Título VII · Procedimentos de fiscalizaçãoCapítulo I · Procedimento para a fiscalização da condução sob influência de álcool ou de substâncias psicotrópicas

Artigo 152.ºPrincípios gerais

Pertence ao Código da Estrada (DL n.º 114/94, de 03 de Maio)

Resumo em linguagem claraGerado por IA · revisto contra texto oficial

Este artigo estabelece os princípios fundamentais para o controlo de álcool e drogas nas estradas. Determina quem pode ser submetido a testes (condutores, peões envolvidos em acidentes e pessoas que querem começar a conduzir), o que acontece se alguém recusa o teste e as consequências de tentar adulterar resultados. A lei é clara: recusar fazer o teste é crime de desobediência para condutores e peões. As pessoas que pretendem iniciar a condução são simplesmente impedidas de o fazer se recusarem. Os profissionais de saúde também têm obrigação legal de realizar os testes diagnosticados, sob pena de crime.

Quando se aplica — exemplos práticos

Controlo de rotina a um condutor

Um agente da polícia faz sinal a um carro para controlo. Pede ao condutor para fazer o teste do álcool (sopro). O condutor deve aceitar. Se recusar, comete crime de desobediência e enfrenta penas criminal e multa, além de outras sanções rodoviárias.

Peão envolvido em acidente

Uma pessoa é atropelada. A polícia suspeita que o peão estava sob influência de álcool. Pode exigir que faça teste para investigar o acidente. A recusa constitui crime de desobediência. Se o peão tentasse mascarar o resultado, tal não teria validade legal.

Candidato a carta de condução

No centro de exames, antes da prova prática, é feito teste de álcool/drogas. Se o candidato recusa, não pode fazer o exame. Não é crime, apenas impede o acesso à condução nesse momento. O médico que se recusa injustificadamente comete crime.

Texto oficial

Ver no PGDL ↗
1 - Devem submeter-se às provas estabelecidas para a deteção dos estados de influenciado pelo álcool ou por substâncias psicotrópicas: a) Os condutores; b) Os peões, sempre que sejam intervenientes em acidentes de trânsito; c) As pessoas que se propuserem iniciar a condução. 2 - Quem praticar atos suscetíveis de falsear os resultados dos exames a que seja sujeito não pode prevalecer-se daqueles para efeitos de prova. 3 - As pessoas referidas nas alíneas a) e b) do n.º 1 que recusem submeter-se às provas estabelecidas para a deteção do estado de influenciado pelo álcool ou por substâncias psicotrópicas são punidas por crime de desobediência. 4 - As pessoas referidas na alínea c) do n.º 1 que recusem submeter-se às provas estabelecidas para a deteção do estado de influenciado pelo álcool ou por substâncias psicotrópicas são impedidas de iniciar a condução. 5 - O médico ou paramédico que, sem justa causa, se recusar a proceder às diligências previstas na lei para diagnosticar o estado de influenciado pelo álcool ou por substâncias psicotrópicas é punido por crime de desobediência.
178 palavras · ID 349A0152
Assistente jurídico TOGA

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