Pertence ao Código de Processo Civil (Lei n.º 41/2013, de 26 de Junho)
Este artigo permite que uma parte (autor ou reconvinte) corrija o problema de legitimidade processual quando o tribunal declara que alguém deveria estar envolvido no processo mas não está. Se a decisão que identifica essa falta de legitimidade ainda não transitou em julgado, a parte pode chamar a pessoa em falta para intervir no processo. Se a decisão já transitou em julgado e terminou o processo, ainda existe uma segunda oportunidade: nos 30 dias seguintes, a parte pode fazer esse chamamento. Quando aceite, o processo que tinha terminado é retomado, mas quem chamou a nova parte tem de pagar as custas em que foi condenado anteriormente. Esta regra garante que o processo se desenvolva com todas as pessoas realmente interessadas presentes.
Uma empresa processa um contratante por falta de pagamento. O tribunal avalia e vê que quem realmente assinou o contrato foi uma pessoa diferente, não a nomeada. Antes da sentença ficar definitiva, a empresa pode chamar essa pessoa correta para participar no processo, evitando que a condenação seja considerada ilegítima depois.
Um senhor perde um processo e recebe a sentença final condenatória. Trinta dias depois, descobre que devia ter chamado seu sócio (co-responsável pelo contrato em litígio) desde o início. Ainda pode tentar fazer esse chamamento dentro do prazo, e se aceite, o processo retoma-se, mas ele mantém a obrigação de pagar as custas anteriores.
Uma vítima processa uma empresa por danos. A sentença transita em julgado condenando a empresa. Depois averigua que o verdadeiro responsável era um director pessoal que nunca foi chamado. Dentro de 30 dias pode requerer esse chamamento; se aceite, o processo reopera e inclui esse diretor, embora as custas anteriores permaneçam.
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