Pertence ao Código de Processo Civil (Lei n.º 41/2013, de 26 de Junho)
Este artigo regula como se penhoram (apreende-se judicialmente) direitos que não podem ser fisicamente apreendidos, como quotas em sociedades ou direitos sobre bens que pertencem a várias pessoas em conjunto. Quando alguém deve dinheiro e o credor obtém uma execução judicial, o direito do devedor fica 'congelado' através de notificação ao administrador ou aos outros proprietários. Estes podem fazer declarações sobre como o direito será realizado. Se todos concordarem em vender a totalidade do bem ou sociedade, procede-se à venda conjunta. Se houver contestação, o assunto é resolvido conforme as partes acordem. Este mecanismo aplica-se também a direitos reais especiais como a habitação periódica. No caso de quotas em sociedades, notifica-se também a empresa.
Um sócio deve 50.000 euros. O credor executa a dívida. A penhora incide sobre a quota do sócio na empresa. A sociedade é notificada e o direito do devedor fica congelado. A sociedade não pode alienar a quota sem a intervenção do agente de execução. A venda será realizada conforme as regras do Código das Sociedades Comerciais.
Três irmãos herdam um prédio em partes iguais. Um deles contrai uma dívida de 30.000 euros. O credor penhoreia a quota hereditária (parte indivisa). Os outros irmãos são notificados e podem declarar se pretendem que seja vendido todo o prédio. Se concordarem, vende-se tudo e distribui-se o valor proporcionalmente.
Uma pessoa tem direito a passar férias num apartamento em regime de multipropriedade e contrai uma dívida. O credor penhoreia esse direito. Não é possível apreender fisicamente o direito, pelo que se notifica o administrador. O direito fica à ordem do agente de execução para posterior venda ou realização.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.