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Artigo 44.ºLicença por adopção

Pertence ao Código do Trabalho (Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro)

Resumo em linguagem claraGerado por IA · revisto contra texto oficial

Este artigo estabelece o direito à licença parental para candidatos a adotantes de menores com menos de 15 anos. O trabalhador adotante tem direito aos mesmos períodos de licença previstos para a maternidade e paternidade biológicas. Em adoções múltiplas, a licença é prolongada em 30 dias ou 2 dias adicionais por cada criança além da primeira. Quando há dois candidatos a adotantes, podem partilhar a licença entre si. Não há direito a licença se se tratar de adoção do enteado ou companheiro. A licença começa na data da confiança judicial ou administrativa e pode ser suspensa se houver internamento hospitalar. O trabalhador deve informar o empregador com 10 dias de antecedência ou, em caso de urgência, logo que possível. O artigo também se aplica às famílias de acolhimento. A violação destas regras constitui contraordenação muito grave.

Quando se aplica — exemplos práticos

Adoção por casal com partilha de licença

Um casal aprova a adoção de uma criança de 12 anos com confiança judicial. Ambos trabalham. Decidem partilhar a licença: a mãe goza 120 dias e o pai goza 30 dias. Informam os respectivos empregadores com 10 dias de antecedência, entregando documento que comprova a confiança e a idade da criança.

Adopção múltipla com prorrogação

Uma trabalhadora adopta duas crianças (ambas menores de 15 anos) simultaneamente. Tem direito à licença base (120 dias) mais 30 dias pela adoção múltipla, totalizando 150 dias. Se a confiança ocorrer de forma urgente, informa o empregador assim que possível.

Adopção com internamento hospitalar

Um trabalhador em licença de adopção é internado no hospital durante 5 dias. A licença é suspensa nesse período. Deve comunicar ao empregador e apresentar declaração do hospital. O período de licença retoma-se após a alta, mantendo os dias não usufruídos.

Texto oficial

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1 - Em caso de adoção de menor de 15 anos, o candidato a adotante tem direito à licença referida nos n.os 1 a 3 do artigo 40.º 2 - Em caso de adoção de menor de 15 anos, o candidato a adotante tem direito à licença parental exclusiva do pai, nos termos do artigo anterior. 3 - No caso de adoções múltiplas, o período de licença referido no n.º 1 é acrescido de 30 dias e o período de licença referido no n.º 2 é acrescido de 2 dias, por cada adoção além da primeira. 4 - Havendo dois candidatos a adotantes, a licença deve ser gozada nos termos dos n.os 1 a 3 do artigo 40.º 5 - O candidato a adoptante não tem direito a licença em caso de adopção de filho do cônjuge ou de pessoa com quem viva em união de facto. 6 - O candidato a adotante pode gozar até 30 dias da licença parental inicial no período de transição e acompanhamento. 7 - Para efeitos do disposto no número anterior, o candidato a adotante que pretenda gozar parte da licença parental inicial deve informar desse propósito o empregador e apresentar documento que comprove o período de transição e acompanhamento, prestando essa informação com a antecedência de 10 dias ou, em caso de urgência comprovada, logo que possível. 8 - Em caso de incapacidade ou falecimento do candidato a adoptante durante a licença, o cônjuge sobrevivo, que não seja candidato a adoptante e com quem o adoptando viva em comunhão de mesa e habitação, tem direito a licença correspondente ao período não gozado ou a um mínimo de 14 dias. 9 - A licença tem início a partir da confiança judicial ou administrativa, nos termos do regime jurídico da adopção. 10 - Quando a confiança administrativa consistir na confirmação da permanência do menor a cargo do adoptante, este tem direito a licença, pelo período remanescente, desde que a data em que o menor ficou de facto a seu cargo tenha ocorrido antes do termo da licença parental inicial. 11 - Em caso de internamento hospitalar do candidato a adoptante ou do adoptando, o período de licença é suspenso pelo tempo de duração do internamento, devendo aquele comunicar esse facto ao empregador, apresentando declaração comprovativa passada pelo estabelecimento hospitalar. 12 - Em caso de partilha do gozo da licença, os candidatos a adoptantes informam os respectivos empregadores, com a antecedência de 10 dias ou, em caso de urgência comprovada, logo que possível, fazendo prova da confiança judicial ou administrativa do adoptando e da idade deste, do início e termo dos períodos a gozar por cada um, entregando para o efeito declaração conjunta. 13 - Caso a licença por adopção não seja partilhada, o candidato a adoptante que gozar a licença informa o respectivo empregador, nos prazos referidos no número anterior, da duração da licença e do início do respectivo período. 14 - O disposto no presente artigo aplica-se, com as necessárias adaptações, às famílias de acolhimento. 15 - Constitui contraordenação muito grave a violação do disposto nos n.os 1 a 4, 6, 8, 10, 11 ou 14.
522 palavras · ID 1047A0044

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