Pertence ao Código do Trabalho (Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro)
Este artigo protege a ordem pública e a legalidade nos contratos de trabalho. Estabelece que quando um contrato tem por objetivo uma atividade ilegal ou contrária à ordem pública, a pessoa que sabia dessa ilicitude sofre consequências sérias: perde todos os benefícios que recebeu do contrato a favor da segurança social, e não pode exigir devolver o que pagou ou receber compensação. Além disso, essa pessoa continua obrigada a cumprir as suas responsabilidades legais. Por outras palavras, quem conscientemente entra num contrato para fazer algo ilegal não pode depois aproveitar-se disso. A violação desta regra é considerada uma contra-ordenação grave, sujeita a coimas. O artigo não se aplica à pessoa que foi enganada e não conhecia a ilicitude.
Um homem é contratado para trabalhar num esquema de branqueamento de capitais. Conhece a natureza ilegal do trabalho e recebe salários e bónus. Quando descoberto, perde todos esses valores a favor da segurança social, não pode exigir o reembolso do que gastou, e continua obrigado legalmente por qualquer responsabilidade contratual pendente.
Uma pessoa aceita deliberadamente um contrato verbal para trabalhar sem qualquer registo formal, sabendo que viola a lei de proteção do trabalho. Recebe pagamentos em dinheiro. Ao ser descoberta, perde esses ganhos para a segurança social e não pode reclamar o seu salário, embora continue responsável por cumprir compromissos pendentes.
Uma pessoa é contratada para trabalhos de consultoria, mas o patrão usa-a inconscientemente para fraude fiscal. Não sabia da ilicitude. Neste caso, o artigo não se lhe aplica: pode receber o seu salário, recuperar valores e não tem penalidades, pois ignorava a natureza ilegal da atividade.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.