Pertence ao Código da Estrada (DL n.º 114/94, de 03 de Maio)
Este artigo permite às autoridades reservar certas vias de trânsito exclusivamente para veículos de tipos específicos ou serviços determinados — por exemplo, autocarros, táxis ou veículos de emergência. Outros condutores têm proibição de as usar. Existem, porém, exceções limitadas: pode entrar nessas vias o tempo estritamente necessário para aceder a garagens, propriedades ou estacionamentos, ou para realizar manobras de mudança de direção num cruzamento próximo, se a sinalização o permitir. Motociclos e triciclos motorizados podem sempre circular nestas vias. Quem viole a proibição (circulando na via reservada sem justificação válida) é punido com multa entre 120 e 600 euros. O artigo clarifica assim direitos e obrigações dos condutores face a vias de utilização restrita.
Um condutor de automóvel particular circula numa faixa reservada exclusivamente a autocarros para aceder à sua garagem que fica a 50 metros de distância. Esta ação é permitida porque a entrada é para acesso a propriedade e abrange apenas a extensão necessária. Não há infração se entrar e sair rapidamente naquela via.
Um condutor de carro particular circula por uma via inteiramente reservada a táxis para apanhar um atalho e chegar mais rápido. Não tem justificação válida (nenhum acesso a garagem ou propriedade naquele local). Esta conduta viola o artigo 77.º, n.º 1, e incorre em coima de 120 a 600 euros.
Um condutor de motociclo circula numa via reservada a veículos de transporte público. De acordo com o artigo 77.º, n.º 3, esta circulação é sempre permitida, independentemente de justificação adicional. Não há infração, mesmo que o motociclo não seja um veículo de transporte.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.