Pertence ao Código de Processo Penal (DL n.º 78/87, de 17 de Fevereiro)
Este artigo regulamenta como funciona uma audiência em tribunal quando existe um recurso (um pedido para revisão de uma decisão anterior). O processo é bem estruturado: começa com o juiz relator a fazer uma síntese do caso e a apontar os pontos principais a discutir. Depois, se for necessário, há possibilidade de trazer novas provas. A seguir, as partes (quem recorreu e quem foi recorrido) têm oportunidade de apresentar argumentos, cada uma até 30 minutos, tempo que pode ser aumentado se o caso for muito complexo. Não há espaço para respostas cruzadas, mas o defensor pode ter mais 15 minutos de fala no final se ainda não tiver falado. O artigo deixa claro que as regras gerais de audiências de primeira instância também se aplicam aqui quando for apropriado.
Um homem condenado por roubo recorre da sentença. Na audiência do recurso, o juiz relator explica brevemente o crime e as questões principais (se houve realmente roubo ou não). O defensor e o Ministério Público têm cada um 30 minutos para argumentar. Se for muito complexo, o tempo pode ser alargado. Não há discussão de ida e volta, apenas apresentação de argumentos de cada lado.
Uma mulher recorre de uma sentença de divórcio contestando a partilha de bens. No recurso, há novas provas a apresentar (documentos que não existiam antes, ou testemunhas adicionais). A audiência permite renovar a prova antes dos argumentos finais das partes. Cada lado tem 30 minutos, podendo ser prorrogado se o caso for especialmente complicado.
Num recurso de condenação por difamação, a acusação pública termina os seus 30 minutos de argumentação. Como o defensor do recorrente não foi o último a intervir, tem direito a uma derradeira participação de 15 minutos para responder aos pontos principais levantados antes do encerramento da audiência.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.