Livro I · Da ação, das partes e do tribunalTítulo III · Das partesCapítulo III · Patrocínio judiciário

Artigo 47.º(art.º 39.º CPC 1961) Revogação e renúncia do mandato

Pertence ao Código de Processo Civil (Lei n.º 41/2013, de 26 de Junho)

Resumo em linguagem claraGerado por IA · revisto contra texto oficial

Este artigo regula como um advogado (mandatário) pode deixar de representar uma pessoa em tribunal, ou como essa pessoa pode deixar de o ter como representante (revogação). Ambos os cenários — renúncia do advogado ou revogação pela parte — têm de ser comunicados oficialmente no processo, tanto ao advogado e à parte representada como ao adversário. Os efeitos começam quando essa notificação é feita. Se a lei obriga a ter advogado (casos graves), e a pessoa não arranja um novo no prazo de 20 dias após ser notificada da renúncia, as consequências variam: se for o autor ou exequente, o processo paralisa; se for o réu ou semelhante, o processo continua mesmo sem advogado; se for um requerente (em procedimentos especiais), o processo encerra. Em situações onde o réu não pode ser notificado mas a lei exige advogado, o tribunal nomeia um de ofício.

Quando se aplica — exemplos práticos

Renúncia do advogado numa ação comum

Um advogado que representa uma autora em tribunal pede para se demitir. Envia uma carta ao tribunal notificando a renúncia. O tribunal comunica-o à autora (com aviso dos prazos) e ao advogado do réu. A autora tem 20 dias para contratar outro advogado. Se não o fizer, o processo fica suspenso até ela tomar essa decisão.

Revogação pelo cliente numa execução

Um exequente (credor) que move uma execução contra um devedor decide revogar o mandato do seu advogado. Notifica o tribunal dessa revogação. Tem 20 dias para constituir novo advogado. Se não o fizer, a execução suspende-se, ficando tudo parado até conseguir representação.

Réu sem advogado e sem poder ser notificado

Num processo contra um réu que não conseguem localizar, mas que é obrigado a ter advogado, o tribunal nomeia um advogado de ofício para o representar. Este advogado tem direito a examinar todo o processo durante 10 dias para se preparar.

Texto oficial

Ver no PGDL ↗
1 - A revogação e a renúncia do mandato devem ter lugar no próprio processo e são notificadas tanto ao mandatário ou ao mandante, como à parte contrária. 2 - Os efeitos da revogação e da renúncia produzem-se a partir da notificação, sem prejuízo do disposto nos números seguintes; a renúncia é pessoalmente notificada ao mandante, com a advertência dos efeitos previstos no número seguinte. 3 - Nos casos em que seja obrigatória a constituição de advogado, se a parte, depois de notificada da renúncia, não constituir novo mandatário no prazo de 20 dias: a) Suspende-se a instância, se a falta for do autor ou do exequente; b) O processo segue os seus termos, se a falta for do réu, do executado ou do requerido, aproveitando-se os atos anteriormente praticados; c) Extingue-se o procedimento ou o incidente inserido na tramitação de qualquer ação, se a falta for do requerente, opoente ou embargante. 4 - Sendo o patrocínio obrigatório, se o réu, o reconvindo, o executado ou o requerido não puderem ser notificados, é nomeado oficiosamente mandatário, nos termos do n.º 3 do artigo 51.º. 5 - O advogado nomeado nos termos do número anterior tem direito a exame do processo, pelo prazo de 10 dias. 6 - Se o réu tiver deduzido reconvenção, esta fica sem efeito quando for dele a falta a que se refere o n.º 3; sendo a falta do autor, segue só o pedido reconvencional, decorridos que sejam 10 dias sobre a suspensão da ação.
249 palavras · ID 1959A0047

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