Pertence ao Código de Processo Penal (DL n.º 78/87, de 17 de Fevereiro)
Este artigo regula a caução, que é uma medida de coacção usada no processo penal português. Basicamente, permite ao juiz exigir que o arguido (pessoa acusada) deposite uma quantia em dinheiro como garantia de que cumprirá as obrigações processuais e comparecerá em tribunal. A caução só pode ser imposta se o crime for punível com prisão. O valor é determinado considerando a gravidade do crime, o dano causado, a situação financeira do arguido e os objetivos de proteção do processo. Se o arguido não conseguir pagar a caução ou tiver dificuldades sérias, o juiz pode substituí-la por outras medidas, como apresentações periódicas à polícia ou restrições de movimento — mas nunca por prisão preventiva obrigatória. O artigo também permite que pessoas coletivas (empresas, associações) sejam obrigadas a prestar caução.
Um homem é detido por roubo a uma loja. O juiz fixa uma caução de 2 000 euros, considerando que o crime é grave, houve dano patrimonial significativo, mas o arguido tem recursos para pagar. Se pagar, fica em liberdade à espera do julgamento. Se não conseguir pagar, o juiz pode impor-lhe apresentações semanais na polícia em vez da caução.
Uma mulher é acusada de tráfico de estupefacientes. Embora o crime seja grave, ela está desempregada e vive em situação precária. O juiz não pode impor-lhe uma caução elevada. Em alternativa, pode exigir-lhe que resida numa morada fixa, que se apresente regularmente ou que se afaste de certos locais.
Uma empresa é acusada de fraude fiscal. O juiz pode impor à empresa o depósito de uma caução (valor elevado, proporcional ao dano fiscal). A caução garante que a empresa comparecerá em tribunal e cumprirá as determinações processuais até ao final do julgamento.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.