Livro IV · DIREITO DA FAMÍLIATítulo III · Da filiaçãoCapítulo II · Efeitos da filiaçãoSecção II · Responsabilidades ParentaisSubsecção V · Inibição e limitações ao exercício das responsabilidades parentais

Artigo 1913.ºInibição de pleno direito

Pertence ao Código Civil (DL n.º 47344/66, de 25 de Novembro)

Texto consolidado · última atualização a 11 de maio de 2026

Resumo em linguagem claraGerado por IA · revisto contra texto oficial

Este artigo determina em que situações uma pessoa perde automaticamente o direito de exercer as responsabilidades parentais sobre os seus filhos — isto é, de tomar decisões sobre a sua educação, saúde e bens. A perda ocorre de forma imediata ('de pleno direito') em três casos principais: primeiro, quando alguém é condenado definitivamente por um crime que a lei considera grave o suficiente para justificar essa perda; segundo, quando uma pessoa maior de idade está sob acompanhamento judicial e a sentença o especifica expressamente; terceiro, quando o progenitor desaparece e é nomeado um representante legal (curador provisório). As crianças menores de idade, por sua vez, nunca podem exercer responsabilidades parentais sobre os seus filhos. O artigo obriga ainda que o tribunal comunique estas decisões de inibição para tomar as medidas necessárias, protegendo assim o interesse superior da criança.

Quando se aplica — exemplos práticos

Condenação por crime grave

Um pai é condenado definitivamente por abuso de menores. Esta condenação implica automaticamente a perda do direito de exercer responsabilidades parentais sobre os seus filhos, sem necessidade de processo adicional. O tribunal comunica a decisão para que um representante legal (como a mãe ou outro familiar) assuma as decisões sobre o filho.

Desaparecimento de progenitor

Uma mãe desaparece e o tribunal nomeia um curador provisório para tratar dos seus assuntos. A partir desse momento, a mãe fica automaticamente inibida de exercer responsabilidades parentais. O curador passa a representar os interesses da criança enquanto a mãe permanece ausente.

Maior acompanhado judicialmente

Um homem com limitações cognitivas está sob acompanhamento judicial. Se a sentença declarar expressamente a inibição de responsabilidades parentais, ele fica impossibilitado de tomar decisões sobre a educação e bens do seu filho. Outra pessoa (tipicamente a mãe) assume essa responsabilidade.

Texto oficial

Ver no PGDL ↗
1. Consideram-se de pleno direito inibidos do exercício das responsabilidades parentais: a) Os condenados definitivamente por crime a que a lei atribua esse efeito; b) Os maiores acompanhados, apenas no casos em que a sentença de acompanhamento assim o declare; c) Os ausentes, desde a nomeação do curador provisório. 2 - Os menores consideram-se de pleno direito inibidos de representar o filho e administrar os seus bens. 3. As decisões judiciais que importem inibição do exercício das responsabilidades parentais são comunicadas, logo que transitem em julgado, ao tribunal competente, a fim de serem tomadas as providências que no caso couberem.
100 palavras · ID 775A1913
Assistente jurídico TOGA

Ainda com dúvidas sobre Artigo 1913.º (Inibição de pleno direito)?

Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.

Grátis para começar · sem cartão de crédito

Como citar este artigo

Artigo 1913.º do Código Civil (DL n.º 47344/66, de 25 de Novembro). TogaAI — Legislação. Texto consolidado à data de 11 de maio de 2026. Disponível em: https://togai.pt/legislacao/codigo-civil/artigo-1913

Aviso Legal

Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.