Pertence ao Código das Sociedades Comerciais (DL n.º 262/86, de 02 de Setembro)
Este artigo permite que um accionista de uma sociedade anónima recorra aos tribunais quando a administração lhe recusa informações ou lhe fornece dados falsos, incompletos ou enganosos. O tribunal pode então ordenar que a informação seja prestada ou, consoante a gravidade da situação, tomar medidas mais severas: destituir administradores responsáveis, nomear um novo administrador para gerir a empresa ou dissolvê-la se existirem motivos legais. Se for nomeado um administrador judicial, este pode intentar acções contra responsáveis, garantir a continuidade da gestão ou corrigir ilegalidades. O artigo também permite requerer directamente ao tribunal sem previamente pedir informações, se for claro que a empresa não as fornecerá. Este mecanismo protege os accionistas contra ocultações e má gestão administrativa.
Um accionista minoritário pede ao conselho de administração as contas da empresa. A administração recusa, alegando que são confidenciais. O accionista pode requerer ao tribunal um inquérito. O juiz pode ordenar a divulgação das contas ou, se detectar gestão fraudulenta, nomear um administrador independente para investigar e recuperar fundos desviados.
Uma accionista recebe um relatório anual que afirma que a empresa é lucrativa, mas descobre depois que estava insolvente. Pode requerer inquérito judicial, alegando informação presumivelmente falsa. O tribunal investiga e, se confirmar a fraude, pode destituir os administradores responsáveis e nomear um novo para recuperar perdas.
Um accionista desconfia que a administração está a cometer irregularidades graves e que nunca fornecerá informações voluntariamente. Pode ir directamente ao tribunal sem pedir antes à empresa. O juiz, vendo fundamentos sérios para a suspeita, autoriza o inquérito e nomeia um inspector para examinar a gestão.
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Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.