Parte geralTítulo VII · Disposições penais

Artigo 512.ºAmortização lícita de quota dada em penhor ou que seja objecto de usufruto

Pertence ao Código das Sociedades Comerciais (DL n.º 262/86, de 02 de Setembro)

Resumo em linguagem claraGerado por IA · revisto contra texto oficial

Este artigo pune condutas ilícitas relacionadas com a amortização de quotas (eliminação de quotas) quando existem direitos de terceiros sobre elas. A amortização de quota é um processo legítimo nas sociedades, mas torna-se crime quando afecta quotas que estão penhoradas (dadas como garantia de dívida) ou sujeitas a usufruto (direito de outro usar e usufruir). O artigo protege os direitos de credores e outros titulares de direitos sobre quotas. Pune-se o gerente que propõe ilegalmente a amortização sem consentimento do credor ou usufrutuário, e também o sócio proprietário da quota que a promove ou consente. Se houver dano grave previsível, a punição é mais severa. O objectivo é garantir que operações societárias não prejudiquem direitos legalmente reconhecidos de terceiros sobre o património social.

Quando se aplica — exemplos práticos

Banco quer garantia sobre quota e a sociedade amortiza

Um banco empresta dinheiro a um sócio e penhora a sua quota como garantia. Meses depois, o gerente propõe aos sócios amortizar essa quota sem informar o banco. Isto é crime: o gerente e o sócio proprietário violam direitos do credor penhorador.

Avô tem usufruto da quota e neto quer amortizá-la

Um avó tem direito de usufruto sobre a quota do neto (recebe lucros mas não é proprietário). O neto quer eliminar a quota para simplificar a sociedade. Sem consentimento do avó, isto é ilícito. Ambos—neto e gerente que proponha—cometem infracção criminal.

Sócio sabe e cala para prejudicar credor

Um sócio sabe que o gerente vai propor amortizar quota penhorada e maliciosamente não avisa o banco credor, apenas para lhe causar prejuízo. Comete crime por omissão qualificada, mesmo que não tenha votado a favor da amortização.

Texto oficial

Ver no PGDL ↗
1 - O gerente de sociedade que, em violação da lei, propuser à deliberação dos sócios amortizar, total ou parcialmente, quota sobre a qual incida direito de usufruto ou de penhor, sem consentimento do titular deste direito, é punido com pena de prisão até 2 anos ou com pena de multa. 2 - Com a mesma pena será punido o sócio titular da quota que promover a amortização ou para esta der o seu assentimento, ou que, podendo informar do facto, antes de executado, o titular do direito de usufruto ou de penhor, maliciosamente o não fizer. 3 - Se for causado dano grave, material ou moral, e que o autor pudesse prever, ao titular do direito de usufruto ou de penhor, a algum sócio que não tenha dado o seu assentimento para o facto ou à sociedade, a pena é de prisão até 3 anos ou pena de multa.
150 palavras · ID 524A0512
Assistente jurídico TOGA

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