Diário da República, 1.ª série
Decreto-Lei n.º 41/2023
- Data
- 2023-06-02
- Tipo
- Decreto-Lei
- Emitente
- PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
Texto integral (33 370 palavras)
Decreto-Lei n.º 41/2023
de 2 de junho
Sumário: Cria a Agência para a Integração, Migrações e Asilo, I. P.
A promoção de migrações seguras, ordenadas e regulares, afirmada de forma inequívoca
pela comunidade internacional através da adoção do Pacto Global das Migrações aprovado pela
Assembleia-Geral das Nações Unidas, em 19 de dezembro de 2018, e através do Novo Pacto
Europeu sobre a Migração e o Asilo, apresentado pela Comissão Europeia, em setembro de 2020,
veio reforçar a necessidade de uma nova abordagem em matéria de gestão de migrações.
Esta nova visão foi reforçada pelo Programa do XXIII Governo Constitucional, que elegeu as
políticas migratórias, sustentadas na promoção de canais de migração regulados e seguros, como
essenciais para a resposta aos desafios demográficos, ao desenvolvimento económico, à sustenta-
bilidade do País e enquanto expressão de um País tolerante, diverso e aberto ao mundo. O desafio
da demografia constitui uma prioridade para o Governo face à complexidade das suas perspetivas
de evolução, com elementos comuns a tendências dos países desenvolvidos, mas também com
elementos específicos da realidade nacional, dadas as projeções de longo prazo para a redução
da população que importa contrariar.
Assim, o Programa do XXIII Governo Constitucional veio prever a mudança do modo como
a Administração Pública se relaciona com os cidadãos estrangeiros, tanto da União Europeia
como de países terceiros, no seguimento da restruturação do sistema português de controlo de
fronteiras, aprovada pela Lei n.º 73/2021, de 12 de novembro, na sua redação atual, que determi-
nou a separação orgânica entre as entidades competentes para o exercício das funções policiais
e as entidades competentes para o exercício das funções administrativas até então exercidas
pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Em concreto, operou-se a concentração: i) das
funções policiais nas forças e serviços de segurança; ii) das funções administrativas em matéria
de migrações e asilo numa nova entidade, a Agência para a Integração, Migrações e Asilo, I. P.
(AIMA, I. P.); e iii) das funções administrativas relativas à concessão e emissão do passaporte
eletrónico português e ao atendimento das renovações de autorizações de residência no Instituto
dos Registos e do Notariado, I. P. (IRN, I. P.)
Ainda no âmbito da promoção de canais de migração regulados e seguros, o Programa do
XXIII Governo Constitucional estabeleceu a necessidade de se garantirem condições dignas e
inclusivas de integração dos cidadãos estrangeiros, respeitando a sua diversidade, bem como de
se assegurar o acolhimento e integração tanto de migrantes como de requerentes beneficiários de
proteção internacional — asilo e proteção subsidiária — e proteção temporária. A crise no Medi-
terrâneo e a guerra na Ucrânia ilustram a necessidade de reforçar a capacidade de acolhimento e
de integração rápida, evitando situações de vulnerabilidade.
Neste contexto, exige-se uma mudança de paradigma na forma como a Administração Pública
se relaciona com os cidadãos estrangeiros, seja na sua entrada e permanência em território nacio-
nal, seja no seu acolhimento e na sua integração, para o que importa melhorar a qualidade dos
serviços públicos, com ganhos de eficiência, e dos recursos a eles afetos, maximizando sinergias
e potenciando os seus resultados.
O presente decreto-lei vem consagrar esta mudança de paradigma, procedendo à criação da
AIMA, I. P., a qual sucede ao SEF nas suas funções em matéria administrativa relacionadas com os
cidadãos estrangeiros e ao Alto Comissariado para as Migrações, I. P. (ACM, I. P.), salvo quanto: i) às
atribuições deste último referentes a programas de inclusão social de crianças e jovens provenientes
de contextos socioeconómicos mais vulneráveis, que são transferidas para o Instituto Português
do Desporto e Juventude, I. P.; e ii) às atribuições em matéria de contraordenações decorrentes
do regime jurídico da prevenção, da proibição e do combate à discriminação, em razão da origem
racial e étnica, cor, nacionalidade, ascendência e território de origem.
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Para o efeito, prevê-se que a missão de concretização das políticas públicas nacionais e
europeias em matéria de migração e asilo, nomeadamente as relativas à entrada e permanência
e ao acolhimento e integração de cidadãos estrangeiros em território nacional, passe a ter lugar
sob a égide de uma só entidade administrativa, prosseguindo uma abordagem global na gestão
das migrações e asilo, tornando o sistema mais eficiente e mais resistente a futuras pressões
migratórias e crises humanitárias.
Por outro lado, a fusão do ACM, I. P., na AIMA, I. P., representa um novo posicionamento das
políticas públicas migratórias e de gestão da diversidade, tanto no plano nacional como internacio-
nal, ao qual não é alheia a complexidade dos fluxos migratórios dos nossos tempos, fazendo da
documentação dos cidadãos estrangeiros o primeiro passo do processo de integração de migrações
regulares, seguras e ordenadas.
A este propósito, cumpre ainda notar que as áreas do diálogo intercultural e inter-religioso, que
passam a ser conduzidas pela AIMA, I. P., se têm revelado fundamentais na definição de estratégias
e na construção de planos e de ações de integração ou de inclusão dos cidadãos estrangeiros e
nacionais. O trabalho desenvolvido ao longo dos anos neste domínio e a experiência que foi sendo
recolhida mostram que as dimensões da interculturalidade e do diálogo inter-religioso se assumem,
por vezes, não só como aspetos centrais no processo de apoio e de integração de cidadãos estran-
geiros e de inclusão de cidadãos nacionais como também se constituem como traço de união entre
vários planos de intervenção, designadamente pessoal, social, laboral e comunitário.
Cientes da exigência e dos desafios que o País e a Europa enfrentam no âmbito do combate
ao racismo e à discriminação e à integração de grupos étnicos e do reconhecimento ao nível interno
e internacional do ACM, I. P., nestas matérias, optou-se também por integrar as atribuições e os
recursos humanos do ACM, I. P., ao nível do combate ao racismo e à integração de grupos étnicos
na AIMA, I. P., retendo o talento e a experiência construídos ao longo dos anos, prevendo-se tam-
bém desta forma a criação de novas sinergias e de novos ganhos de eficiência nestas matérias
prioritárias para o Governo.
Como afirmado no Programa do XXIII Governo Constitucional, o combate ao racismo e a todas
as formas de discriminação é um compromisso constitucional da nossa democracia, devendo ser
adotadas medidas de afirmação social das minorias, na prevenção e no combate à segregação
racial, para as quais a AIMA, I. P., dará um contributo fundamental.
A criação de uma grande agência, de perfil transversal a diferentes públicos-alvo, representa
assim um novo patamar de integração e inclusão, que coloca os direitos, liberdades e garantias no
centro da sua atuação, assegurando a continuidade das políticas humanistas que têm merecido
reconhecimento internacional.
Enquanto serviço da administração indireta do Estado, com jurisdição e serviços desconcen-
trados sobre todo o território nacional, a AIMA, I. P., garantirá uma relação de proximidade com
os cidadãos, assegurando a qualidade e a tempestividade dos serviços prestados ao nível da sua
documentação, acolhimento, integração e inclusão. Neste âmbito, a AIMA, I. P., deverá também
promover e dinamizar a participação e a formação profissional e cívica dos cidadãos estrangeiros e
seus descendentes, nomeadamente através da aprendizagem da língua portuguesa e do conheci-
mento da cultura portuguesa, tendo em vista a sua melhor integração social, profissional e cívica.
Paralelamente, ao nível internacional, a AIMA, I. P., dará execução à política europeia e de
cooperação internacional no âmbito das migrações e do asilo, designadamente aos mecanismos
e programas de solidariedade, e, neste âmbito, aos programas de recolocação e de reinstalação
de refugiados acolhidos ou por acolher em território nacional ao abrigo de compromissos firmados
pelo Estado português.
Ainda em cumprimento da Lei n.º 73/2021, de 12 de novembro, na sua redação atual, e do Pro-
grama do XXIII Governo Constitucional, prevê-se que o IRN, I. P., passa a assegurar as competências
em matéria de concessão e emissão do passaporte eletrónico português que eram exercidas pelo
SEF, bem como o atendimento das renovações de autorizações de residência, permitindo que os
cidadãos que residam regularmente em território nacional possam tratar dos respetivos processos
documentais nos mesmos locais que os cidadãos nacionais. No caso dos pedidos de renovação de
autorizações de residência que tenham lugar na Região Autónoma da Madeira, e na sequência do
Decreto-Lei n.º 247/2003, de 8 de outubro, que transferiu para a Região Autónoma da Madeira as
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atribuições e competências administrativas que o Ministério da Justiça exerce através do IRN, I. P.,
em matéria de registos e notariado, o atendimento é realizado pelos serviços regionais competentes
para prosseguir as atribuições transferida por aquele decreto-lei, sem prejuízo das especificidades
regionais, a introduzir em diploma regional adequado.
O presente decreto-lei regula ainda as matérias relacionadas com a operacionalização dos
processos de fusão do SEF e do ACM, I. P., nas diversas entidades que lhes sucedem, definindo,
entre outros, as regras sobre a responsabilidade pela sua promoção, os procedimentos relativos
à reafetação de bens, direitos e obrigações do SEF e os procedimentos relativos a bens, direitos,
obrigações e trabalhadores do ACM, I. P.
Por fim, o presente decreto-lei promove ainda as alterações legislativas necessárias à nova
configuração do sistema português de controlo de fronteiras, iniciada com a Lei n.º 73/2021, de 12 de
novembro, na sua redação atual, adaptando o ordenamento jurídico à nova distribuição de compe-
tências dos extintos SEF e ACM, I. P., pelas diversas entidades que lhes sucedem.
Com vista a garantir a estabilidade da transição para a nova configuração do sistema portu-
guês de controlo de pessoas nas fronteiras, optou-se por se prever que o presente decreto-lei entra
em vigor a 29 de outubro de 2023, coincidindo com o término do verão IATA. Excluem-se deste
desígnio as diligências necessárias para garantir a instalação da AIMA, I. P., até àquela data, que
entram em vigor no dia seguinte ao da publicação do presente decreto-lei.
Foi promovida a audição do Governo Regional da Madeira.
Assim:
Nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 198.º da Constituição, o Governo decreta o
seguinte:
CAPÍTULO I
Disposições gerais
Artigo 1.º
Objeto
1 — O presente decreto-lei procede à criação da Agência para a Integração, Migrações e
Asilo, I. P. (AIMA, I. P.), a qual sucede ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) nas suas
competências administrativas em matéria de migração e asilo, e ao Alto Comissariado para as
Migrações, I. P., nos termos previstos no presente decreto-lei.
2 — No âmbito do processo de restruturação do sistema português de controlo de fronteiras,
previsto na Lei n.º 73/2021, de 12 de novembro, na sua redação atual, o presente decreto-lei pro-
cede ainda:
a) À criação da Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros, no Sistema de Segu-
rança Interna;
b) À regulação do procedimento de reafetação de bens, direitos e obrigações do SEF;
c) À extinção, por fusão, do Alto Comissariado para as Migrações, I. P. (ACM, I. P.)
3 — Para efeitos da concretização do processo referido no número anterior, o presente decreto-
-lei procede, ainda:
a) À segunda alteração ao Decreto-Lei n.º 139/94, de 23 de maio, alterado pela Lei n.º 55-A/2010,
de 31 de dezembro, que regula a colocação de oficiais de ligação do SEF, da Guarda Nacional
Republicana (GNR) e da Polícia de Segurança Pública (PSP) em organismos internacionais e
países estrangeiros;
b) À segunda alteração à Lei n.º 34/94, de 14 de setembro, alterada pela Lei n.º 23/2007,
de 4 de julho, que define o regime de acolhimento de estrangeiros ou apátridas em centros de
instalação temporária;
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c) À terceira alteração à Lei n.º 115/99, de 3 de agosto, alterada pelo Decreto-Lei n.º 34/2008,
de 26 de fevereiro, e pela Lei n.º 36/2021, de 14 de junho, que aprova o regime jurídico das asso-
ciações de imigrantes;
d) À terceira alteração ao Decreto-Lei n.º 75/2000, de 9 de maio, alterado pelo Decreto-Lei
n.º 34/2008, de 26 de fevereiro, e pela Lei n.º 36/2021, de 14 de junho, que regulamenta a Lei
n.º 115/99, de 3 de agosto, que tem por objetivo estabelecer o regime de constituição e os direitos
e deveres das associações representativas dos imigrantes e seus descendentes;
e) À décima alteração ao Decreto-Lei n.º 83/2000, de 11 de maio, na sua redação atual, que
aprovou o regime legal de concessão e emissão dos passaportes;
f) À segunda alteração ao Decreto-Lei n.º 86/2000, de 12 de maio, alterado pelo Decreto-Lei
n.º 139/2006, de 26 de julho, que aprova o regime legal que regulamenta a base de dados de
emissão dos passaportes;
g) À alteração ao Decreto-Lei n.º 322-A/2001, de 14 de dezembro, na sua redação atual, que
aprova o Regulamento Emolumentar dos Registos e Notariado;
h) À primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 154/2003, de 15 de julho, que regulamenta a aplica-
ção do Tratado de Amizade, Cooperação e Consulta entre a República Portuguesa e a República
Federativa do Brasil, assinado em Porto Seguro em 22 de abril de 2000, no que respeita ao regime
processual de atribuição e registo do estatuto de igualdade aos cidadãos brasileiros residentes em
Portugal e aos cidadãos portugueses residentes no Brasil;
i) À primeira alteração à Lei n.º 67/2003, de 23 de agosto, que transpõe para a ordem jurídica
nacional a Diretiva n.º 2001/55/CE, do Conselho, de 20 de julho, relativa a normas mínimas em
matéria de concessão de proteção temporária no caso de afluxo maciço de pessoas deslocadas e
a medidas tendentes a assegurar uma repartição equilibrada do esforço assumido pelos Estados
membros ao acolherem estas pessoas e suportarem as consequências decorrentes desse acolhi-
mento;
j) À primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 67/2004, de 25 de março, que cria um registo nacional
de menores estrangeiros que se encontrem em situação irregular no território nacional;
k) À primeira alteração à Lei n.º 37/2006, de 9 de agosto, que regula o exercício do direito de
livre circulação e residência dos cidadãos da União Europeia e dos membros das suas famílias no
território nacional e transpõe para a ordem jurídica interna a Diretiva n.º 2004/38/CE, do Parlamento
Europeu e do Conselho, de 29 de abril;
l) À quinta alteração ao Decreto-Lei n.º 237-A/2006, de 14 de dezembro, na sua redação atual,
que aprova o regulamento da nacionalidade portuguesa e introduz alterações no Regulamento
Emolumentar dos Registos e Notariado, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 322-A/2001, de 14 de
dezembro;
m) À décima alteração à Lei n.º 23/2007, de 4 de julho, na sua redação atual, que aprova o
regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional;
n) À primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 368/2007, de 5 de novembro, que define o regime
especial de concessão de autorização de residência a vítimas de tráfico de pessoas a que se refe-
rem os n.os 4 e 5 do artigo 109.º e o n.º 2 do artigo 111.º da Lei n.º 23/2007, de 4 de julho;
o) À terceira alteração à Lei n.º 27/2008, de 30 de junho, alterada pelas Leis n.os 26/2014,
de 5 de maio, e 18/2022, de 25 de agosto, que estabelece as condições e procedimentos de
concessão de asilo ou proteção subsidiária e os estatutos de requerente de asilo, de refugiado
e de proteção subsidiária, transpondo para a ordem jurídica interna as Diretivas 2004/83/CE, do
Conselho, de 29 de abril, e 2005/85/CE, do Conselho, de 1 de dezembro;
p) À sétima alteração à Lei n.º 53/2008, de 29 de agosto, na sua redação atual, que aprova a
Lei de Segurança Interna;
q) À terceira alteração ao Decreto-Lei n.º 98/2011, de 21 de setembro, alterado pelos Decretos-
-Leis n.os 132/2014, de 3 de setembro, e 35/2022, de 20 de maio, que cria o Instituto Português do
Desporto e Juventude, I. P. (IPDJ, I. P.), e aprova a sua orgânica;
r) À quinta alteração ao Decreto-Lei n.º 126-B/2011, de 29 de dezembro, na sua redação atual,
que aprova a Lei Orgânica do Ministério da Administração Interna;
s) À segunda alteração ao Decreto-Lei n.º 148/2012, de 12 de julho, alterado pela Lei n.º 89/2017,
de 21 de agosto, que aprova a orgânica do Instituto dos Registos e do Notariado, I. P. (IRN, I. P.);
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t) À primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 81/2019, de 17 de junho, que cria e regula a emissão
e utilização do cartão de identidade diplomático;
u) À primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 142/2019, de 19 de setembro, que aprova o Programa
Nacional de Segurança da Aviação Civil;
v) À primeira alteração à Lei n.º 21/2019, de 25 de fevereiro, que regula a transferência, pelas
transportadoras aéreas, dos dados dos registos de identificação dos passageiros, bem como o
tratamento desses dados, transpondo a Diretiva (UE) 2016/681 do Parlamento Europeu e do Con-
selho, de 27 de abril de 2016;
w) À primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 26/2021, de 31 de março, que procede à criação
da Bolsa Nacional de Alojamento Urgente e Temporário;
x) À terceira alteração à Lei n.º 73/2021, de 12 de novembro, alterada pelas Leis n.os 89/2021, de
16 de dezembro, e 11/2022, de 6 de maio, que aprova a reestruturação do sistema português de con-
trolo de fronteiras, procedendo à reformulação do regime das forças e serviços que exercem a ativi-
dade de segurança interna e fixando outras regras de reafetação de competências e recursos do SEF;
y) À primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 113/2021, de 14 de dezembro, que estabelece os
princípios gerais e as regras da organização e funcionamento dos serviços de saúde mental;
z) À primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 122/2021, de 30 de dezembro, que aprova a orgânica
do Gabinete Nacional SIRENE.
Artigo 2.º
Criação da Agência para a Integração, Migrações e Asilo, I. P.
É criada a AIMA, I. P., cuja orgânica é aprovada em anexo ao presente decreto-lei e do qual
faz parte integrante.
CAPÍTULO II
Extinção, por fusão, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras
e do Alto Comissariado para as Migrações, I. P.
SECÇÃO I
Disposições comuns
Artigo 3.º
Processos de fusão do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras
e da Agência para a Integração, Migrações e Asilo, I. P.
1 — Os processos de fusão do SEF e do ACM, I. P., decorrem sob a responsabilidade:
a) No caso do SEF, do diretor nacional do SEF, com a colaboração dos dirigentes máximos
da Polícia Judiciária (PJ), do IRN, I. P., e da AIMA, I. P., até à sua conclusão ou até à designação
de novo responsável por despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da admi-
nistração interna, da justiça e das migrações;
b) No caso do ACM, I. P., do presidente do conselho diretivo do ACM, I. P., com a colaboração
dos dirigentes máximos da AIMA, I. P., e do IPDJ, I. P., até à sua conclusão ou até à designação
de novo responsável por despacho do membro do Governo responsável pela área da igualdade
e migrações.
2 — Os processos de fusão a que se refere o número anterior compreendem todas as ope-
rações e decisões necessárias à concretização da transferência das atribuições para os órgãos e
serviços integradores, da reafetação dos trabalhadores e de todos os demais recursos do SEF e
do ACM, I. P.
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3 — Concluídos os processos de fusão a que respeita o presente artigo é publicado na
2.ª série do Diário da República despacho do responsável pelo processo declarando a data da
sua conclusão.
Artigo 4.º
Bens móveis e imóveis
Os bens móveis e imóveis, incluindo os bens imóveis arrendados e os veículos do SEF e do
ACM, I. P., transitam para os serviços que sucedem nas suas atribuições, de acordo com o disposto
no presente decreto-lei e na Lei n.º 73/2021, de 12 de novembro, na sua redação atual.
Artigo 5.º
Processos e procedimentos pendentes
Sem prejuízo das diligências já realizadas, os processos e procedimentos administrativos
pendentes no SEF e no ACM, I. P., transitam para os serviços que sucedem nas suas atribuições,
de acordo com o disposto no presente decreto-lei e na Lei n.º 73/2021, de 12 de novembro, na sua
redação atual.
Artigo 6.º
Estágios
Os estágios curriculares, profissionais ou equiparados em curso no ACM, I. P., ou no SEF à data
da entrada em vigor do presente decreto-lei prosseguem nos serviços integradores identificados no
artigo seguinte e no artigo 8.º, de acordo com a sucessão das atribuições e competências.
SECÇÃO II
Procedimentos relativos à reafetação de bens, direitos e obrigações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras
Artigo 7.º
Sucessão do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras
Sucedem nas atribuições e competências, nos direitos e obrigações e nas posições contratuais
do atual SEF:
a) A GNR, a PSP e a PJ, nas atribuições de natureza policial do SEF, nos termos da Lei
n.º 73/2021, de 12 de novembro, na sua redação atual;
b) A AIMA, I. P., e o IRN, I. P., nas atribuições de natureza administrativa do SEF nos termos
da Lei n.º 73/2021, de 12 de novembro, na sua redação atual, e do presente decreto-lei.
SECÇÃO III
Procedimentos relativos a bens, direitos, obrigações e trabalhadores do Alto Comissariado para as Migrações, I. P.
Artigo 8.º
Sucessão do Alto Comissariado para as Migrações, I. P.
Sucedem nas atribuições e competências, nos direitos, obrigações e na posição contratual
do ACM, I. P.:
a) A AIMA, I. P., nas atribuições relativas a acolhimento e integração, no combate ao racismo
e à discriminação, à integração de grupos étnicos, em particular as comunidades ciganas, e à pro-
moção do diálogo intercultural e inter-religioso e à matéria de desigualdade interseccional, previstas
no artigo 3.º do anexo ao presente decreto-lei;
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b) O IPDJ, I. P., nas atribuições relativas ao desenvolvimento de programas de inclusão social
de crianças e jovens provenientes de contextos socioeconómicos mais vulneráveis.
Artigo 9.º
Processo de fusão do Alto Comissariado para as Migrações, I. P.
Ao processo de fusão decorrente da extinção do ACM, I. P., é aplicável o disposto no Decreto-
-Lei n.º 200/2006, de 25 de outubro, e no Regime da Valorização Profissional dos Trabalhadores
com Vínculo de Emprego Público, aprovado em anexo à Lei n.º 25/2017, de 30 de maio.
Artigo 10.º
Critérios de seleção de pessoal
São definidos como critérios gerais e abstratos de seleção de pessoal necessário à prosse-
cução das atribuições transferidas do ACM, I. P.:
a) Para o IPDJ, I. P., o exercício de funções no ACM, I. P., relativas ao desenvolvimento de
programas de inclusão social de crianças e jovens provenientes de contextos socioeconómicos
mais vulneráveis;
b) Para a AIMA, I. P., o exercício de funções no ACM, I. P., não abrangidas pela alínea anterior.
Artigo 11.º
Outras disposições relativas a pessoal
1 — As comissões de serviço dos titulares dos cargos dirigentes do ACM, I. P., incluindo aqueles
que estejam a ser exercidos em regime de substituição, cessam automaticamente com a entrada
em vigor do presente decreto-lei.
2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, os titulares dos cargos dirigentes do
ACM, I. P., mantêm-se em funções até à conclusão do processo de fusão do ACM, I. P., ou, se
anterior, até à data determinada por despacho do responsável pela condução do processo de fusão,
e, quando for o caso, do IPDJ, I. P.
3 — Os procedimentos concursais pendentes à data da entrada em vigor do presente decreto-
-lei mantêm-se.
4 — Para todos os efeitos legais, no que respeita aos procedimentos concursais em tramitação
sucedem ao ACM, I. P., na posição jurídica de empregador público a AIMA, I. P.
5 — O disposto nos n.os 3 e 4 aplica-se, com as necessárias adaptações, aos períodos expe-
rimentais em curso à data da entrada em vigor do presente decreto-lei.
CAPÍTULO III
Alterações legislativas
Artigo 12.º
Alteração ao Decreto-Lei n.º 139/94, de 23 de maio
O artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 139/94, de 23 de maio, na sua redação atual, passa a ter a
seguinte redação:
«Artigo 1.º
1 — O membro do Governo responsável pela área da administração interna pode nomear, de
entre oficiais da GNR ou oficiais de polícia da PSP, em comissão de serviço, por três anos, pror-
rogável e revogável a todo o tempo, oficiais de ligação para organismos internacionais ou países
estrangeiros, em função dos interesses nacionais e dos compromissos assumidos no âmbito da
cooperação internacional.
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2 — [...]
3 — [...]»
Artigo 13.º
Alteração à Lei n.º 34/94, de 14 de setembro
Os artigos 2.º, 4.º e 5.º da Lei n.º 34/94, de 14 de setembro, na sua redação atual, passam a
ter a seguinte redação:
«Artigo 2.º
[...]
1 — [...]
2 — A instalação por razões humanitárias é determinada pelo conselho diretivo da Agência para
a Integração, Migrações e Asilo, I. P. (AIMA, I. P.), na sequência de requerimento de estrangeiro que
se encontre numa das situações previstas no número anterior e depois de ouvido o centro regional
de segurança social da área sobre a existência da situação de carência económica e social.
Artigo 4.º
[...]
1 — [...]
2 — No decurso do prazo referido no número anterior, a força de segurança competente
informa o estrangeiro dos seus direitos e comunica ao tribunal competente, com envio de cópia
do respetivo processo, a presença do estrangeiro na zona internacional, logo que seja previsível a
impossibilidade do seu reembarque nesse prazo, a fim de ser proferida a decisão sobre a manu-
tenção daquela situação ou a instalação em centro próprio.
3 — [...]
Artigo 5.º
[...]
1 — (Anterior corpo do artigo.)
2 — Os centros de instalação temporária e espaços equiparados são geridos pela Guarda
Nacional Republicana (GNR) ou pela Polícia de Segurança Pública (PSP), consoante a área de
jurisdição em que se encontrem instalados.
3 — Os centros de instalação temporária e espaços equiparados exclusivamente destinados
a instalação por razões humanitárias, reconhecidos por despacho dos membros do Governo res-
ponsáveis pelas áreas da administração interna e das migrações, são geridos pela GNR ou pela
PSP, em articulação com a AIMA, I. P, e a segurança social.»
Artigo 14.º
Alteração à Lei n.º 115/99, de 3 de agosto
Os artigos 5.º e 7.º da Lei n.º 115/99, de 3 de agosto, na sua redação atual, passam a ter a
seguinte redação:
«Artigo 5.º
[...]
1 — O reconhecimento de representatividade para os efeitos da presente lei é atribuído pela
Agência para a Integração, Migrações e Asilo, I. P. (AIMA, I. P.), às associações que o requeiram
e que demonstrem reunir cumulativamente os seguintes requisitos:
a) [...]
b) [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 28
c) [...]
d) [...]
e) [...]
2 — O reconhecimento de representatividade é precedido de parecer do Conselho para as
Migrações e Asilo.
Artigo 7.º
[...]
1 — Os apoios às associações previstos na alínea j) do n.º 1 do artigo 4.º são atribuídos
mediante a celebração de protocolos entre as associações e a AIMA, I. P.
2 — A celebração dos protocolos referidos no número anterior baseia-se em projetos apresen-
tados pelas associações e é precedida de parecer do Conselho para as Migrações e Asilo.
3 — [...]»
Artigo 15.º
Alteração ao Decreto-Lei n.º 75/2000, de 9 de maio
Os artigos 3.º, 4.º, 5.º, 6.º, 14.º, 17.º e 19.º do Decreto-Lei n.º 75/2000, de 9 de maio, na sua
redação atual, passam a ter a seguinte redação:
«Artigo 3.º
[...]
1 — [...]
2 — O requerimento referido no número anterior é dirigido à Agência para a Integração, Migra-
ções e Asilo, I. P. (AIMA, I. P.), instruído com os seguintes documentos:
a) [...]
b) [...]
c) [...]
d) [...]
e) [...]
3 — Sempre que se verifiquem alterações, as associações devem enviar à AIMA, I. P., os
documentos correspondentes às mesmas e referidos no número anterior, a fim de confirmar a manu-
tenção dos requisitos legais do reconhecimento de representatividade, sem prejuízo da remessa
anual, até 31 de janeiro, da declaração mencionada na alínea e) do n.º 2.
4 — [...]
Artigo 4.º
[...]
1 — A AIMA, I. P., e o Conselho para as Migrações e Asilo podem solicitar informações ou
documentos adicionais que se revelem necessários a tomada de decisão ou à emissão de parecer.
2 — O Conselho para as Migrações e Asilo emite parecer no prazo máximo de 10 dias úteis a
contar da data da entrada do requerimento ou da instrução do processo nos termos do número anterior.
3 — A AIMA, I. P., profere a decisão no prazo máximo de 15 dias a contar da emissão do
parecer do Conselho para as Migrações e Asilo.
Artigo 5.º
[...]
A AIMA, I. P., promove, no prazo de 10 dias, a publicação no Diário da República do extrato
da decisão proferida.
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 29
Artigo 6.º
[...]
A AIMA, I. P., organiza o registo das associações cuja representatividade é reconhecida e emite,
anualmente, o respetivo cartão de identificação, de modelo anexo ao presente diploma.
Artigo 14.º
[...]
1 — Os pedidos são apreciados pela AIMA, I. P., que solicita parecer ao Conselho para as
Migrações e Asilo:
a) [...]
b) [...]
2 — O membro do Governo responsável pela área das migrações decide sobre a concessão
do apoio e comunica a decisão no prazo máximo de 10 dias úteis a contar da emissão da aprecia-
ção feita pela AIMA, I. P., e promove a celebração do protocolo de apoio nos 15 dias seguintes à
comunicação da decisão.
Artigo 17.º
[...]
1 — Compete à AIMA, I. P., a avaliação e o acompanhamento da aplicação das verbas con-
cedidas.
2 — A AIMA, I. P., promove a publicação no Diário da República de um relatório até 30 de abril
do ano seguinte àquele a que se referem os apoios, donde consta a lista das associações apoiadas,
a modalidade de apoio e os respetivos montantes.
Artigo 19.º
[...]
1 — [...]
2 — A AIMA, I. P., promove a eleição nos 15 dias posteriores ao decurso do prazo fixado no
número anterior.
3 — [...]»
Artigo 16.º
Alteração ao Decreto-Lei n.º 83/2000, de 11 de maio
Os artigos 10.º, 11.º, 15.º, 20.º, 25.º, 26.º, 28.º, 31.º, 36.º, 37.º, 38.º-D, 38.º-E e 42.º do Decreto-
-Lei n.º 83/2000, de 11 de maio, na sua redação atual, passam a ter a seguinte redação:
«Artigo 10.º
[...]
1 — [...]
2 — O sistema de gestão e de cobrança de taxas devidas relativamente ao passaporte comum,
bem como os montantes aplicáveis são estabelecidos por portaria dos membros do Governo res-
ponsáveis pelas áreas da produção de passaportes, dos negócios estrangeiros, da justiça e das
finanças, que fixa igualmente as regras de afetação das receitas decorrentes das taxas.
3 — [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 30
4 — [...]
5 — [...]
Artigo 11.º
[...]
O passaporte pode ser remetido ao seu titular através de correio seguro, mediante prévio paga-
mento dos encargos de remessa, estabelecidos por portaria dos membros do Governo responsáveis
pelas áreas da produção de passaportes, dos negócios estrangeiros, da justiça e das finanças.
Artigo 15.º
[...]
[...]
a) O presidente do conselho diretivo do Instituto dos Registos e do Notariado I. P. (IRN, I. P.);
b) [...]
c) [...]
Artigo 20.º
[...]
1 — Os membros do Governo responsáveis pelas áreas dos negócios estrangeiros e da justiça
estabelecem, por portaria, modalidades de coordenação e de avaliação regular conjunta da aplica-
ção do regime legal da concessão e emissão do PEP, tornando públicos os respetivos resultados.
2 — [...]
3 — [...]
Artigo 25.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
7 — O procedimento aplicável aos pedidos previstos no n.º 5 é regulamentado por portaria
dos membros do Governo responsáveis pelas áreas dos negócios estrangeiros, da justiça e da
modernização administrativa.
Artigo 26.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — A entidade competente para a concessão comunica à Unidade de Coordenação de
Fronteiras e Estrangeiros o pedido de apreensão do passaporte a que se referem os números
anteriores.
4 — [...]
5 — [...]
Artigo 28.º
[...]
1 — [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 31
2 — Para efeitos do disposto no número anterior, a perda da nacionalidade portuguesa é comu-
nicada ao SIPEP, preferencialmente por via eletrónica, pela Conservatória dos Registos Centrais,
até ao dia 8 do mês seguinte ao do respetivo registo.
3 — Para efeitos de apreensão do passaporte, o cancelamento é comunicado à Unidade de
Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros, preferencialmente por via eletrónica.
Artigo 31.º
[...]
1 — [...]
a) O membro do Governo responsável pela área dos negócios estrangeiros sempre que as
situações ocorram fora do território nacional ou nos casos a que se referem as alíneas c) a f) do
n.º 2 e o n.º 3 do artigo anterior;
b) O membro do Governo responsável pela área da justiça;
c) [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
a) [...]
b) O IRN, I. P.;
c) [...]
5 — [...]
Artigo 36.º
[...]
1 — São competentes para a concessão do passaporte para estrangeiros, com possibilidade
de delegação e de subdelegação:
a) O presidente do conselho diretivo do IRN, I. P., em território nacional;
b) As autoridades consulares, no estrangeiro.
2 — Para verificação dos requisitos previstos na alínea a) do artigo anterior podem ser obtidas
informações junto da Agência para a Integração, Migrações e Asilo, I. P. (AIMA, I. P.), e dos serviços
do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
3 — As situações consideradas nas alíneas b) e c) do artigo anterior são decididas sob pro-
posta da autoridade consular territorialmente competente.
Artigo 37.º
[...]
[...]
a) Em território nacional, ao IRN, I. P.;
b) [...]
Artigo 38.º-D
[...]
1 — [...]
a) O presidente do conselho diretivo do IRN, I. P.;
b) [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 32
c) [...]
d) [...]
e) [...]
2 — [...]
Artigo 38.º-E
[...]
A taxa de emissão do passaporte temporário é fixada por portaria dos membros do Governo
responsáveis pelas áreas da produção de passaportes, dos negócios estrangeiros e da justiça.
Artigo 42.º
[...]
1 — O IRN, I. P., é o organismo responsável pelo SIPEP.
2 — [...]
3 — Cabe ao presidente do conselho diretivo do IRN, I. P., assegurar o direito de informação
e de acesso aos dados pelos respetivos titulares, a correção de inexatidões, o complemento de
omissões, a supressão de dados indevidamente registados, bem como velar por que a consulta ou
comunicação da informação respeite as condições legalmente determinadas.
4 — Compete ao presidente do conselho diretivo do IRN, I. P., decidir sobre as reclamações
respeitantes ao acesso à informação pessoal ali constante, cabendo recurso hierárquico da sua
decisão, sem prejuízo da competência própria da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD)
nesta matéria.»
Artigo 17.º
Aditamento ao Decreto-Lei n.º 83/2000, de 11 de maio
É aditado ao Decreto-Lei n.º 83/2000, de 11 de maio, na sua redação atual, o artigo 49.º-A,
com a seguinte redação:
«Artigo 49.º-A
Plataforma de Interoperabilidade da Administração Pública
As trocas de informação estruturada entre serviços e organismos da Administração Pública
previstas no presente decreto-lei são, sempre que possível, efetuadas com recurso à Plataforma de
Interoperabilidade da Administração Pública (iAP), nos termos fixados pela Resolução do Conselho
de Ministros n.º 42/2015, de 19 de junho.»
Artigo 18.º
Alteração ao Decreto-Lei n.º 86/2000, de 12 de maio
Os artigos 4.º, 6.º, 8.º e 15.º do Decreto-Lei n.º 86/2000, de 12 de maio, na sua redação atual,
passam a ter a seguinte redação:
«Artigo 4.º
[...]
1 — [...]
2 — Para garantir a eficiência e eficácia da recolha de informação, o SIPEP interage para
efeitos de mera consulta e recolha nos termos legalmente permitidos com os seguintes sistemas
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 33
de informação ou bases de dados, para apuramento da existência de eventuais indicações nega-
tivas à concessão do passaporte e para verificação dos elementos de identificação do requerente
do passaporte:
a) Sistemas de informação em matéria de fronteiras e estrangeiros, que contenham informação
de natureza policial e de cooperação policial internacional, designadamente o Sistema Integrado
de Informação da Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros;
b) (Revogada.)
c) Base de dados de identificação civil;
d) [...]
3 — Quando existam indicações negativas à concessão do passaporte, resultantes da consulta
aos sistemas de informação referidos na alínea a) do número anterior, a Unidade de Coordenação
de Fronteiras e Estrangeiros emite parecer vinculativo sobre a recusa de concessão do passaporte
ao requerente, no prazo a definir por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas
dos negócios estrangeiros, da justiça e das finanças, considerando os diferentes níveis e condições
de serviço.
Artigo 6.º
[...]
1 — A consulta, pelas entidades referidas no artigo anterior, através de linha de transmissão
de dados pode ser efetuada nos termos do disposto no n.º 2 do artigo 23.º da Lei da Proteção de
Dados Pessoais, aprovada pela Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto.
2 — Para efeitos do disposto no número anterior, o Instituto dos Registos e do Notariado, I. P.
(IRN, I. P.), deve comunicar às entidades processadoras dos dados, autorizadas nos termos do
presente decreto-lei, os protocolos celebrados.
3 — [...]
Artigo 8.º
[...]
1 — [...]
2 — Mediante solicitação fundamentada, pode o membro do Governo responsável pela área
da justiça autorizar o acesso à informação recolhida no SIPEP, desde que se mostre comprovado
o fim a que se destina, não haja risco de intromissão na vida privada do titular e a informação não
seja utilizada para fins incompatíveis com os que determinam a sua recolha.
Artigo 15.º
Entidade responsável pelo Sistema de Informação do Passaporte
Eletrónico Português e pelo tratamento de dados pessoais
1 — O IRN, I. P., é o organismo responsável pelo SIPEP.
2 — O presidente do conselho diretivo do IRN, I. P., é a entidade responsável pelo trata-
mento de dados pessoais, nos termos e para os efeitos definidos na Lei n.º 58/2019, de 8 de
agosto, e no Regulamento (UE) 2016/679 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de
abril de 2016.
3 — Cabe ao presidente do conselho diretivo do IRN, I. P., assegurar os direitos de informação,
de acesso, de oposição ou de retificação dos dados pelos respetivos titulares, bem como velar pela
legalidade da consulta ou comunicação da informação.»
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 34
Artigo 19.º
Aditamento ao Decreto-Lei n.º 86/2000, de 12 de maio
É aditado ao Decreto-Lei n.º 86/2000, de 12 de maio, na sua redação atual, o artigo 4.º-A,
com a seguinte redação:
«Artigo 4.º-A
Plataforma de Interoperabilidade da Administração Pública
As trocas de informação estruturada entre serviços e organismos da Administração Pública
previstas no presente decreto-lei são, sempre que possível, efetuadas com recurso à Plataforma de
Interoperabilidade da Administração Pública (iAP), nos termos fixados pela Resolução do Conselho
de Ministros n.º 42/2015, de 19 de junho.»
Artigo 20.º
Alteração ao Decreto-Lei n.º 322-A/2001, de 14 de dezembro
O artigo 19.º do anexo ao Decreto-Lei n.º 322-A/2001, de 14 de dezembro, na sua redação
atual, passa a ter a seguinte redação:
«Artigo 19.º
[...]
1 — [...]
2 — Em cada procedimento de aquisição da nacionalidade em que a Agência para a Integração,
Migrações e Asilo, I. P. (AIMA, I. P.), preste informações, dos emolumentos cobrados pertencem à
AIMA, I. P., € 20.»
Artigo 21.º
Alteração ao Decreto-Lei n.º 154/2003, de 15 de julho
Os artigos 4.º, 8.º, 9.º, 10.º, 28.º, 29.º e 41.º do Decreto-Lei n.º 154/2003, de 15 de julho,
passam a ter a seguinte redação:
«Artigo 4.º
[...]
A atribuição do estatuto de igualdade de direitos e deveres e o reconhecimento da capacidade
de gozo de direitos políticos é da competência do membro do Governo responsável pela área das
migrações.
Artigo 8.º
[...]
Os pedidos de concessão do estatuto de igualdade de direitos e deveres e do reconhecimento
de direitos políticos são apresentados nos serviços centrais da Agência para a Integração, Migra-
ções e Asilo, I. P. (AIMA, I. P.), ou nas suas direções regionais.
Artigo 9.º
[...]
1 — No ato de receção do requerimento verificar-se-á se este contém as indicações neces-
sárias e se está devidamente instruído, devendo ser enviado aos serviços centrais da AIMA, I. P.,
se não tiver sido aí diretamente apresentado.
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 35
2 — [...]
3 — [...]
Artigo 10.º
[...]
A decisão do pedido é proferida no prazo de 30 dias a contar da apresentação pela AIMA, I. P.,
ao membro do Governo responsável pela área das migrações do processo devidamente instruído
e relatado.
Artigo 28.º
[...]
Para efeitos do disposto no n.º 1 do artigo 26.º, o membro do Governo responsável pela área
das migrações comunica à Conservatória dos Registos Centrais os factos que tenham ocorrido,
enviando os elementos necessários para o registo no prazo de oito dias contados a partir da sua
verificação.
Artigo 29.º
[...]
1 — [...]
2 — O registo dos restantes factos abrangidos no artigo 26.º efetua-se por averbamento ao
assento de atribuição do estatuto de igualdade, com base em comunicação da AIMA, I. P., ou das
autoridades brasileiras.
Artigo 41.º
Comunicação ao membro do Governo responsável pela área das migrações
A Embaixada e os Consulados de Portugal no Brasil quando tiverem conhecimento dos factos
mencionados no artigo 26.º, no n.º 1 do artigo 27.º e no artigo 31.º devem comunicá-los ao mem-
bro do governo responsável pela área das migrações, independentemente de comunicação que o
Governo Brasileiro venha a fazer.»
Artigo 22.º
Aditamento ao Decreto-Lei n.º 154/2003, de 15 de julho
É aditado ao Decreto-Lei n.º 154/2003, de 15 de julho, na sua redação atual, o artigo 41.º-A,
com a seguinte redação:
«Artigo 41.º-A
Plataforma de Interoperabilidade da Administração Pública
As trocas de informação estruturada entre serviços e organismos da Administração Pública
previstas no presente decreto-lei são, sempre que possível, efetuadas com recurso à Plataforma de
Interoperabilidade da Administração Pública (iAP), nos termos fixados pela Resolução do Conselho
de Ministros n.º 42/2015, de 19 de junho.»
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 36
Artigo 23.º
Alteração à Lei n.º 67/2003, de 23 de agosto
Os artigos 6.º, 10.º, 12.º, 17.º e 27.º da Lei n.º 67/2003, de 23 de agosto, na sua redação atual,
passam a ter a seguinte redação:
«Artigo 6.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — Compete ao membro do governo responsável pela área das migrações decidir da exclusão
da proteção temporária, após parecer fundamentado da Agência para a Integração, Migrações e
Asilo, I. P. (AIMA, I. P.)
7 — [...]
Artigo 10.º
[...]
1 — Aos beneficiários de proteção temporária é emitido um título de proteção temporária, em
modelo a aprovar por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das migrações
e da modernização administrativa.
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
Artigo 12.º
[...]
No intuito de permitir a efetiva aplicação da decisão do Conselho da União Europeia de reco-
nhecimento de um afluxo maciço de pessoas deslocadas, devem ser registados na base de dados
da AIMA, I. P., os dados pessoais referidos no anexo II desta lei, respeitantes aos beneficiários de
proteção temporária em território nacional.
Artigo 17.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — As decisões relativas ao reagrupamento familiar são da competência do membro do
Governo responsável pela área das migrações, sob proposta da comissão interministerial referida
no artigo 5.º
7 — [...]
8 — [...]
9 — [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 37
Artigo 27.º
[...]
1 — O membro do governo responsável pela área das migrações designa o ponto de contacto
nacional que assegura a cooperação administrativa e procede à troca de informações com os demais
Estados membros que se revelem necessárias para a aplicação da proteção temporária.
2 — [...]»
Artigo 24.º
Alteração ao Decreto-Lei n.º 67/2004, de 25 de março
O artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 67/2004, de 25 de março, passa a ter a seguinte redação:
«Artigo 3.º
[...]
1 — [...]
2 — Compete à Agência para a Integração, Migrações e Asilo, I. P. (AIMA, I. P.), a recolha, o
tratamento e a manutenção dos dados recolhidos nos termos do presente diploma.
3 — Cabe à AIMA, I. P., em articulação transversal com os serviços competentes da Adminis-
tração Pública e da administração regional autónoma, garantir que os menores registados acedam
ao exercício dos mesmos direitos que a lei atribui aos menores em situação regular no território
nacional.»
Artigo 25.º
Alteração à Lei n.º 37/2006, de 9 de agosto
Os artigos 14.º a 17.º, 29.º e 30.º da Lei n.º 37/2006, de 9 de agosto, passam a ter a seguinte
redação:
«Artigo 14.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — No ato de registo é emitido um certificado de registo, de modelo a aprovar por portaria dos
membros do Governo responsáveis pelas áreas das migrações e da modernização administrativa,
com o nome e o endereço do titular do direito de residência e a data do registo.
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
Artigo 15.º
[...]
1 — Os familiares do cidadão da União nacionais de Estado terceiro cuja estada no território
nacional se prolongue por período superior a três meses devem solicitar a emissão de um cartão de
residência, de acordo com modelo aprovado por portaria dos membros do Governo responsáveis
pelas áreas das migrações e da modernização administrativa.
2 — O pedido do cartão de residência a que se refere o número anterior é efetuado junto da
Agência para a Integração, Migrações e Asilo, I. P. (AIMA, I. P.), no prazo de 30 dias após decorridos
três meses da entrada no território nacional.
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 38
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
7 — [...]
Artigo 16.º
[...]
1 — A AIMA, I. P., emite aos cidadãos da União com direito a residência permanente, a pedido
destes, um documento, de modelo a aprovar por portaria dos membros do Governo responsáveis
pelas áreas das migrações e da modernização administrativa, que certifica a residência permanente.
2 — O certificado de residência permanente referido no número anterior é emitido pela
AIMA, I. P., no prazo máximo de 15 dias, dependendo, exclusivamente, da verificação da duração
da residência.
Artigo 17.º
[...]
1 — Aos familiares de cidadão da União nacionais de Estado terceiro que tenham direito a
residência permanente é emitido um cartão de residência permanente, de modelo a aprovar por
portaria do membro do Governo responsável pela área das migrações.
2 — O cartão de residência permanente previsto no número anterior é emitido pela AIMA, I. P.,
no prazo máximo de três meses a contar da apresentação do pedido.
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
Artigo 29.º
[...]
1 — Pela emissão do certificado de registo a que se refere o artigo 14.º, do certificado de
residência permanente, de um certificado que ateste que foi pedido um cartão de residência de
familiar, de um cartão de residência ou de um cartão de residência permanente, bem como pelos
procedimentos e demais documentos previstos na presente lei, são devidas taxas a fixar por portaria
do membro do Governo responsável pela área das migrações.
2 — [...]
a) [...]
b) 50 % para a AIMA, I. P.
3 — O produto das restantes taxas reverte para a AIMA, I. P.
4 — [...]
Artigo 30.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — A aplicação das coimas previstas no presente artigo é da competência do conselho diretivo
da AIMA, I. P., que a pode delegar, nos termos da lei.
6 — O produto das coimas reverte em 60 % para o Estado e em 40 % para a AIMA, I. P.»
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 39
Artigo 26.º
Alteração ao Decreto-Lei n.º 237-A/2006, de 14 de dezembro
Os artigos 10.º, 19.º, 25.º, 27.º, 37.º e 43.º do Regulamento da Nacionalidade Portuguesa,
aprovado em anexo ao Decreto-Lei n.º 237-A/2006, de 14 de dezembro, na sua redação atual,
passam a ter a seguinte redação:
«Artigo 10.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
a) [...]
b) Certidão comprovativa do tempo de residência legal, emitida pela Agência para a Integração,
Migrações e Asilo, I. P. (AIMA, I. P.); ou
c) [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
7 — [...]
Artigo 19.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
a) [...]
b) Documento emitido pela AIMA, I. P., comprovativo de que reside legalmente em território
português há pelo menos cinco anos, ao abrigo de qualquer dos títulos, vistos ou autorizações
previstos no regime de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros e no regime do
direito de asilo ou ao abrigo de regimes especiais resultantes de tratados ou convenções de que
Portugal seja Parte, designadamente no âmbito da União Europeia e da Comunidade dos Países
de Língua Portuguesa;
c) [...]
d) [...]
Artigo 25.º
[...]
1 — A AIMA, I. P., pode emitir o documento comprovativo da residência legal em território
português com base nos elementos nele arquivados ou em averiguações realizadas para o efeito.
2 — [...]
a) [...]
b) Certificado de aprovação em prova de língua portuguesa realizada em estabelecimentos
de ensino da rede pública, quando efetuada em território português, ou em locais acreditados pelo
Camões — Instituto da Cooperação e da Língua, I. P., quando realizada no estrangeiro, devendo
a regulamentação desta prova, bem como o respetivo controlo, constar de portaria dos membros
do Governo responsáveis pelas áreas dos negócios estrangeiros, da justiça, das migrações e da
educação;
c) [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 40
d) [...]
e) [...]
f) [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
7 — [...]
8 — [...]
9 — [...]
10 — [...]
Artigo 27.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — Não ocorrendo indeferimento liminar, a Conservatória dos Registos Centrais solicita as
informações necessárias à Polícia Judiciária, à Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estran-
geiros, que se articula com as demais entidades, serviços e forças de segurança para verificação
da inexistência de razões de segurança nacional, de segurança interna ou de ordem pública que
obstem à naturalização e à AIMA, I. P.
6 — As informações referidas no número anterior devem ser prestadas pelas entidades a que
se refere o número anterior, no prazo de 30 dias, exceto se existirem razões que justifiquem a sua
prorrogação, por prazo não superior a 60 dias, facto que deve ser comunicado à Conservatória
dos Registos Centrais.
7 — A informação sobre a existência de perigo ou ameaça para a segurança ou a defesa nacional,
pelo envolvimento em atividades relacionadas com a prática do terrorismo, nos termos da respetiva
lei, é prestada pela Polícia Judiciária e pela Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros.
8 — [...]
9 — [...]
10 — [...]
11 — [...]
12 — [...]
13 — [...]
14 — [...]
15 — [...]
16 — [...]
Artigo 37.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
7 — [...]
a) [...]
b) Documentos emitidos pela AIMA, I. P., destinados a comprovar a residência legal em ter-
ritório português.
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 41
8 — [...]
9 — [...]
10 — [...]
Artigo 43.º
[...]
[...]
a) À AIMA. I. P., as alterações de nacionalidade que registar referentes a indivíduos residentes
no território português;
b) [...]
c) À Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros e aos serviços competentes em
matéria de identificação civil e do processo eleitoral, os registos de perda da nacionalidade.»
Artigo 27.º
Aditamento ao Decreto-Lei n.º 237-A/2006, de 14 de dezembro
É aditado ao Regulamento da Nacionalidade Portuguesa, aprovado em anexo ao Decreto-Lei
n.º 237-A/2006, de 14 de dezembro, na sua redação atual, o artigo 43.º-C com a seguinte redação:
«Artigo 43.º-C
Plataforma de Interoperabilidade da Administração Pública
As trocas de informação estruturada entre serviços e organismos da Administração Pública
previstas no presente decreto-lei são, sempre que possível, efetuadas com recurso à Plataforma de
Interoperabilidade da Administração Pública (iAP), nos termos fixados pela Resolução do Conselho
de Ministros n.º 42/2015, de 19 de junho.»
Artigo 28.º
Alteração à Lei n.º 23/2007, de 4 de julho
Os artigos 3.º, 7.º, 8.º 10.º, 11.º, 12.º, 14.º, 15.º, 16.º, 19.º, 20.º, 21.º, 23.º, 25.º, 27.º, 28.º, 30.º,
31.º-A, 32.º, 33.º, 33.º-A, 33.º-B, 35.º, 37.º, 40.º a 43.º, 49.º, 52.º, 52.º-A, 56.º-E, 56.º-G, 60.º, 61.º,
62.º, 64.º, 65.º, 68.º, 69.º, 70.º, 71.º, 72.º,73.º,76.º, 78.º, 82.º, 85.º, 86.º, 87.º, 87.º-A, 88.º, 89.º, 90.º a
91.º-C, 95.º, 96.º, 97.º-B, 97.º-C, 102.º a 105.º, 111.º, 117.º, 120.º, 121.º-C, 121.º-D, 121.º-F, 121.º-G,
121.º-K, 123.º, 123.º-A, 124.º-A, 124.º-B, 124.º-D a 124.º-I, 128.º, 129.º, 131.º, 137.º, 138.º, 140.º,
141.º, 142.º, 146.º, 146.º-A, 147.º, 149.º, 150.º, 153.º, 154.º, 157.º, 159.º, 160.º, 164.º, 165.º, 166.º,
169.º, 170.º, 171.º, 174.º, 175.º, 176.º, 179.º, 180.º-A, 188.º, 189.º, 191.º, 193.º, 198.º-A, 198.º-C,
206.º, 207.º, 209.º, 210.º, 211.º e 213.º da Lei n.º 23/2007, de 4 de julho, na sua redação atual,
passam a ter a seguinte redação
«Artigo 3.º
[...]
1 — [...]
a) [...]
b) [...]
c) [...]
d) [...]
e) [...]
f) [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 42
g) [...]
h) [...]
i) [...]
j) [...]
k) [...]
l) [...]
m) [...]
n) [...]
o) [...]
p) [...]
q) [...]
r) [...]
s) [...]
t) [...]
u) [...]
v) [...]
w) [...]
x) [...]
y) [...]
z) [...]
aa) [...]
bb) [...]
cc) [...]
dd) [...]
ee) [...]
ff) [...]
gg) [...]
hh) [...]
ii) [...]
jj) [...]
kk) [...]
ll) [...]
mm) [...]
nn) [...]
oo) [...]
pp) [...]
qq) [...]
rr) [...]
ss) [...]
tt) [...]
uu) [...]
vv) ‘Sistema Integrado de Informação UCFE’: sistema de informação de dados pessoais e
dados relativos a bens jurídicos que integra informação de natureza policial e de cooperação policial
internacional em matéria de fronteiras e estrangeiros, de utilização comum às forças e serviços
de segurança, acessível por estas, e demais entidades, de acordo com as suas necessidades e
competências legais (SII UCFE);
ww) ‘Sistema Integrado de Informação AIMA’: sistema de informação de dados pessoais e
dados relativos a bens jurídicos que integra informação de natureza não policial e de cooperação
internacional em matéria de estrangeiros (SII AIMA).
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 43
Artigo 7.º
[...]
1 — [...]
2 — A zona internacional dos portos compreende ainda as instalações da Guarda Nacional
Republicana (GNR).
Artigo 8.º
[...]
1 — [...]
2 — A zona internacional do porto é de acesso restrito e condicionado à autorização da GNR.
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — A licença permite ao beneficiário a circulação na área contígua ao porto e é concedida
pela GNR mediante requerimento dos agentes de navegação acompanhado de termo de respon-
sabilidade.
7 — [...]
Artigo 10.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — O visto pode ser anulado quando o seu titular seja objeto de uma indicação para efeitos de
regresso ou indicação para efeitos de recusa de entrada e de permanência no Sistema de Informa-
ção Schengen (SIS), no SII UCFE ou preste declarações falsas no respetivo pedido de concessão:
a) Pela entidade emissora, em território estrangeiro;
b) Pela Agência para a Integração, Migrações e Asilo, I. P. (AIMA, I. P.), ou pela GNR ou Polícia
de Segurança Pública (PSP), em território nacional;
c) Pela GNR ou PSP, nos postos de fronteira.
5 — A anulação de vistos pela GNR, pela PSP ou pela AIMA, I. P., nos termos do número
anterior deve ser comunicada de imediato à entidade emissora.
6 — Da decisão de anulação proferida ao abrigo da alínea a), da parte final da alínea b) ou
da alínea c) do n.º 4 é dado conhecimento por via eletrónica à AIMA, I. P., e ao Conselho para as
Migrações e Asilo, adiante designado por Conselho, com indicação dos respetivos fundamentos.
Artigo 11.º
[...]
1 — [...]
2 — Para efeitos de entrada e permanência, devem os estrangeiros dispor, em meios de paga-
mento, per capita, dos valores fixados por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas
áreas das migrações, do trabalho e da solidariedade social, os quais podem ser dispensados aos
que provem ter alimentação e alojamento assegurados durante a respetiva estada.
3 — [...]
Artigo 12.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
Diário da República, 1.ª série
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3 — [...]
4 — [...]
5 — O modelo do termo de responsabilidade é aprovado por deliberação do conselho diretivo
da AIMA, I. P.
6 — A AIMA, I. P., assegura a implementação de um sistema de registo e arquivo dos termos
de responsabilidade apresentados, sem prejuízo das normas aplicáveis em matéria de proteção
de dados pessoais.
Artigo 14.º
[...]
1 — [...]
2 — A declaração de entrada deve ser prestada junto da força de segurança competente, nos
termos a definir por portaria do membro do Governo responsável pela área da administração interna.
3 — [...]
Artigo 15.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — Com vista a simplificar o envio dos boletins de alojamento, os estabelecimentos hotelei-
ros e similares devem proceder ao seu registo junto da Unidade de Coordenação de Fronteiras e
Estrangeiros (UCFE) como utilizadores do Sistema de Informação de Boletins de Alojamento, por
forma a poderem proceder à respetiva comunicação eletrónica em condições de segurança.
5 — [...]
Artigo 16.º
[...]
1 — As empresas exploradoras de estabelecimentos hoteleiros, meios complementares de
alojamento turístico ou conjuntos turísticos, bem como todos aqueles que facultem, a título oneroso,
alojamento a cidadãos estrangeiros, ficam obrigadas a comunicá-lo, no prazo de três dias úteis,
por meio de boletim de alojamento, à GNR ou à PSP.
2 — [...]
3 — Os boletins de alojamento produzidos nos termos do n.º 4 do artigo anterior são transmi-
tidos de forma segura, nos termos a definir por portaria do membro do Governo responsável pela
área da administração interna.
Artigo 19.º
[...]
1 — Os cidadãos estrangeiros residentes no País na qualidade de refugiados, nos termos da
lei reguladora do direito de asilo, bem como os refugiados abrangidos pelo disposto no § 11.º do
anexo à Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados, adotada em Genebra em 28 de julho de
1951, podem obter um título de viagem de modelo a aprovar por portaria do membro do Governo
responsável pela área das migrações.
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
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Artigo 20.º
[...]
[...]
a) Em território nacional, conselho diretivo da AIMA, I. P., com faculdade de delegação, mediante
parecer favorável da UCFE;
b) No estrangeiro, as autoridades consulares ou diplomáticas portuguesas, mediante parecer
favorável da UCFE e da AIMA, I. P.
Artigo 21.º
[...]
1 — [...]
2 — Compete à AIMA, I. P., o controlo e registo nacional dos títulos de viagem emitidos.
3 — Para os efeitos do número anterior, as autoridades consulares ou diplomáticas portugue-
sas comunicam à AIMA, I. P., a emissão de títulos de viagem concedidos nos termos da alínea b)
do artigo anterior.
Artigo 23.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — O conselho diretivo da AIMA, I. P., pode, em casos justificados, suprir, por despacho, as
intervenções previstas nos n.os 2 e 3.
Artigo 25.º
[...]
1 — São apreendidos pelas autoridades a quem forem apresentados e remetidos à AIMA, I. P.,
os títulos de viagem para refugiados utilizados em desconformidade com a lei.
2 — [...]
Artigo 27.º
[...]
1 — [...]
2 — O documento previsto no número anterior é emitido pela força de segurança competente
para executar o afastamento ou expulsão e é válido para uma única viagem.
3 — O modelo do documento é aprovado por portaria do membro do Governo responsável
pela área da administração interna.
Artigo 28.º
[...]
Os cidadãos estrangeiros não residentes habilitados com documentos de viagem emitidos em
território nacional pelas missões diplomáticas, postos ou secções consulares devem apresentá-los,
no prazo de três dias após a data de emissão, à AIMA, I. P., a fim de serem visados.
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Artigo 30.º
[...]
Os estudantes nacionais de Estados terceiros residentes em território nacional podem igual-
mente sair para os outros Estados membros da União Europeia, desde que se verifiquem os requisitos
do artigo anterior, competindo à AIMA, I. P., a autenticação da lista a que alude a mesma norma.
Artigo 31.º-A
[...]
1 — É recusada a saída do território nacional a quem tenha sido impedido de viajar ou de
abandonar o país, quando tal restrição tenha sido decretada judicialmente, devendo as decisões
judiciais e demais informação legalmente exigida ser enviadas à UCFE, com caráter de urgência,
para efeitos de criação de indicação de interdição de saída ou viagem no sistema de informação
nacional de medidas cautelares e, sempre que o Tribunal o determine, ao Gabinete Nacional SIRENE
para inserção de indicação de impedimento de viajar no SIS, aplicável ao território dos restantes
Estados membros da União Europeia e dos Estados onde vigore a Convenção de Aplicação, nos
termos e para efeitos do disposto no artigo 32.º do Regulamento (UE) 2018/1862, do Parlamento
Europeu e do Conselho, de 28 de novembro de 2018.
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — Quando não seja possível acautelar em tempo útil a proteção jurisdicional de menores no
que respeita à sua saída do território nacional, a oposição à saída pode ter lugar, excecionalmente e
a título de alerta, mediante manifestação comunicada à força ou serviço de segurança competente
por quem invoque e comprove, nos termos previstos no Código Civil, legitimidade na salvaguarda
da integridade e dos interesses do menor.
7 — A indicação de oposição à saída referida no número anterior é inscrita por um prazo
máximo de 90 dias no SII UCFE se os interessados obtiverem e remeterem à força ou serviço de
segurança competente nos primeiros 30 dias cópia do pedido de confirmação da oposição no âmbito
de processo judicial, designadamente de processo tutelar cível ou de promoção e proteção, para
que avalie a sua necessidade em razão dos interesses do menor, condição para comunicação da
indicação ao Gabinete Nacional SIRENE e da sua inserção no SIS.
8 — [...]
9 — [...]
Artigo 32.º
[...]
1 — [...]
a) [...]
b) [...]
c) Estejam indicados para efeitos de regresso ou recusa de entrada e de permanência no
SII UCFE; ou
d) [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
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Artigo 33.º
[...]
1 — Para efeitos de recusa de entrada e de permanência, são indicados no SII UCFE os
cidadãos estrangeiros:
a) [...]
b) [...]
c) [...]
d) [...]
e) [...]
2 — São ainda indicados no SII UCFE para efeitos de recusa de entrada e de permanência
os beneficiários de apoio ao regresso voluntário nos termos do artigo 139.º, sendo a indicação
eliminada no caso previsto no n.º 3 do mesmo artigo.
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
7 — [...]
Artigo 33.º-A
[...]
1 — As decisões de afastamento ou de expulsão judicial executadas, incluindo, no primeiro
caso, as que decorram de readmissões ativas para Estados terceiros, de conduções à fronteira nos
termos do artigo 147.º ou do apoio ao regresso voluntário nos termos do artigo 139.º, dão imedia-
tamente origem à inserção de uma indicação para efeitos de recusa de entrada e de permanência
no SII UCFE e no SIS devendo sempre acautelar-se o registo da data da sua execução ou do
cumprimento do dever de regresso.
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — Sempre que seja recusada a entrada em território nacional nos termos previstos na alínea d)
do n.º 1 do artigo 32.º e, após avaliação das circunstâncias pessoais do nacional de país terceiro,
se conclua que a sua presença constitui uma ameaça para a ordem pública, a segurança pública
ou a segurança nacional em conformidade com o disposto no n.º 2 do artigo 24.º do Regulamento
(UE) 2018/1861, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 28 de novembro de 2018, é proferida
decisão de inserção de indicação para efeitos de recusa de entrada e permanência no SII UCFE
e no SIS, válida pelo período máximo de cinco anos.
6 — Para efeitos do disposto no número anterior, o prazo concreto de interdição das indicações
de recusa de entrada e de permanência e as situações passíveis de configurar uma ameaça para
a ordem pública, a segurança pública ou a segurança nacional, em especial as que envolvam cida-
dãos estrangeiros que tenham contornado ou tentado contornar as normas aplicáveis em matéria
de entrada e de permanência, em território nacional ou no dos Estados-Membros da União Euro-
peia ou dos Estados onde vigore a Convenção de Aplicação, são determinados por despacho do
comandante-geral da GNR ou do diretor nacional da PSP, consoante a respetiva área de jurisdição,
tendo em atenção, nomeadamente, o disposto na alínea h) do n.º 1 do artigo 134.º
Artigo 33.º-B
[...]
1 — É da competência do comandante-geral da GNR, do diretor nacional da PSP, consoante
a respetiva área de jurisdição, ou do conselho diretivo da AIMA, I. P., a indicação de um cidadão
Diário da República, 1.ª série
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estrangeiro no SII UCFE ou no SIS para efeitos de regresso e de recusa de entrada e de perma-
nência, com faculdade de delegação.
2 — [...]
3 — As medidas que não tenham sido decretadas judicialmente e que estejam sujeitas aos
prazos definidos nos termos da presente lei podem ser reapreciadas a todo o tempo, por iniciativa
da entidade que as determinou e atendendo a razões humanitárias ou de interesse nacional, tendo
em vista a sua eliminação.
4 — [...]
5 — Nos casos em que do procedimento de consulta prévia previsto no número anterior resultar
a manutenção pelo Estado-Membro do título de residência ou visto de longa duração, pode ser criada
uma indicação para efeitos de regresso ou de recusa de entrada e de permanência no SII UCFE.
Artigo 35.º
[...]
A força de segurança responsável pelo controlo de fronteiras pode em casos de dúvida sobre a
autenticidade dos documentos emitidos pelas autoridades portuguesas aceder à informação cons-
tante do processo que permitiu a emissão do passaporte, bilhete de identidade ou outro qualquer
documento utilizado para a passagem das fronteiras.
Artigo 37.º
[...]
A recusa da entrada em território nacional é da competência do comandante-geral da GNR
ou do diretor nacional da PSP, no âmbito das respetivas atribuições, com faculdade de delegação.
Artigo 40.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — Para efeitos do disposto no número anterior, a garantia da assistência jurídica ao cidadão
estrangeiro não admitido pode ser objeto de um protocolo a celebrar entre os membros do Governo
responsáveis pelas áreas da administração interna, da justiça e das migrações e a Ordem dos
Advogados.
4 — [...]
Artigo 41.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — Sempre que tal se justifique, o cidadão estrangeiro que não reúna as condições de entrada
é afastado do território português sob escolta, a qual é assegurada pela força de segurança com-
petente, no âmbito das respetivas atribuições.
4 — [...]
5 — [...]
Artigo 42.º
[...]
1 — As transportadoras que prestem serviços de transporte aéreo de passageiros são obriga-
das a transmitir, até ao final do registo de embarque, e a pedido da PSP, as informações relativas
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 49
aos passageiros que transportarem até um posto de fronteira através do qual entrem em território
nacional.
2 — [...]
3 — [...]
4 — Os armadores ou os agentes de navegação que os representam, bem como os coman-
dantes das embarcações de pesca que naveguem em águas internacionais, apresentam à GNR
a lista dos tripulantes e passageiros, sem rasuras, emendas ou alterações dos elementos nela
registados, e comunicam a presença de clandestinos a bordo, 48 horas antes da chegada e até
duas horas antes da saída da embarcação de um porto nacional.
Artigo 43.º
[...]
1 — Os dados a que se refere o artigo anterior são recolhidos pelas transportadoras e trans-
mitidos eletronicamente ou, em caso de avaria, por qualquer outro meio apropriado, à força de
segurança competente e à UCFE, a fim de facilitar a execução de controlos no posto autorizado
de passagem da fronteira de entrada do passageiro no território nacional.
2 — As forças de segurança e a UCFE conservam os dados num ficheiro provisório.
3 — [...]
4 — No prazo de 24 horas a contar da chegada do meio de transporte, as transportadoras
eliminam os dados pessoais por elas recolhidos e transmitidos à força de segurança competente
e à UCFE.
5 — [...]
Artigo 49.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — Estão sujeitos a visto de escala os nacionais de Estados identificados em despacho dos
membros do Governo responsáveis pelas áreas dos negócios estrangeiros, da administração interna
e das migrações ou titulares de documentos de viagem emitidos pelos referidos Estados.
4 — [...]
Artigo 52.º
[...]
1 — [...]
a) [...]
b) [...]
c) Não esteja indicado, para efeitos de recusa de entrada e de permanência, nos termos do
artigo 33.º no SII UCFE, ou para efeitos de regresso;
d) Disponha de meios de subsistência, definidos por portaria dos membros do Governo res-
ponsáveis pelas áreas das migrações e da solidariedade e segurança social;
e) [...]
f) [...]
g) [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
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6 — [...]
7 — [...]
8 — [...]
9 — [...]
Artigo 52.º-A
[...]
1 — [...]
a) É dispensado o parecer prévio a que se refere o n.º 1 do artigo seguinte;
b) [...]
c) [...]
2 — A emissão do visto é automaticamente comunicada à UCFE e à AIMA, I. P., para efeitos
do exercício das suas competências.
3 — [...]
Artigo 56.º-E
[...]
1 — Sem prejuízo do disposto no artigo 198.º-C, no âmbito das respetivas atribuições, as forças
de segurança procedem à avaliação e efetuam inspeções para aferir o cumprimento do regime de
entrada e permanência de trabalhadores sazonais.
2 — O serviço com competência inspetiva do ministério responsável pela área do emprego
realiza, em colaboração com as forças de segurança, atividades inspetivas destinadas a prevenir
e sancionar infrações relativas ao emprego de trabalhadores sazonais, tendo para o efeito acesso
ao local de trabalho e, se autorizado pelo trabalhador, ao seu alojamento.
3 — [...]
Artigo 56.º-G
[...]
1 — A AIMA, I. P., é responsável pela elaboração de estatísticas sobre a concessão, prorrogação
e cancelamento de vistos emitidos a trabalhadores sazonais, desagregadas por nacionalidades,
períodos de validade e setor económico.
2 — [...]
Artigo 60.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
a) [...]
b) [...]
c) Desenvolvam um projeto empreendedor, incluindo a criação de empresa de base inovadora,
integrado em incubadora certificada nos termos definidos por portaria dos membros do Governo
responsáveis pelas áreas da administração interna, das migrações, da economia e da digitalização
e da modernização administrativa.
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Artigo 61.º
[...]
1 — [...]
a) [...]
b) [...]
c) Termo de responsabilidade de empresa certificada nos termos definidos por portaria dos
membros do Governo responsáveis pelas áreas das migrações e da economia;
d) [...]
e) [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
Artigo 62.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
a) Tem idade mínima e não excede a idade máxima fixada, para o efeito, por portaria dos
membros do Governo responsáveis pelas áreas das migrações e da educação;
b) [...]
c) [...]
7 — [...]
8 — [...]
9 — [...]
10 — O procedimento de concessão de visto de residência aos nacionais de Estados terceiros
indicados no n.º 1 que participem em programas comunitários de promoção da mobilidade para a
União Europeia ou para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ou no seu interesse é
simplificado, nos termos a definir por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas
dos negócios estrangeiros, das migrações e da modernização administrativa.
11 — [...]
Artigo 64.º
[...]
Sempre que, no âmbito da instrução de um pedido de reagrupamento familiar solicitado ao
abrigo do disposto no n.º 1 do artigo 98.º, a AIMA, I. P., deferir o pedido nos termos da presente
lei, deve ser facultado ao familiar do requerente o visto de residência para reagrupamento, para
permitir a sua entrada em território nacional.
Artigo 65.º
Comunicação e notificação do deferimento de pedido de reagrupamento familiar
1 — Para efeitos do disposto no artigo anterior, a AIMA, I. P., comunica a decisão, acompanhada
das peças processuais já entregues à AIMA, I. P., à Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 52
Comunidades Portuguesas de imediato e eletronicamente, dando conhecimento ao interessado
do posto consular competente dos prazos e da forma de obtenção do visto pelo beneficiário do
reagrupamento.
2 — O posto consular competente, após receção da comunicação de referida decisão, não
solicita documentação que já conste do processo transmitido pela AIMA, I. P., apenas devendo
aferir a regular identificação dos familiares a reagrupar.
3 — [...]
4 — [...]
5 — A comunicação prevista no n.º 1 é acompanhada de parecer prévio obrigatório da AIMA, I. P.,
quando aplicável, nos termos do artigo 53.º, sem prejuízo do parecer prévio obrigatório da UCFE.
6 — Os vistos de residência solicitados nos postos ou secções consulares para acompanha-
mento de requerentes de visto de residência nos termos do n.º 5 do artigo 58.º são concedidos
mediante parecer prévio da UCFE e prévio e simultâneo da AIMA, I. P., quando aplicável, nos
termos do artigo 53.º
Artigo 68.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — A competência prevista no n.º 1 pode ser delegada no comandante-geral da GNR ou no
diretor nacional da PSP, com faculdade de subdelegação.
4 — [...]
5 — [...]
Artigo 69.º
[...]
São competentes para a concessão dos vistos referidos na presente secção o comandante-
-geral da GNR e o diretor nacional da PSP, no âmbito das respetivas atribuições, com faculdade
de delegação.
Artigo 70.º
[...]
1 — [...]
a) [...]
b) [...]
c) Quando o respetivo titular tenha sido objeto de uma medida de afastamento do território
nacional, se encontre indicado para efeitos de recusa de entrada e de permanência no SII UCFE
ou se encontre indicado para efeitos de regresso ou para efeitos de recusa de entrada e de per-
manência no SIS;
d) [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — Após a entrada do titular do visto em território nacional, o cancelamento de vistos a que
se referem os números anteriores é da competência do membro do Governo responsável pela
área da administração interna, com faculdade de delegação no comandante-geral da GNR ou no
diretor nacional da PSP, com a faculdade de subdelegar, e do membro do Governo responsável
Diário da República, 1.ª série
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pela área das migrações, que pode delegar no conselho diretivo da AIMA, I. P., com a faculdade
de subdelegar.
6 — [...]
7 — O cancelamento de vistos antes da chegada do titular a território nacional é da compe-
tência das missões diplomáticas, dos postos ou das secções consultares, sendo comunicado por
via eletrónica às forças e serviços de segurança, à UCFE e à AIMA, I. P.
Artigo 71.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
7 — A prorrogação de permanência pode ser indeferida quando o requerente seja objeto de
uma indicação para efeitos de regresso ou para efeitos de recusa de entrada e de permanência
no SII UCFE ou no SIS.
8 — [...]
Artigo 72.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — A prorrogação de permanência é concedida sob a forma de vinheta autocolante de modelo
a aprovar por portaria do membro do Governo responsável pela área das migrações.
Artigo 73.º
[...]
A decisão dos pedidos de prorrogação de permanência é da competência do conselho dire-
tivo da AIMA, I. P., podendo ser delegada exceto quanto aos pedidos que respeitam a requerentes
objeto de indicações de regresso ou de recusa de entrada e de permanência.
Artigo 76.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — No pedido de renovação de autorização, o titular fica dispensado de entregar quaisquer
documentos já integrados no fluxo de trabalho eletrónico usado pela AIMA, I. P.
Artigo 78.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 54
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
7 — [...]
8 — A AIMA, I. P., e o Instituto dos Registos e do Notariado, I. P. (IRN, I. P.), podem celebrar
protocolos com as autarquias locais, bem como os órgãos e serviços das regiões autónomas e outros
órgãos da Administração Pública, com vista a facilitar e simplificar os procedimentos de receção e
encaminhamento de pedidos de renovação de autorização de residência e respetivos títulos.
Artigo 82.º
Instrução, decisão e notificação
1 — Compete à AIMA, I. P., solicitar e obter de outras entidades os pareceres, informações
e demais elementos necessários para o cumprimento do disposto na presente lei em matéria de
concessão ou de renovação de autorização de residência.
2 — Sem prejuízo da análise e verificação do cumprimento dos demais pressupostos legais
previstos no presente capítulo, no âmbito da instrução dos pedidos de autorização e de renovação
de residência, compete à AIMA, I. P.:
a) Proceder à consulta direta e imediata das bases de dados do SIS; e
b) Sempre que julgar necessário e justificado, solicitar e obter da UCFE informação com vista
à verificação da inexistência de razões de segurança interna ou de ordem pública, bem como de
prevenção da imigração ilegal e da criminalidade conexa.
3 — A UCFE disponibiliza à AIMA, I. P., a informação referida na alínea b) do número anterior,
no prazo de 15 dias.
4 — A ausência de prestação de informação pela UCFE à AIMA, I. P., no prazo previsto no
número anterior, corresponde à inexistência de razões de segurança interna ou de ordem pública,
de prevenção da imigração ilegal e da criminalidade conexa que não admitam a concessão ou
renovação da autorização de residência.
5 — (Anterior n.º 1.)
6 — (Anterior n.º 2.)
7 — (Anterior n.º 3.)
8 — (Anterior n.º 4.)
Artigo 85.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — A ausência para além dos limites previstos no número anterior deve ser justificada mediante
pedido apresentado na AIMA, I. P., antes da saída do residente do território nacional ou, em casos
excecionais, após a sua saída.
4 — [...]
5 — [...]
6 — É competente para o cancelamento da autorização de residência o membro do Governo
responsável pela área das migrações, com faculdade de delegação no conselho diretivo da
AIMA, I. P.
7 — [...]
Artigo 86.º
[...]
Os residentes devem comunicar à AIMA, I. P., no prazo de 60 dias contados da data em que
ocorra, a alteração do seu estado civil ou do domicílio.
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 55
Artigo 87.º
[...]
1 — [...]
2 — As pessoas mencionadas no número anterior são habilitadas com documento de identi-
ficação emitido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, ouvida a AIMA, I. P.
Artigo 87.º-A
[...]
1 — Os cidadãos nacionais de Estados em que esteja em vigor o Acordo CPLP que sejam
titulares de visto de curta duração ou visto de estada temporária ou que tenham entrado legalmente
em território nacional podem requerer em território nacional, junto da AIMA, I. P., a autorização de
residência CPLP.
2 — [...]
3 — [...]
Artigo 88.º
[...]
1 — [...]
2 — Mediante manifestação de interesse apresentada através do sítio da AIMA, I. P., na
Internet ou diretamente numa das suas delegações regionais, é dispensado o requisito previsto
na alínea a) do n.º 1 do artigo 77.º, desde que o cidadão estrangeiro, além das demais condições
gerais previstas naquela disposição, preencha as seguintes condições:
a) [...]
b) [...]
c) [...]
3 — [...]
4 — A concessão de autorização de residência nos termos dos números anteriores é comuni-
cada pela AIMA, I. P., por via eletrónica, à Inspeção-Geral do Trabalho ou, nas regiões autónomas,
à respetiva secretaria regional, de modo que estas entidades possam fiscalizar o cumprimento de
todas as obrigações legais da entidade patronal para com o titular da autorização de residência,
bem como à administração fiscal e aos serviços competentes da segurança social.
5 — [...]
6 — [...]
7 — [...]
Artigo 89.º
[...]
1 — [...]
2 — Mediante manifestação de interesse apresentada através do sítio da AIMA, I. P., na
Internet ou diretamente numa das suas delegações regionais, é dispensado o requisito previsto
na alínea a) do n.º 1 do artigo 77.º, desde que o cidadão estrangeiro tenha entrado legalmente em
território nacional.
3 — [...]
4 — É concedida autorização de residência ao nacional de Estado terceiro que desenvolva
projeto empreendedor, incluindo a criação de empresa de base inovadora, integrado em incubadora
certificada nos termos definidos por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 56
migrações, da economia e da digitalização e da modernização administrativa, desde que preencha
os requisitos gerais do artigo 77.º, com dispensa do estabelecido na alínea a) do seu n.º 1.
5 — [...]
Artigo 90.º
[...]
1 — [...]
a) [...]
b) [...]
c) Apresentem termo de responsabilidade de empresa certificada nos termos definidos em
portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das migrações, da economia e da
modernização administrativa; ou
d) [...]
2 — [...]
3 — [...]
Artigo 91.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — O estudante do ensino superior admitido em instituição do ensino superior aprovada para
efeitos de aplicação da presente lei nos termos de portaria dos membros do Governo responsáveis
pelas áreas das migrações, do ensino superior e da modernização administrativa está dispensado
da apresentação de documentos comprovativos do pagamento de propinas e de meios de subsis-
tência.
6 — Para efeitos do disposto no número anterior, a aprovação da instituição de ensino superior
é decidida mediante apresentação de requerimento e precedida de parecer favorável da AIMA, I. P.,
sendo válida por cinco anos.
7 — [...]
8 — O membro do Governo responsável pela área da ciência e ensino superior mantém junto
da AIMA, I. P., uma lista atualizada das instituições de ensino superior aprovadas para efeitos do
disposto na presente lei.
Artigo 91.º-A
[...]
1 — Os estudantes do ensino superior, que sejam titulares de autorização de residência con-
cedida por Estado membro da União Europeia e abrangido por um programa da União Europeia
ou multilateral com medidas de mobilidade, ou por um acordo entre duas ou mais instituições do
ensino superior, estão autorizados a entrar e permanecer em território nacional para realizar parte
dos estudos, incluindo para exercer atividade profissional nos termos do artigo 97.º, durante um
período máximo de 360 dias, desde que o comuniquem à AIMA, I. P., até 30 dias antes de se iniciar
o período de mobilidade.
2 — [...]
3 — As forças de segurança competentes e a AIMA, I. P., podem não autorizar no âmbito das
respetivas atribuições a entrada ou permanência quando o interessado constitua ameaça à ordem
pública, segurança pública ou saúde pública.
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 57
4 — [...]
5 — A AIMA, I. P., opõe-se à mobilidade nas seguintes situações:
a) [...]
b) [...]
c) [...]
d) [...]
6 — [...]
7 — Caso a AIMA, I. P., não se oponha à mobilidade nos termos dos números anteriores,
emite declaração que atesta que o estudante do ensino superior está autorizado a permanecer em
território nacional e a usufruir dos direitos previstos na lei.
8 — [...]
Artigo 91.º-B
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — O reconhecimento dos centros de investigação para efeitos do disposto no número anterior
é concedido mediante requerimento e precedido de parecer favorável da AIMA, I. P, sendo válido
por cinco anos.
4 — [...]
5 — O membro do Governo responsável pela área da ciência e ensino superior mantém junto
da AIMA, I. P., uma lista atualizada dos centros de investigação e instituições aprovadas para efeitos
do disposto na presente lei.
6 — [...]
7 — [...]
8 — [...]
9 — [...]
10 — [...]
Artigo 91.º-C
[...]
1 — [...]
2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, o nacional de Estado terceiro com título de
residência ‘investigador’ ou ‘mobilidade investigador’ concedido por um Estado membro da União
Europeia que pretenda permanecer em território nacional para realizar investigação num organismo
de acolhimento reconhecido em território nacional, incluindo atividade docente, durante um período
superior a 180 dias, deve formular junto da AIMA, I. P., um pedido de autorização de residência
para mobilidade de longa duração nos termos do disposto no presente artigo.
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
7 — [...]
8 — [...]
9 — [...]
10 — [...]
11 — [...]
12 — [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 58
13 — Para efeitos do disposto no n.º 1, e sempre que a autorização de residência tenha sido
emitida por Estado membro que não aplique integralmente o acervo de Schengen, a AIMA, I. P.,
pode exigir ao investigador declaração da entidade de acolhimento que especifique as condições
de mobilidade, bem como aos membros da sua família, a posse de uma autorização de residência
valida e comprovativo de que estão a acompanhar o investigador.
14 — [...]
Artigo 95.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — Sempre que o investigador ou estudante do ensino superior se encontre a residir no
território de outro Estado membro ao abrigo das disposições de mobilidade e a AIMA, I. P., tiver
conhecimento da situação, notifica as autoridades desse Estado membro do cancelamento da
autorização de residência ao abrigo do n.º 3.
Artigo 96.º
[...]
1 — O pedido de concessão ou renovação de autorização de residência ao abrigo da presente
subsecção é apresentado pelo nacional de Estado terceiro:
a) No caso de pedidos de concessão, junto dos serviços descentralizados da AIMA, I. P., da
sua área de residência;
b) No caso de pedidos de renovação, junto dos serviços do IRN, I. P., a designar pelo presidente
do conselho diretivo, exceto quando o pedido for apresentado na Região Autónoma da Madeira,
caso em que é apresentado junto dos serviços regionais competentes para prosseguir as atribui-
ções transferidas pelo Decreto-Lei n.º 247/2003, de 8 de outubro, sem prejuízo das especificidades
regionais a introduzir em diploma regional adequado.
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
7 — [...]
8 — [...]
Artigo 97.º-B
[...]
Para efeitos da cooperação prevista no artigo 37.º da Diretiva (UE) 2016/801, do Parlamento
Europeu e do Conselho, de 11 de maio de 2016, é designado como ponto de contacto nacional a
AIMA, I. P.
Artigo 97.º-C
[...]
1 — A AIMA, I. P., é responsável pela elaboração de estatísticas sobre a concessão, renovação
e cancelamento de autorizações de residência ao abrigo da presente secção, desagregadas por
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 59
nacionalidades e períodos de validade, incluindo as autorizações de residência dos membros da
família do investigador, ao abrigo do direito ao reagrupamento familiar.
2 — [...]
Artigo 102.º
[...]
A decisão dos pedidos de reagrupamento familiar compete ao conselho diretivo da AIMA, I. P.,
com faculdade de delegação.
Artigo 103.º
[...]
1 — Cabe ao titular do direito ao reagrupamento familiar solicitar à AIMA, I. P., a entrada e
residência dos membros da sua família, sempre que estes se encontrem fora do território nacional.
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
Artigo 104.º
[...]
1 — A AIMA, I. P., pode, se necessário, proceder a entrevistas com o requerente do reagrupa-
mento e os seus familiares e conduzir outras averiguações que considere necessárias.
2 — No exame do pedido relativo a pessoa que mantenha uma união de facto com o reque-
rente do reagrupamento, a AIMA, I. P., deve tomar em consideração fatores como a existência
de um filho comum, a coabitação prévia, o registo da união de facto ou qualquer outro meio
de prova fiável.
Artigo 105.º
[...]
1 — Logo que possível, e em todo o caso no prazo de três meses, a AIMA, I. P., notifica por
escrito a decisão ao requerente.
2 — [...]
3 — [...]
4 — Em caso de deferimento tácito, a AIMA, I. P., certifica-o, a pedido do interessado,
comunicando-o, no prazo de 48 horas, à Direção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades
Portuguesas, para efeitos de emissão do visto de residência nos termos do artigo 64.º
Artigo 111.º
[...]
1 — Antes da emissão da autorização de residência prevista no artigo 109.º, a AIMA, I. P., dá
à pessoa interessada um prazo de reflexão que lhe permita recuperar e escapar à influência dos
autores das infrações em causa.
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 60
Artigo 117.º
[...]
1 — No prazo de três meses a contar da sua entrada no território nacional, o residente de
longa duração referido no artigo anterior deve apresentar um pedido de autorização de residência
junto da AIMA, I. P.
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — É competente para a decisão sobre a concessão de autorização de residência ao abrigo
da presente secção o conselho diretivo da AIMA, I. P., com faculdade de delegação.
7 — [...]
8 — A concessão de autorização de residência ao residente de longa duração bem como aos
membros da sua família é comunicada pela AIMA, I. P., às autoridades competentes do Estado
membro que concedeu o estatuto de residente de longa duração.
Artigo 120.º
[...]
1 — [...]
2 — O cancelamento ou a não renovação de autorização de residência do residente de longa
duração bem como a dos membros da sua família é comunicado pela AIMA, I. P., às autoridades
competentes do Estado membro que concedeu o estatuto de residente de longa duração.
Artigo 121.º-C
[...]
[...]
a) Nos casos de cancelamento, o membro do Governo responsável pela área das migrações,
com faculdade de delegação no conselho diretivo da AIMA, I. P.;
b) Nos restantes casos, o conselho diretivo da AIMA, I. P., com faculdade de delegação.
Artigo 121.º-D
[...]
1 — O pedido de ‘cartão azul UE’ deve ser apresentado pelo nacional de um Estado terceiro,
ou pelo seu empregador, junto da direção ou delegação regional da AIMA, I. P., da sua área de
residência.
2 — [...]
3 — Se as informações ou documentos fornecidos pelo requerente forem insuficientes, a
análise do pedido é suspensa, sendo-lhe solicitadas as informações ou documentos suplementa-
res necessários, os quais devem ser disponibilizados em prazo não inferior a 20 dias fixado pela
AIMA, I. P.
4 — [...]
5 — [...]
Artigo 121.º-F
[...]
1 — [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 61
2 — [...]
a) [...]
b) O titular disponha de meios de subsistência suficientes, nos termos definidos por portaria
dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das migrações e da segurança social, tendo
presente, designadamente, a omissão de recurso ao apoio da segurança social, excluindo o sub-
sídio de desemprego;
c) [...]
d) [...]
Artigo 121.º-G
[...]
1 — [...]
2 — Durante os primeiros dois anos de emprego legal em território nacional o titular de um
‘cartão azul UE’ deve comunicar as modificações que afetem as condições de concessão, por
escrito, se possível previamente, à AIMA, I. P.
Artigo 121.º-K
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
7 — As decisões proferidas sobre os pedidos apresentados nos termos do presente artigo
são comunicadas, por escrito, pela AIMA, I. P., às autoridades do Estado membro do qual provém
o titular do ‘cartão azul UE’, preferencialmente por via eletrónica.
Artigo 123.º
[...]
1 — Quando se verificarem situações extraordinárias a que não sejam aplicáveis as dispo-
sições previstas no artigo 122.º, bem como nos casos de autorização de residência por razões
humanitárias ao abrigo da lei que regula o direito de asilo, mediante proposta do conselho diretivo
da AIMA, I. P., ou por iniciativa do membro do Governo responsável pela área das migrações pode,
a título excecional, ser concedida autorização de residência temporária a cidadãos estrangeiros
que não preencham os requisitos exigidos na presente lei:
a) [...]
b) [...]
c) [...]
2 — [...]
3 — As decisões do membro do Governo responsável pela área das migrações sobre os pedi-
dos de autorização de residência que sejam formulados ao abrigo do regime excecional previsto
no presente artigo devem ser devidamente fundamentadas.
Artigo 123.º-A
[...]
1 — É concedida autorização de residência aos titulares, administradores ou trabalhadores
de empresas sediadas ou com estabelecimento principal ou secundário num Estado do Espaço
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 62
Económico Europeu ou num Estado definido por despacho dos membros do Governo responsáveis
pelas áreas dos negócios estrangeiros e das migrações que fixem a sua sede ou estabelecimento
principal ou secundário em território nacional desde que preencham as seguintes condições:
a) [...]
b) [...]
c) [...]
2 — [...]
3 — [...]
Artigo 124.º-A
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — É competente para as decisões previstas na presente subsecção o conselho diretivo da
AIMA, I. P., com faculdade de delegação.
Artigo 124.º-B
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — Os trabalhadores transferidos dentro de uma empresa para empresa de acolhimento
pertencente à mesma empresa ou grupo de empresas certificadas nos termos de portaria dos
membros do Governo responsáveis pelas áreas das migrações e da economia para efeitos de apli-
cação da presente lei estão dispensados de apresentar documentos comprovativos das condições
estabelecidas nas alíneas b), c), e), h) e i) do n.º 1, sendo facilitada ainda a emissão de visto que
possibilite a sua entrada em território nacional.
4 — [...]
5 — [...]
6 — O membro do Governo responsável pela área da economia mantém junto da AIMA, I. P.,
e da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas uma lista atualizada
das empresas certificadas nos termos do n.º 3.
7 — [...]
8 — [...]
Artigo 124.º-D
[...]
1 — O pedido de concessão ou de renovação de autorização de residência para transferência
dentro da empresa ao abrigo da presente subsecção é apresentado pelo nacional de Estado terceiro
ou pela empresa de acolhimento:
a) No caso de pedidos de concessão, junto dos serviços descentralizados da AIMA, I. P., da
sua área de residência;
b) No caso de pedidos de renovação, junto dos serviços do IRN, I. P., a designar pelo presidente
do conselho diretivo, exceto quando o pedido for apresentado na Região Autónoma da Madeira,
caso em que é apresentado junto dos serviços regionais competentes para prosseguir as atribui-
ções transferidas pelo Decreto-Lei n.º 247/2003, de 8 de outubro, sem prejuízo das especificidades
regionais a introduzir em diploma regional adequado.
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 63
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
7 — [...]
8 — [...]
9 — [...]
10 — O titular de autorização de residência para transferência dentro da mesma empresa notifica
a AIMA, I. P., de qualquer alteração das condições de concessão estabelecidas no artigo 124.º-B,
no prazo de 15 dias.
Artigo 124.º-E
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
7 — [...]
8 — A empresa de acolhimento comunica à AIMA, I. P., qualquer alteração que afete as con-
dições com base nas quais a autorização para mobilidade de longo prazo foi concedida.
9 — [...]
10 — [...]
11 — [...]
Artigo 124.º-F
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — O titular de autorização de residência concedida ao abrigo do artigo 124.º-B e os membros
da sua família têm direito a entrar em território nacional sempre que um Estado membro da União
Europeia indefira um pedido de mobilidade de longa duração ou cancele um título de residência
‘ICT móvel’ que lhe tenha concedido e o solicite à AIMA, I. P.
4 — [...]
Artigo 124.º-G
[...]
1 — Sem prejuízo do disposto no artigo 198.º-C, a GNR e a PSP, no âmbito das respetivas
atribuições, procedem à avaliação e efetuam inspeções para aferir o cumprimento do regime de
entrada e permanência de trabalhadores transferidos dentro da empresa.
2 — [...]
3 — [...]
4 — A AIMA, I. P., disponibiliza às empresas de acolhimento informação sobre o disposto no
presente artigo.
Artigo 124.º-H
[...]
1 — A AIMA, I. P., é designada ponto de contacto nacional para efeitos de cooperação e inter-
câmbio de informações relativas ao regime de mobilidade de trabalhadores transferidos dentro da
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 64
empresa, bem como notificações relativas à mobilidade de trabalhadores transferidos dentro da
empresa.
2 — A AIMA, I. P., comunica aos Pontos de Contacto Nacionais dos outros Estados membros
qual a autoridade competente para receber e emitir autorizações de residências para trabalhador
transferido dentro de empresas e o procedimento aplicável à mobilidade de um trabalhador com
autorização de residência para transferência dentro de empresa para território nacional.
Artigo 124.º-I
[...]
1 — A AIMA, I. P., é responsável pela elaboração de estatísticas sobre a concessão, renovação
e cancelamento de autorizações de residência para transferência dentro da empresa e autorizações
para mobilidade de longa duração emitidas ao abrigo da presente subsecção, desagregadas por
nacionalidades e períodos de validade, incluindo por setor económico e categoria de trabalhador
transferido.
2 — [...]
Artigo 128.º
[...]
A concessão ou recusa do estatuto de longa duração é da competência do conselho diretivo
da AIMA, I. P., com faculdade de delegação.
Artigo 129.º
[...]
1 — É competente para receber o pedido de concessão do estatuto de residente de longa
duração a delegação da AIMA, I. P., da área da residência do requerente.
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
7 — [...]
8 — [...]
9 — [...]
10 — A concessão do estatuto de residente de longa duração a nacional de Estado terceiro
com autorização de residência concedida ao abrigo do artigo 116.º é comunicada pela AIMA, I. P.,
ao Estado membro que lhe concedeu pela primeira vez o estatuto de residente de longa duração.
Artigo 131.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
7 — [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 65
8 — O cancelamento da autorização de residência do residente de longa duração é da compe-
tência do membro do Governo responsável pela área das migrações, com a faculdade de delegação
no conselho diretivo da AIMA, I. P.
9 — [...]
10 — [...]
11 — [...]
Artigo 137.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — Em caso de afastamento coercivo para o território do Estado membro da União Europeia
que lhe concedeu o estatuto de residente de longa duração, as competentes autoridades daquele
Estado são notificadas da decisão pela AIMA., I. P.
4 — A força de segurança competente toma todas as medidas para executar efetivamente tal
decisão, devendo informar as autoridades competentes do Estado membro da União Europeia que
concedeu o estatuto de residente de longa duração à pessoa em questão das medidas adotadas
relativamente à execução da decisão de afastamento coercivo.
Artigo 138.º
[...]
1 — O cidadão estrangeiro que entre ou permaneça ilegalmente em território nacional é noti-
ficado pela AIMA, I. P., para abandonar voluntariamente o território nacional no prazo que lhe for
fixado, entre 10 e 20 dias.
2 — O cidadão estrangeiro a quem tenha sido cancelada a autorização de residência é noti-
ficado pela AIMA, I. P., para abandonar voluntariamente o território nacional no prazo que lhe for
fixado, entre 10 e 20 dias.
3 — O prazo referido nos números anteriores pode ser prorrogado pela AIMA, I. P., tendo em
conta, designadamente, a duração da permanência, a existência de filhos que frequentem a escola e a
existência de outros membros da família e de laços sociais, disso sendo notificado o cidadão estrangeiro.
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
7 — A notificação de abandono voluntário é registada no SII UCFE com especificação da
duração da permanência ilegal e é introduzida no SIS com averbamento do prazo para o abandono,
enquanto indicação de regresso, por um período de um ano.
8 — No âmbito do disposto no número anterior, a indicação é imediatamente eliminada se o
cidadão estrangeiro fizer cessar a permanência ilegal, nomeadamente quando o próprio confirmar
que abandonou o território nacional e o dos Estados onde vigore a Convenção de aplicação, ou
quando a AIMA, I. P., tenha conhecimento por qualquer meio ou em virtude da sua comunicação
por outro Estado membro da União Europeia ou Estado onde vigore a Convenção de Aplicação.
Artigo 140.º
[...]
1 — A decisão de afastamento coercivo pode ser determinada, nos termos da presente lei,
pelo conselho diretivo da AIMA, I. P., com faculdade de delegação.
2 — Compete ao conselho diretivo da AIMA, I. P., a decisão de arquivamento do processo de
afastamento coercivo.
3 — [...]
4 — [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 66
Artigo 141.º
[...]
1 — É competente para mandar instaurar processos de afastamento coercivo e para ordenar o
prosseguimento dos autos, determinando, nomeadamente, o seu envio para o tribunal competente,
o conselho diretivo da AIMA, I. P., com faculdade de delegação.
2 — Compete igualmente ao conselho diretivo da AIMA, I. P., a decisão de arquivamento do
processo.
Artigo 142.º
[...]
1 — [...]
a) Apresentação periódica às autoridades policiais;
b) [...]
c) [...]
2 — [...]
3 — [...]
Artigo 146.º
[...]
1 — O cidadão estrangeiro que entre ou permaneça ilegalmente em território nacional é detido
por autoridade policial, devendo ser presente, no prazo máximo de 48 horas a contar da detenção, ao
juiz do juízo de pequena instância criminal, na respetiva área de jurisdição, ou do tribunal de comarca,
nas restantes áreas do País, para validação e eventual aplicação de medidas de coação.
2 — Se for determinada a colocação em centro de instalação temporária ou espaço equiparado,
é dado conhecimento do facto à AIMA, I. P., para que promova o competente processo visando o
afastamento do cidadão estrangeiro do território nacional.
3 — [...]
4 — Se não for determinada colocação em centro de instalação temporária, é igualmente feita
a comunicação à AIMA, I. P., para os fins indicados no n.º 2, notificando-se o cidadão estrangeiro
de que deve comparecer no respetivo serviço.
5 — [...]
6 — O cidadão estrangeiro nas condições referidas na alínea a) do número anterior aguarda
em liberdade a decisão do seu pedido e deve ser informado pela AIMA, I. P., dos seus direitos e
obrigações, em harmonia com o disposto na lei reguladora do direito de asilo.
7 — São competentes para efetuar detenções, nos termos do n.º 1 do presente artigo, as
autoridades e os agentes de autoridade da GNR, da PSP, da Polícia Judiciária (PJ) e da Polícia
Marítima.
Artigo 146.º-A
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — No âmbito dos poderes de gestão dos centros de acolhimento temporário conferidos às
forças de segurança, nos termos da Lei n.º 34/94, de 14 de setembro, na sua redação atual, podem
ser celebrados protocolos com organizações nacionais ou internacionais com trabalho reconhecido
na área da imigração, visando definir a forma de autorização e condições de visita àqueles.
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 67
5 — [...]
6 — [...]
7 — [...]
Artigo 147.º
[...]
1 — O cidadão estrangeiro detido nos termos do n.º 1 do artigo 146.º que, durante o interro-
gatório judicial e depois de informado sobre o disposto nos n.os 2 e 3, declare pretender abandonar
o território nacional, bem como o território dos Estados membros da União Europeia e dos Estados
onde vigore a Convenção de Aplicação pode, por determinação do juiz competente e desde que
devidamente documentado, ser entregue à custódia da força de segurança competente, para efeitos
de condução ao posto de fronteira e afastamento no mais curto espaço de tempo possível.
2 — [...]
3 — A condução à fronteira implica a inscrição do cidadão no SIS e no SII UCFE, nos termos
do disposto no artigo 33.º e seguintes.
Artigo 149.º
[...]
1 — A decisão de afastamento coercivo é da competência do conselho diretivo da AIMA, I. P.
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
Artigo 150.º
[...]
1 — A decisão de afastamento coercivo, proferida pelo conselho diretivo da AIMA, I. P., é sus-
cetível de impugnação judicial com efeito devolutivo perante os tribunais administrativos.
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
Artigo 153.º
[...]
1 — Sempre que tenha conhecimento de qualquer facto que possa constituir fundamento de
expulsão, a AIMA, I. P., organiza um processo onde sejam recolhidas as provas que habilitem à
decisão.
2 — [...]
3 — [...]
Artigo 154.º
[...]
1 — Recebido o processo, o juiz marca julgamento, que deve realizar-se nos cinco dias
seguintes, mandando notificar a pessoa contra a qual foi instaurado o processo, as testemunhas
indicadas nos autos e a AIMA, I. P., na pessoa do respetivo diretor regional.
2 — [...]
3 — [...]
4 — A notificação da AIMA, I. P., na pessoa do respetivo diretor regional, visa a designação
de funcionário ou funcionários do serviço que possam prestar ao tribunal os esclarecimentos con-
siderados de interesse para a decisão.
5 — [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 68
Artigo 157.º
[...]
1 — [...]
2 — A execução da decisão implica a inscrição do expulsando, no SIS e no Sistema Integrado
de Informação UCFE pelo período de interdição de entrada e de permanência, nos termos do dis-
posto no artigo 33.º-A.
3 — A inscrição no Sistema de Informação Schengen é notificada ao expulsando pela força
de segurança que proceder à execução da decisão.
Artigo 159.º
[...]
Compete à GNR e à PSP dar execução às decisões de afastamento coercivo e de expulsão.
Artigo 160.º
[...]
1 — [...]
2 — Em situações devidamente fundamentadas, nomeadamente quando se verifiquem razões
concretas e objetivas geradoras de convicção de intenção de fuga, nomeadamente nos termos do
disposto no n.º 3 do artigo 142.º, sempre que o nacional de um Estado terceiro utilizar documentos
falsos ou falsificados, ou tenha sido detetado em situações que indiciam a prática de um crime,
ou existam razões sérias para crer que cometeu atos criminosos graves ou indícios fortes de que
tenciona cometer atos dessa natureza, o cidadão fica entregue à custódia da força de segurança
competente, com vista à execução da decisão de afastamento coercivo ou de expulsão judicial.
3 — [...]
a) [...]
b) [...]
c) De apresentação periódica às autoridades policiais;
d) [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
Artigo 164.º
[...]
A aceitação de pedidos de readmissão de pessoas por parte de Portugal, bem como a apre-
sentação de pedidos de readmissão a outro Estado, é da competência do conselho diretivo da
AIMA, I. P., com faculdade de delegação.
Artigo 165.º
[...]
1 — Sempre que um cidadão estrangeiro em situação irregular em território nacional deva
ser readmitido por outro Estado, a AIMA, I. P., formula o respetivo pedido, observando-se, com as
necessárias adaptações, o disposto no artigo 153.º
2 — [...]
3 — [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 69
4 — [...]
5 — [...]
6 — O reenvio do cidadão estrangeiro para o Estado requerido implica a inscrição, nos termos
do artigo 33.º-A, na lista nacional de pessoas não admissíveis no Sistema Integrado de Informação
UCFE e, caso o Estado requerido seja um Estado terceiro, no SIS.
Artigo 166.º
[...]
Da decisão que determine o reenvio do cidadão estrangeiro para o Estado requerido cabe
recurso para o membro do Governo responsável pela área das migrações, a interpor no prazo de
30 dias, com efeito devolutivo.
Artigo 169.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — Para efeitos do disposto no artigo 28.º do Regulamento (UE) 2018/1861, do Parlamento
Europeu e do Conselho, de 28 de novembro de 2018, sempre que a pessoa objeto de uma decisão
de afastamento a que se referem os n.os 1 e 2 seja detentora de uma autorização de residência
emitida por um Estado membro da União Europeia ou por um Estado parte na Convenção de Apli-
cação, a AIMA, I. P., consulta as autoridades competentes desse Estado, para efeitos de eventual
cancelamento da autorização de residência em conformidade com as disposições legais aí em
vigor, bem como o Estado autor da decisão de afastamento.
5 — [...]
6 — [...]
Artigo 170.º
[...]
1 — É competente para a execução das medidas de afastamento referidas no artigo anterior
a AIMA, I. P.
2 — Sempre que a decisão de afastamento, tomada por autoridade nacional competente,
seja executada por um Estado membro da União Europeia ou por um Estado Parte na Conven-
ção de Aplicação, a AIMA, I. P., fornece à entidade competente do Estado de execução todos os
documentos necessários para comprovar que a natureza executória da medida de afastamento
tem caráter permanente.
3 — A AIMA, I. P., é autorizada a criar e manter um ficheiro de dados de natureza pessoal
para os fins previstos na presente secção, sem prejuízo da observância das regras constitucionais
e legais em matéria de proteção de dados.
4 — Compete igualmente à AIMA, I. P., cooperar e proceder ao intercâmbio das informações
pertinentes com as autoridades competentes dos outros Estados membros da União Europeia ou
dos Estados Partes na Convenção de Aplicação para pôr em prática o reconhecimento e execução
de decisões de afastamento, nos termos do artigo anterior.
Artigo 171.º
[...]
1 — [...]
2 — O nacional de Estado terceiro que permaneça ilegalmente em território nacional e sobre
o qual exista uma decisão nos termos do artigo 169.º é detido por autoridade policial para efeitos
de condução à fronteira.
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 70
3 — [...]
4 — O cidadão estrangeiro sobre o qual recaia uma decisão tomada nos termos do n.º 3 do
artigo 169.º é entregue à custódia das autoridades policiais para efeitos de condução à fronteira e
afastamento no mais curto espaço de tempo possível.
5 — [...]
6 — Do despacho de validação da detenção cabe recurso nos termos previstos no artigo 158.º
7 — Após a execução da medida de afastamento a AIMA, I. P., informa a autoridade compe-
tente do Estado membro autor da decisão de afastamento.
Artigo 174.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — É competente para formular o pedido de trânsito aeroportuário o diretor nacional da PSP,
com faculdade de delegação.
4 — [...]
5 — [...]
6 — A PSP toma as medidas adequadas a assegurar que a operação de trânsito tenha lugar
com a máxima brevidade possível, o mais tardar dentro de 24 horas.
7 — [...]
8 — As despesas necessárias à readmissão do nacional de um Estado terceiro são suportadas
pela PSP.
9 — Os encargos com as medidas de apoio ao trânsito aeroportuário referidas no n.º 2 do
artigo 177.º, tomadas pelo Estado membro requerido, são suportados pela PSP.
Artigo 175.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — A PSP comunica às autoridades competentes do Estado membro requerente, sem demora,
a recusa ou revogação da autorização de trânsito aeroportuário, nos termos do n.º 2 ou do número
anterior, ou a impossibilidade da sua realização por qualquer outro motivo, fundamentando a decisão.
Artigo 176.º
[...]
1 — A decisão de autorização ou recusa de trânsito aeroportuário compete ao diretor nacional
da PSP, com faculdade de delegação.
2 — [...]
3 — [...]
Artigo 179.º
[...]
1 — A PSP é a autoridade central encarregada da receção dos pedidos de apoio ao trânsito
aeroportuário.
2 — O diretor nacional da PSP designa, para todos os aeroportos de trânsito pertinentes, pontos
de contacto que possam ser contactados durante a totalidade das operações de trânsito.
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 71
Artigo 180.º-A
[...]
1 — A decisão de organização ou participação do Estado Português em voos comuns para
afastamento do território de dois ou mais Estados membros de cidadãos nacionais de países
terceiros objeto de decisão de afastamento coercivo ou de expulsão judicial é da competência do
diretor nacional da PSP.
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
Artigo 188.º
[...]
1 — Cabe à PJ investigar os crimes previstos no presente capítulo e outros que com ele este-
jam conexos, nomeadamente o tráfico de pessoas.
2 — As ações encobertas desenvolvidas pela PJ, no âmbito da prevenção e investigação de
crimes relacionados com a imigração ilegal em que estejam envolvidas associações criminosas,
seguem os termos previstos na Lei n.º 101/2001, de 25 de agosto, na sua redação atual.
Artigo 189.º
[...]
1 — Os objetos apreendidos pela PJ que venham a ser declarados perdidos a favor do Estado
são-lhe afetos quando:
a) [...]
b) [...]
2 — A utilidade dos objetos a que se refere a alínea a) do número anterior deve ser proposta
pela PJ no relatório final do respetivo processo-crime.
3 — Os objetos referidos na alínea a) do n.º 1 podem ser utilizados provisoriamente pela PJ
desde a sua apreensão e até à declaração de perda ou de restituição, mediante despacho do diretor
nacional da PJ, a transmitir à autoridade que superintende no processo.
Artigo 191.º
[...]
Os tribunais enviam à GNR, à PSP, à PJ e à AIMA, I. P., com a maior brevidade e em formato
eletrónico:
a) [...]
b) [...]
c) [...]
d) [...]
Artigo 193.º
[...]
1 — O acesso à zona internacional do porto por indivíduo não autorizado pela GNR constitui
contraordenação punível com coima de € 300 a € 900.
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 72
2 — O acesso a bordo de embarcações por indivíduo não autorizado pela GNR constitui con-
traordenação punível com coima de € 500 a € 1000.
Artigo 198.º-A
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
a) A publicação, a expensas do infrator, de um extrato com a identificação do infrator,
da infração, da norma violada e da sanção aplicada, no portal da AIMA, I. P., na Internet,
num jornal de âmbito nacional e em publicação periódica regional ou local da área da sede
do infrator;
b) [...]
5 — [...]
6 — [...]
7 — [...]
8 — [...]
9 — [...]
10 — [...]
11 — [...]
Artigo 198.º-C
[...]
1 — As forças de segurança são competentes, no âmbito das respetivas atribuições, para
realizar inspeções regulares a fim de controlar a utilização da atividade de nacionais de países
terceiros que se encontrem em situação irregular no território nacional, nos termos do n.º 2 do
artigo 181.º
2 — As inspeções referidas no número anterior são efetuadas tendo em conta a avaliação
efetuada pelas forças de segurança ou pela AIMA, I. P., do risco existente no território nacional
de utilização da atividade de nacionais de países terceiros em situação irregular, por setor de
atividade.
3 — As forças de segurança transmitem até ao final do mês de maio de cada ano ao membro
do Governo responsável pela área da administração interna, que comunica à Comissão Europeia
até ao dia 1 de julho, o relatório final das inspeções realizadas nos termos dos números anteriores
e com referência ao ano antecedente.
Artigo 206.º
[...]
[...]
a) Em 30 % para o Estado;
b) Em 50 % para a AIMA, I. P.;
c) Em 20 % para a entidade autuante.
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 73
Artigo 207.º
[...]
1 — A aplicação das coimas e das sanções acessórias previstas no presente capítulo é da
competência do conselho diretivo da AIMA, I. P, que a pode delegar, sem prejuízo das competên-
cias específicas atribuídas a outras entidades relativamente ao disposto no n.º 9 do artigo 198.º-A.
2 — Para os efeitos previstos no número anterior, a AIMA, I. P., organiza um registo individual,
sem prejuízo das normas legais aplicáveis em matéria de proteção de dados pessoais.
Artigo 209.º
[...]
1 — [...]
2 — As taxas e demais encargos a cobrar pelos procedimentos administrativos previstos na
presente lei são fixados por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da admi-
nistração interna, da justiça e das migrações.
3 — [...]
4 — O produto das taxas e demais encargos a cobrar pela AIMA, I. P., nos termos do n.º 2,
constitui receita da AIMA, I. P, sendo definidas na portaria a que se refere o n.º 2 as contrapartidas
financeiras pela receção dos pedidos de renovação de autorização de residência pelo IRN, I. P.
5 — O produto das taxas e demais encargos a cobrar nos termos dos n.os 2 e 3 pela GNR ou
pela PSP constitui receita da GNR ou da PSP.
Artigo 210.º
[...]
1 — Sem prejuízo do disposto no artigo anterior, o comandante-geral da GNR, o diretor nacio-
nal da PSP e o conselho diretivo da AIMA, I. P., no âmbito das suas atribuições, podem, excecio-
nalmente, conceder a isenção ou redução do montante das taxas devidas pelos procedimentos
previstos na presente lei.
2 — [...]
3 — [...]
Artigo 211.º
[...]
1 — A Conservatória dos Registos Centrais comunica, sempre que possível por via eletrónica,
à AIMA, I. P., as alterações de nacionalidade que registar, referentes a indivíduos residentes no
território nacional.
2 — [...]
3 — Se da comunicação e em consulta às bases de dados pertinentes resultar a existência
de indicação ou indicações para efeitos de regresso ou de recusa de entrada e de permanência
no SIS, a AIMA, I. P., reporta a aquisição da nacionalidade ao Estado ou aos Estados membros
autores, com vista à sua supressão.
Artigo 213.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — Para satisfação dos encargos resultantes da aplicação desta lei é inscrita a necessária
dotação nos orçamentos privativos da GNR, da PSP e da AIMA, I. P.»
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 74
Artigo 29.º
Aditamento à Lei n.º 23/2007, de 4 de julho
São aditados à Lei n.º 23/2007, de 4 de julho, na sua redação atual, os artigos 81.º-A, 215.º-A
e 215.º-B, com o seguinte conteúdo:
«Artigo 81.º-A
Pedido de renovação de autorização de residência
1 — O pedido de renovação de autorização de residência pode ser formulado pelo interessado
ou pelo representante legal e é apresentado junto dos serviços do IRN, I. P, sendo concedido pela
AIMA, I. P., nos termos previstos no presente capítulo.
2 — No caso dos pedidos formulados na Região Autónoma da Madeira, o pedido é apresen-
tado junto dos serviços regionais competentes para prosseguir as atribuições transferidas pelo
Decreto-Lei n.º 247/2003, de 8 de outubro, sem prejuízo das especificidades regionais a introduzir
em diploma regional adequado.
Artigo 215.º-A
Portal de dados abertos
A publicação, divulgação e disponibilização, para consulta ou outro fim, de informações, docu-
mentos e outros conteúdos que, pela sua natureza e nos termos legalmente previstos, possam ou
devam ser disponibilizados ao público, sem prejuízo do uso simultâneo de outros meios, deve ser
efetuada em formatos abertos, que permitam a leitura por máquina, para ser colocada ou indexada
no Portal de Dados Abertos da Administração Pública, em www.dados.gov.pt.
Artigo 215.º-B
Plataforma de Interoperabilidade da Administração Pública
As trocas de informação estruturada entre serviços e organismos da Administração Pública
previstas na presente lei são, sempre que possível, efetuadas com recurso à Plataforma de Intero-
perabilidade da Administração Pública (iAP), nos termos fixados pela Resolução do Conselho de
Ministros n.º 42/2015, de 19 de junho.»
Artigo 30.º
Alteração ao Decreto-Lei n.º 368/2007, de 5 de novembro
O artigo único do Decreto-Lei n.º 368/2007, de 5 de novembro, passa a ter a seguinte redação:
«Artigo único
[...]
1 — A autorização de residência a cidadão estrangeiro identificado como vítima do crime
de tráfico de pessoas, nos termos do n.º 4 do artigo 109.º da Lei n.º 23/2007, de 4 de julho, na
sua redação atual, com dispensa das condições estabelecidas nas alíneas a) e b) do n.º 2 do
mesmo artigo, é concedida, quando circunstâncias pessoais da vítima o justifiquem, pelo mem-
bro do Governo responsável pela área das migrações, por sua iniciativa ou proposta do órgão
de polícia criminal competente ou do coordenador do Plano Nacional contra o Tráfico de Seres
Humanos, aplicando-se o disposto nos artigos 54.º e seguintes do Código do Procedimento
Administrativo.
2 — [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 75
3 — [...]
4 — [...]»
Artigo 31.º
Alteração à Lei n.º 27/2008, de 30 de junho
Os artigos 10.º, 13.º, 15.º, 15.º-A, 16.º a 18.º, 20.º a 22.º, 24.º a 29.º, 32.º, 33.º, 33.º-A, 35.º,
35.º-A, 37.º, 38.º, 40.º, 41.º, 43.º, 48.º, 49.º, 52.º, 60.º, 61.º, 66.º, 67.º, 69.º, 79.º e 82.º da Lei
n.º 27/2008, de 30 de junho, na sua redação atual, passam a ter a seguinte redação:
«Artigo 10.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — Os pedidos de proteção internacional apresentados às autoridades de outros Estados-
-Membros que procedam a controlos fronteiriços ou de imigração em território nacional são apre-
ciados pela Agência para a Integração, Migrações e Asilo, I. P. (AIMA, I. P.)
4 — Compete à AIMA, I. P., solicitar e obter de outras entidades os pareceres, informações
e demais elementos necessários para o cumprimento do disposto na presente lei em matéria de
concessão de pedidos de proteção internacional.
Artigo 13.º
[...]
1 — O estrangeiro ou apátrida que entre em território nacional a fim de obter proteção inter-
nacional deve apresentar sem demora o seu pedido à AIMA, I. P., ou a qualquer outra autoridade
policial, podendo fazê-lo por escrito ou oralmente, sendo neste caso lavrado auto.
2 — Qualquer autoridade policial que receba o pedido referido no número anterior remete-o
à AIMA, I. P., no prazo de 48 horas.
3 — A AIMA, I. P., informa imediatamente o representante do ACNUR e o Conselho Português
para os Refugiados (CPR) enquanto organização não governamental que atue em seu nome da
apresentação do pedido de proteção internacional, podendo estes contactar o requerente logo
após a receção de tal comunicação com o objetivo de o informar sobre o respetivo procedimento,
bem como sobre a sua possível intervenção no mesmo, a qual depende de consentimento do
requerente.
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
7 — A AIMA, I. P., procede ao registo do pedido de proteção internacional no prazo de três
dias úteis após a apresentação do mesmo.
Artigo 15.º
[...]
1 — [...]
a) [...]
b) [...]
c) [...]
d) [...]
e) [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 76
f) Manter a AIMA, I. P., informada sobre a sua residência, devendo imediatamente comunicar
a este serviço qualquer alteração de morada;
g) Comparecer perante a AIMA, I. P., quando para esse efeito for solicitado, relativamente a
qualquer circunstância do seu pedido.
2 — [...]
Artigo 15.º-A
[...]
1 — [...]
2 — A pedido do requerente, quando este comprovadamente não disponha de meios suficien-
tes, a AIMA, I. P., providencia pela tradução dos documentos.
3 — Para efeitos do disposto no número anterior, o requerente deve comprovar a relevância
dos documentos a traduzir para a apreciação do pedido, competindo à AIMA, I. P., avaliar da per-
tinência daquela tradução.
4 — [...]
Artigo 16.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — Para os efeitos dos números anteriores, logo que receba o pedido de proteção interna-
cional, a AIMA, I. P., notifica de imediato o requerente para prestar declarações no prazo de dois
a cinco dias.
4 — [...]
5 — [...]
6 — Quando não houver lugar à prestação de declarações nos termos do número anterior,
a AIMA, I. P., providencia para que o requerente ou a pessoa a cargo comuniquem, por qualquer
meio, outras informações.
Artigo 17.º
[...]
1 — Após a realização das diligências referidas nos artigos anteriores, a AIMA, I. P., elabora
um relatório escrito do qual constam as informações essenciais relativas ao pedido.
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
Artigo 18.º
[...]
1 — Na apreciação de cada pedido de proteção internacional, compete à AIMA, I. P., analisar
todos os elementos pertinentes, designadamente as declarações do requerente, proferidas nos
termos dos artigos anteriores, e toda a informação disponível.
2 — Na apreciação do pedido, a AIMA, I. P., tem em conta especialmente:
a) [...]
b) [...]
c) [...]
d) [...]
e) [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 77
3 — [...]
4 — [...]
Artigo 20.º
[...]
1 — Compete ao conselho diretivo da AIMA, I. P., proferir decisão fundamentada sobre os
pedidos infundados e inadmissíveis no prazo de 30 dias a contar da data de apresentação do
pedido de proteção internacional.
2 — [...]
3 — [...]
4 — Relativamente aos pedidos fundamentados, é proferida pelo conselho diretivo da AIMA, I. P.,
a decisão de admissibilidade.
5 — [...]
Artigo 21.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — Caso o requerente não cumpra o disposto no número anterior, a AIMA, I. P., deve promo-
ver o processo com vista ao seu afastamento coercivo, nos termos previstos no regime jurídico de
entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional, aprovado pela
Lei n.º 23/2007, de 4 de julho, na sua redação atual.
Artigo 22.º
[...]
1 — A decisão proferida pelo conselho diretivo da AIMA, I. P., é suscetível de impugnação
judicial perante os tribunais administrativos, no prazo de oito dias, com efeito suspensivo.
2 — [...]
Artigo 24.º
[...]
1 — A AIMA, I. P., comunica a apresentação do pedido de proteção internacional a que se refere
o artigo anterior ao representante do ACNUR e ao CPR enquanto organização não governamental
que atue em seu nome, que podem entrevistar o requerente se o desejarem.
2 — [...]
3 — [...]
4 — O conselho diretivo da AIMA, I. P., profere decisão fundamentada sobre os pedidos no
prazo máximo de sete dias.
5 — [...]
Artigo 25.º
[...]
1 — A decisão proferida pelo conselho diretivo da AIMA, I. P., é suscetível de impugnação
jurisdicional perante os tribunais administrativos, no prazo de quatro dias, com efeito suspensivo.
2 — [...]
3 — [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 78
4 — O interessado goza do benefício de proteção jurídica aplicando-se, com as devidas
adaptações, o regime legal previsto para a nomeação de defensor de arguido para diligências
urgentes, podendo igualmente solicitar a nomeação célere de mandatário forense, em condições
a fixar por protocolo entre o membro do Governo responsável pela área das migrações e a Ordem
dos Advogados.
Artigo 26.º
[...]
1 — O requerente permanece na zona internacional do porto ou aeroporto, enquanto aguarda a
notificação da decisão do conselho diretivo da AIMA, I. P., aplicando-se os procedimentos e demais
garantias previstos na lei.
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
Artigo 27.º
[...]
1 — Nas situações em que o pedido de proteção internacional tenha sido admitido, a AIMA, I. P.,
emite uma autorização de residência provisória, válida pelo período de seis meses contados da
data de decisão de admissão do mesmo, renovável até decisão final, ou, na situação prevista no
artigo 31.º, até expirar o prazo ali estabelecido.
2 — O modelo da autorização de residência referida no número anterior é fixado por portaria
dos membros do Governo responsáveis pela área das migrações e da modernização administrativa.
3 — [...]
4 — [...]
Artigo 28.º
[...]
1 — A AIMA, I. P., procede às diligências requeridas e averigua todos os factos cujo conheci-
mento seja conveniente para uma justa e rápida decisão, competindo-lhe a instrução dos procedi-
mentos de proteção internacional.
2 — [...]
3 — No âmbito da instrução dos procedimentos de proteção internacional, a AIMA, I. P., pode,
se necessário, solicitar o parecer de peritos sobre questões específicas, nomeadamente de ordem
médica ou cultural.
4 — [...]
5 — Em qualquer fase do processo, o representante do ACNUR ou o CPR enquanto organização
não governamental que atue em seu nome pode apresentar as suas observações à AIMA, I. P., no
exercício das funções que lhe incumbem por força do artigo 35.º da Convenção de Genebra.
Artigo 29.º
[...]
1 — Finda a instrução, a AIMA, I. P., elabora proposta fundamentada de concessão ou recusa
de proteção internacional.
2 — [...]
3 — [...]
4 — Após o decurso do prazo a que se refere o n.º 2, a proposta devidamente fundamentada
é remetida à AIMA, I. P., que a apresenta ao membro do Governo responsável pela área das migra-
ções no prazo de 10 dias.
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 79
5 — O membro do Governo responsável pela área das migrações decide no prazo de oito dias
a contar da data da apresentação da proposta referida no número anterior.
6 — A AIMA, I. P., notifica a decisão proferida ao requerente, numa língua que este compreenda
ou seja razoável presumir que compreenda, com menção do direito que lhe assiste nos termos
do artigo seguinte, e comunica-a ao representante do ACNUR ou ao CPR enquanto organização
não governamental que atue em seu nome, desde que o requerente tenha dado o seu consenti-
mento.
Artigo 32.º
[...]
1 — [...]
a) [...]
b) [...]
c) Desaparecer ou se ausentar sem ter contactado a AIMA, I. P.;
d) [...]
2 — A declaração de extinção do procedimento compete ao conselho diretivo da AIMA, I. P.,
com faculdade de subdelegar.
3 — [...]
Artigo 33.º
[...]
1 — [...]
2 — O pedido subsequente é dirigido à AIMA, I. P., e deve ser instruído com todos os documen-
tos de prova que fundamentam a sua apresentação, podendo a AIMA, I. P., conceder ao requerente
um prazo razoável para apresentar novos factos, informações ou elementos de prova.
3 — A AIMA, I. P., informa o representante do ACNUR e o CPR enquanto organização não
governamental que atue em seu nome da apresentação de pedido subsequente.
4 — A AIMA, I. P., procede à apreciação preliminar do pedido no prazo máximo de 10 dias a
contar da sua apresentação ou da data de apresentação dos elementos que, nos termos do n.º 2,
tenham sido solicitados ao requerente.
5 — [...]
6 — Caso se conclua que não foram apresentados novos elementos de prova o conselho
diretivo da AIMA, I. P., profere decisão de inadmissibilidade do pedido, notificando de imediato o
requerente, numa língua que este compreenda ou seja razoável presumir que compreenda, dos
motivos da decisão atendendo ao resultado da apreciação preliminar, bem como da possibilidade
de impugnação jurisdicional, perante os tribunais administrativos, no prazo de quatro dias, com
efeito suspensivo.
7 — [...]
8 — [...]
9 — [...]
Artigo 33.º-A
[...]
1 — [...]
2 — O pedido referido no número anterior é dirigido à AIMA, I. P., e deve ser instruído com
todos os elementos de prova que fundamentam a sua apresentação.
3 — A AIMA, I. P., informa o representante do ACNUR e o CPR enquanto organização não
governamental que atue em seu nome, logo que seja apresentado o pedido.
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 80
4 — [...]
5 — A AIMA, I. P., procede à apreciação do pedido nos termos do artigo 18.º, competindo ao
seu conselho de diretivo proferir decisão no prazo máximo de 10 dias a contar da sua apresentação.
6 — A decisão proferida pelo conselho diretivo da AIMA, I. P., deve ser notificada de imediato
ao requerente, bem como a possibilidade de impugnação jurisdicional, perante os tribunais admi-
nistrativos, no prazo de quatro dias, com efeito suspensivo.
7 — [...]
8 — [...]
Artigo 35.º
[...]
1 — Os pedidos de reinstalação de refugiados sob o mandato do ACNUR são apresentados
ao membro do Governo responsável pela área das migrações.
2 — A AIMA, I. P., assegura as diligências necessárias à tramitação e decisão dos pedidos no
prazo máximo de 60 dias.
3 — [...]
4 — O membro do Governo responsável pela área das migrações decide sobre a aceitação do
pedido de reinstalação no prazo de 15 dias contados da apresentação do mesmo pela AIMA, I. P.
5 — [...]
Artigo 35.º-A
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
a) Apresentação periódica na AIMA, I. P.;
b) [...]
5 — [...]
6 — [...]
Artigo 37.º
[...]
1 — Quando se considere que a responsabilidade pela análise do pedido de proteção internacio-
nal pertence a outro Estado-Membro, de acordo com o previsto no Regulamento (UE) n.º 604/2013,
do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho, a AIMA, I. P., solicita às respetivas autori-
dades a sua tomada ou retoma a cargo.
2 — Aceite a responsabilidade pelo Estado requerido, o conselho diretivo da AIMA, I. P., profere,
no prazo de cinco dias, decisão nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 19.º-A e do artigo 20.º,
que é notificada ao requerente, numa língua que compreenda ou seja razoável presumir que
compreenda, e é comunicada ao representante do ACNUR e ao CPR enquanto organização não
governamental que atue em seu nome, mediante pedido apresentado, acompanhado do consen-
timento do requerente.
3 — A notificação prevista no número anterior é acompanhada da entrega ao requerente de
um salvo-conduto, a emitir pela AIMA, I. P., segundo modelo a aprovar por portaria do membro do
Governo responsável pela área das migrações.
4 — A decisão proferida pelo conselho diretivo da AIMA, I. P., é suscetível de impugnação
jurisdicional perante os tribunais administrativos no prazo de cinco dias, com efeito suspensivo.
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 81
5 — [...]
6 — [...]
7 — Em caso de resposta negativa do Estado requerido ao pedido formulado pela AIMA, I. P.,
nos termos do n.º 1, aplica-se o disposto no capítulo III.
Artigo 38.º
[...]
Compete à AIMA, I. P., assegurar a execução da transferência do requerente de proteção
internacional.
Artigo 40.º
[...]
1 — Compete ao conselho diretivo da AIMA, I. P., decidir sobre a aceitação de responsabili-
dade do Estado português pela análise de pedido de proteção internacional apresentado em outros
Estados-Membros da União Europeia.
2 — [...]
3 — [...]
Artigo 41.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — Para efeitos do disposto nas alíneas e) e f) do n.º 1 e no n.º 2, e sem prejuízo do disposto
no artigo 47.º, a cessação só pode ser declarada caso a AIMA, I. P., conclua que a alteração das
circunstâncias no Estado da nacionalidade ou residência habitual do beneficiário do direito de asilo
ou de proteção subsidiária é suficientemente significativa e duradoura para afastar o receio fundado
de perseguição ou o risco de sofrer ofensa grave.
4 — [...]
5 — [...]
6 — Para efeitos de audiência prévia, a AIMA, I. P., notifica o beneficiário do projeto de decisão,
o qual se pode pronunciar no prazo de oito dias.
Artigo 43.º
[...]
1 — Compete ao membro do Governo responsável pela área das migrações, sob proposta do
conselho diretivo da AIMA, I. P., declarar a perda do direito de proteção internacional.
2 — [...]
3 — [...]
Artigo 48.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — Para efeitos do cumprimento do disposto no número anterior, a apresentação do pedido
de proteção internacional é comunicado pela AIMA, I. P., à entidade onde corre o respetivo processo
no prazo de dois dias úteis.
Diário da República, 1.ª série
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Artigo 49.º
[...]
1 — [...]
2 — Sem prejuízo do disposto na alínea a) do número anterior, a AIMA, I. P., fornece ao
requerente de asilo ou de proteção subsidiária um folheto informativo numa língua que este possa
entender, sem prejuízo de a mesma informação poder ser também prestada oralmente.
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
7 — [...]
Artigo 52.º
[...]
1 — É reconhecido aos requerentes de asilo ou de proteção subsidiária e respetivos membros
da família o acesso ao Serviço Nacional de Saúde, nos termos a definir por portaria dos membros
do Governo responsáveis pelas áreas das migrações e da saúde.
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
Artigo 60.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
a) Abandonar o local de residência estabelecido pela autoridade competente sem informar a
AIMA, I. P., ou sem a autorização exigível;
b) [...]
c) [...]
d) [...]
e) [...]
f) [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
7 — [...]
8 — [...]
Artigo 61.º
[...]
1 — Compete ao membro do Governo responsável pela área das migrações garantir aos
requerentes de asilo ou de proteção subsidiária que se encontrem retidos nos postos de fronteira
as condições de alojamento e acesso a cuidados de saúde, assim como a satisfação dos encargos
inerentes à concessão das condições materiais de acolhimento, até decisão quanto à admissibili-
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 83
dade do pedido, podendo aquelas ser asseguradas por outras entidades públicas ou particulares
sem fins lucrativos, nos termos definidos em protocolo.
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
Artigo 66.º
[...]
Na notificação de concessão do estatuto de refugiado ou de proteção subsidiária, a AIMA, I. P.,
informa o beneficiário dos direitos e deveres relativos ao respetivo estatuto, numa língua que este
compreenda ou seja razoável presumir que compreenda.
Artigo 67.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — Compete ao membro do Governo responsável pela área das migrações, sob proposta do
conselho diretivo da AIMA, I. P., conceder, com dispensa de qualquer taxa, a autorização de resi-
dência prevista no presente artigo, segundo modelo estabelecido por portaria do referido membro
do Governo.
5 — Compete ao conselho diretivo da AIMA, I. P., decidir sobre a concessão da autorização de
residência extraordinária prevista no n.º 3, bem como decidir sobre a renovação das autorizações
de residência previstas nos números anteriores, com dispensa de taxa.
6 — [...]
Artigo 69.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — A taxa devida pela emissão desses documentos é fixada por portaria do membro do
Governo responsável pela área das migrações.
Artigo 79.º
[...]
1 — [...]
2 — Incumbe à AIMA, I. P., comunicar o pedido apresentado por menor ou incapaz ao tribunal
competente, para efeito de representação, para que o requerente menor ou incapaz possa exercer
os direitos e cumprir os deveres previstos na lei.
3 — O representante deve ser informado pela AIMA, I. P., atempadamente, do momento e da
prestação de declarações a que se refere o artigo 16.º, para estar presente, podendo intervir na
mesma.
4 — A AIMA, I. P., deve providenciar que o representante tenha a oportunidade de informar o
menor não acompanhado do significado e das eventuais consequências da entrevista pessoal e,
se adequado, da forma de se preparar para a mesma.
5 — A AIMA, I. P., pode exigir a presença do menor não acompanhado na entrevista pessoal
mesmo que o representante esteja presente.
Diário da República, 1.ª série
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6 — Para determinar a idade do menor não acompanhado, a AIMA, I. P., pode recorrer a
perícia médica, através de exame pericial não invasivo, presumindo-se que o requerente é menor
se subsistirem fundadas dúvidas.
7 — [...]
8 — [...]
9 — [...]
10 — [...]
11 — [...]
12 — [...]
13 — [...]
14 — Com o objetivo de proteger os interesses superiores do menor não acompanhado, a
AIMA, I. P., em articulação com as outras entidades envolvidas no procedimento e com o minis-
tério responsável pela área dos negócios estrangeiros, deve iniciar o processo para encontrar os
membros da família.
15 — [...]
Artigo 82.º
[...]
1 — [...]
2 — No caso de a carta ser devolvida, deve tal facto ser de imediato comunicado ao represen-
tante do ACNUR e ao CRP, considerando-se a notificação feita se o requerente não comparecer
na AIMA, I. P., no prazo de 20 dias a contar da data da referida devolução.»
Artigo 32.º
Aditamento à Lei n.º 27/2008, de 30 de junho
É aditado à Lei n.º 27/2008, de 30 de junho, na sua redação atual, o artigo 85.º-A, com a
seguinte redação:
«Artigo 85.º-A
Plataforma de Interoperabilidade da Administração Pública
As trocas de informação estruturada entre serviços e organismos da Administração Pública
previstas na presente lei são, sempre que possível, efetuadas com recurso à Plataforma de Intero-
perabilidade da Administração Pública (iAP), nos termos fixados pela Resolução do Conselho de
Ministros n.º 42/2015, de 19 de junho.»
Artigo 33.º
Alteração à Lei n.º 53/2008, de 29 de agosto
O artigo 17.º da Lei n.º 53/2008, de 29 de agosto, na sua redação atual, passa a ter a seguinte
redação:
«Artigo 17.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
a) [...]
b) [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 85
c) [...]
d) [...]
e) [...]
f) Assegurar a representação do Estado português no conselho de administração da Agência
Europeia para a Gestão Operacional de Sistemas Informáticos de Grande Escala no Espaço de
Liberdade e Justiça (eu-LISA) e no conselho de administração da Agência Europeia da Guarda de
Fronteiras e Costeira (FRONTEX).»
Artigo 34.º
Aditamento à Lei n.º 53/2008, de 29 de agosto
É aditado à Lei n.º 53/2008, de 29 de agosto, na sua redação atual, o artigo 23.º-B, com a
seguinte redação:
«Artigo 23.º-B
Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros
1 — A Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros (UCFE) é responsável pela
coordenação da atuação das forças e serviços de segurança entre si e entre estes e o Instituto dos
Registos e do Notariado, I. P. (IRN, I. P.), e a Agência para a Integração, Migrações e Asilo, I. P.
(AIMA, I. P.), nos termos das atribuições conferidas pela Lei n.º 73/2021, de 12 de novembro, na
sua redação atual, competindo-lhe designadamente:
a) Coordenar a cooperação entre as forças e serviços de segurança nacionais entre si e
com outros países em matéria de circulação de pessoas, de retorno e de controlo de pessoas na
fronteira;
b) Promover a articulação entre as forças e serviços de segurança e o IRN, I. P., e a AIMA, I. P.,
no quadro das respetivas atribuições;
c) Proceder à atribuição, gestão e definição, nos termos legalmente previstos, dos acessos
das forças e serviços de segurança, para o exercício das suas atribuições, ao Sistema de Infor-
mação do Passaporte Eletrónico Português e às bases de dados e sistemas de informação sob
responsabilidade da AIMA, I. P.;
d) Estudar, planear e gerir as bases de dados e sistemas de informação em matéria de fron-
teiras e estrangeiros que contenham informação de natureza policial e de cooperação policial
internacional, procedendo igualmente à atribuição e definição dos acessos à informação neles
constante, nomeadamente:
i) O Sistema Eletrónico de Consulta às Medidas Cautelares, indicação de documentos, alertas
e registo de decisões judiciais, o Sistema Nacional de Vistos de fronteira, o Sistema de consultas
de segurança e o Sistema de Informação de Boletins de Alojamento (SIBA);
ii) As componentes nacionais do Sistema de Entrada/Saída (SES), do Sistema Europeu de
Informação e Autorização de Viagem (ETIAS), do Sistema de Informação Schengen (SIS II), do
Sistema de Informação sobre Vistos (VIS) e do Sistema Avançado de Informação de Passageiros
(APIS);
iii) O Sistema de Controlo de Fronteiras (Passagem Automática e Segura de Saídas e Entradas,
PASSE), que inclui o Sistema de Reconhecimento Automático de Passageiros Identificados Docu-
mentalmente (RAPID) e o Sistema Mobile de controlo de fronteira e fiscalização de estrangeiros;
iv) As componentes técnicas do Interface Uniforme Nacional (NUI) e as componentes de rede
de interligação entre os sistemas centrais europeus e os correspondentes sistemas nacionais;
e) Assegurar a gestão e cooperação entre as forças e serviços de segurança, e demais serviços
competentes, para o correto funcionamento dos Centros de Cooperação Policial e Aduaneira, em
matérias de sistemas de informação, plataformas digitais de trabalho e sistemas de comunicação,
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 86
em articulação com o Gabinete para os Centros de Cooperação Policial e Aduaneira do Ponto Único
de Contacto para a Cooperação Policial Internacional;
f) Assegurar a representação do Estado português na Agência Europeia para a Gestão Ope-
racional de Sistemas Informáticos de Grande Escala no Espaço de Liberdade, Segurança e Justiça
(eu-LISA) e na Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (FRONTEX), constituindo-se
como ponto de contacto nacional (NFPOC);
g) Coordenar a participação da representação nacional junto das instituições internacionais e
da União Europeia em matéria de fronteiras e retorno, e atuar como ponto de contacto nas matérias
relacionadas com as suas atribuições;
h) Assegurar a articulação entre as forças de segurança responsáveis pelo controlo de pessoas
nas fronteiras para garantir uma aplicação uniforme de normas técnicas e procedimentos nos postos
de fronteira, bem como dos equipamentos necessários ao funcionamento dos mesmos;
i) Participar na definição de prioridades para a implementação do modelo europeu de gestão
integrada de fronteiras, sem prejuízo das competências atribuídas a outras entidades, bem como
coordenar os trabalhos para a definição da estratégia nacional para a gestão integrada das fron-
teiras;
j) Centralizar e recolher informação relativa à entrada, permanência e saída de pessoas do
território nacional, ao tráfico de seres humanos, ao auxílio à imigração ilegal e aos demais crimes
relacionados com imigração irregular;
k) Coordenar com o Centro Nacional de Coordenação EUROSUR o intercâmbio das informa-
ções relacionadas com a entrada, permanência e saída do território nacional, procedendo à análise
de risco estratégico no âmbito das suas atribuições;
l) Registar e atualizar a informação de natureza policial e criminal relativa a estrangeiros no
âmbito das suas competências;
m) Atualizar e difundir a informação relativa a estrangeiros em situação irregular e aos quais
tenha sido recusada a entrada em território nacional, atualizando ainda as listas de estrangeiros
indicados para efeitos de regresso e para efeitos de recusa de entrada e de permanência;
n) Centralizar a informação relativa ao afastamento coercivo, expulsão, readmissão e retorno
voluntário de cidadãos estrangeiros, bem como elaborar normas técnicas com vista à uniformização
de procedimentos;
o) Emitir informações ou pareceres em matéria de segurança no âmbito de pedidos de con-
cessão, renovação de documentos, reconhecimento de direitos e atribuição e aquisição da nacio-
nalidade a estrangeiros e de concessão de passaportes, com vista nomeadamente à apreciação
de ameaças à segurança interna, ordem ou segurança públicas ou prevenção da imigração ilegal
e da criminalidade conexa interna;
p) Exercer as demais atribuições legalmente previstas.
2 — A UCFE funciona no âmbito do Sistema de Segurança Interna, na dependência e sob
coordenação do Secretário-Geral do Sistema de Segurança Interna, em execução das competências
previstas no artigo 16.º e no n.º 1 e na alínea b) do n.º 2 do artigo 17.º
3 — A UCFE é constituída por elementos da Guarda Nacional Republicana e Polícia de Segu-
rança Pública, indicados pelas respetivas entidades e nomeados por despacho do Secretário-Geral
do Sistema de Segurança Interna, exercendo as suas funções em regime de comissão de serviço
pelo período de três anos, renovável, mantendo a remuneração devida na situação jurídico-funcional
de origem e todos os direitos inerentes aos respetivos postos ou lugares, bem como a sua natureza
funcional policial e de órgão de polícia criminal.
4 — A UCFE pode ainda integrar trabalhadores em funções públicas, para o exercício de funções
específicas nas áreas de informática, jurídica, administrativa e tradução, ou outras consideradas
essenciais à prossecução das suas atribuições, nomeados por despacho do Secretário-Geral do
Sistema de Segurança Interna, exercendo as suas funções em regime de comissão de serviço pelo
período de três anos, renovável, mantendo a remuneração devida na situação jurídico-funcional de
origem, bem como todos os direitos inerentes aos respetivos postos ou lugares de origem.
5 — O coordenador-geral da UCFE, cargo de direção intermédia de 1.º grau, e os coordenado-
res adjuntos, previstos no diploma a que se refere o n.º 8, cargos de direção intermédia de 2.º grau,
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 87
são nomeados em comissão de serviço pelo período de três anos, renovável, por despacho do
Secretário-Geral do Sistema de Segurança Interna, mediante concordância da entidade de origem,
de entre trabalhadores com vínculo de trabalho em funções públicas.
6 — Os encargos com o estatuto remuneratório dos elementos referidos nos números anteriores
são suportados pela respetiva entidade de origem, sendo o suplemento remuneratório de turno,
quando devido, suportado pelo Gabinete do Secretário-Geral do Sistema de Segurança Interna.
7 — A UCFE constitui-se como a Unidade Nacional ETIAS.
8 — A orgânica da UCFE é estabelecida em diploma próprio.»
Artigo 35.º
Alteração ao Decreto-Lei n.º 98/2011, de 21 de setembro
O artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 98/2011, de 21 de setembro, na sua redação atual, passa a ter
a seguinte redação:
«Artigo 4.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
a) [...]
b) [...]
c) [...]
d) [...]
e) [...]
f) [...]
g) [...]
h) [...]
i) [...]
j) [...]
k) Desenvolver programas de inclusão social de crianças e jovens provenientes de contextos
socioeconómicos mais vulneráveis, particularmente dos descendentes de imigrantes e grupos étni-
cos, tendo em vista, entre outros objetivos, a inclusão escolar e a educação, a formação profissional,
o reforço da empregabilidade e a dinamização comunitária e de cidadania.»
Artigo 36.º
Alteração ao Decreto-Lei n.º 126-B/2011, de 29 de dezembro
O artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 126-B/2011, de 29 de dezembro, na sua redação atual, passa
a ter a seguinte redação:
«Artigo 2.º
[...]
[...]
a) [...]
b) [...]
c) [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 88
d) Controlar a circulação de pessoas nas fronteiras, a entrada, permanência, saída e afasta-
mento de estrangeiros no território nacional, no quadro da política de gestão da imigração;
e) [...]
f) [...]
g) [...]
h) [...]
i) [...]
j) [...]
l) [...]»
Artigo 37.º
Alteração ao Decreto-Lei n.º 148/2012, de 12 de julho
Os artigos 3.º, 5.º e 6.º do Decreto-Lei n.º 148/2012, de 12 de julho, na sua redação atual,
passam a ter a seguinte redação:
«Artigo 3.º
[...]
1 — O IRN, I. P., tem por missão executar e acompanhar as políticas relativas aos serviços
de identificação e registo, tendo em vista assegurar a prestação de serviços aos cidadãos e às
empresas no âmbito da identificação civil, da concessão e emissão de passaportes, da nacionali-
dade, dos registos civil, predial, comercial, de bens móveis, de pessoas coletivas e do beneficiário
efetivo e da emissão de certificado sucessório europeu:
2 — [...]
a) [...]
b) [...]
c) [...]
d) Garantir a concessão, a emissão, a substituição e o cancelamento do passaporte comum,
especial, de estrangeiros e temporário, bem como gerir e manter as respetivas bases de dados;
e) [...]
f) [...]
g) [...]
h) [...]
i) [...]
j) [...]
k) [...]
l) [...]
m) [...]
n) [...]
o) Assegurar a receção e confirmação dos elementos necessários para a renovação das auto-
rizações de residências e proceder à entrega das mesmas, com exceção dos pedidos formulados
na Região Autónoma da Madeira.
Artigo 5.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
a) [...]
b) [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 89
c) [...]
d) [...]
e) [...]
f) [...]
g) [...]
h) [...]
i) Praticar atos de delegação de competências relativos à prática de atos e processos de iden-
tificação e de registo, bem como de concessão, emissão e cancelamento de passaportes;
j) [...]
k) [...]
3 — [...]
4 — [...]
Artigo 6.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
a) Identificação, documentação, registo civil e nacionalidade;
b) Registo predial, comercial, de pessoas coletivas, de bens móveis e do beneficiário efetivo;
c) (Revogada.)
3 — [...]
4 — [...]»
Artigo 38.º
Alteração ao Decreto-Lei n.º 81/2019, de 17 de junho
Os artigos 2.º, 6.º, 8.º e 14.º do Decreto-Lei n.º 81/2019, de 17 de junho, passam a ter a
seguinte redação:
«Artigo 2.º
[...]
1 — [...]
2 — A Agência para Integração, Migrações e Asilo, I. P. (AIMA, I. P.), comunica o modelo do
CID à Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros (UCFE), ficando esta unidade encar-
regada da sua difusão junto das autoridades de fronteira congéneres.
Artigo 6.º
[...]
1 — O CID é concedido pelo Protocolo do Estado do MNE, ouvida a UCFE, sem prejuízo do
estabelecido em acordo celebrado nos termos do previsto na alínea b) do n.º 1 do artigo 1.º
2 — Compete à AIMA, I. P., assegurar a gestão e manutenção da base de dados do CID.
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 90
Artigo 8.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]
5 — O MNE e a AIMA, I. P., são as entidades responsáveis, nos termos e para os efeitos do
regime geral de proteção de dados pessoais, pelo tratamento e proteção de dados pessoais nas
operações em que intervenham para a emissão e concessão do CID.
6 — [...]
7 — [...]
Artigo 14.º
[...]
O presente decreto-lei é regulamentado por portaria dos membros do Governo responsáveis
pelas áreas dos negócios estrangeiros, das migrações e da modernização administrativa, no prazo
de 120 dias a contar da sua publicação.»
Artigo 39.º
Alteração ao Decreto-Lei n.º 142/2019, de 19 de setembro
Os artigos 31.º, 32.º e 52.º do Decreto-Lei n.º 142/2019, de 19 de setembro, passam a ter a
seguinte redação:
«Artigo 31.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
a) [...]
b) [...]
c) [...]
d) [...]
e) [...]
f) [...]
g) [...]
h) [...]
i) [...]
j) Impedir o desembarque de passageiros e tripulantes de aeronaves que provenham de
aeroportos de risco sob o aspeto sanitário, sem prévio assentimento das competentes autoridades
sanitárias;
k) Autorizar e verificar a entrada de pessoas a bordo de aeronaves.
Artigo 32.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 91
3 — Compete ainda à Polícia de Segurança Pública, no âmbito das atribuições conferidas pela
Lei n.º 73/2021, de 12 de novembro, na sua redação atual, assegurar o controlo da circulação de
pessoas nos postos de fronteira aérea, a permanência e atividades de cidadãos estrangeiros em
território nacional, promovendo e executando medidas e ações relacionadas com estas atividades.
4 — No âmbito das competências referidas no número anterior a Polícia de Segurança Pública
contribui ainda para a segurança da aviação civil, competindo-lhe, designadamente:
a) Vigiar e fiscalizar nos postos de fronteira aérea a circulação de pessoas, incluindo a zona
internacional dos aeroportos, podendo impedir o desembarque de passageiros e tripulantes de
aeronaves, indocumentados ou em situação irregular;
b) Impedir o desembarque de passageiros e tripulantes de aeronaves que provenham de
aeroportos de risco sob o aspeto sanitário, sem prévio assentimento das competentes autoridades
sanitárias;
c) Proceder ao controlo da circulação de pessoas nos postos de fronteira aérea, impedindo a
entrada ou saída do território nacional de pessoas que não satisfaçam os requisitos legais exigíveis
para o efeito;
d) Autorizar e verificar a entrada de pessoas a bordo de aeronaves;
e) Executar as decisões de afastamento coercivo e as decisões judiciais de expulsão de cida-
dãos estrangeiros a concretizar por via aérea;
f) Assegurar a manutenção e a gestão dos espaços equiparados a centros de instalação
temporária;
g) Emitir parecer prévio no processo de emissão de certificados de tripulante, mediante con-
sulta das bases de dados relevantes, em articulação com a Agência para a Integração, Migrações
e Asilo, I. P., e a Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros.
Artigo 52.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — As forças de segurança mencionadas no número anterior têm o especial dever de comuni-
car à ANSAC qualquer infração ao presente decreto-lei de que tenham conhecimento, no exercício
das suas competências.
4 — [...]»
Artigo 40.º
Alteração à Lei n.º 21/2019, de 25 de fevereiro
Os artigos 3.º e 19.º da Lei n.º 21/2019, de 25 de fevereiro, passam a ter a seguinte redação:
«Artigo 3.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — O funcionamento do GIP é assegurado por elementos da Guarda Nacional Republicana, da
Polícia de Segurança Pública, da Polícia Judiciária e da Autoridade Tributária e Aduaneira, podendo
integrar ainda um elemento de ligação da Polícia Marítima, nos termos do n.º 9 do artigo 23.º-A da
Lei n.º 53/2008, de 29 de agosto, na sua redação atual.
5 — [...]
6 — [...]
7 — [...]
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8 — [...]
9 — [...]
Artigo 19.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — A aplicação das coimas é da competência da Polícia de Segurança Pública.
5 — O produto das coimas reverte em 60 % para o Estado e em 40 % para a Polícia de Segu-
rança Pública.
6 — [...]
7 — [...]»
Artigo 41.º
Alteração à Lei n.º 73/2021, de 12 de novembro
O artigo 3.º da Lei n.º 73/2021, de 12 de novembro, na sua redação atual, passa a ter a
seguinte redação:
«Artigo 3.º
[...]
1 — [...]
a) Pela Agência para a Integração, Migrações e Asilo, I. P. (AIMA, I. P.), serviço de natureza
administrativa com atribuições específicas, a criar por decreto-lei;
b) [...]
2 — A AIMA, I. P., é um serviço da administração indireta do Estado, com a missão de concre-
tizar as políticas públicas em matéria migratória e de asilo, nomeadamente a de regularização da
entrada e permanência de cidadãos estrangeiros em território nacional, emitir pareceres sobre os
pedidos de vistos, de asilo e de instalação de refugiados, assim como participar na execução da
política de cooperação internacional do Estado português no âmbito das migrações e asilo.
3 — [...]
4 — Junto da AIMA, I. P., funciona um órgão consultivo em matéria migratória e de asilo, asse-
gurando a representação de departamentos governamentais e de organizações não-governamentais,
como tal reconhecidas nos termos da lei, cujo objeto estatutário se destine primordialmente à defesa
dos direitos das pessoas migrantes, refugiadas e requerentes de asilo, à defesa dos direitos huma-
nos ou ao combate ao racismo e xenofobia, competindo-lhe, designadamente, emitir pareceres,
recomendações e sugestões.»
Artigo 42.º
Alteração ao Decreto-Lei n.º 113/2021, de 14 de dezembro
O artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 113/2021, de 14 de dezembro, passa a ter a seguinte redação:
«Artigo 7.º
[...]
1 — [...]
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2 — [...]
a) [...]
b) [...]
c) [...]
d) [...]
e) [...]
f) [...]
g) [...]
h) [...]
i) [...]
j) [...]
k) [...]
l) [...]
m) [...]
n) [...]
o) [...]
p) Um representante da Agência para a Integração, Migrações e Asilo, I. P.;
q) [...]
r) [...]
s) [...]
t) [...]
u) [...]
v) [...]
w) [...]
x) [...]
y) [...]
z) [...]
aa) [...]
3 — [...]»
Artigo 43.º
Alteração ao Decreto-Lei n.º 122/2021, de 30 de dezembro
Os artigos 5.º e 6.º do Decreto-Lei n.º 122/2021, de 30 de dezembro, passam a ter a seguinte
redação:
«Artigo 5.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — O coordenador adjunto do Gabinete Nacional SIRENE, cargo de direção intermédia
de 2.º grau, é nomeado por despacho do Secretário-Geral do Sistema de Segurança Interna,
sob proposta dos dirigentes máximos das respetivas forças e serviços de origem, de entre
elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR), da Polícia de Segurança Pública (PSP) e
da Polícia Judiciária (PJ), e exerce funções em comissão de serviço pelo período de três anos,
renovável, nos termos dos n.os 4 e 5 do artigo 23.º-A da Lei n.º 53/2008, de 29 de agosto, na
sua redação atual.
4 — [...]
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Artigo 6.º
[...]
1 — O serviço operativo é assegurado por elementos da GNR, da PSP e da PJ, nos termos
do n.º 2 do artigo 4.º e do n.º 2 do artigo 5.º, nomeados em comissão de serviço no PUC-CPI,
em conformidade com os n.os 1, 2, 5 e 6 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 10/2020, de 11 de março.
2 — [...]
3 — [...]
4 — [...]»
Artigo 44.º
Alteração ao Decreto-Lei n.º 26/2021, de 31 de março
Os artigos 3.º, 6.º, 8.º e 13.º do Decreto-Lei n.º 26/2021, de 31 de março, passam a ter a
seguinte redação:
«Artigo 3.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
a) [...]
b) [...]
c) [...]
d) Um representante da Agência para a Integração, Migrações e Asilo, I. P. (AIMA, I. P.);
e) [...]
4 — [...]
5 — [...]
Artigo 6.º
[...]
1 — A execução do Plano Nacional de Alojamento cabe ao Estado, através do IHRU, I. P., e do
ISS, I. P., em articulação com a CIG, a AIMA, I. P., e a ANMP, bem como, quando necessário, com
outras entidades competentes para gerir, acompanhar e atribuir soluções de alojamento em concreto.
2 — [...]
3 — [...]
a) [...]
b) Ao ISS, I. P., a identificação das necessidades existentes, a articulação com as entidades
competentes, designadamente a CIG e a AIMA, I. P., gerir as necessidades e disponibilização de
soluções de alojamento urgente e temporário, nos termos do artigo 10.º, sem prejuízo da articulação
com o IHRU, I. P., no acompanhamento e monitorização da execução material do Plano Nacional
de Alojamento.
Artigo 8.º
[...]
1 — [...]
2 — Cabe ao ISS, I. P., à CIG e à AIMA, I. P., promover os procedimentos necessários para
a identificação no Inventário de Alojamento de todos os imóveis afetos a respostas de alojamento
Diário da República, 1.ª série
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urgente e temporário com os quais tenha contratualizado algum tipo de apoio e que ainda não
estejam registados no âmbito do Inventário de Alojamento referido no número anterior.
3 — [...]
4 — [...]
5 — [...]
6 — [...]
Artigo 13.º
[...]
1 — [...]
2 — [...]
3 — [...]
4 — A análise das candidaturas previstas no n.º 2 é suportada por parecer do ISS, I. P., sobre
o respetivo enquadramento no Plano Nacional de Alojamento, a emitir por este no prazo de 30 dias,
em articulação prévia com a CIG e a AIMA, I. P., consoante a matéria, nos termos a protocolar entre
estas entidades.
5 — [...]
6 — [...]
7 — [...]
8 — [...]
9 — [...]
10 — [...]
11 — [...]»
CAPÍTULO IV
Disposições complementares, transitórias e finais
Artigo 45.º
Referências
1 — As referências feitas ao «SEF» em lei, regulamento ou contrato, consideram-se feitas:
a) À «AIMA, I. P.» quando sejam relativas a atribuições em matéria administrativa transferidas
para a AIMA, I. P., nos termos da Lei n.º 73/2021, de 12 de novembro, na sua redação atual, e do
presente decreto-lei;
b) Ao «IRN, I. P.», quando sejam relativas às atribuições em matéria administrativa transferidas
para o IRN, I. P., nos termos da Lei n.º 73/2021, de 12 de novembro, na sua redação atual, e do
presente decreto-lei;
c) À «GNR», quando sejam relativas às atribuições em matéria policial transferidas para a
GNR, nos termos da Lei n.º 73/2021, de 12 de novembro, na sua redação atual;
d) À «PSP», quando sejam relativas às atribuições em matéria policial transferidas para a PSP,
nos termos da Lei n.º 73/2021, de 12 de novembro, na sua redação atual;
e) À «PJ», quando sejam relativas às atribuições em matéria policial transferidas para a PJ,
nos termos da Lei n.º 73/2021, de 12 de novembro, na sua redação atual.
2 — As referências feitas ao «membro do Governo responsável pela área da administração
interna» ou ao «Ministro da Administração Interna», em lei, regulamento ou contrato, consideram-
-se feitas:
a) Ao «membro do Governo responsável pela área das migrações» quando sejam relativas
a matérias transferidas para a AIMA, I. P., nos termos da Lei n.º 73/2021, de 12 de novembro, na
sua redação atual, e do presente decreto-lei;
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 96
b) Ao «membro do Governo responsável pela área da justiça» quando sejam relativas a matérias
transferidas para o IRN, I. P, nos termos da Lei n.º 73/2021, de 12 de novembro, na sua redação
atual, e do presente decreto-lei.
3 — As referências feitas ao «diretor nacional do SEF», em lei, regulamento ou contrato,
consideram-se feitas:
a) Ao «conselho diretivo da AIMA, I. P.» quando sejam relativas a matérias transferidas para
a AIMA, I. P., nos termos da Lei n.º 73/2021, de 12 de novembro, na sua redação atual, e do pre-
sente decreto-lei;
b) Ao «comandante-geral da GNR», quando sejam relativas a matérias transferidas para a
GNR, nos termos da Lei n.º 73/2021, de 12 de novembro, na sua redação atual;
c) Ao «diretor nacional da PSP», quando sejam relativas a matérias transferidas para a PSP,
nos termos da Lei n.º 73/2021, de 12 de novembro, na sua redação atual;
d) Ao «conselho diretivo do IRN, I. P.» quando sejam relativas a matérias transferidas para a
AIMA, I. P., nos termos da Lei n.º 73/2021, de 12 de novembro, na sua redação atual, e do presente
decreto-lei.
4 — As referências feitas à «Unidade de Controlo Costeiro» ou «UCC» da GNR, em lei,
regulamento ou contrato, devem ser entendidas como feitas à «Unidade de Controlo Costeiro e de
Fronteiras» ou «UCCF».
5 — As referências feitas ao «ACM, I. P.» em lei, regulamento ou contrato, consideram-se
feitas:
a) À «AIMA, I. P.», quando sejam relativas a atribuições transferidas para a AIMA, I. P., pre-
vistas no presente decreto-lei;
b) Ao «IPDJ, I. P.» quando sejam relativas a atribuições transferidas para o IPDJ, I. P., previstas
no presente decreto-lei.
Artigo 46.º
Taxas que constituem receitas do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras
As taxas que nos termos da lei constituem receita do SEF passam a constituir receita própria
da AIMA, I. P., à exceção:
a) Das taxas de segurança aeroportuária e portuária, a distribuir pela GNR ou pela PSP, de
acordo com as respetivas atribuições, cuja repartição é fixada por portaria dos membros do Governo
responsáveis pelas áreas das finanças e da administração interna;
b) As taxas devidas pela renovação de autorização de residência cuja repartição é fixada
por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças, da justiça e das
migrações;
c) As taxas devidas pela concessão e emissão do passaporte, cuja repartição é fixada por
portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da presidência, dos negócios estran-
geiros, das finanças, da justiça e das migrações;
d) As taxas devidas pela emissão de parecer relativamente a pedidos de vistos consulares, cuja
repartição é fixada por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas dos negócios
estrangeiros, das finanças, da justiça e das migrações.
Artigo 47.º
Norma transitória
1 — Até 29 de outubro de 2023, são promovidas as diligências necessárias para garantir a
instalação da AIMA, I. P., nomeadamente a designação dos membros do conselho diretivo, a apro-
vação dos respetivos estatutos e demais atos necessários ao seu funcionamento.
Diário da República, 1.ª série
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2 — Os membros do conselho diretivo exercem as suas competências tendo em vista o início
do funcionamento da AIMA, I. P.
3 — Para efeitos do disposto nos números anteriores, a Secretaria-Geral da Presidência do
Conselho de Ministros assegura o apoio logístico e administrativo necessários ao funcionamento
da AIMA, I. P., e os encargos financeiros referentes às remunerações dos membros do conselho
diretivo, mediante verbas a inscrever no respetivo orçamento.
Artigo 48.º
Norma revogatória
São revogados:
a) O n.º 4 do artigo 16.º e o artigo 49.º do Decreto-Lei n.º 83/2000, de 11 de maio;
b) A alínea b) do n.º 2 do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 86/2000, de 12 de maio, na sua redação atual;
c) O artigo 32.º do Decreto-Lei n.º 290-A/2001, de 17 de novembro, na sua redação atual;
d) A alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º e o artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 126-B/2011, de 29 de
dezembro, na sua redação atual;
e) A alínea c) do n.º 2 do artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 148/2012, de 12 de julho, na sua redação atual;
f) O Decreto-Lei n.º 31/2014, de 27 de fevereiro, na sua redação atual;
g) A alínea h) do artigo 10.º, a alínea e) do n.º 1 do artigo 18.º e o artigo 35.º Decreto-Lei
n.º 142/2019, de 19 de setembro;
h) A alínea d) do n.º 1 do artigo 17.º do Decreto-Lei n.º 122/2021, de 30 de dezembro.
Artigo 49.º
Entrada em vigor
O presente decreto-lei entra em vigor a 29 de outubro de 2023, sem prejuízo do disposto no
artigo seguinte.
Artigo 50.º
Produção de efeitos
O disposto no artigo 47.º produz efeitos no dia seguinte ao da sua publicação.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 6 de abril de 2023. — António Luís Santos da
Costa — Mariana Guimarães Vieira da Silva — João Titterington Gomes Cravinho — José Luís
Pereira Carneiro — Catarina Teresa Rola Sarmento e Castro — Sofia Alves de Aguiar Batalha — Ana
Catarina Veiga dos Santos Mendonça Mendes.
Promulgado em 24 de maio de 2023.
Publique-se.
O Presidente da República, MARCELO REBELO DE SOUSA.
Referendado em 26 de maio de 2023.
O Primeiro-Ministro, António Luís Santos da Costa.
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ANEXO
(a que se refere o artigo 2.º)
Orgânica da Agência para a Integração, Migrações e Asilo, I. P.
Artigo 1.º
Natureza
1 — A Agência para a Integração, Migrações e Asilo, I. P. (AIMA, I. P.), é um instituto público
integrado na administração indireta do Estado, dotado de personalidade jurídica, autonomia admi-
nistrativa e financeira e de património próprio.
2 — A AIMA, I. P., é equiparada a entidade pública empresarial para efeitos de conceção e
desenvolvimento de soluções, aplicações, plataformas, projetos e execução de atividades condu-
centes ou necessárias à prestação de serviços e às respetivas atividades de suporte.
3 — A AIMA, I. P., prossegue atribuições na área da igualdade e das migrações e está sujeita
à superintendência e tutela do membro do Governo responsável pelas áreas da igualdade e das
migrações.
Artigo 2.º
Jurisdição territorial e sede
1 — A AIMA, I. P., é um organismo central com jurisdição sobre todo o território nacional.
2 — A sede da AIMA, I. P., é fixada nos respetivos estatutos.
3 — Para a prossecução das suas atribuições, a AIMA, I. P., dispõe de serviços desconcen-
trados cujo âmbito territorial é definido nos respetivos estatutos.
Artigo 3.º
Missão e atribuições
1 — A AIMA, I. P., tem por missão a concretização das políticas públicas, nacionais e europeias,
em matéria de migração, asilo e igualdade, nomeadamente:
a) Executar as políticas públicas das migrações e de asilo, promovendo o tratamento de
cidadãos estrangeiros com cumprimento do princípio da igualdade e proibição da discriminação,
assegurando que possam desenvolver plenamente os seus direitos de acordo com a Constituição e
a lei e criando condições para que possam desenvolver em Portugal as atividades que pretenderem,
de forma livre, em cumprimento dos seus direitos, liberdades e garantias e direitos económicos,
sociais e culturais e de acordo com a lei;
b) Participar na execução da política de cooperação internacional do Estado português no
âmbito das migrações e asilo;
c) Executar as políticas públicas relevantes para a integração de grupos étnicos, em particular
as comunidades ciganas, e para a gestão e valorização da diversidade entre culturas, etnias e
religiões;
d) Regularizar a entrada e permanência de cidadãos estrangeiros em território nacional;
e) Gerir e manter os sistemas de informação nacionais em matéria de estrangeiros que não
contenham informação policial, nos termos do presente decreto-lei e a respetiva interligação aos
sistemas europeus no domínio das migrações e do asilo.
2 — São atribuições da AIMA, I. P., no plano interno:
a) Participar na definição da gestão integrada das migrações e circulação de pessoas;
b) Promover a integração dos imigrantes e dos grupos étnicos, em particular as comunidades
ciganas;
Diário da República, 1.ª série
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c) Conceder prorrogações de permanência, autorizações de residência, renovações de auto-
rizações de residência, cartões de residência e cartões de residência permanente de familiares de
cidadãos da União Europeia nacionais de Estado terceiro, certificados de residência permanente
de cidadãos da União Europeia e títulos de residência para cidadãos britânicos beneficiários do
Acordo sobre a Saída do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte da União Europeia e
da Comunidade Europeia da Energia Atómica, solicitando, quando necessário, através da Unidade
de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros (UCFE), parecer às forças e serviços de segurança,
nos termos da lei;
d) Conceder em território nacional documentos de viagem para cidadãos estrangeiros, asse-
gurando o controlo e registo nacional dos títulos de viagem emitidos;
e) Assegurar o cumprimento das atribuições de natureza administrativa previstas na lei sobre a
entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional, designadamente
a instauração, tramitação e decisão administrativa de afastamento, de readmissão e de retorno;
f) Disponibilizar apoio nos postos de passagem de fronteira na emissão de vistos concedidos
em postos de fronteira e no acolhimento de requerentes de asilo, em articulação com as forças de
segurança responsáveis pela vigilância, fiscalização e controlo de pessoas nas fronteiras;
g) Reconhecer o direito ao reagrupamento familiar;
h) Emitir parecer relativamente a pedidos de vistos consulares e no âmbito de processos de
nacionalidade portuguesa;
i) Instruir e elaborar o relatório e proposta de decisão fundamentada sobre pedidos de con-
cessão do estatuto de igualdade de direitos e deveres abrangidos por convenções internacionais,
nos termos da lei;
j) Instaurar, instruir e decidir o procedimento de concessão de asilo, de proteção subsidiária,
e de proteção temporária, incluindo decidir sobre a aceitação da análise dos pedidos e proceder
à instrução dos processos de concessão, de determinação do Estado responsável pela análise
dos respetivos pedidos e da transferência dos candidatos entre os Estados-Membros da União
Europeia;
k) Emitir, no âmbito do processo de exclusão de proteção temporária, o parecer fundamen-
tado previsto nos termos do n.º 6 do artigo 6.º da Lei n.º 67/2003, de 23 de agosto, na sua redação
atual;
l) Coordenar e dar execução aos mecanismos e programas de solidariedade, nomeadamente
aos programas de recolocação e de reinstalação de refugiados acolhidos ou por acolher em território
nacional ao abrigo de compromissos firmados pelo Estado português;
m) Assegurar um sistema único de acolhimento e integração de requerentes e beneficiários de
proteção internacional e proteção temporária, incluindo crianças e jovens não acompanhados;
n) Garantir apoio aos requerentes de proteção internacional até à decisão do pedido;
o) Garantir o apoio de proteção internacional às crianças e jovens não acompanhados, até à
decisão do pedido, nos termos da Lei n.º 147/99, de 1 de setembro, na sua redação atual, nomea-
damente quanto à promoção e proteção das crianças e jovens e respetivo acolhimento;
p) Garantir a execução dos planos de transição relativamente aos apoios financeiros atribuídos
aos requerentes e beneficiários de proteção internacional, por forma a apoiar os respetivos processos
de autonomização;
q) Assegurar o apoio financeiro às entidades de acolhimento através de pagamentos unitários
ou em outros moldes previstos, em sede de acolhimento e integração de requerentes e beneficiários
de proteção internacional reinstalados, recolocados, retomados a cargo ou readmitidos, de acordo
com a lei e nos termos a definir por protocolo, da entidade beneficiária dos apoios da União Europeia;
r) Incentivar iniciativas da sociedade civil que visem o acolhimento e integração;
s) Promover e dinamizar o acolhimento, a integração, a participação e a formação profissional
e cívica dos imigrantes e seus descendentes, nomeadamente através do desenvolvimento de polí-
ticas transversais, de centros e gabinetes de apoio aos imigrantes que proporcionem uma resposta
integrada dos serviços públicos, e de parcerias com a sociedade civil, as autarquias locais e as
associações de imigrantes, tendo em vista a promoção da coesão e solidariedade social, o acesso
à cidadania e o reforço das redes sociais de integração e participação pública;
Diário da República, 1.ª série
N.º 107 2 de junho de 2023 Pág. 100
t) Promover o diálogo, a inovação e a educação intercultural e inter-religiosa, designada-
mente através do apoio ao associativismo e de ações de valorização da interação positiva e
da diversidade cultural, num quadro de consideração mútua e de respeito pelas normas legais
e constitucionais;
u) Exercer funções de interlocução junto de atuais e potenciais imigrantes em procedimentos
administrativos ou fora deles, sem prejuízo das competências próprias dos organismos envolvidos,
por via do aconselhamento daqueles imigrantes, do contacto com outras entidades públicas e pri-
vadas, do recurso a meios eletrónicos e da preparação da documentação pertinente;
v) Garantir o acesso dos imigrantes, suas associações e outras comunidades a toda a infor-
mação relevante para o exercício dos seus direitos e deveres de cidadania;
w) Promover a realização de estudos que permitam aprofundar o conhecimento e a avaliação
das políticas de migração e asilo;
x) Celebrar protocolos com entidades públicas ou privadas em todas as matérias com relevo
para a captação, fixação e integração de migrantes, designadamente no que respeita ao emprego,
à formação e inserção profissional, ao empreendedorismo, à mobilidade migratória, à mediação
sociocultural, à habitação, à saúde e educação, tendo em vista o codesenvolvimento local e regio-
nal, a mobilização de competências e a inclusão económica e social;
y) Promover intervenções de mediação intercultural com entidades públicas da administração
central e local, tendo em vista reforçar os processos de integração e participação local;
z) Garantir a aprendizagem da língua portuguesa e o conhecimento da cultura portuguesa por
parte dos imigrantes, tendo em vista a sua melhor integração social, profissional e cívica;
aa) Desenvolver programas e ações de inclusão e capacitação económica dos atuais imigrantes
e seus descendentes, de modo a contribuir para a melhoria das suas condições de vida e trabalho,
para a igualdade de oportunidades e para o melhor reconhecimento e aproveitamento das suas
qualificações e do seu potencial;
bb) Sensibilizar a opinião pública e assegurar a formação das entidades de acolhimento e
seus parceiros;
cc) Assegurar as relações de colaboração com todos os órgãos e serviços do Estado,
nomeadamente com as forças e serviços de segurança e demais serviços e organismos compe-
tentes, bem como com organizações não-governamentais legalmente reconhecidas;
dd) Manter a necessária colaboração com as entidades às quais compete a fiscalização do
cumprimento da lei reguladora do trabalho de estrangeiros;
ee) Estudar, planear, gerir e manter as bases de dados e sistemas de informação em matéria
de estrangeiros que não contenham informação de natureza policial;
ff) Assegurar a componente nacional do Sistema Europeu de Comparação de Impressões
Digitais dos Requerentes de Asilo (EURODAC), inserindo, consultando e comunicando os dados
relativos aos requerentes de proteção internacional;
gg) Assegurar o acesso das forças e serviços de segurança e demais serviços e organis-
mos competentes, em razão da matéria, à informação constante dos sistemas e das bases de
dados sob sua gestão e do EURODAC, nos termos da legislação aplicável, com respeito pela
proteção dos dados pessoais e dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos nacionais e
estrangeiros;
hh) Compilar e manter atualizada uma base de dados que congregue indicadores sobre os
requerentes e beneficiários de proteção internacional, bem como da informação resultante de
processos de avaliação e monitorização do acolhimento e integração que incluam consultas a
requerentes e beneficiários de proteção internacional, em conformidade com o regime jurídico de
proteção de dados pessoais;
ii) Aceder, para efeitos das suas atribuições, nos termos legalmente previstos, às bases
de dados e sistemas de informação nacionais e europeus relativos a nacionais de países ter-
ceiros;
jj) Colaborar, nos termos definidos pelo Secretário-Geral do Sistema de Segurança Interna,
com as forças e serviços de segurança, e demais serviços competentes, no âmbito das suas com-
petências;
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kk) Exercer as funções de entidade setorial de formação, no âmbito da formação inicial e
contínua dos seus trabalhadores, bem como de outros destinatários que exerçam funções conexas
com a sua atividade, em articulação com a entidade coordenadora da formação profissional na
Administração Pública e com a Direção-Geral da Administração e do Emprego Público;
ll) Fiscalizar o cumprimento das disposições legais em matéria de migração e asilo, assegurar
os respetivos procedimentos contraordenacionais nos termos da lei e organizar o respetivo registo
individual;
mm) Fomentar a investigação, inquéritos e a observação dos fenómenos migratórios, em
articulação com centros de estudo universitários e organizações internacionais, com vista a con-
tribuir para a definição e avaliação de políticas públicas ou de iniciativas legislativas, na área das
migrações e asilo;
nn) Combater todas as formas de discriminação em razão da origem racial e étnica, cor, nacio-
nalidade, língua, ascendência e território de origem, independentemente do meio em que ocorram,
através de ações, campanhas ou eventos de sensibilização da opinião pública;
oo) Promover e apoiar iniciativas para prevenção da discriminação interseccional, designada-
mente através de ações de sensibilização e formação acerca das desigualdades interseccionais.
3 — São atribuições da AIMA, I. P., no plano internacional:
a) Assegurar a cooperação internacional no âmbito das migrações e asilo, em colaboração
com outras entidades públicas;
b) Assegurar, por determinação do Governo, a representação do Estado português ao nível
da União Europeia no Comité Estratégico da Imigração, Fronteiras e Asilo, no Grupo dos Aspetos
Externos do Asilo e da Migração, comités, grupos de alto nível e grupos de trabalho responsáveis
por assuntos de migrações, asilo e circulação de pessoas, e noutras organizações internacionais e
fora, bem como participar em grupos de trabalho no âmbito da interoperabilidade nestes domínios
ou noutros que versem sobre matérias relacionadas com as atribuições da AIMA, I. P.;
c) Acompanhar e integrar a representação do Estado português, por determinação do Governo,
e sob coordenação do Secretário-Geral do Sistema de Segurança Interna, no desenvolvimento do
Acervo de Schengen no âmbito da União Europeia;
d) Participar, por determinação do Governo, sob a égide do Ministério dos Negócios Estran-
geiros, na negociação de quaisquer instrumentos internacionais, de natureza jurídica vinculativa
ou não vinculativa, em matéria de migrações, de asilo ou de circulação de pessoas;
e) Assegurar, por determinação do Governo, a representação do Estado português nos con-
selhos de administração da Agência Europeia para o Asilo, funcionando como ponto de contacto
nacional e participando nas atividades operacionais e de formação das mesmas;
f) Cooperar com os serviços congéneres estrangeiros, sem prejuízo das competências próprias
do Ponto Único de Contacto para a Cooperação Policial Internacional (PUC-CPI), nos termos do
n.º 6 do artigo 23.º-A da Lei n.º 53/2008, de 29 de agosto, na sua redação atual;
g) Assegurar, através de oficiais de ligação de imigração, os compromissos assumidos no
âmbito da cooperação internacional nos termos legalmente previstos.
4 — A AIMA, I. P., pode celebrar protocolos com as autarquias locais, bem como com os órgãos
e serviços das regiões autónomas e outras entidades da Administração Pública, com vista a facili-
tar e simplificar os procedimentos de receção e encaminhamento de pedidos, designadamente os
previstos na alínea c) do n.º 2.
5 — Por forma a promover fluxos migratórios seguros, ordenados e regulares, o membro do
Governo responsável pela área das migrações pode, por despacho, e na sequência de pedido
fundamentado da AIMA, I. P., celebrar protocolos com a Ordem dos Advogados e a Ordem dos
Solicitadores e dos Agentes de Execução, com vista à disponibilização da prestação de serviços de
acompanhamento da instrução dos processos relativos aos pedidos previstos no presente artigo,
por advogados, advogados estagiários e solicitadores.
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Artigo 4.º
Órgãos
São órgãos da AIMA, I. P.:
a) O conselho diretivo;
b) O fiscal único;
c) O Conselho para as Migrações e Asilo.
Artigo 5.º
Conselho diretivo
1 — O conselho diretivo é o órgão de direção, sendo composto por um presidente e quatro
vogais.
2 — Sem prejuízo das competências que lhe sejam conferidas por lei ou nele delegadas ou
subdelegadas, compete ao conselho diretivo orientar e coordenar superiormente a atividade da
AIMA, I. P., e assegurar a prossecução das suas atribuições, designadamente:
a) Representar a AIMA, I. P.;
b) Dirigir os serviços centrais e desconcentrados da AIMA, I. P., promovendo a coerência,
uniformização e a simplificação de processos e de procedimentos;
c) Definir e promover a política de qualidade, em especial dos processos organizativos;
d) Definir a política de gestão financeira e de recursos humanos e proceder à sua afetação
aos diversos serviços da AIMA, I. P.;
e) Aprovar a atribuição de prémios de desempenho aos demais dirigentes e trabalhadores em
funções públicas ao abrigo dos artigos 166.º e 167.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas,
aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, na sua redação atual, e criar sistemas de
recompensa de trabalho para efeitos do artigo 168.º do mesmo diploma;
f) Assegurar a coordenação do processo de planeamento, controlo e avaliação dos resultados
da atividade da AIMA, I. P.;
g) Determinar a realização das auditorias que tiver por convenientes;
h) Aplicar coimas em processos de contraordenação;
i) Exercer as demais competências que lhe sejam cometidas por regulamento.
3 — O conselho diretivo pode delegar as suas competências nos seus membros ou noutros
dirigentes da AIMA, I. P.
4 — Aos membros do conselho diretivo é aplicável, para efeitos remuneratórios, o Estatuto do
Gestor Público, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 71/2007, de 27 de março, na sua redação atual, e o
disposto na Lei-Quadro dos Institutos Públicos, aprovada pela Lei n.º 3/2004, de 15 de janeiro, na
sua redação atual, com as especificidades constantes do presente decreto-lei.
5 — Os membros do conselho diretivo são nomeados por resolução do Conselho de Minis-
tros, por proposta do membro do Governo responsável pela área das migrações, acompanhada
de avaliação, não vinculativa, de currículo e de adequação de competências ao cargo de gestor
público da personalidade a que respeita a proposta de designação, realizada pela Comissão de
Recrutamento e Seleção para a Administração Pública, observando, quanto ao resto, o disposto
nos artigos 12.º e 13.º do Estatuto do Gestor Público.
6 — O membro do Governo responsável pela área das migrações elabora a carta de mis-
são que define os objetivos, devidamente quantificados e calendarizados, a atingir anualmente
e até ao final do mandato pelos membros do conselho diretivo, sem prejuízo da sua revisão
sempre que tal se justifique, por alterações de contexto geral ou por circunstâncias específicas
que o determinem.
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Artigo 6.º
Fiscal único
O fiscal único é designado nos termos da Lei-Quadro dos Institutos Públicos e tem as com-
petências aí previstas.
Artigo 7.º
Conselho para as Migrações e Asilo
1 — O Conselho para as Migrações e Asilo, doravante designado por Conselho, é o órgão
de consulta, apoio e participação na definição das linhas gerais de atuação da AIMA, I. P., e nas
tomadas de decisão do conselho diretivo, assegurando a participação e colaboração de entidades
públicas e privadas na definição e execução das políticas de migração e de asilo.
2 — O Conselho é composto por:
a) O presidente do conselho diretivo da AIMA, I. P., que preside;
b) Um representante de cada uma das comunidades imigrantes dos países de língua por-
tuguesa, designados pelas respetivas associações, desde que a representatividade destas seja
reconhecida pela AIMA, I. P.;
c) Um representante de cada uma das outras três comunidades imigrantes mais numerosas
não incluídas na alínea anterior, designado pelas respetivas associações, desde que a represen-
tatividade destas seja reconhecida pela AIMA, I. P.;
d) Um representante das associações não filiadas nas comunidades previstas nas alíneas b)
e c), designados pelas respetivas associações, desde que a representatividade destas seja reco-
nhecida pela AIMA, I. P.;
e) Três representantes das instituições com ação ou interesse na área das migrações, desig-
nadas pelo presidente do conselho diretivo da AIMA, I. P.;
f) Um representante da Direção-Geral das Artes;
g) Um representante da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portu-
guesas;
h) Um representante da Direção-Geral de Política Externa;
i) Um representante do Camões — Instituto da Cooperação e da Língua, I. P.;
j) Um representante da Guarda Nacional Republicana;
k) Um representante da Polícia de Segurança Pública;
l) Um representante da Polícia Judiciária;
m) Um representante da Polícia Marítima;
n) Um representante da Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros;
o) Um representante da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género;
p) Um representante da Direção-Geral das Atividades Económicas;
q) Um representante do Instituto do Turismo de Portugal, I. P.;
r) Um representante da Direção-Geral da Saúde;
s) Um representante da Direção-Geral da Educação;
t) Um representante da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares;
u) Um representante da Direção-Geral do Ensino Superior;
v) Um representante do Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P.;
w) Um representante da Autoridade para as Condições do Trabalho;
x) Um representante do Instituto de Segurança Social, I. P.;
y) Um representante do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana;
z) Um representante do Governo Regional dos Açores;
aa) Um representante do Governo Regional da Madeira;
bb) Dois representantes das associações patronais e dois representantes das centrais sindicais
com assento no Conselho Económico e Social;
cc) Um representante da Associação Nacional de Municípios Portugueses;
dd) Um representante do Conselho das Comunidades Portuguesas;
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ee) Dois cidadãos de reconhecido mérito, nacionais ou estrangeiros, designados pelo presi-
dente do conselho diretivo da AIMA, I. P.
3 — As instituições, associações e comunidades representadas no Conselho designam um
membro efetivo e um suplente.
4 — Compete ao Conselho:
a) Pronunciar-se sobre os projetos de diplomas relevantes em matéria de migrações e asilo;
b) Pronunciar-se sobre questões relativas às políticas públicas, transversais e setoriais, rele-
vantes em matéria de migrações e asilo;
c) Participar na definição das medidas e ações das políticas de migração e asilo, formulando
propostas com vista à sua promoção;
d) Pronunciar-se sobre quaisquer obstáculos detetados a uma resposta célere e eficaz por
parte da Administração Pública aos migrantes e refugiados;
e) Pronunciar-se sobre todos os assuntos que lhe sejam submetidos pelo membro do Governo
responsável pela área das migrações ou pelo presidente do conselho diretivo da AIMA, I. P.;
f) Aprovar o respetivo regulamento interno;
g) Exercer quaisquer outras competências que lhe sejam atribuídas por lei.
5 — O Conselho funciona em plenário e em secções especializadas.
6 — O plenário e as secções especializadas funcionam em sessões ordinárias e extraordi-
nárias.
7 — O mandato dos membros do Conselho tem a duração de três anos, renovável por iguais
períodos, e cessa sempre que se verifique a perda de qualidade de representante da entidade que
os designou.
8 — O exercício de funções no Conselho não é remunerado.
9 — Em cada ano civil são fixadas, por despacho dos membros do Governo responsáveis pelas
áreas das finanças e das migrações, as regras para a autorização do reembolso das despesas de
deslocação dos representantes no Conselho residentes fora de Lisboa.
Artigo 8.º
Organização interna e instrumentos de gestão de pessoal
A organização interna da AIMA, I. P., é a prevista nos respetivos estatutos.
Artigo 9.º
Oficial de ligação de imigração
1 — O membro do Governo responsável pela área dos negócios estrangeiros pode, sob pro-
posta do membro do Governo responsável pela área das migrações, nomear oficiais de ligação de
imigração, em países estrangeiros ou organizações internacionais que o autorizem, os quais ficam
colocados nas embaixadas, missões de representação e consulados de Portugal.
2 — A nomeação de oficiais de ligação de imigração é feita em regime de comissão de serviço,
até ao limite de três anos, prorrogáveis por urgente conveniência de serviço.
3 — Do despacho de nomeação, para além da duração da comissão de serviço, consta o
conteúdo funcional das atividades do oficial de ligação nomeado.
4 — O número de oficiais de ligação de imigração a colocar junto das embaixadas, missões de
representação e consulados é fixado por despacho dos membros do Governo responsáveis pelas
áreas dos negócios estrangeiros, das finanças e das migrações.
5 — Os oficiais de ligação de imigração atuam de forma unificada com os serviços periféricos
externos do Ministério dos Negócios Estrangeiros da respetiva área de jurisdição e na dependência
funcional do chefe de missão diplomática, ou a ele equiparado.
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6 — Os oficiais de ligação mantêm o direito à remuneração correspondente ao lugar de origem,
tendo igualmente direito a remunerações e abonos adicionais, os quais são estabelecidos com base
no critério e subordinados ao regime em vigor para o pessoal da carreira diplomática colocado nos
serviços periféricos externos do serviço diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
7 — Aos oficiais de ligação, quando chamados a Portugal ou mandados deslocar em serviço
extraordinário dentro do país em que estão colocados ou fora dele, são atribuídos abonos para
despesas, a fixar nos termos do número anterior.
8 — Compete aos membros do Governo responsáveis pelas áreas dos negócios estrangeiros e
das migrações, nos termos da lei geral, autorizar o desempenho de funções em organismos interna-
cionais por funcionários da AIMA, I. P., que para eles sejam designados ou a eles se candidatem.
Artigo 10.º
Receitas
1 — A AIMA, I. P., dispõe das receitas provenientes das dotações que lhe forem atribuídas no
Orçamento do Estado.
2 — A AIMA, I. P., dispõe ainda das seguintes receitas próprias:
a) As taxas e emolumentos que por lei lhe forem atribuídos;
b) A percentagem do produto das coimas e taxas de acordo com a lei vigente;
c) As quantias cobradas pela prestação de serviços no âmbito das suas atribuições;
d) Os saldos anuais resultantes das receitas consignadas apurados em cada gerência, os
quais transitam para o ano seguinte;
e) Quaisquer outras receitas que por lei, contrato ou outro título lhe sejam atribuídas.
Artigo 11.º
Despesas
Constituem despesas da AIMA, I. P., as que resultem de encargos decorrentes da prossecução
das respetivas atribuições.
Artigo 12.º
Património
O património da AIMA, I. P., é constituído pela universalidade de bens, direitos e obrigações
de que seja titular.
Artigo 13.º
Poderes de autoridade e cobrança coerciva de taxas e coimas
1 — Para a prossecução das suas atribuições, na área das migrações e asilo, a AIMA, I. P.,
exerce os poderes de autoridade do Estado no âmbito da sua jurisdição, nomeadamente no que
respeita à liquidação e cobrança de taxas e coimas que lhe sejam devidas nos termos da lei.
2 — A cobrança coerciva das taxas e coimas cuja obrigação de pagamento esteja estabelecida
na lei segue o processo de execução fiscal, regulado pelo Código de Procedimento e de Processo
Tributário, aprovado em anexo ao Decreto-Lei n.º 433/99, de 26 de outubro, na sua redação atual,
efetivando-se através dos serviços competentes de justiça fiscal sendo aquelas equiparadas a
créditos do Estado.
3 — A cobrança coerciva de créditos prevista no número anterior pode ser promovida pela
Autoridade Tributária e Aduaneira, nos termos a definir por protocolo a celebrar, para o efeito, com
a AIMA, I. P.
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4 — Para os efeitos do disposto no n.º 2, constitui título executivo bastante a certidão com
valor de título executivo de acordo com o disposto no Código de Procedimento e de Processo
Tributário.
Artigo 14.º
Dever de cooperação
Quando se mostre necessário ou conveniente ao exercício das suas atribuições, a AIMA, I. P.,
pode requerer a colaboração de entidades públicas da administração direta, indireta e autónoma
do Estado, que devem prestar a colaboração que lhes for solicitada no âmbito das respetivas atri-
buições.
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www.dre.pt
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PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS