Livro II · Do processo em geralTítulo III · Dos incidentes da instânciaCapítulo II · Verificação do valor da causa

Artigo 305.º(art.º 314.º CPC 1961) Poderes das partes quanto à indicação do valor

Pertence ao Código de Processo Civil (Lei n.º 41/2013, de 26 de Junho)

Resumo em linguagem claraGerado por IA · revisto contra texto oficial

Este artigo estabelece as regras sobre como as partes num processo judicial podem discutir e acordar no valor da causa. A causa tem um valor importante porque determina certos custos, taxas e até o tribunal competente. O réu (quem é demandado) pode rejeitar o valor que o autor (quem apresenta a queixa) indicou na petição inicial, mas tem de oferecer um valor alternativo na sua resposta. Depois disso, as partes podem mutuamente acordar em qualquer valor que entendam. Se a petição inicial não tiver valor indicado, o autor é chamado a declarar qual é, sob pena de o processo terminar. O réu pode ainda impugnar este valor declarado tardiamente. Importante: se o réu não impugna o valor, considera-se que o aceita, e fica vinculado a ele.

Quando se aplica — exemplos práticos

Processo de cobrança com desacordo no valor

Um cliente deve 5.000 euros. Na petição inicial, o credor indica que a causa vale 5.000 euros. O devedor, na sua defesa, contesta e diz que o valor real é apenas 2.000 euros. Agora a causa tem dois valores em disputa. Se as partes não chegarem a acordo e o juiz não resolver, o valor afecta as custas do processo.

Acordo entre as partes sobre o valor

Numa ação de indemnização por danos, o autor pede 8.000 euros. O réu oferece 5.000 euros na sua resposta. Depois, as partes podem acordar em qualquer valor intermédio, como 6.500 euros, ou noutro que entendam. Este acordo vincula ambas para o resto do processo.

Esquecimento do valor na petição inicial

Um autor apresenta uma queixa mas esquece-se de indicar o valor da causa. O tribunal nota a falta e avisa o autor para declarar o valor, sob risco de o processo terminar. Assim que o autor declara o valor, o réu é informado e pode contestá-lo se ainda houver prazo para articulados.

Texto oficial

Ver no PGDL ↗
1 - No articulado em que deduza a sua defesa, pode o réu impugnar o valor da causa indicado na petição inicial, contanto que ofereça outro em substituição; nos articulados seguintes podem as partes acordar em qualquer valor. 2 - Se o processo admitir unicamente dois articulados, tem o autor a faculdade de vir declarar que aceita o valor oferecido pelo réu. 3 - Quando a petição inicial não contenha a indicação do valor e, apesar disso, haja sido recebida, deve o autor ser convidado, logo que a falta seja notada e sob cominação de a instância se extinguir, a declarar o valor; neste caso, dá-se conhecimento ao réu da declaração feita pelo autor e, se já tiverem findado os articulados, pode o réu impugnar o valor declarado pelo autor. 4 - A falta de impugnação por parte do réu significa que aceita o valor atribuído à causa pelo autor.
150 palavras · ID 1959A0305
Assistente jurídico TOGA

Ainda com dúvidas sobre Artigo 305.º ((art.º 314.º CPC 1961) Poderes das partes quanto à indicação do valor)?

Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.

Grátis para começar · sem cartão de crédito

Aviso Legal

Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.