Pertence ao Código Penal (DL n.º 48/95, de 15 de Março)
Este artigo pune a falsificação ou manipulação de notação técnica — documentos, registos ou informações produzidos por máquinas ou sistemas técnicos que têm relevância jurídica. A lei protege contra quatro condutas: fabricar notação técnica falsa do zero; alterar uma notação técnica legítima; incluir falsamente factos importantes num documento técnico; ou usar uma notação técnica que outra pessoa já falsificou. Também pune quem interfira com aparelhos automáticos para distorcer os seus resultados. A pena vai até 3 anos de prisão ou multa. É necessário que o agente tenha intenção de prejudicar alguém, o Estado, ou obter vantagem ilícita. A tentativa é punível. O artigo aplica-se a certificados técnicos, certificações de máquinas, testes laboratoriais, inspeções, e qualquer registo produzido por equipamento técnico que tenha efeito jurídico.
Um oficinista altera o registo técnico de uma inspecção de viatura, fazendo constar que um veículo passou numa prova que realmente falhou. Emite um certificado falso ao proprietário. Comete falsificação de notação técnica por alterar um documento técnico e incluir falsamente facto juridicamente relevante para obter benefício ilícito.
Uma pessoa interfere com um contador de eletricidade automático usando um dispositivo eletrónico para fazer constar consumos inferiores aos reais. Viola o artigo ao perturbar aparelho técnico automático para influenciar os resultados da notação, prejudicando a empresa fornecedora.
Um laboratório autorizado fabrica e emite um certificado de análise de água potável completamente falso, certificando água contaminada como segura. O responsável age com intenção de prejudicar consumidores e obter ganho ilícito. Comete falsificação de notação técnica.
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Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.