Pertence ao Código Penal (DL n.º 48/95, de 15 de Março)
Este artigo define o crime de ofensa à integridade física por negligência. Aplica-se quando alguém, por falta de cuidado ou atenção, causa dano ao corpo ou à saúde de outra pessoa. A pena base é prisão até 1 ano ou multa até 120 dias. No entanto, o tribunal pode dispensar a pena em duas situações: quando um médico, no exercício profissional, causa uma lesão sem resultar em doença ou incapacidade superior a 8 dias; ou quando qualquer pessoa causa uma ofensa sem incapacidade superior a 3 dias. Se a negligência resultar em ofensa grave à integridade física, a pena aumenta para prisão até 2 anos ou multa até 240 dias. O processo penal depende de queixa, ou seja, a vítima ou representante legal deve apresentar denúncia formal.
Um condutor, distraído com o telemóvel, causa uma colisão que resulta em ferimentos leves noutra pessoa com incapacidade de 5 dias. O tribunal pode não aplicar pena, porque não há incapacidade superior a 3 dias. Se houvesse incapacidade de 10 dias, seria punível com pena.
Um médico comete um erro de medicação que causa dor e incapacidade de 6 dias no paciente. O tribunal pode dispensar pena, pois existe proteção especial para médicos cuja negligência não cause incapacidade superior a 8 dias. Já uma incapacidade de 15 dias seria punível.
Um instrutor de fitness não verifica corretamente o equipamento, e uma cliente sofre uma queda com traumatismo grave e incapacidade de 20 dias. Esta negligência constitui ofensa grave à integridade física, sendo punível com prisão até 2 anos ou multa até 240 dias.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.