Pertence ao Código de Processo Civil (Lei n.º 41/2013, de 26 de Junho)
Este artigo estabelece as regras procedimentais que se aplicam aos processos de jurisdição voluntária, que são aqueles em que não existe litígio entre partes, como autorizações, homologações ou registos. O tribunal tem liberdade para investigar os factos e recolher as provas que considerar necessárias, sem estar limitado ao que as partes apresentam. As sentenças devem ser proferidas no máximo em 15 dias. Um aspecto importante é que não é obrigatório contratar um advogado para participar nestes processos — pode representar-se a si próprio ou ser representado por terceiros — mas se pretender recorrer da decisão do tribunal, aí sim, a lei exige a constituição de advogado. O artigo refere ainda que se aplicam as disposições dos artigos 292.º a 295.º, que contêm regras gerais sobre prazos e procedimentos.
Uma pessoa quer que o tribunal confirme a validade de um testamento selado. Não há disputa entre herdeiros nesta fase — é apenas para se confirmar que o documento foi feito corretamente. Pode apresentar a petição sem advogado. O juiz pode, livremente, solicitar informações adicionais ou documentos que considere pertinentes. A decisão deve ser dada em 15 dias.
Um pai precisa de autorização judicial para vender uma propriedade do filho menor. Sem litígio envolvido, é processo de jurisdição voluntária. Pode fazer a petição sozinho, mas o tribunal pode pedir documentos sobre o valor do bem ou razões da venda. Se discordar da decisão, já precisará de advogado para recorrer.
Uma pessoa pede ao tribunal que certifique que uma assinatura num contrato é autêntica. Sem conflito entre partes, não é obrigatório advogado. O tribunal pode ordenar perícias, solicitar documentos ou ouvir testemunhas conforme necessite. A resolução tem prazo máximo de 15 dias.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.