Pertence ao Código do Trabalho (Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro)
Este artigo estabelece as regras de fiscalização do teletrabalho em Portugal. A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), que é o serviço inspetivo do Ministério do Trabalho, tem o dever de verificar se as empresas cumprem as normas sobre teletrabalho, incluindo as regras de segurança e saúde. O artigo protege a privacidade dos teletrabalhadores: quando a inspetora pretender visitar o domicílio do trabalhador para fazer uma inspeção, precisa da sua autorização prévia e deve avisar com pelo menos 48 horas de antecedência. Isto significa que nenhuma inspeção pode ser feita de surpresa na casa de um teletrabalhador. O objetivo é equilibrar a fiscalização do cumprimento da lei com o respeito pelo direito à privacidade do lar.
A ACT recebe uma denúncia sobre más condições de ergonomia no teletrabalho. A inspetora contacta o trabalhador, pede autorização para visitar o domicílio e marca a inspeção com 48 horas de antecedência. O trabalhador pode recusar a visita. Se consentir, a inspetora verifica o cumprimento das normas de segurança.
A empresa recebe uma ação de fiscalização sobre cumprimento das normas de teletrabalho. A inspeção pode ser feita sem visita ao domicílio, analisando registos, relatórios e comunicações. As visitas domiciliárias apenas ocorrem se necessário e com consentimento do trabalhador.
Um teletrabalhador recusa que a inspetora entre em seu domicílio. Isto é direito seu. A ACT não pode forçar a entrada, mas pode recorrer a outras formas de fiscalização ou solicitar esclarecimentos à empresa sobre as condições de trabalho.
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