Pertence ao Código Civil (DL n.º 47344/66, de 25 de Novembro)
Este artigo estabelece que os créditos relativos a despesas de justiça têm uma posição prioritária especial (privilégio) sobre bens imóveis. Aplica-se quando essas despesas foram realizadas directamente para benefício comum de vários credores, nomeadamente para preservar, executar ou liquidar propriedades imóveis. Significa que, se um imóvel for vendido ou se o crédito tiver de ser satisfeito, quem avançou com estas despesas de justiça é pago antes dos outros credores. Este privilégio protege quem investe recursos em acções legais que beneficiam múltiplos credores — por exemplo, em processos de inventário, divisão de heranças ou execuções imobiliárias. É um incentivo legal para que despesas essenciais à administração e preservação do património comum sejam suportadas, garantindo que quem as faz não fica prejudicado relativamente a outros credores.
Numa herança com vários herdeiros, um deles avança com reparações estruturais urgentes numa casa para evitar deterioração. Estas despesas de justiça (aprovadas judicialmente como necessárias) têm privilégio sobre o imóvel. Quando a herança for partilhada ou o imóvel vendido, este herdeiro é pago antes dos outros credores.
Numa execução de hipoteca onde múltiplos credores têm direitos sobre um imóvel, o tribunal despende valores em notificações, conservação do bem e diligências legais. Estas despesas de justiça têm privilégio e são pagas prioritariamente do produto da venda do imóvel.
Uma sociedade com sócios credores liquida-se e necessita de despesas judiciais para vender os imóveis e distribuir o produto. Os custos desta liquidação têm privilégio sobre os bens imóveis e são satisfeitos antes da distribuição aos credores comuns.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.