Pertence ao Código de Processo Penal (DL n.º 78/87, de 17 de Fevereiro)
Este artigo estabelece as circunstâncias em que pode alguém recorrer de uma sentença penal e quais são os fundamentos válidos para o fazer. Começa por dizer que, quando a lei não limita o que o tribunal de recurso pode analisar, pode-se questionar qualquer aspecto da decisão anterior. No entanto, quando a lei restringe o tribunal de recurso apenas a questões de direito, existem exceções importantes: ainda assim pode recorrer-se se houver insuficiência de prova para justificar a decisão, contradições lógicas no raciocínio do juiz ou erros evidentes na forma como interpretou as provas. Há também uma terceira possibilidade: pode recorrer-se quando o tribunal não cumpriu procedimentos formais considerados essenciais, desde que esses vícios não tenham sido corrigidos. O objetivo é garantir que as condenações se baseiam em raciocínios lógicos, provas adequadas e procedimentos corretos.
Um arguido foi condenado, mas a sentença justifica a condenação apenas com uma prova que, na verdade, é contradita por várias outras. Pode recorrer alegando que a prova provada é insuficiente para suportar a decisão, mesmo que o tribunal de recurso esteja limitado a analisar direito, porque o vício é visível no texto da sentença.
O juiz escreve na sentença que "o testemunho não é credível" e "as provas apontam para inocência", mas depois condena o arguido. Esta contradição insanável permite recurso alegando vício de raciocínio jurídico, pois a incoerência salta à vista do próprio documento.
O juiz não respeitou um procedimento obrigatório durante o julgamento que a lei considera essencial à validade, por exemplo, não permitiu confrontação direta de testemunhas. Pode recorrer-se por inobservância de requisito cominado com nulidade, independentemente de restrições sobre cognição.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.