade competente mesmo que esse outro Estado não necessite de tais infor-
do outro Estado Contratante, a fim de evitar a tributação mações para os seus próprios fins fiscais. A obrigação
não conforme com a presente Convenção. O acordo alcan- constante da frase anterior está sujeita às limitações pre-
çado será aplicado independentemente dos prazos estabe- vistas no n.º 3, mas tais limitações não deverão, em caso
lecidos no Direito interno dos Estados Contratantes. algum, ser interpretadas no sentido de permitir que um
3 — As autoridades competentes dos Estados Contra- Estado Contratante se recuse a prestar tais informações
tantes esforçar-se-ão por resolver, através de acordo ami- pelo simples facto de estas não se revestirem de interesse
gável, as dificuldades ou as dúvidas a que possa dar lugar para si, no âmbito interno.
a interpretação ou a aplicação da presente Convenção. 5 — O disposto no n.º 3 não poderá em caso algum ser
4 — As autoridades competentes dos Estados Contra- interpretado no sentido de permitir que um Estado Contra-
tantes poderão comunicar entre si, a fim de chegarem a tante se recuse a prestar informações unicamente porque
estas são detidas por um banco, outra instituição financeira,
acordo nos termos indicados nos números anteriores.
um mandatário ou por uma pessoa agindo na qualidade
5 — As autoridades competentes dos Estados Con- de agente ou fiduciário, ou porque essas informações são
tratantes podem estabelecer, por mútuo acordo, o modo conexas com os direitos de propriedade de uma pessoa.
apropriado de aplicação da presente Convenção e, espe-
cialmente, os requisitos que os residentes de um Estado Artigo 26.º
Contratante terão de satisfazer a fim de beneficiar, no outro
Estado, dos desagravamentos ou isenções fiscais previstos Membros de missões diplomáticas e postos consulares
na presente Convenção. O disposto na presente Convenção não prejudicará os
Artigo 25.º privilégios fiscais de que beneficiem os membros de mis-
Troca de informações
sões diplomáticas ou de postos consulares em virtude de
regras gerais de direito internacional ou de disposições de
1 — As autoridades competentes dos Estados Contra- acordos especiais.
tantes trocarão entre si as informações que sejam previsi- Artigo 27.º
velmente relevantes para a aplicação das disposições da
presente Convenção ou para a administração ou a aplica- Disposições diversas
ção das leis internas relativas aos impostos de qualquer 1 — O disposto na presente Convenção não prejudicará
natureza ou denominação cobrados em benefício dos Es- a aplicação por um Estado Contratante das disposições da
tados Contratantes ou das suas subdivisões políticas ou sua legislação interna destinadas a prevenir a evasão e a
administrativas ou autarquias locais, na medida em que a fraude fiscais.
tributação nelas prevista não seja contrária à Convenção. 2 — As disposições da presente Convenção não serão
A troca de informações não é restringida pelo disposto aplicáveis se o objetivo principal ou um dos objetivos
nos artigos 1.º e 2.º principais de qualquer pessoa associada à criação ou à
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2253
atribuição de um bem ou direito, relativamente ao qual o ii) Quanto aos demais impostos, relativamente aos ren-
rendimento é pago, for o de beneficiar dessas disposições dimentos produzidos no ano fiscal com início em ou após
por meio dessa criação ou atribuição. 1 de janeiro do ano civil imediatamente seguinte ao ano
3 — Os benefícios previstos na presente Convenção não em que é notificada a denúncia.
serão concedidos a um residente de um Estado Contratante
que não seja o beneficiário efetivo dos rendimentos obtidos Em testemunho do qual, os signatários, devidamente au-
no outro Estado Contratante. torizados para o efeito, assinaram a presente Convenção.
Feito em dois originais em Lisboa, ao oitavo dia do mês
Artigo 28.º
de abril de 2015, correspondente ao décimo nono dia do
Entrada em vigor mês de Jumada’II do ano de 1436H, nas línguas portuguesa,
árabe e inglesa, sendo todos os textos igualmente válidos.
1 — Cada um dos Estados Contratantes notificará o
Em caso de divergência de interpretação do texto da pre-
outro, por via diplomática, da conclusão das formalidades
sente Convenção, prevalecerá o texto em inglês.
exigidas pela respetiva legislação para a entrada em vigor
da presente Convenção. A presente Convenção entrará em Pela República Portuguesa:
vigor no primeiro dia do segundo mês seguinte ao mês em
Paulo Núncio, Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.
que a última dessas notificações foi recebida.
2 — As disposições da presente Convenção aplicam-se:
Pelo Reino da Arábia Saudita:
a) No caso do Reino da Arábia Saudita:
Tawfig Fawzan Al-Rabiah, Ministro do Comércio e da
i) Quanto aos impostos devidos na fonte, relativamente Indústria.
às importâncias pagas em ou após o primeiro dia do mês
de janeiro imediatamente seguinte à data da entrada em
vigor da presente Convenção; PROTOCOLO À CONVENÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA
ii) Quanto aos demais impostos, relativamente aos anos E O REINO DA ARÁBIA SAUDITA PARA EVITAR A DUPLA TRI-
BUTAÇÃO E PREVENIR A EVASÃO FISCAL EM MATÉRIA DE
fiscais com início em ou após o primeiro dia do mês de IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO.
janeiro imediatamente seguinte ao da data da entrada em
vigor da presente Convenção; No momento da assinatura da Convenção entre a Repú-
blica Portuguesa e o Reino da Arábia Saudita para evitar
b) No caso da República Portuguesa: a dupla tributação e prevenir a evasão fiscal em matéria
de impostos sobre o rendimento (a seguir designada «a
i) Quanto aos impostos devidos na fonte, quando o Convenção»), os signatários acordaram nas disposições
facto gerador ocorra em ou após 1 de janeiro do ano civil seguintes, que fazem parte integrante da Convenção:
imediatamente seguinte ao da entrada em vigor da presente
Convenção; 1 — Relativamente à alínea d) do n.º 1 do artigo 3.º da
ii) Quanto aos demais impostos, relativamente aos ren- Convenção, entende-se que o termo «pessoa» abrange o
dimentos produzidos em qualquer ano fiscal com início em Estado, as suas subdivisões políticas ou administrativas
ou após 1 de janeiro do ano civil imediatamente seguinte ou autarquias locais.
ao da entrada em vigor da presente Convenção. 2 — Relativamente ao n.º 1 do artigo 4.º da Convenção,
entende-se que o termo «residente» também abrange as
Artigo 29.º pessoas coletivas que tenham sido constituídas ao abrigo da
legislação do Reino da Arábia Saudita e que beneficiem de
Denúncia uma isenção geral de imposto no Reino da Arábia Saudita
1 — A presente Convenção permanecerá em vigor por e nele sejam estabelecidas e mantidas:
tempo indeterminado, mas pode ser denunciada por qual- a) Exclusivamente para fins religiosos, de beneficência,
quer um dos Estados Contratantes, por via diplomática, educativos, científicos ou similares; ou
mediante notificação escrita ao outro Estado Contratante, b) Tendo por objeto o pagamento de pensões ou outras
o mais tardar até 30 de junho de qualquer ano civil que prestações similares a empregados, de acordo com um plano.
se inicie cinco anos após o ano da entrada em vigor da
presente Convenção. 3 — Relativamente ao artigo 6.º da Convenção, entende-
2 — Nesse caso, a presente Convenção deixará de se -se que as disposições do artigo 6.º da Convenção também
aplicar: se aplicam aos rendimentos derivados de bens mobiliários
a) No caso do Reino da Arábia Saudita: ou aos rendimentos auferidos de serviços prestados em
conexão com o uso ou a concessão do uso de bens imo-
i) Quanto aos impostos devidos na fonte, relativamente biliários que, de acordo com o Direito fiscal do Estado
às importâncias pagas após o final do ano civil em que é Contratante em que tais bens estiverem situados, sejam as-
notificada a denúncia; similados aos rendimentos derivados de bens imobiliários.
ii) Quanto aos demais impostos, relativamente aos anos 4 — Relativamente ao artigo 7.º da Convenção:
fiscais com início após o final do ano civil em que é no-
tificada a denúncia; a) Entende-se que a expressão «lucros das empresas»
abrange, mas não se limita a, rendimentos derivados de
b) No caso da República Portuguesa: atividades industriais, comerciais, bancárias e de seguros,
de transporte interno e de prestação de serviços. Esta ex-
i) Quanto aos impostos devidos na fonte, quando o facto pressão não inclui a prestação de serviços por uma pessoa
gerador ocorra em ou após 1 de janeiro do ano civil imedia- singular, seja enquanto empregado por conta de outrem,
tamente seguinte ao ano em que é notificada a denúncia; seja enquanto profissional independente;
2254 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
b) Acordou-se em que os lucros obtidos por uma em-
presa de um Estado Contratante da exportação de merca-
dorias para o outro Estado Contratante não serão tributa-
dos nesse outro Estado Contratante. Quando os contratos
de exportação compreendam outras atividades exercidas
através de um estabelecimento estável no outro Estado
Contratante, os lucros derivados de tais atividades podem
ser tributados no outro Estado Contratante, em conformi-
dade com o artigo 7.º da Convenção.
5 — Relativamente ao n.º 2 do artigo 9.º da Conven-
ção, entende-se que o ajustamento correspondente só será
efetuado pelo primeiro Estado mencionado se este Estado
concordar que se justifica.
6 — Relativamente ao n.º 3 do artigo 10.º da Conven-
ção, entende-se que, no caso da República Portuguesa,
o termo «dividendos» inclui também lucros atribuídos
nos termos de um acordo de associação em participação,
sujeitos ao mesmo tratamento fiscal que os dividendos de
ações nos termos do Direito fiscal português.
7 — Relativamente ao artigo 25.º da Convenção,
entende-se que as informações recebidas por um Estado
Contratante nos termos do artigo 25.º da Convenção apenas
serão usadas para a aplicação das disposições da Conven-
ção ou para a administração ou a aplicação das leis internas
referidas no n.º 1 do artigo 25.º da Convenção.
8 — Relativamente à Convenção, no caso de o Reino da
Arábia Saudita introduzir um imposto sobre o rendimento
aplicável aos seus nacionais residentes no Reino da Arábia
Saudita, ou no caso de o imposto existente ser modificado
nesse sentido, os Estados Contratantes iniciarão negocia-
ções com vista a introduzir na Convenção um artigo sobre
não discriminação.
Em testemunho do qual, os signatários, devidamente
autorizados para o efeito, assinaram o presente Protocolo.
Feito em dois originais em Lisboa, ao oitavo dia do mês
de abril de 2015, correspondente ao décimo nono dia do
mês de Jumada’II do ano de 1436H, nas línguas portu-
guesa, árabe e inglesa, sendo todos os textos igualmente
válidos. Em caso de divergência de interpretação do texto
do presente Protocolo, prevalecerá o texto em inglês.
Pela República Portuguesa:
Paulo Núncio, Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.
Pelo Reino da Arábia Saudita:
Tawfig Fawzan Al-Rabiah, Ministro do Comércio e da
Indústria.
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2256 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
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2258 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
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2260 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
tent authorities of the Contracting States shall notify each
other of any significant changes that have been made in
their taxation laws.
Article 3
General definitions
1 — For the purposes of this Convention, unless the
context otherwise requires:
a) the term “Kingdom of Saudi Arabia” means the
territory of the Kingdom of Saudi Arabia which also
includes the area outside the territorial waters, where
the Kingdom of Saudi Arabia exercises its sovereign
and jurisdictional rights in their waters, sea bed, sub-soil
and natural resources by virtue of its law and interna-
CONVENTION BETWEEN THE PORTUGUESE REPUBLIC AND tional law;
THE KINGDOM OF SAUDI ARABIA FOR THE AVOIDANCE OF b) the term “Portuguese Republic” when used in a geo-
DOUBLE TAXATION AND THE PREVENTION OF TAX EVASION graphical sense comprises the territory of the Portuguese
WITH RESPECT TO TAXES ON INCOME. Republic in accordance with the International Law and the
The Portuguese Republic and the Kingdom of Saudi Portuguese legislation, including its territorial sea, as well
Arabia: as those maritime areas adjacent to the outer limit of the
territorial sea, comprising the seabed and subsoil thereof,
Desiring to conclude a Convention for the Avoidance of over which the Portuguese Republic exercises sovereign
Double Taxation and the Prevention of Tax Evasion with rights or jurisdiction;
respect to Taxes on Income, in order to promote and streng- c) the terms “a Contracting State” and “the other Con-
then the economic relations between the two countries; tracting State” mean the Kingdom of Saudi Arabia or the
Portuguese Republic as the context requires;
have agreed as follows: d) the term “person” includes an individual, a company
and any other body of persons;
Article 1 e) the term “company” means any body corporate or
Persons covered any entity that is treated as a body corporate for tax pur-
This Convention shall apply to persons who are resi- poses;
dents of one or both of the Contracting States. f) the terms “enterprise of a Contracting State” and “en-
terprise of the other Contracting State” mean respectively
an enterprise carried on by a resident of a Contracting
Article 2
State and an enterprise carried on by a resident of the other
Taxes covered Contracting State;
1 — This Convention shall apply to taxes on income g) the term “international traffic” means any transport
imposed on behalf of a Contracting State or of its political by a ship or aircraft operated by an enterprise that has its
or administrative subdivisions or local authorities, irres- place of effective management in a Contracting State, ex-
pective of the manner in which they are levied. cept when the ship or aircraft is operated solely between
2 — There shall be regarded as taxes on income all taxes places in the other Contracting State;
imposed on total income, or on elements of income, inclu- h) the term “national” means:
ding taxes on gains from the alienation of movable or im- (i) any individual possessing the nationality of a Con-
movable property, as well as taxes on capital appreciation. tracting State;
3 — The existing taxes to which this Convention shall (ii) any legal person, partnership or association deriving
apply are in particular: its status as such from the laws in force in a Contracting
a) in the case of the Kingdom of Saudi Arabia: State;
(i) the Zakat; and i) the term “competent authority” means:
(ii) the income tax, including the natural gas investment
tax; (i) in the case of the Kingdom of Saudi Arabia: the Mi-
nistry of Finance represented by the Minister of Finance
(hereinafter referred to as the “Saudi tax”); or his authorised representative;
b) in the case of the Portuguese Republic: (ii) in the case of the Portuguese Republic: the Minis-
(i) the personal income tax; ter of Finance, the Director General of Tax and Customs
(ii) the corporate income tax; and Authority or their authorised representative.
(iii) the surtaxes on corporate income tax (“Derra-
mas”); 2 — As regards the application of this Convention at
any time by a Contracting State, any term not defined
(hereinafter referred to as “Portuguese tax”). therein shall, unless the context otherwise requires, have
the meaning that it has at that time under the law of that
4 — The provisions of this Convention shall apply also State for the purposes of the taxes to which this Convention
to any identical or substantially similar taxes that are im- applies, any meaning under the applicable tax laws of that
posed after the date of signature of this Convention in State prevailing over a meaning given to the term under
addition to, or in place of, the existing taxes. The compe- other laws of that State.
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2261
Article 4 connected project) within a Contracting State for a period
Resident
or periods aggregating more than six months within any
twelve-month period.
1 — For the purposes of this Convention, the term “resi-
dent of a Contracting State” means any person who, under 4 — Notwithstanding the preceding provisions of this
the laws of that State, is liable to tax therein by reason of article, the term “permanent establishment” shall be dee-
his domicile, residence, place of incorporation, place of med not to include:
management or any other criterion of a similar nature, and
a) the use of facilities solely for the purpose of storage or
also includes that State and any political or administrative display of goods or merchandise belonging to the enterprise;
subdivision or local authority thereof. This term, however, b) the maintenance of a stock of goods or merchandise
does not include any person who is liable to tax in that State belonging to the enterprise solely for the purpose of sto-
in respect only of income from sources in that State. rage or display;
2 — Where by reason of the provisions of paragraph 1 c) the maintenance of a stock of goods or merchandise
of this article an individual is a resident of both Contracting belonging to the enterprise solely for the purpose of pro-
States, then his status shall be determined as follows: cessing by another enterprise;
a) he shall be deemed to be a resident only of the State in d) the maintenance of a fixed place of business solely
which he has a permanent home available to him; if he has for the purpose of purchasing goods or merchandise or of
a permanent home available to him in both States, he shall collecting information, for the enterprise;
be deemed to be a resident only of the State with which e) the maintenance of a fixed place of business solely
his personal and economic relations are closer (centre of for the purpose of carrying on, for the enterprise, any other
vital interests); activity of a preparatory or auxiliary character;
b) if the State in which he has his centre of vital interests f) the maintenance of a fixed place of business so-
cannot be determined, or if he has not a permanent home lely for any combination of activities mentioned in sub-
available to him in either State, he shall be deemed to be -paragraphs a) to e), provided that the overall activity of
a resident only of the State in which he has an habitual the fixed place of business resulting from this combination
abode; is of a preparatory or auxiliary character.
c) if he has an habitual abode in both States or in neither
of them, he shall be deemed to be a resident only of the 5 — Notwithstanding the provisions of paragraphs 1 and
State of which he is a national; 2 of this article, where a person — other than an agent of
d) if he is a national of both States or of neither of them, an independent status to whom paragraph 6 applies — is
the competent authorities of the Contracting States shall acting in a Contracting State on behalf of an enterprise of
settle the question by mutual agreement. the other Contracting State, that enterprise shall be deemed
to have a permanent establishment in the first-mentioned
3 — Where by reason of the provisions of paragraph 1 Contracting State in respect of any activities which that
of this article a person other than an individual is a resident person undertakes for the enterprise, if such a person:
of both Contracting States, then it shall be deemed to be a) has and habitually exercises in that State an authority
a resident only of the State in which its place of effective to conclude contracts in the name of the enterprise, unless
management is situated. the activities of such person are limited to those mentioned
in paragraph 4 of this article which, if exercised through a
Article 5 fixed place of business, would not make this fixed place of
business a permanent establishment under the provisions
Permanent establishment
of that paragraph; or
1 — For the purposes of this Convention, the term “per- b) has no such authority, but habitually maintains in
manent establishment” means a fixed place of business the first-mentioned State a stock of goods or merchandise
through which the business of an enterprise is wholly or from which he regularly delivers goods or merchandise on
partly carried on. behalf of the enterprise.
2 — The term “permanent establishment” includes es-
pecially: 6 — An enterprise shall not be deemed to have a perma-
nent establishment in a Contracting State merely because it
a) a place of management; carries on business in that State through a broker, general
b) a branch; commission agent or any other agent of an independent
c) an office; status, provided that such persons are acting in the ordinary
d) a factory; course of their business.
e) a workshop; and 7 — The fact that a company which is a resident of a
f) any place of extraction of natural resources. Contracting State controls or is controlled by a company
which is a resident of the other Contracting State, or which
3 — The term “permanent establishment” also includes: carries on business in that other State (whether through a
a) a building site, a construction, assembly or installa- permanent establishment or otherwise), shall not of itself
tion project or supervisory activities in connection the- constitute either company a permanent establishment of
rewith, but only if such site, project or activities last more the other.
than six months; Article 6
b) the furnishing of services, including consultancy
Income from immovable property
services, by an enterprise through employees or other per-
sonnel engaged by the enterprise for such purpose, but 1 — Income derived by a resident of a Contracting
only if activities of that nature continue (for the same or a State from immovable property (including income from
2262 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
agriculture or forestry) situated in the other Contracting in the case of a banking enterprise, by way of income from
State may be taxed in that other State. debt-claims with regard to moneys lent to the head office
2 — The term “immovable property” shall have the of the enterprise or any of its other offices.
meaning which it has under the law of the Contracting 4 — No profits shall be attributed to a permanent es-
State in which the property in question is situated. This tablishment by reason of the mere purchase by that per-
term shall in any case include property accessory to immo- manent establishment of goods or merchandise for the
vable property, livestock and equipment used in agriculture enterprise.
or forestry, rights to which the provisions of general law 5 — Nothing in this article shall affect the operation
respecting landed property apply, usufruct of immovable of any law of a Contracting State relating to tax impo-
property and rights to variable or fixed payments as con- sed on income derived by non-residents from insurance
sideration for the working of, or the right to work, mineral activities.
deposits, sources and other natural resources; ships and 6 — Where profits include items of income which are
aircraft shall not be regarded as immovable property. dealt with separately in other articles of this Convention,
3 — The provisions of paragraph 1 of this article shall then the provisions of those articles shall not be affected
apply to income derived from the direct use, letting, or use by the provisions of this article.
in any other form of immovable property.
4 — The provisions of paragraphs 1 and 3 of this article Article 8
shall also apply to the income from immovable property of Shipping and air transport
an enterprise and to income from immovable property used
for the performance of independent personal services. 1 — Profits from the operation of ships or aircraft in
international traffic shall be taxable only in the Contracting
Article 7 State in which the place of effective management of the
enterprise is situated.
Business profits 2 — If the place of effective management of a shipping
1 — The profits of an enterprise of a Contracting State enterprise is aboard a ship, then it shall be deemed to be
shall be taxable only in that State unless the enterprise situated in the Contracting State in which the home har-
carries on business in the other Contracting State through a bour of the ship is situated, or, if there is no such home
permanent establishment situated therein. If the enterprise harbour, in the Contracting State of which the operator of
carries on business as aforesaid, the profits of the enterprise the ship is a resident.
may be taxed in the other State but only so much of them 3 — The provisions of paragraph 1 of this article shall
as is attributable to that permanent establishment. also apply to profits from the participation in a pool, a joint
2 — Subject to the provisions of paragraph 3 of this business or an international operating agency, including a
article, where an enterprise of a Contracting State carries consortium or a similar form of association.
on business in the other Contracting State through a per-
manent establishment situated therein, there shall in each Article 9
Contracting State be attributed to that permanent establish- Associated enterprises
ment the profits which it might be expected to make if it
were a distinct and separate enterprise engaged in the same 1 — Where:
or similar activities under the same or similar conditions a) an enterprise of a Contracting State participates di-
and dealing wholly independently with the enterprise of rectly or indirectly in the management, control or capital
which it is a permanent establishment. of an enterprise of the other Contracting State, or
3 — In the determination of the profits of a permanent b) the same persons participate directly or indirectly in
establishment, there shall be allowed as deductions ex- the management, control or capital of an enterprise of a
penses which are incurred for the purposes of the business Contracting State and an enterprise of the other Contrac-
of the permanent establishment, including executive and ting State,
general administrative expenses so incurred, whether in
the State in which the permanent establishment is situated and in either case conditions are made or imposed be-
or elsewhere. However, no such deduction shall be allo- tween the two enterprises in their commercial or financial
wed in respect of amounts, if any, paid (otherwise than relations which differ from those which would be made
towards reimbursement of actual expenses) by the perma- between independent enterprises, then any profits which
nent establishment to the head office of the enterprise or would, but for those conditions, have accrued to one of the
any of its other offices, by way of royalties, fees or other enterprises, but, by reason of those conditions, have not so
similar payments in return for the use of patents or other accrued, may be included in the profits of that enterprise
rights, or by way of commission, for specific services and taxed accordingly.
performed or for management, or, except in the case of a 2 — Where a Contracting State includes in the profits of
banking enterprise, by way of income from debt-claims an enterprise of that State — and taxes accordingly — pro-
with regard to moneys lent to the permanent establishment. fits on which an enterprise of the other Contracting State
Likewise, no account shall be taken, in the determination has been charged to tax in that other State and the profits
of the profits of a permanent establishment, for amounts so included are profits which would have accrued to the
charged (otherwise than towards reimbursement of actual enterprise of the first-mentioned State if the conditions
expenses), by the permanent establishment to the head made between the two enterprises had been those which
office of the enterprise or any of its other offices, by way would have been made between independent enterprises,
of royalties, fees or other similar payments in return for the then that other State shall make an appropriate adjustment
use of patents or other rights, or by way of commission for to the amount of the tax charged therein on those profits.
specific services performed or for management, or, except In determining such adjustment, due regard shall be had to
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2263
the other provisions of this Convention and the competent even if the dividends paid or the undistributed profits
authorities of the Contracting States shall if necessary consist wholly or partly of profits or income arising in
consult each other. such other State.
Article 10
Article 11
Dividends
Income from debt-claims
1 — Dividends paid by a company which is a resident
of a Contracting State to a resident of the other Contracting 1 — Income from debt-claims arising in a Contracting
State may be taxed in that other State. State and paid to a resident of the other Contracting State
2 — However, such dividends may also be taxed in may be taxed in that other State.
the Contracting State of which the company paying the 2 — However, such income from debt-claims may also
dividends is a resident and according to the laws of that be taxed in the Contracting State in which it arises and
State, but if the beneficial owner of the dividends is a according to the laws of that State, but if the beneficial
resident of the other Contracting State, the tax so charged owner of the income from debt-claims is a resident of
shall not exceed: the other Contracting State, the tax so charged shall not
exceed 10 per cent of the gross amount of the income
a) 5 per cent of the gross amount of the dividends if the from debt-claims.
beneficial owner is a company (other than a partnership) 3 — Notwithstanding the provisions of paragraph 2 of
which holds directly at least 10 per cent of the capital of this article, income from debt-claims shall be taxable only
the company paying the dividends or if the beneficial in the Contracting State of which the recipient is a resident,
owner is: if such income is paid to and beneficially owned by:
(i) in the case of the Kingdom of Saudi Arabia, the State, a) in the case of the Kingdom of Saudi Arabia, the State,
a political or administrative subdivision or a local authority a political or administrative subdivision or a local authority
thereof (including the Saudi Arabian Monetary Agency) thereof (including the Saudi Arabian Monetary Agency)
and wholly owned State entities; and and wholly owned State entities; and
(ii) in the case of the Portuguese Republic, the State, a b) in the case of the Portuguese Republic, the State, a
political or administrative subdivision or a local authority political or administrative subdivision or a local authority
thereof, or the Central Bank of Portugal. thereof, or the Central Bank of Portugal.
b) 10 per cent of the gross amount of the dividends in 4 — The term “income from debt-claims” as used in
all other cases. this article means income from debt-claims of every kind,
whether or not secured by mortgage and whether or not
This paragraph shall not affect the taxation of the com- carrying a right to participate in the debtor’s profits, and in
pany in respect of the profits out of which the dividends particular, income from government securities and income
are paid. from bonds or debentures, including premiums and prizes
3 — The term “dividends” as used in this article attaching to such securities, bonds or debentures. Penalty
means income from shares, “jouissance” shares or “jou- charges for late payment shall not be regarded as income
issance” rights, mining shares, founders’ shares or other from debt-claims for the purpose of this article.
rights, not being debt-claims, participating in profits, as 5 — The provisions of paragraphs 1 and 2 of this arti-
well as income which is subjected to the same taxation cle shall not apply if the beneficial owner of the income
treatment as income from shares by the laws of the from debt-claims, being a resident of a Contracting State,
State of which the company making the distribution is carries on business in the other Contracting State in which
a resident. the income from debt-claims arises through a permanent
4 — The provisions of paragraphs 1 and 2 of this article establishment situated therein, or performs in that other
shall not apply if the beneficial owner of the dividends, State independent personal services from a fixed base
being a resident of a Contracting State, carries on busi- situated therein, and the debt-claim in respect of which
ness in the other Contracting State of which the company such income is paid is effectively connected with such
paying the dividends is a resident, through a permanent es- permanent establishment or fixed base. In such case the
tablishment situated therein, or performs in that other State provisions of article 7 or article 14, as the case may be,
independent personal services from a fixed base situated shall apply.
therein, and the holding in respect of which the dividends 6 — Income from debt-claims shall be deemed to arise
are paid is effectively connected with such permanent in a Contracting State when the payer is a resident of that
establishment or fixed base. In such case the provisions State. Where, however, the person paying such income,
of article 7 or article 14 of this Convention, as the case whether he is a resident of a Contracting State or not, has
may be, shall apply. in a Contracting State a permanent establishment or a fixed
5 — Where a company which is a resident of a Con- base in connection with which the indebtedness on which
tracting State derives profits or income from the other such income is paid was incurred, and such income is borne
Contracting State, that other State may not impose any by such permanent establishment or fixed base, then such
tax on the dividends paid by the company, except in- income shall be deemed to arise in the State in which the
sofar as such dividends are paid to a resident of that permanent establishment or fixed base is situated.
other State or insofar as the holding in respect of which 7 — Where, by reason of a special relationship between
the dividends are paid is effectively connected with a the payer and the beneficial owner or between both of them
permanent establishment or a fixed base situated in that and some other person, the amount of the income from
other State, nor subject the company’s undistributed debt-claims, having regard to the debt-claim for which it
profits to a tax on the company’s undistributed profits, is paid, exceeds the amount which would have been agreed
2264 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
upon by the payer and the beneficial owner in the absence article 6 of this Convention and situated in the other Con-
of such relationship, the provisions of this article shall tracting State may be taxed in that other State.
apply only to the last-mentioned amount. In such case, the 2 — Gains from the alienation of movable property for-
excess part of the payments shall remain taxable according ming part of the business property of a permanent establish-
to the laws of each Contracting State, due regard being had ment which an enterprise of a Contracting State has in the
to the other provisions of this Convention. other Contracting State or of movable property pertaining
to a fixed base available to a resident of a Contracting State
Article 12 in the other Contracting State for the purpose of performing
independent personal services, including such gains from
Royalties the alienation of such a permanent establishment (alone
1 — Royalties arising in a Contracting State and paid or with the whole enterprise) or of such fixed base, may
to a resident of the other Contracting State may be taxed be taxed in that other State.
in that other State. 3 — Gains from the alienation of ships or aircraft opera-
2 — However, such royalties may also be taxed in the ted in international traffic or movable property pertaining
Contracting State in which they arise and according to to the operation of such ships or aircraft shall be taxable
the laws of that State, but if the beneficial owner of the only in the Contracting State in which the place of effective
royalties is a resident of the other Contracting State, the management of the enterprise is situated.
tax so charged shall not exceed 8 per cent of the gross 4 — Gains derived by a resident of a Contracting State
amount of the royalties. from the alienation of shares or of a comparable interest
3 — The term “royalties” as used in this article means deriving more than 50 percent of their value directly or
payment of any kind received as a consideration for the use indirectly from immovable property situated in the other
of, or the right to use, any copyright of literary, artistic or Contracting State may be taxed in that other State.
scientific work including cinematograph films, or films or 5 — Gains from the alienation of shares other than those
tapes used for radio or television broadcasting, any patent, mentioned in paragraph 4 of this article representing a
trade mark, design or model, plan, secret formula or process, participation of at least 20 per cent in a company which
or for the use of, or the right to use, industrial, commercial, is a resident of a Contracting State may be taxed in that
or scientific equipment, or for information concerning in- State.
dustrial, commercial or scientific experience. 6 — Gains derived from the alienation of any property
4 — The provisions of paragraphs 1 and 2 of this article other than that referred to in the preceding paragraphs of
shall not apply if the beneficial owner of the royalties, this article shall be taxable only in the Contracting State
being a resident of a Contracting State, carries on business of which the alienator is a resident.
in the other Contracting State in which the royalties arise
through a permanent establishment situated therein, or Article 14
performs in that other State independent personal services
Independent personal services
from a fixed base situated therein, and the right or property
in respect of which the royalties are paid is effectively 1 — Income derived by a resident of a Contracting State
connected with such permanent establishment or fixed in respect of professional services or other activities of an
base. In such case the provisions of article 7 or article 14 independent character shall be taxable only in that State
of this Convention, as the case may be, shall apply. except in the following circumstances, when such income
5 — Royalties shall be deemed to arise in a Contracting may also be taxed in the other Contracting State:
State when the payer is a resident of that State. Where,
however, the person paying the royalties, whether he is a a) if he has a fixed base regularly available to him in
resident of a Contracting State or not, has in a Contracting the other Contracting State for the purpose of performing
State a permanent establishment or fixed base in connection his activities; in that case, only so much of the income as
with which the liability to pay the royalties was incurred, is attributable to that fixed base may be taxed in that other
and such royalties are borne by such permanent establish- Contracting State; or
ment or fixed base, then such royalties shall be deemed to b) if his stay in the other Contracting State is for a period
arise in the State in which the permanent establishment or or periods amounting to or exceeding in the aggregate
fixed base is situated. 183 days in any twelve-month period commencing or en-
6 — Where, by reason of a special relationship between ding in the fiscal year concerned; in that case, only so much
the payer and the beneficial owner or between both of them of the income as is derived from his activities performed
and some other person, the amount of the royalties, having in that other State may be taxed in that other State.
regard to the use, right or information for which they are
paid, exceeds the amount which would have been agreed 2 — The term “professional services” includes espe-
upon by the payer and the beneficial owner in the absence cially independent scientific, literary, artistic, educational
of such relationship, the provisions of this article shall or teaching activities as well as the independent activities
apply only to the last-mentioned amount. In such case, the of physicians, lawyers, engineers, architects, dentists and
excess part of the payments shall remain taxable according accountants.
to the laws of each Contracting State, due regard being had Article 15
to the other provisions of this Convention.
Dependent personal services
Article 13 1 — Subject to the provisions of articles 16, 18, 19,
20 and 21 of this Convention, salaries, wages and other
Capital gains
similar remuneration derived by a resident of a Contracting
1 — Gains derived by a resident of a Contracting State State in respect of an employment shall be taxable only in
from the alienation of immovable property referred to in that State unless the employment is exercised in the other
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2265
Contracting State. If the employment is so exercised, such paid to a resident of a Contracting State in consideration of
remuneration as is derived therefrom may be taxed in that past employment shall be taxable only in that State.
other State.
2 — Notwithstanding the provisions of paragraph 1 Article 19
of this article, remuneration derived by a resident of a
Government service
Contracting State in respect of an employment exercised
in the other Contracting State shall be taxable only in the 1 — Salaries, wages and other similar remuneration
first-mentioned State if: paid by a Contracting State or a political or administrative
subdivision or a local authority thereof to an individual in
a) the recipient is present in the other State for a period
respect of services rendered to that State or subdivision
or periods not exceeding in the aggregate 183 days in any
or authority shall be taxable only in that State. However,
twelve month period commencing or ending in the fiscal
such salaries, wages and other similar remuneration shall
year concerned, and
be taxable only in the other Contracting State if the services
b) the remuneration is paid by, or on behalf of, an em-
are rendered in that State and the individual is a resident
ployer who is not a resident of the other State, and
of that State who:
c) the remuneration is not borne by a permanent esta-
blishment or a fixed base which the employer has in the a) is a national of that State; or
other State. b) did not become a resident of that State solely for the
purpose of rendering the services.
3 — Notwithstanding the preceding provisions of this
article, remuneration derived in respect of an employment 2 — Notwithstanding the provisions of paragraph 1 of
exercised aboard a ship or aircraft operated in internatio- this article, pensions and other similar remuneration paid
nal traffic may be taxed in the Contracting State in which by, or out of funds created by, a Contracting State or a
the place of effective management of the enterprise is political or administrative subdivision or a local authority
situated. thereof to an individual in respect of services rendered to
Article 16 that State or subdivision or authority shall be taxable only
in that State. However, such pensions and other similar
Directors’ fees remuneration shall be taxable only in the other Contracting
Directors’ fees and other similar payments derived by a State if the individual is a resident of, and a national of,
resident of a Contracting State in his capacity as a member that State.
of the board of directors or supervisory board or of another 3 — The provisions of articles 15, 16, 17, and 18 of this
similar organ of a company which is a resident of the other Convention shall apply to salaries, wages, pensions, and
Contracting State may be taxed in that other State. other similar remuneration in respect of services rendered
in connection with a business carried on by a Contracting
Article 17 State or a political or administrative subdivision or a local
authority thereof.
Artistes and sportspersons
Article 20
1 — Notwithstanding the provisions of articles 14 and
Teachers and researchers
15 of this Convention, income derived by a resident of
a Contracting State as an entertainer, such as a theatre, An individual who is or was a resident of a Contracting
motion picture, radio or television artiste, or a musician, State immediately before visiting the other Contracting
or as a sportsperson, from his personal activities as such State, solely for the purpose of teaching or scientific re-
exercised in the other Contracting State, may be taxed in search at an university, college, school, or other similar
that other State. educational or scientific research institution which is re-
2 — Where income in respect of personal activities exer- cognized by the Government of that other State, or under
cised by an entertainer or a sportsperson in his capacity as an official programme of cultural exchange, for a period
such accrues not to the entertainer or sportsperson himself not exceeding three years from the date of his first arrival
but to another person, that income may, notwithstanding in that other State, shall be exempt from tax in that other
the provisions of articles 7, 14 and 15 of this Convention, State on his remuneration for such teaching or research.
be taxed in the Contracting State in which the activities of
the entertainer or sportsperson are exercised. Article 21
3 — Income derived by a resident of a Contracting State
Students
from activities exercised in the other Contracting State
as envisaged in paragraphs 1 and 2 of this article, shall 1 — Payments which a student or business apprentice
be exempt from tax in that other Contracting State if the who is or was immediately before visiting a Contracting
visit to that other Contracting State is supported wholly or State a resident of the other Contracting State and who is
mainly by public funds of the first-mentioned Contracting present in the first-mentioned State solely for the purpose
State, a political or administrative subdivision or a local of his education or training receives for the purpose of his
authority thereof, or takes place under a cultural agreement maintenance, education or training shall not be taxed in
between the Governments of the Contracting States. that State, provided that such payments arise from sources
outside that State.
Article 18 2 — In respect of grants, scholarships and remuneration
from employment not covered by paragraph 1 of this arti-
Pensions
cle, a student, business apprentice or trainee referred to in
Subject to the provisions of paragraph 2 of article 19 of paragraph 1 of this article and who is a resident of the State
this Convention, pensions and other similar remuneration which he is visiting shall be entitled, during such education
2266 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
or training, to the same exemptions, reliefs, or reductions to arrive at a satisfactory solution, to resolve the case by
in taxes applicable to residents of that State. mutual agreement with the competent authority of the other
Contracting State, with a view to the avoidance of taxation
Article 22 which is not in accordance with this Convention. Any agre-
ement reached shall be implemented notwithstanding any
Other income
time limits in the domestic law of the Contracting States.
1 — Items of income of a resident of a Contracting State, 3 — The competent authorities of the Contracting Sta-
wherever arising, not dealt with in the foregoing articles of tes shall endeavour to resolve by mutual agreement any
this Convention shall be taxable only in that State. difficulties or doubts arising as to the interpretation or
2 — The provisions of paragraph 1 of this article shall application of this Convention.
not apply to income, other than income from immovable 4 — The competent authorities of the Contracting Sta-
property as defined in paragraph 2 of article 6 of this Con- tes may communicate with each other for the purpose
vention, if the recipient of such income, being a resident of of reaching an agreement in the sense of the preceding
a Contracting State, carries on business in the other Con- paragraphs.
tracting State through a permanent establishment situated 5 — The competent authorities of the Contracting States
therein, or performs in that other State independent personal may by mutual agreement settle the appropriate mode of
services from a fixed base situated therein, and the right or application of this Convention and, especially, the requi-
property in respect of which the income is paid is effectively rements which the residents of a Contracting State must
connected with such permanent establishment or fixed base. fulfil in order to obtain, in the other State, the tax reliefs
In such case the provisions of article 7 or article 14 of this or exemptions provided for by this Convention.
Convention, as the case may be, shall apply.
3 — Notwithstanding the provisions of paragraphs 1 Article 25
and 2 of this article, items of income of a resident of a Exchange of information
Contracting State not dealt with in the foregoing articles
of this Convention and arising in the other Contracting 1 — The competent authorities of the Contracting States
State may also be taxed in that other State. shall exchange such information as is foreseeably relevant
for carrying out the provisions of this Convention or to
Article 23 the administration or enforcement of the domestic laws
concerning taxes of every kind and description imposed
Methods for elimination of double taxation on behalf of the Contracting States, or of their political or
1 — Where a resident of a Contracting State derives administrative subdivisions or local authorities, insofar as
income which, in accordance with the provisions of this the taxation thereunder is not contrary to the Convention.
Convention, may be taxed in the other Contracting State, The exchange of information is not restricted by articles 1
the first-mentioned State shall allow as a deduction from and 2.
the tax on the income of that resident an amount equal to 2 — Any information received under paragraph 1 by
the income tax paid in that other State. Such deduction shall a Contracting State shall be treated as secret in the same
not, however, exceed that part of the income tax, as com- manner as information obtained under the domestic laws
puted before the deduction is given, which is attributable of that State and shall be disclosed only to persons or
to the income which may be taxed in that other State. authorities (including courts and administrative bodies)
2 — Where in accordance with any provisions of this concerned with the assessment or collection of, the enfor-
Convention income derived by a resident of a Contrac- cement or prosecution in respect of, the determination of
ting State is exempt from tax in that State, such State appeals in relation to the taxes referred to in paragraph 1,
may nevertheless, in calculating the amount of tax on the or the oversight of the above. Such persons or authorities
remaining income of such resident, take into account the shall use the information only for such purposes. They
exempted income. may disclose the information in public court proceedings
3 — In the case of the Kingdom of Saudi Arabia, the or in judicial decisions.
methods for elimination of double taxation will not pre- 3 — In no case shall the provisions of paragraphs 1
judice to the provisions of the Zakat collection regime as and 2 be construed so as to impose on a Contracting State
regards Saudi nationals. the obligation:
a) to carry out administrative measures at variance with
Article 24 the laws and administrative practice of that or of the other
Mutual agreement procedure
Contracting State;
b) to supply information which is not obtainable under
1 — Where a person considers that the actions of one or the laws or in the normal course of the administration of
both of the Contracting States result or will result for him that or of the other Contracting State;
in taxation not in accordance with the provisions of this c) to supply information which would disclose any trade,
Convention, he may, irrespective of the remedies provided business, industrial, commercial or professional secret or
by the domestic law of those States, present his case to trade process, or information the disclosure of which would
the competent authority of the Contracting State of which be contrary to public policy.
he is a resident. The case must be presented within three
years from the first notification of the action resulting 4 — If information is requested by a Contracting State
in taxation not in accordance with the provisions of this in accordance with this article, the other Contracting State
Convention. shall use its information gathering measures to obtain the
2 — The competent authority shall endeavour, if the ob- requested information, even though that other State may
jection appears to it to be justified and if it is not itself able not need such information for its own tax purposes. The
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2267
obligation contained in the preceding sentence is subject (ii) in respect of other taxes, as to income arising in any
to the limitations of paragraph 3 but in no case shall such fiscal year beginning on or after the first day of January of
limitations be construed to permit a Contracting State to the calendar year next following that in which this Con-
decline to supply information solely because it has no vention enters into force.
domestic interest in such information.
5 — In no case shall the provisions of paragraph 3 be Article 29
construed to permit a Contracting State to decline to supply
Termination
information solely because the information is held by a
bank, other financial institution, nominee or person acting 1 — This Convention shall remain in force indefinitely
in an agency or a fiduciary capacity or because it relates but either of the Contracting States may terminate this
to ownership interests in a person. Convention through the diplomatic channel, by giving to
the other Contracting State written notice of termination
Article 26 not later than 30 June of any calendar year starting five
Members of diplomatic missions and consular posts years after the year in which this Convention entered into
force.
Nothing in this Convention shall affect the fiscal privi- 2 — In such event this Convention shall cease to apply:
leges of members of diplomatic missions or consular posts
under the general rules of international law or under the a) in the case of the Kingdom of Saudi Arabia:
provisions of special agreements. (i) with regard to taxes withheld at source, in respect of
amounts paid after the end of the calendar year in which
Article 27
such notice is given;
Miscellaneous provisions (ii) with regard to other taxes, in respect of taxable years
1 — Nothing in this Convention shall affect the appli- beginning after the end of the calendar year in which such
cation by a Contracting State of its domestic provisions notice is given;
to prevent tax evasion and tax avoidance.
2 — The provisions of this Convention shall not apply b) in the case of the Portuguese Republic:
if it was the main purpose or one of the main purposes of (i) in respect of taxes withheld at source, the fact giving
any person concerned with the creation or assignment of rise to them appearing on or after the first day of January of
the property or right in respect of which the income is paid the calendar year next following that in which such notice
to take advantage of those provisions by means of such of termination is given;
creation or assignment. (ii) in respect of other taxes, as to income arising in the
3 — The benefits foreseen in this Convention shall not fiscal year beginning on or after the first day of January of
be granted to a resident of a Contracting State which is the calendar year next following that in which such notice
not the beneficial owner of the income derived from the of termination is given.
other Contracting State.
In witness whereof the undersigned, duly authorized
Article 28 thereto, have signed this Convention.
Entry into force
Done in duplicate at Lisbon on this 8th day of April,
1 — Each of the Contracting States shall notify to 2015, corresponding to the 19 Jumada’II, 1436H, in the
the other through diplomatic channels the completion Portuguese, Arabic and English languages, all texts being
of the procedures required by its law for the entry into equally authentic. In case of any divergence of interpreta-
force of this Convention. This Convention shall enter tion of the text of this Convention, the English text shall
into force on the first day of the second month following prevail.
the month in which the latter of these notifications was
received. For the Portuguese Republic:
2 — The provisions of this Convention shall apply:
Paulo Núncio, Secretary of State of Tax Affairs.
a) in the case of the Kingdom of Saudi Arabia:
(i) with regard to taxes withheld at source, in respect For the Kingdom of Saudi Arabia:
of amounts paid on or after the first day of January next Tawfig Fawzan Al-Rabiah, Minister of Commerce and
following the date upon which this Convention enters Industry.
into force;
(ii) with regard to other taxes, in respect of taxable
years beginning on or after the first day of January next PROTOCOL TO THE CONVENTION BETWEEN THE PORTUGUESE
following the date upon which this Convention enters REPUBLIC AND THE KINGDOM OF SAUDI ARABIA FOR THE
into force; AVOIDANCE OF DOUBLE TAXATION AND THE PREVENTION
OF TAX EVASION WITH RESPECT TO TAXES ON INCOME.
b) in the case of the Portuguese Republic: At the moment of signing the Convention between the
(i) in respect of taxes withheld at source, the fact giving Portuguese Republic and the Kingdom of Saudi Arabia for
rise to them appearing on or after the first day of January the Avoidance of Double Taxation and the Prevention of
of the calendar year next following that in which this Con- Tax Evasion with respect to Taxes on Income (hereinaf-
vention enters into force; ter referred to as “the Convention”), the signatories have
2268 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
agreed that the following provisions shall form an integral negotiations in order to introduce in the Convention an
part of the Convention: article on nondiscrimination.
1 — With reference to subparagraph d) of paragraph 1
of article 3 of the Convention, it is understood that the term In witness whereof the undersigned, duly authorized
“person” includes the State, its political or administrative thereto, have signed this Protocol.
subdivisions or local authorities. Done in duplicate at Lisbon on this 8th day of April,
2 — With reference to paragraph 1 of article 4 of the 2015, corresponding to the 19 Jumada’II, 1436H, in the
Convention, it is understood that the term “resident” Portuguese, Arabic and English languages, all texts being
also includes a legal person organized under the laws equally authentic. In case of any divergence of interpre-
of the Kingdom of Saudi Arabia and that is generally tation of the text of this Protocol, the English text shall
exempt from tax in the Kingdom of Saudi Arabia and prevail.
is established and maintained in the Kingdom of Saudi
Arabia either: For the Portuguese Republic:
a) exclusively for a religious, charitable, educational, Paulo Núncio, Secretary of State of Tax Affairs.
scientific, or other similar purpose; or
b) to provide pensions or other similar benefits to em- For the Kingdom of Saudi Arabia:
ployees pursuant to a plan. Tawfig Fawzan Al-Rabiah, Minister of Commerce and
Industry.
3 — With reference to article 6 of the Convention, it is
understood that the provisions of article 6 of the Conven-
tion shall also apply to income from movable property or Resolução da Assembleia da República n.º 128/2016
income derived from services, which are connected with Aprova a Convenção entre a República Portuguesa e o Sultanato
the use or the right to use the immovable property, either de Omã para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão
of which, under the taxation law of the Contracting State Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento, assinada
in which the property is situated, is assimilated to income em Lisboa, em 28 de abril de 2015.
from immovable property.
4 — With reference to article 7 of the Convention: A Assembleia da República resolve, nos termos da alí-
nea i) do artigo 161.º e do n.º 5 do artigo 166.º da Consti-
a) it is understood that the term “business profits” inclu- tuição, aprovar a Convenção entre a República Portuguesa
des, but is not limited to, income derived from manufac- e o Sultanato de Omã para Evitar a Dupla Tributação e
turing, mercantile, banking, insurance, from the operation Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o
of inland transportation and the furnishing of services. Rendimento, assinada em Lisboa, em 28 de abril de 2015,
Such a term does not include the performance of perso- cujo texto, nas versões autenticadas nas línguas portuguesa,
nal services by an individual either as an employee or an árabe e inglesa, se publica em anexo.
independent capacity;
b) it is agreed that the business profits derived by an Aprovada em 6 de maio de 2016.
enterprise of a Contracting State from the exportation of O Presidente da Assembleia da República, Eduardo
merchandise to the other Contracting State shall not be ta- Ferro Rodrigues.
xed in that other Contracting State. Where export contracts
include other activities carried on through a permanent
establishment in the other Contracting State, profits derived CONVENÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E O SUL-
from such activities may be taxed in the other Contracting TANATO DE OMÃ PARA EVITAR A DUPLA TRIBUTAÇÃO E
PREVENIR A EVASÃO FISCAL EM MATÉRIA DE IMPOSTOS
State in accordance with article 7 of the Convention. SOBRE O RENDIMENTO.
5 — With reference to paragraph 2 of article 9 of the A República Portuguesa e o Sultanato de Omã, dese-
Convention, it is understood that the corresponding ad- jando celebrar uma convenção para evitar a dupla tribu-
justment shall only be made by the first-mentioned State tação e prevenir a evasão fiscal em matéria de impostos
if this State agrees that it is justified. sobre o rendimento, tendo em vista promover e reforçar
6 — With reference to paragraph 3 of the article 10 of as relações económicas entre os dois Estados, acordam
the Convention, it is understood that, in the case of the no seguinte:
Portuguese Republic, the term “dividends” also includes
profits attributed under an arrangement for participation CAPÍTULO I
in profits, which are subjected to the same tax treatment as
dividends from shares under the Portuguese tax law. Âmbito de aplicação da Convenção
7 — With reference to article 25 of the Convention, it is
understood that the information received by a Contracting Artigo 1.º
State under article 25 of the Convention shall be used Pessoas visadas
only for the purpose of carrying out the provisions of the
Convention or to the administration or enforcement of the A presente Convenção aplica-se às pessoas residentes
domestic laws referred to in paragraph 1 of article 25 of de um ou de ambos os Estados Contratantes.
the Convention.
8 — With reference to the Convention, in case the Artigo 2.º
Kingdom of Saudi Arabia introduces an income tax ap- Impostos visados
plicable to its nationals who are resident in the Kingdom
of Saudi Arabia, or the existing tax is modified accor- 1 — A presente Convenção aplica-se aos impostos sobre
dingly, then the two Contracting States shall enter into o rendimento exigidos em benefício de um Estado Contra-
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2269
tante, ou das suas subdivisões políticas ou administrativas d) O termo «imposto» significa imposto português ou
ou autarquias locais, seja qual for o sistema usado para a imposto omanense, consoante resulte do contexto;
sua cobrança. e) O termo «pessoa» compreende uma pessoa singular,
2 — São considerados impostos sobre o rendimento uma sociedade e qualquer outro agrupamento de pessoas;
todos os impostos incidentes sobre o rendimento total ou f) O termo «sociedade» significa qualquer pessoa co-
sobre elementos do rendimento, incluídos os impostos letiva ou qualquer entidade tratada como pessoa coletiva
sobre os ganhos derivados da alienação de bens mobiliários para fins tributários;
ou imobiliários, os impostos sobre o montante global dos g) As expressões «empresa de um Estado Contratante»
vencimentos ou salários pagos pelas empresas, bem como e «empresa do outro Estado Contratante» significam, res-
os impostos sobre as mais-valias. petivamente, uma empresa explorada por um residente de
3 — Os impostos atuais a que a presente Convenção se um Estado Contratante e uma empresa explorada por um
aplica são, nomeadamente: residente do outro Estado Contratante;
a) Na República Portuguesa: h) A expressão «tráfego internacional» significa qual-
quer transporte por navio ou aeronave explorado por uma
i) O imposto sobre o rendimento das pessoas singulares empresa de um Estado Contratante, exceto se o navio ou
(IRS); aeronave for explorado somente entre lugares situados no
ii) O imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas outro Estado Contratante;
(IRC); e i) A expressão «autoridade competente» significa:
iii) As derramas;
i) Na República Portuguesa: o Ministro das Finanças, o
(a seguir referidos pela designação de «imposto portu- diretor-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira ou os
guês»); seus representantes autorizados;
b) No Sultanato de Omã: ii) No Sultanato de Omã: o Ministério das Finanças ou
os seus representantes autorizados;
i) O imposto sobre o rendimento;
j) O termo «nacional», relativamente a um Estado Con-
(a seguir referido pela designação de «imposto oma- tratante, designa:
nense»).
i) Qualquer pessoa singular que tenha a nacionalidade
4 — A Convenção será também aplicável aos impostos desse Estado Contratante; e
de natureza idêntica ou substancialmente similar que en- ii) Qualquer pessoa coletiva, sociedade de pessoas ou
trem em vigor posteriormente à data da assinatura da Con- associação constituída de harmonia com a legislação em
venção e que venham a acrescer aos atuais ou a substituí- vigor nesse Estado Contratante.
-los. As autoridades competentes dos Estados Contratantes 2 — No que se refere à aplicação da Convenção, num
comunicarão uma à outra as modificações significativas
dado momento, por um Estado Contratante, qualquer ex-
introduzidas nas respetivas legislações fiscais.
pressão aí não definida terá, a não ser que o contexto exija
interpretação diferente, o significado que lhe for atribuído
nesse momento pela legislação desse Estado que regula
CAPÍTULO II os impostos a que a Convenção se aplica, prevalecendo
a interpretação resultante da legislação fiscal sobre a que
Definições decorra de outra legislação desse Estado.
Artigo 3.º Artigo 4.º
Definições gerais Residente
1 — Para efeitos da presente Convenção, a não ser que 1 — Para efeitos da presente Convenção, a expressão
o contexto exija interpretação diferente: «residente de um Estado Contratante» significa qualquer
pessoa que, por virtude da legislação desse Estado, está aí
a) O termo «República Portuguesa» significa o território sujeita a imposto devido ao seu domicílio, à sua residência,
da República Portuguesa situado no continente europeu, os ao local de direção, ao local de registo ou a qualquer outro
arquipélagos dos Açores e da Madeira, o seu mar territorial critério de natureza similar, e aplica-se igualmente a esse
e as suas águas interiores bem como a plataforma continen- Estado e às suas subdivisões políticas ou administrativas
tal e qualquer outro espaço onde o Estado português exerça ou autarquias locais ou aos seus organismos criados por
direitos de soberania ou de jurisdição em conformidade lei. Todavia, esta expressão não inclui qualquer pessoa que
com as normas do direito internacional; esteja sujeita a imposto nesse Estado apenas relativamente
b) O termo «Sultanato de Omã» significa o território do ao rendimento de fontes localizadas nesse Estado.
Sultanato de Omã e as ilhas que lhe pertencem, incluindo 2 — Quando, por virtude do disposto no n.º 1, uma
as águas territoriais e qualquer espaço fora das águas ter- pessoa singular for residente de ambos os Estados Contra-
ritoriais sobre o qual o Sultanato de Omã possa, de acordo tantes, a situação será resolvida como se segue:
com o direito internacional e as leis do Sultanato de Omã,
exercer direitos de soberania relativamente à prospeção e a) Será considerada residente apenas do Estado em que
à exploração dos recursos naturais do leito do mar e do tenha uma habitação permanente à sua disposição. Se tiver
subsolo e das águas sobrejacentes; uma habitação permanente à sua disposição em ambos
c) As expressões «um Estado Contratante» e «o outro os Estados, será considerada residente apenas do Estado
Estado Contratante» significam a República Portuguesa ou com o qual sejam mais estreitas as suas relações pessoais
o Sultanato de Omã, consoante resulte do contexto; e económicas (centro de interesses vitais);
2270 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
b) Se o Estado em que tem o centro de interesses vitais aplicável o n.º 6 atue, num Estado Contratante, por conta de
não puder ser determinado, ou se não tiver uma habitação uma empresa do outro Estado Contratante, considera-se que
permanente à sua disposição em nenhum dos Estados, será esta empresa possui um estabelecimento estável no primeiro
considerada residente apenas do Estado em que permaneça Estado mencionado, relativamente a quaisquer atividades
habitualmente; que essa pessoa exerça para a empresa, se essa pessoa:
c) Se permanecer habitualmente em ambos os Estados,
ou se não permanecer habitualmente em nenhum deles, a) Tiver e habitualmente exercer nesse Estado poderes
será considerada residente apenas do Estado de que seja para celebrar contratos em nome da empresa, a não ser que
nacional; as atividades dessa pessoa se limitem às referidas no n.º 4,
d) Se for nacional de ambos os Estados, ou se não for as quais, se fossem exercidas através de uma instalação
nacional de nenhum deles, as autoridades competentes dos fixa, não permitiriam considerar esta instalação fixa como
Estados Contratantes resolverão o caso de comum acordo. um estabelecimento estável, de acordo com as disposições
desse número; ou
3 — Quando, em virtude do disposto no n.º 1, uma b) Não tiver tais poderes mas mantiver habitualmente
pessoa, que não seja uma pessoa singular, for residente no primeiro Estado mencionado um depósito de bens ou
de ambos os Estados Contratantes, será considerada re- de mercadorias a partir do qual a referida pessoa entrega
sidente apenas do Estado em que estiver situada a sua bens ou mercadorias por conta da empresa.
direção efetiva.
Artigo 5.º 6 — Não se considera que uma empresa de um Estado
Contratante tem um estabelecimento estável no outro Es-
Estabelecimento estável tado Contratante pelo simples facto de exercer a sua ati-
1 — Para efeitos da presente Convenção, a expressão vidade nesse outro Estado Contratante por intermédio de
«estabelecimento estável» significa uma instalação fixa um corretor, de um comissário geral ou de qualquer outro
através da qual a empresa exerce toda ou parte da sua agente independente, desde que essas pessoas atuem no
atividade. âmbito normal da sua atividade. Contudo, quando as ati-
2 — A expressão «estabelecimento estável» compreende, vidades desse agente forem exercidas, exclusiva ou quase
nomeadamente: exclusivamente, por conta dessa empresa, o mesmo não
será considerado um agente independente nos termos do
a) Um local de direção; disposto no presente número.
b) Uma sucursal; 7 — O facto de uma sociedade residente de um Estado
c) Um escritório; Contratante controlar ou ser controlada por uma sociedade
d) Uma fábrica; residente do outro Estado Contratante ou que exerce a
e) Uma oficina; e sua atividade nesse outro Estado (quer seja através de um
f) Uma mina, um poço de petróleo ou gás, uma pedreira estabelecimento estável, quer de outro modo) não é, só
ou qualquer outro local de extração de recursos naturais. por si, bastante para fazer de qualquer dessas sociedades
estabelecimento estável da outra.
3 — Um local ou um estaleiro de construção, um pro-
jeto de construção, montagem ou instalação, bem como as
atividades de supervisão conexas, só constituem um esta- CAPÍTULO III
belecimento estável se a sua duração exceder seis meses.
4 — Não obstante as disposições anteriores do pre- Tributação do rendimento
sente artigo, a expressão «estabelecimento estável» não
compreende: Artigo 6.º
Rendimentos de bens imobiliários
a) As instalações utilizadas unicamente para armaze-
nar, expor ou entregar bens ou mercadorias pertencentes 1 — Os rendimentos que um residente de um Estado
à empresa; Contratante aufira de bens imobiliários (incluídos os ren-
b) Um depósito de bens ou de mercadorias pertencentes dimentos das explorações agrícolas ou florestais) situados
à empresa, mantido unicamente para os armazenar, expor no outro Estado Contratante podem ser tributados nesse
ou entregar; outro Estado.
c) Um depósito de bens ou de mercadorias pertencentes 2 — A expressão «bens imobiliários» terá o significado
à empresa, mantido unicamente para serem transformados que lhe for atribuído pelo direito do Estado Contratante em
por outra empresa; que tais bens estiverem situados. A expressão compreende
d) Uma instalação fixa mantida unicamente para com- sempre os acessórios, o gado e o equipamento das explo-
prar bens ou mercadorias ou reunir informações para a rações agrícolas (incluindo a aquicultura) e florestais, os
empresa; direitos a que se apliquem as disposições do direito privado
e) Uma instalação fixa mantida unicamente para exer- relativas à propriedade de bens imóveis. O usufruto de
cer, para a empresa, qualquer outra atividade de carácter bens imobiliários e os direitos a retribuições variáveis ou
preparatório ou auxiliar; fixas pela exploração ou pela concessão da exploração de
f) Uma instalação fixa mantida unicamente para o exer- jazigos minerais, fontes e outros recursos naturais serão
cício de qualquer combinação das atividades referidas igualmente considerados «bens imobiliários». Os navios e
nas alíneas a) a e), desde que a atividade de conjunto da aeronaves não serão considerados bens imobiliários.
instalação fixa resultante desta combinação seja de carácter 3 — O disposto no n.º 1 aplica-se aos rendimentos deri-
preparatório ou auxiliar. vados da utilização direta, do arrendamento ou de qualquer
outra forma de utilização dos bens imobiliários.
5 — Não obstante o disposto nos n.os 1 e 2, quando uma 4 — O disposto nos n.os 1 e 3 aplica-se igualmente aos
pessoa que não seja um agente independente a quem é rendimentos provenientes dos bens imobiliários de uma
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2271
empresa e aos rendimentos dos bens imobiliários utilizados 2 — O disposto no n.º 1 é aplicável igualmente aos
para o exercício de profissões independentes. lucros provenientes da participação num pool, numa ex-
5 — As disposições anteriores aplicam-se igualmente ploração em comum ou num organismo internacional de
aos rendimentos derivados de bens mobiliários ou aos exploração.
rendimentos auferidos de serviços prestados em conexão 3 — Para efeitos do presente artigo, a expressão «explo-
com o uso ou a concessão do uso de bens imobiliários, que, ração de navios ou de aeronaves no tráfego internacional»
de acordo com o direito fiscal do Estado Contratante em por uma empresa compreende:
que tais bens estiverem situados, sejam assimilados aos
a) O fretamento, a locação ou o aluguer de navios ou
rendimentos derivados dos bens imobiliários.
aeronaves totalmente equipados, tripulados e abastecidos
que sejam explorados no tráfego internacional;
Artigo 7.º b) O fretamento, a locação ou o aluguer de navios ou
Lucros das empresas aeronaves em regime de casco nu, quando esse fretamento,
locação ou aluguer seja acessório à exploração de navios
1 — Os lucros de uma empresa de um Estado Con- ou de aeronaves no tráfego internacional;
tratante só podem ser tributados nesse Estado, a não ser c) A utilização ou o aluguer de contentores, quando essa
que a empresa exerça a sua atividade no outro Estado utilização ou aluguer seja acessório à exploração de navios
Contratante através de um estabelecimento estável aí si- ou de aeronaves no tráfego internacional.
tuado. Se a empresa exercer a sua atividade deste modo,
os seus lucros podem ser tributados no outro Estado, mas Artigo 9.º
unicamente na medida em que sejam imputáveis a esse
estabelecimento estável. Empresas associadas
2 — Com ressalva do disposto no n.º 3, quando uma 1 — Quando:
empresa de um Estado Contratante exercer a sua atividade
no outro Estado Contratante através de um estabeleci- a) Uma empresa de um Estado Contratante participe,
mento estável aí situado, serão imputados, em cada Estado direta ou indiretamente, na direção, no controlo ou no
Contratante, a esse estabelecimento estável os lucros que capital de uma empresa do outro Estado Contratante; ou
este obteria se fosse uma empresa distinta e separada que b) As mesmas pessoas participem, direta ou indire-
exercesse as mesmas atividades ou atividades similares, tamente, na direção, no controlo ou no capital de uma
nas mesmas condições ou em condições similares, e tra- empresa de um Estado Contratante e de uma empresa do
tasse com absoluta independência com a empresa de que outro Estado Contratante;
é estabelecimento estável.
3 — Na determinação do lucro de um estabelecimento es- e, em ambos os casos, as duas empresas nas suas relações
tável, é permitido deduzir os encargos suportados para o exer- comerciais ou financeiras, estiverem ligadas por condições
cício da atividade desse estabelecimento estável, incluindo os aceites ou impostas que difiram das que seriam estabele-
encargos de direção e os encargos gerais de administração, cidas entre empresas independentes, os lucros que, se não
suportados com o fim referido, quer no Estado em que esse existissem essas condições, teriam sido obtidos por uma
estabelecimento estável estiver situado quer fora dele. das empresas, mas não o foram por causa dessas condições,
4 — Se for usual num Estado Contratante determinar podem ser incluídos nos lucros dessa empresa e tributados
os lucros imputáveis a um estabelecimento estável com em conformidade.
base numa repartição dos lucros totais da empresa entre as 2 — Quando um Estado Contratante inclua nos lucros de
suas diversas partes, o disposto no n.º 2 não impedirá esse uma empresa desse Estado — e tribute nessa conformida-
Estado Contratante de determinar os lucros tributáveis de de — os lucros pelos quais uma empresa do outro Estado
acordo com a repartição usual; o método de repartição ado- Contratante foi tributada nesse outro Estado, e quando as
tado deve, no entanto, conduzir a um resultado conforme autoridades competentes dos Estados Contratantes acor-
com os princípios enunciados no presente artigo. darem, após consulta, que a totalidade ou parte dos lucros
5 — Nenhum lucro será imputado a um estabelecimento incluídos deste modo constituem lucros que teriam sido
estável pelo facto da simples compra, por esse estabeleci- obtidos pela empresa do primeiro Estado mencionado, se
mento estável, de bens ou de mercadorias para a empresa. as condições estabelecidas entre as duas empresas tives-
6 — Para efeitos dos números anteriores, os lucros a sem sido as condições que teriam sido estabelecidas entre
imputar ao estabelecimento estável serão determinados, empresas independentes, esse outro Estado, se concordar
em cada ano, segundo o mesmo método, a não ser que que o ajustamento efetuado pelo primeiro Estado mencio-
existam motivos válidos e suficientes para proceder de nado se justifica tanto em termos de princípio como em
forma diferente. termos do respetivo montante, procederá ao ajustamento
7 — Quando os lucros compreendam elementos do ren- adequado do montante do imposto aí cobrado sobre os
dimento especialmente tratados noutros artigos da presente lucros referidos. Na determinação deste ajustamento serão
Convenção, as respetivas disposições não serão afetadas tomadas em consideração as outras disposições da presente
pelas disposições do presente artigo. Convenção.
Artigo 10.º
Artigo 8.º
Dividendos
Transporte marítimo e aéreo
1 — Os dividendos pagos por uma sociedade residente
1 — Os lucros de uma empresa de um Estado Contra- de um Estado Contratante a um residente do outro Estado
tante provenientes da exploração de navios ou de aeronaves Contratante podem ser tributados nesse outro Estado.
no tráfego internacional só podem ser tributados nesse 2 — No entanto, esses dividendos podem ser igualmente
Estado Contratante. tributados no Estado Contratante de que é residente a socie-
2272 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
dade que paga os dividendos e de acordo com a legislação Artigo 11.º
desse Estado, mas se o beneficiário efetivo dos dividendos Juros
for um residente do outro Estado Contratante, o imposto
assim estabelecido não excederá: 1 — Os juros provenientes de um Estado Contratante e
pagos a um residente do outro Estado Contratante podem
a) 5 % do montante bruto dos dividendos, se o benefi- ser tributados nesse outro Estado.
ciário efetivo for: 2 — No entanto, esses juros podem ser igualmente tri-
i) No caso da República Portuguesa, o Estado, as suas butados no Estado Contratante de que provêm e de acordo
subdivisões políticas ou administrativas ou autarquias lo- com a legislação desse Estado, mas se o beneficiário efetivo
cais, ou o Banco de Portugal; e dos juros for um residente do outro Estado Contratante, o
ii) No caso do Sultanato de Omã, o Governo do Sulta- imposto assim estabelecido não excederá 10 % do mon-
nato de Omã, o Banco Central de Omã, o State General tante bruto dos juros. As autoridades competentes dos
Reserve Fund ou o Omani Investment Fund. O disposto Estados Contratantes estabelecerão, de comum acordo, a
na presente subalínea aplicar-se-á igualmente a outros forma de aplicar este limite.
organismos criados por lei ou a outras instituições, to- 3 — Não obstante o disposto no n.º 2, os juros referidos
talmente detidos pelo Governo do Sultanato de Omã, em no n.º 1 só podem ser tributados no Estado Contratante de
conformidade com o que possa vir a ser periodicamente que a pessoa que recebe os juros é residente, se esses juros
acordado entre as autoridades competentes dos Estados forem pagos a, e o seu beneficiário efetivo for:
Contratantes; a) No caso da República Portuguesa, o Estado, as suas
subdivisões políticas ou administrativas ou autarquias lo-
b) 10 % do montante bruto dos dividendos, se o benefi- cais, ou o Banco de Portugal; e
ciário efetivo for uma sociedade (com exceção de uma so- b) No caso do Sultanato de Omã, o Governo do Sulta-
ciedade de pessoas) que detenha, diretamente, pelo menos nato de Omã, o Banco Central de Omã, o State General
10 % do capital da sociedade que paga os dividendos; Reserve Fund ou o Omani Investment Fund. O disposto
c) 15 % do montante bruto dos dividendos, nos restantes na presente subalínea aplicar-se-á igualmente a outros
casos. organismos criados por lei ou a outras instituições, to-
talmente detidos pelo Governo do Sultanato de Omã, em
As autoridades competentes dos Estados Contratantes conformidade com o que possa vir a ser periodicamente
estabelecerão, de comum acordo, a forma de aplicar estes acordado entre as autoridades competentes dos Estados
limites. Este número não afeta a tributação da sociedade Contratantes.
pelos lucros dos quais os dividendos são pagos.
3 — O termo «dividendos», usado no presente artigo, 4 — O termo «juros», usado no presente artigo, significa
significa os rendimentos provenientes de ações, partes os rendimentos de créditos de qualquer natureza com ou
de minas, partes de fundador ou de outros direitos, com sem garantia hipotecária e com direito ou não a participar
exceção dos créditos, que permitam participar nos lucros, nos lucros do devedor, e, nomeadamente, os rendimentos
assim como os rendimentos derivados de outras partes da dívida pública e de outros títulos de crédito, incluindo
sociais sujeitos ao mesmo regime fiscal que os rendimentos prémios atinentes a esses títulos. Para efeitos do presente
de ações pela legislação do Estado de que é residente a artigo, não se consideram juros as penalizações por paga-
sociedade que os distribui. mento tardio.
4 — O disposto nos n.os 1 e 2 não é aplicável se o benefi- 5 — O disposto nos n.os 1 e 2 não é aplicável se o
ciário efetivo dos dividendos, residente de um Estado Con- beneficiário efetivo dos juros, residente de um Estado
tratante, exercer atividade no outro Estado Contratante de Contratante, exercer atividade no outro Estado Contra-
que é residente a sociedade que paga os dividendos, através tante de que provêm os juros, através de um estabeleci-
de um estabelecimento estável aí situado, ou exercer nesse mento estável aí situado, ou exercer nesse outro Estado
outro Estado uma profissão independente, através de uma uma profissão independente, através de uma instalação
instalação fixa aí situada, e a participação relativamente à fixa aí situada, e o crédito relativamente ao qual os juros
qual os dividendos são pagos estiver efetivamente ligada são pagos estiver efetivamente ligado a esse estabeleci-
a esse estabelecimento estável ou a essa instalação fixa. mento estável ou a essa instalação fixa. Nesse caso, são
Nesse caso, são aplicáveis as disposições do artigo 7.º ou aplicáveis as disposições do artigo 7.º ou do artigo 14.º,
do artigo 14.º, consoante o caso. consoante o caso.
5 — Quando uma sociedade residente de um Estado 6 — Os juros consideram-se provenientes de um Estado
Contratante obtiver lucros ou rendimentos provenientes Contratante quando o devedor for um residente desse Es-
do outro Estado Contratante, esse outro Estado não po- tado. Todavia, quando o devedor dos juros, seja ou não re-
derá exigir nenhum imposto sobre os dividendos pagos sidente de um Estado Contratante, tenha num Estado Con-
pela sociedade, exceto na medida em que esses dividen- tratante um estabelecimento estável ou uma instalação fixa
dos sejam pagos a um residente desse outro Estado ou em relação com os quais haja sido contraída a obrigação
na medida em que a participação relativamente à qual pela qual os juros são pagos e esse estabelecimento está-
os dividendos são pagos esteja efetivamente ligada a vel ou essa instalação fixa suportem o pagamento desses
um estabelecimento estável ou a uma instalação fixa juros, tais juros são considerados provenientes do Estado
situados nesse outro Estado, nem sujeitar os lucros não em que o estabelecimento estável ou a instalação fixa
distribuídos da sociedade a um imposto sobre os lucros estiverem situados.
não distribuídos, mesmo que os dividendos pagos ou 7 — Quando, em virtude de relações especiais existentes
os lucros não distribuídos consistam, total ou parcial- entre o devedor e o beneficiário efetivo ou entre ambos
mente, em lucros ou rendimentos provenientes desse e qualquer outra pessoa, o montante dos juros, tendo em
outro Estado. conta o crédito pelo qual são pagos, exceder o montante que
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2273
seria acordado entre o devedor e o beneficiário efetivo na a poder ser tributada de acordo com a legislação de cada
ausência de tais relações, as disposições do presente artigo Estado Contratante, tendo em conta as outras disposições
são aplicáveis apenas a este último montante. Nesse caso, da presente Convenção.
a parte excedente continua a poder ser tributada de acordo
com a legislação de cada Estado Contratante, tendo em Artigo 13.º
conta as outras disposições da presente Convenção. Mais-valias
Artigo 12.º 1 — Os ganhos que um residente de um Estado Contra-
tante aufira da alienação de bens imobiliários referidos no
Royalties
artigo 6.º e situados no outro Estado Contratante podem
1 — As royalties provenientes de um Estado Contratante ser tributados nesse outro Estado.
e pagas a um residente do outro Estado Contratante podem 2 — Os ganhos provenientes da alienação de bens mo-
ser tributadas nesse outro Estado. biliários que façam parte do ativo de um estabelecimento
2 — No entanto, essas royalties podem ser igualmente estável que uma empresa de um Estado Contratante tenha
tributadas no Estado Contratante de que provêm e de acordo no outro Estado Contratante ou de bens mobiliários afetos
com a legislação desse Estado, mas se o beneficiário efetivo a uma instalação fixa de que um residente de um Estado
das royalties for um residente do outro Estado Contratante, Contratante disponha no outro Estado Contratante para
o imposto assim estabelecido não excederá 8 % do mon- o exercício de uma profissão independente, incluindo
tante bruto das royalties. As autoridades competentes dos os ganhos provenientes da alienação desse estabeleci-
Estados Contratantes estabelecerão, de comum acordo, a mento estável (isolado ou com o conjunto da empresa)
forma de aplicar este limite. ou dessa instalação fixa, podem ser tributados nesse outro
3 — O termo «royalties», usado no presente artigo, Estado.
significa as retribuições de qualquer natureza pagas pelo 3 — Os ganhos que uma empresa de um Estado Contra-
uso, ou pela concessão do uso, de um direito de autor tante aufira da alienação de navios ou aeronaves explorados
sobre uma obra literária, artística ou científica, incluindo no tráfego internacional, ou de bens mobiliários afetos
o software informático, os filmes cinematográficos ou os à exploração desses navios ou aeronaves, só podem ser
filmes ou gravações ou discos para difusão por rádio ou tributados nesse Estado Contratante.
televisão, de uma patente, de uma marca de fabrico ou de 4 — Os ganhos que um residente de um Estado Contra-
comércio, de um desenho ou de um modelo, de um plano, tante aufira da alienação de partes de capital ou de direitos
de uma fórmula ou de um processo secretos, ou pelo uso, similares que retirem, direta ou indiretamente, mais de
ou pela concessão do uso, de um equipamento industrial, 50 % do respetivo valor de bens imobiliários situados
comercial ou científico, ou por informações respeitantes a no outro Estado Contratante podem ser tributados nesse
uma experiência adquirida no sector industrial, comercial outro Estado.
ou científico. 5 — Os ganhos provenientes da alienação de quaisquer
4 — O disposto nos n.os 1 e 2 não é aplicável se o be- outros bens diferentes dos mencionados nos n.os 1, 2, 3 e 4
neficiário efetivo das royalties, residente de um Estado só podem ser tributados no Estado Contratante de que o alie-
Contratante, exercer atividade no outro Estado Contratante nante é residente.
de que provêm as royalties, através de um estabeleci- Artigo 14.º
mento estável aí situado, ou exercer nesse outro Estado
Profissões independentes
uma profissão independente, através de uma instalação
fixa aí situada, e o direito ou bem relativamente ao qual 1 — Os rendimentos obtidos por um residente de um
as royalties são pagas estiver efetivamente ligado a esse Estado Contratante pelo exercício de uma profissão liberal
estabelecimento estável ou a essa instalação fixa. Nesse ou de outras atividades de carácter independente só podem
caso, são aplicáveis as disposições do artigo 7.º ou do ser tributados nesse Estado, a não ser que esse residente
artigo 14.º, consoante o caso. disponha, de forma habitual, no outro Estado Contratante,
5 — As royalties consideram-se provenientes de um de uma instalação fixa para o exercício das suas atividades.
Estado Contratante quando o devedor for um residente Neste último caso, os rendimentos podem ser tributados
desse Estado. Todavia, quando o devedor das royalties, no outro Estado Contratante, mas unicamente na medida
seja ou não residente de um Estado Contratante, tenha em que sejam imputáveis a essa instalação fixa.
num Estado Contratante um estabelecimento estável ou 2 — A expressão «profissão liberal» abrange, em es-
uma instalação fixa em ligação com os quais haja sido pecial, as atividades independentes de carácter científico,
contraída a obrigação pela qual as royalties são pagas, literário, artístico, educativo ou pedagógico, bem como
e esse estabelecimento estável ou essa instalação fixa as atividades independentes de médicos, advogados, en-
suportem o pagamento dessas royalties, tais royalties genheiros, arquitetos, dentistas e contabilistas.
consideram-se provenientes do Estado em que o es-
tabelecimento estável ou a instalação fixa estiverem Artigo 15.º
situados.
Profissões dependentes
6 — Quando, em virtude de relações especiais existentes
entre o devedor e o beneficiário efetivo ou entre ambos e 1 — Com ressalva do disposto nos artigos 16.º, 18.º, 19.º,
qualquer outra pessoa, o montante das royalties, tendo em 20.º e 21.º, os salários, vencimentos e outras remunerações
conta o uso, o direito ou a informação pelos quais são pa- similares obtidos de um emprego por um residente de um
gas, exceder o montante que seria acordado entre o devedor Estado Contratante só podem ser tributados nesse Estado,
e o beneficiário efetivo, na ausência de tais relações, as a não ser que o emprego seja exercido no outro Estado
disposições do presente artigo são aplicáveis apenas a este Contratante. Se o emprego for aí exercido, as remunerações
último montante. Nesse caso, a parte excedente continua correspondentes podem ser tributadas nesse outro Estado.
2274 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
2 — Não obstante o disposto no n.º 1, as remunerações Artigo 19.º
obtidas por um residente de um Estado Contratante de um
Remunerações públicas
emprego exercido no outro Estado Contratante são tribu-
táveis exclusivamente no primeiro Estado mencionado se: 1 — Os salários, vencimentos e outras remunerações
a) O beneficiário permanecer no outro Estado durante similares pagos por um Estado Contratante ou por uma sua
um período ou períodos que não excedam, no total, 183 dias subdivisão política ou administrativa ou autarquia local ou
em qualquer período de 12 meses com início ou termo no por um seu organismo criado por lei a uma pessoa singular,
ano fiscal em causa; e em consequência de serviços prestados a esse Estado ou
b) As remunerações forem pagas por uma entidade pa- a essa subdivisão ou autarquia ou organismo criado por
tronal ou por conta de uma entidade patronal que não seja lei, só podem ser tributados nesse Estado. Contudo, os
residente do outro Estado; e salários, vencimentos e outras remunerações similares são
c) As remunerações não forem suportadas por um es- tributáveis exclusivamente no outro Estado Contratante
tabelecimento estável ou por uma instalação fixa que a se os serviços forem prestados nesse Estado e se a pessoa
entidade patronal tenha no outro Estado. singular for um residente desse Estado que:
a) Seja seu nacional; ou
3 — Não obstante as disposições anteriores do presente b) Não se tenha tornado seu residente unicamente com
artigo, as remunerações auferidas relativamente a um em- o fim de prestar os ditos serviços.
prego exercido a bordo de um navio ou de uma aeronave
explorados no tráfego internacional por uma empresa de
um Estado Contratante podem ser tributadas nesse Estado 2 — Não obstante o disposto no n.º 1, as pensões e outras
Contratante. remunerações similares pagas por um Estado Contratante
ou por uma sua subdivisão política ou administrativa ou au-
Artigo 16.º tarquia local ou por um seu organismo criado por lei, quer
Percentagens de membros de conselhos diretamente, quer através de fundos por eles constituídos, a
uma pessoa singular, em consequência de serviços prestados
As percentagens, senhas de presença e outras remune- a esse Estado ou a essa subdivisão ou autarquia ou organismo
rações similares obtidas por um residente de um Estado criado por lei, só podem ser tributados nesse Estado. Contudo,
Contratante na qualidade de membro do conselho de ad- essas pensões e outras remunerações similares são tributáveis
ministração ou do conselho fiscal, ou de um órgão similar, exclusivamente no outro Estado Contratante, se a pessoa
de uma sociedade residente do outro Estado Contratante singular for um residente e um nacional desse Estado.
podem ser tributadas nesse outro Estado. 3 — O disposto nos artigos 15.º, 16.º, 17.º e 18.º aplica-
-se aos salários, vencimentos, pensões e outras remu-
Artigo 17.º nerações similares pagos em consequência de serviços
Artistas e desportistas prestados em ligação com uma atividade comercial ou
industrial exercida por um Estado Contratante ou por uma
1 — Não obstante o disposto nos artigos 14.º e 15.º, os sua subdivisão política ou administrativa ou autarquia local
rendimentos obtidos por um residente de um Estado Contra- ou por um seu organismo criado por lei.
tante na qualidade de profissional de espetáculos, tal como
artista de teatro, cinema, rádio ou televisão, ou músico, Artigo 20.º
bem como de desportista, provenientes das suas atividades
pessoais exercidas, nessa qualidade, no outro Estado Con- Professores e investigadores
tratante, podem ser tributados nesse outro Estado. 1 — Uma pessoa que é, ou tenha sido, residente de um
2 — Não obstante o disposto nos artigos 7.º, 14.º e 15.º,
os rendimentos da atividade exercida pessoalmente pelos Estado Contratante imediatamente antes de se deslocar ao
profissionais de espetáculos ou desportistas, nessa quali- outro Estado Contratante e que, a convite de uma univer-
dade, atribuídos a uma outra pessoa, podem ser tributados sidade, faculdade, escola ou outra instituição similar de
no Estado Contratante em que são exercidas essas ativida- ensino ou de investigação científica reconhecida ou no
des dos profissionais de espetáculos ou dos desportistas. âmbito de um programa oficial de intercâmbio cultural, se
3 — Os rendimentos obtidos por profissionais de espetá- desloque a esse outro Estado Contratante, por um período
culos ou desportistas provenientes de atividades exercidas não superior a dois anos a contar da data da primeira che-
num Estado Contratante ficam isentos de imposto nesse gada a esse outro Estado, com vista unicamente a ensinar
Estado se a visita a esse Estado for total ou substancial- ou efetuar investigação, ou ambos, nessa instituição de
mente financiada por fundos públicos do outro Estado ensino ou de investigação, está isenta de imposto nesse
Contratante ou dos seus organismos criados por lei. outro Estado pelas remunerações recebidas em consequên-
cia desse ensino ou investigação.
Artigo 18.º 2 — O disposto no n.º 1 não se aplica aos rendimen-
tos provenientes de investigação se essa investigação for
Pensões efetuada essencialmente para benefício privado de uma
1 — Com ressalva do disposto no n.º 2 do artigo 19.º, determinada pessoa ou pessoas.
as pensões e outras remunerações similares pagas a um
residente de um Estado Contratante só podem ser tributa- Artigo 21.º
das nesse Estado. Estudantes e estagiários
2 — Não obstante o disposto no n.º 1, as pensões e
outras remunerações similares pagas a um residente de As importâncias que um estudante ou um estagiário que
um Estado Contratante também podem ser tributadas no é, ou tenha sido, imediatamente antes da sua permanência
Estado Contratante de que provêm, se e na medida em que num Estado Contratante, residente do outro Estado Contra-
não sejam tributadas no primeiro Estado mencionado. tante, e cuja permanência no primeiro Estado mencionado
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2275
tenha como único fim aí prosseguir os seus estudos ou a 3 — Quando, de acordo com o disposto na presente
sua formação, receba para fazer face às despesas com a Convenção, os rendimentos obtidos por um residente de
sua manutenção, estudos ou formação, não são tributadas um Estado Contratante estiverem isentos de imposto neste
nesse Estado, desde que provenham de fontes situadas Estado, este Estado poderá, não obstante, ao calcular o
fora desse Estado. quantitativo do imposto sobre o restante rendimento desse
Artigo 22.º residente, ter em conta os rendimentos isentos.
Outros rendimentos
CAPÍTULO V
1 — Os elementos do rendimento de um residente de
um Estado Contratante, donde quer que provenham, não Disposições especiais
tratados nos artigos anteriores da presente Convenção, só
podem ser tributados nesse Estado. Artigo 24.º
2 — O disposto no n.º 1 não se aplica aos rendimentos
Não discriminação
que não sejam rendimentos de bens imobiliários tal como
são definidos no n.º 2 do artigo 6.º, se o beneficiário desses 1 — Os nacionais de um Estado Contratante não ficarão
rendimentos, residente de um Estado Contratante, exercer sujeitos no outro Estado Contratante a nenhuma tributação,
no outro Estado Contratante uma atividade industrial ou ou obrigação com ela conexa, diferente ou mais gravosa
comercial, através de um estabelecimento estável nele do que aquelas a que estejam ou possam estar sujeitos os
situado, ou exercer nesse outro Estado uma profissão in- nacionais desse outro Estado que se encontrem nas mesmas
dependente, através de uma instalação fixa nele situada, circunstâncias, em particular no que se refere à residência.
estando o direito ou a propriedade, em relação ao qual os Não obstante o estabelecido no artigo 1.º, esta disposição
rendimentos são pagos, efetivamente ligado a esse esta- aplicar-se-á também às pessoas que não são residentes de
belecimento estável ou a essa instalação fixa. Nesse caso, um ou de ambos os Estados Contratantes.
são aplicáveis as disposições do artigo 7.º ou do artigo 14.º, 2 — A tributação de um estabelecimento estável que
consoante o caso. uma empresa de um Estado Contratante tenha no outro
3 — Não obstante o disposto nos n.os 1 e 2, os elementos Estado Contratante não será nesse outro Estado menos
do rendimento de um residente de um Estado Contratante favorável do que a das empresas desse outro Estado que
não tratados nos artigos anteriores da presente Convenção exerçam as mesmas atividades. Esta disposição não po-
e provenientes do outro Estado Contratante também podem derá ser interpretada no sentido de obrigar um Estado
ser tributados nesse outro Estado. Contratante a conceder aos residentes do outro Estado
Contratante quaisquer deduções pessoais, abatimentos
CAPÍTULO IV e reduções para efeitos fiscais, atribuídos em função do
estado civil ou encargos familiares, concedidos aos seus
Métodos de eliminação da dupla tributação próprios residentes.
3 — Salvo se for aplicável o disposto no n.º 1 do ar-
Artigo 23.º tigo 9.º, no n.º 7 do artigo 11.º ou no n.º 6 do artigo 12.º,
os juros, royalties e outras importâncias pagas por uma
Eliminação da dupla tributação
empresa de um Estado Contratante a um residente do outro
1 — Na República Portuguesa, a dupla tributação será Estado Contratante serão dedutíveis, para efeitos da deter-
eliminada do seguinte modo: minação do lucro tributável de tal empresa, nas mesmas
condições, como se tivessem sido pagos a um residente
Quando um residente da República Portuguesa obtiver do primeiro Estado mencionado.
rendimentos que, de acordo com o disposto na presente 4 — As empresas de um Estado Contratante cujo ca-
Convenção, possam ser tributados no Sultanato de Omã, pital, total ou parcialmente, direta ou indiretamente, seja
a República Portuguesa deduzirá do imposto sobre os detido ou controlado por um ou mais residentes do outro
rendimentos desse residente uma importância igual ao Estado Contratante não ficarão sujeitas, no primeiro Estado
imposto sobre o rendimento pago no Sultanato de Omã. mencionado, a nenhuma tributação, ou obrigação com ela
A importância deduzida não poderá, contudo, exceder a conexa, diferente ou mais gravosa do que aquelas a que
fração do imposto sobre o rendimento, calculado antes da estejam ou possam estar sujeitas empresas similares do
dedução, correspondente aos rendimentos que podem ser primeiro Estado mencionado.
tributados no Sultanato de Omã.
5 — As disposições do presente artigo aplicar-se-ão aos
impostos visados pela presente Convenção.
2 — No Sultanato de Omã, a dupla tributação será eli-
minada do seguinte modo:
Artigo 25.º
Quando um residente do Sultanato de Omã obtiver ren- Procedimento amigável
dimentos que, de acordo com o disposto na presente Con-
venção, possam ser tributados na República Portuguesa, 1 — Quando uma pessoa considerar que as medidas
o Sultanato de Omã deduzirá do imposto sobre os rendi- tomadas por um Estado Contratante ou por ambos os Es-
mentos desse residente uma importância igual ao imposto tados Contratantes conduzem ou poderão conduzir, em
sobre o rendimento pago na República Portuguesa, quer relação a si, a uma tributação não conforme com o dis-
diretamente quer por dedução. A importância deduzida posto na presente Convenção, poderá, independentemente
não poderá, contudo, exceder a fração do imposto sobre o dos recursos estabelecidos pela legislação nacional desses
rendimento (calculado antes da dedução) correspondente Estados, submeter o seu caso à autoridade competente do
aos rendimentos que podem ser tributados na República Estado Contratante de que é residente ou, se o seu caso está
Portuguesa. compreendido no n.º 1 do artigo 24.º, à autoridade com-
2276 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
petente do Estado Contratante de que é nacional. O caso os seus próprios fins fiscais. A obrigação constante da frase
deverá ser apresentado dentro de três anos a contar da anterior está sujeita às limitações previstas no n.º 3, mas tais
data da primeira comunicação da medida que der causa à limitações não devem, em caso algum, ser interpretadas no
tributação não conforme com o disposto na Convenção. sentido de permitir que um Estado Contratante se recuse a
2 — A autoridade competente, se a reclamação se lhe prestar tais informações pelo simples facto de estas não se
afigurar fundada e não estiver em condições de lhe dar uma revestirem de interesse para si, no âmbito interno.
solução satisfatória, esforçar-se-á por resolver a questão 5 — O disposto no n.º 3 não pode em caso algum ser
através de acordo amigável com a autoridade competente interpretado no sentido de permitir que um Estado Contra-
do outro Estado Contratante, a fim de evitar a tributação tante se recuse a prestar informações unicamente porque
não conforme com a Convenção. O acordo alcançado será estas são detidas por um banco, outra instituição financeira,
aplicado independentemente dos prazos estabelecidos no um mandatário ou por uma pessoa agindo na qualidade
direito interno dos Estados Contratantes. de agente ou fiduciário, ou porque essas informações são
3 — As autoridades competentes dos Estados Contra- conexas com os direitos de propriedade de uma pessoa.
tantes esforçar-se-ão por resolver, através de acordo ami-
gável, as dificuldades ou as dúvidas a que possa dar lugar Artigo 27.º
a interpretação ou a aplicação da Convenção. Membros de missões diplomáticas e postos consulares
4 — As autoridades competentes dos Estados Contra-
tantes poderão comunicar diretamente entre si a fim de O disposto na presente Convenção não prejudicará os
chegarem a acordo nos termos indicados nos números privilégios fiscais de que beneficiem os membros de mis-
anteriores. sões diplomáticas ou de postos consulares em virtude de
regras gerais de direito internacional ou de disposições de
Artigo 26.º acordos especiais.
Troca de informações Artigo 28.º
1 — As autoridades competentes dos Estados Contra- Protocolo
tantes trocarão entre si as informações que sejam previsi-
velmente relevantes para a aplicação das disposições da O Protocolo anexo é parte integrante da presente Con-
venção.
presente Convenção ou para a administração ou a aplica-
ção das leis internas relativas aos impostos de qualquer CAPÍTULO VI
natureza ou denominação cobrados em benefício dos Es-
tados Contratantes ou das suas subdivisões políticas ou Disposições finais
administrativas ou autarquias locais, na medida em que a
tributação nelas prevista não seja contrária à Convenção. Artigo 29.º
A troca de informações não é restringida pelo disposto
nos artigos 1.º e 2.º Entrada em vigor
2 — As informações obtidas nos termos do n.º 1 por Cada Estado Contratante notificará o outro Estado Con-
um Estado Contratante serão consideradas confidenciais tratante, por via diplomática, da conclusão das formalidades
do mesmo modo que as informações obtidas com base na exigidas pela respetiva legislação para a entrada em vigor da
legislação interna desse Estado e só poderão ser comu- presente Convenção. A presente Convenção entrará em vigor
nicadas às pessoas ou autoridades (incluindo tribunais e na data da última dessas notificações e produzirá efeitos:
autoridades administrativas) encarregadas da liquidação
ou cobrança dos impostos referidos no n.º 1, ou dos pro- a) Na República Portuguesa:
cedimentos declarativos ou executivos, ou das decisões de i) Quanto aos impostos devidos na fonte, quando o
recursos, relativos a esses impostos, ou do seu controlo. facto gerador surja em ou depois de 1 de janeiro do ano
Essas pessoas ou autoridades utilizarão as informações civil imediatamente seguinte ao da entrada em vigor da
assim obtidas apenas para os fins referidos. Essas infor- presente Convenção;
mações poderão ser reveladas no decurso de audiências ii) Quanto aos demais impostos, relativamente aos ren-
públicas de tribunais ou em decisões judiciais. dimentos produzidos em qualquer ano fiscal com início
3 — O disposto nos n.os 1 e 2 não poderá em caso algum em ou depois de 1 de janeiro do ano civil imediatamente
ser interpretado no sentido de impor a um Estado Contra- seguinte ao da entrada em vigor da presente Convenção;
tante a obrigação:
b) No Sultanato de Omã:
a) De tomar medidas administrativas contrárias à sua
legislação e à sua prática administrativa ou às do outro i) Quanto aos impostos devidos na fonte, relativamente
Estado Contratante; às importâncias pagas ou creditadas em ou depois de 1 de
b) De fornecer informações que não possam ser obtidas janeiro imediatamente seguinte à data da entrada em vigor
com base na sua legislação ou no âmbito da sua prática da presente Convenção; e
administrativa normal ou nas do outro Estado Contratante; ii) Quanto aos demais impostos, relativamente a qual-
c) De transmitir informações reveladoras de segredos ou quer ano fiscal com início em ou depois de 1 de janeiro
processos comerciais, industriais ou profissionais, ou infor- imediatamente seguinte ao da data da entrada em vigor da
mações cuja comunicação seja contrária à ordem pública. presente Convenção.
4 — Se forem solicitadas informações por um Estado Artigo 30.º
Contratante em conformidade com o disposto no presente
Denúncia
artigo, o outro Estado Contratante utilizará os poderes de
que dispõe a fim de obter as informações solicitadas, mesmo 1 — A presente Convenção permanecerá em vigor en-
que esse outro Estado não necessite de tais informações para quanto não for denunciada por um dos Estados Contratan-
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2277
tes. Qualquer dos Estados Contratantes pode denunciar a c) Entende-se que as disposições da Convenção não
Convenção, por via diplomática, mediante um aviso prévio, serão aplicáveis se o objetivo principal ou um dos obje-
pelo menos seis meses antes do fim de qualquer ano civil tivos principais de qualquer pessoa associada à criação
após um período de cinco anos a contar da data da entrada ou à atribuição de um bem ou direito em relação com o
em vigor da Convenção. Nesse caso, a Convenção deixará qual o rendimento é pago for o de beneficiar das referidas
de produzir efeitos: disposições por meio dessa criação ou atribuição.
a) Na República Portuguesa: 2 — Relativamente à Convenção:
i) Quanto aos impostos devidos na fonte, quando o Entende-se que a expressão «organismo criado por lei»
facto gerador surja em ou depois de 1 de janeiro do ano (statutory body) só é aplicável ao Sultanato de Omã e
civil imediatamente seguinte ao ano em que é notificada significa um organismo constituído no Sultanato de Omã,
a denúncia; e por um Decreto Real (Royal Decree).
ii) Quanto aos demais impostos, relativamente aos ren- 3 — Ad artigo 7.º, n.os 1 e 2:
dimentos produzidos no ano fiscal com início em ou depois Relativamente aos n.os 1 e 2 do artigo 7.º da Convenção,
de 1 de janeiro do ano civil imediatamente seguinte ao ano quando uma empresa de um Estado Contratante vende bens
em que é notificada a denúncia; ou mercadorias ou exerce a sua atividade no outro Estado
Contratante através de um estabelecimento estável aí si-
b) No Sultanato de Omã: tuado, os lucros desse estabelecimento estável não serão
determinados em função do montante total recebido pela
i) Quanto aos impostos devidos na fonte, relativamente empresa, mas apenas com base na parte do rendimento da
às importâncias pagas ou creditadas em ou depois de 1 de empresa imputável à atividade efetiva do estabelecimento
janeiro do ano civil imediatamente seguinte ao ano em que estável relativamente a tais vendas ou a tal atividade.
é notificada a denúncia; e Designadamente, no caso de contratos de pesquisa,
ii) Quanto aos demais impostos, relativamente a qual- fornecimento, instalação ou construção de equipamentos
quer ano fiscal com início em ou depois de 1 de janeiro ou instalações industriais, comerciais ou científicas, ou
do ano civil imediatamente seguinte ao ano em que é no- de obras públicas, quando a empresa tenha um estabeleci-
tificada a denúncia. mento estável, os lucros imputáveis a esse estabelecimento
estável não serão determinados com base no valor total do
Em testemunho do qual, os signatários, devidamente contrato, mas apenas com base na parte do contrato efeti-
autorizados para o efeito, assinaram a presente Convenção. vamente realizada pelo estabelecimento estável no Estado
Contratante em que o estabelecimento estável está situado.
Feito em Lisboa, aos 28 dias do mês de abril de 2015, Os lucros relativos à parte do contrato que é realizada
correspondendo aos 9 dias do mês de Rajab do ano de pela sede da empresa só podem ser tributados no Estado
1436 AH, em dois originais, nas línguas portuguesa, árabe Contratante de que a empresa é residente.
e inglesa, sendo todos os textos igualmente válidos. Em 4 — Ad artigo 7.º, n.º 3:
caso de divergência de interpretação dos textos da presente Entende-se que as disposições do n.º 3 do artigo 7.º da
Convenção, prevalecerá o texto inglês. Convenção não impedem o Estado Contratante em que o
Pela República Portuguesa: estabelecimento estável está situado de aplicar as dispo-
sições da sua legislação interna, incluindo regulamentos,
Paulo Núncio, Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. relativas às deduções na determinação do rendimento tri-
butável do estabelecimento estável para efeitos da sua
Pelo Sultanato de Omã: legislação fiscal interna.
Humaid Ali Sultan Al-Maani, Embaixador do Sultanato 5 — Ad artigos 7.º e 14.º:
de Omã Acreditado junto da República Portuguesa. Entende-se que as disposições do artigo 7.º ou 14.º,
consoante o caso, são aplicáveis a quaisquer importâncias
recebidas a título de remuneração por serviços técnicos,
PROTOCOLO À CONVENÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA incluindo estudos ou pesquisas de natureza científica, ge-
E O SULTANATO DE OMÃ PARA EVITAR A DUPLA TRIBUTAÇÃO ológica ou técnica, ou por serviços de gestão, consultoria
E PREVENIR A EVASÃO FISCAL EM MATÉRIA DE IMPOSTOS
SOBRE O RENDIMENTO. ou supervisão.
6 — Ad artigo 8.º, n.º 2:
No momento da assinatura da Convenção entre a Re- Entende-se que as disposições do n.º 2 do artigo 8.º da
pública Portuguesa e o Sultanato de Omã para Evitar a Convenção são igualmente aplicáveis aos lucros provenien-
Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria tes da participação num consórcio ou associação similar.
de Impostos sobre o Rendimento (a seguir designada por 7 — Ad artigo 10.º, n.º 3:
«a Convenção»), os signatários acordaram nas disposições Entende-se que, no caso da República Portuguesa, o
seguintes, que fazem parte integrante da Convenção: termo «dividendos» inclui também os lucros atribuídos
1 — Direito aos benefícios previstos na Convenção: nos termos de um acordo de participação nos lucros («as-
sociação em participação»), sujeitos ao mesmo tratamento
a) Entende-se que as disposições da Convenção não
fiscal que os dividendos de ações nos termos da legislação
serão interpretadas de modo a impedir a aplicação por um
fiscal portuguesa.
Estado Contratante das disposições antiabuso previstas na
sua legislação interna; Em testemunho do qual, os signatários, devidamente
b) Entende-se que os benefícios previstos na Convenção autorizados para o efeito, assinaram o presente Protocolo.
não serão concedidos a um residente de um Estado Contra-
tante que não seja o beneficiário efetivo dos rendimentos Feito em Lisboa, aos 28 dias do mês de abril de 2015,
obtidos no outro Estado Contratante; correspondendo aos 9 dias do mês de Rajab do ano de
2278 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
1436 AH, em dois originais, nas línguas portuguesa, árabe ΕϼϳΪѧόΗ ϱ΄ѧΑ ξόΒѧϟ ΎϤϬѧπόΑ έΎѧτΧΈΑ ϦϴΗΪϗΎόΘϤϟ ϦϴΘϟϭΪϟ ϲϓ ϥΎΘμΘΨϤϟ
e inglesa, sendo todos os textos igualmente válidos. Em .ΎϤϬΑ ΔλΎΨϟ ΐήπϟ ϦϴϧϮϗ ϲϓ ΔϳήϫϮΟ
caso de divergência de interpretação dos textos do presente
Protocolo, prevalecerá o texto inglês.
Pela República Portuguesa:
Paulo Núncio, Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.
ϲϧΎΜϟ Ϟμϔϟ
Pelo Sultanato de Omã: ΕΎϔϳήόΗ
Humaid Ali Sultan Al-Maani, Embaixador do Sultanato (ΔΜϟΎΜϟ ΓΩΎϤϟ)
de Omã Acreditado junto da República Portuguesa. ΔϣΎϋ ΕΎϔϳήόΗ
:ϚϟΫ ήϴϏ κϨϟ ξΘϘϳ Ϣϟ Ύϣϭ ˬΔϴϗΎϔΗϻ ϩάϫ νήϏϷ -1
ΔϴϗΎϔΗ Δѧ ϴϟΎϐΗήΒϟ Δѧ ϳέϮϬϤΠϟ Ϣϴѧ Ϡϗ· " Δѧ ϴϟΎϐΗήΒϟ Δѧ ϳέϮϬϤΠϟ " ΓέΎѧ ΒόΑ Ϊѧ μϘϳ (
ϦϴΑ ήϳΩΎѧϣϭ βѧϳέϭί ΕϼϴѧΒΧέ Ϛϟάѧϛϭ ˬΔѧϴΑϭέϭϷ ΓέΎѧϘϟ ϲѧϓ ϊѧϘϳ ϱάѧϟ
ϑήѧ Πϟ ϰѧ ϟ· ΔϓΎѧ οϹΎΑ Ύѧ Ϭϟ Δѧ όΑΎΘϟ Δѧ ϴϠΧΪϟ ϩΎѧ ϴϤϟϭ Δѧ ϴϤϴϠϗϹ ϩΎѧ ϴϤϟϭ
ϝΎϐΗήΒϟ ΔϳέϮϬϤΟ ϕϮѧ ϘΣ ϝΎѧ ϐΗήΒϟ Δѧ ϳέϮϬϤΟ Ύѧ ϬϴϠϋ αέΎѧ ϤΗ ϯήѧ Χ Δѧ ϘτϨϣ ϱϭ ϱέΎѧ Ϙϟ
ϥΎϤ˵ϋ ΔϨτϠγϭ .ϲϟϭΪϟ ϥϮϧΎϘϟ ΪϋϮϘϟ ˱ΎϘϓϭ ΓΩΎϴδϟ
ΎѧϬϟ ΔѧόΑΎΘϟ έΰѧΠϟϭ ϥΎѧϤ˵ϋ ΔϨτϠѧγ ϢϴѧϠϗ· "ϥΎѧϤ˵ϋ ΔϨτϠѧγ" ΓέΎΒόΑ ΪμϘϳ (Ώ
ίϮѧ Πϳ Δѧ ϴϤϴϠϗϹ ϩΎѧ ϴϤϟ ΝέΎѧ Χ Δѧ ϘτϨϣ ϱϭ Δѧ ϴϤϴϠϗϹ ϩΎѧ ϴϤϟ ϞϤѧ θϳ Ύѧ ϤΑ
ϲΒϳήπϟ ΏήϬΘϟ ϊϨϣϭ ϲΒϳήπϟ ΝϭΩίϻ ΐϨΠΘϟ ΔϨτϠѧγ ϦϴϧϮѧϗϭ ϲϟϭΪѧϟ ϥϮϧΎѧϘϠϟ ˱ΎѧϘϓϭ ΎѧϬϴϠϋ αέΎѧϤΗ ϥ-ϥΎѧϤ˵ϋ ΔϨτϠδϟ
ϞΧΪϟ ϰϠϋ ΐήπϠϟ ΔΒδϨϟΎΑ ΩέϮѧ ѧϤϟ ϝϼϐΘѧ ѧγϭ ϑΎѧ ѧθϜΘγΎΑ ϖѧ ѧϠόΘϳ Ύѧ ѧϤϴϓ ΓΩΎϴѧ ѧδϟ ϕϮѧ ѧϘΣ -ϥΎѧ ѧϤ˵ϋ
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ΔѧϳέϮϬϤΟ "ϯήѧΧϷ ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ"ϭ"ΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ" ϲΗέΎΒόΑ ΪμϘϳ (Ν
.κϨϟ ϪϴπΘϘϳ ΎϤΒδΣ ˬ ϥΎϤ˵ϋ ΔϨτϠγ ϭ ϝΎϐΗήΒϟ
ΐѧϨΠΗ νήѧϐϟ ΔѧϴϗΎϔΗ ϡήѧΑ· ϲѧϓ ΎѧϤϬϨϣ ΔΒϏέ ˬ ϥΎϤ˵ϋ ΔϨτϠγ ϭ ϝΎϐΗήΒϟ ΔϳέϮϬϤΟ ϥ·
ˬΔѧѧϴϧΎϤ˵όϟ ΔΒϳήѧѧπϟ ϭ ΔѧѧϴϟΎϐΗήΒϟ ΔΒϳήѧѧπϟ "ΔΒϳήѧѧο" ΔѧѧϤϠϜΑ ΪѧѧμϘϳ (Ω
ϞѧΟ Ϧϣϭ ˬϞΧΪϟ ϰϠϋ ΐήπϠϟ ΔΒδϨϟΎΑ ϲΒϳήπϟ ΏήϬΘϟ ϊϨϣϭ ϲΒϳήπϟ ΝϭΩίϻ
.κϨϟ ϪϴπΘϘϳ ΎϤΒδΣ
:ϲϠϳ Ύϣ ϰϠϋ ΎΘϘϔΗ Ϊϗ ˬϦϴΘϟϭΪϟ ϦϴΑ ΔϳΩΎμΘϗϻ ΕΎϗϼόϟ ΔϳϮϘΗϭ ήϳϮτΗ
Ϧѧϣ ΔѧϋϮϤΠϣ ϱϭ Δϛήѧη ϭ ϲόϴΒσ κΨη ϱ "κΨη" ΔϤϠϛ ϞϤθΗ (˰ϫ
ϝϭϷ Ϟμϔϟ .ιΎΨηϷ
ΔϴϗΎϔΗϻ ϝΎΠϣ ϞѧѧѧϣΎό˵ϳ ϥΎѧѧѧϴϛ ϱ ϭ ϱέΎѧѧѧΒΘϋ κΨѧѧѧη ϱ "Δϛήѧѧѧθϟ" ΔѧѧѧϤϠϜΑ ΪѧѧѧμϘϳ (ϭ
.ΔΒϳήπϟ νήϏϷ ϱέΎΒΘϋ κΨθϛ
(ϰϟϭϷ ΓΩΎϤϟ) ΓΪѧѧϗΎόΘϣ ΔѧѧϟϭΩ ωϭήѧѧθϣ"ϭ "ΓΪѧѧϗΎόΘϣ ΔѧѧϟϭΩ ωϭήѧѧθϣ" ϲΗέΎѧѧΒόΑ ΪѧѧμϘϳ (ί
ϭ ˬΓΪѧѧϗΎόΘϣ ΔѧѧϟϭΩ Ϧѧѧϣ ϢϴѧѧϘϣ ϩήϳΪѧѧϳ ωϭήѧѧθϣ :ϲϟϮѧѧΘϟ ϰѧѧϠϋ "ϯήѧѧΧ
ϥϮϟϮϤθϤϟ ιΎΨηϷ .ϯήΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ Ϧϣ ϢϴϘϣ ϩήϳΪϳ ωϭήθϣ
ωϭήѧθϣ ϩήϳΪѧϳ ΓήΎѧσ ϭ ΔϨϴϔѧδΑ ϞѧϘϧ ϱ "ϲϟϭΪѧϟ ϞϘϨϟ" ΓέΎΒόΑ ΪμϘϳ (Ρ
ϲѧϓ ϭ ϦϴΗΪѧϗΎόΘϤϟ ϦϴΘϟϭΪѧϟ ϯΪѧΣ· ϲѧϓ ϦϴѧϤϴϘϤϟ ιΎΨѧηϷ ϰѧϠϋ ΔѧϴϗΎϔΗϻ ϩάѧϫ ϖѧΒτΗ ϦϛΎѧϣ ϦϴѧΑ ΓήΎѧτϟ ϭ ΔϨϴϔѧδϟ ΓέΩ· ΔѧϟΎΣ ϲѧϓ ˯ΎϨΜΘѧγΎΑ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔѧϟϭΩ
.ΎϤϬϴΘϠϛ .ϯήΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ςϘϓ ϊϘΗ
:"ΔμΘΨϤϟ ΔτϠδϟ" ΓέΎΒόΑ ΪμϘϳ (ρ
(ΔϴϧΎΜϟ ΓΩΎϤϟ) ΔΒϳήѧπϠϟ ϡΎѧόϟ ήϳΪѧϤϟ ˬΔѧϴϟΎϤϟ ήѧϳίϭ :ϝΎѧϐΗήΒϟ ΔѧϳέϮϬϤΟ ϲѧϓ -1
ΔϴϗΎϔΗϻ ΎϬϟϭΎϨΘΗ ϲΘϟ ΐήπϟ .˱ΎϧϮϧΎϗ ΎϤϬϨϋ ΏϮϨϳ Ϧϣ ϭ ΔϴϛήϤΠϟ ΔτϠδϠϟϭ
.˱ΎϧϮϧΎϗ ΎϬϨϋ ΏϮϨϳ Ϧϣ ϭ ΔϴϟΎϤϟ Γέίϭ :ϥΎϤ˵ϋ ΔϨτϠγ ϲϓ -2
ΔѧϟϭΩ Ϧѧϋ ΔѧΑΎϴϧ νήѧϔΗ ϲѧΘϟ ϞΧΪѧϟ ϰϠϋ ΐήπϟ ϰϠϋ ΔϴϗΎϔΗϻ ϩάϫ ϱήδΗ -1 :ΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΪΑ ϖϠόΘϳ ΎϤϴϓ "ϦσϮϣ" ΔϤϠϜΑ ΪμϘϳ (ϭ
˱Ύѧ ϳ Δѧ ϴϠΤϤϟ ΎϬΗΎτϠѧ γ ϭ Δѧ ϳέΩϹ ϭ Δϴѧ γΎϴδϟ ΎϬΗΎϤϴѧ δϘΗ Ϧѧ ϣ ͈ϱ ϭ ΓΪѧ ϗΎόΘϣ .ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϚϠΗ ΔϴδϨΠΑ ϊΘϤΘϳ ϲόϴΒσ κΨη ϱ -1
.ΐήπϟ ϩάϫ νήϓ ΔϘϳήσ ΖϧΎϛ ιΎѧΨϟ ΰѧϛήϤϟ ΪϤΘѧδϳ ΩΎѧΤΗ ϭ Δϛήѧη ϭ ϲϧϮϧΎϗ κΨη ϱ -2
.ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϚϠΗ ϲϓ ΎϬΑ ϝϮϤόϤϟ ϦϴϧϮϘϟ Ϧϣ ϪΑ
ϰѧ Ϡϋ Δѧ οϭήϔϤϟ ΐήѧ πϟ ϊѧ ϴϤΟ ˬϞΧΪѧ ϟ ϰѧ Ϡϋ ΐήѧ πϟ Ϟѧ ϴΒϗ Ϧѧ ϣ ήѧ ΒΘόΗ -2
ΡΎѧΑέϷ ϰѧϠϋ ΐήѧπϟ ϚѧϟΫ ϲϓ ΎϤΑ ϞΧΪϟ ήλΎϨϋ ϰϠϋ ϭ ϲϟΎϤΟϹ ϞΧΪϟ Ϣѧϟ Ρϼτѧλ ϱ ϥΈѧϓ ˬΖѧϗϭ ϱ ϲѧϓ ΔϴϗΎϔΗϻ ϩάϬϟ ΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ ϱ ϖϴΒτΗ ΪϨϋ -2
ώϟΎѧΒϤϟ ϰѧϠϋ ΐήѧπϟϭ ΔѧϟϮϘϨϤϟ ϭ ΔΘΑΎΜϟ ϝϮϣϷ ϲϓ ϑήμΘϟ Ϧϣ ΔΌηΎϨϟ ϲѧϓ ΖѧϗϮϟ ϚѧϟΫ ϲѧϓ ΪΎѧδϟ ϪϧϮϤѧπϤϟ ˱ΎѧϘΒσ ήѧ˷δϔϳ ϥ ΐѧΠϳ ΎѧϬϴϓ ϪѧϔϳήόΗ Ωήѧϳ
Ϛϟάѧѧѧϛϭ ˬΕΎϋϭήѧѧѧθϤϟ ϞѧѧѧΒϗ Ϧѧѧѧϣ ΔѧѧѧϋϮϓΪϤϟ ΐѧѧѧΗϭήϟϭ έϮѧѧѧΟϸϟ ΔѧѧѧϴϟΎϤΟϹ Ϣѧϟ Ύѧϣ ϚѧϟΫϭ ˬΔѧϴϗΎϔΗϻ ΎѧϬϟϭΎϨΘΗ ϲ˰ѧΘϟ ΐή˰ѧπϟΎΑ ιΎѧΨϟϭ ΔѧϟϭΪϟ ϩάѧϫ ϥϮϧΎϗ
.ϝΎϤϟ αέ ΔϤϴϗ ϲϓ ΓΩΎϳΰϟ ϰϠϋ ΐήπϟ ϦϴϧϮѧ Ϙϟ ϲѧ ϓ ΩέϮѧ ϟ ϥϮϤѧ πϤϟΎΑ ΩΪѧ Θϋϻ Ϧϴѧ όΘϳϭ ˬϚѧ ϟΫ ήѧ ϴϏ κϨѧѧϟ ξΘѧ Ϙϳ
ΔѧϘΒτϤϟ ϯήѧΧϷ ϦϴϧϮѧϘϟ ϲѧϓ ΩέϮѧϟ ϥϮϤѧπϤϟ ϥϭΩ ΔѧϟϭΪϟ ϩάѧϬϟ ΔϴΒϳήѧπϟ
ΔϔѧμΑ ΔѧϴϗΎϔΗϻ ϩάѧϫ ΎѧϬϴϠϋ ϱήѧδΗ ϲѧΘϟϭ ΎѧϴϟΎΣ ΔѧοϭήϔϤϟ ΐήѧπϟ ϞϤѧθΗ -3 .ΎϬϴϓ
:ϲΗ΄ϳ Ύϣ ΔλΎΧ
:ΔϴϟΎϐΗήΒϟ ΔϳέϮϬϤΠϟ ϲϓ (
ϲμΨθϟ ϞΧΪϟ ΔΒϳήο -1
(Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares- IRS)
ΕΎϛήθϟ ϞΧΩ ΔΒϳήο -2 (ΔόΑήϟ ΓΩΎϤϟ)
(Imposto sobre o Rendimento Colectivas- IRC)
ϢϴϘϤϟ
ΕΎϛήθϟ ϞΧΩ ΔΒϳήο ϰϠϋ ΔϴϓΎοϹ ΐήπϟ -3
(Derramas)
ϥϮѧϜϳ κΨѧη ϱ (ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔѧϟϭΩ ϲѧϓ ϢϴѧϘϣ) ΓέΎѧΒόΑ ΪѧμϘϳ ˬΔѧϴϗΎϔΗϻ ϩάѧϫ νήϏϷ -1
.("ΔϴϟΎϐΗήΒϟ ΔΒϳήπϟ" :˰Α ΪόΑ ΎϤϴϓ ΎϬϴϟ· έΎθϳϭ) ϥΎѧ Ϝϣ ϭ Ϫѧ ΘϣΎϗ· ϭ ϪϨϜѧ γ ΐΒѧ δΑ ˬΔѧ ϟϭΪϟ ϩάѧ ϫ ϦϴϧϮѧ ϗ ϰѧ πΘϘϤΑ ΔΒϳήѧ πϠϟ ˱Ύόѧ οΎΧ
:ϥΎϤ˵ϋ ΔϨτϠγ ϲϓ (Ώ ΔѧϟϭΪϟ ϩάϫ ˱Ύπϳ ϞϤθϳϭ ΔϠΛΎϤϣ ΔόϴΒσ Ϫϟ ήΧ έΎϴόϣ ϱϷ ˱ΎϘΒσ ϭ ϪϠϴΠδΗ ϭ ϪΗέΩ·
.ϞΧΪϟ ΔΒϳήο ϥϮϧΎѧϘϟ ιΎΨѧη ΪѧΣ ϭ ΔѧϴϠΤϤϟ ΎϬΘτϠѧγ ϭ ΔϳέΩϹ ϭ ΔϴγΎϴδϟ ΎϬΗΪΣϭ Ϧϣ ˱Ύϳϭ
.("ΔϴϧΎϤ˵όϟ ΔΒϳήπϟ" :˰Α ΪόΑ ΎϤϴϓ ΎϬϴϟ· έΎθϳϭ) ΔѧϟϭΪϟ ϩάѧϫ ϲѧϓ ΔΒϳήѧπϠϟ ϊѧοΎΧ κΨѧη ϱ ϞϤѧθΗ ϻ ΓέΎѧΒόϟ ϩάϫ ϚϟΫ ϊϣϭ ˬϡΎόϟ
.ΔϟϭΪϟ ϚϠΗ ϲϓ έΩΎμϣ Ϧϣ ϞΧΪϟΎΑ ςϘϓ ϖϠόΘϳ ΎϤϴϓ
ΔϳήϫϮΟ ΔϔμΑ ΔϬΑΎθϣ ϭ ΔϠΛΎϤϣ ΐήο ϱ ϰϠϋ ˱Ύπϳ ΔϴϗΎϔΗϻ ϩάϫ ϱήδΗ -4
ˬΔѧ ϴϗΎϔΗϻ ϩάѧ ϫ ϰѧ Ϡϋ ϊѧ ϴϗϮΘϟ ΦϳέΎѧ Η ΪѧόΑ ΎϬѧ οήϓ ϢΘѧ ϳ ϲѧ Θϟϭ ˬΐήѧ πϟ ϚѧϠΘϟ ˬϦϴΗΪѧϗΎόΘϤϟ ϦϴΘϟϭΪѧϟ ΎѧΘϠϛ ϲѧϓ ˱ΎѧϤϴϘϣ (1) ΓήѧϘϔϟ ϡΎϜΣϷ ϖϴΒτΘϟΎΑ Ωήϓ ϱ ήΒΘϋ Ϋ· -2
ϥΎΘτϠѧ ѧѧδϟ ϡϮѧ ѧѧϘΗϭ .Ύѧ ѧѧϬϠΤϣ Ϟѧ ѧѧΤΘϟ ϭ Δѧ ѧѧϴϟΎΤϟ ΐήѧ ѧѧπϠϟ ΔϓΎѧ ѧѧοϹΎΑ ˱˯Ϯѧ ѧѧγ :ϲΗ΄ϳ ΎϤϟ ˱ΎϘϓϭ ΩΪ˷Τϳ Ϫόοϭ ϥΈϓ
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2279
Ϫѧϟ ϥΎϛ ΫΈϓ ˬϪϓήμΗ ΖΤΗ ϢΩ ϦϜγ ΎϬϴϓ Ϫϟ ϲΘϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ςϘϓ ˱ΎϤϴϘϣ ήΒΘόϳ ( ΔѧϤϴϘϣ Δϛήѧη ΎѧϬϴϠϋ ήτϴѧδΗ ϭ ϰϠϋ ήτϴδΗ ΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ ϲϓ ΔϤϴϘϣ Δϛήη ΖϧΎϛ Ϋ· -7
Δѧ ϟϭΪϟ ϲѧ ϓ ςѧ Ϙϓ ˱Ύѧ ϤϴϘϣ ήѧ ΒΘόϳ ˬϦϴΘϟϭΪѧ ϟ Ύѧ ΘϠϛ ϲѧ ϓ Ϫϓήѧ μΗ Ζѧ ΤΗ Ϣѧ Ω ϦϜѧ γ Ϧѧϋ ˯Ϯѧγ) ϯήѧΧϷ ΔϟϭΪϟ ϚϠΗ ϲϓ ρΎθϨϟ αέΎϤΗ ϭ ˬϯήΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ
ϕϮѧϔΗ ΔѧΟέΪΑ ΎѧϬόϣ ΔϳΩΎѧμΘϗϹϭ ΔϴѧμΨθϟ ϪΤϟΎѧμϣ ςΒΗήѧΗ ϲѧΘϟ ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ϱ έΎѧΒΘϋ ϰѧϟ· ϪѧΗΫ ΪѧΣ ϲѧϓ ϱΩΆѧϳ ϻ ϚѧϟΫ ϥΈϓ ˬ(ϚϟΫ ήϴϏ ϭ ΓήϘΘδϣ Γ΄θϨϣ ϖϳήσ
.(ΔϳϮϴΤϟ ϪΤϟΎμϣ ΰϛήϣ) ϯήΧϷ ΔϟϭΪϟ .ϯήΧϷ ΔϛήθϠϟ ΓήϘΘδϣ Γ΄θϨϣ ΔΑΎΜϤΑ ϦϴΘϛήθϟ Ϧϣ
ϦϜϳ Ϣϟ Ϋ· ϭ ˬΔϳϮϴΤϟ ϪΤϟΎμϣ ΰϛήϣ ΎϬϴϓ ΪΟϮϳ ϲΘϟ ΔϟϭΪϟ ΪϳΪΤΗ έάόΗ Ϋ· (Ώ
ΔѧϟϭΪϟ ϲѧϓ ςϘϓ ˱ΎϤϴϘϣ ήΒΘόϴϓ ˭ϦϴΘϟϭΪϟ Ϧϣ ͈ϱ ϲϓ ϪϓήμΗ ΖΤΗ ϢΩ ϦϜγ Ϫϟ ΚϟΎΜϟ Ϟμϔϟ
.ΩΎΘόϣ ϦϜγ ΎϬϴϓ Ϫϟ ϥϮϜϳ ϲΘϟ ϞΧΪϟ ϰϠϋ ΔΒϳήπϟ νήϓ
͈ϱ ϲѧϓ ΩΎѧΘόϣ ϦϜѧγ Ϫѧϟ ϦѧϜϳ Ϣѧϟ ϭ ϦϴΘϟϭΪѧϟ ΎѧΘϠϛ ϲѧϓ ΩΎѧΘόϣ ϦϜѧγ Ϫѧϟ ϥΎѧϛ Ϋ· (Ν
.ΎϬΑ ΎϨσϮϣ ϥϮϜϳ ϲΘϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ςϘϓ ˱ΎϤϴϘϣ ήΒΘόϴϓ ˭ΎϤϬϨϣ (ΔγΩΎδϟ ΓΩΎϤϟ)
ϰϟϮѧ ΘΗ ˬΎѧ ϤϬϨϣ ͈ϱϷ Ύѧ ϨσϮϣ βϴѧ ϟ ϻ ϭ ˬϦϴΘϟϭΪѧ ϟ Ύѧ ΘϠϛ ϲѧ ϓ Ύѧ ϨσϮϣ ϥΎѧ ϛ Ϋ· (Ω ΔΘΑΎΜϟ ϝϮϣϷ Ϧϣ ϞΧΪϟ
ϙήΘѧθϣ ϕΎϔΗΎΑ Δϟ΄δϤϟ ΔϳϮδΗ ϦϴΗΪϗΎόΘϤϟ ϦϴΘϟϭΪϟ ϲϓ ϥΎΘμΘΨϤϟ ϥΎΘτϠδϟ
.ΎϤϬϨϴΑ
˱ΎѧϤϴϘϣ (1) ΓήϘϔϟΎѧΑ ˯ΎѧΟ ΎϤϟ ϖϴΒτΘϟΎΑ ήΒΘόϳ ΩήϓϷ ήϴϏ Ϧϣ ήΧ κΨη ϱ ϥΎϛ Ϋ· -3 ϞΧΪѧϟ ϚѧϟΫ ϲѧϓ ΎϤΑ) ΔΘΑΎΛ ϝϮϣ Ϧϣ ΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ ϲϓ ϢϴϘϣ ϪϴϠϋ ϞμΤϳ ϱάϟ ϞΧΪϟ -1
ήѧϘϣ ΎѧϬϴϓ ΪѧΟϮϳ ϲѧΘϟ ΔѧϟϭΪϟΎΑ ςѧϘϓ ˱ΎѧϤϴϘϣ ήѧΒΘόϳ ϪѧϧΈϓ ˬϦϴΗΪѧϗΎόΘϤϟ ϦϴΘϟϭΪѧϟ ΎѧΘϠϛ ϲϓ ϥ ίϮѧѧΠϳ ˬϯήѧѧΧϷ ΓΪѧѧϗΎόΘϤϟ ΔѧѧϟϭΪϟ ϲѧѧϓ ΔѧѧϨΎϛ (ΕΎѧѧΑΎϐϟ ϭ Δѧѧϋέΰϟ Ϧѧѧϣ ΞΗΎѧѧϨϟ
.ΔϴϠόϔϟ ϪΗέΩ· .ϯήΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϓ ΔΒϳήπϠϟ ϊπΨϳ
(ΔδϣΎΨϟ ΓΩΎϤϟ) ΎϬϴϓ ΔϨΎϜϟ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϥϮϧΎϗ ϲϓ ΩΪ˷ΤϤϟ ϰϨόϤϟ "ΔΘΑΎΜϟ ϝϮϣϷ" ΓέΎΒόΑ ΪμϘϳ -2
ΓήϘΘδϤϟ Γ΄θϨϤϟ ˬΔѧѧΘΑΎΜϟ ϝϮѧѧϣϷ ΕΎѧѧϘΤϠϣ ϝϮѧѧΣϷ Ϟѧѧϛ ϲ˰ѧѧϓ ΓέΎѧѧΒόϟ ϩάѧѧϫ ϞϤѧѧθΗϭ ˬϝϮѧѧϣϷ ϩάѧѧϫ
(ϙΎϤγϷ Δϋέίϭ ΔϴΑήΗ ϚϟΫ ϲϓ ΎϤΑ) Δϋέΰϟ ϲϓ ΔϣΪΨΘδϤϟ ΕΪόϤϟϭ ˬΔϴηΎϤϟϭ
ϱάѧϟ ρΎѧθϨϠϟ ΖѧΑΎΜϟ ήѧϘϤϟ "ΓήϘΘѧδϣ Γ΄ѧθϨϣ" ΓέΎѧΒόΑ ΪμϘϳ ˬΔϴϗΎϔΗϻ ϩάϫ νήϏϷ -1
.ϪϨϣ ˱˯ΰΟ ϭ ϪσΎθϧ Ϟϛ ωϭήθϤϟ Ϫϴϓ ήηΎΒϳ
Δѧ ѧϴϜϠϤϟΎΑ ΔѧѧϘϠόΘϤϟ ϡΎѧѧόϟ ϥϮϧΎѧѧϘϟ ϡΎѧѧϜΣ Ύѧ ѧϬϴϠϋ ϱήѧѧδΗ ϲѧѧΘϟ ϕϮѧѧϘΤϟϭ ˬΕΎѧѧΑΎϐϟϭ
: ϲΗ΄ϳ Ύϣ ΔλΎΧ ΔϔμΑ "ΓήϘΘδϣ Γ΄θϨϣ" ΓέΎΒϋ ϞϤθΗ -2 ϲѧϓ ϖѧΤϟϭ ˬΔѧΘΑΎΜϟ ϝϮϣϷΎѧΑ ωΎѧϔΘϧϻ ϲϓ ϖΤϟ ˭˱Ύπϳ ΔΘΑΎΛ ˱ϻϮϣ ήΒΘόΗϭ .ΔϳέΎϘόϟ
.ΓέΩϺϟ ϥΎϜϣ ( ϦϳΪѧόΘϟ ϖσΎѧϨϣ ϝϼϐΘѧγ ϲѧϓ ϖΤϟ ϭ ϝϼϐΘγ ϞΑΎϘϣ ΓήϴϐΘϣ ϭ ΔΘΑΎΛ ώϟΎΒϣ ˯ΎπΘϗ
.ωήϓ (Ώ .ΔΘΑΎΛ ˱ϻϮϣ ΕήΎτϟϭ Ϧϔδϟ ήΒΘόΗ ϻϭ ˬϯήΧϷ ΔϴόϴΒτϟ ΩέϮϤϟϭ έΩΎμϤϟϭ
.ΐΘϜϣ (Ν ήϴΟ΄ѧΗ ϭ ήѧηΎΒϤϟ ϝϼϐΘѧγϻ Ϧѧϣ ΊѧηΎϨϟ ϞΧΪϟ ϰϠϋ ˱Ύπϳ (1) ΓήϘϔϟ ϡΎϜΣ ϖΒτΗ -3
.ϊϨμϣ (Ω .ήΧ ϞϜη ϱ΄Α ΔΘΑΎΜϟ ϝϮϣϷ ϡΪΨΘγ ϭ
.Δηέϭ (˰ϫ
ΩέϮѧϤϟ ΝήΨΘѧγϻ ήѧΧ ϥΎѧϜϣ ϱ ϭ ήѧΠΤϣ ϭ ίΎ˰Ϗ ϭ ς˰ϔϧ ή˰ΌΑ ϭ ϢΠϨϣ (ϭ ϱϷ ΔѧΘΑΎΜϟ ϝϮѧϣϷ Ϧѧϣ ϞΧΪѧϟ ϰѧϠϋ ˱Ύѧπϳ (3) ϭ (1) ϲϤϗέ ϦϴΗήϘϔϟ ϡΎϜΣ ϖΒτΗ -4
.ΔϴόϴΒτϟ ΕΎϣΪѧѧΧ ˯Ω ϲѧѧϓ ΔϣΪΨΘѧѧδϤϟ ΔѧѧΘΑΎΜϟ ϝϮѧѧϣϷ Ϧѧѧϣ ΊѧѧηΎϨϟ ϞΧΪѧѧϟ ϰѧѧϠϋϭ ωϭήѧѧθϣ
.ΔϠϘΘδϣ ΔϴμΨη
Δϴϓήѧ ѧηϹ Δτѧ ѧθϧϷ ϭ ΐѧѧϴϛήΘϟ ϭ ϊѧ ѧϴϤΠΘϟ ϭ Ϊϴϴѧ ѧθΘϟ ωϭήѧѧθϣ ϭ ˯Ύѧ ѧϨΒϟ ϊѧѧϗϮϣ -3
ϭ ωϭήѧѧθϤϟ ϭ ϊѧѧϗϮϤϟ άѧѧϫ ήϤΘѧѧγ Ϋ· ςѧѧϘϓ ΓήϘΘѧѧδϣ Γ΄ѧѧθϨϣ ήѧѧΒΘόΗ ΎѧѧϬΑ ΔѧѧτΒΗήϤϟ ϞΧΪѧϟ ϰѧϠϋ ϭ ΔѧΘΑΎΜϟ ήѧϴϏ ϝϮѧϣϷ Ϧѧϣ ϞΧΪѧϟ ϰѧϠϋ ˱Ύѧπϳ ΔϘΑΎѧδϟ ϡΎѧϜΣϷ ϖѧΒτΗ -5
.ήϬη ΔΘγ ϰϠϋ ΪϳΰΗ ΓΪϤϟ ΔτθϧϷ ΔѧΘΑΎΜϟ ϝϮѧϣϷ ϡΪΨΘѧγ ϲѧϓ ϖѧΤϟ ϭ ϡΪΨΘγϻΎΑ ςΒΗήΗ ϲΘϟϭ ΕΎϣΪΨϟ Ϧϣ ΊηΎϨϟ
ϞΧΪΑ ϖΤϠϳ -έΎϘόϟ ΎϬϴϓ ϦΎϜϟ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϠϟ ΔΒϳήπϟ ϥϮϧΎϗ ΐΟϮϤΑ -ΎϤϬϨϣ ˱Ύϳϭ
ΓέΎѧѧѧѧѧΒϋ Ϟ˰ѧѧѧѧѧϤθΗ ϻ ˬΓΩΎѧѧѧѧѧϤϟ ϩάѧѧѧѧѧϫ Ϧѧѧѧѧѧϣ ΔϘΑΎѧѧѧѧѧδϟ ϡΎѧѧѧѧѧϜΣϷ Ϧѧѧѧѧѧϣ ϢϏήѧѧѧѧѧϟ ϰѧѧѧѧѧϠϋ -4 .ΔΘΑΎΜϟ ϝϮϣϷ
: ϲΗ΄ϳ Ύϣ "ΓήϘΘδϣ Γ΄θϨϣ" (ΔόΑΎδϟ ΓΩΎϤϟ)
ϭ ϊΎѧ πΒϟ ϢϴϠѧ δΗ ϭ νήѧ ϋ ϭ Ϧϳΰѧ ΨΗ νήѧ ϐϟ ςѧ Ϙϓ ΕϼϴϬѧ δΘϟ ϡΪΨΘѧ γ (
.ωϭήθϤϟΎΑ ΔλΎΨϟ ϊϠδϟ ΕΎϋϭήθϤϟ ΡΎΑέ
νήѧ ѧϐϟ ωϭήѧ ѧθϤϟΎΑ Δѧ ѧλΎΨϟ ϊϠѧ ѧδϟ ϭ ϊΎѧ ѧπΒϟ Ϧѧ ѧϣ ϥϭΰѧ ѧΨϤΑ υΎѧ ѧϔΘΣϻ (Ώ
.ςϘϓ ϢϴϠδΘϟ ϭ νήόϟ ϭ ϦϳΰΨΘϟ Ϧѧ Ϝϳ Ϣѧ ϟ Ύѧ ϣ ςѧ Ϙϓ Δѧ ϟϭΪϟ ϩάѧ ϫ ϲѧ ϓ ΔΒϳήѧ πϠϟ ΓΪѧ ϗΎόΘϣ Δѧ ϟϭΩ ωϭήѧ θϣ ΡΎѧ Αέ ϊѧ πΨΗ -1
νήѧϐϟ ςѧϘϓ ωϭήѧθϤϟΎΑ ΔѧλΎΨϟ ϊϠѧδϟ ϭ ϊΎѧπΒϟ Ϧѧϣ ϥϭΰѧΨϤΑ υΎϔΘΣϻ (Ν ΓήϘΘѧδϣ Γ΄ѧθϨϣ ϖѧϳήσ Ϧѧϋ ϯήѧΧϷ ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ΔѧϟϭΪϟ ϲѧϓ ρΎѧθϨϟ ήѧ ηΎΒϳ ωϭήѧθϤϟ
.ήΧ ωϭήθϣ ΔτγϮΑ ΎϬΘΠϟΎόϣ ίϮѧΠϳ ϪѧϧΈϓ ϩήѧϛΫ ϖΑΎѧδϟ ϮѧΤϨϟ ϰѧϠϋ ϪσΎѧθϧ ήѧηΎΒϳ ωϭήθϤϟ ϥΎϛ ΫΈϓ .ΎϬϴϓ ΔϨΎϛ
ϊѧ ϤΟ ϭ ϊΎѧ πΑ ϭ ϊϠѧ γ ˯ήѧ η νήѧ ϐϟ ςѧ Ϙϓ ρΎѧ θϨϠϟ Ζѧ ΑΎΛ ήѧ ϘϤΑ υΎѧ ϔΘΣϻ (Ω Ύѧϣ ΩϭΪѧΣ ϲѧϓ ςѧϘϓ ϦѧϜϟϭ ˬϯήΧϷ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ωϭήθϤϟ ΡΎΑέ ϰϠϋ ΔΒϳήπϟ νήϓ
.ωϭήθϤϠϟ ΕΎϣϮϠόϣ .ΓήϘΘδϤϟ Γ΄θϨϤϟ ϩάϫ ϰϟ· ΔΑϮδϨϣ ΡΎΑέ Ϧϣ ϪϘϘΤϳ
ϱΫ ήѧΧ ρΎѧθϧ ϱ΄Α ωϭήθϤϠϟ ϡΎϴϘϟ νήϐϟ ςϘϓ ρΎθϨϠϟ ΖΑΎΛ ήϘϤΑ υΎϔΘΣϻ (˰ϫ
.ΔϴϠϴϤϜΗ ϭ ΔϳήϴπΤΗ ΔόϴΒσ ΓήѧηΎΒϤΑ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔѧϟϭΩ ωϭήѧθϣ ϡΎϗ Ϋ· ˬΓΩΎϤϟ ϩάϫ Ϧϣ (3) ΓήϘϔϟ ϡΎϜΣ ΓΎϋήϣ ϊϣ -2
ϲѧϓ ΎѧϬϴϟ· έΎѧθϤϟ ΔτѧθϧϷ ϊѧϴϤΠΗ νήѧϐϟ ςѧϘϓ ρΎѧθϨϠϟ ΖѧΑΎΛ ήϘϤΑ υΎϔΘΣϻ (ϭ Ύѧϣ ϥΈѧϓ ˬΎѧϬϴϓ ΔѧϨΎϛ ΓήϘΘѧδϣ Γ΄ѧθϨϣ ϖѧϳήσ Ϧѧϋ ϯήѧΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ρΎθϨϟ
ήѧϘϤϠϟ ϲѧϠϜϟ ρΎѧθϨϠϟ ϥϮѧϜϳ ϥ ρήθΑ ΓήϘϔϟ ϩάϫ Ϧϣ (˰ϫ) ϰϟ· () Ϧϣ ΩϮϨΒϟ ΎѧϬϘϴϘΤΗ ϊѧϗϮΘϳ ϲѧΘϟ ΡΎѧΑέϷ Ϯѧϫ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔѧϟϭΩ Ϟѧϛ ϲѧϓ ΓήϘΘѧδϤϟ Γ΄θϨϤϟ ϰϟ· ΐδϨϳ
.ΔϴϠϴϤϜΗ ϭ ΔϳήϴπΤΗ ΔόϴΒσ ϊϴϤΠΘϟ άϫ Ϧϣ ΞΗΎϨϟϭ ΖΑΎΜϟ ΎѧϬϟ ΔѧϠΛΎϤϣ Δτѧθϧ ϭ ΎѧϬΗΫ ΔτѧθϧϷ ήηΎΒϳ ϞμϔϨϣϭ ϞϘΘδϣ ωϭήθϣ ΎϬϧ νήΘϓΎΑ
ωϭήѧθϤϟ ϊѧϣ ϡΎѧΗ ϝϼϘΘѧγΎΑ ϞѧϣΎόΘϳϭ ΎѧϬϟ ΔѧϠΛΎϤϣ ϑϭήѧχ ϲѧϓ ϭ ΎϬΗΫ ϑϭήψϟ ϲϓ
ϑϼѧΨΑ -κ˰ѧΨη ϡΎ˰ѧϗ Ϋ· ˬ(2) ϭ (1) ϦϴΗήϘϔϟΎѧΑ ΓΩέϮѧϟ ϡΎѧϜΣϷ Ϧѧϣ ϢϏήѧϟ ϰѧϠϋ -5 .Ϫϟ ΓήϘΘδϣ Γ΄θϨϣ ΔΑΎΜϤΑ ϥϮϜϳ ϱάϟ
ΔѧΑΎϴϧ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ ϲϓ ϑήμΘϟΎΑ – (6) ΓήϘϔϟ ϢϜΤϟ ϊπΨϳ ϱάϟ ϞϘΘδϤϟ ϞϴϛϮϟ
ϲѧϓ ΓήϘΘѧδϣ Γ΄ѧθϨϣ ωϭήθϤϟ άϬϟ ήΒΘόϳ ˬϯήΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϠϟ ϊΑΎΗ ωϭήθϣ Ϧϋ νήѧϏϷ ΎϫΪѧΒϜΘΗ ϲѧΘϟ ΕΎϓϭήѧμϤϟ ϢμΨΑ Ϥδϳ ΓήϘΘδϣ Γ΄θϨϣ ΡΎΑέ ΪϳΪΤΗ ΪϨϋ -3
κΨѧ θϟ άѧ ϫ Ύѧ ϫϻϮΘϳ Δτѧ θϧ ϱ΄ѧ Α ϖѧ ϠόΘϳ Ύѧ Ϥϴϓ ˱ϻϭ Ύѧ Ϭϴϟ· έΎѧ θϤϟ ΓΪѧ ϗΎόΘϤϟ Δѧ ϟϭΪϟ ΔϣΎόϟ ΔϳέΩϹϭ ΔϳάϴϔϨΘϟ ΕΎϓϭήμϤϟ ϚϟΫ ϲϓ ΎϤΑ ˬΓήϘΘδϣ Γ΄θϨϤϛ ΎϬσΎθϧ ΓήηΎΒϣ
:κΨθϟ άϫ ϥΎϛ Ϋ· ˬωϭήθϤϠϟ ϥΎѧϜϣ ϱ ϲѧϓ ϭ ΓήϘΘѧδϤϟ Γ΄ѧθϨϤϟ ΎѧϬϴϓ ΔѧϨΎϜϟ ΔѧϟϭΪϟ ϲѧϓ ˱˯Ϯγ ϪΗΪΒϜΗ ϱάϟ έΪϘϟΎΑ
Ϣѧ γΎΑ ΩϮѧ Ϙόϟ ϡήѧ Α· ΔτϠѧ γ ΓΩΎѧ Θόϣ Δϔѧ μΑ ΓΪѧ ϗΎόΘϤϟ Δѧ ϟϭΪϟ ϩάѧ ϫ ϲѧ ϓ αέΎѧ Ϥϳ ( .ήΧ
ιϮѧμϨϤϟ ΔτθϧϷ ϰϠϋ ήμΘϘΗ κΨθϟ άϫ Δτθϧ ϦϜΗ Ϣϟ Ύϣ ˬωϭήθϤϟ ΡΎѧΑέϷ ϊѧϳίϮΗ αΎѧγ ϰѧϠϋ ΓήϘΘѧδϤϟ Γ΄ѧθϨϤϟ ϰѧϟ· ΐѧδϨΗ ϲѧΘϟ ΡΎѧΑέϷ ΪѧϳΪΤΗ ΪϨϋ -4
ρΎѧθϨϠϟ ΖѧΑΎΛ ήѧϘϣ ϝϼѧΧ Ϧѧϣ ΎϬΘѧγέΎϤϣ ΖϤΗ Ϋ· ϲΘϟϭ (4) ΓήϘϔϟ ϲϓ ΎϬϴϠϋ ϻ ˬΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ ϯΪϟ ΓΩΎόϟ ϪΑ ΕήΟ ΎϤϟ ˱ΎϘϓϭ ΔϔϠΘΨϤϟ ϪΰΟ ϰϠϋ ωϭήθϤϠϟ ΔϴϠϜϟ
ϚѧϠΗ ϡΎѧϜΣ ϖѧϴΒτΗ ϲѧϓ ΓήϘΘѧδϣ Γ΄ѧθϨϣ ΖѧΑΎΜϟ ήѧϘϤϟ άϫ έΎΒΘϋ ϰϟ· ϱΩΆΗ ϻ ϊѧ πΨΗ ϲѧ Θϟ ΡΎѧ Αέϸϟ ΓΪѧ ϗΎόΘϤϟ Δѧ ϟϭΪϟ ϩάѧ ϫ Ϊѧ ϳΪΤΗ ϥϭΩ (2) Γήѧ Ϙϔϟ ϡΎѧ ϜΣ ϝϮѧ ΤΗ
.ΓήϘϔϟ ήϔδΗ ϲΘϟ ΔΠϴΘϨϟ ϥϮϜΗ ϥ ΐΠϳ ˬϚϟΫ ϊϣϭ ˬϊϳίϮΘϠϟ ΩΎΘόϤϟ αΎγϷ ϰϠϋ ΔΒϳήπϠϟ
ΎѧϬϴϟ· έΎѧθϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ΓΩΎΘόϣ ΔϔμΑ φϔΘΤϳ ϪϨϜϟϭ ΔτϠδϟ ϩάϫ αέΎϤϳ ϻ ϭ (Ώ .ΓΩΎϤϟ ϩάϫ ϲϓ ΎϬϴϠϋ ιϮμϨϤϟ ΉΩΎΒϤϟ ϊϣ ΔϘϔΘϣ ΔόΒΘϤϟ ϊϳίϮΘϟ ΔϘϳήσ ΎϬϨϋ
Ϧѧ ϋ Δѧ ΑΎϴϧ ϊϠѧ γ ϭ ϊΎѧ πΑ Ϫѧ Ϩϣ ϢϠѧ δϳ ϊϠѧ δϟ ϭ ϊΎѧ πΒϟ Ϧѧ ϣ ϥϭΰѧ ΨϤΑ ˱ϻϭ
.ωϭήθϤϟ ϊΎѧπΒϟ ΓήϘΘѧδϤϟ Γ΄ѧθϨϤϟ ϩάѧϫ ˯ήη ΩήΠϤϟ ΓήϘΘδϣ Γ΄θϨϣ ϰϟ· ΡΎΑέ ϱ ΐδϨΗ Ϧϟ -5
.ωϭήθϤϠϟ ϊϠγ ϭ
ϯήѧ ΧϷ ΓΪѧ ϗΎόΘϤϟ Δѧ ϟϭΪϟ ϲѧ ϓ ΓήϘΘѧ δϣ Γ΄ѧ θϨϣ Ύѧ ϣ ΓΪѧ ϗΎόΘϣ Δѧ ϟϭΩ ωϭήѧ θϤϟ ήѧ ΒΘόϳ ϻ -6
ϭ ςϴѧ γϭ ϖѧ ϳήσ Ϧѧ ϋ ϯήѧ ΧϷ ΓΪѧ ϗΎόΘϤϟ Δѧ ϟϭΪϟ ϩάѧ ϫ ϲѧ ϓ ρΎѧ θϨϟ ϪΘѧ γέΎϤϣ Ωήѧ ΠϤϟ ΔϘϳήτϟΎΑ ΓήϘΘδϤϟ Γ΄θϨϤϟ ϰϟ· ΐδϨΗ ϲΘϟ ΡΎΑέϷ ΩΪ˷ΤΗ ˭ΔϘΑΎδϟ ΕήϘϔϟ νήϏϷ -6
˯ϻΆѧϫ αέΎѧϤϳ ϥ ρήѧθΑ ˬΔϠϘΘѧδϣ Δϔѧλ ϱΫ ήѧΧ Ϟѧϴϛϭ ϱ ϭ ΔѧϟϮϤόϟΎΑ ϡΎϋ Ϟϴϛϭ .ϯήΧ ΔϘϳήσ ωΎΒΗ έήΒϳ ϑΎϛ ΐΒγ ΪΟϮϳ Ϣϟ Ύϣ ΔϨγ Ϟϛ ϲϓ ΔόΒΘϤϟ ΎϬΗΫ
άѧϫ Δτѧθϧ ϥϮѧϜΗ ϥ ΔѧϟΎΣ ϲѧϓ Ϫѧϧ ϻ· ˬΩΎΘόϤϟ ϢϬσΎθϧ έΎσ· ϲϓ ϢϬϠϤϋ ιΎΨηϷ
ήѧΒΘόϳ ϦѧϠϓ ˬωϭήѧθϤϟ ϟΎѧμϟ ΔѧϘϠτϣ ϥϮѧϜΗ ΩΎѧϜΗ ϭ ΔѧϘϠτϣ ΔϔѧμΑ ΔѧγήϜϣ ϞѧϴϛϮϟ ϯήѧΧ ΩϮѧϣ ϲѧϓ ΔϠϘΘѧδϣ ΔϔѧμΑ ΎѧϬϴϠϋ κϨϟ ϢΗ ϞΧΪϠϟ ήλΎϨϋ ΡΎΑέϷ ΖϨϤπΗ Ϋ· -7
.ΓήϘϔϟ ϩάϫ ϲϓ ΩϮμϘϤϟ ϰϨόϤϟΎΑ ˱ϼϘΘδϣ ϞϴϛϮϟ .ΓΩΎϤϟ ϩάϫ ϡΎϜΣ΄Α ήΛ΄ΘΗ ϻ ΎϬϴϟ· έΎθϤϟ ΩϮϤϟ ϡΎϜΣ ϥΈϓ ˬΔϴϗΎϔΗϻ ϩάϫ Ϧϣ
2280 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
(ΔϨϣΎΜϟ ΓΩΎϤϟ) .ϢϬγϷ ΡΎΑέ ϊϓΪΗ ϲΘϟ Δϛήθϟ ϝΎϣ αέ Ϧϣ ϞϗϷ ϰϠϋ
ϱϮΠϟϭ ϱήΤΒϟ ϞϘϨϟ
ΕϻΎѧΤϟ ϊѧϴϤΟ ϲѧϓ ϢϬѧγϷ ΡΎѧΑέ ώѧϠΒϣ ϲϟΎѧϤΟ· Ϧѧϣ ΔѧΎϤϟΎΑ Γήѧθϋ ΔѧδϤΧ (Ν
ϞѧϘϨϟ ϲѧϓ ΕήΎѧτϟ ϭ Ϧϔδϟ ϞϴϐθΗ Ϧϣ ΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ ωϭήθϣ ΎϬϘϘΤϳ ϲΘϟ ΡΎΑέϷ -1 .ϯήΧϷ
.ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϓ ςϘϓ ΔΒϳήπϠϟ ϊπΨΗ ϲϟϭΪϟ -ΎѧϤϬϨϴΑ ϙήΘѧθϣ ϕΎѧϔΗ ΐѧΟϮϤΑ- ϦϴΗΪѧϗΎόΘϤϟ ϦϴΘϟϭΪϟ ϲϓ ΔμΘΨϤϟ ΕΎτϠδϟ ϡϮϘΗϭ
ΔѧϋϮϤΠϣ ϲѧϓ ΔϛέΎѧθϤϟ Ϧѧϣ ΔΌѧηΎϨϟ ΡΎѧΑέϷ ϰѧϠϋ ˱Ύѧπϳ (1) ΓήѧϘϔϟ ϡΎѧϜΣ ϱήδΗ -2 ϰѧϠϋ ΔΒϳήѧπϟ νήѧϓ ϲѧϓ ΓήѧϘϔϟ ϩάѧϫ ήΛΆѧΗ ϻϭ .ΐѧδϨϟ ϩάϫ ϖϴΒτΗ ΔϘϳήσ ΪϳΪΤΘΑ
.ϲϤϟΎϋ ϞϴϐθΗ ϞϴϛϮΗ ϭ ϙήΘθϣ ρΎθϧ ϭ (POOL) .ϢϬγϷ ΡΎΑέ ΎϬϨϣ ϊϓΪΗ ϲΘϟ ΡΎΑέϷΎΑ ϖϠόΘϳ ΎϤϴϓ Δϛήθϟ
"ϲϟϭΪѧϟ ϞѧϘϨϟ ϲѧϓ ΕήΎѧτϟ ϭ Ϧϔѧδϟ ϞϴϐѧθΗ" ΓέΎΒϋ ϞϤθΗ ˬΓΩΎϤϟ ϩάϫ νήϏϷ -3 ϢϬγ ϭ ϢϬγϷ Ϧϣ ϞΧΪϟ ˬΓΩΎϤϟ ϩάϫ ϲϓ ΔϣΪΨΘδϤϟ "ϢϬγϷ ΡΎΑέ" ΓέΎΒόΑ ΪμϘϳ -3
: ωϭήθϣ ΔτγϮΑ ϥϮϳΪѧ ϟ Ϟѧ ϴΒϗ Ϧѧ ϣ ήѧ ΒΘόΗ ϻ ϲѧ Θϟ ϯήѧ ΧϷ ϕϮѧ ϘΤϟ ϭ Ϧϴѧ δγΆϤϟ ϢϬѧ γ ϭ ϦϳΪѧ όΘϟ
ϥΆѧϤϟϭ ϢϗΎѧτϟϭ ΕΰѧϴϬΠΘϟ ϞѧϣΎϜΑ ΕήΎѧτϟ ϭ Ϧϔѧδϟ έΎΠΌΘѧγ ϭ ήϴΟ΄ѧΗ ( ϲѧΘϟϭ ΕΎϛήѧθϠϟ ϯήѧΧϷ ϕϮѧϘΤϟ Ϧϣ ϞΧΪϟ ˱Ύπϳ ϞϤθΗϭ ˬΡΎΑέϷ ϲϓ ΔϛέΎθϤϟϭ
.ϲϟϭΪϟ ϞϘϨϟ ϲϓ ΎϬϴϠϐθΗϭ ΔѧϟϭΪϟ ϦϴϧϮϘϟ ˱ΎϘϓϭ ϢϬγϷ Ϧϣ ϞΧΪϟ ϰϠϋ ΓέήϘϤϟ ΎϬΗΫ ΔϴΒϳήπϟ ΔϠϣΎόϤϠϟ ϊπΨΗ
.ΡΎΑέϷ ωίϮΗ ϲΘϟ Δϛήθϟ ΎϬϴϓ ϢϴϘΗ ϲΘϟ
ΓΩΎѧϴϘϟ ϢϗΎѧσ ϥϭΪѧΑ ήϴΟ΄Θϟ ϡΎψϨϟ ˱ΎϘϓϭ ΕήΎτϟ ϭ Ϧϔδϟ έΎΠΌΘγ ϭ ήϴΟ΄Η (Ώ
ϞϴϐѧθΘϟ ˱ΎѧοέΎϋ ˱ΎσΎѧθϧ ϞϜθϳ έΎΠΌΘγϻ ϭ ήϴΟ΄Θϟ άϫ ϥΎϛ Ϋ· Ύϣ ΔϟΎΣ ϲϓ ϢϬѧ γϷ ΡΎѧ Αέ Ϧѧ ϣ ΪϴϔΘѧ δϤϟ Ϛѧ ϟΎϤϟ ϥΎѧ ϛ Ϋ· (2) ϭ (1) ϦϴΗήѧ Ϙϔϟ ϡΎѧ ϜΣ ϱήѧ δΗ ϻ -4
.ϲϟϭΪϟ ϞϘϨϟ ϲϓ ΕήΎτϟ ϭ Ϧϔδϟ ϲѧΘϟ Δϛήθϟ ΎϬϴϓ ϢϴϘΗ ϲΘϟ ϯήΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ήηΎΒϳϭ ΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΪΑ ˱ΎϤϴϘϣ
˱ΎσΎѧθϧ ϞϜѧθϳ ΓέΎѧϋϹ ϭ ϡΪΨΘγϻ άϫ ϥΎϛ Ϋ· ΕΎϳϭΎΤϟ ΓέΎϋ· ϭ ϡΪΨΘγ (Ν ΔѧϟϭΪϟ ϩάѧϫ ϲѧϓ ϱΩΆѧϳ ϭ ΎѧϬϴϓ ΔϨΎϛ ΓήϘΘδϣ Γ΄θϨϣ ϖϳήσ Ϧϋ ˱ΎσΎθϧ ΡΎΑέϷ ωίϮΗ
.ϲϟϭΪϟ ϞϘϨϟ ϲϓ ΕήΎτϟ ϭ Ϧϔδϟ ϞϴϐθΘϟ ˱ΎοέΎϋ ϢϬѧγϷ ΔѧϴϜϠϣ ΖѧϧΎϛϭ ˭ΎѧϬϴϓ ϦΎѧϛ ΖѧΑΎΛ ήѧϘϣ Ϧѧϣ ΔϠϘΘѧδϣ ΔϴѧμΨη ΕΎϣΪΧ ϯήΧϷ
ήѧϘϤϟ άѧϫ ϭ ΓήϘΘѧδϤϟ Γ΄ѧθϨϤϟ ϚѧϠΘΑ ΔѧϴϠόϓ ΔϔѧμΑ ςΒΗήѧΗ ΡΎѧ ΑέϷ ΎѧϬϨϋ ϊϓΪѧΗ ϲѧΘϟ
(ΔόγΎΘϟ ΓΩΎϤϟ) .ϝϮΣϷ ΐδΤΑ (14) ΓΩΎϤϟ ϭ (7) ΓΩΎϤϟ ϡΎϜΣ ΔϟΎΤϟ ϩάϫ ϲϓ ϖΒτΗϭ ˬΖΑΎΜϟ
ΔϛήΘθϤϟ ΕΎϋϭήθϤϟ
ˬϯήѧΧϷ ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ΔѧϟϭΪϟ Ϧϣ ˱ϼΧΩ ϭ ˱ΎΣΎΑέ ΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΪΑ ΔϤϴϘϣ Δϛήη ΖϘϘΣ Ϋ· -5
:Δ˰ϟΎΣ ϲϓ -1 ϲѧ Θϟ ϢϬѧ γϷ ΡΎѧ Αέ ϰѧ Ϡϋ ΔΒϳήѧ ο ϱ νήѧ ϔΗ ϥ ϯήѧ ΧϷ Δѧ ϟϭΪϟ ϩάѧ Ϭϟ ίϮѧ Πϳ ϼѧ ϓ
ˬϯήѧΧϷ ΔѧϟϭΪϟ ϩάѧϫ ϲϓ ϢϴϘϣ ϰϟ· ΖόϓΩ Ϊϗ ΡΎΑέϷ ϩάϫ ϦϜΗ Ϣϟ Ύϣ Δϛήθϟ ΎϬϋίϮΗ
ΓέΩ· ϲѧϓ ΓήѧηΎΒϣ ήѧϴϏ ϭ ΓήѧηΎΒϣ ΔѧϘϳήτΑ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔѧϟϭΩ ωϭήѧθϣ ΔϛέΎѧθϣ ( ˬΓήϘΘѧδϣ Γ΄ѧθϨϤΑ ΔѧϴϠόϓ ΔϔѧμΑ ςΒΗήѧΗ ΡΎΑέϷ ΎϬϨϋ ϊϓΪΗ ϲΘϟ ϢϬγϷ ΔϴϜϠϣ ΖϧΎϛ ϭ
.ϯήΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϯΪϟ ϪϟΎϤγέ ϲϓ ϭ Ϫϴϓ ϢϜΤΘϟ ϭ ωϭήθϤϟ ΡΎѧΑέ ϰѧϠϋ νήϔΗ ϥ Ϛϟάϛ ίϮΠϳ ϻϭ ˬϯήΧϷ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϓ ϦΎϛ ΖΑΎΛ ήϘϤΑ ϭ
ΔѧϋίϮϤϟ ήѧϴϏ ΕΎϛήѧθϟ ΡΎѧΑέ ϰѧϠϋ ϱήѧδΗ ϲѧΘϟ ΔΒϳήѧπϟ ΔϋίϮϤϟ ήϴϏ Δϛήθϟ
ΓέΩ· ϲѧѧϓ ΓήѧѧηΎΒϣ ήѧѧϴϏ ϭ ΓήѧѧηΎΒϣ ΔѧѧϘϳήτΑ ϢѧѧϬΗΫ ιΎΨѧѧηϷ ΔϛέΎѧѧθϣ ϭ (Ώ ϭ ˱Ύѧ ϴϠϛ ϥϮѧ ϜΘΗ Δѧ ϋίϮϤϟ ήѧ ϴϏ ΡΎѧ ΑέϷ ϭ Δѧ ϋίϮϤϟ ϢϬѧ γϷ ΡΎѧ Αέ Ζѧ ϧΎϛ Ϯѧ ϟ ϰѧ ΘΣ
ΔѧϟϭΪϠϟ ωϭήѧθϣϭ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔѧϟϭΩ ϯΪѧϟ ϪϟΎϤγέ ϲϓ ϭ Ϫϴϓ ϢϜΤΘϟ ϭ ωϭήθϤϟ .ϯήΧϷ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϓ ΄θϧ ϞΧΩ ϭ ΡΎΑέ Ϧϣ ˱ΎϴΰΟ
.ϯήΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ
(Γήθϋ ΔϳΩΎΤϟ ΓΩΎϤϟ)
ΔѧϳέΎΠΘϟ ΎѧϤϬϴΘϗϼϋ ϲϓ ϦϴϋϭήθϤϟ ϦϴΑ ρϭήη -ϦϴΘϟΎΤϟ Ϧϣ ϱ ϲϓ- Ζοήϓ Ϋ·ϭ ϥϮϳΪϟ ΪϮϓ
ϥΈѧϓ ˬΔϠϘΘѧδϤϟ ΕΎϋϭήѧθϤϟ ϦϴѧΑ ΎϬόѧοϭ ϦѧϜϤϳ ϲΘϟ ρϭήθϟ Ϧϋ ϒϠΘΨΗ ΔϴϟΎϤϟ ϭ
Ϣѧ ϟ Ύѧ ϬϨϜϟϭ ρϭήѧ θϟ ϩάѧ Ϭϟ Δѧ ΠϴΘϧ Ϧϴϋϭήѧ θϤϟ Ϧѧ ϣ ϱϷ ϖΤΘѧ δΗ ϥ Ϧѧ ϜϤϳ ΡΎѧ Αέ ϱ ίϮΠϳ ϯήΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ϢϴϘϣ ϰϟ· ϊϓΪΗϭ ΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ ϲϓ ΄θϨΗ ϲΘϟ ΓΪΎϔϟ -1
ωϭήѧ θϤϟ Ϛѧ ϟΫ ΡΎѧ Αέ ϦϤѧ ο Ύѧ ϬΟέΩ· ίϮѧ Πϳ ˬρϭήѧ θϟ ϩάѧ ϫ ΐΒѧ δΑ ˱ϼѧ όϓ ϖΤΘѧ δΗ .ϯήΧϷ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϓ ΔΒϳήπϟ ΎϬϴϠϋ νήϔΗ ϥ
.Ϛϟάϟ ˱ΎόΒΗ ΔΒϳήπϠϟ ΎϬϋΎπΧ·ϭ
Ε΄ѧθϧ ϲѧΘϟ ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ΔѧϟϭΪϟ ϲѧϓ ΓΪѧΎϔϟ ϩάѧϫ ϰϠϋ ΔΒϳήπϟ νήϓ ίϮΠϳ ˬϚϟΫ ϊϣϭ -2
ΔѧϟϭΪϠϟ ωϭήθϣ ΡΎΑέ -ΎϬΗΎϋϭήθϣ Ϧϣ ͈ϱ ΡΎΑέ ϦϤο- ΓΪ˰ϗΎόΘϣ Δ˰ϟϭΩ ΖΟέΩ Ϋ· -2
ΔѧϟϭΪϟΎΑ ϢϴϘϣ ΓΪΎϔϟ Ϧϣ ΪϴϔΘδϤϟ ϚϟΎϤϟ ϥΎϛ Ϋ· ϦϜϟϭ ˬΔϟϭΪϟ ϚϠΗ ϦϴϧϮϘϟ ˱ΎϘϓϭϭ ΎϬϴϓ
ΔΒϳήѧπϠϟ ΔѧϟϭΪϟ ϚѧϠΗ ΎϬΘόѧπΧϭ -ΎѧϬϴϓ ΔΒϳήѧπϟ ΎѧϬϴϠϋ Ζѧοήϓ ϯήѧΧϷ ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ΔΒѧδϧ Ϧѧϋ ϮѧΤϨϟ άѧϫ ϰѧϠϋ ΔѧοϭήϔϤϟ ΔΒϳήѧπϟ ΪѧϳΰΗ ϻ ΐѧΠϴϓ ϯήѧΧϷ ΓΪѧϗΎόΘϤϟ
ΪѧόΑ- ΎѧΘϘϓϭ Ϊѧϗ ϦϴΗΪѧϗΎόΘϤϟ ϦϴΘϟϭΪѧϟ ϲѧϓ ΔѧμΘΨϤϟ ΕΎτϠѧδϟ ϥ ΚѧϴΣϭ -Ϛϟάѧϟ ˱ΎѧόΒΗ ϦϴΘϟϭΪѧ ϟ ϲѧ ϓ Δѧ μΘΨϤϟ ΕΎτϠѧ δϟ ϡϮѧ ϘΗϭ .ΓΪѧ Ύϔϟ ώѧ ϠΒϣ ϲϟΎѧ ϤΟ· Ϧѧ ϣ Δѧ ΎϤϟΎΑ Γήѧ θϋ
ϞѧϴΒϗ Ϧѧϣ ϮѧΤϨϟ άѧϫ ϰѧϠϋ ΔѧΟέΪϤϟ ΡΎѧΑέϷ Ϧѧϣ ˯ΰѧΟ ϭ Ϟϛ έΎΒΘϋ ϰϠϋ -έϭΎθΘϟ .ΐδϨϟ ϩάϫ ϖϴΒτΗ ΔϘϳήσ ΪϳΪΤΘΑ -ΎϤϬϨϴΑ ϙήΘθϣ ϕΎϔΗ ΐΟϮϤΑ- ϦϴΗΪϗΎόΘϤϟ
Ζѧ ϧΎϛ Ϋ· ˱ϻϭ Ύѧ Ϭϴϟ· έΎѧ θϤϟ Δѧ ϟϭΪϟ ωϭήѧ θϤϟ ϖѧ ϘΤΘΗ ϥ Ϧѧ ϜϤϳ ϥΎѧ ϛ ϲѧ Θϟ ΡΎѧ ΑέϷ
ϥΈѧϓ ˭ϦϴϠϘΘѧδϣ Ϧϴϋϭήѧθϣ ϦϴѧΑ ΎѧϬϴϠϋ ϖѧϔΘϳ ϰѧΘϟ ρϭήθϟ ϲϫ ΎϬϴϠϋ ϖϔΘϤϟ ρϭήθϟ ϊѧπΨΗ (1) ΓήѧϘϔϟ ϲѧϓ ΎѧϬϴϟ· έΎѧθϤϟ ΓΪѧΎϔϟ ϥΈѧϓ ˬ(2) ΓήѧϘϔϟ ϡΎϜΣ Ϧϣ ϢϏήϟ ϰϠϋ -3
ΎѧϬϴϟ· έΎѧθϤϟ ΔѧϟϭΪϟ ϪѧΑ ΖѧϣΎϗ ϱάѧϟ ϞϳΪόΘϟ ϥ ϰϠϋ ΖϘϓϭ Ϋ· -ϯήΧϷ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ΓΪѧΎϔϟ ϩάѧϫ ΖѧϧΎϛ Ϋ· ˬΎϬϤϠΘѧδϳ Ϧѧϣ ΎѧϬϴϓ ϢϴѧϘϳ ϲΘϟ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ςϘϓ ΔΒϳήπϠϟ
ΔΒѧ γΎϨϤϟ ΔϳϮѧ δΘϟ ˯ήΟΈѧ Α ϡϮѧ ϘΗ -ώϠΒϤϟΎѧ Α ϖѧ ϠόΘϳ Ύѧ Ϥϴϓϭ Ϊѧ ΒϤϟ Κѧ ϴΣ Ϧѧ ϣ έήѧ Βϣ ˱ϻϭ :˰ϟ ΓΪΎϔϟ νήϐΑ ΔϛϮϠϤϣ ϭ ΔϋϮϓΪϣ
ϡΎѧϜΣϷΎΑ ΔϳϮѧδΘϟ ˯ήѧΟ· ΪѧϨϋ ΪѧΘόϳϭ .ΡΎѧΑέϷ ϩάѧϫ ϰѧϠϋ ΎѧϬϴϓ ΔѧοϭήϔϤϟ ΔΒϳήѧπϠϟ ϭ ϲѧγΎϴγ ϢϴѧδϘΗ ϱ Ϧϣ ΎϬϟ ϊΒΘϳ Ύϣ ϭ ΔϟϭΪϟ ˬϝΎϐΗήΒϟ ΔϳέϮϬϤΟ ΔϟΎΣ ϲϓ (
.ΔϴϗΎϔΗϻ ϩάϬϟ ϯήΧϷ .ϲϟΎϐΗήΒϟ ϱΰϛήϤϟ ϚϨΒϟ ϭ ˬΔϴϠΤϣ ΔτϠγ ϭ ϱέΩ·
ϭ ˬϲϧΎѧϤ˵όϟ ϱΰѧϛήϤϟ ϚѧϨΒϟ ˬϥΎѧϤϋ ΔϨτϠѧγ ΔϣϮϜΣ ˬϥΎϤ˵ϋ ΔϨτϠγ ΔϟΎΣ ϲϓ (Ώ
ϱήѧδΗ .ϲϧΎѧϤ˵όϟ έΎϤΜΘѧγϻ ϕϭΪϨѧλ ϭ ˬΔѧϟϭΪϠϟ ϡΎѧόϟ ϲσΎѧϴΘΣϹ ϕϭΪϨѧμϟ
(ΓήηΎόϟ ΓΩΎϤϟ) ϡΎѧόϟ ϥϮϧΎѧϘϟ ιΎΨѧη Ϧѧϣ κΨη ϱ ϰϠϋ ˱Ύπϳ Δϴϋήϔϟ ΓήϘϔϟ ϩάϫ ϡΎϜΣ
ϢϬγϷ ΡΎΑέ ήѧΧϵ Ζѧϗϭ Ϧϣ ϪϴϠϋ ϕΎϔΗϻ ϢΘϳ ΎϤΒδΤΑ ϥΎϤ˵ϋ ΔϨτϠγ ΔϣϮϜΣ ϞϣΎϜϟΎΑ ϪϜϠϤΗ
Δѧ ϟϭΪϟ ϲѧ ϓ Ϣϴѧ Ϙϣ ϰѧ ϟ· ΓΪѧ ϗΎόΘϣ Δѧ ϟϭΩ ϲѧ ϓ Δѧ ϤϴϘϣ Δϛήѧ η ΎϬόϓΪѧ Η ϲѧ Θϟ ϢϬѧ γϷ ΡΎѧ Αέ -1 .ϦϴΗΪϗΎόΘϤϟ ϦϴΘϟϭΪϟ ϲϓ ϦϴΘμΘΨϤϟ ϦϴΘτϠδϟ ϦϴΑ
.ϯήΧϷ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϓ ΎϬϴϠϋ ΔΒϳήπϟ νήϓ ίϮΠϳ ϯήΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ
ϊѧ ϴϤΠΑ ϥϮϳΪѧ ϟ Ϧѧ ϣ Ίѧ ηΎϨϟ ϞΧΪѧ ϟ ΓΩΎѧ Ϥϟ ϩάѧ ϫ ϲѧ ϓ ΓΩέϮѧ ϟ "ΓΪѧ Ύϔϟ" Δѧ ϤϠϜΑ Ϊѧ μϘϳ -4
ΔѧϟϭΪϟ ϲѧϓ ΎѧϬϴϟ· έΎѧθϤϟ ϢϬѧγϷ ΡΎΑέ ϰϠϋ ˱Ύπϳ ΔΒϳήπϟ νήϓ ίϮΠϳ ˬϚϟΫ ϊϣϭ -2 ϻ ϭ ϦϤѧ πΘΗ Ζѧ ϧΎϛ ϭ Ϧϫήѧ Α ΔϧϮϤѧ πϣ ήѧ ϴϏ ϭ ΔϧϮϤѧ πϣ Ζѧ ϧΎϛ ˯Ϯѧ γ ˬΎѧ ϬϋϮϧ
ϚѧϠΗ ϦϴϧϮѧϘϟ ˱ΎѧϘϓϭ ϚѧϟΫϭ ϢϬѧγϷ ΡΎѧΑέ ΖѧόϓΩ ϲѧΘϟ Δϛήѧθϟ ΎѧϬϴϓ ϢϴϘΗ ϲΘϟ ΓΪϗΎόΘϤϟ Ϧѧϣ ϞΧΪѧϟ ιϮѧμΨϟ ϪѧΟϭ ϰϠϋ ϞϤθΗϭ ˬϦϳΪϤϟ ΡΎΑέ ϲϓ ΔϛέΎθϤϟ ϖΣ ϦϤπΘΗ
ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔѧϟϭΩ ϲѧϓ ˱ΎѧϤϴϘϣ ϢϬѧγϷ ΡΎѧΑέ Ϧѧϣ ΪϴϔΘѧδϤϟ ϚѧϟΎϤϟ ϥΎѧϛ Ϋ· ϦѧϜϟϭ ˬΔѧϟϭΪϟ ΕѧѧϓΎϜϤϟ ϚѧѧϟΫ ϲѧѧϓ ΎѧѧϤΑ ϙϮϜѧѧμϟ ϭ ΕΎϧΎϤѧѧπϟ Ϧѧѧϣ ϞΧΪѧѧϟϭ ΔѧѧϴϣϮϜΤϟ ΕΪϨѧѧδϟ
:ΔϴϟΎΘϟ ΐδϨϟ Ϧϋ ϮΤϨϟ άϫ ϰϠϋ ΔοϭήϔϤϟ ΔΒϳήπϟ ΪϳΰΗ ϻ ϲϐΒϨϴϓ ϯήΧ ήѧΒΘόΗ ϻϭ .ϙϮϜѧμϟ ϭ ΕΎϧΎϤѧπϟ ϭ ΔѧϴϣϮϜΤϟ ΕΪϨѧδϟ ϩάѧϬΑ ΔѧϘϠόΘϤϟ ΰϮѧΠϟϭ
:ΪϴϔΘδϤϟ ϚϟΎϤϟ ϥΎϛ Ϋ· ϢϬγϷ ΡΎΑέ ώϠΒϣ ϲϟΎϤΟ· Ϧϣ ΔΎϤϟΎΑ ΔδϤΧ ( ϩάѧ ϫ νήѧ ϏϷ Ϊѧ Ϯϔϟ Ϟѧ ϴΒϗ Ϧѧ ϣ ΩΪѧ δϟ ϲѧ ϓ ήϴΧ΄ѧ Θϟ ΐΒѧ δΑ Δѧ οϭήϔϤϟ ΕΎѧ ϣήϐϟ
.ΓΩΎϤϟ
Ϣϴѧ δϘΗ ϱ Ϧѧ ϣ Ύѧ Ϭϟ ϊѧ ΒΘϳ Ύѧ ϣ ϭ Δѧ ϟϭΪϟ ˬϝΎѧ ϐΗήΒϟ Δѧ ϳέϮϬϤΟ Δѧ ϟΎΣ ϲѧ ϓ -1 ϲѧϓ ˱ΎѧϤϴϘϣ ΓΪѧΎϔϟ Ϧѧϣ ΪϴϔΘѧδϤϟ ϚѧϟΎϤϟ ϥΎѧϛ Ϋ· (2) ϭ (1) ϦϴΗήѧϘϔϟ ϡΎϜΣ ϱήδΗ ϻ -5
.ϲϟΎϐΗήΒϟ ϱΰϛήϤϟ ϚϨΒϟ ϭ ˬΔϴϠΤϣ ΔτϠγ ϭ ϱέΩ· ϭ ϲγΎϴγ Ϧѧϋ ˱ΎσΎθϧ ΓΪΎϔϟ ΎϬϴϓ Ε΄θϧ ϲΘϟ ϯήΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ήηΎΒϳϭ ΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ
ϱΰѧѧϛήϤϟ ϚѧѧϨΒϟ ˬϥΎѧѧϤϋ ΔϨτϠѧѧγ ΔѧѧϣϮϜΣ ˬϥΎѧѧϤ˵ϋ ΔϨτϠѧѧγ ΔѧѧϟΎΣ ϲѧѧϓ -2 ΔϴѧμΨη ΕΎϣΪѧΧ ϯήΧϷ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϓ ϱΩΆϳ ϭ ˬΎϬϴϓ ΔϨΎϛ ΓήϘΘδϣ Γ΄θϨϣ ϖϳήσ
έΎϤΜΘγϻ ϕϭΪϨλ ϭ ˬΔϟϭΪϠϟ ϡΎόϟ ϲσΎϴΘΣϹ ϕϭΪϨμϟ ϭ ˬϲϧΎϤ˵όϟ ΔϔѧμΑ ςΒΗήѧϳ ΓΪѧΎϔϟ ϪѧϨϋ ϊϓΪѧΗ ϱάѧϟ ϦϳΪѧϟ ϥΎѧϛϭ ˬΎѧϬϴϓ ϦΎѧϛ ΖΑΎΛ ήϘϣ Ϧϣ ΔϠϘΘδϣ
Ϧѧϣ κΨη ϱ ϰϠϋ ˱Ύπϳ Δϴϋήϔϟ ΓήϘϔϟ ϩάϫ ϡΎϜΣ ϱήδΗ .ϲϧΎϤ˵όϟ ΓΩΎѧϤϟ ϡΎѧϜΣ ΔѧϟΎΤϟ ϩάѧϫ ϲѧϓ ϖѧΒτΗϭ .ΖѧΑΎΜϟ ήѧϘϤϟ ϭ ΓήϘΘѧδϤϟ Γ΄ѧθϨϤϟ ϩάϬΑ ΔϴϠόϓ
ΎϤΒѧδΤΑ ϥΎѧϤ˵ϋ ΔϨτϠѧγ ΔѧϣϮϜΣ ϞѧϣΎϜϟΎΑ ϪѧϜϠϤΗ ϡΎѧόϟ ϥϮϧΎϘϟ ιΎΨη .ϝϮΣϷ ΐδΤΑ ˬ(14) ΓΩΎϤϟ ϭ (7)
ϲѧ ϓ ϦϴΘѧ μΘΨϤϟ ϦϴΘτϠѧ δϟ Ϧϴѧ Α ήѧ Χϵ Ζѧ ϗϭ Ϧѧ ϣ Ϫѧ ϴϠϋ ϕΎѧ ϔΗϻ ϢΘѧ ϳ
.ϦϴΗΪϗΎόΘϤϟ ϦϴΘϟϭΪϟ ϊѧϣϭ ˬΔѧϟϭΪϟ ϩάѧϬΑ ˱ΎѧϤϴϘϣ ΎϬόϓΪѧϳ Ϧѧϣ ϥΎϛ Ϋ· ΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ ϲϓ Ε΄θϧ Ϊϗ ΓΪΎϔϟ ήΒΘόΗ -6
ήѧϴϏ ϭ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔѧϟϭΩ ϲϓ ˱ΎϤϴϘϣ ϥΎϛ ˯Ϯγ - ΓΪΎϔϟ ϊϓΪϳ ϱάϟ κΨθϠϟ ϥΎϛ Ϋ· ϚϟΫ
Δϛήη ΪϴϔΘδϤϟ ϚϟΎϤϟ ϥΎϛ Ϋ· ϢϬγϷ ΡΎΑέ ώϠΒϣ ϲϟΎϤΟ· Ϧϣ ΔΎϤϟΎΑ Γήθϋ (Ώ ϲѧ Θϟ Δѧ ϴϧϮϳΪϤϟΎΑ ςΒΗήѧ ϳ ΓΪѧ ϗΎόΘϣ Δѧ ϟϭΩ ϲѧ ϓ Ζѧ ΑΎΛ ήѧ Ϙϣ ϭ ΓήϘΘѧ δϣ Γ΄ѧ θϨϣ -Ύѧ Ϭϴϓ Ϣϴѧ Ϙϣ
ΔѧΎϤϟΎΑ Γήѧθϋ ΔΒѧδϧ ΓήѧηΎΒϣ Ύѧϣ ΔϔѧμΑ ϚѧϠΘϤΗ - ϦϣΎѧπΘϟ ΕΎϛήѧη ϑϼΨΑ- ΓήϘΘѧδϤϟ Γ΄θϨϤϟ ϚϠΗ ΎϬΘϠ˷ϤΤΗ Ϊϗ ΓΪΎϔϟ ϩάϫ ΖϧΎϛϭ ˬΔϋϮϓΪϤϟ ΓΪΎϔϟ ΎϬϨϋ ΖϘΤΘγ
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2281
ϚѧϠΗ ΎѧϬϴϓ ΔϨΎϜϟ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ Ε΄θϧ Ϊϗ ήΒΘόΗ ΓΪΎϔϟ ϥΈϓ -ΖΑΎΜϟ ήϘϤϟ άϫ ϭ Ϧѧϣ ϭ ϢϬѧγ ϲѧϓ ϑήѧμΘϟ Ϧѧϣ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔѧϟϭΩ ϲѧϓ ϢϴѧϘϣ ΎѧϬϴϠϋ ϞѧμΤϳ ϲΘϟ ΡΎΑέϷ -4
.ΖΑΎΜϟ ήϘϤϟ άϫ ϭ ΓήϘΘδϤϟ Γ΄θϨϤϟ ήѧηΎΒϣ ήѧϴϏ ϭ ήѧηΎΒϣ ϞϜѧθΑ ΎѧϬΘϤϴϗ Ϧѧϣ ΔѧΎϤϟΎΑ ϦϴδϤΧ Ϧϣ ήΜϛ ΞΘϨΗ ΔϠΛΎϤϣ ΪϮϓ
ϲѧϓ ΔΒϳήѧπϠϟ ϊѧπΨΗ ϥ ίϮѧΠϳ ˬϯήѧΧϷ ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ΔϨΎϛ ΔΘΑΎΛ ϝϮϣ Ϧϣ
ΎѧϤϬϨϴΑ ϭ ΎѧϬϨϣ ΪϴϔΘѧδϤϟ ϚѧϟΎϤϟϭ ΓΪѧΎϔϟ ϊϓΪѧϳ Ϧѧϣ ϦϴѧΑ ΔѧλΎΧ Δϗϼϋ ΩϮΟϭ ϯΩ Ϋ· -7 .ϯήΧϷ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ
ϩάѧϫ ϪѧϨϋ ΖѧόϓΩ ϱάѧϟ ϦϳΪѧϟΎΑ ϖѧϠόΘϤϟ ΓΪѧΎϔϟ ώѧϠΒϣ ϲϓ ΓΩΎϳί ϰϟ· ήΧ κΨη Ϧ˰ϴΑϭ
(3) ϭ (2) ϭ (1) ΕήѧϘϔϟ ϲѧϓ ΎѧϬϴϟ· έΎθϤϟ ϑϼΨΑ ϯήΧ ϝϮϣ ϱ ϲϓ ϑήμΘϟ -5
Ϛѧ ϟΎϤϟϭ ΓΪѧ Ύϔϟ ϊϓΪѧ ϳ Ϧѧ ϣ Ϧϴѧ Α Ϫѧ ϴϠϋ ϕΎѧ ϔΗϻ Ϧѧ ϜϤϳ ϥΎѧ ϛ ϱάѧ ϟ ώѧ ϠΒϤϟ Ϧ˰ѧ ϋ ΓΪѧ Ύϔϟ
ϩάѧϫ ϲѧϓ ϑήѧμΘϤϟ ΎѧϬϴϓ ϢϴѧϘϳ ϲѧΘϟ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ςϘϓ ΔΒϳήπϠϟ ϊπΨΗ (4) ϭ
ώѧϠΒϣ ϰѧϠϋ ΓΩΎѧϤϟ ϩάѧϫ ϡΎѧϜΣ ϖΒτΘϓ ˬΔϗϼόϟ ϚϠΗ ΩϮΟϭ ϡΪϋ ΔϟΎΣ ϲϓ ΎϬϨϣ ΪϴϔΘδϤϟ .ϝϮϣϷ
ΕΎϋϮϓΪѧϤϟ Ϧѧϣ Ϊѧΰϟ ˯ΰѧΠϟ Ϟѧψϳ ΔѧϟΎΤϟ ϩάѧϫ ϲϓϭ ˭ςϘϓ ˱ήϴΧ Ϫϴϟ· έΎθ˵Ϥϟ ΓΪΎϔϟ
ϩάѧϬϟ ϯήѧΧϷ ϡΎѧϜΣϷ ΓΎѧϋήϤΑϭ ˬΓΪѧϗΎόΘϣ ΔѧϟϭΩ Ϟѧϛ ϦϴϧϮѧϘϟ ˱ΎѧϘϓϭ ΔΒϳήπϠϟ ˱ΎόοΎΧ (Γήθϋ ΔόΑήϟ ΓΩΎϤϟ)
.ΔϴϗΎϔΗϻ ΔϠϘΘδϤϟ ΔϴμΨθϟ ΕΎϣΪΨϟ
(Γήθϋ ΔϴϧΎΜϟ ΓΩΎϤϟ) ϭ ˬΔѧϴϨϬϤϟ ΕΎϣΪѧΨϟΎΑ ϖѧϠόΘϳ ΎѧϤϴϓ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔѧϟϭΩ ϲѧϓ ϢϴѧϘϣ ϪѧϴϠϋ ϞμΤϳ ϱάϟ ϞΧΪϟ -1
ϯϭΎΗϷ Ύѧϣ ΔѧϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϓ ςϘϓ ΔΒϳήπϠϟ ϊπΨϳ ˬϝϼϘΘγϻ ϊΑΎσ ΎϬϟ ϲΘϟ ϯήΧϷ ΔτθϧϷ
Δѧ ϳΩ΄Η νήѧ ϐϟ ϯήѧ ΧϷ ΓΪѧ ϗΎόΘϤϟ Δѧ ϟϭΪϟ ϲѧ ϓ Ζѧ ΑΎΛ ήѧ Ϙϣ Δѧ ϤψΘϨϣ Δϔѧ μΑ Ϫѧ ϟ Ϧѧ Ϝϳ Ϣѧ ϟ
ˬϯήѧΧϷ ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ΔѧϟϭΪϟ ϲѧϓ ϢϴѧϘϣ ϰѧϟ· ϊϓΪѧΗϭ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔѧϟϭΩ ϲϓ ΄θϨΗ ϲΘϟ ϯϭΎΗϷ -1 ϞΧΪѧϟ άѧϫ ϊѧπΨϳ ϥ ίϮѧΠϳ άѧΌϨϴΤϓ ˬΖѧΑΎΜϟ ήѧϘϤϟ άѧϫ ϞѧΜϣ Ϫѧϟ ϥΎѧϛ ΫΈѧϓ ˬϪΘτѧθϧ
.ϯήΧϷ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϓ ΔΒϳήπϟ ΎϬϴϠϋ νήϔΗ ϥ ίϮΠϳ .ΖΑΎΜϟ ήϘϤϟ άϫ ϰϟ· ΐδϨϳ ϱάϟ έΪϘϟΎΑ ϯήΧϷ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ΔΒϳήπϠϟ
ˬΔѧϴϤϠόϟ ΔϠϘΘѧδϤϟ ΔτѧθϧϷ ιϮѧμΨϟ ϪѧΟϭ ϰϠϋ "ΔϴϨϬϤϟ ΕΎϣΪΨϟ" ΓέΎΒϋ ϞϤθΗ -2
Δѧ ϟϭΪϟ ϲѧ ϓ ΔΒϳήѧ πϟ ϯϭΎѧ ΗϷ ϩάѧ ϫ Ϟѧ Μϣ ϰѧ Ϡϋ ˱Ύѧ πϳ νήѧ ϔΗ ϥ ίϮѧ Πϳ ˬϚѧ ϟΫ ϊѧ ϣϭ -2
ΔϠϘΘѧ δϤϟ Δτѧ θϧϷ Ϛϟάѧ ϛϭ ˭βϳέΪѧ Θϟ Δτѧ θϧ ϭ Δѧ ϴϤϴϠόΘϟ ϭ ˬΔѧ ϴϨϔϟ ϭ ˬΔѧ ϴΑΩϷ ϭ
Ϛѧ ϟΎϤϟ ϥΎѧ ϛ Ϋ· Ϧѧ Ϝϟϭ ˭Δѧ ϟϭΪϟ ϩάѧ ϫ ϦϴϧϮѧ ϗ ϰѧ πΘϘϤΑϭ Ύѧ Ϭϴϓ Ε΄ѧ θϧ ϲѧ Θϟ ΓΪѧ ϗΎόΘϤϟ
.ϦϴΒγΎΤϤϟϭ ˬϥΎϨγϷ ˯ΎΒσϭ ˬϦϴϳέΎϤόϤϟϭ ˬϦϴγΪϨϬϤϟϭ ˬϦϴϣΎΤϤϟϭ ˬ˯ΎΒσϸϟ
ϰϠϋ ΔοϭήϔϤϟ ΔΒϳήπϟ ϥΈϓ ˭ϯήΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟΎΑ ˱ΎϤϴϘϣ ϯϭΎΗϷ Ϧϣ ΪϴϔΘδϤϟ
ϡϮѧϘΗϭ .ϯϭΎѧΗϷ ώѧϠΒϣ ϲϟΎѧϤΟ· Ϧѧϣ ΔѧΎϤϟΎΑ ΔϴϧΎϤΛ ΔΒδϧ ϰϠϋ ΪϳΰΗ ϻ ΐΠϳ ϮΤϨϟ άϫ (Γήθϋ ΔδϣΎΨϟ ΓΩΎϤϟ)
ΪѧϳΪΤΘΑ -ΎѧϤϬϨϴΑ ϙήΘѧθϣ ϕΎϔΗ ΐΟϮϤΑ- ϦϴΗΪϗΎόΘϤϟ ϦϴΘϟϭΪϟ ϲϓ ΔμΘΨϤϟ ΕΎτϠδϟ ΔϠϘΘδϤϟ ήϴϏ ΔϴμΨθϟ ΕΎϣΪΨϟ
.ΐδϨϟ ϩάϫ ϖϴΒτΗ ΔϘϳήσ
ϥΈѧ ѧѧϓ ˬ(21)ϭ (20)ϭ (19) ϭ (18) ϭ (16) ΩϮѧ ѧѧϤϟ ϡΎѧ ѧѧϜΣ΄Α ϝϼѧ ѧѧΧϹ ϡΪѧ ѧѧϋ ϊѧ ѧѧϣ -1
ϢΘѧϳ ϲѧΘϟ ωϮѧϧ ϱ Ϧѧϣ ΕΎϋϮϓΪѧϤϟ ΓΩΎѧϤϟ ϩάѧϫ ϲѧϓ ΓΩέϮѧϟ "ϯϭΎѧΗϷ" ΔѧϤϠϜΑ ΪѧμϘϳ -3 ΔѧϟϭΩ ϲѧϓ ϢϴѧϘϣ ΎѧϬϴϠϋ ϞѧμΤϳ ϲѧΘϟ ΔѧϠΛΎϤϤϟ ϯήѧΧϷ ΕѧϓΎϜϤϟϭ έϮѧΟϷϭ ΐѧΗϭήϟ
ΔѧϴϨϓ ϭ ΔѧϴΑΩ ϝΎѧϤϋ ϲѧϓ ϒѧϟΆϤϠϟ ϕϮϘΣ ϱ ϡΪΨΘγ ϖΣ ϭ ˬϡΪΨΘγ ϞΑΎϘϣ ΎϬϤϠδΗ ΩΆѧΗ Ϣϟ Ύϣ ˬςϘϓ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϓ ΔΒϳήπϠϟ ϊπΨΗ ˬΔϔϴχϭ ˯Ω ϞΑΎϘϣ ΓΪϗΎόΘϣ
ςήѧθϟ ϭ ϡϼѧϓϷ ϭ ˬΔϴΎϤϨϴѧδϟ ϡϼѧϓϷϭ ϲѧϟϵ ΐγΎΤϟ ΞϣήΑ ΎϬϴϓ ΎϤΑ ΔϴϤϠϋ ϭ νήѧϓ ϯήѧΧϷ ΔѧϟϭΪϟ ϩάѧϬϟ ίϮѧΠϳ άѧΪϨόϓ ˬϯήѧΧϷ ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ΔѧϟϭΪϟ ϲѧϓ ΔѧϔϴχϮϟ
ˬωήѧΘΧ Ε˯ήѧΑ ϱϭ ˬΔϴήϤϟ ϭ ΔϴΗϮμϟ ΔϋΫϹ ϲϓ ΔϣΪΨΘδϤϟ ΕΎϧϮτγϻ ϭ .ΎϬϴϓ Γ΄ϓΎϜϣ Ϧϣ ϪϴϠϋ ϞμΤϳ Ύϣ ϰϠϋ ΔΒϳήπϟ
ˬΔϳήѧγ ΝΎΘϧ ΔϴϠϤϋ ϭ ΔΒϴϛήΗ ϭ ΔτΧ ϭ ίήσ ϭ ϢϴϤμΗ ϭ ˬΔϳέΎΠ˰Η ΕΎϣϼϋ ϭ
ϭ ˬΔѧ ѧϴϤϠόϟ ϭ Δѧ ѧϳέΎΠΘϟ ϭ ΔϴϋΎϨѧ ѧμϟ ΕΪѧ ѧόϤϟ ϡΪΨΘѧ ѧγ ϖѧ ѧΣ ϭ ˬϡΪΨΘѧ ѧγϻ ϭ ΔѧϟϭΩ ϲѧϓ ϢϴѧϘϣ ΎѧϬϴϠϋ ϞѧμΤϳ ϲѧΘϟ Γ΄ѧϓΎϜϤϟ ϥΈѧϓ ˬ (1) ΓήϘϔϟ ϡΎϜΣ Ϧϣ ϢϏήϟ ϰϠϋ -2
.ΔϴϤϠόϟ ϭ ΔϳέΎΠΘϟ ϭ ΔϴϋΎϨμϟ ΓήΒΨϟΎΑ ΔϘϠόΘϤϟ ΕΎϣϮϠόϤϠϟ ϲѧϓ ςѧϘϓ ΔΒϳήѧπϠϟ ϊѧπΨΗ ϯήѧΧϷ ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ΔѧϟϭΪϟ ϲѧϓ Δѧϔϴχϭ ˯Ω ϞѧΑΎϘϣ ΓΪϗΎόΘϣ
:ρήθΑ ˱ϻϭ ΎϬϴϟ· έΎθϤϟ ΔϟϭΪϟ
ϲѧϓ ˱ΎѧϤϴϘϣ ϯϭΎѧΗϷ Ϧѧϣ ΪϴϔΘδϤϟ ϚϟΎϤϟ ϥΎϛ Ϋ· (2) ϭ (1) ϦϴΗήϘϔϟ ϡΎϜΣ ϱήδΗ ϻ -4
Ϧϋ ˱ΎσΎθϧ ϯϭΎΗϷ ΎϬϴϓ ΄θϨΗ ϲΘϟ ϯήΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ήηΎΒϳϭ ΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ ϲѧϓ ίϭΎѧΠΘΗ ϻ ΕήѧΘϓ ϭ ΓήΘϔϟ ϯήΧϷ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ˱ΪΟϮΘϣ ϢϠΘδϤϟ ϥϮϜϳ ϥ (
ΔϴѧμΨη ΕΎϣΪѧΧ ϯήΧϷ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϓ ϱΩΆϳ ϭ ˬΎϬϴϓ ΔϨΎϛ ΓήϘΘδϣ Γ΄θϨϣ ϖϳήσ
ϯϭΎѧΗϷ ΎѧϬϨϋ ϊϓΪѧΗ ϲѧΘϟ ΔѧϴϜϠϤϟ ϭ ϖѧΤϟ ϥΎѧϛϭ ˬΎѧϬϴϓ ϦΎѧϛ ˳ΖѧΑΎΛ ήѧϘϣ Ϧѧϣ ΔϠϘΘδϣ ϲѧϓ ϲѧϬΘϨΗ ϭ ΪѧΒΗ ˱ήϬѧη ήѧθϋ ϰѧϨΛ ΓήѧΘϓ ϱ ϝϼѧΧ ˱ΎϣϮϳ (183) ΎϬϋϮϤΠϣ
ϩάѧ ϫ ϲѧ ϓ ϖѧ ΒτΗϭ .Ζѧ ΑΎΜϟ ήѧϘϤϟ άѧ ϫ ϭ ΓήϘΘѧ δϤϟ Γ΄ѧθϨϤϟ ϩάѧ ϬΑ ΔѧϴϠόϓ Δϔѧ μΑ ςΒΗήѧΗ .ΔϴϨόϤϟ ΔϴΒϳήπϟ ΔϨδϟ
.ϝϮΣϷ ΐδΤΑ (14) ΓΩΎϤϟ ϭ (7) ΓΩΎϤϟ ϡΎϜΣ ΔϟΎΤϟ ϲѧϓ ϢϴѧϘϣ ήϴϏ ϞϤϋ ΐΣΎλ Ϧϋ ΔΑΎϴϧ ϭ ΔτγϮΑ ΖόϓΩ Ϊϗ Γ΄ϓΎϜϤϟ ϥϮϜΗ ϥ (Ώ
.ϯήΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ
.ΔѧϟϭΪϟ ϩάѧϫ ϲѧϓ ˱ΎѧϤϴϘϣ ΎϬόϓΪѧϳ Ϧѧϣ ϥΎѧϛ Ϋ· ΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ ϲϓ Ε΄θϧ Ϊϗ ϯϭΎΗϷ ήΒΘόΗ -5
ΔѧϟϭΩ ϲѧϓ ˱ΎѧϤϴϘϣ ϥΎѧϛ ˯Ϯѧγ- ϯϭΎѧΗϷ ϊϓΪѧϳ ϱάѧϟ κΨѧθϟ ϯΪѧϟ ϥΎѧϛ Ϋ· ˬϚѧϟΫ ϊϣϭ ΐΣΎѧλ ΎѧϤϬϜϠϤϳ ΖΑΎΛ ήϘϣ ϭ ΓήϘΘδϣ Γ΄θϨϣ ΎϬΘϠϤΤΗ Ϊϗ Γ΄ϓΎϜϤϟ ϥϮϜΗ ϻ ϥ (Ν
ςΒΗήѧ ϳ ΓΪѧ ϗΎόΘϣ Δѧ ϟϭΩ ϲѧ ϓ Ζѧ ΑΎΛ ήѧ Ϙϣ ϭ ΓήϘΘѧ δϣ ˱Γ΄ѧ θϨϣ -Ύѧ Ϭϴϓ Ϣϴѧ Ϙϣ ήѧ ϴϏ ϭ ΓΪѧ ϗΎόΘϣ .ϯήΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ϞϤόϟ
ΓήϘΘδϤϟ Γ΄θϨϤϟ ϩάϫ ΎϬΘϠϤΤΗ Ϊϗ ϯϭΎΗϷ ΖϧΎϛϭ ˬϯϭΎΗϷ ϪϨϋ ΖϘΤΘγ ϱάϟ ϖΤϟΎΑ
ΎѧϬϴϓ ΔѧϨΎϜϟ ΔѧϟϭΪϟ ϲѧϓ Ε΄ѧθϧ ΎѧϬϧ ήѧΒΘόΗ ϯϭΎѧΗϷ ϩάѧϫ ϥΈѧϓ ˬΖѧΑΎΜϟ ήѧϘϤϟ ϙΫ ϭ ΎѧϬϴϠϋ ϞѧμΤϳ ϲѧΘϟ Γ΄ѧϓΎϜϤϟ ϥΈѧϓ ˭ΓΩΎѧϤϟ ϩάѧϫ Ϧѧϣ ΔϘΑΎѧδϟ ϡΎѧϜΣϷ Ϧѧϣ ϢϏήѧϟ ϰѧϠϋ -3
.ΖΑΎΜϟ ήϘϤϟ ϭ ΓήϘΘδϤϟ Γ΄θϨϤϟ ϞϤόΗ ΓήΎσ ϲϓ ϭ ΔϨϴϔγ ήϬχ ϰϠϋ ΎϬΘϳΩ΄Η ΖϤΗ Δϔϴχϭ ϞΑΎϘϣ ωϭήθϣ ϱϷ ϒχϮϣ
ΔѧѧϟϭΪϟ ϩάѧѧϫ ϲѧѧϓ ΔΒϳήѧѧπϟ νήѧѧϓ ίϮѧѧΠϳ ˬΓΪѧѧϗΎόΘϣ ΔѧѧϟϭΩ ωϭήѧѧθϤϟ ϲϟϭΪѧѧϟ ϞѧѧϘϨϟΎΑ
ΎѧϤϬϨϴΑ ϭ ΎѧϬϨϣ ΪϴϔΘѧδϤϟ ϚѧϟΎϤϟϭ ϯϭΎѧΗϷ ϊϓΪϳ Ϧϣ ϦϴΑ ΔλΎΧ Δϗϼϋ ΩϮΟϭ ϯΩ Ϋ· -6 .ΓΪϗΎόΘϤϟ
ϭ ϖѧΤϟ ϭ ϡΪΨΘѧγϻΎΑ ϖѧϠόΘϳ ΎѧϤϴϓ ϯϭΎѧΗϷ ώѧϠΒϣ ϲѧϓ ΓΩΎѧϳί ϰѧϟ· ήΧ κΨη ϦϴΑϭ
ϊϓΪѧϳ Ϧѧϣ ϦϴѧΑ ϪѧϴϠϋ ϕΎϔΗϻ ϦϜϤϳ ϥΎϛ ϱάϟ ώϠΒϤϟ Ϧϋ ˬΎϬϨϋ ΖόϓΩ ϲΘϟ ΕΎϣϮϠόϤϟ
ΓΩΎѧϤϟ ϩάѧϫ ϡΎϜΣ ϖΒτΘϓ ˭Δϗϼόϟ ϚϠΗ ΩϮΟϭ ϡΪϋ ΔϟΎΣ ϲϓ ΪϴϔΘδϤϟ ϚϟΎϤϟϭ ϯϭΎΗϷ
Ϧѧϣ Ϊѧΰϟ ˯ΰѧΠϟ Ϟѧψϳ ΔѧϟΎΤϟ ϩάѧϫ ϲѧϓϭ ˭ςϘϓ ˱ήϴΧ Ϫϴϟ· έΎθϤϟ ϯϭΎΗϷ ώϠΒϣ ϰϠϋ
ϡΎϜΣϷ ΓΎϋήϤΑϭ ˬΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ Ϟϛ ϦϴϧϮϘϟ ˱ΎϘϓϭ ΔΒϳήπϠϟ ˱ΎόοΎΧ ΔϋϮϓΪϤϟ ώϟΎΒϤϟ
.ΔϴϗΎϔΗϻ ϩάϬϟ ϯήΧϷ (Γήθϋ ΔγΩΎδϟ ΓΩΎϤϟ)
ϦϳήϳΪϤϟ ΏΎόΗ
(Γήθϋ ΔΜϟΎΜϟ ΓΩΎϤϟ)
ΔϴϟΎϤγήϟ ΡΎΑέϷ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔѧϟϭΩ ϲѧϓ ϢϴѧϘϣ ΎѧϬϴϠϋ ϞμΤϳ ϲΘϟ ϯήΧϷ ΔϠΛΎϤϤϟ ΕΎϋϮϓΪϤϟϭ ϦϳήϳΪϤϟ ΏΎόΗ
ΓΪѧ ϗΎόΘϤϟ Δѧ ϟϭΪϟ ϲѧ ϓ Δѧ ϤϴϘϣ Δϛήѧ θϟ Ϟѧ ΛΎϤϣ ίΎѧ ϬΠΑ ϭ ΓέΩϹ βѧ ϠΠϣ ϲѧ ϓ ˱Ϯѧ πϋ ϪΘϔѧ μΑ
ΔѧΘΑΎΜϟ ϝϮѧϣϷ ϲѧϓ ϑήѧμΘϟ Ϧѧϣ ΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ ϲϓ ϢϴϘϣ ΎϬϴϠϋ ϞμΤϳ ϲΘϟ ΡΎΑέϷ -1 .ϯήΧϷ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϓ ΎϬϴϠϋ ΔΒϳήπϟ νήϓ ίϮΠϳ ˭ϯήΧϷ
νήѧϔΗ ϥ ίϮѧΠϳ ˬϯήѧΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ΔϨΎϜϟϭ (6) ΓΩΎϤϟ ϲϓ ΎϬϴϟ· έΎθϤϟ
.ϯήΧϷ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϓ ΔΒϳήπϟ ΎϬϴϠϋ (Γήθϋ ΔόΑΎδϟ ΓΩΎϤϟ)
ϥϮϴοΎϳήϟϭ ϥϮϧΎϨϔϟ
ΔѧμμΨϤϟ ϝϮϣϷ Ϧϣ ˱˯ΰΟ ϞΜϤΗ ΔϟϮϘϨϣ ϝϮϣ ϲϓ ϑήμΘϟ Ϧϣ ΔΠΗΎϨϟ ΡΎΑέϷ -2
ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ΔѧϟϭΪϟ ϲѧϓ ΔѧϨΎϜϟϭ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔѧϟϭΩ ωϭήѧθϤϟ ΓήϘΘѧδϣ Γ΄ѧθϨϣ ρΎθϧ ΓήηΎΒϤϟ ϢϴѧϘϣ ϪѧϴϠϋ ϞѧμΤϳ ϱάѧϟ ϞΧΪѧϟ ϥΈѧϓ ˭(15) ϭ (14) ϦϴΗΩΎϤϟ ϡΎϜΣ Ϧϣ ϢϏήϟ ϰϠϋ -1
ϲѧϓ ϦΎѧϛϭ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔѧϟϭΩ ϲѧϓ ϢϴѧϘϤϟ ΖѧΑΎΛ ήѧϘϣ κΨΗ ΔϟϮϘϨϣ ϝϮϣ ϲϓ ϭ ˬϯήΧϷ ϭ ˬΔѧϛήΤΘϤϟ έϮѧμϟ ϭ ˬΡήѧδϤϟ ϞѧΜϣ ΕϻΎѧΠϣ ϲѧϓ ˱ΎѧϧΎϨϓ ϪΘϔμΑ ΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ ϲϓ
ΡΎΑέϷ ϚϟΫ ϲϓ ΎϤΑ ˬΔϠϘΘδϣ ΔϴμΨη ΕΎϣΪΧ ˯Ω νήϐϟ ϯήΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϞѧΑΎϘϣ ϚѧϟΫϭ ˭ϦϴϴѧοΎϳήϟ Ϧѧϣ ϪΘϔѧμΑ ϭ ˬ˱ΎϴϘϴѧγϮϣ ϭ ˬΔѧϴήϤϟ ϭ ΔϴΗϮμϟ ΔϋΫϹ
ωϭήѧθϤϟ ϊѧϣ ϭ ΎѧϫΩήϔϤΑ ˯Ϯѧγ) ΓήϘΘѧδϤϟ Γ΄ѧθϨϤϟ ϩάѧϫ ϲѧϓ ϑήѧμΘϟ Ϧѧϣ ΔѧΠΗΎϨϟ ΓΪѧ ϗΎόΘϤϟ Δѧ ϟϭΪϟ ϲѧ ϓ Δϔѧ μϟ ϩάѧ ϬΑ Ύϫήѧ ηΎΒϳ ϲѧ Θϟϭ Ϣϴѧ ϘϤϟ άѧ Ϭϟ Δϴѧ μΨθϟ Δτѧ θϧϷ
.ϯήΧϷ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϓ ΔΒϳήπϠϟ ϊπΨΗ ϥ ίϮΠϳ ˬΖΑΎΜϟ ήϘϤϟ άϫ ϲϓ ϭ (ϪϠϤϛ΄Α .ϯήΧϷ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϓ ΔΒϳήπϠϟ ϊπΨϳ ϥ ίϮΠϳ ˭ϯήΧϷ
ϭ Ϧϔѧ δϟ ϲѧ ϓ ϑήѧ μΘϟ Ϧѧ ϣ ΓΪѧ ϗΎόΘϣ Δѧ ϟϭΩ ωϭήѧ θϣ Ύѧ ϬϴϠϋ Ϟѧ μΤϳ ϲѧ Θϟ ΡΎѧ ΑέϷ -3 ˬΔϔѧμϟ ϩάѧϬΑ ϲѧοΎϳέ ϭ ϥΎϨϓ ΎϫήηΎΒϳ ΔϴμΨη Δτθϧ΄Α ϖϠόΘϳ ϱάϟ ϞΧΪϟ ϥΎϛ Ϋ· -2
ϩάѧϫ ϞѧΜϣ ϞϴϐθΘΑ ΔϘϠόΘϤϟ ΔϟϮϘϨϤϟ ϝϮϣϷ ϭ ϲϟϭΪϟ ϞϘϨϟ ϲϓ ϞϤόΗ ϲΘϟ ΕήΎτϟ ϢϏήϟ ϰϠϋ- ϞΧΪϟ άϫ ϥΈϓ ˭ήΧ κΨθϟ ϦϜϟϭ Ϫδϔϧ ϲοΎϳήϟ ϭ ϥΎϨϔϠϟ ϖΤΘδϳ ϻ
.ϯήΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϓ ςϘϓ ΔΒϳήπϠϟ ϊπΨΗ ˬΕήΎτϟ ϭ Ϧϔδϟ ΔѧϟϭΪϟ ϲϓ ΔΒϳήπϟ ϪϴϠϋ νήϔΗ ϥ ίϮΠϳ - (15) ϭ (14) ϭ (7) ΩϮϤϟ ϡΎϜΣ Ϧϣ
2282 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
.ϪΘτθϧ ϲοΎϳήϟ ϭ ϥΎϨϔϟ ΎϬϴϓ ήηΎΒϳ ϲΘϟ ΓΪϗΎόΘϤϟ ˱ΎѧϤϴϘϣ ϞΧΪѧϟ άѧϫ ϢϠѧ˷δΗ Ϧѧϣ ϥΎѧϛ Ϋ· -(6) ΓΩΎϤϟ Ϧϣ (2) ΓήϘϔϟ ϲϓ ΩέϮϟ ΎϬϔϳήόΘϟ
Γ΄ѧ θϨϣ ϖѧ ϳήσ Ϧѧ ϋ ˱ΎσΎѧθϧ ϯήѧΧϷ ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ΔѧϟϭΪϟ ϲѧ ϓ ήѧ ηΎΒϳϭ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔѧϟϭΩ ϲѧ ϓ
Δѧ ϟϭΩ ϲѧ ϓ Ύϫήѧ ηΎΒϳ ϲѧ Θϟ Δτѧ θϧϷ Ϧѧ ϣ ϲѧ οΎϳέ ϭ ϥΎѧ Ϩϓ Ϫѧ ϴϠϋ Ϟѧ μΤϳ ϱάѧ ϟ ϞΧΪѧ ϟ -3 Ϧѧϣ ΔϠϘΘѧδϣ ΔϴѧμΨη ΕΎϣΪѧΧ ϯήѧΧϷ ΔѧϟϭΪϟ ϩάѧϫ ϲϓ ϱΩΆϳ ϭ ˬΎϬϴϓ ΔϨΎϛ ΓήϘΘδϣ
ΔѧϣϮϋΪϣ ΔѧϟϭΪϟ ϩάѧϬϟ ϪѧΗέΎϳί ΖѧϧΎϛ Ϋ· ˬΔѧϟϭΪϟ ϩάѧϫ ϲϓ ΔΒϳήπϟ Ϧϣ ϰϔό˵ϳ ΓΪϗΎόΘϣ ϚѧϠΘΑ ˱ΎѧϴϠόϓ ςΒΗήΗ ϞΧΪϟ ΎϬϨϋ ϊϓΪ˵ϳ ϲΘϟ ΔϴϜϠϤϟ ϭ ϖΤϟ ϥΎϛϭ ˬΎϬϴϓ ϦΎϛ ΖΑΎΛ ήϘϣ
ΪѧΣ Ϧѧϣ ϭ ϯήѧΧϷ ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ΔѧϟϭΪϠϟ ΔѧϣΎόϟ ϝϮѧϣϷ Ϧѧϣ ΓήѧϴΒϛ ΔѧΟέΪΑ ϭ ϞϣΎϜϟΎΑ ϭ (7) ΓΩΎѧϤϟ ϡΎѧϜΣ ϖѧΒτΗ ΔѧϟΎΤϟ ϩάѧϫ ϲѧϓϭ ˬΖѧΑΎΜϟ ήϘϤϟ άϫ ϭ ΓήϘΘδϤϟ Γ΄θϨϤϟ
.ΎϬϴϓ ϡΎόϟ ϥϮϧΎϘϟ ιΎΨη .ϝϮΣϷ ΐδΤΑ (14) ΓΩΎϤϟ
(Γήθϋ ΔϨϣΎΜϟ ΓΩΎϤϟ) Δѧ ϟϭΪϟ ϲѧ ϓ Ϣϴѧ ϘϤϟ Ϟѧ ΧΩ ήѧ λΎϨϋ ϥΈѧ ϓ ˬ(2)ϭ (1) ϦϴΗήѧ Ϙϔϟ ϡΎѧ ϜΣ Ϧѧ ϣ ϢϏήѧ ϟ ϰѧ Ϡϋ -3
ΕΎηΎόϤϟ ϲѧϓ ΄ѧθϨΗ ϲѧΘϟϭ ΔѧϴϗΎϔΗϻ ϩάѧϫ Ϧѧϣ ΔϘΑΎѧδϟ ΩϮѧϤϟ ϲѧϓ ΎѧϬϟϭΎϨΗ ϢΘѧϳ Ϣѧϟ ϲѧΘϟ ΓΪѧϗΎόΘϤϟ
ΔѧѧϟϭΪϟ ϩάѧѧϫ ϲѧѧϓ ˱Ύѧѧπϳ ΎѧѧϬϴϠϋ ΔΒϳήѧѧπϟ νήѧѧϓ ίϮѧѧΠϳ ˬϯήѧѧΧϷ ΓΪѧѧϗΎόΘϤϟ ΔѧѧϟϭΪϟ
ΔѧϠΛΎϤϤϟ ΕѧϓΎϜϤϟϭ ΕΎѧηΎόϤϟ ϥΈѧϓ ˬ(19) ΓΩΎѧϤϟ Ϧѧϣ (2) ΓήѧϘϔϟ ϡΎѧϜΣ ΓΎϋήϣ ϊϣ -1 .ϯήΧϷ
.ςϘϓ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϓ ΔΒϳήπϠϟ ϊπΨΗ ΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ ϲϓ ϢϴϘϤϟ ϊϓΪΗ ϲΘϟ ϯήΧϷ
ϊΑήϟ Ϟμϔϟ
ϲѧΘϟ ϯήѧΧϷ ΔѧϠΛΎϤϤϟ ΕѧϓΎϜϤϟϭ ΕΎηΎόϤϟ ϥΈϓ ˬ(1) ΓήϘϔϟ ϡΎϜΣ Ϧϣ ϢϏήϟ ϰϠϋ -2 ϲΒϳήπϟ ΝϭΩίϻ ΐϨΠΗ ϕήσ
Ε΄ѧθϧ ϲѧΘϟ ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ΔѧϟϭΪϟ ϲѧϓ ˱Ύπϳ ΔΒϳήπϠϟ ϊπΨΗ ΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ ϲϓ ϢϴϘϤϟ ϊϓΪΗ
.˱ϻϭ ΎϬϴϟ· έΎθ˵Ϥϟ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ΔΒϳήπϟ ΎϬϴϠϋ νήϔ˵Η Ϣϟ ΎϬϧ έ͋Ϊ˵ϗ Ϋ· ΎϬϴϓ (ϥϭήθόϟϭ ΔΜϟΎΜϟ ΓΩΎϤϟ)
ϲΒϳήπϟ ΝϭΩίϻ ΐϨΠΗ
(Γήθϋ ΔόγΎΘϟ ΓΩΎϤϟ) :ϲϟΎΘϟ ϮΤϨϟ ϰϠϋ ϝΎϐΗήΒϟ ΔϳέϮϬϤΠϟ ΔΒδϨϟΎΑ ϲΒϳήπϟ ΝϭΩίϻ ΐϨΠΗ ϢΘϴγ -1
ΔϴϣϮϜΤϟ ΔϣΪΨϟ ϲѧϓ ΔΒϳήѧπϠϟ ϊѧπΨϳ ϥ ίϮѧΠϳ ϞѧΧΩ ϰѧϠϋ ϝΎѧϐΗήΒϟ ΔѧϳέϮϬϤΟ ϲѧϓ ϢϴϘϣ ϞμΣ Ϋ·
ϤѧδΗ ϥ ϝΎѧϐΗήΒϟ ΔϳέϮϬϤΟ ϰϠϋ ϥΈϓ ˬΔϴϗΎϔΗϻ ϩάϫ ϡΎϜΣϷ ϖϴΒτΘϟΎΑ ϥΎϤ˵ϋ ΔϨτϠγ
ΔѧϟϭΩ ΎϬόϓΪѧΗ ϲѧΘϟ ˬεΎѧόϤϟ ϑϼѧΨΑ ΔѧϠΛΎϤϤϟ ϯήΧϷ ΕϓΎϜϤϟϭ έϮΟϷϭ ΐΗϭήϟ -1 ϞΧΪѧϟ ΔΒϳήѧο ϝΩΎѧόϳ ώѧϠΒϣ ϢϴѧϘϤϟ άѧϫ ϞѧΧΩ ϰѧϠϋ ΔѧοϭήϔϤϟ ΔΒϳήѧπϟ Ϧѧϣ ϢμΨΑ
ϥϮϧΎѧϘϟ ιΎΨѧη Ϧϣ κΨη ϭ ΔϴϠΤϣ ΔτϠγ ϭ ϱέΩ· ϭ ϲγΎϴγ ϢϴδϘΗ ϭ ΓΪϗΎόΘϣ ˯ΰѧΠϟ ϚϟΫ ϰϠϋ ϢμΨϟ άϫ Ϊϳΰϳ ϥ ΐΠϳ ϻ ϚϟΫ ϊϣϭ ˬϥΎϤ˵ϋ ΔϨτϠγ ϲϓ ΔϋϮϓΪϤϟ
ϭ ΔѧϟϭΪϟ ϚѧϠΘϟ ΕΎϣΪѧΧ Ϧѧϣ ϩΩ Ύѧϣ ϞѧΑΎϘϣ ϲѧόϴΒσ κΨη ϱ ϰϟ· ΔϟϭΪϟ ϩάϬϟ ϡΎόϟ ϱάѧϟ ϞΧΪѧϟ ϰѧϟ· ΔΑϮѧδϨϤϟϭ (ϢѧμΨϟ ϞѧΒϗ ΏϮѧδΤϣ Ϯѧϫ ΎѧϤϛ ) ϞΧΪѧϟ ΔΒϳήѧο Ϧѧϣ
.ςѧϘϓ ΔѧϟϭΪϟ ϩάѧϫ ϲѧϓ ΔΒϳήѧπϠϟ ϊѧπΨΗ ˬϡΎѧόϟ ϥϮϧΎѧϘϟ κΨη ϭ ΔτϠδϟ ϭ ϢϴδϘΘϟ .ϥΎϤ˵ϋ ΔϨτϠγ ϲϓ ϪϴϠϋ ΔΒϳήπϟ νήϓ ίϮΠϳ
ΔΒϳήѧπϠϟ ϊѧπΨΗ ΔϠΛΎϤϤϟ ϯήΧϷ ΕϓΎϜϤϟϭ έϮΟϷϭ ΐΗϭήϟ ϩάϫ ϥΈϓ ˬϚϟΫ ϊϣϭ
ϩάѧ ϫ ϲѧ ϓ Ύѧ ϬΘϳΩ΄Η Ζѧ ϤΗ Ϊѧ ϗ ΕΎϣΪѧ Ψϟ Ζ˰ѧ ϧΎϛ Ϋ· ςѧ Ϙϓ ϯήѧ ΧϷ ΓΪ˰ѧ ϗΎόΘϤϟ Δѧ ϟϭΪϟ ϲѧ ϓ :ϲϠϳ ΎϤϛ ϲΒϳήπϟ ΝϭΩίϻ ΐϨΠΗ ϢΘϴγ ˬϥΎϤ˵ϋ ΔϨτϠδϟ ΔΒδϨϟΎΑ -2
:Ύϣ· ήΒΘόϳϭ ΎϬϴϓ ˱ΎϤϴϘϣ ϲόϴΒτϟ κΨθϟ ϥΎϛϭ ˬΔϟϭΪϟ ΔϳέϮϬϤΟ ϲϓ ΔΒϳήπϠϟ ϊπΨϳ ϥ ίϮΠϳ ϞΧΩ ϰϠϋ ϥΎϤ˵ϋ ΔϨτϠγ ϲϓ ϢϴϘϣ ϞμΣ Ϋ·
.ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϨσϮϣ Ϧϣ ( ϢѧμΨΑ ϤѧδΗ ϥ ϥΎѧϤ˵ϋ ΔϨτϠѧγ ϰѧϠϋ ϥΈѧϓ ˬΔѧϴϗΎϔΗϻ ϩάѧϫ ϡΎѧϜΣϷ ϖϴΒτΘϟΎΑ ϝΎϐΗήΒϟ
.ςϘϓ ΕΎϣΪΨϟ ϩάϫ ˯Ω νήϐϟ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϓ ˱ΎϤϴϘϣ Βμϳ Ϣϟ ϭ (Ώ ΔѧϋϮϓΪϤϟ ϞΧΪѧϟ ΔΒϳήѧο ϝΩΎѧόϳ ϢϴϘϤϟ άϫ ϞΧΩ ϰϠϋ ΔοϭήϔϤϟ ΔΒϳήπϟ Ϧϣ ώϠΒϣ
ϥ ΐѧΠϳ ϻ ϚѧϟΫ ϊѧϣϭ ˬϢѧμΨϟ ϖѧϳήσ Ϧѧϋ ϭ ΓήѧηΎΒϣ Ύѧϣ· ϝΎѧϐΗήΒϟ ΔѧϳέϮϬϤΟ ϲѧϓ
ϲѧΘϟ ϯήѧΧϷ ΔѧϠΛΎϤϤϟ ΕѧϓΎϜϤϟϭ ΕΎηΎόϤϟ ϥΈϓ ˬ(1) ΓήϘϔϟ ϡΎϜΣ Ϧϣ ϢϏήϟ ϰϠϋ -2 Ϟѧ Βϗ ΏϮѧ δΤϣ Ϯѧ ϫ Ύѧ Ϥϛ) ϞΧΪѧ ϟ ΔΒϳήѧ ο Ϧѧ ϣ ˯ΰѧ Πϟ Ϛѧ ϟΫ ϰѧ Ϡϋ Ϣѧ μΨϟ άѧ ϫ Ϊѧ ϳΰϳ
ΔѧϴϠΤϣ ΔτϠѧγ ϭ ϱέΩ· ϭ ϲѧγΎϴγ ϢϴѧδϘΗ ϭ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ ϝϮϣ Ϧϣ ϊϓΪ˵Η ϭ ΎϬόϓΪΗ Δѧ ϳέϮϬϤΟ ϲѧ ϓ Ϫѧ ϴϠϋ ΔΒϳήѧπϟ νήѧ ϓ ίϮѧ Πϳ ϱάѧ ϟ ϞΧΪѧ ϟ ϰѧ ϟ· ΔΑϮѧ δϨϤϟϭ (ϢѧμΨϟ
ϭ ΔѧϟϭΪϟ ϩάѧϬϟ ΕΎϣΪѧΧ ˯Ω ϞѧΑΎϘϣ ϲѧόϴΒσ κΨѧη ϱ ϰѧϟ· ϡΎόϟ ϥϮϧΎϘϟ κΨη ϭ .ϝΎϐΗήΒϟ
.ςѧϘϓ ΔѧϟϭΪϟ ϩάѧϫ ϲѧϓ ΔΒϳήѧπϠϟ ϊѧπΨΗ ˬϡΎѧόϟ ϥϮϧΎѧϘϟ κΨη ϭ ΔτϠδϟ ϭ ϢϴδϘΘϟ ϩάѧϫ ϲѧϓ ΔΒϳήѧπϟ Ϧѧϣ ˱Ύϴϔόϣ ΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ ϲϓ ϢϴϘϣ ϪϴϠϋ ϞμΤϳ ϱάϟ ϞΧΪϟ ϥΎϛ Ϋ· -3
ϲѧϓ ΔΒϳήѧπϠϟ ϊѧπΨΗ ϯήѧΧϷ ΔѧϠΛΎϤϤϟ ΕѧϓΎϜϤϟϭ ΕΎѧηΎόϤϟ ϩάѧϫ ϥΈѧϓ ˬϚѧϟΫ ϊѧϣϭ -Ϛѧ ϟΫ ϊѧ ϣ - Δѧ ϟϭΪϟ ϩάѧ Ϭϟ ίϮѧ Πϳ Ϫѧ ϧΈϓ ˬΔѧ ϴϗΎϔΗϻ ϩάѧ ϫ ϡΎѧ ϜΣ Ϧѧ ϣ ͈ϱ ϰѧ πΘϘϤΑ Δѧ ϟϭΪϟ
Ϧѧϣϭ ΔѧϟϭΪϟ ϩάѧϫ ϲѧϓ ˱ΎѧϤϴϘϣ ϲѧόϴΒτϟ κΨθϟ ϥΎϛ Ϋ· ςϘϓ ϯήΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ .ϢϴϘϤϟ άϬϟ ϰϘΒΘϤϟ ϞΧΪϟ ϰϠϋ ΔΒϳήπϟ ώϠΒϣ ΏΎδΣ ΪϨϋ ϲϔόϤϟ ϞΧΪϟ ΓΎϋήϣ
.ΎϬϴϨσϮϣ
βϣΎΨϟ Ϟμϔϟ
έϮѧ ѧѧΟϷϭ ΐѧ ѧѧΗϭήϟ ϰѧ ѧѧϠϋ (18) ϭ (17) ϭ (16) ϭ (15) ΩϮѧ ѧѧϤϟ ϡΎѧ ѧѧϜΣ ϖѧ ѧѧΒτΗ -3 ΔλΎΧ ϡΎϜΣ
ΔѧϟϭΩ ϩήѧηΎΒΗ ρΎѧθϨΑ ςΒΗήѧΗ ϲѧΘϟ ΕΎϣΪѧΨϟ ˯Ω ϞѧΑΎϘϣ ΔѧϠΛΎϤϤϟ ϯήѧΧϷ ΕѧϓΎϜϤϟϭ
ϩάѧϬΑ ϡΎѧόϟ ϥϮϧΎѧϘϟ κΨѧη ϭ ΔѧϴϠΤϣ ΔτϠѧγ ϭ ϱέΩ· ϭ ϲѧγΎϴγ ϢϴδϘΗ ϭ ΓΪϗΎόΘϣ (ϥϭήθόϟϭ ΔόΑήϟ ΓΩΎϤϟ)
.ΔϟϭΪϟ ΰϴϴϤΘϟ ϡΪϋ
(ϥϭήθόϟ ΓΩΎϤϟ) ΐήѧο ϱϷ ϯήѧΧϷ ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ΔѧϟϭΪϟ ϲϓ ΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ ϲϨσϮϣ ωΎπΧ· ίϮΠϳ ϻ -1
ϭ ΐήѧπϟ Ϧѧϣ ˱ΎѧΌΒϋ ήѧΜϛ ϭ ΔϔϠ˰ѧΘΨϣ ϥϮѧϜΗ ΐήѧπϟ ϩάѧϬΑ ϖѧϠόΘΗ ΕΎѧϣΰΘϟ ϭ
ϥϮΜΣΎΒϟϭ ΓάΗΎγϷ
ΔѧϟϭΪϟ ϩάѧϫ ϮѧϨσϮϣ ΎѧϬϟ ϊѧπΨϳ ϥ ίϮѧΠϳ ϭ ΎϬϟ ϊπΨϳ ϲΘϟ ΔϴΒϳήπϟ ΕΎϣΰΘϟϻ
ϲѧΘϟϭ ϯήѧΧϷ ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ΔѧϟϭΪϠϟ ΓήѧηΎΒϣ ϪѧΗέΎϳί ϞѧΒϗ ΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ ϲϓ ϢϴϘϣ Ωήϓ ϱ -1 ˬΔѧϣΎϗϹΎΑ ϖѧϠόΘϳ Ύѧϣ ΔѧλΎΧ ΔϔѧμΑϭ ˭ΎѧϬΗΫ ϑϭήѧψϟ ϲѧϓ Ϣϫ ϦϤϣ ϯήΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ
ϱ ϭ Δѧ γέΪϣ ϭ Δѧ ϴϠϛ ϭ Ύѧ ϬΑ ϑήѧ Θόϣ Δѧ όϣΎΟ Ϧѧ ϣ ΓϮѧ ϋΩ ϰѧ Ϡϋ ˱˯Ύѧ ϨΑ Ύѧ Ϭϴϟ· ήѧ πΣ ήѧϴϏ ιΎΨѧηϷ ϰѧϠϋ ˱Ύѧπϳ (1) ΓΩΎѧϤϟ ϡΎѧϜΣ Ϧѧϣ ϢϏήѧϟ ϰѧϠϋ ϢѧϜΤϟ άѧϫ ϱήδϳϭ
ϝΩΎѧ ΒΘϠϟ ϲϤѧ γέ ΞϣΎѧ ϧήΑ έΎѧ σ· ϲѧ ϓ ϭ ˬΙΎѧ ΤΑ Δѧ δγΆϣ ϭ Δѧ ϠΛΎϤϣ Δѧ ϴϤϴϠόΗ Δѧ δγΆϣ . ΎϤϬϴΘϠϛ ϲϓ ϭ ϦϴΗΪϗΎόΘϤϟ ϦϴΘϟϭΪϟ ϯΪΣ· ϲϓ ϦϴϤϴϘϤϟ
˱ΎϳήѧμΣ ϯήѧΧϷ ΔѧϟϭΪϟ ϚϠΗ ϰϟ· ϪϟϮλϭ ΦϳέΎΗ Ϧϣ ϦϴΘϨγ Ϧϋ ΪϳΰΗ ϻ ΓΪϤϟ ϲϓΎϘΜϟ ϯήѧΧϷ ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ΔѧϟϭΪϟ ϲѧϓ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔѧϟϭΩ ωϭήѧθϤϟ ΓήϘΘѧδϣ Γ΄ѧθϨϣ ϱ ϊѧπΨΗ ϻ -2
ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ΔѧϟϭΪϟ ϩάѧϫ ϲѧϓ ΔΒϳήѧπϟ Ϧѧϣ ϰѧϔό˵ϳ ΎѧϤϬϴϠϛ ϭ ΚΤΒϟ ϭ βϳέΪΘϟ νήϐϟ ϲѧΘϟ ΐήѧπϟ Ϧϋ ΎϫΎϳΰϣ ϲϓ ϞϘΗ ϯήΧϷ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϓ ΎϬϴϠϋ νήϔΗ ΐήπϟ
.ΚΤΒϟ ϭ βϳέΪΘϟ ϚϟΫ ήϴψϧ Γ΄ϓΎϜϣ Ϧϣ ϪϴϠϋ ϞμΤϳ Ύϣ ϥ΄θΑ ϯήΧϷ ϻϭ .Ύѧ ϬΗΫ Δτѧ θϧϷ αέΎѧ ϤΗ ϲѧ Θϟϭ ϯήѧ ΧϷ Δѧ ϟϭΪϟ ϩάѧ ϫ ΕΎϋϭήѧ θϣ ϰѧ Ϡϋ νήѧ ϔΗ
ϦϴѧϤϴϘϤϟ ϨѧϤΑ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ ϱ ϡΰϟ· ϰϠϋ ϱϮτϨϳ Ϫϧ ϰϠϋ κϨϟ άϫ ήϴδϔΗ ίϮΠϳ
ΔϴѧγΎγ ΔϔѧμΑ Ύѧϫ΅ήΟ· ϢΗ Ϋ· ΙΎΤΑϷ Ϧϣ ϞΧΪϟ ϰϠϋ (1) ΓήϘϔϟ ϡΎϜΣ ϱήδΗ Ϧϟ -2 ΔϴѧѧѧμΨη ΕΎѧѧѧπϴϔΨΗ ϭ Ε˯Ύѧѧѧϔϋ· ϭ ϢѧѧѧμΧ ϱ ϯήѧѧѧΧϷ ΓΪѧѧѧϗΎόΘϤϟ ΔѧѧѧϟϭΪϟ ϲѧѧѧϓ
.ϦϴϨϴόϣ ιΎΨη ϭ κΨθϟ ΔλΎΨϟ ΔόϔϨϤϠϟ ϦϴѧϤϴϘϤϠϟ ΎѧϬΤϨϤΗ ϲѧΘϟϭ ΔѧϴϠΎόϟ ˯ΎѧΒϋϷ ϭ ΔѧϴϧΪϤϟ ΔѧϟΎΤϠϟ ˱ΎόΒΗ ΐήπϟ νήϏϷ
.ΎϬϴϓ
(ϥϭήθόϟϭ ΔϳΩΎΤϟ ΓΩΎϤϟ)
ϥϮΑέΪΘϤϟϭ ΔΒϠτϟ (7) ΓήѧϘϔϟ ϭ (9) ΓΩΎѧϤϟ Ϧѧϣ (1) ΓήѧϘϔϟ ϡΎϜΣ ΎϬϴϠϋ ϱήδΗ ϲΘϟ ΕϻΎΤϟ ˯ΎϨΜΘγΎΑ -3
ϯϭΎѧѧΗϷϭ ϥϮϳΪѧѧϟ ΪѧѧϮϓ ϥΈѧѧϓ ˭ (12) ΓΩΎѧѧϤϟ Ϧѧѧϣ (6) ΓήѧѧϘϔϟ ϭ (11) ΓΩΎѧѧϤϟ Ϧѧѧϣ
- ΓήѧηΎΒϣ ϢϴѧϘϳ ϥΎѧϛ ϭ ϢϴѧϘϳ Ϯѧϫϭ ρΎѧθϧ ϰѧϠϋ ΏέΪΘϣ ϭ ΐϟΎσ ΎϬϴϠϋ ϞμΤϳ ϲΘϟ ώϟΎΒϤϟ ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ΔѧϟϭΪϟ ϲѧϓ ϢϴѧϘϣ ϰѧϟ· ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔѧϟϭΩ ωϭήѧθϣ ΎϬόϓΪϳ ϲΘϟ ϯήΧϷ ΕΎϘϔϨϟϭ
έΎѧθϤϟ ΔѧϟϭΪϟ ϰѧϟ· ήѧπΣ Ϊѧϗϭ ˬϯήѧΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ -ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ΓέΎϳί ϞΒϗ ˱ΎѧϘϓϭ ωϭήѧθϤϟ άϬϟ ΔΒϳήπϠϟ ΔόοΎΨϟ ΡΎΑέϷ ΪϳΪΤΗ νήϐϟ ΎϬϤμΧ ϢΘϳ ϯήΧϷ
ϭ ϪѧϤϴϠόΗ ϭ ϪΘηΎϋ· ϒϳέΎμϣ ΔϴτϐΘϟ ϚϟΫϭ ΎϬϴϓ ϪΒϳέΪΗ ϭ ϪϤϴϠόΗ νήϐϟ ςϘϓ ˱ϻϭ ΎϬϴϟ· .˱ϻϭ ΎϬϴϟ· έΎθϤϟ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ϢϴϘϣ ϰϟ· ΖόϓΩ Ϊϗ ΖϧΎϛ Ϯϟ ΎϤϛ ΎϬΗΫ ρϭήθϠϟ
Ϊѧϗ ΕΎϋϮϓΪѧϤϟ ϩάѧϫ ϥϮѧϜΗ ϥ ρήθΑ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϓ ΔΒϳήπϠϟ ϊπΨΗ Ϧϟ ˬϪΒϳέΪΗ
.ΔϟϭΪϟ ϚϠΗ ΝέΎΧ έΩΎμϣ Ϧϣ Ε΄θϧ ήτϴѧδϳ ϭ ˱ΎѧϴΰΟ ϭ ˱ΎѧϴϠϛ ΎѧϬϟϮϣ αϭ΅έ ϚѧϠϤϳ ϲѧΘϟϭ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ ϱ ΕΎϋϭήθϣ -4
ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ΔѧϟϭΪϟ ϲѧϓ ϢϴѧϘϣ ήѧΜϛ ϭ κΨѧη ΓήѧηΎΒϣ ήѧϴϏ ϭ ΓήѧηΎΒϣ ΔѧϘϳήτΑ ΎѧϬϴϠϋ
(ϥϭήθόϟϭ ΔϴϧΎΜϟ ΓΩΎϤϟ) ϭ ΐήѧ ѧο ϱϷ ˱ϻϭ Ύѧ ѧϬϴϟ· έΎѧ ѧθϤϟ ΓΪѧ ѧϗΎόΘϤϟ Δѧ ѧϟϭΪϟ ϲѧ ѧϓ ϊѧ ѧπΨΗ Ϧѧ ѧϟ ˬϯήѧ ѧΧϷ
ϞΧΪϟ Ϧϣ ϯήΧϷ ωϮϧϷ ϭ ΐήѧѧπϟ Ϧѧѧϣ ˱ΎѧѧΌΒϋ ήѧѧΜϛ ϭ ΔѧѧϔϠΘΨϣ ϥϮѧѧϜΗ ΐήѧѧπϟ ϩάѧѧϬΑ ϖѧѧϠόΘΗ ΕΎѧѧϣΰΘϟ
ΕΎϋϭήѧ θϤϟ Ύѧ Ϭϟ ϊѧ πΨΗ ϥ ίϮѧ Πϳ ϭ Ύѧ Ϭϟ ϊѧ πΨΗ ϲѧ Θϟ Ύѧ ϬΑ Δѧ ϘϠόΘϤϟ ΕΎѧ ϣΰΘϟϻ
ϲѧϓ ΎѧϬϟϭΎϨΗ ϢΘѧϳ Ϣѧϟ ϲѧΘϟϭ ˬΎϫΆѧθϨϣ ϥΎѧϛ Ύѧϳ ˬΓΪѧϗΎόΘϣ ΔѧϟϭΩ ϲϓ ϢϴϘϤϟ ϞΧΪϟ ήλΎϨϋ -1
.˱ϻϭ ΎϬϴϟ· έΎθϤϟ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ΔϠΛΎϤϤϟ ϯήΧϷ
.ςϘϓ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϓ ΔΒϳήπϠϟ ϊπΨΗ ˬΔϴϗΎϔΗϻ ϩάϫ Ϧϣ ΔϘΑΎδϟ ΩϮϤϟ
˱ΎѧϘϓϭ ΔѧΘΑΎΜϟ ϝϮѧϣϷ Ϧѧϣ ϞΧΪѧϟ ϑϼѧΨΑ- ϞΧΪѧϟ ϰѧϠϋ (1) ΓήѧϘϔϟ ϡΎѧϜΣ ϱήѧδΗ ϻ -2 .ΔϴϗΎϔΗϻ ϩάϫ ΎϬϟϭΎϨΘΗ ϲΘϟ ΐήπϟ ϰϠϋ ΓΩΎϤϟ ϩάϫ ϡΎϜΣ ϱήδΗ -5
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2283
(ϥϭήθόϟϭ ΔδϣΎΨϟ ΓΩΎϤϟ) (ϥϭήθόϟϭ ΔϨϣΎΜϟ ΓΩΎϤϟ)
ϝΩΎΒΘϤϟ ϕΎϔΗϻ Ε˯ήΟ· ΔϴϗΎϔΗϻ ϖΤϠϣ
ϭ ΕΩ Ϊѧϗ ΎѧϤϫΎΘϠϛ ϭ ϦϴΘϟϭΪѧϟ ϯΪѧΣ· ΎϬΗάѧΨΗ ϲΘϟ Ε˯ήΟϹ ϥ κΨθϟ ϦϴΒΗ Ϋ· -1 .ΔϴϗΎϔΗϻ ϩάϫ Ϧϣ ΰΠΘϳ ϻ ˱˯ΰΟ ϖϓήϤϟ ϖΤϠϤϟ ήΒΘόϳ
ξѧϐΑ Ϫѧϟ ίϮѧΠϳ ˬΔѧϴϗΎϔΗϻ ϩάѧϫ ϡΎѧϜΣ ϒϟΎѧΨϳ ΎϤΑ ϪϴϠϋ ΔΒϳήο νήϓ ϰϟ· ϱΩΆΗ Ϊϗ
νήѧόϳ ϥ ˬϦϴΘϟϭΪѧϟ ϦϴΗΎѧϬϟ ΔѧϴϠΧΪϟ ϦϴϧϮѧϘϟ ΎѧϬϴϠϋ κϨΗ ϲΘϟ ϡΎϜΣϷ Ϧϋ ήψϨϟ
ΔτϠѧδϟ ϰѧϠϋ ϭ ˬΎѧϬϴϓ ϢϴϘϳ ϲΘϟ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ΔμΘΨϤϟ ΔτϠδϟ ϰϠϋ ϪΘϋίΎϨϣ αΩΎδϟ Ϟμϔϟ
ϡΎѧϜΣϷ ϊѧπΨΗ ϪѧΘϟΎΣ ΖѧϧΎϛ Ϋ· ΎϬΘϴѧδϨΠΑ ϊѧΘϤΘϳ ϲѧΘϟ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ΔμΘΨϤϟ ΔϴΎϬϧ ϡΎϜΣ
Ϧѧ ϣ ΕϮϨѧ γ Ιϼѧ Λ ϝϼѧ Χ Δѧ ϋίΎϨϤϟ νήѧ ϋ ΐѧ Πϳϭ . (24) ΓΩΎѧ Ϥϟ Ϧѧ ϣ (1) Γήѧ Ϙϔϟ
(ϥϭήθόϟϭ ΔόγΎΘϟ ΓΩΎϤϟ)
ϩάѧϫ ϡΎѧϜΣ ϒϟΎѧΨΗ ΔΒϳήѧο νήѧϓ ϪѧϨϋ ΞΘѧϧ ϱάѧϟ ˯ήΟϹΎѧΑ ϝϭϷ έΎѧτΧϹ ΦϳέΎѧΗ
ΔϴϗΎϔΗϻ ϥΎϳήγ
.ΔϴϗΎϔΗϻ
ΕϮѧ ѧϨϘϟ ϝϼѧ ѧΧ Ϧѧ ѧϣ ϯήѧ ѧΧϷ ΓΪѧ ѧϗΎόΘϤϟ Δѧ ѧϟϭΪϟ ϦϴΗΪѧ ѧϗΎόΘϤϟ ϦϴΘϟϭΪѧ ѧϟ Ϧѧ ѧϣ Ϟѧ ѧϛ ήѧ ѧτΨΗ
ΎϬΗάѧΑ ΓέΩΎѧϗ ϦѧϜΗ Ϣѧϟ Ϋ·ϭ ˭ΎѧϫέήΒϳ Ύѧϣ ΎϬϟ ΔοέΎόϤϟ ϥ ΔμΘΨϤϟ ΔτϠδϠϟ ϦϴΒΗ Ϋ· -2
ϱήѧδΗϭ ˬΔѧϴϗΎϔΗϻ ϩάѧϫ ϡΎϜΣ ΫΎϔϨϟ ΎϬϧϮϧΎϗ ΎϬΒϠτΘϳ ϲΘϟ Ε˯ήΟϹ ϝΎϤϜΘγΎΑ ΔϴγΎϣϮϠΑΪϟ
ΔτϠѧδϟ ϊѧϣ ϝΩΎѧΒΘϤϟ ϕΎѧϔΗϻ ϰѧϟ· ϰόѧδΗ ΎѧϬϧΈϓ ˬϚϟάѧϟ ΐγΎϨϣ ϞΣ ϰϟ· ϞλϮΘϟ ϰϠϋ
ΔѧϔϟΎΨϤϟ ΔΒϳήѧο νήѧϓ ΐϨΠΗ ΪμϘΑ ϚϟΫϭ ˬϯήΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ΔμΘΨϤϟ
:ϲϠϳ ΎϤϟ ˱ΎϘϓϭ ΓάϓΎϧ ΔϴϗΎϔΗϻ ϡΎϜΣ ϥϮϜΗ άΌϨϴΣϭ ˬϦϳέΎτΧϹ Ϧϳάϫ ήΧ ΪόΑ ΔϴϗΎϔΗϻ ϩάϫ
ϡΩΎѧϘΘϟ ΩΪѧ˵ϣ Ϧѧϋ ήѧψϨϟ ξѧϐΑ Ϫѧϴϟ· ϞѧλϮΘϟ ϢΘѧϳ ϕΎѧϔΗ ϱ ϖѧΒτϳϭ .ΔϴϗΎϔΗϻ ϡΎϜΣϷ :ϝΎϐΗήΒϟ ΔϳέϮϬϤΟ ϲϓ -1
.ϦϴΗΪϗΎόΘϤϟ ϦϴΘϟϭΪϠϟ ΔϴϠΧΪϟ ϦϴϧϮϘϟ ϲϓ ΓΩΪΤϤϟ
ϖѧ ϳήσ Ϧѧ ϋ Ϟѧ λϮΘϟ ϰѧ ϟ· ϦϴΗΪѧ ϗΎόΘϤϟ ϦϴΘϟϭΪѧ ϟ ϲѧ ϓ ϥΎΘѧ μΘΨϤϟ ϥΎΘτϠѧ δϟ ϰόѧ δΗ -3 ϭ ϲѧϓ ΎѧϬϟ ΔѧΟΎΤϟ ΕήѧϬχ Ϋ· :ϊѧΒϨϤϟ Ϧѧϣ ΓίϮΠΤϤϟ ΐήπϟΎΑ ϖϠόΘϳ ΎϤϴϓ (
ϖѧ ϴΒτΗ ϭ ήϴѧ δϔΘΑ ϖѧ ϠόΘϳ Ύѧ Ϥϴϓ ΄ѧ θϨΗ ϙϮϜѧ η ϭ ΕΎΑϮόѧ λ ϱ Ϟѧ Τϟ ϝΩΎѧ ΒΘϤϟ ϕΎѧ ϔΗϻ ϥΎϳήѧγ ΔϨѧγ ϲѧϠΗ ϲѧΘϟ ΔѧϳΩϼϴϤϟ ΔϨѧδϟ Ϧѧϣ ήϳΎѧϨϳ ήϬѧη Ϧѧϣ ϝϭϷ ϡϮѧϴϟ ΪѧόΑ
.ΔϴϗΎϔΗϻ ϩάϫ ϡΎϜΣ ˭ΔϴϗΎϔΗϻ
˭ΎѧϤϬϨϴΑ ΎѧϤϴϓ ΓήѧηΎΒϣ ϝΎѧμΗϻ ϦϴΗΪϗΎόΘϤϟ ϦϴΘϟϭΪϟ ϲϓ ϦϴΘμΘΨϤϟ ϦϴΘτϠδϠϟ ίϮΠϳ -4
.ΔϘΑΎδϟ ΕήϘϔϟ ϲϓ ΩΪΤϤϟ ϡϮϬϔϤϟΎΑ ϕΎϔΗ ϰϟ· ϞλϮΘϟ νήϐΑ ΪѧΒΗ ΔϴϟΎϣ ΔϨγ ϱ ϲϓ ΄θϨϳ ϱάϟ ϞΧΪϟ ϰϠϋ :ϯήΧϷ ΐήπϟΎΑ ϖϠόΘϳ ΎϤϴϓ (Ώ
ΔϨѧγ ϲѧϠΗ ϲѧΘϟ ΔѧϳΩϼϴϤϟ ΔϨѧδϟ Ϧѧϣ ήϳΎѧϨϳ ήϬѧη Ϧѧϣ ϝϭϷ ϡϮѧϴϟ ΪѧόΑ ϭ ϲѧϓ
(ϥϭήθόϟϭ ΔγΩΎδϟ ΓΩΎϤϟ) .ΔϴϗΎϔΗϻ ϥΎϳήγ
ΕΎϣϮϠόϤϟ ϝΩΎΒΗ
ϡίϼѧϟ έΪѧϘϟΎΑ ΕΎϣϮϠόϤϟ ϝΩΎΒΘΑ ϦϴΗΪϗΎόΘϤϟ ϦϴΘϟϭΪϟ ϲϓ ϥΎΘμΘΨϤϟ ϥΎΘτϠδϟ ϡϮϘΗ -1 :ϥΎϤ˵ϋ ΔϨτϠδϟ ΔΒδϨϟΎΑ -2
ΐήѧπϟΎΑ ΔѧϘϠόΘϤϟ ΔѧϴϠΧΪϟ ϦϴϧϮѧϘϟ άѧϴϔϨΗ ϭ ΓέΩϹ ϭ ΔѧϴϗΎϔΗϻ ϩάѧϫ ϡΎѧϜΣ άѧϴϔϨΘϟ
ϭ ϦϴΗΪѧѧϗΎόΘϤϟ ϦϴΘϟϭΪѧѧϟ Ϧѧѧϋ ΔѧѧΑΎϴϧ ΎϬѧѧοήϓ ϢΘѧѧϳ ϲѧѧΘϟ ΎϬΗΎϔϴѧѧλϮΗϭ ΎѧѧϬϋϮϧ ϞѧѧϜΑ
ϥϮѧϜΗ ϻ ϲѧΘϟ ΩϭΪΤϟ ϲϓ ΎϤϬΑ ΔϴϠΤϤϟ ΕΎτϠδϟ ϭ ΔϳέΩϹ ϭ ΔϴγΎϴδϟ ΎϤϬΗΎϤϴδϘΗ ϭ ΔѧѧϋϮϓΪϤϟ ώϟΎѧѧΒϤϟ ϰѧѧϠϋ :ϊѧѧΒϨϤϟ Ϧѧѧϣ ΓίϮѧѧΠΤϤϟ ΐήѧѧπϟΎΑ ϖѧѧϠόΘϳ ΎѧѧϤϴϓ (
ΪѧϴϘΘϟ ϥϭΩ ΕΎϣϮϠόϤϟ ϝΩΎΒΗ ϢΘϳϭ ˬΔϴϗΎϔΗϻ ϡΎϜΣ ϊϣ ΔϘϔΘϣ ήϴϏ ΐήπϟ ϩάϫ ΎϬϴϓ ϲѧ Ϡϳ ϱάѧ ϟ ήϳΎѧ Ϩϳ ήϬѧ η Ϧѧ ϣ ϝϭϷ ϡϮѧ ϴϟ Ϊѧ όΑ ϭ ϲѧ ϓ ΏΎѧ δΤϟ ϲѧ ϓ ΔϓΎѧ π˵Ϥϟ
.(2)ϭ (1) ϦϴΗΩΎϤϟ ϡΎϜΣ΄Α ˭ΔϴϗΎϔΗϻ ϩάϫ ϥΎϳήγ ΦϳέΎΗ ΓήηΎΒϣ
ΕΎѧϣϮϠόϤϛ (1) ΓήѧϘϔϟ ΐѧΟϮϤΑ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ ϱ ΎϬϴϠϋ ϞμΤΗ ΕΎϣϮϠόϣ ϱ ϞϣΎό˵Η -2
ΔѧϟϭΪϟ ϩάѧϬϟ ΔѧϴϠΧΪϟ ϦϴϧϮѧϘϠϟ ˱ΎѧϘϓϭ ΎϬϴϠϋ ϝϮμΤϟ ϢΘϳ ϲΘϟ ΕΎϣϮϠόϤϟΎΑ ΓϮγ Δϳήγ ϡϮѧϴϟ ΪѧόΑ ϭ ϲѧϓ ΪѧΒΗ ΔϴΒϳήѧο ΔϨѧγ ϱ Ϧϋ :ϯήΧϷ ΐήπϟΎΑ ϖϠόΘϳ ΎϤϴϓ (Ώ
(Δѧ ϳέΩϹ ΕΎѧ ϬΠϟϭ ϢϛΎѧ ΤϤϟ Ύѧ Ϭϴϓ Ύѧ ϤΑ) ΕΎτϠѧ δϟ ϭ ιΎΨѧ ηϸϟ ςѧ Ϙϓ Ύѧ ϬΑ ϰѧ πϔ˵ϳϭ .ΔϴϗΎϔΗϻ ϩάϫ ϥΎϳήγ ΦϳέΎΗ ΓήηΎΒϣ ϲϠϳ ϱάϟ ήϳΎϨϳ ήϬη Ϧϣ ϝϭϷ
ΔѧϘϠόΘϤϟ ΕΎϓΎϨΌΘѧγϻ ΪѧϳΪΤΗ ϭ ϡΎѧϬΗϻ ϭ άѧϴϔϨΘϟ ϭ ϞϴѧμΤΘϟ ϭ ςΑήϟΎѧΑ ΔѧμΘΨϤϟ
ϚѧΌϟϭ ϰϠϋϭ ˬϩϼϋ ϖΒγ Ύϣ ϭ (1) ΓήϘϔϟ ϲϓ ΎϬϴϟ· ΓέΎηϹ ΕΩέϭ ϲΘϟ ΐήπϟΎΑ
ίϮѧΠϳ ϦѧϜϟϭ ˬςѧϘϓ νήѧϏϷ ϩάϬϟ ΕΎϣϮϠόϤϟ ϡΪΨΘγ ΕΎτϠδϟ ϩάϫ ϭ ιΎΨηϷ (ϥϮΛϼΜϟ ΓΩΎϤϟ)
έΪѧλ· ΪѧϨϋ ϭ ϢϛΎѧΤϤϟ ϡΎѧϣ ΔѧϴϣϮϤόϟ ΔϴΎѧπϘϟ ϱϭΎϋΪѧϟ ήѧψϧ ΪϨϋ ΎϬΘϳήγ ˯Ύθϓ· ΔϴϗΎϔΗϻ ˯ΎϬϧ·
.ΔϴΎπϘϟ ϡΎϜΣϷ
Ύѧ Ϭϧ ϰѧ Ϡϋ (2) ϭ (1) ϦϴΗήѧ Ϙϔϟ ϡΎѧ ϜΣ ήѧ δϔΗ ϥ ϝϮѧ ΣϷ Ϧѧ ϣ ϝΎѧ Σ ϱ΄ѧ Α ίϮѧ Πϳ ϻ -3 Ϧѧϣ ϱϷ ίϮѧΠϳϭ ˬϦϴΗΪѧϗΎόΘϤϟ ϦϴΘϟϭΪѧϟ ϯΪѧΣ· Ϧѧϣ ΎѧϬΎϬϧ· ϦϴΤϟ ΔϳέΎγ ΔϴϗΎϔΗϻ ϩάϫ ϞψΗ
:˱˯Ϯγ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϰϠϋ ˱ΎϣΰΘϟ· νήϔΗ ϪѧΟϮϳ ˯ΎѧϬϧ· έΎѧτΧΈΑ ΔϴѧγΎϣϮϠΑΪϟ ΕϮѧϨϘϟ ϝϼѧΧ Ϧѧϣ ΔѧϴϗΎϔΗϻ ˯ΎѧϬϧ· ϦϴΗΪϗΎόΘϤϟ ϦϴΘϟϭΪϟ
ΔѧϟϭΪϟ ϩάѧϬϟ ΔϳέΩϹ Ε˯ήΟϹϭ ϦϴϧϮϘϟ ϒϟΎΨϳ ΎϤΑ ΔϳέΩ· Ε˯ήΟ· ΫΎΨΗϹ ( ΓήѧΘϓ ˯ΎѧπϘϧ ΪѧόΑ ΔѧϳΩϼϴϣ ΔϨѧγ ϱ ΔѧϳΎϬϧ Ϧѧϣ ϞѧϗϷ ϰѧϠϋ ήϬѧη ΔΘѧγ ϞѧΒϗ ϯήΧϷ ΔϟϭΪϠϟ
.ϯήΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϠϟ ϭ ϩάѧ ϫ ϥΎϳήѧ γ ϒѧ ϗϮ˵ϳ Δѧ ϟΎΤϟ ϩάѧ ϫ ϲѧ ϓϭ ˭Δѧ ϴϗΎϔΗϻ ϩάѧ ϫ ϥΎϳήѧ γ ΦϳέΎѧ Η Ϧѧ ϣ ΕϮϨѧ γ βѧ ϤΨϟ
ΓΩΎѧΘόϤϟ Ε˯ήΟϹ ϭ ϦϴϧϮϘϠϟ ˱ΎϘΒσ ΎϬϴϠϋ ϝϮμΤϟ ϦϜϤϳ ϻ ΕΎϣϮϠόϣ ϢϳΪϘΘϟ (Ώ :ϲϠϳ ΎϤϛ ΔϴϗΎϔΗϻ
.ϯήΧϷ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ϭ ΔϟϭΪϟ ϩάϫ ϲϓ ΓέΩϺϟ
ϱέΎѧΠΗ ϭ ϲϋΎϨλ ρΎθϧ ϭ ΔϓήΣ ϱ Δϳήγ ˯Ύθϓ· ϰϟ· ϱΩΆΗ ΕΎϣϮϠόϣ ϢϳΪϘΘϟ (Ν
ΎѧѧϬϨϣ ϱ Δϳήѧѧγ ˯Ύѧѧθϓ· ϥϮѧѧϜϳ ΕΎѧѧϣϮϠόϣ ϭ ΔѧѧϳέΎΠΗ ΔѧѧϘϳήσ ϭ ϲѧѧϨϬϣ ήѧѧγ ϭ :ϝΎϐΗήΒϟ ΔϳέϮϬϤΟ ϲϓ -1
.ϡΎόϟ ϡΎψϨϟ ϊϣ ˱ΎοέΎόΘϣ ϭ ϲѧϓ ΎѧϬϟ ΔѧΟΎΤϟ ΖϋΪΘγ Ϋ· :ϊΒϨϤϟ Ϧϣ ΓίϮΠΤϤϟ ΐήπϟΎΑ ϖϠόΘϳ ΎϤϴϓ (
ϢѧΗ ϲѧΘϟ ΔϨѧδϟ ϲѧϠΗ ϲѧΘϟ ΔѧϳΩϼϴϤϟ ΔϨѧδϟ Ϧѧϣ ήϳΎϨϳ ήϬη Ϧϣ ϝϭϷ ϡϮϴϟ ΪόΑ
ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ΔѧϟϭΪϟ ϡϮѧϘΗ ˬΓΩΎѧϤϟ ϩάѧϬϟ ˱ΎѧϘϓϭ ΕΎѧϣϮϠόϤϟ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔѧϟϭΩ ϱ ΐѧϠσ ϝΎΣ ϲϓ -4 ˭ΔϴϗΎϔΗϻ ˯ΎϬϧΈΑ έΎτΧϹ ϪϴΟϮΗ ΎϬϴϓ
ΔѧϴϠΧΪϟ ΎѧϬϨϴϧϮϘϟ ˱ΎѧϘϓϭ ΎѧϬΑ ΔѧλΎΨϟ ΕΎѧϣϮϠόϤϟ ϊѧϤΟ Ε˯ήѧΟ· ϡΪΨΘѧγΎΑ ϯήѧΧϷ
Ζѧ δϴϟ ϯήѧ ΧϷ Δѧ ϟϭΪϟ ϩάѧ ϫ Ζѧ ϧΎϛ ϥ·ϭ ϰѧ ΘΣ Δѧ ΑϮϠτϤϟ ΕΎѧ ϣϮϠόϤϟ ϰѧ Ϡϋ ϝϮѧ μΤϠϟ ΪѧΒΗ ΔϴϟΎϣ ΔϨγ ϱ ϲϓ ΄θϨϳ ϱάϟ ϞΧΪϟ ϰϠϋ :ϯήΧϷ ΐήπϟΎΑ ϖϠόΘϳ ΎϤϴϓ (Ώ
Δѧ ϠϤΠϟΎΑ ΩέϮѧ ϟ ϡΰѧ ΘϟϹ ϊѧ πΨϳϭ .ΔϴΒϳήѧ πϟ ΎϬѧ οήϏϷ ΕΎѧ ϣϮϠόϤϟ ϩάѧ Ϭϟ Δѧ ΟΎΤΑ ΔϨѧδϟ ϲѧϠΗ ϲѧΘϟ ΔѧϳΩϼϴϤϟ ΔϨѧδϟ Ϧѧϣ ήϳΎѧϨϳ ήϬѧη Ϧѧϣ ϝϭϷ ϡϮѧϴϟ ΪόΑ ϭ ϲϓ
ϝϮѧΣϷ Ϧѧϣ ϝΎѧΣ ϱ΄Α ΩϮϴϘϟ ϩάϫ ήδϔΗ Ϧϟ ϦϜϟϭ ˬ(3) ΓήϘϔϟΎΑ ΔϨϴΒϤϟ ΩϮϴϘϠϟ ΔϘΑΎδϟ .ΔϴϗΎϔΗϻ ˯ΎϬϧΈΑ έΎτΧϹ ϪϴΟϮΗ ΎϬϴϓ ϢΗ ϲΘϟ
ϥ ΐΒѧδΑ ςѧϘϓ ΕΎѧϣϮϠόϤϟ ϢϳΪѧϘΗ Ϧѧϋ ωΎѧϨΘϣϻΎΑ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔѧϟϭΩ ϱϷ ϤѧδΗ ΎѧϬϧ ϰѧϠϋ
.ΕΎϣϮϠόϤϟ ϩάϫ ϲϓ ΔϴϠΧΩ ΔΤϠμϣ ΎϬϟ βϴϟ
:ϥΎϤ˵ϋ ΔϨτϠδϟ ΔΒδϨϟΎΑ -2
(3) ΓήѧϘϔϟ ϡΎѧϜΣ ήѧδϔΗ Ϧѧϟ ˬΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ΔϴϠΧΪϟ Ε˯ήΟϹΎΑ ϝϼΧϹ ϥϭΩ -5
ΔϓΎѧπ˵Ϥϟ ϭ ΔѧϋϮϓΪϤϟ ώϟΎѧΒϤϠϟ :ϊѧΒϨϤϟ Ϧѧϣ ΓίϮѧΠΤϤϟ ΐήπϟΎΑ ϖϠόΘϳ ΎϤϴϓ (
ϩάѧϫ ϥ ΩήѧΠϤϟ ΕΎѧϣϮϠόϤϟ ϢϳΪѧϘΗ Ϧѧϋ ωΎѧϨΘϣϻΎΑ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔѧϟϭΩ ϱϷ ϤѧδΗ ΎѧϬϧ ϰϠϋ
ΔѧϴϟΎΘϟ ΔϳΩϼϴϤϟ ΔϨδϟ Ϧϣ ήϳΎϨϳ ήϬη Ϧϣ ϝϭϷ ϡϮϴϟ ΪόΑ ϭ ϲϓ ΏΎδΤϟ ϲϓ
κΨѧ η ϭ ΐѧ Ύϧ ϭ ϯήѧ Χ Δѧ ϴϟΎϣ Δѧ δγΆϣ ϭ ϑήѧ μϣ ϱ Ύѧ ϬΑ φϔΘѧ Τϳ ΕΎѧ ϣϮϠόϤϟ
˭ΔϴϗΎϔΗϻ ˯ΎϬϧΈΑ έΎτΧϹ ϪϴΟϮΗ ΎϬϴϓ ϢΗ ϲΘϟ ΔϨδϠϟ ΓήηΎΒϣ
ϲѧϓ ΔѧϴϜϠϤϟ ϟΎѧμϤΑ Δϗϼϋ ΕΫ ΎϬϧ ΐΒδΑ ϭ ϦϤΗΆϣ ϪΘϔμΑ ϭ ΔϟΎϛϭ ϲϓ ϑήμΘϳ
.ιΎΨηϷ ΪΣ
(ϥϭήθόϟϭ ΔόΑΎδϟ ΓΩΎϤϟ) ϡϮѧ ϴϟ ΪѧόΑ ϭ ϲѧϓ ΪѧΒΗ ΔϴΒϳήѧο ΔϨѧ γ ϱϷ :ϯήѧΧϷ ΐήѧπϟΎΑ ϖѧϠόΘϳ ΎѧϤϴϓ (Ώ
ϥϮϴϠμϨϘϟ ϥϮϟϭΆδϤϟϭ ΔϴγΎϣϮϠΑΪϟ ΕΎΜόΒϟ ˯Ύπϋ ϢѧΗ ϲѧΘϟ ΔϨѧδϠϟ ΔѧϴϟΎΘϟ ΔϳΩϼϴϤϟ ΔϨδϟ ΓήηΎΒϣ ϲϠϳ ϱάϟ ήϳΎϨϳ ήϬη Ϧϣ ϝϭϷ
.ΔϴϗΎϔΗϻ ˯ΎϬϧΈΑ έΎτΧϹ ϪϴΟϮΗ ΎϬϴϓ
ΕΎѧΜόΒϟ ˯ΎѧπϋϷ ΔϴΒϳήѧπϟ ΕίΎѧϴΘϣϻΎΑ ϝϼѧΧϹ ΔѧϴϗΎϔΗϻ ϩάѧϫ ιϮμϧ ϰϠϋ ΐΗήΘϳ ϻ
ϭ ϲϟϭΪѧ ϟ ϥϮϧΎѧ ϘϠϟ Δѧ ϣΎόϟ Ϊѧ ϋϮϘϟ ΐѧ ΟϮϤΑ Γέήѧ ϘϤϟ ΔϴϠѧ μϨϘϟ ϒΎѧ χϮϟ ϭ Δϴѧ γΎϣϮϠΑΪϟ ϩάѧϫ ϰѧϠϋ ϊϴϗϮΘϟΎѧΑ ΎѧϤϬϟ ΔѧϟϮΨϤϟ ΔτϠѧδϟ ΐѧΟϮϤΑ ϩΎѧϧΩ ϥΎѧόϗϮϤϟ ϡΎѧϗ ˬϡΪѧϘΗ ΎѧϤϟ ˱ΎѧΗΎΒΛ·
.ΔλΎΧ ΕΎϴϗΎϔΗ ϰπΘϘϤΑ .ΔϴϗΎϔΗϻ
2284 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
ϡΎѧϗ ϱάѧϟ ΪѧϘόϟ Ϧѧϣ ˯ΰΠϟ ϚϟάΑ ΔτΒΗήϤϟ ΡΎΑέϷ ϊπΨΗϭ .ΓήϘΘδϤϟ Γ΄θϨϤϟ ϩάϫ
Ϧѧϣ ˰ѧ˰ϫ1436/ΐѧΟέ/9 ϖѧϓϮϤϟ ϡ2015/ϞѧϳήΑ·/28 ϡϮϳ ϲϓ ΔϧϮΒθϟ ΔϨϳΪϣ ϲϓ ΕέήΣ
Ύѧ ϬϨϣ Ϟѧ Ϝϟϭ ˬΔѧ ϳΰϴϠΠϧϹϭ Δѧ ϴΑήόϟϭ Δѧ ϴϟΎϐΗήΒϟ ΕΎѧ ϐϠϟΎΑ ϦϴΘϘΑΎѧ τΘϣ ϦϴΘϴϠѧ λ ϦϴΘΨѧ δϧ ΎϬϴϓ ϢϴϘϳ ϲΘϟ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ςϘϓ ΔΒϳήπϠϟ ωϭήθϤϠϟ ϲδϴήϟ ΰϛήϤϟ ϩάϴϔϨΘΑ
ΪѧΘόϳ ˬΔѧϴϗΎϔΗϻ ϩάѧϫ ιϮѧμϧ Ϧѧϣ ˷ϱ ήϴδϔΗ ϝϮΣ ϑϼΘΧϻ ΔϟΎΣ ϲϓϭ ΔϳϭΎδΘϣ ΔϴΠΣ .ωϭήθϤϟ
.ΔϳΰϴϠΠϧϹ ΔϐϠϟΎΑ Ϊ˷όϤϟ κϨϟΎΑ
:(3) ΓήϘϔϟ ˬ(7) ΓΩΎϤϠϟ ΔϓΎο· -4
Ϧϋ Ϧϋ
ΔѧϟϭΩ ϱ ϊѧϨϤΗ ϻ ΔѧϴϗΎϔΗϻ Ϧѧϣ (7) ΓΩΎѧϤϟ Ϧѧϣ (3) ΓήѧϘϔϟ ϡΎϜΣ ϥ ˱ΎϣϮϬϔϣ ϥϮϜϳ
ϥΎϤ˵ϋ ΔϨτϠγ ϝΎϐΗήΒϟ ΔϳέϮϬϤΟ
ϲѧϓ ΎѧϤΑ ϲϠΧΪѧϟ ΎѧϬϧϮϧΎϗ ϡΎѧϜΣ ϖѧϴΒτΗ Ϧѧϣ ΓήϘΘѧδϤϟ Γ΄ѧθϨϤϟ ΎѧϬϴϓ ΔѧϨΎϜϟ ΓΪϗΎόΘϣ
Γ΄ѧθϨϤϠϟ ΔΒϳήѧπϠϟ ϊѧοΎΨϟ ϞΧΪѧϟ ΪѧϳΪΤΗ ΪѧϨϋ ΕΎϣϮѧμΨϟΎΑ ΔѧϘϠόΘϤϟ ϮѧϠϟ ϚѧϟΫ
.ΔϴϠΧΪϟ ΔϴΒϳήπϟ ΎϬοήϏϷ ΓήϘΘδϤϟ
:(14) ϭ (7) ΩϮϤϠϟ ΔϓΎο· -5
ϲϨόϤϟ ϥΎτϠγ ϦΑ ϲϠϋ ϦΑ ΪϴϤΣ
ϰѧϠϋ ϖΒτΗ -ϝϮΣϷ ΐδΤΑ – (14) ΓΩΎϤϟ ϭ (7) ΓΩΎϤϟ ϡΎϜΣ ϥ ˱ΎϣϮϬϔϣ ϥϮϜϳ
ϯΪϟ ΪϤΘόϤϟ ϥΎϤϋ ΔϨτϠγ ήϴϔγ ϮϴδϧϮϧ ϮϟϭΎΑ
ϝΎѧϤϋϭ ΕΎѧγέΪϟ ϚѧϟΫ ϲѧϓ ΎѧϤΑ ΔѧϴϨϔϟ ΕΎϣΪΨϟ ϞΑΎϘϣ ΎϬϣϼΘγ ϢΘϳ ΕΎϋϮϓΪϣ Δϳ
ϝΎϐΗήΒϟ ΔϳέϮϬϤΟ ϥϭΆθϠϟ ΔϟϭΪϟ ήϴΗήϜγ ΔϳέΎѧθΘγϻ ΕΎϣΪѧΨϟ ϞΑΎϘϣ ϭ ϲϨϔϟ ϭ ϲΟϮϟϮϴΠϟ ϭ ϲϤϠόϟ ϊΑΎτϟ ΕΫ δϤϟ
ΔϴΒϳήπϟ .ΔϴϓήηϹ ϭ
:(2) ΓήϘϔϟ ˬ (8) ΓΩΎϤϠϟ ΔϓΎο· -6
ϖΤϠϣ
ϥΎϤ˵ϋ ΔϨτϠγϭ ϝΎϐΗήΒϟ ΔϳέϮϬϤΟ ϦϴΑ ΔϴϗΎϔΗϻ
ΏήϬΘϟ ϊϨϣϭ ϲΒϳήπϟ ΝϭΩίϻ ΐϨΠΘϟ ϰѧϠϋ ˱Ύѧπϳ ϖѧΒτϨΗ ΔѧϴϗΎϔΗϻ Ϧϣ (8) ΓΩΎϤϟ Ϧϣ (2) ΓήϘϔϟ ϡΎϜΣ ϥ ˱ΎϣϮϬϔϣ ϥϮϜϳ
ϞΧΪϟ ϰϠϋ ΐήπϠϟ ΔΒδϨϟΎΑ ϲΒϳήπϟ .ΔϠΛΎϤϣ ΔόϴΒσ ϭΫ ΩΎΤΗ ϭ ΔϴόϤΟ ϲϓ ΔϛέΎθϤϟ Ϧϣ ΔΌηΎϨϟ ΡΎΑέϷ
-ϝΎϐΗήΒϟ ΔϳέϮϬϤΠϟ ΔΒδϨϟΎΑ –˱ΎϣϮϬϔϣ ϥϮϜϳ:(3) ΓήϘϔϟ ˬ (10) ΓΩΎϤϟΎΑ ϖϠόΘϳ ΎϤϴϓ -7
ΝϭΩίϻ ΐϨΠΘϟ ϥΎϤ˵ϋ ΔϨτϠγϭ ϝΎϐΗήΒϟ ΔϳέϮϬϤΟ ϦϴΑ ΔϴϗΎϔΗϻ ϰϠϋ ϊϴϗϮΘϟ ΪϨϋ κѧΨϳ ΐѧϴΗήΗ ϰѧϟ· ϯΰѧόΗ ϲѧΘϟ ΡΎѧΑέϷ ˱Ύѧπϳ ϞϤѧθΗ "ϢϬѧγϷ ΡΎѧΑέ" ΓέΎѧΒϋ ϥ
ΪόΑ ΎϤϴϓ ΎϬϴϟ· έΎθϳ) ϞΧΪϟ ϰϠϋ ΐήπϠϟ ΔΒδϨϟΎΑ ϲΒϳήπϟ ΏήϬΘϟ ϊϨϣϭ ϲΒϳήπϟ βϔϨѧϟ ϊѧπΨΗ ϲΘϟϭ (associação em participação) ΡΎΑέϷ ϲϓ ΔϛέΎθϤϟ
ϻ ˱˯ΰΟ ϞϜθϳ ϱάϟϭ ϖΤϠϤϟ άϬϟ ΔϴΗϵ ϡΎϜΣϷ ϰϠϋ ϥΎόϗϮϤϟ ϖϔΗ ("ΔϴϗΎϔΗϻ" ˰Α .ϲϟΎϐΗήΒϟ ΐήπϟ ϥϮϧΎϘϟ ˱ΎϘϓϭ ϢϬγ ΡΎΑέ΄ϛ ΔϠΛΎϤϤϟ ΔϴΒϳήπϟ ΔϠϣΎόϤϟ
:ΔϴϗΎϔΗϻ Ϧϣ ΰΠΘϳ
ϖѧ ΤϠϣ ϰѧ Ϡϋ ϊϴϗϮΘϟΎѧ Α Δѧ ϟϮΨϤϟ ΔτϠѧ δϟ ΐѧ ΟϮϤΑ ϩΎѧ ϧΩ ϥΎѧ όϗϮϤϟ ϡΎѧ ϗ ˬϡΪѧ ϘΗ Ύѧ Ϥϟ ˱Ύѧ ΗΎΒΛ·
.άϫ ΔϴϗΎϔΗϻ
:ΔϴϗΎϔΗϻ ϲϓ ΓΎΧϮΘϤϟ ΎϳΰϤϟΎΑ ϊΘϤΘϟ ϕΎϘΤΘγ -1
ϞϜѧθΗ ΎѧϬϧ ϰѧϠϋ ήѧδ˷ϔΗ ϥ ϲѧϐΒϨϳ ϻ ΔѧϴϗΎϔΗϻ ϩάѧϫ ϡΎѧϜΣ ϥ ˱ΎѧϣϮϬϔϣ ϥϮϜϳ ( Ϧѧϣ ˰ѧ˰ϫ1436/ΐѧΟέ/9 ϖѧϓϮϤϟ ϡ2015/ϞѧϳήΑ·/28 ϡϮϳ ϲϓ ΔϧϮΒθϟ ΔϨϳΪϣ ϲϓ ΕέήΣ
ΎϬϧϮϧΎϗ ϲϓ ΎϬϴϠϋ ιϮμϨϤϟ ΐϨΠΘϟ ϡΎϜΣ ϖϴΒτΗ Ϧϣ ΓΪϗΎόΘϣ ΔϟϭΪϟ ˱ΎόϧΎϣ Δѧ ѧϴΠΣ Ύѧ ѧϬϨϣ Ϟѧ ѧϜϟϭ ˬΔѧ ѧϳΰϴϠΠϧϹϭ Δѧ ѧϴΑήόϟϭ Δѧ ѧϴϟΎϐΗήΒϟ ΕΎѧ ѧϐϠϟΎΑ ˬϦϴΘϴϠѧ ѧλ ϦϴΘΨѧ ѧδϧ
˭ϲϠΧΪϟ κϨϟΎѧΑ ΪѧΘόϳ ˬΔѧϴϗΎϔΗϻ ϩάѧϫ ϖΤϠϣ ιϮμϧ ήϴδϔΗ ϰϠϋ ϑϼΘΧϻ ΔϟΎΣ ϲϓϭ .ΔϳϭΎδΘϣ
.ΔϳΰϴϠΠϧϹ ΔϐϠϟΎΑ Ϊ˷όϤϟ
ΔϟϭΩ ϲϓ ϢϴϘϤϟ ΔϴϗΎϔΗϻ ϲϓ ΓΎΧϮΘϤϟ ΎϳΰϤϟ Ϩϣ ίϮΠϳ ϻ Ϫϧ ˱ΎϣϮϬϔϣ ϥϮϜϳ (Ώ
ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ Ϧϣ ΊηΎϨϟ ϞΧΪϟ Ϧϣ ΪϴϔΘδϤϟ ϚϟΎϤϟ Ϯϫ ϥϮϜϳ ϻ ΓΪϗΎόΘϣ
˭ϯήΧϷ Ϧϋ Ϧϋ
ϥΎϤ˵ϋ ΔϨτϠγ ϝΎϐΗήΒϟ ΔϳέϮϬϤΟ
ϲѧδϴήϟ νήѧϐϟ ϥΎѧϛ Ϋ· ΔѧϴϗΎϔΗϻ ϩάϫ ϡΎϜΣ ϱήδΗ Ϧϟ Ϫϧ ˱ΎϣϮϬϔϣ ϥϮϜϳ (Ν
ϝϮѧϣϷ ΔѧϟϮΣ ϭ ˯ΎѧθϧΈΑ κΘѧΨϳ κΨη ϱϷ Δϴδϴήϟ νήϏϷ ΪΣ ϭ
ϖѧϳήσ Ϧѧϋ ϡΎѧϜΣϷ ϩάѧϫ Ϧѧϣ ΓΩΎϔΘѧγϻ Ϯѧϫ ϞΧΪѧϟ ϪѧϨϋ ϊϓ˵Ω ϱάϟ ϖΤϟ ϭ
.ΔϟϮΤϟ ϭ ˯ΎθϧϹ άϫ
:ΔϴϗΎϔΗϻ ϰϟ· ΓέΎηϹΎΑ -2 ϲϨόϤϟ ϥΎτϠγ ϦΑ ϲϠϋ ϦΑ ΪϴϤΣ ϮϴδϧϮϧ ϮϟϭΎΑ
ϯΪϟ ΪϤΘόϤϟ ϥΎϤϋ ΔϨτϠγ ήϴϔγ ϥϭΆθϠϟ ΔϟϭΪϟ ήϴΗήϜγ
ϥΎѧϤ˵ϋ ΔϨτϠѧγ ϰѧϠϋ ςѧϘϓ ϖΒτϨΘѧγ "ϡΎόϟ ϥϮϧΎϘϟ κΨη" ΓέΎΒϋ ϥ ˱ΎϣϮϬϔϣ ϥϮϜϳ
.ϲϧΎτϠγ ϡϮγήϤΑ ϥΎϤ˵ϋ ΔϨτϠγ ϲϓ Ϫδϴγ΄Η ϢΗ κΨη ϱ ΎϬΑ ΪμϘϳϭ ϝΎϐΗήΒϟ ΔϳέϮϬϤΟ ΔϴΒϳήπϟ
:(2)ϭ (1)ϦϴΗήϘϔϟ ˬ(7) ΓΩΎϤϠϟ ΔϓΎο· -3
ωϭήѧθϣ ϡϮѧϘϳ ΎϣΪѧϨϋ ˬΔѧϴϗΎϔΗϻ Ϧϣ (7) ΓΩΎϤϟ Ϧϣ (2)ϭ (1) ϦϴΗήϘϔϟΎΑ ϖϠόΘϳ ΎϤϴϓ
ΓΪѧϗΎόΘϤϟ ΔѧϟϭΪϟ ϲѧϓ ˱ΎѧϳέΎΠΗ ˱ΎσΎѧθϧ αέΎѧϤϳ ϭ ϊΎѧπΑ ϭ ϊϠѧγ ϊѧϴΒΑ ΓΪѧϗΎόΘϣ ΔϟϭΩ AGREEMENT BETWEEN THE PORTUGUESE REPUBLIC AND THE
Ϧѧϟ ΓήϘΘδϤϟ Γ΄θϨϤϟ ϩάϫ ΡΎΑέ ϥΈϓ ˬΎϬϴϓ ΔϨΎϛ ΓήϘΘδϣ Γ΄θϨϣ ϖϳήσ Ϧϋ ϯήΧϷ SULTANATE OF OMAN FOR THE AVOIDANCE OF DOUBLE
ϰϠϋ ςϘϓ ΩΪΤΗ ϞΑ ˬωϭήθϤϟ ϚϟΫ ϪϤϠΘδϳ ϱάϟ ϲϟΎϤΟϹ ώϠΒϤϟ αΎγ ϰϠϋ ΩΪΤΘΗ
ϲѧ Ϡόϔϟ ρΎѧ θϨϟ ϰѧ ϟ· ϪΘΒѧ δϧ Ϧѧ ϜϤϳ ϱάѧ ϟ ωϭήѧ θϤϠϟ ϞΧΪѧ ϟ Ϧѧ ϣ ˯ΰѧ Πϟ Ϛѧ ϟΫ αΎѧ γ TAXATION AND THE PREVENTION OF FISCAL EVASION WITH
.ρΎθϨϟ ϭ ΕΎόϴΒϤϟ ϚϠΘΑ ϖϠόΘϳ ΎϤϴϓ ΓήϘΘδϤϟ Γ΄θϨϤϠϟ RESPECT TO TAXES ON INCOME.
ΪϴϴѧθΗ ϭ ΐѧϴϛήΘϟϭ ΪϳέϮΘϟϭ δϤϟΎΑ ΔλΎΨϟ ΕΪϗΎόΘϟ ΔϟΎΣ ϲϓ ˬΔλΎΧ ΔϔμΑϭ
ΎϣΪѧϨϋ ΔѧϣΎόϟ ϝΎѧϤϋϷ ϭ ΕѧθϨϤϟ ϭ ΔѧϴϤϠόϟ ϭ ΔѧϳέΎΠΘϟ ϭ ΔϴϋΎϨѧμϟ ΕΪόϤϟ The Portuguese Republic and the Sultanate of Oman, de-
ϢΘϳ ϻ ΓήϘΘδϤϟ Γ΄θϨϤϟ ϩάϬϟ ΔΑϮδϨϤϟ ΡΎΑέϷ ϥΈϓ ˬΓήϘΘδϣ Γ΄θϨϣ ωϭήθϤϠϟ ϥϮϜϳ siring to conclude an Agreement for the Avoidance of Double
˯ΰѧΠϟ ϚѧϟΫ αΎѧγ ϰѧϠϋ ςϘϓ ΩΪΤΗ ϞΑ ˬΪϘόϠϟ ΔϴϟΎϤΟϹ ΔϤϴϘϟ αΎγ ϰϠϋ ΎϫΪϳΪΤΗ Taxation and the Prevention of Fiscal Evasion with respect
ΎѧϬϴϓ ΔϨΎϜϟ ΓΪϗΎόΘϤϟ ΔϟϭΪϟ ϲϓ ˱ΎϴϠόϓ ϩάϴϔϨΘΑ ΓήϘΘδϤϟ Γ΄θϨϤϟ ΖϣΎϗ ϱάϟ ΪϘόϟ Ϧϣ
to Taxes on Income, in order to promote and strengthen the
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2285
economic relations between the two States, have agreed as b) the term “Sultanate of Oman” means the territory of
follows: the Sultanate of Oman and the islands belonging thereto,
including the territorial waters and any area outside the
CHAPTER I territorial waters over which the Sultanate of Oman may,
in accordance with international law and the laws of the
Scope of the Agreement Sultanate of Oman, exercise sovereign rights with respect
to the exploration and exploitation of the natural resources
Article 1 of the sea-bed and the sub-soil and the superjacent waters;
Persons covered c) the terms “a Contracting State” and “the other Con-
tracting State” mean the Portuguese Republic or the Sul-
This Agreement shall apply to persons who are residents tanate of Oman as the context requires;
of one or both of the Contracting States. d) the term “tax” means Portuguese tax or Omani tax,
as the context requires;
Article 2 e) the term “person” includes an individual, a company
Taxes covered and any other body of persons;
f) the term “company” means any body corporate or
1 — This Agreement shall apply to taxes on income
any entity that is treated as a body corporate for tax pur-
imposed on behalf of a Contracting State or of its political
poses;
or administrative subdivisions or local authorities irrespec-
tive of the manner in which they are levied. g) the terms “enterprise of a Contracting State” and
2 — There shall be regarded as taxes on income all “enterprise of the other Contracting State” mean respec-
taxes imposed on total income, or on elements of income, tively an enterprise carried on by a resident of a Contract-
including taxes on gains from the alienation of movable or ing State and an enterprise carried on by a resident of the
immovable property, taxes on the total amounts of wages other Contracting State;
or salaries paid by enterprises, as well as taxes on capital h) the term “international traffic” means any transport by
appreciation. a ship or aircraft operated by an enterprise of a Contracting
3 — The existing taxes to which this Agreement shall State, except when the ship or aircraft is operated solely
apply are in particular: between places in the other Contracting State;
i) the term “competent authority” means:
a) in the Portuguese Republic:
(i) in the Portuguese Republic: the Minister of Finance,
(i) the personal income tax (imposto sobre o rendimento the Director General of Tax and Customs Authority or their
das pessoas singulares — IRS); authorised representative;
(ii) the corporate income tax (imposto sobre o rendi- (ii) in the Sultanate of Oman: the Ministry of Finance
mento das pessoas coletivas — IRC); and or its authorized representative;
(iii) the surtaxes on corporate income tax (derramas);
j) the term “national”, in relation to a Contracting State,
(hereinafter referred to as “Portuguese tax”); means:
b) in the Sultanate of Oman:
(i) any individual possessing the nationality of that Con-
(i) the income tax; tracting State; and
(ii) any legal person, partnership or association deriving
(hereinafter referred to as “Omani tax”). its status as such from the laws in force in that Contract-
4 — The Agreement shall apply also to any identical or ing State.
substantially similar taxes that are imposed after the date
of signature of the Agreement in addition to, or in place 2 — As regards the application of the Agreement at
of, the existing taxes. The competent authorities of the any time by a Contracting State, any term not defined
Contracting States shall notify each other of any significant therein shall, unless the context otherwise requires, have
changes that have been made in their taxation laws. the meaning that it has at that time under the law of that
State for the purposes of the taxes to which the Agreement
applies, any meaning under the applicable tax laws of that
CHAPTER II State prevailing over a meaning given to the term under
other laws of that State.
Definitions
Article 3 Article 4
Resident
General definitions
1 — For the purposes of this Agreement, the term “resi-
1 — For the purposes of this Agreement, unless the dent of a Contracting State” means any person who, under
context otherwise requires: the laws of that State, is liable to tax therein by reason of
a) the term “Portuguese Republic” means the territory of his domicile, residence, place of management, place of
the Portuguese Republic situated in the European continent, registration, or any other criterion of a similar nature, and
the archipelagos of Azores and Madeira, the territorial sea also includes that State and any political or administrative
and inland waters thereof as well as the continental shelf subdivision or local authority or statutory body thereof.
and any other area wherein the Portuguese State exercises This term, however, does not include any person who is
sovereign rights or jurisdiction in accordance with the rules liable to tax in that State in respect only of income from
of international law; sources in that State.
2286 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
2 — Where by reason of the provisions of paragraph 1 f) the maintenance of a fixed place of business solely
an individual is a resident of both Contracting States, then for any combination of activities mentioned in sub-para-
his status shall be determined as follows: graphs a) to e), provided that the overall activity of the
a) he shall be deemed to be a resident only of the State in fixed place of business resulting from this combination is
which he has a permanent home available to him; if he has of a preparatory or auxiliary character.
a permanent home available to him in both States, he shall
be deemed to be a resident only of the State with which 5 — Notwithstanding the provisions of paragraphs 1 and
his personal and economic relations are closer (centre of 2, where a person other than an agent of an independent
vital interests); status to whom paragraph 6 applies is acting in a Contracting
b) if the State in which he has his centre of vital interests State on behalf of an enterprise of the other Contracting
cannot be determined, or if he has not a permanent home State, that enterprise shall be deemed to have a permanent
available to him in either State, he shall be deemed to be a establishment in the first-mentioned Contracting State in
resident only of the State in which he has an habitual abode; respect of any activities which that person undertakes for
c) if he has an habitual abode in both States or in neither the enterprise, if such a person:
of them, he shall be deemed to be a resident only of the a) has and habitually exercises in that State an authority
State of which he is a national; to conclude contracts in the name of the enterprise, unless
d) if he is a national of both States or of neither of them, the activities of such person are limited to those mentioned
the competent authorities of the Contracting States shall in paragraph 4 which, if exercised through a fixed place
settle the question by mutual agreement. of business, would not make this fixed place of business
a permanent establishment under the provisions of that
3 — Where by reason of the provisions of paragraph 1 paragraph; or
a person other than an individual is a resident of both b) has no such authority, but habitually maintains in
Contracting States, then it shall be deemed to be a resident the first-mentioned State a stock of goods or merchandise
only of the State in which its place of effective manage- from which he delivers goods or merchandise on behalf
ment is situated. of the enterprise.
Article 5
Permanent establishment 6 — An enterprise of a Contracting State shall not be
deemed to have a permanent establishment in the other
1 — For the purposes of this Agreement, the term “per- Contracting State merely because it carries on business in
manent establishment” means a fixed place of business that other Contracting State through a broker, general com-
through which the business of an enterprise is wholly or mission agent or any other agent of an independent status,
partly carried on. provided that such persons are acting in the ordinary course
2 — The term “permanent establishment” includes es- of their business. However, when the activities of such an
pecially: agent are devoted wholly or almost wholly on behalf of
a) a place of management; that enterprise, he will not be considered an agent of an
b) a branch; independent status within the meaning of this paragraph.
c) an office; 7 — The fact that a company which is a resident of a
d) a factory; Contracting State controls or is controlled by a company
e) a workshop; and which is a resident of the other Contracting State, or which
f) a mine, an oil or gas well, a quarry or any other place carries on business in that other State (whether through a
of extraction of natural resources. permanent establishment or otherwise), shall not of itself
constitute either company a permanent establishment of
3 — A building site, a construction, assembly or instal- the other.
lation project or supervisory activities in connection there-
with constitute a permanent establishment, but only if such CHAPTER III
site, project or activities last more than six months.
4 — Notwithstanding the preceding provisions of Taxation of income
this article, the term “permanent establishment” shall be Article 6
deemed not to include:
Income from immovable property
a) the use of facilities solely for the purpose of storage,
display or delivery of goods or merchandise belonging to 1 — Income derived by a resident of a Contracting
the enterprise; State from immovable property (including income from
b) the maintenance of a stock of goods or merchandise agriculture or forestry) situated in the other Contracting
belonging to the enterprise solely for the purpose of stor- State may be taxed in that other State.
age, display or delivery; 2 — The term “immovable property” shall have the
c) the maintenance of a stock of goods or merchan- meaning which it has under the law of the Contracting
dise belonging to the enterprise solely for the purpose of State in which the property in question is situated. The term
processing by another enterprise; shall in any case include property accessory to immovable
d) the maintenance of a fixed place of business solely property, livestock and equipment used in agriculture (in-
for the purpose of purchasing goods or merchandise or of cluding the breeding and cultivation of fish) or forestry,
collecting information, for the enterprise; rights to which the provisions of general law respecting
e) the maintenance of a fixed place of business solely landed property apply. Usufruct of immovable property
for the purpose of carrying on, for the enterprise, any other and rights to variable or fixed payments as consideration
activity of a preparatory or auxiliary character; for the working of, or the right to work, mineral deposits,
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2287
sources and other natural resources shall also be considered Article 8
as “immovable property”. Ships and aircraft shall not be Shipping and air transport
regarded as immovable property.
3 — The provisions of paragraph 1 shall apply to income 1 — Profits of an enterprise of a Contracting State from
derived from the direct use, letting, or use in any other the operation of ships or aircraft in international traffic
form of immovable property. shall be taxable only in that Contracting State.
4 — The provisions of paragraphs 1 and 3 shall also 2 — The provisions of paragraph 1 shall also apply to
apply to the income from immovable property of an en- profits from the participation in a pool, a joint business or
terprise and to income from immovable property used for an international operating agency.
the performance of independent personal services. 3 — For the purposes of this article, the term “operation
5 — The foregoing provisions shall also apply to income of ships or aircraft in international traffic” by an enterprise,
from movable property or income derived from services, includes:
which are connected with the use or the right to use the im- a) the charter, lease or rental of ships or aircraft fully
movable property, either of which, under the taxation law equipped, crewed and supplied, which are operated in
of the Contracting State in which the property is situated, international traffic;
is assimilated to income from immovable property. b) the charter, lease or rental on a bare-boat basis of
ships or aircraft, where such charter, lease or rental is
Article 7 incidental to the operation of ships or air craft in interna-
Business profits
tional traffic;
c) the use or rental of containers, where such use or
1 — The profits of an enterprise of a Contracting State rental is incidental to the operation of ships or aircraft in
shall be taxable only in that State unless the enterprise car- international traffic.
ries on business in the other Contracting State through a
Article 9
permanent establishment situated therein. If the enterprise
carries on business as aforesaid, the profits of the enterprise Associated enterprises
may be taxed in the other State but only so much of them 1 — Where:
as is attributable to that permanent establishment.
2 — Subject to the provisions of paragraph 3, where a) an enterprise of a Contracting State participates di-
an enterprise of a Contracting State carries on business in rectly or indirectly in the management, control or capital
the other Contracting State through a permanent establish- of an enterprise of the other Contracting State; or
ment situated therein, there shall in each Contracting State b) the same persons participate directly or indirectly in
be attributed to that permanent establishment the profits the management, control or capital of an enterprise of a Con-
which it might be expected to make if it were a distinct tracting State and an enterprise of the other Contracting State;
and separate enterprise engaged in the same or similar
activities under the same or similar conditions and dealing and in either case conditions are made or imposed be-
wholly independently with the enterprise of which it is a tween the two enterprises in their commercial or financial
permanent establishment. relations which differ from those which would be made
3 — In determining the profits of a permanent estab- between independent enterprises, then any profits which
lishment, there shall be allowed as deductions expenses would, but for those conditions, have accrued to one of the
which are incurred for the purposes of the business of the enterprises, but, by reason of those conditions, have not so
permanent establishment, including executive and gen- accrued, may be included in the profits of that enterprise
eral administrative expenses so incurred, whether in the and taxed accordingly.
2 — Where a Contracting State includes in the profits
State in which the permanent establishment is situated or
of an enterprise of that State — and taxes accordingly —
elsewhere.
profits on which an enterprise of the other Contracting
4 — Insofar as it has been customary in a Contracting State has been charged to tax in that other State and where
State to determine the profits to be attributed to a perma- the competent authorities of the Contracting States agree,
nent establishment on the basis of an apportionment of the upon consultation, that all or part of the profits so included
total profits of the enterprise to its various parts, nothing are profits which would have accrued to the enterprise of
in paragraph 2 shall preclude that Contracting State from the first-mentioned State if the conditions made between
determining the profits to be taxed by such an apportion- the two enterprises had been those which would have
ment as may be customary; the method of apportionment been made between independent enterprises, then that
adopted shall, however, be such that the result shall be in other State, if it agrees that the adjustment made by the
accordance with the principles contained in this article. first-mentioned State is justified both in principle and as
5 — No profits shall be attributed to a permanent estab- regards the amount, shall make an appropriate adjustment
lishment by reason of the mere purchase by that permanent to the amount of the tax charged therein on those profits.
establishment of goods or merchandise for the enterprise. In determining such adjustment, due regard shall be had
6 — For the purposes of the preceding paragraphs, the to the other provisions of this Agreement.
profits to be attributed to the permanent establishment shall
be determined by the same method year by year unless Article 10
there is good and sufficient reason to the contrary.
Dividends
7 — Where profits include items of income which are
dealt with separately in other articles of this Agreement, 1 — Dividends paid by a company which is a resident
then the provisions of those articles shall not be affected of a Contracting State to a resident of the other Contracting
by the provisions of this article. State may be taxed in that other State.
2288 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
2 — However, such dividends may also be taxed in Article 11
the Contracting State of which the company paying the Interest
dividends is a resident and according to the laws of that
State, but if the beneficial owner of the dividends is a 1 — Interest arising in a Contracting State and paid to
resident of the other Contracting State, the tax so charged a resident of the other Contracting State may be taxed in
shall not exceed: that other State.
2 — However, such interest may also be taxed in the
a) 5 per cent of the gross amount of the dividends if the Contracting State in which it arises and according to the
beneficial owner is: laws of that State, but if the beneficial owner of the inter-
(i) in the case of the Portuguese Republic, the State, a est is a resident of the other Contracting State, the tax so
political or administrative subdivision or a local authority charged shall not exceed 10 per cent of the gross amount
thereof, or the Central Bank of Portugal; and of the interest. The competent authorities of the Contracting
States shall by mutual agreement settle the mode of ap-
(ii) in the case of the Sultanate of Oman, the Govern-
plication of this limitation.
ment of the Sultanate of Oman, the Central Bank of Oman, 3 — Notwithstanding the provisions of paragraph 2,
the State General Reserve Fund, or the Omani Investment interest referred to in paragraph 1 shall be taxable only in
Fund. The provisions of this subparagraph shall also apply the Contracting State of which the recipient is a resident,
to any other statutory body or institution wholly owned if such interest is paid to and beneficially owned by:
by the Government of the Sultanate of Oman, as may be
agreed from time to time between the competent authori- a) in the case of the Portuguese Republic, the State, a
ties of the Contracting States; political or administrative subdivision or a local authority
thereof, or the Central Bank of Portugal; and
b) 10 per cent of the gross amount of the dividends if the b) in the case of the Sultanate of Oman, the Government
beneficial owner is a company (other than a partnership) of the Sultanate of Oman, the Central Bank of Oman, the
which holds directly at least 10 per cent of the capital of State General Reserve Fund, or the Omani Investment
Fund. The provisions of this subparagraph shall also apply
the company paying the dividends;
to any other statutory body or institution wholly owned
c) 15 per cent of the gross amount of the dividends in
by the Government of the Sultanate of Oman, as may be
all other cases. agreed from time to time between the competent authori-
The competent authorities of the Contracting States ties of the Contracting States.
shall by mutual agreement settle the mode of application
of these limitations. This paragraph shall not affect the 4 — The term “interest” as used in this article means
taxation of the company in respect of the profits out of income from debt-claims of every kind, whether or not
which the dividends are paid. secured by mortgage and whether or not carrying a right
to participate in the debtor’s profits, and in particular, in-
3 — The term “dividends” as used in this article means come from government securities and income from bonds
income from shares, mining shares, founders’ shares or or debentures, including premiums and prizes attaching
other rights, not being debt-claims, participating in profits, to such securities, bonds or debentures. Penalty charges
as well as income from other corporate rights which is for late payment shall not be regarded as interest for the
subjected to the same taxation treatment as income from purpose of this article.
shares by the laws of the State of which the company mak- 5 — The provisions of paragraphs 1 and 2 shall not ap-
ing the distribution is a resident. ply if the beneficial owner of the interest, being a resident
4 — The provisions of paragraphs 1 and 2 shall not of a Contracting State, carries on business in the other
apply if the beneficial owner of the dividends, being a Contracting State in which the interest arises through a
resident of a Contracting State, carries on business in the permanent establishment situated therein, or performs
other Contracting State of which the company paying the in that other State independent personal services from a
dividends is a resident, through a permanent establishment fixed base situated therein, and the debt-claim in respect
situated therein, or performs in that other State independent of which the interest is paid is effectively connected with
personal services from a fixed base situated therein, and such permanent establishment or fixed base. In such case
the holding in respect of which the dividends are paid is the provisions of article 7 or article 14, as the case may
effectively connected with such permanent establishment be, shall apply.
or fixed base. In such case the provisions of article 7 or 6 — Interest shall be deemed to arise in a Contracting
State when the payer is a resident of that State. Where,
article 14, as the case may be, shall apply.
however, the person paying the interest, whether he is a
5 — Where a company which is a resident of a Con- resident of a Contracting State or not, has in a Contracting
tracting State derives profits or income from the other State a permanent establishment or a fixed base in con-
Contracting State, that other State may not impose any nection with which the indebtedness on which the interest
tax on the dividends paid by the company, except insofar is paid was incurred, and such interest is borne by such
as such dividends are paid to a resident of that other State permanent establishment or fixed base, then such interest
or insofar as the holding in respect of which the dividends shall be deemed to arise in the State in which the permanent
are paid is effectively connected with a permanent estab- establishment or fixed base is situated.
lishment or a fixed base situated in that other State, nor 7 — Where, by reason of a special relationship between
subject the company’s undistributed profits to a tax on the payer and the beneficial owner or between both of them
the company’s undistributed profits, even if the dividends and some other person, the amount of the interest, having
paid or the undistributed profits consist wholly or partly regard to the debt-claim for which it is paid, exceeds the
of profits or income arising in such other State. amount which would have been agreed upon by the payer
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2289
and the beneficial owner in the absence of such relation- Article 13
ship, the provisions of this article shall apply only to the Capital gains
last-mentioned amount. In such case, the excess part of
the payments shall remain taxable according to the laws of 1 — Gains derived by a resident of a Contracting State
each Contracting State, due regard being had to the other from the alienation of immovable property referred to in
provisions of this Agreement. article 6 and situated in the other Contracting State may
be taxed in that other State.
Article 12 2 — Gains from the alienation of movable property
forming part of the business property of a permanent es-
Royalties tablishment which an enterprise of a Contracting State
1 — Royalties arising in a Contracting State and paid has in the other Contracting State or of movable property
to a resident of the other Contracting State may be taxed pertaining to a fixed base available to a resident of a Con-
in that other State. tracting State in the other Contracting State for the purpose
of performing independent personal services, including
2 — However, such royalties may also be taxed in the
such gains from the alienation of such a permanent estab-
Contracting State in which they arise and according to lishment (alone or with the whole enterprise) or of such
the laws of that State, but if the beneficial owner of the fixed base, may be taxed in that other State.
royalties is a resident of the other Contracting State, the 3 — Gains derived by an enterprise of a Contracting
tax so charged shall not exceed 8 per cent of the gross State from the alienation of ships or aircraft operated in
amount of the royalties. The competent authorities of the international traffic or movable property pertaining to the
Contracting States shall by mutual agreement settle the operation of such ships or aircraft shall be taxable only in
mode of application of this limitation. that Contracting State.
3 — The term “royalties” as used in this article means 4 — Gains derived by a resident of a Contracting State
payments of any kind received as a consideration for the from the alienation of shares or of a comparable interest
use of, or the right to use, any copyright of literary, artistic deriving more than 50 percent of their value directly or
or scientific work including computer software, cinemato- indirectly from immovable property situated in the other
graph films, or films or tapes or discs used for radio or Contracting State may be taxed in that other State.
television broadcasting, any patent, trade mark, design 5 — Gains from the alienation of any property other
or model, plan, secret formula or process, or for the use than that referred to in paragraphs 1, 2, 3 and 4, shall be
of, or the right to use, industrial, commercial or scientific taxable only in the Contracting State of which the aliena-
equipment, or for information concerning industrial, com- tor is a resident.
mercial or scientific experience. Article 14
4 — The provisions of paragraphs 1 and 2 shall not ap-
ply if the beneficial owner of the royalties, being a resident Independent personal services
of a Contracting State, carries on business in the other 1 — Income derived by a resident of a Contracting State
Contracting State in which the royalties arise through a in respect of professional services or other activities of an
permanent establishment situated therein, or performs in independent character shall be taxable only in that State
that other State independent personal services from a fixed unless he has a fixed base regularly available to him in the
base situated therein, and the right or property in respect other Contracting State for the purpose of performing his
of which the royalties are paid is effectively connected activities. If he has such a fixed base, the income may be
with such permanent establishment or fixed base. In such taxed in the other Contracting State but only so much of
case the provisions of article 7 or article 14, as the case it as is attributable to that fixed base.
may be, shall apply. 2 — The term “professional services” includes espe-
5 — Royalties shall be deemed to arise in a Contracting cially independent scientific, literary, artistic, educational
State when the payer is a resident of that State. Where, or teaching activities as well as the independent activities
however, the person paying the royalties, whether he is a of physicians, lawyers, engineers, architects, dentists and
resident of a Contracting State or not, has in a Contracting accountants.
State a permanent establishment or fixed base in connection Article 15
with which the liability to pay the royalties was incurred,
Dependent personal services
and such royalties are borne by such permanent establish-
ment or fixed base, then such royalties shall be deemed to 1 — Subject to the provisions of articles 16, 18, 19, 20
arise in the State in which the permanent establishment or and 21, salaries, wages and other similar remuneration
fixed base is situated. derived by a resident of a Contracting State in respect of
6 — Where, by reason of a special relationship between an employment shall be taxable only in that State unless
the payer and the beneficial owner or between both of them the employment is exercised in the other Contracting State.
and some other person, the amount of the royalties, having If the employment is so exercised, such remuneration as is
regard to the use, right or information for which they are derived therefrom may be taxed in that other State.
paid, exceeds the amount which would have been agreed 2 — Notwithstanding the provisions of paragraph 1,
upon by the payer and the beneficial owner in the absence remuneration derived by a resident of a Contracting State
of such relationship, the provisions of this article shall ap- in respect of an employment exercised in the other Con-
ply only to the last-mentioned amount. In such case, the tracting State shall be taxable only in the first-mentioned
excess part of the payments shall remain taxable according State if:
to the laws of each Contracting State, due regard being had a) the recipient is present in the other State for a period
to the other provisions of this Agreement. or periods not exceeding in the aggregate 183 days in any
2290 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
twelve month period commencing or ending in the fiscal able only in that State. However, such salaries, wages and
year concerned; and other similar remuneration shall be taxable only in the other
b) the remuneration is paid by, or on behalf of, an em- Contracting State if the services are rendered in that State
ployer who is not a resident of the other State; and and the individual is a resident of that State who:
c) the remuneration is not borne by a permanent estab-
lishment or a fixed base which the employer has in the a) is a national of that State; or
other State. b) did not become a resident of that State solely for the
purpose of rendering the services.
3 — Notwithstanding the preceding provisions of this
article, remuneration derived in respect of an employment 2 — Notwithstanding the provisions of paragraph 1,
exercised aboard a ship or aircraft operated in international pensions and other similar remuneration paid by, or out
traffic by an enterprise of a Contracting State may be taxed of funds created by, a Contracting State or a political or
in that Contracting State. administrative subdivision or a local authority or a statutory
body thereof to an individual in respect of services rendered
Article 16 to that State or subdivision or authority or statutory body
shall be taxable only in that State. However, such pensions
Directors’ fees
and other similar remuneration shall be taxable only in the
Directors’ fees and other similar payments derived by a other Contracting State if the individual is a resident of,
resident of a Contracting State in his capacity as a member and a national of, that State.
of the board of directors or supervisory board or a similar 3 — The provisions of articles 15, 16, 17, and 18 shall
body of a company which is a resident of the other Con- apply to salaries, wages, pensions, and other similar re-
tracting State may be taxed in that other State. muneration in respect of services rendered in connection
with a business carried on by a Contracting State or a
Article 17 political or administrative subdivision or a local authority
or a statutory body thereof.
Artistes and sportsmen
1 — Notwithstanding the provisions of articles 14 and Article 20
15, income derived by a resident of a Contracting State as Professors and researchers
an entertainer, such as a theatre, motion picture, radio or
television artiste, or a musician, or as a sportsman, from 1 — An individual who is or was a resident of a Con-
his personal activities as such exercised in the other Con- tracting State immediately before making a visit to the
tracting State, may be taxed in that other State. other Contracting State and who, at the invitation of any
2 — Where income in respect of personal activities recognized university, college, school, or other similar
exercised by an entertainer or a sportsman in his capacity educational institution or scientific research institution, or
as such accrues not to the entertainer or sportsman himself under an official programme of cultural exchange, visits
but to another person, that income may, notwithstanding that other Contracting State for a period not exceeding two
the provisions of articles 7, 14 and 15, be taxed in the years from the date of his first arrival in that other State
Contracting State in which the activities of the entertainer solely for the purpose of teaching or research or both at
or sportsman are exercised. such educational or research institution, shall be exempt
3 — Income derived by an entertainer or a sportsman from tax in that other State on any remuneration derived
from activities exercised in a Contracting State shall be from such teaching or research.
exempt from tax in that State, if the visit to that State is 2 — The provisions of paragraph 1 shall not apply
supported wholly or mainly by public funds of the other to income from research if such research is undertaken
Contracting State or a statutory body thereof. primarily for the private benefit of a specific person or
persons.
Article 18 Article 21
Pensions Students and apprentices
1 — Subject to the provisions of paragraph 2 of arti- Payments which a student or business apprentice who
cle 19, pensions and other similar remuneration paid to is or was immediately before visiting a Contracting State a
a resident of a Contracting State shall be taxable only in resident of the other Contracting State and who is present
that State. in the first-mentioned State solely for the purpose of his
2 — Notwithstanding the provisions of paragraph 1, education or training receives for the purpose of his main-
pensions and other similar remuneration paid to a resident tenance, education or training shall not be taxed in that
of a Contracting State may also be taxed in the Contract- State, provided that such payments arise from sources
ing State from which they arise, if and insofar they are not outside that State.
taxed in first mentioned Contracting State.
Article 22
Article 19 Other income
Government service
1 — Items of income of a resident of a Contracting
1 — Salaries, wages and other similar remuneration State, wherever arising, not dealt with in the foregoing
paid by a Contracting State or a political or administrative articles of this Agreement shall be taxable only in that State.
subdivision or a local authority or a statutory body thereof 2 — The provisions of paragraph 1 shall not apply to
to an individual in respect of services rendered to that State income, other than income from immovable property as
or subdivision or authority or statutory body shall be tax- defined in paragraph 2 of article 6, if the recipient of such
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2291
income, being a resident of a Contracting State, carries to which nationals of that other State in the same circum-
on business in the other Contracting State through a per- stances, in particular with respect to residence, are or may
manent establishment situated therein, or performs in that be subjected. This provision shall, notwithstanding the
other State independent personal services from a fixed provisions of article 1, also apply to persons who are not
base situated therein, and the right or property in respect residents of one or both of the Contracting States.
of which the income is paid is effectively connected with 2 — The taxation on a permanent establishment which
such permanent establishment or fixed base. In such case an enterprise of a Contracting State has in the other Con-
the provisions of article 7 or article 14, as the case may tracting State shall not be less favourably levied in that
be, shall apply. other State than the taxation levied on enterprises of that
3 — Notwithstanding the provisions of paragraphs 1 and other State carrying on the same activities. This provision
2, items of income of a resident of a Contracting State not shall not be construed as obliging a Contracting State
dealt with in the foregoing articles of this Agreement and to grant to residents of the other Contracting State any
arising in the other Contracting State may also be taxed personal allowances, reliefs and reductions for taxation
in that other State. purposes on account of civil status or family responsibili-
ties which it grants to its own residents.
CHAPTER IV 3 — Except where the provisions of paragraph 1 of arti-
cle 9, paragraph 7 of article 11, or paragraph 6 of article 12,
Methods for elimination of double taxation apply, interest, royalties and other disbursements paid by an
Article 23 enterprise of a Contracting State to a resident of the other
Contracting State shall, for the purpose of determining the
Elimination of double taxation taxable profits of such enterprise, be deductible under the
1 — In the Portuguese Republic, double taxation shall same conditions as if they had been paid to a resident of
be eliminated as follows: the first-mentioned State.
4 — Enterprises of a Contracting State, the capital of
Where a resident of the Portuguese Republic derives which is wholly or partly owned or controlled, directly or
income which, in accordance with the provisions of this indirectly, by one or more residents of the other Contracting
Agreement, may be taxed in the Sultanate of Oman, the State, shall not be subjected in the first-mentioned State
Portuguese Republic shall allow as a deduction from the to any taxation or any requirement connected therewith
tax on the income of that resident an amount equal to the which is other or more burdensome than the taxation and
income tax paid in the Sultanate of Oman. Such deduction connected requirements to which other similar enterprises
shall not, however, exceed that part of the income tax as of the first-mentioned State are or may be subjected.
computed before the deduction is given, which is attribut- 5 — The provisions of this article shall apply to taxes
able to the income which may be taxed in the Sultanate covered by this Agreement.
of Oman.
2 — In the Sultanate of Oman, double taxation shall be Article 25
eliminated as follows: Mutual agreement procedure
Where a resident of the Sultanate of Oman derives in- 1 — Where a person considers that the actions of one or
come which, in accordance with the provisions of this both of the Contracting States result or will result for him
Agreement, may be taxed in the Portuguese Republic, in taxation not in accordance with the provisions of this
the Sultanate of Oman shall allow as a deduction from the Agreement, he may, irrespective of the remedies provided
tax on the income of that resident an amount equal to the by the domestic law of those States, present his case to
income tax paid in the Portuguese Republic, whether di- the competent authority of the Contracting State of which
rectly or by deduction. Such deduction shall not, however, he is a resident or, if his case comes under paragraph 1 of
exceed that part of the income tax (as computed before article 24, to that of the Contracting State of which he is
the deduction is given) which is attributable to the income a national. The case must be presented within three years
which may be taxed in the Portuguese Republic. from the first notification of the action resulting in taxation
not in accordance with the provisions of the Agreement.
3 — Where in accordance with any provisions of this 2 — The competent authority shall endeavour, if the
Agreement income derived by a resident of a Contracting objection appears to it to be justified and if it is not itself
State is exempt from tax in that State, such State may able to arrive at a satisfactory solution, to resolve the case
nevertheless, in calculating the amount of tax on the re- by mutual agreement with the competent authority of the
maining income of such resident, take into account the other Contracting State, with a view to the avoidance of
exempted income. taxation which is not in accordance with the Agreement.
Any agreement reached shall be implemented notwith-
CHAPTER V standing any time limits in the domestic law of the Con-
Special provisions tracting States.
3 — The competent authorities of the Contracting States
Article 24 shall endeavour to resolve by mutual agreement any dif-
ficulties or doubts arising as to the interpretation or ap-
Non-discrimination
plication of the Agreement.
1 — Nationals of a Contracting State shall not be sub- 4 — The competent authorities of the Contracting States
jected in the other Contracting State to any taxation or any may communicate with each other directly for the purpose
requirement connected therewith, which is other or more of reaching an agreement in the sense of the preceding
burdensome than the taxation and connected requirements paragraphs.
2292 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
Article 26 Article 28
Exchange of information Protocol
1 — The competent authorities of the Contracting States The attached Protocol is an integral part of this Agree-
shall exchange such information as is foreseeably relevant ment.
for carrying out the provisions of this Agreement or to
the administration or enforcement of the domestic laws CHAPTER VI
concerning taxes of every kind and description imposed Final provisions
on behalf of the Contracting States, or of their political or
administrative subdivisions or local authorities, insofar Article 29
as the taxation thereunder is not contrary to the Agree- Entry into force
ment. The exchange of information is not restricted by
articles 1 and 2. Each of the Contracting States shall notify the other
2 — Any information received under paragraph 1 by Contracting State through diplomatic channels of the com-
a Contracting State shall be treated as secret in the same pletion of the procedures required by its law for the bring-
manner as information obtained under the domestic laws of ing into force of this Agreement. This Agreement shall
that State and shall be disclosed only to persons or authori- enter into force on the date of the later of these notifications
and shall thereupon have effect as follows:
ties (including courts and administrative bodies) concerned
with the assessment or collection of, the enforcement or a) in the Portuguese Republic:
prosecution in respect of, the determination of appeals (i) in respect of taxes withheld at source, the fact giving
in relation to the taxes referred to in paragraph 1, or the rise to them appearing on or after the first day of Janu-
oversight of the above. Such persons or authorities shall ary of the calendar year next following that in which this
use the information only for such purposes. They may Agreement enters into force;
disclose the information in public court proceedings or in (ii) in respect of other taxes, as to income arising in any
judicial decisions. fiscal year beginning on or after the first day of January of
3 — In no case shall the provisions of paragraphs 1 the calendar year next following that in which this Agree-
and 2 be construed so as to impose on a Contracting State ment enters into force;
the obligation:
b) in the Sultanate of Oman:
a) to carry out administrative measures at variance with
the laws and administrative practice of that or of the other (i) in respect of taxes withheld at source, for amounts paid
Contracting State; or credited on or after the first day of January next follow-
b) to supply information which is not obtainable under ing the date on which this Agreement enters into force; and
the laws or in the normal course of the administration of (ii) in respect of other taxes, for any tax year commenc-
that or of the other Contracting State; ing on or after the first day of January next following the
c) to supply information which would disclose any trade, date on which this Agreement enters into force.
business, industrial, commercial or professional secret or
trade process, or information the disclosure of which would Article 30
be contrary to public policy (ordre public). Termination
1 — This Agreement shall remain in force until termi-
4 — If information is requested by a Contracting State nated by one of the Contracting States. Either Contract-
in accordance with this article, the other Contracting State ing State may terminate the Agreement, through diplo-
shall use its information gathering measures to obtain the matic channels, by giving notice of termination at least
requested information, even though that other State may six months before the end of any calendar year after the
not need such information for its own tax purposes. The period of five years from the date on which the Agreement
obligation contained in the preceding sentence is subject enters into force. In such event, the Agreement shall cease
to the limitations of paragraph 3 but in no case shall such to have effect as follows:
limitations be construed to permit a Contracting State to a) in the Portuguese Republic:
decline to supply information solely because it has no
domestic interest in such information. (i) in respect of taxes withheld at source, the fact giving
5 — In no case shall the provisions of paragraph 3 be rise to them appearing on or after the first day of January
construed to permit a Contracting State to decline to sup- of the calendar year next following that in which the notice
ply information solely because the information is held by a of termination is given; and
bank, other financial institution, nominee or person acting (ii) in respect of other taxes, as to income arising in the
in an agency or a fiduciary capacity or because it relates fiscal year beginning on or after the first day of January of
to ownership interests in a person. the calendar year next following that in which the notice
of termination is given;
Article 27 b) in the Sultanate of Oman:
Members of diplomatic missions and consular posts (i) in respect of taxes withheld at source, for amounts
paid or credited on or after the first day of January in the
Nothing in this Agreement shall affect the fiscal privi- calendar year immediately following that in which the
leges of members of diplomatic missions or consular posts notice of termination is given; and
under the general rules of international law or under the (ii) in respect of other taxes, for any tax year commenc-
provisions of special agreements. ing on or after the first day of January in the calendar
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2293
year immediately following that in which the notice of Particularly, in the case of contracts for the survey, sup-
termination is given. ply, installation or construction of industrial, commercial
or scientific equipment or premises, or of public works,
In witness whereof the undersigned, duly authorized when the enterprise has a permanent establishment, the
thereto, have signed this Agreement. profits attributable to such permanent establishment shall
not be determined on the basis of the total amount of the
Done at Lisbon this 28 day of April, 2015, correspond- contract, but shall be determined only on the basis of that
ing to the 9 day of Rajab 1436 AH in two originals, in the part of the contract that is effectively carried out by the
Portuguese, Arabic and English languages, all texts being permanent establishment in the Contracting State in which
equally authentic. In case of any divergence of interpreta- the permanent establishment is situated. The profits related
tion of the texts of this Agreement, the English text shall to that part of the contract which is carried out by the head
prevail. office of the enterprise shall be taxable only in the Contracting
State of which the enterprise is a resident.
For the Portuguese Republic: 4 — Ad article 7, paragraph 3:
It is understood that the provisions of paragraph 3 of
Paulo Núncio, Secretary of State of Tax Affairs. Article 7 of the Agreement do not prevent the Contracting
State in which the permanent establishment is situated
For the Sultanate of Oman: from applying the provisions of its domestic law, includ-
Humaid Ali Sultan Al-Maani, Ambassador of Sultanate ing regulations, relating to deductions when determining
of Oman Accredited to the Republic of Portugal. the taxable income of the permanent establishment for its
domestic tax purposes.
5 — Ad articles 7 and 14:
PROTOCOL TO THE AGREEMENT BETWEEN THE PORTUGUESE It is understood that the provisions of article 7 or arti-
REPUBLIC AND THE SULTANATE OF OMAN FOR THE AVOID- cle 14, as the case may be, shall apply to any payments
ANCE OF DOUBLE TAXATION AND THE PREVENTION OF FIS- received as a consideration for technical services, including
CAL EVASION WITH RESPECT TO TAXES ON INCOME. studies or surveys of a scientific, geological or technical
nature, or for management, consultancy or supervisory
On signing the Agreement between the Portuguese Re- services.
public and the Sultanate of Oman for the Avoidance of 6 — Ad article 8, paragraph 2:
Double Taxation and the Prevention of Fiscal Evasion It is understood that the provisions of paragraph 2 of
with respect to Taxes on Income (hereinafter referred to article 8 of the Agreement shall also apply to profits from
as “the Agreement”), the signatories have agreed that the the participation in a consortium or a similar form of as-
following provisions shall form an integral part of the sociation.
Agreement: 7 — Ad article 10, paragraph 3:
1 — Entitlement to the Benefits foreseen in the Agree- It is understood that, in the case of the Portuguese Re-
ment: public, the term “dividends” also includes profits attributed
under an arrangement for participation in profits (“as-
a) it is understood that the provisions of the Agreement sociação em participação”), which are subjected to the
shall not be interpreted so as to prevent the application same tax treatment as dividends from shares under the
by a Contracting State of the anti-avoidance provisions Portuguese tax law.
provided for in its domestic law;
In witness whereof the undersigned, duly authorized
b) it is understood that the benefits foreseen in the thereto, have signed this Protocol.
Agreement shall not be granted to a resident of a Contract-
ing State which is not the beneficial owner of the income Done at Lisbon this 28 day of April, 2015, correspon-
derived from the other Contracting State; ding to the 9 day of Rajab 1436 AH in two originals, in
the Portuguese, Arabic and English languages, all texts
c) it is understood that the provisions of the Agreement being equally authentic. In case of any divergence of in-
shall not apply if it was the main purpose or one of the terpretation of the texts of this Protocol, the English text
main purposes of any person concerned with the creation shall prevail.
or assignment of the property or right in respect of which
the income is paid to take advantage of those provisions For the Portuguese Republic:
by means of such creation or assignment. Paulo Núncio, Secretary of State of Tax Affairs.
2 — With reference to the Agreement: For the Sultanate of Oman:
It is understood that the term “statutory body” shall only
apply to the Sultanate of Oman and means a body consti- Humaid Ali Sultan Al-Maani, Ambassador of Sultanate
tuted in the Sultanate of Oman by a Royal Decree. of Oman Accredited to the Republic of Portugal.
3 — Ad article 7, paragraphs 1 and 2:
In respect of paragraphs 1 and 2 of article 7 of the Resolução da Assembleia da República n.º 129/2016
Agreement, where an enterprise of a Contracting State
sells goods or merchandise or carries on business in the Recomenda ao Governo a criação do estatuto
other Contracting State through a permanent establishment do cuidador informal
situated therein, the profits of that permanent establishment
shall not be determined on the basis of the total amount A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5
received by the enterprise, but shall be determined only do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo
on the basis of that portion of the income of the enterprise que:
that is attributable to the actual activity of the permanent 1 — Crie o estatuto do cuidador informal, inscrevendo
establishment in respect of such sales or business. no mesmo direitos e garantias específicos para os pres-
2294 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
tadores de cuidados continuados e/ou paliativos, nomea- 3 — Promova, em sede de Conselho Económico e So-
damente: cial, a avaliação e aprovação de medidas aplicáveis a cui-
1.1 — Apoio regular e permanente para prestação de dadores informais que consagrem, designadamente:
cuidados à pessoa a seu cargo, ao nível dos cuidados de
a) O alargamento do âmbito temporal das licenças para
saúde primários locais, tais como cuidados médicos, de
assistência a familiar dependente;
enfermagem e de fisioterapia, apoio psicossocial e na pres-
b) Condições favoráveis de acesso à situação de pré-
crição e administração de fármacos.
-reforma com fundamento em assistência a familiares
1.2 — Apoio psicossocial e sessões de formação e infor-
dependentes;
mação para poder ter maior conhecimento da patologia ou
c) A possibilidade de aplicação de horários reduzidos,
da situação da pessoa a seu cargo e das melhores técnicas
de jornada contínua ou de meia jornada, bem como a pro-
para prestar cuidados específicos.
moção do teletrabalho.
1.3 — Direito ao descanso, seja através da garantia
de disponibilização de camas públicas para o efeito, seja
4 — Reestabeleça urgentemente o funcionamento da
através dos cuidados domiciliários prestados no âmbito
Linha Saúde 24 Sénior que suspendeu, disponibilizando-
dos cuidados de saúde primários, adaptando as respostas
-lhe os meios necessários para assegurar o adequado
ao grau de dependência e incapacidade da pessoa a cargo.
acompanhamento, em especial dos idosos em situação
1.4 — Direito a horário flexível e/ou redução de horário
de isolamento.
de trabalho, se tal se considerar necessário e justificável,
5 — Promova o envolvimento na criação, desenvolvi-
sem que isso se traduza numa redução da remuneração.
mento e implementação do estatuto do cuidador informal
1.5 — Direito a baixa médica prolongada para assistên-
dos agentes institucionais da rede social e solidária, nomea-
cia a pessoa sinalizada pela Rede Nacional de Cuidados
damente da Confederação Nacional das Instituições de
Continuados Integrados ou pela Rede Nacional de Cui-
Solidariedade (CNIS), da União das Misericórdias Portu-
dados Paliativos.
guesas (UMP), da União das Mutualidades Portuguesas,
Aprovada em 13 de maio de 2016. das associações de doentes crónicos, da Confederação
Nacional dos Organismos de Deficientes (CNOD) e das
O Presidente da Assembleia da República, Eduardo demais associações representativas de pessoas com defi-
Ferro Rodrigues. ciência.
6 — Estude e avalie o modelo prestacional de solidarie-
Resolução da Assembleia da República n.º 130/2016 dade, no sentido de verificar a possibilidade de atribuição
de apoios diretos a cuidadores informais, atendendo a
Recomenda ao Governo medidas de apoio aos cuidadores que a não institucionalização significa objetivamente uma
informais e a aprovação do seu estatuto poupança de recursos públicos.
A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 Aprovada em 13 de maio de 2016.
do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo
que: O Presidente da Assembleia da República, Eduardo
1 — Aprove o estatuto do cuidador informal. Ferro Rodrigues.
2 — Estude e avalie, no âmbito do referido estatuto,
designadamente: Resolução da Assembleia da República n.º 131/2016
a) A definição dos direitos e deveres dos cuidadores
informais; Recomenda ao Governo medidas de combate à Vespa velutina
b) A possibilidade de atribuição de deduções fiscais em A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5
sede de imposto sobre o rendimento das pessoas singulares do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo
(IRS);
que:
c) A criação de mecanismos de disponibilização de in-
formação relativamente aos instrumentos legais de apoio 1 — Promova, através dos meios de comunicação social
aos cuidadores informais, em especial sobre os instru- e dos serviços públicos, uma campanha de informação
mentos de apoio adicional ou complementar existentes sobre a Vespa velutina, os riscos associados e os compor-
e os apoios disponibilizados por parte do Estado e das tamentos a adotar sempre que são detetados novos ninhos.
entidades do setor social e privado, suas condições e regras 2 — Organize, em cooperação com as autarquias, as co-
de utilização; munidades intermunicipais (CIM), os bombeiros, a prote-
d) A promoção do acesso a informação e formação bá- ção civil e as organizações de apicultores, e no respeito pela
sica aos cuidadores informais como forma de aumentar autonomia destas entidades, a formação para a destruição
a sua capacitação para a prestação de cuidados a pessoas dos respetivos ninhos, difundindo as melhores práticas.
dependentes; 3 — Implante efetivamente em todo o país o Plano de
e) O desenvolvimento de ações no âmbito dos cuidados Ação para a Vigilância e Controlo da Vespa velutina em
de saúde primários e continuados com o objetivo de iden- Portugal, detetando e ultrapassando bloqueios.
tificar as pessoas necessitadas de apoio e os cuidadores
informais; 4 — Supere lacunas na aplicação e no uso da plataforma
f) A promoção da articulação entre as redes de cuidados informática “SOS Vespa”.
primários e continuados integrados de modo a aumentar 5 — Invista em mecanismos de deteção desta vespa e
a prestação de cuidados residenciais e as formas de apoio na monitorização de localização dos seus ninhos, numa
aos cuidados domiciliários, garantindo também o apoio ou lógica de proximidade e de participação das populações,
o internamento temporário de pessoas dependentes para assente na coordenação pelas comunidades intermunicipais
descanso dos cuidadores informais. e no trabalho das autarquias locais.
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2295
6 — Implemente, com urgência, o projeto GESVESPA 2 — Defenda a assunção de medidas comunitárias
(Estratégias de Gestão Sustentável da Vespa velutina), atri- específicas para o apoio da plantação e exploração do
buindo prioridade à captura das fundadoras com armadilhas medronheiro.
seletivas georreferenciadas. 3 — Apoie a criação de um fórum nacional do medronho
7 — Crie zonas tampão que permitam detetar precoce- que possa integrar os produtores, as associações, a comu-
mente a expansão da Vespa velutina no território nacional, nidade científica, as entidades públicas e demais agentes
com a criação de “apiários sentinela” no perímetro exterior privados, visando o desenvolvimento de estratégias que
das zonas já atingidas. tenham como objetivos:
8 — Apoie as associações de apicultores e as autarquias
como parceiros essenciais nas operações de deteção e a) Aumentar o conhecimento sobre o setor;
combate. b) Melhorar e organizar a cultura desta espécie em Por-
9 — Promova a troca de informação e a articulação de tugal;
esforços com as autoridades espanholas na prevenção e c) Estimular processos de certificação e de denomina-
combate a esta praga. ção de origem que permitam valorizar o medronho e os
10 — Procure mobilizar recursos financeiros da União seus derivados, em conformidade com as características
Europeia, também afetada pela Vespa velutina, para cofinan- de regiões demarcadas de medronho, bem como o surgi-
ciar as operações de deteção, combate e investigação sobre mento de marcas próprias criadas por produtores e suas
esta praga, bem como para apoios diretos aos apicultores. organizações e que estejam viradas para a promoção de
produções locais de qualidade;
Aprovada em 20 de maio de 2016. d) Promover a valorização do medronheiro, do medro-
O Presidente da Assembleia da República, Eduardo nho e dos seus subprodutos.
Ferro Rodrigues.
4 — Apoie a partilha da informação sobre a espécie
entre a comunidade técnica e científica e os produtores, o
Resolução da Assembleia da República n.º 132/2016 seu estudo e das suas diversas utilizações, nomeadamente a
sua valorização económica, ecológica e, em vastas zonas do
Recomenda ao Governo o reforço do Centro Hospitalar do Médio território nacional, como cultura prioritária na prevenção
Tejo para melhorar a qualidade dos serviços prestados do risco de incêndios.
A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 5 — Apoie, através de mecanismos financeiros e de
do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo meios técnicos, o desenvolvimento e exploração do me-
que: dronheiro.
1 — Assegure que os três hospitais do Centro Hospitalar 6 — Crie critérios facilitados para o licenciamento de
do Médio Tejo (Torres Novas, Tomar e Abrantes) dispõem alambiques que tenham em conta as características da
de serviços de urgência médico-cirúrgica, de medicina produção de pequena e muito pequena escala.
interna, cirurgia e pediatria com recursos necessários para Aprovada em 17 de junho de 2016.
o seu normal funcionamento e capacidade de resposta,
garantindo a segurança e o tratamento humano dos doentes O Presidente da Assembleia da República, Eduardo
e a dignidade profissional dos que neles laboram. Ferro Rodrigues.
2 — Reequacione a referenciação para as urgências dos
utentes dos concelhos de Ourém, Gavião e Ponte de Sor.
3 — Assegure o alargamento das valências disponíveis
nos hospitais do Centro Hospitalar do Médio Tejo e o
NEGÓCIOS ESTRANGEIROS
reforço dos respetivos quadros de pessoal, contratando,
nomeadamente, os médicos e enfermeiros em falta, con- Aviso n.º 77/2016
dição essencial para garantir um serviço de qualidade. Por ordem superior se torna público que o Secretariado-
Aprovada em 20 de maio de 2016. -geral do Conselho da União Europeia comunicou, pela
nota n.º SGS 16/04979, de 1 de junho de 2016, ter a União
O Presidente da Assembleia da República, Eduardo
Europeia concluído os procedimentos internos necessários
Ferro Rodrigues.
à entrada em vigor do Acordo que cria uma Associação
entre a União Europeia e a Comunidade Europeia de Ener-
Resolução da Assembleia da República n.º 133/2016 gia Atómica e os seus Estados-Membros, por um lado,
Recomenda ao Governo a adoção de medidas de apoio à cultura
e a Geórgia, por outro, assinado em Bruxelas em 27 de
do medronheiro e à produção de aguardente de medronho junho de 2014.
Mais se torna público que, tendo todas as Partes con-
AAssembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do cluído idênticos procedimentos, o presente acordo entrou
artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que: em vigor no dia 1 de julho de 2016, nos termos do seu
1 — Desenvolva os esforços e as diligências neces- artigo 431.º, n.º 2.
sárias para possibilitar a aplicação de uma taxa reduzida Portugal é Parte neste Acordo, aprovado, para ra-
do imposto especial sobre o consumo à aguardente e aos tificação, pela Resolução da Assembleia da República
licores produzidos exclusivamente com álcool feito com n.º 54/2015 e ratificado pelo Decreto do Presidente da
medronho nos territórios do centro interior do País, no República n.º 32/2015, publicados no Diário da República,
norte alentejano, no sul do distrito de Beja e na serra al- 1.ª série, n.º 99, de 22 de maio de 2015.
garvia, de elevada orografia, baixos rendimentos e onde
ocorrem há várias décadas acentuados processos de des- Direção-Geral dos Assuntos Europeus, 7 de julho
povoamento. de 2016. — O Diretor-Geral, Pedro Costa Pereira.
2296 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
Aviso n.º 78/2016 Artigo 2.º
Por ordem superior se torna público que o Secretariado- Alteração à Portaria n.º 37/2016, de 4 de março
-geral do Conselho da União Europeia comunicou, pela O artigo 2.º da Portaria n.º 37/2016, de 4 de março,
nota n.º SGS 16/05011, de 1 de junho de 2016, ter a União passa a ter a seguinte redação:
Europeia concluído os procedimentos internos necessários
à entrada em vigor do Acordo que cria uma Associação «Artigo 2.º
entre a União Europeia e a Comunidade Europeia de Ener- [...]
gia Atómica e os seus Estados-Membros, por um lado, e a
[...]:
República da Moldávia, por outro, assinado em Bruxelas
em 27 de junho de 2014. a) 55 % para a Administração Central do Sistema
Mais se torna público que, tendo todas as Partes con- de Saúde, I. P., com vista ao financiamento da Rede
cluído idênticos procedimentos, o presente acordo entrou Nacional de Cuidados Continuados Integrados;
em vigor no dia 1 de julho de 2016, nos termos do seu b) 28 % para entidades que prosseguem atribuições
nos domínios do planeamento, prevenção e tratamento
artigo 464.º, n.º 2. dos comportamentos aditivos e das dependências, a
Portugal é Parte neste Acordo, aprovado, para ra- distribuir por despacho do membro do Governo res-
tificação, pela Resolução da Assembleia da República ponsável pela área da saúde;
n.º 40-A/2015 e ratificado pelo Decreto do Presidente da c) [...]:
República n.º 29-A/2015, publicados no Diário da Re-
i) [...];
pública, 1.ª série, n.º 78, 1.º suplemento, de 22 de abril ii) [...];
de 2015. iii) [...];
Direção-Geral dos Assuntos Europeus, 7 de julho iv) [...];
de 2016. — O Diretor-Geral, Pedro Costa Pereira. v) [...];
vi) [...];
vii) [...];
viii) [...];
ix) [...].»
SAÚDE
Artigo 3.º
Portaria n.º 193/2016 Acertos
de 18 de julho Serão efetuados os acertos necessários aos montantes
a transferir para as entidades referidas nas alíneas a) e b)
O Decreto-Lei n.º 56/2006, de 15 de março, alterado pe- do artigo 2.º da Portaria n.º 37/2016, de 4 de março, na
los Decretos-Leis n.os 44/2011, de 24 de março, e 106/2011, redação conferida pela presente portaria, de modo que as
de 21 de outubro, que regula a forma de distribuição dos verbas acumuladas a repartir por essas entidades, no ano
resultados líquidos dos jogos sociais explorados pela Santa de 2016, correspondam às percentagens resultantes da
Casa da Misericórdia de Lisboa, determina que as nor- alteração efetuada pela presente portaria.
mas regulamentares necessárias à repartição anual das
verbas dos jogos sociais são aprovadas por portaria do Artigo 4.º
ministro responsável pela área setorial, para vigorar no Entrada em vigor
ano seguinte.
Através da Portaria n.º 37/2016, de 4 de março, foram A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao
da respetiva publicação.
fixadas as normas regulamentares necessárias à reparti-
ção das verbas dos resultados líquidos de exploração dos O Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes,
jogos sociais afetas ao Ministério da Saúde para o ano em 8 de julho de 2016.
de 2016.
Tendo em conta as necessidades entretanto apuradas, é
necessário alterar os critérios de repartição fixados.
Assim, nos termos do artigo 6.º do Decreto-Lei AMBIENTE
n.º 56/2006, de 15 de março, alterado pelos Decretos-Leis
n.os 44/2011, de 24 de março, e 106/2011, de 21 de outubro, Declaração de Retificação n.º 13/2016
manda o Governo, pelo Ministro da Saúde, o seguinte: A Portaria n.º 175/2016, publicada no Diário da Repú-
blica, 1.ª série, n.º 118, de 22 de junho de 2016, apresenta
Artigo 1.º
no texto do seu artigo 3.º uma inexatidão quanto à data da
Objeto produção dos seus efeitos.
A presente portaria procede à alteração da Portaria Assim, no mencionado artigo 3.º retifica-se que onde
n.º 37/2016, de 4 de março, que fixa as normas regula- se lê «no dia seguinte ao da respetiva publicação» deve
mentares necessárias à repartição dos resultados líquidos ler-se «com a entrada em vigor da revisão do Plano Diretor
de exploração dos jogos sociais atribuídos ao Ministério Municipal de Caminha».
da Saúde nos termos do Decreto-Lei n.º 56/2006, de 15 de 27 de junho de 2016. — A Secretária de Estado do Or-
março, alterado pelos Decretos-Leis n.os 44/2011, de 24 de denamento do Território e da Conservação da Natureza,
março, e 106/2011, de 21 de outubro. Célia Maria Gomes de Oliveira Ramos.
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2297
SUPREMO TRIBUNAL ADMINISTRATIVO c) A aquisição da nacionalidade em razão da von-
tade — pressupõe que o interessado esteja casado ou
Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo viva em união de facto há mais de três anos com o
n.º 3/2016 cidadão nacional (O artigo 3.º daquela Lei tem a se-
guinte redação:
Acórdão do STA de 16-06-2016, no Processo n.º 201/16 i) «1 — O estrangeiro casado há mais de três anos
com nacional português pode adquirir a nacionalidade
Processo n.º 201/16 — Pleno da 1.ª Secção portuguesa mediante declaração feita na constância
Acordam em conferência no Pleno da Secção de do matrimónio.
Contencioso Administrativo do Supremo Tribunal Ad- ii) 2 — A declaração de nulidade ou anulação do
ministrativo: casamento não prejudica a nacionalidade adquirida
1 — RELATÓRIO pelo cônjuge que o contraiu de boa fé.
1.1 — A …, devidamente identificada nos autos, incon- iii) 3 — O estrangeiro que, à data da declaração, viva
formada com o acórdão do Tribunal Central Administrativo em união de facto há mais de três anos com nacional
Sul [TCA/S], datado de 19.06.2014, que, negando provi- português pode adquirir a nacionalidade portuguesa,
mento ao recurso, manteve a decisão do Tribunal Adminis- após ação de reconhecimento dessa situação a interpor
trativo de Círculo de Lisboa [«TAC/L»] que havia julgado no tribunal cível»). Ou seja, depende não só de uma
procedente a ação de oposição à aquisição de nacionalidade realidade — a constância de um casamento (ou união
portuguesa contra a mesma movida pelo MINISTÉRIO de facto) por mais de três anos — e de manifestação de
PÚBLICO e que determinou o arquivamento do processo uma vontade — o querer ser cidadão português.
relativo ao registo pendente na Conservatória dos Regis-
tos Centrais, veio interpor recurso para uniformização d) O que quer dizer que o fator decisivo nessa aquisi-
de jurisprudência nos termos do artigo 152.º do CPTA, ção de nacionalidade não é a constância do casamento
apresentando o seguinte quadro conclusivo que se reproduz por mais de três anos — esse é um mero pressupos-
[cf. fls. 672 e segs. — paginação processo suporte físico to — mas a declaração de vontade manifestada pelo
tal como as referências posteriores a paginação salvo interessado visto essa aquisição não ocorrer se o côn-
expressa indicação em contrário]: juge estrangeiro, apesar de preencher aquele requisito,
não estiver interessado em ser cidadão nacional e, por
“… essa razão, não formular o necessário pedido.
I. Tem pleno fundamento o pedido de uniformização e) Todavia, a aquisição da nacionalidade por essa via
de jurisprudência sobre a seguinte questão fundamental não se produz automaticamente com a simples reunião
de direito: continua a ser exigível, tomando em consi- daqueles pressupostos já que essa pretensão pode ser
deração a alteração legislativa introduzida pela Lei contrariada pelo M.P. através da propositura de uma
Orgânica n.º 2/2006, de 17 de abril que o requerente ação especial fundamentada num dos seguintes factos:
da nacionalidade portuguesa por efeito da vontade (1) a ausência de qualquer ligação efetiva à comuni-
apresente provas de ligação à comunidade nacional, dade nacional por parte do interessado, (2) este ter
conforme era determinado pelo artigo 9.º, alínea b) da sido condenado por sentença transitada pela prática
Lei da Nacionalidade Portuguesa? de crime punível com pena de prisão igual ou superior
II. Verifica-se que há uma clara contradição entre a 3 anos e (3) ter prestado funções públicas sem carác-
a resposta dada a essa questão pelo tribunal a quo, no ter predominantemente técnico ou prestado de serviço
acórdão sob recurso e a solução constante do acórdão militar a Estado estrangeiro (artigo 9.º da citada Lei)
proferido por este Supremo Tribunal em 19/06/2014, (Nos termos do artigo 9.º da Lei 37/81, na versão que
no Proc. n.º 0103/14. lhe foi dada pela Lei 2/2006:
III. Verifica-se ainda que o mesmo tipo de contra- f) «Constituem fundamento de oposição à aquisição
dição, sobre a mesma questão de direito, se encontra da nacionalidade portuguesa:
entre o acórdão sub judice e os demais acórdãos supra
citados. i) a) A inexistência de ligação efetiva à comunidade
IV. Tendo em consideração todo o exposto, deve ser nacional;
proferido acórdão uniformizador de jurisprudência no ii) b) A condenação, com trânsito em julgado da
seguinte sentido, aliás já expresso por este Supremo sentença, pela prática de crime punível com pena de
Tribunal Administrativo, no referido acórdão: prisão de máximo igual ou superior a 3 anos, segundo
a lei portuguesa;
a) A partir da entrada em vigor da Lei 2/2006 pas- iii) c) O exercício de funções públicas sem carácter
sou a constituir fundamento de oposição à aquisição predominantemente técnico ou a prestação de serviço
de nacionalidade «a inexistência de ligação efetiva à militar não obrigatório a Estado estrangeiro»).
comunidade nacional» (nova redação da al.ª a) do ar-
tigo 9.º) a qual, como decorria da Exposição de Motivos g) … De acordo com a redação inicial da Lei 37/81
dessa Lei, tinha de ser provada pelo M.P.. «o estrangeiro casado com nacional português pode ad-
b) Nos termos do disposto na Lei da Nacionalidade quirir a nacionalidade portuguesa mediante declaração
(Lei 37/81, de 3/10, na redação que lhe foi dada pela feita na constância do casamento» (artigo 3.º/1) sendo
Lei 2/2006, de 17/4, aqui aplicável) a aquisição da fundamento de oposição a essa aquisição «a manifesta
nacionalidade portuguesa pode resultar de uma de inexistência de qualquer ligação efetiva à comunidade
três circunstâncias: de uma declaração de vontade, da nacional» [artigo 9.º, al.ª a)]. A jurisprudência posta
adoção plena e da naturalização (vd. seus arts. 3.º a perante a redação dessas normas, considerou que,
5.º) sendo que cada uma dessas formas de aquisição da tendo em conta os princípios gerais do ónus da prova
nacionalidade obedece a requisitos próprios. inscritos no artigo 342.º do CC e tratando-se de factos
2298 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
impeditivos, cabia ao M.P. — na ação a propor a co- 2 — FUNDAMENTAÇÃO
berto do disposto nos arts. 10.º daquela Lei e 56.º do 2.1 — DE FACTO
DL 237-A/2006 — provar que o interessado não tinha 2.1.1 — Resultou como assente no acórdão recorrido
qualquer ligação a Portugal. o seguinte quadro factual:
h) Todavia, o legislador, provavelmente na tentativa
I) A R. nasceu em 14.01.1974, em …, São Paulo, no
de neutralizar os eventuais efeitos negativos decorrentes
Brasil.
da facilidade com que se podia adquirir a nacionalidade
II) Filha de E … e de F…., ambos de nacionalidade
por ato de vontade, resolveu alterar a redação de tais
brasileira.
normas por forma a dificultar essa aquisição pelo que,
III) Tem nacionalidade brasileira.
a partir da entrada em vigor da Lei 25/94, de 19/08, só
IV) Em 04.10.2003, contraiu casamento com G …., em
o estrangeiro casado com nacional português «há mais
São Paulo, no Brasil.
de três anos» é que podia adquirir a nacionalidade por
V) O cônjuge é natural de São Paulo, Brasil e tem na-
essa via, passando a ser fundamento de oposição «a
cionalidade portuguesa.
não comprovação, pelo interessado, de ligação efetiva
VI) Deste matrimónio, a R. tem duas filhas nascidas em
à comunidade nacional» — vd. as novas redações dos
2006 e 2007, respetivamente em São Paulo e em Frankfurt,
citados preceitos — o que significa que a nova redação
ambas com nacionalidade portuguesa, cujos assentos de
das apontadas disposições dificultou a aquisição da
nascimento foram integrados na Conservatória dos Regis-
nacionalidade por ato de vontade na medida em que,
tos Centrais em 04.08.2008.
por um lado, só a constância do casamento por, pelo
VII) Vive em Frankfurt, na Alemanha.
menos, três anos dava direito a essa aquisição e, por
VIII) Nunca residiu em Portugal.
outro, atribuía ao pretendente da nacionalidade o ónus
IX) Em 21.09.2010, foi rececionado na Conservatória
da prova da sua ligação efetiva a Portugal.
dos Registos Centrais, o pedido da R. para aquisição da
i) Nesta conformidade, a partir dessa alteração legis-
nacionalidade portuguesa, com fundamento no casamento
lativa, ficou claro que cabia ao interessado a obrigação
contraído com cidadão português e ter ligação à comuni-
de provar a sua ligação efetiva à comunidade nacional
dade portuguesa.
dispensando o M.P. de fazer essa demonstração.
j) No entanto, o legislador, considerando que o
2.1.2 — Resultou, por sua vez, como assente
equilíbrio na atribuição da nacionalidade passava
quanto ao acórdão fundamento [Ac. deste Supremo
por uma previsão de regras que, «garantindo o fator
de 19.06.2014 — Proc. n.º 0103/14] o seguinte quadro
de inclusão que a nacionalidade deve hoje representar
factual:
em Portugal, não comprometam o rigor e a coerência
do sistema, bem como os objetivos gerais da política I) A R. nasceu a 11.01.1966, no Estado de São Paulo.
nacional de imigração, devidamente articulada com II) A R. contraiu casamento civil, em 04.12.1991, no Estado
os nossos compromissos internacionais e europeus, de São Paulo, Brasil, com o cidadão português B …. — cf.
designadamente os que resultam da Convenção Eu- certidão de casamento de fls. 18;
ropeia sobre a Nacionalidade, que Portugal ratificou III) Do referido casamento nasceram dois filhos, C …
em 2000», resolveu, uma vez mais, alterar a redação e D …, ambos de nacionalidade portuguesa — fls. 25/26;
da mencionada norma com vista a que, no procedi- IV) A 17.12.2009, veio a R. a declarar a vontade de
mento de oposição do Estado Português à aquisição aquisição da nacionalidade portuguesa, ao abrigo do ar-
da nacionalidade por efeito da vontade, se invertesse tigo 03.º da referida Lei n.º 37/81, por ser casada com um
«o ónus da prova quanto ao requisito estabelecido na cidadão português — cf. doc. de fls. 12/14;
alínea a) do artigo 9.º que passa a caber ao Ministério V) A R. declarou, no auto mencionado na alínea anterior
Público. Regressa-se desse modo ao regime inicial da que reside no Brasil;
Lei n.º 37/81, de 3 de Outubro» — Exposição de moti- VI) Dá-se por reproduzido o teor da declaração de fls. 12
vos da Proposta de Lei n.º 32/X. dos autos, subscrita pela R., da qual consta, designada-
k) E, porque assim, a partir da entrada em vigor da mente, que «Eu e toda a minha família participamos ati-
Lei 2/2006 passou a constituir fundamento de oposição vamente de todos os eventos relacionados à comunidade
à aquisição de nacionalidade «a inexistência de ligação portuguesa no Brasil, justamente pelos laços familiares do
efetiva à comunidade nacional» (nova redação da al.ª a) meu marido, a maioria portuguesa, e destaco em especial
do artigo 9.º a qual tinha de ser provada pelo M.P. a minha participação e colaboração junto à Paróquia
l) A partir da entrada em vigor da nova redação do de Nossa Senhora de Fátima, santa da qual sou devota
artigo 9.º da Lei 37/81, aprovada pela Lei Orgânica há muito tempo, e que se localiza aqui na cidade de São
n.º 2/2006, cit. é ao M.P. que cabe provar que ao/à Paulo...».
requerente casado/a com nacional português, não têm
qualquer ligação efetiva à comunidade portuguesa. 2.2 — DE DIREITO
m) Sendo assim, se uniformiza a jurisprudência de- Presentes os quadros factuais antecedentes nos quais se
clarando que incumbe ao M.P. alegar e provar a inexis- estribaram, respetivamente, acórdão recorrido e acórdão
tência de ligação à comunidade nacional, nos termos do fundamento passemos, então, à apreciação do objeto de
disposto no artigo 9.º da Lei da Nacionalidade …”. recurso.
2.2.1 — DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSÃO
1.2 — Devidamente notificado o MINISTÉRIO PÚ- DO RECURSO E SUA VERIFICAÇÃO
BLICO não veio produzir contra-alegações [cf. fls. 703 I. Os recursos para uniformização da jurisprudência
e segs.]. destinam-se a obter decisão que fixe a orientação juris-
1.3 — Colhidos os vistos legais cumpre apreciar e de- prudencial nos casos em que se verifiquem os seguintes
cidir. pressupostos: i) existência de decisões contraditórias en-
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2299
tre acórdãos do STA ou deste e do TCA ou entre acór- factuais relativamente às quais possamos considerar ocor-
dãos do TCA; ii) contraditoriedade decisória “sobre a rer uma identidade fundamental da matéria de facto ou
mesma questão fundamental de direito”; iii) verificação das situações de facto, já que o conflito pressupõe uma
do trânsito em julgado, quer do acórdão recorrido, quer do verdadeira identidade substancial quanto àquilo é o núcleo
acórdão fundamento [trânsito em julgado cuja existência essencial da situação litigiosa subjacente a cada uma das
se presume — cf. artigo 688.º, n.º 2, do CPC/2013 ex vi decisões em confronto e sem o qual não poderemos afirmar
artigo 140.º do CPTA — na anterior redação à introduzida que a contradição derivou tão-só duma divergente inter-
pelo DL n.º 214-G/2015 — redação essa a que se repor- pretação jurídica daquele mesmo quadro normativo [cf.
tarão todas as demais citações de normativos daquele Acs. do STA/Pleno de 15.10.1999 — Proc. n.º 042436, de
Código sem expressa referência em contrário] e recurso se 22.10.2009 — Proc. n.º 0557/08, de 16.11.2011 — Proc.
mostrar deduzido no prazo de 30 dias contado do trânsito n.º 0415/11, de 15.10.2014 — Proc. n.º 01150/12,
do acórdão recorrido; iv) não conformidade da orientação de 16.12.2015 — Procs. n.os 01011/15 e 0517/14, de
perfilhada no acórdão impugnado com a jurisprudência 21.04.2016 — Proc. n.º 0698/15 consultáveis no mesmo
mais recentemente consolidada do STA [cf. artigo 152.º, endereço].
n.os 1, 2 e 3, do CPTA]. Vejamos do preenchimento dos pressupostos.
II. Tal como vem sendo entendido constituem pressu- VIII. Sustenta-se no presente recurso para uniformi-
postos de verificação cumulativa razão pela qual o não zação de jurisprudência que, no contexto do mesmo qua-
preenchimento de um deles conduz inexoravelmente à não dro factual e jurídico, o acórdão recorrido proferido pelo
admissão do recurso. «TCA/S» e que o acórdão fundamento deste Supremo
III. No que diz respeito aos elementos caracterizadores Tribunal de 19.06.2014 [Proc. n.º 0103/14] decidiram
do pressuposto da “mesma questão fundamental de direito” no âmbito de ação de oposição à aquisição de nacionali-
sobre a qual deverá existir contradição decisória valem dade de forma oposta a questão relativa ao ónus de prova
aquilo que eram os critérios acolhidos pela jurisprudência quanto ao requisito da inexistência de ligação efetiva à
fixada ainda no domínio da LPTA. comunidade nacional, para o que pretende a recorrente
IV. Assim: i) os quadros normativos [sejam eles subs- que este Supremo fixe jurisprudência no sentido de que é
tantivos ou processuais] e as realidades factuais sub- ao Ministério Público [«MP»] que “incumbe … alegar e
jacentes àquelas decisões devem ser substancialmente provar a inexistência de ligação à comunidade nacional
idênticos e, por isso, quando essa contradição tenha de- nos termos do disposto no artigo 9.º da Lei da Nacionali-
corrido de divergente interpretação jurídica; ii) a opo- dade” [cf. conclusão M)].
sição tem de decorrer de decisões expressas e não de IX. No acórdão recorrido foi confirmado o julgamento
julgamentos implícitos; iii) só releva a oposição entre do «TAC/L» de procedência da presente ação administra-
decisões e não entre a decisão de um e os fundamentos tiva de oposição à aquisição de nacionalidade deduzida
de outro [cf., entre outros e nos mais recentes, Acs. do pelo «MP» junto daquele «TAC» contra a aqui recorrente
Pleno desta Secção de 27.03.2014 — Proc. n.º 062/14, de e determinado o arquivamento do processo relativo ao
26.02.2015 — Proc. n.º 0239/14, de 14.05.2015 — Proc. registo pendente na Conservatória dos Registos Centrais,
n.º 0134/15, de 03.06.2015 — Proc. n.º 01697/13, de louvando-se no entendimento de que, mormente, no âmbito
03.06.2015 — Proc. n.º 01026/14, de 12.11.2015 — Proc. e para os efeitos do artigo 09.º da Lei n.º 37/81, de 03.10
n.º 0835/13, de 16.12.2015 — Procs. n.os 01011/15 [Lei da Nacionalidade «LN» — na redação introduzida
e 0517/14, de 18.02.2016 — Proc. n.º 0581/11, de pela Lei Orgânica n.º 2/2006, de 17.04 — redação essa a
21.04.2016 — Proc. n.º 0698/15, de 19.05.2016 — Proc. que se reportarão todas as demais citações de normativos
n.º 01430/15 todos consultáveis in: «www.dgsi.pt/jsta»]. da «LN» sem expressa referência em contrário] “…in-
V. Este pressuposto implica que o conflito jurispru- cumbe ao estrangeiro, casado com um cidadão nacional,
dencial expresso na contradição das soluções firmadas há mais de três anos, que pretenda adquirir a nacionalidade
nos arestos terá de (i) corresponder a interpretações di- portuguesa, expressar essa vontade na constância do matri-
vergentes de um mesmo regime normativo; (ii) ter na sua mónio [conforme n.º 1 do artigo 3.º da Lei n.º 37/81 …], e
base situações materiais litigiosas que, de um ponto de demonstrar que se encontra inserido na comunidade nacio-
vista jurídico-normativo, sejam análogas ou equiparáveis; nal [artigo 57.º, n.º 1 do DL n.º 237-A/2006, de 14/12]”,
(iii) a alegada divergência assumir um carácter essencial ou ou seja, de que impende sobre o interessado, demandado,
fundamental para a solução do caso, ou seja, haja integrado o ónus de alegar e provar toda a factualidade conducente
a verdadeira ratio decidendi. ao preenchimento dos requisitos legalmente exigidos para
VI. Atente-se que a contradição entre interpretações a aquisição da nacionalidade, nomeadamente, o da inexis-
divergentes de um mesmo regime normativo exige que nos tência de ligação efetiva à comunidade nacional.
situemos ou nos movamos no âmbito do mesmo instituto X. Por sua vez, no acórdão fundamento, proferido no
ou figura jurídica fundamental, o que implica, não apenas âmbito também duma ação administrativa de oposição
que não hajam ocorrido, no espaço temporal situado entre à aquisição de nacionalidade e, bem assim, do mesmo
os dois arestos, modificações legislativas relevantes, mas, quadro normativo, foi firmado entendimento contrário
igualmente, que as soluções encontradas em cada uma das no sentido de que a partir da entrada em vigor da Lei
decisões em confronto se situem no âmbito da interpreta- Orgânica n.º 2/2006 “passou a constituir fundamento de
ção e aplicação de um mesmo instituto ou figura jurídica, oposição à aquisição de nacionalidade «a inexistência de
na certeza de que não gerará qualquer contradição o ter- ligação efetiva à comunidade nacional» (nova redação da
se chegado a soluções diversas que se hajam estribado alínea a) do artigo 9.º) a qual tinha de ser provada pelo
na subsunção ou enquadramento em regimes normativos M.P.”, sendo, pois, sobre este que passou a recair o ónus
materialmente diferenciados. de prova do aludido requisito.
VII. Para além disso, este pressuposto exige que sub- XI. Perante o quadro factual apurado e as pronún-
jacente a ambas as decisões estejamos perante realidades cias ínsitas nos arestos em confronto e presentes todos
2300 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
os demais elementos que defluem da análise dos autos nacionalidade portuguesa: [...] a) A inexistência de ligação
temos, no caso, como preenchidos os pressupostos exi- efetiva à comunidade nacional; [...] b) A condenação, com
gidos para a admissão do recurso sub specie: i) dado es- trânsito em julgado da sentença, pela prática de crime
tarmos em face de pronúncias jurisdicionais contraditó- punível com pena de prisão de máximo igual ou superior
rias; ii) o recurso mostrar-se deduzido tempestivamente a 3 anos, segundo a lei portuguesa; [...] c) O exercício de
[notificação do acórdão recorrido realizada por carta en- funções públicas sem carácter predominantemente técnico
viada a 20.06.2014 (fls. 664) e interposição de recurso a ou a prestação de serviço militar não obrigatório a Estado
08.10.2014 (fls. 679) — cf., ainda, o disposto conjugada- estrangeiro”, resultando do normativo seguinte, relativo ao
mente nos arts. 144.º, 150.º e 152.º, n.º 1, do CPTA, 138.º «processo», que “[a] oposição é deduzida pelo Ministério
do CPC/2013, 12.º da LOTJ/2008 (atual artigo 28.º da Lei Público no prazo de um ano a contar da data do facto de
n.º 62/2013]; iii) estarmos perante decisões transitadas em que dependa a aquisição da nacionalidade, em processo
julgado [dado as mesmas não se mostrarem já suscetíveis a instaurar nos termos do artigo 26.º” [n.º 1] e de que
de recurso ordinário ou de reclamação — cf. artigo 677.º “[é] obrigatória para todas as autoridades a participação
do CPC/07 — atual artigo 628.º do CPC/2013 — ex vi ao Ministério Público dos factos a que se refere o artigo
arts. 01.º e 140.º ambos do CPTA — cf., ainda, quanto anterior” [n.º 2].
ao acórdão recorrido a tramitação havida nos presentes XVII. Por último, preceitua-se no artigo 56.º do Re-
autos após fls. 662 e segs.]; iv) visto perante uma iden- gulamento da Nacionalidade Portuguesa [publicado em
tidade fundamental da matéria ou de situações de facto anexo ao DL n.º 237-A/2006, de 14.12 — diploma que,
[cf. a factualidade apurada enunciada sob os anteceden- nomeadamente, veio aprovar o referido Regulamento na
tes pontos 2.1.1) e 2.1.2)] ocorrer contradição “sobre a sequência da alteração à «LN» operada também em 2006
mesma questão fundamental de direito” entre o acórdão pela supra referida Lei Orgânica n.º 2/2006], sob a epígrafe
recorrido e o acórdão fundamento dado haverem firmado de «fundamento, legitimidade e prazo» que “[o] Ministério
interpretações divergentes do mesmo regime normativo Público promove nos tribunais administrativos e fiscais a
[no caso numa ação administrativa de oposição à aquisição ação judicial para efeito de oposição à aquisição da nacio-
de nacionalidade portuguesa (arts. 10.º da «LN/06» e 56.º nalidade, por efeito da vontade ou por adoção, no prazo de
do DL n.º 237-A/2006, de 14.02) sobre quem recai o ónus um ano a contar da data do facto de que depende a aquisi-
de prova (artigo 342.º do CC) do fundamento de oposição ção da nacionalidade” [n.º 1] e que constitui “fundamento
inscrito no artigo 09.º, al. a), da «LN/06» — inexistência de oposição à aquisição da nacionalidade portuguesa, por
de ligação efetiva à comunidade nacional — se ao inte- efeito da vontade ou da adoção: [...] a) A inexistência de
ressado demandado (acórdão recorrido) se ao demandante ligação efetiva à comunidade nacional …” [n.º 2], sendo
(MP) (acórdão fundamento)]. que, nos termos do artigo 57.º do mesmo Regulamento,
XII. Preenchidos que se mostram os pressupostos exigi- “[q]uem requeira a aquisição da nacionalidade portu-
dos pelo artigo 152.º do CPTA para a admissão do recurso guesa, por efeito da vontade ou por adoção, deve pronun-
impõe-se, então, passar ao seu conhecimento. ciar-se sobre a existência de ligação efetiva à comunidade
2.2.2 — DO MÉRITO DO RECURSO nacional e sobre o disposto nas alíneas b) e c) do n.º 2 do
XIII. Insurge-se a recorrente contra o entendimento artigo anterior” [n.º 1], que “[p]ara efeitos do disposto
e julgamento firmado no acórdão recorrido, porquanto no n.º 1, o interessado deve: [...] a) Apresentar certifica-
considera que o mesmo infringe o que resulta previsto nos dos do registo criminal, emitidos pelos serviços compe-
arts. 342.º do CC, 03.º, 09.º e 10.º, da «LN», 56.º do DL tentes do país da naturalidade e da nacionalidade, bem
n.º 237-A/2006, já que no âmbito da ação administrativa como dos países onde tenha tido e tenha residência; [...]
de oposição à aquisição de nacionalidade portuguesa o b) Apresentar documentos que comprovem a natureza das
ónus de prova relativo à factualidade integradora da inexis- funções públicas ou do serviço militar prestados a Estado
tência de ligação efetiva à comunidade nacional impende estrangeiro, sendo caso disso” [n.º 3], que “[a] declaração
sobre o «MP», enquanto demandante, e não sobre o ali é, ainda, instruída com certificado do registo criminal
demandado. português sem prejuízo da dispensa da sua apresentação
Vejamos, fixando, previamente, o quadro normativo pelo interessado nos termos do n.º 7 do artigo 37.º” [n.º 4],
aplicável e, bem assim, aquilo que foi a sua evolução. que “[s]empre que o conservador dos Registos Centrais
XIV. Decorre do artigo 342.º do CC, sob a epígrafe ou qualquer outra entidade tiver conhecimento de factos
de «ónus da prova», que “[à]quele que invocar um di- suscetíveis de fundamentarem a oposição à aquisição da
reito cabe fazer a prova dos factos constitutivos do direito nacionalidade, por efeito da vontade ou por adoção, deve
alegado” [n.º 1], que “[a] prova dos factos impeditivos, participá-los ao Ministério Público, junto do competente
modificativos ou extintivos do direito invocado compete tribunal administrativo e fiscal, remetendo-lhe todos os
àquele contra quem a invocação é feita” [n.º 2], sendo que elementos de que dispuser” [n.º 7] e que “[o] Ministério
“[e]m caso de dúvida, os factos devem ser considerados Público deve deduzir oposição nos tribunais administra-
como constitutivos do direito” [n.º 3]. tivos e fiscais quando receba a participação prevista no
XV. Prevê-se, por seu turno, no n.º 1 do artigo 03.º da número anterior” [n.º 8].
«LN», relativo à «aquisição em caso de casamento ou XVIII. Se é certo que este quadro legal, aplicável à
união de facto», que “[o] estrangeiro casado há mais de situação em presença, não corresponde inteiramente àquilo
três anos com nacional português pode adquirir a naciona- que era a redação originária da Lei da Nacionalidade [in-
lidade portuguesa mediante declaração feita na constância serta na Lei n.º 37/81, de 03.10], o mesmo constitui, toda-
do matrimónio”. via, uma clara e inequívoca alteração face àquilo que era
XVI. E no capítulo IV deste mesmo diploma, discipli- a redação que havia sido introduzida pela Lei n.º 25/94,
nador da oposição à aquisição da nacionalidade por efeito já que, mormente, no artigo 09.º previa-se então que
da vontade ou da adoção, estipula-se no artigo 09.º que “[c]onstituem fundamento de oposição à aquisição da
“[c]onstituem fundamento de oposição à aquisição da nacionalidade portuguesa: [...] a) A não comprovação,
Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016 2301
pelo interessado, de ligação efetiva à comunidade nacio- que a Recorrente manifestou a sua vontade de adquirir a
nal …” e ainda se estipulava no n.º 1 do artigo 22.º do DL nacionalidade portuguesa vigorava a nova redação daquele
n.º 322/82, de 12.08 [na redação que lhe foi introduzida artigo 9.º da Lei 37/81 e que, por força do que nela se
pelo DL n.º 253/94, de 20.10 — diploma que continha o dispunha, era ao MP que cabia provar que ela não tinha
Regulamento da Nacionalidade Portuguesa e que, entre- qualquer ligação efetiva à comunidade portuguesa”.
tanto, veio a ser revogado pelo referido DL n.º 237-A/2006] XXII. Fê-lo ainda na consideração de que esta mo-
que “[t]odo aquele que requeira registo de aquisição da dalidade aquisição da nacionalidade [por efeito da von-
nacionalidade portuguesa, por efeito da vontade ou por tade] “não se produz automaticamente com a simples
adoção, deve: [...] a) Comprovar por meio documental, reunião daqueles pressupostos já que essa pretensão pode
testemunhal ou qualquer outro legalmente admissível a ser contrariada pelo M.P. através da propositura de uma
ligação efetiva à comunidade nacional; [...] b) Juntar ação”, fundada, nomeadamente, na “ausência de qualquer
certificados do registo criminal, passados pelos serviços ligação efetiva à comunidade nacional por parte do inte-
competentes portugueses e do país de origem; [...] c) Ser ressado”, tanto mais que as normas aludidas visam “por
ouvido, em auto, acerca da existência de quaisquer outros um lado, promover o valor da unidade familiar e prote-
factos suscetíveis de fundamentarem a oposição legal a ger essa unidade e, por outro, dotar o Estado Português
essa aquisição” [sublinhados e evidenciado nossos]. de mecanismos legais destinados a evitar que cidadãos
XIX. Presente o quadro jurídico a atender e cientes estrangeiros sem nenhuma ligação afetiva, cultural ou
daquilo que foi a evolução do mesmo importa, então, pas- económica a Portugal ou cidadãos tidos por indesejáveis
sar ao conhecimento da questão objeto de divergência, pudessem adquirir a nacionalidade portuguesa”, sendo
questão essa que não é nova neste Supremo Tribunal e que a “jurisdicionalização da oposição à aquisição de-
que motivou a emissão de várias pronúncias, aliás, em rivada da nacionalidade teve, por sua vez, e igualmente,
sentido uniforme. em vista permitir uma melhor e mais isenta ponderação
XX. Com efeito, uma vez confrontado com a questão dos interesses em jogo e a consequente salvaguarda dos
o STA no seu acórdão de 19.06.2014 [Proc. n.º 0103/14 interesses do pretendente à aquisição da nacionalidade,
disponibilizado in: «www.dgsi.pt/jsta»] firmou en- desde que legítimos, por não colidentes com os interesses
tendimento, que vem sendo sucessivamente reiterado do Estado” [cf., neste mesmo entendimento, na jurispru-
[cf., nomeadamente, os Acs. de 28.05.2015 — Proc. dência, o Ac. do STJ de 15.12.2002 — Proc. n.º 02B3582
n.º 01548/14, de 18.06.2015 — Proc. n.º 01053/14, in: «www.dgsi.pt/jstj»; na doutrina, Rui Moura Ramos, in:
01.10.2015 — Proc. n.º 01409/14, de 01.10.2015 — Proc. Revista de Direito e Economia, Ano XII, págs. 273 e segs.,
n.º 0203/15, de 04.02.2016 — Proc. n.º 01374/15, em especial, págs. 283/288].
de 25.02.2016 — Proc. n.º 01261/15, de XXIII. Analisados, no que releva para a discussão, o
03.03.2016 — Proc. n.º 01480/15 todos consultáveis no quadro legal a atender e aquilo que foi a sua sucessiva
mesmo sítio], de que no âmbito da ação administrativa de evolução não descortinamos ou sequer vislumbramos ra-
oposição à aquisição de nacionalidade portuguesa o ónus zões que nos levem a afastar do entendimento que sobre a
de prova relativo à factualidade integradora da inexistência questão se mostra firmado pela jurisprudência acabada de
de ligação efetiva à comunidade nacional impende sobre enunciar deste Supremo, que assim se reafirma e reitera,
o «MP» após a alteração produzida na «LN» pela Lei no sentido de que, após a alteração produzida na «LN»
Orgânica n.º 2/2006. pela Lei Orgânica n.º 2/2006, na ação administrativa de
XXI. É àquele, pois, que incumbe alegar e provar que o oposição à aquisição de nacionalidade portuguesa o ónus
requerente/pretendente da nacionalidade não tem qualquer de prova relativo à factualidade integradora da inexistência
ligação à comunidade portuguesa e é-o, porquanto, segundo de ligação efetiva à comunidade nacional impende sobre
se extrai da linha fundamentadora colhida, nomeadamente no o «MP».
acórdão de 19.06.2014 [Proc. n.º 0103/14], “o legislador, XXIV. Como referido a solução legal inserta no ar-
considerando que o equilíbrio na atribuição da naciona- tigo 03.º da «LN» inspira-se ou radica na proteção do inte-
lidade passava por uma previsão de regras que, «garan- resse da unidade familiar, sendo que o facto relevante para
tindo o fator de inclusão que a nacionalidade deve hoje a aquisição da nacionalidade é a declaração de vontade do
representar em Portugal, não comprometam o rigor e a estrangeiro de que reúne condições para adquirir a naciona-
coerência do sistema, bem como os objetivos gerais da lidade portuguesa e já não a constância do casamento por
política nacional de imigração, devidamente articulada mais de três anos visto este ser um mero pressuposto de facto
com os nossos compromissos internacionais e europeus, necessário à potencialidade constitutiva da «declaração de
designadamente os que resultam da Convenção Europeia aquisição da nacionalidade portuguesa» [cf., nomeadamente,
sobre a Nacionalidade, que Portugal ratificou em 2000», os citados Acs. do STA de 28.05.2015 — Proc.
resolveu, uma vez mais, alterar a redação da mencionada n.º 01548/14, de 01.10.2015 — Proc. n.º 01409/15, de
norma com vista a que no, procedimento de oposição do 04.02.2016 — Proc. n.º 01374/15; Rui Manuel Moura
Estado Português à aquisição da nacionalidade por efeito da Ramos in: “Do Direito Português da Nacionalidade”
vontade, se invertesse «o ónus da prova quanto ao requisito (1992), pág. 151].
estabelecido na alínea a) do artigo 9.º que passa a caber XXV. Ocorre, porém, que o efeito da aquisição da nacio-
ao Ministério Público. Regressa-se desse modo ao regime nalidade não se produz sem mais pela simples verificação
inicial da Lei n.º 37/81, de 3 de outubro» — Exposição de do facto constitutivo que a lei refere — a manifestação/
motivos da Proposta de Lei n.º 32/X”, termos em que a declaração de vontade do interessado [cf. artigo 03.º da
partir da entrada em vigor da referida lei orgânica “passou «LN»] — já que importa, também, que ocorra uma condi-
a constituir fundamento de oposição à aquisição de nacio- ção negativa, ou seja, de que não haja sido deduzida pelo
nalidade «a inexistência de ligação efetiva à comunidade MP ação administrativa de oposição à aquisição da nacio-
nacional» (nova redação da alínea a) do artigo 9.º) a qual nalidade ou que, tendo-a sido, ela haja sido julgada impro-
tinha de ser provada pelo MP” e era “claro que à data em cedente [cf. citado artigo 09.º da «LN»], na certeza de que
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uma tal ação reveste de natureza constitutiva e na mesma ou a demonstração de que se encontra inserida na comu-
o Estado Português, através do MP, exercita o direito po- nidade nacional”, pois, não era sobre a mesma que recai
testativo de se opor àquela declaração de vontade [cf., o ónus de prova.
nomeadamente, os citadosAcs. do STAde 18.06.2015 — Proc. XXX. Tal como errou na análise que realizou dos fac-
n.º 01053/14, de 01.10.2015 — Proc. n.º 01409/15, de tos que se mostram provados com um tal pressuposto, na
04.02.2016 — Proc. n.º 01374/15]. consideração de que a aqui Recorrente “apenas apresentou
XXVI. Nesta mesma linha de entendimento e de in- como prova o casamento com um nacional português e
terpretação quanto às regras de ónus de prova se havia o nascimento de dois filhos desse matrimónio” e que era
manifestado a doutrina [cf., nomeadamente, Rui Manuel “manifestamente insuficiente para a demonstração do
Moura Ramos em “A renovação do Direito Português da quid legal da ligação à comunidade nacional em termos
Nacionalidade pela Lei Orgânica n.º 2/2006 ...” in: RLJ, de efetividade”.
Ano 136, págs. 211/213; Joaquim Gomes Canotilho em XXXI. Não era a Recorrente que, frise-se, tinha que
parecer sob o título “Uma compreensão constitucional e le- efetuar a alegação e a prova de factualidade integradora
galmente adequada dos direitos fundamentais à cidadania da inexistência de ligação efetiva à comunidade nacional,
e à nacionalidade na ordem jurídica portuguesa”, datado visto ser sobre o «MP», enquanto demandante, que impen-
de 25.10.2011 (págs. 17/18 do referido parecer) e junto dia tal ónus, efetuando, uma vez recebida a comunicação
aos presentes autos a fls. 142/172] e, mais recentemente, feita pelos serviços competentes, as prévias e necessárias
também o Tribunal Constitucional o veio sustentar no seu diligências de averiguação e instrução tendentes a apurar
Acórdão n.º 106/2016, de 24.02.2016 [Proc. n.º 757/13 dis- da existência e consistência, no caso, de factos integradores
ponível in: «www.tribunalconstitucional.pt/tc/acordaos/» da referida inexistência de ligação efetiva e da viabilidade
e publicado no DR 2.ª série, n.º 62, de 30.03.2016] donde, da propositura duma ação administrativa de oposição à
no que releva, se extrai o seguinte “[a] sua redação origi- aquisição da nacionalidade portuguesa neles fundada.
nal estabelecia os seguintes fundamentos de oposição: a XXXII. No caso apenas se extrai da factualidade apu-
manifesta inexistência de qualquer ligação efetiva à co- rada que a Recorrente, natural do Brasil [país onde residiu
munidade nacional; a prática de crime punível com pena e que atualmente reside na Alemanha] casou, em outubro
maior, segundo a lei portuguesa; e o exercício de funções de 2003, com um cidadão português [nascido e que foi
públicas ou a prestação de serviço militar não obrigatório a residente no Brasil, mas que, atualmente, reside também
estado estrangeiro. [...] Para a aferição destes fundamentos na Alemanha], de quem tem duas filhas com nacionalidade
eram ouvidos em auto os respetivos requerentes sobre os portuguesa e que, em setembro de 2010 [isto é, cerca de
factos suscetíveis de constituir fundamentos de oposi- 07 anos depois], manifestou vontade de ser cidadã nacio-
ção, não lhes cabendo, todavia, a respetiva comprovação. nal, tendo, nessa declaração, afirmado haver contraído
Tal seria substancialmente alterado pela Lei n.º 25/94, de matrimónio com cidadão nacional e possuir ligação à co-
19 de agosto. Com efeito, esta lei, para além de estabelecer munidade portuguesa.
a necessidade de um período de três anos de casamento XXXIII. Perante este acervo factual, no essencial muito
para que o cônjuge estrangeiro pudesse apresentar um similar àquele que foi considerado no acórdão fundamento
pedido de aquisição da nacionalidade portuguesa, viria assim como ao que se mostra apurado na generalidade dos
a introduzir uma alteração significativa neste regime ao demais acórdãos supra citados; e considerando as regras
estabelecer que cabia ao interessado comprovar (por meio relativas ao ónus de prova quanto à demonstração da ine-
documental, testemunhal ou outro) a existência de uma xistência de uma ligação efetiva à comunidade nacional;
ligação efetiva à comunidade nacional, pois, se isso não impõe-se concluir, no caso, que em face da parcimónia dos
sucedesse, a não comprovação era motivo para oposição. factos levados ao probatório o «MP» não logrou alegar/
Em paralelo cabia também essa prova aos requerentes de carrear e provar nos autos, como lhe era imposto, os factos
naturalização. [...] A Lei Orgânica n.º 2/2006, de 17 de demonstrativos da inexistência de tal ligação por parte da
abril, veio repor o regime de prova originário, invertendo aqui Recorrente, termos em que essa míngua factual não
o respetivo ónus. Cabe, desde então, ao Ministério Público, justifica, nem permite outra conclusão que não seja a da
a comprovação dos factos suscetíveis de fundamentarem improcedência da presente ação ao invés do que havia
a oposição deduzida, incluindo a falta de ligação efetiva sido julgado pelo «TAC/L» e confirmado pelo «TCA/S»
à comunidade nacional” [sublinhado nosso]. no acórdão recorrido, julgamento este que, assim, não se
XXVII. Firmado que se mostra o entendimento quanto pode manter ou sufragar.
à questão jurídica objeto de divergência importa, então, 3 — DECISÃO
centrar nossa atenção na aferição do acerto do julgamento Nestes termos, acordam em conferência os juízes do
feito pelo acórdão recorrido da situação jurídica sob apre- Pleno da Secção de Contencioso Administrativo deste
ciação. Supremo Tribunal, de harmonia com os poderes con-
XXVIII. E para concluir, desde já, pelo desacerto do feridos pelo artigo 202.º da Constituição da República
acórdão recorrido, quer quanto à correta interpretação Portuguesa, em:
daquilo eram as regras do ónus de prova no âmbito do
A) Conceder provimento ao recurso sub specie, e, em
quadro normativo em crise, quer quanto ao enquadramento
consequência, anular o acórdão recorrido, julgando a
e julgamento que no mesmo foi feito dos factos e da pre-
presente ação administrativa de oposição à aquisição
tensão deduzida pelo «MP», aqui recorrido.
de nacionalidade totalmente improcedente;
XXIX. Na verdade, errou o acórdão recorrido no en-
B) Uniformizar a jurisprudência do seguinte modo:
tendimento de que era à aqui recorrente, contra quem foi
instaurada a presente ação administrativa de oposição à “Na ação administrativa de oposição à aquisição
aquisição da nacionalidade pelo «MP» junto do «TAC/L», de nacionalidade portuguesa, a propor ao abrigo do
quem incumbia a prova da factualidade que integradora disposto nos arts. 09.º, alínea a) e 10.º da Lei n.º 37/81,
da “existência de ligação efetiva à comunidade nacional” de 03 de outubro [Lei da Nacionalidade] na redação
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que lhe foi introduzida pela Lei Orgânica n.º 2/2006, de junho, com as alterações introduzidas pelas Leis n.os 130/99,
17 de abril, cabe ao Ministério Público o ónus de prova de 21 de agosto, e 12/2000, de 21 de junho, o seguinte:
dos fundamentos da inexistência de ligação efetiva à
comunidade nacional”. Artigo 1.º
Objeto
Não são devidas custas, nas instâncias e neste Pleno,
dada a isenção legal objetiva conferida ao Recorrido. 1 — O presente diploma adapta à Região Autónoma
Notifique-se e publique-se [artigo 152.º, n.º 4, do da Madeira, o regime jurídico de acesso e exercício de
CPTA]. atividades de comércio, serviços e restauração (RJACSR),
D.N.. aprovado em anexo ao Decreto-Lei n.º 10/2015, de 16 de
janeiro, nos termos do artigo 2.º do referido diploma.
Lisboa, 16 de junho de 2016. — Carlos Luís Medeiros 2 — Não são aplicados na Região Autónoma da Ma-
de Carvalho (relator) — Vítor Manuel Gonçalves Go- deira, a alínea b) do artigo 1.º, o artigo 6.º e os artigos 13.º
mes — Alberto Acácio de Sá Costa Reis — Jorge Artur a 19.º do RJACSR.
Madeira dos Santos — António Bento São Pedro — Teresa
Maria Sena Ferreira de Sousa — José Augusto Araújo Artigo 2.º
Veloso — José Francisco Fonseca da Paz — Maria Bene- Normas de aplicação
dita Malaquias Pires Urbano — Ana Paula Soares Leite
Martins Portela — Maria do Céu Dias Rosa das Neves. 1 — As referências feitas no RJACSR, à Direção-Geral
das Atividades Económicas (DGAE) e ao Instituto da Mo-
bilidade e Transportes, I. P. (IMT, I. P.), consideram-se,
na Região Autónoma da Madeira, reportadas à Direção
Regional de Economia e Transportes (DRET).
REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA 2 — As referências feitas no RJACSR, à Direção-Geral
de Alimentação e Veterinária (DGAV), Direção-Geral do
Assembleia Legislativa Consumidor (DGC), Direção-Geral do Emprego e das Re-
lações de Trabalho (DGERT) e à Autoridade de Segurança
Decreto Legislativo Regional n.º 30/2016/M Alimentar e Económica (ASAE) consideram-se, na Região
Autónoma da Madeira, reportadas à Direção Regional da
Agricultura (DRA), Serviço de Defesa do Consumidor
Adapta à Região Autónoma da Madeira o regime jurídico de acesso (SDC), à Direção Regional de Qualificação Profissional
e exercício de atividades de comércio, serviços e restauração (DRQP) e à Inspeção Regional das Atividades Económicas
(RJACSR), aprovado em anexo ao Decreto-Lei n.º 10/2015, de
16 de janeiro.
(IRAE), respetivamente.
O Decreto-Lei n.º 10/2015, de 16 de janeiro, aprova Artigo 3.º
o regime jurídico de acesso e exercício de atividades de Destino das coimas
comércio, serviços e restauração (RJACSR).
O novo regime jurídico de acesso e exercício de ativi- O produto das coimas aplicadas nos termos no RJACSR
dades de comércio, serviços e restauração, simplifica do constitui receita da Região Autónoma da Madeira, se apli-
ponto vista administrativo os procedimentos que se apre- cadas pela IRAE, ou do município respetivo se aplicadas
sentam necessários ao licenciamento das atividades nele pelo presidente da câmara.
previsto, reduzindo deste modo, custos de contexto.
O procedimento de autorização conjunta, para as Artigo 4.º
grandes superfícies comerciais e conjuntos comerciais, Alteração ao Decreto Legislativo Regional
previsto no artigo 13.º e seguintes do RJACSR, já se n.º 11/2013/M, de 8 de março
encontram regulamentados pelo Decreto Legislativo O artigo 18.º do Decreto Legislativo Regional
Regional n.º 11/2013/M, de 8 março, que estabelece n.º 11/2013/M, de 8 de março, passa a ter a seguinte
o regime jurídico da instalação e da modificação dos redação:
estabelecimentos de comércio a retalho e dos conjuntos
comerciais, em conformidade com os imperativos comu- «Artigo 18.º
nitários em matéria de concorrência e de liberdade de es- [...]
tabelecimento, nomeadamente, a Diretiva 2006/123/CE
A abertura, a modificação e o encerramento dos esta-
do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de de-
belecimentos e conjuntos comerciais abrangidos pelo
zembro. presente diploma são objeto de registo, efetuado pela
O diploma supramencionado não identifica as entidades Direção Regional da Economia e Transportes (DRET),
que, na Região Autónoma da Madeira, devem exercer as e devem ser comunicados até 10 dias após a ocorrência
competências nele previstas, importa suprir tal lacuna, do facto, o qual é considerado para efeitos do cadastro
procedendo à sua definição. comercial nos termos do artigo 148.º do RJACSR.»
Assim:
A Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Ma- Artigo 5.º
deira decreta, nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 227.º e
do n.º 1 do artigo 228.º da Constituição da República Portu- Disposição transitória
guesa, da alínea c) do n.º 1 do artigo 37.º e da alínea bb) do Até à disponibilização na Região Autónoma da Ma-
artigo 40.º do Estatuto Político-Administrativo da Região deira do «Balcão do empreendedor», o cumprimento das
Autónoma da Madeira, aprovado pela Lei n.º 13/91, de 5 de obrigações previstas no RJACSR realizam-se através do
2304 Diário da República, 1.ª série — N.º 136 — 18 de julho de 2016
preenchimento de impresso a aprovar por portaria da Se- l) A Portaria n.º 127/99, de 26 de julho;
cretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura. m) A Portaria n.º 153/99, de 9 de setembro;
n) A Portaria n.º 224/99, de 28 de dezembro;
Artigo 6.º o) A Portaria n.º 17/2000, de 10 de março;
p) A Portaria n.º 78/2012, de 18 de junho;
Norma revogatória
q) A Portaria n.º 9/2013, de 11 de fevereiro;
São revogados: r) A Portaria n.º 10/2013, de 11 de fevereiro;
s) A Portaria n.º 118/2013, de 16 de dezembro;
a) O Decreto Legislativo Regional n.º 8/99/M, de 3 de t) O Despacho n.º 054/99, de 19 de março.
março;
b) O Decreto Legislativo Regional n.º 6/99/M, de 2 de Artigo 7.º
março;
c) O Decreto Legislativo Regional n.º 17/2012/M, de Entrada em vigor
16 de agosto; O presente diploma entra em vigor no dia seguinte ao
d) O Decreto Legislativo Regional n.º 27/2013/M, de da sua publicação.
29 de julho;
Aprovado em sessão plenária da Assembleia Legis-
e) O n.º 2 do artigo 16.º, o artigo 17.º e o n.º 2 do ar-
lativa da Região Autónoma da Madeira em 15 de junho
tigo 18.º do Decreto Legislativo Regional 11/2013/M, de de 2016.
8 de março;
f) A Portaria n.º 121/99, de 26 de julho; O Presidente da Assembleia Legislativa, José Lino Tran-
g) A Portaria n.º 122/99, de 26 de julho; quada Gomes.
h) A Portaria n.º 123/99, de 26 de julho; Assinado em 4 de julho de 2016.
i) A Portaria n.º 124/99, de 26 de julho;
j) A Portaria n.º 125/99, de 26 de julho; Publique-se.
k) A Portaria n.º 126/99, de 26 de julho, alterada pela O Representante da República para a Região Autónoma
Portaria n.º 128/2001, de 8 de outubro; da Madeira, Ireneu Cabral Barreto.
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