Pertence ao Código de Processo Civil (Lei n.º 41/2013, de 26 de Junho)
Este artigo estabelece o procedimento para fixar o prazo quando a sentença ou documento que autoriza a execução não especifica quando o devedor deve cumprir uma obrigação de fazer algo (prestação de facto). O credor (exequente) apresenta ao tribunal o prazo que considera adequado e pede que o devedor seja citado para responder em 20 dias. O tribunal então decide o prazo judicialmente. O credor pode também solicitar que sejam aplicadas multas diárias (sanção compulsória) para pressionar o devedor a cumprir. O devedor tem a oportunidade de contestar não apenas o prazo, mas também a própria execução se tiver razões válidas para isso. Trata-se de um mecanismo de proteção do devedor: evita que prazos arbitrários sejam impostos sem oportunidade de discussão, e garante que uma autoridade judicial (juiz) valida o prazo proposto.
Um proprietário obtém uma sentença obrigando um empreiteiro a reparar o telhado da sua casa, mas a sentença não especifica quantos dias tem para o fazer. O proprietário pede ao tribunal que fixe 30 dias como prazo. O empreiteiro é citado, pode argumentar que precisa de 60 dias e apresentar razões (falta de materiais, agenda). O juiz decide o prazo final.
Uma instituição bancária tem decisão judicial obrigando um cliente a devolver documentos originais, sem prazo definido. O banco requer judicialmente um prazo de 5 dias. O cliente é notificado e tem 20 dias para responder. Pode contestar o prazo por justa causa ou opor-se à execução inteira.
Um vizinho obtém sentença obrigando outro a remover uma construção irregular, mas sem prazo fixo. O vizinho propõe 15 dias e pede multa diária compulsória (por exemplo, 50€/dia) para incentivar cumprimento rápido. O tribunal analisa se o prazo é razoável antes de fixar e autorizar a multa.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.