Pertence ao Código Penal (DL n.º 48/95, de 15 de Março)
Este artigo protege provas que dizem respeito às relações de Portugal com outros países ou organizações internacionais. Pune quem falsifique, roube, destrua ou esconda intencionalmente documentos, registos ou outros meios de prova que possam prejudicar direitos ou interesses nacionais portugueses. A pena vai de 1 a 8 anos de prisão. O artigo inclui também uma proteção específica para os marcos e sinais que delimitam o território português — quem os danifique, deslocar ou falsifique pode ser condenado até 3 anos de prisão. Este crime afeta pessoas que atuem contra a segurança nacional, nomeadamente funcionários públicos, diplomatas ou qualquer cidadão que tenha acesso a documentação sensível e a destrua ou oculte deliberadamente. A intenção é evitar que provas sobre negociações internacionais, acordos bilaterais ou questões de fronteira desapareçam ou sejam alteradas.
Um funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros destrói intencionalmente emails e documentos sobre uma negociação comercial com um país vizinho, para prejudicar o processo. Este comportamento é crime sob este artigo, pois eliminou provas sobre relações internacionais que poderiam afetar interesses nacionais.
Alguém desloca ou remove deliberadamente balizas que marcam a fronteira portuguesa. Isto constitui crime neste artigo, com pena até 3 anos, porque compromete a clareza dos limites territoriais do país.
Um trabalhador de uma instituição pública rouba cópias de um tratado internacional assinado entre Portugal e organismos europeus, com intenção de os vender. Este roubo de documentação constitui crime, pois afeta a segurança dos interesses nacionais portugueses.
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Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.