Pertence ao Código de Processo Penal (DL n.º 78/87, de 17 de Fevereiro)
Este artigo estabelece as regras sobre o cumprimento da função de perito no processo penal. Um perito nomeado judicialmente tem a obrigação de realizar o trabalho que lhe foi atribuído. Contudo, pode recusar-se se não tiver condições técnicas necessárias, e também pode ser recusado pelas partes (Ministério Público, arguido, assistente ou partes civis) pelos mesmos motivos. O tribunal não é obrigado a aceitar a recusa se a perícia for urgente ou se houver risco em esperar. Se o perito nomeado não entregar o relatório no prazo ou fizer um trabalho negligente, o juiz pode substituí-lo, sem possibilidade de recurso. O perito substituído é ouvido para se defender e, se tiver cometido uma violação grave dos seus deveres, pode ser condenado ao pagamento de uma multa entre 1 e 6 unidades de conta.
Um perito nomeado para análise de ADN num crime recusa-se por não dispor de equipamento adequado no seu laboratório. O juiz considera válida a escusa e nomeia outro perito. Porém, se o crime for grave e a perícia urgente para a investigação, o tribunal pode ordenar a perícia mesmo assim, protegendo a investigação criminal.
Um perito recebe ordem para fazer um relatório de autópsia num prazo de 30 dias, mas não cumpre. O juiz notifica-o e, considerando a sua inércia uma violação dos deveres, substitui-o por outro perito. O primeiro pode ser condenado a pagar uma multa de até 6 unidades de conta.
Num caso de perícia contabilística, o arguido e o assistente recusam o perito proposto por ter ligações profissionais com a vítima. Se a recusa for fundamentada em falta de independência, o tribunal aceita e nomeia um novo perito, garantindo a imparcialidade do processo.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.