Pertence ao Código Penal (DL n.º 48/95, de 15 de Março)
Este artigo pune funcionários públicos que cobram dinheiro indevidamente aos cidadãos, aproveitando-se da sua posição. A lei abrange situações em que o funcionário recebe vantagem patrimonial (dinheiro, bens, etc.) para si, para o Estado ou para terceiros, enganando a vítima ou aproveitando um erro seu. Isto inclui cobranças de taxas, multas ou emolumentos superiores aos legais ou completamente indevidos. O crime chama-se concussão. Se a cobrança for feita com violência ou ameaça séria, a punição é mais grave. O objectivo é proteger os cidadãos contra abusos de autoridade por parte de quem trabalha no setor público.
Um polícia detém um motorista e afirma, falsamente, que tem uma multa em aberto. Convence o condutor a pagar 300 euros na altura para não ir ao tribunal. O funcionário fica com o dinheiro. Esta é concussão porque cobrou uma quantia indevida, enganando a vítima.
Um empregado de câmara municipal diz a um cidadão que a taxa de licença é 800 euros, quando o valor legal é 400. Recebe o pagamento duplicado para a câmara, mas com intenção de enganar. Configura concussão pela cobrança superior à devida.
Um inspector municipal ameaça fechar um negócio se o dono não lhe entregar 500 euros pessoalmente, disfarçado de 'compensação por inconvenientes'. Usa a ameaça para obter vantagem indevida, aplicando-se a pena agravada do artigo 379.º, n.º 2.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.