Diário da República, 1.ª série
Decreto-Lei n.º 28/2014
- Data
- 2014-02-01
- Tipo
- Decreto-Lei
- Emitente
- ENTRADA EM VIGOR
Texto integral (87 663 palavras)
Decreto-Lei n.º 28/2014
Em conformidade com o disposto no n.º 2 do Artigo 3.º de 21 de fevereiro
do Protocolo Adicional relativo ao Acordo de Cooperação
Para a Proteção das Costas e Águas do Atlântico Nordeste A Diretiva n.º 97/68/CE do Parlamento Europeu e
Contra a Poluição, adotado em Lisboa, em 20 de maio de do Conselho, de 16 de dezembro de 1997, relativa à
2008, este entra em vigor na data da receção do último aproximação das legislações dos Estados-membros
instrumento de ratificação, aceitação ou aprovação. Com respeitantes a medidas contra a emissão de poluentes
o depósito do instrumento de ratificação do Reino de gasosos e de partículas pelos motores de combustão
Espanha, e depositados que estão os instrumentos de ra- interna a instalar em máquinas móveis não rodoviárias,
tificação, aceitação ou aprovação de todos os Signatários, veio introduzir medidas com vista a contribuir para o
o Protocolo Adicional entrou em vigor a 26 de dezembro combate ao problema da poluição atmosférica promo-
de 2013. vendo a proteção do ambiente, a qualidade do ar e da
A República Portuguesa é Parte do Acordo, aprovado, saúde humana.
para ratificação, pelo Decreto n.º 37/91, publicado no Esta diretiva tem vindo a ser sucessivamente alterada,
Diário da República, 1.ª série-A, n.º 114, de 18 de maio tendo sido transposta para a ordem jurídica nacional pelo
de 1991. Decreto-Lei n.º 236/2005, de 30 de dezembro, no caso
A República Portuguesa é Parte do mesmo Protocolo, dos motores de ignição por compressão (motores die-
aprovado pelo Decreto n.º 17/2009, publicado no Diário sel) e pelo Decreto-Lei n.º 47/2006, de 27 de fevereiro,
da República, 1.ª série, n.º 149, de 4 de agosto de 2009, no caso dos motores de ignição comandada (motores a
tendo depositado o seu instrumento de aprovação em 6 gasolina).
de outubro de 2009, conforme Aviso n.º 107/2009, publi- De acordo com o regime estabelecido, foram fixa-
cado no Diário da República, 1.ª série, n.º 208, de 27 de dos valores limite de emissão de gases de escape que
outubro de 2009. os motores de ignição por compressão devem cumprir
para poderem ser homologados. Estes valores foram
Direção-Geral de Política Externa, 10 de fevereiro de definidos em várias fases sendo sucessivamente mais
2014. — O Subdiretor-Geral, Rui Vinhas. restritivos.
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1519
Uma das fases previstas para estes motores é a fase IV, altera a Diretiva n.º 97/68/CE, do Parlamento Europeu
cujo início de aplicação ocorreu em janeiro de 2013 e para e do Conselho, de 16 de dezembro, relativa à aproxima-
cuja homologação se torna necessário rever, complementar ção das legislações dos Estados membros respeitantes a
e adaptar algumas disposições do procedimento de ensaio medidas contra as emissões de poluentes gasosos e de
de motores, nomeadamente para ter em consideração os partículas pelos motores de combustão interna a instalar
motores controlados eletronicamente, a fim de garantir em máquinas móveis não rodoviárias, através da alteração
que os ensaios reflitam melhor as condições de utilização dos anexos técnicos de forma a atualizar a informação
reais. A introdução de um avisador do operador para efeitos neles prevista.
de controlo dos NOX é também incluída nesta alteração 3 — O presente decreto-lei procede ainda à transposição
legislativa. para a ordem jurídica nacional da Diretiva n.º 2012/46/UE,
Por outro lado para assegurar a eficiência da redução da Comissão, de 6 de dezembro, que altera a Diretiva
das emissões importa rever os requisitos de durabili- n.º 97/68/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de
dade. 16 de dezembro, relativa à aproximação das legislações
A existência de um ensaio harmonizado adotado a nível dos Estados membros respeitantes a medidas contra a
mundial para os motores de fase IV exige a sua aplicação emissão de poluentes gasosos e de partículas pelos motores
na União Europeia. de combustão interna a instalar em maquinas móveis não
A preocupação com as emissões de CO2 produzidas rodoviárias.
por estes motores, à semelhança do que é feito para os
motores destinados a veículos pesados rodoviários, con-
duziu à necessidade da sua indicação e correspondente Artigo 2.º
introdução das necessárias disposições na legislação
em vigor. Alteração aos anexos I, II, III, V, VI, X e XI
Por razões de adequação técnica, as fichas de infor- do Decreto-Lei n.º 236/2005, de 30 de dezembro
mações e as folhas de dados dos motores homologados
previstas na legislação são atualizadas. Os anexos I, II, III, V, VI, X e XI do Decreto-Lei
Por conseguinte, revela-se necessário proceder a uma n.º 236/2005, de 30 de dezembro, alterado pelos Decretos-
alteração significativa de alguns dos anexos técnicos do -Leis n.ºs 302/2007, de 23 de agosto, 46/2011, de 30 de
Decreto-Lei n.º 236/2005, de 30 de dezembro, alterado pe- março, e 258/2012, de 30 de novembro, passam a ter a
los Decretos-Leis n.ºs 302/2007, de 23 de agosto, 46/2011, redação do anexo I ao presente decreto-lei, do qual faz
de 30 de março e 258/2012, de 30 de novembro, bem como parte integrante.
à alteração de alguns dos anexos técnicos do Decreto-Lei
n.º 47/2006, de 27 de fevereiro, alterado pelos Decretos- Artigo 3.º
-Leis n.ºs 302/2007, de 23 de agosto e 46/2011, de 30 de
março. Alteração aos anexos I, II e X do Decreto-
Assim: -Lei n.º 47/2006, de 27 de fevereiro
Nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 198.º da
Constituição, o Governo decreta o seguinte: Os anexos I, II e X do Decreto-Lei n.º 47/2006, de 27
de fevereiro, alterado pelos Decretos-Leis n.ºs 302/2007,
Artigo 1.º de 23 de agosto, e 46/2011, de 30 de março, passam a ter
a redação do anexo II ao presente decreto-lei, do qual faz
Objeto parte integrante.
1 — O presente decreto-lei procede à quarta alteração
ao Decreto-Lei n.º 236/2005, de 30 de dezembro, alte- Artigo 4.º
rado pelos Decretos-Leis n.ºs 302/2007, de 23 de agosto, Entrada em vigor
46/2011, de 30 de março, e 258/2012, de 30 de novembro,
que transpõe para a ordem jurídica nacional a Diretiva O presente decreto-lei entra em vigor no dia seguinte
n.º 2004/26/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, ao da sua publicação
de 21 de abril, que altera a Diretiva n.º 97/68/CE, do Par-
lamento Europeu e do Conselho, de 16 de dezembro, rela- Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 12 de
tiva à aproximação das legislações dos Estados membros dezembro de 2013. — Pedro Passos Coelho — Maria Luís
respeitantes a medidas contra as emissões de poluentes Casanova Morgado Dias de Albuquerque — Rui Manuel
gasosos e de partículas pelos motores de combustão interna Parente Chancerelle de Machete — António de Magalhães
a instalar em máquinas móveis não rodoviárias, através Pires de Lima.
da adaptação dos anexos técnicos de forma a assegurar
a correta homologação de motores da fase IV de valores- Promulgado em 7 de fevereiro de 2014.
-limite de emissão.
2 — O presente decreto-lei procede também à terceira Publique-se.
alteração ao Decreto-Lei n.º 47/2006, de 27 de fevereiro, O Presidente da República, ANÍBAL CAVACO SILVA.
alterado pelos Decretos-Leis n.ºs 302/2007, de 23 de
agosto, e 46/2011, de 30 de março, que transpõe para a Referendado em 10 de fevereiro de 2014.
ordem jurídica interna a Diretiva n.º 2002/88/CE, do Par-
lamento Europeu e do Conselho, de 9 de dezembro, que O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho.
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ANEXO I medida entre o ponto mais baixo do casco ou quilha e uma
linha correspondente ao calado máximo da embarcação.
(a que se refere o artigo 2.º) 1.10 - «Certificado de navegação ou de segurança vá-
lido» é:
«ANEXO I
a) Um certificado de conformidade com a Convenção
Definições, símbolos e abreviaturas, marcações dos mo- Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no
tores, especificações e ensaios, especificação das Mar de 1974 (SOLAS 74), emendada, ou um certificado
avaliações da conformidade da produção, parâmetros
de definição da família de motores e escolha do motor equivalente; ou
precursor. b) Um certificado de conformidade com a Convenção
Internacional das Linhas de Carga de 1966, emendada, ou
1 – Definições, símbolos e abreviaturas um certificado equivalente, e um certificado Internacional
para a Prevenção da Poluição do Mar por Hidrocarbonetos,
Para efeitos do presente diploma, entende-se por:
certificado IOPP, em conformidade com a Convenção
1.1 – «Motor de ignição por compressão» o motor que
Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios
funciona segundo o princípio da ignição por compressão,
por exemplo motor diesel. de 1973 (MARPOL), emendada.
1.2 – «Poluentes gasosos» o monóxido de carbono, os
hidrocarbonetos, pressupondo-se uma razão de C1:H1,85 1.11 – «Dispositivo manipulador» o dispositivo que
e os óxidos de azoto, expressos em equivalente de dióxido serve para medir, detetar ou reagir a variáveis de fun-
de azoto (NO2). cionamento para ativar, modular, atrasar ou desativar a
1.3 – «Partículas» qualquer material recolhido num função de um dado componente do sistema de controlo
meio filtrante especificado após diluição dos gases de das emissões, a fim de reduzir a eficácia desse sistema
escape do motor de combustão interna com ar limpo fil- de controlo das emissões em condições de funcionamento
trado, de modo a que a temperatura não exceda 325 K normais de máquinas móveis não rodoviárias, a menos
(52 °C). que a utilização desse dispositivo esteja substancialmente
1.4 – «Potência útil» a potência em kW CEE obtida incluída no método de certificação de ensaio de emissões
no banco de ensaios na extremidade da cambota ou seu aplicado.
equivalente, medida de acordo com o método CEE de 1.12 – «Estratégia irracional de controlo» a estratégia
medição da potência dos motores de combustão interna ou medida através da qual a eficácia de um sistema de
destinados aos veículos rodoviários estabelecido na Dire- controlo de emissões, em condições de funcionamento
tiva n.º 80/1269/CEE, do Conselho, de 16 de dezembro de normais de uma máquina móvel não rodoviária, é reduzida
1980, sendo no entanto excluída neste caso a potência da a um nível inferior ao exigido no método de ensaios de
ventoinha de arrefecimento e utilizando-se as condições emissões aplicado.
de ensaio e o combustível de referência especificados no 1.13 – «Pós-tratamento» a passagem dos gases de es-
presente diploma. cape através de um dispositivo ou sistema cuja finalidade é
1.5 – «Velocidade nominal» a velocidade máxima a alterar química ou fisicamente os gases antes da libertação
plena carga admitida pelo regulador, conforme especifi- para a atmosfera.
cada pelo fabricante. 1.14 – «Dispositivo auxiliar de controlo das emis-
1.6 – «Carga parcial» a fração do binário máximo dis- sões» qualquer dispositivo que deteta os parâmetros de
ponível a uma dada velocidade do motor. funcionamento do motor com a finalidade de ajustar o
1.7 – «Velocidade de binário máximo» a velocidade funcionamento de qualquer parte do sistema de controlo
do motor em que se obtém o binário máximo, conforme das emissões.
especificada pelo fabricante. 1.15 – «Sistema de controlo das emissões» qualquer
1.8 – «Velocidade intermédia» a velocidade do motor dispositivo, sistema ou elemento de projeto que controla
que satisfaz um dos seguintes requisitos: ou reduz as emissões.
a) Para os motores concebidos para funcionar a uma 1.16 – «Sistema de combustível» todos os componentes
gama de velocidades na curva do binário a plena carga, a envolvidos na medição e mistura do combustível.
velocidade intermédia é a velocidade de binário máximo 1.17 – «Motor secundário» o motor instalado num
declarada, se ocorrer entre 60 % e 75 % da velocidade veículo a motor, mas que não fornece potência motriz
nominal; ou ao veículo.
b) Se a velocidade de binário máximo declarada for 1.18 – «Duração do modo» o tempo que decorre entre
inferior a 60 % da velocidade nominal, a velocidade in- o abandono da velocidade ou binário do modo anterior
termédia é 60 % da velocidade nominal; ou ou da fase de pré-condicionamento e o início do modo
c) Se a velocidade de binário máximo declarada for seguinte. Inclui o tempo que decorre entre a alteração
superior a 75 % da velocidade nominal, a velocidade da velocidade ou binário e a estabilização no início de
intermédia é 75 % da velocidade nominal. cada modo.
1.19 – «Parâmetro ajustável» qualquer dispositivo,
1.9 – «Volume igual ou superior a 100 m3» de uma sistema ou elemento do projeto fisicamente ajustável que
embarcação de navegação interior, o seu volume cal- pode afetar as emissões ou o comportamento funcional
culado com base na fórmula L × B × T, em que «L» é o do motor durante os ensaios de emissões ou o funciona-
comprimento fora a fora em metros, excluindo o leme e mento normal.
gurupés, «B» é a boca máxima do casco em metros, me- 1.20 – «Ciclo de ensaios» a sequência de pontos de
dida no exterior da chapa de costado, excluindo rodas de ensaio, cada um com uma velocidade e um binário defini-
pás propulsoras, verdugos, etc. e «T» a distância vertical, dos, que devem ser seguidos pelo motor em condições de
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funcionamento em estado estacionário, designado ensaio
NRSC, ou transiente, designado ensaio NRTC. Símbolo Unidade Descrição
1.21 – Símbolos e abreviaturas
1.21.1 – Símbolos dos parâmetros de ensaio Mf mg Massa de amostra de partículas recolhida.
Mf,p mg Massa de amostra de partículas recolhidas no
filtro primário.
Símbolo Unidade Descrição Mf,b mg Massa de amostra de partículas recolhidas no
filtro secundário.
Mgas g Massa total dos poluentes gasosos durante o
A/Fst Relação estequiométrica ar/combustível. ciclo.
Ap m2 Área da secção transversal da sonda isocinética MPT g Massa total das partículas ao longo do ciclo
de recolha de amostras. MSAM kg Massa da amostra dos gases de escape diluí-
2
AT m Área da secção transversal do tubo de escape. dos que passou pelos filtros de recolha de
Aver — Valores médios ponderados do: amostras de partículas.
m3/h Caudal volumétrico, MSE kg Massa da amostra dos gases de escape durante
kg/h Caudal mássico ciclo.
MSEC kg Massa do ar de diluição secundária.
C1 — Hidrocarbonetos C1 equivalentes. MTOT kg Massa total dos gases de escape diluídos du-
Cd — Coeficiente de descarga do SSV. plamente ao longo do ciclo.
Conc ppm Concentração, com sufixo do componente. MTOTW kg Massa total dos gases de escape diluídos que
Concc ppm Concentração de fundo corrigida. passa através do túnel de diluição durante
Concd ppm Concentração do poluente, medida no ar de o ciclo em base húmida.
diluição. MTOTW,I kg Massa instantânea dos gases de escape dilu-
Conce ppm Concentração do poluente medida no ar de ídos que passam no túnel de diluição em
diluição medida nos gases de escape dilu- base húmida.
ídos ppm. mass g/h Índice que denota o caudal máximo das emis-
d m Diâmetro. sões.
DF — Fator de diluição. NP — Rotações totais da PDP ao longo do ciclo.
fa — Fator atmosférico do laboratório. nref min–1 Velocidade de referência do motor para o en-
GAIRD kg/h Caudal mássico do ar de admissão em base saio NRTC.
seca. nsp s–2 Derivada da velocidade do motor.
GAIRW kg/h Caudal mássico do ar de admissão em base P kW Potência, não corrigida do efeito do freio
húmida. p1 kPa Depressão à entrada da bomba da PDP.
GDILW kg/h Caudal mássico do ar de diluição em base PA kPa Pressão absoluta.
húmida. Pa kPa Pressão do vapor de saturação do ar de admis-
GEDFW kg/h Caudal mássico equivalente dos gases de es- são do motor (série de normas ISO 3046:
cape diluídos em base húmida. Psy=PSY ambiente de ensaio).
GEXHW kg/h Caudal mássico dos gases de escape em base PAE kW Potência total declarada absorvida pelos equi-
húmida. pamentos auxiliares montados para o ensaio
GFUEL kg/h Caudal mássico de combustível. não exigidos pelo disposto no n.º 1.4 do
GSE kg/h Caudal mássico dos gases de escape recolhidos presente anexo.
como amostra. PB kPa Pressão barométrica total (série de normas
GT cm3/min Caudal do gás traçador. ISO 3046: Px=Px pressão total ambiente
GTOTW kg/h Caudal mássico dos gases de escape diluídos do local Py=Py pressão total ambiente de
em base húmida. ensaio).
Ha g/kg Humidade relativa do ar de admissão, %. Pd kPa Pressão do vapor de saturação do ar de di-
Hd g/kg Humidade relativa do ar de diluição, %. luição.
HREF g/kg Valor de referência da humidade absoluta PM kW Potência máxima medida à velocidade de
10,71 g/kg para o cálculo dos fatores de ensaio em condições de ensaio, conforme
correção em relação à humidade do NOX e apêndice 1 do anexo VI.
das partículas. Ps kPa Pressão atmosférica em seco.
i — Índice que denota um dado modo, para o en- q — Razão de diluição.
saio NRSC, ou um valor instantâneo para Qs m3/s Caudal volúmico do CVS.
o ensaio NRTC. r — Razão do SSV na pressão estática absoluta
KH — Fator de correção em relação à humidade para de admissão.
NOx. r — Razão entre as áreas das secções transversais
KP — Fator de correção em relação à humidade para da sonda isocinética e do tubo de escape.
as partículas. Ra % Humidade relativa do ar de admissão.
Kv — Função de calibração do SFV. Rd % Humidade relativa do ar de diluição.
Kw,a — Fator de correção seco-húmido para o ar de Re — Número de Reynolds.
admissão. Rf — Fator de resposta do FID.
Kw,d — Fator de correção seco-húmido para o ar de T K Temperatura absoluta.
diluição. t s Tempo de medição.
Kw,e — Fator de correção seco-húmido para os gases Ta K Temperatura absoluta do ar de admissão.
de escape diluídos. TD K Temperatura absoluta do ponto de orvalho.
Kw,r — Fator de correção seco-húmido para os gases Tref K Temperatura de referência do ar de combustão
de escape brutos. (298 K).
L % Percentagem do binário relacionado com o Tsp N•m Binário exigido para o ciclo em condições
binário máximo para a velocidade de en- transientes.
saio. t10 s Intervalo de tempo entre a entrada de dados e
Md mg Massa da amostra de partículas do ar de dilui- a obtenção de 10 % da leitura final
ção recolhido. t50 s Intervalo de tempo entre a entrada de dados e
MDIL kg Massa da amostra de ar de diluição que passou a obtenção de 50 % da leitura final.
através dos filtros de recolha de amostras t90 s Intervalo de tempo entre a entrada de dados e
de partículas. a obtenção de 90 % da leitura final.
MEDFW kg Massa dos gases de escape diluídos equiva- ∆tI s Intervalo de tempo entre a recolha de sucessi-
lentes durante o ciclo. vos dados relativos aos fumos (= 1/por razão
MEXHW kg Fluxo máximo total dos gases de escape du- de recolha de amostras).
rante o ciclo. V0 m3/rev Caudal volúmico da PDP nas condições reais.
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etiquetas ou chapas não possam ser removidas sem as
Símbolo Unidade Descrição destruir ou apagar.
2.3 – A marcação deve ser fixada a uma parte do motor
Wact kWh Trabalho real do ciclo do ensaio NRTC. necessária para o funcionamento normal deste e que não
WF — Fator de segurança. tenha normalmente de ser substituída durante a vida do
WFE — Fator de ponderação efetivo. motor.
X0 m3/rev Função de calibração do caudal volúmico da 2.3.1 – A marcação deve ser colocada num local facil-
PDP.
θD kg•m2 Inércia de rotação do dinamómetro de corren- mente visível para uma pessoa de estatura média quando o
tes de Foucault. motor estiver montado com todos os auxiliares necessários
β — Razão do SSV. para o seu funcionamento.
λ — Relação ar/combustível. 2.3.2 – Cada motor deve ser acompanhado de uma
ρEXH kg/m3 Densidade dos gases de escape.
chapa amovível suplementar de um material duradouro,
com todos os dados referidos no n.º 2.1, que deve ser
1.21.2 – Símbolos dos componentes químicos posicionada, se necessário, por forma a que a marcação
referida no n.º 2.1 fique prontamente visível para uma
CH4 — Metano pessoa de estatura média e facilmente acessível quando
C3H8 — Propano o motor estiver montado na máquina.
C2H6 — Etano 2.4 – O código dos motores em conjugação com os
CO — Monóxido de carbono números de identificação deve ser tal que permita, sem
CO2 — Dióxido de carbono quaisquer dúvidas, a sequência de produção.
DOP — Ftalato de dioctilo 2.5 – Antes de sair da linha de produção, os motores
H2O — Água devem ostentar todas as marcações.
HC — Hidrocarbonetos 2.6 – A localização exata das marcações do motor deve
NOX — Óxidos de Azoto ser indicada na parte 1 do modelo que consta do anexo VI.
NO — Óxido de azoto
NO2 — Dióxido de azoto 3 – Especificações e ensaios
O2 — Oxigénio
PT — Partículas 3.1 – Generalidades
PTFE — Politetrafluoroetileno Os componentes suscetíveis de afetarem a emissão de
poluentes gasosos e de partículas devem ser concebidos,
1.21.3 – Abreviaturas construídos e montados de modo a permitir que o mo-
tor, em utilização normal, e apesar das vibrações a que
CFV — Tubo de Venturi de escoamento crítico possa estar sujeito, satisfaça as disposições do presente
CLD — Detetor quimioluminescente diploma.
CI — Ignição por compressão As medidas técnicas tomadas pelo fabricante devem ser
FID — Detetor de ionização por chama de modo a assegurar que as emissões acima mencionadas
FS — Escala completa sejam efetivamente limitadas, nos termos do presente
HCLD — Detetor quimioluminiscente aquecido diploma, durante a vida normal do motor e em condições
HFID — Detetor aquecido de ionização por chama normais de utilização. Presume-se que essas disposições
NDIR — Analisador de infravermelho não dispersivo são satisfeitas se forem cumpridas as disposições dos
NG — Gás natural n.ºs 3.2.1, 3.2.3, 3.2.4, 3.2.5, 3.2.6 e 4.3.2.1.
NRSC — Ciclo de ensaios em condições estacionárias Se forem utilizados um catalisador e ou um filtro de
não rodoviário partículas, o fabricante deve provar, através de testes de
NRTC — Ciclo de ensaios em condições transientes durabilidade, para as fases I e II, que ele próprio pode
não rodoviário efetuar de acordo com a boa prática de engenharia, e
PDP — Bomba volumétrica através dos registos correspondentes, que se pode es-
SI — Ignição comandada perar que esses dispositivos pós-tratamento funcionem
SSV — Venturi subsónico. corretamente durante a vida do motor. Os registos devem
ser apresentados de acordo com os requisitos do n.º 4.2
2 – Marcações dos motores e, nomeadamente, do n.º 4.2.3. Deve ser fornecida ao
cliente uma garantia correspondente. É admissível a
2.1 – Os motores de ignição por compressão homologa- substituição sistemática do dispositivo após um deter-
dos de acordo com o presente diploma devem ostentar: minado tempo de funcionamento do motor. Quaisquer
2.1.1 – A marca ou nome do fabricante do motor, ajustamentos, reparações, desmontagens, limpezas ou
2.1.2 – O tipo do motor, ou família, se aplicável, e um substituições de componentes ou sistemas do motor,
único número de identificação, efetuados numa base periódica para evitar o mau fun-
2.1.3 – O número da homologação CE, conforme des- cionamento do motor em ligação com o dispositivo
crito no anexo VII, pós-tratamento, apenas podem ser efetuados na medida
2.1.4 – Etiquetas de acordo com o anexo XII, se o do tecnologicamente necessário para assegurar o correto
motor for colocado no mercado ao abrigo das disposições funcionamento do sistema de controlo de emissões. Os
do regime flexível. requisitos relativos a manutenção programada devem
2.2 – As marcas devem durar a vida útil do motor e ser incluídos no manual do cliente e abrangidos pelas
ser claramente legíveis e indeléveis. Se forem utiliza- disposições de garantia acima mencionadas, devendo
das etiquetas ou chapas, devem ser apostas de modo tal ser aprovados antes de ser concedida a homologação. As
que, além disso, a fixação dure a vida útil do motor e as partes do manual relativas à manutenção ou substituição
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dos dispositivos de pós-tratamento e às condições de 3.2.3 – Os valores das emissões de monóxido de car-
garantia devem ser incluídas na ficha de informações bono, de hidrocarbonetos, de óxidos de azoto e de partí-
cujo modelo consta do anexo II. culas obtidos não devem exceder, para a fase II, os valores
Todos os motores que expelem gases de escape mis- indicados no quadro a seguir:
turados com água são equipados com uma conexão no
sistema de escape do motor localizada a jusante do motor Potência útil
Monóxido
Hidrocarbonetos
Óxidos
Partículas
de carbono de azoto
e antes de qualquer ponto em que os gases de escape (P)
(CO)
(HC)
(NOX)
(PT)
(kW) (g/kWh) (g/kWh)
entrem em contacto com a água, ou qualquer outro meio (g/kWh) (g/kWh)
de arrefecimento ou lavagem, para a fixação temporária
de equipamento de recolha de emissões gasosas ou de 130 ≤ P ≤560 . . . . . . . 3,5 1,0 6,0 0,2
75 ≤ P <130 . . . . . . . . 5,0 1,0 6,0 0,3
partículas. É importante que a localização desta conexão 37 ≤ P <75 . . . . . . . . . 5,0 1,3 7,0 0,4
permita uma amostra de mistura bem representativa dos 18 ≤ P <37 . . . . . . . . . 5,5 1,5 8,0 0,8
gases de escape. Esta conexão é efetuada internamente
através de um tubo roscado com roscas normalizadas de 3.2.4 – As emissões de monóxido de carbono, do con-
dimensão não superior a meia polegada e é fechada por junto dos hidrocarbonetos e óxidos de azoto e de partículas
meio de um obturador quando não estiver a ser utilizada, não devem exceder, para a fase III-A, as quantidades
sendo autorizadas conexões equivalentes.
indicadas nos quadros seguintes:
3.2 – Especificações relativas às emissões de poluentes
Os componentes gasosos e as partículas emitidos pelo a) Motores para outras aplicações que não a propulsão
motor submetido a ensaio devem ser medidos através dos de embarcações de navegação interior, locomotivas e
métodos descritos no anexo V. automotoras ferroviárias:
Podem ser aceites outros sistemas ou analisadores se
conduzirem a resultados equivalentes aos dos seguintes Monóxido
Soma
sistemas de referência: Categoria: potência útil:
(P)
de carbono
de hidrocarbonetos
e óxidos de azoto
Partículas
(PT)
(CO)
(kW) (HC + NO) (g/kWh)
a) No que diz respeito às emissões gasosas medidas (g/kWh)
(g/kWh)
nos gases de escape brutos, o sistema indicado na figura 2
do anexo V; H: 130 kW ≤ P ≤ 560 kW. . . . 3,5 4,0 0,2
b) No que diz respeito às emissões gasosas medidas I: 75 kW ≤ P <130 kW . . . . . . 5,0 4,0 0,3
nos gases de escape diluídos de um sistema de diluição J: 37 kW≤P <75 kW. . . . . . . . 5,0 4,7 0,4
K:l9 kW ≤ P <37 kW . . . . . . . 5,5 7,5 0,6
do escoamento total, o sistema indicado na figura 3 do
anexo V;
c) Para as emissões de partículas, o sistema de diluição b) Motores a utilizar para a propulsão de embarcações
do escoamento total a funcionar quer com um filtro se- de navegação interior:
parado para cada modo quer pelo método do filtro único,
indicado na figura 13 do anexo V. Categoria: cilindrada Monóxido
Soma
de hidrocarbonetos Partículas
/potência útil: de carbono
e óxidos de azoto (PT)
(P) (CO)
(HC + NOx) (g/kWh)
A determinação da equivalência de sistemas deve-se ba- (litros por cilindro/kW) (g/kWh)
(g/kWh)
sear num estudo de correlação que inclua um ciclo de sete,
ou mais, ensaios entre o sistema em consideração e um ou V1:1 SV <0,9 e P ≥ 37 kW. . . . . 5,0 7,5 0,40
mais dos sistemas de referência acima mencionados. V1:2 0,9 ≤SV <1,2 . . . . . . . . . . . 5,0 7,2 0,30
Há equivalência se as médias dos valores ponderados V1:3 1,2 ≤SV <2,5 . . . . . . . . . . . 5,0 7,2 0,20
V1:4 2,5 ≤ SV <5 . . . . . . . . . . . . 5,0 7,2 0,20
das emissões em cada ciclo, obtidos com cada um dos V2:1 5 ≤SV <15 . . . . . . . . . . . . . 5,0 7,8 0,27
sistemas, não variem mais de ± 5 %. O ciclo a utilizar V2:2 15 ≤ SV <20 e P <3 300 kW 5,0 8,7 0,50
deve ser conforme indicado no n.º 3.7.1 do anexo III. V2:3 15 ≤ SV <20 e P> 3 300 kW 5,0 9,8 0,50
Para a introdução de um novo sistema no presente V2:4 20 ≤SV <25 . . . . . . . . . . . . 5,0 9,8 0,50
V2:5 25≤SV <30 . . . . . . . . . . . . 5,0 11,0 0,50
diploma, a determinação da equivalência deve basear-se
no cálculo da repetibilidade e reprodutibilidade, conforme
descrito na série de normas ISO 5725. c) Motores para a propulsão de locomotivas ferroviárias:
3.2.1 – Os valores das emissões de monóxido de car-
bono, de hidrocarbonetos, de óxidos de azoto e de partí- Categoria:
Monóxido
Conjunto
dos hidrocarbonetos Partículas
de carbono
culas obtidos não devem exceder, para a fase I, os valores potência útil (P)
(CO)
e óxidos de azoto (PT)
(kW) (HC + NOx) (g/kWh)
indicados no quadro a seguir: (g/kWh)
(g/kWh)
Monóxido Óxidos RL. A: 130 kW £ P £
Potência útil Hidrocarbonetos Partículas
de carbono de azoto
(P) (HC) (PT) 560 kW. . . . . . . . 3,5 4,0 0,2
(CO) (NOX)
(kW) (g/kWh) (g/kWh)
(g/kWh) (g/kWh)
Monóxido
Hidrocarbonetos Óxidos Partículas
de carbono
130 ≤ P ≤560 . . . . . . . 5,0 1,3 9,2 0,54 (CO)
(HC) de azoto (NOx) (PT)
75 ≤ P <130 . . . . . . . . 5,0 1,3 9,2 0,70 (g/kWh) (g/kWh) (g/kWh)
(g/kWh)
37 ≤ P <75 . . . . . . . . . 6,5 1,3 9,2 0,85
RH A: P > 560 kW 3,5 0,5 6,0 0,2
3.2.2 – Os valores-limite das emissões dados no número
anterior referem-se à saída do motor e devem ser conse- RH A: Motores P >
guidos antes de qualquer dispositivo de pós-tratamento 2 000 kW e SV. . .
3,5 0,4 7,4 0,2
> 5 l/cilindro. . . . . .
do escape.
1524 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
d) Motores para a propulsão de automotoras ferroviárias: 3.2.7 – Os valores-limite dos n.ºs 3.2.4, 3.2.5. e 3.2.6.
devem incluir os fatores de deterioração calculados de
Monóxido
Conjunto acordo com o apêndice 5 do anexo III.
Categoria: dos hidrocarbonetos Partículas
potência útil (P)
de carbono
e dos óxidos de azoto (PT) No caso dos valores-limites dos n.ºs 3.2.5 e 3.2.6, no
(CO)
(kW)
(g/kWh)
(HC + NOx)
(g/kWh)
(g/kWh) conjunto das condições de carga escolhidas ao acaso, per-
tencendo a uma área de controlo definida e com exceção
RC A: 130 kW <P . . . . . . . 3,5 4,0 0,20 das condições de funcionamento do motor não sujeitas a
uma tal disposição, as emissões recolhidas durante um
período não inferior a 30 segundos não devem ultrapassar
3.2.5 – As emissões de monóxido de carbono, hidrocar- 100% dos valores-limite indicados nos quadros supra-
bonetos e óxidos de azoto, ou a sua soma, se aplicável, e as mencionados.
emissões de partículas não devem exceder para a fase III-B 3.2.8 – Se conforme definido no n.º 5 juntamente com
as quantidades indicadas nos quadros seguintes: o apêndice 2 do anexo II, uma família de motores abran-
ger mais de que uma banda de potências, os valores das
a) Motores para outras aplicações que não a propulsão emissões do motor precursor para homologação e de todos
de locomotivas ou automotoras ferroviárias ou embarca- os tipos de motores dentro da mesma família na confor-
ções de navegação interior: midade da produção, devem satisfazer os requisitos mais
estritos da banda de potências mais elevada. O requerente
Categoria:
Monóxido
de carbono
Hidrocarbonetos
Óxidos
de azoto
Partículas é livre de restringir a definição das famílias de motores
potência útil: (P)
(kW)
CO
(HC)
(g/kWh)
(NOX)
(PT)
(g/kWh)
a bandas de potências únicas e de pedir a certificação de
(g/kWh) (g/kWh)
acordo com esse facto.
3.3 – Instalação na máquina móvel
L: 130 kW ≤ P ≤ 560 kW 3,5 0,19 2,0 0,025
M: 75 kW ≤ P <130 kW 5,0 0,19 3,3 0,025 A instalação do motor na máquina móvel deve satisfa-
N: 56 kW ≤ P <75 kW 5,0 0,19 3,3 0,025 zer as restrições estabelecidas no âmbito da homologação.
Além disso, devem ser sempre satisfeitas as seguintes
Conjunto características em relação à homologação do motor:
dos hidrocarbonetos 3.3.1 – A depressão na admissão não deve exceder a
e óxidos de azoto especificada para o motor homologado de acordo com os
(HC + NOX) (g/kWh)
apêndices 1 ou 3 do anexo II.
P: 37 kW ≤ P <56 kW 5,0 4,7 0,025
3.3.2 – A contrapressão de escape não deve exceder a
especificada para o motor homologado de acordo com os
apêndices 1 ou 3 do anexo II.
b) Motores para a propulsão de automotoras ferroviá-
rias:
4 – Especificação das avaliações da conformidade da produção
Categoria:
Monóxido
de carbono
Hidrocarbonetos
Óxido
de azoto
Partículas 4.1 – Em relação à verificação da existência de dis-
potência útil (P) (HC) (PT)
(kW)
(CO)
(g/kWh)
(NOX)
(g/kWh) posições e processos satisfatórios para assegurar o
(g/kWh) (g/kWh)
controlo efetivo da conformidade da produção antes
RC B: 130 kW <P . . . . . 3,5 0,19 2,0 0,025
da concessão da homologação, a autoridade de homo-
logação deve também aceitar como satisfazendo os
requisitos o cumprimento pelo fabricante da norma
c) Motores para propulsão de locomotivas: harmonizada EN ISO 9001, cujo âmbito abrange os
Monóxido
Soma motores em questão, ou de uma norma equivalente. O
Categoria:
Potência útil (P)
de carbono
de Hidrocarbonetos Partículas
e óxidos de azoto (PT)
fabricante deve fornecer pormenores sobre o cumpri-
(CO)
(kW)
(g/kWh)
(HC+NOX) (g/kWh) mento da norma e informar as autoridades de homolo-
(g/kWh)
gação de quaisquer revisões da sua validade ou âmbito.
Para verificar se os requisitos do n.º 3.2 são sempre
R B: 130 kW <P. . . . . . . . . . . . . 3,5 4,0 0,025
satisfeitos, devem ser efetuados controlos adequados
de produção.
3.2.6 – As emissões de monóxido de carbono, hidro- 4.2 – O titular da homologação deve, em especial:
carbonetos e óxidos de azoto, ou a sua soma, quando 4.2.1 – Assegurar a existência de processos para o con-
relevante, e as emissões de partículas não devem exce- trolo efetivo da qualidade do produto;
der para a fase IV as quantidades indicadas no quadro 4.2.2 – Ter acesso aos equipamentos de controlo ne-
seguinte: cessários para verificar a conformidade com cada tipo
a) Motores para outras aplicações que não a propulsão homologado.
de locomotivas ou automotoras ferroviárias ou embarca- 4.2.3 – Assegurar que os dados relativos aos resultados
ções de navegação anterior: dos ensaios sejam registados e que os documentos anexos
fiquem disponíveis durante um período a determinar de
acordo com a autoridade de homologação.
Monóxido Óxido
Categoria:
potência útil (P)
de carbono
Hidrocarbonetos
(HC)
de Azoto
Partículas
(PT)
4.2.4 – Analisar os resultados de cada tipo de ensaio,
(kW)
(CO)
(g/kWh)
(g/kWh)
(NOX)
(g/kWh)
(g/kWh) para verificar e assegurar a estabilidade das características
do motor, com margens para variações no processo de
produção industrial.
Q: 130 kW ≤ P ≤ 560 kW 3,5 0,19 0,4 0,025 4.2.5 – Assegurar que qualquer amostra de motores ou
R: 56 kW ≤ P <130 kW 5,0 0,19 0,4 0,025
componentes que indique não conformidade com o tipo
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1525
de ensaio considerado dê origem a outra amostragem e quisitos do n.º 4.3.2 não forem satisfeitos, a autoridade
outro ensaio. Devem ser tomadas todas as medidas ne- competente deve assegurar que sejam tomadas todas as
cessárias para restabelecer a conformidade de produção medidas necessárias para restabelecer a conformidade da
correspondente. produção tão rapidamente quanto possível.
4.3 – A autoridade competente que concedeu a homologa-
ção pode verificar em qualquer altura os métodos de controlo 5 – Parâmetros de definição da família de motores
da conformidade aplicáveis a cada unidade da produção.
4.3.1 – Devem ser apresentados ao inspetor visitante, A família de motores pode ser definida por parâmetro
em cada inspeção, os documentos relativos aos ensaios e básicos de projeto que devem ser comuns aos motores
os registos dos exames da produção. dentro da família. Nalguns casos pode haver interação
4.3.2 – Quando o nível da qualidade parecer insatis- de parâmetros. Esses efeitos devem também ser tidos em
fatório ou quando parecer ser necessário verificar a va- consideração para assegurar que apenas sejam incluídos
lidade dos dados apresentados em aplicação do disposto numa família de motores, os motores com características
no n.º 3.2 é adotado o seguinte procedimento: semelhantes em termos de emissões de escape.
4.3.2.1 – Retira-se um motor da série e submete-se esse Para que os motores possam ser considerados como
motor ao ensaio descrito no anexo III. Os valores das pertencentes à mesma família, devem apresentar uma série
emissões de monóxido de carbono, de hidrocarbonetos de características básicas comuns, designadamente:
e de óxidos de azoto e de partículas não devem exceder 5.1 – Ciclo combustão:
os valores indicados no quadro do n.º 3.2.1, sujeitos aos a) 2 tempos;
requisitos do n.º 3.2.2., ou os indicados nos quadros dos b) 4 tempos.
n.ºs 3.2.3 a 3.2.6.
4.3.2.2 – Se o motor retirado da série não satisfizer os 5.2 – Meio de arrefecimento:
requisitos do número anterior, o fabricante pode solicitar
que se efetuem medições numa amostra de motores com a) Ar;
a mesma especificação retirada da série e que inclua o b) Água;
motor inicialmente retirado. O fabricante estabelece a c) Óleo.
dimensão n da amostra, de acordo com o serviço técnico.
Todos os motores com exceção do inicialmente retirado 5.3 – Cilindrada unitária compreendida entre 85 % e
são sujeitos a um ensaio. 100 % da maior cilindrada dentro da família dos motores.
Determina-se então, a média aritmética (X) dos resul- 5.4 – Método de aspiração do ar.
tados obtidos na amostra no que respeita a cada poluente. 5.5 – Tipo de combustível: combustível para motores
Considera-se que a produção da série está conforme caso diesel.
seja satisfeita a seguinte condição: 5.6 – Tipo/conceção da câmara de combustão.
5.7 – Válvulas e janelas - configuração, dimensões e
número.
X + k. St ≤ L 5.8 – Sistema de combustível para motores diesel:
a) Bomba – tubagem – injetor;
n 2 3 4 5 6 7 8 9 10 b) Bomba em linha;
k 0,973 0,613 0,489 0,421 0,376 0,342 0,317 0,296 0,279 c) Bomba distribuidora;
n 11 12 13 14 15 16 17 18 19
d) Elemento único;
e) Injetor unitário.
k 0,265 0,253 0,242 0,233 0,224 0,216 0,210 0,203 0,198
0,860
5.9 – Características várias:
se n ≥ 20, k =
n a) Recirculação dos gases de escape;
b) Injeção/emulsão de água;
em que: c) Injeção de ar;
d) Sistema de arrefecimento de ar de sobrealimentação;
L é o valor – limite estabelecido nos n.ºs 3.2.1, 3.2.3, e) Tipo de ignição: por compressão.
3.2.4, 3.2.5 ou 3.2.6,
k é um fator estatístico dependente de n e dado no 5.10 – Pós-tratamento dos gases de escape:
quadro anterior, e
a) Catalisador de oxidação;
(x − x ) ,2
S2 = ¦
t b) Catalisador de redução;
n −1
c) Catalisador de três vias;
em que x qualquer um dos resultados individuais obtidos d) Reator térmico;
na amostra n. e) Coletor de partículas.
6 – Escolha do motor precursor
4.3.3 – A autoridade de homologação ou o serviço
técnico responsável pela verificação da conformidade da 6.1 – O motor precursor da família deve ser selecionado
produção devem efetuar ensaios com motores parcial ou utilizando o critério primário do débito de combustível
totalmente rodados, de acordo com as especificações do mais elevado por curso do êmbolo à velocidade de biná-
fabricante. rio máximo declarada. No caso de dois ou mais motores
4.3.4 – A frequência normal de inspeções autorizada partilharem este critério primário, o motor precursor deve
pela autoridade competente é de uma por ano. Se os re- ser selecionado utilizando o critério secundário do débito
1526 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
de combustível mais elevado por curso do êmbolo à velo- b) Quando a estratégia auxiliar de controlo das emissões
cidade nominal. Em determinadas circunstâncias, a auto- não é activada durante o ensaio de homologação, deve
ridade de homologação pode concluir que o pior caso de demonstrar-se que a estratégia auxiliar de controlo das
taxa de emissões da família pode ser caracterizado através emissões se mantém ativa apenas enquanto for necessário
do ensaio de um segundo motor. Assim, a autoridade de para os fins identificados no n.º 7.3.2.3.
homologação pode selecionar um motor adicional para
os ensaios com base em características que indiquem que 7.3.2.2. - As condições de controlo aplicáveis às fa-
esse motor pode ter os níveis de emissão mais elevados ses III-B e IV são as seguintes:
dos motores dessa família.
6.2 – Se os motores de uma família possuírem outras a) Condições de controlo para os motores da fase III-B:
características variáveis que possam ser consideradas i) Altitude não superior a 1 000 metros (ou pressão
como afetando as emissões de escape, essas característi- atmosférica equivalente a 90 kPa);
cas devem também ser identificadas e tidas em conta na ii) Temperatura ambiente compreendida entre 275 K e
seleção do motor precursor. 303 K (2 ºC a 30 ºC);
iii) Temperatura do líquido de arrefecimento do motor
7 – Prescrições relativas à homologação para as fases III-B e IV superior a 343 K (70 ºC);
7.1 – O presente número é aplicável à homologação dos iv) Se a estratégia auxiliar de controlo das emissões for
motores controlados electronicamente em que se recorre ativada quando o motor se encontrar a funcionar nas con-
ao controlo electrónico para determinar a quantidade e o dições de controlo enumeradas nas subalíneas anteriores,
momento da injeção de combustível (a seguir «motor»). a estratégia só deve ser ativada excecionalmente.
É aplicável independentemente da tecnologia aplicada a
tais motores para cumprir os valores-limite de emissões b) Condições de controlo para os motores da fase IV:
previstos nos n.os 3.2.5 e 3.2.6. i) Pressão atmosférica superior ou igual a 82,5 kPa;
7.2 – Definições ii) Temperatura ambiente no seguinte intervalo:
Para efeitos do presente número, entende-se por:
7.2.1 – «Estratégia de controlo das emissões», a com- igual ou superior a 266 K (–7 ºC);
binação de um sistema de controlo das emissões com inferior ou igual à temperatura determinada pela
uma estratégia de base de controlo das emissões e um equação seguinte à pressão atmosférica especificada:
conjunto de estratégias auxiliares de controlo das emis- Tc = – 0,4514 × (101,3 – pb) + 311, em que: Tc é a tempe-
sões, integrada na conceção global de um motor ou de ratura calculada do ar ambiente, em K, e Pb é a pressão
máquinas móveis não rodoviárias nas quais o motor é atmosférica, em kPa.
instalado.
7.2.2 – «Reagente», qualquer meio consumível ou iii) Temperatura do líquido de arrefecimento do motor
não recuperável exigido e utilizado para um funciona- superior a 343 K (70 ºC);
mento eficaz do sistema de pós-tratamento dos gases de iv) Se a estratégia auxiliar de controlo das emissões for
escape. ativada quando o motor se encontrar a funcionar nas con-
7.3 – Prescrições gerais dições de controlo enumeradas nas subalíneas anteriores,
7.3.1 – Prescrições relativas à estratégia de base de a estratégia só deve ser ativada se for demonstrado que é
controlo das emissões necessária para os fins identificados no n.º 7.3.2.3 e for
7.3.1.1 – A estratégia de base de controlo das emissões, aprovada pela entidade homologadora.
ativada em toda a gama de funcionamento do regime e
do binário do motor, é concebida de modo a permitir ao c) Funcionamento a baixas temperaturas
motor cumprir as disposições do presente diploma. Por derrogação dos requisitos da alínea anterior, pode ser
7.3.1.2 – É proibida qualquer estratégia de base de utilizada uma estratégia auxiliar de controlo das emissões
controlo das emissões que possa distinguir entre um fun- num motor da fase IV equipado com recirculação dos gases
cionamento do motor nas condições de um ensaio de de escape (EGR) quando a temperatura ambiente for inferior a
homologação normalizado e outras condições de funcio- 275 K (2 ºC) e se estiver preenchido um dos seguintes critérios:
namento e reduzir subsequentemente o nível de controlo
das emissões quando o motor não funcione em condições i) A temperatura do coletor de admissão é inferior
substancialmente incluídas no procedimento de homo- ou igual à temperatura definida pela seguinte equação:
logação. IMTc = PIM / 15,75 + 304,4, em que: IMTc é o valor cal-
7.3.2 – Prescrições relativas a estratégias auxiliares de culado da temperatura do coletor de admissão, em K, e
controlo das emissões PIM é a pressão absoluta, em kPa, no coletor de admissão;
7.3.2.1 – Uma estratégia auxiliar de controlo das emis- ii) A temperatura do líquido de arrefecimento é inferior
sões pode ser utilizada para um motor ou uma máquina ou igual à temperatura definida pela seguinte equação:
móvel não rodoviária, desde que a estratégia auxiliar de ECTc = PIM / 14,004 + 325,8, em que: ECTc é o valor
controlo das emissões, quando ativada, altere a estraté- calculado da temperatura do líquido de arrefecimento
gia de base de controlo das emissões em resposta a um do motor, em K, e PIM é a pressão absoluta, em kPa, no
conjunto específico de condições ambientes e ou de fun- coletor de admissão.
cionamento, mas não reduza permanentemente a eficácia
do sistema de controlo das emissões: 7.3.2.3 – Uma estratégia auxiliar de controlo das emis-
sões pode ser ativada para os seguintes fins em especial:
a) Quando a estratégia auxiliar de controlo das emis-
sões é activada durante o ensaio de homologação, não são a) Por sinais a bordo, para proteger contra danos o
aplicáveis os n.ºs 7.3.2.2 e 7.3.2.3; motor (incluindo a proteção do dispositivo de tratamento
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1527
do ar) e ou a máquina móvel não rodoviária na qual o 7.3.3.2 – Os elementos adicionais referidos na alínea b)
motor está instalado; do número anterior são tratados como estritamente con-
b) Por razões de segurança operacional; fidenciais. Devem ser disponibilizados à entidade homo-
c) Para prevenir emissões excessivas durante o arranque logadora a pedido desta. A entidade homologadora deve
a frio, o período de aquecimento ou a paragem; tratar estes elementos como confidenciais.
d) Se for utilizada para afrouxar o controlo de um po- 7.4 – Prescrições para as medidas de controlo das emis-
luente regulamentado em condições ambientais ou de sões de NOx para os motores da fase III-B.
funcionamento específicas para manter o controlo sobre 7.4.1 – O fabricante deve facultar informação que des-
todos os outros poluentes regulamentados dentro dos creva integralmente as características de funcionamento
valores-limite de emissão aplicáveis ao motor em questão. das medidas de controlo dos NOx usando para o efeito os
O objetivo é compensar fenómenos que ocorrem natural- documentos previstos no n.º 2 do apêndice 1 do anexo II
mente de uma maneira que permita o controlo aceitável e no n.º 2 do apêndice 3 do anexo II.
de todos os constituintes das emissões. 7.4.2 – Se o sistema de controlo das emissões exigir um
reagente, as características desse reagente, nomeadamente
7.3.2.4 – O fabricante deve demonstrar ao serviço téc- tipo de reagente, informação sobre a concentração quando
nico aquando do ensaio de homologação que o funcio- o reagente está em solução, temperaturas de funciona-
namento de qualquer estratégia auxiliar de controlo das mento e referência às normas internacionais relativas à
emissões cumpre o disposto no n.º 7.3.2. A demonstração composição e à qualidade, devem ser especificadas pelo
consiste numa avaliação da documentação referida no fabricante, no n.º 2.2.1.13 do apêndice 1 e no n.º 2.2.1.13
n.º 7.3.3. do apêndice 3 do anexo II.
7.3.2.5 – É proibido fazer funcionar qualquer estratégia 7.4.3 – A estratégia de controlo das emissões do
auxiliar de controlo das emissões de modo não conforme motor deve estar operacional em todas as condições
com o n.º 7.3.2. ambientais que se encontram normalmente no território
7.3.3 – Prescrições em matéria de documentação da Comunidade, nomeadamente a baixas temperaturas
7.3.3.1 – Ao apresentar o pedido de homologação ao ambientes.
serviço técnico, o fabricante deve juntar um dossiê de 7.4.4 – O fabricante deve demonstrar, em caso de uti-
informação que garanta o acesso a todos os elementos de lização de um reagente, que a emissão de amoníaco não
conceção e a todas as estratégias de controlo das emis- excede um valor médio de 25 ppm durante o ciclo de
sões e aos meios pelos quais a estratégia auxiliar controla ensaio aplicável do procedimento de homologação.
direta ou indiretamente as variáveis de saída. O dossiê de 7.4.5 – Se existirem reservatórios de reagente separa-
informação deve ser apresentado em duas partes: dos instalados numa máquina móvel não rodoviária ou
a ela ligados, devem ser incluídos os meios para colher
a) o dossiê de homologação, anexado ao pedido de uma amostra do reagente dos reservatórios. O ponto de
homologação, deve incluir um panorama completo da es- recolha deve ser de fácil acesso, sem que seja necessário
tratégia de controlo das emissões. Deve demonstrar-se que uma ferramenta ou um dispositivo especial.
foram identificados todos os valores de saída permitidos 7.4.6 – Prescrições para utilização e manutenção
por uma matriz obtida a partir dos intervalos de controlo 7.4.6.1 – Em conformidade com o n.º 4 do artigo 6.º
dos valores de entrada individuais. Estes elementos devem a homologação está subordinada ao fornecimento a cada
ser anexados ao dossiê de informação em conformidade operador das máquinas móveis não rodoviárias instruções
com o anexo II; escritas compreendendo a seguinte informação:
b) os elementos adicionais, apresentados ao serviço
técnico mas não anexados ao pedido de homologação, a) Advertências pormenorizadas, explicando os possí-
devem incluir todos os parâmetros modificados por qual- veis problemas de funcionamento decorrentes da operação,
quer estratégia auxiliar de controlo das emissões e pelas utilização ou manutenção incorretas do motor instalado,
condições-limite em que esta estratégia funciona e em acompanhadas das respetivas medidas corretoras;
especial: b) Advertências pormenorizadas sobre a utilização in-
correta da máquina susceptível de provocar disfunciona-
i) Uma descrição da lógica de controlo e das estratégias mentos do motor, acompanhadas das respetivas medidas
de regulação e dos pontos de comutação, durante todos os corretoras;
modos de funcionamento para o sistema de alimentação e c) Informação sobre a utilização correta do rea-
outros sistemas essenciais, resultando no controlo eficaz gente, acompanhada de instruções sobre a recarga do
das emissões (sistema de recirculação dos gases de escape reagente entre as operações de manutenção periódicas
(EGR) ou dosagem do reagente, por exemplo); normais;
ii) Uma justificação para a utilização de qualquer es- d) Uma advertência clara de que o certificado de homo-
tratégia auxiliar de controlo das emissões aplicada ao logação, emitido para o tipo de motor em causa, só é válido
motor, acompanhada de elementos e dados de ensaio, quando estão reunidas todas as condições seguintes:
que demonstre o efeito sobre as emissões de escape. Esta
justificação pode ser baseada em dados de ensaio, numa i) O motor funciona, é utilizado e mantido de acordo
análise técnica bem fundamentada, ou numa combinação com as instruções fornecidas;
de ambos; ii) Foram tomadas medidas imediatas para corrigir o
iii) Uma descrição pormenorizada dos algoritmos ou funcionamento, a utilização ou a manutenção incorretos
dos sensores (se aplicável) utilizados para identificar, em conformidade com as medidas corretoras indicadas
analisar, ou diagnosticar o funcionamento incorreto do pelas advertências referidas nas alíneas a) e b);
sistema de controlo dos NOX; iii) Não ocorreu qualquer utilização incorreta deliberada
iv) A tolerância utilizada para cumprir os requisitos do do motor, em especial a desativação ou a falta de manuten-
n.º 7.4.7.2, independentemente dos meios utilizados. ção de um sistema EGR ou de dosagem de reagente.
1528 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
As instruções devem ser redigidas de forma clara e reagente dos reservatórios. O ponto de recolha deve ser
não técnica utilizando os mesmos termos utilizados no de fácil acesso, sem que seja necessário uma ferramenta
manual de utilização da máquina móvel não rodoviária ou um dispositivo especial.
ou do motor. 7.5.5 – A homologação deve ser subordinada, em con-
7.4.7 – Controlo do reagente (se aplicável) formidade com o n.º 3 do artigo 4.º, ao seguinte:
7.4.7.1 – Em conformidade com o n.º 4 do artigo 6.º,
a homologação está subordinada ao fornecimento de in- a) Fornecimento a cada operador das máquinas móveis
dicadores ou outros meios adequados, de acordo com a não rodoviárias de instruções de manutenção escritas;
configuração das máquinas móveis não rodoviárias, para b) Fornecimento ao fabricante de equipamento de ori-
informar o operador do seguinte: gem (OEM) de documentação de instalação do motor,
incluindo do sistema de controlo das emissões que faz
a) Quantidade de reagente restante no reservatório de parte do tipo de motor homologado;
armazenagem de reagente e, através de um sinal específico c) Fornecimento ao OEM de instruções sobre um sis-
adicional, quando o volume do reagente restante é inferior tema de aviso do operador, um sistema de persuasão e
a 10 % da capacidade total do reservatório; (se for caso disso) proteção contra o congelamento do
b) Quando o reservatório de reagente fica vazio, ou reagente;
quase vazio; d) Aplicação das disposições em matéria de instruções
c) Quando o reagente no reservatório de armazenagem para os operadores, documentação de instalação, sistema
não cumpre as características declaradas e registadas no de aviso do operador, sistema de persuasão e proteção
n.º 2.2.1.13 do apêndice 1 e no n.º 2.2.1.13 do apêndice \3 contra o congelamento previstas no apêndice 1.
do anexo II, de acordo com os meios de avaliação ins-
talados;
d) Quando a actividade de dosagem do reagente é in- 7.6 – Zona de controlo para a fase IV
terrompida, nos casos em que a ação não é executada pelo Em conformidade com o n.º 3.2.7, para os motores da
módulo de controlo electrónico do motor ou pelo disposi- fase IV as emissões recolhidas por amostragem dentro
tivo de regulação da dosagem, em reação às condições de da zona de controlo definida no apêndice 2, não devem
funcionamento do motor em que a dosagem não é exigida, ultrapassar em mais de 100 % os valores-limite das emis-
desde que estas condições de funcionamento tenham sido sões no quadro 3.2.6.
comunicadas à entidade homologadora. 7.6.1 – Prescrições em matéria de demonstração
O serviço técnico deve selecionar até três pontos alea-
7.4.7.2 – À discrição do fabricante, os requisitos em tórios de carga e de velocidade dentro da zona de con-
matéria de conformidade do reagente com as característi- trolo para o ensaio. O serviço técnico deve igualmente
cas declaradas e a tolerância às emissões de NOx que lhe determinar, aleatoriamente uma sequência dos pontos
está associada devem ser satisfeitos por um dos seguintes de ensaio. O ensaio deve ser realizado em conformidade
meios: com as principais prescrições do NRSC, mas cada ponto
do ensaio deve ser avaliado separadamente. Cada ponto
a) Meios diretos, como a utilização de um sensor da de ensaio deve cumprir os valores-limite definidos no
qualidade do reagente; número anterior.
b) Meios indiretos, como a utilização de um sensor de 7.6.2 – Prescrições de ensaio
NOx no escape para avaliar a eficácia do reagente; O ensaio deve ser efetuado logo após os ciclos de ensaio
c) Quaisquer outros meios, desde que a sua eficácia seja em modo discreto descritos no anexo III.
pelo menos igual à que resulta da utilização dos meios No entanto, se o fabricante, em conformidade com o
indicados em a) ou b) e os requisitos principais do presente n.º 1.2.1 do anexo III, optar por utilizar o procedimento do
número sejam respeitados. anexo 4-B do Regulamento UNECE n.º 96, com a redação
que lhe foi dada pela série 03 de alterações, o ensaio deve
7.5 – Prescrições em matéria de medidas de controlo ser efetuado do seguinte modo:
das emissões de NOX para os motores da fase IV.
7.5.1 – O fabricante deve facultar informação que des- a) O ensaio deve ser efetuado logo após os ciclos
creva integralmente as características de funcionamento de ensaio em modo discreto, tal como se descreve nas
das medidas de controlo dos NOX usando para o efeito os alíneas a) a e) do n.º 7.8.1.2 do anexo 4-B do Regula-
documentos previstos no n.º 2 do apêndice 1 do anexo II mento UNECE n.º 96, com a redação que lhe foi dada
e no n.º 2 do apêndice 3 do anexo II. pela série 03 de alterações, mas antes dos procedimentos
7.5.2 – A estratégia de controlo das emissões do motor pós-ensaio da alínea f) ou após o ensaio RMC (ciclos
deve estar operacional em todas as condições ambientais com rampas de transição) descrito nas alíneas a) a d)
que se encontram normalmente no território da União, do n.º 7.8.2.2 do anexo 4-B do Regulamento UNECE
nomeadamente a baixas temperaturas ambientes. Este n.º 96, com a redação que lhe foi dada pela série 03 de
requisito não está limitado às condições em que uma estra- alterações, mas antes dos procedimentos pós-ensaio da
tégia de base de controlo das emissões deve ser utilizada, alínea e), conforme o caso;
tal como indicado no n.º 7.3.2.2. b) Os ensaios devem ser efetuados, tal como previsto
7.5.3 – Se for utilizado um reagente, o fabricante deve nas alíneas b) a e) do n.º 7.8.1.2. do anexo 4-B do Regu-
demonstrar que as emissões de amoníaco durante o ciclo lamento UNECE n.º 96, com a redação que lhe foi dada
NRTC ou NRSC a quente do procedimento de homolo- pela série 03 de alterações, utilizando o método dos filtros
gação não excedem um valor médio de 10 ppm. múltiplos (um filtro para cada ponto de ensaio) para cada
7.5.4 – Se existirem reservatórios de reagente instalados um dos três pontos de ensaio escolhidos;
numa máquina móvel não rodoviária ou a ela ligados, c) Deve ser calculado um valor de emissões específico
devem ser incluídos os meios para colher uma amostra do (em g/kWh) para cada ponto de ensaio;
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1529
d) Os valores das emissões podem ser calculados em cientemente a montante de quaisquer sondas de recolha
base molar, em conformidade com o apêndice A.7, ou em de amostras para assegurar a mistura completa com os
termos de massa, em conformidade com o apêndice A.8, gases de escape do motor antes da recolha de amostras.
mas devem ser coerentes com o método utilizado para o O tubo de escape do cárter deve penetrar na corrente livre
ensaio em modo discreto ou RMC; de gases de escape, para evitar efeitos de camada-limite
e) Para o cálculo de valores acumulados de gases, Nmode e facilitar a mistura. A saída do tubo de escape do cárter
deve ser 1 e deve ser utilizado um fator de ponderação pode estar orientada em qualquer direção relativamente
de 1; ao fluxo dos gases de escape brutos.
f) Para os cálculos de partículas, deve utilizar-se o mé-
todo dos filtros múltiplos e para os cálculos de valores 8 – Seleção da categoria de potência do motor
acumulados Nmode deve ser 1 e deve ser utilizado um fator 8.1 – Para efeitos do estabelecimento da conformi-
de ponderação de 1. dade dos motores de velocidade variável definidos nas
alíneas a) e c) do n.º 1 do artigo 2.º com os limites de
7.7 – Controlo das emissões de gases do cárter dos emissão indicados no n.º 3 do presente anexo, os referidos
motores da fase IV motores devem ser afetados a gamas de potência com
7.7.1 – As emissões do cárter não devem ser descar- base no valor mais elevado da potência útil, medida em
regadas diretamente para a atmosfera ambiente, com a conformidade com o n.º 1.4 do presente anexo.
exceção mencionada no n.º 7.7.3. 8.2 – Para outros tipos de motor, deve ser utilizada a
7.7.2 – Os motores podem descarregar as emissões de potência útil nominal.
gases do cárter no escape a montante de qualquer dispo-
sitivo de pós-tratamento durante todo o funcionamento. APÊNDICE 1
7.7.3 – Os motores equipados com turbocompressores,
bombas, ventoinhas, ou compressores de sobrealimenta- Requisitos para garantir o funcionamento correto
ção para admissão de ar podem descarregar as emissões das medidas de controlo dos NOx
de gases do cárter para a atmosfera ambiente. Nesse caso,
as emissões do cárter devem ser adicionadas às emissões 1 – Introdução
de escape (física ou matematicamente) durante todos os O presente anexo define os requisitos para garantir o
ensaios de emissões, em conformidade com o número funcionamento correto das medidas de controlo dos NOx.
seguinte. Inclui requisitos para os motores que utilizam um reagente
7.7.3.1 – Emissões do cárter para reduzir as emissões.
As emissões do cárter não devem ser descarregadas 1.1 – Definições e abreviaturas
diretamente para a atmosfera ambiente, com a seguinte «Sistema de diagnóstico do controlo dos NOx (NCD)»
exceção: os motores equipados com turbocompressores, designa um sistema a bordo do motor que tem capacidade
bombas, ventoinhas ou compressores de sobrealimentação para:
para admissão de ar podem descarregar as emissões do
cárter para a atmosfera ambiente se essas emissões forem a) Detetar uma anomalia no controlo dos NOx;
acrescentadas às emissões de gases de escape (física ou b) Identificar a causa provável das anomalias no con-
matematicamente) durante todos os ensaios de emissões. trolo dos NOx recorrendo à informação armazenada na
Os fabricantes que façam uso desta exceção devem instalar memória de um computador e ou comunicar essa infor-
os motores por forma a que todas as emissões do cárter mação ao exterior.
possam ser encaminhadas para o sistema de recolha de
amostras das emissões. Para efeitos do presente número, «Anomalia no controlo dos NOx (NCM)» designa uma
as emissões do cárter que são encaminhadas para o dispo- tentativa de manipulação do sistema de controlo dos NOx
sitivo de escape a montante do sistema de pós-tratamento de um motor ou uma anomalia que afete o referido sistema
das emissões de escape durante todo o funcionamento não passível de dever-se a intervenção abusiva cuja deteção
são consideradas como sendo descarregadas diretamente exige a ativação de um sistema de aviso ou de persuasão
para a atmosfera ambiente. em conformidade com o presente diploma.
As emissões do cárter devem ser encaminhadas para o sis- «Código de diagnóstico de anomalia (DTC)» designa
tema de escape para medição das emissões do seguinte modo: um identificador numérico ou alfanumérico que identifica
ou designa uma NCM.
a) As paredes da tubagem devem ser lisas, feitas de «Código de diagnóstico de anomalia (DTC) confirmado
materiais condutores de eletricidade que não reajam com e ativado» designa um DTC que é armazenado durante
as emissões do cárter. Os tubos devem ser o mais curtos o período em que o sistema NCD chega à conclusão de
possível; que se verifica uma anomalia.
b) Os tubos utilizados no laboratório para recolher as «Analisador» designa um equipamento de ensaio externo
emissões do cárter devem apresentar o mínimo de curvas utilizado para a comunicação exterior com o sistema NCD.
possível e, quando estas forem inevitáveis, o raio de qual- «Família de motores NCD» designa o agrupamento,
quer curvatura deve ser tão grande quanto possível; definido pelo fabricante, de sistemas motores dotados de
c) Os tubos utilizados no laboratório para recolher as métodos comuns de monitorização/diagnóstico de NCM.
emissões do cárter devem cumprir as especificações do
fabricante do motor para a contrapressão do cárter;
2 – Prescrições gerais
d) A tubagem de escape do cárter deve estar ligada ao
dispositivo de evacuação dos gases de escape brutos a O sistema motor deve ser equipado com um NCD
jusante de qualquer sistema de pós-tratamento, a jusante capaz de identificar as NCM consideradas no presente
de qualquer restrição de gases de escape instalada e sufi- anexo. Qualquer sistema motor abrangido pelo âmbito
1530 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
de aplicação do presente número deve ser concebido, 2.3.2.2 – Critérios de conceção para um sistema aque-
construído e instalado para lhe poder dar cumprimento cido
durante a vida útil do motor em condições normais de Um sistema aquecido deve ser concebido de modo a
utilização. Na consecução deste objetivo é aceitável que cumprir os requisitos de desempenho estabelecidos no
os motores que tenham ultrapassado o período de vida presente número quando ensaiado de acordo com o pro-
útil, conforme especificado no n.º 3.1 do apêndice 5 do cedimento definido.
anexo III, apresentem uma deterioração no desempenho e 2.3.2.2.1 – O sistema de reservatório e de dosagem do
na sensibilidade do NCD, pelo que os limiares indicados reagente deve ser estabilizado a 255 K (–18 ºC) durante
no presente anexo podem ser ultrapassados antes de o 72 horas ou até o reagente passar ao estado sólido, con-
sistema de aviso e ou persuasão serem ativados. soante o que ocorra primeiro.
2.1 – Informações exigidas 2.3.2.2.2 – Após o período de estabilização previsto
2.1.1 – Se o sistema de controlo das emissões exigir no n.º 2.3.2.2.1, a máquina/o motor é posta/o a funcionar
um reagente, as características desse reagente, incluindo o a uma temperatura ambiente igual ou inferior a 266 K
tipo de reagente, informação sobre a concentração quando (–7 ºC) de acordo com o seguinte ciclo:
o reagente está em solução, temperaturas de funciona-
mento e referência às normas internacionais relativas à a) 10 a 20 minutos em marcha lenta sem carga;
composição e à qualidade, devem ser especificadas pelo b) Seguidos de um período máximo de 50 minutos com
fabricante no n.º 2.2.1.13 do apêndice 1 e no n.º 2.2.1.13 uma carga não superior a 40% da carga nominal.
do apêndice 3 do anexo II.
2.1.2 – Aquando da homologação devem ser comunica- 2.3.2.2.3 – Após a conclusão do procedimento de ensaio
das à entidade homologadora informações pormenorizadas previsto no número anterior, o sistema de dosagem do
por escrito sobre as características de funcionamento do reagente deve estar plenamente funcional.
sistema de aviso do operador no n.º 4 e sobre o sistema 2.3.2.3 – A avaliação dos critérios de conceção pode ser
de persuasão do operador no n.º 5. realizada numa célula fria da câmara de ensaio utilizando
2.1.3 – O fabricante deve facultar documentação sobre a uma máquina completa ou componentes representativos
instalação que, quando utilizada pelos OEM, assegure que dos que são instalados numa máquina ou com base em
o motor, incluindo o sistema de controlo das emissões que ensaios no terreno.
faz parte do tipo de motor homologado, quando instalado 2.3.3 – Ativação do sistema de aviso e de persuasão do
na máquina, funcione, em conjugação com as necessárias operador num sistema não aquecido
partes da máquina, por forma a cumprir os requisitos do 2.3.3.1 – O sistema de aviso do operador descrito no
presente anexo. Esta documentação deve incluir as prescri- n.º 4 deve ser ativado se não se verificar uma dosagem de
ções técnicas pormenorizadas e as disposições do sistema reagente a uma temperatura ambiente ≤ 266 K (–7 ºC).
motor (software, hardware e comunicação), necessárias 2.3.3.2 – O sistema de persuasão de alta intensidade
para a correta instalação do sistema motor na máquina. descrito no n.º 5.4 deve ser ativado se não se verificar uma
2.2 – Condições de funcionamento dosagem de reagente num período máximo de 70 minutos
2.2.1 – O NCD deve estar operacional nas seguintes após o arranque do motor a uma temperatura ambiente
condições: de ≤ 266 K (–7 ºC).
2.4 – Prescrições aplicáveis ao diagnóstico
a) A todas as temperaturas ambientes entre 266 K e 2.4.1 – O NCD deve poder identificar as NCM abran-
308 K (–7 ºC e 35 ºC); gidas pelo presente anexo através de DTC armazenados
b) A qualquer altitude abaixo de 1 600 m; na memória do computador e comunicar essa informação
c) A temperaturas do líquido de arrefecimento do motor ao exterior, mediante pedido.
superiores a 343 K (70 ºC). 2.4.2 – Prescrições aplicáveis ao registo dos DTC
2.4.2.1 – O sistema NCD deve registar um DTC por
O presente número não é aplicável no caso de mo- cada anomalia distinta no controlo dos NOX (NCM).
nitorização do nível de reagente no reservatório de ar- 2.4.2.2 – O sistema NCD deve concluir no prazo de
mazenamento se a monitorização for efetuada em todas 60 minutos de funcionamento do motor se existe alguma
as condições nas quais as medições sejam tecnicamente anomalia detetável. Nesse momento, deve ser registado
exequíveis (por exemplo, em todas as condições em que um DTC «confirmado e ativo» e o sistema de aviso ativado
um líquido reagente não esteja congelado). em conformidade com o n.º 4.
2.3 – Proteção contra o congelamento do reagente 2.4.2.3 – Nos casos em que é necessário um tempo de
2.3.1 – É admissível utilizar um reservatório e um funcionamento superior a 60 minutos para os dispositivos
sistema de dosagem do reagente aquecidos ou não aque- de monitorização detetarem e confirmarem com exatidão
cidos. Um sistema aquecido deve cumprir os requisitos uma NCM (por exemplo, dispositivos de monitorização
do n. 2.3.2. Um sistema não aquecido deve cumprir os que utilizam modelos estatísticos ou relativos ao consumo
requisitos do n.º 2.3.3. de fluido da máquina), a entidade homologadora pode
2.3.1.1 – O uso de um reservatório e de um sistema autorizar um período mais longo de monitorização, desde
de dosagem do reagente não aquecidos deve ser indi- que o fabricante justifique a necessidade desse período
cado nas instruções escritas fornecidas ao proprietário mais longo (por exemplo, razões técnicas, resultados ex-
da máquina. perimentais, experiência da empresa, etc.).
2.3.2 – Reservatório de reagente e sistema de dosagem 2.4.3 – Prescrições aplicáveis ao apagamento dos DTC
2.3.2.1 – Se o reagente tiver congelado, o reagente deve
ficar disponível para uso num período máximo de 70 mi- a) Os DTC não devem ser apagados pelo próprio sis-
nutos após o arranque do motor à temperatura ambiente tema NCD da memória do computador enquanto a ano-
de 266 K ( –7 ºC). malia relacionada com esse DTC não tiver sido reparada;
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1531
b) O sistema NCD pode apagar todos os DTC mediante 3.2 – As instruções devem indicar os requisitos para a
pedido de um analisador ou de uma ferramenta de manu- utilização e a manutenção corretas dos motores, a fim de
tenção proprietários facultados pelo fabricante do motor manter o respetivo desempenho em matéria de emissões,
a pedido, ou através de um código de acesso fornecido incluindo, quando for caso disso, a utilização correta de
pelo fabricante do motor. reagentes de consumo.
3.3 – As instruções devem ser redigidas de forma clara
2.4.4 – Um sistema NCD não deve ser programado nem e não técnica utilizando os mesmos termos utilizados no
de outra forma concebido para ser desativado parcial ou manual de utilização da máquina móvel não rodoviária
totalmente em função da idade da máquina durante o pe- ou do motor.
ríodo de vida útil do motor, não devendo o sistema conter 3.4 – As instruções devem indicar se devem ser os
qualquer algoritmo ou estratégia concebida para reduzir a operadores a reabastecer os reagentes de consumo durante
eficácia do sistema NCD ao longo do tempo. os intervalos normais de manutenção, a especificação
2.4.5 – Os eventuais códigos ou parâmetros de fun- da qualidade exigida do reagente e ainda o modo como
cionamento reprogramáveis do sistema NCD devem ser o operador deve reabastecer o reservatório de reagente.
resistentes a qualquer intervenção abusiva. A informação deve indicar ainda um valor provável de
2.4.6 – Família de motores NCD consumo de reagente para o tipo de motor e a frequência
Compete ao fabricante determinar a composição de com que deve ser efetuado o reabastecimento.
uma família NCD. O agrupamento de sistemas motores 3.5 – As instruções devem mencionar que a utilização
numa família de motores NCD deve assentar nas boas e o reabastecimento do reagente exigido com as especi-
práticas de engenharia e está sujeito a homologação pela ficações corretas são essenciais para que o motor esteja
entidade homologadora. conforme às exigências para a emissão da homologação
Motores que não pertencem à mesma família de moto- para o tipo de motor em causa.
res podem, todavia, pertencer à mesma família de motores 3.6 – As instruções devem explicar o modo como os
NCD. sistemas de aviso e de persuasão do operador funcionam.
2.4.6.1 – Parâmetros que definem uma família de mo- Além disso, devem ser explicadas quais as consequências,
tores NCD em termos de desempenho e de registo de anomalias, de se
Uma família de motores NCD caracteriza-se por pa- ignorar o sistema de aviso e não reabastecer de reagente
râmetros técnicos de base comuns aos sistemas motores ou corrigir o problema.
pertencentes à família.
Para pertencerem à mesma família de motores NCD, 4 – Sistema de aviso do operador
os sistemas motores devem ter em comum os parâmetros
de base indicados em seguida: 4.1 – A máquina deve dispor de um sistema de aviso
do operador, utilizando indicadores óticos, que informe
a) Sistemas de controlo das emissões; o operador quando houver deteção de nível de reagente
b) Métodos de monitorização NCD; baixo, qualidade de reagente incorreta, interrupção da
c) Critérios de monitorização NCD; dosagem ou anomalia do tipo especificado no n.º 9 con-
d) Parâmetros de monitorização (por ex., frequência). ducente à ativação do sistema de persuasão do operador se
o problema não for atempadamente corrigido. O sistema
Estas semelhanças devem ser comprovadas pelo fabri- de aviso deve permanecer ativo quando o sistema de per-
cante por meio de dados técnicos pertinentes ou outros suasão do operador descrito no n.º 5 for ativado.
procedimentos apropriados, sujeitos a aprovação pela 4.2 – O aviso não deve ser o mesmo utilizado para si-
entidade homologadora. nalização de avaria ou outro tipo de manutenção do motor,
O fabricante pode requerer a autorização da entidade mas pode utilizar o mesmo sistema de aviso.
homologadora relativamente a diferenças menores nos 4.3 – O sistema de aviso do operador pode consistir em
métodos de monitorização/diagnóstico do sistema NCD uma ou mais luzes ou mostrar mensagens curtas, que podem
devido à variação da configuração do sistema motor, incluir, por exemplo, mensagens que indiquem claramente:
quando estes métodos forem considerados semelhantes
pelo fabricante e apenas divergirem para corresponder a O tempo que resta até à ativação dos sistemas de per-
características específicas dos componentes em causa (por suasão de baixa e ou alta intensidade;
exemplo, tamanho, caudal de escape, etc.); as semelhanças A quantificação da persuasão de baixa e ou alta intensi-
devem assentar nas boas práticas de engenharia. dade, por exemplo a quantidade de redução do binário;
As condições em que o bloqueio da máquina pode ser
anulado.
3 – Prescrições de manutenção
3.1 – O fabricante deve fornecer ou providenciar para Caso sejam mostradas mensagens, o sistema utilizado
que sejam fornecidas, a todos os proprietários de novos para as mostrar pode ser o mesmo utilizado para outros
motores ou máquinas, instruções escritas sobre o sis- fins de manutenção.
tema de controlo das emissões e o seu correto funcio- 4.4 – Por opção do fabricante, o sistema de aviso pode
namento. incluir uma componente sonora para alertar o operador.
Estas instruções devem indicar que, se o sistema de É permitida a supressão de avisos sonoros pelo operador.
controlo das emissões não funcionar corretamente, o ope- 4.5 – O sistema de aviso do operador deve ser ativado
rador é informado da existência de um problema pelo como especificado nos n.ºs 2.3.3.1, 6.2, 7.2, 8.4 e 9.3,
sistema de aviso do operador e que a ativação do sistema respetivamente.
de persuasão do operador como consequência do facto 4.6 – O sistema de aviso do operador deve ser desati-
de ignorar esse aviso leva a que a máquina não possa vado logo que as condições para a sua ativação tenham
desempenhar a sua missão. deixado de existir. O sistema de aviso do operador não
1532 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
deve ser automaticamente desativado sem que a causa da 5.4.2 – O sistema de persuasão de alta intensidade
sua ativação tenha sido corrigida. deve reduzir a utilidade da máquina a um nível que seja
4.7 – O sistema de aviso pode ser temporariamente suficientemente dispendioso para obrigar o operador a
interrompido por outros sinais de aviso que transmitam resolver quaisquer problemas relacionados com as secções
mensagens de segurança importantes. 6 a 9. São aceitáveis as seguintes estratégias:
4.8 – Os procedimentos de ativação e desativação do 5.4.2.1 – O binário do motor entre o binário máximo e o
sistema de aviso do operador são descritos em pormenor ponto de ruptura do regulador deve ser gradualmente redu-
no n.º 11. zido a partir do binário de persuasão de baixa intensidade
4.9 – No âmbito do pedido de homologação nos ter- indicado na figura 1, à razão mínima de 1% por minuto,
mos do presente diploma, o fabricante deve demonstrar o para 50% do binário máximo ou menos e a velocidade
funcionamento do sistema de aviso do operador, tal como do motor deve ser gradualmente reduzida para 60% da
especificado no n.º 11. velocidade nominal ou menos durante o mesmo intervalo
de tempo em que é aplicada a redução do binário, como
5 – Sistema de persuasão do operador indicado na figura 2.
5.1 – A máquina deve dispor de um sistema de persua- Figura 2
são do operador baseado num dos seguintes princípios:
5.1.1 – Um sistema de persuasão de duas fases, come- Esquema de redução do binário na persuasão
çando com uma persuasão de baixa intensidade (restrição de alta intensidade
do desempenho) seguida de uma persuasão de alta inten-
sidade (bloqueio efetivo do funcionamento da máquina);
5.1.2 – Um sistema de persuasão de alta intensidade
de uma só fase (bloqueio efetivo do funcionamento da
máquina) ativado nas condições previstas para um sistema
de persuasão de baixa intensidade, tal como especificado
nos n.ºs 6.3.1, 7.3.1, 8.4.1 e 9.4.1.
5.2 – Mediante aprovação prévia da entidade homo-
logadora, o motor pode ser equipado com um meio para
desligar o sistema de persuasão do operador durante uma
emergência declarada pelo governo nacional ou regional,
os serviços de emergência ou as forças armadas.
5.3 – Sistema de persuasão de baixa intensidade
5.3.1 – O sistema de persuasão de baixa intensidade
deve ser ativado após a ocorrência de qualquer uma das
condições especificadas nos n.ºs 6.3.1, 7.3.1, 8.4.1 e 9.4.1. 5.4.2.2 – Podem ser utilizadas outras medidas de persua-
5.3.2 – O sistema de persuasão de baixa intensidade são se se demonstrar à entidade homologadora que têm
deve reduzir gradualmente o binário máximo disponível um nível de intensidade igual ou superior.
do motor em, pelo menos, 25 % em toda a gama de ve- 5.5 – A fim de ter em conta aspetos de segurança e
locidades do motor entre a velocidade a que se obtém o permitir diagnósticos de autorreparação, é permitida a
binário máximo e o ponto de ruptura do regulador, tal utilização de uma função de neutralização das medidas
como mostrado na figura 1. A taxa de redução do binário de persuasão para libertar a plena potência do motor,
deve ser, no mínimo, de 1% por minuto. desde que:
5.3.3 – Podem ser utilizadas outras medidas de persua-
são se se demonstrar à entidade homologadora que têm Esteja ativa por um período não superior a 30 minutos; e
um nível de intensidade igual ou superior. Seja limitada a três ativações durante cada período em
que o sistema de persuasão do operador estiver ativo.
Figura 1
5.6 – O sistema de persuasão do operador deve ser de-
Esquema de limitação do binário na persuasão
sativado logo que as condições para a sua ativação tenham
de baixa intensidade deixado de existir. O sistema de persuasão do operador
não deve ser automaticamente desativado sem que a causa
da sua ativação tenha sido corrigida.
5.7 – Os procedimentos de ativação e desativação do
sistema de persuasão do operador são descritos em por-
menor no n.º 11.
5.8 – No âmbito do pedido de homologação nos ter-
mos do presente diploma, o fabricante deve demonstrar
o funcionamento do sistema de persuasão do operador,
tal como especificado no n.º 11.
6 – Disponibilidade do reagente
5.4 – Sistema de persuasão de alta intensidade
5.4.1 – O sistema de persuasão de alta intensidade 6.1 – Indicador do nível de reagente
deve ser ativado após a ocorrência de qualquer uma das A máquina deve possuir um indicador que informe
condições especificadas nos n.ºs 2.3.3.2, 6.3.2, 7.3.2, 8.4.2 claramente o operador do nível de reagente no reserva-
e 9.4.2. tório de armazenamento. O nível mínimo de desempenho
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1533
aceitável para o indicador do reagente é que deve indi- 7.1.1 – O fabricante deve especificar uma concentração mí-
car em contínuo o nível de reagente enquanto o sistema nima aceitável do reagente, CDmin, da qual resultem emissões
de aviso do operador referido no n.º 4 estiver ativado. de NOx de escape não superiores a um limiar de 0,9g/kWh.
O indicador do reagente pode assumir a forma de um 7.1.1.1 – O valor correto de CDmin deve ser demons-
mostrador analógico ou digital e pode indicar o nível em trado durante a homologação pelo processo definido no
proporção da capacidade total do reservatório, a quanti- n.º 12 e registado no dossiê alargado, tal como previsto
dade de reagente restante ou a estimativa das horas de no n.º 7 do anexo I.
funcionamento restantes. 7.1.2 – Toda e qualquer concentração de reagente infe-
6.2 – Ativação do sistema de aviso do operador rior a CDmin deve ser detetada e considerada, para efeitos
6.2.1 – O sistema de aviso do operador especificado no do n.º 7.1, como um reagente incorreto.
n.º 4 deve ser ativado se o nível de reagente descer abaixo 7.1.3 – Deve ser atribuído à qualidade do reagente um
de 10% da capacidade do respetivo reservatório ou atingir contador específico («contador da qualidade do reagente»).
uma percentagem mais elevada ao critério do fabricante. O contador da qualidade do reagente conta o número de
6.2.2 – O aviso emitido deve ser suficientemente claro, horas de funcionamento do motor com um reagente incorreto.
em conjugação com o indicador do nível de reagente, para 7.1.3.1 – O fabricante pode optar por agrupar a anomalia
que o operador compreenda que o nível de reagente está da qualidade do reagente com uma ou mais das anomalias
baixo. Quando o sistema de aviso incluir um sistema de enumeradas nos n.ºs 8 e 9 num único contador.
visor de mensagens, o aviso óptico deve mostrar uma 7.1.4 – Os critérios e mecanismos de ativação e de
mensagem que indique que o nível de reagente está baixo desativação do contador da qualidade do reagente são
(por exemplo, «nível de ureia baixo», «nível de AdBlue descritos em pormenor no n.º 11.
baixo», ou «reagente baixo»). 7.2 – Ativação do sistema de aviso do operador
6.2.3 – Inicialmente, o sistema de aviso não necessita Quando o sistema de monitorização confirmar que a
de estar constantemente ativado (por exemplo, não é ne- qualidade do reagente é incorreta, o sistema de aviso do
cessário mostrar a mensagem ininterruptamente), mas a operador descrito no n.º 4 deve ser ativado. Se o sistema
sua intensidade deve aumentar de modo a que se torne de aviso incluir um sistema de visor de mensagens, deve
contínuo à medida que o nível do reagente se aproxime do mostrar uma mensagem que indique o motivo para o aviso
ponto em que o sistema de persuasão do operador é ativado (por exemplo, «detetada ureia incorreta», «detetado Ad-
(por exemplo, a frequência a que uma lâmpada se acende Blue incorreto» ou «detetado reagente incorreto»).
e apaga). Deve culminar numa advertência ao operador de 7.3 – Ativação do sistema de persuasão do operador
um nível de intensidade ao critério do fabricante, mas que 7.3.1 – O sistema de persuasão de baixa intensidade
deve ser suficientemente mais percetível no ponto em que descrito no n.º 5.3 deve ser ativado se a qualidade do
o sistema de persuasão do operador descrito no n.º 6.3 é reagente não for corrigida no prazo máximo de 10 horas
ativado do que aquando da ativação inicial. de funcionamento do motor após a ativação do sistema
6.2.4 – O aviso contínuo não deve poder ser facilmente de aviso do operador descrita no n.º 7.2.
desativado nem ignorado. Se o sistema de aviso incluir um 7.3.2 – O sistema de persuasão de alta intensidade
sistema de visor de mensagens, deve ser mostrada uma mensa- descrito no n.º 5.4 deve ser ativado se a qualidade do
gem explícita (por exemplo, «abastecer de ureia», «abastecer reagente não for corrigida no prazo máximo de 20 horas
de AdBlue» ou «abastecer de reagente»). O aviso contínuo de funcionamento do motor após a ativação do sistema
pode ser temporariamente interrompido por outros sinais de de aviso do operador descrita no n.º 7.2.
aviso que transmitam mensagens de segurança importantes. 7.3.3 – O número de horas que antecede a ativação dos
6.2.5 – Não deve ser possível desligar o sistema de sistemas de persuasão deve ser reduzido em caso de ocor-
aviso do operador enquanto o reagente não for reabaste- rência repetitiva da anomalia, segundo o mecanismo descrito
cido até um nível que não requeira a sua ativação. no n.º 11.
6.3 – Ativação do sistema de persuasão do operador 8 – Atividade de dosagem do reagente
6.3.1 – O sistema de persuasão de baixa intensidade
descrito no n.º 5.3 deve ser ativado se o nível do reserva- 8.1 – O motor deve incluir um meio de determinação
tório de reagente descer abaixo de 2,5% da sua capacidade da interrupção da dosagem.
total nominal ou atingir uma percentagem mais elevada 8.2 – Contador da atividade de dosagem do reagente
ao critério do fabricante. 8.2.1 – Deve ser atribuído um contador específico à ativi-
6.3.2 – O sistema de persuasão de alta intensidade dade de dosagem (o «contador da atividade de dosagem»). O
descrito no n.º 5.4 deve ser ativado se o reservatório de contador deve contar o número de horas de funcionamento
reagente ficar vazio (isto é, quando o sistema de dosagem do motor que ocorrem com uma interrupção da atividade de
não consegue aspirar mais reagente do reservatório) ou a dosagem de reagente. Esta ação não é necessária se essa in-
um nível inferior a 2,5% da sua capacidade total nominal terrupção for exigida pela UCE do motor por as condições de
ao critério do fabricante. funcionamento da máquina serem tais que o seu desempenho
6.3.3 – Exceto na medida em o n.º 5.5 o permita, não em matéria de emissões não requer dosagem de reagente.
8.2.1.1 – O fabricante pode optar por agrupar a anomalia
deve ser possível desligar o sistema de persuasão de baixa
da dosagem do reagente com uma ou mais das anomalias
ou alta intensidade enquanto o reagente não for reabaste-
enumeradas nos n.ºs 7 e 9 num único contador.
cido até um nível que não requeira a sua ativação.
8.2.2 – Os critérios e mecanismos de ativação e de desa-
7 – Controlo da qualidade do reagente
tivação do contador da atividade de dosagem do reagente
são descritos em pormenor no n.º 11.
7.1 – O motor ou a máquina deve dispor de um meio de 8.3 – Ativação do sistema de aviso do operador
determinar a presença de um reagente incorreto a bordo O sistema de aviso do operador descrito no n.º 4 deve
da máquina. ser ativado no caso de interrupção da dosagem que acione
1534 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
o contador da atividade de dosagem em conformidade 9.2.3.1.1 – O fabricante pode optar por agrupar a ano-
com o n.º 8.2.1. Se o sistema de aviso incluir um sistema malia do sistema NCD com uma ou mais das anomalias
de visor de mensagens, deve mostrar uma mensagem que enumeradas nos n.ºs 7, 8 e 9.2.2 num único contador.
indique o motivo para o aviso (por exemplo, «anomalia de 9.2.3.2 – Os critérios e mecanismos de ativação e de
dosagem da ureia», «anomalia de dosagem de AdBlue» desativação do contador do sistema NCD são descritos
ou «anomalia de dosagem do reagente»). em pormenor no n.º 11.
8.4 – Ativação do sistema de persuasão do operador 9.3 – Ativação do sistema de aviso do operador
8.4.1 – O sistema de persuasão de baixa intensidade O sistema de aviso do operador descrito no n.º 4 é
descrito no n.º 5.3 deve ser ativado se uma interrupção da ativado em caso de ocorrência de alguma das anomalias
dosagem do reagente não for corrigida no prazo máximo especificadas no n.º 9.1 e deve indicar que é necessária
de 10 horas de funcionamento do motor após a ativação uma reparação urgente. Se o sistema de aviso incluir um
do sistema de aviso do operador descrita no n.º 8.3. sistema de visor de mensagens, deve mostrar uma men-
8.4.2 – O sistema de persuasão de alta intensidade sagem que indique o motivo para o aviso (por exemplo,
descrito no n.º 5.4 deve ser ativado se uma interrupção «válvula de dosagem do reagente desligada», ou «ano-
da dosagem do reagente não for corrigida no prazo malia grave nas emissões»).
máximo de 20 horas de funcionamento do motor após 9.4 – Ativação do sistema de persuasão do operador
a ativação do sistema de aviso do operador descrita 9.4.1 – O sistema de persuasão de baixa intensidade
no n.º 8.3. descrito no n.º 5.3 é ativado se uma anomalia das especi-
8.4.3 – O número de horas que antecede a ativação ficadas no n.º 9.1 não for corrigida no prazo máximo de
dos sistemas de persuasão deve ser reduzido em caso de 36 horas de funcionamento do motor após a ativação do
ocorrência repetitiva da anomalia, segundo o mecanismo sistema de aviso do operador descrita no n.º 9.3.
descrito no n.º 11. 9.4.2 – O sistema de persuasão de alta intensidade
descrito no n.º 5.4 é ativado se uma anomalia das especi-
9 – Monitorização de anomalias eventualmente imputáveis ficadas no n.º 9.1 não for corrigida no prazo máximo de
a intervenção abusiva
100 horas de funcionamento do motor após a ativação do
9.1 – Para além do nível de reagente no reservatório de sistema de aviso do operador descrita no n.º 9.3.
reagente, da qualidade do reagente e da interrupção da do- 9.4.3 – O número de horas que antecede a ativação
sagem, devem ser monitorizadas as seguintes anomalias, dos sistemas de persuasão deve ser reduzido em caso de
pois podem ser atribuídas a intervenção abusiva: ocorrência repetitiva da anomalia, segundo o mecanismo
descrito no n.º 11.
a) Válvula EGR bloqueada; 9.5 – Em alternativa aos requisitos do n.º 9.2, o fabri-
b) Anomalias do NCD, como descrito no n.º 9.2.1. cante pode utilizar um sensor de NOx localizado nos gases
9.2 – Requisitos de monitorização de escape. Neste caso:
9.2.1 – O NCD deve ser monitorizado para detetar O valor de NOx não deve exceder o limiar de 0,9 g/kWh;
anomalias elétricas e para remoção ou desativação de Pode ser utilizada uma única avaria «NOx elevados –
qualquer sensor que impeça o diagnóstico de quaisquer causa desconhecida»;
outras anomalias mencionadas nos n.ºs 6 a 8 (monitori- O n.º 9.4.1 é alterado para «no prazo de 10 horas de
zação dos componentes). funcionamento do motor»;
Numa relação não exaustiva dos sensores que afetam O n.º 9.4.2 é alterado para «no prazo de 20 horas de
a capacidade de diagnóstico, contam-se os que medem funcionamento do motor».
diretamente a concentração dos NOx, a qualidade da ureia,
os sensores das condições ambientes e os utilizados para 10 – Prescrições em matéria de demonstração
monitorizar a atividade de dosagem do reagente, o nível
de reagente e o consumo do reagente. 10.1 – Generalidades
9.2.2 – Contador da válvula EGR A conformidade com os requisitos do presente anexo
9.2.2.1 – Deve ser atribuído um contador específico a deve ser demonstrada durante a homologação através da
uma válvula EGR bloqueada. O contador da válvula EGR execução, tal como ilustrado no quadro 1 e especificado
conta o número de horas de funcionamento do motor du- no presente número, de:
rante as quais se confirma que está ativo o DTC associado a) Uma demonstração da ativação do sistema de aviso
a uma válvula EGR bloqueada. do condutor;
9.2.2.1.1 – O fabricante pode optar por agrupar a ano- b) Uma demonstração da ativação do sistema de per-
malia do bloqueio da válvula EGR com uma ou mais das suasão de baixa intensidade, se aplicável;
anomalias enumeradas nos n.ºs 7, 8 e 9.2.3 num único c) Uma demonstração da ativação do sistema de persuasão
contador. de alta intensidade.
9.2.2.2 – Os critérios e mecanismos de ativação e de
desativação do contador da válvula EGR são descritos em QUADRO 1
pormenor no n.º 11. Ilustração do teor do processo de demonstração
9.2.3 – Contador(es) do sistema NCD em conformidade com o disposto nos n.ºs 10.3 e 10.4
9.2.3.1 – Deve ser atribuído um contador específico a
cada uma das anomalias de monitorização consideradas na Mecanismo Elementos de demonstração
alínea b) do n.º 9.1. Os contadores do sistema NCD contam
o número de horas de funcionamento do motor durante as
Ativação do sistema de aviso 2 Ensaios de ativação (incl. com falta de
quais se confirma que está ativo o DTC associado a uma especificado no n.º 10.3 reagente)
anomalia do sistema NCD. É permitido o agrupamento Elementos de demonstração suplementa-
de várias anomalias num único contador. res, se aplicável
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1535
dois ensaios: falta de reagente e uma categoria de ano-
Mecanismo Elementos de demonstração malias considerada nos n.ºs 7 a 9.
10.3.2 – Seleção das anomalias a ensaiar
Ativação da persuasão de 2 ensaios de ativação (incl. com falta de 10.3.2.1 – Para demonstrar a ativação do sistema de
baixa intensidade especi- reagente) aviso no caso de qualidade do reagente incorreta, deve ser
ficada no n.º 10.4. Elementos de demonstração suplementa- selecionado um reagente com uma diluição do ingrediente
res, se aplicável ativo pelo menos tão elevada como a comunicada pelo
1 ensaio de redução de binário
Ativação da persuasão de 2 ensaios de ativação (incl. com falta de fabricante em conformidade com os requisitos do n.º 7.
alta intensidade especifi- reagente) 10.3.2.2 – Para demonstrar a ativação do sistema de
cada no n.º 10.4.6. Elementos de demonstração suplementa- aviso em caso de anomalias que podem ser imputáveis
res, se aplicável a intervenção abusiva, tal como definido no n.º 9, a se-
leção deve ser feita em conformidade com os seguintes
10.2 – Famílias de motores e famílias de motores NCD requisitos:
A conformidade de uma família de motores ou de uma 10.3.2.2.1 – O fabricante deve fornecer à entidade ho-
família de motores NCD com os requisitos do presente mologadora uma lista dessas anomalias potenciais.
n.º 10 pode ser demonstrada submetendo a ensaio um dos 10.3.2.2.2 – A anomalia a examinar no ensaio é esco-
elementos da família em questão, desde que o fabricante lhida pela entidade homologadora a partir da lista referida
demonstre à entidade homologadora que os sistemas de mo- no número anterior.
nitorização necessários para o cumprimento dos requisitos 10.3.3 – Demonstração
do presente anexo são semelhantes no seio dessa família. 10.3.3.1 – Para esta demonstração, deve ser efetuado
10.2.1 – A demonstração de que os sistemas de mo- um ensaio separado para cada uma das anomalias consi-
nitorização de outros membros da família NCD são se- deradas no n.º 10.3.1.
melhantes pode consistir na apresentação às entidades 10.3.3.2 – Durante o ensaio, nenhuma outra anomalia
homologadoras de elementos como algoritmos, análises deve estar presente para além da que é objeto de ensaio.
funcionais, etc. 10.3.3.3 – Antes de dar início ao ensaio, todos os DTC
10.2.2 – O motor de ensaio é selecionado pelo fabricante devem ter sido apagados.
mediante acordo da entidade homologadora. Pode tratar-se 10.3.3.4 – A pedido do fabricante, e com o acordo
ou não do motor precursor da família em questão. prévio da entidade homologadora, as anomalias objeto
10.2.3 – No caso de os motores ou de uma família de de ensaio podem ser simuladas.
motores pertencentes a uma família de motores NCD 10.3.3.5 – Deteção de outras anomalias além da falta
que já tenha sido homologada nos termos do n.º 10.2.1 de reagente
(figura 3), a conformidade dessa família de motores é con- Para as outras anomalias que não a falta de reagente,
siderada demonstrada, sem necessidade de mais ensaios, uma vez a anomalia induzida ou simulada, a deteção dessa
se o fabricante demonstrar à entidade homologadora que anomalia deve ser efetuada do seguinte modo:
os sistemas de monitorização necessários para o cumpri- 10.3.3.5.1 – O sistema NCD deve reagir à introdução de
mento dos requisitos do presente anexo são semelhantes uma anomalia adequadamente selecionada pela entidade
no seio das famílias de motores e de motores NCD em homologadora em conformidade com as disposições do
causa. presente apêndice. A demonstração é considerada satis-
fatória se a ativação ocorrer em dois ciclos de ensaio
Figura 3 NCD consecutivos em conformidade com o n.º 10.3.3.7.
Se, com o acordo da entidade homologadora, tiver
Conformidade previamente demonstrada de uma família sido especificado na descrição da monitorização que um
de motores NCD dado dispositivo de monitorização precisa de mais de dois
A conformidade da família de A conformidade da família de motores ciclos de ensaio NCD para concluir a sua monitorização,
Conformity
motores of Engine
1 é considerada Conformity
NCD of NCD engine
1 foi demonstrada para a family
família 1 o número de ciclos de ensaio NCD pode ser aumentado
family 1 is considered
demonstrada has been demonstrated
de motores 2
as demonstrated for Engine family 2 para três ciclos de ensaio NCD.
Cada ciclo de ensaio NCD do ensaio de demonstração
Família de
Engine
motores 1
família de
Engine
motores 2
pode ser separado por uma paragem do motor. O tempo
family 1 family 2
que medeia até ao arranque seguinte deve ter em consi-
deração qualquer monitorização que possa ocorrer após
Família de
NCD motores
engine NCD11
family a paragem do motor e quaisquer condições necessárias
para efetuar a monitorização a partir do arranque seguinte.
10.3.3.5.2 – Considera-se cumprida a demonstração
da ativação do sistema de aviso se, no termo de cada en-
saio de demonstração realizado em conformidade com o
n.º 10.3.2.1, o sistema de aviso for ativado corretamente
e o DTC para a anomalia selecionada passar ao estado de
«confirmado e ativo».
10.3.3.6 – Deteção em caso de falta de reagente
Para demonstrar a ativação do sistema de aviso em
caso de falta de reagente, o sistema motor deve ser posto
a funcionar durante um ou mais ciclos de ensaio NCD ao
10.3 – Demonstração da ativação do sistema de aviso critério do fabricante.
10.3.1 – A conformidade da ativação do sistema de 10.3.3.6.1 – A demonstração deve iniciar-se com um
aviso deve ser demonstrada através da realização de nível de reagente no reservatório a decidir entre o fabri-
1536 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
cante e a entidade homologadora, mas que represente não b) O fabricante pode, com o acordo da entidade ho-
menos de 10% da capacidade nominal do reservatório. mologadora, ser autorizado a acelerar o ensaio mediante
10.3.3.6.2 – Considera-se que o sistema de aviso fun- simulação de um certo número de horas de funciona-
cionou de maneira correta se estiverem reunidas, em si- mento;
multâneo, as seguintes condições: c) A consecução da redução do binário requerida para
a persuasão de baixa intensidade pode ser demonstrada
a) O sistema de aviso foi ativado com uma disponibi- ao mesmo tempo que o processo geral de homologação
lidade de reagente superior ou igual a 10% da capacidade do desempenho geral do motor realizado nos termos do
do reservatório de reagente; e presente diploma. Neste caso, não é exigida uma medição
b) O sistema de aviso «contínuo» foi ativado com uma separada do binário durante a demonstração do sistema
disponibilidade de reagente superior ou igual ao valor de persuasão;
declarado pelo fabricante, em conformidade com o dis- d) A persuasão de alta intensidade deve ser demonstrada
posto no n.º 6. em conformidade com os requisitos do n.º 10.4.6.
10.3.3.7 – Ciclo de ensaio NCD 10.4.4 – O fabricante pode, além disso, demonstrar o
10.3.3.7.1 – O ciclo de ensaio NCD considerado no funcionamento do sistema de persuasão sob as condições
n.º 10 para demonstrar o desempenho correto do sistema de anomalia definidas nos n.ºs 7, 8 ou 9 que não tenham
NCD é o ciclo NRTC a quente. sido escolhidas para ser usadas nos ensaios de demons-
10.3.3.7.2 – A pedido do fabricante e após o acordo tração descritos nos n.ºs 10.4.1 a 10.4.3.
da entidade homologadora, pode ser utilizado um ciclo Essas demonstrações adicionais podem ser feitas apre-
de ensaio NCD alternativo (por exemplo, o NRSC) para sentando à entidade homologadora um relatório técnico
um determinado dispositivo de monitorização. O pedido de que constem elementos como algoritmos, análises fun-
deve ser acompanhado de elementos (dados técnicos, cionais e resultados de ensaios anteriores.
simulações, resultados de ensaios, etc.) que demonstrem 10.4.4.1 – Essas demonstrações adicionais devem, em
o seguinte: especial, demonstrar, a contento da entidade homologa-
a) Os resultados do ciclo de ensaio realizados num dora, a integração do mecanismo limitador de binário cor-
dispositivo de monitorização utilizado em condições reais reto na unidade de controlo eletrónico (UCE) do motor.
de condução; e 10.4.5 – Ensaio de demonstração do sistema de persua-
b) O ciclo de ensaio NCD aplicável especificado no são de baixa intensidade
número anterior revelou ser menos adequado para a mo- 10.4.5.1 – Esta demonstração começa assim que o sis-
nitorização em causa. tema de aviso ou, se aplicável, o sistema de aviso «contí-
nuo» adequado é ativado em consequência da deteção de
10.3.4 – Considera-se cumprida a demonstração da uma anomalia selecionada pela entidade homologadora.
ativação do sistema de aviso se, no termo de cada en- 10.4.5.2 – Quando o sistema está a ser verificado
saio de demonstração realizado em conformidade com o em relação à sua reação em caso de falta de reagente
n.º 10.3.3, o sistema de aviso for ativado corretamente. no reservatório, o sistema motor deve funcionar até a
10.4 – Demonstração da ativação do sistema de per- disponibilidade de reagente atingir o valor de 2,5% da
suasão capacidade nominal máxima do reservatório ou o va-
10.4.1 – A demonstração da ativação do sistema de lor declarado pelo fabricante, em conformidade com o
persuasão é feita por meio de ensaios realizados num n.º 6.3.1, a que o sistema de persuasão de baixa inten-
banco de ensaios de motores. sidade deve atuar.
10.4.1.1 – Eventuais componentes ou subsistemas não 10.4.5.2.1 – Com o acordo da entidade homologadora,
fisicamente montados no sistema motor, tais como, mas o fabricante pode simular os resultados do funcionamento
não exclusivamente, sensores da temperatura ambiente, contínuo extraindo o reagente do reservatório, quer com
sensores de nível e sistemas de aviso e informação do o motor em funcionamento, quer com o motor parado.
operador, que são necessários para efetuar as demons- 10.4.5.3 – Quando o sistema é verificado em relação à
trações, devem ser ligados ao sistema motor para esse sua reação em caso de outra anomalia que não a falta de
fim ou devem ser simulados a contento da entidade ho- reagente no reservatório, o sistema motor deve ser posto a
mologadora. funcionar durante o número de horas indicado no quadro 4
10.4.1.2 – Se o fabricante assim o entender, e com o ou, ao critério do fabricante, até o contador pertinente ter
acordo da entidade homologadora, os ensaios de demons- atingido o valor a que o sistema de persuasão de baixa
tração podem ser realizados numa máquina completa, quer intensidade é ativado.
montando a máquina num banco de ensaios apropriado, 10.4.5.4 – Considera-se cumprida a demonstração da
quer fazendo-a circular numa pista de ensaio em condições ativação do sistema de persuasão de baixa intensidade se,
controladas. no termo de cada ensaio de demonstração realizado em
10.4.2 – A sequência do ensaio deve demonstrar a conformidade com os n.ºs 10.4.5.2 e 10.4.5.3, o fabricante
ativação do sistema de persuasão em caso de falta de tiver demonstrado à entidade homologadora que a UCE
reagente e em caso de uma das anomalias definidas nos do motor ativou o mecanismo limitador do binário.
n.ºs 7, 8 ou 9. 10.4.6 – Ensaio de demonstração do sistema de persua-
10.4.3 – Para efeitos dessa demonstração: são de alta intensidade
10.4.6.1 – Esta demonstração tem como ponto de par-
a) A entidade homologadora escolhe, para além da falta tida uma situação em que o sistema de persuasão de baixa
de reagente, uma das anomalias definidas nos n.ºs 7, 8, ou intensidade foi previamente ativado e pode ser realizada
9 que já tenha sido previamente utilizada na demonstração na sequência dos ensaios efetuados para demonstração do
da ativação do sistema de aviso; sistema de persuasão de baixa intensidade.
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1537
10.4.6.2 – Quando o sistema é verificado em relação à Estado do DTC
sua reação em caso de falta de reagente no reservatório, Tipo de anomalia para a ativação
do sistema de aviso
o sistema motor deve ser posto a funcionar até o reser-
vatório ficar vazio ou até ter atingido um nível inferior a Anomalia do sistema de monitorização Confirmado e ativo.
2,5% da sua capacidade nominal máxima, declarado pelo Limiar dos NOX, se aplicável Confirmado e ativo.
fabricante como o nível a que o sistema de persuasão de
alta intensidade deve ser ativado. 11.2.2 – O sistema de aviso do operador deve ser de-
10.4.6.2.1 – Com o acordo da entidade homologadora, sativado quando o sistema de diagnóstico concluir que a
o fabricante pode simular os resultados do funcionamento anomalia correspondente a esse aviso já não está presente
contínuo extraindo o reagente do reservatório, quer com ou quando a informação, incluindo os DTC relativos às
o motor em funcionamento, quer com o motor parado. anomalias, que justifica a sua ativação tiver sido apagada
10.4.6.3 – Quando o sistema é verificado em relação à por meio de um analisador.
sua reação em caso de outra anomalia que não a falta de 11.2.2.1 – Requisitos para o apagamento das «infor-
reagente no reservatório, o sistema motor deve ser posto mações de controlo dos NOX»
a funcionar durante o número de horas pertinente indi- 11.2.2.1.1 – Apagamento/reinicialização das «informa-
cado no quadro 4 do presente apêndice ou, ao critério do ções de controlo dos NOX» com um analisador
fabricante, até o contador que lhe corresponde ter atingido A pedido do analisador, os dados seguintes podem ser
o valor a que o sistema de persuasão de alta intensidade apagados ou reinicializados a partir do valor registado
é ativado. na memória do computador e especificado no presente
10.4.6.4 – Considera-se cumprida a demonstração do apêndice, conforme quadro seguinte.
sistema de persuasão de alta intensidade se, no termo de
cada ensaio de demonstração realizado em conformi- QUADRO 3
dade com os n.ºs 10.4.6.2 e 10.4.6.3, o fabricante tiver
demonstrado à entidade homologadora que o mecanismo Apagamento/reinicialização das «informações de controlo
de persuasão de alta intensidade, considerado no presente dos NOX» com um analisador
apêndice, foi ativado.
10.4.7 – Em alternativa, se o fabricante assim o en- Informações de controlo dos NOX Apagáveis Reinicializáveis
tender, e, com o acordo da entidade homologadora, a
demonstração dos mecanismos de persuasão pode ser
realizada numa máquina completa em conformidade com Todos os DTC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . X
Valor do contador com o número mais elevado
os requisitos do n.º 5.4, quer montando a máquina num de horas de funcionamento do motor. . . . X
banco de ensaios apropriado, quer fazendo-a circular numa Número de horas de funcionamento do motor
pista de ensaio em condições controladas. indicado pelo(s) contador(es) NCD . . . . . X
10.4.7.1 – A máquina é posta a funcionar até o contador
correspondente à anomalia selecionada atingir o número 11.2.2.1.2 – As informações de controlo dos NOX não
adequado de horas de funcionamento indicado no quadro 4 devem poder ser apagadas em razão da desconexão da(s)
ou, consoante o caso, até o reservatório de reagente ficar bateria(s) da máquina.
vazio ou ter descido para um nível inferior a 2,5% da sua 11.2.2.1.3 – O apagamento das «informações de con-
capacidade nominal máxima, declarado pelo fabricante trolo dos NOX» só deve ser possível com o motor desli-
como nível a que o sistema de persuasão de alta intensi- gado («engine-off»).
dade deve ser ativado. 11.2.2.1.4 – Quando as «informações de controlo dos
NOX» que incluam DTC são apagadas, nenhuma leitura
11 – Descrição dos mecanismos de ativação e desativação de um contador associada a estas anomalias e que esteja
dos sistemas de aviso e persuasão do operador especificada no presente apêndice pode ser apagada, de-
11.1 – A fim de completar os requisitos especificados vendo, antes, ser reinicializada com o valor especificado
no presente apêndice relativos aos mecanismos de ativa- no número pertinente do presente apêndice.
ção e desativação dos sistemas de aviso e de persuasão 11.3 – Mecanismo de ativação e de desativação do
do condutor, o número anterior especifica os requisitos sistema de persuasão do operador
técnicos para a aplicação desses mecanismos de ativação 11.3.1 – O sistema de persuasão do operador é ativado
e de desativação. quando o sistema de aviso estiver ativo e o contador cor-
11.2 – Mecanismos de ativação e de desativação do respondente ao tipo de NCM que justifica a sua ativação
sistema de aviso tiver atingido o valor especificado no quadro 4.
11.2.1 – O sistema de aviso do operador é ativado 11.3.2 – O sistema de persuasão do operador deve ser
quando o DTC associado a uma NCM que justifique a desativado quando o sistema deixar de detetar uma ano-
sua ativação tiver o estatuto definido no quadro seguinte. malia que justifique a sua ativação, ou se a informação
que inclui os DTC relativos às anomalias que justificam
QUADRO 2 a sua ativação tiver sido apagada com um analisador ou
uma ferramenta de manutenção.
Ativação do sistema de aviso do operador 11.3.3 – Os sistemas de aviso e de persuasão do ope-
Estado do DTC
rador devem ser imediatamente ativados ou desativados,
Tipo de anomalia para a ativação conforme o caso, em conformidade com o disposto no n.º 6
do sistema de aviso
após avaliação da quantidade de reagente no respetivo
Baixa qualidade do reagente Confirmado e ativo. reservatório. Nesse caso, os mecanismos de ativação ou
Interrupção da dosagem Confirmado e ativo. desativação não devem depender do estado de qualquer
Válvula EGR bloqueada Confirmado e ativo. DTC associado.
1538 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
11.4 – Mecanismo de contagem 11.4.2 – Princípio dos mecanismos de contagem
11.4.1 – Generalidades 11.4.2.1 – Cada contador deve funcionar de seguinte
11.4.1.1 – Para cumprir os requisitos do presente apên- modo:
dice, o sistema deve incluir, pelo menos, quatro contadores 11.4.2.1.1 – Se começar do zero, o contador deve co-
para registar o número de horas durante as quais o motor meçar a contar assim que for detetada uma anomalia per-
esteve em funcionamento enquanto o sistema detetou o tinente para esse contador e o DTC correspondente estiver
seguinte: no estado definido no quadro 2.
11.4.2.1.2 – Em caso de anomalias repetidas, é aplicável
a) Uma qualidade de reagente incorreta;
uma das seguintes disposições ao critério do fabricante.
b) Uma interrupção da atividade de dosagem do rea-
gente; i) Se ocorrer um único evento de monitorização e a
c) Uma válvula EGR bloqueada; anomalia que originalmente ativou o contador deixar de
d) Uma anomalia do sistema NCD em conformidade ser detetada ou se a anomalia tiver sido apagada com um
com a alínea b) do n.º 9.1. analisador ou uma ferramenta de manutenção, o contador
deve parar e guardar o valor atual. Se o contador parar de
11.4.1.1.1 – Se o fabricante assim o entender, pode contar quando o sistema de persuasão de alta intensidade
utilizar um ou mais contadores para agrupar as anomalias estiver ativo, o contador deve ser mantido fixo no valor
indicadas no n.º 11.4.1.1. definido no quadro 4 ou num valor superior ou igual ao
11.4.1.2 – Cada contador deve contar até ao valor má- valor do contador para a persuasão de alta intensidade
ximo previsto num contador de 2 bytes e resolução de menos 30 minutos.
1 hora e guardar esse valor, a menos que estejam preen- ii) O contador deve ser mantido fixo no valor definido no
chidas as condições necessárias para que o contador seja quadro 4 ou num valor superior ou igual ao valor do conta-
reposto a zero. dor para a persuasão de alta intensidade menos 30 minutos.
11.4.1.3 – Um fabricante pode utilizar um único con-
tador ou múltiplos contadores para o sistema NCD. Um 11.4.2.1.3 – No caso de um contador único para o sis-
contador único pode acumular o número de horas de 2 ou tema de monitorização, esse contador deve continuar a
mais anomalias diferentes e pertinentes para esse tipo de contar se uma NCM pertinente para esse contador tiver
contador sem que nenhuma delas tenha atingido o tempo sido detetada e o DTC correspondente estiver no estado
indicado pelo contador único. «confirmado e ativo». Deve ficar parado e guardar o va-
11.4.1.3.1 – Se o fabricante decidir usar contadores lor especificado no número anterior se não for detetada
múltiplos para o sistema NCD, o sistema dever ser capaz qualquer anomalia que justifique a ativação do contador
de atribuir um contador específico do sistema de monito- ou se todas as anomalias pertinentes para esse contador
rização a cada anomalia pertinente, em conformidade com tiverem sido apagadas com um analisador ou uma ferra-
o presente apêndice, para esse tipo de contador. menta de manutenção.
QUADRO 4
Contadores e persuasão
Estado do DTC Valor do contador Valor do contador
para a primeira ativação para persuasão para persuasão Valor fixo guardado pelo contador
do contador de baixa intensidade de alta intensidade
Contador de qualidade do reagente . . . . . . Confirmado e ativo . . . . . . ≤ 10 horas ≤ 20 horas ≥ 90% do valor do contador para
persuasão de alta densidade.
Contador da dosagem. . . . . . . . . . . . . . . . . Confirmado e ativo . . . . . . ≤ 10 horas ≤ 20 horas ≥ 90% do valor do contador para
persuasão de alta densidade.
Contador da válvula EGR . . . . . . . . . . . . . Confirmado e ativo . . . . . . ≤ 36 horas ≤ 100 horas ≥ 95% do valor do contador para
persuasão de alta densidade.
Contador do sistema de monitorização . . . Confirmado e ativo . . . . . . ≤ 36 horas ≤ 100 horas ≥ 95% do valor do contador para
persuasão de alta densidade.
Limiar dos NOX, se aplicável. . . . . . . . . . . Confirmado e ativo . . . . . . ≤ 10 horas ≤ 20 horas ≥ 90% do valor do contador para
persuasão de alta densidade.
11.4.2.1.4 – Uma vez fixo, o contador é reposto a zero 11.5 – Ilustração dos mecanismos de ativação e desa-
logo que os dispositivos de monitorização pertinentes para tivação e de contagem
esse contador tenham completado, pelo menos, uma vez 11.5.1 – Este número ilustra os mecanismos de ati-
o respetivo ciclo de monitorização sem terem detetado vação e desativação e de contagem para determinados
qualquer anomalia e sem que qualquer anomalia pertinente casos típicos. Os valores e as descrições que cons-
para esse contador tenha sido detetada durante 40 horas de tam dos n.ºs 11.5.2, 11.5.3 e 11.5.4 são dados apenas
funcionamento do motor desde que o contador foi parado para fins de ilustração no presente apêndice, pelo que
pela última vez (ver figura 4). não devem ser considerados como exemplos quer dos
11.4.2.1.5 – O contador deve continuar a contagem requisitos do presente diploma, quer de descrições
desde o ponto em que tinha sido parado no caso de ser de- definitivas dos processos envolvidos. A contagem de
tetada uma anomalia pertinente para esse contador durante horas nas figuras 6 e 7 refere-se aos valores máximos
um período em que o contador esteja fixo (ver figura 4). de persuasão de alta intensidade do quadro 4. Por uma
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1539
questão de simplificação, por exemplo, o facto de o 11.5.3 – A figura 6 ilustra três casos de qualidade in-
sistema de aviso também estar ativo quando o sistema correta do reagente:
de persuasão está ativo não foi indicado nas ilustrações
dadas. Caso de utilização 1: o operador continua a operar a
máquina, apesar do aviso, até o funcionamento da máquina
Figura 4 ser bloqueado;
Caso de reparação 1 (reparação «má» ou «desonesta»):
Reativação e reposição a zero de um contador após um período após bloqueio do funcionamento da máquina, o condutor
em que o valor por ele indicado foi mantido fixo
muda a qualidade do reagente, mas, pouco depois, muda
de novo para um reagente de má qualidade. O sistema de
persuasão é imediatamente reativado e o funcionamento
da máquina é bloqueado após duas horas de funciona-
mento do motor;
Caso de reparação 2 («boa» reparação): após o
bloqueio do funcionamento da máquina, o condutor
retifica a qualidade do reagente. Porém, algum tempo
depois, reabastece de novo com reagente de má qua-
lidade. Os processos de aviso, de persuasão e de con-
tagem recomeçam a partir de zero.
Figura 6
Abastecimento com reagente de má qualidade
11.5.2 – A figura 5 ilustra o funcionamento dos me-
canismos de ativação e de desativação ao monitorizar a
disponibilidade do reagente em cinco casos:
Caso de utilização 1: o operador continua a operar a
máquina, apesar do aviso, até o funcionamento da máquina
ser bloqueado;
Caso de reabastecimento 1 (reabastecimento «ade-
quado»): o operador reabastece o reservatório de reagente
por forma a deixá-lo acima do limiar dos 10%. Os sistemas
de aviso e de persuasão são desativados;
Casos de reabastecimento 2 e 3 (reabastecimento «ina-
dequado»): o sistema de aviso é ativado. O nível de aviso
depende da quantidade de reagente disponível;
Caso de reabastecimento 4 (reabastecimento «muito
inadequado»): o sistema de persuasão de baixa intensidade
é ativado imediatamente.
11.5.4 – A figura 7 ilustra três casos de anomalia do
Figura 5
sistema de dosagem de ureia. E também ilustra o processo
que se aplica no caso das anomalias de monitorização
Disponibilidade do reagente
descritas no n.º 9.
Caso de utilização 1: o operador continua a operar a
máquina, apesar do aviso, até o funcionamento da máquina
ser bloqueado;
Caso de reparação 1 («boa» reparação): após o blo-
queio do funcionamento da máquina, o operador repara
o sistema de dosagem. Porém, algum tempo depois, o
sistema de dosagem falha de novo. Os processos de
aviso, de persuasão e de contagem recomeçam a partir
de zero;
Caso de reparação 2 («má» reparação): durante o pe-
ríodo de persuasão de baixa intensidade (limitação do
binário), o operador repara o sistema de dosagem. Porém,
algum tempo depois, o sistema de dosagem falha de novo.
O sistema de persuasão de baixa intensidade é imediata-
mente reativado e o contador recomeça a partir do valor
que tinha no momento da reparação.
1540 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
Figura 7 2 – São excluídas do ensaio as seguintes condições de
funcionamento do motor:
Anomalia do sistema de dosagem de reagente
a) Pontos abaixo de 30% do binário máximo;
b) Pontos abaixo de 30% da potência máxima.
O fabricante pode solicitar que o serviço técnico exclua
certos pontos de funcionamento da zona de controlo de-
finida nos n.ºs 1 e 2 durante a certificação/homologação.
Mediante parecer positivo da entidade homologadora, o
serviço técnico pode aceitar esta exclusão se o fabricante
demonstrar que o motor nunca pode funcionar em tais
pontos seja qual for a combinação de máquinas com que
é utilizado.
Figura 1
Zona de controlo
12 – Demonstração da concentração mínima aceitável
do reagente (CDmin)
12.1 – O fabricante deve demonstrar o valor correto
de CDmin durante a homologação realizando a parte a
quente do ciclo NRTC recorrendo a um reagente com a
concentração CDmin.
12.2 – O ensaio deve seguir-se ao(s) ciclo(s) NCD
apropriado(s) ou ao ciclo de pré-condicionamento definido
pelo fabricante, permitindo a um sistema de controlo de
emissões dos NOX em circuito fechado proceder à adap-
tação à qualidade do reagente com a concentração CDmin.
12.3 – As emissões de poluentes resultantes deste en-
saio devem ser mais baixas do que o limiar para os NOX
especificado no n.º 7.1.1. ANEXO II
Ficha de Informações n.º…
APÊNDICE 2
Relativa à homologação no que diz respeito às medidas
Requisitos da zona de controlo contra a emissão de poluentes gasosos e de partículas pe-
para os motores da fase IV los motores de combustão interna a instalar em máquinas
móveis não rodoviárias.
1 – Zona de controlo do motor (Diretiva n.º 97/68/CE, com a última redação que lhe
A zona de controlo (ver figura 1) é definida do seguinte foi dada pela Diretiva n.º 2010/26/UE).
modo: Motor precursor/tipo de motor (1): …
Gama de velocidades: velocidade A a velocidade ele- 0 – Generalidades:
vada; 0.1 – Marca (firma): …
0.2 – Tipo e designação comercial do motor precursor
em que: e (se aplicável) da família de motores (1): …
0.3 – Código do tipo utilizado pelo fabricante, conforme
Velocidade A = velocidade baixa + 15% (velocidade marcado no(s) motor(es) (1):
elevada – velocidade baixa); 0.4 – Especificação das máquinas a propulsionar pelo
motor (2): …
Velocidade elevada e velocidade baixa, tal como defi- 0.5 – Nome e endereço do fabricante: …
nidas no anexo III ou, se o fabricante, com base na opção Nome e endereço do eventual mandatário do fabri-
indicada no n.º 1.2.1 do anexo III, optar por utilizar o cante: …
procedimento do anexo 4-B do Regulamento UNECE 0.6 – Localização, código e método de aposição do
n.º 96, com a redação que lhe foi dada pela série 03 de número de identificação do motor: …
alterações, deve ser usada a definição dos n.º s 2.1.33 e 0.7 – Localização e método de aposição da marca de
2.1.37 do Regulamento UNECE n.º 96, com a redação homologação CE: …
que lhe foi dada pela série 03 de alterações. 0.8 – Endereço(s) da(s) linha(s) de montagem: …
Se a velocidade do motor A medida se situar a ±3% da
velocidade do motor declarada pelo fabricante, utilizam-se Anexos:
as velocidades declaradas para o motor. Se a tolerância
for excedida em relação a qualquer uma das velocidades 1.1 – Características essenciais do(s) motor(es)
de ensaio, utilizam-se as velocidades do motor medidas. precursor(es) (ver apêndice 1).
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1541
1.2 – Características essenciais da família de motores 1.17 – Sistema de admissão: depressão máxima ad-
(ver apêndice 2). missível na admissão à velocidade nominal do motor e a
1.3 – Características essenciais do tipo de motor dentro 100 % da carga: …kPa.
da família (ver apêndice 3). 1.18 – Sistema de escape: contrapressão máxima ad-
2 – Características das partes da máquina móvel rela- missível no escape à velocidade nominal do motor e a
cionadas com o motor (se aplicável). 100 % da carga: …kPa.
3 – Fotografias do motor precursor. 2 – Medidas adotadas contra a poluição do ar
4 – Lista de outros eventuais anexos 2.1 – Dispositivo para reciclar os gases do cárter: sim/
(data, processo). não (2).
2.2 – Dispositivos antipoluição adicionais (se existirem
(1) Riscar o que não interessa. e não forem abrangidos por outra rubrica).
(2) Conforme definido no artigo 2.º
2.2.1 – Catalisador: sim/não (2).
2.2.1.1 – Marca(s): …
APÊNDICE 1 2.2.1.2 – Tipo(s): …
2.2.1.3 – Número de catalisadores e elementos …
Características essenciais do motor (precursor) (1) 2.2.1.4 – Dimensões e volume do(s) catalisador(es): …
1 – Descrição do motor 2.2.1.5 – Tipo de ação catalítica: …
1.1 – Fabricante: … 2.2.1.6 – Carga total de metais preciosos: …
1.2 – Código do fabricante do motor: … 2.2.1.7 – Concentração relativa: …
1.3 – Ciclo: quatro tempos/dois tempos (2). 2.2.1.8 – Substrato (estrutura e material): …
1.4 – Diâmetro: …mm. 2.2.1.9 – Densidade das células: …
1.5 – Curso: …mm. 2.2.1.10 – Tipo de alojamento do(s) catalisador(es): …
1.6 – Número e disposição dos cilindros: … 2.2.1.11 – Localização do(s) catalisador(es) (lugar(es)
1.7 – Cilindrada: …cm3. e distância(s) máxima(s)/ mínima(s) do motor):
1.8 – Velocidade nominal: … 2.2.1.12 – Intervalo de funcionamento normal (K): …
1.9 – Velocidade de binário máximo: … 2.2.1.13 – Reagente consumível (se aplicável): …
1.10 – Taxa de compressão volumétrica (3): … 2.2.1.13.1 – Tipo e concentração de reagente necessá-
1.11 – Descrição do sistema de combustão: … rios à ação catalítica: …
1.12 – Desenho(s) da câmara de combustão e da cabeça 2.2.1.13.2 – Intervalo de temperaturas de funciona-
do êmbolo: … mento normal do reagente: ……
1.13 – Área da secção transversal mínima das janelas 2.2.1.13.3 – Norma internacional (se aplicável): …
de admissão e de escape: … 2.2.1.14 – Sensor de NOx: sim/não (2).
1.14 – Sistema de arrefecimento: 2.2.2 – Sensor de oxigénio: sim/não (2).
1.14.1 – Líquido 2.2.2.1 – Marca(s): …
1.14.1.1 – Natureza do líquido: … 2.2.2.2 – Tipo: …
1.14.1.2 – Bomba(s) de circulação: sim/não (2) … 2.2.2.3 – Localização: …
1.14.1.3 – Características ou marca(s) e tipo(s) (se 2.2.3 – Injeção de ar: sim/não (2).
aplicável): … 2.2.3.1 – Tipo (ar pulsado, bomba de ar, etc.): …
1.14.1.4 – Razão(ões) de transmissão (se aplicável): … 2.2.4 – EGR: sim/não (2).
1.14.2 – Ar: 2.2.4.1 – Características (arrefecida/não arrefecida, alta
1.14.2.1 – Ventoinha: sim/não (2). pressão/baixa pressão, etc.): …
1.14.2.2 – Características ou marca(s) e tipo(s) (se 2.2.5 – Coletor de partículas: sim/não (2).
aplicável): … 2.2.5.1 – Dimensões e capacidade do coletor de par-
1.14.2.3 – Razão(ões) de transmissão (se aplicável): … tículas: …
1.15 – Temperatura admitida pelo fabricante 2.2.5.2 – Tipo e conceção do coletor de partículas: …
1.15.1 – Arrefecimento por líquido: temperatura má- 2.2.5.3 – Localização (lugar(es) e distância(s) máxima(s)/
xima à saída: …K. mínima(s) do motor): …
1.15.2 – Arrefecimento por ar: ponto de referência: … 2.2.5.4 – Método ou sistema de regeneração, descrição
Temperatura máxima no ponto de referência: …K. e ou desenho: …
1.15.3 – Temperatura máxima do ar de sobrealimenta- 2.2.5.5 – Intervalo de funcionamento normal (K) e
ção à saída do permutador de calor (se aplicável): …K. intervalo de pressões (kPa): …
1.15.4 – Temperatura máxima de escape no ponto do(s) 2.2.6 – Outros sistemas: sim/não (2).
tubo(s) de escape adjacente(s) à(s) flange(s) exterior(es) 2.2.6.1 – Descrição e funcionamento: …
do(s) coletor(es) de escape: …K. 3 – Alimentação de combustível para os motores diesel
1.15.5 – Temperatura do lubrificante: 3.1 – Bomba de alimentação:
Mínimo: …K; Pressão (3) ou diagrama característico: …kPa
Máximo: …K. 3.2 – Sistema de injeção:
1.16 – Sobrealimentador: sim/não (2) 3.2.1 – Bomba:
1.16.1 – Marca: … 3.2.1.1 – Marca (s): …
1.16.2 – Tipo: … 3.2.1.2 – Tipo(s): …
1.16.3 – Descrição do sistema (por exemplo, pressão 3.2.1.3 – Débito: … e … mm3 por curso (3) ou ciclo a
máxima de sobrealimentação, válvula de descarga, se injeção plena à velocidade da bomba de: … rpm, nomi-
aplicável): … nal, e... rpm, binário máx., respetivamente, ou diagrama
1.16.4 – Permutador de calor: sim/não (2). característico.
1542 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
Mencionar o método utilizado: no motor / no banco 1.6 – Sistema de combustível: …
de bombas (2) 1.7 – Sistemas de gestão do motor:
3.2.1.4 – Avanço da injeção: Prova de identidade de acordo com o(s) número(s)
3.2.1.4.1 – Curva de avanço da injeção (3)… do(s) desenho(s):
3.2.1.4.2 – Regulação de injeção (3)…
3.2.2 – Tubagem de injeção Sistema de arrefecimento do ar de sobrealimentação: …
3.2.2.1 – Comprimento: …mm Recirculação dos gases de escape (2): …
3.2.2.2 – Diâmetro interno: …mm Injeção/emulsão de água (2): ….
3.2.3 – Injetor(es): Injeção de ar (2): …
3.2.3.1 – Marca(s): …
3.2.3.2 – Tipo(s): … 1.8 – Sistema de pós-tratamento dos gases de escape (2): …
3.2.3.3 – Pressão de abertura (3) ou diagrama caracte- Prova de razão idêntica (ou mais baixa para o motor pre-
rístico: …kPa cursor): capacidade do sistema/débito de combustível por
3.2.4 – Regulador: curso de acordo com o(s) número(s) do(s) diagrama(s): …
3.2.4.1 – Marca (s): … 2 – Lista da família de motores:
3.2.4.2 – Tipo (s): … 2.1 – Designação da família de motores: …
3.2.4.3 – Velocidade a que o corte tem início em plena 2.2 – Especificação dos motores dentro dessa família:
carga (3) …rpm Motor Motores
3.2.4.4 – Velocidade máxima sem carga (3)…rpm percursor (*) no seio da família (**)
3.2.4.5 – Velocidade de marcha lenta sem carga (3)… rpm
3.3 – Sistema de arranque a frio: Tipo de motor. . . . . . . . . . . . .
3.3.1 – Marca (s): … Número de cilindros. . . . . . . .
Velocidade nominal (min-1) . .
3.3.2 – Tipo(s): … Débito de combustível por curso
3.3.3 – Descrição: … (mm3), à potência útil nominal
4 – Regulação das válvulas Potência útil nominal (kW). . .
4.1 – Elevação máxima e ângulos de abertura e fecho Velocidade a que se obtém a
em relação aos pontos mortos superiores ou dados equi- potência máxima (min-1). . .
Potência útil máxima (kW) . .
valentes: … Velocidade a que se obtém o
4.2 – Gamas de referência e ou de regulação (2) binário máximo (min-1) . . .
4.3 – Sistema variável de regulação das válvulas (se Débito de combustível por curso
aplicável, e se à admissão e ou ao escape)… (mm3), ao binário máximo
Binário máximo (Nm) . . . . . .
4.3.1 – Tipo: contínuo ou ligado/desligado (2) Velocidade de marcha lenta
4.3.2 – Ângulo de fase da came (min-1) sem carga . . . . . . . .
5 – Configuração dos orifícios: Cilindrada unitária (em % em
5.1 – Posição, dimensão e número relação ao motor percursor) 100
6 – Sistema de ignição (*) Para mais pormenores, ver apêndice 1.
6.1 – Bobina de ignição (**) Para mais pormenores, ver apêndice 3.
6.1.1 – Marca(s) … (1) A completar em conjunto com as especificações dadas nos n.ºs 5
6.1.2 – Tipo(s) … e 6 do anexo I.
6.1.3 – Número … (2) Se não aplicável escrever n.a.
6.2 – Vela(s) de ignição …
6.2.1 – Marca(s) … APÊNDICE 3
6.2.2 – Tipo(s) …
6.3 – Magneto … Características essenciais do tipo de motor
6.3.1 – Marca(s) … dentro da família (1)
6.3.2 – Tipo(s) … 1 – Descrição do motor:
6.4 – Regulação da ignição: 1.1 – Fabricante: …
6.4.1 – Avanço estático em relação ao ponto morto 1.2 – Código do fabricante do motor: …
superior (graus de ângulo da cambota) 1.3 – Ciclo: quatro tempos/dois tempos (2).
6.4.2 – Curva de avanço, se aplicável: … 1.4 – Diâmetro: …mm
(1) No caso de haver vários motores precursores, a apresentar para
1.5 – Curso: …mm
cada um deles. 1.6 – Número e disposição dos cilindros: …
(2) Riscar o que não interessa 1.7 – Cilindrada: …cm3
(3) Especificar a tolerância 1.8 – Velocidade nominal: …
1.9 – Velocidade de binário máximo: …
APÊNDICE 2
1.10 – Taxa de compressão volumétrica (3): …
1.11 – Descrição do sistema de combustão: …
Características essenciais da família de motores
1.12 – Desenho(s) da câmara de combustão e da cabeça
1 – Parâmetros comuns (1): do êmbolo: …
1.1 – Ciclo de combustão: … 1.13 – Área da secção transversal mínima das janelas
1.2 – Fluido de arrefecimento: … de admissão e de escape:
1.3 – Método de aspiração do ar: … 1.14 – Sistema de arrefecimento:
1.4 – Tipo/conceção da câmara de combustão: … 1.14. – Líquido:
1.5 – Válvulas e janelas – configuração, dimensões e 1.14.1.1 – Natureza do líquido: …
número: … 1.14.1.2 – Bomba(s) de circulação: sim/não (2) …
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1543
1.14.1.3 – Características ou marca(s) e tipo(s) (se 2.2.3 – Injeção de ar: sim/não (2):
aplicável): … 2.2.3.1 – Tipo (ar pulsado, bomba de ar, etc.): …
1.14.1.4 – Razão(ões) de transmissão (se aplicável): … 2.2.4 – EGR: sim/não (2):
1.14.2 – Ar: 2.2.4.1 – Características (arrefecida/não arrefecida, alta
1.14.2.1 – Ventoinha: sim/não (2). pressão/baixa pressão, etc.):
1.14.2.2 – Características ou marca(s) e tipo(s) (se 2.2.5 – Coletor de partículas: sim/não (2):
aplicável): … 2.2.5.1 – Dimensões e capacidade do coletor de par-
1.14.2.3 – Razão(ões) de transmissão (se aplicável): … tículas: …
1.15 – Temperatura admitida pelo fabricante: 2.2.5.2 – Tipo e conceção do coletor de partículas: …
1.15.1 – Arrefecimento por líquido: temperatura má- 2.2.5.3 – Localização (lugar(es) e distância(s)
xima à saída: …K. máxima(s)/mínima(s) do motor): …
1.15.2 – Arrefecimento por ar: ponto de referência: … 2.2.5.4 – Método ou sistema de regeneração, descrição
Temperatura máxima no ponto de referência: … K. e ou desenho: …
1.15.3 – Temperatura máxima do ar de sobrealimenta- 2.2.5.5 – Intervalo de funcionamento normal (K) e
ção à saída do permutador de calor (se aplicável): …K. intervalo de pressões (kPa): …
1.15.4 – Temperatura máxima de escape no ponto do(s) 2.2.6 – Outros sistemas: sim/não (2):
tubo(s) de escape adjacente(s) à(s) flange(s) exterior(es) 2.2.6.1 – Descrição e funcionamento: …
do(s) coletor(es) de escape: …K. 3 – Sistema de combustível – motores diesel
1.15.5 – Temperatura do lubrificante: 3.1 – Bomba de alimentação:
Mínimo: …K; Pressão (3) ou diagrama característico: …kPa
Máximo: …K. 3.2 – Sistema de injeção
1.16 – Sobrealimentador: sim/não (2). 3.2.1 – Bomba:
1.16.1 – Marca: … 3.2.1.1 – Marca(s): …
1.16.2 – Tipo: … 3.2.1.2 – Tipo(s): …
1.16.3 – Descrição do sistema, por exemplo, pressão 3.2.1.3 – Débito: … e … mm3 por curso (3) ou ciclo a
máxima de sobrealimentação, válvula de descarga (se injeção plena à velocidade da bomba de: …rpm, nomi-
aplicável): … nal, e..... rpm, binário máx., respetivamente, ou diagrama
1.16.4 – Permutador de calor: sim/não (2). característico.
1.17 – Sistema de admissão: depressão máxima ad- Mencionar o método utilizado: no motor/no banco de
missível à admissão à velocidade nominal do motor e a bombas (2)
100 % de carga: …kPa. 3.2.1.4 – Avanço da injeção
3.2.1.4.1 – Curva de avanço da injeção (3):
1.18 – Sistema de escape: contrapressão máxima ad-
3.2.1.4.2 – Regulação da injeção (3):
missível no escape à velocidade nominal do motor e a
3.2.2 – Tubagem de injeção:
100 % de carga: …kPa. 3.2.2.1 – Comprimento: …mm
2 – Medidas adotadas contra a poluição do ar 3.2.2.2 – Diâmetro interno: …mm
2.1 – Dispositivo para reciclar os gases do cárter: sim/ 3.2.2.3 – Injetor(es):
não (2): 3.2.3.1 – Marca(s): …
2.2 – Dispositivos antipoluição adicionais (se existirem 3.2.3.2 – Tipo(s): …
e não forem abrangidos por outra rubrica): 3.2.3.3 – Pressão de abertura (3) ou diagrama caracte-
2.2.1 – Catalisador: sim/não (2): rístico: …kPa
2.2.1.1 – Marca(s): … 3.2.4 – Regulador
2.2.1.2 – Tipo(s): … 3.2.4.1 – Marca(s)…
2.2.1.3 – Número de catalisadores e elementos … 3.2.4.2 – Tipo(s): …
2.2.1.4 – Dimensões e volume do(s) catalisador(es): … 3.2.4.3 – Velocidade a que o corte tem início a plena
2.2.1.5 – Tipo de ação catalítica: … carga (3) …rpm
2.2.1.6 – Carga total de metais preciosos: … 3.2.4.4 – Velocidade máxima sem carga (3) …rpm
2.2.1.7 – Concentração relativa: … 3.2.4.5 – Velocidade de marcha lenta sem carga (3): …rpm
2.2.1.8 – Substrato (estrutura e material): … 3.3 – Sistema de arranque a frio:
2.2.1.9 – Densidade das células: … 3.3.1 Marca(s): …
2.2.1.10 – Tipo de alojamento do(s) catalisador(es): … 3.3.2 – Tipo(s): …
2.2.1.11 – Localização do(s) catalisador(es) (lugar(es) 3.3.3 – Descrição: …
e distância(s) máxima(s)/ mínima(s) do motor): … 4 – Regulação das válvulas
2.2.1.12 – Intervalo de funcionamento normal (K): … 4.1 – Elevação máxima e ângulos de abertura e fecho
2.2.1.13 – Reagente consumível (se aplicável): … em relação aos pontos mortos superiores ou dados equi-
2.2.1.13.1 – Tipo e concentração de reagente necessá- valentes: …
rios à ação catalítica: … 4.2 – Gamas de referência e ou de regulação (2) …
2.2.1.13.2 – Intervalo de temperaturas de funciona- 4.3 – Sistema variável de regulação das válvulas, se
mento normal do reagente: … aplicável, e se à admissão e ou ao escape …
2.2.1.13.3 – Norma internacional (se aplicável): … 4.3.1 – Tipo: contínuo ou ligado/desligado
2.2.1.14 – Sensor de NOx: sim/não (2): 4.3.2 – Ângulo de fase da came
2.2.2 – Sensor de oxigénio: sim/não (2): 5 – Configuração das janelas de admissão e de escape:
2.2.2.1 – Marca(s): … 5.1 – Posição, dimensão e número
2.2.2.2 – Tipo: … 6 – Sistema de ignição
2.2.2.3 – Localização: … 6.1 – Bobina de ignição
1544 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
6.1.1 – Marca(s) … Além disso, são aplicáveis os seguintes requisitos:
6.1.2 – Tipo(s) …
i) Requisitos de durabilidade tal como definidos no
6.1.3 – Número … apêndice 5;
6.2 – Vela(s) de ignição … ii) Disposições relativas à zona de controlo do motor
6.2.1 – Marca(s) … estabelecidas no n.º 7.6 do anexo I (apenas motores da
6.2.2 – Tipo(s) … fase IV);
6.3 – Magneto … iii) Requisitos em matéria de declaração das emissões
6.3.1 – Marca (s) … de CO2, tal como estabelecido no apêndice 6 para os mo-
6.3.2 – Tipo(s) … tores ensaiados de acordo com o procedimento do presente
6.4 – Regulação da ignição: anexo. No caso de motores ensaiados de acordo com o
6.4.1 – Avanço estático em relação ao ponto morto procedimento do anexo 4-B do Regulamento UNECE
superior (graus de ângulo da cambota) n.º 96, com a redação que lhe foi dada pela série 03 de
6.4.2 – Curva de avanço (se aplicável): … alterações, é aplicável o apêndice 7;
iv) Combustível de referência previsto no anexo IV
(1) A apresentar para cada motor da família.
(2) Riscar o que não interessa.
deve ser utilizado para os motores ensaiados em conformi-
(3) Especificar a tolerância. dade com os requisitos do presente anexo. O combustível
de referência previsto no anexo IV deve ser utilizado
ANEXO III no caso de motores ensaiados em conformidade com os
requisitos do anexo 4-B do Regulamento UNECE n.º 96,
Método de ensaio com a redação que lhe foi dada pela série 03 de alterações.
1 – Introdução 1.2.1.1 – No caso de o fabricante optar por, em confor-
midade com o n.º 7.6.2 do anexo I, utilizar o procedimento
1.1 – O presente anexo descreve o método de determi- especificado no anexo 4-B do Regulamento UNECE
nação das emissões de gases e partículas poluentes pelos n.º 96, com a redação que lhe foi dada pela série 03 de
motores a ensaiar. alterações, para o ensaio de motores das fases I, II, III-A
Aplicam-se os seguintes ciclos de ensaio: ou III-B, devem ser utilizados os ciclos de ensaio espe-
a) o ciclo NRSC (ciclo em condições estacionárias não cificados no n.º 3.7.1.
rodoviário) é adequado para a especificação do equipa- 1.3 – Princípio da medição
mento utilizado para a medição das emissões de monóxido As emissões de escape do motor a medir incluem os
de carbono, hidrocarbonetos, óxidos de azoto e partículas componentes gasosos, tais como monóxido de carbono e
para as fases I, II, III-A, III-B e IV dos motores descritos o conjunto de hidrocarbonetos e óxidos de azoto e as par-
nas alíneas a) e b) do n.º 1 do artigo 2.º, e tículas. Além disso, o dióxido de carbono é muitas vezes
b) o ciclo NRTC (ciclo em condições transientes não utilizado como gás traçador para determinar a razão de
rodoviário) é utilizado para a medição das emissões de diluição dos sistemas de diluição do caudal parcial e total.
A boa prática da engenharia recomenda a medição geral
monóxido de carbono, hidrocarbonetos, óxidos de azoto
do dióxido de carbono como uma ferramenta excelente
e partículas para as fases III-B e IV dos motores descritos
para a deteção de problemas de medição durante o ensaio.
na alínea a) do n.º 1 do artigo 2.º; 1.3.1 – Ensaio NRSC
c) no que diz respeito aos motores destinados a utili- Durante uma sequência prescrita de condições de fun-
zação em embarcações de navegação interior, utiliza-se cionamento, com os motores aquecidos, examinam-se
o método de ensaio especificado na Norma ISO 8178-4 continuamente as amostras das emissões de escape acima
e no anexo VI (código NOx) da Convenção Marpol (1) mencionadas retirando uma amostra dos gases de escape
73/78 da OMI(2); brutos. O ciclo de ensaio consiste num certo número de
d) no caso de motores de propulsão de automotoras, modos de velocidade e binário, ou carga, que cobrem a
é usado um NRSC para a medição de gases e partículas gama de funcionamento típica de motores diesel. Du-
poluentes para a fase III-A e para a fase III-B; rante cada modo, determinam-se a concentração de cada
e) no caso de motores de propulsão de locomotivas, poluente gasoso, o fluxo de escape e a potência, sendo
é usado um NRSC para a medição de gases e partículas os valores medidos ponderados. Dilui-se a amostra de
poluentes para a fase III-A e para a fase III-B. partículas com ar ambiente condicionado. Retira-se uma
amostra durante a execução de todo o ensaio, recolhida
(1) MARPOL: Convenção Internacional para a Prevenção da Po- em filtros adequados.
luição por Navios.
(2) OMI: Organização Marítima Internacional. Alternativamente, retira-se uma amostra em filtros se-
parados, uma para cada modo e calculam-se os resultados
1.2 – Seleção de procedimento de ensaio ponderados do ciclo.
O ensaio é efetuado com o motor montado num banco Calcula-se a massa, em gramas, de cada poluente emi-
de ensaio e ligado a um dinamómetro. tida por kilowatt-hora conforme se descreve no apêndice 3.
1.2.1 – Procedimento de ensaio para as fases I, II, III-A, 1.3.2 – Ensaio NRTC
III-B e IV O ciclo de ensaio transiente prescrito, que reflecte de
O ensaio é efetuado em conformidade com o procedi- perto as condições de funcionamento dos motores diesel
mento previsto no presente anexo ou, ao critério do fabri- instalados em máquinas não rodoviárias, é realizado duas
cante, é aplicado o procedimento de ensaio especificado no vezes:
anexo 4-B do Regulamento UNECE n.º 96, com a redação a) a primeira vez (arranque a frio) depois de o motor
que lhe foi dada pela série 03 de alterações. ter atingido a temperatura ambiente e as temperaturas do
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1545
líquido de arrefecimento e do óleo do motor, dos sistemas 2.2.2 – Validade do ensaio
de pós-tratamento e de todos os dispositivos auxiliares Para que o ensaio seja reconhecido como válido, o
de controlo do motor estarem estabilizadas entre 20 °C parâmetro fa deve satisfazer a seguinte relação:
e 30 °C; 0,96 ≤ fa ≤ 1,06
b) a segunda vez (arranque a quente) após um período
de 20 minutos de estabilização a quente, tendo início ime- 2.2.3 – Motores com arrefecimento do ar de sobrea-
diatamente após a conclusão do ciclo de arranque a frio; limentação
c) Durante esta sequência de ensaio, analisam-se Regista-se a temperatura do ar de sobrealimentação
os poluentes acima indicados. A sequência de ensaio que, à velocidade e carga total nominais declaradas, deve
consiste num ensaio com arranque a frio, após o arre- estar a ±5 K da temperatura máxima do ar de sobrealimen-
fecimento natural ou forçado do motor, num período tação especificada pelo fabricante. A temperatura do meio
de estabilização a quente e num ensaio com arranque de arrefecimento deve ser de pelo menos 293 K (20 °C).
a quente, e resulta no cálculo das emissões compostas. Se se utilizar um sistema da sala de ensaio ou um so-
Utilizando os sinais do binário e da velocidade do mo- prador externo, regula-se a temperatura do ar de sobrea-
tor dados pelo dinamómetro para motores, calcula-se o limentação a ±5 K da temperatura máxima especificada
integral da potência para o intervalo de tempo do ciclo, pelo fabricante à velocidade de potência e carga completa
o que resulta no trabalho fornecido pelo motor durante o máximas declaradas. Não se deve modificar a temperatura
ciclo. Determinam-se as concentrações dos componen- e o caudal do fluído de arrefecimento no ponto de regulação
tes gasosos ao longo do ciclo, quer nos gases de escape acima para todo o ciclo de ensaio. O volume do arrefecedor
brutos por integração do sinal do analisador de acordo do ar de sobrealimentação baseia-se na boa prática de en-
com o apêndice 3, quer nos gases de escape diluídos genharia e em aplicações típicas dos veículos ou máquinas.
de um sistema CVS de diluição em circuito total por Facultativamente, a regulação do arrefecedor do ar
integração ou amostragem em sacos de acordo com o de sobrealimentação pode ser efetuada com a norma
apêndice 3. No que diz respeito às partículas, recolhe-se SAE J 1937.
uma amostra proporcional dos gases de escape diluídos 2.3 – Sistema de admissão do ar para o motor
num filtro determinado quer por diluição em circuito O motor em ensaio deve ser equipado com um sistema
parcial quer por diluição em circuito total. Dependendo de admissão de ar que apresente uma restrição à entrada
do método utilizado, determina-se o caudal dos gases de ar a ±300 Pa do valor especificado pelo fabricante para
de escape diluídos ou não diluídos durante o ciclo para um filtro de ar limpo às condições de funcionamento do
calcular os valores das emissões mássicas dos poluentes. motor especificadas pelo fabricante de modo a obter-se
Relacionam-se estes valores com o trabalho do motor um caudal máximo de ar. As restrições devem ser regu-
para se obter a massa, em gramas, de cada poluente ladas à velocidade e carga completa. Pode-se utilizar um
emitido por kilowatt-hora. sistema existente na sala de ensaios, desde que reproduza
As emissões (g/kWh) são medidas durante ambos os as condições reais de funcionamento do motor.
ciclos, a frio e a quente. As emissões compostas ponde- 2.4 – Sistema de escape do motor
radas são calculadas aplicando-se uma ponderação de O motor em ensaio deve ser equipado com um sistema
10 % aos resultados do arranque a frio e de 90 % aos do de escape que apresente uma contrapressão no escape a
arranque a quente. As emissões compostas ponderadas ±650 Pa do valor especificado pelo fabricante para as
devem respeitar os limites. condições normais de funcionamento de modo a obter-se
a potência máxima declarada do motor.
2 – Condições de ensaio Se o motor estiver equipado com um dispositivo de
pós-tratamento dos gases de escape, o tubo de escape deve
2.1 – Requisitos gerais ter o mesmo diâmetro que o existente em uso ao longo
Todos os volumes e caudais volumétricos devem ser de um comprimento de pelo menos quatro diâmetros de
reduzidos às condições de 273 K (0 °C) e 101,3 kPa. tubo a montante da entrada do início da secção alargada
2.2 – Condições do ensaio do motor que contém o dispositivo de pós-tratamento. A distância
2.2.1 – Medem-se a temperatura absoluta Ta do ar de entre a flange do coletor de escape ou da saída do turbo-
admissão do motor, expressa em Kelvin, e a pressão at- compressor e o dispositivo de pós-tratamento dos gases de
mosférica seca ps, expressa em kPa, e determina-se o escape deve ser o mesmo que na configuração na máquina
parâmetro fa de acordo com as seguintes disposições: ou dentro das especificações de distância do fabricante.
A contrapressão com restrição de escape deve seguir os
Motores com aspiração normal e motores com sobreali- mesmos critérios acima e pode ser regulada com uma
mentação mecânica: válvula. O recipiente de pós-tratamento pode ser removido
0,7
durante os ensaios em banco e durante o mapeamento do
§ 99 · § T · motor e substituído por um recipiente equivalente que
f a = ¨¨ ¸¸ ¨ ¸ tenha um suporte catalisador inativo.
© p s ¹ © 298 ¹
2.5 – Sistema de arrefecimento
O sistema de arrefecimento do motor deve ter capa-
Motores turbo comprimidos com ou sem arrefecimento cidade suficiente para manter o motor às temperaturas
do ar de admissão: normais de funcionamento prescritas pelo fabricante.
2.6 – Lubrificante
0,7
§ 99 · § T ·
1, 5
As especificações do lubrificante utilizado para o ensaio
f a = ¨¨ ¸¸ × ¨ ¸ devem ser registadas e apresentadas com os resultados
© ps ¹ © 298 ¹
do ensaio.
1546 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
2.7 – Combustível de ensaio (par) deve ser pesado, sendo registada a tara. O filtro (par)
O combustível deve ser o combustível de referência deve então ser armazenado numa placa de Petri fechada
especificado no anexo IV ou num suporte de filtro até ser necessário para o ensaio.
O índice de cetano e o teor de enxofre do combustível Se o filtro (par) não for utilizado no prazo de oito horas
de referência utilizado para o ensaio devem ser registados a seguir à sua renovação da câmara de pesagem deve ser
respetivamente nos n.ºs 1.1.1 e 1.1.2 do apêndice 1 do pesado novamente antes da utilização.
anexo VI. 3.3 – Instalação do equipamento de medida
A temperatura do combustível à entrada da bomba de Os instrumentos e as sondas de recolha de amostras
injeção deve estar compreendida entre 306 K e 316 K devem ser instalados conforme necessário. Quando se
[(33-43) °C]. utilizar um sistema de diluição total do fluxo para a di-
luição dos gases de escape, o tubo de escape deve ser
3 – Condução do ensaio NRSC ligado ao sistema.
3.4 – Arranque do sistema de diluição e do motor
3.1 – Determinação das regulações do dinamómetro O sistema de diluição e o motor devem começar a fun-
A base da medição das emissões específicas é a po- cionar e aquecer até que todas as temperaturas e pressões
tência ao freio não corrigida de acordo com a norma tenham estabilizado a plena carga e a velocidade nominal,
ISO 14396. nos termos do n.º 3.7.2.
Os dispositivos auxiliares que apenas sejam necessários 3.5 – Ajustamento da razão de diluição
para o funcionamento da máquina e que possam estar O sistema de recolha de amostras de partículas deve
montados no motor, devem ser retirados para a realiza- começar a funcionar em derivação, por bypass, para o mé-
ção dos ensaios. Dá-se como exemplo a seguinte lista todo do filtro único, sendo facultativo para o método dos
incompleta: filtros múltiplos. A concentração de fundo de partículas
a) Compressor de ar para os travões; no ar de diluição pode ser determinada passando o ar de
b) Compressor da direção assistida; diluição através dos filtros de partículas. Se for utilizado
c) Compressor do sistema de ar condicionado; ar de diluição filtrado, pode ser feita uma única medição
d) Bombas para os atuadores hidráulicos. em qualquer altura antes, durante ou após o ensaio. Se o
ar de diluição não for filtrado, a medição deve ser feita
Nos casos em que os dispositivos auxiliares não tenham numa amostra retirada durante o ensaio.
sido retirados, determina-se a potência por eles absorvida, O ar de diluição deve ser regulado de modo a obter uma
a fim de determinar as regulações do dinamómetro, exceto temperatura da face do filtro compreendida entre 315 K
no que diz respeito a motores em que esses dispositivos (42 °C) e 325 K (52 °C) em cada modo. A razão total de
auxiliares fazem parte integrante do motor, como por diluição não deve ser inferior a quatro.
exemplo ventoinhas de arrefecimento em motores arre- Nota. — Para o procedimento em estado estacionário, a temperatura
fecidos a ar. do filtro deve ser mantida à temperatura máxima de 325 K (52 °C) ou
A restrição à admissão e a contrapressão no tubo de abaixo desta, em vez de respeitar a gama de temperaturas de 42 °C a
52 °C.
escape devem ser ajustadas de acordo com os limites su-
periores especificados pelo fabricante, em conformidade
com o indicado nos n.ºs 2.3 e 2.4. Para ambos os métodos do filtro único ou dos filtros
Os valores do binário máximo às velocidades de ensaio múltiplos, o caudal mássico da amostra através do filtro
especificadas devem ser determinadas experimentalmente deve ser mantido a uma proporção constante do caudal
a fim de se calcularem os valores do binário para os mo- mássico dos gases de escape diluídos no que diz respeito
dos de ensaio especificados. No caso dos motores que aos sistemas de escoamento total em todos os modos. Esta
não sejam concebidos para funcionar ao longo de uma razão de massas deve ter uma tolerância de ± 5 % no que
gama de velocidades em uma curva do binário a plena diz respeito ao valor médio do modo, exceto nos primeiros
carga, o binário máximo às velocidades de ensaio deve 10 segundos de cada modo no caso dos sistemas que não
ser declarado pelo fabricante. tenham a possibilidade de derivação. Para os sistemas de
A regulação do motor para cada modo de ensaio deve diluição parcial do fluxo com o método do filtro único, o
ser calculada utilizando a seguinte fórmula: caudal mássico através do filtro deve ser constante com
uma tolerância de ± 5 % no que diz respeito ao valor médio
ª L º do modo durante cada modo, exceto nos primeiros 10 se-
S = «(PM + PAE ) × - PAE
¬ 100 »¼ gundos de cada modo para os sistemas que não tenham a
possibilidade de derivação.
Se a relação Para os sistemas controlados pela concentração de CO2
ou NOx, o teor de CO2 ou NOx do ar de diluição deve ser
PAE medido no início e no fim de cada ensaio. As medições das
≥ 0,03 concentrações de fundo de CO2 ou NOx do ar de diluição
PM antes e após o ensaio devem ficar compreendidas, respe-
tivamente, dentro de um intervalo de 100 ppm ou 5 ppm.
O valor de PAE pode ser verificado pela autoridade de Quando se utilizar um sistema de análise dos gases
homologação. de escape diluídos, as concentrações de fundo relevantes
3.2 – Preparação de filtros de recolha de amostras devem ser determinadas pela recolha de ar de diluição
Pelo menos uma hora antes do ensaio, cada filtro (par) num saco de recolha de amostras ao longo de toda a se-
deve ser colocado numa placa de Petri, fechada mas não quência do ensaio.
selada numa câmara de pesagem, para efeitos de estabi- A concentração de fundo contínua, sem saco, pode
lização. No final do período de estabilização, cada filtro ser tomada no mínimo em três pontos, no início, no fim
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1547
e num ponto próximo do meio do ciclo, calculando-se a
Modo Velocidade do motor Carga Factor
respetiva média. A pedido do fabricante, as medições de número (r/min) (%) de ponderação
fundo podem ser omitidas.
3.6 – Verificação dos analisadores 3 80 % 50 0,15
Os analisadores das emissões devem ser colocados em 4 63 % 25 0,15
zero e calibrados.
3.7 – Ciclo do ensaio Os motores de propulsão de velocidade fixa destinados
3.7.1 – Especificações do equipamento em conformi- às embarcações de navegação interior com hélices de
dade com o n.º 1 do artigo 2.º passo variável ou acopladas electricamente são ensaiados
3.7.1.1 – Especificação A num dinamómetro utilizando o seguinte ciclo de quatro
No que diz respeito aos motores abrangidos pelas alí- modos em estado estacionário (6), que se caracteriza pela
neas a) e c) do n.º 1 do artigo 2.º, utiliza-se o seguinte
mesma carga e pelos mesmos factores de ponderação que
ciclo de oito modos (1) no funcionamento do dinamómetro
o ciclo supra, mas funcionando o motor à velocidade
com o motor a ensaiar:
nominal em cada ciclo.
Modo Velocidade do motor Carga Factor
número (r/min) (%) de ponderação Modo Velocidade do motor Carga Factor
número (r/min) (%) de ponderação
1 Nominal ou de referência (2) . . . . . . 100 0,15
2 Nominal ou de referência (2) . . . . . . 75 0,15 1 Nominal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 0,20
3 Nominal ou de referência (2) . . . . . . 50 0,15 2 Nominal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 0,50
4 Nominal ou de referência (2) . . . . . . 10 0,10 3 Nominal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50 0,15
5 Intermédia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 0,10 4 Nominal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 0,15
6 Intermédia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 0,10
7 Intermédia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50 0,10
8 Marcha lenta sem carga . . . . . . . . . . – 0,15
3.7.1.4 – Especificação D
No que diz respeito aos motores abrangidos pela alí-
nea d) do n.º 1 do artigo 2.º, utiliza-se o seguinte ciclo de
3.7.1.2 – Especificação B três modos (7) no funcionamento do dinamómetro com o
No que diz respeito aos motores abrangidos pela alí- motor a ensaiar:
nea b) do n.º 1 do artigo 2.º, utiliza-se o seguinte ciclo de
cinco modos (3) no funcionamento do dinamómetro com Modo
número
Velocidade do motor
(r/min)
Carga
(%)
Factor
de ponderação
o motor a ensaiar:
Modo Velocidade do motor Carga Factor 1 Nominal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 0,25
número (r/min) (%) de ponderação 2 Intermédia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50 0,15
3 Marcha lenta sem carga . . . . . . . . . . – 0,60
1 Nominal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 0,05
2 Nominal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 0,25 Notas
3 Nominal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50 0,30
1
4 Nominal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 0,30 ( ) Idêntico ao ciclo C1 descrito no n.º 8.3.1.1 da norma ISO 8178-4 .
5 Nominal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 0,10 (2) A velocidade de referência é definida no n.º 4.3.1 do anexo III.
(3) Idêntico ao ciclo D2 descrito no n.º 8.4.1 da norma ISO 8178-4 (E).
(4) Os motores auxiliares de velocidade constante devem ser certifi-
Os valores de carga são valores percentuais do biná- cados de acordo com o ciclo de funcionamento ISO D2, ou seja, o ciclo
rio correspondente à potência primária definida como a de 5 modos em estado estacionário especificado no n.º 3.7.1.2, enquanto
potência máxima disponível durante uma sequência de os motores auxiliares de velocidade variável devem ser certificados
de acordo com o ciclo de funcionamento ISO C1, ou seja, o ciclo de
potência variável, que pode ocorrer durante um número 8 modos em estado estacionário especificado no n.º 3.7.1.1
ilimitado de horas por ano, entre manutenções nos inter- (5) Idêntico ao ciclo E3 descrito nos n.os 8.5.1, 8.5.2 e 8.5.3 da norma
valos declarados e nas condições ambientais declaradas, ISO 8178-4 (E). Os quatro modos assentam numa curva de hélice média
sendo a manutenção efetuada de acordo com o prescrito baseada em medidas em uso.
pelo fabricante. (6) Idêntico ao ciclo E2 descrito nos n. os 8.5.1, 8.5.2 e 8.5.3 da
norma ISO 8178-4 (E).
3.7.1.3 – Especificação C (7) Idêntico ao ciclo F da norma ISO 8178 -4(E);
No que diz respeito aos motores de propulsão (4) desti-
nados a utilização em embarcações de navegação interior, 3.7.2 – Condicionamento do motor
utiliza-se o método de ensaio especificado na Norma O aquecimento do motor e do sistema deve ser efetuado
ISO 8178-4 e no anexo VI (código NOx) da Convenção à velocidade e binário máximos a fim de estabilizar os
Marpol 73/78 da OMI. parâmetros do motor de acordo com as recomendações
Os motores de propulsão que funcionam com curva do fabricante.
de hélice de passo fixo são testados num dinamómetro Nota: O período de condicionamento deve também
utilizando o seguinte ciclo de quatro modos em estado impedir a influência de depósitos provenientes de um
estacionário(5), desenvolvido para representar o funcio-
ensaio anterior no sistema de escape. Exige-se também
namento de motores diesel marítimos comerciais em con-
um período de estabilização entre os pontos de ensaio,
dições normais.
para minimizar as influências de passagem de um ponto
para outro.
Modo Velocidade do motor Carga Factor
número (r/min) (%) de ponderação 3.7.3 – Sequência do ensaio
Dá-se início à sequência de ensaio. O ensaio deve ser
1 100 % (Nominal) 100 0,20 realizado pela ordem dos números dos modos conforme
2 91 % 75 0,50 acima indicado para os ciclos de ensaio.
1548 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
Durante cada modo do ciclo de ensaio em questão após utilizando o método do balanço do carbono e do oxigénio
o período inicial de transição, mantém-se a velocidade conforme o n.º 1.2.3 do apêndice 1.
especificada a ± 1 % da velocidade nominal ou ± 3 min-1, Quaisquer outros dados necessários para os cálculos
conforme o que for maior, exceto para a marcha lenta sem devem ser registados nos termos dos n.ºs 1.1 e 1.2 do
carga, que deve estar dentro das tolerâncias declaradas apêndice 3.
pelo fabricante. O binário especificado deve ser mantido 3.8 – Reverificação dos analisadores
de modo a que a média durante o período em que as me- Após o ensaio das emissões, deve-se utilizar um gás
dições estiverem a ser efetuadas não divirja mais do que de colocação no zero e o mesmo gás de calibração para
± 2 % do binário máximo à velocidade de ensaio. a reverificação. O ensaio é considerado aceitável se a
Para cada ponto de medição é necessário um tempo diferença entre as duas medições for inferior a 2 %.
mínimo de 10 minutos. Se para o ensaio de um motor
forem necessários tempos de recolha de amostras maiores 4 – Condução do ensaio NRTC
para se poder obter uma massa de partículas suficiente no
filtro de medição, a duração dos modos de ensaio pode 4.1 – Introdução
ser alargado conforme necessário. O ciclo em condições transientes não rodoviário
A duração do modo deve ser registada e incluída num (NRTC) consta do apêndice 4 do anexo III, como uma
relatório. sequência segundo a segundo de valores normalizados da
Os valores das concentrações das emissões gasosas velocidade e binário aplicáveis a todos os motores diesel
pelo escape devem ser medidos e registados durante os abrangidos pelo presente diploma. Para realizar o ensaio
últimos três minutos do modo. num banco de ensaios de motores, os valores normali-
A recolha de amostras de partículas e a medição das zados são convertidos em valores reais para o motor em
emissões gasosas não devem ter início antes de terminada ensaio, com base na curva de mapeamento do motor. Essa
a estabilização do motor, conforme definido pelo fabri- conversão é referida como desnormalização, e o ciclo de
cante, e os finais respetivos devem coincidir. ensaios desenvolvido é referido como o ciclo de referência
A temperatura do combustível deve ser medida à en- do motor a ensaiar. Utilizando esses valores de velocidade
trada da bomba de injeção de combustível, ou conforme e do binário de referência, realiza-se o ciclo no banco
especificado pelo fabricante, registando-se o local de de ensaios, registando-se os valores da velocidade e do
medição. binário de retroação. Para validar o ensaio e ao completá-
3.7.4 – Resposta do analisador -lo, realiza-se uma análise de regressão entre os valores
Os resultados fornecidos pelos analisadores devem ser de velocidade e do binário de referência e de retroação.
registados por um registador de agulhas ou medidos com 4.1.1 – É proibida a utilização de dispositivos manipula-
um sistema equivalente de aquisição de dados; os gases dores ou de estratégias irracionais de controlo de emissões.
de escape devem passar através dos analisadores pelo 4.2 – Procedimento de mapeamento do motor
menos durante os últimos três minutos de cada modo. Ao gerar o NRTC no banco de ensaios, o motor deve
Se for aplicada a recolha de amostras em sacos para a ser mapeado antes de realizar o ciclo de ensaios para
medição do CO e do CO2 diluídos, conforme o n.º 1.4.4 determinar a curva velocidade-binário.
do apêndice 1, deve ser recolhida uma amostra num saco 4.2.1 – Determinação da gama de velocidades de ma-
durante os últimos três minutos de cada modo, sendo a peamento
amostra analisada e os respetivos resultados registados. As velocidades mínima e máxima de mapeamento são
3.7.5 - Recolha de amostras de partículas definidas como segue:
A recolha de amostras de partículas pode ser feita quer Velocidade mínima de mapeamento = velocidade de
com o método do filtro único quer pelo método dos filtros marcha lenta sem carga
múltiplos, conforme o n.º 1.5 do apêndice 1. Dado que Velocidade máxima de mapeamento = nhi × 1,02 ou a
os resultados dos métodos podem diferir ligeiramente, o velocidade em que o binário a plena carga cai para zero,
método utilizado deve ser declarado com os resultados. conforme a que for inferior em que nhi é a velocidade ele-
Para o método do filtro único, os factores de ponde- vada definida como a velocidade mais elevada do motor
ração de cada modo especificados no procedimento do quando é fornecida 70 % da potência nominal.
ciclo de ensaio devem ser tidos em consideração durante
a recolha de amostras através do ajustamento do caudal 4.2.2 – Curva de mapeamento do motor
e ou tempo de recolha. O aquecimento do motor deve ser efetuado à velocidade
A recolha de amostras deve ser conduzida o mais tarde máxima a fim de estabilizar os parâmetros do motor de acordo
possível dentro de cada modo. O tempo de recolha por modo com as recomendações do fabricante e a boa prática da en-
deve ser de pelo menos 20 segundos para o método do filtro genharia. Quando o motor estiver estabilizado, realiza-se o
único e pelo menos 60 segundos para o método dos filtros mapeamento do motor de acordo com os seguintes passos.
múltiplos. Para os sistemas sem a possibilidade de derivação, 4.2.2.1 – Mapa em condições transientes
o tempo de recolha por modo deve ser de pelo menos 60 se-
gundos para os métodos do filtro único e dos filtros múltiplos. a) Retira-se a carga do motor que é operado à veloci-
3.7.6 – Parâmetros do motor dade de marcha lenta sem carga;
A velocidade e a carga, a temperatura do ar de admissão, b) O motor é operado a plena carga com a bomba de
o caudal de combustível e o caudal do ar ou dos gases de injeção à velocidade mínima de mapeamento;
escape do motor devem ser medidos para cada modo logo c) Aumenta-se a velocidade do motor a uma taxa média
que o motor se tenha estabilizado. de 8 ± 1 min-1/s desde a velocidade mínima à velocidade
Se a medição do caudal dos gases de escape ou me- máxima de mapeamento. Registam-se os pontos de velo-
dição do ar de combustão e do consumo de combustível cidade e do binário do motor a uma taxa de amostragem
não forem possíveis, esses valores podem ser calculados de pelo menos um ponto por segundo.
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1549
4.2.2.2 – Mapa passo a passo Se a velocidade de referência medida se situar no
intervalo de ± 3 % da velocidade de referência declarada
a) Retira-se a carga do motor sendo operado à veloci-
pelo fabricante, a velocidade de referência declarada
dade de marcha lenta sem carga;
b) O motor é operado à regulação de plena carga da pode ser utilizada para o ensaio de medição das emissões.
bomba de injeção à velocidade mínima de mapeamento; Se a tolerância for excedida, utiliza-se a velocidade de
c) Mantendo-se a plena carga, mantém-se a velocidade referência medida para o ensaio de medição das emis-
mínima de mapeamento durante pelo menos 15 s e regista- sões (1).
-se o binário médio durante os últimos 5 s. Determina-se (1) Estes valores estão em conformidade com a ISO 8178-11.
a curva do binário máximo desde a velocidade mínima à
velocidade máxima de mapeamento com incrementos de
4.3.2 – Desnormalização da velocidade do motor
velocidade não superiores a 100 ± 20 /min. Cada ponto
de ensaio é mantido durante pelo menos 15 s, e regista-se Desnormaliza-se a velocidade utilizando a seguinte
o binário médio durante os últimos 5 s. equação:
% veloc. × (veloc. de referência - veloc. de marcha lenta sem carga )
4.2.3 – Geração da curva de mapeamento Veloc . =
100
+ veloc. marcha lenta sem carga
Ligam-se todos os pontos de dados registados no
n.º 4.2.2 utilizando uma interpolação linear entre os pon-
tos. A curva resultante do binário é a curva de mapeamento 4.3.3 – Desnormalização do binário do motor
que é utilizada para converter os valores normalizados Os valores do binário no programa do dinamómetro do
do binário do programa do dinamómetro do motor do motor do apêndice 4 do anexo III são normalizados para
apêndice 4 em valores reais de binário para o ciclo de o binário máximo à velocidade respetiva. Desnormalizam-
ensaios, conforme descrito no n.º 4.3.3. -se os valores de binário do ciclo de referência através
4.2.4 – Mapeamento alternativo da curva de mapeamento determinada de acordo com o
Se um fabricante pensar que as técnicas de mapeamento n.º 4.2.2, do seguinte modo:
acima indicadas não são seguras ou não são representati- % binário × binário máximo
vas para um dado motor, podem-se utilizar técnicas de ma- Binário real =
100
peamento alternativas. Estas técnicas devem satisfazer a
intenção dos procedimentos de mapeamento especificados
para determinar o binário máximo disponível a todas as Para a velocidade real respetiva determinada no n.º 4.3.2.
velocidades do motor atingidas durante os ciclos de ensaio.
Os desvios das técnicas de mapeamento, especificadas 4.3.4 – Exemplo de procedimento de desnormalização
neste ponto, por razões de segurança ou representativi- Como exemplo, desnormaliza-se o seguinte ponto de
dade são aprovadas pelas partes envolvidas juntamente ensaio:
com a justificação da respetiva utilização. Todavia, em
caso algum pode a curva de binário ser traçada através % velocidade = 43 %
de velocidades de motor descendentes para os motores % binário = 82 %
governados ou turbocomprimidos. Dados os seguintes valores:
4.2.5 – Repetições de ensaios Velocidade de referência = 2 200 min-1
Os motores não precisam de ser mapeados antes de cada Velocidade de marcha lenta sem carga = 600 min-1
ciclo de ensaios. Um motor deve ser remapeado antes de Obtém-se velocidade real
um ciclo de ensaios se: 43 × (2200 - 600)
velocidade real = + 600 = 1288 min -1
a) Decorreu um período de tempo não razoável entre 100
o último mapeamento, conforme determinado pelo sen-
timento de engenharia, ou Com o binário máximo de 700 N m observado na curva
b) Foram efetuadas mudanças físicas ou recalibrações de mapeamento a 1288 min-1
ao motor, que podem potencialmente afectar o compor-
82 × 700
tamento funcional do motor. Binário real = = 574 N ⋅ m
100
4.3 – Geração do ciclo de ensaios de referência
4.3.1 – Velocidade de referência 4.4 – Dinamómetro
A velocidade de referência (nref) corresponde aos valo- 4.4.1 – Ao utilizar uma célula de carga, transfere-se
res da velocidade normalizados a 100 % especificados no o sinal do binário para o eixo do motor e considera-se
programa do dinamómetro no apêndice 4 do anexo III. O a inércia do dinamómetro. O binário real do motor é o
ciclo efetivo do motor resultante da desnormalização para binário lido na célula de carga adicionado do momento
a velocidade de referência depende, em larga medida, da de inércia do freio multiplicado pela aceleração angular.
seleção da velocidade de referência adequada. Determina- O sistema de controlo tem de realizar este cálculo em
-se a velocidade de referência pela seguinte fórmula: tempo real.
nref = velocidade baixa + 0,95 × (velocidade elevada – 4.4.2 – Se o motor for ensaiado com um dinamómetro
– velocidade baixa) de correntes de Foucault, recomenda-se que o número de
pontos, em que a diferença Tsp – 2 × π × nsp× ΘD é inferior
(a velocidade elevada é a velocidade mais elevada do mo- a –5 % do binário de pico, não exceda 30, em que Tsp é o
tor à qual se fornece 70 % da potência nominal, ao passo binário exigido, nsp é a derivada da velocidade do motor
que a velocidade baixa é a velocidade mais baixa do motor e ΘD é a inércia de rotação do dinamómetro de correntes
à qual se fornece 50 % da potência nominal). de Foucault.
1550 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
4.5 – Ensaio de medição das emissões diluído dos gases de escape através de um sistema de
O fluxograma a seguir descreve a sequência do ensaio: diluição em circuito parcial para eliminar a condensação
de água do sistema e obter uma temperatura à face do
filtro compreendida entre 315 K (42 °C) e 325 K (52 °C).
Preparação do motor, medições 4.5.4 – Arranque do sistema de recolha de amostras
prévias, e calibrações de partículas
Coloca-se em funcionamento o sistema de recolha
de amostras de partículas funcionando em derivação. A
concentração de fundo de partículas no ar de diluição
Ensaio NRTC pode ser determinada pela recolha de amostras do ar de
diluição antes da entrada dos gases de escape no túnel de
diluição. É preferível que a amostra de partículas de fundo
Elaboração do traçado do motor (curva binário seja recolhida durante o ciclo em condições transientes se
houver outro sistema de recolha de amostras de partículas.
máx.) Caso contrário, pode-se utilizar o sistema de recolha de
Elaboração do ciclo de ensaio de referência amostras de partículas utilizado para recolher as partículas
do ciclo em condições transientes. Se for utilizado ar de
Execução de um ou mais ciclos preliminares diluição filtrado, pode-se efetuar uma medição antes ou
depois do ensaio. Se o ar de diluição não for filtrado, as
para verificar motor/célula de medições devem ser feitas antes do início e após o fim do
ensaio/sistemas de emissões ciclo, tomando-se a média dos valores.
4.5.5 – Verificação dos analisadores
Os analisadores das emissões devem ser colocados a
Arrefecimento do motor natural ou forçado zero e calibrados. Se forem utilizados sacos de recolha
de amostras, é necessário esvaziá-los.
4.5.6 – Prescrições para o arrefecimento
Pode ser aplicado um procedimento de arrefecimento
Preparação de todos os sistemas para natural ou forçado. Para um arrefecimento forçado,
amostragem e recolha de dados utilizam-se técnicas reconhecidas para criar sistemas de
circulação de ar de arrefecimento no motor, bem como de
óleo frio no sistema de lubrificação do motor, de extração
do calor do líquido de arrefecimento através do sistema
de arrefecimento do motor, e de extração do calor de um
Fase de emissões de escape com arranque a frio sistema de pós-tratamento dos gases de escape. No caso
de arrefecimento forçado do sistema de pós-tratamento de
gases de escape, o ar de arrefecimento não deve ser apli-
Estabilização a quente cado antes de a temperatura do sistema de pós-tratamento
ter descido abaixo da temperatura de ativação catalítica.
Não são autorizados procedimentos de arrefecimento que
Fase de emissões de escape com arranque a conduzam a emissões não representativas.
quente O ensaio de medição das emissões de escape do ciclo de
arranque a frio pode começar após um arrefecimento ape-
nas quando as temperaturas do óleo do motor, do líquido
Pode realizar-se um ou mais ciclos preliminares, con- de arrefecimento e do sistema de pós-tratamento tenham
forme for necessário, para verificar o motor, a célula de estabilizado entre 20 °C e 30 °C durante um intervalo
ensaio e os sistemas de emissão antes do ciclo de medição. mínimo de 15 minutos.
4.5.1 – Preparação dos filtros de recolha de amostras 4.5.7 – Realização do ciclo
Pelo menos uma hora antes do ensaio, coloca-se cada 4.5.7.1 – Ciclo de arranque a frio
filtro numa placa de Petri, protegida contra a contaminação A sequência de ensaio começa com o ciclo de arranque
por pó mas que permita a troca de ar, que é, por sua vez, a frio uma vez terminado o arrefecimento e quando todos
colocada numa câmara de pesagem, para efeitos de estabi- os requisitos definidos no n.º 4.5.6 estiverem preenchidos.
lização. No final do período de estabilização, pesa-se cada Faz-se arrancar o motor de acordo com o procedimento
filtro, sendo registada a sua massa. Armazena-se então o de arranque recomendado pelo fabricante no manual de
filtro numa placa de Petri fechada ou num porta-filtros utilização, utilizando quer um motor de arranque de série
selado até ser necessário para o ensaio. Utiliza-se o filtro quer o dinamómetro.
nas 8 horas que se seguem à sua remoção da câmara de Logo que o motor tenha arrancado, ligar um contador de
pesagem. Regista-se a tara. marcha lenta sem carga. Deixar o motor rodar livremente
4.5.2 – Instalação do equipamento de medição em marcha lenta sem carga durante 23 ± 1 s. Iniciar o ci-
Instalam-se os instrumentos e as sondas de recolha clo transiente do motor de modo a que o primeiro registo
conforme necessário. Liga-se o tubo de escape ao sistema sem marcha lenta sem carga do ciclo ocorra aos 23 ± 1 s.
de diluição em circuito total, se utilizado. O período de marcha lenta sem carga está incluído nos
4.5.3 – Arranque do sistema de diluição 23 ± 1 s.
O sistema de diluição é colocado em funcionamento. Realiza-se o ensaio de acordo com o ciclo de referência
Regula-se o caudal total dos gases de escape diluídos indicado no apêndice 4 do anexo III. Determinam-se os
de um sistema de diluição em circuito total ou o caudal pontos de controlo da velocidade e do binário do motor
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1551
com uma frequência de 5 Hz ou superior (recomenda-se túnel principal e o caudal da amostra de partículas não
10 Hz). Calculam-se os pontos de controlo através de varia em mais de ± 5 % do seu valor fixado (exceto no que
interpolação linear entre os pontos de controlo a 1 Hz do diz respeito aos primeiros 10 segundos de recolha).
ciclo de referência. Registam-se a velocidade e o biná- Nota. — No caso de uma operação de dupla diluição, o caudal da
rio efetivos do motor pelo menos uma vez por segundo amostra é a diferença líquida entre o caudal que atravessa os filtros de
durante o ciclo de ensaios, podendo os sinais ser electro- recolha e o caudal de ar de diluição secundária.
nicamente filtrados.
4.5.7.2 – Resposta dos analisadores Registam-se a temperatura e a pressão médias à entrada
O equipamento de medição deve ser colocado em fun- do(s) aparelho(s) de medição dos gases ou dos instru-
cionamento simultaneamente com o arranque do motor mentos de medição do caudal. Caso não se possa manter
para: o caudal fixado durante o ciclo completo (com uma tole-
Começar a recolher ou analisar o ar de diluição, se for rância de ± 5 %) devido à elevada carga de partículas no
utilizado um sistema de diluição em circuito total; filtro, o ensaio é anulado. Repete-se o ensaio utilizando
Começar a recolher ou analisar os gases de escape um caudal inferior e ou um filtro de diâmetro maior.
brutos ou diluídos, dependendo do método utilizado; 4.5.7.4 – Paragem do motor durante o ciclo de arran-
Começar a medição da quantidade dos gases de escape que a frio
diluídos e as temperaturas e pressões requeridas; Se o motor parar em qualquer momento do ciclo de en-
Começar o registo do caudal mássico dos gases de saio de arranque a frio, pré-condiciona-se o motor, repetindo-
escape, se for utilizada a análise dos gases de escape -se o procedimento de arrefecimento; volta-se, em seguida,
brutos; a arrancar o motor e repete-se o ensaio. Se ocorrer uma
Começar o registo dos dados da velocidade e do binário avaria em qualquer um dos equipamentos de ensaio re-
provenientes do dinamómetro. queridos durante o ciclo de ensaio, o ensaio é anulado.
4.5.7.5 – Operações após o ciclo de arranque a frio
Se se utilizar a medição dos gases de escape brutos, Uma vez terminado o ciclo de arranque a frio do ensaio,
medem-se em contínuo as concentrações das emissões deve parar-se a medição do caudal dos gases de escape,
(HC, CO e NOx) e o caudal mássico dos gases de escape, do volume dos gases de escape diluídos, do caudal de
sendo registados com uma frequência mínima de 2 Hz gases para os sacos de recolha e a bomba de recolha de
num sistema informático. Todos os outros dados podem partículas. No caso de um sistema analisador por integra-
ser registados com uma frequência mínima de 1 Hz. No ção, continua-se com a recolha até ao fim dos tempos de
que diz respeito aos analisadores analógicos, regista-se a resposta do sistema.
resposta, podendo os dados de calibração ser aplicados Se forem utilizados sacos de recolha, as respetivas
em linha ou fora de linha durante a avaliação dos dados. concentrações devem ser analisadas logo que possível e,
Se for utilizado um sistema de diluição em circuito em qualquer caso, no intervalo máximo de 20 minutos
total, medem-se em contínuo as emissões de HC e de após o fim do ciclo de ensaio.
NOx no túnel de diluição com uma frequência mínima Após o ensaio de medição das emissões, deve-se utilizar
de 2 Hz. um gás de colocação no zero e o mesmo gás de calibração
Determinam-se as concentrações médias integrando os para a reverificação dos analisadores. O ensaio é consi-
sinais do analisador ao longo do ciclo de ensaio. O tempo derado aceitável se a diferença entre os resultados antes
de resposta do sistema não deve ser superior a 20 s, e deve do ensaio e após o ensaio for inferior a 2 % do valor do
ser coordenado com as flutuações do caudal do CVS e os gás de calibração.
desvios do tempo de recolha de amostras/ciclo de ensaio, se Os filtros de partículas devem voltar à câmara de pesa-
necessário. Determinam-se as emissões de CO e CO2 por in- gem o mais tardar uma hora após o fim do ensaio. Devem
tegração ou por análise das concentrações no saco de recolha ser condicionados numa placa de Petri, protegida contra
de amostras, recolhidas ao longo do ciclo. Determinam-se a contaminação por pó mas que permita a troca de ar,
as concentrações dos poluentes gasosos no ar de diluição durante uma hora pelo menos, e depois pesados. Regista-
pela integração ou por recolha no saco de recolha. Registam- -se o peso bruto dos filtros.
-se todos os outros parâmetros que precisam de ser medi- 4.5.7.6 – Estabilização a quente
dos com um mínimo de uma medição por segundo (1 Hz). Imediatamente após o motor ter sido desligado, des-
4.5.7.3 – Recolha de partículas ligar a(s) ventoinha(s) de arrefecimento do motor, se
Aquando do arranque do motor, o sistema de recolha utilizada(s), bem como o insuflador do CVS (ou desligar
de partículas deve ser comutado do modo de derivação o sistema de escape do CVS), se utilizado.
para o modo de recolha. Deixar o motor estabilizar a temperatura durante
Se se utilizar um sistema de diluição em circuito parcial, 20 ± 1 minutos. Preparar o motor e o dinamómetro para
a(s) bomba(s) de recolha deve(m) ser ajustada(s) de modo o ensaio de arranque a quente. Ligar os sacos de recolha
a que o caudal que atravessa a sonda de recolha de partí- esvaziados aos sistemas de recolha de amostras de gases
culas ou o tubo de transferência se mantenha proporcional de escape diluídos e de ar de diluição. Ligar o sistema
ao caudal mássico dos gases de escape. CVS (se utilizado ou ainda não estiver ligado) ou ligar o
Se se utilizar um sistema de diluição em circuito total, sistema de escape ao CVS (se estiver desligado). Ligar as
a(s) bomba(s) de recolha deve(m) ser regulada(s) de modo bombas de recolha de amostras (exceto a(s) bomba(s) de
a que o caudal que atravessa a sonda de recolha de partí- recolha de partículas), a(s) ventoinha(s) de arrefecimento
culas ou o tubo de transferência se mantenha num valor do motor e o sistema de recolha de dados.
a ± 5 % do caudal fixado. Se se utilizar compensação do Antes de dar início ao ensaio, o permutador de calor
caudal (isto é, controlo proporcional do caudal da amos- do CVS (se utilizado) e os componentes aquecidos de
tra), deve-se demonstrar que a relação entre o caudal no quaisquer sistemas de amostragem contínuos (se aplicável)
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devem ser pré-aquecidos às temperaturas de funciona- 4.6 – Verificação do ensaio
mento prescritas. 4.6.1 – Deslocação dos dados
Regular o caudal da amostra para o valor desejado e co- Para minimizar a influência da diferença de tempo
locar a zero os aparelhos de medição do caudal dos gases entre os valores de retroação e do ciclo de referência toda
do CVS. Instalar cuidadosamente um filtro de partículas a sequência dos sinais de retroação da velocidade e do
limpo em cada um dos porta-filtros e colocar os porta- binário do motor pode ser avançada ou atrasada no tempo
-filtros com os filtros na linha do caudal da amostra. em relação à sequência de referência da velocidade e do
4.5.7.7 – Ciclo de arranque a quente binário. Se os sinais de retroação forem deslocados, tanto
Logo que o motor tenha arrancado, ligar um contador de a velocidade como o binário devem ser deslocados pela
marcha lenta sem carga. Deixar o motor rodar livremente mesma quantidade no mesmo sentido.
em marcha lenta sem carga durante 23 ± 1 s. Iniciar o ciclo 4.6.2 – Cálculo do trabalho do ciclo
transiente do motor de modo a que o primeiro registo sem Calcula-se o trabalho real do ciclo Wact (kWh) utilizando
marcha lenta sem carga do ciclo ocorra aos 23 ± 1 s. O pe- cada um dos pares dos valores registados de velocidade e
ríodo de marcha lenta sem carga está incluído nos 23 ± 1 s. binário da retroação do motor. O trabalho real do ciclo é
Realiza-se o ensaio de acordo com o ciclo de referência utilizado para comparação com o trabalho do ciclo de refe-
indicado no apêndice 4 do anexo III. Determinam-se os rência Wref e para calcular as emissões específicas do freio
pontos de controlo da velocidade e do binário do motor utiliza-se a mesma metodologia para integrar a potência de
com uma frequência de 5 Hz ou superior (recomenda-se referência e a potência real do motor. Se os valores tiverem
10 Hz). Calculam-se os pontos de controlo através de sido determinados entre valores adjacentes de referência ou
interpolação linear entre os pontos de controlo a 1 Hz do valores adjacentes medidos, utiliza-se a interpolação linear.
ciclo de referência. Registam-se a velocidade e o biná- Ao integrar o trabalho do ciclo de referência e do ciclo
rio efetivos do motor pelo menos uma vez por segundo real, todos os valores do binário negativos são igualados
durante o ciclo de ensaio, podendo os sinais ser electro- a zero e incluídos no cálculo. Se a integração for feita
nicamente filtrados. a uma frequência inferior a 5 Hz e se, durante um dado
Repetir em seguida o procedimento descrito nos n.º 4.5.7.2 intervalo de tempo, o valor do binário varia de positivo
e 4.5.7.3. para negativo ou de negativo para positivo, calcula-se a
4.5.7.8 – Paragem do motor durante o ciclo de arranque porção negativa que é igualada a zero. A parte positiva é
a quente incluída no valor integrado.
Se o motor parar em qualquer momento do ciclo de
O valor de Wact deve estar compreendido entre – 15 %
arranque a quente, pode ser desligado e reestabilizado
e + 5 % de Wref.
durante 20 minutos. O ciclo de arranque a quente pode
então ser repetido. Apenas se admite uma reestabilização 4.6.3 – Estatísticas de validação do ciclo de ensaio
e uma repetição do ciclo de arranque a quente. Realizam-se regressões lineares dos valores de retro-
4.5.7.9 – Operações após o ciclo de arranque a quente ação em relação aos valores de referência no que diz
Uma vez terminado o ciclo de arranque a quente, deve respeito à velocidade, binário e potência. Depois de ter
parar-se a medição do caudal dos gases de escape, do vo- ocorrido qualquer deslocação dos dados de retroação,
lume dos gases de escape diluídos, do caudal de gases para pode-se selecionar esta opção. Utiliza-se o método dos
os sacos de recolha e a bomba de recolha de partículas. No mínimos quadrados, tendo a equação do melhor ajusta-
caso de um sistema analisador por integração, continua-se mento a forma:
com a recolha até ao fim dos tempos de resposta do sistema. y = mx + b
Se forem utilizados sacos de recolha, as respetivas
concentrações devem ser analisadas logo que possível e, em que:
em qualquer caso, no intervalo máximo de 20 minutos
após o fim do ciclo de ensaio. y = Valor de retroação, real, da velocidade (min–1),
Após o ensaio de medição das emissões, deve-se utilizar binário (N.m) ou potência (kW)
um gás de colocação no zero e o mesmo gás de calibração m = Declive da reta de regressão
para a reverificação dos analisadores. O ensaio é consi- x = Valor de referência da velocidade (min–1), binário
derado aceitável se a diferença entre os resultados antes (N.m) ou potência (kW)
do ensaio e após o ensaio for inferior a 2 % do valor do b = ordenada na origem da reta de regressão
gás de calibração.
Os filtros de partículas devem voltar à câmara de pesa- Calcula-se para cada reta de regressão o erro padrão
gem o mais tardar uma hora após o fim do ensaio. Devem da estimativa (SE) de y em relação a x e o coeficiente de
ser condicionados numa placa de Petri, protegida contra determinação (r2).
a contaminação por pó mas que permita a troca de ar, Recomenda-se que esta análise seja efetuada em inter-
durante uma hora pelo menos, e depois pesados. Regista- valos de 1 Hz. Para que um ensaio seja considerado válido,
-se o peso bruto dos filtros. os critérios do quadro 1 devem ser satisfeitos.
QUADRO 1
Tolerâncias da reta de regressão
Velocidade Binário Potência
Erro-padrão da estimativa (SE) de Y em relação a X . . . . . Máx. 100 min-1 Máx. 13% do binário máximo Máx. 8% da potência máxima
do motor do motor
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1553
Velocidade Binário Potência
Declive da reta de regressão, m . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,95 a 1,03 0,83 – 1,03 0,89 – 1,03
Coeficiente de determinação, r2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Min. 0,9700 Min. 0,8800 Min. 0,9100
Y ordenada na origem da linha de regressão, b . . . . . . . . . . + 50 min-1 ± 20 Nm ou ± 2% do binário ± 4 kW ou ± 2% da potência
máximo, conforme o maior máxima, conforme a maior
Apenas para efeito da regressão, são admitidas elimina- 1.2 – Escoamento dos gases de escape
ções de pontos onde indicado no quadro 2 antes de fazer o O escoamento dos gases de escape deve ser deter-
cálculo de regressão. Todavia, esses pontos não devem ser minado através de um dos métodos mencionados nos
eliminados para o cálculo do trabalho do ciclo e das emis- n.ºs 1.2.1 a 1.2.4.
sões. Um ponto de repouso é definido como um ponto que 1.2.1 – Método de medição direta
tenha um binário de referência normalizado de 0 % e uma Trata-se da medição direta do escoamento dos gases de
velocidade de referência normalizada de 0 %. A eliminação escape através de uma tubeira de escoamento ou sistema
de pontos pode ser aplicada à totalidade ou a qualquer parte de medição equivalente, cujos pormenores constam da
do ciclo. série de normas ISO 5167.
QUADRO 2 Nota. — A medição direta de um escoamento de gás é uma tarefa
difícil. Devem ser tomadas precauções para evitar erros de medição
Eliminações de análise de regressão admitidas; que teriam influência no erro dos valores das emissões.
os pontos a que se aplica
a eliminação de pontos têm de ser especificados
1.2.2 – Método de medição do ar e do combustível
Pontos de velocidade e ou binário e ou
potência que podem ser eliminados Trata-se da medição do escoamento de ar e do escoa-
Condição
com referência às condições indica- mento de combustível.
das na coluna da esquerda.
Utilizam-se medidores de escoamentos de ar e de com-
Primeiros 24 (± 1) s e últimos 25 s Velocidade, binário e potência bustível com a precisão definida no n.º 1.3.
Acelerador totalmente aberto e retro- Binário e ou potência. O cálculo do escoamento dos gases de escape faz-se
ação do binário <95 % do binário do seguinte modo:
de referência.
Acelerador totalmente aberto e retro- Velocidade e ou potência. GEXHW = GAIRW + GFUEL, para a massa de gases
ação da velocidade <95% da velo- de escape em base húmida.
cidade de referência.
Binário fechado, retroação da veloci- Binário e ou potência.
dade> velocidade de marcha lenta 1.2.3 – Método do balanço do carbono
sem carga + 50 min-1 e retroação Trata-se do cálculo da massa dos gases de escape a
do binário> 105% do binário de partir do consumo de combustível e das concentrações
referência. de gases de escape utilizando o método do balanço do
Binário fechado, retroação da veloci- Velocidade e ou potência.
dade ≤ velocidade de marcha sem carbono, conforme apêndice 3 do anexo III.
carga + 50 min-1, definido pelo fa- 1.2.4 – Método de medição do gás traçador
bricante medido ± 2% do binário O método envolve a medição da concentração de um
máximo. gás traçador nos gases de escape. Injeta-se uma quantidade
Acelerador fechado e retroação da Velocidade e ou potência.
velocidade> 105% da referência conhecida de um gás inerte, por exemplo hélio puro, como
da velocidade. traçador no escoamento dos gases de escape. O gás é mis-
turado e diluído com os gases de escape, mas não deve
reagir no tubo de escape. Mede-se então a concentração
APÊNDICE 1
do gás na amostra de gases de escape.
Para assegurar a mistura completa do gás traçador, a
Métodos de medição e de recolha de amostras sonda de recolha de amostras dos gases de escape deve
1 – Métodos de medição e de recolha de amostras no estar localizada a pelo menos 1 m ou 30 vezes o diâme-
ensaio NRSC tro do tubo de escape, conforme o valor mais elevado, a
Os componentes gasosos e as partículas emitidos pelo jusante do ponto de injeção do gás traçador. A sonda de
motor submetido a ensaio devem ser medidos pelos méto- amostragem deve estar localizada mais próxima do ponto
dos descritos no anexo V. Os métodos desse anexo descre- de injeção se se verificar uma mistura completa através
vem os sistemas de análise recomendados para as emissões da comparação da concentração do gás traçador com a
gasosas, definidas no n.º 1.1 e os sistemas de diluição e de concentração de referência quando o gás traçador for
recolha de amostras de partículas recomendados no n.º 1.2. injetado a montante do motor.
1.1 – Especificação do dinamómetro O caudal do gás traçador deve ser regulado de modo a
Deve utilizar-se um dinamómetro para motores com que a concentração do gás traçador à velocidade de mar-
características adequadas para realizar o ciclo de ensaio cha lenta sem carga do motor depois da mistura se torne
descrito no n.º 3.7.1 do anexo III. A instrumentação para inferior à escala completa do analisador do gás traçador.
a medição do binário e da velocidade deve permitir a O cálculo do caudal dos gases de escape faz-se do
medição da potência dentro dos limites dados. Podem seguinte modo:
ser necessários cálculos adicionais. A precisão do equipa- G T × ρ EXH
G EXHW =
G EXHW =
mento de medição deve ser tal que não sejam excedidas 60 × (conc mix - conc a )
as tolerâncias máximas dos valores dadas no n.º 1.3.
1554 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
em que: QUADRO 3
GEXHW = caudal mássico dos gases de escape base hú- Precisão dos instrumentos de medida
mida, kg/s
GT = caudal do gás traçador, cm3/min Número Aparelhos de medida Precisão
concmix = concentração instantânea do gás traçador após
mistura, ppm
1 Velocidade do motor . . . . . ± 2 % da leitura ou ± 1 % do
EXH
= densidade dos gases de escape, kg/m3 valor máximo do motor, con-
conca = concentração em base húmida do gás traçador forme o maior.
no ar de diluição 2 Binário . . . . . . . . . . . . . . . . ± 2 % da leitura ou ± 1 % do
valor máximo do motor, con-
forme o maior.
A concentração de fundo do gás traçador (conca) pode ser 3 Consumo de combustível. . . ± 2 % do valor máximo do motor
determinada calculando a média das concentrações de fundo 4 Consumo de ar . . . . . . . . . . ± 2 % da leitura ou ± 1 % do
medidas imediatamente antes do ensaio e após o ensaio. valor máximo do motor, con-
Quando a concentração de fundo for inferior a 1 % da forme o maior.
concentração do gás traçador após mistura (concmix) a um 5 Caudal dos gases de escape ± 2,5 % da leitura ou ± 1,5 %
do valor máximo do motor,
escoamento máximo de gases de escape, a concentração conforme o maior.
de fundo pode ser desprezada. 6 Temperatura ≤ 600 K . . . . . ± 2 K.
O sistema completo deve satisfazer as especificações de 7 Temperatura > 600 K . . . . . ± 1 % da leitura.
precisão para o escoamento de gases e deve ser calibrado 8 Pressão dos gases de escape ± 0,2 kPa absolutos.
9 Depressão à entrada de ar ± 0,05 kPa absolutos.
de acordo com o n.º 1.11.2 do apêndice 2. 10 Pressão atmosférica . . . . . . ± 0,1 kPa absolutos.
1.2.5 – Método de medição do caudal de ar da relação 11 Outras pressões . . . . . . . . . ± 0,1 kPa absolutos.
ar/combustível 12 Humidade relativa . . . . . . . ±5 % da leitura.
Esta medição envolve o cálculo do caudal mássico 13 Caudal do ar de diluição. . . ± 2 % da leitura.
14 Caudal dos gases de escape ± 2 % da leitura.
dos gases de escape a partir do caudal de ar e da relação diluídos.
ar/combustível. O cálculo do caudal mássico instantâneo
dos gases de escape faz-se do seguinte modo:
1.4 – Determinação dos componentes gasosos
§ 1 · 1.4.1 – Especificações gerais dos analisadores
GEXHW = GAIRW × ¨1 + ¸
© A / F st × λ ¹ Os analisadores devem ter uma gama de medida
adequada à precisão necessária para medir as concen-
A/Fst = 14,5 trações dos componentes dos gases de escape, con-
forme o n.º 1.4.1.1. Recomenda-se que os analisadores
§
¨ 1-
2 × conc co × 10 -4 ·
¸
funcionem de modo tal que as concentrações medidas
§
¨ 100 -
conc co × 10 - 4 -4 · ¨
- conc HC × 10 ¸ + ¨ 0,45 ×
3,5 × conc co2 ¸
× (conc co2 + conc co × 10 - 4 ) fiquem compreendidas entre 15 % e 100 % da escala
© 2 ¹ conc co × 10 ¸
-4
¨¨
©
1+
3,5 × conc co2 ¹
¸
¸ completa.
λ=
6,9078 × (conc co2 + conc co × 10 - 4 + conc HC × 10 - 4 ) Se o valor da escala completa for igual ou inferior
a 155 ppm, ou ppm C, ou se forem utilizados sistemas
em que: de visualização, como computadores ou dispositivos
de registo de dados, que forneçam uma precisão e uma
A/Fst = razão estequiométrica ar/combustível, kg/kg resolução suficientes abaixo de 15 % da escala completa,
λ = relação ar/combustível
são também aceitáveis concentrações abaixo de 15 %
concco2 = concentração de CO2 seco, %
concco = concentração do CO seco, ppm da escala completa. Neste caso, devem ser feitas cali-
concHC = concentração de HC, ppm brações adicionais para assegurar a precisão das curvas
de calibração, conforme o n.º 1.5.5.2 do apêndice 2 do
Nota. — O cálculo refere-se a um combustível para motores diesel anexo III.
com uma relação H/C igual a 1,8. A compatibilidade eletromagnética (CEM) do equipa-
mento deve ser tal que minimize erros adicionais.
O caudalímetro de ar deve satisfazer as especificações de
precisão contidas no quadro 3, o analisador de CO2 utilizadas 1.4.1.1 – Erros de medição
as especificações do n.º 1.4.1 e o sistema total, as especifi- O desvio do analisador relativamente ao ponto de
cações de precisão para o escoamento dos gases de escape. calibração nominal não pode ser superior a ± 2 % da
Facultativamente, o equipamento de medição da relação leitura em toda a gama de medição com exceção do
ar/combustível, tal como um sensor do tipo Zirconia, pode zero, ou a ± 0,3 % da escala completa no zero, conforme
ser utilizado para a medição da relação ar/combustível de o maior.
acordo com as especificações do n.º 1.4.4. Nota. — Para efeitos deste ponto, «precisão» é definida como o
1.2.6 – Caudal total dos gases de escape diluídos desvio da leitura do analisador em relação aos valores de calibração
Ao utilizar um sistema de diluição do escoamento total, nominais utilizando um gás de calibração (= valor verdadeiro).
deve-se medir o caudal total dos gases de escape diluídos
(GTOTW) com um PDP ou CFV ou SSV, conforme o n.º 1.2.1.2 1.4.1.2 – Repetibilidade
do anexo V. A precisão deve estar em conformidade com A repetibilidade, definida como 2,5 vezes o desvio-
as disposições do n.º 2.2 do apêndice 2 do anexo III. -padrão de 10 respostas consecutivas a um determinado
1.3 – Precisão dos instrumentos de medida gás de calibração, não deve ser superior a ± 1 % da con-
A calibração de todos os instrumentos de medida deve centração máxima para cada gama utilizada acima de
ser feita com base em normas nacionais ou internacionais 155 ppm, ou ppm C, ou ± 2 % de cada gama utilizada
e satisfazer os requisitos estabelecidos no quadro 3. abaixo de 155 ppm ou ppm C.
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1555
1.4.1.3 – Ruído A precisão do sensor com a parte eletrónica incorporada
A resposta pico a pico do analisador a gases de colo- deve ter as seguintes tolerâncias:
cação no zero ou gases de calibração durante qualquer
período de 10 segundos não deve exceder 2 % da escala ± 3 % da leitura λ <2
completa em todas as gamas utilizadas. ± 5 % da leitura 2 ≤ λ <5
1.4.1.4 – Desvio do zero ± 10 % da leitura 5 ≤ λ
O desvio do zero durante um período de uma hora deve
ser inferior a 2 % da escala completa na gama mais baixa Para se obter a precisão acima especificada, o sensor
utilizada. A resposta ao zero é definida como a resposta deve ser calibrado conforme especificado pelo fabricante
média, incluindo o ruído, a um gás de colocação no zero do instrumento.
durante um intervalo de tempo de 30 segundos. 1.4.5 – Recolha de amostras das emissões gasosas
1.4.1.5 – Desvio de calibração As sondas de recolha de amostras das emissões gaso-
O desvio da calibração durante um período de uma sas devem ser instaladas pelo menos 0,5 metros ou três
hora deve ser inferior a 2 % da escala completa na gama vezes o diâmetro do tubo de escape, conforme o valor
mais baixa utilizada. A calibração é definida como a di- mais elevado, a montante da saída do sistema de gases de
ferença entre a resposta à calibração e a resposta ao zero. escape, tanto quanto possível, e suficientemente próximo
A resposta à calibração é definida como a resposta média, do motor de modo a assegurar uma temperatura dos gases
incluindo o ruído, a um gás de calibração durante um de escape de pelo menos 343 K (70 °C) na sonda.
intervalo de tempo de 30 segundos. No caso de um motor multicilindros com um coletor de
1.4.2 – Secagem do gás escape ramificado, a entrada da sonda deve estar locali-
O dispositivo facultativo de secagem do gás deve ter zada suficientemente longe, a jusante, de modo a assegurar
um efeito mínimo na concentração dos gases medidos. Os que a amostra seja representativa das emissões médias de
secadores químicos não constituem um método aceitável escape de todos os cilindros. Nos motores multicilindros
de remoção da água da amostra. com grupos distintos de coletores, por exemplo nos mo-
1.4.3 – Analisadores tores em «V», é admissível obter uma amostra para cada
Os n.ºs 1.4.3.1 a 1.4.3.5 do presente apêndice descre- grupo individualmente e calcular uma emissão média de
vem os princípios de medida a utilizar. O anexo V contém escape. Podem ser utilizados outros métodos em relação
uma descrição pormenorizada dos sistemas de medida. aos quais se tenha podido demonstrar haver uma correla-
Os gases a medir devem ser analisados com os ins- ção com os métodos acima. Para o cálculo das emissões
trumentos a seguir indicados. Para os analisadores não de escape, deve ser utilizado o escoamento mássico total
lineares é admitida a utilização de circuitos de linearização. dos gases de escape do motor.
1.4.3.1 – Análise do monóxido de carbono (CO) Se a composição dos gases de escape for influenciada
O analisador de monóxido de carbono deve ser do tipo por qualquer sistema pós-tratamento do escape, a amostra
infravermelho não dispersivo (NDIR). de gases de escape deve ser retirada a montante desse dis-
1.4.3.2 – Análise do dióxido de carbono (CO2) positivo nos ensaios da fase I e a jusante desse dispositivo
O analisador de dióxido de carbono deve ser do tipo nos ensaios da fase II. Quando se utilizar um sistema de
infravermelho não dispersivo (NDIR). diluição do escoamento total para a determinação das
1.4.3.3 – Análise dos hidrocarbonetos (HC) partículas, as emissões gasosas podem também ser de-
O analisador de hidrocarbonetos deve ser do tipo terminadas nos gases de escape diluídos. As sondas de
aquecido de ionização por chama (HFID) com detetor, recolha de amostras devem estar próximas da sonda de
válvulas, tubagens, etc., aquecido de modo a manter a recolha de partículas no túnel de diluição, de acordo com
temperatura do gás em 463 K (190 °C) ± 10 K. o n.º 1.2.1.2 (DT) e o n.º 1.2.2 (PSP) do anexo V. O CO e o
1.4.3.4 – Análise dos óxidos de azoto (NOx)
CO2 podem ser facultativamente determinados através da
O analisador de óxidos de azoto deve ser do tipo de
quimioluminescência (CLD) ou do tipo de quimiolumi- recolha de amostras para um saco e subsequente medição
nescência aquecido (HCLD) com conversor NO2/NO, se da concentração no saco de amostras.
a medição for feita em base seca. Se a medição for feita 1.5 – Determinação das partículas
em base húmida, deve ser utilizado um analisador HCLD A determinação das partículas exige um sistema de
com conversor mantido acima de 328 K (55 °C) desde que diluição. A diluição pode ser obtida por um sistema de
a verificação do efeito de atenuação da água, conforme o diluição parcial do escoamento ou um sistema de dilui-
n.º 1.9.2.2 do apêndice 2 do anexo III, tenha sido satisfatória. ção total do escoamento. A capacidade de escoamento
Tanto para o CLD como para o HCLD, o percurso do gás do sistema de diluição deve ser suficientemente grande
é mantido a uma temperatura das paredes de 328 K a 473 K para eliminar completamente a condensação de água nos
(55 °C a 200 °C) até ao conversor, nas medições em base sistemas de diluição e de recolha de amostras, e manter
seca, e até ao analisador, nas medições em base húmida. a temperatura dos gases de escape diluídos à tempera-
1.4.4 – Medição da relação ar/combustível tura entre 315 K (42 °C) e 325 K (52 °C) ou menos,
O equipamento de medida da relação ar/combustível imediatamente a montante dos suportes dos filtros. Se
utilizado para determinar o escoamento dos gases de es- a humidade do ar for elevada, é permitida a desumidi-
cape conforme especificado no n.º 1.2.5 é um sensor da ficação do ar de diluição antes de entrar no sistema de
relação ar/combustível de gama larga ou um sensor lambda diluição. Se a temperatura ambiente for inferior a 293 K
do tipo Zircónia. (20 °C), recomenda-se o pré-aquecimento do ar de di-
O sensor é montado diretamente no tubo de escape luição acima do limite de temperatura de 303 K (30 °C).
num local em que a temperatura dos gases de escape seja Todavia, a temperatura do ar diluído não deve exceder
suficientemente elevada para eliminar a condensação da 325 K (52 °C) antes da introdução dos gases de escape
água. no túnel de diluição.
1556 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
Nota. — Em relação ao método em condições estacionárias, a tempe- mento da perda de carga entre o início e o fim do ensaio
ratura do filtro pode ser mantida à temperatura máxima de 325 K (52 °C) não deve ser superior a 25 kPa.
ou menos, em vez de respeitar a gama de temperaturas 315 K – 325 K
(42 °C – 52 °C). 1.5.1.5 – Carga do filtro
As cargas mínimas recomendadas para as dimensões
Num sistema de diluição do escoamento parcial do de filtros mais comuns estão indicadas no quadro a se-
fluxo, a sonda de recolha de amostras de partículas deve guir. Para as dimensões maiores, a carga mínima é de
ser instalada próximo e a montante da sonda de gases, con- 0,065 mg/1000 mm2 de área de filtragem.
forme definido no n.º 4.4. e de acordo como o n.º 1.2.1.1,
figuras 4 – 12, EP e SP, do anexo V. Diâmetro Diâmetro recomendado Carga mínima
do filtro (mm) da mancha (mm) recomendada (mg)
O sistema de diluição do escoamento parcial do fluxo
tem de ser concebido para separar a corrente de escape
em duas partes, sendo a mais pequena diluída com ar e 47 37 0,11
70 60 0,25
subsequentemente utilizada para a medição das partículas. 90 80 0,41
É essencial que a razão de diluição seja determinada com 110 100 0,62
muita precisão. Podem ser aplicados diferentes métodos de
separação, mas o tipo de separação utilizado dita, em grau
significativo, os equipamentos e os processos de recolha Para o método dos filtros múltiplos, a carga mínima
de amostras a utilizar, descritos no n.º 1.2.1.1 do anexo V. recomendada para o conjunto dos filtros é igual ao produto
Para determinar a massa das partículas, são necessários do valor correspondente acima indicado pela raiz quadrada
um sistema de recolha de amostras de partículas, filtros de do número total de modos.
recolha de amostras de partículas, uma balança capaz da 1.5.2 – Especificações da câmara de pesagem e da
pesar microgramas e uma câmara de pesagem controlada balança analítica
em termos de temperatura e de humidade. 1.5.2.1 – Condições na câmara de pesagem
Podem ser aplicados dois métodos à recolha de amos- A temperatura da câmara ou da sala em que os filtros de
tras de partículas: partículas são condicionados e pesados deve ser mantida a
295 K (22 °C) ± 3 K durante todo o período de condicio-
a) O método do filtro único utiliza um par de filtros, namento e pesagem. A humidade deve ser mantida a um
mencionado no n.º 1.5.1.3, para todos os modos do ciclo ponto de orvalho de 282,5 K (9,5 °C) ± 3 K, e a humidade
de ensaio. Deve-se prestar uma atenção considerável aos relativa a 45 % ± 8 %.
tempos e escoamentos da recolha de amostras durante a 1.5.2.2 – Pesagem dos filtros de referência
fase de recolha do ensaio. Todavia, apenas é necessário O ambiente da câmara ou da sala deve estar isento de
um par de filtros para o ciclo do ensaio; quaisquer contaminantes ambientais, tais como pó, que
b) O método dos filtros múltiplos exige que seja uti- possam cair nos filtros de partículas durante a sua fase de
lizado um par de filtros, mencionado no n.º 1.5.1.3, para estabilização. São admitidas perturbações das condições
cada um dos modos individuais do ciclo de ensaio. Este da câmara de pesagem especificadas no número anterior
método permite processos de recolha de amostras mais se a sua duração não exceder 30 minutos. A câmara de
fáceis, mas utiliza mais filtros. pesagem deve satisfazer as especificações exigidas antes
da entrada do pessoal. Devem ser pesados pelo menos
1.5.1 – Filtros de recolha de amostras de partículas dois filtros de referência ou dois pares de filtros de re-
1.5.1.1 – Especificação dos filtros ferência não utilizados no prazo de quatro horas, mas
São necessários filtros de fibra de vidro revestidos de de preferência ao mesmo tempo que o filtro, ou par de
fluorocarbono ou filtros de membrana com base em fluo- filtros, de recolha de amostras. Esses filtros devem ter as
rocarbono para os ensaios de certificação. Para aplicações mesmas dimensões e ser do mesmo material que os filtros
especiais, podem ser utilizados diferentes materiais de fil- de recolha de amostras.
tragem. Todos os tipos de filtro devem ter um rendimento Se o peso médio dos filtros de referência ou pares de
de recolha de 0,3 µm DOP (ftalato de dioctilo) de pelo filtros de referência, variar entre pesagens dos filtros de
menos 99 % a uma velocidade nominal do gás compreen- recolha de amostras em mais de 10 µg, todos os filtros
dida entre 35 e 100 cm/s. Ao realizar ensaios de correlação de recolha devem ser deitados fora, repetindo-se o ensaio
entre laboratórios ou entre um fabricante e a autoridade de de emissões.
homologação, devem-se utilizar filtros de qualidade idêntica. Se não forem satisfeitos os critérios de estabilidade da
1.5.1.2 – Dimensão dos filtros câmara de pesagem indicados no número anterior, mas
Os filtros de partículas devem ter um diâmetro mínimo a pesagem dos filtros, ou pares de filtros, de referência
de 47 mm, com um diâmetro da mancha de 37 mm. São acei- satisfizer esses critérios, o fabricante dos motores tem a
táveis filtros de maiores diâmetros conforme o n.º 1.5.1.5. faculdade de aceitar as massas dos filtros de recolha ou
1.5.1.3 – Filtros primário e secundário de anular os ensaios, arranjar o sistema de controlo da
Durante a sequência de ensaios, os gases de escape di- câmara de pesagem e voltar a realizar os ensaios.
luídos devem ser recolhidos por meio de um par de filtros 1.5.2.3 – Balança analítica
colocados em série, um filtro primário e um secundário. A balança analítica utilizada para determinar as mas-
O filtro secundário não deve ser localizado a mais de sas de todos os filtros deve ter uma precisão com um
100 mm a jusante do filtro primário, nem estar em contacto desvio-padrão de 2 µg e uma resolução de 1µg, com
com este. Os filtros podem ser pesados separadamente 1 dígito = 1 µg, especificadas pelo fabricante da balança.
ou em conjunto, sendo colocados mancha contra mancha. 1.5.2.4 – Eliminação dos efeitos da eletricidade es-
1.5.1.4 – Velocidade nominal no filtro tática
Deve-se obter uma velocidade nominal do gás através Para eliminar os efeitos da eletricidade estática, os
do filtro compreendida entre 35 cm/s e 100 cm/s. O au- filtros devem ser neutralizados antes da pesagem, por
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1557
exemplo por um neutralizador de polónio ou dispositivo
de efeito semelhante. Número Aparelhos de medida Precisão
1.5.3 – Especificações adicionais para a medição de
partículas 9 Depressão do ar de admissão ± 0,05 kPa absolutos.
Todas as peças do sistema de diluição e do sistema de 10 Pressão atmosférica . . . . . . . ± 0,1 kPa absolutos.
recolha de amostras, desde o tubo de escape até ao suporte 11 Outras pressões . . . . . . . . . . ± 0,1 kPa absolutos.
dos filtros, que estejam em contacto com gases de escape 12 Humidade absoluta. . . . . . . . ± 5 % da leitura.
13 Escoamento do ar de diluição ± 2 % da leitura.
brutos ou diluídos, devem ser concebidas para minimizar 14 Escoamento dos gases de es- ± 2 % da leitura.
a deposição ou alteração das partículas. Todas as peças de- cape diluídos.
vem ser feitas de materiais condutores de eletricidade que
não reajam a componentes dos gases de escape, e devem 2.2.3 – Caudal dos gases de escape brutos
ser ligadas à terra para impedir efeitos eletrostáticos. Para calcular as emissões contidas nos gases de escape
brutos e para controlar um sistema de diluição do esco-
2 – Métodos de medição e de recolha de amostras amento parcial, é necessário conhecer o caudal mássico
no ensaio NRTC
2.1 – Introdução dos gases de escape. Para determinar este caudal, pode-se
Os componentes gasosos e as partículas emitidos utilizar qualquer um dos métodos adiante descritos.
pelo motor submetido a ensaio devem ser medidos pelos Para fins do cálculo das emissões, o tempo de resposta
métodos descritos no anexo V. Os métodos desse anexo de qualquer método descrito a seguir deve ser igual ou
descrevem os sistemas de análise recomendados para as inferior ao valor exigido para o tempo de resposta do
emissões gasosas, conforme o n.º 1.1 e os sistemas de analisador, conforme definido no n.º 1.11.1 do apêndice 2
diluição e de recolha de amostras de partículas recomen- do anexo III.
dados no n.º 1.2. Para efeitos do controlo de um sistema de diluição do
2.2 – Dinamómetro e equipamentos da célula de ensaio escoamento parcial, é necessária uma resposta mais rápida.
Utilizam-se os seguintes equipamentos para os ensaios Para os sistemas de diluição do escoamento parcial com
de emissões dos motores nos dinamómetros. controlo em linha, é necessário um tempo de resposta
2.2.1 – Dinamómetro para motores ≤ 0,3 s. Para os sistemas de diluição do escoamento par-
Deve utilizar-se um dinamómetro para motores com cial com controlo baseado num ensaio pré-registado, é
características adequadas para realizar o ciclo de ensaio necessário um tempo de resposta no sistema de medida
descrito no apêndice 4. A instrumentação para a medição do caudal dos gases de escape ≤ 5 s com o tempo de ≤ 1 s.
do binário e da velocidade deve permitir a medição da O tempo de resposta do sistema deve ser especificado
potência dentro dos limites dados. Podem ser necessários pelo fabricante do instrumento. Os requisitos relativos ao
cálculos adicionais. A precisão do equipamento de medida tempo de resposta para os sistemas de medida do caudal
deve ser de modo a que não sejam excedidas as tolerâncias dos gases de escape e de diluição do escoamento parcial
máximas dos valores dados no quadro 3. estão indicados no n.º 2.4.
2.2.2 – Outros instrumentos
Utilizam-se conforme necessário, instrumentos de me- Método de medição direta
dida para o consumo de combustível, o consumo de ar, a A medição direta do escoamento instantâneo dos gases
temperatura do líquido de arrefecimento e do lubrificante, de escape pode ser efetuada por sistema tais como:
a pressão dos gases de escape e a depressão no coletor de
admissão, a temperatura dos gases de escape, a tempera- a) Dispositivos de diferencial de pressão, tal como tu-
tura da entrada de ar, a pressão atmosférica, a humidade e beiras de escoamento, conforme série de normas ISO 5167;
a temperatura do combustível. Estes instrumentos devem b) Medidor de escoamento ultrassónico;
satisfazer os requisitos do seguinte quadro: c) Medidor de escoamento por vórtices.
QUADRO 3 Devem ser tomadas precauções para evitar erros de
medição que teriam influência no erro dos valores de emis-
Precisão dos instrumentos de medida sões. Tais precauções incluem a instalação cuidadosa do
dispositivo do sistema de escape do motor de acordo com
Número Aparelhos de medida Precisão as recomendações do fabricante do instrumento e com a
boa prática da engenharia. Em especial, o comportamento
1 Velocidade do motor . . . . . . ± 2 % da leitura ou ± 1 % do funcional do motor e as emissões não devem ser afetados
valor máximo do motor, con- pela instalação do dispositivo.
forme o valor mais elevado Os medidores de escoamento devem satisfazer as es-
2 Binário . . . . . . . . . . . . . . . . . ± 2 % da leitura ou ± 1 % do pecificações de precisão do quadro 3, mencionado no
valor máximo do motor, con-
forme o valor mais elevado número anterior.
3 Consumo de combustível. . . ± 2 % do valor máximo do motor
4 Consumo de ar . . . . . . . . . . . ± 2 % da leitura ou ± 1 % do Método de medição do ar e do combustível
valor máximo do motor, con-
forme o valor mais elevado Trata-se de medir o escoamento de ar e o escoamento
5 Escoamento dos gases de es- ± 2,5 % da leitura ou ± 1,5 % de combustível com medidores adequados.
cape. do valor máximo do motor,
conforme o valor mais ele- O cálculo de escoamento dos gases de escape faz-se
vado. do seguinte modo:
6 Temperatura ≤ 600 K . . . . . . ± 2 K.
7 Temperatura > 600 K . . . . . . ± 1 % da leitura. GEXHW = GAIRW + GFUEL, para a massa dos gases de
8 Pressão dos gases de escape ± 0,2 kPa absolutos. escape em húmido.
1558 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
Os medidores de escoamento devem satisfazer as es- combustível. O cálculo do caudal mássico instantâneo dos
pecificações de precisão do mesmo quadro 3, mas devem gases de escape faz-se do seguinte modo:
também ser suficientemente precisos para satisfazer as
especificações de precisão relativas ao escoamento dos § 1 ·
GEXHW = GAIRW × ¨1 + ¸
gases de escape. © A / Fst × λ ¹
§ 2 × concco × 10-4 ·
Método de medição do gás traçador concco ×10-4
¨ 1-
3,5 × concco2 ¸
¸
§ -4 ·
¨100 -
¨
- concHC × 10 ¸ + 0,45 × (
× concco2 + concco × 10-4 )
© 2 ¹ ¨ concco × 10-4 ¸
Este método envolve a medição da concentração de ¨ 1+
3,5 × concco2 ¹
¸
©
um gás traçador nos gases de escape. λ=
(
6,9078 × concco2 + concco × 10-4 + concHC × 10-4 )
Injeta-se uma quantidade conhecida de um gás inerte,
como por exemplo hélio puro, no escoamento dos gases
de escape como traçador. O gás é misturado e diluído em que:
com os gases de escape, mas não deve reagir no tubo de A/Fst = razão estequiométrica ar/combustível, kg/kg
escape. A concentração do gás deve ser então medida na λ = relação ar/combustível
amostra de gases de escape. concco2 = concentração de CO2 seco, %
Para assegurar a mistura completa do gás traçador, a concco = concentração do CO seco, ppm
sonda de recolha de amostras dos gases de escape deve concHC = concentração de HC, ppm
estar localizada pelo menos a 1 metro ou 30 vezes o diâ-
metro do tubo de escape, conforme o maior, a jusante do Nota. — O cálculo refere-se a um combustível para motores diesel
com uma relação H/C igual a 1,8.
ponto de injeção do gás traçador. A sonda de recolha de
amostras pode estar localizada mais próxima do ponto de
injeção se se verificar a mistura completa por comparação O caudalímetro de ar deve satisfazer as especificações
da concentração do gás traçador com a concentração de de precisão do quadro 3, e o analisador de CO2 deve satis-
referência quando o gás traçador for injetado a montante fazer as especificações do n.º 2.3.1. e o sistema completo
do motor. deve satisfazer as especificações relativas ao cálculo do
caudal dos gases de escape.
O caudal do gás traçador deve ser regulado de modo a
Facultativamente, pode-se utilizar um equipamento de
que a concentração desse gás em marcha lenta sem carga
medida da relação ar/combustível tal como um sensor do
do motor depois da mistura se torne inferior à escala com- tipo Zircónia para a medição do ar em excesso de acordo
pleta do analisador do gás traçador. com as especificações do n.º 2.3.4.
O cálculo do caudal dos gases de escape faz-se do 2.2.4 – Caudal dos gases de escape diluídos
seguinte modo: Para o cálculo das emissões contidas nos gases de es-
cape diluídos é necessário conhecer o caudal mássico dos
GT × ρEXH
GEXHW = gases de escape diluídos. O escoamento total dos gases
60 × (concmix - conca) de escape diluídos durante o ciclo (kg/ensaio) a partir
dos valores medidos durante o ensaio e dos dados de
em que: calibração correspondentes do dispositivo de medida do
escoamento, V0 para o PDP, Kv para o CFV e Cd para o
GEXHW = caudal mássico dos gases de escape em base SSV, por qualquer um dos métodos descritos no n.º 2.2.1
húmida, kg/s do apêndice 3 do anexo III. Se a massa total da amostra
GT = caudal do gás traçador, cm3/min de partículas e poluentes gasosos exceder 0,5 % do escoa-
Concmix =concentração instantânea de gás traçador de- mento total através do CVS, este deve ser corrigido ou
pois de misturado, ppm. então o escoamento das amostras de partículas deve voltar
ρEXH = densidade dos gases de escape, kg/m3 ao CVS antes do dispositivo de medida do caudal.
conca = concentração em base húmida do gás traçador 2.3 – Determinação dos componentes gasosos
no ar de diluição 2.3.1 – Especificações gerais dos analisadores
Os analisadores devem ter uma gama de medida ade-
A concentração de fundo do gás traçador (conca) pode quada à precisão necessária para medir as concentra-
ser determinada tomando a média da concentração de ções dos componentes dos gases de escape, definidas no
fundo medida imediatamente antes do ensaio e após o n.º 1.4.1.1. Recomenda-se que os analisadores funcionem
ensaio. de modo tal que as concentrações medidas fiquem com-
Quando a concentração de fundo for inferior a 1 % da preendidas entre 15 % e 100 % da escala completa.
concentração do gás traçador após mistura (concmix) ao es- Se o valor da escala completa for igual ou inferior
coamento máximo de escape, a concentração de fundo pode a 155 ppm, ou ppm C, ou se forem utilizados sistemas
ser desprezada. de visualização, como computadores ou dispositivos
O sistema completo deve satisfazer as especificações de registo de dados, que forneçam uma precisão e uma
de precisão para o escoamento dos gases de escape e deve resolução suficientes abaixo de 15 % da escala completa,
ser calibrado de acordo com o n.º 1.11.2 do apêndice 2 são também aceitáveis concentrações abaixo de 15 %
do anexo III. da escala completa. Neste caso, devem ser feitas cali-
brações adicionais para assegurar a precisão das curvas
Método de medida do caudal de ar e relação ar/combustível
de calibração, conforme o n.º 1.5.5.2 do apêndice 2 do
anexo III.
Este método envolve o cálculo do caudal mássico dos A compatibilidade eletromagnética (CEM) do equipa-
gases de escape a partir do caudal de ar e da relação ar/ mento deve ser tal que minimize erros adicionais.
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1559
2.3.1.1 – Erros de medida 2.3.3.3 – Análise dos hidrocarbonetos (HC)
O desvio do analisador relativamente ao ponto de cali- O analisador de hidrocarbonetos deve ser do tipo
bração nominal não pode ser superior a ± 2 % da leitura, aquecido de ionização por chama (HFID) com detetor,
ou a ± 0,3 % da escala completa, conforme o valor maior. válvulas, tubagens, etc., aquecido de modo a manter a
Nota. — Para este fim, a precisão é definida como desvio de leitura temperatura do gás em 463 K (190 ºC) ± 10 K.
do analisador em relação aos valores nominais de calibração utilizando 2.3.3.4 – Análise dos óxidos de azoto (NOx)
um gás de calibração (= valor verdadeiro). O analisador de óxidos de azoto deve ser do tipo de
2.3.1.2 – Repetibilidade quimioluminescência (CLD) ou do tipo de quimiolumi-
A repetibilidade, definida como 2,5 vezes o desvio- nescência aquecido (HCLD) com conversor NO2/NO,
-padrão de 10 respostas consecutivas a um determinado se a medição for feita em base seca. Se a medição for
gás de calibração, não deve ser superior a ± 1 % da con- feita em base húmida, deve ser utilizado um analisador
centração máxima para cada gama utilizada acima de HCLD com conversor mantido acima de 328 K (55 °C),
155 ppm, ou ppm C, ou ± 2 % para cada gama utilizada desde que a verificação do efeito de atenuação da água,
abaixo de 155 ppm, ou ppm C. descrita no n.º 1.9.2.2 do apêndice 2 do anexo III tenha
2.3.1.3 – Ruído sido satisfatória.
A resposta pico a pico do analisador a gases de colo- Tanto para o CLD como para o HCLD, o percurso do
cação no zero e de calibração durante qualquer período gás é mantido a uma temperatura das paredes de 328 K
de 10 segundos não deve exceder 2 % da escala completa a 473 K (55 °C a 200 °C) até ao conversor nas medições
em todas as gamas utilizadas. em base seca e até ao analisador nas medições em base
2.3.1.4 – Desvio do zero húmida.
O desvio do zero durante um período de uma hora deve 2.3.4 – Medição da relação ar/combustível
ser inferior a 2 % da escala completa na gama mais baixa O equipamento de medida da relação ar/combustível
utilizada. A resposta ao zero é definida como a resposta utilizado para determinar o escoamento dos gases de es-
média, incluindo o ruído, a um gás de colocação no zero cape, conforme especificado no n.º 1.2.5, é um sensor
durante um intervalo de tempo de 30 segundos. da relação ar/combustível de gama larga ou um sensor
2.3.1.5 – Desvio de calibração lambda do tipo Zircónia.
O desvio da calibração durante um período de uma O sensor é montado diretamente no tubo de escape num
hora deve ser inferior a 2 % da escala completa na gama local em que a temperatura dos gases de escape seja sufi-
mais baixa utilizada. A calibração é definida como a di- cientemente elevada para eliminar a condensação da água.
ferença entre a resposta à calibração e a resposta ao zero. A precisão do sensor com a parte eletrónica incorporada
A resposta à calibração é definida como a resposta média, deve ter as seguintes tolerâncias:
incluindo o ruído, a um gás de calibração durante um
intervalo de tempo de 30 segundos. ± 3 % da leitura λ <2
2.3.1.6 – Tempo de subida ± 5 % da leitura 2 ≤ λ <5
Para a análise dos gases de escape brutos, o tempo de ± 10 % da leitura 5 ≤ λ
subida do analisador instalado no sistema de medida não
deve exceder 2,5 s. Para se obter a precisão acima especificada, o sensor
Nota. — Avaliar apenas o tempo de resposta do analisador não de- deve ser calibrado conforme especificado pelo fabricante
fine com clareza a adequação do sistema total ao ensaio em condições do instrumento.
transientes. Os volumes e especialmente os volumes mortos através do 2.3.5 – Recolha de amostras das emissões gasosas
sistema, não só afetam o tempo de transporte da sonda até ao analisador, 2.3.5.1 – Escoamento dos gases de escape
mas também o tempo de subida. Do mesmo modo, os tempos de trans-
porte dentro de um analisador seriam definidos como tempo de resposta Para o cálculo das emissões nos gases de escape brutos,
do analisador, tal como o conversor ou os coletores de água dentro dos aplicam-se as mesmas especificações que para o ciclo de
analisadores de NOx. A determinação do tempo total de resposta do ensaios NRSC, de acordo com o n.º 1.4.4.
sistema está descrita no n.º 1.11.1 do apêndice 2 do anexo III. As sondas de recolha de amostras das emissões gaso-
2.3.2 – Secagem do gás sas devem ser instaladas pelo menos 0,5 metros ou três
Aplicam-se as mesmas especificações para o ciclo de vezes o diâmetro do tubo de escape, conforme o valor
ensaios NRSC, de acordo com o n.º 1.4.2. mais elevado, a montante da saída do sistema de gases de
O dispositivo facultativo de secagem do gás deve ter escape, tanto quanto possível, e suficientemente próximo
um efeito mínimo na concentração dos gases medidos. Os do motor de modo a assegurar uma temperatura dos gases
secadores químicos não constituem um método aceitável de escape de pelo menos 343 K (70 °C) na sonda.
de remoção da água da amostra. No caso de um motor multicilindros com um coletor de
2.3.3 – Analisadores escape ramificado, a entrada da sonda deve estar locali-
Aplicam-se as mesmas especificações para o ciclo de zada suficientemente longe, a jusante, de modo a assegurar
ensaios NRSC, de acordo com o n.º 1.4.3. que a amostra seja representativa das emissões médias de
Os gases a medir devem ser analisados com os instru- escape de todos os cilindros. Nos motores multicilindros
mentos a seguir indicados. Para os analisadores não line- com grupos distintos de coletores, por exemplo nos mo-
ares, é admitida a utilização de circuitos de linearização. tores em «V», é admissível obter uma amostra para cada
2.3.3.1 – Análise do monóxido de carbono (CO) grupo individualmente e calcular uma emissão média de
O analisador de monóxido de carbono deve ser do tipo escape. Podem ser utilizados outros métodos em relação
infravermelho não dispersivo (NDIR). aos quais se tenha podido demonstrar haver uma correla-
2.3.3.2 – Dióxido de carbono (CO2) ção com os métodos acima. Para o cálculo das emissões
O analisador de dióxido de carbono deve ser do tipo de escape, deve ser utilizado o escoamento mássico total
infravermelho não dispersivo (NDIR). dos gases de escape do motor.
1560 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
Se a composição dos gases de escape for influenciada muita precisão. Podem ser aplicados diferentes métodos de
por qualquer sistema pós-tratamento do escape, a amostra separação; o tipo de separação utilizado dita, em grau sig-
de gases de escape deve ser retirada a montante desse dis- nificativo, os equipamentos e os processos de recolha de
positivo nos ensaios da fase I e a jusante desse dispositivo amostras a utilizar conforme o n.º 1.2.1.1 do anexo V.
nos ensaios da fase II. Para o controlo de um sistema de diluição do escoa-
2.3.5.2 – Escoamento dos gases de escape diluídos mento parcial é necessário uma resposta rápida do sistema.
Se for utilizado um sistema de diluição do escoamento Determina-se o tempo de transformação pelo sistema
total, aplicam-se as especificações a seguir. através do processo descrito no n.º 1.11.1 do apêndice 2
O tubo de escape entre o motor e o sistema de dilui- do anexo III.
ção do escoamento total deve satisfazer os requisitos do Se o tempo de transformação combinado da medição do
anexo V. escoamento de escape, nos termos do número anterior, e
Instalam-se as sondas de recolha de amostras das emis- do sistema de diluição do escoamento parcial for inferior
sões gasosas no túnel de diluição num ponto em que o ar a 0,3 s, pode-se utilizar controlo em linha. Se o tempo
de diluição e os gases de escape sejam bem misturados, e de transformação exceder 0,3 s deve-se utilizar controlo
na estreita proximidade da sonda de recolha de amostras avançado baseado num ensaio pré-registado. Neste caso,
de partículas. o tempo de subida deve ser ≤ 1 s e o tempo de atraso da
A recolha de amostras pode ser executada de um modo combinação ≤ 10 s.
geral de duas formas: A resposta total do sistema deve ser concebida para
a) Recolhem-se amostras dos poluentes num saco de assegurar uma amostra representativa das partículas GSE,
recolha de amostras durante o ciclo, que são medidas proporcional ao caudal mássico do escape. Para determinar
depois do ensaio ter terminado; a proporcionalidade, efetua-se uma análise de regressão
b) São recolhidas continuamente amostras dos po- linear de GSE em relação a GEXHW a uma taxa de aquisição
luentes que são integradas durante o ciclo; este método é de dados mínima de 5 Hz e satisfazendo os seguintes
obrigatório para os HC e os NOx. critérios:
a) O coeficiente de correlação r da regressão linear
Recolhem-se amostras das concentrações de fundo entre GSE e GEXHW não deve ser inferior a 0,95;
a montante do túnel de diluição num saco de amostras, b) O erro padrão da estimativa de GSE, em GEXHW não
sendo subtraídas da concentração das emissões, de acordo deve exceder 5 % do máximo de GSE;
com o n.º 2.2.3 do apêndice 3 do anexo III. c) A ordenada na origem de GSE na reta de regressão
2.4 – Determinação das partículas não deve exceder ± 2 % do máximo de GSE.
A determinação das partículas exige um sistema de
diluição. A diluição pode ser obtida por um sistema de Facultativamente, pode-se efetuar um pré-ensaio e uti-
diluição do escoamento parcial ou um sistema de dilui- lizar o sinal do caudal mássico de escape desse pré-ensaio
ção do escoamento total. A capacidade de escoamento para controlar o escoamento das amostras para dentro
do sistema de diluição deve ser suficientemente grande do sistema de partículas, através do controlo prévio. Tal
para eliminar completamente a condensação de água nos método é exigido se o tempo de transformação do sistema
sistemas de diluição e de recolha de amostras, e manter de partículas t50,p ou o tempo de transformação do caudal
a temperatura dos gases de escape diluídos entre 315 K mássico de escape forem, t50,f > 0,3 s. Obtêm-se um con-
(42 °C) e 325 K (52 °C) imediatamente a montante dos trolo correto do sistema de diluição parcial se o traço do
suportes dos filtros. Se a humidade do ar for elevada, é tempo de GEXHW, pre do pré-ensaio, que controla GSE, for
permitida a desumidificação do ar de diluição antes de en- desviado por um tempo prévio de t50,p + t 50,f.
trar no sistema de diluição. Se a temperatura ambiente for Para estabelecer a correlação entre GSE e GEXHW, utilizam-
inferior a 293 K (20 °C), recomenda-se o pré-aquecimento
-se os dados obtidos durante o ensaio real, com o GEXHW
do ar de diluição acima do limite de temperatura de 303 K
alinhado em função do tempo por t50,f relativo a GSE, não
(30 °C). Todavia, a temperatura do ar diluído não deve
havendo contribuição de t50,p para o alinhamento de tempo.
exceder 325 K (52 °C) antes da introdução dos gases de
escape no túnel de diluição. Quer dizer, o desvio de tempo entre GEXHW e GSE é a
A sonda de recolha de amostras de partículas deve ser diferença dos seus tempos de transformação que foi de-
instalada na vizinhança próxima da sonda de recolha de terminada no n.º 2.6 do apêndice 2 do anexo III.
amostras das emissões gasosas, e a instalação deve satis- No que diz respeito aos sistemas de diluição do escoa-
fazer as disposições do n.º 2.3.5. mento parcial, a precisão do caudal recolhido GSE é de
Para determinar a massa das partículas, são necessários especial importância, se não for medido diretamente mas
um sistema de recolha de amostras de partículas, filtros de determinado por medição diferencial do caudal:
recolha de amostras de partículas, uma balança capaz da GSE= GTOTW – GDILW
pesar microgramas e uma câmara de pesagem controlada
em termos de temperatura e de humidade.
Neste caso, não é suficiente uma precisão de ± 2 % para
o GTOTW e GDILW para garantir precisões aceitáveis para
Especificações do sistema de diluição parcial
o GSE. Se o caudal de gás for determinado por medição
O sistema de diluição parcial do escoamento deve ser diferencial do escoamento, o erro máximo da diferença
concebido para separar a corrente de escape em duas deve ser tal que a exatidão de GSE seja de ± 5 % quando
partes, sendo a mais pequena diluída com ar e subse- a razão de diluição for inferior a 15. O cálculo pode ser
quentemente utilizada para a medição das partículas. É feito extraindo a raiz quadrada da média dos quadrados
essencial que a razão da diluição seja determinada com dos erros de cada instrumento.
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1561
Podem ser obtidas precisões aceitáveis para o GSE atra-
Diâmetro Diâmetro recomendado Cargo mínima
vés de qualquer um dos seguintes métodos: do filtro (mm) da mancha (mm) recomendada (mg)
a) As precisões absolutas de GTOTW e GDILW são ± 0,2 %
o que garante uma precisão de GSE ≤ 5 % a uma razão de 90 80 0,41
110 100 0,62
diluição de 15. Todavia, ocorrem erros maiores a maiores
razões de diluição;
b) A calibração de GDILW relativamente a GTOTW é efe- 2.4.2 – Especificações da câmara de pesagem e da
tuada de modo tal que se obtenham as mesmas precisões balança analítica
para GSE que as obtidas na alínea anterior. Para os por- 2.4.2.1 – Condições na câmara de pesagem
menores de tal calibração, ver n.º 2.6 do apêndice 2 do A temperatura da câmara ou da sala em que os filtros de
anexo III; partículas são condicionados e pesados deve ser mantida a
c) Determina-se indiretamente a precisão de GSE a partir 295 K (22 °C) ± 3 K durante todo o período de condicio-
da precisão da razão de diluição conforme determinada namento e pesagem. A humidade deve ser mantida a um
por um gás traçador, por exemplo CO2. Aqui também são ponto de orvalho de 282,5 K (9,5 °C) ± 3 K, e a humidade
necessárias precisões para o GSE equivalentes às obtidas relativa, a 45 % ± 8 %.
pelo método da alínea a); 2.4.2.2 – Pesagem dos filtros de referência
d) As precisões absolutas de GTOTW e GDILW estão den- O ambiente da câmara ou da sala deve estar isento
tro de ± 0,2 % da escala completa, o erro máximo da de quaisquer contaminantes ambiente tais como pó, que
diferença entre GTOTW e GDILW está a 0,2 %, e o erro de possam cair nos filtros de partículas durante a sua fase de
linearidade está a ± 0,2 % do valor mais elevado de GTOTW estabilização. São admitidas perturbações das condições
durante o ensaio. da câmara de pesagem especificadas no número anterior
2.4.1 – Filtros de recolha de amostras de partículas se a sua duração não exceder 30 minutos. A câmara de
2.4.1.1 – Especificação dos filtros pesagem deve satisfazer as especificações exigidas antes
São necessários filtros de fibra de vidro revestidos da entrada do pessoal. Devem ser pesados pelo menos
de fluorocarbono ou filtros de membrana com base em dois filtros de referência ou dois pares de filtros de re-
fluorocarbono para os ensaios de certificação. Para apli- ferência não utilizados no prazo de quatro horas, mas
cações especiais podem ser utilizados diferentes materiais de preferência ao mesmo tempo que o filtro, ou par de
de filtragem. Todos os tipos de filtro devem ter um ren- filtros, de recolha de amostras. Esses filtros devem ter as
dimento de recolha de 0,3 µm DOP (ftalato de dioctilo) mesmas dimensões e ser do mesmo material que os filtros
de pelo menos 99 % a uma velocidade nominal do gás de recolha de amostras.
compreendida entre 35 e 100 cm/s. Ao efetuar ensaios de Se o peso médio dos filtros de referência, ou pares de
correlação entre laboratórios ou entre um fabricante e a filtros de referência, variar entre pesagens dos filtros de
autoridade de homologação, devem-se utilizar filtros de recolha de amostras em mais de 10 µg, todos os filtros
qualidade idêntica. de recolha devem ser deitados fora, repetindo-se o ensaio
2.4.1.2 – Dimensão dos filtros de emissões.
Os filtros de partículas devem ter um diâmetro mí- Se não forem satisfeitos os critérios de estabilidade da
nimo de 47 mm, com um diâmetro da mancha de 37 mm. câmara de pesagem indicados no número anterior, mas
São aceitáveis filtros de maiores diâmetros, definidos no a pesagem dos filtros, ou pares de filtros, de referência
n.º 2.4.1.5. satisfizer esses critérios, o fabricante dos motores tem a
2.4.1.3 – Filtros primário e secundário faculdade de aceitar os pesos dos filtros de recolha ou de
Durante a sequência de ensaios, os gases de escape anular os ensaios, arranjar o sistema de controlo da câmara
diluídos devem ser recolhidos por meio de um par de de pesagem e voltar a realizar os ensaios.
filtros colocados em série, um filtro primário e um se- 2.4.2.3 – Balança analítica
cundário. O filtro secundário não deve ser localizado a A balança analítica utilizada para determinar os pesos
mais de 100 mm a jusante do filtro primário, nem estar de todos os filtros deve ter uma precisão, desvio-padrão
em contacto com este. Os filtros podem ser pesados se- de 2 µg, e uma resolução de 1 µg, com 1 dígito = 1 µg,
paradamente ou em conjunto, sendo colocados mancha especificadas pelo fabricante da balança.
contra mancha. 2.4.2.4 – Eliminação dos efeitos da eletricidade es-
2.4.1.4 – Velocidade nominal no filtro tática
Deve-se obter uma velocidade nominal do gás através Para eliminar os efeitos da eletricidade estática, os
do filtro compreendida entre 35 e 100 cm/s. O aumento da filtros devem ser neutralizados antes da pesagem, por
perda de carga entre o início e o fim do ensaio não deve exemplo por um neutralizador de polónio ou dispositivo
ser superior a 25 kPa. de efeito semelhante.
2.4.1.5 – Carga do filtro 2.4.3 – Especificações adicionais para a medição de
As cargas mínimas recomendadas para as dimen- partículas
sões de filtros mais comuns estão indicadas no quadro Todas as peças do sistema de diluição e do sistema
a seguir. Para dimensões maiores, a carga mínima é de de recolha de amostras, desde o tubo de escape até ao
0,065 mg/1000 mm2 de área de filtragem. suporte dos filtros, que estejam em contacto com gases
de escape brutos ou diluídos, devem ser concebidas
Diâmetro Diâmetro recomendado Cargo mínima
para minimizar a deposição ou alteração das partículas.
do filtro (mm) da mancha (mm) recomendada (mg) Todas as peças devem ser feitas de materiais condu-
tores de eletricidade que não reajam com os gases de
47 37 0,11 escape, e devem ser ligadas à terra para impedir efeitos
70 60 0,25 eletrostáticos.
1562 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
APÊNDICE 2 Esta precisão implica que os gases primários utilizados
para a mistura devem ser conhecidos com uma precisão
Método de calibração para os ensaios NRSC e NRTC (1)
mínima de ± 1 %, com base em normas nacionais ou inter-
(1) O método de calibração é comum para os ensaios NRSC e NRTC,
nacionais sobre gases. A verificação é efetuada entre 15 %
com exceção dos requisitos dos n.ºs 1.11 e 2.6 e 50 % da escala completa relativamente a cada calibração
que inclua um dispositivo de mistura. Pode-se efetuar
1 – Calibração dos instrumentos de análise outra verificação utilizando outro gás de calibração, se a
primeira verificação tiver falhado.
1.1 – Introdução Em alternativa, o dispositivo de mistura pode ser verificado
Cada analisador deve ser calibrado tantas vezes quantas com um instrumento, que por natureza é linear, utilizando
as necessárias para satisfazer os requisitos de precisão da gás NO com um CLD. O valor de calibração do instrumento
presente norma. O método de calibração a utilizar para deve ser ajustado com o gás de calibração diretamente ligado
os analisadores indicados no n.º 1.4.3 do apêndice 1 do ao instrumento. Verifica-se o dispositivo de mistura com as
anexo III está descrito no presente número. regulações utilizadas e compara-se o valor nominal com
1.2 – Gases de calibração a concentração medida pelo instrumento. Esta diferença
O prazo de validade de todos os gases de calibração deve, em cada ponto, situar-se a ± 1 % do valor nominal.
deve ser respeitado. Podem ser utilizados outros métodos baseados na boa
A data de término desse prazo, indicada pelo fabricante prática de engenharia e com o acordo prévio das partes
dos gases, deve ser registada. envolvidas.
1.2.1 – Gases puros Nota. — Recomenda-se um misturador-doseador de gás cuja pre-
A pureza exigida para os gases é definida pelos limites cisão tenha uma tolerância de ± 1%, para o estabelecimento da curva
de contaminação abaixo indicados. Deve-se dispor dos de calibração do analisador. O misturador-doseador de gás deve ser
seguintes gases: calibrado pelo fabricante do instrumento.
a) Azoto purificado 1.3 – Processo de funcionamento dos analisadores e
(contaminação ≤ 1 ppm de C; ≤ 1 ppm de CO; ≤ 400 ppm do sistema de recolha de amostras
de CO2; ≤ 0,1 ppm de NO) O processo de funcionamento dos analisadores deve ser
b) Oxigénio purificado o indicado nas instruções de arranque e funcionamento do
(pureza > 99, 5% vol O2) respetivo fabricante. Devem ser respeitados os requisitos
c) Mistura hidrogénio-hélio mínimos indicados nos n.ºs 1.4 a 1.9.
(40 % ± 2 % de hidrogénio, restante hélio) 1.4 – Ensaio de estanquidade
(contaminação ≤ 1 ppm de C; ≤ 400 ppm de CO2) Deve ser efetuado um ensaio de estanquidade do
d) Ar de síntese purificado sistema. Para tal, desliga-se a sonda do sistema de es-
(contaminação ≤ 1 ppm de C; ≤ 1 ppm de CO; ≤ 400 ppm cape e obtura-se a sua extremidade. Liga-se a bomba
de CO2; ≤ 0,1 ppm de NO) do analisador. Após um período inicial de estabilização,
(teor de oxigénio compreendido entre 18 % e 21 % todos os fluxómetros devem indicar zero. Se tal não
em vol). acontecer, as linhas de recolha de amostras devem ser
verificadas e a anomalia corrigida. A taxa de fuga má-
1.2.2 – Gases de calibração xima admissível no lado do vácuo é de 0,5% do caudal
Devem estar disponíveis misturas de gases com as durante a utilização para a parte do sistema que está a
seguintes composições químicas: ser verificada. Os caudais do analisador e do sistema de
derivação podem ser utilizados para estimar os caudais
a) C3H8 e ar de síntese purificado, conforme o n.º 1.2.1; em utilização.
b) CO e azoto purificado; Outro método consiste na introdução de uma modifi-
c) NO e azoto purificado, sendo que a quantidade de cação do patamar de concentração no início da linha de
NO2 contida neste gás de calibração não deve exceder 5% recolha de amostras passando do gás de colocação em
do teor de NO; zero para o gás de calibração.
d) O2 e azoto purificado; Se após um período adequado de tempo a leitura revelar
e) CO2 e azoto purificado; uma concentração inferior à introduzida, este facto aponta
f) CH4 e ar de síntese purificado; para problemas de calibração ou de estanquidade.
g) C2H6 e ar de síntese purificado. 1.5 – Processo de calibração
1.5.1 – Conjunto do instrumento
Nota. — São admitidas outras combinações de gases desde que O conjunto do instrumento deve ser calibrado, sendo
estes não reajam entre si. as curvas de calibração verificadas em relação a gases
padrão. Os caudais de gás utilizados são os mesmos que
A concentração real de um gás de calibração deve ser para a recolha de gases de escape.
o valor nominal com uma tolerância de ± 2%. Todas as 1.5.2 – Tempo de aquecimento
concentrações dos gases de calibração devem ser indicadas O tempo de aquecimento deve estar de acordo com as
em volume, percentagem ou ppm em volume. recomendações do fabricante. Se não for especificado,
Os gases utilizados para calibração podem também recomenda-se um mínimo de duas horas para o aqueci-
ser obtidos através de um misturador-doseador de gás, mento dos analisadores.
por diluição de N2 purificado ou ar de síntese purificado. 1.5.3 – Analisador NDIR e HFID
A precisão do dispositivo misturador deve ser tal que a O analisador NDIR deve ser regulado conforme ne-
concentração dos gases de calibração diluídos possa ser cessário e a chama de combustão de analisador HFID
determinada com uma aproximação de ± 2 %. otimizada, conforme o n.º 1.8.1.
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1563
1.5.4 – Calibração 1.7.1 – Instalação de ensaio
Calibra-se cada uma das gamas de funcionamento nor- Usando a instalação indicada na figura 1, conforme no
malmente utilizadas. n.º 1.4.3.4 do apêndice 1 do anexo III e o processo abaixo
Utilizando ar de síntese purificado, ou azoto, põe-se em indicado, a eficiência dos conversores pode ser ensaiada
zero os analisadores de CO, CO2, NOx, HC e O2. através de um ozonisador.
Introduzem-se os gases de calibração adequados nos
analisadores, sendo os valores registados e as curvas de Figura 1
calibração estabelecidas de acordo com o n.º 1.5.6.
Verifica-se novamente a regulação do zero e repete-se, Esquema de um conversor de NO2
se necessário, o processo de calibração.
Válvula solenóide
1.5.5 – Estabelecimento da curva de calibração
1.5.5.1 – Orientações gerais
A curva de calibração do analisador é estabelecida por
pelo menos seis pontos de calibração, excluindo o zero,
O2
espaçados tão uniformemente quanto possível.
A curva de calibração é calculada pelo método dos
mínimos quadrados. Se o grau do polinómio resultante
for superior a três, o número de pontos de calibração,
incluindo o zero, deve ser pelo menos igual a esse grau NO/N2
acrescido de duas unidades.
A curva de calibração não deve afastar-se mais de ± 2 %
do valor nominal de cada ponto de calibração e mais de
± 0,3 % da escala completa no zero. 1.7.2 – Calibração.
A partir da curva e dos pontos de calibração, é possível O CLD e o HCLD devem ser calibrados na gama de
verificar se a calibração foi efetuada de modo correto. De- funcionamento mais comum seguindo as especificações do
vem ser indicados os diferentes parâmetros característicos fabricante e utilizando um gás da colocação no zero e um
do analisador, em especial: gás de calibração, cujo teor de NO deve ser igual a cerca
de 80% da gama de funcionamento; a concentração de NO2
a) A gama de medida; da mistura de gases deve ser inferior a 5% da concentração
b) A sensibilidade; de NO. O analisador de NOx deve estar no modo NO para
c) A data de realização da calibração. que o gás de calibração não passe através do conversor. A
concentração indicada tem que ser registada.
1.5.5.2 – Calibração abaixo dos 15 % da escala completa 1.7.3 – Cálculos
A curva de calibração do analisador é definida por A eficiência do conversor de NOx calcula-se do se-
pelo menos 10 pontos de calibração, excluindo o zero, guinte modo:
espaçados de modo que 50 % dos pontos de calibração
estejam abaixo de 10% da escala completa. § a-b·
Eficiência (%) = ¨1 + ¸ × 100
A curva de calibração é calculada pelo método dos © c-d¹
mínimos quadrados.
A curva de calibração não deve afastar-se mais de ± 4 % a) Concentração de NOx de acordo com o n.º 1.7.6;
do valor nominal de cada ponto de calibração e mais de b) Concentração de NOx de acordo com o n.º 1.7.7;
± 0,3 % da escala completa no zero. c) Concentração de NO de acordo com o n.º 1.7.4;
1.5.5.3 – Métodos alternativos d) Concentração de NO de acordo com o n.º 1.7.5.
Podem ser utilizadas outras técnicas, como por exem-
plo, computadores, comutadores de gama controlados 1.7.4 – Adição de oxigénio
eletronicamente, entre outros, se se puder provar que Através de um T, junta-se continuamente oxigénio ou
fornecem uma exatidão equivalente. ar de colocação no zero ao fluxo de gás até que a con-
1.6 – Verificação da calibração centração indicada seja cerca de 20% menor do que a
Cada gama de funcionamento normalmente utilizada concentração de calibração indicada no n.º 1.7.2. O ana-
deve ser verificada antes de cada análise de acordo com lisador está no modo NO.
o processo a seguir indicado. Regista-se a concentração indicada na alínea c) do
Para verificar a calibração, utiliza-se um gás de colo- número anterior. O ozonisador é mantido desativado ao
cação no zero e um gás de calibração cujo valor nominal longo do processo.
é superior a 80% da totalidade da escala correspondente 1.7.5 – Ativação do ozonisador
à gama de medida. Ativa-se agora o ozonizador para fornecer ozono su-
Se, para dois pontos dados, o valor encontrado não ficiente para fazer baixar a concentração de NO a cerca
diferir do valor de referência declarado em mais de ± 4 % de 20%, no mínimo 10%, da concentração de calibração
da escala completa os parâmetros de ajustamento podem indicada no n.º 1.7.2. Regista-se a concentração indicada
ser modificados. Se não for este o caso, deve ser esta- na alínea d) do n.º 1.7.3. O analisador está no modo NO.
belecida uma nova curva de calibração de acordo com 1.7.6 – Modo NOx
o n.º 1.5.4. Comuta-se então o analisador de NO para o modo NOx
1.7 – Ensaio de eficiência do conversor de NOx para que a mistura de gases, constituída de NO, NO2, O2
A eficiência do conversor utilizado para a conversão de e N2, passe agora através do conversor. Regista-se a con-
NO2 em NO é ensaiada conforme indicado nos n.ºs 1.7.1 centração indicada na alínea a) do n.º 1.7.3. O analisador
a 1.7.8, de acordo com a figura 1. está no modo NOx
1564 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
1.7.7 – Desativação do ozonisador Estes valores são relativos ao fator de resposta (Rf ) de
Desativa-se agora o ozonizador. A mistura de gases des- 1,00 para o propano e o ar de síntese purificado.
crita no número anterior passa através do conversor para 1.8.3 – Verificação da interferência do oxigénio
o detetor. Regista-se a concentração indicada na alínea b) A verificação da interferência do oxigénio deve ser
do n.º 1.7.3. O analisador está no modo NOx. determinada ao colocar o analisador em serviço e após
1.7.8 – Modo NO longos períodos de utilização.
Comutado para o modo NO com o ozonisador desa- Escolhe-se uma gama em que os gases de verificação da
tivado, o fluxo de oxigénio ou de ar de síntese é tam- interferência do oxigénio se situam nos 50 % superiores,
bém desligado. A leitura de NOx do analisador não deve realiza-se o ensaio com a temperatura do forno regulada
desviar-se mais de ± 5% do valor medido de acordo com conforme necessário.
o n.º 1.7.2. O analisador está no modo NO. 1.8.3.1 – Gases de verificação da interferência do oxi-
1.7.9 – Intervalo dos ensaios génio
A eficiência do conversor deve ser ensaiada antes de Os gases de verificação da interferência do oxigénio
cada calibração do analisador de NOx. devem conter propano com uma concentração de 350 ppm
1.7.10 – Eficiência exigida C ± 75 ppm C. O valor da concentração deve ser deter-
O rendimento do conversor não deve ser inferior a minado com as tolerâncias para os gases de calibração
90%, mas recomenda-se fortemente um rendimento, mais através de análise cromatográfica dos hidrocarbonetos
elevado, de 95%. totais acrescidos de impurezas ou através de mistura di-
nâmica. O azoto deve ser o diluente predominante, sendo
Nota. — Se, estando o analisador na gama mais comum, o ozonisa- o restante oxigénio. As misturas necessárias para o ensaio
dor não permitir obter uma redução de 80% para 20% de acordo com o dos motores diesel são:
n.º 1.7.5, deve-se utilizar a gama mais alta que dê esta redução.
Concentração de O2 Balanço
1.8 – Ajustamento do FID
1.8.1 – Optimização da resposta do detetor
21 (20 a 22) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Azoto.
O HFID deve ser ajustado conforme especificado pelo 10 (9 a 11) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Azoto.
fabricante do instrumento. Deve-se utilizar um gás de ca- 5 (4 a 6) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Azoto.
libração contendo propano em ar para optimizar a resposta
na gama de funcionamento mais comum. 1.8.3.2 – Procedimento
Com os caudais de combustível e de ar regulados de
acordo com as recomendações do fabricante, introduz-se a) Coloca-se o analisador em zero;
no analisador um gás de calibração com uma concentração b) Calibra-se o analisador com uma mistura de 21 %
de 350 ppm de C ± 75 ppm de C. A resposta com um dado de oxigénio;
caudal de combustível deve ser determinada a partir da c) Verifica-se novamente a resposta no zero. Se tiver
diferença entre a resposta com um gás de calibração e a mudado mais de 0,5 % da escala completa, repetem-se as
resposta com um gás de colocação no zero. O caudal de operações descritas nas alíneas anteriores;
combustível deve ser aumentado e reduzido progressiva- d) Introduzem-se os gases de verificação da interferên-
mente em relação à especificação do fabricante. Registam- cia do oxigénio a 5 % e 10 %;
-se as respostas com o gás de calibração e é aumentado o e) Verifica-se novamente a resposta no zero. Se tiver
gás de colocação no zero a esses caudais de combustível. mudado mais de ± 1 % da escala completa, repete-se o
Desenha-se a curva da diferença entre as duas respostas, ensaio;
e ajusta-se o caudal de combustível em função da parte f) Calcula-se a interferência do oxigénio (% de O2I)
mais rica da curva. para cada mistura descrita na alínea d), conforme a seguir
1.8.2 – Fatores de resposta para hidrocarbonetos indicado:
O analisador deve ser calibrado utilizando propano em A = concentração de hidrocarbonetos (ppm C) do gás
ar e ar de síntese purificado, de acordo com o n.º 1.5. de calibração utilizado na alínea b);
Os fatores de resposta devem ser determinados ao co- B = concentração de hidrocarbonetos (ppm C) dos gases
locar o analisador em serviço e após longos períodos de de verificação da interferência do oxigénio utilizados na
utilização. O fator de resposta (Rf) para uma dada espécie alínea d);
de hidrocarboneto é a relação entre a leitura C1 no FID C = resposta do analisador
e a concentração de gás no cilindro, expressa em ppm
de C1. (ppmC ) = A
D
A concentração do gás de ensaio deve situar-se a um
nível que dê uma resposta de cerca de 80 % da escala
completa. A concentração deve ser conhecida com uma D = Percentagem da resposta do analisador na escala
precisão de ± 2 % em relação a um padrão gravimétrico completa devido a A;
expresso em volume. Além disso, o cilindro de gás deve
ser pré-condicionado durante 24 horas à temperatura de g) A percentagem de interferência de oxigénio (% O2I)
298 K (25 °C) ± 5 K. deve ser inferior a ± 3,0 % relativamente a todos os gases
Os gases de ensaio a utilizar e as gamas dos fatores de de verificação da interferência do oxigénio necessários
resposta recomendados são os seguintes: antes da realização do ensaio;
h) Caso a interferência do oxigénio seja superior a
a) Metano e ar de síntese purificado: 1,00 ≤ Rf ≤ 1,15; ±3,0% ajusta-se progressivamente o escoamento de ar
b) Propileno e ar de síntese purificado: 0,90 ≤ Rf ≤ 1,1; acima e abaixo das especificações do fabricante, repetindo-
c) Tolueno e ar de síntese purificado: 0,90 ≤ Rf ≤ 1,10. -se o estabelecido no n.º 1.8.1 para cada fluxo;
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1565
i) Caso a interferência do oxigénio seja superior a B: concentração do CO2 diluído medida com o NDIR (%)
± 3,0 % depois de se ajustar o escoamento de ar, sujeitam- C: concentração do NO diluído medida com o CLD (ppm)
-se o escoamento de combustível e subsequentemente o D: concentração do NO não diluído medida com o
escoamento da amostra a variações, repetindo-se as ope- CLD (ppm)
rações estabelecidas no n.º 1.8.1 para cada escoamento;
j) Caso a interferência do oxigénio continue a ser supe- 1.9.2.2 – Verificação do efeito de atenuação da água
rior a ± 3,0 %, reparam-se ou substituem-se o analisador, Esta verificação aplica-se apenas às medições das con-
o combustível do FID ou o ar do queimador antes do centrações de gases em base húmida. O cálculo do efeito
ensaio. Repete-se então este número com o equipamento de atenuação da água deve ter em consideração a diluição
ou gases substituídos. do gás de calibração do NO com vapor de água e o estabe-
(B - C ) lecimento de uma relação entre a concentração de vapor
O2I = × 100 de água da mistura e a prevista durante o ensaio. Faz-se
B
passar um gás de calibração do NO com uma concentração
1.9 – Efeitos de interferência com os analisadores NDIR de 80% a 100% da escala completa da gama de funcio-
e CLD namento normal através do (H)CLD, e regista-se o valor
Os gases presentes no escape que não sejam o que está a do NO como D. Deixa-se borbulhar o gás de calibração
ser analisado podem interferir na leitura de vários modos. do NO através de água à temperatura ambiente, fazendo-
Há interferência positiva nos instrumentos NDIR quando -se passar esse gás através do (H)CLD e registando-se
o gás que interfere dá o mesmo efeito que o gás que está a o valor de NO como C. Determina-se a temperatura de
ser medido, mas em menor grau. Há interferência negativa água, que é registada como F. Determinam-se a pressão
nos instrumentos NDIR quando o gás que interfere alarga absoluta de funcionamento do analisador e a temperatura
a banda de absorção do gás que está a ser medido, e nos de água, registando-se os valores como E e F, respetiva-
instrumentos CLD quando o gás que interfere atenua a mente. Determina-se a pressão do vapor de saturação da
radiação. As verificações de interferência indicadas nos mistura que corresponde à temperatura da água (F), sendo
n.ºs 1.9.1 e 1.9.2 devem ser efetuadas antes da utilização o seu valor registado como G. A concentração do vapor
inicial do analisador e após longos períodos de serviço. de água (em %) da mistura é calculado do seguinte modo:
1.9.1 – Verificação da interferência no analisador de CO § G ·
A água e o CO2 podem interferir com o comportamento H = 100 × ¨¨ ¸¸
do analisador de CO. Deixa-se, portanto borbulhar na água © PB ¹
à temperatura ambiente um gás de calibração que contenha
CO2 com uma concentração de 80 % a 100 % da escala e registado como H. A concentração prevista do gás de
completa da gama de funcionamento máxima utilizada calibração de NO diluído, em vapor de água, é calculada
durante o ensaio, registando-se a resposta do analisador. A do seguinte modo:
resposta do analisador não deve ser superior a 1 % da escala
completa para as gamas iguais ou superiores a 300 ppm § H ·
De = D × ¨ 1 - ¸
ou superior a 3 ppm para as gamas inferiores a 300 ppm. © 100 ¹
1.9.2 – Verificações da atenuação do analisador de NOx
Os dois gases a considerar para os analisadores CLD, e e registado como De. Para os gases de escape dos motores
HCLD, são o CO2 e o vapor de água. Os graus de atenua- diesel, a concentração máxima de vapor de água em (%)
ção desses gases são proporcionais às suas concentrações, prevista durante o ensaio deve ser estimada, na hipótese
e exigem portanto técnicas de ensaio para determinar o de uma relação atómica H/C do combustível de 1,8 para
efeito de atenuação às concentrações mais elevadas es- 1, a partir da concentração máxima de CO2 nos gases de
peradas durante o ensaio. escape ou da concentração do gás de calibração do CO2
1.9.2.1 – Verificação do efeito de atenuação do CO2 não diluído, (A) medido como se indica no número ante-
Faz-se passar um gás de calibração contendo CO2 com rior, do seguinte modo:
uma concentração de 80% a 100% da escala completa da
gama máxima de funcionamento através do analisador H m = 0,9 × A
NDIR, registando-se o valor de CO2 como A. A seguir
dilui-se cerca de 50 % com um gás de calibração do NO e registada como Hm.
e passa-se através do NDIR e (H)CLD, registando-se os
valores de CO2 e NO como B e C respetivamente. Fecha- O efeito de atenuação da água é calculado do seguinte
-se a entrada de CO2 e deixa-se passar apenas o gás de modo, não devendo ser superior a 3%:
calibração do NO através do (H)CLD, registando-se o
valor de NO como D. § D - C · § Hm ·
% atenuação de H 2 O = 100 × ¨¨ e ¸¸ × ¨ ¸
O efeito de atenuação é calculado do modo a seguir © De ¹ © H ¹
indicado:
ª § (C × A ) ·º em que:
% atenuação do CO 2 = «1 - ¨¨ ¸¸ » × 100
¬ © (D × A ) - (D × B ) ¹ ¼ De: concentração prevista do NO diluído (ppm)
C: concentração de NO diluído (ppm)
Hm: concentração máxima do vapor de água (%)
não devendo ser superior a 3% da escala completa, em que: H: concentração real do vapor de água (%)
A: concentração do CO2 não diluído medida com o Nota. — É importante que o gás de calibração do NO contenha
NDIR (%) uma concentração mínima de NO2 para esta verificação, dado que a
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absorção do NO2 pela água não foi tida em consideração nos cálculos 2 – Calibração do sistema de medição das partículas
do efeito de atenuação.
2.1 – Introdução
1.10 – Intervalos de calibração Cada componente deve ser calibrado tantas vezes quan-
Os analisadores devem ser calibrados de acordo com o tas as necessárias para respeitar as exigências de precisão
n.º 1.5 pelo menos de três em três meses ou sempre que da presente norma. O método de calibração a utilizar está
haja uma reparação ou mudança do sistema que possa descrito no presente número para os componentes indica-
influenciar a calibração. dos no n.º 1.5 do apêndice 1 do anexo III e no anexo V.
1.11 – Requisitos adicionais de calibração para as me- 2.2 – Medição dos caudais
dições relativas aos gases de escape brutos durante o Os contadores de gás ou os fluxómetros devem ser
ensaio NRTC. calibrados de acordo com normas nacionais ou interna-
1.11.1 – Verificação do tempo de resposta do sistema cionais.
analítico O erro máximo do valor medido deve ser ± 2% da
As regulações do sistema para a avaliação do tempo leitura.
de resposta são exatamente as mesmas que durante a me- No que diz respeito aos sistemas de diluição do escoa-
dição do ensaio, isto é, pressão, caudais, regulações dos mento parcial, a precisão do caudal recolhido GSE é de
filtros nos analisadores e todas as outras influências do especial importância, se não for medido diretamente mas
tempo de resposta. A determinação do tempo de resposta determinado por medição diferencial do caudal:
é feita com a mudança do gás diretamente à entrada da GSE = GTOTW – GDILW
sonda de recolha de amostras. A mudança do gás deve
ser feita em menos de 0,1 s. Os gases utilizados para o Neste caso, não é suficiente uma precisão de ± 2% para
ensaio devem causar uma alteração da concentração de o GTOTW e GDILW para garantir precisões aceitáveis para
pelo menos 60 % de FS. o GSE. Se o caudal de gás for determinado por medição
Regista-se a alteração de concentração de cada com- diferencial do escoamento, o erro máximo da diferença
ponente do gás. O tempo de resposta é definido como a deve ser tal que a exatidão de GSE seja de ± 5% quando
diferença de tempo entre a mudança do gás e a alteração a razão de diluição for inferior a 15. O cálculo pode ser
adequada da concentração registada. O tempo de resposta feito extraindo a raiz quadrada da média dos quadrados
do sistema (t90) consiste no tempo de atraso do detetor de dos erros de cada instrumento.
medida e no tempo de subida do detetor. O tempo de atraso 2.3 – Verificação da razão de diluição
é definido como o tempo que passa entre a mudança (t0) e Ao utilizar sistemas de recolha de amostras de partícu-
a obtenção de uma resposta de 10 % da leitura final (t10). las sem EGA, conforme no n.º 1.2.1.1 do anexo V, verifica-
O tempo de subida é definido como o tempo que passa -se a razão de diluição para cada motor novo com o motor
entre a obtenção da resposta a 10% e da resposta a 90% a funcionar e utilizando as medições das concentrações
da leitura final (t90 – t10). de CO2 ou de NOx nos gases de escape brutos e diluídos.
Para o alinhamento em tempo do analisador e dos sinais A razão de diluição medida deve estar a ± 10% da razão
do escoamento dos gases de escape no caso da medição de diluição calculada a partir da medição das concentra-
bruta, o tempo de transformação é definido como o tempo ções de CO2 ou de NOx.
necessário para se passar da alteração (t0) até se obter a 2.4 – Verificação das condições de escoamento parcial
resposta de 50% da leitura final (t50). A gama de velocidades dos gases de escape e as va-
O tempo de resposta do sistema deve ser ≤ 10 segundos riações de pressão devem ser verificadas e ajustadas de
com um tempo de subida ≤ 2,5 segundos para todos os acordo com os requisitos do n.º 1.2.1.1, EP, do anexo V,
componentes limitados (CO, NOx e HC) e todas as gamas se aplicável.
utilizadas. 2.5 – Intervalos de calibração
1.11.2 – Calibração do analisador do gás traçador para Os fluxómetros devem ser calibrados pelo menos de
medições do caudal dos gases de escape três em três meses ou sempre que haja uma reparação ou
Calibra-se o analisador para medição da concentração alteração do sistema que possa influenciar a calibração.
do gás traçador, se utilizado, com o gás padrão. 2.6 – Requisitos de calibração adicionais para sistemas
Estabelece-se a curva de calibração no mínimo com de diluição de escoamento parcial
10 pontos de calibração, excluindo o zero, a intervalos 2.6.1 – Calibração periódica
que permitam que metade dos pontos de calibração se Se o caudal da amostra de gases for determinado por
situem entre 4% e 20% da escala completa do analisa- medição diferencial, o fluxómetro ou a instrumentação de
dor e os restantes se situem entre 20% e 100% da escala medida devem ser calibrados através de um dos procedi-
completa. A curva de calibração é calculada pelo método mentos a seguir indicados, de modo tal que o caudal de
dos mínimos quadrados. GSE à entrada do túnel satisfaça os requisitos de precisão
A curva de calibração não deve afastar-se mais de ± 1% do n.º 2.4. do apêndice 1 do anexo III.
da escala completa relativamente ao valor nominal de cada O fluxómetro para o GDILW, é ligado em série ao fluxó-
ponto de calibração, na gama de 20% a 100% da escala metro para o GTOTW, sendo a diferença entre os dois flu-
completa. A curva de calibração não deve afastar-se mais xómetros calculada em pelo menos cinco pontos com
de ± 2% da leitura do valor nominal na escala de 4% a os valores de caudal igualmente espaçados entre o valor
20% da escala completa. mais baixo do GTOTW utilizado durante o ensaio e o valor
O analisador deve ser colocado no zero e calibrado do GDILW utilizado durante o ensaio.
antes da realização do ensaio utilizando um gás de O túnel de diluição pode ser posto em derivação. Liga-
colocação no zero e um gás de calibração cujo valor -se em série um aparelho calibrado de medição do caudal
nominal seja superior a 80% da escala completa do mássico com o fluxómetro para o GTOTW e verifica-se
analisador. a precisão em relação ao valor utilizado para o ensaio.
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1567
Liga-se em série um aparelho calibrado de medição do utilizado na medição do tempo de resposta, com uma
caudal mássico com o fluxómetro para o GDILW e verifica- restrição do escoamento suficientemente baixa para não
-se a precisão em relação ao valor utilizado para o ensaio afetar o comportamento funcional dinâmico do sistema
para pelo menos 5 pontos correspondentes a uma razão de diluição do escoamento parcial e consistente com a
de diluição compreendida entre 3 e 50, relativa ao GTOTW, boa prática de engenharia.
utilizado durante o ensaio. Introduz-se uma mudança de patamar no escoamento
Desliga-se o tubo de transferência TT do escape e liga- dos gases de escape, ou escoamento de ar, se o dos gases
-se um dispositivo de medição de caudais calibrado com de escape estiver a ser calculado, do sistema de diluição
uma gama adequada à medição de GSE ao tubo de trans- do escoamento parcial desde um valor baixo até pelo
ferência. Regula-se então GTOTW no valor utilizado no menos 90% da escala completa. O iniciador da mudança
ensaio o GDILW é regulado em sequência em pelo menos de patamar deve ser o mesmo que o utilizado para dar
cinco valores correspondentes a razões de diluição (q) início ao previsto do ensaio real. Registam-se o estímulo
entre 3 e 50. Em alternativa, pode existir um percurso de do patamar do escoamento dos gases de escape e a resposta
calibração especial do escoamento em que o túnel seja do fluxómetro a uma taxa de pelo menos 10 Hz.
colocado em derivação mas o escoamento total e do ar de Do mesmo modo, determinam-se os tempos da trans-
diluição através dos aparelhos de medida correspondentes formação a partir desses dados para o sistema de diluição
são os mesmos que no ensaio real. do escoamento parcial, que é o tempo desde o início do
Introduz-se um gás traçador no tubo de transferên- estímulo do patamar até ao ponto de 50% da resposta do
cia TT. Esse gás traçador pode ser um componente dos fluxómetro. De modo semelhante, os tempos de transfor-
gases de escape, como o CO2 ou o NOx. Após diluição no mação do sinal de GSE do sistema de diluição do escoa-
túnel mede-se a quantidade do gás traçador em relação mento parcial e do sinal do GEXHW do fluxómetro dos gases
a cinco razões de diluição compreendidas entre 3 e 50. de escape. Esses sinais são utilizados em verificações de
A precisão do escoamento da amostra é determinada a regressão realizados após cada ensaio, conforme o n.º 2.4
partir da relação de diluição (q): do apêndice 1 do anexo III.
Repete-se o cálculo pelo menos durante cinco estímulos
GSE = GTOTW /q de subida e descida, procedendo-se depois ao cálculo da
média dos resultados. O tempo de transformação interno,
Têm-se em consideração as precisões dos analisadores <100 ms, do fluxómetro de referência deve ser subtraído
de gás para garantir a precisão de GSE. deste valor. Este é o valor «antecipação» do sistema de
2.6.2 – Verificação do escoamento de carbono diluição do escoamento parcial, que é aplicado de acordo
Recomenda-se bastante uma verificação do escoamento com o n.º 2.4. do apêndice 1 do anexo III.
de carbono que utilize os gases de escape reais para detetar
problemas de medida e de controlo e verificar o funcio- 3 – Calibração do sistema CVS
namento correto do sistema de diluição de escoamento
parcial. A verificação do escoamento de carbono deve ser 3.1 – Generalidades
efetuada pelo menos quando se instala um novo motor ou Calibra-se o sistema CVS utilizando um fluxómetro
quando se muda alguma coisa significativa na configura- preciso e os meios necessários para alterar as condições
ção da célula de ensaio. de funcionamento.
Faz-se o motor funcionar à carga, velocidade e binário Mede-se o escoamento através do sistema com regu-
de pico ou qualquer outro modo em estado estacionário lações de funcionamento diferentes e medem-se os pa-
que produza a 5% ou mais de CO2. O sistema de recolha râmetros de controlo do sistema, sendo relacionados ao
de amostras de escoamento parcial deve funcionar com escoamento.
um fator de diluição de cerca de 15 para 1. Podem-se utilizar vários tipos de fluxómetros, como
2.6.3 – Verificação do ensaio por exemplo o tubo de Venturi calibrado, um fluxómetro
Deve-se realizar uma verificação do ensaio dentro de laminar calibrado ou medidor de turbina calibrado.
duas horas antes do ensaio do seguinte modo: 3.2 – Calibração da bomba de deslocamento positivo
Verifica-se a precisão dos fluxómetros pelo mesmo (PDP)
método que o utilizado para a calibração para pelo menos Medem-se simultaneamente todos os parâmetros re-
dois pontos, incluindo valores do caudal de GDILW que lacionados com a bomba juntamente com os parâmetros
correspondem a razões de diluição compreendidas entre relacionados com um tubo de Venturi de calibração que é
5 e 15 para o valor de GTOTW utilizado durante o ensaio. ligado em série com a bomba. Traça-se a curva do caudal
Se se puder demonstrar com registos do método de ca- calculado (em m3/min), à entrada da bomba, à pressão e
libração acima descrito que a calibração dos fluxómetros é temperatura absolutas, em função de uma correlação que
estável durante um período de tempo maior, a verificação é o valor de uma combinação específica de parâmetros da
pós-ensaio pode ser omitida. bomba. Determina-se a equação linear que relaciona o cau-
2.6.4 – Determinação do tempo da transformação dal da bomba e a função de correlação. Se a bomba CVS
As regulações do sistema para a avaliação do tempo tiver uma transmissão de várias velocidades, realiza-se a
de transformação são exatamente os mesmos que durante calibração para cada gama de velocidades utilizada.
a medição do ensaio. Determina-se o tempo de transfor- Mantém-se a estabilidade da temperatura durante a
mação através do seguinte método. calibração.
Instala-se um fluxómetro de referência independente Mantêm-se as fugas em todas as ligações e tubagens
com uma gama de medida adequada para o escoamento entre o Venturi de calibração e a bomba CVS em valores
em série com a sonda e estreitamente ligado a esta. Este inferiores a 0,3% do ponto mais baixo do escoamento,
fluxómetro deve ter um tempo de transformação inferior isto é, restrição mais elevada e ponto de velocidade PDP
a 100 ms para a dimensão do patamar do escoamento mais baixa.
1568 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
3.2.1 – Análise dos dados em que:
Calcula-se o caudal de ar (Qs) em cada regulação da
restrição, no mínimo seis regulações, em m3/min stan- Kv = coeficiente de calibração
dard a partir dos dados do fluxómetro e utilizando o mé- PA = pressão absoluta à entrada do tubo de Venturi (kPa)
todo prescrito pelo fabricante. O caudal de ar é então T = temperatura à entrada do tubo de Venturi (K)
convertido em escoamento da bomba (V0) em m3/rev à
temperatura e pressão absolutas à entrada da bomba do 3.3.1 – Qualidade dos dados
seguinte modo: Calcula-se o caudal de ar (Qs) em cada regulação da
restrição, no mínimo de oito regulações, em m3/min stan-
Qs T 101,3
Vo = × × dard a partir dos dados do fluxómetro e utilizando o mé-
n 273 PA todo prescrito pelo fabricante. Calcula-se o coeficiente
de calibração a partir dos dados de calibração para cada
em que: regulação do seguinte modo:
Qs = caudal de ar nas condições normais (101,3 kPa,
273 K) (m3/s) Qs × T
Kv =
omba (K) PA
PA = pressão absoluta à entrada da bomba (PB – P1) (kPa)
n = velocidade da bomba (rev/s) em que:
Para ter em conta a interação das variações de pressão Qs = caudal de ar nas condições normais (101,3 kPa,
da bomba e a taxa de escoamento da bomba, calcula-se a 273 K) (m3/s)
função de correlação (X0) entre a velocidade da bomba, T = temperatura à entrada da bomba (K)
o diferencial de pressão entre a entrada e saída da bomba PA = pressão absoluta à entrada da bomba (PB – P1) (kPa)
e a pressão absoluta à saída da bomba do seguinte modo:
1 ΔPP Para determinar a gama do escoamento crítico, traça-se
XO = ×
n PA a curva de Kv em função da pressão à entrada do tubo de
Venturi. Para o escoamento crítico estrangulado Kv tem
em que: um valor relativamente constante. À medida que a pressão
diminui e o vácuo aumenta, o tubo de Venturi deixa de
∆Pp = diferencial de pressão entre a entrada da bomba estar estrangulado e Kv, diminui, o que indica que o CFV
e a saída da bomba (kPa) está a funcionar fora da gama admissível.
PA = pressão absoluta à saída da bomba (kPa) Calcula-se o Kv médio e o desvio-padrão para um mí-
nimo de oito pontos na região do escoamento crítico. O
Realiza-se um ajustamento pelo método dos mínimos desvio-padrão não deve exceder ± 0,3% do Kv médio.
quadrados para gerar a equação de calibração do seguinte 3.4 – Calibração do tubo de Venturi subsónico (SSV)
modo:
A calibração do SSV baseia-se na equação de escoa-
V0 = D 0 - m × (X 0 ) mento para um tubo de Venturi subsónico. O caudal é
função da pressão e temperatura à entrada, da queda de
em que D0 e m são as constantes da ordenada na origem e
pressão entre a entrada e a garganta do SSV, conforme
do declive da reta, respetivamente, que descreve as retas
de regressão. se indica a seguir:
Para um sistema CVS com várias velocidades, as curvas ª 1 1,4286 1,7143 § 1 ·º
de calibração geradas para as diferentes gamas de caudais QSSV = A 0 d 2 C d PA « r( -r )
¨¨ ¸
4 1,4286 ¸ »
da bomba devem ser aproximadamente paralelas e os ¬T ©1- β r ¹¼
valores das ordenadas na origem (D0) aumentam com a
diminuição da gama de caudais da bomba. em que:
Os valores calculados pela equação devem ter uma
aproximação de ± 0,5% do valor medido de V0. Os valores A0 = conjunto de constantes e conversões de unidades
de m variam de bomba para bomba. O fluxo de partículas
com o tempo faz com que o escorregamento da bomba § 1 ·
diminui, o que é refletido nos valores inferiores de m. § m3 · ¨ K 2 ¸ § 1 ·
= 0,006111 em unidades SI de ¨¨ ¸¸ ¨ ¸¨ 2 ¸
Assim sendo, a calibração deve ser realizada ao arranque © min ¹ ¨ KPa ¸ © mm ¹
da máquina, após grandes manutenções e se a verificação © ¹
do sistema total, conforme o n.º 3.5, indicar uma alteração
da taxa de escorregamento. d = diâmetro do garganta do SSV (m)
3.3 – Calibração do tubo de Venturi de escoamento Cd = coeficiente de descarga do SSV
crítico (CFV) PA = pressão absoluta à entrada do tubo de Venturi (kPa)
A calibração do CFV baseia-se na equação de escoa-
T = temperatura à entrada do tubo de Venturi (K)
mento de um tubo de Venturi de escoamento crítico. O
caudal de gás é função da pressão e da temperatura à r = relação da pressão estática na garganta do SSV e a
entrada, como se indica a seguir: pressão estática absoluta à entrada.
K v × PA ΔP
Qs = = 1−
T PA
d
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1569
β = relação entre o diâmetro da garganta do SSV(d) e Como o Qssv é um dos valores da fórmula do número
o diâmetro interno de tubo de entrada de Reynolds, os cálculos devem ser começados com um
valor inicial aleatório para que Qssv ou Cd do Venturi de
d
= calibração e repetido até que o valor de Qssv convirja. O
D método de convergência deve ter uma precisão igual ou
superior a 0,1%.
3.4.1 – Qualidade dos dados Os valores calculados de Cd para um mínimo de 16 pon-
Calcula-se o caudal de ar (Qssv) em cada regulação tos na região de escoamento subsónico retirados da equa-
da restrição, no mínimo de 16 regulações, em m3/min ção de ajustamento da curva de calibração devem ter uma
standard a partir dos dados do fluxómetro e utilizando o tolerância de ± 0,5% do Cd medido para cada ponto de
método prescrito pelo fabricante. Calcula-se o coeficiente calibração.
de descarga a partir dos dados de calibração para cada 3.5 – Verificação do sistema total
regulação do seguinte modo: Determina-se a precisão total do sistema de recolha
Q ssv de amostras CVS e do sistema analítico pela introdução
Cd = de uma massa conhecida de um gás poluente no sistema
ª 1 1, 4286 1,7143 § ·º
A0 d 2 PA « r( -r ¨¨ )1
¸
4 1, 4286 ¸ »
enquanto este funciona de modo normal. O poluente é
¬T ©1 − β r ¹¼ analisado e a massa calculada de acordo com o n. 2.4.1.
do apêndice 3 do anexo III, exceto no caso do propano, em
em que: que se utiliza um fator de 0,000472 em vez de 0,000479
para o HC. Utiliza-se qualquer uma das seguintes técnicas.
Qssv = caudal de ar nas condições normais (101,3 kPa, 3.5.1 – Medição com orifício de escoamento crítico
273 K) (m3/s) Faz-se passar uma quantidade conhecida de um gás
T = temperatura à entrada da bomba (K) puro, como seja o propano, pelo sistema CVS através de
d = diâmetro da garganta do SSV (m) um orifício de escoamento crítico calibrado. Se a pressão à
r = relação da pressão estática na garganta do SSV e a entrada for suficientemente elevada, o caudal, que é ajus-
pressão estática absoluta à entrada tado através do orifício de escoamento crítico, é indepen-
ΔP dente da pressão à saída do orifício de escoamento crítico.
= 1− Faz-se funcionar o sistema CVS como num ensaio de
PA
emissões de escape normal durante cerca de 5 a 10 minu-
β = relação entre o diâmetro da garganta do SSV(d) e tos. Analisa-se uma amostra de gás com os equipamentos
o diâmetro interno do tubo de entrada usuais, como seja saco de recolha de amostras ou método
de integração, e calcula-se a massa do gás. A massa assim
d
= determinada deve estar a ± 3% da massa conhecida no
D gás injetado.
3.5.2 – Medição por meio de uma técnica gravimétrica
Para determinar a gama do escoamento subsónico, traça- Determina-se a massa de um pequeno cilindro cheio
-se Cd em função do número de Reynolds, na garganta do com propano com uma precisão de ± 0.01 g. Faz-se fun-
SSV. Calcula-se o número de Reynolds na garganta do cionar o sistema CVS durante cerca de cinco a 10 minutos
SSV com a seguinte fórmula: como num ensaio de emissões de escape normal, enquanto
Q ssv é injetado monóxido de carbono ou propano para o sis-
Re = A 1
dμ tema. Determina-se a quantidade de gás puro descarregada
por meio de pesagem diferencial. Analisa-se uma amostra
em que: de gás com os equipamentos usuais, como sejam saco de
A1 = conjunto de constantes e conversões de unidades recolha de amostras ou método de integração, e calcula-se
a massa do gás. A massa assim determinada deve estar a
§ 1 · § min · § mm · ± 3% da massa conhecida no gás injetado.
= 25,55152 ¨ 3 ¸ ¨ ¸¨ ¸
©m ¹© s ¹© m ¹
APÊNDICE 3
Qssv = caudal de ar nas condições normais (101,3 kPa,
273 K) (m3/s) Avaliação de dados e cálculos
d = diâmetro da garganta do SSV (m)
μ = viscosidade absoluta ou dinâmica do gás, calculada 1 – Avaliação de dados e cálculos do ensaio NRSC
com a seguinte fórmula: 1.1 – Avaliação dos dados relativos às emissões gasosas
3 1 Para avaliação das emissões gasosas, toma-se a mé-
bT 2 bT 2 dia das leituras dos registadores de agulhas dos últimos
μ= = kg/m.s
S +T S 60 segundos de cada modo e determinam-se para cada
1+
T modo as concentrações médias (conc) de CH, CO, NOx
e CO2 durante cada modo, se for utilizado o método do
em que: balanço do carbono, a partir das leituras médias e dos
kg dados de calibração correspondentes. Pode ser utilizado
b = constante empírica = 1,458 × 10 6 1 um tipo diferente de registo se assegurar uma aquisição
msK 2 de dados equivalente.
As concentrações médias de fundo (concd) podem ser
S = constante empírica = 110,4 K determinadas a partir das leituras efetuadas nos sacos do
1570 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
ar de diluição ou das leituras de fundo contínuas, não nos 6,22 × R d × p d
sacos, e dos dados de calibração correspondentes. Hd =
p B − p d × Rd × 10 -2
1.2 – Emissões de partículas
Para a avaliação das partículas, registam-se para cada
modo os volumes totais de massas (MSAM,i) que passam Para o ar de admissão, se for diferente do ar de diluição:
através dos filtros. Levam-se os filtros para a câmara de
KW, a = 1 - Kw2
pesagem, condicionam-se durante pelo menos uma hora,
mas não mais de 80 horas, e pesam-se. Regista-se a massa
bruta dos filtros e subtrai-se a tara, conforme o n.º 3.1 do
anexo III. A massa de partículas (Mf para o método do 1,608 × H a
filtro único, Mfi para o método dos filtros múltiplos) é a K w2 =
1000 + (1,608 × H a )
soma das massas das partículas recolhidas nos filtros pri-
mário e secundário. Se tiver de ser aplicada uma correção
de fundo, registam-se a massa do ar de diluição (MDIL), 6,22 × R a × p a
através dos filtros, bem como a massa das partículas (Md). Ha =
p B − p a × R a × 10 -2
Se tiver sido feita mais de uma medição, calcula-se o
quociente Md/MDIL para cada medição e determina-se a
média dos valores. em que:
1.3 – Cálculo das emissões gasosas Ha – humidade absoluta do ar de admissão, g de água
Os resultados finais dos ensaios a indicar devem ser por kg de ar seco
deduzidos do seguinte modo: Hd – humidade absoluta do ar de diluição, g de água
1.3.1 – Determinação do caudal de gases de escape por kg de ar seco
Determina-se o caudal dos gases de escape (GEXHW) Rd – humidade relativa do ar de diluição (%)
para cada modo, de acordo com os n.ºs 1.2.1 a 1.2.3 do Ra – humidade relativa do ar de admissão (%)
apêndice 1 do anexo III. pd – pressão do vapor de saturação do ar de diluição
Se se utilizar um sistema de diluição total do fluxo (kPa)
(GTOTW), determina-se o caudal total dos gases de escape pa – pressão do vapor de saturação do ar de admissão
diluídos para cada modo de acordo com o n.º 1.2.4 do
(kPa)
apêndice 1 do anexo III.
pB – pressão barométrica total (kPa)
1.3.2 – Correção para a passagem de base seca a base
húmida
Nota. — Ha e Hd podem ser derivados da medição da humidade
A correção para a passagem de base seca a base húmida relativa, conforme acima descrito, ou da medição do ponto de orvalho,
(GEXHW) deve ser determinada para cada modo, de acordo da medição da pressão do vapor ou da medição do bolbo seco/húmido
com os n.ºs 1.2.1 a 1.2.3 do apêndice 1 do anexo III. utilizando as fórmulas geralmente aceites.
Quanto se aplicar GEXHW, converte-se a concentração
medida para base húmida através das fórmulas a seguir 1.3.3 – Correção da humidade para o NOx
indicadas, caso a medição não tenha sido já efetuada em Dado que as emissões de NOx dependem das condições
base húmida: do ar ambiente, corrige-se a concentração de NOx em fun-
conc (húmido) = kw × conc (seco) ção da temperatura e da humidade do ar ambiente através
do fator KH dado pela fórmula a seguir:
Para os gases de escape brutos:
1
§ 1 · KH =
K w,r ,1 = ¨¨ ¸¸ 1 - 0,0182 × (H a − 10,71 ) + 0,0045 × (Ta - 298)
© 1 + 1,88 × 0,005 × (% CO [seco ] + % CO 2 [seco ] ) + K )
w2 ¹
Para os gases de escape diluídos: em que:
ª 1,88 × CO 2 % (húmido) º Ta – temperaturas do ar, em K
K w ,e ,1 = «1 - » - K w1 Ha – humidade do ar de admissão (g de água por kg
¬ 200 ¼ de ar seco):
ou: 6,220 × R a × p a
Ha =
p B - p a × R a × 10 -2
§ ·
¨ 1 − KW 1 ¸
K w,e,1 = ¨ ¸
¨ 1,88 × CO 2 % (seco ) ¸ em que:
¨1+ ¸
© 200 ¹
Ra – humidade relativa do ar de admissão (%)
pa – pressão do vapor de saturação do ar de admissão (kPa)
Para o ar de diluição: pB – pressão barométrica total (kPa)
Kw, d = 1 - Kw1
Nota. — Ha pode ser derivada da medição da humidade relativa, con-
1,608 × [H d × (1 - 1/DF) + H a × (1/DF)] forme acima descrito, ou da medição do ponto de orvalho, da medição
K w1 = da pressão do vapor ou da medição do bolbo seco/húmido utilizando
1000 + 1,608 × [H d × (1 - 1/DF) + H a × (1/DF)] as fórmulas geralmente aceites.
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1571
1.3.4 – Cálculo dos caudais mássicos das emissões em que:
Calculam-se os caudais mássicos das emissões para
cada modo como se indica a seguir: Ha : humidade do ar de admissão, g de água por kg de
ar seco
a) Para os gases de escape brutos (1):
6,220 × R a × p a
Ha =
1
( ) No caso dos NOx, a sua concentração (NOx conc ou NOx concc) p B - p a × R a × 10 -2
tem de ser multiplicada por KHNOx, fator de correção da humidade
para os NOx, indicados no n.º 1.3.3 do seguinte modo: KHNOx x conc
ou KHNOx x concc.
em que:
Gásmass = u x conc x GEXHW Ra – humidade relativa do ar de admissão (%)
pa – pressão do vapor de saturação do ar de admissão (kPa)
b) Para os gases de escape diluídos: pB – pressão barométrica total (kPa)
Gásmass = u x concc x GTOTW
Nota. — Ha pode ser derivada da medição da humidade relativa, con-
forme acima descrito, ou da medição do ponto de orvalho, da medição
em que: da pressão do vapor ou da medição do bolbo seco/húmido utilizando
concc : é a concentração de fundo corrigida as fórmulas geralmente aceites.
concc = conc – concd × (1 – (1/DF))
1.4.2 – Sistema de diluição do escoamento parcial
DF = 13,4/(concCO2 + (concCO + concHC) × 10 ) –4 Os resultados finais dos ensaios de emissão de partí-
culas a indicar são obtidos como se indica a seguir. Dado
ou que podem ser utilizados vários tipos de controlo da taxa
de diluição, são aplicáveis diferentes métodos de cálculo
DF = 13,4/concCO2 para caudais mássicos de gases de escape diluídos equiva-
lentes GEDF. Todos os cálculos devem basear-se nos valores
Utilizam-se os coeficientes u – húmido de acordo com médios dos modos individuais, e, durante o período de
o quadro seguinte: recolha de amostras.
1.4.2.1 – Sistemas isocinéticos
Gás u conc
GEDFW,i = GEXHW,i x qi
NOx. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
CO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
0,001 587
0,000 966
ppm
ppm
G DILW,i + (G EXHW,i × r )
qi =
HC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,000 479 ppm (G EXHW,i × r)
CO2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15,19 percentagem
A densidade de HC é calculada com base numa relação em que r corresponde à relação entre as áreas de sec-
média carbono/hidrogénio de 1/1,85. ções transversais da sonda isocinética Ap e do tubo de
1.3.5 – Cálculo das emissões específicas escape AT :
Calculam-se as emissões específicas (g/kWh) para to- Ap
dos os componentes individuais do seguinte modo: r=
AT
n
¦ Gas
i= 1
mass1 × WFi
1.4.2.2 – Sistemas com medição da concentração de
gás individual = n CO2 ou NOx
¦ P × WF
i =1
i i
GEDFW,i = GEXHW,i × qi
em que Pi = Pm,i + PAE,i Conc E,i - Conc A,i
qi =
Conc D,i - Conc A,i
Os fatores de ponderação e o número de modos, n,
utilizados na fórmula acima são os indicados no n.º 3.7.1
do anexo III. em que:
1.4 – Cálculo das emissões de partículas
ConcE = concentração em base húmida do gás traçador
As emissões de partículas devem ser calculadas do
seguinte modo: nos gases de escape brutos
1.4.1 – Fator de correção da humidade para as partí- ConcD = concentração em base húmida do gás traçador
culas nos gases de escape diluídos
Dado que a emissão de partículas pelos motores diesel ConcA = concentração em base húmida do gás traçador
depende das condições do ar ambiente, corrige-se o cau- no ar de diluição
dal mássico de partículas em função da humidade do ar
ambiente através do fator Kp dado pela seguinte fórmula: As concentrações medidas em base seca devem
ser convertidas em base húmida de acordo com o
Kp = 1/(1 + 0,0133 x (Ha – 10,71)) n.º 1.3.2.
1572 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
1.4.2.3 – Sistemas com medição de CO2 e método do n
balanço do carbono M SAM = ¦ M SAM,i
i =l
206,6 × G FUEL,i
G EDFW ,i =
CO 2D,i - CO 2A,i
em que i = 1, ...n.
em que: Para o método dos filtros múltiplos:
CO2D = concentração do CO2 nos gases de escape di- M f,i (G EDFW,i ) aver
luídos PTmass = ×
CO2A = concentração de CO2 no ar de diluição M SAM ,i 1000
Com as concentrações em (%) de volume em base em que i = 1, ....n.
húmida
Esta equação baseia-se na hipótese do balanço do car- O caudal mássico das partículas pode ser corrigido em
bono, em que os átomos de carbono fornecidos ao motor relação ao fundo do seguinte modo:
são emitidos como CO2, e deduz-se do seguinte modo:
Para o método do filtro único:
G EDFW ,i = G EXHW,i × q i ° M f ª§ M i=n
§ 1 · ·º ½° (G EDFW ) aver
PTmass = ® - «¨¨ d
× ¦ ¨¨1 - ¸¸ × WFi ¸» ¾ ×
¸
°̄ M SAM «¬© M DIL i = 1 © DFi ¹ ¹»¼ °¿ 1000
em que:
206,6 × G FUEL,i 13,4
qi = DF =
G EXHW ,i × (CO 2D,i - CO 2A,i ) concCO 2 + (concCO + conc HC) × 10 -4
1.4.2.4 – Sistemas com medição do caudal Se for efetuada mais de uma medição, Md/MDIL é subs-
tituído por (Md/MDIL) aver
G EDFW ,i = G EXHW,i × q i
ou:
DF = 13,4 / concCO2
G TOTW,i
qi =
(G TOTW ,i - G DILW,i ) Para o método dos filtros múltiplos:
ª M f,i § M d § 1 · ·º § G EDFW,i ·
PTmass ,i = « - ¨¨ × ¨1 - ¸ ¸¸» × ¨¨ ¸¸
1.4.3 – Sistema de diluição total do fluxo «¬ M SAM ,i © M DIL © DFi ¹ ¹»¼ © 1000 ¹
Os resultados finais dos ensaios de emissão de partícu-
las a indicar são obtidos como se indica a seguir.
Se for efetuada mais de uma medição, Md/MDIL é subs-
Todos os cálculos devem basear-se nos valores médios
tituído por Md/MDIL aver
dos modos individuais, i, durante o período de recolha
de amostras.
13,4
G EDFW ,i = G TOTW,i DF =
concCO 2 + (concCO + concHC) × 10 -4
1.4.4 – Cálculo do caudal mássico de partículas ou:
Calcula-se o caudal mássico de partículas do seguinte
modo: DF = 13,4 concCO 2
Para o método do filtro único:
1.4.5 – Cálculo das emissões específicas
Mf (G ) aver Calcula-se a emissão específica de partículas PT
PTmass = × EDFW (g/kWh) do seguinte modo
M SAM 1000
Nota. — O caudal mássico de partículas PTmass tem de se multiplicar
em que: por Kp (fator de correção da humidade para as partículas referido no
n.º 1.4.1)
(GEDFW)aver ao longo do ciclo de ensaio é determinado
fazendo o somatório dos valores médios dos modos indi- Para o método do filtro único:
viduais durante o período de recolha de amostras:
PTmass
n PT = n
(G EDFW ) aver = ¦ G EDFW,i × WFi ¦ P × WF i i
i=l i =1
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1573
Para o método dos filtros múltiplos: e do caudal mássico dos gases de escape, alinhados no
n que diz respeito ao tempo de transformação e integrando
¦ PTmass,i × WFi os valores instantâneos ao longo do ciclo. De preferência
PT = i = 1 n as concentrações devem ser medidas em base húmida. Se
forem medidas em base seca, aplica-se a correção base
¦ Pi × WFi
i =1 seca/base húmida, descrita a seguir, aos valores da con-
centração instantânea antes de se fazerem outros cálculos.
1.4.6 – Fator de ponderação efetivo
Para o método do filtro único, calcula-se o fator de Quadro – Valores dos coeficientes u – húmido para vários
ponderação efetivo WFE,i para cada modo como se indica componentes dos gases de escape
a seguir:
M SAM,i × (G EDFW )aver Gás u Conc
WFE ,i =
M S AM × (G EDFW,i )
NOx. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,001587 ppm
CO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,000966 ppm
em que i = 1,....n. HC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,000479 ppm
CO2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15,19 percentagem
Os valores dos fatores de ponderação efetivos devem
estar a ± 0,005, em valor absoluto, dos fatores de ponde- A densidade de HC é calculada com base numa relação
ração indicados no n.º 3.7.1 do anexo III. média carbono/hidrogénio de 1:1,85.
Aplicam-se as seguintes fórmulas:
2 – Avaliação de dados e cálculos do ensaio NRTC
i=n
1
Podem ser utilizados os dois seguintes princípios de M gas = ¦ u × conc i × G EXHW,i × (em g/ensaio)
medição para a avaliação das emissões de poluentes du- i =1 f
rante o ciclo NRTC:
a) Os componentes gasosos são medidos no gás de em que:
escape bruto em tempo real, e as partículas são determi- u = relação entre a densidade do componente dos gases
nadas utilizando um sistema de diluição do escoamento de escape e a densidade dos gases de escape
parcial; conci = concentração instantânea do componente nos
b) Os componentes gasosos e as partículas são determi- gases de escape brutos (ppm)
nados utilizando um sistema de diluição do escoamento GEXHW,i = caudal mássico instantâneo dos gases de es-
total, sistema CVS. cape (kg/s)
f = razão de recolha de dados (Hz)
2.1 – Cálculo das emissões gasosas nos gases de escape n = número de medições.
brutos e das emissões de partículas com um sistema de Para o cálculo de NOX, utiliza-se o fator de correção
diluição do escoamento parcial. da humidade kH, conforme descrito.
2.1.1 – Introdução
Utilizam-se os sinais da concentração instantânea dos A concentração medida instantaneamente, se já não
componentes gasosos para o cálculo das emissões mássi- medida numa base seca, deve ser convertida para uma
cas por multiplicação pelo caudal máximo instantâneo dos base seca.
gases de escape. O caudal mássico dos gases de escape 2.1.2.2 – Correção para a passagem de base seca a
pode ser medido diretamente ou calculado utilizando os base húmida
métodos descritos no n.º 2.2.3 do apêndice 1 do anexo III, Se as concentrações forem medidas instantaneamente
de acordo com a medição dos caudais do ar de admissão e em base seca, devem ser convertidas em base húmida de
do combustível, método do gás traçador, medição do cau- acordo com as seguintes fórmulas:
dal de ar de admissão e da relação ar/combustível. Deve-se
prestar uma atenção especial aos tempos de resposta dos conchúmido = kw × concseco
diferentes instrumentos. Essas diferenças são tomadas em
conta através do alinhamento de tempo dos sinais. em que:
No que diz respeito às partículas, os sinais do caudal
mássico dos gases de escape são utilizados para contro- § 1 ·
lar o sistema de diluição do escoamento parcial para se K w ,r ,1 = ¨¨ ¸¸
obter uma amostra proporcional ao caudal mássico dos © 1 + 1,88 × 0,005 (conc co + conc co2 ) + k w2 ¹
gases de escape. Verifica-se a qualidade da proporcionali-
dade aplicando uma análise de regressão entre os caudais com:
da amostra e dos gases de escape conforme descrito no
1,608 × H a
n.º 2.4. do apêndice 1 do anexo III. k W2 =
2.1.2 – Determinação dos componentes gasosos 1000 + (1,608 × H a )
2.1.2.1 – Cálculo das emissões mássicas
Determina-se a massa dos poluentes Mgas (g/ensaio) em que:
através do cálculo das emissões mássicas instantâneas a
partir das concentrações brutas dos poluentes, dos valo- concCO2 = concentração do CO2 em seco (%)
res u do quadro seguinte, conforme também no n.º 1.3.4, concCO = concentração do CO em seco (%)
1574 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
Ha = humidade do ar de admissão (g de água por kg Wact,cold = trabalho efetivo durante o ciclo de arranque
de ar seco) a frio em conformidade com o n.º 4.6.2. do anexo III
(kWh)
6,220 × R a × Pa Wact,hot = trabalho efetivo durante o ciclo de arranque
Ha =
PB - Pa × R a × 10 -2 a quente em conformidade com o n.º 4.6.2. do anexo III
(kWh).
Ra: humidade relativa do ar de admissão (%) 2.1.3 – Determinação das partículas
Pa: pressão do vapor de saturação do ar de admissão 2.1.3.1 – Cálculo da emissão mássica
(kPa) Calculam-se as massas de partículas MPT,cold e MPT,hot
PB: pressão barométrica total (kPa) (g/ensaio) através de um dos seguintes métodos:
Nota. — Ha pode ser derivada da medição da humidade relativa, con-
a)
forme acima descrito, ou da medição do ponto de orvalho, da medição Mf M EDFW
da pressão do vapor ou da medição do bolbo seco/húmido utilizando M PT = ×
as fórmulas geralmente aceites. M SAM 1000
2.1.2.3 – Correção quanto à humidade e temperatura em que:
dos NOx MPT = MPT,cold para o ciclo de arranque a frio
Dado que as emissões de NOx, dependem das condi- MPT = MPT,hot para o ciclo de arranque a quente
ções do ar ambiente, corrige-se a concentração de NOx Mf = massa das partículas recolhidas durante o ensaio
em função da temperatura e da humidade do ar ambiente (mg)
através dos fatores dados na fórmula a seguir: MEDFW = massa dos gases de escape diluídos equiva-
lentes durante o ciclo (kg)
1 MSAM = massa dos gases de escape diluídos que atra-
kH = vessam os filtros de recolha de partículas (kg)
1 - 0,0182 × (H a − 10,71) + 0,0045 × (Ta − 298 )
Determina-se a massa total dos gases de escape diluídos
com equivalentes durante o ciclo do seguinte modo:
1= n
1
Ta = temperatura do ar de admissão (K) M EDFW = ¦ G EDFW , i ×
Ha = humidade do ar de admissão (g de água por kg i =1 f
de ar seco)
G EDFW ,i = G EXHW ,i × q i
6,220 × R a × Pa
Ha =
PB - Pa × R a × 10 -2
GTOTW ,i
qi =
em que: (G TOTW ,i − GDILW ,i )
Ra:: humidade relativa do ar de admissão (%) em que:
Pa: pressão do vapor de saturação do ar de admissão (kPa)
PB: pressão barométrica total (kPa) GEDFW,i = caudal mássico instantâneo dos gases de es-
cape diluídos equivalentes (kg/s)
Nota. — Ha pode ser derivada da medição da humidade relativa, con- GEXHW,i = caudal mássico instantâneo dos gases de es-
forme acima descrito, ou da medição do ponto de orvalho, da medição cape (kg/s)
da pressão do vapor ou da medição do bolbo seco/húmido utilizando qi = taxa de diluição instantânea
as fórmulas geralmente aceites. GTOTW,i = caudal mássico instantâneo dos gases de es-
cape diluídos no túnel de diluição (kg/s)
2.1.2.4 – Cálculo das emissões específicas GDILW,i = caudal mássico instantâneo do ar de diluição
Calculam-se as emissões específicas (g/kWh) para to- (kg/s)
dos os componentes individuais do seguinte modo: f = frequência de amostragem dos dados (Hz)
n = número de medições;
b)
(1/10)M gas, cold + (9 / 10) M gas ,hot
Gás individual= Mf
(1 / 10)Wact ,cold + (9 / 10)Wact ,hot M PT =
rs × 1000
em que: em que:
Mgas,cold = massa total dos poluentes gasosos durante o MPT = MPT,cold para o ciclo de arranque a frio
ciclo de arranque a frio (g) MPT = MPT,hot para o ciclo de arranque a quente
Mgas,hot = massa total dos poluentes gasosos durante o Mf = massa das partículas recolhidas durante o ensaio (mg)
ciclo de arranque a quente (g) rs = taxa média de amostragem durante o ciclo de ensaio
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1575
em que: Wact, hot = trabalho efetivo durante o ciclo de arranque
a quente em conformidade com o n.º 4.6.2 do anexo III
M SE M (kWh).
rs = × SAM
M EXHW M TOTW
2.2 – Determinação dos componentes gasosos e das
partículas com um sistema de diluição do escoamento total
MSE = massa dos gases de escape recolhida durante o Para o cálculo das emissões contidas nos gases de es-
ensaio (kg) cape diluídos, é necessário conhecer o caudal mássico
MEXHW = caudal mássico total dos gases de escape dos gases de escape diluídos. Calcula-se o escoamento
durante o ciclo (kg) total dos gases de escape diluídos durante o ciclo MTOTW
MSAM = massa dos gases de escape diluídos que atra- (kg/ensaio) a partir dos valores de medição durante o ciclo
vessam os filtros de recolha de partículas (kg) e dos dados de calibração correspondentes e podem-se
MTOTW = massa dos gases de escape diluídos que passam utilizar os dados de calibração correspondentes do dis-
através do túnel de diluição (kg) positivo de medição de escoamentos (V0 para PDP, Kv
para CFV, Cd para SSV) por qualquer um dos métodos
Nota. — No caso de um sistema de amostragem total, os valores descritos no n.º 2.2.1. Se as massas totais das amostras
MSAM e MTOTW são idênticos. de partículas (MSAM) e de poluentes gasosos exceder em
0,5 % do caudal total dado pelo CVS (MTOTW), o caudal
2.1.3.2 – Fator de correção da concentração das partí-
dado pelo CVS deve ser corrigido pelo MSAM, ou o caudal
culas em função da humidade
de amostras de partículas deve voltar ao CVS antes do
Dado que a emissão de partículas pelos motores die- dispositivo de medição de caudais.
sel depende das condições do ar ambiente, corrige-se a 2.2.1 – Determinação do escoamento dos gases de es-
concentração de partículas em função da humidade do ar cape diluídos
ambiente através do fator Kp dado pela seguinte fórmula: Sistema PDP – CVS
1 O cálculo do escoamento mássico durante o ciclo faz-se
kp = do seguinte modo, se a temperatura dos gases de escape
[1 + 0,0133 × (H a - 10,71))] diluídos for mantida a ± 6 K durante o ciclo utilizando
um permutador de calor
em que:
MTOTW = 1,293 × V0 × Np × (pB – p1) × 273/
Ha = humidade do ar de admissão (g de água por kg (101,3 × T)
de ar seco)
em que:
6,220 × R a × Pa
Ha = MTOTW = massa dos gases de escape diluídos em base
PB − Pa × R a × 10 -2 húmida durante o ciclo
V0 = volume de gás bombeado por rotação nas con-
Ra: humidade relativa do ar de admissão (%) dições de ensaio, m3/rev
Pa: pressão do vapor de saturação do ar de admissão (kPa) Np = rotações totais da bomba por ensaio
PB: pressão barométrica total (kPa) pB = pressão atmosférica na célula de ensaio (kPa)
p1 = depressão à entrada da bomba (kPa)
Nota. — Ha pode ser derivada da medição da humidade relativa, con- T = temperatura média dos gases de escape diluídos à
forme acima descrito, ou da medição do ponto de orvalho, da medição entrada da bomba durante o ciclo (K)
da pressão do vapor ou da medição do bolbo seco/húmido utilizando
as fórmulas geralmente aceites. Se se utilizar um sistema com compensação do escoa-
mento, por exemplo sem permutador de calor, calculam-se
2.1.3.3 – Cálculo das emissões específicas as emissões mássicas instantâneas que são integradas ao
As emissões específicas (g/kWh) são calculadas do longo do ciclo. Neste caso, a massa instantânea dos gases
seguinte modo: de escape diluídos é calculada do seguinte modo:
MTOTW,i = 1,293 × V0 × NP,i × (pB – pl) × 273 / (101,3 × T)
(1 / 10) K p ,cold × M PT ,cold + (9 / 10) K p , hot × M PT , hot
PT = em que:
(1 / 10) Wact ,cold + (9 / 10) Wact , hot
NP,i = rotações totais da bomba por intervalo de tempo, s
Sistema CFV – CVS
em que:
MPT,cold = massa das partículas durante o ciclo de arran- O cálculo do escoamento mássico durante o ciclo faz-se
que a frio (g/ensaio) do seguinte modo, se a temperatura dos gases do escape
MPT,hot = massa das partículas durante o ciclo de arran- diluídos for mantida a ± 11 K durante o ciclo utilizando
que a quente (g/ensaio) um permutador de calor:
Kp, cold = fator de correção da humidade para as partí- MTOTW = 1,293 × t × Kv × PA /T0,5
culas durante o ciclo de arranque a frio
Kp, hot = fator de correção da humidade para as partículas em que:
durante o ciclo de arranque a quente MTOTW = massa dos gases de escape diluídos em base
Wact, cold = trabalho efetivo durante o ciclo de arran- húmida durante o ciclo
que a frio em conformidade com o n.º 4.6.2 do anexo III t = tempo do ciclo (s)
(kWh) Kv = função de calibração do tubo de Venturi
1576 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
PA = pressão absoluta à entrada do tubo de Venturi (kPa) 2.2.2 – Correção da humidade para o NOx
T = temperatura absoluta à entrada do tubo de Venturi (K) Dado que as emissões de NOx dependem das condi-
ções do ar ambiente, corrige-se a concentração de NOx
Se se utilizar um sistema com compensação do escoa- em função da temperatura e da humidade do ar ambiente
mento, por exemplo sem permutador de calor, calculam-se através do fator KH dado pela fórmula a seguir:
as emissões mássicas instantâneas que são integradas ao
longo do ciclo. Neste caso, a massa instantânea dos gases 1
kH =
de escape diluídos é calculada do seguinte modo: 1 - 0,0182 × (H a - 10,71) + 0,0045 × (Ta - 298)
MTOTW,i = 1,293 × Δti × Kv × PA / T0,5
em que:
em que: Ta = temperatura do ar (K)
Δti = intervalos de tempo (s) Ha = humidade do ar de admissão (g de água por kg
Sistema SSV – CVS de ar seco)
com
O cálculo do escoamento mássico durante o ciclo é feito 6,220 × R a × p a
do modo indicado a seguir, se a temperatura dos gases de Ha =
escape diluídos for mantida com uma tolerância de ± 1 K p B - p a × R a × 10 -2
durante o ciclo utilizando um permutador de calor:
M TOTW = 1,293 x Q SSV Ra = humidade relativa do ar de admissão (%)
pa = pressão do vapor de saturação do ar de admissão
em que: (kPa)
pB = pressão barométrica total (kPa)
ª 1 1.4286 1.7143 § 1 ·º
QSSV = A o d 2 C d PA « r ( -r )
¨¨ ¸
4 1.4286 ¸ » Nota. — Ha pode ser derivada da medição da humidade relativa, con-
¬T ©1- β r ¹¼ forme acima descrito, ou da medição do ponto de orvalho, da medição
da pressão do vapor ou da medição do bolbo seco/húmido utilizando
as fórmulas geralmente aceites.
A0 = conjunto de constantes e conversões de unidades
§ 1 · 2.2.3 – Cálculo do escoamento mássico das emissões
§ m 3 ·¨ k 2 ¸§ 1 ·
= 0,006111 em unidades SI de ¨¨ ¸¸¨ ¸¨ 2 ¸
2.2.3.1 – Sistemas com escoamento mássico constante
© min ¹¨ kPa ¸© mm ¹ No que diz respeito aos sistemas com permutador de
© ¹
calor, determina-se a massa dos poluentes MGAS (g/ensaio)
a partir da seguinte equação:
d = diâmetro da garganta do SSV (m)
Cd = coeficiente de descarga do SSV MGAS = u × conc × MTOTW
PA = pressão absoluta à entrada do tubo de Venturi (kPa)
T = temperatura à entrada do tubo de Venturi (K) em que:
r = razão entre a pressão na garganta do SSV e a pressão
absoluta à entrada = 1 – (ΔP / PA) u = razão entre a densidade dos componentes dos gases
β = razão entre o diâmetro da garganta do SSV, d, e o de escape e a densidade dos gases de escape diluídos,
diâmetro interno do tubo de entrada = d / D conforme indicada no quadro do n.º 2.1.2.1
conc = concentrações médias corrigidas quanto às con-
Se se utilizar um sistema com compensação do escoa- dições de fundo durante o ciclo resultantes da integração,
mento, por exemplo sem permutador de calor, calculam-se sendo obrigatória para os NOx e HC, ou medição em saco
as emissões mássicas instantâneas que são integradas ao (ppm)
longo do ciclo. Neste caso, a massa instantânea dos gases MTOTW = massa total dos gases de escape diluídos du-
de escape diluídos é calculada do seguinte modo: rante o ciclo (kg), de acordo com o n.º 2.2.1
MTOTW = 1,293 × Q SSV x Δti
Dado que as emissões de NOx dependem das condições
ª 1 1.4286 1.7143 § 1 ·º
2
QSSV = A o d C d PA « r( -r )
¨¨ ¸
4 1.4286 ¸ »
do ar ambiente, corrige-se a concentração de NOx em fun-
ção da temperatura e da humidade do ar ambiente através
¬T ©1− β r ¹¼
do fator kH, conforme descrito no n.º 2.2.2.
As concentrações medidas em base seca devem ser
em que: convertidas em base húmida de acordo com o n.º 1.3.2.
Δti = intervalos de tempo (s) 2.2.3.1.1 – Determinação das concentrações corrigidas
quanto às condições de fundo
O cálculo em tempo real é inicializado quer com valor Subtrai-se a concentração média de fundo dos gases
razoável para Cd, tal como 0,98, quer com valor razoável poluentes no ar de diluição das concentrações medidas
para Q SSV. Se o cálculo for inicializado com o QSSV , o para obter as concentrações líquidas dos poluentes. Os
valor inicial de QSSV é utilizado para avaliar Re. valores médios das concentrações de fundo podem ser
Durante todos os ensaios das emissões, o número de determinados pelo método do saco de recolha de amos-
Reynolds da garganta do SSV deve estar na gama de gran- tras ou por medição contínua com integração. Utiliza-se
deza do número de Reynolds utilizado para obter a curva a seguinte fórmula:
de calibração desenvolvida no n.º 3.2 do apêndice 2 do
anexo III. conc = conce – concd × (1 – (1 / DF))
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1577
em que: 2.2.5 – Cálculo das emissões de partículas
2.2.5.1 – Cálculo do caudal mássico
conc = concentração do poluente respetivo medida nos
Calcula-se o caudal mássico das partículas MPT,cold e
gases de escape diluídos corrigida da concentração do
MPT,hot (g/ensaio) do seguinte modo:
poluente respetivo medida no ar de diluição (ppm)
conce = concentração do poluente respetivo medida Mf M TOTW
nos gases de escape diluídos (ppm) M PT = ×
M SAM 1000
concd = concentração do poluente respetivo medida no
ar de diluição (ppm) em que:
DF = fator de diluição.
MPT = MPT,cold para o ciclo de arranque a frio
Calcula-se o fator de diluição do seguinte modo: MPT = MPT,hot para o ciclo de arranque a quente
13,4 Mf = massa das partículas recolhidas durante o ensaio (mg)
DF =
conc e CO2 + (conc e HC + conc eCO ) × 10 -4 MTOTW = massa total dos gases de escape diluídos du-
rante o ciclo em conformidade com o n.º 2.2.1 (kg)
2.2.3.2 – Sistemas com compensação do escoamento MSAM = massa dos gases de escape diluídos retirados
No que diz respeito aos sistemas sem permutador de do túnel de diluição para a recolha de partículas (kg)
calor, determina-se a massa dos poluentes MGAS (g/ensaio) e,
através do cálculo das emissões mássicas instantâneas e Mf = Mf,p + Mf,b, se pesados separadamente (mg)
da integração dos valores instantâneos durante o ciclo. Do Mf,p = massa de partículas recolhida no filtro primário
mesmo modo, aplica-se diretamente a correção quanto às (mg)
condições de fundo ao valor da concentração instantânea. Mf,b = massa de partículas recolhida no filtro secun-
Aplica-se a seguinte fórmula: dário (mg)
n Se se utilizar um sistema de diluição dupla, a massa do
M GAS = ¦ (M TOTW,i × conc e,1 × u ) - [M TOTW × conc d × (1 - 1/DF) × u ] ar de diluição secundária é subtraída da massa total dos
i =1
gases de escape duplamente diluídos recolhida através
em que: dos filtros de partículas.
conce,i = concentração instantânea do poluente respe- MSAM = MTOT – MSEC
tivo medida nos gases de escape diluídos (ppm) em que:
concd = concentração do poluente respetivo medida no
ar de diluição (ppm) MTOT = massa dos gases de escape duplamente diluídos
u = razão entre a densidade dos componentes dos gases que atravessa o filtro de partículas (kg)
de escape e a densidade dos gases de escape diluídos, MSEC = massa do ar de diluição secundária (kg)
conforme indicada no quadro do n.º 2.1.2.1 Se a concentração de fundo de partículas do ar de di-
MTOTW,i = massa instantânea dos gases de escape diluí- luição for determinada de acordo com o n.º 4.5.4. do
dos, conforme o n.º 2.2.1 (kg) anexo III, a massa de partículas pode ser corrigida quanto
MTOTW = massa total dos gases de escape diluídos às condições de fundo. Neste caso, calculam-se as massas
durante o ciclo, conforme o n.º 2.2.1 (kg) de partículas MPT,cold e MPT,hot (g/ensaio) do seguinte modo:
DF = fator de diluição conforme determinado no
n.º 2.2.3.1.1 ª Mf § M § 1 · ·º M TOTW
M PT = « − ¨¨ d × ¨1 − ¸ ¸» ×
Dado que as emissões de NOx dependem das condições ¬ M SAM © M DIL © DF ¹ ¸¹¼ 1000
do ar ambiente, corrige-se a concentração de NOx em fun-
ção da temperatura e da humidade do ar ambiente através em que:
do fator kH, conforme descrito no n.º 2.2.2.
MPT = MPT,cold para o ciclo de arranque a frio
2.2.4 – Cálculo das emissões específicas
Calculam-se as emissões específicas (g/kWh) para to- MPT = MPT,hot para o ciclo de arranque a quente
dos os componentes individuais do seguinte modo: Mf, MSAM, MTOTW = ver acima
MDIL = massa do ar de diluição primária recolhida pelo
(1/10)M gas, cold + (9 / 10) M gas ,hot sistema de recolha de partículas de fundo (kg)
Gás individual= Md = massa de partículas de fundo recolhidas do ar de
(1 / 10)Wact ,cold + (9 / 10)Wact ,hot diluição primária (mg)
DF = fator de diluição conforme determinado no
em que: n.º 2.2.3.1.1
Mgas,cold = massa total dos poluentes gasosos durante o 2.2.5.2 – Fator de correção das partículas quanto à
ciclo de arranque a frio (g) humidade
Mgas,hot = massa total dos poluentes gasosos durante o Dado que a emissão de partículas pelos motores die-
ciclo de arranque a quente (g) sel depende das condições do ar ambiente, corrige-se a
Wact,cold = trabalho efetivo durante o ciclo de arranque concentração das partículas em função da humidade do ar
a frio em conformidade com o n.º 4.6.2. do anexo III ambiente através do fator kp dado pela seguinte fórmula:
(kWh)
Wact,hot = trabalho efetivo durante o ciclo de arranque 1
a quente em conformidade com o n.º 4.6.2. do anexo III kp =
(kWh).
[1 + 0,0133 × (H a - 10,71)]
1578 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
em que: Normas Normas
Tempo
Velocidade Binário
(s)
H a = humidade do ar de admissão (g de água por kg (%) %
de ar seco)
18 0 0
6,220 × R a × p a 19 0 0
Ha = 20 0 0
p B - p a × R a × 10 -2 21 0 0
22 0 0
23 0 0
em que: 24 1 3
25 1 3
Ra: humidade relativa do ar de admissão (%) 26 1 3
pa: pressão do vapor de saturação do ar de admissão 27 1 3
(kPa) 28 1 3
29 1 3
pB: pressão barométrica total (kPa) 30 1 6
31 1 6
Nota. — Ha, pode ser derivada da medição da humidade relativa, 32 2 1
conforme acima descrito, ou da medição do ponto de orvalho, da medi- 33 4 13
ção da pressão do vapor ou da medição do bolbo seco/húmido utilizando 34 7 18
as fórmulas geralmente aceites. 35 9 21
36 17 20
2.2.5.3 – Cálculo das emissões específicas 37 33 42
38 57 46
As emissões específicas (g/kWh) são calculadas do 39 44 33
seguinte modo: 40 31 0
41 22 27
(1 / 10) K p ,cold × M PT ,cold + (9 / 10) K p , hot × M PT , hot 42 33 43
PT = 43 80 49
(1 / 10) Wact ,cold + (9 / 10) Wact , hot 44 105 47
45 98 70
46 104 36
47 104 65
em que: 48 96 71
49 101 62
MPT,cold = massa de partículas durante o ciclo de arran- 50 102 51
que a frio do ensaio NRTC (g/ensaio) 51 102 50
MPT,hot = massa de partículas durante o ciclo de arranque 52 102 46
53 102 41
a quente do ensaio NRTC (g/ensaio) 54 102 31
Kp, cold = fator de correção da humidade para as partí- 55 89 2
culas durante o ciclo de arranque a frio 56 82 0
57 47 1
Kp, hot = fator de correção da humidade para as partículas 58 23 1
durante o ciclo de arranque a quente 59 1 3
Wact, cold = trabalho efetivo durante o ciclo de arran- 60 1 8
que a frio em conformidade com o n.º 4.6.2 do anexo III 61 1 3
62 1 5
(kWh) 63 1 6
Wact, hot = trabalho efetivo durante o ciclo de arranque 64 1 4
a quente em conformidade com o n.º 4.6.2 do anexo III 65 1 4
(kWh) 66 0 6
67 1 4
68 9 21
APÊNDICE 4 69 25 56
70 64 26
Programa do dinamómetro do motor para o ensaio NRTC 71 60 31
72 63 20
Normas Normas 73 62 24
Tempo 74 64 8
Velocidade Binário
(s)
(%) % 75 58 44
76 65 10
1 0 0 77 65 12
2 0 0 78 68 23
3 0 0 79 69 30
4 0 0 80 71 30
5 0 0 81 74 15
6 0 0 82 71 23
7 0 0 83 73 20
8 0 0 84 73 21
9 0 0 85 73 19
10 0 0 86 70 33
11 0 0 87 70 34
12 0 0 88 65 47
13 0 0 89 66 47
14 0 0 90 64 53
15 0 0 91 65 45
16 0 0 92 66 38
17 0 0 93 67 49
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1579
Normas Normas Normas Normas
Tempo Tempo
Velocidade Binário Velocidade Binário
(s) (s)
(%) % (%) %
94 69 39 170 0 8
95 69 39 171 0 2
96 66 42 172 2 17
97 71 29 173 10 28
98 75 29 174 28 31
99 72 23 175 33 30
100 74 22 176 36 0
101 75 24 177 19 10
102 73 30 178 1 18
103 74 24 179 0 16
104 77 6 180 1 3
105 76 12 181 1 4
106 74 39 182 1 5
107 72 30 183 1 6
108 75 22 184 1 5
109 78 64 185 1 3
110 102 34 186 1 4
111 103 28 187 1 4
112 103 28 188 1 6
113 103 19 189 1 18
114 103 32 190 20 51
115 104 25 191 49 19
116 103 38 192 41 13
117 103 39 193 31 16
118 103 34 194 28 21
119 102 44 195 21 17
120 103 38 196 31 21
121 102 43 197 21 8
122 103 34 198 0 14
123 102 41 199 0 12
124 103 44 200 3 8
125 103 37 201 3 22
126 103 27 202 12 20
127 104 13 203 14 20
128 104 30 204 16 17
129 104 19 205 20 18
130 103 28 206 27 34
131 104 40 207 32 33
132 104 32 208 41 31
133 101 63 209 43 31
134 102 54 210 37 33
135 102 52 211 26 18
136 102 51 212 18 29
137 103 40 213 14 5
138 104 34 214 13 11
139 102 36 215 12 9
140 104 44 216 15 33
141 103 44 217 20 25
142 104 33 218 25 17
143 102 27 219 31 29
144 103 26 220 36 66
145 79 53 221 66 40
146 51 37 222 50 13
147 24 23 223 16 24
148 13 33 224 26 50
149 19 55 225 64 23
150 45 30 226 81 20
151 34 7 227 83 11
152 14 4 228 79 23
153 8 16 229 76 31
154 15 6 230 68 24
155 39 47 231 59 33
156 39 4 232 59 3
157 35 26 233 25 7
158 27 38 234 21 10
159 43 40 235 20 19
160 14 23 236 4 10
161 10 10 237 5 7
162 15 33 238 4 5
163 35 72 239 4 6
164 60 39 240 4 6
165 55 31 241 4 5
166 47 30 242 7 5
167 16 7 243 16 28
168 0 6 244 28 25
169 0 8 245 52 53
1580 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
Normas Normas Normas Normas
Tempo Tempo
Velocidade Binário Velocidade Binário
(s) (s)
(%) % (%) %
246 50 8 322 15 15
247 26 40 323 12 9
248 48 29 324 13 27
249 54 39 325 15 28
250 60 42 326 16 28
251 48 18 327 16 31
252 54 51 328 15 20
253 88 90 329 17 0
254 103 84 330 20 34
255 103 85 331 21 25
256 102 84 332 20 0
257 58 66 333 23 25
258 64 97 334 30 58
259 56 80 335 63 96
260 51 67 336 83 60
261 52 96 337 61 0
262 63 62 338 26 0
263 71 6 339 29 44
264 33 16 340 68 97
265 47 45 341 80 97
266 43 56 342 88 97
267 42 27 343 99 88
268 42 64 344 102 86
269 75 74 345 100 82
270 68 96 346 74 79
271 86 61 347 57 79
272 66 0 348 76 97
273 37 0 349 84 97
274 45 37 350 86 97
275 68 96 351 81 98
276 80 97 352 83 83
277 92 96 353 65 96
278 90 97 354 93 72
279 82 96 355 63 60
280 94 81 356 72 49
281 90 85 357 56 27
282 96 65 358 ? 0
283 70 96 359 18 13
284 55 95 360 25 11
285 70 96 361 28 24
286 79 96 362 34 53
287 81 71 363 65 83
288 71 60 364 80 44
289 92 65 365 77 46
290 82 63 366 76 50
291 61 47 367 45 52
292 52 37 368 61 98
293 24 0 369 61 69
294 20 7 370 63 49
295 39 48 371 32 0
296 39 54 372 10 8
297 63 58 373 17 7
298 53 31 374 16 13
299 51 24 375 11 6
300 48 40 376 9 5
301 39 0 377 9 12
302 35 18 378 12 46
303 36 16 379 15 20
304 29 17 380 26 28
305 28 21 381 13 9
306 31 15 382 16 21
307 31 10 383 24 4
308 43 19 384 36 43
309 49 63 385 65 85
310 78 61 386 78 66
311 78 46 387 63 39
312 66 65 388 32 34
313 78 97 389 46 55
314 84 63 390 47 42
315 57 26 391 42 39
316 36 22 392 27 0
317 20 34 393 14 5
318 19 8 394 14 14
319 9 10 395 24 54
320 5 5 396 60 90
321 7 11 397 53 66
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1581
Normas Normas Normas Normas
Tempo Tempo
Velocidade Binário Velocidade Binário
(s) (s)
(%) % (%) %
398 70 48 474 76 73
399 77 93 475 79 73
400 79 67 476 82 73
401 46 65 477 86 73
402 69 98 478 88 72
403 80 97 479 92 71
404 74 97 480 97 54
405 75 98 481 73 43
406 56 61 482 36 64
407 42 0 483 63 31
408 36 32 484 78 1
409 34 43 485 69 27
410 68 83 486 67 28
411 102 48 487 72 9
412 62 0 488 71 9
413 41 39 489 78 36
414 71 86 490 81 56
415 91 52 491 75 53
416 89 55 492 60 45
417 89 56 493 50 37
418 88 58 494 66 41
419 78 69 495 51 61
420 98 39 496 68 47
421 64 61 497 29 42
422 90 34 498 24 73
423 88 38 499 64 71
424 97 62 500 90 71
425 100 53 501 100 61
426 81 58 502 94 73
427 74 51 503 84 73
428 76 57 504 79 73
429 76 72 505 75 73
430 85 72 506 78 73
431 84 60 507 80 73
432 83 72 508 81 73
433 83 72 509 81 73
434 86 72 510 83 73
435 89 72 511 85 73
436 86 72 512 84 73
437 87 72 513 85 73
438 88 72 514 86 73
439 88 71 515 85 73
440 87 72 516 85 73
441 85 71 517 85 72
442 88 72 518 85 73
443 88 72 519 83 73
444 84 72 520 79 73
445 83 73 521 78 73
446 77 73 522 81 73
447 74 ? 523 82 72
448 76 72 524 94 56
449 46 77 525 66 48
450 78 62 526 35 71
451 79 35 527 51 44
452 82 38 528 60 23
453 81 41 529 64 10
454 79 37 530 63 14
455 78 35 531 70 37
456 78 38 532 76 45
457 78 46 533 78 18
458 75 49 534 76 51
459 73 50 535 75 33
460 79 58 536 81 17
461 79 71 537 76 45
462 83 44 538 76 30
463 53 48 539 80 14
464 40 48 540 71 18
465 51 75 541 71 14
466 75 72 542 71 11
467 89 67 543 65 2
468 93 60 544 31 26
469 89 73 545 24 72
470 86 73 546 64 70
471 81 73 547 77 62
472 78 73 548 80 68
473 78 73 549 83 53
1582 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
Normas Normas Normas Normas
Tempo Tempo
Velocidade Binário Velocidade Binário
(s) (s)
(%) % (%) %
550 83 50 626 24 69
551 83 50 627 68 71
552 85 43 628 70 71
553 86 45 629 76 70
554 89 35 630 71 72
555 82 61 631 73 69
556 87 50 632 76 70
557 85 55 633 77 72
558 89 49 634 77 72
559 87 70 635 77 72
560 91 39 636 77 70
561 72 3 637 76 71
562 43 25 638 76 71
563 30 60 639 77 71
564 40 45 640 77 71
565 37 32 641 78 70
566 37 32 642 77 70
567 43 70 643 77 71
568 70 54 644 79 72
569 77 47 645 78 70
570 79 66 646 80 70
571 85 53 647 82 71
572 83 57 648 84 71
573 86 52 649 83 71
574 85 51 650 83 73
575 70 39 651 81 70
576 50 5 652 80 71
577 38 36 653 78 71
578 30 71 654 76 70
579 75 53 655 76 70
580 84 40 656 76 71
581 85 42 657 79 71
582 86 49 658 78 71
583 86 57 659 81 70
584 89 68 660 83 72
585 99 61 661 84 71
586 77 29 662 86 71
587 81 72 663 87 71
588 89 69 664 92 72
589 49 56 665 91 72
590 79 70 666 90 71
591 104 59 667 90 71
592 103 54 668 91 71
593 102 56 669 90 70
594 102 56 670 90 72
595 103 61 671 91 71
596 102 64 672 90 71
597 103 60 673 90 71
598 93 72 674 92 72
599 86 73 675 93 69
600 76 73 676 90 70
601 59 49 677 93 72
602 46 22 678 91 70
603 40 65 679 89 71
604 72 31 680 91 71
605 72 27 681 90 71
606 67 44 682 90 71
607 68 37 683 92 71
608 67 42 684 91 71
609 68 50 685 93 71
610 77 43 686 93 68
611 58 4 687 98 68
612 22 37 688 98 67
613 57 69 689 100 69
614 68 38 690 99 68
615 73 2 691 100 71
616 40 14 692 99 68
617 42 38 693 100 69
618 64 69 694 102 72
619 64 74 695 102 69
620 67 73 696 100 69
621 65 73 697 102 71
622 68 73 698 102 71
623 65 49 699 102 69
624 81 0 700 102 71
625 37 25 701 102 68
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1583
Normas Normas Normas Normas
Tempo Tempo
Velocidade Binário Velocidade Binário
(s) (s)
(%) % (%) %
702 100 69 778 48 7
703 102 70 779 48 6
704 102 68 780 48 6
705 102 70 781 48 7
706 102 72 782 48 6
707 102 68 783 48 7
708 102 69 784 67 21
709 100 68 785 105 59
710 102 71 786 105 96
711 101 64 787 105 74
712 102 69 788 105 66
713 102 69 789 105 62
714 101 69 790 105 66
715 102 64 791 89 41
716 102 69 792 52 5
717 102 68 793 48 5
718 102 70 794 48 7
719 102 69 795 48 5
720 102 70 796 48 6
721 102 70 797 48 4
722 102 62 798 52 6
723 104 38 799 51 5
724 104 15 800 51 6
725 102 24 801 51 6
726 102 45 802 52 5
727 102 47 803 52 5
728 104 40 804 57 44
729 101 52 805 98 90
730 103 32 806 105 94
731 102 50 807 105 100
732 103 30 808 105 98
733 103 44 809 105 95
734 102 40 810 105 96
735 103 43 811 105 92
736 103 41 812 104 97
737 102 46 813 100 85
738 103 39 814 94 74
739 102 41 815 87 62
740 103 41 816 81 50
741 102 38 817 81 46
742 103 39 818 80 39
743 102 46 819 80 32
744 104 46 820 81 28
745 103 49 821 80 26
746 102 45 822 80 23
747 103 42 823 80 23
748 103 46 824 80 20
749 103 38 825 81 19
750 102 48 826 80 18
751 103 35 827 81 17
752 102 48 828 80 20
753 103 49 829 81 24
754 102 48 830 81 21
755 102 46 831 80 26
756 103 47 832 80 24
757 102 49 833 80 23
758 102 42 834 80 22
759 102 52 835 81 21
760 102 57 836 81 24
761 102 55 837 81 24
762 102 61 838 81 22
763 102 61 839 81 22
764 102 58 840 81 21
765 102 58 841 81 31
766 102 59 842 81 27
767 102 54 843 80 26
768 102 63 844 80 26
769 102 61 845 81 25
770 103 55 846 80 21
771 102 60 847 81 20
772 102 72 848 83 21
773 103 56 849 83 15
774 102 55 850 83 12
775 102 67 851 83 9
776 103 56 852 83 8
777 84 42 853 83 7
1584 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
Normas Normas Normas Normas
Tempo Tempo
Velocidade Binário Velocidade Binário
(s) (s)
(%) % (%) %
854 83 6 930 83 7
855 83 6 931 83 7
856 83 6 932 83 6
857 83 6 933 83 6
858 83 6 934 83 6
859 76 5 935 71 5
860 49 8 936 49 24
861 51 7 937 69 64
862 51 20 938 81 50
863 78 52 939 81 43
864 80 38 940 81 42
865 81 33 941 81 31
866 83 29 942 81 30
867 83 22 943 81 35
868 83 16 944 81 28
869 83 12 945 81 27
870 83 9 946 80 27
871 83 8 947 81 31
872 83 7 948 81 41
873 83 6 949 81 41
874 83 6 950 81 37
875 83 6 951 81 43
876 83 6 952 81 34
877 83 6 953 81 31
878 59 4 954 81 26
879 50 5 955 81 23
880 51 5 956 81 27
881 51 5 957 81 38
882 51 5 958 81 40
883 50 5 959 81 39
884 50 5 960 81 27
885 50 5 961 81 33
886 50 5 962 80 28
887 50 5 963 81 34
888 51 5 964 83 72
889 51 5 965 81 49
890 51 5 966 81 51
891 63 50 967 80 55
892 81 34 968 81 48
893 81 25 969 81 36
894 81 29 970 81 39
895 81 23 971 81 38
896 80 24 972 80 41
897 81 24 973 81 30
898 81 28 974 81 23
898 81 27 975 81 19
900 81 22 976 81 25
901 81 19 977 81 29
902 81 17 978 83 47
903 81 17 979 81 90
904 81 17 980 81 75
905 81 15 981 80 60
906 80 15 982 81 48
907 80 28 983 81 41
908 81 22 984 81 30
909 81 24 985 80 24
910 81 19 986 81 20
911 81 21 987 81 21
912 81 20 988 81 29
913 83 26 989 81 29
914 80 63 990 81 27
915 80 59 991 81 23
916 83 100 992 81 25
917 81 73 993 81 26
918 83 53 994 81 22
919 80 76 995 81 20
920 81 61 996 81 17
921 80 50 997 81 23
922 81 37 998 83 65
923 82 49 999 81 54
924 83 37 1000 81 50
925 83 25 1001 81 41
926 83 17 1002 81 35
927 83 13 1003 81 37
928 83 10 1004 81 29
929 83 8 1005 81 28
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1585
Normas Normas Normas Normas
Tempo Tempo
Velocidade Binário Velocidade Binário
(s) (s)
(%) % (%) %
1006 81 24 1082 101 29
1007 81 19 1083 102 25
1008 81 16 1084 102 20
1009 80 16 1085 96 60
1010 83 23 1086 99 38
1011 83 17 1087 102 24
1012 83 13 1088 100 31
1013 83 27 1089 100 28
1014 81 58 1090 98 3
1015 81 60 1091 102 26
1016 81 46 1092 95 64
1017 80 41 1093 102 23
1018 80 36 1094 102 25
1019 81 26 1095 98 42
1020 86 18 1096 93 68
1021 82 35 1097 101 25
1022 79 53 1098 95 64
1023 82 30 1099 101 35
1024 83 29 1100 94 59
1025 83 32 1101 97 37
1026 83 28 1102 97 60
1027 76 60 1103 93 98
1028 79 51 1104 98 53
1029 86 26 1105 103 13
1030 82 34 1106 103 11
1031 84 25 1107 103 11
1032 86 23 1108 103 13
1033 85 22 1109 103 10
1034 83 26 1110 103 10
1035 83 25 1111 103 11
1036 83 37 1112 103 10
1037 84 14 1113 103 10
1038 83 39 1114 102 18
1039 76 70 1115 102 31
1040 78 81 1116 101 24
1041 75 71 1117 102 19
1042 86 47 1118 103 10
1043 83 35 1119 102 12
1044 81 43 1120 99 56
1045 81 41 1121 96 59
1046 79 46 1122 74 28
1047 80 44 1123 66 62
1048 84 20 1124 74 29
1049 79 31 1125 64 74
1050 87 29 1126 69 40
1051 82 49 1127 76 2
1052 84 21 1128 72 29
1053 82 56 1129 66 65
1054 81 30 1130 54 69
1055 85 21 1131 69 56
1056 86 16 1132 69 40
1057 79 52 1133 73 54
1058 78 60 1134 63 92
1059 74 55 1135 61 67
1060 78 84 1136 72 42
1061 80 54 1137 78 2
1062 80 35 1138 76 34
1063 82 24 1139 67 80
1064 83 43 1140 70 67
1065 79 49 1141 53 70
1066 83 50 1142 72 65
1067 86 12 1143 60 57
1068 64 14 1144 74 29
1069 24 14 1145 69 31
1070 49 21 1146 76 1
1071 77 48 1147 74 22
1072 103 11 1148 72 52
1073 98 48 1149 62 96
1074 101 34 1150 54 72
1075 99 39 1151 72 28
1076 103 11 1152 72 35
1077 103 19 1153 64 68
1078 103 7 1154 74 27
1079 103 13 1155 76 14
1080 103 10 1156 69 38
1081 102 13 1157 66 59
1586 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
Normas Normas Normas Normas
Tempo Tempo
Velocidade Binário Velocidade Binário
(s) (s)
(%) % (%) %
1158 64 99 1233 0 0
1159 51 86 1234 0 0
1160 70 53 1235 0 0
1161 72 36 1236 0 0
1162 71 47 1237 0 0
1163 70 42 1238 0 0
1164 67 34
1165 74 2
1166 75 21 Indica-se a seguir uma visualização gráfica do pro-
1167 74 15 grama do dinamómetro para o ensaio NRTC
1168 75 13
1169 76 10
1170 75 13 Programa do dinamómetro NRT
1171 75 10
1172 75 7
1173 75 13
1174 76 8
1175 76 7
1176 67 45
1177 75 13
1178 75 12
1179 73 21
1180 68 46
1181 74 8
1182 76 11
1183 76 14
1184 74 11
1185 74 18
1186 73 22
1187 74 20
1188 74 19
1189 70 22
1190 71 23
1191 73 19
1192 73 19
1193 72 20
1194 64 60
1195 70 39
1196 66 56
1197 68 64
1198 30 68
1199 70 38
1200 66 47
1201 76 14
1202 74 18
1203 69 46
1204 68 62
1205 68 62 APÊNDICE 5
1206 68 62
1207 68 62 Requisitos de durabilidade
1208 68 62
1209 68 62
1210 54 50 1 – Verificação da durabilidade dos motores de ignição
1211 41 37 por compressão da fase III-A e da fase III-B
1212 27 25
1213 14 12 O presente apêndice aplica-se apenas aos motores de
1214 0 0 ignição por compressão das fases III-A e III-B.
1215 0 0 1.1 – Os fabricantes devem determinar um valor para
1216 0 0
1217 0 0 o fator de deterioração (DF) para cada poluente regula-
1218 0 0 mentado relativamente a todas as famílias de motores
1219 0 0 das fases III-A e III-B. Esses DF são utilizados na ho-
1220 0 0 mologação e nos ensaios com motores retirados da linha
1221 0 0
1222 0 0 de produção.
1223 0 0 1.1.1 – O ensaio para determinar os DF é realizado do
1224 0 0 seguinte modo:
1225 0 0 1.1.1.1 – O fabricante efetua ensaios de durabilidade
1226 0 0
1227 0 0 para acumular horas de funcionamento do motor de acordo
1228 0 0 com um programa de ensaios selecionado com base nas
1229 0 0 boas práticas de engenharia como sendo representativo do
1230 0 0
1231 0 0
funcionamento do motor em utilização em relação à ca-
1232 0 0 racterização da deterioração do comportamento funcional
1232 0 0 das emissões. O período de ensaio de durabilidade deve
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1587
representar tipicamente o equivalente a pelo menos um cativo dos NOx+HC, determinam-se e aplicam-se separa-
quarto do período de durabilidade das emissões (EDP). damente DF para os HC e os NOx ao calcular os níveis de
As horas de funcionamento em serviço podem ser emissões deteriorados a partir do resultado de um ensaio
acumuladas através do funcionamento dos motores num de emissões antes de combinar os valores deteriorados
banco de ensaios dinamométrico ou do funcionamento da resultantes para os NOx e os HC para determinar se a
máquina em condições reais. Podem efetuar-se ensaios de norma foi ou não cumprida.
durabilidade acelerados, que implicam que o programa de Nos casos em que o ensaio não é realizado durante o
acumulação de serviço seja realizado a um fator de carga EDP completo, determinam-se os valores de emissões no
mais elevado do que o aplicado em condições reais. O fator final do EDP por extrapolação da tendência de deteriora-
de aceleração que relaciona o número de horas de ensaio ção das emissões determinada para o período de ensaio,
de durabilidade do motor com o número equivalente de em relação ao EDP completo.
horas do EDP é determinado pelo fabricante do motor Se os resultados dos ensaios das emissões tiverem sido
com base nas boas práticas de engenharia. registados periodicamente durante o período ensaio de
Durante o período de ensaio de durabilidade, não se durabilidade, aplicam-se técnicas de processamento es-
pode fazer a manutenção ou substituição de componentes tatístico normalizadas baseadas nas boas práticas para
sensíveis às emissões para além do programa de serviço determinar os níveis de emissões no final do EDP; podem-
de rotina recomendado pelo fabricante. -se aplicar ensaios de significância estatística para deter-
O motor, os subsistemas ou os componentes de ensaio minação dos valores finais das emissões.
a utilizar para determinar os DF das emissões de escape Se os resultados dos cálculos for um valor inferior a
para uma família de motores, ou para famílias de motores 1,00 para um DF multiplicativo, ou inferior a 0,00 para
que utilizam a mesma tecnologia do sistema de controlo um DF aditivo, o DF é 1,0 ou 0,00, respetivamente.
das emissões, são selecionados pelo fabricante do motor 1.1.1.4 – Um fabricante pode, com a autorização da
com base nas boas práticas de engenharia. O critério é entidade homologadora, utilizar valores DF determinados
que o motor de ensaio deve representar as características a partir de resultados de ensaios de durabilidade realizados
de deterioração das emissões das famílias de motores que para obter valores DF para a homologação de motores
aplicam os valores resultantes dos DF para a homologação. pesados de ignição por compressão rodoviários. Tal é
Podem ser considerados como equivalentes, no que diz admitido se houver equivalência tecnológica entre o motor
respeito às características de deterioração das emissões, rodoviário ensaiado e as famílias de motores não rodovi-
motores com cilindros de diferentes diâmetros e cursos, ários que aplicam os valores DF para a homologação. Os
com diferentes configurações, diferentes sistemas de ges- valores DF resultantes de um ensaio de durabilidade das
tão do ar, diferentes sistemas de combustível, desde que emissões de um motor rodoviário devem ser calculados
exista uma base técnica razoável para tal determinação. com base nos valores do EDP definidos no n.º 3
Podem ser aplicados valores DF de outro fabricante se 1.1.1.5 – No caso de uma família de motores utilizar
houver uma base razoável para considerar que existe uma uma tecnologia comprovada, pode-se utilizar uma análise
equivalência das tecnologias em relação à deterioração das com base nas boas práticas de engenharia, em vez de um
emissões e elementos de prova de que os ensaios foram ensaio para determinar um fator de deterioração para essa
efetuados em conformidade com os requisitos especifica- família de motores, desde que se obtenha a autorização
dos. O ensaio das emissões é efetuado de acordo com os da entidade homologadora.
procedimentos definidos no presente diploma para o motor 1.2 – Informação relativa aos DF nos pedidos de ho-
em ensaio após a rodagem inicial, mas antes de qualquer mologação
ensaio de acumulação de serviço e no final do ensaio de 1.2.1. – Os DF aditivos são especificados para cada
durabilidade. Os ensaios de emissões podem também ser poluente no pedido de homologação de uma família de
realizados a intervalos durante o período de ensaio de motores no que diz respeito aos motores de ignição por
acumulação de serviço e aplicados na determinação da compressão que não utilizam qualquer dispositivo de
tendência de deterioração. pós-tratamento.
1.1.1.2 – Não é necessário que os ensaios de acumu- 1.2.2. – Os DF multiplicativos são especificados para
lação de serviço ou os ensaios de emissões realizados cada poluente no pedido de homologação de uma famí-
para determinar a deterioração sejam acompanhados pela lia de motores no que diz respeito aos motores de ig-
entidade homologadora. nição por compressão que utilizam um dispositivo de
1.1.1.3 – Determinação dos valores dos DF a partir dos pós-tratamento.
ensaios de durabilidade 1.2.3. – O fabricante deve fornecer à entidade homolo-
Um DF aditivo é definido como o valor obtido por gadora, a pedido desta, informações que apoiem os valores
subtração do valor das emissões determinado no início do dos DF. Tais informações devem incluir tipicamente os
EDP ao valor das emissões determinado para representar resultados dos ensaios de emissões, o programa de acu-
o comportamento funcional em termos de emissões no mulação de serviço, os procedimentos de manutenção e
final do EDP. outras informações que apoiem as decisões de engenharia
Um DF multiplicativo é definido como o nível de emis- de equivalência tecnológica, se aplicável.
sões determinado no final do EDP dividido pelo valor das
emissões registado no início do EDP.
Determinam-se valores DF distintos para cada um dos 2 – Verificação da durabilidade dos motores de ignição
por compressão da fase IV
poluentes abrangidos pela legislação. No caso da deter-
minação de um valor DF relativo à norma NOx+HC, para 2.1 – Generalidades
um DF aditivo, parte-se da soma dos poluentes, mesmo 2.1.1 – O presente número é aplicável aos motores de
que uma deterioração negativa de um poluente possa não ignição por compressão da fase IV. A pedido do fabricante,
compensar a deterioração do outro. Para um DF multipli- pode igualmente ser aplicado aos motores de ignição por
1588 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
compressão das fases III-A e III-B em alternativa aos respeitantes à família de sistemas de pós-tratamento dos
requisitos no n.º 1. motores.
2.1.2 – O n.º 2 descreve pormenorizadamente os pro- 2.3 – Seleção dos motores para estabelecer os fatores
cedimentos de seleção dos motores a ensaiar durante um de deterioração das emissões durante o período de dura-
programa de acumulação de serviço com o objetivo de bilidade
determinar fatores de deterioração para a homologação 2.3.1 – Os motores devem ser selecionados a partir da
e avaliações da conformidade da produção dos tipos de família de motores definida no n.º 6 do anexo I para os
motores da fase IV. Os fatores de deterioração devem ser ensaios de emissões para estabelecer os fatores de dete-
aplicados em conformidade com o n.º 2.4.7 às emissões rioração das emissões durante o período de durabilidade.
medidas em conformidade com o anexo III. 2.3.2 – É ainda possível combinar motores pertencen-
2.1.3 – Não é necessário que os ensaios de acumulação tes a diferentes famílias de motores para formar novas
de serviço ou os ensaios de emissões realizados para deter- famílias com base no tipo de sistema de pós-tratamento
minar a deterioração sejam acompanhados pela entidade dos gases de escape utilizado. Para agrupar motores com
homologadora. uma configuração diferente de cilindros, mas que possuam
2.1.4 – O n.º 2 descreve igualmente a manutenção, especificações técnicas e uma instalação para os sistemas
correlacionada ou não com as emissões, que deve ou pode de pós-tratamento dos gases de escape semelhantes na
ser efetuada em motores submetidos a um programa de mesma família de motores/sistemas de pós-tratamento, o
acumulação de serviço. Essa manutenção deve respeitar fabricante deve fornecer à entidade homologadora dados
a manutenção realizada em motores em serviço e comu- que comprovem que o desempenho desses sistemas mo-
nicada aos proprietários de novos motores. tores em termos de redução das emissões é semelhante.
2.1.5 – A pedido do fabricante, a entidade homologa- 2.3.3 - O fabricante deve selecionar um motor que re-
dora pode autorizar a utilização de fatores de deterioração presente a família de motores/sistema de pós-tratamento,
que tenham sido estabelecidos através de procedimentos determinação feita em conformidade com o número an-
alternativos aos especificados nos n.ºs 2.4.1 a 2.4.5. Neste terior, para ser submetido a ensaios durante o programa
caso, o fabricante deve demonstrar, a contento da enti- de acumulação de serviço definido no n.º 2.4.2, devendo
dade homologadora, que os procedimentos alternativos a entidade homologadora ser informada antes do início
utilizados não são menos rigorosos do que os previstos dos ensaios.
nos n.ºs 2.4.1 a 2.4.5. 2.3.3.1 – Se a entidade homologadora decidir que o
2.2 – Definições caso mais desfavorável a nível das emissões da família de
Aplicável ao n.º 2 do apêndice 5. motores/sistema de pós-tratamento em causa pode ser mais
2.2.1 – «Ciclo de envelhecimento» designa o funcio- bem caracterizado por outro motor, a seleção do motor
namento da máquina ou do motor (velocidade, carga, de ensaio deve ser efetuada conjuntamente pela entidade
potência) a realizar durante o período de acumulação de homologadora e pelo fabricante dos motores em causa.
serviço; 2.4 – Determinação dos fatores de deterioração das
2.2.2 – «Componentes críticos relacionados com as emissões durante o período de durabilidade
emissões» designa os componentes que se destinam prin- 2.4.1 – Generalidades
cipalmente a controlar as emissões, ou seja, qualquer Os fatores de deterioração aplicáveis a uma família de
sistema de pós-tratamento dos gases de escape, a unidade motores/sistema de pós-tratamento são desenvolvidos
de controlo electrónico do motor e sensores e atuadores a partir dos motores selecionados com base num pro-
associados, bem como o sistema EGR, incluindo todos os grama de acumulação de serviço que inclui a realização
filtros, refrigeradores, válvulas de regulação e tubagem de ensaios periódicos de emissões gasosas e de partículas
conexos; durante os ensaios NRSC e NRTC.
2.2.3 – «Manutenção crítica relacionada com as emis- 2.4.2 – Programa de acumulação de serviço
sões» designa a manutenção a realizar em componentes Os programas de acumulação de serviço podem ser
críticos relacionados com as emissões; efetuados, ao critério do fabricante, quer ensaiando uma
2.2.4 – «Manutenção relacionada com as emissões» máquina equipada com o motor selecionado durante um
designa a manutenção que afeta substancialmente as emis- programa de acumulação «em serviço», quer ensaiando o
sões ou é suscetível de afetar a deterioração das emissões motor selecionado durante um programa de acumulação
do veículo ou do motor durante o funcionamento normal de «serviço em dinamómetro».
em serviço; 2.4.2.1. – Programa de acumulação em serviço e em
2.2.5 – «Família de sistemas de pós-tratamento dos dinamómetro
motores» designa um agrupamento de motores, definido 2.4.2.1.1 – O fabricante deve determinar a forma e a
pelo fabricante, que cumprem a definição de família de duração do ciclo de acumulação de serviço e envelheci-
motores, mas que são ainda agrupados numa família de mento para os motores de forma coerente com as boas
famílias de motores que utilizam um sistema semelhante práticas de engenharia.
de pós-tratamento dos gases de escape; 2.4.2.1.2 – O fabricante deve determinar os pontos de
2.2.6 – «Manutenção não relacionada com as emissões» ensaio em que são medidas as emissões de gases e de
designa a manutenção que não afeta substancialmente as partículas durante os ciclos NRTC e NRSC a quente. O
emissões e que não afeta de forma duradoura a deterio- número mínimo de pontos de ensaio deve ser de três: um
ração das emissões da máquina ou do motor durante o no início, um aproximadamente a meio e um no final do
funcionamento normal em serviço, uma vez efetuada a programa de acumulação de serviço.
manutenção; 2.4.2.1.3 – Os valores das emissões no ponto de início
2.2.7 – «Programa de acumulação de serviço» designa e no ponto final do período de durabilidade das emis-
o ciclo de envelhecimento e o período de acumulação sões calculados em conformidade com o n.º 2.4.5.2 deve
de serviço para determinar os fatores de deterioração situar-se dentro dos valores-limite aplicáveis à família de
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1589
motores, podendo, no entanto, os resultados das emissões de serviço determinado pelo fabricante e, se aplicável,
individuais dos pontos de ensaio exceder esses valores- também estabelecido pela entidade homologadora em
-limite. conformidade com o n.º 2.4.2.2, são ensaiadas as emissões
2.4.2.1.4 – A pedido do fabricante, e com o acordo de gases e de partículas do motor com os ciclos NRTC e
da entidade homologadora, basta efetuar um único ciclo NRSC a quente.
de ensaio (o ciclo NRTC ou NRSC a quente) em cada O fabricante pode optar por medir as emissões poluen-
ponto de ensaio, sendo o outro ciclo de ensaio realizado tes antes de qualquer sistema de pós-tratamento dos gases
apenas no início e no final do programa de acumulação de escape de forma separada das emissões de poluentes de-
de serviço. pois de um sistema de pós-tratamento dos gases de escape.
2.4.2.1.5 – No caso de motores de velocidade constante, Em conformidade com o n.º 2.4.2.1.4, se tiver sido
motores de potência inferior a 19 kW, motores de potência acordada a realização de um só ciclo de ensaios (NRTC
superior a 560 kW, motores destinados a serem utilizados ou NRSC a quente) em cada ponto de ensaio, o outro ciclo
em embarcações de navegação interior e motores para de ensaio (NRTC ou NRSC a quente) deve ser efetuado no
a propulsão de automotoras e locomotivas ferroviárias, início e no final do programa de acumulação de serviço.
só o ciclo NRSC deve ser realizado em cada ponto de Em conformidade com o n.º 2.4.2.1.5, no caso de moto-
ensaio. res de velocidade constante, motores de potência inferior
2.4.2.1.6 – Os programas de acumulação de serviço a 19 kW, motores de potência superior a 560 kW, motores
podem ser diferentes para diferentes famílias de moto- destinados a serem utilizados em embarcações de nave-
res/sistemas de pós-tratamento. gação interior e motores para a propulsão de automotoras
2.4.2.1.7 – Os programas de acumulação de serviço po- e locomotivas ferroviárias, só o ciclo NRSC deve ser
dem ser mais curtos do que o período de durabilidade das realizado em cada ponto de ensaio.
emissões, mas não devem ser mais curtos do que o equi- 2.4.3.2.2 – Durante o programa de acumulação de
valente a, pelo menos, um quarto do período pertinente de serviço, a manutenção do motor deve ser realizada em
durabilidade das emissões especificado no n.º 3. conformidade com o n.º 2.5.
2.4.2.1.8 – Admite-se o envelhecimento acelerado, 2.4.3.2.3 – Durante programa de acumulação de ser-
ajustando o programa de acumulação de serviço com base viço, as operações não programadas de manutenção do
no consumo de combustível. O ajustamento deve basear-se motor ou da máquina podem ser efetuadas, por exemplo,
na razão entre o consumo típico de combustível em serviço se o sistema normal de diagnóstico do fabricante tiver
e o consumo de combustível no ciclo de envelhecimento, detetado um problema que tivesse indicado ao operador
embora este último não deva exceder o consumo típico da máquina que tinha ocorrido uma anomalia.
de combustível em serviço em mais de 30%. 2.4.4 – Relatórios
2.4.2.1.9 – A pedido do fabricante e com o acordo da 2.4.4.1. – Os resultados de todos os ensaios de emissões
entidade homologadora, podem ser autorizados métodos (NRTC e NRSC a quente) realizados durante o programa
alternativos de envelhecimento acelerado. de acumulação de serviço devem ser disponibilizados à
2.4.2.1.10 – O programa de acumulação de serviço entidade homologadora. Se algum dos ensaios de emissões
deve ser descrito pormenorizadamente no pedido de ho- tiver sido declarado nulo, o fabricante deve fornecer uma
mologação e comunicado à entidade homologadora antes justificação para a anulação do referido ensaio. Nesse
do início de quaisquer ensaios. caso, deve ser realizada outra série de ensaios de emissões
2.4.2.2 – Se a entidade homologadora decidir que é durante as 100 horas seguintes de acumulação de serviço.
necessário efetuar medições adicionais entre os pontos 2.4.4.2 – O fabricante deve conservar registos de todas
selecionados pelo fabricante, deve notificar o fabricante. as informações respeitantes a todos os ensaios de emissões
O programa revisto de acumulação de serviço deve ser e à manutenção efetuada no motor durante o programa
preparado pelo fabricante e obter a aprovação da entidade de acumulação de serviço. Essas informações devem ser
homologadora. apresentadas à entidade homologadora juntamente com
2.4.3 – Ensaios do motor os resultados dos ensaios de emissões realizados durante
2.4.3.1 – Estabilização do sistema motor o programa de acumulação de serviço.
2.4.3.1.1 – Para cada família de motores/sistema de 2.4.5 – Determinação dos fatores de deterioração
pós-tratamento, o fabricante deve determinar o número de 2.4.5.1 – Para cada poluente medido durante os ciclos
horas de funcionamento da máquina ou do motor necessá- NRTC e NRSC a quente em cada ponto de ensaio durante
rias para estabilizar o funcionamento do motor/sistema de o programa de acumulação de serviço deve ser efetuada
pós-tratamento. Se solicitado pela entidade homologadora uma análise de regressão com o "melhor ajustamento",
nesse sentido, o fabricante deve disponibilizar os dados com base em todos os resultados dos ensaios. Os resul-
e as análises utilizados nessa determinação. Em alterna- tados de cada ensaio para cada um dos poluentes devem
tiva, o fabricante pode optar por fazer funcionar o motor ser expressos com o mesmo número de casas decimais
entre 60 e 125 horas, ou o tempo equivalente no ciclo de utilizado para os valores-limite aplicáveis a esse poluente,
envelhecimento, a fim de estabilizar o motor/sistema de conforme for aplicável à família de motores, adicionado
pós-tratamento. de mais uma casa decimal.
2.4.3.1.2 – O final do período de estabilização deter- Em conformidade com o n.º 2.4.2.1.4 ou o n.º 2.4.2.1.5,
minado no número anterior deve ser considerado como o se for efetuado um único ciclo de ensaio (NRTC ou NRSC
início do programa de acumulação de serviço. a quente) em cada ponto de ensaio, a análise de regressão
2.4.3.2 – Ensaio de acumulação de serviço só deve ser efetuada com base nos resultados do ciclo de
2.4.3.2.1 – Após a estabilização, o motor deve funcionar ensaio realizado em cada ponto de ensaio.
durante o programa de acumulação de serviço selecio- A pedido do fabricante e com o acordo prévio da enti-
nado pelo fabricante, conforme descrito no n.º 2.3.2. A dade homologadora, pode admitir-se uma regressão não
intervalos periódicos durante o programa de acumulação linear.
1590 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
2.4.5.2. – Os valores das emissões para cada poluente 2.4.6 – Fatores de deterioração atribuídos
no início do programa de acumulação de serviço e no 2.4.6.1 – Em alternativa à utilização de um programa
ponto final do período de durabilidade das emissões de acumulação de serviço para determinar os DF, os fa-
aplicáveis ao motor submetido a ensaio devem calcular- bricantes dos motores podem optar pela utilização dos
-se a partir da equação de regressão. Se o programa de seguintes DF multiplicativos atribuídos:
acumulação de serviço for mais curto do que o período
de durabilidade das emissões, os valores das emissões Ciclo de ensaio CO HC NOX PM
no ponto final do período de durabilidade das emissões
devem ser determinados por extrapolação da equação de NRTC . . . . . . . . . . . . . . . 1,3 1,3 1,15 1,05
regressão, conforme definido no n.º 2.4.5.1. NRSC . . . . . . . . . . . . . . . 1,3 1,3 1,15 1,05
Caso sejam utilizados valores de emissões por famílias
de motores da mesma família de motores/sistema de pós-
-tratamento, mas com diferentes períodos de durabilidade Não são apresentados DF aditivos atribuídos. Não deve
das emissões, os valores das emissões no ponto final do admitir-se a transformação dos DF multiplicativos atri-
período de durabilidade das emissões devem ser recalcu- buídos em DF aditivos.
lados para cada período de durabilidade das emissões por Quando são utilizados DF atribuídos, o fabricante deve
extrapolação ou por interpolação da equação de regressão, apresentar à entidade homologadora elementos de prova
conforme definido no n.º 2.4.5.1. sólidos de que se pode razoavelmente esperar que os
2.4.5.3. – Define-se o fator de deterioração (DF) para componentes do controlo das emissões tenham a durabi-
cada poluente como a razão entre os valores de emissão lidade das emissões associada a esses fatores atribuídos.
aplicados no ponto final do período de durabilidade das Estes elementos de prova podem basear-se em análises
emissões e no início do programa de acumulação de ser- de conceção ou ensaios, ou numa combinação de ambos.
viço (fator de deterioração multiplicativo). 2.4.7 – Aplicação dos fatores de deterioração
A pedido do fabricante e com o acordo prévio da enti- 2.4.7.1 – Os motores devem cumprir os respetivos limi-
dade homologadora, pode aplicar-se um DF aditivo para tes de emissões para cada poluente, conforme aplicável à
cada poluente. Define-se o DF aditivo como a diferença família de motores, após a aplicação dos fatores de dete-
entre os valores de emissão calculados no ponto final rioração ao resultado do ensaio medido em conformidade
do período de durabilidade das emissões e no início do com o anexo III (emissão específica ponderada do ciclo
programa de acumulação de serviço. para as partículas e cada um dos gases). Em função do tipo
Na figura 1 é apresentado um exemplo da determina- de DF, são aplicáveis as seguintes disposições:
ção dos DF para as emissões de NOx recorrendo a uma Multiplicativo: (emissão específica ponderada do ci-
regressão linear. clo) * DF ≤ limite de emissão
Não deve permitir-se a utilização mista de DF multi- Aditivo: (emissão específica ponderada do ciclo) +
plicativos e aditivos num conjunto de poluentes. + DF ≤ limite de emissão
Se o cálculo resultar num valor inferior a 1,00 para
um DF multiplicativo, ou inferior a 0,00 para um DF Se o fabricante, com base na opção indicada no n.º 1.2.1
aditivo, o fator de deterioração deve ser 1,0 ou 0,00, res- do presente anexo, optar por utilizar o procedimento do
petivamente. anexo 4-B do Regulamento UNECE n.º 96, com a redação
Em conformidade com o n.º 2.4.2.1.4, se tiver sido que lhe foi dada pela série 03 de alterações, a emissão
acordada a realização de um só ciclo de ensaio (NRTC específica ponderada do ciclo pode incluir o ajustamento
ou NRSC a quente) em cada ponto de ensaio e a do outro para uma regeneração pouco frequente, se aplicável.
ciclo de ensaio (NRTC ou NRSC a quente) só no início 2.4.7.2 – Para um DF multiplicativo dos NOx+HC,
e no final do programa de acumulação de serviço, o fator determinam-se e aplicam-se separadamente DF para os
de deterioração calculado para o ciclo de ensaio que tiver HC e os NOx ao calcular os níveis de emissões deteriora-
sido utilizado em cada ponto de ensaio deve aplicar- se dos a partir do resultado de um ensaio de emissões antes
também ao outro ciclo de ensaio. de combinar os valores deteriorados resultantes para os
NOx e os HC para determinar se o limite das emissões foi
ou não cumprido.
Figura 1 2.4.7.3 – O fabricante pode optar por aplicar os DF
determinados para uma família de motores/sistema de pós-
Exemplo de determinação de DF -tratamento a um sistema motor não pertencente à mesma
família de motores/sistema de pós-tratamento. Nesse caso,
o fabricante deve demonstrar à entidade homologadora
que o sistema motor relativamente ao qual a família de mo-
tores/sistema de pós-tratamento foi inicialmente ensaiada
e o sistema motor relativamente ao qual se aplicam os DF
possuem as mesmas especificações técnicas e requisitos
de instalação na máquina e que as emissões desse motor
ou sistema motor são semelhantes.
No caso de os DF serem aplicados a um sistema motor
com um período de durabilidade das emissões diferente, os
DF devem ser recalculados para o período de durabilidade
das emissões aplicável por extrapolação ou interpolação
da equação de regressão, conforme definido no n.º 2.4.5.1.
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1591
2.4.7.4 – O DF para cada poluente em cada ciclo de ção dessa manutenção ser comunicado ao proprietário
ensaio aplicável deve ser registado no documento recapitu- da máquina.
lativo dos resultados dos ensaios constante do apêndice 1 2.5.2 – Alterações à manutenção programada
do anexo VI. 2.5.2.1 – O fabricante deve apresentar um pedido à
2.4.8 – Verificação da conformidade da produção entidade homologadora para a aprovação de qualquer
2.4.8.1 – A conformidade da produção relativamente nova manutenção programada que pretenda realizar
às emissões é verificada ao abrigo do disposto no n.º 5 durante o programa de acumulação de serviço e, sub-
do anexo I. sequentemente, recomendá-la aos proprietários das
2.4.8.2 – O fabricante pode optar por medir as máquinas ou dos motores. O pedido deve ser acom-
emissões poluentes antes de qualquer sistema de pós- panhado de dados que justifiquem a necessidade de
-tratamento dos gases de escape em simultâneo com uma nova manutenção programada e dos intervalos de
a realização do ensaio de homologação. Ao fazê-lo, o manutenção propostos.
fabricante pode desenvolver separadamente DF infor- 2.5.3 – Manutenção programada não relacionada com
mais para o motor e o sistema de pós-tratamento, os as emissões
quais pode usar como referência no controlo à saída da 2.5.3.1 – A manutenção programada não relacionada
linha de produção. com as emissões que seja razoável e necessária do ponto de
2.4.8.3 – Para efeitos de homologação, só os DF deter-
vista técnico (por exemplo, mudança de óleo, mudança do
minados em conformidade com o disposto no n.º 2.4.5 ou
filtro do óleo, mudança do filtro do combustível, mudança
no n.º 2.4.6 devem ser registados no documento recapitu-
lativo dos resultados dos ensaios constante do apêndice 1 do filtro do ar, manutenção do sistema de arrefecimento,
do anexo VI. regulação da marcha lenta sem carga, regulador, binário de
2.5 – Manutenção aperto do motor, folgas das válvulas, folgas dos injetores,
Para efeitos do programa de acumulação de serviço, regulação da tensão da correia de transmissão, etc.), pode
deve proceder-se à manutenção em conformidade com o ser realizada em motores ou veículos selecionados para o
manual de utilização e manutenção do fabricante. programa de acumulação de serviço aos intervalos menos
2.5.1 – Manutenção programada relacionada com as frequentes recomendados pelo fabricante ao proprietário
emissões (por exemplo, não aos intervalos recomendados para as
2.5.1.1 – A manutenção programada relacionada com utilizações mais intensivas).
as emissões durante o funcionamento do motor, efetuada 2.5.4 – Reparação
para efeitos de realização de um programa de acumulação 2.5.4.1 – As reparações de componentes de um sistema
de serviço, deve ocorrer a intervalos equivalentes aos in- motor selecionado para ensaio durante um programa de
dicados nas instruções de manutenção do fabricante para acumulação de serviço devem ser executadas apenas em
o proprietário da máquina ou do motor. Este programa de resultado de uma avaria de algum componente ou de
manutenção pode ser atualizado, se necessário, durante o anomalia no sistema motor. A reparação do próprio motor,
programa de acumulação de serviço desde que não seja do sistema de controlo das emissões ou do sistema de
suprimida qualquer operação de manutenção do programa alimentação de combustível não é permitida, exceto na
de manutenção depois de a operação ter sido efetuada no medida do que é definido no n.º 2.5.4.2.
motor submetido a ensaio. 2.5.4.2 – Se o próprio motor, o sistema de controlo
2.5.1.2 – O fabricante do motor deve indicar, para efeito das emissões ou o sistema de alimentação de combus-
dos programas de acumulação de serviço, eventuais ope- tível avariarem durante o programa de acumulação de
rações de regulação, limpeza, manutenção (se necessário) serviço, a acumulação de serviço é considerada nula,
e substituição programada dos seguintes elementos: devendo uma nova acumulação de serviço começar com
Filtros e refrigeradores do sistema de recirculação dos um novo sistema motor, salvo se os componentes forem
gases de escape; substituídos com componentes equivalentes que tenham
Válvula de ventilação comandada do cárter, se apli- sido sujeitos a um número semelhante de horas de acu-
cável; mulação de serviço.
Bicos dos injetores de combustível (apenas limpeza 3 – Período de durabilidade das emissões para os mo-
é permitida); tores das fases III-A, III-B e IV
Injetores de combustível; 3.1 – Os fabricantes devem utilizar o período de du-
Turbocompressor; rabilidade das emissões constante do seguinte quadro:
Unidade de controlo electrónico do motor e respetivos
sensores e atuadores associados;
Quadro 1: Período de durabilidade das emissões
Sistema de pós-tratamento de partículas (incluindo para motores de ignição
componentes correlacionados); por compressão das fases III-A, III-B e IV (horas)
Sistema de pós-tratamento dos NOx (incluindo com-
ponentes correlacionados);
Sistema de recirculação dos gases de escape, incluindo Categoria (gama de potências)
Período de durabilidade
das emissões (horas)
todas as válvulas de regulação e tubagem relacionadas;
Qualquer outro sistema de pós-tratamento dos gases ≤37kW (motores de velocidade constante) . . . . 3 000
de escape. ≤37kW (motores de velocidade variável) . . . . . 5 000
>37kW . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 000
2.5.1.3 – A manutenção crítica programada relacionada Motores a utilizar para a propulsão de embarca-
com as emissões apenas deve ser realizada se prevista para ções de navegação interior . . . . . . . . . . . . . . . 10 000
Motores de automotoras e locomotivas . . . . . . . 10 000
ser realizada em serviço, devendo o requisito de realiza-
1592 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
APÊNDICE 6 3.2 – Medição em gases de escape diluídos
O presente número é aplicável apenas se o CO2 for
Determinação das emissões de CO2 para os motores medido nos gases de escape diluídos.
das fases I, II, III-A, III-B e IV
3.2.1 – Medição
1 – Introdução O CO2 nos gases de escape diluídos emitido pelo motor
submetido a ensaio deve ser medido com um analisador
1.1 – O presente apêndice estabelece as disposições e os não dispersivo de infravermelhos (NDIR), em conformi-
procedimentos de ensaio para a declaração das emissões dade com o n.º 1.4.3.2 (NRSC) ou o n.º 2.3.3.2 (NRTC),
de CO2 para todas as fases de I a IV. Se o fabricante, com respetivamente, do apêndice 1 do anexo III. A diluição dos
base na opção indicada no n.º 1.2.1, optar por utilizar o gases de escape deve ser feita com ar ambiente filtrado,
procedimento do anexo 4-B do Regulamento UNECE ar de síntese ou azoto. A capacidade de escoamento do
n.º 96, com a redação que lhe foi dada pela série 03 de
sistema de caudal total deve ser suficientemente grande
alterações, é aplicável o apêndice 7.
para eliminar completamente a condensação de água nos
2 – Prescrições gerais
sistemas de diluição e de amostragem.
O sistema de medição deve cumprir os requisitos de
2.1 – As emissões de CO2 devem ser determinadas linearidade do n.º 1.5 do apêndice 2 do anexo III.
durante o ciclo de ensaio aplicável especificado no n.º 1.1 O sistema de medição deve cumprir os requisitos do
do anexo III em conformidade com o n.º 3 (NRSC) ou o n.º 1.4.1 (NRSC) ou do n.º 2.3.1 (NRTC), respetivamente,
n.º 4 (NRTC com arranque a quente), respetivamente, do do apêndice 1 do anexo III.
anexo III. Para a fase III-B, as emissões de CO2 devem 3.2.2 – Avaliação dos dados
ser determinadas durante o ciclo de ensaio NRTC com Os dados pertinentes devem ser registados e armaze-
arranque a quente. nados em conformidade com o n.º 3.7.4 (NRSC) ou o
2.2 – Os resultados dos ensaios devem ser comunicados n.º 4.5.7.2 (NRTC), respetivamente, do anexo III.
como valores específicos médios do ciclo e expressos
3.2.3 – Cálculo das emissões médias do ciclo
em g/kWh.
2.3 – Se, por opção do fabricante, o ciclo NRSC for Se forem medidas em base seca, aplica-se a correção
executado como um ciclo com rampas de transição, são base seca/base húmida em conformidade com o n.º 1.3.2
aplicáveis as referências ao ciclo NRTC incluídas no pre- (NRSC) ou o n.º 2.1.2.2 (NRTC), respetivamente, do
sente apêndice ou os requisitos do apêndice 7 do anexo III. apêndice 3 do anexo III.
Para o NRSC, a massa do CO2 (g/h) deve ser calcu-
3 – Determinação das emissões de CO2 lada para cada modo individual em conformidade com o
n.º 1.3.4 do apêndice 3 do anexo III. Os fluxos de gases de
3.1 – Medição em gases de escape brutos escape diluídos devem ser determinados em conformidade
O presente número é aplicável se o CO2 for medido com o n.º 1.2.6 do apêndice 1 do anexo III.
nos gases de escape brutos. Para o NRTC, a massa do CO2 (g/ensaio) deve ser
3.1.1 – Medição calculada em conformidade com o n.º 2.2.3 do apêndice 3
O CO2 nos gases de escape brutos emitido pelo motor do anexo III. O fluxo de gases de escape diluídos deve
submetido a ensaio deve ser medido com um analisador ser determinado em conformidade com o n.º 2.2.1 do
não dispersivo de infravermelhos (NDIR), em conformi-
apêndice 3 do anexo III.
dade com o n.º 1.4.3.2 (NRSC) ou o n.º 2.3.3.2 (NRTC),
respetivamente, do apêndice 1 do anexo III. A correção em função das condições de fundo deve
O sistema de medição deve cumprir os requisitos de ser aplicada em conformidade com o n.º 2.2.3.1.1 do
linearidade do n.º 1.5 do apêndice 2 do anexo III. apêndice 3 do anexo III.
O sistema de medição deve cumprir os requisitos do 3.3 – Cálculo das emissões específicas da travagem
n.º 1.4.1 (NRSC) ou do n.º 2.3.1 (NRTC), respetivamente, 3.3.1 – NRSC
do apêndice 1 do anexo III. As emissões específicas da travagem eCO2 (g/kWh)
3.1.2 – Avaliação dos dados devem ser calculadas do seguinte modo:
Os dados pertinentes devem ser registados e armaze-
i=n
nados em conformidade com o n.º 3.7.4 (NRSC) ou o
n.º 4.5.7.2 (NRTC), respetivamente, do anexo III. ¦ (CO 2
i =1
mass ,i × WF ,i )
3.1.3 – Cálculo das emissões médias do ciclo eCO 2 = i=n
Se forem medidas em base seca, aplica-se a correção
base seca/base húmida em conformidade com o n.º 1.3.2 ¦ (P × W )
i =1
i F ,i
(NRSC) ou o n.º 2.1.2.2 (NRTC), respetivamente, do
apêndice 3 do anexo III. em que:
Para o NRSC, a massa do CO2 (g/h) deve ser calcu-
Pi = Pm ,i + PAE ,i
lada para cada modo individual em conformidade com o
n.º 1.3.4 do apêndice 3 do anexo III. Os fluxos de gases
de escape devem ser determinados em conformidade com e
os n.ºs 1.2.1 a 1.2.5 do apêndice 1 do anexo III.
Para o NRTC, a massa do CO2 (g/ensaio) deve ser cal- CO2 mass,i – é a massa do CO2 do modo individual (g/h)
culada em conformidade com o n.º 2.1.2.1 do apêndice 3 Pm,i – é a potência medida do modo individual (kW)
do anexo III. O fluxo de gases de escape deve ser deter- PAE,i – é a potência dos dispositivos auxiliares do modo
minado em conformidade com o n.º 2.2.3 do apêndice 1 individual (kW)
do anexo III. WF,i – é o fator de ponderação do modo individual
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1593
3.3.2 – NRTC Regulamento UNECE n.º 96, com a redação que lhe foi
O trabalho do ciclo necessário para o cálculo das emis- dada pela série 03 de alterações.
sões de CO2 específicas da travagem deve ser determinado 3.1.3 – Cálculo das emissões médias do ciclo
em conformidade com o n.º 4.6.2 do anexo III. Se forem medidas em base seca, aplica-se a correção
As emissões específicas da travagem eCO2 (g/kWh) base seca/base húmida em conformidade com o n.º A.8.2.2
devem ser calculadas do seguinte modo: do apêndice 8 ou o n.º A.7.3.2 do apêndice 7 do anexo 4-B
mCO 2,hot do Regulamento UNECE n.º 96, com a redação que lhe
eCO 2 = foi dada pela série 03 de alterações, aos valores da con-
Wact ,hot centração instantânea antes de se efetuarem quaisquer
outros cálculos.
A massa do CO2 (g/ensaio) deve ser calculada por
em que: multiplicação das concentrações instantâneas de CO2 e
mCO2, hot – são as emissões mássicas de CO2 do ensaio dos fluxos dos gases de escape e integração ao longo do
NRTC com arranque a quente (g) ciclo de ensaio em conformidade com uma das seguintes
Wact, hot – é o trabalho efetivo do ciclo NRTC com ar- opções:
ranque a quente (kWh) a) N.ºs A.8.2.1.2 e A.8.2.5 do apêndice 8 do ane-
xo 4-B do Regulamento UNECE n.º 96, com a redação
APÊNDICE 7 que lhe foi dada pela série 03 de alterações, utilizando
os valores «u» do CO2 do quadro A.8.1 ou calculando
Determinação alternativa das emissões de CO2 os valores «u» em conformidade com o n.º A.8.2.4.2
do apêndice 8 do anexo 4-B do Regulamento UNECE
1 – Introdução n.º 96, com a redação que lhe foi dada pela série 03
de alterações;
Se o fabricante, com base na opção indicada no n.º 1.2.1 b) N.ºs A.7.3.1 e A.7.3.3 do apêndice 7 do anexo 4-B
do presente anexo, optar por utilizar o procedimento do do Regulamento UNECE n.º 96, com a redação que lhe
anexo 4-B do Regulamento UNECE n.º 96, com a redação foi dada pela série 03 de alterações.
que lhe foi dada pela série 03 de alterações, são aplicá-
veis as disposições e os procedimentos de ensaio para
comunicar as emissões de CO2 estabelecidos no presente 3.2 – Medição em gases de escape diluídos
apêndice. O presente número é aplicável apenas se o CO2 for
medido nos gases de escape diluídos.
3.2.1 – Medição
2 – Prescrições gerais O CO2 nos gases de escape diluídos emitido pelo motor
2.1 – As emissões de CO2 devem ser determinadas submetido a ensaio deve ser medido com um analisador
durante o ciclo de ensaio NRTC com arranque a quente, não dispersivo de infravermelhos (NDIR), em confor-
em conformidade com o n.º 7.8.3 do anexo 4-B do Regu- midade com o n.º 9.4.6 do anexo 4-B do Regulamento
lamento UNECE n.º 96, com a redação que lhe foi dada UNECE n.º 96, com a redação que lhe foi dada pela série
pela série 03 de alterações. 03 de alterações. A diluição dos gases de escape deve ser
2.2 – Os resultados dos ensaios devem ser comunicados feita com ar ambiente filtrado, ar de síntese ou azoto.
como valores específicos médios do ciclo e expressos A capacidade de escoamento do sistema de caudal total
em g/kWh. deve ser suficientemente grande para eliminar completa-
mente a condensação de água nos sistemas de diluição e
de amostragem.
3 – Determinação das emissões de CO2
O sistema de medição deve cumprir os requisitos de
3.1 – Medição em gases de escape brutos linearidade do n.º 8.1.4 do anexo 4-B do Regulamento
O presente número é aplicável se o CO2 for medido UNECE n.º 96, com a redação que lhe foi dada pela sé-
nos gases de escape brutos. rie 03 de alterações.
3.1.1 – Medição O sistema de medição deve cumprir os requisitos do
O CO2 nos gases de escape brutos emitido pelo motor n.º 8.1.9 do anexo 4-B do Regulamento UNECE n.º 96,
submetido a ensaio deve ser medido com um analisador com a redação que lhe foi dada pela série 03 de altera-
não dispersivo de infravermelhos (NDIR), em confor- ções.
midade com o n.º 9.4.6 do anexo 4-B do Regulamento 3.2.2 – Avaliação dos dados
UNECE n.º 96, com a redação que lhe foi dada pela sé- Os dados relevantes devem ser registados e armazena-
rie 03 de alterações. dos em conformidade com o n.º 7.8.3.2 do anexo 4-B do
O sistema de medição deve cumprir os requisitos de Regulamento UNECE n.º 96, com a redação que lhe foi
linearidade do n.º 8.1.4 do anexo 4-B do Regulamento dada pela série 03 de alterações.
UNECE n.º 96, com a redação que lhe foi dada pela sé- 3.2.3 – Cálculo das emissões médias do ciclo
rie 03 de alterações. Se forem medidas em base seca, aplica-se a correção
O sistema de medição deve cumprir os requisitos do base seca/base húmida em conformidade com o n.º A.8.3.2
n.º 8.1.9 do anexo 4-B do Regulamento UNECE n.º 96, do apêndice 8 ou o n.º A.7.4.2 do apêndice 7 do anexo 4-B
com a redação que lhe foi dada pela série 03 de alterações. do Regulamento UNECE n.º 96, com a redação que lhe
3.1.2 – Avaliação dos dados foi dada pela série 03 de alterações, aos valores da con-
Os dados relevantes devem ser registados e armazena- centração instantânea, antes de se efetuarem quaisquer
dos em conformidade com o n.º 7.8.3.2 do anexo 4-B do outros cálculos.
1594 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
A massa do CO2 (g/ensaio) deve ser calculada através
Figura
da multiplicação das concentrações de CO2 e dos fluxos número
Descrição
de gases de escape diluídos em conformidade com uma
das seguintes opções: 4 Escoamento parcial, escoamento isocinético, regulação pela
ventoinha de aspiração e recolha de amostras fracionada
a) N.ºs A.8.3.1 e A.8.3.4 do apêndice 8 do anexo 4-B 5 Escoamento parcial, escoamento isocinético, regulação pela
do Regulamento UNECE n.º 96, com a redação que lhe ventoinha de pressão e recolha de amostras fracionada
foi dada pela série 03 de alterações, utilizando os valores 6 Escoamento parcial, medição do CO2 ou NOx recolha de
amostras fracionada.
«u» do CO2 do quadro A.8.2 ou calculando os valores 7 Escoamento parcial, medição do CO2 e balanço do carbono,
«u» em conformidade com o n.º A.8.3.3 do apêndice 8 do recolha total de amostras.
anexo 4-B do Regulamento UNECE n.º 96, com a redação 8 Escoamento parcial, Venturi único e medição da concentração,
que lhe foi dada pela série 03 de alterações; recolha de amostras fracionada.
9 Escoamento parcial, Venturi duplo ou orifício duplo e medição
b) N.ºs A.7.4.1 e A.7.4.3 do apêndice 7 do anexo 4-B da concentração, recolha de amostras fracionada.
do Regulamento UNECE n.º 96, com a redação que lhe 10 Escoamento parcial, separação por tubos múltiplos e medição
foi dada pela série 03 de alterações. da concentração, recolha de amostras fracionada.
11 Escoamento parcial, regulação do escoamento, recolha total
de amostras.
A correção em função das condições de fundo deve 12 Escoamento parcial, regulação do escoamento, recolha de
ser aplicada em conformidade com o n.º A.8.3.2.4 do amostras fracionada.
apêndice 8 ou o n.º A.7.4.1 do apêndice 7 do anexo 4-B 13 Escoamento total, bomba volumétrica ou Venturi de escoa-
mento crítico, recolha de amostras fracionada.
do Regulamento UNECE n.º 96, com a redação que lhe 14 Sistema de recolha de amostras de partículas.
foi dada pela série 03 de alterações. 15 Sistema de diluição para o sistema de escoamento total.
3.3 – Cálculo das emissões específicas da travagem
O trabalho do ciclo necessário para o cálculo das emis-
sões de CO2 específicas da travagem deve ser determi- 1.1 – Determinação das emissões gasosas
nado em conformidade com o n.º 7.8.3.4 do anexo 4-B O n.º 1.1.1 e as figuras 2 e 3 contêm descrições por-
do Regulamento UNECE n.º 96, com a redação que lhe menorizadas dos sistemas recomendados de recolha de
foi dada pela série 03 de alterações. amostras e de análise. Dado que várias configurações
As emissões específicas da travagem eCO2 (g/kWh) podem produzir resultados equivalentes, não é neces-
devem ser calculadas do seguinte modo: sário respeitar rigorosamente estas figuras. Podem ser
utilizados componentes adicionais tais como instru-
m
eCO 2 = CO 2,hot mentos, válvulas, solenóides, bombas e comutadores
Wact ,hot para obter outras informações e coordenar as funções
dos sistemas. Outros componentes que não sejam ne-
cessários para manter a precisão em alguns sistemas
em que: podem ser excluídos se a sua exclusão se basear no
mCO2,hot – são as emissões mássicas de CO2 do ensaio bom senso técnico.
NRTC com arranque a quente (g) 1.1.1 – Componentes CO, CO2, HC, NOX dos gases
Wact, hot – é o trabalho efetivo do ciclo NRTC com ar- de escape
ranque a quente (kWh) O sistema de análise para a determinação das emissões
gasosas nos gases de escape brutos ou diluídos compreende
os seguintes elementos:
ANEXO V
Um analisador HFID para a medição dos hidrocarbo-
Sistema de análise e de recolha de amostras
netos,
Analisadores NDIR para a medição do monóxido de
1.a – O anexo aplica-se do seguinte modo: carbono e do dióxido de carbono,
Um detetor HCLD ou equivalente para a medição dos
a) Para as fases I, II, III-A, III-B e IV são aplicáveis os
óxidos de azoto.
requisitos do número seguinte;
b) Se o fabricante, com base na opção indicada no
n.º 1.2.1 do anexo III, optar por utilizar o procedimento Para os gases de escape brutos (figura 2), a amostra
do anexo 4-B do regulamento UNECE n.º 96, com re- de todos os componentes pode ser retirada por meio
dação que lhe foi dada pela série 03 de alterações, é de uma sonda ou de duas sondas de recolha próximas
aplicável o n.º 9 do anexo 4-B do regulamento UNECE uma da outra e dividida(s) internamente para diferentes
n.º 96, com redação que lhe foi dada pela série 03 de analisadores. Deve-se velar por que nenhum compo-
alterações. nente dos gases de escape, incluindo a água e o ácido
sulfúrico, se condense num ponto qualquer do sistema
1. Sistemas de recolha de amostras de gás e de partí- de análise.
culas Para os gases de escape diluídos (figura 3), a amos-
tra dos hidrocarbonetos deve ser retirada com uma
sonda de recolha diferente da utilizada para os outros
Figura
número
Descrição componentes. Deve-se velar por que nenhum compo-
nente dos gases de escape, incluindo a água e o ácido
2 Sistema de análise dos gases de escape brutos. sulfúrico, se condense num ponto qualquer do sistema
3 Sistema de análise dos gases de escape diluídos. de análise.
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1595
Figura 2 A sonda deve:
Diagrama do sistema de análise dos gases de escape Ser constituída pela primeira secção de 254 mm a
para o CO, NOX e HC 762 mm da conduta de recolha de hidrocarbonetos (HSL3),
Ter um diâmetro interior mínimo de 5 mm,
Ser instalada no túnel de diluição DT, n.º 1.2.1.2, num
ponto em que o ar de diluição e os gases de escape estejam
bem misturados, isto é, aproximadamente a uma distância
de 10 vezes o diâmetro do túnel a jusante do ponto em que
os gases de escape entram no túnel de diluição,
Wstar suficientemente afastada, radialmente, de outras
sondas e da parede do túnel de modo a não sofrer a influên-
cia de quaisquer ondas ou turbilhões,
Ser aquecida de modo a aumentar a temperatura da
corrente de gás até 463 K (190 ºC) ± 10 K à saída da
sonda.
Sonda SP3 de recolha de CO, CO2 e NOx nos gases de
escape diluídos (figura 3 apenas)
A sonda deve:
Estar no mesmo plano que a sonda SP2,
Estar suficientemente afastada, radialmente de outras
sondas e da parede do túnel de modo a não sofrer a influên-
cia de quaisquer ondas ou turbilhões,
Figura 3 Ser aquecida e isolada ao longo de todo o seu com-
primento até uma temperatura mínima de 328 K (55 °C)
Diagrama do sistema de análise dos gases de escape diluídos para evitar a condensação da água.
para o CO, CO2, NOX e HC
Conduta de recolha de amostras aquecida HSL1
A conduta de recolha de amostras serve de passagem
aos gases recolhidos desde a sonda única até ao(s) ponto(s)
de separação e ao analisador de HC.
A conduta deve:
Ter um diâmetro interno mínimo de 5 mm e máximo
de 13,5 mm,
Ser de aço inoxidável ou de PTFE,
Manter uma temperatura de paredes de 463 K (190 °C)
± 10 K, medida em cada uma das secções aquecidas con-
troladas separadamente, se a temperatura dos gases de
escape na sonda de recolha for igual ou inferior a 463 K
(190 °C),
Manter uma temperatura de paredes superior a 453 K
(180 °C) se a temperatura dos gases de escape na sonda
de recolha for superior a 463 K (190 °C),
Manter a temperatura dos gases a 463 K (190 °C) ± 10 K
imediatamente antes do filtro aquecido (F2) e do HFID.
Descrições das figuras 2 e 3:
Conduta aquecida de recolha de NOX HSL2
Nota geral: A conduta deve:
Todos os componentes no percurso do gás a ser reco- Manter uma temperatura de paredes compreendida
lhido devem ser mantidos à temperatura especificada para entre 328 K e 473 K (55 e 200 ºC) até ao conversor se se
os sistemas respetivos. utilizar um banho de arrefecimento e até ao analisador
Sonda SP1 de recolha de gases de escape brutos (fi- no caso contrário,
gura 2 apenas) Ser de aço inoxidável ou PTFE.
Recomenda-se uma sonda de aço inoxidável retilínea, Dado que a conduta de recolha apenas precisa de ser
fechada na extremidade e contendo vários orifícios. O aquecida para impedir a condensação da água e do ácido
diâmetro interior não deve ser maior do que o diâmetro sulfúrico, a sua temperatura depende do teor de enxofre
interior da conduta de recolha. Deve haver um mínimo de do combustível.
três orifícios em três planos radiais diferentes, dimensio-
nados para recolher aproximadamente o mesmo caudal. Conduta de recolha SL para o CO (CO2)
A sonda deve abarcar pelo menos 80 % do diâmetro do A conduta pode ser de aço inoxidável ou PTFE. Pode
tubo de escape. ser aquecida ou não.
Sonda SP2 de recolha dos HC nos gases de escape Saco dos elementos de fundo BK (facultativo; figura 3
diluídos (figura 3 apenas) apenas)
1596 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
Este saco serve para a medição das concentrações de Válvulas seletoras V1 a V6
fundo. Para selecionar o gás a enviar para o analisador
Saco de recolha BG (facultativo; figura 3, CO e CO2 (amostra, gás de calibração ou gás de colocação no
apenas) zero).
Este saco serve para a medição das concentrações das Válvulas solenóides V7, V8
amostras. Para contornar o conversor NO2 – NO
Pré-filtro aquecido F1 (facultativo) Válvula de agulha V9
A temperatura deve ser a mesma que a da conduta Para equilibrar o escoamento através do conversor
HSL1. NO2 – NO e da derivação.
Filtro aquecido F2 Válvulas de agulha V10, V11
O filtro deve extrair quaisquer partículas sólidas da Para regular o escoamento para os analisadores.
amostra de gases antes do analisador. A temperatura deve Válvula de purga V12, V13
ser a mesma que a da conduta HSL1. O filtro deve ser Para drenar o condensado do banho B.
mudado quando necessário. Válvula seletora V14
Bomba de recolha de amostras aquecida P Para selecionar o saco de amostras ou o saco dos ele-
A bomba deve ser aquecida até à temperatura da con- mentos de fundo.
duta HSL1.
HC 1.2 – Determinação das partículas
Detetor aquecido de ionização por chama (HFID) Os n.ºs 1.2.1 e 1.2.2 e as figuras 4 a 15 contêm des-
para a determinação dos hidrocarbonetos. A tempera- crições pormenorizadas dos sistemas recomendados
tura deve ser mantida entre 453 K e 473 K (180 °C e de diluição e de recolha de amostras. Dado que várias
200 °C). configurações podem produzir resultados equivalentes,
CO,CO2 não é necessário respeitar rigorosamente essas figuras.
Analisadores NDIR para a determinação do monóxido Podem ser utilizados componentes adicionais tais como
de carbono e do dióxido de carbono. instrumentos, válvulas, solenóides, bombas e comu-
NO2 tadores para obter outras informações e coordenar as
Analisador (H)CLD para a determinação dos óxidos de funções dos sistemas. Outros componentes que não sejam
azoto. Se for utilizado um HCLD, este deve ser mantido necessários para manter a precisão em alguns sistemas
a uma temperatura compreendida entre 328 K e 473 K podem ser excluídos se a sua exclusão se basear no bom
(55 °C e 200 °C). senso técnico.
Conversor C 1.2.1 – Sistema de diluição
Utiliza-se um conversor para a redução catalítica de 1.2.1.1 – Sistema de diluição do escoamento parcial
NO2 em NO antes da análise no CLD ou HCLD. (figuras 4 a 12) (1)
Banho de arrefecimento B
Para arrefecer e condensar a água contida na amostra (1) As figuras 4 a 12 mostram vários tipos de sistemas de fluxos de
diluição parcial que podem ser normalmente utilizados para o NRSC.
de gases de escape. O banho deve ser mantido a uma No entanto e devido a várias graves limitações dos testes transientes,
temperatura compreendida entre 273 K e 277 K (0 °C e apenas esses sistemas (figuras 4 a 12), aptos a preencherem todos os
4 °C) utilizando gelo ou refrigeração. O banho é faculta- requisitos do n.º 2.4 do apêndice 1 do anexo III, são aceites para o teste
tivo se o analisador não sofrer interferências do vapor de transiente (NRTC).
água de acordo com os n.ºs 1.9.1 e 1.9.2 do apêndice 2
do anexo III. O sistema de diluição apresentado baseia-se na di-
Não são admitidos exsicantes químicos para a remoção luição de uma parte da corrente de gases de escape.
da água da amostra. A separação dessa corrente e o processo de diluição
Sensores de temperatura T1, T2, T3 que se lhe segue podem ser efetuados por meio de
Para monitorizar a temperatura da corrente de gás. diferentes tipos de sistemas de diluição. Para a subse-
Sensor de temperatura T4 quente recolha das partículas, pode-se passar para os
Temperatura do conversor NO2 – NO sistemas de recolha de amostras de partículas, n.º 1.2.2,
Sensor de temperatura T5 figura 14, a totalidade dos gases de escape diluídos
Para monitorizar a temperatura do banho de arrefeci- ou apenas uma porção destes. O primeiro método é
mento. referido como sendo do tipo de recolha de amostras
Manómetros G1, G2, G3 total e o segundo, como sendo do tipo de recolha de
Para medir a pressão nas condutas de recolha de amostras. amostras fracionado.
Reguladores de pressão R1, R2 O cálculo da razão de diluição depende do tipo de
Para regular a pressão do ar e do combustível, respeti- sistema utilizado.
vamente, que chegam ao HFID. Recomendam-se os seguintes tipos:
Reguladores de pressão R3, R4, R5 Sistemas isocinéticos (figuras 4 e 5)
Para regular a pressão nas condutas de recolha de amos- Nestes sistemas, o escoamento para o tubo de trans-
tras e o escoamento para os analisadores. ferência deve ter as mesmas características que o escoa-
Debitómetros FL1, FL2, FL3 mento total dos gases de escape em termos de velocidade
Para monitorizar o escoamento de derivação das amos- e/ou pressão dos gases, exigindo assim um escoamento
tras. regular e uniforme dos gases de escape ao nível da sonda
Debitómetros FL4 a FL7 (facultativos) de recolha. Consegue-se este resultado utilizando um
Para monitorizar o escoamento através dos analisa- ressonador e um tubo de chegada retilíneo a montante
dores. do ponto de recolha. A razão de separação é então calcu-
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1597
lada a partir de valores facilmente mensuráveis, como os Os gases de escape brutos são transferidos do tubo de
diâmetros de tubos. É de notar que o método isocinético escape EP para o túnel de diluição DT através do tubo
é apenas utilizado para igualizar as condições de escoa- de transferência TT pela sonda de recolha de amostras
mento e não para efeitos de igualização da distribuição isocinética ISP. Mede-se a diferença de pressão dos gases
da granulometria. Em geral, esta última não é necessária de escape entre o tubo de escape e a entrada da sonda,
dado que as partículas são suficientemente pequenas para utilizando o transdutor de pressão DPT. O sinal resultante
seguir as linhas de corrente do fluido.
é transmitido ao regulador de caudal FC1, que comanda
Sistemas com regulação dos escoamentos e medição
das concentrações (figuras 6 a 10) a ventoinha de aspiração SB para manter uma diferença
Com estes sistemas, retira-se uma amostra da corrente de pressão nula na ponta da sonda. Nestas condições, as
total dos gases de escape ajustando o escoamento do ar de velocidades dos gases de escape em EP e ISP são idênticas
diluição e o escoamento total dos gases diluídos. A razão e o escoamento através de ISP e TT é uma fração constante
de diluição é determinada a partir das concentrações dos do escoamento de gases de escape. A razão de separação é
gases traçadores, tais como CO2 ou o NOX, que estão determinada pelas áreas das secções de EP e ISP. O caudal
naturalmente presentes nos gases de escape dos motores. do ar de diluição é medido com o dispositivo FM1. A razão
Medem-se as concentrações nos gases de escape diluídos de diluição é calculada a partir do caudal do ar de diluição
e no ar de diluição, podendo a concentração nos gases de e da razão de separação.
escape brutos ser medida diretamente ou ser determinada
a partir do escoamento do combustível e da equação do
balanço do carbono, se a composição do combustível for Figura 5
conhecida. Os sistemas podem ser regulados com base
na razão de diluição calculada (figuras 6 e 7) ou com
Sistema de diluição parcial do escoamento com sonda isocinética
base no escoamento que entra no tubo de transferência
e recolha de amostras fraccionada (regulação pela PB)
(figuras 8, 9 e 10).
Sistemas com regulação dos escoamentos e medição
do caudal (figuras 11 e 12)
Com estes sistemas, retira-se uma amostra da corrente
total dos gases de escape ajustando o escoamento do ar de
diluição e o escoamento total dos gases de escape diluídos.
A razão de diluição é determinada pela diferença entre os
dois caudais. Este método exige uma calibração precisa
dos debitómetros entre si, dado que a grandeza relativa dos
dois caudais pode levar a erros significativos com razões
de diluição mais elevadas (≥9). A regulação dos caudais
efetua-se muito facilmente mantendo o caudal de gases
de escape diluídos constante e variando o caudal do ar de
diluição, se necessário.
Para poder tirar partido das vantagens dos sistemas
de diluição do escoamento parcial, é necessário evitar
os potenciais problemas de perdas de partículas no tubo
de transferência, assegurar a recolha de uma amostra re- Os gases de escape brutos são transferidos do tubo de
presentativa dos gases de escape do motor e determinar escape EP para o túnel de diluição DT através do tubo
a razão de separação. de transferência TT pela sonda de recolha de amostras
Os sistemas descritos têm em conta esses fatores es- isocinética ISP. Mede-se a diferença de pressão dos gases
senciais. de escape entre o tubo de escape e a entrada da sonda,
utilizando o transdutor de pressão DPT. O sinal resultante
Figura 4 é transmitido ao regulador de caudal FC1, que comanda
a ventoinha de pressão PB para manter uma diferença
Sistema de diluição do escoamento parcial com sonda isocinética
e recolha de amostras fracionada, regulação pela SB
de pressão nula na ponta da sonda. Isto consegue-se
retirando uma pequena fração do ar de diluição cujo cau-
dal já foi medido com o debitómetro FM1, e fazendo-o
chegar a TT através de um orifício pneumático. Nestas
condições, as velocidades dos gases de escape em EP
e ISP são idênticas, e o escoamento através de ISP e
TT é uma fração constante do escoamento de gases de
escape. A razão de separação é determinada pelas áreas
das secções de EP e ISP. O ar de diluição é aspirado
através de DT pela ventoinha de aspiração SB e o seu
caudal é medido com FM1 à entrada em DT. A razão de
diluição é calculada a partir do caudal do ar de diluição
e da razão de separação.
1598 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
Figura 6 das concentrações do CO2 e de GFUEL utilizando a hipótese
do balanço do carbono.
Sistema de diluição parcial do fluxo com medição das concentrações
do CO2 ou NOX e recolha de amostras fracionada Figura 8
Sistema de diluição parcial do fluxo com Venturi simples,
medição das concentrações e recolha de amostras fraccionada
Os gases de escape brutos são transferidos do tubo de
escape EP para o túnel de diluição DT através da sonda
de recolha de amostras SP e do tubo de transferência TT.
Medem-se as concentrações de um gás traçador (CO2 ou
NOX) nos gases de escape brutos e diluídos bem como no
ar de diluição com o(s) analisador(es) de gases de escape
EGA. Estes sinais são transmitidos ao regulador de escoa- Os gases de escape brutos são transferidos do tubo de
mento FC2 que regula quer a ventoinha de pressão PB quer escape EP para o túnel de diluição DT através da sonda
a ventoinha de aspiração SB, para manter a separação e a de recolha de amostras SP e do tubo de transferência
razão de diluição dos gases de escape desejadas em DT. TT devido à pressão negativa criada pelo Venturi VN
A razão de diluição calcula-se a partir das concentrações em DT. O caudal dos gases através de TT depende da
dos gases traçadores nos gases de escape brutos, nos gases troca de quantidades de movimento na zona do Venturi,
de escape diluídos e no ar de diluição. sendo portanto afectada pela temperatura absoluta dos
gases à saída de TT. Consequentemente, a separação
Figura 7 dos gases de escape para um dado caudal no túnel não é
constante, e a razão de diluição a pequena carga é ligei-
Sistema de diluição parcial do fluxo com medição das concentrações ramente mais baixa que a carga elevada. Medem-se as
do CO2, balanço do carbono e recolha de amostras total
concentrações do gás marcador (CO2 ou NOX) nos gases
de escape brutos, nos gases de escape diluídos e no ar
de diluição com o(s) analisador(es) de gases de escape
EGA, sendo a razão de diluição calculada a partir dos
valores assim obtidos.
Figura 9
Sistema de diluição parcial do escoamento parcial com Venturi
duplo ou orifício duplo, medição
das concentrações e recolha de amostras fraccionada
Os gases de escape brutos são transferidos do tubo de
escape EP para o túnel de diluição DT através da sonda
de recolha de amostras SP e do tubo de transferência TT.
Medem-se as concentrações de CO2 nos gases de escape
diluídos e no ar de diluição com o(s) analisador(es) de
gases de escape EGA. Os sinais referentes à concentração
de CO2 e do caudal de combustível GFUEL são transmitidos
quer ao regulador de caudal FC2 quer ao regulador de
caudal FC3 do sistema de recolha de amostras de partícu-
las (figura 14). FC2 comanda a ventoinha de pressão PB,
enquanto FC3 comanda o sistema de recolha de amostras
de partículas (figura 14), ajustando assim os escoamentos Os gases de escape brutos são transferidos do tubo de
que entram e saem do sistema de modo a manter a razão escape EP para o túnel de diluição DT através da sonda
de separação e a razão de diluição dos gases de escape de recolha de amostras SP e do tubo de transferência TT
desejadas em DT. A razão de diluição calcula-se a partir por um separador de escoamentos com um conjunto de
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1599
orifícios ou Venturis. O primeiro (FD1) está localizado Figura 11
em EP, o segundo (FD2) em TT. Além disso, são neces-
sárias duas válvulas da regulação da pressão (PCV1 e Sistema de diluição parcial do fluxo com regulação do escoamento
e recolha de amostras total
PCV2) para manter uma separação constante dos gases
de escape através da regulação da contrapressão em EP
e da pressão em DT. PCV1 está localizada a jusante de
SP em EP e PCV2 entre a ventoinha de pressão PB e
DT. Medem-se as concentrações do gás traçador (CO2
ou NOX) nos gases de escape brutos, nos gases de escape
diluídos e no ar de diluição com o(s) analisador(es) de
gases de escape EGA. Estas concentrações são neces-
sárias para verificar a separação dos gases de escape e
podem ser utilizadas para regular PCV1 e PCV2 para
se obter uma regulação precisa da separação. A razão
de diluição é calculada a partir das concentrações dos
gases traçadores.
Figura 10
Os gases de escape brutos são transferidos do tubo de
Sistema de diluição do escoamento parcial com separação escape EP para o túnel de diluição DT através da sonda
por tubos múltiplos, medição
das concentrações e recolha de amostras fraccionada de recolha de amostras SP e do tubo de transferência TT.
O caudal total através do túnel é ajustado com o regulador
de caudais FC3 e a bomba de recolha de amostras P do
sistema de recolha de amostras de partículas (figura 16).
O caudal de ar de diluição é regulado pelo regulador de
caudal FC2, que pode utilizar GEXH, GAIR, ou GFUEL
como sinais de comando, para se obter a separação dos
gases de escape desejada. O caudal da amostra que chega
a DT é a diferença entre o caudal total e o caudal do ar
de diluição. O caudal do ar de diluição é medido com
o debitómetro FM1 e o caudal total com o debitómetro
FM3 do sistema de recolha de amostras de partículas (fi-
gura 14). A razão de diluição é calculada a partir desses
dois caudais.
Figura 12
Sistema de diluição parcial do fluxo com regulação do escoamento
e recolha de amostras fraccionada
Os gases de escape brutos são transferidos do tubo de
escape EP para o túnel de diluição DT através do tubo
de transferência TT pelo separador de escoamentos FD3,
que é constituído por uma série de tubos com as mesmas
dimensões, isto é, diâmetros, comprimentos e raios de
curvatura idênticos, instalados em EP. Os gases de escape
através de um destes tubos são levados para DT e os ga-
ses de escape através do resto dos tubos são conduzidos
através da câmara de amortecimento DC. A separação dos
gases de escape é assim determinada pelo número total
de tubos. Uma regulação constante da separação exige
uma diferença de pressão nula entre DC e a saída de TT,
que é medida com o transdutor de pressão diferencial
DPT. Obtém-se uma diferença de pressão nula injetando
ar fresco para dentro do DT na saída do TT. Medem-se
as concentrações do gás traçador (CO2 ou NOx) nos Os gases de escape brutos são transferidos do tubo de
gases de escape brutos, nos gases de escape diluídos e escape EP para o túnel de diluição DT através da sonda
no ar de diluição com o(s) analisador(es) de gases de de recolha de amostras SP e do tubo de transferência TT.
escape EGA. Estas concentrações são necessárias para A separação dos gases de escape e o caudal que chega a
verificar a separação dos gases de escape e podem ser DT é regulado pelo regulador de caudal FC2 que ajusta
utilizadas para regular o caudal de ar de injeção para os caudais, ou velocidades, da ventoinha de pressão PB e
se obter uma regulação precisa da separação. A razão da ventoinha de aspiração SB, operação possível dado que
de diluição é calculada a partir das concentrações dos a amostra retirada com o sistema de recolha de partículas
gases traçadores. é reenviada para DT. Isto é possível desde que a amostra
1600 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
obtida pelo sistema de amostras de partículas seja rein- Separador de fluxo FD 3 (figura 10)
troduzida em DT. GEXH, GAIR, ou GFUEL podem ser Instala-se um conjunto de tubos, unidade de tubos múl-
utilizados como sinais de comando para FC2. O caudal tiplos, no tubo de escape EP para se obter uma amostra
do ar de diluição é medido com o debitómetro FM1 e o proporcional dos gases de escape brutos. Um dos tubos
caudal total com o debitómetro FM2. A razão de diluição leva os gases de escape ao túnel de diluição DT, enquanto
é calculada a partir desses dois caudais. que os outros tubos levam os gases de escape para uma
Descrição – figuras 4 a 12 câmara de amortecimento DC. Os tubos devem ter as
Tubo de escape EP mesmas dimensões, isto é, os mesmos diâmetros, com-
O tubo de escape pode ser isolado. Para reduzir a inércia primentos e raios de curvatura, pelo que a separação dos
térmica do tubo de escape, recomenda-se uma relação gases de escape depende do número total de tubos. E
espessura/diâmetro igual ou inferior a 0,015. A utiliza- necessário um sistema de regulação para se obter uma
ção de secções flexíveis deve ser limitada a uma relação separação proporcional através da manutenção de uma
comprimento/diâmetro igual ou inferior a 12. As curvas diferença de pressão nula entre a saída da unidade de tubos
devem ser reduzidas ao mínimo para limitar a deposição múltiplos para DC e a saída de TT. Nestas condições, as
por inércia. Se o sistema incluir um silencioso de ensaio, velocidades dos gases de escape em EP e FD3 são pro-
este deve também ser isolado. porcionais e o caudal em TT é uma fração constante do
No caso dos sistemas isocinéticos, o tubo de escape caudal dos gases de escape. A diferença de pressão nula
não deve ter cotovelos, curvas nem variações súbitas de obtém-se por meio do regulador de caudal FC1.
diâmetro ao longo de pelo menos seis diâmetros do tubo Analisador de gases de escape EGA (figuras 6 a 10)
a montante e três a jusante da ponta da sonda. A velo- Podem-se utilizar analisadores de CO2 ou NOx, uni-
cidade do gás na zona de recolha de amostras deve ser camente com o método do balanço do carbono para o
superior a 10 m/s, exceto no modo de marcha lenta sem analisador de CO2. Os analisadores devem ser calibrados
carga. As variações de pressão dos gases de escape não como os utilizados para a medição das emissões gasosas.
devem exceder em média ± 500 Pa. Quaisquer medidas no Podem-se utilizar um ou vários analisadores para deter-
sentido de reduzir as variações de pressão que vão além minar as diferenças de concentração.
da utilização de um sistema de escape do tipo quadro, A precisão dos sistemas de medida deve ser tal que
incluindo o silencioso e dispositivo de pós-tratamento, a precisão de GEDFW, i esteja dentro de uma margem de
não devem alterar o comportamento funcional do motor ± 4%.
nem provocar a deposição de partículas. Tubo de transferência TT (figuras 4 a 12)
No caso dos sistemas sem sondas isocinéticas, O tubo de transferência das amostras de partículas deve:
recomenda-se a utilização de um tubo retilíneo com um
Ser tão curto quanto possível, mas o seu comprimento
comprimento igual a seis diâmetros do tubo a montante
não deve exceder 5 m,
e a três a jusante da ponta da sonda.
Ter um diâmetro igual ou superior ao da sonda, mas
Sonda de recolha de amostras SP (figuras 6 a 1 2)
não superior a 25 mm,
A relação de diâmetros mínima entre o tubo de escape
Ter um ponto de saída na linha de eixo do túnel de
e a sonda deve ser de quatro. A sonda deve ser um tubo
diluição e virado para jusante.
aberto virado para montante e situado na linha de eixo
do tubo de escape, ou uma sonda com orifícios múltiplos
Se o tubo tiver um comprimento igual ou inferior a
descrita em SP1 no n.º 1.1.1.
1 metro, deve ser isolado com material de condutividade
Sonda isocinética de recolha de amostras ISP (figu-
térmica máxima de 0,05 W/(m.K), devendo a espessura
ras 4 e 5)
radial do isolamento corresponder ao diâmetro da sonda.
A sonda isocinética de recolha de amostras deve ser insta-
Se o tubo tiver um comprimento superior a 1 m, deve ser
lada virada para montante na linha de eixo do tubo de escape,
isolado e aquecido de modo a obter-se uma temperatura
na zona onde são satisfeitas as condições de escoamento na
mínima da parede de 523 K (250 ºC).
secção EP e deve ser concebida para fornecer uma amostra
Em alternativa, as temperaturas exigidas para a parede
proporcional dos gases de escape brutos. O diâmetro interior
do tubo de transferência podem ser determinadas através
mínimo deve ser de 12 mm.
de cálculos clássicos de transferência de calor.
É necessário prever um sistema de regulação para a
Transdutor de pressão diferencial DPT (figuras 4, 5 e 10)
separação isocinética dos gases de escape através da ma-
O transdutor de pressão diferencial deve ter uma gama
nutenção de uma diferença de pressão nula entre EP e
de funcionamento máxima de ± 500 Pa.
ISP. Nestas condições, as velocidades dos gases de escape
Regulador de caudal FC1 (figuras 4, 5 e 10)
em EP e ISP são idênticas e o caudal mássico através de
No caso dos sistemas isocinéticos (figuras 4 e 5), é
ISP é uma fração constante do caudal total dos gases de
necessário um regulador de caudal para manter uma di-
escape. A ISP tem de ser ligada a um transdutor de pres-
ferença de pressão nula entre EP e ISP. O ajustamento
são diferencial. Para obter uma diferença de pressão nula
pode ser feito:
entre EP e ISP utiliza-se um regulador de velocidade da
ventoinha ou um regulador de caudal. a) Regulando a velocidade ou o caudal da ventoinha de
Separadores de fluxo FD 1, FD2 (figura 9) aspiração (SB) e mantendo a velocidade da ventoinha de
Coloca-se um conjunto de Venturis ou de orifícios no pressão (PB) constante durante cada modo (figura 4); ou:
tubo de escape EP e no tubo de transferência TT, respe- b) Ajustando a ventoinha de aspiração (SB) de modo
tivamente, para se obter uma amostra proporcional dos a obter um caudal mássico constante dos gases de es-
gases de escape brutos. Utiliza-se um sistema de regula- cape diluídos e regulando o caudal da ventoinha de
ção da pressão com duas válvulas de regulação PCV1 e pressão (PB) e, portanto, o caudal da amostra de gases
PCV2 para obter uma separação proporcional, através da de escape na extremidade do tubo de transferência
regulação das pressões em EP e DT. (TT) (figura 5).
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1601
No caso de um sistema com regulação da pressão, engenharia, para determinar os níveis das partículas de
o erro remanescente no circuito de regulação não deve fundo, que podem então ser subtraídos dos valores me-
exceder ± 3 Pa. didos nos gases de escape diluídos.
No caso dos sistemas de tubos múltiplos (figura 10) Sonda de recolha de amostras de partículas PSP (figu-
é necessário um regulador de caudal para obter uma se- ras 4, 5, 6, 8, 9, 10 e 12)
paração proporcional dos gases de escape e manter uma A sonda é o primeiro elemento do tubo de transferência
diferença de pressão nula entre a saída da unidade de de partículas PTT e:
tubos múltiplos e a saída de TT. O ajustamento pode ser
efetuado regulando o caudal do ar de injeção à entrada Deve ser instalada virada para montante num ponto
de DT e à saída de TT. em que o ar de diluição e os gases de escape estejam bem
Válvulas de regulação de pressão PCV1 e PCV2 (fi- misturados, isto é, na linha de eixo do túnel de diluição
gura 9) DT dos sistemas de diluição, a uma distância de cerca de
São necessárias duas válvulas de regulação da pressão 10 diâmetros do túnel a jusante do ponto em que os gases
para o sistema de Venturi duplo/orifício duplo para se obter de escape entram no túnel de diluição,
uma separação proporcional do fluxo por regulação da con- Deve ter um diâmetro interior mínimo de 12 mm,
trapressão em EP e da pressão em DT. As válvulas devem O túnel de diluição pode ser aquecido até se obter uma
estar localizadas a jusante de SP em EP e entre PB e DT. temperatura da parede não superior a 325 K (52 °C) por
Câmara de amortecimento DC (figura 10) aquecimento direto ou por pré-aquecimento do ar de dilui-
Deve-se instalar uma câmara de amortecimento à saída ção, desde que a temperatura do ar não exceda 325 K (52 °C)
da unidade de tubos múltiplos para minimizar as variações antes da introdução dos gases de escape no túnel de diluição,
de pressão no tubo de escape EP.
Pode (m) ser isolado (s).
Venturi VN (figura 8)
Túnel de diluição DT (figuras 4 a 12)
Instala-se um Venturi no túnel de diluição DT para criar
O túnel de diluição deve:
uma pressão negativa na zona da saída do tubo de transfe-
rência TT. O caudal dos gases através de TT é determinado Ter um comprimento suficiente para assegurar uma
pela troca de quantidades de movimento na zona do Venturi mistura completa dos gases de escape e do ar de diluição
e é basicamente proporcional ao caudal da ventoinha de em condições de escoamento turbulento,
pressão PB, dando assim uma razão de diluição cons- Ser fabricado de aço inoxidável com:
tante. Dado que a troca de quantidades de movimento é Uma relação espessura/diâmetro igual ou inferior a
afectada pela temperatura à saída de TT e pela diferença 0,025 para os túneis de diluição de diâmetro interno
de pressão entre EP e DT, a razão de diluição real é ligei- superior a 75 mm,
ramente mais baixa a carga reduzida que a carga elevada. Uma espessura nominal da parede não inferior a 1,5 mm
Regulador de caudal FC2 (figuras 6, 7, 11 e 12; fa- para os túneis de diluição de diâmetro interno igual ou
cultativo) inferior a 75 mm,
Pode ser utilizado um regulador de caudal para regular Ter pelo menos 75 mm de diâmetro se for do tipo ade-
o caudal da ventoinha de pressão PB e/ou da ventoinha quado para recolha fraccionada,
de aspiração SB. Pode ser ligado ao sinal do caudal de Ter como diâmetro mínimo recomendado 25 mm se
gases de escape ou do caudal de combustível e/ou ao sinal for do tipo adequado para recolha total.
diferencial do CO2 ou NOx. O túnel de diluição pode ser aquecido até se obter uma
Quando se utiliza um sistema de ar comprimido (fi- temperatura da parede não superior a 325 K (52 °C) por
gura 11), o FC2 regula diretamente o caudal de ar. aquecimento direto ou por pré-aquecimento do ar de di-
Debitómetro FM1 (figuras 6, 7, 11 e 12) luição, desde que a temperatura do ar não exceda 325 K
Contador de gás ou outro aparelho adequado para medir (52 °C) antes da introdução dos gases de escape no túnel
o caudal do ar de diluição. FM 1 é facultativo se PB for de diluição,
calibrada para medir o caudal. Pode(m) ser isolado(s).
Debitómetro FM2 (figura 12)
Contador de gás ou outro aparelho adequado para medir Os gases de escape do motor devem ser completamente
o caudal dos gases de escape diluídos. FM2 é facultativo se a misturados com o ar de diluição. Para os sistemas de reco-
ventoinha de aspiração SB for calibrada para medir o caudal. lha fraccionada, a qualidade da mistura deve ser verificada
Ventoinha de pressão PB (figuras 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 12) após a entrada em serviço por meio de uma curva da con-
Para regular o caudal de ar de diluição, PB pode ser ligada centração de CO2 no túnel com o motor em marcha, pelo
aos reguladores de caudal FC1 ou FC2. PB não é necessária menos em quatro pontos de medida igualmente espaçados.
quando se utilizar uma válvula de borboleta. PB pode ser Se necessário, pode-se utilizar um orifício de mistura.
utilizada para medir o caudal de ar de diluição, se calibrada.
Ventoinha de aspiração SB (figuras 4, 5, 6, 9, 10 e 12) Nota. — Se a temperatura ambiente na vizinhança do
Utiliza-se apenas com sistemas de recolha de amostras túnel de diluição (DT) for inferior a 293 K (20 °C), devem-se
fraccionada. SB pode ser utilizada para medir o caudal tomar precauções para evitar perdas de partículas nas paredes
dos gases de escape diluídos, se calibrada. frias do túnel de diluição. Assim sendo, recomenda-se aque-
Filtro do ar de diluição DAF (figuras 4 a 12) cer e/ou isolar o túnel dentro dos limites indicados acima.
Recomenda-se que o ar de diluição seja filtrado e sujeito
a uma depuração com carvão para eliminar os hidrocarbo- A cargas elevadas do motor, o túnel pode ser arrefecido
netos de fundo. O ar de diluição deve ter uma temperatura por meios não agressivos tais como um ventilador de
de 298 K (25 °C) ± 5 K. circulação, desde que a temperatura do fluido de arrefe-
A pedido dos fabricantes, devem ser escolhidas amos- cimento não seja inferior a 293 K (20 °C).
tras do ar de diluição de acordo com as boas práticas de Permutador de calor HE (figuras 9 e 10)
1602 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
O permutador de calor deve ter uma capacidade sufi- A quantidade total dos gases de escape brutos é mistu-
ciente para manter a temperatura à entrada da ventoinha rada com ar de diluição no túnel de diluição DT. O caudal
de aspiração SB a ± 11K da temperatura média observada dos gases de escape diluídos é medido quer com uma
durante o ensaio. bomba volumétrica PDP quer com um Venturi de escoa-
1.2.1.2 – Sistema de diluição total do fluxo (figura 13) mento crítico CFV. Pode ser utilizado um permutador de
O sistema de diluição descrito baseia-se na diluição da calor HE ou um dispositivo de compensação de caudais
totalidade do fluxo de gases de escape, utilizando o conceito EFC para a recolha proporcional de partículas e para a de-
da recolha de amostras a volume constante (CVS). Há que terminação do caudal. Dado que a determinação da massa
medir o volume total da mistura dos gases de escape e do das partículas se baseia no fluxo total dos gases de escape
ar de diluição. Pode ser utilizado um sistema PDP ou CFV. diluídos, não é necessário calcular a razão de diluição.
Para a recolha subsequente das partículas, faz-se passar Bomba volumétrica PDP
uma amostra dos gases de escape diluídos para o sistema da A PDP mede o fluxo total dos gases de escape diluídos
recolha de amostras de partículas (n.º 1.2.2, figuras 14 e 15). a partir do número de rotações da bomba e do seu curso.
Se a operação for feita diretamente, denomina-se diluição A contrapressão do sistema de escape não deve ser artifi-
simples. Se a amostra for diluída uma vez mais no túnel cialmente reduzida pela PDP ou pelo sistema de admis-
de diluição secundário, denomina-se “diluição dupla”. A são de ar de diluição. A contrapressão estática do escape
segunda operação é útil se a temperatura exigida à superfície medida com o sistema CVS a funcionar deve manter-se a
do filtro não puder ser obtida com uma diluição simples. Ape- ± 1,5 kPa da pressão estática medida sem ligação ao CVS
sar de constituir em parte um sistema de diluição, o sistema a velocidade e carga do motor idênticas.
de diluição dupla pode ser considerado como uma variante A temperatura da mistura de gases imediatamente à
de um sistema de recolha de partículas tal como descrito frente da PDP deve estar a ± 6 K da temperatura média
no n.º 1.2.2 (figura 15), dado que compartilha a maioria de funcionamento observada durante o ensaio, quando
das peças com um sistema de recolha de partículas tipo. não for utilizada compensação do caudal.
As emissões gasosas podem também ser determinadas Esta compensação só pode ser utilizada se a tempera-
no túnel de diluição de um sistema de diluição total do tura à entrada da PDP não exceder 323 K (50 °C)
fluxo. Assim sendo, as sondas de recolha dos componentes Venturi de escoamento crítico CFV
gasosos estão indicadas na figura 13 mas não aparecem O CFV mede o fluxo total dos gases de escape diluídos
na lista descritiva. As condições a satisfazer são descritas mantendo o escoamento em condições de restrição, escoa-
no n.º 1.1.1. mento crítico. A contrapressão estática no escape medida
Descrições (figura 13) com o Sistema CFV deve manter-se a ± 1,5 kPa da pressão
Tubo de escape EP estática medida sem ligação ao CFV a velocidade e carga
O comprimento do tubo de escape desde a saída do co- do motor idênticas. A temperatura da mistura de gases
letor de escape do motor, a saída do turbo-compressor ou o imediatamente à frente da CFV deve estar a ± 11 K da
dispositivo de pós-tratamento até ao túnel de diluição não temperatura média de funcionamento observada durante o
deve ser superior a 10 m. Se o comprimento for superior a ensaio, quando não for utilizada compensação do caudal.
4 m, toda a tubagem para além dos 4 m deve ser isolada, Tubo de Venturi subsónico SSV
exceto a parte necessária para a montagem em linha de um O SSV mede o escoamento total dos gases de escape
aparelho para medir os fumos, se necessário. A condutivi- diluídos em função da pressão de entrada, da temperatura
dade térmica do material de isolamento deve ter um valor de entrada, da queda de pressão entre a entrada e a garganta
não superior a 0,1 W/(m.K) medida a 673 K (400 °C). Para do SSV. A contrapressão estática no escape medida com
reduzir a inércia térmica do tubo de escape, recomenda-se o sistema SSV deve manter-se a ± 1,5 kPa da pressão
uma relação espessura/diâmetro igual ou inferior a 0,015. estática medida sem ligação ao SSV a velocidade e carga
A utilização de secções flexíveis deve ser limitada a uma do motor idênticas. A temperatura da mistura de gases
relação comprimento/diâmetro igual ou inferior a 12. imediatamente à frente da SSV deve estar a ± 11 K da
temperatura média de funcionamento observada durante o
Figura 13 ensaio, quando não for utilizada compensação do caudal.
Sistema de diluição total do fluxo Permutador de calor HE (facultativo se se utilizar EFC)
O permutador de calor deve ter uma capacidade su-
ficiente para manter a temperatura dentro dos limites
exigidos acima indicados.
Sistema de compensação electrónica do caudal EFC
(facultativo, se se utilizar HE)
Se a temperatura à entrada quer da PDP quer do CFV não
for mantida dentro dos limites acima indicados é necessá-
rio um sistema de compensação do caudal para efetuar a
medição contínua do caudal e regular a recolha proporcio-
nal de amostras no sistema de partículas. Para esse efeito,
utilizam-se os sinais dos caudais medidos continuamente
para corrigir o caudal das amostras através dos filtros de par-
tículas do sistema de recolha de partículas (figuras 14 e 15).
Túnel de diluição DT
O túnel de diluição:
Deve ter um diâmetro suficientemente pequeno para
provocar escoamentos turbulentos, com os números de
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1603
Reynolds superiores a 4 000, e um comprimento sufi- fraccionada, que consiste na passagem através dos filtros
ciente para assegurar uma mistura completa dos gases de de apenas uma parte dos gases de escape diluídos, os sis-
escape e do ar de diluição. Pode-se utilizar um orifício temas de diluição (n.º 1.2.1.1, figuras 4, 5, 6, 8, 9, 10 e 12
de mistura, que: e n.º 1.2.1.2, figura 13) e de recolha de amostras formam
Deve ter pelo menos 75 mm de diâmetro, usualmente unidades diferentes.
Pode(m) ser isolado(s). No presente diploma, o sistema de diluição dupla, DDS,
(figura 15) de um sistema de diluição total do fluxo é consi-
Os gases de escape do motor são dirigidos a jusante derado como uma variante específica de um sistema típico
para o ponto em que são introduzidos no túnel de diluição de recolha de partículas conforme indicado na figura 14. O
e bem misturados. sistema de diluição dupla inclui todas as peças importantes
Quando se utiliza a diluição simples, transfere-se uma do sistema de recolha de partículas, tais como suportes de
amostra do túnel de diluição para o sistema da recolha filtros e bomba de recolha de amostras e além disso algu-
de partículas (n.º 1.2.2, figura 14). A capacidade de es- mas características relativas à diluição, como a alimenta-
coamento da PDP ou do CFV devem ser suficientes para ção em ar de diluição e um túnel de diluição secundária.
manter os gases de escape diluídos a uma temperatura Para evitar qualquer impacto nos circuitos de comando
igual ou inferior a 325 K (52 °C) imediatamente antes do recomenda-se que a bomba de recolha de amostras fun-
filtro de partículas primário. cione durante todo o processo de ensaio. Para o método do
Quando se utiliza a diluição dupla, transfere-se uma filtro único deve-se utilizar um sistema de derivação para
amostra do túnel de diluição para o túnel de diluição secun- fazer passar a amostra através dos filtros nos momentos
dário, onde é mais diluída, só depois sendo passada através desejados. A interferência da comutação nos circuitos de
dos filtros de recolha (n.º 1.2.2, figura 15). A capacidade comando deve ser reduzida ao mínimo.
de escoamento da PDP ou do CFV deve ser suficiente para Descrições – figuras 14 e 15
manter a corrente de gases de escape diluídos no DT a uma Sonda de recolha de amostras de partículas PSP (fi-
temperatura igual ou inferior a 464 K (191 °C) na zona de guras 14 e 15)
recolha. O sistema de diluição secundária deve fornecer A sonda de recolha de amostras de partículas repre-
um volume suficiente de ar de diluição secundário para sentada nas figuras é o primeiro elemento do tubo de
manter a corrente de gases de escape duplamente diluída transferência de partículas PTT e:
a uma temperatura igual ou inferior a 325 K (52 °C) ime- A sonda:
diatamente antes do filtro de partículas primário.
Filtro de ar de diluição DAF Deve ser instalada virada para montante num ponto
Recomenda-se que o ar de diluição seja filtrado e sujeito em que o ar de diluição e os gases de escape estejam bem
a uma depuração com carvão para eliminar os hidrocarbo- misturados, isto é, na linha de eixo do túnel de diluição
netos de fundo. O ar de diluição deve ter uma temperatura DT dos sistemas da diluição, n.º 1.2.1, a uma distância de
de 298 K (25 °C) ± 5 K. A pedido dos fabricantes, devem cerca de 10 diâmetros do túnel a jusante do ponto em que
ser colhidas amostras do ar de diluição de acordo com as os gases de escape entram no túnel de diluição,
boas práticas de engenharia para determinar os níveis de Deve ter um diâmetro interior mínimo de 12 mm,
partículas de fundo, que podem então ser subtraídos dos O túnel de diluição pode ser aquecido até se obter uma
valores medidos nos gases de escape diluídos. temperatura da parede não superior a 325 K (52 °C) por
Sonda da recolha de partículas PSP aquecimento direto ou por pré-aquecimento do ar de di-
A sonda é o primeiro elemento do tubo de transferência luição, desde que a temperatura do ar não exceda 325 K
de partículas PTT, e: (52 °C) antes da introdução dos gases de escape no túnel
de diluição,
Deve ser instalada virada para montante num ponto Pode(m) ser isolado(s).
em que o ar de diluição e os gases de escape estejam bem
misturados, isto é, na linha de eixo do túnel de diluição Figura 14
DT dos sistemas de diluição, a uma distância de cerca de
Sistema de recolha de amostras de partículas
10 diâmetros do túnel a jusante do ponto em que os gases
de escape entram no túnel de diluição,
Deve ter um diâmetro interior mínimo de 12 mm,
O túnel de diluição pode ser aquecido até se obter uma
temperatura da parede não superior a 325 K (52 °C) por
aquecimento direto ou por pré-aquecimento do ar de dilui-
ção, desde que a temperatura do ar não exceda 325 K (52 °C)
antes da introdução dos gases de escape no túnel de diluição,
Pode (m) ser isolado(s).
1.2.2 – Sistema de recolha de amostras de partículas
(figuras 14 e 15)
O sistema de recolha de amostras de partículas serve
para recolher as partículas em filtros. No caso da diluição
parcial do fluxo com recolha total de amostras, que con-
siste em fazer passar a totalidade da amostra dos gases de
escape diluídos através dos filtros, o sistema de diluição
(n.º 1.2.1.1, figuras 7 e 11) e de recolha formam usual-
mente uma só unidade. No caso da diluição total do fluxo
ou da diluição parcial do fluxo com recolha de amostras
1604 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
Retira-se uma amostra dos gases de escape diluídos do primário FH deve estar situado no máximo a 300 mm da
túnel de diluição DT de um sistema de diluição parcial do saída do SDT.
fluxo ou de um sistema total do fluxo através da sonda de O túnel de diluição secundária:
recolha de amostras de partículas PSP e do tubo de trans-
O túnel de diluição pode ser aquecido até se obter uma
ferência de partículas PTT através da bomba de recolha P.
temperatura da parede não superior a 325 K (52 °C) por
Faz-se passar a amostra através dos suportes de filtros FH
aquecimento direto ou por pré-aquecimento do ar de dilui-
que contêm os filtros de recolha de partículas. O caudal
ção, desde que a temperatura do ar não exceda 325 K (52 °C)
da amostra é regulado pelo regulador de caudal FC3. Se
antes da introdução dos gases de escape no túnel de diluição,
for utilizada a compensação electrónica de caudais EFC
Pode(m) ser isolado(s).
(figura 13), o caudal de gases de escape diluídos é utilizado
como sinal de comando para o FC3.
Suporte(s) dos filtros FH (figuras 14 e 15)
Figura 15 Para os filtros primário e secundário pode-se utilizar
uma única caixa de filtros, ou caixas separadas. É neces-
Sistema de diluição (apenas sistema de diluição total do fluxo) sário respeitar as disposições do n.º 1.5.1.3 do apêndice 1
do anexo III.
O(s) suporte(s) dos filtros:
Pode(m) ser aquecido(s) até se obter uma temperatura
de paredes não superior a 325 K (52 °C) por aquecimento
direto ou por pré-aquecimento do ar de diluição, desde que
a temperatura do ar não exceda 325 K (52 °C),
Pode(m) ser isolado(s).
Transfere-se uma amostra dos gases de escape diluídos Bomba de recolha de amostras P (figuras 14 e 15)
do túnel de diluição DT de um sistema de diluição do A bomba de recolha de amostras de partículas deve estar
fluxo total através da sonda de recolha de amostras de localizada suficientemente longe do túnel, para manter
partículas PSP e do tubo de transferência de partículas constante (± 3 K) a temperatura do gás de admissão, se
PTT para o túnel de diluição secundária SDT, em que é não for utilizada correção do caudal pelo FC3.
novamente diluída. Faz-se passar a amostra através dos Bomba do ar de diluição DP (figura 15) (apenas dilui-
suportes de filtros FH que contêm os filtros de recolha ção dupla do fluxo total)
das partículas. O caudal do ar de diluição é geralmente A bomba do ar de diluição deve ser localizada de modo
constante, enquanto o caudal da amostra é regulado pelo a que o ar de diluição secundária seja fornecido a uma
regulador de caudal FC3. Se for utilizada a compensação temperatura de 298 K (25 °C) ± 5 K.
electrónica do caudal EFC (figura 13), o caudal total dos Regulador de caudal FC 3 (figuras 14 e 15)
gases de escape diluídos é utilizado como sinal de co- Utiliza-se um regulador de caudal para compensar o
mando para o FC3. efeito das variações de temperatura e contrapressão no
Tubo de transferência de partículas PTT (figuras 14 e 15) caudal da amostra de partículas ao longo da sua trajetória,
O tubo de transferência de partículas não deve exce- se não existirem outros meios. O regulador de caudal é
der 1 020 mm de comprimento e deve ser o mais curto necessário se se utilizar o sistema electrónico de compen-
possível. sação de caudal EFC (figura 13).
As dimensões são válidas para: Debitómetro FM3 (figuras 14 e 15) (caudal da amostra
de partículas)
A recolha fraccionada de amostras com diluição parcial O contador de gás ou outro aparelho deve estar locali-
do fluxo e o sistema de diluição simples do fluxo total zado suficientemente longe do túnel para manter constante
desde a ponta da sonda até ao suporte dos filtros, (± 3 K) a temperatura do gás de admissão, se não for
A recolha total de amostras com diluição parcial do utilizada correção do caudal pelo FC3.
fluxo desde a extremidade do túnel de diluição até ao Debitómetro FM4 (figura 15) (ar de diluição, apenas
suporte dos filtros, diluição dupla do fluxo total)
O sistema de dupla diluição do fluxo total desde a ponta O contador de gás ou outro aparelho deve estar loca-
da sonda até ao túnel de diluição secundária. lizado de modo que a temperatura do gás de admissão se
mantenha a 298 K (25 °C) ± 5 K.
O tubo de transferência: Válvula de esfera BV (facultativa)
O túnel de diluição pode ser aquecido até se obter uma A válvula de esfera deve ter um diâmetro não inferior
temperatura da parede não superior a 325 K (52 °C) por ao diâmetro interior do tubo de recolha de amostras e um
aquecimento direto ou por pré-aquecimento do ar de dilui- tempo de comutação inferior a 0,5 segundos.
ção, desde que a temperatura do ar não exceda 325 K (52 °C) Nota. — Se a temperatura ambiente na vizinhança de PSP, PTT,
antes da introdução dos gases de escape no túnel de diluição, SDT e FH for inferior a 239 K (20 °C), devem-se tomar precau-
Pode(m) ser isolado(s). ções para evitar perdas de partículas nas paredes frias dessas peças.
Assim, recomenda-se aquecer e/ou isolar essas peças dentro dos
limites dados nas descrições respetivas. Recomenda-se também
Túnel de diluição secundária SDT (figura 15) que a temperatura à superfície do filtro durante a recolha não seja
O túnel de diluição secundária deve ter um diâmetro inferior a 293 K (20 °C).
mínimo de 75 mm e um comprimento suficiente para
permitir que a amostra diluída duas vezes permaneça pelo A cargas de motor elevadas, as peças acima indicadas
menos 0,25 segundos dentro do túnel. O suporte do filtro podem ser arrefecidas por um meio não agressivo, tal
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1605
como um ventilador de circulação, desde que a tempera- ção e apresentada(s) pelo fabricante como o(s) tipo(s) de
tura do fluido de arrefecimento não seja inferior a 293 K motor precursor (1)
(20 °C). A homologação é concedida/estendida/recusada/re-
ANEXO VI vogada (1)
Local: …
(Modelo) Data: …
Certificado de homologação Assinatura: …
Anexos: Processo de homologação.
&DULPERGD
Carimbo da
Resultados dos ensaios (ver apêndice 1)
DXWRULGDGH
autoridade Estudo de correlação relativo aos sistemas de recolha
DGPLQLVWUDWLYD
administrativa de amostras utilizados que sejam diferentes dos sistemas
de referência (2), se aplicável.
Comunicação relativa à: (1) Riscar o que não interessa
(2) Especificados no n.º 3.2 do anexo I
- extensão/recusa/revogação da homologação(1)
(3) Preencher com n.a. se os ensaios foram efetuados pelas próprias
de um tipo de motor ou família de tipos de motores no que diz respeito à emissão de autoridades de homologação
poluentes nos termos da Diretiva n.º 97/68/CE, com a última redação que lhe foi dada
pela Diretiva n.º 2012/46/UE
APÊNDICE 1
Número de homologação ………………….……. Número de extensão ………………….
Razão da extensão (se aplicável) …………………………………………………………... Relatório de ensaio para os motores de ignição
(1)
por compressão
Riscar o que não interessa
Resultados dos ensaios (1)
Secção I Informações sobre o motor submetido a ensaio
0 – Generalidades Tipo de motor: …
0.1 – Marca (firma) … Número de identificação do motor …
0.2 – Designação pelo fabricante do(s) tipo(s) de 1 – Informações relativas à realização do ensaio: …
motor(es) precursor(es) e (se aplicável) do(s) tipo(s) da 1.1 – Combustível de referência utilizado no ensaio
família de motores(1) 1.1.1 – Índice de cetano: …
0.3 – Código do tipo utilizado pelo fabricante, conforme 1.1.2 – Teor de enxofre: …
marcado no(s) motor(es) … 1.1.3 – Densidade: …
Localização: … 1.2 – Lubrificante
1.2.1 – Marca(s): …
Método de aposição: 1.2.2 – Tipo(s): …
0.4 – Especificação das máquinas a propulsionar pelo (indicar percentagem de óleo na mistura se lubrificante e
motor (2) … combustível forem misturados)
0.5 – Nome e endereço do fabricante …
Nome e endereço do eventual mandatário do fabri- 1.3 – Equipamentos movidos pelo motor (se aplicável)
cante: … 1.3.1 – Enumeração e pormenores identificadores: …
0.6 – Localização, código e método de aposição do 1.3.2 – Potência absorvida às velocidades do motor
número de identificação do motor … indicadas (conforme especificadas pelo fabricante):
0.7 – Localização e método de aposição da marca de
homologação CE: … Potência PAE(kW) absorvida a diferentes velocidades do motor ((1), (2))
tomando em consideração o apêndice 3 do presente anexo.
0.8 – Endereço(s) da(s) linha(s) de montagem: …
Equipamento Velocidade da potência
Velocidade
(1) Riscar o que não interessas intermédia
máxima Velocidade
(se diferente nominal (3)
(2) Conforme definidas no n.º 1 do anexo I (por exemplo: «A») (se aplicável)
da nominal)
Secção II
1 – Restrições de utilização (se existirem): …
1.1 – Condições especiais a respeitar na instalação do(s) Total. . .
motor(es) na máquina
1.1.1 – Depressão máxima admissível à admissão: … kPa (1) Riscar o que não interessa
1.1.2 – Contra pressão máxima admissível: … kPa (2) Não deve ser superior a 10% da potência medida durante o
2 – Serviço técnico responsável pela execução dos ensaio.
ensaios (3): … (3) Inserir valores à velocidade do motor correspondente a 100% da
velocidade normalizada se o ensaio NRSC utilizar esta velocidade.
3 – Data do relatório de ensaio: …
4 – Número do relatório de ensaio: …
5 – O abaixo-assinado certifica que a descrição do(s) 1.4 – Desempenho do motor
1.4.1 – Velocidades do motor:
motor(es) acima descrito(s) é exata e que os resultados dos
ensaios em anexo são aplicáveis ao tipo. A(s) amostra(s) Marcha lenta sem carga: … min–1
foi (foram) selecionada(s) pela autoridade de homologa- Intermédia: … min–1
1606 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
Potência máxima: … min–1 Potência (kW) a diferentes
velocidades do motor
Nominal (2): … min–1
Velocidade
Condição Velocidade da potência
Velocidade
1.4.2 – Potência do motor (3) intermédia
(se aplicável)
máxima
(se diferente
nominal (1)
da nominal)
Potência (kW) a diferentes
velocidades do motor
Potência útil do motor conforme
Velocidade especificada no n.º 1.4 do ane-
Condição Velocidade da potência
Velocidade xo I (kW) (c) . . . . . . . . . . . . .
intermédia máxima
nominal (1)
(se aplicável) (se diferente c=a+b . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
da nominal)
Potência máxima medida à veloci- (1) Substituir com valores à velocidade do motor correspondente a 100% da velocidade
dade de ensaio especificada (P)
normalizada se o ensaio NRSC utilizar esta velocidade.
(kW) (a) . . . . . . . . . . . . . . . . .
Potência total absorvida pelos
equipamentos movidos pelo
motor em conformidade com o
n.º 1.3.2 do presente apêndice, 2 – Informações relativas à realização do ensaio NRSC:
tomando em consideração o
apêndice 3 (kW) (b) . . . . . . . . 2.1 – Regulação do dinamómetro (kW)
Regulação do dinamómetro (kW) a diferentes velocidades do motor
Percentagem de carga
Velocidade intermédia 63% 80% 91% Velocidade
(se aplicável) (se aplicável) (se aplicável) (se aplicável) nominal (1)
10 (se aplicável)
25 (se aplicável)
50
75 (se aplicável)
100
(1) Substituir com valores à velocidade do motor correspondente a 100% da velocidade normalizada se o ensaio NRSC utilizar esta velocidade.
2.2 – Resultados das emissões do motor/motor precursor (4):
Fator de deterioração (DF): calculado/fixado (4)
Especificar os valores dos DF e os resultados das emissões no quadro seguinte (4):
Ensaio NRSC
DF
CO HC NOX HC+NOX PM
Mult/adit (1)
CO HC NOX HC+NOX PM CO2
Emissões
(g/kWh) (g/kWh) (g/kWh) (g/kWh) (g/kWh) (g/kWh)
Resultado do ensaio
Resultado final do ensaio com DF
(1) Riscar o que não interessa
Pontos de ensaio adicionais da zona de controlo (se aplicável)
Velocidade Carga CO HC NOX PM
Emissões no ponto de ensaio
do motor (%) (g/kWh) (g/kWh) (g/kWh) (g/kWh)
Resultado de ensaio 1
Resultado de ensaio 2
Resultado de ensaio 3
2.3 – Sistema de recolha de amostras utilizado para o ensaio NRSC:
2.3.1 – Emissões gasosas (5): …
2.3.2 – PM (5): …
2.3.2.1 – Método (4): Filtro simples/filtros múltiplos
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1607
3 – Informações relativas à realização do ensaio NRTC (se aplicável):
3.1 – Resultados das emissões do motor/motor precursor (4):
Fator de deterioração (DF): calculado/fixado (4)
Especificar os valores dos DF e os resultados das emissões no quadro seguinte (4):
Os dados relativos à regeneração podem ser comunicados para os motores da fase IV.
Ensaio NRTC
DF
CO HC NOX HC+NOX PM
Mult/adit (1)
CO HC NOX HC+NOX PM
Emissões
(g/kWh) (g/kWh) (g/kWh) (g/kWh) (g/kWh)
Arranque a frio
CO HC NOX HC+NOX PM CO2
Emissões
(g/kWh) (g/kWh) (g/kWh) (g/kWh) (g/kWh) (g/kWh)
Arranque a quente sem regeneração
Arranque a quente com regeneração
Kr,u (mult/add) (1)
Kr,d (mult/add) (1)
Resultado ponderado do ensaio
Resultado final do ensaio com DF
(1) Riscar o que não interessa
Trabalho do ciclo para arranque a quente sem regene-
Equipamentos Instalados para o ensaio
ração kWh Número
e dispositivos auxiliares de emissões
3.2 – Sistema de recolha de amostras utilizado para o
ensaio NRTC: Dispositivo de limitação da Sim (a).
Emissões gasosas (5): … velocidade.
PM (5): … 2 Dispositivo de aquecimento Sim, equipamento de série.
Método (4): Filtro simples/filtros múltiplos da indução do coletor de Se possível, a instalar nas
admissão. condições mais favoráveis
(1) No caso de vários motores percursores, indicar separadamente 3 Sistema de escape
para cada um deles Purificador do escape. . . . . . . Sim, equipamento de série.
(2) Inserir velocidade do motor correspondente a 100% da velocidade Coletor do escape. . . . . . . . . . Sim, equipamento de série.
Tubos de ligação . . . . . . . . . . Sim (b).
normalizada se o ensaio NRSC utilizar esta velocidade Silenciador . . . . . . . . . . . . . . . Sim (b).
(3) Potência não corrigida medida em conformidade com o n.º 1.4 Tubo de saída . . . . . . . . . . . . . Sim (b).
do anexo I Travão acionado pelo escape Não (c).
(4) Riscar o que não interessa Dispositivo de sobrealimentação Sim, equipamento de série.
(5) Indicar o número da figura do sistema utilizado, tal como definido
no n.º 1 do anexo V ou no n.º 9 do anexo 4-B do Regulamento UNECE 4 Bomba de alimentação de com- Sim, equipamento de série (d)
n.º 96, com a redação que lhe foi dada pela série 03 de alterações, bustível.
conforme aplicável.
5 Equipamento de carburação
Carburador . . . . . . . . . . . . . . . Sim, equipamento de série.
APÊNDICE 2 Sistema de controlo electró- Sim, equipamento de série.
nico, caudalímetro de ar, etc.
Equipamento para motores a gás
Equipamentos e dispositivos auxiliares a incluir
Redutor de pressão. . . . . . . . . Sim, equipamento de série.
para o ensaio com vista à determinação Evaporador. . . . . . . . . . . . . . . Sim, equipamento de série.
da potência do motor quando aplicáveis Misturador . . . . . . . . . . . . . . . Sim, equipamento de série.
Número
Equipamentos Instalados para o ensaio 6 Equipamento de injeção de
e dispositivos auxiliares de emissões combustível (combustível
para motores diesel).
1 Sistema de admissão Pré-filtro. . . . . . . . . . . . . . . . . Sim, equipamento de série ou
Coletor de admissão. . . . . . . . Sim, equipamento de série. de banco de ensaio.
Sistema de controlo das emis- Sim, equipamento de série. Filtro. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Sim, equipamento de série ou
sões do cárter. de banco de ensaio.
Dispositivos de controlo para o Sim, equipamento de série. Bomba . . . . . . . . . . . . . . . . . . Sim, equipamento de série.
sistema de indução dupla do Tubo de alta pressão. . . . . . . . Sim, equipamento de série.
coletor de admissão. Injetor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Sim, equipamento de série.
Caudalímetro de ar. . . . . . . . . Sim, equipamento de série. Válvula de admissão de ar . . . Sim, equipamento de série (e)
Conduta de admissão de ar. . . Sim (a). Sistema de controlo electró- Sim, equipamento de série.
Filtro de ar . . . . . . . . . . . . . . . Sim (a). nico, caudalímetro de ar, etc.
Silencioso da admissão . . . . . Sim (a). Regulador/sistema de controlo Sim, equipamento de série.
1608 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
Nos outros casos, pode ser instalado um sistema equivalente desde que a pressão medida
Equipamentos Instalados para o ensaio não se afaste em mais de 1 000 Pa do limite superior especificado pelo fabricante.
Número
e dispositivos auxiliares de emissões
(c) Caso seja incorporado no motor um travão acionado pelo escape, a válvula do
acelerador deve ser fixada na posição totalmente aberta.
Batente automático de plena Sim, equipamento de série. (d) A pressão de alimentação do combustível pode ser ajustada, se necessário, a fim de
carga da cremalheira de con- reproduzir a pressão existente na utilização específica do motor (especialmente quando é
trolo dependendo das condi- usado um sistema de «retorno do combustível»).
ções atmosféricas. (e) A válvula de admissão de ar é a válvula de controlo do regulador pneumático da
bomba de injeção. O regulador ou o equipamento de injeção de combustível pode conter
outros dispositivos que pode afectar a quantidade de combustível injetado.
7 Equipamento de arrefecimento (f) A circulação do líquido de arrefecimento deve ser efetuada apenas através da
bomba de água do motor. O arrefecimento do líquido pode ser produzido através de
por líquido. um circuito externo de tal modo que a perda de pressão desse circuito e a pressão à
Radiador. . . . . . . . . . . . . . . . . Não. entrada da bomba se mantenham substancialmente iguais às do sistema de arrefeci-
Ventoinha . . . . . . . . . . . . . . . . Não. mento do motor.
(g) O termóstato pode ser fixado na posição de totalmente aberto.
Carenagem da ventoinha . . . . Não. (h) Quando é instalado um ventilador ou insuflador de arrefecimento para o ensaio,
Bomba de água. . . . . . . . . . . . Sim, equipamento de série (f) a potência absorvida deve ser adicionada aos resultados, exceto no caso das ventoinhas
Termóstato . . . . . . . . . . . . . . . Sim, equipamento de série (g) de arrefecimento de motores arrefecidos por ar diretamente instalados na cambota. A
potência do ventilador ou insuflador deve ser determinada às velocidades utilizados
no ensaio, quer por cálculo a partir de características normalizadas, quer através de
8 Arrefecimento por ar ensaios práticos.
Carenagem . . . . . . . . . . . . . . . Não (h). (i) Potência mínima do gerador: a potência eléctrica do gerador deve ser limitada à
necessária para a operação dos acessórios indispensáveis ao funcionamento do motor. Se
Ventoinha ou insuflador . . . . . Não (h). for necessário a ligação de uma bateria, deve ser utilizada uma bateria em boas condições
Dispositivo de regulação da Não. e com carga completa.
temperatura. (j) Os motores com arrefecimento do ar de sobrealimentação são sujeitos a ensaio
com sistema de arrefecimento do ar de sobrealimentação, quer seja por líquido ou ar,
mas, se o fabricante preferir, um sistema de banco de ensaio pode substituir este. Em
9 Equipamento eléctrico qualquer caso, a medição da potência a cada uma das velocidades deve ser efetuada com
a queda máxima de pressão e a queda mínima de temperatura do ar do motor através
Gerador . . . . . . . . . . . . . . . . . Sim, equipamento de série (i) do arrefecedor do ar de sobrealimentação do sistema do banco de ensaio, conforme
Sistema de distribuição de fa- Sim, equipamento de série. especificado pelo fabricante.
íscas. (l) Tal pode incluir, por exemplo, o sistema de recirculação dos gases de escape (EGR),
catalisador, reator térmico, sistema secundário de abastecimento de ar e sistema de proteção
Bobina ou bobinas . . . . . . . . . Sim, equipamento de série. da evaporação de combustível.
Cablagem . . . . . . . . . . . . . . . . Sim, equipamento de série. (m) A potência para os sistemas eléctricos ou outros de arranque é fornecido pelo
Velas de ignição . . . . . . . . . . . Sim, equipamento de série. banco de ensaio.
Sistema electrónico de controlo Sim, equipamento de série.
incluindo sensor de detona-
ção/sistema de retardamento ANEXO X
da ignição.
Folha de dados relativos aos motores homologados
10 Equipamento de sobrealimen-
tação
Compressor acionado direta- Sim, equipamento de série. 1 – Motores de ignição por compressão (1) (2)
mente pelo motor e/ou pelos
gases de escape.
Sistema de arrefecimento do ar Sim, equipamento de série ou Stamp of
de sobrealimentação. de banco de ensaio (j) (l) Carimbo da
administration
entidade
Bomba ou ventoinha de re- Não (h). administrativa
frigeração (acionada pelo
motor).
Dispositivo de controlo do Sim, equipamento de série
caudal de líquido de refri- 1.1 – Informações gerais sobre o motor
geração.
11 Ventoinha auxiliar de banco Sim, se necessário.
Homologação do motor em causa 1 2 3 4
de ensaio.
12 Dispositivo antipoluição . . . . Sim, equipamento de série (m) Número de homologação.
Data de homologação.
13 Equipamento de arranque . . . Equipamento de banco de Nome do fabricante.
ensaio. Tipo de motor/família de motores.
14 Bomba de óleo lubrificante. . . Sim, equipamento de série. Descrição do motor Informações de caráter geral (1)
Meio de arrefecimento (2).
Número de cilindros.
(a) O sistema completo de admissão deve ser instalado conforme estabelecido para a
Cilindrada (cm³).
utilização prevista: Tipo de pós-tratamento (3)
Quando há risco de um efeito apreciável na potência do motor;
Velocidade nominal (min–1)
No caso de motores de ignição comandada normalmente aspirados; Velocidade a que se obtém a
Quando solicitado pelo fabricante. potência máxima (min–1)
Potência útil nominal (kW)
Nos outros casos, pode ser utilizado um sistema equivalente e deve ser efetuada uma Potência útil máxima (kW)
verificação de que a pressão da admissão não difere em mais de 100 Pa do limite superior
especificado pelo fabricante para um filtro de ar limpo.
(1) Abreviar: DI = injeção direta, PC = câmara de pré-combustão/turbulência, NA =
(b) O sistema completo de escape deve ser instalado conforme estabelecido para a
utilização prevista: aspiração natural, TC = turbocompressão, TCA = turbocompressão com pós-arrefecimento,
EGR = recirculação dos gases de escape. Exemplos: PC NA, DI TCA EGR.
Quando há risco de um efeito apreciável na potência do motor; (2) Líquido ou ar
No caso de motores de ignição comanda normalmente aspirados; (3) Abreviar: DOC = catalisador de oxidação diesel, PT = filtro de partículas, SCR =
Quando solicitado pelo fabricante. redução catalítica seletiva.
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1609
1.2 – Resultado final das emissões: 1.5 – Resultados dos ensaios de emissões NRTC com
arranque a quente
Homologação do motor em causa 1 2 3 4 Os dados relativos à regeneração podem ser comuni-
cados para os motores da fase IV
Resultado final do ensaio NRSC in- CO
cluindo DF (g/kWh). Homologação do motor em causa 1 2 3 4
HC
NOx
HC + NOx NRTC com arranque a quente sem re- CO
PM generação (g/kWh).
HC
NRSC CO2 (g/kWh). NOx
HC + NOx
PM
Resultado final do ensaio NRTC in- CO
cluindo DF (g/kWh).
HC NRTC com arranque a quente com CO
NOx regeneração (g/kWh).
HC + NOx HC
PM NOx
HC + NOx
PM
CO2 do ciclo NRTC a quente (g/kWh).
Trabalho do ciclo NRTC a quente (kWh). (1) Preencher todas as rubricas aplicáveis ao tipo de motor/família de motores.
(2) No caso de uma família de motores, inserir os dados relativos ao motor percursor.
1.3 – Fatores de deterioração NRSC e resultados dos
ensaios de emissões: ANEXO XI
Homologação do motor em causa 1 2 3 4 Reconhecimento de homologações alternativas
1 – As homologações que se seguem e, quando apli-
DF mult/adit (1) CO cável, as marcas de homologação correspondentes são
HC reconhecidas como equivalentes a uma homologação nos
NOx
HC + NOx termos do presente diploma relativamente aos motores
PM das categorias A, B e C, tal como são definidos no n.º 2
do artigo 9.º
Resultado do ensaio NRSC excluindo CO 1.1 – Homologações nos termos da Diretiva n.º 2000/25/CE;
DF (g/kWh) 1.2 – Homologações nos termos da Diretiva n.º 88/77/
HC
NOx CEE, conformes aos requisitos das fases A ou B no que
HC + NOx se refere ao artigo 2.º e ao anexo I, n.º 6.2.1, da Diretiva
PM n.º 88/77/CEE ou Regulamento UNECE n.º 49, com a
redação que lhe foi dada pela série 02 de alterações, cor-
(1) Riscar o que não interessas. rigenda I/2;
1.3 – Homologações em conformidade com o Regula-
1.4 – Fatores de deterioração NRTC e resultados dos mento UNECE n.º 96.
ensaios de emissões: 2 – No que se refere aos motores das categorias D, E,
F e G (fase II), definidos no n.º 3 do artigo 9.º, as homo-
logações que se seguem e, quando aplicável, as marcas
Homologação do motor em causa 1 2 3 4
de homologação correspondentes são reconhecidas como
equivalentes a uma homologação nos termos do presente
DF mult/adit (1) CO diploma:
HC 2.1 – Homologações nos termos da Diretiva n.º 2000/25/
NOx
HC + NOx
CE, fase II;
PM 2.2 - Homologações nos termos da Diretiva n.º 88/77/
CEE, com a redação que lhe foi dada pela Diretiva
Resultado do ensaio NRTC com arran- CO n.º 99/96/CE, conformes às fases A, B1, B2 ou C pre-
que a frio, excluindo DF (g/kWh) vistas no artigo 2.º e no n.º 6.2.1 do anexo I daquela
HC diretiva;
NOx
HC + NOx 2.3 – Homologações nos termos do Regulamento
PM UNECE n.º 49, com a redação que lhe foi dada pela sé-
rie 03 de alterações;
Resultado do ensaio NRTC com arran- CO 2.4 – Homologações das fases D, E, F e G do Regula-
que a quente, excluindo DF (g/kWh) mento UNECE n.º 96, em conformidade com o n.º 5.2.1
HC
NOx da série 01 de alterações ao Regulamento n.º 96.
HC + NOx 3 – No que se refere aos motores das categorias H, I, J
PM e K (fase III-A), definidos nos n.ºs 3-A e 3-B do artigo 9.º,
as homologações que se seguem e, quando aplicável, as
(1) Riscar o que não interessa marcas de homologação correspondentes são reconhecidas
1610 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
como equivalentes a uma homologação nos termos do O presente diploma não se aplica a motores para pro-
presente diploma: pulsão de:
3.1 – Homologações nos termos da Diretiva n.º 2005/55/
Veículos definidos pela Diretiva n.º 70/156/CEE e pela
CE, com a redação que lhe foi dada pelas Diretivas
Diretiva n.º 92/61/CEE;
n.ºs 2005/78/CE e 2006/51/CE, conformes às fases B1,
Tratores agrícolas definidos pela Diretiva n.º 74/150/
B2 ou C previstas no artigo 2.º e no n.º 6.2.1 do anexo I
daquela diretiva; CEE.
3.2 – Homologações nos termos do Regulamento
UNECE n.º 49, com a redação que lhe foi dada pela sé- Além disso, para poderem ser abrangidos pelo presente
rie 05 de alterações, conformes às fases B1, B2 e C pre- diploma, os motores têm de estar instalados em máquinas
vistas no n.º 5.2 desse regulamento; que satisfaçam os seguintes requisitos específicos:
3.3 – Homologações das fases H, I, J e K do Regula- Serem destinadas e adequadas para se movimentarem
mento UNECE n.º 96, em conformidade com o n.º 5.2.1 ou serem movimentadas no solo, com ou sem estrada, e
da série 02 de alterações ao Regulamento n.º 96. para serem equipadas com motores de ignição comandada,
4 – No que se refere aos motores das categorias L, a gasolina, de potência útil, conforme definido no n.º 2.4,
M, N e P (fase III-B), definidos no n.º 3-C do artigo 9.º, não superior a 19 kW.
as homologações que se seguem e, quando aplicável, as
marcas de homologação correspondentes são reconhecidas As máquinas cujos motores são abrangidos pela pre-
como equivalentes a uma homologação nos termos do sente definição incluem, de forma não exaustiva:
presente diploma:
4.1 – Homologações nos termos da Diretiva n.º 2005/55/ Máquinas de cortar relva;
CE, com a redação que lhe foi dada pelas Diretivas Moto-serras;
n.ºs 2005/78/CE e 2006/51/CE, conformes às fases B2 Geradores;
ou C previstas no artigo 2.º e no n.º 6.2.1 do anexo I Bombas de água;
daquela diretiva; Máquinas de cortar sebes.
4.2 – Homologações nos termos do Regulamento
UNECE n.º 49, com a redação que lhe foi dada pela sé- O presente diploma não se aplica a:
rie 05 de alterações, conformes às fases B2 ou C previstas Navios;
no n.º 5.2 desse regulamento; Locomotivas de caminho-de-ferro;
4.3 – Homologações das fases L, M, N e P do Regula- Aeronaves;
mento UNECE n.º 96 em conformidade com o n.º 5.2.1 Veículos recreativos, como por exemplo:
da série 03 de alterações ao Regulamento n.º 96.
5 – No que se refere aos motores das categorias Q e R Motos de neve
(fase IV), definidos no n.º 3-D do artigo 9.º, as homolo- Motociclos de competição não rodoviários;
gações que se seguem e, quando aplicável, as marcas de Veículos todo o terreno.
homologação correspondentes são reconhecidas como
equivalentes a uma homologação nos termos do presente 2 – Definições símbolos e abreviaturas
diploma: Para efeitos do presente diploma, entende-se por:
5.1 – Homologações nos termos do Regulamento (CE) 2.1 – «Motor de ignição por compressão» um motor que
n.º 595/2009 e respetivas medidas de execução, se con- funciona segundo o princípio da ignição por compressão,
firmado por um serviço técnico que o motor cumpre os por exemplo, motor diesel.
requisitos do n.º 7.5 do anexo I; 2.2 – «Poluentes gasosos» o monóxido de carbono,
5.2 – Homologações nos termos do Regulamento os hidrocarbonetos, (pressupondo-se uma razão de C1:
UNECE n.º 49, com a redação que lhe foi dada pela série H1,85) e os óxidos de azoto, expressos em equivalente de
06 de alterações, se confirmado por um serviço técnico que dióxido de azoto (NO2).
o motor cumpre os requisitos do n.º 7.5 do anexo I.» 2.3 – «Partículas» qualquer material recolhido num
meio filtrante especificado após diluição dos gases de
escape do motor de combustão interna com ar limpo fil-
ANEXO II trado, de modo a que a temperatura não exceda 325 K
(52 °C).
(a que se refere o artigo 3º) 2.4 – «Potência útil» a potência em «kW CEE» obtida
«ANEXO I
no banco de ensaios na extremidade da cambota ou seu
equivalente, medida de acordo com o método CEE de
Âmbito de aplicação, definições, símbolos e abreviaturas, medição da potência dos motores de combustão interna
marcações dos motores, especificações e ensaios, espe- destinados aos veículos rodoviários estabelecido na Dire-
cificação das avaliações da conformidade da produção, tiva n.º 80/1269/CEE, do Conselho, de 16 de dezembro de
parâmetros de definição da família de motores e escolha 1980,sendo no entanto excluída neste caso a potência da
do motor precursor.
ventoinha de arrefecimento e utilizando-se as condições
de ensaio e o combustível de referência especificados no
1 – Âmbito de aplicação
presente diploma.
O presente diploma aplica-se a todos os motores de 2.5 – «Velocidade nominal» a velocidade máxima a
ignição comandada a instalar em máquinas móveis não plena carga admitida pelo regulador, conforme especifi-
rodoviárias e aos motores secundários, com o mesmo tipo cada pelo fabricante.
de ignição, instalados em veículos destinados ao transporte 2.6 – «Carga parcial» a fração do binário máximo dis-
rodoviário de passageiros ou mercadorias. ponível a uma dada velocidade do motor.
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1611
2.7 – «Velocidade de binário máximo» a velocidade
do motor em que se obtém o binário máximo, conforme Símbolo Unidade Descrição
especificada pelo fabricante.
2.8 – «Velocidade intermédia» a velocidade do motor DF — Fator de diluição.
que satisfaz um dos seguintes requisitos: fa — Fator atmosférico do laboratório.
Para os motores concebidos para funcionar a uma gama FFH — Fator específico do combustível utilizado para
de velocidades na curva do binário a plena carga, a ve- os cálculos das concentrações em base hú-
mida a partir das concentrações em base seca.
locidade intermédia é a velocidade de binário máximo GAIRW kg/h Caudal mássico do ar de admissão em base
declarada, se ocorrer entre 60 % e 75 % da velocidade húmida.
nominal, GAIRD kg/h Caudal mássico do ar de admissão em base
Se a velocidade binário máximo declarada for inferior seca.
a 60 % da velocidade nominal, a velocidade intermédia GDILW kg/h Caudal mássico do ar de diluição em base hú-
mida.
é 60 % da velocidade nominal, GEDFW kg/h Caudal mássico equivalente dos gases de escape
Se a velocidade binário máximo declarada for superior diluídos em base húmida.
a 75 % da velocidade nominal, a velocidade intermédia é GEXHW kg/h Caudal mássico dos gases de escape em base
75 % da velocidade nominal, húmida.
GFUEL kg/h Caudal mássico de combustível.
Para os motores a ensaiar com o ciclo G1 nos termos GTOTW kg/h Caudal mássico dos gases de escape diluídos
do n.º 3.5.1.2 do anexo III, a velocidade intermédia deve em base húmida.
ser 85% da velocidade nominal máxima. HREF g/kg Valor de referência da humidade absoluta
2.9 – «Parâmetro ajustável» qualquer dispositivo, sis- 10,71 g/kg para o cálculo dos fatores de cor-
tema ou elemento de projeto fisicamente ajustável que reção da humidade do NOX e das partículas.
Ha g/kg Humidade absoluta do ar de admissão.
pode afectar as emissões ou o comportamento funcional Hd g/kg Humidade absoluta do ar de diluição.
do motor durante os ensaios de emissões ou o funciona- i — Índice que denota um dado modo.
mento normal. KH — Fator de correção da humidade para o NOX.
2.10 – «Pós-tratamento» a passagem dos gases de es- Kp — Fator de correção em relação à humidade para
as partículas.
cape através de um dispositivo ou sistema cuja finalidade é Kw,a — Fator de correção seco-húmido para o ar de
alterar química ou fisicamente os gases antes da libertação admissão.
para a atmosfera. Kw,d — Fator de correção seco-húmido para o ar de
2.11 – «Motor de ignição comandada» um motor que diluição.
trabalha segundo o princípio da ignição comandada (por Kw,e — Fator de correção seco-húmido para os gases
de escape diluídos.
faísca). Kw,r — Fator de correção seco-húmido para os gases
2.12 – «Dispositivo auxiliar de controlo das emis- de escape brutos.
sões» qualquer dispositivo que deteta os parâmetros de L % Percentagem do binário em relação ao binário
funcionamento do motor com a finalidade de ajustar o máximo para a velocidade de ensaio.
mass g/h Índice que denota o caudal mássico das emis-
funcionamento de qualquer parte do sistema de controlo sões.
das emissões. MDIL kg Massa da amostra de ar de diluição que passou
2.13 – «Sistema de controlo das emissões» qualquer através dos filtros de recolha de amostras de
dispositivo, sistema ou elemento de projeto que controla partículas.
ou reduz as emissões. MSAM kg Massa da amostra de gases de escape diluídos
que passou através dos filtros de recolha de
2.14 – «Sistema de combustível» todos os componentes amostras de partículas.
envolvidos na medição e mistura do combustível. Md mg Massa da amostra de partículas do ar de diluição
2.15 – «Motor secundário» um motor instalado num recolhido.
veículo a motor, mas que não fornece potência motriz Mf mg Massa da amostra de partículas recolhida.
Pa kPa Pressão do vapor de saturação do ar de admissão
ao veículo. do motor (série de normas ISO 3046: psy = PSY
2.16 – «Duração do modo» o tempo que decorre entre ambiente de ensaio).
o abandono da velocidade e/ou binário do modo anterior PB kPa Pressão barométrica total (série de normas ISO
ou da fase de pré-condicionamento e o início do modo 3046:
seguinte. Inclui o tempo que decorre entre a alteração Px = PX pressão total ambiente do local;
da velocidade e/ou binário e a estabilização no início de PY = PY pressão total ambiente de ensaio).
cada modo. Pd kPa Pressão do vapor de saturação do ar de di-
luição.
2.17 – Símbolos e abreviaturas
2.17.1 – Símbolos dos parâmetros de ensaio Ps kPa Pressão atmosférica em seco.
P kW Potência não corrigida do efeito do freio.
PAE kW Potência total declarada absorvida pelos equi-
Símbolo Unidade Descrição pamentos auxiliares montados para o ensaio
não exigidos pelo disposto no n.º 2.4 do pre-
sente anexo.
Ap m2 Área da secção transversal da sonda isocinética PM kW Potência máxima medida à velocidade de en-
de recolha de amostras. saio em condições de ensaio (ver apêndice
2
AT m Área da secção transversal do tubo de escape. 1 do anexo VI).
aver m3/h Valores médios ponderados do: Pm kW Potência medida nos diferentes modos de en-
kg/h saio.
caudal volúmico,
caudal mássico. q — Razão de diluição
r — Razão entre as áreas das secções transversais da
C1 — Hidrocarbonetos C1 equivalentes. sonda isocinética e do tubo de escape.
conc ppm vol % Concentração (com sufixo do componente). Ra % Humidade relativa do ar de admissão.
concc ppm vol % Concentração de fundo corrigida. Rd % Humidade relativa do ar de diluição.
concd ppm vol % Concentração do ar de diluição. Rf — Fator de resposta do FID.
1612 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
ramente visíveis e estar localizadas na proximidade do
Símbolo Unidade Descrição número de homologação de cada motor colocado no mer-
cado ao abrigo da isenção prevista no n.º 4 do artigo 10.º
S kW Regulação do dinamómetro. para a produção em pequenos volumes.
Ta K Temperatura absoluta do ar de admissão. 3.2 – Essas marcas devem durar a vida útil do motor e
TD K Temperatura absoluta do ponto de orvalho. ser claramente legíveis e indeléveis. Se forem utilizadas
Tref K Temperatura de referência (do ar de combus- etiquetas ou chapas, devem ser apostas de modo tal que,
tão: 298 K)
VAIRD m3/h Caudal volúmico do ar de admissão em base além disso, a fixação dure a vida útil do motor e as eti-
seca. quetas/chapas não possam ser removidas sem as destruir
VAIRW m3/h Caudal volúmico do ar de admissão em base ou apagar.
húmida. 3.3 – A marcação deve ser fixada a uma parte do motor
VDIL m3 Volume da amostra de ar de diluição que passou
através dos filtros de recolha de amostras de
necessária para o funcionamento normal deste e que não
partículas. tenha normalmente de ser substituída durante a vida do
VDILW m3/h Caudal volúmico do ar de diluição em base motor.
húmida. 3.3.1 – A marcação deve ser colocada num local facil-
VEDFW m3/h Caudal volúmico equivalente dos gases de es- mente visível para uma pessoa de estatura média quando o
cape diluídos em base húmida.
VEXHD m3/h Caudal volúmico dos gases de escape em base motor estiver montado com todos os auxiliares necessários
seca. para o seu funcionamento.
VEXHW m3/h Caudal volúmico dos gases de escape em base 3.3.2 – Cada motor deve ser acompanhado de uma
húmida. chapa amovível suplementar de um material duradouro,
VSAM m3 Volume da amostra que passou através dos
filtros da recolha de amostras de partículas. com todos os dados referidos no n.º 3.1, que deve ser
VTOTW m3/h Caudal volúmico dos gases de escape diluídos posicionada, se necessário, por forma a que a marcação
em base húmida. referida no n.º 3.1 fique prontamente visível para uma
WF — Fator de ponderação. pessoa de estatura média e facilmente acessível quando
WFE — Fator de ponderação efetivo.
o motor estiver montado na máquina.
3.4 – O código dos motores em conjugação com os
2.17.2 – Símbolos dos componentes químicos. números de identificação deve ser tal que permita, sem
CO: monóxido de carbono. quaisquer dúvidas, a sequência de produção.
CO2 :dióxido de carbono. 3.5 – Antes de sair da linha de produção, os motores
HC: hidrocarbonetos. devem ostentar todas as marcações.
NOX : óxidos de azoto. 3.6 – A localização exata das marcações do motor deve
NO: monóxido de azoto. ser indicada na parte 1 do modelo que consta do anexo VI.
NO2 : dióxido de azoto.
O2: oxigénio. 4 – Especificações e ensaios
C2 H6 : etano.
PT: partículas. 4.1 – Generalidades
DOP: ftalato de dioctilo. Os componentes susceptíveis de afectarem a emissão
CH4 : metano. de poluentes gasosos e de partículas devem ser concebi-
C3 H8 : propano. dos, construídos e montados de modo a permitir que o
H2O: água. motor, em utilização normal, e apesar das vibrações a que
PTFE: politetrafluoroetileno. possa estar sujeito, satisfaça as disposições do presente
diploma.
2.17.3 – Abreviaturas As medidas técnicas tomadas pelo fabricante devem ser
de modo a assegurar que as emissões acima mencionadas
FID: detetor de ionização por chama. sejam efetivamente limitadas, nos termos do presente
HFID: detetor aquecido de ionização por chama. diploma, durante a vida normal do motor e em condições
NDIR: analisador não dispersivo de infravermelhos. normais de utilização de acordo com o apêndice 4 do
CLD: detetor quimioluminiscente. anexo III.
HCLD: detetor quimioluminiscente aquecido. 4.2 – Especificações relativas às emissões de poluentes
PDP: bomba volumétrica. Os componentes gasosos emitidos pelo motor subme-
CFV: tubo de Venturi de escoamento crítico. tido a ensaio devem ser medidos através dos métodos
descritos no anexo V e devem incluir qualquer dispositivo
pós-tratamento.
3 – Marcações dos motores
Podem ser aceites outros sistemas ou analisadores se
3.1 – Os motores de ignição comandada homologados conduzirem a resultados equivalentes aos dos seguintes
de acordo com o presente diploma devem ostentar: sistemas de referência:
3.1.1 – A marca ou firma do fabricante do motor. No que diz respeito às emissões gasosas medidas nos
3.1.2 – O número de homologação CE, conforme de- gases de escape brutos, o sistema indicado na figura 2
finido no anexo VII. do anexo V,
3.1.3 – O número da fase de emissões entre parênte- No que diz respeito às emissões gasosas medidas nos
ses, em numeração romana, o qual deve ser claramente gases de escape diluídos de um sistema de diluição do es-
visível e estar localizado na proximidade do número de coamento total, o sistema indicado na figura 3 do anexo V.
homologação. 4.2.1 – Os valores das emissões de monóxido de car-
3.1.4 – As letras SV entre parênteses, designando um bono, de hidrocarbonetos e de óxidos de azoto e a soma
pequeno fabricante de motores, as quais devem ser cla- dos valores das emissões de hidrocarbonetos e óxidos de
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1613
azoto obtidos para a fase I não devem exceder os valores tão, ou de uma norma equivalente. O fabricante deve
indicados no quadro seguinte: fornecer pormenores sobre o cumprimento da norma e
informar as autoridades de homologação de quaisquer
Fase I revisões da sua validade ou âmbito. Para verificar se os
requisitos do n.º 4.2 são sempre satisfeitos, devem ser
Óxidos
Soma das emissões efetuados controlos adequados de produção.
Classe
Monóxido
de carbono (CO)
Hidrocarbonetos
(HC)
de azoto
de hidrocarbonetos
e de óxidos de azoto
5.2 – O titular da homologação deve, em especial:
(NOx)
(g/kWh) (g/kWh)
(g/kWh)
(HC + NOx) 5.2.1 – Assegurar a existência de processos para o con-
(g/kWh)
trolo efetivo da qualidade do produto;
5.2.2 – Ter acesso aos equipamentos de controlo ne-
SH: 1 . . . . . 805 295 5,36
SH: 2 . . . . . 805 241 5,36 cessários para verificar a conformidade com cada tipo
SH: 3 . . . . . 603 161 5,36 homologado;
SN: 1 . . . . . 519 50 5.2.3 – Assegurar que os dados relativos aos resultados
SN: 2 . . . . . 519 40 dos ensaios sejam registados e que os documentos anexos
SN: 3 . . . . . 519 16,1
SN: 4 . . . . . 519 13,4
fiquem disponíveis durante um período a determinar de
acordo com a autoridade de homologação.
5.2.4 – Analisar os resultados de cada tipo de ensaio,
4.2.2 – Os valores das emissões de monóxido de car- para verificar e assegurar a estabilidade das características
bono e a soma das emissões de hidrocarbonetos e óxidos do motor, com margens para variações no processo de
de azoto obtidos não devem exceder, para a fase II, os produção industrial.
valores indicados no quadro seguinte: 5.2.5 – Assegurar que qualquer amostra de motores ou
componentes que indique não conformidade com o tipo
Fase II de ensaio considerado dê origem a outra amostragem e
outro ensaio. Devem ser tomadas todas as medidas ne-
Monóxido
Soma das emissões
de hidrocarbonetos
cessárias para restabelecer a conformidade de produção
Classe de carbono (CO) e de óxidos de azoto correspondente.
(g/kWh) (HC + NOx)
(g/kWh) 5.3 – A Direção Geral das Atividades Económicas para
cada homologação concedida pode verificar em qualquer
SH: 1 . . . . . . . . . . . . . . . 805 50 altura os métodos de controlo da conformidade aplicáveis
SH: 2 . . . . . . . . . . . . . . . 805 50 a cada unidade da produção.
SH: 3 . . . . . . . . . . . . . . . 603 72 5.3.1 – Devem ser apresentados ao inspetor visitante,
SN: 1 . . . . . . . . . . . . . . . 610 50 em cada inspeção, os documentos relativos aos ensaios e
SN: 2 . . . . . . . . . . . . . . . 610 40
SN: 3 . . . . . . . . . . . . . . . 610 16,1 os registos dos exames da produção.
SN: 4 . . . . . . . . . . . . . . . 610 12,1 5.3.2 – Quando o nível da qualidade parecer insatis-
fatório ou quando parecer ser necessário verificar a va-
Nota 1. — Os valores das emissões de NOx para todas as classes de lidade dos dados apresentados em aplicação do disposto
motores não devem exceder 10 g/kWh. no n.º 4.2, é adotado o seguinte procedimento:
Nota 2. — Os valores mencionados incluem os fatores de deterio- 5.3.2.1 – Retira-se um motor da série e submete-se
ração, nos termos do apêndice 4 do anexo III. esse motor ao ensaio descrito no anexo III. Os valores
das emissões de monóxido de carbono, de hidrocarbone-
4.2.3 – Não obstante a definição de «motor de mão», tos e de óxidos de azoto obtidos não devem exceder os
dada no artigo 2.º do presente diploma, os motores a dois valores indicados no quadro do n.º 4.2.1, ou os indicados
tempos utilizados nos lança-neve apenas têm de satisfazer no quadro do n.º 4.2.2.
as normas das classes SH: 1, SH: 2 ou SH: 3. 5.3.2.2 – Se o motor retirado da série não satisfizer
4.3 – Instalação na máquina móvel os requisitos do n.º 5.3.2.1, o fabricante pode solicitar
A instalação do motor na máquina móvel deve satisfa- que se efetuem medições numa amostra de motores com
zer as restrições estabelecidas no âmbito da homologação. a mesma especificação retirada da série e que inclua o
Além disso, devem ser sempre satisfeitas as seguintes motor inicialmente retirado. O fabricante estabelece a
características em relação à homologação do motor: dimensão n da amostra, de acordo com o serviço técnico.
4.3.1 – A depressão na admissão não deve exceder a Todos os motores, com exceção do inicialmente retirado,
especificada para o motor homologado de acordo com o são sujeitos a um ensaio.
apêndice 1 ou 3 do anexo II; Determina-se então, a média aritmética dos resultados
4.3.2 – A contrapressão de escape não deve exceder a (X) obtidos na amostra no que respeita a cada poluente.
especificada para o motor homologado de acordo com o Considera-se que a produção da série está conforme
caso seja satisfeita a seguinte condição:
apêndice 1 ou 3 do anexo II.
X + K .St ≤ L
5 – Especificação das avaliações da conformidade da produção
5.1 – Em relação à verificação da existência de dispo- em que:
sições e processos satisfatórios para assegurar o controlo
efetivo da conformidade da produção antes da conces- L – o valor-limite estabelecido no n.º 4.2.1 ou no
são da homologação, as autoridades de homologação n.º 4.2.2 para cada poluente considerado,
devem também aceitar como satisfazendo os requisitos
o cumprimento pelo fabricante da norma harmonizada St = ¦
2 (X − X ) 2
EN ISO 9001, cujo âmbito abrange os motores em ques- n −1
1614 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
X – qualquer um dos resultados individuais obtidos 6.10 – Pós-tratamento dos gases de escape:
na amostra n
Catalisador de oxidação;
K – um fator estatístico dependente de n e dado no
Catalisador de redução;
quadro a seguir: Catalisador de três vias;
n 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Reator térmico;
K 0,973 0,613 0,489 0,421 0,376 0,342 0,317 0,296 0,279 Coletor de partículas.
n 11 12 13 14 15 16 17 18 19
0,265 0,253 0,242 0,233 0,224 0,216 0,210 0,203 0,198 7 – Escolha do motor precursor
7.1 – O motor precursor da família deve ser selecionado
5.3.3 – A Direção-Geral das Atividades Económicas ou utilizando o critério primário do débito de combustível
o serviço técnico responsável pela verificação da confor- mais elevado por curso do êmbolo à velocidade de biná-
midade da produção devem efetuar ensaios com motores rio máximo declarada. No caso de dois ou mais motores
parcial ou totalmente rodados, de acordo com as especi- partilharem este critério primário, o motor precursor deve
ficações do fabricante. ser selecionado utilizando o critério secundário do débito
5.3.4 – A frequência normal de inspeções autorizada de combustível mais elevado por curso do êmbolo à velo-
pela autoridade competente é de uma por ano. Se os re- cidade nominal. Em determinadas circunstâncias, a auto-
quisitos do n.º 5.3.2 não forem satisfeitos, a autoridade ridade de homologação pode concluir que o pior caso de
competente deve assegurar que sejam tomadas todas as taxa de emissões da família pode ser caracterizado através
medidas necessárias para restabelecer a conformidade da do ensaio de um segundo motor. Assim, a autoridade de
produção tão rapidamente quanto possível. homologação pode selecionar um motor adicional para
os ensaios com base em características que indiquem que
esse motor pode ter os níveis de emissão mais elevados
6 – Parâmetros de definição da família de motores dos motores dessa família.
A família de motores pode ser definida por parâ- 7.2 – Se os motores de uma família possuírem outras
características variáveis que possam ser consideradas
metros básicos de projeto que devem ser comuns aos
como afetando as emissões de escape, essas característi-
motores dentro da família. Nalguns casos pode haver
cas devem também ser identificadas e tidas em conta na
interação de parâmetros. Esses efeitos devem também
seleção do motor precursor.
ser tidos em consideração para assegurar que apenas
sejam incluídos numa família de motores os motores
com características semelhantes em termos de emissões ANEXO II
de escape.
Para que os motores possam ser considerados como Ficha de Informações n.º
pertencentes à mesma família, devem apresentar uma série
Relativa à homologação no que diz respeito às medidas
de características básicas comuns, designadamente: contra a emissão de poluentes gasosos e de partículas pe-
6.1 – Ciclo de combustão: los motores de combustão interna a instalar em máquinas
Dois tempos, móveis não rodoviárias.
Quatro tempos (Diretiva n.º 97/68/CE, com a última redação que lhe
foi dada pela Diretiva n.º 2010/26/UE).
6.2 – Meio de arrefecimento: Motor precursor/tipo de motor (1): …
0 – Generalidades:
Ar, 0.1 – Marca (firma): …
Água, 0.2 – Tipo e designação comercial do motor precursor
Óleo. e (se aplicável) da família de motores (1): …
0.3 – Código do tipo utilizado pelo fabricante, conforme
6.3 – Cilindrada unitária, compreendida entre 85 % e marcado no(s) motor(es) (1):
100 % da maior cilindrada dentro da família de motores. 0.4 – Especificação das máquinas a propulsionar pelo
6.4 – Método de aspiração do ar motor (2): …
6.5 – Tipo de combustível: gasolina 0.5 – Nome e endereço do fabricante: …
6.6 – Tipo/conceção da câmara de combustão Nome e endereço do eventual mandatário do fabri-
6.7 – Válvulas e janelas - configuração, dimensões e cante: …
número 0.6 – Localização, código e método de aposição do
6.8 – Sistema de combustível: número de identificação do motor: …
Carburador 0.7 – Localização e método de aposição da marca de
Injeção indireta (no coletor de admissão) homologação CE: …
Injeção direta. 0.8 – Endereço(s) da(s) linha(s) de montagem: …
6.9 – Características várias: Anexos:
1.1 – Características essenciais do(s) motor(es)
Recirculação dos gases de escape, precursor(es) (v. apêndice 1).
Injeção/emulsão de água, 1.2 – Características essenciais da família de motores
Injeção de ar, (v. apêndice 2).
Sistema de arrefecimento do ar de sobrealimentação, 1.3 – Características essenciais do tipo de motor dentro
Tipo de ignição: por faísca (comandada) da família (v. apêndice 3).
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1615
2 – Características das partes da máquina móvel rela- 1.18 – Sistema de escape: contrapressão máxima ad-
cionadas com o motor (se aplicável). missível no escape à velocidade nominal do motor e a
3 – Fotografias do motor precursor. 100 % da carga: …kPa.
4 – Lista de outros eventuais anexos 2 – Medidas adotadas contra a poluição do ar
(data, processo). 2.1 – Dispositivo para reciclar os gases do cárter: sim/
não (2).
(1) Riscar o que não interessa. 2.2 – Dispositivos antipoluição adicionais (se existirem
(2) Conforme definido no n.º 1 do anexo I. e não forem abrangidos por outra rubrica).
2.2.1 – Catalisador: sim/não (2).
2.2.1.1 – Marca(s):…
APÊNDICE 1
2.2.1.2 – Tipo(s): …
2.2.1.3 – Número de catalisadores e elementos …
Características essenciais do motor (precursor) (1)
2.2.1.4 – Dimensões e volume do(s) catalisador(es): …
1 – Descrição do motor: 2.2.1.5 – Tipo de ação catalítica: …
1.1 – Fabricante: 2.2.1.6 – Carga total de metais preciosos: …
1.2 – Código do fabricante do motor: … 2.2.1.7 – Concentração relativa: …
1.3 – Ciclo: quatro tempos/dois tempos (2). 2.2.1.8 – Substrato (estrutura e material): …
1.4 – Diâmetro: …mm. 2.2.1.9 – Densidade das células: …
1.5 – Curso: …mm. 2.2.1.10 – Tipo de alojamento do(s) catalisador(es): …
1.6 – Número e disposição dos cilindros: … 2.2.1.11 – Localização do(s) catalisador(es) (lugar(es)
1.7 – Cilindrada: …cm3. e distância(s) máxima(s)/ mínima(s) do motor):
1.8 – Velocidade nominal: 2.2.1.12 – Intervalo de funcionamento normal (K): …
1.9 – Velocidade de binário máximo: … 2.2.1.13 – Reagente consumível (se aplicável): …
1.10 – Taxa de compressão volumétrica (3) : … 2.2.1.13.1 – Tipo e concentração de reagente necessá-
1.11 – Descrição do sistema de combustão: … rios à ação catalítica: …
1.12 – Desenho(s) da câmara de combustão e da cabeça 2.2.1.13.2 – Intervalo de temperaturas de funciona-
do êmbolo: … mento normal do reagente: …
1.13 – Área da secção transversal mínima das janelas 2.2.1.13.3 – Norma internacional (se aplicável): …
de admissão e de escape: … 2.2.1.14 – Sensor de NOx: sim/não (2).
1.14 – Sistema de arrefecimento: 2.2.2 – Sensor de oxigénio: sim/não (2).
1.14.1 – Líquido: 2.2.2.1 – Marca(s): …
1.14.1.1 – Natureza do líquido: 2.2.2.2 – Tipo: …
1.14.1.2 – Bomba(s) de circulação: sim/não (2) … 2.2.2.3 – Localização: …
1.14.1.3 – Características ou marca(s) e tipo(s) (se 2.2.3 – Injeção de ar: sim/não (2).
aplicável): … 2.2.3.1 – Tipo (ar pulsado, bomba de ar, etc.): …
1.14.1.4 – Razão(ões) de transmissão (se aplicável): … 2.2.4 – EGR: sim/não (2).
1.14.2 – Ar: 2.2.4.1 – Características (arrefecida/não arrefecida, alta
pressão/baixa pressão, etc.):
1.14.2.1 – Ventoinha: sim/não (2).
2.2.5 – Coletor de partículas: sim/não (2).
1.14.2.2 – Características ou marca(s) e tipo(s) (se
2.2.5.1 – Dimensões e capacidade do coletor de par-
aplicável): … tículas: …
1.14.2.3 – Razão(ões) de transmissão (se aplicável): … 2.2.5.2 – Tipo e conceção do coletor de partículas: …
1.15 – Temperatura admitida pelo fabricante: 2.2.5.3 – Localização (lugar(es) e distância(s) máxima(s)/
1.15.1 – Arrefecimento por líquido: temperatura má- mínima(s) do motor): …
xima à saída: …K. 2.2.5.4 – Método ou sistema de regeneração, descrição
1.15.2 – Arrefecimento por ar: ponto de referência: … e/ou desenho: …
Temperatura máxima no ponto de referência: …K. 2.2.5.5 – Intervalo de funcionamento normal (K) e
1.15.3 – Temperatura máxima do ar de sobrealimenta- intervalo de pressões (kPa): …
ção à saída do permutador de calor (se aplicável): …K. 2.2.6 – Outros sistemas: sim/não (2).
1.15.4 – Temperatura máxima de escape no ponto do(s) 2.2.6.1 – Descrição e funcionamento: …
tubo(s) de escape adjacente(s) à(s) flange(s) exterior(es) 3 – Alimentação de combustível para os motores a
do(s) coletor(es) de escape: …K. gasolina:
1.15.5 – Temperatura do lubrificante: 3.1 – Carburador:
Mínimo: … K; 3.1.1 – Marca(s): …
Máximo: … K. 3.1.2 – Tipo(s): …
1.16 – Sobrealimentador: sim/não (2). 3.2 – Injeção no coletor de admissão: monoponto ou
1.16.1 – Marca: … multiponto: …
1.16.2 – Tipo: … 3.2.1 – Marca(s): …
1.16.3 – Descrição do sistema (por exemplo, pressão 3.2.2 – Tipo(s): …
máxima de sobrealimentação, válvula de descarga, se 3.3 – Injeção direta: …
aplicável): … 3.3.1 – Marca(s): …
1.16.4 – Permutador de calor: sim/não (2). 3.3.2 – Tipo(s): …
1.17 – Sistema de admissão: depressão máxima ad- 3.4 – Caudal de combustível (g/h) e razão ar/combus-
missível na admissão à velocidade nominal do motor e a tível à velocidade nominal e com o acelerador totalmente
100 % da carga: …kPa. aberto: …
1616 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
4 – Regulação das válvulas: Motores
Motor
4.1 – Elevação máxima e ângulos de abertura e fecho percursor (1)
no seio
da família (2)
em relação aos pontos mortos ou dados equivalentes: …
4.2 – Gamas de referência e/ou de regulação (2). Velocidade a que se obtém a
4.3 Sistema variável de regulação das válvulas (se apli- potência máxima (min–1)
cável e se à admissão e/ou ao escape): … Potência útil máxima (kW)
4.3.1 – Tipo: contínuo ou ligado/desligado (2). Velocidade a que se obtém o
binário máximo (min–1)
4.3.2 – Ângulo de fase da came: … Caudal de combustí-
5 – Configuração dos orifícios vel (g/h), ao binário má-
5.1 – Posição, dimensão e número: … ximo . . . . . . . . . . . . . . .
6 – Sistema de ignição Binário máximo (Nm) . . .
Velocidade de marcha lenta
6.1 – Bobine de ignição: (min–1) sem carga . . . . .
6.1.1 – Marca(s): … Cilindrada unitária (em %
6.1.2 – Tipo(s): … em relação ao motor pre-
6.1.3 – Número: … cursor) . . . . . . . . . . . . . 100
6.2 – Vela(s) de ignição:
6.2.1 – Marca(s): … (1) Para mais pormenores, ver apêndice n.º 1.
6.2.2 – Tipo(s): … (2) Para mais pormenores, ver apêndice n.º 3.
6.3 – Magneto: (1) A completar em conjunto com as especificações dadas nos n.ºs 6 e 7 do anexo I.
6.3.1 – Marca(s): … (2) Se não aplicável escrever n.a.
6.3.2 – Tipo(s): …
6.4 – Regulação da ignição:
6.4.1 – Avanço estático em relação ao ponto morto APÊNDICE 3
superior (graus de ângulo da cambota): …
6.4.2 – Curva de avanço (se aplicável): … Características essenciais do tipo de motor
dentro da família (1)
(1) No caso de haver vários motores precursores, a apresentar para
cada um deles. 1 – Descrição do motor: …
(2) Riscar o que não interessa. 1.1 – Fabricante: …
(3) Especificar a tolerância. 1.2 – Código do fabricante do motor: …
APÊNDICE 2
1.3 – Ciclo: quatro tempos/dois tempos (2).
1.4 – Diâmetro: …mm
Características essenciais da família de motores 1.5 – Curso: …mm
1.6 – Número e disposição dos cilindros: …
1 – Parâmetros comuns (1): 1.7 – Cilindrada: …cm3
1.1 – Ciclo de combustão: … 1.8 – Velocidade nominal: …
1.2 – Fluido de arrefecimento: …
1.9 – Velocidade de binário máximo: …
1.3 – Método de aspiração do ar: …
1.4 – Tipo/conceção da câmara de combustão: … 1.10 – Taxa de compressão volumétrica (3): …
1.5 – Válvulas e janelas – configuração, dimensões e 1.11 – Descrição do sistema de combustão: …
número: … 1.12 – Desenho(s) da câmara de combustão e da cabeça
1.6 – Sistema de combustível: … do êmbolo: …
1.7 – Sistemas de gestão do motor: 1.13 – Área da secção transversal mínima das janelas
Prova de identidade de acordo com o(s) número(s) de admissão e de escape: …
do(s) desenho(s): 1.14 – Sistema de arrefecimento:
Sistema de arrefecimento do ar de sobrealimentação: … 1.14.1 – Líquido:
Recirculação dos gases de escape (2): … 1.14.1.1 – Natureza do líquido: …
Injeção/emulsão de água (2): … 1.14.1.2 – Bomba(s) de circulação: sim/não (2)…
Injeção de ar (2): … 1.14.1.3 – Características ou marca(s) e tipo(s) (se
1.8 – Sistema de pós-tratamento dos gases de escape (2): … aplicável): …
Prova de razão idêntica (ou mais baixa para o motor pre- 1.14.1.4 – Razão(ões) de transmissão (se aplicável): …
cursor): capacidade do sistema/débito de combustível por 1.14.2 – Ar:
curso de acordo com o(s) número(s) do(s) diagrama(s): … 1.14.2.1 – Ventoinha: sim/não (2).
2 – Lista da família de motores: 1.14.2.2 – Características ou marca(s) e tipo(s) (se
2.1 – Designação da família de motores: … aplicável): …
2.2 – Especificação dos motores dentro dessa família: 1.14.2.3 – Razão(ões) de transmissão (se aplicável): …
Motores
1.15 – Temperatura admitida pelo fabricante:
Motor
percursor (1)
no seio 1.15.1 – Arrefecimento por líquido: temperatura má-
da família (2)
xima à saída: …K.
Tipo de motor. . . . . . . . . . 1.15.2 – Arrefecimento por ar:
Número de cilindros. . . . . Ponto de referência: …
Velocidade nominal (min–1) Temperatura máxima no ponto de referência: …K.
Caudal de combustível (g/h),
à potência útil nominal 1.15.3 – Temperatura máxima do ar de sobrealimen-
Potência útil nominal (kW) tação à saída do permutador de calor (se aplicável: …K.
Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014 1617
1.15.4 – Temperatura máxima de escape no ponto do(s) 2.2.5.5 – Intervalo de funcionamento normal (K) e
tubo(s) de escape adjacente(s) à(s) flange(s) exterior(es) intervalo de pressões (kPa): …
do(s) coletor(es) de escape: …K. 2.2.6 – Outros sistemas: sim/não (2):
1.15.5 – Temperatura do lubrificante: 2.2.6.1 – Descrição e funcionamento: …
3 – Sistema de combustível – motores a gasolina:
Mínimo: …K; 3.1 – Carburador: …
Máximo: …K. 3.1.1 – Marca(s): …
3.1.2 – Tipo(s): …
1.16 – Sobrealimentador: sim/não (2). 3.2 – Injeção no coletor de admissão (injeção indireta):
1.16.1 – Marca: … ponto único ou multiponto: …
1.16.2 – Tipo: … 3.2.1 – Marca(s): …
1.16.3 – Descrição do sistema (por exemplo, pressão 3.2.2 – Tipo(s): …
máxima de sobrealimentação, válvula de descarga, se 3.3 – Injeção direta: …
aplicável): … 3.3.1 – Marca(s): …
1.16.4 – Permutador de calor: sim/não (2). 3.3.2 – Tipo(s): …
1.17 – Sistema de admissão: depressão máxima ad- 3.4 – Caudal de combustível (g/h) e razão ar/combus-
missível à admissão à velocidade nominal do motor e a tível à velocidade nominal e com o acelerador totalmente
100% de carga: …kPa. aberto: …
1.18 – Sistema de escape: contrapressão máxima ad- 4 – Regulação das válvulas:
missível no escape à velocidade nominal do motor e a 4.1 – Elevação máxima e ângulos de abertura e fecho
100% de carga: …kPa. em relação aos pontos mortos superiores ou dados equi-
2 – Medidas adotadas contra a poluição do ar valentes: …
2.1 – Dispositivo para reciclar os gases do cárter: sim/ 4.2. – Gamas de referência e/ou de regulação (2):
não (2): 4.3 – Sistema variável de regulação das válvulas (se
2.2 – Dispositivos antipoluição adicionais (se existirem aplicável, e se à admissão e/ou ao escape): …
e não forem abrangidos por outra rubrica): 4.3.1 – Tipo: contínuo ou ligado/desligado (2):
2.2.1 – Catalisador: sim/não (2): 4.3.2 – Ângulo de fase da came: …
2.2.1.1 – Marca(s): … 5 – Configuração das janelas de admissão e de es-
2.2.1.2 – Tipo(s): … cape:
2.2.1.3 – Número de catalisadores e elementos … 5.1 – Posição, dimensão e número: …
2.2.1.4 – Dimensões e volume do(s) catalisador(es): … 6 – Sistema de ignição:
2.2.1.5 – Tipo de ação catalítica: … 6.1 – Bobina de ignição:
2.2.1.6 – Carga total de metais preciosos: … 6.1.1 – Marca(s): …
2.2.1.7 – Concentração relativa: … 6.1.2 – Tipo(s): …
2.2.1.8 – Substrato (estrutura e material): … 6.1.3 – Número: …
2.2.1.9 – Densidade das células: … 6.2 – Vela(s) de ignição:
2.2.1.10 – Tipo de alojamento do(s) catalisador(es): … 6.2.1 – Marca(s): …
2.2.1.11 – Localização do(s) catalisador(es) (lugar(es) 6.2.2 – Tipo(s): …
e distância(s) máxima(s)/ mínima(s) do motor): … 6.3 – Magneto:
2.2.1.12 – Intervalo de funcionamento normal (K): … 6.3.1 – Marca(s): …
2.2.1.13 – Reagente consumível (se aplicável): … 6.3.2 – Tipo(s): …
2.2.1.13.1 – Tipo e concentração de reagente necessá- 6.4 – Regulação da ignição:
rios à ação catalítica: … 6.4.1 – Avanço estático em relação ao ponto morto
2.2.1.13.2 – Intervalo de temperaturas de funciona- superior (graus de ângulo da cambota):
mento normal do reagente: … 6.4.2 – Curva de avanço (se aplicável):..
2.2.1.13.3 – Norma internacional (se aplicável): …
(1) A apresentar para cada motor da família.
2.2.1.14 – Sensor de NOx: sim/não (2): (2) Riscar o que não interessa.
2.2.2 – Sensor de oxigénio: sim/não (2): (3) Especificar a tolerância.
2.2.2.1 – Marca(s): …
2.2.2.2 – Tipo: … ANEXO X
2.2.2.3 – Localização: …
2.2.3 – Injeção de ar: sim/não (2): Folha de dados relativos aos motores homologados
2.2.3.1 – Tipo (ar pulsado, bomba de ar, etc.): …
2.2.4 – EGR: sim/não (2): Motores de ignição comandada
2.2.4.1 – Características (arrefecida/não arrefecida, alta
pressão/baixa pressão, etc.): Stamp of
Carimbo da
administration
2.2.5 – Coletor de partículas: sim/não (2): entidade
administrativa
2.2.5.1 – Dimensões e capacidade do coletor de par-
tículas: …
2.2.5.2 – Tipo e conceção do coletor de partículas: …
2.2.5.3 - Localização (lugar(es) e distância(s) Homologação do motor em causa 1 2 3 4
máxima(s)/mínima(s) do motor): …
2.2.5.4 – Método ou sistema de regeneração, descrição Número de homologação
e/ou desenho: … Data de homologação
1618 Diário da República, 1.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2014
dos medicamentos, aprovado em anexo ao Decreto-Lei
Homologação do motor em causa 1 2 3 4 n.º 48-A/2010, de 13 de maio, manda o Governo, pelo
Secretário de Estado da Saúde, o seguinte:
Nome do fabricante
Tipo de motor/família de motores Artigo 1.º
Alteração à Portaria n.º 924-A/2010, de 17 de setembro
Descrição do motor Informações de caráter ge-
ral (1). O anexo à Portaria n.º 924-A/2010, de 17 de setembro,
Meio de arrefecimento (2) na redação que lhe foi dada pelas Portarias n.ºs 994-A/2010,
Número de cilindros. de 29 de setembro, 1056-B/2010, de 14 de outubro, 289-
Cilindrada (cm³).
Tipo de pós-tratamento (3) -A/2011, de 3 de novembro, e 300/2011, de 30 de novem-
Velocidade nominal (min–1) bro, contendo os grupos e subgrupos farmacoterapêuticos
Potência útil nominal (kW) que integram os diferentes escalões de comparticipação do
Emissões (g/kWh) CO Estado no preço dos medicamentos, passa a ter a redação
HC
NOX
que consta do anexo à presente portaria, da qual faz parte
PM integrante.
Artigo 2.º
(1) Abreviar: DI = injeção direta, PC = câmara de pré-combustão/turbulência, NA =
aspiração natural, TC = turbocompressão, TCA = turbocompressão com pós-arrefecimento,
EGR = recirculação dos gases de escape
Produção de efeitos
(2) Líquido ou ar.
(3) Abreviar: CAT = catalisador, PT = filtro de partículas, SCR = redução catalítica Às alterações ora introduzidas não é aplicável o regime
seletiva.»
de escoamento previsto no Despacho n.º 1/88, de 12 de
maio, publicado no DR, 2.a série, n.º 128, de 3 de junho
de 1988, na sua redação atual.
MINISTÉRIO DA SAÚDE Artigo 3.º
Entrada em vigor